As narrativas compartilhadas têm o prazer de continuar ouvindo agora, nesse terceiro bloco, Edgar Matiello Júnior, que agora vai encontrar-nos um pouco daquilo que aconteceu para ele ao entrar na faculdade, pois Universidade é como ele acabou indo lá para Santa Catarina, na Universidade Federal de Santa Catarina, onde está hoje, em Florianópolis. Então, vamos lá agora continuar sua história. Ué, então nossa, paramos com os aprovados, né?
Mas eu tenho várias histórias. Acabei o ensino médio e fiquei com muitos jovens adultos, em geral, pensando que ele vai chegar à minha vida agora. Então, eu vou trabalhar com laboratório de análises clínicas, que eram químicas, que foi a formação do ensino médio.
O jogador de futebol do Bahia mais passeio, gostei muito do teatro, mas não era exatamente uma atividade profissional que eu disse que compraria, né? Então, trabalhei no banco durante muito tempo. Daí, o que vou fazer da vida, né?
Lá pelas tantas, é claro que tem muita coisa para contar. Não mudei de emprego, saí do banco, montei uma empresa, mas a empresa quebrou. Fui trabalhar numa grande empresa e ela sonhava de Araçoiaba.
Fui morar em Mogi das Cruzes, dentro de uma granja. Morei na frente do brasileiro que tinha duas mil galinhas, né? E aí, lá pelas tantas, eu resolvi voltar para Sorocaba, e depois, familiares.
. . eu tinha que cuidar da minha avó.
Já não estava mais entre nós. É aí que eu tenho que voltar para casa, ficar mais perto da minha avó que me criou. E, nesse meio tempo, fui trabalhando para voltar para a faculdade de Educação Física, que eu tinha iniciado.
Mas até então, eu não pensava que eu pudesse ser um professor. Não resolvi dar uma carreira profissional, mas já comecei. Eu vou terminar e, aí, fui fazer a minha formação.
Até que chegou um professor. Eu tive ótimos professores da Meta, não é? Até tem uma professora que aplicava em grupos do WhatsApp e pode até ter hoje.
A professora foi o início, o professor Victor… eles fazem parte do meu plano Zap também, do pessoal da faculdade. Tá, mas o que aconteceu? Eu voltei para a faculdade de Educação Física de Sorocaba.
Da série e, nesse meio tempo, entre uma saída, um retorno, um novo professor foi contratado: o professor Paulo Jorge. O professor Paulo João era ligado a estudos da ginástica, da fisiologia das meninas e avaliação física, e ele conseguiu montar o laboratório dentro da pesquisa agora de avaliação física. Eu me encantei com aquela possibilidade de laboratório que, até então, não tinha em nenhuma faculdade, né?
Eu me encantei por aquilo e fiz mestrado na época na Unimep, Piracicaba. Então, aquilo era uma situação diferenciada para nós. Então, eu bloqueei: "ele vai para lá, eu vou aprender esse negócio.
" Aquele. . .
E aí, eu peguei lá para pagar no laboratório com ele, com ele, eu quero estudantes acaso, né? E, aí, ao longo do tempo, eu prestei concurso para a faculdade, desculpa, para a Prefeitura Municipal de Sorocaba. Entrei como técnico de esportes e trabalhava todo final de semana, período que a pessoal voltei a trabalhar, muito querido, porque eu queria continuar estudando durante a semana, né?
Então, eu ia fazer a minha vida desse jeito. Até porque, eu amei a Educação Física e perguntei para os olhos: "e agora, o que você acha que eu posso fazer para continuar meus estudos? ", né?
E não que eu estava perguntando, ele mencionou o Professor António Carlos Bramante. E alguns de vocês devem conhecer, né? Ele foi secretário da Secretaria de Educação do município, mas antes disso, já era professor de Educação Física na Unicamp.
E eu queria mencionar coisas assim da vida, né? Porque ele mencionou o nome dele: o professor Bramante abre a porta para falar com outra pessoa, para o jovem. E ele disse: "tem uma pessoa aqui para te apresentar.
" E, tal, e aí eu fui fazer parte de um grupo de estudos com ele, de um grupo de pesquisa. E aquilo que eu queria estudar era na área da saúde. Ele disse: "na Unicamp tem um professor que acabou de chegar, o Aguinaldo Gonçalves, meio que veio de Brasília.
Ele é médico sanitarista. " E eu: "tá bom, eu te levo lá para estudar com ele. " E aí, eu peguei carona, né?
Não assim, mas fui lá com ele e me apresentou ao professor. E eu passei 11 anos com o professor Aguinaldo Gonçalves, pessoa que, depois, academicamente, né, no meu Universitário, foi aqui, mas impregnou em mim conhecimentos e atitudes, né? Para ser, certamente, também o professor universitário que eu sou.
Então, tive grandes mestres ao longo do caminho. O professor Branca também, quando eu fiz pesquisa, para mim foi muito importante. Mas essa apresentação da Unicamp, para mim, a abertura de portas e focar dentro do grupo de pesquisa, uma pessoa extremamente qualificada, que eu acabei virando amigo dele, amigo da família naquele tempo, né?
E permitiram, então, vislumbrar outras possibilidades. E aí, naquele período, eu fiz mestrado com ele durante três anos. E uma coisa legal, recomendável, momento, que o objetivo era em três anos e nós íamos utilizando.
. . eu e o orientador, de dizer: "senhora, vai haver um curso de especialização no Rio de Janeiro durante dois meses.
É um curso intensivo que ajuda a organização com americana de saúde da UFRJ. " Acho que é importante você fazer. Então, como ele me dava dicas, assim, eu assobiar como um dia, mesmo, né?
Eu falei: "no teu amor, eu não sei como é que eu fiz, mas eu fui para lá, no Rio de Janeiro. " E. .
. suspenderam. .
. travaram na black, preto. .
. E eu moro. Como é que eu perguntei?
Eu falei com ele. Depois, eu vou lá fazer especialização. Eu voltei para o Rio de Janeiro e continuei o meu passado.
Então, a especialização foi algo a mais durante o meu escravo; não podia nem antes nem depois; foi durante em uma outra cidade, uma outra universidade, uma outra temática. Isso é um pouco mais na área da saúde coletiva; foi na área da saúde dental que eu estudei, e estudei um pouco mais sobre padaria e produção. Agora, já estou fazendo grandes saltos, né?
Que ano é isso? É 96 e 97. Estávamos brincando e morando lá em Campinas.
Eu vou começar o doutorado. Estarei fazendo o curso aqui no município, na Federal de Santa Catarina, em Florianópolis. Eu não sei se eu queria morar em Florianópolis, né?
Eu não tinha aspiração, não tinha desejo nem de conhecer por turismo. O meu negócio era do Rio de Janeiro para cima, do Rio de Janeiro ao Nordeste; era lá que eu vislumbrava o meu trabalho profissional, né? Mas, aí, apareceu um colega do nosso grupo, o professor Giovane Pires.
Ele estava afastado para fazer doutorado com nós; o orientador era o mesmo. Ele estimulou a gente a prestar concurso para a universidade, e eu fiz isso e fui aprovado. Então, vou começar o doutorado, já primeiro, para o segundo em 97.
Limpei aqui em estágio probatório, né? Porque você sabe aquela situação em que você tem que mostrar que você tem boas qualificações e que o seu trabalho vale a pena. Então, você faz a disciplina que talvez fosse a sua vontade; o número excessivo de trabalho que o professor mais velho pode não ter pegado logo no início, né?
Eu prestei o estágio probatório até assim, né? E daí foram dois anos de estágio probatório, viajando para Campinas porque eu estava nos primeiros. Bom, então, toda semana eu trabalhava aqui; quando chegava domingo à noite, viajava de ônibus até Campinas ou São Paulo.
Depois, pegava o ônibus e passava misturando o nosso grupo e pegava o ônibus de volta para passar a semana toda de novo aqui, e assim sucessivamente durante dois anos. Algumas colocações dos olhos, levou que eu tinha que ler do ônibus, e com muita bagunça, estou perguntando se fazia essa palavra, perdida em experimentação, né? Tempo, poder, tem algum livro que você escreveu?
Estou passando, e você estava mesmo. Então, com essa formação toda, minha coluna ficou. .
. tem, eh, dois anos assim. E o que aconteceu?
Eu passei um. . .
O que significa? É que pode vir para cá? Eu encontrei um número que estudava pedagogias da educação física; eu estudava na escola, estudava políticas públicas, que estudava comunidades, que estudava gênero, que estudava racismo, que estudava em uma cela de temáticas substanciadas pelas ciências sociais e humanas.
O dispositivo eu estudava comigo, né? Mas aqui foi um aspecto mais voltado para a escola e desse segmento que acabei de mencionar, né? E daí um colega nosso era professor de estágio em educação física, junto com a pedagogia em assentamentos rurais ligados ao movimento sem terra, em escolas públicas abertos a assentamentos rurais de reforma agrária.
Estou realizando, né? Assentamentos rurais e tinha também escolas de acampamento, mas ele trabalhava em assentamentos que não são mais celulares. Nesse povo do campo, eu vim de Sorocaba, cidade industrial, e a minha.
. . fui convidado pela professora Isabel Serrão, pedagoga, do centro de educação.
Esse professor nosso da educação física falou: "Capela, vai conhecer a primeira ocupação e vai experimentar o que é bom". Passando, aí fui. .
. Não entendi muito o que o trabalhador brasileiro vive, né? Que tinha a ver com a infância daquele trabalhador que passava apressado, o barulho com a sirene da fábrica.
Ele se despedia com beijinhos meia-boca da sua esposa e corria para o trabalho que tinha o seu horário para almoçar barrado, inclusive no final de semana ou não estivesse trabalhando, acordando às 6:30 da manhã. Mesmo que não fosse o dedo para o lado infeliz, é um jeito automatizado de alguma forma. E ele foi encontrar outra situação no meio rural.
Eram pessoas que muitas delas, ou quase todos, perderam suas propriedades para o banco porque não tinham poder suficiente para enfrentar a senha dos altos juros e colocavam o pequeno carro deles no negócio; o pequeno trator deles, a pequena propriedade deles, no negócio, então virava o povo sem terra. Amanhã, que ele chorou para pessoas que eram pequenos agricultores e não tinham mais como produzir. E eu dizendo: então, conhecendo isso por ocupação, né?
É uma longa história, mas. . .
Isso para conhecer essa realidade camponesa aqui no estado a partir de uma ocupação como observador da universidade, junto com outros colegas da universidade também e de um segmento também da sociedade. Bom, e depois, então, eu fui trabalhar com eles como observador do estágio lá no campo, na escola, que era em Tubo, nas escolas públicas em assentamentos. E, nesse meio tempo, eu conversei com meu orientador, só não poderia mudar a pesquisa, que tinha a ver com a aptidão física de escolares, numa perspectiva de analisar a saúde deles, como é que era comida, né?
Não foi. . .
Olha, eu gostaria de trabalhar lá, você também. . .
de corais. Eu pensei de sua trajetória da saúde pública e penso que você deve dar muita importância para isso. Ele dava mesmo, né?
E ele topou na hora fazer a mudança do projeto. E aí eu fui inserido nesse contexto, primeiro como pesquisador, abreviando. Depois, acho que você pode colocar no vídeo, né?
Roberta, me desfiz durante os vídeos e tudo mais, é para complementar as informações. Então, o que foi que eu fui fazer? Doutorado, uma tese de doutorado, eu fui relacionar a educação física e um campo de intervenção de conhecimento dentro da saúde coletiva.
Tomando as violências (violências, no plural, violências que são simbólicas e concretas), são passíveis de se aprender a cometer. E você acha que aprendemos a fazer violência? Por ser humanos que somos, nós também podemos aprender a sermos seres não violentos.
Então, ela é passível; as violências são passíveis de reprodução. A gente aprende a ser violento e também acho que aprendi a não ser violento. Ah, então, o poder é passível de transmissão.
São conhecimentos da saúde coletiva que chegaram até a educação. E aí eu vou obedecer. Iniciei lá por 97 a observar um projeto de estágio e, de lá para cá, não parei mais.
Eu sou professor até hoje, agora na cidade, né? Na cidade, faço um trabalho que envolve estudos sobre a comunidade em que as crianças vivem, né, as famílias. Você quer saber como são as relações sociais e como as relações de poder determinam as condições de vida das crianças e jovens, adolescentes, né?
E até adultos na escola toda. Trabalhar então, chegar na escola e chegar na educação física. Olá!
Nestes temas mais profundos e abrangentes, por vezes, são muito diferenciados daquilo que uma educação física olhada pelo público médio deveria oferecer, né? Roberto, não consigo aqui. Roberto, né?
O que se passa pela cabeça quando se fala em educação física escolar? Não, as pessoas sempre que vêm na sua memória dependem, né, da época, do contexto, da escola, do tempo, né? E vem de tudo.
Eu só irei à questão da seriedade do professor e como ele está ministrando aquele componente curricular, né? Porque até hoje a gente vê assim: conforme a escola, que às vezes é particular, né, que não tem um espaço adequado, então, eles vão. .
. O que é? Estou dizendo isso?
Vão brincar de esconde-esconde, correr, de pega-pega, fazer uma coisa absurda, né? E aí a relação correta, né? Não sou especialista na área, mas não tem nada a ver com isso, né?
Agora, teria uma abordagem muito mais ampla, porque você vai ter que, a partir do trabalho no corpo e mente, né, olhar o equilíbrio do corpo e mente, a saúde, né? A saúde física, a saúde mental, a inter-relação com o outro. Então seriam a saúde coletiva, tá bem?
A sua relação, né, dentro desse contexto todo. Então, é um aprendizado muito mais abrangente, mas nem sempre ocorre. Ser um pouco de legal de sus, são pouquíssimos os contextos que a gente vê isso acontecer, né?
Não quero agora, como. . .
Pois, e agora, como eu, como entrevistador, você se saiu muito bem, né? Educação física então já tem muitas possibilidades no histórico. Ou ver que a gente se encontra em geral, né?
Em geral, a gente se encontra ou em escolas que, no máximo, terão quadras poliesportivas, o ginásio de esportes, né? Então, são alguns esportes: não tem atletismo, não tem natação, né? Sorocaba tem muitos centros esportivos.
Pelo menos na minha época tinha; trabalhei em alguns deles, né? Então, é um complemento. Mas a escola não tem uma piscina, a escola não tem uma pista de atletismo.
Quantas possibilidades, só dentro do transporte? Só que a organização física pode lidar com danças, sempre no plural, danças, lutas, em ser ações pedagógicas. Que o teatro venha para dentro da educação física, e as ginásticas, e os esportes, e os jogos, brinquedos e brincadeiras.
Então, nós temos uma gama de possibilidades imensas, e nós ficamos restritos, em geral, a uma ditadura da forma de lidar, com um pouco, tem um pouco esquadrinhado numa quadra esportiva. Uma quadra poliesportiva, que é muito bem-vinda, você não quer legal as formas. Mas quando você vai para uma comunidade, em que você vê que tem questões raciais, por exemplo, qualidade talvez no esporte daquele contexto não seja o melhor conteúdo da educação física para lidar com as violências que essas crianças, jovens e adultos vivem bem, a sua comunidade, desde a sua família.
Então você terá outros recursos para lidar com isso. Então, indo para frente, até tem uma coisa para ver aqui depois que você vive aquilo. Agora, é uma coisa que eu gosto muito, acho que você não conhece.
Você já aparece de todo momento, e eu faço questão dele para vocês hoje aqui, né? Mas a ideia é que a gente vai experimentar há 20 anos o estado. E aí, vão vir do co.
. . É só!
Então, hoje eu tenho parceiro de trabalho, é professor junto com estudantes e nós conseguimos fazer uma escola. E aí, interessante é isso: é uma vida generosa. Governa, é que fala: “Qual trabalhou durante dez anos aqui em Florianópolis no estado?
” Eu trabalhei numa escola chamada Getúlio Vargas, verdade. E foi o cálculo Getúlio Vargas. E vamos fazer a inauguração da escola, e ele perguntou: “Plantão Pau-Brasil”, que ainda existe, mas forma.
Ele está envolvido com uma praça que foi criada com a comunidade escolar, em particular, tem mutirões com a ajuda da iniciativa privada, mas tem lá, com pau-brasil, que é uma das poucas espécies ainda dessa cidade, né? E provável pelo próprio que deu o nome àquela escola, debruar. Bom!
Então, nessa escola a gente percebe que nosso modelo experimental vai de todos à educação física, né? Não sou Sport. Até saiu do esporte da quadra poliesportiva para ela dar outras possibilidades para aqueles que foi fazendo estudantes nossos.
Acabaram, vão estar levando as crianças, cavando buracos para enterrar pneus e fazer obstáculos. Então, o exercício de cavar com suas próprias mãos, de manipulação de ferramentas, é algo que você faz como exercício físico. Você lida com a terra, cria o seu próprio brinquedo e, jogos, brigadeiros.
E aí, você foi esse equipamento novo na escola, você cria um novo atrativo para ter. . .
Os brigadeiros que vocês não existiriam, né? Então, é a transformação da natureza pelo homem, um conceito teórico para fazer com que esse movimento de educação física exista de outras formas. E ainda, a gente fez nossos primos pista de atletismo na escola ou pintura, e em volta daquele pau-brasil, estudantes com a ajuda do pai deles não foram pintar o carro pista naquele TV nova.
Então, isso é uma coisa bastante: brinquedos que ativem nas praças sempre do mesmo jeito, né? Aquele material em Sorocaba, mundo, aquele que você sobe uma escada ou em um para acabar com esse caminho, a pouco imóvel. E aí tem um escorrega; alguns têm uma variação.
Eu usei uma prova para você subir, não? Então, é isso: brinquedos com podas em árvores. Tem uma figueira imensa na escola; eles fizeram uma 135 naquelas árvores e ele sempre tinha que eu tenho muitas coisas lindas.
Eles estão além de ricas para fazer, mas durante dez anos nós vamos experimentar. Vamos para fazer o seguinte: seguir irá discutir a questão do equilíbrio. Então, aí é o nosso tempo mesmo do mundo hoje, né?
Então, eu vou fechando nessa direção. Depois eu vou ver alguma coisa para vocês. Ele deve onde vem esse nosso pensamento, né?
Que não é pensamento original. A Bíblia das colegas, isso vai ser criado ao longo da história da humanidade. E também, aproveitando para dar nuances novas e por textos, de acordo com aquele que vive, né?
Hoje nós queremos então assalto ao equilíbrio. Sábado, equilíbrio, porque nós avaga. Vamos que o negócio.
Temos também projetos que a comunidade não demorava, a maior parte das crianças tubarão aquela escola Getúlio Vargas. A comunidade, ela tinha um abandono, infeccionar um abandono do estado brasileiro. O estado brasileiro lá, a escola era distante.
Nos dias de chuva, metade da turma não ia, metade da turma da mulher, porque não tinha condições de chegar. Metade da turma dormia, porque a casa dela estava na iminência de desabamento. Metade da turma dormia, de mil estudantes, né?
Não ia porque a casa dela tinha goteiras. As casas têm goteiras e sempre ficava trocando os móveis de posição. Então, equilíbrio naquela comunidade é.
Obviamente, que não usam existir. E as famílias eram, em geral, com todo respeito às profissões, né? Mas não eram de pacientes a ser adquiridas pelo ensino superior.
Então, nós não tínhamos advogados, médicos, enfermeiras, veterinários. Nós tínhamos mais auxiliares de pedreiros, carpinteiros, faxineiras. Opções que as pessoas são nobres, é claro, mas é que as pessoas esbarravam no limite mesmo de formação humana.
Logo, peguei filhos que reproduziriam nessas condições materiais de vida e produzi. Eu abri a mente, aprovação também de consciência à base material para também um grau de formação de consciência. Então, o que ele pensou?
Nós pensamos nesse vídeo. E se a comunidade estava em desequilíbrio social, né? Tem que Branquinho, o poder do estado, muito presente para transformação da vida daquelas pessoas, horas boas.
Então, a escola deles é realmente uma escola de excelência. E daí, o mais velho do que a escola tenha o corpo docente administrativo, o mais médicos, tivesse história da contabilidade, né? Com nome de Getúlio Vargas, essa escola tivesse ainda assim.
Existe um alimento que precisar de um ser muito melhorado. Então, nós criamos uma sala do equilíbrio. Nós pedimos a concessão da direção e pegamos a pior sala e chover dentro dela para podermos fazer uma reforma, sem dinheiro, sem experiência na construção civil e, com 3 meses de atividade, então com quatro estagiários de educação física, ou cartão de crédito com vaquinha, conseguimos 12 mil reais.
Ou, Rose, rolas já faz 2 anos, 3 anos, isso, né? Não, quatro anos dos animais ainda, hein? Eu quero muito dinheiro, mas também, né?
Mas o dinheiro do cartão de crédito, concepção de que sobrou uma lata de tinta de um vizinho que eu, estudante, ou então o pincel, como esse mais utilizado em uma obra do lado, antes de morrer. Ouvindo esses elementos materiais e o pessoal que em 3 meses, com esse dinheiro, sem experiência, bem-sucedida na construção civil, eram amadores. Impressionante!
Vai descobrir ao longo do tempo que teremos, modestamente, ou Roberto, às favas, né? Queria usar a uma das melhores, um dos melhores laboratórios da escola. Vamos ver que é o melhor dos melhores, né?
Então perto dele, slackline, o piso frio reformado com tatame, dois tecidos acrobáticos que desciam do teto e parede de escalada com desenhos da pintura feita, inspirada na comunidade, por um lado arrumado, a partir de Floripa, e do outro lado da parede aquilo que podia ser uma situação das crianças. O Fábio, pelas mãos, diziam, né? Feito com o estudante, nosso na época, esse painel.
O dono, né, é o Tomé, que hoje é mestre, é uma história, né, junto com a sua companheira, Indaiá, que estava grávida naquela época, né? Então os dois nos ajudando. Quiseram essa pintura.
Essa árvore não é, dentro de uma sala de aula, que se transformou, então, uma sala do equilíbrio. E daí tem uma série de procedimentos para trabalhar nessa sala. Mas se eu falar, obviamente, eu vou cansar vocês que são os envolvidos, é.
Roberto, eu posso ler o manifesto pelo direito ao esporte no Brasil e dizer com certeza? Pois é! Então, dentro dessa, sabe, livro, e tem muito que tá aqui, né?
É, [Música]. É isso, para nós foi um dia. Isso, tá?
Tava um livro que vocês podem adquirir em PDF, né? Essa aqui é a capa dele. Não vão copiar o tempo inteiro agora, mas ele pode ser adquirido depois em PDF, depois financiado pelo Ministério do Esporte, assim como outros livros que nós publicamos, né, sempre trabalhando com comunidades, ou capoeira, ou dança, ou jogos, indo também para dentro da escola.
E essa experiência é, recentemente, foi publicado um livro organizado por professores e professoras de várias. Áreas do Colégio de Aplicação da Universidade do Colégio de Aplicação. Eles falam sobre os anos iniciais do ensino fundamental, tratando do estágio supervisionado, e daí nós temos um capítulo que trata, com muita velocidade, 20 e poucas páginas sobre essa nossa.
. . sabe que livro é esse, então, né?
Para vocês, é o "Manifesto pelo Direito ao Esporte no Brasil". É o texto de narrativa de um vídeo que tem o sentido que tem o título: "A Perda do Direito ao Esporte no Brasil". A Perda do Direito ao Esporte no Brasil.
Esse é o vídeo e foi para o evento de saúde coletiva; fez a abertura de um evento mundial de saúde coletiva. Morre, valor! Então, eu penso assim: vou ficar aqui para ver se o professor Roberto, que não acabei de energia, até porque nos ensinou a ler textos de uma forma brilhante, ouviu, aprendeu alguma coisa daquilo tudo que ele nos ensinou, né?
Assim, olha, nosso Manifesto pelo Direito ao Esporte no Brasil, um país com tantas belezas e riquezas. Apesar de sermos campeões nos esportes, somos, ao mesmo tempo, recordistas mundiais em fome, miséria, desemprego, violência e infelicidade. Então, vamos para o nosso direito ao esporte, mas não aquele esporte que divide os brasileiros em fortes e fracos, vencedores e vencidos.
Não queremos nesse esporte enxergar as pessoas como adversários, mas sim como companheiros e companheiras. Com aprendizado em mente, iremos mais a um esporte que nos ensine a competir pela sobrevivência, mas sim aquele que se destine a estabelecer relações de igualdade. O Clube do Cabelo e educadores queremos as idades praticantes do esporte a estrear em suas próprias dores e, assim, emocionar-se e sensibilizar-se com as dores e dificuldades dos outros, nos pôr e fora dele.
Lutamos pelo direito ao esporte que nos traga alegrias, mas não apenas aquela alegria sutil, passageira de pobres e das medalhas douradas. Queria mudar a Hungria das verdadeiras vitórias, aquelas repletas de amor, de solidariedade, de justiça; aquelas vitórias que nos transformam por dentro, que nos permitem ser mais, não apenas mais fortes e mais rápidos, mas sim mais criativos e conscientes. Queremos o nosso direito à consciência, porque as ideologias também são reproduzidas no aparelho corpo e um grosso oco.
Queremos um brincar movido por regras que nós mesmos lemos e não sabemos o direito de mudar, mas quando quisermos e quando estivermos cansados, exaustos de tanto brigar, temos nossos direitos a assistir. Não apenas aquele povo lances mágicos dignos da generalidade dos esportistas, mas sim aquele em que os atletas, trabalhadores dos portos, não sejam massacrados, violentados em sua dignidade, explorados pelos Senhores dos Anéis. Nós queremos, então, entender o que há por trás do jogo e o que está por debaixo do tapete, de hoje, o Finn.
Só pra começar, queremos nosso direito à derrota, porque a derrota nos orgulha mais do que muitas vitórias. Queremos, então, nosso direito de perder uma, duas, três vezes, até chegarmos onde for preciso. Engraçado, mas só quando quisermos.
Porque queremos ver a vida de Roberto e colegas de diferentes formas, inclusive do ponto de vista dos que vão cá, subiram no ponto mais alto das disputas humanas. E aí que está falando com você, porque aquele lá também se aprende. .
. que eu lembro, não vale a vida das pessoas, mas que todas as pessoas valem ouro, como o professor. Eu quero agradecer ao professor Bebê, professor Otávio, de Biscoito, à professora Mazé, de Educação Física, que não foi diretamente, mas pelo seu exemplo de vida me fez um professor.
Desculpa, Preto Shopping. Hoje eu quero agradecer, aconteceu nenhuma. Você provou que disse que eu nunca mais faria aquilo e eu penso que eu nunca mais fiz aquilo, praticando esporte ou outras atividades do nosso campo de trabalho.
É assim que eu, dentro, Roberto, ou a arte que você também foi muito responsável na minha vida. Eu tenho pensado o tempo todo em como posso brincar com as palavras. Então, o dia que eu estava lá na escola Getúlio Vargas, perguntei para o estagiário do grupo, né, Bruno, que você sabe, porque não recebeu recreio da escola.
O que você pensa sobre isso? O que eu penso começou de tudo que você vê. Aqui eles têm um pouco de tempo de recreio.
Eles comem, eles brincam. E aí eu disse pra ele assim: "Burro, correr e brincar". A questão é que eu nunca baseei a pesquisa com o nosso grupo PET Educação Física do Programa de Educação Tutorial.
Nós precisávamos das instalações físicas do Bonsucesso e dos poros; a luz que percebeu que aquilo que era aberto era a população a utilizar. Mas há problemas, assim, ou a gente encontra talvez em lugares em Sorocaba, no teatro que você mencionou. Aquilo que era fechado parece que liberou a qualidade.
Então, quem comprou a com cadeado, aquela instalação, aqui não tende a ser virose. Então, eu continuo da nossa pesquisa; eu já pergunto: aberto ou fechado? É uma pesquisa.
É uma pergunta, aberto ou fechado? Gol. E eu não vou acabar com o equilíbrio e cair e levantar: quais os desafios da saúde e equilíbrio?
Bom. . .
e eu sempre foi o serviço. Tem que ter muita sorte na vida, viu, Roberto. É assim, né?
Tem hora que você fala, vê o jogador que diz isso, sabe, do Aguinaldo Gonçalves. Ele dizia: "Diga a ela que eu vou te desejar só porque seria bom, femsa". Então, eu vou te desejar que você tenha o seu melhor desempenho.
Eu precisei disso por toda a minha vida, mas eu guardei uma coisa muito carinhosa de um professor que talvez ele nem se lembre mais: é pronto, isso é trevo de quatro folhas, do seu lado. Quanto ganha uma adolescente? Eu ainda estava escuro, mas saber qual seria meu caminho, você me desejou sorte.
É isso, com a tua sorte no país, é poder. Professor, o exemplo do Professor Toledo é da Faculdade de Educação Física; foi o professor que me reprovou duas vezes numa disciplina dele, já provou. Ele situa o meu dentro, amigo, né?
Do grande. . .
É mesmo, né? Eu aprendi, e as agruras da vida, elas não são queimaduras em alguns contextos, né? Como esse da reclamação.
Alguns são reprovados no bloco, mas com uma palavra generosa de reprovação, sabe? Que até esse sofrimento fica mais gostoso e fica mais divertido, com a perna. Sinceramente, é isso que eu tinha para viver.
Você me pediu também para falar sobre Florianópolis, né? Então, pessoal, seguindo aí, eu moro em Florianópolis. Aqui, logo em seguida que eu vim morar, eu aprendi duas coisas.
Fora o meu camarada, cara, que eu aprendi duas coisas. Primeiro que eu. .
. Olá! Aqui é o meu lado, né?
Marília, minha esposa. Em algum momento eu fui entender que Marília de Dirceu já era esse preço. Aí, assim, lendo Maria Dorotéia de Seixas.
Oi, Maria! Maria, Marília de Dirceu é Tomás Antônio Gonzaga e Judá, um dos Inconfidentes, né? Ao lado de Tiradentes, Cláudio Manoel da Costa e por aí Felipe dos Santos.
Então, esse sujeito escrevia de forma codificada as cartas chilenas e escrevia para sua amada Maria. Então, aí eu, quando cheguei aqui, eu não dei um livro que é "confidenciou-me confidente" e lá conta a história dos dois e da Inconfidência Mineira também, né? E logo em seguida, com esse variável, que hoje é a mãe dos meus filhos, bateu e Helena Maciel.
Outra coisa que eu aprendi observando a vida da família dela em Florianópolis: nós tivemos no Campeche, que é o bairro das memórias, onde ela foi criada da nossa Senhora, vai ser aqui, né? E deram um aviador que se tornou também um escritor cérebro. Ele era francês e é tanto, é que São Pedro.
Ele escreveu um livro que as luzes do mundo inteiro, com o título de um livro chamado "O Pequeno Príncipe", que tem peças que tem filmes, filmes infantis, literatura, gravuras. Enfim, uma personalidade. Ele pousava na Rodovia da França para a Argentina.
Ele trabalhava no correio francês. Ele usava aqui no Campeche, aqui atrás da minha casa. Tem um morro Pelado, Hotel.
Por quê? Porque eles usavam um lampião para iluminar a venda dos aeronautas, dos aviadores que chegavam à noite aqui para pousar no campo. O campo de pouso fica numa rua chamada Avenida Pequeno Príncipe.
Desculpa. E nessa rua tem a aviação francesa. Também tem uma casa histórica que está lá.
Aqui perto de casa tem uma pousada que fechou recentemente pela academia, né? Imagina! Que se chama Pousada Zé.
E o que as pessoas nativas aqui, naquele tempo, eu não conseguiria falar. . .
Vou conseguir! Eu vou falar uma 200 deles, é brincadeira, né? Não falarem um sanpaku superior.
Então, se transformou no Zep. E são coisas assim que me encantam de ter vindo para cá, conhecido a esposa que ele suporta, ou alguém que ela disse que é a pregadora em casa, né? E de vez em quando ela descansou.
Abinha. . .
Não sei se tem algum sentido para vocês, Roberto. Lá bem. .
. Eu sou a Camille. Uma coisa se mexer aprendendo, né?
Assim, Roberta, essa minha vida delícia. Muito, muito, muito bom, viu? Inclusive uma das de mim.
. . Você gastou muito legal, quer dizer, a questão do jogo, né?
O jogo dramático, né? Dentro do esporte, essa inter-relação física é muito legal. E essas brincadeiras, né?
São relacionadas com o jogo dramático. Tem tudo a ver com o teatro, como você observou, né? Mas além de tudo, é a delícia da sua narrativa, né?
Assim, a história é muito bonita e muito significativa, esse reencontro, né? Da escola Getúlio Vargas. Uma coincidência incrível esse trabalho maravilhoso que vocês desenvolveram, né?
E com certeza continuam desenvolvendo por aí. Está muito bonito! Parabéns, tá?
Parabéns por tudo isso, por toda essa história que você construiu e está construindo e vai continuar, né? Agora nessa relação da família, essa coisa maravilhosa que você tem aí também, né? Bom dia.
E esse texto também do Manifesto não é fantástico? Muito significativo em relação a tudo que você fizer. Falou bem!
E você me fez lembrar de um texto, né? Que você citou algumas palavras que estão nesse texto. É um texto curto, que é de um poeta chamado Francisco Luiz Ribeiro, que é "O Lutador".
E esse poema é exatamente isso, é que você e toda essa turma relacionada. Você é muito bonito! Você agradecendo a esses professores, né?
Mas você tem essa relação direta. E eu vou falar o poema, e ele está relacionado ao nome, mas me desculpe, minhas mulheres, porque eu acho que está na hora de fazer o texto relacionado a uma. Eu não sou um homem, né?
Lógico! Aqui é uma linguagem universal. Mas cabe o momento agora.
Vejo que tomar esse texto, fazer uma adequação e esquecer a figura. Seja mulher, tá? Mas o poema se chama "O Lutador".
Então, por isso que eu digo deveria ter agora "A Lutadora". Então, "O Lutador": "E a poeira, o suor e o sangue desse figura une o semblante, mas ele prossegue na contenda inabalável, valente. Erra, tumba, mas levanta.
Os golpes da vida não abatem. Resistir, retomar entusiasmo. E prossegue no embaixo.
E o que importa é a grande aventura: vitorioso hoje, derrotado amanhã. A satisfação é a mesma: participar do combate. Evitar G concede um lugar ao lado das almas timoratas que desconhecem o sol da vitória e o pó da derrota.
Um herói, não um homem bom. " Então, meu querido amigo, é isso aí. Você é um desses lutadores, né?
Com certeza, vencedor, né? Deus. Te abençoe!
Eu acho assim: pessoas como você, né, são professores, são grandes educadores, então são necessários para nós. E dentro desse contexto de Educação Física, é incrível, porque você realmente transforma o significado da Educação Física, né? Não vai muito além, nós vamos muito além, e as pessoas ainda não entenderam o que é a Educação Física.
É uma pena, mas é tão necessário e precisamos continuar nessa luta, né? Precisamos continuar nessa luta para fazer com que as coisas se modifiquem para melhor, né? Mas, Deus, a ser muito obrigado!
Tô gratidão eterna e estamos continuar juntos, Deus quiser, né? É porque tem bastante coisa a serem feitas ainda, né? Então, obrigado, ligar, obrigado mesmo!
Obrigado por você estar nesse caminho da nossa vida, né? Longe, na lei, show, né? Mas tão perto, graças a Deus, existe isso, possibilitou nós conversarmos agora e gravarmos isto para que outras pessoas possam escutar a sua história e levar em consideração o significado de tantas coisas que você fez, está fazendo, e essa história que se aproxima, né?
Lá e aqui, né? Sorocaba, Santa Catarina, Florianópolis, e essa proximidade, isso é todo um só universo. Então, gratidão!
Já falei alguma coisa, só que eu também encerrando, exemplo da minha satisfação, mais um biquíni de um professor, né? Então, eu, estudante, né? Eu continuo estudando, né?
Muito bonito, mesmo as minhas origens e uma pessoa que, como muita gente da família, se envolveu diretamente. Isso é uma coisa que eu jamais vou esquecer! Eu sou muito grata, também assim como às instituições para as quais eu passei, a Prefeitura de Sorocaba, são muito fortes para mim.
A Faculdade de Educação Física, que eu trabalhei lá como professora durante um tempo, né? O trabalho aqui na universidade, eu sou muito grata por essa possibilidade. Os trabalhos com as militâncias sociais nas ruas das comunidades, né?
Escolares, tem tanta gente que deveria tocar, mas a nossa gratidão é muito maior do que as palavras conseguem exprimir, né? Mas, certamente, eu sofro tudo isso. Eu digo, eu sempre digo aos meus filhos: "Viu, Roberto, que é muito importante a gente não esquecer de onde nós viemos.
" O João Mateus, mas que se perde no meio do caminho, sim. Muito obrigado pela oportunidade! Eu te agradeço.
Deus abençoe você! Abraço aí para Marília, para as crianças, e gratidão por descer dele, né? Esse tempo para nós.
Tudo de bom! Até briga você que está nos acompanhando, né? É muito obrigado e até a próxima!
Obrigado! Abraço, Deus é. .
. E aí?