Cuidado, você pode estar pisando num campo minado e não saber. Eu estou me referindo às 15 bombas teológicas dentro do movimento carismático. E deixa eu fazer um disclaimer já desde o início.
Quando eu falo carismático, eu não estou me referindo a pentecostal e nem a neopentecostal, mas ao movimento carismático, que é um movimento de renovação, que não é o movimento de renovação católica, é o movimento onde você tem igrejas tradicionais que passaram pela experiência de receber o enchimento do Espírito Santo. E nós temos isso no mundo inteiro, só que no Brasil não é tão conhecido por esse nome. Eu me identifico como carismático.
Eu vou usar esse termo porque eu não me identifico como neopentecostal, nem como pentecostal, nem como sensacionista. Então, existem 15 bombas teológicas armadas dentro do movimento carismático hoje. E a maioria dos cristãos está dançando em cima delas sem saber.
Se você acha que o mover do espírito é apenas arrepio, gritaria ou promessa de que tudo vai dar certo na sua vida financeira, você provavelmente já pisou numa mina terrestre. Hoje eu vou desarmar uma por uma das heresias que transformaram o movimento carismático em um circo. E eu deixa te falar, eu amo o movimento carismático.
Eu creio na atualidade dos dons. Eu creio no agírio sobrenatural do Espírito Santo. Eu creio que Deus cura.
Eu creio que Deus fala, dirige, intervém, mas é justamente por amar o Espírito Santo, é que eu não posso ficar calado vendo o que estão fazendo com o nome dele. [música] O que temos hoje é uma proliferação de uma teologia ruim, motivada por ego, dinheiro, imaturidade. E eu não estou sozinho nessa trincheira.
O que eu vou te apresentar hoje é baseado em um mapeamento cirúrgico feito pelo teólogo Su Storms. Ele identificou 15 erros fatais que ameaçam a integridade do movimento carismático. Vamos juntos observar um por um desses erros fatais.
[música] Olá, eu sou o Ângelo Baso. Esse aqui é o meu canal. Já curte, compartilha e comenta o que você pensa sobre o que eu estou falando aqui agora.
O primeiro erro é técnico, se chama escatologia super realizada. E que que eu quero dizer com isso? É verdade que a Bíblia realmente fala de muitas coisas que nós já temos acesso hoje e que nós já podemos experimentar.
Nós já fomos perdoados, mas ainda não fomos libertos da presença do pecado. Nós já somos nova criação, mas nosso corpo ainda não foi glorificado. Realidades espirituais que já temos acesso hoje e realidades espirituais que estão destinadas apenas pro futuro.
Essa é a questão. E quando observamos bem, existe um desequilíbrio que aparece dos dois lados. De um lado, muitosacionistas acabam falando tanto daquilo que só será completo no futuro, na restauração total, na vitória final sobre o pecado, o fim da dor, que a [música] vida cristã hoje vira quase um aguenta firme até Jesus voltar.
Fica uma fé que suporta, mas não espera. Ela não tenta experimentar nada do que é concreto. Agora, por outro lado, muitos continuístas enfatizam tanto aquilo que já podemos experimentar hoje.
Cura, poder do Espírito Santo, intervenção sobrenatural, que começa a tratar isso como se fosse um direito garantido em qualquer situação, como se tudo o que Deus prometeu para o fim já tivesse que acontecer. Agora, o problema é quando a gente mistura essas coisas, quando transformamos a promessa futura em uma obrigação presente. Aí nasce uma mentalidade de cobrança espiritual.
Eu declaro, eu determino, eu reivindico. E quando não acontece, aí vem a frustração, vem a culpa, vem aquela sensação de que faltou fé. Mas talvez o que faltou não foi fé.
Talvez tenha faltado discernimento. Confundimos o que já podemos experimentar agora com aquilo que só será pleno quando Cristo for revelado. Em segundo lugar, o triunfalismo, que é a fuga da cruz.
Essa é a segunda bomba. O triunfalismo nasce da escatologia superrealizada. É a crença de que a vitória em todas as áreas.
é o direito de nascença do cristão. Você ouve palavras como rompimento, conquista, destino. Parece bonito, mas cria uma aversão ao sofrimento.
Para o triunfalista, sofrer é indigno. Existe uma ideia muito comum no meio carismático que diz o seguinte: "Se você tiver fé suficiente, você não deveria de passar por dificuldade financeira, nem enfrentar doença, nem atravessar uma crise prolongada, como se a fé fosse sempre um atalho para o livramento imediato. " Como se triunfar significasse nunca perder, nunca sofrer.
E é claro que Deus cura, é claro que Deus intervém. E isso está na Bíblia. O problema [música] é transformar isso numa regra automática.
Quando você lê as Escrituras com atenção, percebe outra ênfase. Perseverança na pressão, fidelidade no sofrimento, coragem na perseguição. A mensagem bíblica não é: "Você nunca vai sofrer.
" A mensagem bíblica é: "Você nunca vai sofrer sozinho. " Deus não promete eliminar toda a crise agora. Ele promete [música] estar presente na crise e sustentar você e impedir que o sofrimento te destrua, faça com que sua esperança acabe.
Paulo em suas prisões naufrágios seria considerado um derrotado por essa teologia de hoje em dia. Isso cria uma igreja que sabe [música] fazer show de vitória, mas não sabe perseverar na dor. Em terceiro lugar, super sobrenaturalismo, [música] que basicamente é o desprezo pelo comum.
J Pecker definiu isso como uma forma de afirmar o sobrenatural que exagera sua descontinuidade com o natural. O super sobrenaturalista constantemente espera milagres de todos os tipos e fica mais feliz quando pensa que vê Deus agindo contrariamente à natureza das coisas, confundindo o bom senso. Para ele, Deus proceder lentamente por meios naturais é uma decepção, quase uma traição.
Para os super sobrenaturalistas, se Deus cura através de um médico, não foi Deus. foi o remédio. Para ser Deus tem que ser mágico, tem que desafiar o bom senso.
E isso é perigoso porque faz você desprezar as disciplinas espirituais básicas da vida cristã. [música] Ler a Bíblia é chato. Eles querem uma visão.
Orar é lento. Eles querem uma profecia instantânea. Eles viciaram em barulho espiritual e perderam a capacidade de encontrar Deus no silêncio.
Pastores esperando a revelação de sábado à noite, em vez de estudar de segunda a sexta. Esse é um exemplo clássico de como acontece essas coisas. O arroz e feijão faz parte da vida cristã também.
Quarta bomba, emocionalismo, ou seja, a droga da euforia. Primeiro, saiba que Deus criou as emoções [música] e o espírito toca as emoções. Mas o carismático tende a achar que a ausência de emoção é morte espiritual.
Emoções não são o problema. [música] O problema é confundir intensidade emocional com profundidade espiritual. Se o culto não teve choro, grito ou arrepio, então o espírito não tava lá.
Isso é mentira. O espírito estava lá na palavra pregada [música] e no compartilhar da ceia. Mas o emocionalismo cria uma dependência de líderes manipuladores que sabem gerar um clima para você sentir algo.
Existe um risco real daquela expressão emocional exagerada virar apenas um show, um exibicionismo. Ninguém nega isso. Agora vamos falar de um outro lado.
Tome cuidado para não cair no outro extremo. Ficar parado com aquela cara fechada de estátua também pode ser perigoso. Pode ser um sinal de um formalismo frio, de um coração gelado.
Se a gente tiver que escolher entre esses dois cenários, [música] a Bíblia nos dá uma dica muito clara. É muito melhor ter uma vivacidade meio bagunçada, [música] que transborda em amor e alegria em Deus, do que ter uma morte toda arrumadinha. Quinta bomba, eudemonismo ou o vício de sentir-se bem.
É uma palavra difícil para um erro muito simples. Achar que o objetivo de Deus é fazer você se sentir bem. Muitos foram ensinados que a vida cristã é pular de um pico espiritual pro outro numa euforia constante, como se tivéssemos que graduar até atingir um nível de plenitude emocional, onde não iremos mais sentir dor ou ter qualquer dúvida.
Isso acaba gerando cristãos frágeis. Eles não suportam a dúvida, não suportam o luto ou tédio. E quando a vida bate e ela bate, eles acham que Deus os abandonou.
Eles não entendem que o deserto também santifica. Você se sente culpado quando tem dúvidas sobre Deus? Muita gente acha que o cristão precisa viver numa bolha de felicidade constante.
E se você não está assim, tem algo errado com você. Isso é mentira. Um dia, na eternidade tudo será perfeito.
Mas hoje, hoje vivemos num mundo caído. Ter frustrações, dores e dúvidas não faz de você um fracassado espiritual. Não caia nessa armadilha.
Lutar com perguntas difíceis não te coloca fora da graça de Deus. É apenas a realidade de vivermos aqui enquanto esperamos por lá. A sexta bomba espiritual, o antiintelectualismo ou a fé cega.
Quantas vezes você já ouviu a letra mata, irmão, sai da mente, sai da alma, entra no espírito. Isso é uma distorção do que Paulo falava. A letra que mata é a lei sem Cristo e não o estudo da teologia.
Muitos carismáticos demonizam a mente como se ela fosse inimiga da fé. Muitos menusprezam o papel da mente no crescimento espiritual e no amor por Deus. Eles esquecem que o propósito da teologia não é inchar o ego, é promover adoração.
E no final das contas, quem não usa sua mente para filtrar o que houve, acaba engolindo veneno e chamando isso de revelação. dizia o seguinte: "Buscar uma profecia quando surgem questões difíceis, em vez de abraçar o trabalho árduo de estudo e análise em oração, é uma tendência que às vezes se impõe, assim como em outras ocasiões, [música] uma insistência doutrinária de que para cristãos cheios do Espírito Santo e leitores da Bíblia, todos os problemas de fé e conduta se provarão simples. " Não é assim.
Deus desenhou sua mente para impulsionar sua vida espiritual, não para ser um obstáculo. Sabe o que realmente ameaça sua saúde espiritual? Não estudar ou pensar que isso é orgulho.
É aquele desejo pecaminoso de distorcer e estar sempre certo. Sétima bomba é a visão distorcida de sucesso ou pragmatismo. No nosso meio, se funcionou.
é de Deus. Se a igreja encheu, é unção. Se a oração trouxe resultado, então é fé.
Como você mede o sucesso? Por qual padrão você avalia o quão bem você saiu? Quando você faz um balanço da sua vida e avalia a eficácia de qualquer ministério que Deus lhe deu, como você determina o resultado?
Vamos ser honestos aqui. Todos nós caímos na armadilha da comparação. A gente olha para aquelas pessoas que admiramos, que sempre estão nas notícias ou nos feeds das redes sociais [música] e nós medimos o nosso valor pelo sucesso delas.
[música] A verdade é que a gente dá importância demais pra opinião dos outros, seja dentro ou fora da igreja. A gente vê o tamanho do prédio, o número dos seguidores, o impacto visual. E quando olhamos paraa nossa realidade, bate aquela sensação terrível de inferioridade e fracasso.
Eu preciso dizer [música] isso. Essa mentalidade é devastadora. Isso me entristece profundamente porque eu vejo muita gente negociando a verdade.
Pessoas pegando atalho, sua visão do evangelho, afrouxando a moralidade bíblica só para ter mais gente no culto ou para garantir aquele doador importante. O pior, eu vejo gente abandonando tudo que é central, gente que largou o ministério e a igreja por puro esgotamento, achando que falhou com Deus [música] porque não atingiu esses números. Se você se sente assim incapaz ou pequeno espiritualmente, preste muita atenção.
O [música] padrão de sucesso de Deus é totalmente diferente. Sucesso é medido pela obediência e não pelo resultado. Jeremias pregou por 40 anos e ninguém ouviu.
E ele foi um sucesso para Deus. Jesus foi paraa cruz abandonado e venceu o mundo. Oitava bomba, gnosticismo ético ou medo da matéria.
Basicamente, os gnósticos antigos [música] achavam que o espírito era bom e a matéria era má. E isso nos leva a dois extremos malucos. O lado A, se o corpo é mau, vamos castigar ele.
Asetismo extremo, privação, dor. Ou o lado B, se o corpo é lixo mesmo, então bora fazer qualquer coisa com ele. Licenciosidade, zoeira total.
No fim das contas, essa ideia de que a matéria não presta faz eles negarem a própria ressurreição física, a ressurreição física de Cristo. Isso é gnosticismo ético. Odiar a Deus e odiar o que Deus criou fisicamente.
Muitos carismáticos vivem assim hoje. Eles acham que cuidar do corpo, trabalhar numa empresa, desfrutar da criação é menos espiritual. Eles vivem numa bolha gospel.
Mas Romanos 8 diz que a criação aguarda a redenção. O mundo físico foi criado por Deus e chamado de muito bom em Gênesis. Então, sua espiritualidade tem que funcionar na segunda-feira e não só no culto domingo.
Esse desprezo pelo mundo material não é maturidade espiritual. O evangelho, porém, ele anuncia redenção integral, corpo, trabalho, cultura, criação, tá? Tudo incluído no plano da restauração de Deus.
Nona bomba, gnosticismo intelectual ou a elite secreta. O gnosticismo intelectual. Se o gnosticismo ético dizia que o corpo é inferior, o gnosticismo intelectual diz que o problema não está no corpo, está em não ter conhecimento suficiente.
Se cria um medo da matéria e o outro cria uma obsessão por uma suposta iluminação secreta. é a criação de uma elite espiritual. Vocês já perceberam que às vezes parece que existe um clube VIP dentro da [música] igreja?
Sempre existiu na história e hoje a gente vê muito isso no meio [música] carismático, o que nós chamamos de gnosticismo intelectual. É aquela ideia de que existem cristãos comuns e existem os super santos. É aquela galera que jura que tem acesso aos segredos e mistérios e insightes que ninguém mais tem.
E qual o problema disso? Isso cria um abismo. De um lado, a elite iluminada e de outro a ralé espiritual, os crentes de segunda [música] classe.
O perigo é que na busca por intimidade com Deus, o que é bom, a pessoa escorrega pra arrogância. Ela começa a achar que só quem atingiu aquele nível místico é que vale a pena. E é aí que a igreja vira palco para esses círculos íntimos fechados, onde só entra quem tem a suposta revelação.
O evangelho é público, foi pregado nas praças, cuidado com pregadores que vendem segredos inéditos. [música] Geralmente a heresia velha com roupa nova. Décima bomba, Iluminismo ou preguiça de estudar.
É a ideia de que Deus vai colocar o conhecimento [música] direto na sua cabeça, sem esforço. Muita gente acredita que o verdadeiro conhecimento de Deus vem só de uma experiência mística. Aquela luz acende de repente e não do estudo sério das Escrituras, mas de uma iluminação que eu recebi.
Eu não nego que o Espírito Santo nos ilumina, ok? Claro que ele faz isso. O problema é achar que por causa disso a gente não precisa abrir o livro e estudar seriamente.
A iluminação é fruto da investigação. O espírito não substitui seu dever de casa. Ele trabalha através dele.
Orar sem pensar é fanatismo. O segredo está em abraçar os dois, a palavra e o espírito, o estudo e a oração. É assim que a gente cresce de verdade.
11ª bomba, estilo acima da substância. O showman. Priorizar estilo sobre a substância.
Nós temos uma geração de pregadores com uma entrega impecável. oratória perfeita, presença de palco, mas teologicamente vazios. Muitas vezes o objetivo do pregador virou apenas parecer bom.
É tudo sobre a performance, a oratória perfeita, a tática habilidosa de para prender atenção. Mas a pergunta é, ele está trabalhando para parecer um grande líder ou para fazer Cristo parecer grandioso? A gente pode até conseguir enganar a audiência com um ministério cheio de técnica e marketing, mas Deus, a Deus ninguém engana.
Ele vê através da máscara. Mas pastorear uma igreja pequena com o foco num Cristo crucificado é infinitamente mais poderoso do que liderar uma multidão com uma retórica vazia. 12ª bomba, o repúdio pela definição bíblica de fraqueza.
Esse é o ponto crítico da coisa aqui. Esse é o coração do problema carismático. É o repúdiio a fraqueza.
Nós temos o pavor de parecer fracos. Achamos que a fraqueza é falta de fé. Mas leia segunda Coríntios.
Olhe Paulo falando lá. Não estou falando de pecado ou de sofrer a consequência por ter sido desonesto. Fraqueza na Bíblia é abraçar sua identidade como vaso de barro.
é sentir na pele a sua fragilidade. Para Paulo, a fraqueza era passar perigo, fugir escondido à noite de forma humilhante, passar aperto financeiro no ministério, suportar insulto sem revidar. Fraqueza é aquela situação onde você não tem controle nenhum e só te resta depender de Deus.
Agora a pergunta de 1 milhão de dólares. Como algo tão ruim pode ser bom? A resposta é simples e poderosa.
A fraqueza é boa porque ela abre espaço. Sem fraqueza, a gente nunca experimenta o poder total de Deus. [música] Sem ela, a misericórdia vira apenas uma teoria.
É a fraqueza que nos empurra para fora de nós mesmos e nos faz ver a graça de Deus como uma realidade suficiente. Mas calma, isso não significa que Paulo era um masoquista que gostava de sofrer. Ele orou três vezes para o espinho da carne sair.
Ele pediu livramento. A dor não é boa em si mesmo. Só uma mente perversa acharia isso.
Mas nas mãos de um Deus bom, a dor vira uma ferramenta. Então, se você se sente fraco hoje, não se condene. [música] É exatamente aí, no seu limite que o poder de Deus se aperfeiçoa.
13ª bomba, o vício em novidade. Invenção da moda. Ah, quero um negócio novo.
Nós temos um anseio doentil por novidade. É a tal da coceira nos ouvidos. A igreja precisa de uma doutrina nova a cada 6 meses.
É o tribunal, conselho do céu, ativação de DNA, interpretar línguas com iá. As pessoas não querem o feijão com arroz do evangelho. Ela quer algo estranho, algo fresco, algo que nunca ouviu antes.
E aí nasce o fomo, fear of missing out. O medo de perder, o medo de ficar de fora, o fomo espiritual. É aquele medo constante de estar perdendo algo que Deus está fazendo.
Medo de perder o avivamento, medo de não estar na sala certa, na conferência certa, na revelação da semana. Pessoas começam a viver em ansiedade espiritual crônica, sempre correndo atrás da próxima onda, como se o Espírito Santo estivesse sempre um passo à frente delas. [música] E sabe por isso acontece?
Porque na cabeça delas essa novidade sugere que o pregador é tipo um guru. Elas pensam: "Uau, se ele viu isso e ninguém mais viu isso em 2000 anos de igreja, ele deve ser muito íntimo de Deus. Ele deve ter um acesso VIP aos segredos do céu.
Mas cuidado, provavelmente é invenção para gerar notoriedade. O evangelho é antigo, a verdade é sólida, não precisa ser reinventada. 14ª bomba, as manifestações físicas como prova, o tremor.
Então, nós olhamos as manifestações físicas como um sinal infalível. Povo de Deus, vamos ter uma conversa franca sobre algo que acontece em muitas das nossas igrejas. Eu estou falando sobre aquelas manifestações físicas intensas durante o culto.
[música] Tremor, choro compulsivo, cair no chão, riso incontrolável, babar na gravata. A grande pergunta é: isso é sempre de Deus? E se eu não sinto nada disso, significa que o Espírito Santo não está em mim?
Primeiro vamos deixar claro, quando Deus abre os olhos do nosso coração, quando ele se aproxima com o poder e nos revela sua glória, é natural que nossa estrutura física reaja. A Bíblia mostra isso. Somos corpo e espírito.
Então, sim, uma manifestação física pode ser o resultado da presença real do Espírito Santo. O problema começa quando transformamos isso numa regra. O erro fatal é assumir que uma manifestação é um sinal infalível de que o Espírito Santo está presente.
Ou pior, achar que se ninguém caiu ou tremeu, então o Espírito Santo estava ausente. Sabe onde isso leva? leva ao ministério manipulador.
Pregadores começam a usar táticas e truques emocionais e não pregar o evangelho, mas só para induzir essas reações físicas, porque eles acham que isso valida o ministério deles e isso gera uma pressão horrível sobre você que está no banco lá assistindo tudo. Quando a gente acredita que tremer [música] é igual ser amado por Deus, a gente começa a fingir. Muitos crentes cedem ao menor toque ou imitam o irmão do lado só para não parecerem menos espirituais.
Eles pensam: "Se eu não cair, vão achar que eu estou em pecado ou que Deus não me ama". Presta atenção nessa verdade simples. Manifestações físicas não provam nada.
Elas podem ser obra do Espírito Santo, sim, mas podem facilmente ser obra da sua própria carne, emoção e às vezes até de demônios. Então, pare de medir sua espiritualidade por arrepios. Não caia na mentira de que se eu fosse mais santo, eu sentiria isso.
E não julgue seu culto, se ele foi bom ou ruim, baseado no barulho que aconteceu. [música] O Espírito Santo é muito mais profundo do que sua reação fisiológica. E em último lugar, a última bomba, o medo de ser comum.
Eu acho que essa é a raiz de tudo. Vamos ser honestos. Todos nós temos um impulso no coração de querer ser importante, não é?
Você, quem não gosta de ser notado, aplaudido, pensa em como você se sente quando alguém famoso sabe seu nome. Você se sente validado, não é? E o contrário, como dói ser ignorado, tratado como apenas mais um.
Esse desejo é humano. E é por causa desse medo de ser comum que vemos tantas coisas bizarras por aí. Por que tantas pessoas fabricam histórias de milagres?
Por que inventam palavras proféticas? Por que garimpam informações na internet e fingem que foi revelação divina? Porque existe uma adrenalina em ser visto como extraordinariamente dotado.
O ego é acariciado, [música] a vida ganha um novo significado. O desejo de se sentir importante é tão poderoso que cega a pessoa. Ela começa a justificar a mentira.
Ah, se as pessoas estão sendo abençoadas e eu estou me sentindo importante, então vale tudo. Sem contar os convites, as ofertas altas, os elogios das redes sociais que vêm junto com essa fama. Então, eu queria agora terminar deixando algo muito claro.
Minha crítica aqui não é contra os dons espirituais. Eu creio na validade deles hoje e acho que nós devemos buscá-los. Mas é justamente porque eu valorizo tanta obra verdadeira do [música] espírito que eu me oponho com tanta energia a essas coisas.
Porque essas crenças falhas movidas pelo ego e pelo medo de ser comum trazem vergonha para o Espírito Santo e para o próprio evangelho. Não tenha medo de ser comum aos olhos do mundo, contanto que você seja fiel aos olhos de Deus. E se esse vídeo te confrontou e te ajudou e te fez pensar, curte e compartilha com alguém que precisa ouvir dele e deixa aqui os seus comentários e sua opinião.
Eu quero saber qual desses pontos você mais vê acontecendo hoje em dia. E se você quer mais conteúdo bíblico e direto e sem maquiagem espiritual, se inscreve no canal e ativa as notificações. A gente precisa de uma fé profunda, equilibrada, centrada em Cristo e não em modas, não hype, não em palco.
Nos vemos no próximo vídeo.