O jovem de hoje é diferente do que já foi no passado e se você quiser alcançá-lo fazendo aquilo que funcionava nas gerações anteriores, não vai dar certo. Por isso, nesse podcast a gente explica por eles são diferentes e como conectar a Bíblia com o mundo deles, com a forma como eles pensam. Nesse podcast a gente vai falar sobre o que é a revolução afetiva, como a tecnologia e redes sociais estão mudando o cérebro Dessa geração e como as famílias fragmentadas, onde muitos deles crescem, impactam a forma como eles enxergam o evangelho. Além disso, entenda formas
práticas de aconselhar, evangelizar, organizar os ambientes e liderar os jovens de forma que eles deem frutos e não só compareçam a uma programação. para conversar com a gente sobre isso. Tem aqui o Anderson de Lima, que é o líder do ministério de jovens aqui na Igreja Betânia de São Leopoldo, o Hype. E cada batismo que a gente tem é cheio de novos jovens que são fruto desse trabalho. Então ele tem a fórmula. Então vale a pena ouvir o que ele tem para dizer. [Música] Cara, então paradigma que eu já vi do ministério de jovens, nas
igrejas que eu já fui, em outras igrejas que eu já pude visitar, é, vai fazer culto de jovens, faz um miniulto, põe lá um latão pintado de preto como púlpito, bota uma calça Skin, isso, uns palet, um ambiente descolado, um pastor descolado, usando as gías do momento ali, usando uns meme no slide. E é isso, é um evento, às vezes até vem bastante gente, mas por que que tu acha que esse paradigma de ministério de jovens não funciona? Cara, uma das coisas que que a gente tenta trabalhar é que a nossa igreja, ela é uma
igreja voltada para alcançar pessoas que estão sem igreja, né? E aí o que que a gente Pensa, cara? Que que o jovem sem igreja gosta, né? O que que o jovem com igreja gosta? Gosta disso aí, né? gosta desse estilo de culto, mini culto, pegar a mesma ideia de um culto de domingo, uma pregação mais escolada, uma música mais às vezes mais rock and roll, se tu fora geração um pouco mais anterior, né, tipo a minha assim, né, que era aquele, se tu for de uma geração mais recente, vai ser o o o a música
mais lenta, essa música mais Worship, tudo mais, tal, que é as músicas que bombam agora no meio gospel. Então, ã, é um culto mais jovial. Uhum. né? Nas igrejas normalmente é um culto mais jovial. Como a gente quer alcançar o cara que normalmente não iria numa igreja dessas, a gente tem que fazer o que essas igrejas não estão fazendo. Então a ideia é a gente construir um ministério que seja atrativo para jovens que normalmente não frequentam a igreja ou que desistiram desse tipo de igreja. Não que a gente não vai tentar alcançar o jovem que
foi crente ou que é crente, o que tá ruim na igreja dele e tudo mais, tal, mas não é o nosso nosso foco principal, né? para quem a gente tá pensando, mentalizando quando a gente cria a nossa estrutura. Então, a gente esqueceu tudo isso, a gente deixou isso tudo de lado, a gente, né, não olhou para esse jeito de fazer culto jovem e pensou assim: "O que que nós poderíamos fazer que geraria um ambiente onde essa Galera possa relacionar?" Porque uma das dificuldades do jovem hoje é relacionamento. Ele não tem um ambiente legal onde ele
possa relacionar, um ambiente bacana com pessoas legais e tal. Vamos criar um ambiente onde ele possa relacionar, onde ele possa ouvir uma mensagem bíblica e contextualizada, né? Que faça sentido para ele hoje, pegar histórias bíblicas que façam sentido para ele hoje, que resolvam os problemas dele hoje e vamos fazer sem Hora para acabar, né? O pessoal não sai pros pub aí pras pr pras festas e fica até tarde, não sei o que, na sexta-feira, no sábado. Vamos proporcionar para eles esse ambiente onde eles vão estar cercado de gente crente, gente boa, gente que ama Deus
e que vai estar ali tendo uma conversa, tendo outra, uma orientação e tal. Então a gente criou todo esse esse ambiente diferente do que simplesmente tu ir lá, assistir um culto E ir embora. Então a gente a gente inverteu isso no sentido de tipo assim, não vamos criar um lugar que os caras queiram ficar. Eles chegam e tipo assim, cara, não tô com pressa para ir embora, vou ficar aqui até a hora que der para ficar, né? Umaã, 1 hora da manhã, 1:30 da manhã, né? E e só vou sair daqui em vez de ser
quando o DJ também sair, quando o líder também sair, né? É mais ou menos assim que eles fazem na sexta-feira, né, cara? É, eu acho muito legal, porque isso é uma mudança de um paradigma mais de evento, um pouco mais em pessoal e com uma só com uma cosmética diferente ali no culto para uma coisa de relacionamento. E eu sei que tu pensou todo esse novo paradigma de ministério de jovens que tem dado muito fruto aqui. A gente fica muito feliz com isso. A partir de algumas leituras que tu fez da cultura atual e quais
os conceitos que moldam a cabeça dos jovens de hoje. E um Desses paradigmas, desses conceitos, é a revolução afetiva. Uhum. que tu usa muito para conseguir entender como é que eles pensam. Tu poderia falar um pouco mais por que tu considera esse uma das características definidoras assim da geração atual? Cara, a revolução afetiva é eh a gente vive em revoluções, né? Tipo assim, ah, revolução sexual lá no na década de 60, 70, movimento hiip, não sei o que e tal, que vão mudando algumas Coisas nas na próxima geração que tá chegando, né? Então ela quebra
um paradigma com a geração anterior e traz algo novo, algo que rompe. E aí a geração nova sempre propõe uma ruptura da geração anterior. E a revolução afetiva, que é o que tá carregando essa nova geração, que é o que tá levando essa nova geração. E aí com ela vem vários movimentos, eh, cultur, movimento LGBT, que é a mais e tal. todas essas essas coisas que envolvem a revolução Afetiva, ela traz um novo pensamento, né? Lá na revolução sexual da década de 60, 70, com o movimento HIP, era a libertação sexual das pessoas. Tipo assim,
cara, agora você vai você vai viver o sexo à vontade, você vai sexo drogas em rock roll, era o lema da galera, né, naquela época. Eh, agora, agora o foco não tá no sexo. Por mais que o movimento LGBT que a mais pareça falar de sexo, né, da sexualidade das pessoas, não. O foco não é isso. O Foco não é o sexo em si, a relação sexual. Tanto que os alguns estudos mostram para nós que a geração Z, que é essa geração que a gente tá abrangendo aí dentro do nosso dentro do hype ali, dentro
do nosso grupo jovem, é uma geração que transa menos, transa muito menos do que as gerações anteriores, do que a geração da década de 80, década de 90, os milênios e tal, porque o foco da revolução afetiva não é tipo assim, cara, você precisa Transar, você precisa se libertar sexualmente e tal. O foco da revolução afetiva, tá? O que você sente é quem você é. E aí isso tem um perigo. Parece bonito, parece legal, né? Tipo assim, eu vou viver pelo que eu tô sentindo, né? Eu vou ser autêntico, né? Que que normalmente o que
a revolução afetiva quer vender é a autenticidade. Você só é autêntico se você vive tudo que você sente, vontade de fazer, né? E aí isso gera uma série De problemas, porque quando a gente vive pelo coração, a gente cria um problema. Jeremias capítulo 17 versículo 9, né? Jeremias vai dizer assim, ó: "Enganoso é o coração do homem. Quem poderá entendê-lo?" E Deus, sabendo disso, e ele criou formas de colocar a gente nos trilhos. Porque ele sabe que quando a gente vive conforme o nosso coração, conforme as nossas vontades, cara, a gente gera uma série de
problemas. A gente se enfia num monte de burrada, a Gente faz um monte de coisa que depois a gente se arrepende. A gente cria problemas que não precisam, a gente toma decisões impulsivas, briga, faz bagunça, né? E aí o ser humano tá cada vez mais emocional, né? Então a gente tá fazendo um a gente tá fazendo uma uma volta, né? A gente se tornou uma sociedade racional, né? uma uma sociedade eh científica, até e agora a gente tá indo para uma outra coisa, o pós o pósmoderno, a sociedade pós-moderna, Pós-cristã, é uma sociedade já não
mais tão racional, mas espiritualista assim, né? Tudo nos sentimentos. Ah, onde eu me sinto bem é onde eu tô legal, né? onde, ah, não, aqui eu me sinto bem, eu venho no culto, eu me sinto bem, a mensagem aqui é boa, mas eu vou ali no no centro espírita, é legal também, eu eu não sei o quê, e o meu colega lê a mão lê minha mão lá, né, e vê a minha sorte ali e tal. E isso reflete na área sexual, né? Então, tipo assim, a revolução afetiva, Ela vem vendendo eh ela vem trazendo
uma uma bandeira, né? Ela traz a ideia de uma marca, uma bandeira, onde tu te identifica onde tu chega, né? Então, tem três coisas que a revolução afetiva faz que que ela ela meio que roubou do do cristianismo, né? Tu cria uma comunidade mundial, internacional, que onde tu for, tu vai ser reconhecido. Então, de chegar na na China hoje com uma pulseira LGBT, a pessoa sabe que você faz parte daquele movimento, que você acredita nas mesmas Coisas que ela, que você tem a mesma percepção de mundo que ela e que ali você vai ser bem
acolhido, né? Então você criou um símbolo de identificação mundial, uma marca. Eu pertenço a um grupo, eu pertenço a um a a uma comunidade mundial, né? Eles propõem uma solução pros problemas do mundo. Tipo assim, não, vivendo desse jeito, vivendo baseado nos sentimentos, vivendo, deixando aquilo que você é refletir na sua vida, na sua Sexualidade, isso vai resolver os as pessoas vão ser menos preconceituosas, as pessoas vão ter, o mundo vai ter menos problemas, porque o mundo é problemático por causa desse sistema que a gente tem patriarcal e não sei o quê, não sei o
quê, não sei o quê, né? E e o que a gente vê é que não é isso que tá acontecendo. O mundo não tá melhor. O as pesso não é essa, né? Tu faz entrevistas com eles de de nessa área emocional, eles eles sentem que o mundo tá Piorando, que a vida tá pior, que a vida tá mais triste. É uma geração mais triste que a anterior, é uma geração mais depressiva que a anterior, é uma geração que suicida mais que a anterior, né? Então eles vendem essa propaganda da comunidade mundial que você pertence, que
traz uma solução pro mundo e e que ela ela transforma a sua vida, ela te liberta, né? Ela ela ela traz libertação pra sua vida, que é me parece, né? O que o Cristianismo deveria vender, né? novo evangelho, um novo evangelho é quase como se tivesse fazendo, eles pegaram o que a gente faz, o que que é o pecado na versão deles, que que é boa nova, o que que é escatologia deles. E aí distorceram isso para, né, para fazer o pecado deles é o conservadorismo, né? É ser conservador, é a igreja, o anticristo deles
é Jesus, né, e tal. Tipo assim, cara, eles eles inverteram tudo, né, do que a gente faz. Inverteram. O diabo, o diabo traçou aí um, né, um plano de fundo aí que ele conseguiu fazer, né, tipo uma igreja. É quase como uma igreja, né, uma uma comunidade ao qual tu pertence, né? Uhum. E eu vejo que que isso acaba se tornando um problema, né? Porque, tipo assim, existem pessoas com problemas que que com problemas sexuais que elas se impõem, tipo assim, o cara decide perverter e vai fazer um monte de coisa. Tem aquelas pessoas que
nascem assim, Tipo assim, o cara nasceu com essa tendência e tem aquelas pessoas que sofrem uma grande decepção, um abuso e alguma coisa. E para cada caso desses, a Bíblia tem um tratamento, ela tem uma orientação, uma forma de tratar, né, de como é que eu vou, como é que eu vou, vou caminhar com essa pessoa, né? Ah, o cara que perverteu, cara, arrepende, volta, reorganiza tua sexualidade, vive uma vida legal e bacana e tal, né? é o cara que nasceu assim, beleza? Você vai Ter que, né, tomar algumas decisões que são difíceis, se manter
solteiro, mas, cara, todos nós somos pecadores e todos nós estamos todos os dias negando nossas vontades, os nossos desejos para viver com Jesus, né? A caminhada cristã é isso, né? É abnegação, é carregar nossa própria cruz e tal, é fazer esse esforço em prol de Cristo e tudo mais. E e e a gente vê que que aí a a eles criam esse esse pano de fundo em que, tipo assim, cara, você pode viver, né, Do jeito que você quiser, conforme seu sentimento, conforme o flow do momento, né? E aí, cara, isso vai gerando uma série
de problemas, uma série de problemas. Então esse a revolução afetiva, ela gera esse essa comunidade com senso de pertencimento. Esse aqui é o meu grupo. Ela tem uma marca forte, bons slogans, né? O pessoal esse sabe criar bons slogans que a galera adere marcas, né? Uhum. Sim. Símbolos. Símbolos. Isso mesmo. E elas têm esse Novo evangelho, né? uma proposta de por que o mundo tá assim, como é que a gente vai resolver para canalizar esse senso juvenil de querer fazer alguma coisa para deixar o mundo melhor e principalmente a identidade deles deixa de ser vindo
da família, da, sei lá, da sociedade, dos ancestrais, de uma coisa racional que ele parou, pensou e ah, isso aqui que eu vou fazer e passa a ser direcionada pelos sentimentos, que que ele tá sentindo no momento, como é que Tu vê essa esse novo paradigma de identidade baseado nos sentimentos, em como eu me sinto, se manifestar na prática assim, nos jovens que tu acompanha, aconselha e vê se manifestarem nas redes sociais, como é que tu vê se materializando isso, cara? Tu vê, por exemplo, assim, eh eh e e eles vivem em crise de identidade,
né? Eh, não só pela questão sexual, mas por tudo, né? Eh, tem várias tem várias Coisas, né, que geram essa essa crise de identidade jovem, né? Tipo assim, cara, a geração dessa galera, geração Z, é a geração que vem de pais separados, pais divorciados, é a geração que, e a isso gera uma série de problemas emocionais, de de de desenvolvimento, tudo mais, tal. O filho vira uma barganha dentro do casamento. Tem várias coisas que acontecem ali que são problema, é a revolução afetiva, a a questão da da exposição à Rede social, a internet e tudo
mais, é essa essa alta alta descarga de de adrenalina de adrenalina, não, de dopamina no cérebro de prazer, essa renovação de prazer muito rápido no cérebro, acesso à pornografia e tudo mais, né? Isso vai gerando uma crise, uma crise de identidade. Então eu vejo muitos jovens apáticos, o sentimento de tipo assim, pá, tu olha assim, pá, o cara meio triste assim, meio para baixo, né? Meio ah, assim, sempre meio parece que os ombros pesam em cima do corpo assim, né? Cabeça baixa e não sei o quê. Unos idosos, né? Antes da hora. Uns idoso, antes
da hora assim, né? E cara, é o hype da vida, né? O, a palavra, o hype, né? a gente escolheu esse esse nome por causa disso, que tipo assim, cara, é um momento top da vida, né? Tipo assim, cara, é o melhor época da minha vida. Foi a minha a melhor época e eu eu fiz muita coisa errada. Eu já peguei um Pouco disso, dessas coisas também. Eu não fui um jovem feliz assim, né, que aproveitou tudo, mas eles estão estão perdendo um período, um período um período muito bom da vida, um período muito bacana
da vida, né? um período, onde que a gente faz muita coisa legal, a gente cria muita amizade, desenvolve e tal. Aí a gente vê os jovens se isolando, então eles vão pr vão pr pra jogos, por exemplo, vão pr pra questão De de de jogar online, não sei o que e tal. E cara e e ficam naquele relacionamento lá e não relacionam com outras pessoas presencialmente, né? Não que eu seja ruim, eu gosto muito, né? A gente gosta, né? Jogar umonezinho ali, um fifinho, um negocinho C Dut, um RPGzinho que eu também gosto, né? Um
scarving lá e tal. Só que a vida não é só isso, né? O problema é quando, cara, a vida isso, isso vira a vida do cara, né? Então essa Crise de identidade, o cara vai tentando preencher com várias coisas, vai tentando preencher com com com todas essas coisas que o mundo vai oferecendo para nós, as tecnologias, os fáceis acessos, distrações e tudo mais. E isso não vai satisfazer. E não satisfaz. E não satisfaz. E aí o cara já acostumou com a dopamina rápida e aí já não satisfaz mais não sei o que e tal. E
aí a galera vai ficando abatida, vai ficando apática, né? E aí isso isso gera Assim até uma dificuldade de fazer os caras vi pra igreja, né? Que daí eles vão ficando meio meio bicho do mato assim, eles não querem mais sair de casa. Então eh ficou muito comum agora depois da pandemia a gente vê muitos jovens reclamando de fobia social, né? Então eles acostumaram, foram dois anos que eles ficaram sem relacionar direito com as pessoas, trancado dentro de casa, assistindo aula pelo pelo computador, jogando pelo computador, fazendo tudo Pelo computador, tudo pelo pelo online. E
aí quando eles saíram, pá, assustou, né? Bateu medo, porque é um período de formação do cérebro, da do caráter, da mente e tal. E aí esse esse esse período criou-se uma lacuna ali. E aí agora tu tem que recuperar esse esse negócio e aí gera uma série de de problemas. Então assim, eu vejo dificuldade em fazer eles vir pra igreja, convencer eles de tipo assim, não vai lá, tá, mas vai ter Gente, vai ter gente, cara. Ah, não dá, né? Ah, se não tivesse gente eu iria, né? Porque pá, tem um cara legal, tem um
cara tem gente lá, não sei o que, né? Não, mas o pessoal é legal. Aí você assim, ah, não, mas eu vou me sentir sozinho, vou me sentir excluído, cara. Mas vai lá, vai ser legal, o pessoal vai te receber bem e tal, né? Aí o cara chega, o cara fica encolhido, o cara, né, até começar a soltar, tu vai dar um abraço num desses, o cara faz todos Assim, né? Eu brinco com com alguns deles assim que já tipo passaram disso e que tu vê assim que Jesus transformou os caras, né? E aí assim,
cara, eu ia te abraçar, tu fazia assim, não sabia nem que fazia com os braços, assim, ficava, né, com os braços sem saber onde colocar, né? E agora tu vem, tu me abraça, quase me quebra a costela, né, e tal. Porque ele aprendeu, aprendeu a relacionar, aprendeu a a ter esse momento de contato físico, a olhar nos Olhos, a ter uma boa conversa, né, e tal. E eles precisam disso, cara. Os jovens precisam disso. Uhum. E eu eu vi que a a questão que tu tinha citado antes da revolução afetiva, ela é uma coisa mais
no campo ideológico assim, né? É uma certa são conceitos que são vendidos para eles absorverem e orientarem quem eles são a partir daquilo. Mas tu citou outras coisas que vem de outros lados. por exemplo, como é que a tecnologia Afeta o cérebro dessa geração, o jeito dela relacionar ou fragmenta a tensão deles e vicia o cérebro deles de uma dopamina rápida de vídeos de 15 segundos e o mundo lá fora não dá tanto dopamina que nem aquela experiência ali online no celular. Uhum. Eh, como é que tu vê o impacto da da tecnologia tornando essa
geração mais ansiosa? E que outros impactos tu vê nos jovens que chegam aqui no no Hype, que é o nome desse ministério de jovens? Cara, é eh tu vê Tu vê assim até na forma de de levar a mensagem para eles, eu tive que ir adaptando e mudando ao longo do tempo para conseguir manter a atenção deles, né? Então, então, tipo assim, lá no começo a gente era em cinco, seis pessoas e tal, a gente sentava numa mesa, a gente conversava, não tinha slide, não tinha nada, abriu o celular ali umas passagens bíblicas, né, explicava
a história, trocava uma ideia ali, fazia, né, aquela, aquela aquela a Gente usa aqui a pregação de um ponto, se você não conhece, cara, estudo sobre isso, muito bacana, muito bom para contextualizar e tal. E fazia a pregação de um ponto mais na mesa assim, né, que nem a gente conversando aqui e tal, daí um conversava, o outro falava, né, e tal. Aí a coisa foi crescendo, a coisa foi crescendo, foram chegando mais pessoas e aí eu comecei a observar que aquele jeito ali não dava mais. Aí eu tive que Botar um slide, botar um
negócio. Só que daí o slide muito tempo ali também parado, cara, tu perde o cara, o cara não fica, né? Por quê? Porque ele tá acostumado com aquela frequência do Instagram, do TikTok, da rede social, do do jogo que ele joga, né? Do para quem joga Warzone, cara, é uma loucura às vezes, né? O cara chega rusando assim, pá, pá, né? O Luiz aí, nosso amigo que sai rxando de sniper, né, por aí, né, cara? É uma coisa frenética, o cérebro é 1000. E aí, se tu não não acompanha esse ritmo, cara, os caras vão
dormir sentado ali, os caras vão distrair, vão pegar o celular, vão conversar com o cara do lado, tal, né? Uhum. E aí eu vi isso aí uma vez e eh o o Mateus foi pregar uma vez com nós ali, a primeira vez que o Mateus foi dar mensagem ali com nós ali. E aí ele ele foi na conversa assim no celular ali e tal e aí eu via que ele ficou, né, tipo, a galera começava a conversar e começou A a dispersar e não sei o que e tal, né? E aí ele chamando assim, não
e aí fulano fala aí um negócio, né, para para trazer os caras de volta, porque eles são muito estraitos, né? E e essa exposição a a à internet. Aí tem alguns estudos que mostram que, por exemplo, ah, esse esse esse não sei se é uma epidemia, uma, mas a o aumento do TDH, dos casos de TDH não tá relacionado diretamente ao diagnóstico. Ah, porque a maioria das pessoas vai dizer assim, Não, aumentou, aumentou os profissionais que dão diagnóstico sobre isso, aumentou os casos, né? Uhum. Mas a gente vê alguns estudos relacionando o aumento do TDH
à exposição à rede social. Humum. Né? Porque tu muda a forma como o cérebro lida com essas experiências de prazer e com essas experiências de aprendizado e de informação e tudo mais. Então, então o cérebro vai criando conexões diferentes. Ele vai mudando fisicamente, Ele vai mudando como ele faz essas conexões e essas esses links cerebrais. a ponto do cara já não conseguir mais absorver uma informação no estilo antigo, né? Tipo assim, cara, fazer o cara pegar um livro, tipo assim, né? Eu eu quando eu eu tava na minha juventude lá, minha adolescência, eu eu era
meio comunista assim, né? Quem não teve uma fase meio comunista lá, meio comunista, ah, professor de história era muito legal, né? E aí eu fui na biblioteca da Noinos e peguei o capital para ali, né? E li o capital. Cara, é um camalhaço assim de folha assim, né? É muita coisa, né? Um português meio arcaico assim, meio pesado, mas eu li, eu tipo, não, eu vou ler isso aqui, vou entender e tal, né? E eu li, entendi e tal, né? E perdi um tempão ali, né? Porque não me serviu de muita coisa. Eu achei que
era uma coisa e era outra. Era um livro de economia, não era o que eu tava pensando na época, Né? E aí, e aí, cara? e tu pegar e passar uma informação desse jeito quadrado, desse jeito que a gente tá acostumado a receber, que a gente foi criado, a receber já tá mais difícil. Não é impossível, né? Tem jovens que leem livros grandes, tem jovens que, né, o cara aprende. Da mesma forma que o cara aprendeu a receber informação rápida, curta, em vídeos de 15 segundos, ele pode reaprender a receber informações do Outro jeito. Tem
que treinar o teu cérebro para isso, né? Se a gente não treinar, não aprende. Então, então o cara pode aprender, o cara pode, mas mas fazer essa, essa movimentação é é difícil, né? Então, tipo assim, eu tive que adicionar, por exemplo, vídeos à mensagem, músicas, trechos de música. Então, tipo assim, ah, eu inicio a mensagem, dou um pouco da mensagem, pá, vídeo. Uhum. Né? Aí passa um vídeo, aí daqui a pouco mais um Pouco de mensagem, pá, uma música. Uhum. É. E aí para para chamar a atenção, um negócio diferente ali e tal. inteiro. Isso
aí. Aí, fala um pouco mais, fica um pouco mais lento, fala um pouco mais sério, fala um pouco mais, né? Aí o, ah, tá, o cara fica, né? Aí passa um slide, aí um slide vem o meme, daqui a pouco vem um negócio engraçado, daqui a pouco vem um negócio mais sério. Aí essa oscilação gera mais ou menos essa oscilação, essa esse essa cadência, Né, que a rede social acaba gerando pro cara, só que num ritmo um pouco mais lento, né? Porque na rede social ele tem opção de passar se ele quiser, né? Ali enquanto
tá dando mensagem, ele não tem essa opção, né? Então ele fica até o final e ele ele presta atenção. E é legal, cara, ver como eles eles concentram na mensagem, né? Mas tu tem que entender, tu tem que entrar dentro da mente deles lá e entender como funciona, né? Tipo, eu não sou muito Velho, né? O cara, eu tenho 30 anos, né? A gente é novo ainda, né? A gente é praticamente da geração Z, né? Praticamente um pezinho lá, um pezinho aqui, né? Praticamente que eu cresci já com celular, quase com internet. Mas mas é
é nítida a diferença. Já tem muita diferença, muita diferença na forma de enxergar o mundo, de pensar, de raciocinar as coisas, né, e tal. E aí, cara, tu precisa entrar na mente dos caras e entender como eles pensam. Cara, Eu acho muito legal essa tua atitude de lidar com jovens, até com coisas assim que eh reconhecidamente que são problemas dessa geração, né? Tem tem aqueles pastor mais old school assim que chega, nessa geração tá tudo errado porque não sei o quê, porque na minha época era diferente. Eles têm que aprender a fazer as coisas do
jeito que era da época dele. Mas tu não, tu tu fez uma leitura e tu tentou adaptar jeito de fazer mensagem, de pregar ao jeito que Eles são. Não importa seja características boas ou ruins, né? Variando os estímulos no meio da mensagem pro cara manter a atenção. Isso eu acho muito legal. Eu acho que isso também é uma coisa que faz o Ministério de Jovens do Hype dar certo, que talvez outros não tenham, não deem tanto certo, que fazer essa leitura e conseguir se adaptar. Isso eu acho muito bacana, cara. Tem um tem uma teve
uma mensagem, eu eu dei ela esse ano agora, não me Lembro ao certo quando é que foi, né? E aí eu faço uns negócios assim, eu busco referências na cultura deles lá, né? No que eles gostam de assistir, no que eles gostam de ver e tal, né? Então eu às vezes eu preciso olhar uns doramas, preciso olhar alguns animes, eu tenho que olhar alguns filmes, né? Coisa que às vezes, ah, não tô tão afim de olhar isso aqui, mas vou olhar. E cara, acabo gostando, né? Porque é bom, é legal, tem bastante coisa legal. Sim.
E aí? E aí? Até os dorema eu tô gostando agora, né, cara? Até até o coraçãozinho com o pessoal me pegou o Doreba. O Dorebus no amor é bom demais. Esse é bom. Esse é bom. Esse vale a pena. Uhum. E aí, cara? E aí eu peguei e e fiz uma mensagem era sobre amizade, sobre não desistir das pessoas, né? Não abandonar os amigos. Aí falei numa parte da mensagem assim: "Ah, porque esse personagem que vai aparecer agora é um cara que não desistiu dos amigos, que Lutou por eles, que foi traído, mas foi atrás
do cara e não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê e tal, né? E enfrentou coisas pesadas e difíceis, se sacrificou paraos seus amigos, quase que dando a vida por eles, né? Aí foto do Naruto, pá, a galera enlouqueceu, né? Ah, o Naruto é isso aí, não sei o quê, sei o quê. Só que esse cara que vai aparecer agora, ele fez mais daí mais coisas, né? E ele deu a vida pelos amigos. Ele não só quase deu, mas ele Deu a vida pelos seus amigos. Ele chamou aqueles por quem ele
deu a vida de amigos. E aí Jesus, né, pai? Daí pá, então eu faço eu faço eles linkarem as coisas que eles gostam com a Bíblia. Porque uma coisa que que eu percebi é que assim, ó, essa geração eles não são mais, eles não têm quase que nenhuma conexão com Deus e com a Bíblia. Eles são criados em lares de pais gnósticos, pais ateus que que não tem nada a ver com a Bíblia ou ou em famílias que estão Nessa linha mais espiritualista assim, sabe? Ah, é a família católica, mas vai em todas, né? Vai,
vai em qualquer coisa que dizem que é bom, que é legal. É isso, boas vibrações, manda energia pro universo, não sei o que e tal. Boas vibrações. E aí eles crescem dentro de casa sem nem ter a Bíblia lá aberta no Salmo 91, ou aquele quadro da Santa Ceia na parede, ou uma cruz no quarto de alguém no meio da sala e tal. Qualquer referência à fé cristã Foi tirada do meio deles. Não tem referência. Então eles não conhecem nenhuma história. Eles não conhecem as histórias da Bíblia. Eles não conhecem o que que a Bíblia
fala e tal. E muita coisa no storyting e de como as histórias são contadas, de como essa coisa do do herói que se sacrifica, do não sei o quê, não sei o quê, tá muito conectada à Bíblia, principalmente do lado americano, né? Porque os americanos usavam essa a ideia, né, do storytelling Bíblico para contar as histórias nos filmes deles, nas coisas e tal, né? E e aí e aí muita coisa que a gente vê nos filmes e nas coisas e tal, tal. tem origem lá na Bíblia ou são problemas humanos que têm uma resposta bíblica,
são pecados com resposta bíblica, né? O o tem alguém na Bíblia que passou por uma história parecida ou tem alguém na Bíblia que fez algo semelhante, ou tem uma história na Bíblia que é muito similar àquela, mas o final é diferente Porque esse cara confiou em Deus e fez certo. E o cara do filme, o personagem não conhecia Deus, não sabia quem era Deus e aí fez errado. E aí quis vingança, quis não sei o quê, não sei o quê. mais aquele que amava Deus, a vingança do Senhor, não sei o quê, não sei quem,
sabe. E aí eu faço esses links para dizer assim, tipo, cara, o que vocês estão vendo aí não é novo. Isso aí foi inventado há 2, 3, 4, 5000 anos, 1000 anos atrás, quando Deus estava Escrevendo a história dele pra gente ter hoje. Então, tá aqui, você só não sabe disso, mas tá aqui, né? Tipo, tudo que você admira, tudo que você acha legal, todos os seus heróis e personagens favoritos, todos eles, se tu for analisar as histórias de vida dos caras, vai ter uma um link bíblico lá para te achar alguém que Então, então
uma das minhas missões é é fazer com que essa galera entenda que a Bíblia é importante, porque para eles, cara, é um Livro antigo, é um livro que não faz sentido. É, muitos deles nem entendem, tipo assim, ele eles acham às vezes que é um livro que uma pessoa escreveu, tipo ele do início ao fim, né? Então, tipo, eles não entendem que são é uma coleção de 66 livros, vários autores, escrito em três continentes, pessoas de culturas diferentes, escrito em hebraico, grego e aramaico. Só Deus pode fazer uma coisa dessa. Só Deus pode criar um
livro tão tão coerente, perfeito do de Gênesis, Apocalipse, tudo se conectando por causa da semente que é Cristo, né? Que vem vem encaminhando na história e ele surge, aparece, faz o que tem que fazer e depois deixa a esperança para nós da vida futura. Eu tenho que, a minha, uma das minhas missões principais é mostrar para eles que, cara, a Bíblia tem as respostas, que o problema que ele tá sentindo hoje de desânimo, solidão, que o que o o sentimento de às vezes de Abandono da família, porque eles sentem muito isso, abandono da família, essa
ansiedade constante em que eles vivem, a crise de de identidade que eles sentem, o saber lidar com os sentimentos, porque daí como o sentimento tá muito aflorado, né, tipo viver pelo sentimento, Ento, eles às vezes não sabem lidar com isso e aí ficam perdidos. A Bíblia tem as respostas, tá tudo aqui. Tá tudo aqui na Bíblia. Personagens que passaram por Isso, que enfrentaram isso, que venceram isso e aquilo. É só a gente parar e olhar para cá, olhar pra Bíblia. Top. Eu acho bacana essa questão que tu entra no mundo deles Uhum. E de dentro
do mundo deles tu pega pela mão e leva até a Bíblia. Tu não fica lá de cima falando da Bíblia, ah, vocês que venham e entendam. Não, você faz esse movimento. Isso eu acho que também é um diferencial pro negócio dar certo. Para mim o Exemplo principal disso é Paulo lá. Acho que é Atos 17, quando ele chega para pegar em Atenas, né? E aí a coisa não tá indo bem e tal, não tá dando muito certo. E aí eu chamo ele para pregar lá no no aerópago lá e ele começa a usar as referências
dos caras. Ele vai lá e cita um filósofo, vai lá e cita um poeta, ele usa o monumento ao Deus desconhecido e tal, porque ele conhecia a cultura dos caras, sabia o que aquilo ali significava para eles e que tinha uma História ali por trás daquele negócio e que se ele usasse aquela história, eles iam dar atenção para ele, né? Então eu faço mais ou menos esse movimento, né? Paulo é minha inspiração nesse sentido assim, né? Tipo assim, cara, aqui tá minha inspiração de como é que eu devo proceder de como é que eu devo
me preparar, me organizar para dar as mensagens, né? para que eu consiga alcançar essa galera em vez de poeta grega Naruto. É Naruto. É Naruto. É Boruto agora, né? Boruto. É. É. Os alguns animes mais novos aí que eu não conhecia, eu tô conhecendo agora, né? Tendo que aprender alguma uma leva de animes novos aí também, né? Muito bacana, cara. Tu citou de passagem em vários momentos a questão da influência que a família tem, né? as famílias fragmentadas que as os jovens têm hoje, como isso influencia a visão de mundo que eles têm, como essas
famílias secularizadas assim que não tm Deus, né, Na sua cósmovisão, como é que elas influenciam a cultura, a falta de cultura cristã dessa geração e como é que essa má relação com os pais, que é muito comum, influencia até a percepção que eles têm de quem Deus é, né, como um pai. essas essas imagens que a Bíblia traz de Deus como um pai às vezes não funcionam bem para isso. Como é que tu como é que tu vê essa essas situações familiares dos jovens impactar no teu ministério Assim no dia a dia? Cara, eu não
tenho, eu quero ter, eu ainda não tenho assim, tipo, anotado certinho quantos jovens eu tenho que são de famílias divorciadas e pais que separaram ou foi criado pela avó e não sei o quê, mas que não tem uma família, digamos assim, bem estruturada, né? tem problemas e às vezes mesmo o que tem a família, a família tipo é zoada assim, né? É bagunçado. Mas assim, ó, uns 80%, né, do público que frequenta aqui, que os jovens que Vem é muito é de famílias de pais separados. Eh, às vezes o pai e a mãe separou, a
mãe casou com uma mulher e o pai casou com outra mulher e tem outros filhos e aí abandona o meio que abandona ele ou tá sendo criado pela avó ou por um tio ou ou o pai e a mãe casou com uma pessoa que não gosta. Aí, tipo assim, às vezes o o novo companheiro da mãe não gosta deles e tal, né? Então, essa figura paterna, ela tá completamente bagunçada na cabeça deles, né? Então, Tipo assim, normalmente, normalmente, né, eu converso com eles assim, normalmente eles não gostam do pai, né? A mãe também, em vários
casos, a mãe também, mas principalmente o pai, porque tem um padrão social que, tipo assim, normalmente o pai abandona a família, né? O pai abandona, vai viver outra vida, vai criar outra família e tudo mais e tal, né? Eh, eh, e e abandona os filhos, abandona a família e aí gera essa esse sentimento ruim a quem é o Pai. E aí, muitas vezes, quando eu vou ler na Bíblia passagens que Deus se apresenta como pai, né, eu preciso dizer para eles, ó, mas não é o seu pai, não é esse pai, esse é o pai
eterno, né? Esse esse é Deus. Ele é um pai diferente. É um pai que é como o seu pai deveria ter sido, mas não foi. Eu evito às vezes usar passagens que falam como pai ou pegar uma tradução um pouco melhor ou usar termos como Senhor, Deus, né? Eh, mas quando tem quando quando usa a Palavra pai se referindo a Deus, eu eu contextualizo para eles o que isso significa. Eu explico, eu paro um pouco ali o que eu tô falando na mensagem, ó. Mas esse pai aqui não é o seu pai, não é o
pai que te magoou, não é o pai que te abandonou, não é o pai que te bateu, não é o pai que bateu na sua mãe e fugiu de casa, não é o pai que chegava bê todos os dias e tal. E aí o que que normalmente eu digo para eles quando eu tô tendo conversas Mais próximas, né? E aí eles trazem esses problemas, essas dificuldades de relacionar com a família. Eu digo assim: "Cara, a sua família não é mais a família referência para você. Você veio para cá, você batizou, você tá caminhando com a
gente, cara. Agora a gente é a sua família. A gente é a família de Deus. Você foi enxertado junto com nós nesse negócio aqui e nós somos seus irmãos. Nós somos o Tu quer ter uma referência de pai? Olha pros Bons pais da igreja. Olha pra igreja os as referências que tem dentro da igreja de pai e de mãe. Cara, essas vão ser as tuas referências agora. Tu quer ser um bom filho, não olha pros filhos fora da igreja. Olha pros filhos de dentro. Ó, esses ver bons filhos de dentro da igreja e disse: "Cara,
esses são as minhas referências de filho agora. Essas são as minhas novas referências de família." Então, às vezes eu vejo muitos deles reclamando ou Dizendo que que não querem casar ou não querem relacionar ou não querem dar um, né, levar um relacionamento com outra pessoa a um passo de um casamento, porque, tipo, tem experiências ruins em relação a isso. Aí eu digo para esse cara, esquece tudo isso, né? Eu sei que é difícil, eu sei que é complicado, mas esquece. Esquece que agora a tua referência de família é essa família, né? Olha, olha para mim,
olha pro Mateus, olha pros pastores da igreja, olha pr pros pros caras bons da igreja, os pessoas que que tu vê que são pessoas corretas, certas, que que estão vivendo uma vida bacana. Essas são as tuas referências de família. Essa essa aqui, essa comunidade agora aqui é a tua família, né? A gente vai te suprir mais que a tua própria família, né? Às vezes a tua família não vai te dar atenção no problema que tu tá passando, mas a gente vai te dar, a Gente vai te amar, a gente vai te abraçar, a gente vai
te acolher, a gente vai sentar e vai te ouvir, a gente vai te ajudar a resolver se precisar, a gente vai fazer alguma coisa sobre isso, vai correr atrás e tal. E aí eles começam a mudar o foco da questão familiar, né? E aí eles começam a olhar pra igreja, paraas pessoas da igreja, para para para nós e e para mim, eu me coloco, né, como como também essa referência para eles. E aí eles começam A mudar a forma como eles como eles enxergam essa a família. Cara, eu acho muito bacana essa leitura que tu
conseguiu fazer essa geração, né? Revolução afetiva, identidade baseada no que eles sentem, a questão da tecnologia que fragmenta a atenção e afasta eles do mundo real, né? cria essa ansiedade social, porque eles não têm prática com pessoas em mundo real. Questão da família que muda a percepção que eles têm, do que que é uma família, de quem é Um pai e fornecer esse ambiente aqui. Então aí tem algumas leituras, né? Eh, como é que tu acha que o evangelho responde isso? E e como é que tu acha que muita gente até bem intencionada, né, dentro
das igrejas responde errado a essas esses problemas culturais que os jovens têm hoje? Eu vou começar pelo final, né? o o os erros que eu vejo, a principal coisa que essa geração precisa para para resolver esses Problemas é ser amado. É simples. Uma das coisas que eu coloco como como carro chefe no nosso ministério e aí eu tento passar isso pros nossos. A gente toda vez que a gente senta para conversar, eu reforço isso com eles, eu converso com eles sobre isso, tento ensinar para eles como fazer isso quando eles não sabem. É, cara, é
amar as pessoas. A gente precisa amar os jovens. Por quê, cara? Nesse ambiente de família desestruturado, de Ideologias sendo enfiadas para eles guela baixo, de de ideias sendo colocadas na cabeça dele e de ansiedade, o que falta para eles é amor. Eles não recebem amor em casa. Essas essa esse viver baseado no sentimento não responde à necessidade deles de amor. E o celular, a exposição à internet, a exposição à redes sociais, só piora isso e deixa eles mais ansiosos, porque daí eles vêm pessoas se Amando na internet, se amando, né, entre aspas, né, postando fotos,
toda forma que estão se amando e tal, ou tipo assim, ah, o fulano namorando ou o fulano com uma vida bacana, com uma vida legal, isso vai gerando mais ansiedade. ver assim, eu sigo algumas páginas de meme assim, né? Tem o SFA America memes lá, eles, cara, toda semana quando eles postam lá os memes da semana, sempre tem um meme sobre, tipo assim, ah, eu tô namorando, tá todo mundo namorando e eu Tô sozinho. Uhum. Né? Tô sempre sozinho, abandonado, né? comigo nunca dá certo, nunca funciona, porque eles vivem nesse ambiente sem amor, esse ambiente
frio, familiar, escolar e e de amizades. Ninguém demonstra carinho, atenção e de realmente se importar com o cara sentar e tipo assim, cara, eu me importo com o que tu pensa, eu quero saber mais. Me conta um pouco mais da Tua vida, como é que tu pensa sobre isso, que que tu sente sobre isso, né? Eles não têm isso em lugar nenhum. Eles não sentem isso em lugar nenhum, né? Então, um dos erros que eu acho que talvez é um dos principais erros que a maioria das igrejas comete na hora de fazer ministério jovem, é
fazer isso voltado para dentro de casa e fazer isso sem amor. Porque tu faz o evento, né, que a gente estava falando para entreter os Jovens da igreja ou só para manter os jovens dentro da igreja. Tu não faz ele pensando nos de forma, mas tu faz para manter os jovens dentro da igreja. E aí, cara, tu não precisa de amor para fazer isso. Tu precisa dar o que eles querem, que é o quê? Ah, é um um estilo determinado, é uma música específica, é uma luz apagada, é um canhão de LED aqui no canto,
não sei o quê. Durante um bom tempo, Hype não teve nenhuma dessas coisas. A gente não teve, não tinha nada Disso, né? Antes da gente mudar de prédio, quando a gente estava na igreja antiga lá, cara, era luz branca, né? parecia um hospital, né? Aquela luz branca assim, sem regulagem nenhuma, não tinha opção, era, né? E e sem muita coisa para enfeitar, né? Era uma mesinha de doces ali e tal e coisa ali e o lanche no final e tal e deu, né? Era isso. Mas funcionava. Por quê? Porque apesar de não ter essas coisas
que eles gostam e que deixam o ambiente atrativo, Tinha o principal que era amor. Eles chegavam lá, eles eram abraçados, eles eram bem recebidos. alguém parava e ouvia eles, prestava atenção, olhava nos olhos e às vezes era o primeiro contato visual de verdade que eles estavam tendo tendo em muito tempo, né? E e e aí isso isso fazia tipo assim, pô, que que tá acontecendo aqui? Esse lugar aqui é diferente. É uma coisa estranha que esse pessoal gosta de abraçar, esse pessoal gosta de conversar, esse pessoal recebe Bem, né? né? Fico meio desconfiado no começo,
mas depois eles vêm que é sincero e vão se soltando. Então, tipo assim, não importa muito a forma como você vai fazer, né? No fim, no fim, no fim, o que realmente importa de verdade pro ministério ter sucesso, é tu entender como é que funciona a cabeça dessa galera e tu amar eles, né? Às vezes, pras gerações mais velhas é difícil amar essa galera porque eles não estão Acostumados com as coisas que eles gostam. Acho estranho aquelas música, né? Música de anime, rap de anime, quem é que ouve esse negócio de rap de anime, né?
Fonk, né? Eu descobri também esses tempo aí, cara. Que loucura, né? E e e todas essas coisas aí que tão que tem, mas tu precisa se interessar porque ali tu vai entender como é que eles funcionam, como é que a mente deles funciona, o que que eles estão pensando, o que que eles estão, do que que eles Estão se alimentando, que que eles estão buscando para eles, né? é na música, é no é no filme, é no desenho, é no jogo, é na conversa, é na no que eles estão lendo, no que eles estão assistindo,
os conteúdos que eles estão consumindos, né? Aí tu sabe como é que eles se sentem, que que tá acontecendo com eles, como é que você pode amar melhor. Então eu acho que um principal, um dos principais erros, cara, cara, é, ah, quer fazer o culto lá, né? Faz, mas ama ama a galera, ama a galera que aí tu vai ter eles de verdade, né? Então eu coloquei isso como meta, né, pro pro nosso ministério, tipo assim, a gente precisa amar essa galera, a gente precisa deixar ser usado por eles, né? E às vezes é uma
coisa que é difícil, né? Quando a Bíblia fala no servo, ah, porque nós somos servos, somos escravos, o pessoal romantiza, né? Tipo, ah, não, sou servo de Deus, né? né? Mas aí a Pessoa te pede uma coisa, não, eu não vou dar, eu não vou fazer porque não sei o que. Ele tem mão e braço, ele que vai lá e pega o negócio, né, e tal. Cara, eu deixo eles eles me usarem, usarem o meu tempo, usarem a minha a minha atenção, a os meus recursos, a minha casa, né? Eu vou lá para casa e
fico lá em casa e tal e a gente, né, conversa e aí a gente se diverte um pouco e às vezes a gente fala um pouco sério e tal, né? Eu deixo eles me Usarem, porque aí eles sentem que estão sendo amados. Eles sabem que não é só o abraço, qualquer coisa que acontecer com eles, eles precisarem, eu vou est ali para ajudar. Vou vou eu vou est ali para amparar eles. Eu vou est, né? Eu vou est ali para para auxiliar eles nessa coisa. Então, a resposta do evangelho para essa geração é essa, né?
Para gerações anteriores, muita gente tu pegava no raciocínio, tu pegava o cara na explicação técnica teológica da Coisa, aí tu convencia o cara vir na igreja, não, porque entendi, né? Eu entendi e tal e aí eu vou, né? essa nova geração, cara, tu vai pegar eles amando, pode explicar o que tu quiser para eles, pode, né, usar os melhores argumentos, as melhores técnicas de de vocais e de argumentação e de explicação e tal, mas se tu de verdade não olhar nos olhos, não dar uma atenção real ao que o cara tá falando, tu não realmente
se preocupar com o Problema dele, tu não conectar o teu coração ao coração do cara, aí não aí não vai pra frente, cara. Eh, eu acho que essa é a solução do evangelho que dá para esses problemas. Eu acho que teve muito gente assistindo que pesquisou no Google que que é fonk. É, que que é funk? que era. Acho que aconteceu. Você vai ficar assustado. Tem coisa aí que não quero interromper o seu podcast, é só um recadinho Perguntando se você já viu os nossos cursos gratuitos disponíveis no nosso site. Se você tá curtindo esse
podcast, eu garanto que você vai gostar dos nossos cursos também, vai poder aprofundar muito lá. Então, clica no link aqui no QR Code ou na descrição aqui embaixo e dá uma conferida. Agora bora de volta ao podcast. Eh, mas, mas cara, a gente fez uma leitura dessa geração, né, uma leitura sociológica e a gente apresentou o que que o evangelho Dá de resposta. Na prática, como é que a gente faz isso acontecer? Por exemplo, aconselhando esses jovens? Vamos dizer que chega um jovem lá para ti e ele chega para ti e fala: "Não, Anderson, eu
sou na verdade asexual". E aí, como é como é que tu leu o que que ele disse? Mas o que que ele tá querendo dizer com o que ele disse? Uhum. E como é que tu faz o caminho para aconselhar e responder essa pessoa? Nesse caso, por exemplo, tem uma tem um Cara que eu gosto muito, velho, ficar a dica aí para quem for assistir a a o podcast, que é o David Hicker, cara, recomendo muito ele. Ele fala sobre essas questões e ele conta uma história muito legal que ele disse que a filha dele,
10, 12 anos, eu acho, chegou em casa um dia dizendo assim: "Pai, pai, eu eu curei o meu colega que ele era sexuado e agora eu curei ele, né?" Aí daí o pai dele, ele parou, olhou assim, pensou assim: "Tá, pera aí, vamos com Calma, né? Por que que tu acha isso?" Não, não, porque ele falou que gosta de mim, não sei o qu. Eu acho que eu curei ele, pai, né? Daí ele pensou, né? E entendeu o que tá acontecendo. Porque como é que a revolução afetiva funciona? O que você sente é quem você
é. Então, eu sinto, eu sou, né? Provavelmente, rapaz, 9, 10 anos de idade chegaram para ele e perguntaram assim: "O que que tu é?" A pergunta não é nem o do que que você Gosta, mas o que que você é. Então, o que você gosta é o que você é. Provavelmente ele não tava gostando de ninguém naquela hora, né? Não tava interessado em ninguém. Os colegas tudo meio feio, os gurias feios, os guri feios, né? Não tava afim de ninguém. Pessoa assim: "Ah, não tô com de ninguém, então eu sou assexuado. Sou assexuado, né?" né?
Só que isso não é verdade. Ele é heterossexual, mas porque naquele momento ele não tava gostando de Ninguém e a revolução sexual diz que você você é o que você sente. Ele disse: "Não, eu sou sexuado, né?" E aí ele compra o pacote. Ele compra o pacote e aí ele passa a tentar viver como uma pessoa sexuada. Ele ele cria uma luta que ele não precisava estar nela, né? De agora tentar. Não, agora eu tenho que não gostar de ninguém, eu não posso sentir atração por ninguém. E aí fica naquela coisa, né? Começo a colocar
isso na Cabeça e tal, né? E começo a aprender sobre isso e ler sobre isso e como é que vive uma pessoa sexuada e o que que ela pensa, o que que ela sente e vai pro YouTube, vai ler alguma coisa e tal e aí se alimenta disso. E aí daqui a pouco isso passa realmente a a ser verdade, né? na vida da pessoa ou ela vai ficar lutando com isso, vai ficar angustiada por isso, vai gerar angústia, vai gerar tristeza, vai gerar um monte de coisa na vida dela. E aí, provavelmente ele ele é
Heterossexual e se interessou pela menina e disse assim: "Ah, te achei bonita, gostei de ti, né?" E ela pensou: "Bah, curei ele, né? Só que eu sou assexuada". Ela pensou: "Ah, curei ele, então tô curando ele". Começando um processo de cura aqui, né? E aí ele conta essa história, né? para mostrar isso, para exemplificar essa questão de como é que como é que isso funciona na cabeça da da criança, até não é nem do jovem, é da criança, né? Então quando Vem casos assim para mim eh que que que eu faço? Qual é o caminho
que eu faço com a pessoa? Eu não posso chegar pro cara, abrir lá levíticos lá e dizer assim, ó, não se deitará o homem com outro homem. O cara vai, então tá, tchau para ti, tô indo embora, não sei o quê, não quero mais saber de igreja, não sei o quê, né? Provavelmente isso é o que vai levar uma boa parte aí dos cristãos pra cadeia no Futuro, né? Tipo eu, talvez você preso por causa disso, a gente vai acabar indo para cadeia por causa disso, né? Porque a gente ainda pode falar sobre isso, porque
a gente tem liberdade, né? Mas não é uma opinião, não é minha opinião sobre a sexualidade, não tô falando a minha opinião que eu acho. Eu tô falando o que Deus disse na Bíblia sobre sexualidade. É o que a nossa fé tá falando sobre como deve ser a sexualidade do homem e da mulher. Heterossexual dentro do casamento para evitar uma série de problemas, porque Deus tá protegendo a gente e é assim que ele quer que as coisas funcionem. Então, o que que eu construo com o cara? A primeira coisa que eu construo com ele não
é tipo assim, ó, o que você o o seu desejo é pecado. O que você quer fazer, o que você tá sentindo é pecado. Eu quero chegar aí, mas eu não vou direto nessa coisa. Eu começo a construir com ele um caminho. Eu digo assim: "Cara, a Primeira coisa que você precisa entender é que viver baseado nos sentimentos é errado. O coração é enganoso. O coração vai vai te te levar para maus caminhos. Viver viver baseado nos sentimentos é um problema." E aí às vezes eu começo eu começo falando não da parte sexual, começo falando
de outras coisas, né? Tipo assim: "Ah, você já não sentiu vontade de matar alguém? Ah, aquele colega chato, caraço, cara na escola". Ah, não é verdade? Ah, às vezes tem uns Caras que dá vontade de dar uns tapas, não sei o quê. Você fez? Ah, não, não fiz. É porque você sabe que se você viver conforme as suas emoções, não dá problema. Mas, ah, não, é verdade. É, não dá para viver conforme as emoções. Se o cara te fechar no trânsito, descer do carro lá e lá dar uns tiros no cara, dar umas porradas, dá
para fazer? Não, não, não pode fazer isso aí. Por quê? Porque viver conforme as emoções dá problema. Até chegar na área sexual. Eu Preciso fazer o cara entender na cabeça dele que ele não é o que ele sente, mas ele é o que ele faz. Ele pode ter vontade de mentir, ele pode escrever uma mentira aqui no celular e tal, mas se ele não der o enter e enviar mentira, ele ainda não pecou. Ele ainda tem a oportunidade de apagar. Então ele tá com a vontade de fazer a coisa errada, mas ele pode ainda até
fazer antes de fazer reverter isso e não pecar. É assim que Deus lida com pecado. É isso que mostra quem tu é. É quem é o que você faz no final. Então, a gente tem um monte de desejo ruim, a gente tem um monte de vontade ruim, a gente quer fazer um monte de coisa ruim, mas a gente não faz. Por quê? Porque o Espírito Santo vai freando a gente. Porque às vezes o cara, mesmo sem ser crente lá, aquela graça comum lá no aquela consciência lá no fundo da cabeça dele lá, diz lá: "Meu,
não faz isso, não Faz aquilo, né?" E tal. Sociedades inteiras que viveram separadas do cristianismo tinham regras básicas. muito similares as regras lá noáticas lá e tal, as coisas mais básicas da fé cristã do tipo não matar, não roubar. Não importa onde tu tiver no mundo, matar e roubar sempre vai ser ruim, sempre vai ser errado. Tirar a mulher de alguém sempre vai ser ruim, sempre vai ser errado. Por quê? Porque isso tá impresso Na gente, isso tá lá na nossa consciência. Isso Deus colocou em nós, né? Então eu tenho que fazer com ele, ele
entender que o que ele sente é ruim, é pecado e que não dá para viver assim. Aí quando ele começa a entender isso, eu posso sentar com ele e dizer assim: "Cara, então assim, ó, você entendeu que não dá para viver conforme o coração, que o coração é enganoso, que o coração te leva para maus caminhos, Que o coração vai te colocar em problema e tal. Tu entendeu que tem uma série de coisas que você sente vontade de fazer? Você não faz porque você sabe que isso é ruim, vai trazer problema. Aqui é a mesma
coisa. É porque o cara senti o ódio de alguém alguma vez que ele é um assassino. É, é isso aí, né? Então o assassino é o cara que vai lá e vai matar. Então você sentiu vontade, mas você não fez, beleza, né? Vamos, vamos corrigindo aqui esse Sentimento, vamos tentando ajustar, vamos sentindo de Deus e do Espírito Santo para que esse sentimento vá diminuindo. E aí com relação à parte sexual é a mesma coisa. Então agora você vai ter que você vai ter que lidar com isso sabendo que, tipo assim, cara, Deus ele não gosta
disso, ele não quer isso, mas ele não quer isso para te torturar e te machucar. Ele quer isso porque ele como autor da vida, ele como Deus soberano, ele criou o ser humano para Viver de uma determinada forma. o pecado, entrou no mundo e gerou uma série de problemas no ser humano, distorceu todo o ser humano, gerou todas essas coisas, doenças, de doenças a crises existenciais, a ansiedade, que nada mais é medo que é fruto de pecado. Tudo isso é porque o homem tá separado de Deus, é porque a gente tá separado de Deus. O
ser humano tá separado de Deus. Então a gente precisa se reconectar com Ele e entender que às vezes vai ter que abrir mão de uma coisa que você gosta o resto da vida. para ter uma vida com Deus. Então, todo mundo tem que abrir mão de alguma coisa. Às vezes é uma coisa que é mais fácil de ver, uma coisa mais externa, às vezes é uma coisa mais interna, mas você vai ter que lutar com o negócio, porque você vai estar abrindo mão daquilo ali para ter uma vida com Deus. Sim. Abrindo mão do seu
desejo, carregando sua cruz para Para ter uma vida com Jesus. E aí, e aí para chegar nesse ponto, eu preciso construir isso com o cara, preciso sentar com ele várias vezes, eu preciso conversar, ele precisa ouvir isso nas mensagens. Então, de uma forma ou de outra, de um jeito ou de outro, volta e meia, eu tô sempre colocando isso nas mensagens, nas conversas que eu tenho, nas rodinhas de conversa, nos aconselhamentos, nos momentos de de pastorei e Tal, sempre largando essa semente. Tipo assim, cara, você não pode viver conforme o seu coração, você não pode
viver conforme seu coração. E aí quando eu tenho a oportunidade de falar, cara, isso aqui que você quer fazer, tá errado, que é pecado, que você quer fazer a todo custo, cara, é sentimento puro. Não dá para viver assim. Isso aqui vai destruir a tua vida. Isso aqui não vai te trazer nada bom, vai te trazer mais angústia, mais tristeza, mais Ansiedade, mais medo, mais afastamento de Deus. Então, a verdade bíblica continua sempre sendo a mesma, sempre sendo a mesma. Mas o o caminho para apresentar e aplicar essa verdade pros problemas é que tu vai
construir conforme essa leitura que tu viu que essa geração atual pensa. Sim, essa é a ideia. E aí tu citou também de passagem antes, é como tu constrói as teus sermões, tuas mensagens. Tu citou mais a forma de como é que tu faz isso, né? Eu Eu tenho que ser rápido, tem que trocar estímulos, o ritmo tem que ser mais acelerado. Tu falou agora um pouco do conteúdo, tipo o que que tu prega para eles, como é que tu escolhe os temas que tu vai tratar, que que geralmente tu trata e como é que tu
monta o teu teu sermão para eles, os assuntos, os temas, o conteúdo. Para para chegar nos assuntos, né? Eu eu tenho algum algumas datas eh ao longo do ano que eu falo sobre alguns assuntos, por exemplo, mês De julho, que é o mês da mês do orgulho, né? Eh, eu normalmente falo sobre, eu eu dou um foco mais forte nessa questão do amor, dos sentimentos e da questão LGBT mesmo. Assim, eu entro aí nesse assunto real, assim, falo, falo nele mesmo assim bem certinho, explicando tudo, abrindo tudo. Ã, setembro é é é o setembro amarelo,
sentimentos, né? Então, normalmente ali o mês inteiro a gente vai falando sobre isso. Normalmente é um mês que dá bastante dá bastante resultado, assim, tu vê assim as pessoas se interessando por isso. E aí ao longo do ano eu vou olhando, tipo assim, cara, o que que tá acontecendo? Que que tá acontecendo na sociedade, né? Que que tá saindo de pesquisa sobre jovem, que que tá que que os jovens estão ouvindo? Que que eles estão gostando? Aí isso vai me dando insightes para mensagens. E aí eu vou na Bíblia atrás de, eu gosto de usar
personagens Jovens que estão na mesma faixa deles, né, para mostrar tipo assim, cara, esse cara, esse cara é mais novo que tu, meu, né, Davi lá, 16 anos lá, 14 anos lá, cara, o cara metendo pedra na cabeça do gigante lá, matando o leão, matando o urso lá, e tal, né? Por quê? Ah, porque ele era topzão. Não, porque ele amava Deus. É, é por ele amar a Deus que ele fazia essas coisas, né? Então, então para ir construindo essa ideia com eles, né? Tipo assim, cara, você quer ser um Cara incrível, cara, você tem
que amar a Deus, né? Você quer ser o cara top, você tem que amar a Deus. Aí eu vou eu vou em histórias de Davi, eu gosto de pegar aí algumas mostrar para eles, por exemplo, que os discípulos eram caras jovens ali na faixa dos 20 e poucos anos e tal, começaram a com Jesus e fizeram tudo que aconteceu. Vou vou alguns outros personagens e tal, né? eh eh para mostrar para eles que que por eles serem Jovens, isso não impede eles de fazer coisas importantes, n? Isso não impede eles de darem de dar um
passo importante em relação a Deus, de fazer algo legal, de fazer algo bacana, de, né, tomar uma decisão de batizar, tomar uma decisão de matar um gigante aí de vez em quando precisa, né? E aí e aí ele e aí eu vou construindo isso com eles. Então eu gosto de pegar essas essas histórias, né? histórias que tenham relação com problemas deles, né? Tipo, ah, vai lá, Vai lá em Elias para pegar questão de de depressão e tristeza e tal, como é que Deus lida com isso, né? Vai lá em Jesus lá para pegar eh como
lidar com algumas situações complicadas, né? Tipo assim, ah, pressão, eles sentem eles sentem muita pressão, né? Sentem pressionados, né? muita pressão da sociedade, pressão da família, às vezes tomar uma decisão importante e tudo mais e tal. Ninguém se sentiu mais pressionado do que Jesus no Jetsem. E aí ele tava ali, ele precisava Tomar uma decisão se ele fazia o vestibular ou não, né? E ele foi lá e chorou, né? Chorou e sangrou pelo corpo e fez o que tinha que fazer, né? Então, eu vejo que muitas vezes eles dão uma travada assim na vida por
falta de motivação, sabe? de automotivação, de encontrar o sentido na vida, de propósito, tudo mais e tal, né? Então eu tento trabalhar com eles essa questão de ter um propósito na vida, né? Que quando eles encontram um propósito e um sentido Na vida, cara, a coisa organiza e que eles só vão encontrar isso de verdade em Deus, em Jesus. Eu também gosto de de falar bastante com ele sobre a questão de relacionar com outras pessoas, sobre relacionamentos. Aí vai lá Jesus falando e chamando os discípulos de amigos. estão dizendo, cara, Jesus, ele quer ser teu
amigo, ele não quer ser o Deus que você reverencia distante lá no alto, aquela coisa meio, né? Não, ele quer ser Amigo, é relacionamento, é, é conversas diárias, é, é ele quer ouvir de ti e tu vai ouvir dele, entendeu? É, é, é uma caminhada de todos os dias, de relacionar de verdade, tudo mais, tal. Então isso para eles é muito novo também, porque como eles vêm de uma cultura completamente não cristã e mesmo que eles venham de uma cultura cristã, às vezes evangélica ou até católica, também eles não aprendem isso, né? A relacionar com
Deus, a enxergar Jesus Como um ser pessoal que tá aqui com eles e que quer relacionar com eles todos os dias e tal. Então isso é uma coisa que às vezes eu preciso reforçar bastante, ensinar a orar, né? pelo menos uns três sermões por por ano eu tenho que fazer sobre sobre oração, que é uma coisa que à vezes reclamam assim: "Ah, mas eu não sei orar, eu não sei como é que eu falo com Deus, não sei o quê" e tal, né? Até às vezes a forma deles referir a Deus é engraçado assim, né?
Ah, ô Deus, eu não Sei como é que eu falo com Deus. E aí? E aí eles eles e aí eu tenho que pegar e ensinar eles, ensinar a fazer uma lexia divina, ensinar eles a a ter um momento de oração, a fazer uma oração silenciosa. O negócio que eu vejo que dá muito certo com eles é esse negócio da de eu dou uma mensagem, aí antes da oração eu dou uma pausa, faço um silêncio ali de uns 2 minutos, três para eles orarem. Cara, aquele silêncio ali é mortal para eles, né? Porque a mente
tá Sempre a 1000, né? Sempre pensando num monte de coisa e não sei o qu, internet, não sei o quê, pá pá pá e tal. Aí tu para 2 minutos em silêncio, cara. Chega a ser assim, tu sente a tensão no ar assim, sabe? Tu sente, né, que o o clima fica pesado assim, né? Mas eles realmente, eles realmente oram nesse momento. Tu vê que eles oram, porque daí se eu saio orando, tipo assim, eles só ficam ouvindo o que eu tô falando e não acabam não orando. Mas quando eu eu Agora agora eu vou
ficar em silêncio durante 2 minutos e aí você vai fazer essa oração com Deus. Tu vê que eles aí tu roda dá uma olhada assim, tu vê que eles estão ali concentrado ali, sabe, né? Tentando orar, tentando conversar com Deus. Que massa. E cara, eh, tu falou sobre que essa geração ela é mais desmotivada, né? Mais uma geração idosa, geração de jovens idosos, assim, velho. Jovem velho, isso. Meio meio prostrado assim. E aí, como é que é dentro dessa Geração tu liderar eles e formar líderes dentro dessa geração? Porque esse é um trabalho que eu
vejo que tu consegue fazer também, né? Volte meia, não é tu que tá dando a mensagem, é algum alguém deles que tá dando a mensagem. Hoje não, não é comigo. Hoje não, ó, daí é um exemplo. Então isso é muito legal. Não é tu que cuida de todas as as afazeres dentro do do hype. Tu tem um cara, um jovem que é o líder do Ministério de Integração, que é tipo a recepção da Galera. Tem um outro jovem que é responsável por isso. Que que tu vê que é desafiador em em liderar e formar líderes
nessa geração? E como é que tu resolveu isso? Cara, eu percebi que quando eles entendem o evangelho, depois que eles entendem, tipo, ah, tem um processo de evangelização, aí eles eles convertem, batizam, aí eles começam a ser discipulados, começam a crescer, Aprender de Deus e aí eles entendem, tipo assim, eles entendem a plenitude do plano de Deus. Cara, Deus, ele ele tá fazendo uma coisa no mundo e ele tá me convidando a fazer parte disso. Isso facilita muito. Naturalmente eles são mais, eles têm menos motivos para querer liderar, né? Parece uma coisa chata, uma coisa
pesada, uma incomodação desnecessária. Ass. Eu posso só vir aqui curtir e tal, mas por que que eu vou me envolver com essa coisa? Mas eu vejo que Quando eles entendem, tipo assim, cara, entendi, tá? Entendi. Toda a minha vida se resume é isso aqui, a fazer a vontade de Deus, a amar Deus acima de todas as coisas, amar meu próximo como a mim mesmo e e trabalhar para que esse reino avance, cara, fica muito mais fácil, cara. Aí eles eles se jogam pro coisa, né? Eu tive agora recentemente umas duas conversas desse tipo jovens assim
que chegaram para mim, que no começo eu tive que apertar, né? tive que Chamar. E aí eles eles inclusive o jovem que vai pregar hoje, o Luiz, né, que que é o que é o meu repon top demais. Ele no começo, ele tava lá no começo, quando a gente começou o hype, ele tava lá, né, há três anos atrás lá, quando eu comecei, ele tava lá. E aí eu disse assim: "Ei, meu, vamos liderar junto, vamos dar mensagem para te começar, né? Não, não, não, capaz, não sei o quê, eu não quero saber disso, tal".
E aí o tempo foi passando, aí tu tem que ter Paciência, né? Tem que ir mostrando para eles como é que faz. Tem que ir sentando junto, tem que ir perguntando de novo. E aí, meu, que que tu acha? E agora? Vamos. Ah, não sei. Quem sabe? Não, quem sabe já é bom, né? Então vamos sentar junto, vamos montar uma mensagem junto, né? Então, tu tem que tem que fazer junto com o cara a primeira vez. Aí tu vai indo, tu vai indo. Aí daqui a pouco o cara chega para mim, diz assim: "Meu, tô
com uma mensagem pronta lá, eu quero Pregar". Então, tá, então vamos marcar aqui na agenda aqui e tal, tal. O dia é contigo, né? Mas, mas quando eles encontram a motivação, o problema da geração paraa liderança é isso. Eles são são desmotivados naturalmente. Mas por quê? Por causa desse contexto todo, né? Todo esse contexto aí que a gente conversou deixa eles mais desmotivados. Quando eles saem desse contexto, quando eles convertem, eles Entendem a Cristo e aí eles começam a entender o que que a gente tá fazendo aqui, a importância disso aqui. Cara, eles mudam. eles
mudam e aí fica muito mais fácil de tu liderar e motivar eles, né? Não precisa assim: "Não, então vamos lá, então vamos fazer junto, né, e tal". Aí tem que ensinar amar, tem que, né? E aí é o processo de liderança que tu vai ter praticamente com qualquer pessoa, né? Tu vai ter que sentar com o cara, vai ter que fazer junto com ele a Primeira vez, depois vai ter que deixar o cara fazer uma supervisão um pouco maior, depois tu deixa fazer sozinho, olha mais de longe até que o cara possa fazer e ensinar
a próxima pessoa a fazer, né? Uhum. Cara, perfeito. Eu acho que a gente conseguiu conversar assim de de tudo um pouco dentro da questão de como desenvolver um ministério de jovens, desde a leitura da geração até as soluções práticas para aplicar. A gente tem aí o plano de fazer uma Matéria sobre isso, sobre ministério, como montar um bom ministério de jovens. Então o Anderson aí tá tá fechando aí o contrato aí com a gente para fazer essa matéria 2025. Isso aí. Se você quer essa matéria, comenta aí embaixo. Eu quero a matéria de ministério de
jovens. E, cara, eu fico muito feliz da gente poder conversar. Agradeço pelo teu tempo, pelo conhecimento que tu tem, que tu compartilhou aqui com a gente e principalmente pelo ministério que tu tá Fazendo com os jovens, que cada a gente tem os batismos aqui periodicamente ao longo do ano, cada batismo que a gente faz aqui na igreja tem vários Sim, vários jovens do Hype batizando. Isso é muito legal de ver. E eu quero dar a oportunidade. Tem alguma palavra final aí para sobre ministério de jovens aí para iluminar alguma coisa, motivar algum pastor de jovens
que tá nos assistindo? Cara, você que tá me assistindo Aí, ame os seus jovens, não se irrite com eles, não se canse deles. Eles eles podem ser um pouco difíceis no começo, né? Ah, mas eles são teimosos, eles são difícil, eles não querem fazer as coisas e tal. Mas, cara, se tu amar eles, eles estão numa fase da vida em que se eles tomarem uma decisão verdadeira por Jesus, eles evitam uma série de problemas, uma série de coisas ruins e eles vão ter muito tempo para servir. Eles vão ter muita Energia para servir, eles vão
ter muito gás para servir. Eu tô experimentando isso agora durante um bom tempo. Era eu lá lutando sozinho, pá, e tal, com os líderes mais velhos. E agora a galera veio, tá pegando junto. E cara, é bonito de ver, é lindo de ver o quanto essa galera tem a capacidade de amar Jesus e de realmente colocar energia nesse negócio e fazer o que às vezes alguém mais velho já não consegue mais fazer. Então você que é pastor de Igreja, não precisa nem ser o próprio líder de jovem, mas pastor de igreja, cara, traga os seus
jovens para perto. Ame os seus jovens, traga eles junto. Vai lá jogar um videogame com o cara, vai jogar uma bola com ele. Tenha, tenha, por mais que eles digam que eles não gostem, tá? Tenha aí na sua igreja uma quadra esportiva. Eu nunca vi esses jovem tão feliz depois que a gente montou a quadra de vôlei lá embaixo lá, tipo, a galera assim descobriu uma coisa Que eles não sabiam que gostavam, né? Que é praticar um esporte e e jogue um vôlei com eles, bata o papo com eles, assista um filme com eles, marca
no cinema com eles, olhar um filme da Marvel, né, novo que vai agora acho que não tem nada mais agora tá difícil, né? foi por água baixo. Mas eh mas tire um tempo com seus jovens e você vai ver que galera incrível que você tem na mão. É uma galera realmente Boa e amando eles e tendo um pouco de paciência, dando uma atenção para eles e trazendo eles para perto, cara, tu tem ótimos vídeos pro futuro. É. E aí, e aí tem aquela aquela para motivar ainda mais, né? Tem aquela frase: "Quem vai alcançar a
próxima geração?" É, eles, é a próxima geração, não é a geração anterior, não vai ser nossa. Então, investir nessa galera aí é o caminho para fazer o reino avançar nos próximos anos. Então, não tem como você pensar Num projeto a longo prazo de igreja sem tu ter o jovem em mente. Cara, não tem como, não tem como. São a próxima geração. As coisas mudam muito rápido e às vezes a gente não consegue mais acompanhar essas mudanças e o frenezinho das coisas, cara. Tu precisa ter esses caras contigo. Sim, precisa, cara. Muito obrigado mais uma vez.
Agradeço aí o pessoal que que assistiu a gente. Comenta aí embaixo para ter a matéria do Anderson para ele ver que a galera quer Mesmo. Então obrigadão, mano. E Deus abençoe o trabalho que vocês estão fazendo, tá? Valeu. Gostou desse vídeo? Gostaria de saber mais sobre o nosso seminário? Nele você aprenderá ferramentas práticas de liderança e aconselhamento, teologia aprofundada a partir de uma perspectiva judaico-cristã que se aproxima muito mais do contexto original onde a Bíblia foi escrita do que qualquer outra tradição cristã contemporânea e ainda conhecerá tudo que Há de mais atualizado sobre apologética, aprendendo
a responder questões difíceis sobre a fé cristã, articular ciência e bíblia e interpretar as ideologias dos nossos tempos. Aqui na descrição você encontra um link com mais informações e não se esquece de se inscrever no canal e deixar a sua curtida aqui nesse vídeo. [Música] [Música] Yeah.