Muito boa noite meus queridos amigos alunos seguidores em primeiro lugar agradecer Claro a faculdade Bel vista por receber esse lanamento do meu novo livro Amor a sabedoria Fico muito honrado e lonado acho que não haveria lugar melhor no Brasil para lançar esse livro porque é uma instituição que certamente entende a proposta que me anima que me inspira que é interdisciplinar que é filosófica Teológica literária e que é baseada no Amor a sabedoria Como o próprio nome do livro diz Este é um ambiente em que se ama a sabedoria nas ciências da economia e do direito
e eu queria eh compartilhar com vocês a minha profunda alegria de ter convidado cinco amigos para dialogar comigo e com vocês deste livro sobre este livro que é fruto de um diálogo com certos autores Então antes de mais nada muito obrigado Bruna Ana Lua Gabriel Hugo e Lucas eu estou Lisongeado de estar com vocês ouvir vocês obrigado desde já pelo tempo que dedicaram para ler algumas páginas talvez do livro e certamente tudo que vocês dirão calará fundo no meu coração e na minha inteligência porque tenho certeza que filosofia não se faz sozinho eu vou apresentar
brevemente o livro e passar a palavra para eles e depois a gente vai dialogar livremente numa numa mesa Redonda eh por volta dos 16 17 anos eu realmente Passei a levar sério a leitura eu passei a me perguntar a gente viu nesse vídeo ainda há pouco das questões existenciais que subjazem a toda escolha profissional pessoal e moral né Afinal quem eu sou o que que eu tô fazendo aqui Deus existe o que é o amor a morte a felicidade a amizade e portanto fui me dedicar à filosofia a ler os filósofos e levá-los a sério
como portadores da Verdade ou aqueles que podem nos aproximar da Verdade ou Aqueles cujos erros nos mostram pela Via negativa pela via da do erro o acerto e a verdade então eu fui fui marcado por certos autores principalmente clássicos e que eu me esforcei para entender E à medida que eu encontrava um autor que era relevante para mim eu sentia a necessidade incoercível de ensiná-lo o Lucas será o primeiro a falar nem combinamos o o local a ordem mas já tinha pensado nisso porque me Acompanha há 10 anos o Lucas se tornou meu aluno em
2014 ou 15 16 16 com o estudo de Santo Tomás de Aquino e Aristóteles Eu precisava entender Santo Tomás de Aquino depois de ter mergulhado em Santo Agostinho e a maneira que eu tive de estudá-lo sistematicamente por três ou 4ro anos foi ensiná-lo então eu tive um excelentes cobaias eu lia estudava interpretava e Ensinava né então o meu trabalho intelectual há muito tempo é um trabalho de agora por exemplo eu tô mergulhado na sagrada escritura na Bíblia e Criei um clube de leitura católica da Bíblia exatamente para ensinar então todo Professor primeiro tem o compromisso
de aprender para poder ensinar então o meu estudo foi todo voltado ao ensino nesse sentido claro que a gente sempre lê mais do que ensina obviamente a proporção não é igual mas aqueles autores que me Chamavam a atenção eu gostava e gostaria de ensinar a partir dos comentadores a partir de uma tradição que se tornou a minha tradição platônica agostiniana uma tradição intelectual católica que se relaciona a vida intelectual com a vida espiritual por isso Santo Agostinho figura na capa do livro como grande modelo de teólogo filósofo literato e de alguém que era um apaixonado
que descobriu a filosofia por Cícero que passou a buscar a verdade e que depois Considerou a possibilidade ainda no nível intelectual de que a verdade fosse Cristo e depois deu o salto a conversão na fé e passou a ser também um teólogo e escreveu de forma magnífica as suas confissões E tantas outras obras então por exemplo já entrando no conteúdo e passando eh esse pano de fundo que o inspira Santo Agostinho é objeto de um dos ensaios do livro um ensaio de apresentação Geral das confissões que eu lecionei num curso que dei sobre Santo Agostinho
cursos livres em casa antes do Advento quer dizer não antes do Advento da internet mas antes do da minha entrada na internet eh do anos de várias obras de Santo Agostinho né Principalmente As Confissões em que eu lia e comentava as obras a partir de comentadores a partir de tradutores e isso foi eh de algum modo Eu acho que o Lucas vai comentar isso eu pelo menos gostaria de ouvi-lo eh extraordinário transformador porque vocês vão Espero Que tenham essa experiência concreta na noite de hoje daqui a 2 horas eu espero que estejam num estado contemplativo
num estado reflexivo num estado profundamente filosófico em que essas palavras vão germinando no nosso coração e na nossa inteligência e vão nos fazendo ver mais vão vão caindo as escamas dos olhos e a gente vai de algum modo compreendendo num passo de compreensão de cognição de algum aspecto da realidade no caso de Santo Agostino Por exemplo uma realidade do Amor a realidade de Deus a realidade da União amorosa com Deus então determinado momento desses estudos eu tomava notas planos de aula marcava os próprios livros e precisei organizar na forma de um texto né E aí
vem um exercício posterior de formalização e organização do pensamento na forma de ensaios ensaios Livres alguns pequenos de cinco seete páginas vou já falar dos prefácios e outros maiores que mais Exigentes de 50 70 ao chega 100 páginas nessa edição não escolhi só autores propriamente católicos ou cristãos porque cedo aprendi a levar muito a sério os pagãos que vieram antes de Cristo sobretudo os gregos estou com uma amiga platona aqui a Bruna Também Ama Platão como eu por isso que nós somos irmãos de almae platônica também ensina os diálogos de modo muito Vivaz e Brilhante
eu estou Convencido que o ral Aldo Emerson tem razão de que Filosofia é Platão Platão é filosofia como música É bar e bar é música meu querido amigo Álvaro pode contestar isso com propriedade ele dirá que é chopan schuman talvez e poesia Shakespeare E então eu buscava essas grandes referências essas grandes e Platão foi o meu companheiro e eu percebi que para entender Platão precisava aprender entender Homero assim como eu estou absolutamente convencido Hoje em dia talvez muito tarde até que para entender Santo Agostinho ou Santo Tomás e toda a tradição intelectual Cristã é necessário
antes de entender e mergulhar na Bíblia tô fazendo isso tarde já velho deveria ter feito isso muito antes a Bíblia está obviamente e contemplada no livro e a partir de um livro do Peter crift chamado três filosofias de vida que explora filosófica a vida como vaidade no Eclesiastes a Vida como sofrimento no Livro de Jó e a vida como amor no Cântico dos Cânticos que são livros sapienciais do Antigo Testamento Então eu fui estudar o Mero por exemplo e aquilo que me o que que o ensaio propõe propõe um elemento um aspecto destaca um ponto
importante de uma obra que é inesgotável como a Ilíada então o ensaio sobre Homero por exemplo Patos trágicos de Aquiles eu comecei a estudar os gêneros clássicos da epopeia da tragédia da lírica né da comédia me Perguntei sinceramente mas eu tô vendo que aquis parece um herói trágico né ele tem uma uma dimensão trágica na sua no seu drama com Agamenon com brisei da morte de pátroclo e assim por diante Então eu fui obviamente eu nunca me senti original eu debato isso em relação ao chesterton a originalidade a autenticidade né porque originalidade não é uma
virtude a autenticidade sim mas a Origin não o cheston dizia que o novo é só o esquecido que se você acha Que uma coisa é no é porque você esqueceu porque você não conhece quem já pensou antes de você e eu nunca tive essa presunção e fui atrás dos comentadores atrás dos autores que falavam de Homero e que debatiam a dimensão trágica de Aquiles em segundo lugar um grego eh que eu do qual eu gosto muito que é sófocles com a grande tragédia da antígona e passei anos refletindo sobre antígona e inquieto com a interpretação
que os juristas costumam Dar a ela apenas uma oposição entre a lei natural ou divina e a Lei positiva eu sempre achava que tinha alguma coisa a mais eu achava que isso não não resolvia isso era muito e moderno Robs lck Parecia um tema assim uma forma muito muito menor de debater o problema que que eu não sabia qual era era um problema antropológico profundo porque tanta matan necessidade de um de um sacrifício até que eu cheguei com a minha esposa que o Padre João Paulo dantas que é um teólogo professor da faculdade Lugano na
Suíça que é meu compadre por acaso e que participou do lançamento em Belém anteontem disse uma coisa muito bela que eu gostaria de reproduzir aqui há três mulheres onipresentes no livro H três mulheres cujo perfume se percebe no livro Nossa Senhora Virgem Maria a quem eu dedico o ensaio o silêncio de Maria a Laíse minha esposa eventualmente citada Aqui ali que é uma grande interlocutora e a minha filha Isabel que foi pro céu muito cedo a quem eu dedico o livro que De algum modo tornou toda essa busca e essa reflexão muito mais concreta e
profunda principalmente na dimensão Cristã característica que é a da Cruz apenas dois ensaios eu escrevi neste ano de 2024 o ensaio sobre fulton Chin A Divina Trindade do amor humano que é uma reflexão sobre a natureza do amor Conjugal que tem nos últimos capítulos uma reflexão sobre o sofrimento amar é sair de si amar é também padecer ele se refere aos pais que não podem ter filhos por exemplo ou aqueles que perdem o o cônjuge eu acho que ele não menciona a morte de um filho mas pertence à reflexão profunda de um amor que supera
a morte que é amor conjugal que é um amor humano e Divino ao mesmo tempo e um outro ensaio que foi sobre o Gustavo corsão a descoberta do Outro e o Gustavo corsão era um um ateu prático até por volta dos seus 40 anos quando lhe morre a esposa ele percebe como engenheiro mecânico Eu acho que a sua ciência a sua técnica nada dizia sobre as coisas mais importantes né Ele se sentiu estupido idiotizado diante de algo que deveria ser eh refletido e considerado que é a morte Nossa e de quem nós amamos e se
volta à filosofia atomista e depois se converte Pela cruz então foi importante também esse ensaio a glória da Cruz em que eu trato desse aspecto que hoje eu conheço também existencialmente a morte por exemplo é tema de um prefácio que eu escrevi a o livro do thá de CS preparação pra morte então vejam eh Homero sófocles estão na sessão desses pagãos sábios que buscaram a sabedoria que amaram a sabedoria que constituíram que depois veio a ser o amor à sabedoria que é a filosofia Muitos devem ter reconhecido no título A etimologia própria da palavra filosofia
que significa exatamente amor a sabedoria o que nós estamos fazendo aqui amando a sabedoria dialogando o que nós vamos fazer já já estamos já fazendo nesta mesa trocando dialogando conversando criticando No melhor sentido do termo depurando o argumento em busca de uma verdade que não é minha nem da Ana nem da Bruna nem do Gabriel nem do Hugo nem do Lucas nem do Álvaro nem da Milena mas em a verdade em si e o Logos né então a gente nesse ato de amizade de diálogo procura junto à sabedoria só que a gente não faz isso
só com os vivos o cheston que a quem eu dedico um ensaio aqui dizia que a tradição é a democracia dos que também já morreram e dos que também pensaram e contribuíram de algum modo principalmente aqueles que tiveram muito a dizer e souberam traduzir o seu pensamento em obras Imortais em obras clássicas em obras se você não lê o Fulton Chin ou se você não lê o Joseph peer ou o cange ou Victor Frank e outros autores que eu mencionou no livro não só esses mas outros também ou Dante alier a quem eu dedico o
mais longo ensaio do livro ou dosto ou Zone você terá um Horizonte diminuído reduzido de Deus ess segunda parte são esses estudos sobre Homero sófocles a sagrada escritura Santo Agostinho Dante dostoyevski e Manzoni a primeira parte que entrou depois como uma seria uma espécie de apêndice que depois eu achei por bem colocar antes porque os textos são menores são prefácios que eu escrevi na forma de ensaios a obras relevantes editadas muito recentemente no Brasil e aqui eu agradeço publicamente o meu amigo editor Hugo langoni que me convidou a escrever dois dos prefácios que estão no
livro O prefácio é o livro o evangelho de Maria a mulher que venceu O mal do padre exorcista exorcista Gabriel a morte pela Editora Petra e o livro Só quem é uma canta arte e contemplação de Joseph peer editado pela quadrante e eh conhecendo o editor que propôs o prefácio e que me conhece conhece um pouco da maneira como eu ensaio e e e reflito também escrevendo o os meus prefácios são muito inspirados no modo como Benedito Nunes meu mestre mencionado na introdução fazia ou como óo Maria carpo fazia ou como o grande Georg Steiner
fazia que nunca é um prefácio meramente erudito ou escolar ou protocolar de dizer quem é o autor Quais são as suas obras Quais são qual é a sua tradição intelectual porque essa obra é importante não são ensaios em que Eu normalmente ponho o autor em diálogo com outros autores e que e o provoco e o contexto e o eh desafio e o interpreto essa é a palavra a partir da minha capacidade a partir do meu horizonte de pré-compreensão para usar Um termo do filósofo gadamer que é católico então por exemplo fui convidado a prefaciar o
livro em busca de sentido uma edição para jovens da editora aust mas edição para jovens não não quer dizer que seja outro livro que não mesmo clássico search for meaning a busca de sentido cujo título original era um psicólogo no campo de concentração n pela por razões mercadológicas mudaram para esse título em inglês e assim ficou e por um por um motivo que me escapa Esse livro ganhou diversas edições nos Estados Unidos e foram vendidas editadas o mesmo livro diversamente por isso que há diversas eh livros como este em busca de sentido para jovens leitores
que é o mesmo livro e eu disso eh refleti que há uma filosofia do logos que é o platonismo Há uma religião do logos que é o cristianismo e há uma psicologia do logos que é a logoterapia do Victor Frank então o Logos é um só o Logos é a unidade da realidade A unidade a fonte Do ser que unifica e estrutura Toda a realidade assim como o pensamento que a contempla e portanto o a logoterapia o pensamento do Frank no fundo é um teísmo filosófico e no fundo é o reconhecimento da existência de Deus
que os cristãos reconhecemos ser Cristo senhor então começo com Evangelho de São João por exemplo e faço uma interpretação cristã do Victor frankel né Joseph peiper que é o livro Só quem ama canta né são Quatro ensaios pequenos do Piper também que é Um autor extraordinário né que me provoca muito e me levou a reflexão da epifania da arte é um tema platônico clássico do Fedro de que a beleza sensível é a única forma a forma da beleza é a única forma que se manifesta na sensibilidade e da sensibilidade nos leva à contemplação das formas
inteligíveis ou das ideias inteligíveis né então a beleza é um é uma epifania dela como que rompe uma contemplação que não se reduz a sensibilidade ou aos Sentidos mas que nos leva a uma dimensão ual ou espiritual né e nos faz cantar e aí eu reflito sobre esse platonismo do Piper que era um tomista né então a gente não Santo Tomás Santo Agostinho Platão Aristóteles e outros autores contemporâneos todos servem como parâmetros e balizas para uma reflexão que é ensaísta prefei também um livro do Alfredo S sobre virtudes chamado virtudes fundamentais o mesmo livro que
aliás depois foi publicado com os dois Livros do Joseph que eram virtudes cardeais e os e as virtudes teologais que depois ficou Unificado com virtudes fundamentais e interpreto as virtudes cristãs como modulações do amor de Deus a caridade é a forma de todas as virtudes Então tem um ensaio sobre Alfredo Sanches o fulton Chin já falei né o trecho para casar que foi prefaciado este ano ainda eh fui convidado para prefaciar esse livro porque estava estudando a vida de Cristo Do fulton Chin e postei alguma coisa e a editora Eclésia me convidou para prefaciar o
trê para casar que eu já conhecia pela Editora Petra inclusive então é uma oportunidade de de comparar traduções de enfim de de refletir é um convite delicioso esse de prefaciar porque eu me sinto obrigado a dialogar e compartilhar com os leitores aquilo que me parece mais relevante bem acho que mencionei por alos 16 autores do livro já mencionei Brevemente a capa mencionei o padre falta essa referência eh Por que esses pagãos E por que esses autores não necessariamente cristãos porque acredito que a filosofia de inspiração Cristã Deva ser feita em diálogo com qualquer autor Sério
que busque a verdade seja ele pertencente ou não à tradição católica ou mesmo Cristã certamente o Victor Frank como eu chamo é um santo secular e certamente não é um filósofo é um sábio alguém que encarnou Uma sabedoria muito profunda que é a capacidade de sustentar o sentido objetivo da vida e de buscá-lo e de ajudar a que os outros o busquem e o encontrem como médico como terapeuta como filósofo ou dostoyevski que é um ateu convertido e que viveu na pele na carne todos os debates intelectuais do século X Sobretudo o ateísmo e que
parece advogar o ateísmo na figura do Ivan Caram mas ao mesmo tempo também O a fé no ala então é uma obra que me chamou muita atenção os irmãos karamazov então está presente aqui e o Manzoni que também é um convertido que teve também relação com todas as linhas de pensamento do seu tempo que era calvinista mas que flertou também com o iluminismo e Maçonaria e acabou aderindo à fé católica e escreveu obra monumental também um ensaio que não entrou aqui mas que talvez no próximo volume dessa estirpe é a Montanha Mágica Do Thomas mann
que é uma obra também assim extraordinária são obras da literatura obviamente mas que são filosóficas e que questionam Deus e portanto tem um alcance teológico então eu baguncei essas disciplinas por assim dizer eu explorei as fronteiras aprendi a fazer isso com o Benedito Nunes que sempre transitou nas Fronteiras da filosofia e da literatura e por fim tive uma grande referência intelectual na figura do padre Fabrício Meroni que introduziu por exemplo Gabriel talvez lembre disso a teologia do corpo no Brasil a primeira tradução da das catequeses sobre o amor humano do Papa João Paulo I foi
pelo meu querido amigo padre Fabrício meroni enquanto ele estava ainda em Belém aqui na editora do Sagrado Coração edusc com a com o centro de cultura e formação Cristã eu quando eu era um moleque moleque mesmo essa é a palavra como meus 18 19 anos o padre Fabrício falou você Não está preparado para o logos de Cristo então Padre você não tem razão ainda para estudar Você precisa primeiro purificar as suas paixões vá estudar os gregos e não me enche o saco e eu obedeci estudar os gregos não lhe enchi o saco suficientemente porque eu
que a eu era um hedonista era um católico esteta eu queria ler o catecismo achava que ele falava ele falou acompanhe o Benedito Nunes Aprenda com o seu Silêncio Aprenda com a sua humildade Aprenda com a sua devoção Aprenda com a sua reverência ao conhecimento e o padre Fabrício falava de caravagio falava de bar falava de Santo Agostinho e o Benedito Nunes falava de bodeler de Rambo de get e eu ficava ali moleque olhando aquilo e vendo um Universo no meu Ensaio Sobre a montania Mat quem não entrou eh eu falo do do do cemr
e do eh nafta e o Hans kartop que é o jovem que tá olhando eu me senti exatamente Assim aliás no no no livro A crise da cultura e Ordem do amor que tem alguns exemplares disponíveis ainda aqui que é meu primeiro livro de ensaios Eu dedico um ensaio chamado a montanha para o padre Fabrício ele é ele é corpulento ele é gordão assim e parecia uma montanha ser escalada Então esse universo que eu quero fazer com vocês meus caros leitores é introduzir nesse universo humanístico de Amor à sabedoria que eu fui introduzido por esses
Mestres Por esses autores e que pude compartilhar também com alunos que hoje eu considero mestres como é o caso do Lucas a quem eu passo inicialmente a palavra por ordem de antiguidade Muito [Aplausos] obrigado estão me ouvindo bem perfeito bem meu amigo muito obrigado pelo convite é uma alegria muito grande estar aqui nessa mesa e como havíamos conversado antes esse livro realmente a Gente consegue ver que esse livro é uma vida colocada em páginas de certo modo eu fiquei muito marcado com tudo que falaste porque quando disseste do moleque Eu também me vi nessa história
eu me vi nessa história eu me vi vejo minha vida muito tocada né pela tua vida eu lembro que certa vez Estávamos na Paulista numa palestra que vieste dar em São Paulo para lançar o livro crise da Cultura em do amor e e eu abracei você e falei abracei e no final virei pra Sofia E falei ele não faz a mínima ideia do quanto ele tocou minha vida assim não faz a mínima ideia porque é é uma é um toque que às vezes Tão Profundo que que nos marca para sempre e eu lendo esse livro
começando pelo título dele amor pela sabedoria eu fiquei muito marcado porque talvez seja um dos títulos que mais digamos mais não muito comuns para os tipos de livros de vida intelectual Ou de intelectualismo que se vende por aí eu digo por quê Porque a gente fala muito hoje sobre vida intelectual Mas a vida intelectual parece que ela só gira em torno das virtudes cardeais parece que a virtude da sabedoria ela não existe mais né Parece que todos nós queremos ser prudentes temperes justos né fortes Mas onde é a consumação de tudo isso né e e
quando eu viesse em busca pela sabedoria e disseste também nesse início sobre a tua Vida de que percebi que deveria ser algo encarnado na vida fiquei muito marcado Porque tem uma história que eu acho que eu contei já uma vez que foi o dia que minha vida foi tocada profundamente e nós já nos conhecíamos eu era um moleque e bem menos mo que [Música] eu e e eu lembro que eu eu tava muito empolgado tinha saído do ensino médio estava lendo muitas coisas lendo lendo lendo lendo eu sabia que eu queria e até Meu último
suspiro queria fazer isso e só que eu era muito muito imaturo Eu lembro que eu que queria saber de referências referências livros livros e livros livros livros livros Era só o que eu queria saber e eu achava Virtuoso me afastar da família me achava Virtuoso não ser um bom amigo me achava achava Virtuoso com a ignorância que eu tinha e tenho eh digamos achar superior aos demais porque os jovens da idade não faziam Aquilo eu achava muito justo que aquilo fosse assim eu achava um princípio de Justiça parecia muito justo que assim fosse e eu
lembro que um dia já na aula de São Tomás de Aquino quando el ela saiu do daquela quando ela foi para a sede do dialético que emprestava para pra sua tia dormir às vezes né Néa da mãe a casa dela é se emprestava para ela para ela dormir lá né mas sede do dialético e eu lembro que foi a primeira vez que ao final de uma Aula não era algo que era sempre muito comum mas eu lembro que a Laise veio de visitar e o carinho que trataste ela naquele dia naquele naquele dia me marcou
profundamente de uma maneira que eu fiquei tem alguma coisa muito errada na forma que eu estou vivendo alguma coisa muito errada muito muito muito tem o amor à sabedoria que nos leva tem o amor à filosofia que nos leva ao Abismo quando ess amor pela sabedoria não quando esse amor a filosofia não amor Pela sabedoria e aí que eu percebi que alguma coisa terha que ser mudada aqui eu percebi que nos meus estudos não poderia ha um amor a um livro que não me levasse a amar mais meus pais meu irmão que não me vasse
a comprometer existencialmente a minha vida e nesse dia eu sei que eu tive um um assim uma mudança foi um entortador de vidas um desentortador de vidas podia dizer e por isso me marca tanto esse amor à sabedoria esse título né porque não Somente escreveste para que lêssemos e conhecêssemos sobre outros autores mas tem um adágio que sempre falavas nas aulas sobre São Tomás em todas as aulas sobre introdução à filosofia quando introduz dier algum autor que era na vida de um homem de letras a sua biografia existencial confunde-se e de certo modo se unifica
na sua vida intelectual Então a nossa dimensão biográfica e a nossa dimensão intelectual estão e num matrimônio Indissolúvel e uma se separa da outra leva à morte né de sua esposa né então eu percebi que existia uma relação nupcial aqui uma relação nupcial que nós não poderíamos não poderemos abandonar e quando nós vamos agora partindo desse ponto inicial né Eu pensei muito na na jornada que fizeste olhando pra biografia e olhando pros outros livros que publicaste primeiro crise da cultura ordem do amor Virtudes no cotidiano e no caminho das virtudes e Agora esse o amor
à sabedoria eu penso que cada um deles teve também um papel que descreve um pouco uma biografia intelectual sem a qual nós não vamos entender esse livro primeiro ah a crise da cultura e Ordem do Amor o barco ele está no meio do mar as tempestades estão atacando ele nós só podemos falar eh serva nos nos salva Senhor por favor basicamente todos nós talvez tamos começado a estudar filosofia porque nós viamos que tinha Uma coisa errada com o que estávamos vendo a nosso redor E eu acho que esse é um primeiro princípio perceber que existe
algo que não está correto algo que parece estar estranho existe um desconcerto no mundo que talvez nós quisemos olhar para algum outro lugar e essa esse diagnóstico da crise da cultura e Ordem do amor me foi muito muito vivo né porque eu vi esses ensaios sendo publicados no Liberal eu lembro do daquele ensaio o filósofo do equilíbrio Que foi na época do curso de São Tomás que me manifestava esse esse essa sede que tinhas e que tens de busca filosófica Então esse primeiro livro ele manifesta essa jornada de perceber que existe uma crise perceber que
existe uma crise que não acontece em instituições e potestades Mas acontece no íntimo do coração humano e perceber que existem certos autores e certos clássicos que são universais porque os seus temas não são deste tempo São aqueles que por Obras valerosas se vão da lei da Morte libertando que é o esquecimento que nos faz beber o o o copo do letis né do Rio letis a gente vai se se esquecendo a gente vai perdendo-se né então esse primeiro livro mostra ess a primeira preocupação era uma preocupação de reagir a um certo movimento mas o movimento
que deveria começar sendo interior então foi isso que eu percebi depois no próximo a figura de Sócrates como não pensar na figura de Sócrates né Eu acho que também deve ser muito viva a figura de Sócrates para que nós leiamos esse livro e perceber como a figura de Sócrates é importante também para ti em certo sentido Os encontros de Sócrates eu não penso que devam ser muito diferentes daquelas reuniões do dialético ou até mesmo dos encontros que que fazíamos depois em que falávamos de filosofia sem falar sobre nenhum autor falando sobre a vida matrimonial falando
sobre amizade falando sobre certas Angústias que passavam no coração eu lembro de um Retiro que fizemos juntos em um certo momento que o que o que nos que se pede de nós porque a gente percebe que não basta só conhecer as coisas que que nos rodeiam é preciso que nós tenhamos um certo ardor é é preciso que nos urja por favor perdoa esse Retiro era de silêncio ag vocês imaginam eu e o Lucas no R de silêncio a gente passava assim se Olhava se abraçava e se se deixava a ficava não precis eu ia eu
ia preservar a gente boa Olhava O que o outro tava lendo e ficava [Música] assim querendo e se contentar e mortificar a língua de São Tiago aquele que não dou uma língua não é religioso sabe que mas eu eu isso foi muito Marcante esse tempo e foi talvez o momento que tomamos talvez decisões muito importantes na nossa vida depois disso decisões que nos marcaram para sempre e olhando pra figura de Sócrates né o Sócrates ele me falava uma coisa que me marca muito e que eu certamente aprendi de ti né que foi no Fedro ele
falava que existe um tipo de escrita que permanece no coração do aluno e essa escrita não morre nunca é lembro do bruneto latini no inferno que ele fala Guarda o meu tesouro Meu tesourinho o meu tesouro no qual eu ainda vivo de certo modo eu não consigo não levar isso pra minha vida e não pensar que aquilo que nós transmitimos é de certo modo uma forma pela qual nós ganhamos uma certa imortalidade não orgulhosa e não vaidosa por quê Porque por um certo Dom que nós não conhecemos ainda nesta vida nos é dado a graça
de não saber todos os efeitos que o nosso trabalho faz na vida Dos outros então é um grande Dom é um grande tesouro uma grande proteção e eu percebo que quando olhamos para Sócrates ele mostra naquela capa uma certa firmeza todos choram mas ele mesmo estando no momento de maior sofrimento ele busca nos mostrar que apontando pro alto o que mais importa de fato então isso me marca porque essa figura é importante para que possamos conhecer um pouco desse trabalho ensinar filosofia não ensinar uma matéria escolar ensinar Filosofia é ensinar uma forma de amor ensinar
uma forma de amor que nós só podemos aprender de quem ama só quem ama consegue ensinar estudar de fato é para os que amam e um conselho que sempre me deste e eu me me permito a falar aqui foi que o professor não é aquele que ama ensinar mas o que ama aprender por isso que lembro que quando a gente estava voltando às vezes de carro e me falava assim não tem que conseguir um jeito de estudares de estudares bem estudares Muito bem estudares da melhor forma possível você preservar com como ouro esse tempo de
estudo eu pensava não mas eu H ensinar deve ser muito bom né mas a a gente esquece que nós só podemos dar aquilo que nós recebemos e só torna-se algo de certo modo eterno na vida dos outros se de certo modo Eles leem essas obras através da nossa vida que foi também o escrito que este clássico produziu segundo nosso grande York Steiner né então de certo modo esse Livro que tem a capa de Sócrates esse a Virtudes no cotidiano me marca muito porque ele também prefigura esse amor a sabedoria que é esse livro Por quê
Porque o Sócrates um Pagão nós poderemos pensar como muitos podem pensar que Ué não bastaria ler os autores cristãos e aqui eu me permito aprender uma lição que dizer uma lição que aprendi de ti né sempre os cursos eram na terça-feira São Tomás quarta Aristóteles por quê Porque não dá para separar um do outro Inclusive Se queremos amar verdadeiramente São Tomás inclusive Se queremos amar verdadeiramente Dante não podemos separá-los por quê porque aquele que acha Aristóteles um estulto não vai perceber a grandeza do que são Tomás superou não vai entender a grandeza da poesia de
Dante não vai entender porque Virgílio consegue levá-lo até as portas por assim dizer até que outra mais digna do que eu possa alcançar digamos a razão ela nos ajuda a Curar certa certa humanidade ferida em nós que dispõe essa Humanidade para certa graça que vem posteriormente de Deus então isso que me marca muito né só que a busca pelas virtudes sempre parece muito positiva a gente sempre fica quero buscar essa virtude aquela virtude parece algo muito positivo parece de certo modo por vezes que nós caímos num uma certa competição de virtudes mas o que torna
a nossa Gravidade em relação à Vivência das virtudes algo mais consistente é quando nós percebemos que a virtude para nós ela só pode existir em formato de Cruz e por isso que a segunda capa me marca muito porque eu lembro quando não estava a capa pronta e eu lembro do dia que estavas decidindo a capa e que estava em em Marituba né a gente se encontrou e estava terminando de escrever o prefácio daquele livro e estavas em dúvida qual capa escolher eu eh pouco Sábio e demais Pagão falei para Escolher do Fedro e o aon
sábio falou para escolher a São Pedro e Cristo CAD Dom e eu percebo que toda virtude ela tem também que encontrar esta da cruz por quê Porque até a virtude pode ser feita por orgulho de certo modo em tese uma virtude exterior pode ser feita por orgulho então quando eu olhei Aquela capa eu fiquei pensando muito depois na experiência que tiveste né que marcou profundamente e eu fiquei pensando que aquilo nos convida para um ponto a mais Um ponto a mais né o ponto ao Qual Aquela capa nos convida é perceber que nós queremos buscar
as virtudes queremos mas se você quer buscar as virtudes preparado também para a parte mais bela dela que tem formato de Cruz mas que vem com muito sofrimento e eu fiquei muito marcado com essa por causa disso porque nós estamos indo para um lugar fugir salvar nossa vida e quades para onde vais estou indo fugindo e cov Dom para onde vai senhor e estou indo morrer ali Estou indo passar por esta morte e por isso que me parece que esse livro também é uma preparação para esta bua pela sabedoria porque a sabedoria não pode existir
sem esse passo anterior de certo modo de certo modo a gente pode olhar para essa perceba eu tô falando do livro Entenda eu tô falando muito do livro é totalmente o livro e essa esse sofrimento Pode parecer algo que é pedido de forma muito extraordinária né e de certo modo eu Percebi um dia desses que de fato é uma coisa muito extraordinária Mas tu mostrastes que se nós levamos a sério a vida filosófica e a fé nós devemos preparados para isso nós devemos estar plenamente preparados para isso e isso mostra que a filosofia ela deve
me levar a essa conclusão de que a morte é uma facada uma dor ela nos deixa como se tivéssemos atingidos por um raio mas ela pode ter uma certa Redenção uma ressurreição que vai transformar aquelas Virtudes que outrora buscávamos em algo muito mais eh muito mais eh provado no fogo então por isso que me marcou tanto Aquela capa né naquele momento e depois podemos lembrar né que eu lembro de um dia depois dessa capa teve o lançamento do livro que fizeste aqui em São Paulo também e fizeste o lançamento do último livro né No Caminho
das virtudes e falaste uma frase que me marcou muito que eu estou morto Eu estou morto e eu lembro que naquele dia eu cheguei em Casa mandei uma mensagem para você e falei eu sinto que é futilidade tudo que eu faço tudo que eu estudo Eu sinto que é futilidade Porque de fato diante de coisas tão grandes assim de tantas coisas que a gente pode elevar Por que continuar fazendo isso e a gente percebe que talvez muitas coisas estivessem sendo feitas por amor próprio mais do que por amor a Deus de certo modo o que
queríamos fazer queríamos Morrer para estar quero morrer para estar com Cristo São Paulo disse mas o que precisamos fazer Caritas ur nós nos urge nos convoca nos puxa Sant Augostinho falava na Vas da Trindade que ah com uma biga a caridade nos puxa sabe uma forma que nos tira todo o nosso ser e por isso que eu percebo que esse livro também é uma consumação disso porque não basta que nós leiamos livros e nós estamos falando de pessoas que leem e vivem ensinando livros e ensinando pessoas a ler livros é isso que estamos fazendo mas
isso só Vai ter um grande valor se nós mostrarmos que esses livros exigem algo gravíssimo de nós e que se isso não for vivido vaidade das vaidades T da vaidade então quando eu li o livro e li Sobretudo o ensaio de Dante me parece que nós podemos passar por essa tripla jornada né E qual é agora sim no sofrimento n cam nosra Vita estava numa selva escura uma selva escura e essa selva escura É o quê É de certo modo essa letargia que nos dá quando nós Sofremos algo muito grande um certo motor que que
nos convida nos convida a fazer outra coisa nos convida a ter uma nova direção e depois o que Dante começa a fazer ele começa a olhar para as estrelas e começa a ter uma esperanç veja Dante estudava todas as artes do trivium do quadrum né estudava todas essas Artes da geometria astronomia música aritmética e o que parece que é feito aqui e que eu consegui ler também na tua vida docente que também esse Livro é uma extensão eu consigo perceber que nós devemos ensinar os nossos alunos a continuar olhando as estrelas mas não basta que
nós ensinemos eles olharem as estrelas é preciso fazer com que eles percebam que as estrelas elas podem nos dar esperança de certo modo porque que elas apam para amor que o amor queas estrelas Esse é o ponto de partida ess Essa é verdade chave que acontece entre Talvez as virtudes socráticas de um Sócrates e o Santo Agostinho que está aqui o coração inflamado é o mesmo só que para o que ele se inflama qual o objeto do seu amor ele encontrou ordem desse amor ele pode encontrar como somente no amor divino sim mas esse AM
Divino ele perpassa toca se consubstancia de certo modo em cada amor humano que nós temos que nos leva pro alto feliz o que vos ama feliz o que ama o amigo em Vós e o inimigo por causa de vós né só não perde nenhum amigo aquele em quem todos São queridos naquele que nunca perdemos Santo Agostin falava então agora sim temos o mesmo amor pelos clássicos o mesmo amor pela filosofia só que agora percebendo que nós podemos amar mais a filosofia do que nós pens que am nos nossos momentos de maior ardor naquela Juventude de
maior ardor Platão República que maravilha e eu percebo que existe um amor ainda mais forte por porque antes a república era algo maravilhoso mas agora eu percebo que Aquela ideia do bem da qual ele falava É sério mesmo é de verdade é sério mesmo e é Deus a gente pode encontrar de fato Cristo aqui a gente pode fazer esse percurso E se nós fos percurso não podemos temer ter de voltar a esta caverna muitas vezes para buscar muitos que podem estar lá e podemos reconhecer também nossa própria jornada sentir uma certa compaixão de Eu sei
como é isso porque eu também já estive nesse Sofrimento os Sofrimentos então agora ganham uma dimensão de Sabedoria a gente pode ler a Eneida não mais pelo esteticismo que Neida nos traz mas podemos ler esta obra encontrando nela frases sentenças pensamentos que vão fazer com que eu viva meu matrimônio melhor a minha paternidade de maneira melhor eu lembro que nosso grande amigo Ian quando eu me mudei de Belém do Pará para São Paulo ele me abraçou e falou que é um verso do Virgílio que é Essas coisas serão boas de serem lembradas um dia espa
do nada ele tirou isso por que ele falou isso porque tá na vida de certo modo e certa vez teve um amigo que nessas leituras falava Olha tinha um amigo meu que tava sofrendo muito ele pediu ajuda mas eu também T sofrendo muito eu poderia ficar no meu sofrimento eu poderia não seria de fato Talvez um dever de justiça que eu estivesse lá mas não basta só o dever de Justiça existe uma caridade que nos move E assim poderia ser lembrado de diversas maneiras qualquer trecho das escrituras Mas pela minha fraqueza de então pode ser
que este meu amigo se lembre do verso de virgil que se fala né da adido a rainha adido que está exilada e os e o Enei seus companheiros troianos pedem asilo para ela e ela fala assim mesmo Olha nó não sendo ignorante acerca dos males por eu já ter sofrido muito eu aprendi a socorrer Os Miseráveis então meu Sofrimento então ganho um sentido novo meu sofrimento agora é um dom é um tesouro que só vai frutificar na vida dos outros se não sobrar nada dele para mim de certo modo eu acho que esse livro ele
traz muito isso o ensaio que pedisse para comentar e eu comentei só sobre Divina Comédia aqui de certo modo com quanto não pareça pode ser lido nessa chave me parece Então queria agradecer muuito convite e na verdade eu queria comentar mais sobre ensaio mas me perdoe Mas porque realmente Foi algo que me marcou profundamente eu acho que talvez seja algo que seja talvez mais valioso que isso talvez eu vou agora passar a palavra paraa minha amiga Bruna invertendo a ordem da antiguidade porque é a amiga mais recente e eu acho que vai eh e talvez
mudar a chave mais biográfica e pessoal para uma chave mais objetiva do livro assim eu acho você me pôs numa encrenca depois de Ouvir esse Tributo à amizade a alcibiades não foi capaz de fazer um tributo amizade a Sócrates Isso foi um tributo amizade só quem tem amigos verdadeiros há 10 20 anos entende o que foi feito aqui o livro tá ali naquele discurso e caramba eu vou tentar falar da melhor maneira que eu puder tá que você me emocionou vamos lá bom é o seguinte é o seguinte quem quem não me conhece eu assim
né porque aqui é um círculo um pouco novo para mim Hã mas de qualquer forma eu fico impressionada com as afinidades entre o meu trabalho e o do Vitor é impressionante né quando eu li a introdução eu falei meu Deus do céu e aqui nessa mesa Eu não conhecia ninguém conheci todo mundo hoje pessoalmente e me sinto entre irmãos é esquisito e maravilhoso isso é amor à sabedoria tá isso nos une isso foi a academia de Platão é isso que ele quis fundar isso é a saída espiritual que ele buscava no Meio daquele inferno que
era Atenas da época né Eu sempre costumo dizer que nós às vezes ficamos nos lamentando no nosso tempo eu pelo amor de Deus vamos pegar os períodos mais ah os períodos de Apogeu Vamos ver que era uma desgraça também Outro dia eu tava para fazer eu fui fiz uma formação de professores aquela escola de Porto Velho e eu achei por bem começar com São João Crisóstomo falando dos problemas da Educação do seu tempo ó os pais que não olham PR os Filhos invés Não se preocupa mais com a comida do cavalo do que do do
do com o professor que vai enfiar o qu na alma dos filhos né Então eu acho que o amor a sabedoria eh realmente nos coloca eh nos coloca diante da condição humana né e é por isso que quando a gente tá com com pessoas assim a gente nunca viu mas é como se nós sempre estivéssemos fazendo a mesma coisa né então muito obrigada mesmo Vitor é um privilégio só só por esse primeiro discurso e o seu já Tô muito feliz hoje mas enfim quando o Vittor me fez essa proposta Eu li um pouco o livro
li introdução e depois fui averiguar os prefácios e logo que eu vi o o prefácio dele é o Piper eu falei ai meu deus do céu a beleza né Eu Sou professora de estética filosofia política e história da filosofia moderna mas estética é a única disciplina que eu dou com alegria tá é a única é a única Porque pensa filosofia Política História é da filosofia moderna E ó para seminaristas tá eu sou professora do seminário da minha diocese eu chego na sala e falo olha meu curso aqui de história da filosofia moderna é a preparação
pros herges que vocês vão enfrentar em Teologia então fiquem firmes a gente vai conseguir é com base no na tes de doutorado do Full touchin segurem firme que a gente chega lá mas enfim estética não estética eh evidentemente É uma disciplina que eu digo vocês só precisam entender o que Acontece na missa para entender meu curso Então o Joseph Piper é uma referência importantíssima um dos meus livros favoritos é aquele em que ele explica a relação entre ócio e contemplação e fala dos Dias Santos que são justamente dias de ócio mas porque são dias de
contemplação né e eu eu havia visto Ah tá ali o Álvaro eu falei meu Deus bom tem um tem um músico na plateia tem um músico no público e um poeta na mesa estou feliz porque Vejam Só eh quando eu li esse ensaio do Vitor eu falei bom eu vou fazer mais ou menos que ele faz para fazer jusa ao livro né Você fez jusa ao livro como ninguém fará aqui melhor então mas nós nós vamos tentar acrescentar algo Tá mas assim eu preciso fazer juzo a ao livro né nesse prefácio do Vitor ao ao
Piper o que a gente tem nas Entrelinhas então tento vou tentar trazer aqui algumas coisas que ele não menciona mas que estão nas Entrelinhas é para acrescentar algo Certo e assim quando eu li esse esse ensaio que chama epifania da epifania da beleza né ele evidentemente passa rápido mas ele tem nas Entrelinhas é óbvio né Platão ele tem a música de Santa Agostinho tá ali ele não menciona mas tá ali né e e tem um diálogo de de Platão e que não é muito lido e eu gostaria muito que fosse mais lido viu fazendo propaganda
que as leis é o meu diálogo favorito é o último Di eu gosto do Platão a velice né o dos últimos escritos filebo político sofista as leis é é o Platão assim pelo qual eu sou mais apaixonada o Fedro embora o Fedro seja meu diálogo Favorito o diálogo dos estetas é uma homenagem a poesia lírica tá o Fedro é do começo ao fim é Platão que expulsou os poetas da cidade não expulsou só os maus poetas tá foram os poetas só só as perversões dos Poetas você sai como é os antigos né mas de qualquer
forma eh o Platão não só foi um An de poeta como ele faz um tributo ao valor a a assim ao estatuto próprio da arte que é introduzir educação tá então assim não tem como dissociar não tem como dissociar arte e educação a a arte é o princípio da educação por isso que esse sábio Padre te mandou se ver com os gregos né antes de fazer coisas mais sérias né e de fato eh Homero Eu lembro que a primeira vez quando eu li eu peguei a Elí na mão a primeira vez tinha H 19 anos
era uma imbecil mas quando eu Peguei a eliada nas mãos eu tinha lido bastante poesia brasileira que eu sempre gostei de poesia eu gosto de Platão mas minha vida intelectual Ela é completamente voltada à poesia é uma coisa um pouco íntima mas é de fato tá E e aí quando eu li Homero pela primeira vez doos 10 primeiros versos na eliada na tradução do Odorico Mendes Aquela insanidade maravilhosa eu falei isso é poesia Homero é o cego profeta das formas tá tudo aqui tá tudo tudo aqui tá Tudo aqui e desde então eu li Homero
li Homero li Homero Quando eu cheguei em Platão eu já tinha passado por Homero tinha passado por sófocles e realmente a gente percebe que toda a cultura grega tá ali condensada em Platão por isso que ele é tão é é formidável porque ele concentra toda aquela Sabedoria veiculada com beleza nesse projeto pedagógico nessa visão de formação da Alma que é a filosofia como ele a concebe né Platão é O educador mas Mas enfim no diálogo à leis que é um diálogo de velice de Platão Então ninguém pode falar que aquilo não tem é uma fase
não Platão é um autor que tem uma unidade Impecável todo mundo fala da unidade de Aristóteles mas em Platão a gente também percebe isso tá as leis e a República São diálogos que devem ser lidos juntos né E ali no comecinho das leis no segundo livro das leis é onde Platão vai falar sobre a Justamente a propedêutica Como é que começa uma educação é pela arte e é pela música né e é engraçado que tem uma eu se trouxe algumas frases Platão diz no segundo livro das leis a educação deve sua origem a Apolo e
as musas o homem não educado não conta com o treinamento nos corais certo Ou seja aquele que não aprendeu a medida na prática da arte na prática da música que que vai saber de forma que que vai saber de virtude que que vai entender de moderação né que que vai Saber de síntese de através do visível encontrar o invisível né então representar adequadamente ã o que o que concebe ser belo é uma aptidão que distingue educação correta Então veja o Platão no começo das leis Ele tá preocupado em dizer que existe uma educação correta mas
para ele mostrar que existe uma educação correta ele distingue a música correta a a música Bela e a música que não é Bela é maravilhoso isso né É É Essa coisa Ah Platão expulsa os poetas toda essa isso que se diz sobre Platão na verdade é eu acho que a gente Às vezes precisa ter um pouco ler com com menos preciosismo e mais bom senso O que que a gente faz com nossos filhos como de conversa primeira coisa que a gente faz é proibir é censurar censurar tudo que vai deformar uma deles e Platão é
o educador é evidente que ele precisa censurar muita coisa ali né então e é muito engraçado que todos esses esses Ah pedagogos esses esses cristãos do cristianismo primitivo que é o que ten estudado no momento eles são platônicos mas com alegria eles não tem problema nenhum Ah não tem que proibir mesmo isso aí pá não vai no teatro não ver perversidade Romana é maravilhoso porque eles falam com uma leveza e uma alegria que nós tintos tintos do uso da arte pelos iluministas Não conseguimos mais falar não temos que respeitar todas asas não não temos isso
é uma novela para te Perverter você não precisa fazer com que seu filho se submeta a perversão ele pode ver coisa melhor tá então são coisas nós temos que recuperar a coragem daqueles daqueles homens tá da era assim todo mundo ali na na coleção da patrística vocês sabem que eu tô falando mas tô falando just tudo que vem até Santo Agostinho certo aqueles homens eram platonistas assim muito naturais eles nem precisam citar eles estão embebidos de Platão Ah até o fundo da Medula e são educadores e esse tema da condenação da arte que deforma é
muito forte neles por quê Porque a arte é o que forma o belo é o que forma pelo que o Vittor acabou de dizer que eu não preciso repetir É porque Justamente a forma que se nos apresenta de maneira sensível e a música é a linguagem primacial a a música é a linguagem primacial ela é como se fosse a forma do próprio Logos assim digamos assim se eu se o Logos pudesse ter uma forma Ela é a linguagem prima não digamos assim todo o comunicar ela é a forma do comunicar tá por isso que a
música comove através dos tempos que ela é a própria forma do comunicar né Eh eh então o Platão quando ele nas leis começa a estudar as diferenças da expressão musical bom ele diz assim é evidente que alguém que se exprime na música ah de acordo com o Belo isso faz bem pra alma dele agora alguém que se exprimindo Adequadamente Ele acha que é Belo que é feio aquilo tá deformando a alma dele né e assim o livro dois é a primeira metade do livro dois foi todo nessa toada né maravilhosa ele faz uma analogia evidentemente
entre as posturas a analogia entre as virtudes e as melodias ele diz coisas como as posturas e melodias que se vinculam à virtude da alma ou do corpo ou alguma imagem deste são universalmente belas a questão esse Realismo estético de Platão que é único que importa tá Por que vocês acho que a estética como disciplina não entra ninguém século X para frente no meu curso não entra ninguém por tá tudo em Platão que importa o resto é conversa fiada o Schiller coitado que é um grande poeta maravilhoso autor da noiva de Messina e outras coisas
maravilhosas amigo do eles tem uma correspondência o Schiller coitado Ele acreditou que ele precisava prestar um tributo a defender Objetividade do gosto ó a desgraça que fez Kant na vida dos estetas e dos Poetas tá ele escreve um texto maravilhoso chamado clias que ele diz eu vou tentar falar na linguagem defender a objetividade do Belo no linguajar cantiano eu falo coitado né era melhor ter continuado fazendo Belo escrevendo poesia como ele fazia bem perda de tempo mas é bonito Porque você vê ali que o artista Genuíno ele sabe que o Bel é real ele sabe
que o Bel é real e aí só Que Claro ele tá naquela cultura daquela época em que cante a referência eu tô dizendo isso porque a estética do ponto de vista da história da filosofia é considerada uma disciplina que que é sur surge no século XVI né E na verdade do século X paraa frente Por que todo mundo começa tanto a querer falar do Belo Belo Belo porque esqueceram no que ele consiste tá porque a gente teve durante todo o século XVI o uso da retórica como propaganda para Veicular o projeto moderno a novela pega
um brilhante artista como de deru conheço obra completa mas é um propagandista contamina estraga contamina estraga E aí o que acontece você tem que começar a se perguntar Man mas pera aí o belo é o que mesmo você e aí você começa a ter uma sucessão de tratados estéticos entre os ingleses e franceses empiristas sobretudo porque se perdeu o qu evidentemente os antigos medievais e até o renascimento eles Tinham uma clareza tão Absolut pelo amor de Deus é epistemologia não precisa isso aqui não precisa ter uma disciplina isso é claro como dia quando se perde
a gente entra na fase da degradação né das Artes ou ou do da do dissipar assim o sentido Geral das Artes é que a gente precisa da estética como disciplina é uma coisa fantástica né mas enfim em Platão está absolutamente tudo que nós precisamos e tudo o que melhor nos alimenta a Respeito do significado da experiência dessa epifania da beleza na nossa vida né por isso que eu achei Fantástico quando o Vítor apresentou isso aqui ele é ele é tomista o Piper mas é platonistas esse tema é o tema que Platão disse tudo sobre esse
tema né E tá tudo maravilhosamente Expresso no Fedro né enfim e aí ele diz então as posturas e melodias São universalmente Belas enquanto que aquelas que se vinculam ao vício são exatamente o Contrário por isso Platão considera a afirmação segundo a qual o valor da música reside em seu poder de proporcionar prazer a alma absolutamente inaceitável tá a o valor da música não reside em seu poder de proporcionar prazer alma a ordem não é essa e falar isso para Platão é o qu Qual é o termo que ele usa nas leis impiedade ele fala impiedoso
achar que o prazer é o ponto importante veja e o fundamento da crítica platônica Qualquer forma de arte é desvincular da Piedade é o desvincular da moralidade desvincular da virtude e ele diz o ponto é o seguinte quando nós exprimimos o belo em si Por que nós estamos exprimindo o Real agrada mas não é porque me dá prazer que tem valor e hoje a gente inverteu o processo a gente inverteu por isso que no no no final do prefácio do ele deixa pro final falar justamente da gradação né mas quando eu li assim sa me
eu me me Veio à tona também um me veio à mente também um outro texto muito Platônico que é a música Um Diálogo do Santo Agostinho é totalmente Platônico negócio do começo ao fim né e assim sabe o que é mais incrível a primeira frase desse diálogo de Santo Agostinho que é uma música é uma pergunta é um diálogo entre um professor e um aluno né e é uma pergunta sobre o mé nome do metro de uma palavra então ele menciona ali um termo e fala me deu metro né Por quê Porque Ele tá tentando
nessa primeira parte Definir música e para definir música ele começa justamente perguntar pro aluno o nome do metro Ou seja a gente percebe de cara que quando os antigos pensam música eles pensam poesia também agora quando a gente pensa poesia sendo a música a linguagem primacial a poesia Me perdoa tá a poesia é já uma forma degradada da música no plano hierárquico mas mas degradada por quê Porque tem a tem a Questão das línguas serem distintas então é uma é um Uno que se tem que se dobrar ao múltiplo né então você cai é a
música com uma primeira Cadência ainda assim a poesia tá lá em cima por qu porque é intrínseco a poesia a música apria forma da poesia né que é o metro Eu acho assim tem esse ensaio sobre Dante que eu ainda não li mas A Divina Comédia com aquela sucessão de tercetos Entrelaçados meu Deus do céu é uma obra ass assentada na Trindade é uma Experiência fascinante tambm minhas Primeiras Experiências literárias sérias foi com A Divina Comédia né e a coisa que mais me chamou atenção porque eu era idiota demais para entender a parte mais e
que eu fui entender um pouco depois mas foi o metro por quê Porque justamente pelo menos a educação literária mínima eu tinha para acessar aquilo e quando eu cheguei no paraíso eu falei não tá agora eu tô entendendo propó desse livro Agora eu entendi o Purgatório é difícil o inferno é é é belo mas é um belo perturbador agora quando você chega na primeira parte do do Paraíso você fala tá eu entendi que que é esse livro eu onde é que a gente tá chegando e sobre o que esses tercetos Entrelaçados estão assentados né e
e e justamente mas é a forma como como é que a gente tem a expressão da da Trindade permeando toda aquela obra é engraçada é na forma é na forma é No Ritmo né em Poesia basicamente a gente tem a melodia e harmonia repetidas como na rima e no metro básico tá é música os mesmos componentes musicais que a gente tem na poesia por isso que há uma queda mas tá ali pertinho tá E nesse diálogo de São Agostinho a música ele define a música como a ciência do bem modular porque bem modular tema Platônico
a gente tá aqui no livro dois das leis né bem modular porque um qualquer cantor tem que modular certo agora se ele modula Adequadamente ou não é outra história se ele modula bem aí realmente a gente tá no campo do quê de uma disciplina Liberal dessas que libertam dessas que que nos colocam diante do sentido da condução humana né então a por quê Porque ele diz o seguinte modular quando você modula com o único fim de modular basicamente Você tá buscando Harmonia pela beleza da harmonia em si mesma isso vai produzir uma beleza e vai
encantar Mas é porque meu finalidade é Puramente harmonia que Encante é secundário o prazer da arte é secundário digo para vocês é é secundário a forma é o principal e o artista verdadeiro e autêntico é o que sabe disso é o que sabe disso por isso que pelo amor de Deus não não poetas e artistas nunca percam tempo escrevendo tratados de estética não precisa não precisa tá enfim e e foi tudo isso que eu fui pensando né enquanto eu lia esse olha como é rico Esse esse esse prefacio Zinho prefaz de poucas páginas ó quanta
coisa ele faz pensar e ainda que eu vi o índice eu falei nossa esse isso aqui é um PR mas isso aqui esse livro tem uma unidade esse livro tem uma unidade porque esse prefácio aponta em várias direções quando ele vai retomar ali dostoyevski e dostoyevski Manzoni recuperando encantamento do mundo na era na era moderna pelo amor de Deus positivista ateísta etc é apontamento tá aqui né Esse prefácio serve de prefácio aquele ensaio né então são são coisas muito bonitas Mas enfim e o que o que essa história de que algo agr agrada porque antes
é bom porque antes é certo porque antes é objetivamente belo né e é na verdade esse o espírito de todos os comentários que faz o Piper a respeito da relação entre ócio contemplação beleza arte né tem o ensaio do Bento 16 vocês que que tem aquele livro que saiu recentemente pela molokai Né O que é cristianismo é o testamento Espiritual do Ben tem um ensaio lindo ali dentro chama música na liturgia ele fala sobre as consequências né ah depois do do Concílio Vaticano i como como é que ficaria como é que ficaria ele com essa
questão da participação mas como é que vai ficar música E Ele é um alemão apaixonado por bar evidentemente é pelos e ele diz uma coisa maravilhosa naquele insai ele fala assim a música sacra alimentou toda a Tradição musical ocidental que é o negócio único é o negócio único a gente tem aqui Vil Lobos fazendo as Bachianas né que você menciona também que que na verdade é o quê é a percepção de que toda a Musicalidade brasileira tá sentada em bar o Brasil que é um país católico né e bar que é aquele que compunha para
Deus dizia isso de maneira muito clara tá então eh são todas esses temas que eh eh que vem à nossa mente quando a gente lê esse prefácio enfim eh Tem um outro tópico importante nesse a música do Santo Agostinho que é o tópico da medida e aí ele começa falando de métrica e o que que ele vai falar na música inteiramente do começo ao fim de medida porque justamente o aprendizado do metro é como se fosse a propedêutica do aprendizado da medida que é a base do aperfeiçoamento das virtudes e sobretudo da principal virtude que
é a sabedoria que exige o equilíbrio entre as disciplinas de que fala o cerante como Menciona o vctor no primeiro prefácio desse livro é é bonita a unidade desse livro e ela é Ela é realmente algo admirável e que precisa ser ressaltado tá enfim eh por último eu eu tinha eu não controlei um pouco tempo vocês me desculpem mas eh esse Isso é o que eu diria assim para que vocês entendam a quantidade de Entrelinhas que tem nesse prefácio porque quando um um alguém que estudou muito que pensou muito que meditou muito Vai escrever um
prefácio ele tem que fazer escolhas cortes tem que citar o autor Mas a quantidade de reflexão para que ele consiga parágrafos tão precisos como esses que o Vitor consegue nos prefácios são todas essas Entrelinhas dos anos de estudo meditação luta sacrifício e Vida entende então o que é bonito desse livro é que esse livro é todo cheio de vida né E se a gente ler com atenção a gente vai conseguindo perceber né as meditações que fizeram Parte dessa vida vida né Para retomar o que ele falou sobre o caráter biográfico tá eh nesse epifania da
Beleza então então para encerrar eh Só quem ama canta né o arte contemplação o que a gente aprende no Fedro o que a gente percebe na experiência estética nessa epifania é justamente que e quando a gente tem essa visão de estética de que o belo é algo real profundamente Real basicamente a educação primeira que é a que as artes nos dão É nos ensinar a olhar para olhar para é também aprender uma a ter atitude teocêntrica olhar para mas é um olhar para que se abre pro alto e esse olhar pro alto essa atitude teocêntrica
é justamente a atitude da arte autêntica por é aquela que é capaz de a essência da condução humana Então se o artista que não olha pro alto ele é o Que é esquecido ele é o que não produz nada de valor né e é engraçado porque mais ou menos que fala né Intel se você não tá fazendo basicamente se você não tá fazendo algo Tendo Deus em mente você vai fazer nada de valor tá se seu espírito não tiver ali se você não tiver essa essa interação entre vida e intelectual espiritual você não vai fazer
nada de valor é verdade a quantidade de verso que eu já joguei fora na vida vocês não fazem ideia Porque se não tem Deus no meio é engraçado ele fala do três para casar né assim como no matrimônio se não tem Deus não não fica de pé ah na escrita no trabalho criativo se não é para Deus não vale nada de verdade e é engraçado que Platão ele olha o tempo todo pro bem pro sumo bem pro su a academia ela foi erigida para que as pessoas fossem capazes de aprender a olhar para o sumo
bem el tava buscando ali o que foi preciso que Deus trouxesse Mas enfim o Objetivo era aquele quem lê Platão percebe né e por isso que que Platão é realmente um um muito inspirador e eu acho o maior filósofo de todos os tempos mesmo né É claro que todas as pessoas que TM interesse pela dimensão espiritual do Real o Piper mesmo sendo tomista trata aqui um tema completamente Platônico né que é justamente e a arte a arte Então essa essa necessidade de pensar o papel do Belo da arte da epif Ela é absolutamente fundamental pro
início é como propedêutica e como renovação Perpétua Desse nosso compromisso de busca pela verdade que nós somos seres de carne e o belo é como que o presente legado a nós como ponte pro verdadeiro tá então e é engraçado que a obra platônica inteira ela é isso ela é uma ponte e que nos permite acessar elas ela assim ela é uma a gente a gente que tem que atravessar tem alguns diálogos que todo Mundo diz que são aporético são caramba a resposta lá só que você que tem que achar tá ali a resposta tá ali
sim quem disse que é poético nada tá ali mas você tem que fazer um esforço e É engraçado porque pra gente se aperfeiçoar também a gente tem que fazer um esforço não adianta pedir para Deus a gente tem que fazer um esforcinho Mas na vida tudo é assim isso é próprio do ser humano a gente mas essa ponte nos é dada pela beleza e pela beleza do real que a Primeira coisa de que o vctor fala neste prefácio e depois quando ele ele encontrou no corção no Gustavo corção falando de chesterton algo muito semelhante se
impressionou Mas por que que ele encontrou o mesmo ó porque ele tava falando da Verdade tá Enfim então é por isso que o ideal contemplativo da filosofia a a celebração artística e sua relação com o sentido da vida a liturgia e a e a arte e a dessacralização e vulgarização da Arte São subtópicos Desse prefácio enf eu peguei esses subtópicos concentrei com base num numas reflexões sobre eh Platão né ah só para vocês perceberem a a a profundidade do tipo de reflexão tá que tá sendo proposta aqui né e por último eu diria a arte
tem esse papel educador ela pode evidentemente que ela forma mas como eu disse lá no início ela também deforma a arte pode generar uma alma com muita facilidade tá as artes deformam uma alma com muita facilidade nós vivemos isso E Aí a pergunta que eu deixo para todos vocês e que provavelmente é uma pergunta que o Vitor quer que vocês se façam porque ele termina justamente falando da dessacralização e vulgarização da arte é a seguinte em que experiências epifânico a nossa vontade porque Vejam Só se a música que é a linguagem primacial é a forma
mesma do comunicar cuja expressão moral e qual que é a expressão moral Máxima do comunicar é a comunhão né a Eucaristia a comunhão dos Santos isso tem a ver com o quê com querer e com vontade e a pergunta que fica é em que experiências epifânico a nossa vontade eu acho que essa é a pergunta fundamental que o Piper nos faz e que o Vitor nos convida a nos fazer por meio desse prefácio tá é isso que que eu posso fazer aqui hoje então obrigada Vitor Foi um Prazer eu eu eu tô realmente muito impressionado
com essas falas da Bruna e do Lucas e certamente ficarei também com as próximas conta-se que Santo Afonso Maria de ligório já velho e um pouco senil pedia que ele lessem algum livro sobre Nossa Senhora e pegaram o glória de Maria que é uma obra prima Santo Afonso ele começou a gostar el Diz nossa que Belo que é como se ele tivesse tão distanciado dele mesmo e do que ele Escreveu e talvez com a memória debilitada que ele eu imagino contemplasse as glórias de Maria que o livro dele permitia e se emb de um estado
de de oração que era o objetivo e eu consegui sinceramente Bruna na tua fala ter essa epifania porque isso é filosofia genuína platônica que fala de outras formas e que encontra uma unidade muito profunda que eu encontrei que tu encontraste que já estava em ti porque a Bruna não foi iniciada por mim Naturalmente na filosofia mas que encontrou nesse nessas páginas tanta profundidade tanta beleza e assim como o já o Lucas que foi iniciado por mim na filosofia também já na Vega com remos próprios em alto mar da poesia clássica inclusive e que agora me
devolve é esse diálogo Esse é o amor a sabedoria e vocês percebem uma certa tensão contra o tempo a eternidade que rompe e o desejo de ficar eu ficaria sem nenhuma a gente ficava Du 3 horas 4 horas sem Cansar na na sede do dialético na casa da mamãe a gente não cansaria no retiro não podia falar né então o Retiro a gente fica qu dias nesse estado por isso que é tão bom mas o estado é de de contemplação então que vocês tenham essa experiência epif da beleza a partir dos textos a partir da
fala da Bruna a partir do livro Esse é o objetivo eu vou passar a palavra pro Gabriel porque Hugo e a Ana escolheram ensaios da segunda parte de Homero e Sfoc e o Gabriel pensou em falar eh geralmente genericamente abrangentes católica e eu tô ansioso por isso também um um tomista fenomenológico terá muito a dizer talvez sobre esse platonismo Agostiniano que é o meu e que é um grande intelectual um grande Professor um professor da casa e também é só fazer uma perguntinha se o livro pode ajudar no cor currículum se tem a ver com
essa proposta também eh da Bela Vista porque eu pensei nisso ao escolher A Bela Vista que instituição acolheria o lançamento de um livro como este que é relativamente inclassificável porque é de filosofia teologia literatura educação como foi bem enfatizado Filosofia é educação é formação né a partir das formas verdadeiras e a Bela Vista me veio à mente como instituição que pratica essa proposta Universitária Muito obrigado Vitor eh Com certeza preparem-se Eh então Eh eu eh bom o Vitor me conhece já também razoavelmente bem sabe que eh apesar de ser também um grande Admirador de Platão
eh eu sou aquela pessoa que realmente considera que o cume da filosofia Tá em São Tomás de Aquino e as outras bri hoje as outras o o resto são materiais de estudo de São Tomás ou notas a São Tomás eh e de fato eh aqui eh eu até sendo um Pouco tomistas eh Resolvi escrever uma uma fala muito breve eh e sobre esse tópico específico né Eh então aqui e se vocês permitem a monotonia eu vou lá o livro de Vitor que temos em mãos não pode ser tomado de assalto como uma única investida mas
precisa ser conquistado aos poucos e o modo de escaramuças bem planejadas pois espraia sobre a grande diversidade de temas e autores crítico do especialismo Faz suas as palavras de cetil lanche toda ciência cultivada isoladamente não é somente imperfeita mas oferece perigos que todos hom sensatos se conheceram fim da citação portanto penso que seja conveniente possuir um mapa da mina antes de explorá-la desvelando a atitude fundamental que anima a obra me parece e se condensa nos ensaios espiritualidade da inteligência e a vocação de um santo secular bem como na introdução Nos quais são manifestas as Intenções
metafísicas e pedagógico teraputicas da obra Amor à sabedoria né filósofo que o vor também gosta muito e é mencionado na introdução em seu clássico espírito da filosofia medieval afirma ao discutir a relação entre o pensamento clássico greco-romano e a filosofia Cristã algo de suma importância o cristianismo a princípio não revoluciona a totalidade do Saber ocidental mas antes dirige-se ao Aprofundamento de certos problemas fundamentais da existência não há grandes diferenças com relação aos modos pitola a Cosmologia antiga e o escolástico de conceber o Cosmos como funcionam os planetas a a terra em relação aos demais planetas
do sistema solar nesses temas digamos assim de filosofia empírica né de Ciências da Natureza como a gente diz hoje não existem grandes Diferenças nem na sua tomada de posição nem sua tomada de posição é substancialmente diferente quer dizer a modo como os greco-romanos e os medievais relacionam-se com o mundo é fundamentalmente o mesmo pois Como diz Vitor a filosofia clássica Não se contenta com investigações parciais e respostas limitadas buscando antes a unidade de sentido do todo do universo fim da citação meta que também é buscada pelos doutores medievais Ou seja é há Uma atitude comum
que anima ambos né quais seriam então esses problemas que eh São digamos assim inovados desenvolvidos eh pelo cristianismo diz som nada além de Deus e da Alma quer dizer toda a filosofia Cristã de certa forma redunda na reflexão a respeito da natureza de Deus e da Alma as outras coisas eh são também objeto de reflexão do pensador Cristão do filósofo católico né mas não são necessariamente algo que é uma exclusividade que ele aporta ao Mundo a exclusividade consiste justamente nisso na reflexão a respeito de Deus e da Alma tem-se aqui o CNE temático de qualquer
filosofia Cristã que por força da natureza de seu objeto fazse necessariamente católica Isto é universal e Omni abarcante nesse sentido a revelação Cristã oferece um campo hermenêutico e uma Norma negativa que que significa um campo hermenêutico um determinado digamos assim ambiente espiritual que Possibilita o desenvolvimento do próprio pensamento e Norma negativa no sentido de que ela impõe certos limites como por exemplo a nossa pele impõe limites pros nossos órgãos para que haja um bom desenvolvimento desse sistema filosófico né então hermeneuticamente ela dá o filósofo a Tradição A qual consiste na hierarquia e no modelo dos
conceitos das ciências e dos autores ao passo que não interfere diretamente no trabalho filosófico enquanto tal realizado à luz Da Razão natural comum a todos os homens e mulheres de todos os tempos mas apenas se limita a guiar o filósofo pelas encostas do pensamento assim a sacralidade do dado revelado irriga a terra boa da racionalidade secular e científica isso se torna possível graças ao caráter essencialmente ideal da filosofia pura e aqui eu acho que eu tomo uma certa distância eh do se pura pura eh antes de ser Cristã é produto máximo Da natureza humana enquanto
em si de um espírito encarnado e finito nesse sentido explica DIT Stein na introdução de sua obra ser finito e ser eterno que a filosofia possui três notas essenciais o filosofar vivo a atitude contínua do espírito e a cientificidade filosófica filosofar vivo é isso que a gente tá fazendo aqui né pensando filosoficamente as coisas a atitude contínua do espírito é propriamente falando o hábito filosófico o filósofo é filósofo ainda Que não esteja exercendo a sua filosofia quer dizer de certa forma o esforço constante que nós fazemos por sempre passar digamos assim pela reflexão todas as
coisas que caem na nossa experiência cotidiana é uma expressão desse hábito que nós construímos ao longo da nossa vida né como por exemplo vocês falaram e que aponta dramaticamente para essa questão biográfica né então esse hábito propriamente falando e a cientificidade quer dizer a filosofia ela sempre exige Necessariamente algum tipo de Rigor eh como por exemplo que Platão demonstra nos seus diálogos Aristóteles São Tomás de Aquino edmund Russel Kant toda a grande tradição filosófica ainda que na sua digamos assim no seu desnível né do quão próximos estão da Verdade busca esse ideal de Rigor de
objetividade né eh essas notas dizem respeito a filosofia a própria natureza da filosofia enquanto ideia ciência pura e ideal no entanto ela se soma a elas se Soma o estado atual da filosofia quer dizer a gente tem essa filosofia que é em certo sentido uma própria o caminho eh único para alcançar essa sabedoria natural mas essa essa ideia que nos supera tem suas realizações temporais a realização temporal o estado atual da filosofia é sujeito ao tempo e ao contexto dos seres Racionais que a pensam aí as notas essenciais ganham a carne de um sujeito concreto
que se eh para alcançar o ideal da sabedoria plena Tem aí a filosofia pura é bem aí que a filosofia pura se torna Cristã budista ou ateia não de modo determinista mas segundo a livre autodeterminação do Espírito então ao contrário do que se defende muitas vezes não seria simplesmente a uma certa forçação do meu contexto que pelo fato de eu ter eh tido uma certa educação no colégio ou seja onde for eu vou ter uma filosofia segundo eh o pensamento de Santo Tomás de Aquino ou de Platão mas não o o Espírito verdadeiramente filosófico se
autodetermina nessa reflexão né vemos Victor bastante consciente dessa dinâmica ao comentar a necessária pertença a uma tradição a qual se se manifesta em nosso tempo sobre a forma da tensão entre o mundo clássico e medieval e a modernidade aqui cito para buscar seriamente a sabedoria eu precisava dialogar com clássicos e modernos encontrando a minha identidade intelectual Pois tanto a visão religiosa Quanto a visão secular podem ser profundamente mpes dos seus antagonismos há intelectuais secularistas que não vislumbram nada antes do Iluminismo do século XVII ao passo que há intelectuais religiosos que pararam no século XI fim
da citação então miopia só pode ser encarada de frente mediante o confronto da pessoa inteira com o fim da sua existência A Felicidade Plena que enche de sentido as agruras deste mundo no entanto a razão prática que nos guia Para o bem Supremo Deve ser ela mesma sistematicamente precedida pelo esforço especulativo de obtenção da Verdade aqui eu cito o Piper em outra obra eh que explica o seguinte e em a realidade o Bem nesse sentido o conceito de razão prática está necessariamente compreendido e Expresso no de razão teórica a faculdade básica digamos aquilo que há
em comum é a razão teórica que se amplia e se torna prática o Teórico penetra totalmente no prático de maneira semelhante a como o genérico se manifesta no específico ou quer dizer por exemplo o modo como a animalidade se manifesta no ser humano a razão é prática apenas enquanto é teórica porque em Essência anterior a toda prática é apreensão teórica da realidade A Razão especulativa se torna prática tudo que é prático em última análise tem sua raiz no teórico e o pressupõe chegamos à mesma conclusão se O partirmos da relação do objeto da Razão teórica
com o objeto da Razão prática o objeto próprio da primeira ou seja da Razão teórica é a verdade das coisas o da Razão prática o verdadeiro como medida da ação o verdadeiro que se estende ao bem o objeto da Razão prática expressa e compreende ao mesmo tempo o objeto da Razão teórica este o verdadeiro se torna na medida em que que entra em relação com o objeto da Vontade que é a razão prática e que o anima Fim da citação Portanto o filósofo deve primeiramente se orientar à teoria para em seguida ordenar-se a ação Vítor
o afirma assertivamente ao contrastar a atitude contemplativa teórica final dos filósofos clássicos com o ativismo moderno aqui cito o conhecimento objetivo do mundo comporta uma transformação subjetiva interior do filósofo que acolhe amorosamente a verdade em seu espírito sem querer dominá-la ou transformá-la talvez aqui Resida a diferença mais radical entre o modelo Cristão de intelectual filósofo e a versão moderna politizada de intelectual sofista como Rousseau Marx e satre fim da citação diante dessa postura o desafio do filósofo Cristão cresce exponencialmente pois os filósofos ateístas Aral Altos da desesperança como pontua Vítor não cessam a investida contra
os bens da eternidade ao propagarem sua ideologia niilista e Relativista cito aqui São João Paulo II eh num discurso que fez eh em um Congresso Eis que num gigantesco Desafio o homem moderno desde o renascimento se dirigiu contra essa dimensão de salvação a mensagem do evangelho e se pôs a rejeitar a Deus precisamente em nome da sua dignidade enquanto homem primeiro reservado a um grupinho de de grupinho de espíritos a inteligência que se considerava como scol o ateísmo hoje tornou-se um fenômeno de massa Eh portanto fim da citação Como diz hanus bauta no quinto volume
de sua monumental o glória eh ele diz o seguinte os cristãos como Guardiões de uma metafísica da pessoa completa em uma era que esqueceu tanto ser quanto Deus são incumbidos da Pesada responsabilidade de conduzir essa metafísica de totalidade através das mesmas provações que seus contemporâneos mas a metafísica não é uma mercadoria que pode ser comprada e Vendida pronta nós mesmos devemos pensá-la fim da citação esse pensar metafísico se traduz numa autêntica cruzada da Inteligência na Qual o sentido contemplativo da filosofia clássica se transforma em oração e escola de virtudes já que e aqui cito O
Thomas J White um dominicano que encontra muito bem me parece com o etos do livro O misticismo sem conteúdo intelectual é é algo tão perigoso quanto a especulação árida sem Amor Fim da citação mas que eh Victor o diz assim a partir do modelo marcante apresentado na humilia a vocação Cristã de São José Maria Escrivá a vocação do intelectual Cristão exige um trabalho de estudo com constante convertido em oração e apostolado e vivido como sem consenso de responsabilidade e dever fim da citação tal vocação encontra a sua expressão neste caso em uma adesão filial ao
tomismo criativo a qual traz consigo a consciência de que a verdade Encontrou uma morada privilegiada no pensamento de São Tomás de Aquino onde a harmonia do sistema é consoante com a própria integração ontológica da realidade e aqui eu acho que nisso estamos na mesma página que é o tomismo ele não é propriamente falando uma uma um um mero aristotelismo Cristão e isso é inclusive O que justifica em grande medida o interesse do de filósofos tomistas como Joseph Piper ao ao platonismo São Tomás era Platônico sim Tanto quanto era aristotélico então quer dizer há de fato
uma uma uma plenificação né né Eh desse dessas duas tendências me parece aqui eh nas palavras do Vittor o tomismo é uma posição de espírito tão bem escolhida tão afastada de todos os extremos onde se cavam os abismos tão central em relação aos cumes que somos conduzidos a ele de todos os pontos do saber e dele irradiamos sem falhas no caminho no pensamento e na experiência Em todas as direções fim da citação isso tá no crise da cultura não isso tá aqui também é no no no ensaio sobre o cetil ah sobre cante com efeito
o tomismo vivido mais do que apresentado nestas páginas não se limita aos cânones da manuals ou da repetição de fórmulas consagradas na verdade antes converte-se Agostinianas em doutrina sobre a vida interior reflexão dinâmica sobre a vida humana em certo sentido creio que é possível Encontrar certos ecos de uma basilar afirmação de João Paulo II dita na Encíclica fidet trácio e aqui cito a metafísica não pode ser vista como alternativa antropologia Pois é precisamente ela que permite dar fundamento ao conceito da dignidade da pessoa assente ou seja assentada na sua condição espiritual de modo particular a
pessoa constitui um âmbito privilegiado para o encontro com o ser e consequentemente com a reflexão Metafísica fim da citação a perda da dimensão propriamente metafísica transcendente da pessoa nos leva a neurose coletiva do nosso tempo na qual o sentido último da existência humana é negado pelo niilismo que converte a vida em algo inútil e descartável pergunta-se vctor em diálogo com Frank e aqui Victor Fran e aqui a razão teórico especulativa começa a se tornar terapêutico prática preparando a próxima sessão da obra cito Se a existência humana é uma paixão inútil Como reza célebre definição de
satre Por que não a resolver e liquidar pelo suicídio como explicar a crescente onda de violência de drogas de alcoolismo banalização sexual e sensação generalizada de vazio existencial em sucessivas gerações dos séculos xx xx fim da citação aqui propõe-se como primeira resposta à crise aima esboçada a busca di lógica e maieutica pela interioridade em sua visão defendida por Franko diz o Vittor ele se engajou na busca socrática do Cuidado da alma a partir do Diálogo sobre o sentido último e na abalável da existência o Logos Divino procurado pelos filósofos gregos capazes de revelar e ordenar
a própria alma eh fim da citação tal ordenação se faz a base do amor da doação esse movimento de retorno informado e amoroso a si mesmo remédio definitivo contra qualquer crise de identidade foi chamado por Santo Tomás de Aquino de Redito completa na qual cito aqui todo aquele que conhece a sua própria Essência logo retorna a ela identificando-se plenamente consigo mesmo inclusive isso É bem interessante ele fala isso no Liber de causas comentário li de causas que era um filósofo neoplatônico né Eh [Música] Contudo não é possível alcançar tal autotranscendência por meio de autoanálisis egoístas
como bem salientam SOS e franio a condição humana exige que passemos pelo Cadinho do sofrimento cito o sofrimento deixa de selo no momento em que encontra um sentido como o sentido do sacrifício fim da citação no momento em que isso acontece talvez devêssemos falar em momentos encontramos a liberdade própria da vontade de sentido a qual se ord a uma e aqui cito felicidade que já não significa Plenitude das virtudes Morais e consecução de obras externas mas luta Cética e interior para purificar os desejos egoístas de prazer ou poder convertendo-os em serviço trabalho amor e sacrifício
fim da citação trata--se de um comprometimento Total assim como afirmado por F Baltasar em outro outro ensaio seu chamado o desafio da filosofia Católica no templo presente cito quem ama a filosofia se deixa inflamar pela sabedoria quem não a ama vê no saber apenas um punhado de Conceitos áridos e quem ama por conhecer coloca em jogo toda a sua personalidade e tal colocarse em jogo não é um movimento irracional que põe em dúvida a objetividade do conhecimento mas antes é a condição metodológica prévia para se atingir a objetividade mesma quer dizer é a condição para
qualquer tipo de pensamento esse amor é sabedoria pensamento priamente filosófico né finalmente impõe-se a ord do amores Que na filosofia católica sempre se fundamenta na ordo e na ordo cogn Ou seja a ordem do amor que sempre se fundamenta na ordem do ser e na ordem do conhecer Isto é o darse tem suas raízes no terce que em certo sentido é fruto de um mais profundo ser-se ser a si mesmo ser a si mesmo em profundidade e no conhecer-se pois como diz o adágio ninguém pode dar o que não tem apenas assim a filosofia pode
se realizar completamente em seu triplo caráter Epistemológico estético e ético fundado na inesgotável atividade metafísica da pessoa coisa que aparece no livro inclusive na na própria estrutura dele né as três áreas perfeitamente contempladas tenho certeza de que quem explorar o livro do caro amigo Vittor terá uma excelente um excelente Panorama introdutório dessas questões tão importantes Ainda que sutis para nós e boa [Aplausos] Leitura Muito obrigado Gabriel Maravilha vou passar a palavra pra minha amiga Ana e bem teria muito a comentar e fico realmente eh agradecido pela leitura tão atenta tão precisa e com tanto diálogo
ao trazer o faltas a Edit Stein Gilson isso é ou seja ele poderia escrever um outro livro ele poderia escrever um prefácio ou um estudo do meu livro e é essa teia como do ion das argolas que vão se é a comunhão Dos Santos intelectuais nesse sentido é o círculo dos sábios em que um vai tocando o outro e galvaniz Esse é o diálogo que vocês estão convocados e convidados também a participar né claro que esses professores ilustres são um pouco mais experientes do que talvez a maioria porque tem um background tem exatamente Mas eles
começaram com um primeiro livro e esse pode ser uma introdução ao amor à sabedoria eu não dei esse título porque É um título um pouco feio né e eu cultivo a beleza então ficou só amor a sabedoria mas o objetivo é introduzi-los a ela bom eh muito obrigada né Eu quero começar na verdade agradecendo ao Vitor o convite de est aqui confesso que eu fui ouvindo né o Lucas a Bruno Gabriel fui pensando meu deus onde é que o Vitor me meteu porque embora eu tenha formação filosófica né Eu me considero aqui uma advogada entre
Entre filósofos né mas aí o Gabri cons solou quando ele disse que o filósofo é filósofo ainda que não esteja exercendo a filosofia então eu me senti muito contemplada né e o Vítor também sem saber me consolou quando ele falou assim olha nós estamos vivendo aqui a a tensão entre o temporal e o eterno e eu que passei o dia minando e revisando contratos de mú sinto essa tensão com toda a força nesse momento então Eh essa atensão tá muito presente em mim agora e E antes de falar sobre o ensaio que eu escolhi né
que foi a eh o ensaio a respeito de antígona de sófocles para não decepcionar os os jos filósofos aqui presentes mas eu prometo que eu não vou fazer uma Fala chata né contrapondo o direito natural e positivismo Porque ninguém aguenta mais essa chave de leitura de antígona eu queria comentar eh dois dois aspectos aqui da introdução do livro do Vitor com os quais eu eh eu eu eu me me tocaram especialmente Né e com os quais eu me identifiquei muito fortemente eu acho que a primeira coisa foi ver na no percurso intelectual eh do Vitor
essa grande abertura que ele tem para a tradição secular da modernidade né E como isso moldou a percepção dele eh a percepção filosófica dele em alguma medida isso se assemelha muito à minha própria a história né A minha própria forma ação filosófica e o meu acesso aos clássicos e o meu Acesso aos aos filósofos cristãos veio posteriormente ao meu acesso a uma tradição secular moderna e e esse percurso é muito interessante porque me me faz ver algo que é o segundo ponto que me chama atenção nessa introdução que é quem busca a verdade busca Deus
né acho que é isso que o Vitor coloca de uma maneira muito bonita quando ele fala num num parágrafo Que Me tocou muito a descoberta de que esse objeto que é a sabedoria né me atraía a a descoberta de Que esse objeto que me atraía era uma pessoa isso e isso foi uma coisa que eu vivenciei muito fortemente na minha vida né quando eu comecei a estudar seriamente filosofia quando eu tava no mestrado em filosofia do direito comecei por um viés de autores de tradição secular moderna e me vi cada vez mais próxima eh eh
de algo que eu entendia que era uma possível contemplação da verdade eu vi que o que eu buscava era uma pessoa e que esse encontro da Verdade se dá quando a gente encontra uma pessoa né que é Cristo então Eh isso isso Foram duas coisas que que me me comoveram muito especialmente nessa introdução e aí passando aqui propriamente para pra eh antígona né de de sfoc que é um ensaio que é é uma peça que que o Vitor né trata em um ensaio muito denso inclusive do ponto de vista né da da sua eh análise
eh eu eu acho que que é útil talvez aqui porque eu sei que muitos estão com o livro mas ainda Não leram o ensaio né fazer aqui uma breve exposição eh eh do que é que trata esse esse ensaio bom a história de antigo eu acho que que a maior parte eh já conhece né antigona é essa essa heroína né que deseja sepultar o seu irmão polinice né Eh cujo sepultamento fora negado Por creonte que é um rei eh autoritário né impiedoso E E se ela desrespeitar essa essa determinação de que pol não pode ser
sepultado é Antígona vai pagar com a sua própria vida E e essa essa história né de antigo né e e o Vitor começa esse ensaio dizendo uma coisa muito interessante diz olha existem uma primeira chave de leitura sobre a qual eu não quero falar e eu também não quero falar Vitor não se preocupe eu vou vou passar apenas por ela que é de que esse é um ensaio em que de fato o que nós vemos é uma contraposição muito forte muito Evidente Entre aquilo que a gente chama lei positiva e e Lei natural e a
ideia de que a o requisito da legitimidade da autoridade se dá né quando ele essa autoridade ela é capaz de observar o valor do ser humano por meio do respeito a algo que nós chamamos de direitos humanos Então essa é uma primeira chave de leitura desse ensaio que o Vitor apresenta mas não explora que é uma chave de leitura que a gente costuma Fazer né nos cursos de filosofia do direito Especialmente quando a gente quer apresentar Essa visão do direito natural a a segunda chave de leitura dessa obra ela é muito mais profunda né ela
vai revelar esse conflito religioso e filosófico que é incorporado nessa obra e eu achei muito interessante Porque o Vitor fala Olha ainda assim as leituras que eu havia feito a respeito as interpretações de antigon ainda me pareciam eh Extremamente insuficientes E aí depois de muito procurar né e buscar o Vitor encontra adota nesse ensaio a leitura do ren Gir que é muito interessante e e o ren J ele vai dizer a de uma maneira aqui muito muito resumida o seguinte que a polinice né esse esse o irmão de antigona ele representa essa figura do bode
expiatório né Essa figura do bode expiatório que na verdade é uma é uma Ocultação né dessa dessa da inocência da vítima por meio de uma violência que é compartilhada social mente mas com a ideia de fundar um pacto social que permita que essa sociedade eh continue né apenas Resumindo aqui eu não quero eu não tenho os elementos para fazer uma uma leitura aqui profunda do do Gir né mas eu quero levantar aqui na minha fala fazer três comentários eh que me chamaram muito especialmente Atenção na leitura que o o Vitor faz de antigo né que
é um que é uma coisa né Tem uma coisa também a gente fica relendo os trechos de antígona E aí eu f tava lendo e e e e vendo materializada também a palestra da Bruna sobre a beleza né eu impressionante e eu fiquei pensando Nossa eu preciso preciso ver antigo em formato de ópera que deve ser uma coisa e eu fiquei pensando já sei que vai ser meu programa na sexta amanhã à noite eu vou procurar no YouTube vou Colocar preciso ver esse diálogo em em em ópera né mas a o primeiro o o primeiro
comentário né que eu tenho a fazer que me me chamou muito atenção algo que o Vitor traz aqui na página 221 quem quem quem tá com livro pode até acompanhar né é que em alguma medida eh antigona ela ela incorpora um um drama existencial Universal um drama existencial que Muito Provavelmente todos nós já passamos em algum momento da nossa vida em maior ou menor grau e essa chave de leitura do Vitor nesse nesse ensaio nos nos mostra exatamente essa esse drama existencial né que é o que é revelado aqui por esse parágrafo em que o
Vitor né Pergunta a heroína de sófocles é arrojada ou desmensurada ativa na realização de seu próprio destino ou vítima passiva de uma Maldição que gera mais morte e Destruição fiel aos Deuses ou possuída por um assombro suicida né e eu fiquei que na nossa vida né de cada um de nós a gente passa em alguma medida por esse drama e que é o drama que pode ser traduzido nos seguintes termos né ser fiéis aos nossos valores em o mundo secular e ateu né ou sucumbir ao conforto né de uma vida sem conflitos ou sucumbir ao
conforto De fazer parte de uma unanimidade que não reage como essa de Tebas né que é muito bem retratada aqui é uma é uma unanimidade falseada de muitas pessoas diz a própria antígona que só não tem coragem de falar mas que estão pensando tudo aquilo e e um outro drama né AD pelos nossos princípios ou por um senso de utilidade de utilitarismo e consequencialismo ah em que medida os sacrifícios que nós Estamos dispostos a fazer pelas coisas em que nós acreditamos sacrifícios em prol da família ou sacrifícios familiares e sacrifícios em prol ah da nossa
crença sacrifícios Ah esses que são sacrifícios pessoais valem a pena diante da imprevisibilidade do nosso destino e diante dessas forças do mundo que nos constrangem da mesma forma que antígona Né era constrangida aqui e me parece que o Vitor Ele termina essa sessão do ensaio eh com essa essa essa ele ele ele desenvolve isso mais paraa frente mas essa esse é um grande questionamento que paira no ensaio que é respondido nas ações seguintes na na no no no momento seguinte o Vitor ele abre um um tópico em que ele reflete a respeito da consciência individual
versus o poder político e aí eu me lembro né isso isso me isso me me fez Recordar uma frase de Um autor que eu sei que também é muito caro ao Vitor que é o John Fines que inspirado em São Tomás de Aquino diz se os propósitos da Lei requerem ações que ninguém deveria fazer a nossa obrigação moral é desobedecer é isso que faz antigona as custas de muitas coisas é uma escolha trágica em alguma medida é a escolha da Cruz né de que você eh falava e aí diante de todas essas Perguntas né dessa
pergunta eh ser fiel aos nossos valores ou sucumbir ao conforto né ser guiado pelos princípios ou nos deixarmos levar por uma visão de utilidade consequencialismo me parece que a resposta para essa pergunta é dada no ensaio e é dada eh no próprio texto original né Eh a resposta à essa pergunta ela também é dada por Sócrates quando ele aponta pro alto né e ele diz que a a melhor resposta né diz antigona ah é Entender que a resposta não está na mera materialidade A resposta está em ter um olhar para a eternidade portanto um olhar
para a morte e para a perenidade da nossa vida que faz com que nós confrontem os nossos valores com aquilo que realmente permanecerá com aquilo o que é eterno e e antigona fala isso né Isso tá na página 225 reproduzido pelo Vitor eh ela diz não me aflige essa cina essa Ca né que paira sobre ela em virtude da sua desobediência civil porém se aceitasse para um filho morto de minha própria mãe que jogassem no ermo o corpo sem sepulcro isso me afligira a morte não me aflige para ti talvez agora eu pareça uma louca
talvez essa loucura eu deva a um outro louco no entanto a morte não a aflige porque ela como fala em muitos outros momentos né dos diálogos ela fala essa esse não é o meu destino eterno Então essa postura de Um tremendo despreendimento em relação à vida se dá por força de uma visão muito clara da da da IMP perenidade da nossa vida material isso é algo que eh é muito bonito né ver em um autop Pagão inclusive né que que é o o o sófocles eh e aí o segundo comentário que eu tenho a fazer
a respeito desse ensaio é que embora o Vitor ele ah identifique antigona com a figura crist né com com o próprio Cristo aqui a todo momento enquanto eu lia o ensaio eu me lembrava De um outro personagem que é o Pilatos eh e eu vou explicar porquê eh eh a todo momento esse esse esse esse ensaio do Vitor me fez recordar o julgamento de Cristo e a narração que o Vitor faz da da antígona porque me parece que a coragem de antígona quando ela se coloca em defesa de de alguém que ela considerava não inocente
propriamente Eu acho que isso fica claro mas é não merecedor da figura de bot Expiatório Como é colocada aqui contrasta com a covardia de pilatos no julgamento de Cristo e eu fiquei a todo momento né vendo aquela cena do julgamento de Cristo e vendo eh como é que antigo giria ali né diante daquela figura injustamente ah eh eh eh condenada e E aí eu eu também não pude deixar de me Recordar de um trecho ah da sacra do do Papa Bento 16 né que eu acho Que e faz um uma uma conversa maravilhosa com o
ensaio do Vitor e com antigona o Bento 16 o seguinte a justiça é espezinhada pela covardia pela pusilanimidade pelo medo da dictat da mentalidade dominante a voz Sutil da consciência fica sufocada pelos itos da multidão a em Cristo era multidão do né dos judeus aqui a multidão de Tebas né a indecisão o respeito humano dão força ao mal Eh então então eu eu coloco muito em paralelo né Essas essas essas figuras e ao mesmo tempo eu fico pensando na atualidade dessa reflexão no nosso momento contemporâneo quando eh a gente olha para um fenômeno que inclusive
é muito associado né com com o fenômeno das redes sociais que é um pouco dessa nossa cultura que a gente chama do cultura do cancelamento né eu não gosto muito dessa terminologia mas isso isso é real O que que a gente percebe em Antígona a gente percebe em antigona a incorporação de uma virtude mestra que é a virtude da Prudência eh em várias várias vezes nos diálogos antígona quando conversa com creonte ela diz olha você tem apenas uma parte da Verdade mas existe uma outra parte que é de que paulin ele não começou essa guerra
sozinho né houve alguém que em primeiro lugar começou a gente precisa olhar o contexto inteiro e essa prudência de antígona se opõe a uma violência Generalizada é alguém que levanta a mão e diz assim pera aí vamos quebrar essa un unidade cega ou essa unanimidade a Covarde e vamos tentar entender a coisa sobre uma perspectiva mais complexa né uma perspectiva mais prudente de fato e eu achei muito interessante Quando o Vitor disse que a antigona rompe com né com uma unanimidade e me parece que a eu tenho aqui alguns Alguns ah eh alunos meus né
No curso de Direito Ah e e a e é um trabalho que a gente faz muito em sala na Bela Vista quando a gente trabalha o método do caso né que é entender que um dos nossos grandes papéis enquanto advogados juristas é romper de forma consciente não por uma rebeldia ah contra o senso comum né não porque nós queremos ser do contra mas é porque a gente entende que uma unanimidade que se forma de uma maneira muito fácil pode estar guiada por duas coisas ou uma Profunda ignorância ou um tremendo medo então que nós na
qualidade de de de de juristas precisamos ter a virtude da Prudência que antigona tinha e eu acho que isso é uma outra coisa que fica muito é muito interessante né no no ensaio do Vitor e por fim meu terceiro comentário eh eu não sei se o Vitor vai ter tempo de de de de responder a isso mas eh em um um dos trechos do uma das sessões do ensaio do Vitor trata Eh da de uma figura que aparece né em antígona que é a figura eh de emon né que é o noivo de antigona e
que paraa Vitor ele representa a razão democrática diante de um absolutismo [Música] né é aquele que que diz o seguinte pai né creonte você não escuta o choro da cidade por soltar essa moça a cidade clama E aí creon falei eu vou ser governado por Tebas né vou ser governado por essas essas pessoas todas E aí eu Fiquei pensando numa tensão que existe no ensaio vor que é de um lado a gente tem a gente pode encarar se a gente encara democracia a partir de uma perspectiva estritamente procedimentalista ou em termos meramente numéricos é difícil
a gente ter essa ideia da Razão democrática porque Cristo Por Exemplo foi condenado democraticamente né ah e E aí a gente começa a ter um problema de pensar bom Ah que conceito é esse de democracia de razão democrática aqui do emão porque Vejam a o conceito de democracia se nós entendermos a partir de uma perspectiva meramente numérica aqui como meramente a formação de uma maioria ou meramente a formação de uma unanimidade ela pode levar a resultados grotescos como até então vinha sendo na história de antigo até que el diz olha não mas na verdade as
pessoas estão com medo de falar não é que elas não né Então não é que elas não não não aderem ao que você ao que você eh deseja e aí a gente precisa pensar nos nossos no nosso eh no nosso sistema democrático sobre um viés profundo também nesse sentido eu acho que essa é uma outra reflexão que me surgiu né aqui nesse ensaio e eu falo isso porque eu acredito que assim como eu você você ser profundamente né imbuído de um espírito democrático isso é uma coisa que a gente precisa dizer tá quando a gente
ah a gente faz esse tipo De questionamento isso isso isso não quer dizer que nós estamos afastando a democracia eh do nosso Horizonte isso isso isso e isso precisa a gente precisa dizer que nós precisamos entender o que é essa razão democrática sob pena da gente entender que democracia é meramente também Contagem ah numérica e as custas de quê as custas de né eh ou de ignorância ou de medo ou isso isso levanta uma reflexão muito Profunda em filosofia política que talvez seja muito pouco usual na leitura de antigona mas que eu acho que vale
a pena a gente refletir e explorar bom eram esses os três comentários né como vocês podem ver tem muita coisa pra gente pensar a partir do ensaio do Vitor é muito rico e mas eu quero mais uma vez agradecer ao Vitor pela oportunidade de estar aqui que eu considero também que é uma oportunidade Vitor de e de homenageá-lo não não somente pelo Eh pelo grande intelectual que você é mas também pelo grande amigo que você é né meu do do meu marido Daniel eu me lembro que um dos das das nossas últimas conversas no final
de 2023 você falou uma coisa que eh me veio de forma muito marcante nessa quando eu tava lendo esse o livro que é eu eu tenho eu você me disse eu tenho eu tenho dúvidas sobre muitas coisas a que eu sou chamada mas eu tenho certeza que eu sou chamada a uma coisa que é Escrever a a ser a ser um né um alguém que escreve pras pessoas lerem e e é muito bonito ver a concretização disso nesse livro tão tão rico né que eu tenho certeza que eh ainda ainda né vai ser continuado com
muitos outros outros livros que nós esperamos né ansiosamente que você Publique então muito obrigada muito obrigado Ana não esperava menos de ti que leitura fina e veja a gente poderia pautar qualquer um desses 16 ensaios e ficar muitos e muito muito tempo mas eu vou passar a palavra logo pro Hugo a quem eu agradeço mais uma vez que é diretamente responsável por dois dos ensaios do livro para para ouvi-lo e representa Como já foi dito algumas vezes o poeta da mesa né além de além de acadêmico Obrigado Não espalha isso não eh não eu tô
numa posição completamente constrangedora aqui né por diversas razões primeiro por ser último a falar falar depois do Lucas né que falou com a Né do coração da Bruna que né desfiou Aí um um Rosário de de conhecimento assim né Eh eu eu lá cumpri todos os os requisitos da academia mas toda vez que eu voltava pra academia o mercado editorial me puxava de volta né Ainda estou tentando vencer essa batalha eh depois o mestre da ordem aqui né você viu com eh eu sou usou um tempo num metafísica da totalidade que eu achei tão bonito
eu não sei nem o que significa mas mas eh sim eu vou usar eh E a Ana que falou com a graciosidade assim e aí eu chega eu olha a meu tipo de anotação assim eh e eu super preocupado porque o cara do um soneto podia escrever um soneto e resolver o problem o cara do estacionamento falou assim eu fico aqui até 20:40 eu tô assim com a minha esposa assim ó 20 então eu sou o último eh e Mas você sabe não ainda tem o fato de que a Bruna vai me fazer arquivar o
meu Tratado de estética você viu esse Negócio desse cara mentira mas eu concordo e o Platão É de longe o poeta mais legal de todos o mais bonito e você pode fazer uma experiência Você pega um poeta um artista um músico qualquer pessoa que trabalha com criação artística e pede para ele ler um desses estetas do século XVI para cá ele vai não vai prosseguir não representa ele e se a gente ler Platão out fala assim a gente tá falando de uma coisa que eu experimento em Primeira pessoa isso é tanto é que depois do
século XVI o que que é mais legal de ler sobre criação fala lê os próprios artistas falando dos seus processos criativos porque está muito mais próximo da realidade das coisas do que do que essa essa geração toda é muito melhor ler o ariando Suassuna falando de como ele escreve do que você pegar os os né aqueles ensaios todos escritos né do século XI para cá do século 17 para cá que muitas vezes são Ininteligíveis mesmo eh e bem graças a Deus vocês não me expulsaram da república e e ganhou e eu eu vou assim minha
fala vai ser muito de uma experiência própria eh e e assim você vocês todos aqui estão aqui por uma razão e certamente porque tem uma relação especial com os livros e vocês já devem saber que é por mais que a gente temha questões que vão Inquietando a gente ou mesmo na vida acadêmica né a gente passa às vezes 2 3 anos no mestrado 4 anos num doutorado a gente lê muito mas aqueles livros que tocam no coração da gente nunca são necessariamente os livros que a gente escolheu para resolver alguma questão alguma dúvida tá fora
da nossa escolha Eh esses livros que mudam a nossa nossas vidas né e e a gente todo mundo tem uma história pessoal né dos livros e pode ser mais ou Menos glamorosa né A minha é péssima eu tava lá no Rio perdi os pontos de ônibus porque tava com 13 anos lá l n descia no lugar errado porque eu não queria parar de ler o o sellinger com 13 anos de idade assim eh e e sabe não não escolhi caiu na minha mão aquele livro e depois adolescente quando li o fante lá me achava super
sabe né descolado não sei o que lá mas e esses livros que marcam a gente estão completamente fora da nossa do nosso razão assim a gente não escolhe O livro que vai marcar a gente eh e eu esses dias tô vencendo uma resistência minha e eu me envergonho de de porque assim qualquer pessoa que mexe com o livro vai falar assim que a melhor coisa que tem que fazer só tem uma coisa necessária reler e eu sempre fui um cara muito assim né Muito avesso suas releituras para não macular aquela experiência até hoje eu não
consegui le o salind de novo porque pode ser que eu olhei e fala nossa eu perdi tantos Pontos de ônibus da minha vida por causa disso né Eh mas eu tô vencendo eh e revisitando Os Clássicos mas não só os clássicos nesse no sentido da importância histórica mas daqueles clássicos do coração então né voltei aer alguns ensaios da Natália ginsburg pô que me Encantam muito eh e voltei peguei o Quixote de novo e e e claro n eu voltei As Confissões depois do do doutorado eu fiz o doutorado basicamente nisso em teoria da literatura que
é uma Coisa completamente inusitada você pegar Santo Agostino para estudar na teoria literária que é uma coisa que ninguém nem sabe o que que faz e nem os caras que fazem eh e e aí e aí eu tô tendo a experiência do cara isso aqui questões que eu achei que estavam resolvidas inclusive academicamente resolvidas não tão resolvidas elas voltam e voltam com uma a cara diferente falei cara eu tinha Resolvido isso no doutorado por que eu tô lendo aqui de novo e tô voltando com as mesmas questões porque esses clássicos eles nascem do amor da
a sabedoria e não se esgota por isso que a Bruna pode ler Platão 50 vezes vai ser sempre uma coisa nova né e São Tomás Ed Stein ou qualquer coisa pode ser que eu volte a ler os livros da minha adolescente e sinta a mesma coisa e Então esse livro chegou nesse timing assim sabe Car não tá no nosso controle E é é uma leitura eu acho que vocês vão ter esse tipo de experiência também todo mundo que tá aqui na mesa certamente teve de que a gente não tá fazendo uma leitura por obrigação porque
eu ia est aqui precisava falar alguma coisa mas é quase como eh uma sensação de cumplicidade mesmo né É É como tá entre iguais né eu como sou carioca eu vou usar um termo de crime né como se tivesse roubando roubando e dessas Fontes que são as Nossas Fontes né E só carioca pode fazer esse tipo de piado e então o que eu queria dizer e eu acho que é o que você queria com esse livro que essa não fosse uma leitura do tô lendo Porque o Vitor é um intelectual público e é legal fazer
parte desse movimento né um cara que tá ganh destaque ou tá na moda falar em virtude sabedoria a Pri tá na moda ass um milhão de coisas Que a gente pode pegar como exemplo mas eu acho que o desejo e eu fico feliz de ter experimentado isso é de ler isso no tô lendo em família mesmo porque eu tô visitando como todo clássico tô visitando meus parentes É isso eh e essa foi mesmo a a a experiência que eu tive e tive essa experiência de maneira mais palpável nesse ensaio que eu vou comentar eu vou
comentar muito brevemente mesmo eh mas que eu acho que é a experiência que que né é o epítome Do quo que você queria com o livro Se você me permite achar o que é o que você quer mas assim eu tenho certeza de que é porque todos nós partilhamos desse amor a sabedoria seja da forma como for seja fazendo versos que não são tão legais quanto música mas né mas é é um pouco mais degradante mas mas não tanto degradante eh mas eu acho que é assim é a experiência de todos nós estamos aqui a
Gente não tá aqui numa quinta-feira à noite assim esse horário eh embora Sei lá A Ana tá pensando na sexta-feira à noite para ver uma ópera eu tô me sentindo muito constrangido porque eu quero que as crianças Durmam sexta noite para eu tomar uma cerveja e dormir também e né então eu nem cheguei no ponto com 18 anos pergunt sobre Thomas Man não sei gente os 18 anos estava no frj fazendo as coisas eh Mas voltando a parte bonita do Negócio eh que é o assim é o ensaio do Aquiles e talvez seja um dos
mais curtos dessa sessão toda de ensaios né Tem alguns ensaios que poderam ser livros próprios né Eh e mas eu acho que ele ele serve como um pouco do resumo dessa experiência da leitura desse livro e que eu acho que é o o que de melhor o intelectual pode conseguir vocês sabem tem o ensaio que se refere ao Aquiles ele trata e eu acho Isso um mérito impressionante porque quando a gente normalmente trata menos eu que venho das letras mesmo a gente trata esses textos muito clássicos tem uma forma de tratá-los que é uma forma
até que você aborda por uma maneira meio formal né então a tragédia é aquela aquela aquele gênero que retrata os homens né tal tal tal isso isso isso o épico retrata homens superiores eh isso é é muito útil Claro didaticamente é muito útil a gente aprende isso na Letras mesmo né um manualzinho pr pra escola é uma forma de ler essas coisas mas isso corre o risco da frieza né que assim tudo bem pode ser isso formalmente Mas não é isso que faz a eliada ser lida hoje Meu Deus do céu né imagina eh até
porque lá Inteligência Artificial daqui a pouco fala me dá essa forma e uma hora vai chegar uma Ilíada né até às vezes com né Eh mas não é isso que faz a gente se comover diante da ilía eh e o que faz a gente se comover diante de um livro é Uma pergunta que acontece quando a gente termina o livro ou uma que é e eu tive essa experiência dendro do O Silêncio do Chaco Endo era um livro assim fascinante ganhou o Nobel tudo fechei o livro falei cara que que eu faria aqui e essas
respostas nunca são fáceis e a experiência do Aquiles que é a experiência desse ensaio me deixou Até agora perguntando Cara o que que eu faria E a minha resposta é não tem nada Para fazer nesse caso porque eles não conheceram a Cristo Aquiles não conheceram a Cristo porque Aquiles o grande herói da da Ilíada é a ira dele que é cantada eh e e tem uma hora lá que eles estão na batalha ele desiste de batalhar porque o camarada log memon deu uma zoada nele lá roubou a Escrava dele aí ele falou não só que
ele não batalhar naquele universo grego no universo épico significa o quê bom ele não vai ser o herói ele não vai Ter a glória o que que mais né Tem uma citação do aubar maravilhosa wbar maravilhoso e fala né pô a a beleza da vida do mundo sensível dessa Glória toda era a grande glória dos gregos o Aquiles tá querendo dizer não para isso eh e ele diz não com aquela expressão de assombro que é Nossa que a gente vê muito nos nossos filhos o assombro diante da Morte né Sabe quando o filho descobre que
um dia Os pais não vão estar aqui para sempre que destrói né fal papai um dia você vai morrer cara é pra gente é uma coisa completamente corriqueira é um dia o papai vai morrer né é a criança porque o assombro di da Morte né aquela aquela visão infantil que a gente tem que recuperar que é que o chesterton louvava tanto né E que o corção captou no no cheston eh então a o argumento que Aquiles usava falou assim cara a morte nivela todo Mundo né Assim que adianta eu ter sucesso aqui na na na
na guerra e tal mas no final das contas é tudo pó né Eh acontece que ele ele ele volta para pra batalha porque o pátroclo que é o amigo dele que foi mandado no lugar dele paraa guerra com as armaduras dele morre e aí ele fala cara meu meu amigo morreu no meu lugar por minha causa Aí ele vai lá e né daí ele é o herói que ele mas essa pergunta vê isso não resolve a questão do Aquiles ele não Resolve a questão do cara a morte realmente nivela todo mundo eh o que ele
tava querendo lá era mas tudo bem ele tinha um motivo superior mas hoje a gente sabe que esse motivo superior é bonito de ver ele vencendo o medo dele mas vamos pensar é vanglória né e mas os gregos não conseguiam olhar o palmo à frente eles não tinham Revelação ainda e por isso que eu digo não tem resposta certa pro Aquiles é bonito é heróico e é épico como tem que ser que ele vença a Batalha dele Grave seu nome e v um herói de fato mas se ele tivesse voltado para cá caso para ter
uma vida normal uma vida longa como ele cogitou talvez fosse uma medida de prudência assim você vai que vai vencer para ser para PR pra sua própria vanglória ou você vai voltar pra tua casa se essa pergunta fosse colocada pra gente hoje se a razão fosse a vanglória e voltar pra casa lá para jund para minha esposa para meus filhos Desculpa eu vou voltar para jund e para minha esp para minha esposa para meus filhos né Essa questão só fazia sentido Se o se o horizonte máximo aquele grego por isso que a pergunta e eu
ela ecoa porque assim a nossa resposta hoje não seria a resposta grega por mais que a gente esse Manancial isso foi que o Santo Agostinho descobriu nas confissões porque assim normalmente a gente interpreta a relação de Santo Agostinho com a literatura pagã dentro daquele Fala não eu ficava lá chorando pela adido morrendo mas eu não chorava pela pelo Estado da minha alma e aí em geral o pessoal fala assim Ah então Prof Agostinho é um filisteu né cara não quer saber de de de das aquelas letras e tal mas o Agostinho era um grande poeta
assim talvez só equiparado a Platão mesmo sabe eh Todas As Confissões por exemplo em que ele fala uma frase dessa é composta de trechos o topoi da literatura clássica antiga toda toda ele É o o novo odisseu só que o que qual é o lance ele vai seguindo o modelo do do do topoi por exemplo Dido morre na nas praias de Cartago ela o fil o o o o Eneas vai embora larga ela porque ele tem uma missão cumprir e por isso oot falava que a Eneida era o grande primeiro épico Cristão porque ele tem
um senso de de de Missão o iiot isso ele tem um ensai sobre Virgílio E então Dido fica na beira da praia o que Que ela faz ela se mata Agostinho vai para Cartago Santa Mônica tá lá na Beira mesma cena da da da Eneida mesmo lugar o filho vai embora escondido ela vê ele indo embora ela começa a chorar o que que ela faz vai pra igreja rezar ou seja Santa agusti tá empapado do do da literatura clássica mas a literatura clássica não dá conta da experiência nova que nasce com o cristianismo e por
isso e quando eu li isso falei cara e eu aqui eles não ia Ter como responder ele não tinha essa experiência que agora a gente tem eh e e assim um ensaio muito curto mas esse eu continua que que eu faria porque agora eu tenho essa experiência entendeu a sabedoria se revelou né ela veio até aqui mostrou uma ela tem um rosto agora eh um rosto chagado né Eh que é o grande o saio do B 16 que ele comenta um Salmo fala Olha que grande escândalo a beleza faz com a gente desvie o olhar
dela né que beleza é essa que é o Cristo chagado A gente não consegue olhar não tinha beleza nele né Eh tô emendando uma coisa na outra mas vocês estão tão quietinhos assim eh mas eh Então esse e eu claro eu posso só fazer um comentário brevíssimo a frase famosa do no no no idiota do dosto que a beleza Salvará o mundo que tá citado no na na epígrafe desse fá que a Bruna comentou epifania da beleza é sobre Cristo chagado s chagado a beleza que Salvará o mundo é a beleza de Cristo chagado em
quem não se vê beleza do Ponto de vista humano exato lembrei disso e então o que eu queria assim é quase um testemunho de leitura isso mais com um comentário eu tô tão longe da academia tanto tempo que eu acho que perdi a mão mas essa experiência do eu que é o assombro que o próprio aquele sente diante da morte é o que eu sinto diante da experiência do Aquiles e que é a chave né o assombro é a chave de qualquer obra de arte mas não só disso de qualquer filosofia é aí que nasce
Tudo o conhecimento da criança nasce como no assombro né você já viram uma criancinha pequena na banheira tomando banho bate na água assim cara que você tá com seu relógio ela tá assombrada a gente perdeu isso aqu sentiu isso diante da Morte cogitou deixar a glória dele de lado por conta disso a sabedoria nos a busca da sabedoria o amor pela sabedoria Assuma a forma que for ela nos interpela isso é perigosa por isso também e então que bom Que Cristo veio o caminho mesmo deu esse caminho pra gente a gente est pisando em em
coitado do Aquiles que não tinha o caminho entendeu que não não foi revelado para ele e e Que bom que você tá tocando nesse caminho pra gente acho que era isso que eu queria dizer né que sim você tá pegando isso tudo mas o horizonte tá maior tá largado e a gente só tem agradecer a isso mesmo eh você sabe que tem uma máxima do discernimento dos espíritos que é pelo fruto o Conhecereis é o básico você usa para saber se uma ação é boa se é ruim qualquer manualzinho de a primeira coisa eh e
a gente tá aqui eu termino um pouco acho que eu falo por todo mundo a gente tá aqui isso é o fruto né todo mundo aqui em família eh Então acho que a gente pode falar que o fruto desse seu trabalho dessas Cruzes todas é muito positivo é essa sentimento de familiaridade e essa experiência que eu tive que a Bruna teve que a Ana teve que O Gabriel teve que o Lucas teve com esse livro e com seu trabalho em geral isso para te dar ânimo mesmo para continuar porque ficar longe da família é muito
ruim não é assim você deve estar pensando na al em casa e tal eu entendo eh Então mas né Obrigado né vai vencer a sua Guerra Não pela vanglória de Aquiles mas né obrigado obrigado gente facilmente eu poderia comentar cada intervenção por 30 minutos sem exagero e Facilmente também cada interlocutor poderia comentar por muito mais tempo as outras intervenções a gente poderia ficar numa mesa redonda que a gente vai poder usufruir se Deus quiser no círculo dos sábios no céu eh porque tem um tempero de eternidade tem um sabor tem uma por exemplo eu comentei
aqui com o meu amigo Gabriel rapidamente a citação que ele mencionou como sendo minha Eu reconheci eu não tô senil como Santo Afonso é do ctil e eu vi que que na verdade foi um erro de diagramação da citação porque eu sabia que não tinha sido eu então mas já me me suscitou e cada ensaio cada fala dessa me deu vontade de fazer um ensaio explicando melhor e comentando e o que a gente quer o objetivo da mesa foi plenamente cumprido né Por quem a pensou que fui eu porque o que a gente queria é
que vocês se sentissem envolvidos motivados a entrar nessa Conversação a entrar ah você eu só li mas quem sou eu só li um primeiro livro Tudo bem ponha esse livro na pauta traga esse se único livro que você leu traga o sellinger para debater com Homero né se você leu Herman H ou se você leu Harry Potter não interessa o o legal e a minha filha com 11 anos já começa a fazer isso porque já leu muitos livros é comparar é contrastar e encontrar a verdade amicos platos S amica Veritas nós amamos Platão mas podemos
dizer com Aristóteles que a Verdade é mais amiga aqui Platão nós amamos Santo Tomás nós amamos Santo Augostinho né mas a gente chega diante de Cristo Por exemplo fala Esta é a verdade então sintam-se convidados à leitura do livro Muito obrigado pela atenção muito obrigado Bruna Ana Gabriel Hugo Lucas e vocês me comoveram me lisonjear eu não mereço a leitura tão atenta e carinhosa e Generosa que vocês fizeram eu realmente admiro muito cada um de vocês e se o livro fosse lido só Por vocês eu já me sentiria muito satisfeito Espero realmente que este livro
seja uma iniciação na vida de amor a sabedoria que vocês presenciaram aqui sendo retratada de modo tão sincero tão existencial Tão Profundo por esses verdadeiros amantes da sabedoria e por mim mesmo e esse é um caminho de Fel de beatitude de de consolo o consolo da Beleza o consolo da Verdade e o Lucas lembrou do que eu Disse de fato e repito eu estou morto né mas ao mesmo tempo estou Pascal rede Vivo também e cada releitura e cada experiência dessa me faz ter muita gana de viver porque a gente antecipa a experiência da contemplação
beatífica do céu Então existe um sentido muito profundo que eu deixei bem claro do começo ao fim que é o de encontrar a Deus por Cristo de amá-lo de conhecê-lo de buscá-lo e isso nos anima né isso nos motiva isso nos entusiasma porque no Fundo é o próprio Espírito de Deus que nos visita e nos faz buscá-lo essa dinâmica também tá muito presente de Santo Agostinho né consola-se dis Pascal tu não me procuraria se já não tivesses encontrado né esse cons solo eh eu espero que o livro cause a vocês Muito obrigado e que bom
que está sendo gravado uma outra coisa que me ocorreu dizer depois que tiverem lido revejam no YouTube depois que tiverem lido o ensaio sobre Pipe revejam porque vocês Vão contrastar e perceber uma leitora muito mais madura e experiente ao mesmo tempo Vocês também vão ter pensado em outras coisas né se eu falo de mozar no ensaio do Piper ou de bar no mesmo ensaio vocês terão experiências eh diferentes e essa é a graça eu espero do livro eu vou ficar aqui para assinar com muita alegria e a gente tem Infelizmente o teto das 9:30 então
talvez a gente precise ser dinâmico muito obrigado de coração [Aplausos] muito bom muito bom eu quero se vocês vocês TM a prioridade máxima da ten um presente para você ô amigo obrigado o livro da rep a gente você só que [Música] ela só pegar e eu estou esperando teu vídeo no YouTube ansioso é agora eu vou fazer Depois de hoje tá será sobre isso cara vou resgatar meu carro lá queres que eu assim rapidinho ten quero quero quero quero é prioridade pro está de partida Vamos ver né se o cara ficou com meu carro lá
tá jovem ainda ai é meio com essa n