Bom, então vamos comentar nesse vídeo sobre um tema polêmico que tem muita gente discutindo atualmente, que é o fim do SAS, software as a service e o início do que tá sendo chamado de AS agents as a service. Já comentei sobre isso alguns vídeos atrás, mas eu acho que dá para aprofundar um pouco mais a discussão sobre esse assunto. Como o próprio Andrew Carpy, ex-cientista de dados da Open e colocou aqui nesse tweet: "A nova era da ergonomia, a principal audiência do seu produto, serviço e biblioteca é agora uma LLM e não mais um humano.
" As LMs não gostam de navegar, elas gostam de fazer scrape. As Lls não gostam de ver, elas gostam de ler. As Lls não gostam de clicar, elas gostam de fazer curl ou conexões.
Então vamos aprofundar um pouco mais a discussão sobre esse assunto, tentando entender provavelmente para onde que o desenvolvimento de software vai se encaminhar a partir de agora com o avanço da inteligência artificial. Vamos falar sobre isso nesse [Música] vídeo. Bom, tem surgido aí nos últimos meses várias notícias, várias publicações comentando sobre esse assunto, o fim do SAS e como que o software deveria ser repensado.
O próprio CEO da Microsoft, por exemplo, comentou que os AI agents vão transformar o SAS de uma forma jamais vista. Mas talvez o comentário mais recente que realmente chocou todo mundo em relação a esse assunto foi do Andrew Carp, que como eu comentei, né, é um ex-cientista de dados da Open AI, um dos percursores do chatt e ele colocou, por exemplo, nesse outro tweet dele aqui, Tyr, né, cansado, elaborar páginas para o seu produto, serviço ou biblioteca com cores chiques, com branding, animações, transições e modo escuro. Em contrapartida, o Wir, o atual ou ligado, seria um único arquivo ponto MD com uma funcionalidade de copie para o clipboard.
Ou seja, ele faz uma brincadeira, né, de que os produtos ali, como a gente conhece hoje, onde existem ali várias páginas explicando sobre o negócio, é uma coisa que já ficou cansada, já ficou ultrapassada. E o atual, o orid seria tu ter um único documento especificando o que que teu negócio faz e que tu pudesse simplesmente copiar isso daqui para obviamente tu colar isso em uma LLM e ela entender o que que o serviço faz, que que aquele produto consegue fazer. E ele ainda comenta aqui, né, de que os documentos eles precisam eventualmente mudar o conteúdo e que em vez de você simplesmente mandar uma pessoa ir em página em página e fazer isso ou aquilo, simplesmente poderia existir um comando crew para rodar ações e que seria muito mais fácil para uma LLM fazer isso e que os produtos precisam suportar isso.
Ele coloca o exemplo de que adicionar um banco de dados da Super Base para o seu aplicativo VCEL não deveria ser com cliqus, mas sim com crels, com conexões que as IAS iriam realizar. Então, basicamente, o que ele tá querendo dizer é que a partir de agora, o público de um serviço ou produto não deveria ser os humanos, mas sim LLMs que vão eventualmente acessar esses produtos e realizar ações ali dentro. Então não importa mais a interface de uma plataforma SAS, botões ou locais para clicar ali dentro.
O que importa é uma boa documentação e de uma forma que permita que LMS consigam usar o negócio. E assim, né, quando a gente busca, por exemplo, por SAS Brasil para ver as principais empresas aí de software as a service que tem no Brasil, tem essa imagem aqui que é bem interessante, que ela mostra as principais aquisições que ocorreram aí nos últimos anos de empresas pequenas, né, produtos e serviços SAS menores que foram comprados por empresas grandes, como por exemplo a Linx ou a Totus ou a CIA ou também a Loca Web aqui embaixo, que compraram startups menores, serviços SAS menores no decorrer desses últimos anos. E isso é uma coisa interessante, porque pode ser que a partir de agora muitas dessas startups que estão aqui, muitas dessas empresas que foram compradas, o serviço e produto que eles estão oferecendo, tem o risco de se tornar obsoleto caso eles não consigam se adequar a esse novo momento da IA.
É como se simplesmente todos os produtos e serviços que funcionaram até agora e que eram literalmente startups que valiam milhões ou até mesmo bilhões, como teve algumas negociações ali. Se esses serviços não se atualizarem para esse novo padrão aqui que o próprio Android Carp tá comentando, cara, tem grande chance de novas startups substituírem todas essas aqui. Bom, se a gente pega, sei lá, qualquer serviço aqui dessa lista, vou pesquisar aqui essa plug.
Bom, eles oferecem um serviço de hub de integração com marketplaces para quem deseja escalar os seus negócios. E aqui tem meio que uma explicação de como é que o negócio funciona, né? Mas basicamente, pelo que eu entendi aqui, ele permite que pequenos empresários, pequenos e-commerces consigam se conectar nesses grandes players, digamos assim.
Então, por exemplo, a gente tem aqui a Kabum ou Centauro ou Magazine Luía, por exemplo, que são grandes plataformas de e-commerce. Então, pelo que eu tô entendendo aqui, o serviço dessa empresa permite você conectar um e-commerce menor dentro dessas grandes plataformas, né? Isso até uma coisa comum, né?
Quando a gente vai comprar alguma coisa no Kabum, por exemplo, às vezes tu tá comprando, na verdade de um terceiro, não é o cabum que vai te enviar o produto, mas sim uma loja menor, que às vezes é a única que tem aquele produto em específico. Então o cabum tá servindo só de intermediador. Também esse aqui é um exemplo aí, né, de um SAS aí no mercado brasileiro, uma dessas startups, empresas que foram adquiridas por empresas maiores e que a princípio não tem nada de A, pelo menos eles não comentam aqui nada de uso de A na plataforma deles e que é um tipo de startup de serviço que se não se adequar talvez esteja com risco de bom acabar daqui alguns anos.
Pelo menos esse é o meu ponto de vista. Mas vamos ver se eu consigo explicar por que eu acho isso. Bom, aqui eu fiz um desenho tentando meio que exemplificar como é que funcionaria uma plataforma SAS, como aquela ali que a gente viu.
Então, por exemplo, né, teria essa pessoa aqui que seria o dono de um pequeno e-commerce. Desculpa aqui por essa cabeça meio deformada, mas bom, dá para entender, né? E esse pequeno empresário aqui que tem um pequeno e-commerce, pelo que eu entendi, aquele plug, que seria essa plataforma SAS aqui do meio, que tem ali recursos de dashboard, de análise de catálogo, enfim, tem toda uma funcionalidade ali e que é uma plataforma que tu faz um login aqui dentro, né, e consegue ter acesso a esse visual ali.
E pelo que dá de entender, então eles usam ali alguns recursos, né? Provavelmente tem um banco de dados por trás ali, deve ter algumas APS externas ali, algumas bibliotecas open source que permitem a conexão com esses grandes marketplaces, como o Cabum, como o Mercado Livre, como a Magazine Luía, o a Centauro, por exemplo. E o usuário final, o consumidor que quer comprar um produto, ele acessa então, sei lá, a plataforma da Kabum e por toda essa integração com essa plataforma SAS ali, aquele pluge, tá oferecendo, ele consegue comprar um produto de um pequeno empresário.
Então, se a gente parar para pensar, é uma plataforma interessante, porque permite ali que alguém que tem um pequeno e-commerce consiga oferecer esse produto em plataformas grandes e atingir um usuário que ele nunca conseguiria atingir de outra forma, já que provavelmente o e-commerce dele é muito pequeno e nunca seria encontrado. Então esse aqui seria meio que o formato de como funciona esse SAS ali que a gente viu, mas muitos outros tipos de SAS funcionam da mesma forma. oferece um serviço que satisfaz alguma necessidade de um usuário e tem alguém pagando aqui do outro lado por esse serviço.
Só que muito provavelmente, se a gente for levar sério aquilo que o Andrew Carp tá comentando ali, tudo isso daqui vai se tornar obsoleto em pouco tempo e daria espaço a um outro tipo de formato, algo que tá sendo chamado hoje de agents as a service ou simplesmente as. Então vamos entender como é que isso aqui funcionaria, né? Bom, para início de conversa, o pequeno empresário dono de um e-commerce, talvez ele nem precisasse de um e-commerce, literalmente.
Talvez ele nem precisasse realmente de uma plataforma de e-commerce para conseguir vender um produto. Bastaria ele ter simplesmente ali uma listagem dos produtos que ele tá vendendo. Ou como Andrew Carpet comenta ali, um arquivo mdaria listando ali, né, tudo que ele tá querendo oferecer, o que que ele realmente vende.
E aquela plataforma que a gente viu ali, a pluga to seria no fundo isso daqui. poderia ser simplesmente uma IA, queria pegar aquela documentação ali daquele pequeno e-commerce, analisar aquilo ali e disponibilizar aquilo em um MCP server. Eu já gravei um vídeo comentando o que que é MCP, mas é um novo protocolo de comunicação entre IAS, modeltext protocol, criado pela Antropic aí recentemente, e que seria basicamente um padrão que permite que uma IA consiga interagir com o seu sistema.
você iria, sei lá, simplesmente dizer para como é que é a estrutura do teu banco de dados, como que ela consegue acessar os dados ali dentro, quais ações ela consegue fazer ali dentro do teu sistema, de forma que uma IA externa, como por exemplo, um Chat GPT ou um cloud, consiga puxar as informações do teu sistema ou executar operações ali dentro. Então, no fundo, a plataforma SAS viraria uma plataforma AS, sem a necessidade de existir uma interface aqui dentro. Aá, simplesmente ele entender ali os produtos que aquele usuário quer ofertar no marketplace, iria fornecer isso um MCP server.
Os grandes marketplaces teriam ali um MCP client, ou seja, iriam consumir a informação que estaria vindo ali dessa startup. E isso iria nutrir o próprio MCP Server da Kabum ou da Magazine Luizo ou da Centauro nesse exemplo aqui. Ou seja, as orientações de o que que a IA conseguiria fazer aqui dentro desse marketplace, de forma que, por exemplo, o chat apt pudesse se conectar no MCP server da Cabum para puxar as informações.
E aqui no final a gente teria o usuário final que estaria consumindo isso. Então, OK, eu entendo que pode parecer um pouco confuso, né? Como é que isso aqui realmente funciona?
Mas se a gente parar para pensar faz todo sentido. Assim, a grande maioria das pessoas estão ficando cada vez mais acostumadas em pesquisar coisas usando IA. Eu, pelo menos, sei lá, se eu vou comprar algum produto, eu sempre mando ali um prompt para um chat de PT da vida ou Grock ou Cloud, enfim, para fazer uma pesquisa sobre aquilo que eu quero comprar.
E eu imagino que muitos de vocês também estão fazendo isso, seja para ver reviews ali de se o produto é bom ou ruim ou mesmo para procurar o produto para você. Então a gente tá ficando cada vez mais acostumados em usar IA para tudo, basicamente. Então seria muito mais prático se você tá querendo comprar alguma coisa que tu simplesmente mandasse ali um prompt para alguma IA e ela pesquisasse isso para você sem que você tivesse que entrar literalmente nessas plataformas para encontrar o que você quer.
Essa interação aqui de simplesmente pedir para IA, eu acho que é o futuro e algo que veio para ficar. Então, todos esses serviços, tanto os marketplaces, quanto essas startups ali, como a pluga que a gente viu ali, quanto o próprio e-commerce do pequeno empresário aqui, cara, nada disso vai precisar de interface mais. Esse é o grande ponto, porque basta que a Iada esse pequeno serviço aqui, que não precisa ter uma interface, consiga pegar listagem ali de produtos do pequeno e-commerce, isso vai se conectar, então, ali, pode ser através de um protocolo MCP, como eu citei aqui, com esses grandes marketplaces.
Isso aqui vai simplesmente instruir o chat EPT dos produtos que eles têm disponível ali naquele marketplace. E consequentemente pode ser que então esse usuário aqui ele vai simplesmente pedir pro chat de PT para comprar algum produto e pode ser que esse produto esteja disponível lá naquela listagem do pequeno empresário, do pequeno e-commerce. E simplesmente essa conexão entre IAS e MCPs vai simplesmente trazer resposta pro cara no próprio chattou qualquer outra plataforma de IA.
vai trazer para ele uma lista de produtos relacionados ao que ele tá buscando e eventualmente esse produto que aparecer nessa lista vai ser o produto do pequeno e-commerce lá do outro lado, que nem site vai mais precisar ter. E o grande motivo por trás dessa remodelação, digamos assim, do SAS pro AS, é porque as pessoas não vão mais querer ficar acessando coisas para encontrar uma informação. Elas vão querer simplesmente chegar no chat de PT da vida ou qualquer outra plataforma de A, fazer uma pergunta e encontrar sua resposta.
Então, todo esse esforço aqui não vai mais ser necessário, não vai mais ser necessário existir um pequeno e-commerce. Essas plataformas SAS não vão precisar ter mais uma interface oferecendo recursos ali, porque ninguém vai precisar ver nada. Todos esses bancos de dados e bibliotecas externas aqui vão ser substituídos por um MCP e os próprios marketplaces para estarem atuais vão ter que também se remodelar esse formato de MCP para estarem aparecendo nas buscas, nas respostas das e as modernas.
Então tem grande chance de muitas dessas startups aqui que foram adquiridas recentemente, se não conseguirem se adequar a esse novo formato focado em IA de agents as a service, como muita gente tá chamando, bom, tem grande chance de se tornarem obsoletas ou outras startups que se adequarem a esse formato se tornarem mais valiosas ou mais utilizadas. Pelo menos esse é o meu ponto de vista. E agora esse comentário do Andry Carp total sentido, né, de que realmente a principal audiência de um produto e serviço é uma LLM e não um ser humano.
Então enfim, é um tema polêmico. Eu sei que muita gente acredita que isso não vai acontecer e que essas plataformas SAS ainda vão continuar existindo. Inclusive, tem muitas plataformas SAS incluindo IA ali na plataforma, colocando ali um chatzinho do lado pr você conseguir se comunicar com a IA, o que pode ser interessante um primeiro momento, mas não é a mesma coisa que uma plataforma Agent a Service, uma plataforma que seja focada em uma LLM, que o público alvo daquele serviço ou produto seja uma LLM.
Mas eu acredito que a gente vai começar a ver aí muito mais serviços nesse novo formato, onde tu não vai se importar tanto com interface e muito mais se uma IA vai conseguir usar um negócio. E talvez isso seja muito mais escalável do que criar um produto para seres humanos. Se você conseguir convencer uma IA que o teu produto é bom, ela vai usar aquilo mil vezes mais rápido do que um ser humano conseguiria.
E isso é uma coisa muito louca.