o olá leitores bem-vindos ao canal mundos possíveis eu só na paula rodrigues e o vídeo de hoje é um convite a leitura eu convido vocês além comigo um conto do escritor norte-americano edgar allan pohl desse autor tão importante não só como cotista tem um dos precursores do gênero contos de horror contos de terror contos de mistério mas também como um crítico importante ele pensou a escrita literário ele pensou o processo de construção da obra artística para quem acompanhou o que fazer gente o vídeo o que é o conto certamente lembra-se que eu falei bastante do
do edgar allan poe e deste texto que ele escreveu chamado a filosofia da composição nesse texto ele vai falar sobre a teoria do efeito ou seja qual é o efeito desejado quando o autor escreve um conto ou poema no nosso caso vamos falar o e principalmente como alcançar este feito e aí que entra a teoria do edna roubou ele vai dizer que cada palavra cada frase cada imagem ela deve ser construída de modo a garantir um efeito ao final da leitura do conto o texto que eu escolhi pra nossa leitura hoje é o conto a
máscara da morte rubra é um ponto de horror é um conto que tem sido muito lido e relido não é nesses últimos meses porque ele também vai falar sobre uma doença terrível que assola um país uma doença terrível que mata muitas pessoas uma doença altamente contagiosa dado momento terrível que nós vivemos a pandemia do convívio 19 esses contos voltou aí as leituras então esse conto que nós vamos ler hoje box é um conto de horror bom então como eu efeito que a gente imagina que o escritor quer alcançar no final desse conto então ao longo
da nossa leitura eu gostaria de chamar atenção de vocês para construção quando a gente pensa num conto de horror a gente não vai pensar no susto né que a gente está acostumado no filme de terror então a ideia aqui não é um susto mas é a construção de uma tensão como que essa tensão vai sendo construída a partir da descrição do cenário da descrição da música dos elementos simbólicos que vão sendo escolhidos ao longo da narrativa como é que essa tensão se dá a partir do ritmo né vou quando a gente pensa em ritmo a
gente pensa uma pontuação no tamanho das frases esse ritmo vai marcando a narrativa então eu gostaria que vocês prestassem atenção a esses itens da construção então para essa leitura de hoje eu vou fazer assim duas coisas simultâneas a leitura do conto como nós estamos fazendo há várias semanas mas eu também vou fazendo algumas pausas para contar aspectos estruturais da composição narrativa porque vai grampo é o rei dos contos então não poderia fechar uma playlist sobre o conto sem fazermos uma leitura um pouco mais detida numa das suas obras como a obra do edgar allan poe
já está em domínio público tem muitas traduções tem muitas versões é fácil de encontrar na internet é importante né presta atenção e escolher uma tradução que seja mais apropriada a tradução que eu vou ler com vocês hoje é a solução do josé paulo paes que está reunida com outros contos de horror nessa coletânea chamada a causa secreta fazendo referência machado claro a causa secreta e outros contos de horror foi publicada pela a boa companhia e reúne além de se ter é um pouco claro o texto clássico também de suspense e horror do machado de assis
a causa secreta tem um conto do brainstalker né também rei do horror temos aqui o condor eu ministério é uma coleção uma uma obra uma coletânea de contos muito bacana para quem gosta deste gênero sabe então vamos começar a nossa leitura e a máscara da morte rubra e por muito tempo a morte rubra devastaram o país jamais pestilência alguma furacão oxifer o tão terrível o sangue era seu avatar e seu sinal a vermelhidão e o horror do sangue surgia com dores agudas súbita as vertigens depois vem a profusa mangueira pelos poros ea decomposição as manchas
vermelhas no corpo em particular no rosto da vítima estigmatizava isolando-a da compaixão e da solidariedade de seus semelhantes e aí rupção o progresso e o desenlace da moléstia eram coisa de apenas meia hora eu percebo que o clima a atmosfera de horror começa a ser criada no primeiro paga vamos lembrar que pela teoria da composição do pou nada pode estar sobrando na narrativa vamos observar alguns elementos simbólicos importantes aqui no primeiro parágrafo nós temos mortífera terrível morte sangue vermelhidão horror do sangue dores vertigens sangueira pelos poros de composição manchas vermelhas na percebam que a gente
já vai tem um campo semântico que nos leva para essa sensação de desconforto né que se relaciona a doença a morte campo semântico já vai nos levando nos guiando para essa questão vamos observar que o nosso narrador né é ele o nosso escritor quando escreve se contra ele vai a usar um aspecto que é da realidade que essa epidemia de uma doença terrível há registros que apontam que ele se referir a uma epidemia de cólera que acometeu londres no início do século 19 mas é claro que poderia se referir a qualquer outra pandemia inclusive a
nossa atual e ele vai potencializar essa doença porque ele vai dizer que o surgimento progresso é a morte se dão e meia hora quer dizer que é uma doença altamente contagiosa da qual não dá para fugir porque a morte chega muito rápido não é tendo construído este primeiro parágrafo nós teremos agora apresentados as personagens lembrando que na estrutura do conto nós temos o espaço reduzido e o número reduzido de personagens uma única ação principal nosso personagem já vai aparecer agora e tendo todo esse cenário né difícil da academia mas o príncipe próspero sabia se feliz
intrépido e sagaz quando os seus domínios começaram a despovoar se chamou a sua presença um milheiro de amigos sadios e frívolos escolhidos entre os fidalgos e damas da corte e com eles se encerrou numa de suas abadias fortificadas era um edifício vasco e magnífico criação do gosto excêntrico posto que majestoso do próprio príncipe forte e alta muralha com portões de ferro cercavam por todos os lados uma vez lá dentro os cortesãos com auxílio de forjas e pesados martelos evitaram os ferrolhos a fim de cortar todos os meios de ingresso ao desespero dos de fora e
diz cap alfredo é de dentro abadia estava amplamente abastecida com tá explicar os sonhos pudim os cortesãos desafiaram o contágio o mundo externo que se arranjasse por enquanto era loucura pensar nele ou aflige-se por sua causa o príncipe tomar as providências para garantir o divertimento dos hóspedes contratará bufões e improvisadores bailarinos músicos beleza vinho e segurança estavam dentro da abadia além de seus muros campeava a morte rubra a nossa primeira personagem a nossa personagem principal é este príncipe cujo nome próspero vale não é a referência a obra a tempestade do século super certamente temos aqui
uma ligação com a personagem shakespeare ana vamos observar que este príncipe que deveria reinar governar esta terra este país o que ele faz quando a epidemia se faz um próxima ele se esconde dentro de um castell mas ele não faz sozinho ele está preocupado com o bem dos seus familiares e dos seus amigos ele quer pessoas felizes e saudáveis junto com ele dentro desse castell ele garante comida e bebida ele garante diversão e ele se trancam lá dentro oi e o resto do pou e os pobres os camponeses que vivem nas aldeias que não tenham
de se esconder que não tem comida que não tem remédio e não é o próximo não está preocupado com o seu povo ele está preocupado com a sua própria segurança com a sua própria diversão ele quer ocupar o seu tempo de isolamento social dentro deste castelo percebam aí que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência especulativa né vamos dar continuidade a leitura ao fim do quinto ou sexto mês de reclusão quando mais furiosamente lavrava a pestilência lá fora o príncipe próspero decidiu entreter seus amigos com baile de máscaras de inédita magnificência que cena voluptuosa
essa mascarada mas me permitam primeiramente falar das salas em que se realizou e era uma série imperial de sete e salões e a maioria dos palácios tais séries formam longas perspectivas em linha reta as portas abrindo se deparem paro possibilitando a visão de todo o conjunto aqui o caso era diverso como se devia esperar do gosto bizarro dudu os apartamentos estavam dispostos de forma tão irregular que a vista abarcava pouco mais de um por vez a cada 20 ou 30 metros havia um cotovelo brusco proporcionando novas perspectivas a direita ea esquerda no meio de cada
parede uma alta e estreita janela gótica abria-se para o corredor fechado que acompanhava as sinuosidades do conjunto e essas janelas estavam providos de vitrais cuja a cor variável de acordo com o tom predominante da decoração da sala para a qual dela a sala da extremidade oriental por exemplo fura decorada em azul e intensamente azuis eram suas janelas é a segunda sala tinha ornamento para pescarias púrpuras púrpuras eram as vidraças a terceira foi pintada de ver sendo também verde as armações das janelas e a quarta havia sido decorada e iluminada de alaranjado a química de branco
a cesta de violeta o sétimo aposento estava completamente revestido de veludo preto que pendendo do teto e ao longo das paredes caem dobras pesadas sobre um tapete de mesmo estofo e couro nesse aposento entretanto a cor das janelas não corresponda a das decorações suas vidraças eram vermelhas de uma escura tonalidade sanguínea cumpre notar que nenhum dos aposentos havia lâmpada o candelabro pendendo do teto ricamente ornamentado ou luz alguma emanava de lâmpada o candelabro em qualquer das salas com tudo nos corredores que as acompanhavam em frente de cada janela havia um pesado trípode assustem o cruzeiro
cuja luz filtrando se através dos vitrais iluminavam aposento ocasionando uma infinidade de vistosas e fantásticas aparências na sala negra porém o clarão e refletindo sobre as negras cortinas através dos vitrais sanguíneos produzir um efeito extremamente líquido e da aparência tão estranha e fisionomia dos que ali entrassem que poucos tinham coragem de dele atravessar um grau e percebam que a descrição não é deus nos cômodos onde a festa estava acontecendo ela é bastante detalhada e a importante que a gente preste atenção nessa construção primeiro cada uma das salas tem uma cor começamos com azul com uma
cor bonita agradável terminamos numa sala toda preta tapete curtir na papel de parede tudo muito escuro observa em a descrição dos vitrais não é lá no começo do conto existe ali uma referência a construção das janelas góticas um ar relembrando aí é esse período gótico então cada um dos vitrais em cada uma dessas janelas têm cores não é a luz que vem por trás dessa janelas aqui ilumina o ambiente porque o ambiente mesmo não tem nenhum tipo de iluminação então o que a gente vai percebendo a criação de uma atmosfera que ao contrário não é
iluminado ela escura ela as cores que dependem da chama né dessa luz do braseiro que está do lado de fora da janela essa luz ela nunca entra direta é filtrada ora azul ora laranjada hora purpuria então você tem essa variação de luzes não é na sala a não existência de uma luz própria interessante e aí a gente tem que observar o campo semântico as palavras que não sendo escolhidas já apareceu frenesi já apareceu o fantástico já apareceu líquido então percebam que é quase uma coisa de sonho as imagens em são muito reais porque a iluminação
não ajuda porque a atmosfera que vai sair do construído é uma atmosfera pouco perturbadora tanto que nessa última sala que é em preto e vermelho dançarinos quase não se atrevem a ir lá porque fica tudo muito estranho né o termo estranho é bastante importante para a gente tá bom amor e dentro desta sala não é da última aula e era nesse mesmo aposen que havia encostado à parede oeste um gigantesco relógio de ébano seu pêndulo e aí vinha no tic-tac lento pesado monótono quando o ponteiro dos minutos completava a volta do mostrador ea hora estava
para suar saía dos bronze os pulmões do relógio um são limpo alto agudo extremamente musical magia em fazer timbre tão peculiares que a cada intervalo de hora os músicos da orquestra viram-se constrangidos a interromper momentaneamente a execução para o veículo é nesses momentos era forçoso que os dançarinos parassem de dançar e um breve e desconcerto se apoderava da alegre companhia enquanto vibravam o carrilhão do relógio os mais afoitos e fale de sião e os mais idosos e sem sacos passavam a mão pela fronte como um sonho ou meditação confusa tão logo se esvai eu os
ecos um riso ligeiro percorri a assembleia os músicos se entre olhavam sorrindo da própria nervosidade loucura fazendo juras sussurrados uns aos outros de que o próximo carro eleonardo o relógio não mais produziria neles tal como são bom dia 60 minutos mais tarde que abrangem 3600 segundos do tempo que voa quando vinha outro carro e leonardo relógio de novo se dava o mesmo desconcerto o mesmo tremor a mesma meditação dia antes e não percebam que neste salão nesta festa nesse baile de máscaras onde tudo é alegria e diversão e comida e bebida existe um elemento estranho
esse relógio esquisito cuja a hora quando né a cada 60 minutos esse relógio bate e ele tem uma música peculiar então já apareceram termos como peculiar bizarro estranho tudo isso faz parte desse universo de horror vai compondo esse ambiente que é no mínimo desconfortável e esquisito para o leitor mas vamos continuar e a despeito de tudo isso a folia e alegre e magnífica os gostos do duque era originais tinha ele olho esperto para cores efeitos desprezava as maneiras da moda em vigor que seus projetos eram audazes e vivos suas concepções explodiam de um lustro bárbaro
muitos acreditaram tratar-se de um louco seus adeptos porém sabe o que não era preciso ouvi-lo vê-lo e tocá-lo para assegurar-se de seu juízo perfeito em grande parte ele comandará pessoalmente a caprichosa decoração das salas para grande frente sob sua orientação avião escolhidas haviam sido escolhidas as fantasias sem dúvida elas eram grotescas havia muito brilho muita ponta muita coisa fantástica muito daquilo que desde então pode se ver em exame a vez figuras arabescas com membros e adornos desproporcionados havia fantasias delirantes invenções de logo havia muito de belo de atrevido de bizarro algo de terrível capaz de
hein não pouco a medida de provocar a versão para lá e para cá na sete salas movimentava-se uma multidão de sonhos e esses sonhos andavam de um canto a outro impregnando se do colorido das salas fazendo a música extravagante da orquestra sua como é um de seus passos mas logo cantava o relógio de ébano na sala aveludada por um momento tudo se fazia imobilidade silêncio perturbado apenas por aquela voz os sonhos paravam retesados porém quando os ecos do carrinho é um se esvaziam tinham durado apenas um instante um frouxo de risos acompanhavam e mais uma
vez a música era reiniciada os sonhos tornavam a viver ea circular mais alegre mente que nunca banhados pelas cores que a luz dos trípodes atravessando os vitrais projetavam sobre eles e entretanto a última das sete salas ninguém se aventurava porque avançando à noite a luz filtrada pelas rubras vidraças fazia assim mais sanguínea e a negrura dos planetas dos planejamentos causava medo aqueles cujos pés pizzas em o tapete veludoso ouviriam o som abafado do relógio e o ouviria o mais solene mente enfático que os convivas dos demais alunos a esses outros salões estavam cheios de gente
neles pulsava febril o coração da vida e a folha continuou rodopiante até que o relógio começou a bater meia-noite a música parou como já descrevi acalmou-se o rodopio dos dançarinos e como antes uma constrangida em mobilidade tomou conta de todas as coisas 12 foram as badaladas por isso os que meditavam entre os foliões tiver um tempo de meditar mais longa e profundamente e antes de quis vaness esse o eco da última badalada muitos dos com vivas puderam perceber a presença de um novo mascado que até então não atraíram as atenções há entre murmúrios propagou-se a
notícia da nova presença elevou-se da companhia uns um rumor de desaprovação e surpresa a princípio de terror de horror e de náusea depois é a pausa para fazer dois comentários na página anterior nós temos aqui praticamente a descrição do que é um conto de horror não era uma coisa tão genial mas ele é tão genial que dentro do conto de horror que ele está escrevendo ele vai dando as características deste culto então quando nós temos aqui não é a descrição das roupas das fantasias ter ano nós temos havia muito de belo dia trazido e de
bizarra algo de terrível capaz em dá um pouco a medida de provocar a versão é mais ou menos isso que a gente sente quando a gente lê um conto de horror nós começamos ali na surpresa nós temos o belo nós temos a construção artística ele tem um pouco de atrevido de estranho de bizarro e a gente chega na nausea gente chega naquele sentimento que é o horror que é o efeito que o nosso que ele do edgar allan poe está tentando e aqui em loja então essa é uma coisa importante segunda coisa importante quem é
este mascarado que ninguém tinha visto que ninguém tinha reparado e que de repente quando deu meia noite olha o símbolo né simbólico falei pra vocês prestarem atenção simbólico nas cores nos objetos nas descrições da meia-noite não é nas pausas do relógio tudo isso é importante e aí de repente nós temos aí alguém que ninguém tinha visto antes vamos nos lembrar que todas as pessoas desta festa estão aí há 5 meses e todo mundo já se conhece como que depois de horas e horas de festa situações percebem alguém que não tinha sido visto antes a continuar
e no na assembleia de fantasmas como que descrevi era de supor que tal agitação não seria causada por aparição vulgar na realidade a licença carnavalesca da noite foram praticamente ilimitada mas um novo mascarado esses e dia em extravagância ao próprio herodes ultrapassava inclusive os indecisos os limites de decoro impostos pelo príncipe a fibras no coração dos mais levianos que não podem ser tocadas e impunemente mesmo para os pervertidos para quem vida e morte são brinquedos igualmente frívolos assuntos sobre os quais não se admitem brincadeiras a todos os presentes pareciam se dar conta de que nos
trajes e nas atitudes do estranho nada havia de espirituoso ou de conveniente alto libido vestir uma mortalha que o cobria da cabeça aos pés e a máscara que esconde as feições imitava com tanta perfeição a rigidez facial de um cadáver que nem mesmo a um exame atento se perceberiam engano e no entanto tudo isso seria se não aprovado ao menos tolerado pelos presentes não foram audácia do mascarado em disfarçar-se de morte rubra as suas vestes estavam salpicadas de sangue sua ampla fronte assim como toda a face for a borrifada com horrendas manchas escarlates e quando
os olhos do príncipe próspero caíram sobre aquela figura espectral que para melhor representar seu papel caminhava entre os dançarinos com passos lentos e solenes viram no ser tomado de convulsões e arrepios de terror o vasco no primeiro instante logo depois porém seu rosto congestionou se de raiva quem se atreve perguntou roucamente aos cortesãos que o cercavam quem se atreve a insultar nos com esta brincadeira blasfema agarrei no desmascarando assim saberemos quem deverá ser enforcado ao amanhecer e essas palavras vieram da sala azul onde se achava o príncipe quando as pronunciou e com a vão que
ela sete salas alta e claramente porque o príncipe era homem destemido e forte e a música havia cessado a um gesto do seu vieram da sala azul onde estava o príncipe rodeado de cortesãos empalidecido no primeiro momento que se seguiu a fala do príncipe houve um ligeiro movimento de avanço do grupo em direção ao intruso este se achava perto e compassos deliberados e firmes aproximou-se do anfitrião mas devido ao indefinível terror produzido pelo mascarado no ânimo de todos ninguém se atreveu a agarrado e sempre filho ele se afastou passando um metro do lugar onde estava
o príncipe a sua passagem toda a vasta assembleia como que movida pelo mesmo impulso afastou-se do centro da sala para as paredes e o mascarado pode seguir seu caminho com desembaraço e com os mesmos passos solenes e medidos com o que passaram da sala azul a vermelho da vermelha a verde da verde alaranjado desta para a branco e para violeta sem que nenhum dos circunstantes tivesse esboçado um gesto para detê-lo e foi quando louco de raiva e vergonha da própria momentânea covardia o príncipe próspero cruzou apressadamente a seis salas sem ninguém a segui-lo o terror
se apoderar de todos brandindo o punhal avançava impetuosa e rapidamente já estava três ou quatro passos do vulto que se retirava quando este atingindo a extremidade da sala aveludada virou-se bruscamente e enfrentou seu perseguidor é desse instante ouviu-se um grito agudo eo punhal caiu cintilante no tapete negro sobre o qual também tombou em espanta instantaneamente e ferido de morte o príncipe próspero recorrendo a selvática coragem do desespero um grupo de foliões correu para a sala negra e agarrando o mascarado cuja alta figura permanecer é a imóvel à sombra do relógio de ébano detiveram-se eles horrorizados
ao descobrir que a mortalha e a máscara mortuária que tão rudemente avião agarrado não continham nenhuma forma tangível é só então se reconheceu a presença da morte rubra vier como um ladrão na noite e um a um caíram os foliões nos ensanguentadas salões da orgia e morreram conservando a mesma desesperada postura da queda ea vida do relógio de ébano extinguiu-se simultaneamente com a do último dos foliões e as chamas dos trípodes apagaram ea escuridão a ruína ea morte rubra estenderam seu domínio ilimitado sobre tudo e é preciso momento dá para a gente se recuperar deste
efeito não é nele né ficar mente calculado traçado e construído pelo é de raul pra discutir uma série enorme de questões toda obra literária ela tem infinitas possibilidades de leituras e de reflexões max essa esse conto é um dos é considerado um dos melhores mais importantes do edgar allan pohl vai discutir muitas questões não é muitas questões inclusive a questão da solidariedade da solidariedade humana para com o próximo eu no conforto do meu apartamento do conforto da minha internet da minha tv a cabo da minha compra no supermercado estou aqui reclamando do tédio e deveria
estar me preocupando com os outros seres humanos que não têm as mesmas condições né os camponeses aqueles que vivem nas aldeias aqueles mais pobres que não têm e não estão recebendo porque os galos estão fechados e daí não é e daí quando nós temos 50 mil pessoas mortas no nosso país onde é que está a nossa solidariedade não é aqueles que comandam aqueles que deveriam cuidar de todos onde é que eles estão não é é interessante observar como a morte né a morte rubra essa doença no caso do conto do edgar allan pohl não faltou
ninguém não é mesmo sendo proibida sua entrada no castelo ela consegue entrar e cumprir ali a sua missão nefasta não é de levar a todos bom desconto ele é maravilhoso e ele tem várias adaptações não é em diferentes formatos tem uma que eu gosto bastante que eu queria deixar dica dentro da dica tem um filme de 1964 um filme de terror desses de terror é né o terror clássico dos anos 60 que foi inspirado neste corpo então não é o pouco porque é um filme de duas horas então vamos lembrar que aquele o o vídeo
do conto né o conto ele é uma fotografia o filme tá mais para o romance então é claro que foram incluídas outras personagens tramas secundárias não é o que tem em comum é uma a morte rubra é o baile a mascarada é o príncipe próspero na então existe aí um ponto de partida que eu conto grande vilão por mais foram criadas uma série de outras questões que vão ser discutidas no filme mas é um filme ótimo na minha opinião e a coisa mais ligação duas coisas principais no filme primeiro a interpretação do vincent price que
é o herói assim o toque blaster dos filmes o horror do filme de terror dos anos 60 tem a melhor sobrancelha de terror do cinema então tem uma voz maravilhosa e aí tem longas falas aquilo que se antigamente né que tinha fala longas falas então é um adoro vale a pena para quem gosta do gênero de terror para quem gostou do ponto se interessar por esse assunto vale voltar nesse filme tá disponível na internet aí vocês encontram então vale prestar atenção a interpretação do vincent price e vale muito a pena presta atenção na música max
no conto a construção da tensão vai se dando pelo ritmo da narrativa pelo tamanho das frases pela maneira como a gente vai cortando a leitura e isso vai gerando no próprio corpo o ritmo no filme esse ritmo se naquela música é um clássico filme que tem aquelas músicas de terror que já aconteceu um acidente com medo desde o começo o motoqueiro a presta atenção e logo no comecinho do filme tem uma fala que não tá no conto isso foi invenção né do roteirista para o filme o personagem do próspero que é o vincent price ele
chama todo mundo lá para o castelo neto os ricos os nobres os amigos dele que era necessário nós vamos trancar tudo e durante o tempo que nós estivermos aqui ele diz assim ect according to your neighbor e ajam de acordo com a natureza de vocês o que é ótimo para fazer a gente pensar não é dentro deste culto aquelas pessoas todas que simples simplesmente né milhares de pessoas que abandonaram os com patriotas e se esconderam num lugar seguro que tipo de natureza essas pessoas têm não é nós na academia em que nós vivemos que tipo
de natureza nós estamos mostrando nesta situação então é uma das frases do filme que eu gosto bastante bom espero aí espero muito que vocês vão gostado dessa indicação e como tem muitas coisas interessantes eu vou deixar na descrição do vídeo vários links eu vou deixar um texto que saiu recentemente assim abriu sobre esse conto então a leitura desse conto já pensando no nosso momento da pandemia vou deixar o link vou deixar o link de um documentário sobre a vida do edgar allan poe é um documentário biográfico bastante bacana a gente pouquinhos minutos vale a pena
assistir e vou deixar algumas indicações de projetos os contemporâneos né gente que tá escrevendo literatura de horror que está produzindo material de horror então para quem se interessa por esse assunto vou deixar uma listinha de indicações na descrição desse vídeo espero muito que vocês tenham gostado do conto que tenham gostado nessa playlist de leitura de contos quem não se inscreveu ainda se inscreva no canal curta o vídeo compartilhe né nas suas redes sociais divulguem nas redes sociais para quem quiser mais informações de leitura mais dicas ao longo da semana também pode seguir o canal no
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