o senhor esteja convosco ele está no meio de nós proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus glória a vós Senhor [Música] naquele tempo Jesus disse aos seus discípulos Se alguém quiser me seguir renuncie a si mesmo tome a sua cruz e me siga pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la e quem perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la de fato que adianta o homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida o que poderá alguém dar em troca de sua [Música] vi porque o filho do homem virá na
glória do seu pai com os seus anjos e então atribuirá a cada um de acordo com a sua conduta [Música] palavra da salvação glória a vós [Música] Senhor reverendíssimo padre birajara meu amigo queridos irmãos e irmãs a mensagem da cruz é loucura para os que se perdem mas para nós que somos salvos é poder de Deus essa sabedoria que o mundo não pode compreender foi o alicerce de toda a espiritualidade de São Paulo da Cruz ele entendeu que a cruz em sua aparente fraqueza e vergonha é a manifestação mais gloriosa do amor de Deus no
sofrimento e na humilhação de Cristo Deus inverte os valores humanos e revela seu plano de salvação mas como São Paulo da Cruz descobriu esse tesouro como ele o viveu em sua vocação e Ministério São Paulo da Cruz o maior Místico dos do século XVI a primeira vista Pode não parecer muito original Ele leu desde cedo Santa Teresa e São João da Cruz e absorveu profundamente o pensamento de São Francisco de Sales no entanto ele deve ainda mais a tauler de quem frequentemente adota o vocabulário o padre gaet do Santo Nome de Maria que estudou muito
cuidadosamente a doutrina de São Paulo da Cruz indicou bem as semelhanças e o alinhamento fundamental do Santo com os seus predecessores ele nos ensina por exemplo que São Paulo da Cruz passou por todas as etapas clssicas da oração escritas por Santa Teresa no castelo interior antes de chegar ao matrimônio espiritual por volta de 1724 1725 no entanto Talvez ele não tenha enfatizado suficiente o que é particularmente característico do fundador dos passionistas observando de perto parece que devemos atribuir a São Paulo da Cruz devido à sua vocação especial e em correspondência com ela que dis claramente
dos seus predecessores as quais podemos tentar destacar pelo menos em Essência temos em mão um documento capital embora cubra apenas um período muito restrito trata-se do diário de consciência que ele por obediência enviou a Bispo de alri dias que ele realizou imediatamente após ter vestido pela primeira vez o hábito da Paixão em uma cela anexa à sacristia da igreja de São Carlos de castelazo em 23 de novembro de 1720 no momento mais decisivo de sua vida quando com sua vocação reconhecida e aprovada ele escreve as regras da nova congregação que ele fundava esse Retiro que
São Paulo da Cruz realizou no qual traçou Definitivamente a linha espiritual que seguiria por toda a sua vida revela com exatidão a profundidade da sua vocação Apesar de sua Juventude ele já não era um iniciante em coisas místicas a leitura de seu relato pessoal do Retiro seria suficiente para convencer qualquer leitor de de sua elevação espiritual o que mais impressiona nesse relato simples e despretencioso é a facilidade com que ele se movimenta nas mais elevadas realidades da vida contemplativa com a autoridade um mestre que fala não apenas com conhecimento intelectual Mas pela experiência direta São
Paulo da Cruz descreve com precisão e sem hesitação os movimentos de sua própria alma distinguindo O que é graça infusa e portanto o que é a verdadeira contemplação além disso a alma de São Paulo da Cruz era extraordinariamente atenta tanto a Deus quanto a si mesma ele possui uma clarividência Rara e um discernimento espiritual apurado descrevendo com nuances os movimentos interiores que sentia identificando claramente sua origem e desenvolvimento o equilíbrio de seu julgamento sua profunda humildade e a paz que Man em meio provas interiores são aspectos que transmitem grande seguran e confian essas características destacam
sua maturidade espiritual e a Sol do seu caminho de união com Deus os 22 volumes do processo de beatificação de São Paulo da Cruz trazem testemunhos preciosos sobre sua vida e espiritualidade um dos depoimentos mais importantes é o de rosa calabrese que teve a Rara oportunidade de receber confidências do Santo justamente porque ele é era uma pessoa extremamente reservada essas confidências portanto tornam-se ainda mais varios Além disso as cartas de São Paulo da Cruz oferecem um vislumbre profundo sua doutrina seus pensamentos e os princípios queam tanto sua vida quanto a direção espiritual que oferecia aos
outos embora suas cartas reverem apenas fragmentos de sua experiência pesso elas são ricas em conteúdo doutrinal elas nos permitem compreender como se refletia sobre os mistérios da Fé e como ele orientava as almas que buscavam Direção Espiritual muitos desses escritos podem ser vistos com traduções diretas de sua própria vivência Mística em uma de suas cartas por exemplo ele aconselhou Tomás fosse advertindo a não guiar os outros da mesma maneira como ele próprio era guiado sugerindo a necessidade de discernir e adaptar a direção espiritual a individualidade de cada alma o essencial acordo entre as cartas de
São Paulo da Cruz e o relato de consciência de seu retio em 1720 nos permite concluir que o grupo de almas contemplativas sobre sua direção em Essência era do mesmo tipo espiritual que ele não foi uma experiência isolada mas foram múltiplas experiências semelhantes que não são reveladas por essas cartas ainda que São Paulo da Cruz acreditasse que os místicos fossem poucos ele continuava a exortar as almas à contemplação sabendo que aquelas sob a sua direção já haviam alcançado esse estado ou estavam claramente sendo chamadas por Deus a Ele o padre gaetan do Santo Nome de
Maria distingue três fases na vida Mística de São Paulo da Cruz e nos ensina que após o seu matrimônio espiritual pelo qual Ele entrou na sétima morada o santo passou por uma Desolação espiritual dolorosa e prolongada que durou 45 anos e só terminou nos últimos anos de sua vida a chamada morte Mística Isso mostra que como em outras grandes místicas como Maria da Encarnação as purificações espirituais passivas continuam mesmo após o matrimônio Místico Além de sua vocação contemplativa São Paulo da Cruz liberou uma intensa vida Apostólica especialmente em missões no entanto sua contemplação foi moldada
principalmente por uma realidade mais profunda sua atitude em relação à Paixão de Cristo o amor ardente que ele nutria pelos Sofrimentos de Cristo dava uma cor especial Tanto à sua ação quanto à sua contemplação para São Paulo da Cruz A Paixão de Cristo era tudo ele via na paixão tanto a obra redent que a Paixão de Cristo esteja sempre em nossos corações o padre na missa diz o senhor esteja convosco Dominos riscos e ele dizia pass criste vobiscum esteja sempre em vossos corações segundo ele a meditação sobre a paixão não era apenas um meio eficaz
de alcançar a união com Deus mas também uma força poderosa que eliminava os vícios e plantava a piedade isso é Central eu vou repetir segundo ele a meditação sobre a paixão não era apenas o meio eficaz de alcançar a comunhão com Deus a união contemplativo mas era força força no sentido que essa palavra tem no Novo Testamento dinamis a força poderosa que eliminava os vícios e plantava a piedade para nós isso é uma chave de eh uma chave espiritual né uma chave mestra às vezes Nós pensamos por que que eu não consigo vencer um pecado
é porque eu sou fraco então medita paixão Porque toda a redenção do mundo arranca sua força da Paixão de Cristo portanto a meditação da paixão é o meio mais eficiente para ter acesso àquela força que elimina os vícios que elimina o pecado e infunde o amor divino o fervor do Amor Divino na pregação Apostólica ele considerava que Os Mistérios Dolorosos da Paixão eram os mais eficazes para tocar os corações e trazer os pecadores de volta à conversão portanto a paixão ocupava um lugar Um lugar central na sua vida Mística seus Mestres tauler Santa Teresa e
São João da Cruz enfatizavam a importância de manter manter o pensamento na humildade de Cristo na contemplação mas para São Paulo da Cruz A Paixão de Cristo tinha um papel mais contínuo e dominante do que a sua humildade penetrando profundamente na sua contemplação e orientando-a para as suas consequências práticas essa era a característica particular de suu espiritualidade que eu gostaria de delinear em três pontos em primeiro lugar o objeto da contemplação a paixão depois a forma de contemplar amorosa e dolorosamente segundo São Paulo da Cruz e por fim O objetivo dessa contemplação que é a
união com Deus em Cristo então o primeiro ponto a paixão é a porta da contemplação É bem a fórmula tradicional que resume nesse ponto o pensamento de São Paulo da Cruz um testemunho no processo de beatificação relatou que esse era o ensinamento habitual do Santo as cartas como veremos fornecem exatamente o mesmo testemunho a fórmula é Nova São Paulo da Cruz conhece sem dúvida a declaração rigorosa de Santa Teresa no capítulo 22 do livro da vida onde depois de protestar com extrema vivacidade contra os autores que afirmam que a humanidade de Cristo é um obstáculo
à contemplação so o pretexto de que a contemplação sendo puramente espiritual qualquer objeto material é capaz de impedi-la ela proclama que nosso senhor é a porta pela qual devemos entrar Se quisermos que a Soberana Majestade nos revele altos Segredos esse era um debate que existia desde o século XI se ao contemplar o Místico deveria contemplar Cristo na sua humanidade santíssima em todos os mistérios da sua vida ou ele deveria ainda que fundado sobre Cristo passar a contemplação abstrativa de Deus Essa era polêmica houve duas grandes linhas de pensamento uma sobretudo guiada pelo mestre que dizia
que era era importante partir diretamente para a contemplação abstrativa mas a outra linha que foi que prevaleceu começou com a chamada Dev moderna é a de que não nós precisamos nos concentrar sobre Cristo por exemplo Francisco osuna Logo no início do seu terceiro abecedário espiritual que é o livro foi o livro de cabeceira de Santa Teresa dizia que a humanidade santíssima de Cristo como uma lâmpada quem passa pelo Cristo tem o acesso mais direto ao Divino então éis por isto aqui digamos é como que a intuição fundamental da qual São Paulo da Cruz parte ele
está perfeitamente de acordo com essa convicção quando escreve a gr em 4 de agosto de 1740 que abre aspas não se pode passar contempla deid e muito imensa sem entrar pela porta Divina da humanidade muito Divina do Salvador O que é novo e que é difícil sublinhar com força suficiente é que quase sempre a humanidade de Cristo lhe aparece nos mistérios da Paixão ele é um daqueles homens que como São Paulo não conhecem a não ser Jesus e Jesus crucificado Esse é o aspecto habitual sobre o qual ele vê o Cristo é muito importante isso
por vejam hoje em dia eh algumas pessoas querem ter acesso a um Cristo Místico então H uma união com Cristo uma união virtual com Cristo problema aqui é o mistério da Encarnação não se entende à margem do Mistério da Cruz por como nós no Credo por nós hom noss Salv Desu do cé se encarnou Espírito Santo no seio da virem Maria ou seja ele se encarnou para morrer e portanto a cruz como quea o m encar as consequências portanto se eu não medito na cruz se eu não medito na paixão nos Sofrimentos do Cristo eu
corro o risco de tratar a Encarnação de maneira irreal era um problema que existia por exemplo no início da igreja quando alguns herejes os docti os primeiros eh herejes combatidos pelo próprio Apóstolo São João diziam que a humanidade de Nossa Senhora era uma espécie de holograma ele ele não estava sofrendo eh verdadeiramente né e contra isso São João se insurgiu fortemente a ponto de utilizar a a frase do Prólogo do Evangelho um tanto escandalosa para essa sensibilidade de que o verbo se fez carne este verbo que se fez carne na cruz ele sangra na cruz
a carne dói na cruz a sua humanidade com que definha portanto a paixão é o jeito mais radical de penetrar no mistério da Encarnação ainda mais surpreendente não menos característica é a insistência com que ele retorna de qualquer forma e a todo momento sobre as consequências práticas As cartas não saem do campo prático da direção espiritual que um tal princípio acarreta sobre as disposições habituais de primeira importância sobre os pensamentos ordinários que a verdade de uma tal formaa pressupõe em uma vida contemplativa todo esse conjunto nos faz penetrar mais profundamente no pensamento de São Paulo
da Cruz pois também é importante notar Se a paixão é a porta da contemplação pode poderia quase dizer que isso se deve a um sistema Geral de espiritualidade onde a paixão ocupa o primeiro lugar a paixão é a porta da contemplação porque a porta de tudo o que a ela conduz porta da solidão e do do recolhimento interior porta da oração porta da União a solidão o recolhimento a oração e a união em seu grau superior se identificam com a contemplação a paixão parece desempenhar esse papel de introdutora na contemplação por causa do papel que
desempenha em toda a vida espiritual de São Paulo da Cruz notem Por exemplo quando são da Cruz fala sobre a a noite escura a necessidade de entrar na escuridão para contemplar a luz Sutil espiritual de Deus a mergulhar morte de Cristo é aí que Nós entramos nesta Bendita escuridão nessa Nuvem de desconhecimento como gostavam de dizer alguns místicos do do século 10 11 e e portanto quando nós olhamos por exemplo para de São Paulo da Cruz vemos esse homem austero com um hábito escuro nós estamos falando de alguém que mergulhou profundamente tudo aquilo que a
cruz traz como empenho espiritual individual o recolhimento o silêncio a oração que vem das entranhas e assim por diante Aqui está a afirmação mais clara É verdade que tal lembrança da Santíssima Paixão de Jesus Cristo com a imitação de suas santíssimas virtudes não deve ser jamais abandonada mesmo que esteja no mais profundo recolhimento e no mais alto grau de oração pois a paixão é a porta que conduz a alma à União íntima com Deus ao recolhimento interior e à mais Sublime contemplação outro pensamento de São Paulo da Cruz que é bom destacar Se a paixão
é a porta quase necessária para a contemplação É porque ela garante a segurança e protege contra a ilusão dizia o Santos levem sempre para a oração algum mistério da Santíssima vida e Paixão de Jesus Cristo e se depois do Espírito Santo vos atrair a um recolhimento interior mais profundo Siga um sopro do Espírito Santo mas sempre por meio da Paixão assim se evita qualquer engano com esses enganos que eu mencionava anteriormente né a pessoa querer entrar numa relação abstrativa e na verdade ela se joga no colo do demônio porque é isso que pode acontecer mais
do que contemplar Ela dorme mais do que contemplar ela fica eh uma espécie de ociosidade mental não medita a paixão e se Jesus quiser ele te busca e te leva para algo mais alto mas não se atreva a fazer isso motivado pela sua vaidade pela sua soberba não eu quero me apressar eu quero me adiantar não medida paixão e quando você tiver desintegrado pela graça Divina Deus Meo te busca e te leva para algo mais elevado esse conselho dado a Tomás fosse é um dos mais claros a irmã colomba Gertrudes gandolf que havia chegado a
oração infusa Ele também disse sabeis que esse trabalho Divino para ser seguro deve passar pela porta que é Jesus Cristo nosso senhor e sua santíssima paixão que é a Obra de Amor poderíamos citar outros exemplos São Paulo da Cruz não se explicou sobre essa Segurança contra As Ilusões que o costume de recordar a paixão oferece pode se imaginar facilmente sabendo as virtudes fundamentais que ela traz a alma outra razão seria sem dúvida papel que o amor desempenha na contemplação não há mais mais melhor estímulo para o amor do que a Paixão de Cristo dizia ele
A Paixão de Jesus Cristo é Obra de Amor um simples olhar de fé sobre o mistério particular ou sobre toda a paixão em geral pode manter a alma em um profundo recolhimento com essa visão de fé e atenção amorosa a Deus Vejam o dano que causa por exemplo certa teologia que quer tratar A Paixão de Cristo como apenas resultado de uma perseguição por razões temporais políticas etc a paixão deixa de ser uma obra de amor e passa a ser apenas um uma espécie de pena capital Jesus não é simplesmente um mártir ele é Sacerdote ele
se entrega a Deus né É nesse mesmo sentido que vai a recomendação frequente de se impregnar de amor e de contemplar oos Sofrimentos de Nosso Senhor com o mesmo amor com o qual ele sofreu é isso quer dizer não não contemplar a paixão de fora mas de dentro da mesma paixão sofrendo com Cristo o que ele sofreu o sentido da Fórmula se reconhece exatamente pelas divinas recomendações que a acompanham e explicam toda uma série de equivalentes vem esclarecer o seu alcance aumentar seu efeito multiplicando por assim dizer a presença da Paixão e reafirmando sobre novas
formas que é sobre o pensamento da paixão que devemos nos recolher e começar a oração que levará à contemplação seria necessário repetir aqui em relação ao recolhimento e oração todos os meios que o santo recomenda para não perder de vista a paixão de fato é lógico Aquele que nos recomenda tanto o recolhimento contínuo quanto a oração contínua deve necessariamente nos indicar como entrar neles pela verdadeira porta entrar na oração pela porta da Paixão significa P São Paulo da Cruz abre aspas ir interiormente vestido com o santo sofrimento de Cristo e com suas divinas virtudes significa
fazer um buquê de todos os Sofrimentos de Jesus e colocá-lo espiritualmente no seio da própria alma significa carregar no coração a lembrança da Paixão ou de um de seus mistérios O que são Paulo na cruz da Cruz ensina sobre ingresso na contemplação ele mesmo praticava em 26 de novembro de 1770 ele escreve a irmã Ana Maria abre aspas deram-se a oração sempre carregados e vestidos com santíssimos Sofrimentos de Jesus mas sem imagens e em pura fé e para falar confidencialmente entre nós faz como vos digo e me sinto bem assim carregado com as cordas correntes
bofetadas chicotadas feridas espinhos A Cruz e a mesma morte de meu Salvador eu vou com ele para o seio do divino pai muito forte isso ou seja mais do que imaginar o Cristo crucificado é pela fé entrar na própria paixão e absorver a força que advem dela sabemos que pelo Retiro de 1720 ele já praticava para si mesmo a oferta dos Sofrimentos de nosso Senhor e os colóquios sobre a paixão que ele recomenda em sua correspondência segundo ponto a contemplação dolorosa e amorosa a influência da Paixão de Nosso Senhor não se limita apenas à entrada
na contemplação Mas também se manifesta na própria contemplação no retiro de 1720 há várias alusões absolutamente Claras a uma contemplação que é ao mesmo tempo amorosa e dolorosa tendo como objetivo os próprios tormentos de Jesus infundidos na alma é necessário citar devido a sua importância algumas linhas do diário escritas em 8 de dezembro de 1720 ao oferecer os tormentos que meu Jesus sofreu Senti me levado a chorar assim como Ao Orar pelos Sofrimentos do meu próximo na Santa comunhão fui praticamente recolhido especialmente ao narrar de maneira dolorosa e amorosa o sofrimento de Jesus esta graça
tão elevada que meu querido Deus me me concedeu naquele momento não sei explicar porque não consigo saibam que ao relatar os Sofrimentos a meu Jesus às vezes após contar um ou dois preciso parar pois a alma não consegue mais falar e sente-se como que se liquefaz indo assim ela se enfraquece com uma suavidade muito elevada misturada com lágrimas com o sofrimento de seu esposo infundido nela ou para me explicar melhor mergulhada no coração e na dor santíssima de seu dulcíssimo esposo Jesus às vezes ela compreende todos os Sofrimentos e encontra-se assim em Deus com essa
visão amorosa e dolorosa é algo muito difícil de explicar Parece algo sempre novo citei esse Tex sece entre o início da contemplação e a própria contemplação é difícil se expressar de maneira mais simples e Clara essa contemplação amorosa e dolorosa é característica de São Paulo da Cruz pode comparar o texto que eu citei com outro dos dias 27 28 de dezembro de 720 no dia 27 festa de São João Apóstolo Evangelista diz São João São Paulo da Cruz fui colocado pela bondade infinita em grande repouso e suavidade Especialmente na santíssima comunhão sentindo por uma inteligência
infusa com uma Consolação muito profunda do espírito um certo descanso da alma laçado com o sofrimento do Redentor Nos quais a alma se compra ela se inflama de amor e de dor sobre isso não sei como me fazer entender pois não se pode explicar talvez naquele dia no Misto de amor e dor o amor predominasse eu dizia enquanto servia a missa e via Jesus que lhe pedia para me enviar os serafins para me transpassar a com flechas de amor isso provém dos impulsos amorosos que a infinita misericórdia concedeu ao meu coração eu também me dizia
que me permitisse saciar minha sede do Santíssimo amor deixando-me beber na fonte infinita de seu Santíssimo coração mas isso não me aconteceu na santíssima comunhão no dia seguinte dia 28 de dezembro esse misto de amor e dor se renovou diz ele em minha alma muito pobre entrelaçam-se a dor e o amor como grandes Lágrimas de suavidade de tudo isso a alma tem uma inteligência infusa e muito elevada às vezes de um único mistério mas ela o compreende num momento sem formas corporais ou imaginárias Deus os infunde por uma obra de sua infinita caridade e misericórdia
no momento em que a alma compreende muito profundamente ente ou ela se compra ou ela compadece conforme os mistérios mais frequentemente sempre se entrelaça a santa complacência não há hesitação possível com caráter Sobrenatural de tal contemplação São Paulo da Cruz afirma isso explicitamente a impossibilidade de que ele se em que ele se encontra de se explicar claramente apenas corrobora a sua afirmação é o próprio Deus que lhe dá o conhecimento e a compreensão que aumenta sua capacidade de entender assim como aumenta sua capacidade de amar e sua capacidade de sofrer gostaríamos de saber como a
dor se mistura com o amor e de que tipo de dor se trata sabemos que é sobretudo uma dor de compaixão ou seja de sofrer com Cristo porque São Paulo da Cruz pede constantemente para compadecer-se do sofrimento de Jesus para sofrer com ele uma frase solta nos faz perceber que a alma deseja compartilhar e de fato Compartilha o sofrimento de Jesus desejei dizer naquele momento sentir seus tormentos e estar com ele na cruz Este é o pensamento que ele traz tantas vezes traduzido em suas cartas Pela expressão fazer próprio o sofrimento de Jesus há um
de seus religiosos que lhe pediu explicação disso ele respondeu em 14 de julho de 1756 o ponto que vossa reverência não compreende fazer suas as dores do doce Jesus por meio do amor sua Divina Majestade fará entender quando ele quiser é uma obra totalmente divina e a alma toda imersa no puro amor sem imagens em Fé muito pura e nua quando aprasa o soberano bem em um momento se encontra mergulhada no mar das Dores do Salvador e num olhar de fé as compreende todas sem compreender porque a Paixão de Jesus é uma obra totalmente do
amor na alma toda perdida em Deus que é caridade que é todo amor acontece um misto de dor e amor porque o espírito fica todo penetrado e se mantém todo imerso em um amor doloroso e em uma dor amorosa obras de Deus aqui mais uma vez temos a contemplação infusa amorosa e dolorosa que não difere daquela de 1720 embora São Paulo da Cruz descreva sobre uma nova imagem o mergulho no mar da Paixão o mergulho no mar das Dores de Jesus há repetições impressionantes e São Paulo da Cruz não tem medo de se repetir a
comparação entre os dois Mares o mar da Divina caridade e o mar das Dores de Jesus é uma das mais frequentes e originais ele nos ensina um pouco como se passa da contemplação Mística ordinária para a contemplação da Paixão em suas cartas São Paulo da Cruz normalmente representa a contemplação como um mergulho em Deus como uma imersão no imenso mar da divindade ou o que dá no mesmo no mar da infinita caridade a contemplação da Paixão a contemplação amorosa e dolorosa como um mergulho no mar das Dores de Jesus como o segundo mar é uma
obra de amor os dois mares se comunicam entre si facilitando a passagem de um para outro o segundo mar da Paião sai jorra procede do mar do amor eterno às vezes el ensinou claramente que os dois Mares São um só por são dois Mares em um diz ele esse mar de Sofrimento de Cristo é um mar de amor e dor nesse grande mar a alma pesca as pérolas das virtudes e faz seus o sofrimento de Jesus Cristo essas observações constantemente retomadas pelo santo bastam para mostrar que o mergulho no mar do sofrimento de Jesus se
identifica exatamente com a contemplação amorosa e dolorosa do Retiro de castelado O que são Paulo da Cruz não deixa absolutamente Claro é a maneira pela qual se passa de um mar a outro mar de uma contemplação a outra contemplação às vezes ele parece atribuir essa passagem ao fervor pessoal da Alma contemplativa como exemplo Temos esta carta para Anas grad de 23 de abril de 1742 deixe que essa pouca cinza do seu nada se Mergulhe se perca se consuma se posso assim dizer toda nesse Abismo de infinita bondade de seu Deus e ali desfeita de amor
alegre-se com continuamente com cânticos amorosos ocupações sagradas sonos de amor um silêncio sagrado toda mergulhada nesse imenso mar de amor e nesse mar n tão fundo que encontre outro grande mar o das Dores de Jesus e dos Sofrimentos de Maria Santíssima e esse mar Brota do imenso mar do amor de Deus em outras ocasiões el atribui a iniciativa a uma graça especial de Deus aqui está o que ele escreve a irmã Maria Madalena anselme em 21 de junho de 1755 a alma amante se perde inteiramente nesse imenso mar de caridade mas preste atenção a Santíssima
Paixão de Jesus é uma obra totalmente do amor infinito de Deus assim a alma ao mergulhar-se completamente no do Santo amor não pode ao menos quando agrada a Deus conceder-lhe essa graça deixar de mergulhar inteiramente no mar da Santíssima paixão dessa contemplação amorosa e dolorosa tão nova na experiência Mística o ponto mais importante aquele sobre o qual São Paulo da Cruz mais Insiste e que ele considera o ápice Pois é o objeto de seus desejos é fazer sua as dores de Jesus como chegar lá considerando vários trechos onde ele fala disso pode se perguntar se
não é possível a um homem com a graça ordinária alcançar esse Ápice São Paulo da Cruz pede que nos esforcemos como se estivesse nosso poder alcançá você fará muito bem sempre se por amor fizer suas as dores de Jesus Ele indica até o meio a ser utilizado o amor como se tal resultado fosse uma consequência natural do Amor o santo repetiu noos em termos essencialmente idênticos o amor é uma virtude unificadora e a alma amante faz duas faz suas as dois do Amado parece ser o princípio geral Posto Amor a consequência deveria Seguir em outros
momentos ele acrescentará a fé ao amor faça cada vez mais suas pela fé e pelo amor as dores de Jesus [Música] não há dificuldade no fato de São Paulo da Cruz recomendar aos seus correspondentes que façam suas tanto quanto depender deles as dores de Cristo alma contemplativa não deve consentir na ação Divina deixar-se conduzir por Deus fazer a sua parte terceiro ponto o sentido dessa contemplação a apropriação do sofrimento de Cristo nos dá exatamente o sentido dessa contemplação essa sede de Sofrimento só encontra explicação no sofrimento de Jesus se São Paulo da Cruz deseja tanto
sofrer é para se unir ao sofrimento de Jesus a união com a humanidade de Cristo a qual ele aspira é a união aos Sofrimentos de Jesus ele quer sof porque Cristo sofreu mas esse desejo de sofrer em nada diminui a orientação Apostólica de toda sua vida as próprias circunstâncias do Retiro o demonstram claramente pois ele empreendeu para escrever sua regra e se preparar para Fundação dos passionistas o que ele nos diz por exemplo sobre a conversão dos pecadores a conversão dos heres as orações espis feitas Inglaterra as súplicas por todas as necessidades da igreja indicam
suficientemente o desejo habitual de suas preocupações Como Jesus trabalhou e sofreu pela Redenção das Almas Paulo da Cruz também trabalhará e sofrerá com o mesmo objetivo pode-se dizer que são Paulo da Cruz Manteve essa disposição fundamental durante toda a sua vida ele desejou duas vezes morrer Marte e ao mesmo tempo ele desejou morrer em Total sofrimento e abandono isso é muito forte ele diz alegro-me no Senhor pelas operações que o santo amor realiza em sua alma ele mistura o gozo com o sofrimento quanto mais no for o sofrimento mais perfeito ele será O que é
o sofrimento nu para São Paulo da Cruz que grande tesouro deer sofrimento nu sem consolo nem do céu nem da terra tenha em altoestima seja grata a Deus ofereça-se frequentemente como vítima de holocausto à sua Divina Majestade no Altar do coração sofrimento nu é o sofrimento no qual nós estamos sozinhos completamente sozinhos é a máxima identificação com Cristo é quando eu olho pro cé e digo meu Deus meu Deus por que me abandonastes para São Paulo da Cruz Esse é o maior tesouro ele diz a alma dos seus filhos espirituais so que você está despojadas
de todo conforto Agradeço ao Deus bendito por isso porque agora você se parece mais com o Divino esposo privada de todo consolo privado de todo consolo quando estava morrendo na cruz concluo dizendo que o padre gaetan do Santo Nome de Maria nessa obra orações ção Mística de São Paulo da Cruz afirma que nos 45 anos de sua Desolação desaparece desaparecimento aparente das virtudes da Fé Esperança caridade a morte Mística o santo acreditava estar abandonado por Deus ele exercitava então uma paciência heróica e uma resignação total à vontade de Deus então o santo é atraído para
as Chagas de Jesus Jesus na cruz lhe diz tu estás no meu coração a paixão é impressa no seu coração e ele é mantido por 3 horas no lado de Jesus e conclui padre gaet esse santo não estava apenas atravessando um túnel mas o cavava para que depois os religiosos de sua ordem pudessem passar por ele isso de certo não se aplica Só aos passionistas mas também a todos aqueles que queiram viver da espiritualidade de São Paulo da Cruz seguindo o evangelho quando Jesus diz eu sou o caminho ninguém vai ao Pai senão por mim
quando eu for elevado da terra atrairei todos a mim quem quiser me seguir negue-se a si mesmo tome a sua cruz e me siga diz que o homem pós-moderno é místico eu diria algo diferente o homem pós-moderno é Mistica e há uma grande diferença entre essas duas atitudes o Mistica encara a espiritualidade como um desenvolvimento pessoal uma maneira de ampliar a consciência para divinizar ou aniquilar no silêncio vazio de uma indeterminação Total A Mística Não é nada disso mas é o Encontro com Deus em Cristo encarnado pelos mistérios da sua paixão redenta de certo modo
é isso que está significado no Santo Rosário em sua forma tradicional os mistérios gozosos nos apresenta a causa material da Redenção A Divina Encarnação os PR nos dão a causa eficiente ou meritória da Redenção que é a paixão Salvadora de Cristo e os gloriosos a causa exemplar da Redenção que é Cristo ressuscitado nosso alvo e Isso corresponde às três partes dessa humilia Era exatamente essa fé que fazia São Domingos em seus nove modos de orar sempre prostrar-se diante do crucificado essa mesma fé levou São Francisco a contemplar a Encarnação no presépio e a crucificação na
pobreza no esvaziamento nos seus estigmas essa mesma fé levou Santo Afonso Maria de ligório a enxergar a Encarnação de maneira paolica ou seja mostrando Sofrimentos do Deus menino recapitula fé levou o Beato columba marmion a dizer que a contemplação da Via Sacra tinha quase a eficácia de um Sacramento e poderíamos prosseguir longamente em conclusão pensamos que São Paulo da Cruz nos ensine a passar pelo crucificado para assim recebermos dele graça e força para que ele o crucificado vença os nossos pecados e nos transfira perem AD lem pela cruz à luz da glória Etna Amen