Tivemos o outro candidato que era meio jocoso, que era o >> Cabo Daciolo. >> O Cabo Daciolo. Uma bênção, uma bção para não falar outra coisa, né? Eh, quando Bolsonaro foi candidato a presidente, o que que a imprensa falava com ele? Foi 28 anos deputado e nunca conseguiu aprovar nenhum [música] projeto. O casamento gay, por exemplo, nunca foi votado na Câmara dos Deputados. Por que não? Porque eu sempre me insurgia, eu chamava pro debate e ninguém quer debater. >> E eu vi que tem alguns vídeos do pastor, não tem para trás que você não era
contra, na verdade, pastor ser político. Por que que mudou? >> Ele tá cuidando de mim, ele cuida da minha família. Na comunidade não tem roubo. >> Já foi assim, tá, pastor? Mas não é mais. Então depois, então o senhor vem Aqui daqui a pouco para falar conosco. >> Você não teve interesse, vontade de se capacitar, de buscar conhecimento, de fazer um curso. Pastor, o senhor sabe do meu pensamento e eu venho aqui a público dizer para todo mundo que ele sabe meu pensamento. A única coisa que eu não concordo com o senhor é isso. >>
Eu sou César Cavalcante do canal César Cavalcante. Talvez você me conheça pelos programas Mostre o Texto e o programa Crescendo na Fé. >> Eu sou o Fábio Santos. Talvez você me conheça pelo canal Eu Acredito Podcast, que mensalmente recebemos inúmeros convidados para um tempo de conversa. Bom, nossos dois canais juntos, unidos, estão aqui para produzir um novo tipo de conteúdo, até porque nós não somos concorrentes, somos irmãos em Cristo e queremos produzir conteúdo a fim de informar e edificar a igreja de Jesus. E nesse conteúdo exclusivo, bom é exclusivo do canal César Cavalcante do Eu
Acredito Podcast, nós temos um tema muito importante, um convidado para lá de especial, >> exclusivo em unidade. Verdade. [risadas] >> Um conteúdo extraordinário que vai envolver um pastor político versus 15 contra pastores na política. E para participar desse nosso primeiro formato, desse desse primeiro programa, nesse formato, nós temos um convidado para lá de especial. A honra de receber o pastor e deputado federal Marco Feliciano, um Político muito importante na história do Brasil, no cenário brasileiro, aliás, muito competente e um pastor extremamente conhecido, um pregador, um dos pregadores mais conhecidos do Brasil, estará sentado aqui nessa
bancada para eh ouvir, ã, responder e ser inquirido pelos nossos 15 convidados. Com certeza vai ser para lá de especial esse nosso encontro. >> Será incrível, né? Porque é um tempo do pastor confrontar e ser confrontado. Será que vai se sair bem? Bom, ah, vamos falar como vai funcionar as coisas por aqui. Os nossos convidados terão 2 minutos para fazer a sua eh trazer a sua pergunta, inquirição, eh, ou algum tipo de colocação. E se exceder de os 2 minutos, que que acontece? chega e toca o cilinho. Depois que ele faz a pergunta de 2
minutos, o pastor tem 5 minutos para trazer a sua argumentação, fazendo a defesa do seu ministério pastoral e também da sua Atuação na política, conforme o tema proposto pelo próprio pastor. E se passar dos 5 minutos, [risadas] na sequência, a mesma pessoa que fez a pergunta, ela vai ter um minuto de réplica. E pr finalizar, o pastor Marco Feliciano terá mais 3 minutos de tréplica. Então, ah, dito isso, quero pedir a você que se você estiver assistindo esse conteúdo no canal Eu Acredito Podcast, então >> ou não mostre texto, >> isso ou não mostre mostre
o texto, se inscreva nesse canal, ative o sininho das notificações, espalha pra maior quantidade de pessoas possível e um recado especial para aquelas pessoas que gostam de fazer os cortes dos nossos canais. Deixa o recado aí. Você tem total liberdade para fazer os cortes dos nossos canais, porém é interessante, é muito importante, ético, você dá os créditos devido ao canal César Cavalcante do Podcast Mostra o Texto e também ao Eu Acredito Podcast. E isso não apenas para a plataforma do YouTube e sim para todas as outras redes sociais. >> Maravilha. Deus abençoe com vocês. Bom,
aproveitem bastante esse conteúdo. Está no ar esse novo formato de conteúdo. Eu acredito podcast e cavalcante. Saca cavalcante mostra o texto. >> Olá, eu sou o pastor Marco Feliciano, Estou deputado federal pelo meu quarto mandato pelo estado de São Paulo. Pertenço ao PL, Partido Liberal, Partido extremamente conservador. E hoje nós vamos aqui receber pessoas ilustres da sociedade brasileira para debatermos um assunto sobre política, o cristão e a política. No meu caso, eu sou pastor e eu estou na política. E a pergunta que fica é: por que não [música] enviar um pastor pra política? [música] >>
Eh, >> seu nome? >> Eu sou o pastor Márcio Marques. Eu sou pastor do Ministério de Avivamento Naot. de qual lugar que o senhor é? Eh, fica no extremo leste de São Paulo, na cidade Tira 10. E a minha a minha pergunta de início seria como conciliar o ministério pastoral com a política. Porque a gente percebe que são dois extremos, Um completamente corrompido e o outro tentando assim eh lutar contra esta corrupção no âmbito político. E o senhor, como que o senhor consegue conciliar as duas funções, uma ministerial, que é, no meu ponto de vista,
ela é a mais importante. Por outro lado, também a outra que não menos importante, mas num âmbito corrompido. Como que o senhor consegue lidar com essas duas situações na sua Vida, pastor? >> Vamos lá. A sua pergunta é extremamente oportuna para esse momento. Exatamente por isso, por ter esse antagonismo, um lado corrompido e o lado que quer trazer de volta a pureza, a ética. E a política, eh, eu costumo dizer que é um espaço que não pode ficar vazio. Alguém vai ocupar o espaço na política. Não existe espaço vazio na política. Alguém precisa se candidatar,
principalmente numa democracia. Se nós não tivermos Coragem de colocarmos pessoas de bem dentro da política, os maus sempre vão ocupar esses espaços. A política é perigosa. A política é perigosa, mas a política ela é corrompida. Sim, exatamente por essa palavra. Ela pode ser corrompida, mas ela não é necessariamente um problema. O problema é o caráter de quem nós enviamos paraa política. Então, a igreja precisa nesse momento, principalmente nesse momento que nós vivemos, escolher um lado. No no Meu caso, eu escolhi o lado do conservadorismo, emprestei o meu nome paraa vida pública. Por quê? Porque ficou
um vazio lá atrás. Eu me lembro que eh em 2006 nós tivemos um projeto de lei que era o PLC12, a lei da homofobia, que assustou pastores e padres no país inteiro. Eu fiz o meia culpa quando aquilo aconteceu, porque como eu sou formador de opinião, eu ajudei muita gente crente a desistir da política, porque eu repeti o que os meus pais Falavam: crente não se mete na política porque é um lugar corrompido. Então, quando eu vi esse mal que eu havia provocado, eu falei: "Só tem um jeito de consertar. Eu vou emprestar o meu
nome paraa vida pública e eu vou provar desse veneno e ver se dá para sobreviver ou morrer nele. Eu estou há 16 anos na vida pública e consegui provar que é possível você manter o seu caráter, porque o problema, eu repito, não é a política em si. O problema é o Caráter de quem a gente manda pra vida pública. Estou há 16 anos na vida pública, graças a Deus, debaixo da proteção divina, sempre fazendo um trabalho de elucidação pr pra igreja e mostrando pras pessoas que é possível você se manter íntegro, mesmo no lugar que
parecer um antro. E eu repito, se a gente não mandar pessoas boas para lá, os maus vão ocupar aquele lugar. Mas no caso, a função pastoral do senhor, como que o senhor consegue Administrar? Porque o senhor é pastor presidente de um ministério? >> Sen pastor presidente de um ministério. >> São quantas igrejas? >> Nós temos hoje? 18. >> 18 igrejas. é um número razoável que precisa de tempo, que precisa de uma dedicação, que precisa de um empenho pastoral ali. E como que o senhor consegue eh na função de um pastor presidente eh Exercer as duas
funções? No caso, a política o senhor já já deixou bem lúcido aqui. Agora, o lado ministerial do senhor, a a assim o cargo de um pastor presidente que tem, acredito que as igrejas não sejam perto uma da outra, sejam distante. Como que o senhor consegue tá com os seus olhos? Porque a gente tem um ditado que a gente diz, né, que que faz o boi crescer é >> é o olho do dono. >> Então é é assim, eu sei que lógico Existe uma equipe toda essa, mas a sua função de pastor presidente, como que o
senhor consegue trabalhar nela? Melhor do que quantidade de tempo é a qualidade de tempo. Então eu dou qualidade de tempo quando eu estou presente na igreja e eu pastoreio pastores, então é mais fácil liderar os meus pastores e eles então lideram todo o rebanho. E os meus pastores são extremamente politizados também, porque eles têm que lidar com o peso de ter um Pastor presidente que está na política. Está na política não é fácil, senor se torna vitrine e só recebe pedrada de todos os lados. Mas eu consegui conciliar porque eu plantei no coração dos meus
líderes que eles têm um sacerdote que tem uma função dupla. Ou por não dizer tripla, porque eu não eu não sou apenas pastor, eu sou um conferencista e eu estou na política. Temos um na Bíblia assim, Samuel. Samuel era profeta, sacerdote e juiz em Israel. Então, eu sou profeta na sua igreja quando eu vou pregar lá. Eu sou sacerdote na minha igreja. Opa, já vou fazer agenda. Então, já >> pode fazer. E lá na vida pública, na política, eu sou um juiz. Alguém que executa leis, porque quando eu estou presidindo sessões, eu sou um juiz
e alguém que cria leis como legislador. É possível conciliar? É, é fácil. Não, não é fácil. E talvez essa seja a pergunta que fique mais na mente das pessoas. Como é que o senhor, sendo homem do altar consegue transitar em todos esses lugares? Eu fiz uma escolha. E é claro que, como eu sou crente, eu acredito na vocação divina. Então, a vida pública para mim, pastor Marco Feliciano, é um braço do ministério sacerdotal. Então, não é que a política ganhou mais um político, a política ganhou um sacerdote. Então, dentro da esfera política, eu sou respeitado
como pastor. O meu nome parlamentar é pastor Marco Feliciano. Se você entrar no site da Câmara e procurar lá Marco Feliciano, você não encontra. tem que colocar o título na frente. Fui o primeiro a colocar o título. Recebi ameaças, recebi inclusive palavras negativas de pastores que já estavam na vida pública, que diziam assim para mim: "Não coloque o nome pastor, eu disse". Por que não? Porque aí ninguém vai querer fazer nenhum tipo de negócio com você. Isso agora peguei firme, hein? Negócio na Vida política. Sim, a vida política ela é feita. Alguns negócios, inclusive escusam.
Então eles disseram para mim: "Se você colocar o pastor, ninguém vai querer fazer negócio com você." Aí você pode inclusive atrapalhar a gente que está aqui. Então eu falei para eles: "Quem me enviou para cá foi o meu Deus, através da sua igreja que votaram em mim. Eu vim para cá com propósito, representar a igreja na esfera pública, né? Aí alguém diz: "Mas é possível Representar a igreja na esfera pública?" Sim. É. É possível a política caminhar ao lado da fé ou a fé caminhar ao lado da política? Sim, é possível. Porque nós temos histórias
desde o Velho Testamento, no Novo Testamento, na reforma protestante e até os dias atuais. A igreja ela não precisa necessariamente fazer política, mas ela pode emprestar alguns membros dela para que eles vão e representem a igreja e também façam a política. Política é a Arte da negociação. >> Maravilha. Abriu o espaço para outros irmãos aí participarem. Continuamos aqui sobre o assunto. É possível um pastor estar na vida pública e não se corromper? >> Olá, pastor. Prazer. Meu nome é Fábio Apolônio. Eu sou pastor da Igreja Batista Boas Novas, na região do Grajaú, extremo sul de
São Paulo. >> Fábio Apolôia. >> Fábio Apolôia. Bem-vindo, Fábio. >> É, obrigado. Quando nós pensamos acerca de política, existe todo um preconceito na mídia e entre as populações entendimento pejorativo acerca da palavra política. A gente entende que o a própria etimologia da palavra não denota isso, mas a a gente vê esse preconceito em meio à sociedade que permeia a igreja. é uma continuação eh de uma história que o passado trouxe, os nossos pais e até mesmo as lideranças religiosas deram continuidade. Eu tava Pensando sobre a frase do Roberto Jefferson que diz que um homem honesto
na política é como um filete de água limpa num cano, num duluto podre de esgoto. Eu confesso que eu acho quase impossível que você seja cheio eh da presença de Deus e incorruptível em meio a uma correria que você vive em todos os momentos da sua vida. Porque muitas vezes eu não consigo chegar eh nesse estádio com Talvez um décimo da vida que você leva. Mas eu queria entender um pouco melhor, eh, ainda mais como líder de líderes, né, como um mentor espiritual de tantos pastores que você pastoreia. >> Vamos lá, pastor Fábio, obrigado pela
sua pergunta, suas considerações. A igreja brasileira, ela teve muitas decepções na vida pública. Não preciso citar nomes, mas posso citar casos. >> O escândalo do sangue suga. Não sei se vocês se lembram disso. Quem tá Assistindo deve lembrar-se. Não é só dar um Google. o escândalo das ambulâncias, né? Eh, o governo da época, um governo de esquerda, sabendo que a bancada evangélica começava a crescer, isso foi bem antes de eu chegar à vida pública, encontraram um mecanismo de corrupção que não parecia ser corrupção, né? liberaram verbas e emendas para que os parlamentares pudessem colocar uma
uma viatura de ambulância nas entidades que as igrejas administravam e todas as Igrejas tinham lá as suas associações. E aí descobriu-se mais tarde que a ambulância custava 50, mas ela era faturada por 200. E naquela época isso acabou com boa parte da bancada evangélica. Trouxe escândalo pra igreja. A igreja não suporta escândalo, né? A igreja foge disso e tá certa, porque ela tem que ser luz. E de repente alguns membros dela começam a a a a trazer um peso sobre ela. Só que o que eu disse agora a pouco para o outro debatedor que Tava
comigo, a política não é ruim em si, mas o caráter de quem a gente manda para lá. Como é que eu me mantenho? Uma conversão genuína já é um bom começo, mas mesmo convertido genuinamente, ele vai passar por tentações. E aí o velho testemunho da arpa cristã, não é nem da Bíblia, da arpa cristã, tentado não cedas, porque ceder é pecar. Então, se você não tiver temor a Deus em tudo que você for fazer na vida, você pode sim ser coptado em algum momento tombar, né? Aí você tem que pensar nas consequências de tudo isso.
Eu sempre pensei muito nisso, porque desde que Jesus me ergueu no país como pregador, como pastor, eu sempre fiquei em destaque, né? Imagine uma pirâmide aqui na ponta na base, tem alguém que está subindo. Então, enquanto a pessoa tá aqui, uma queda dela, ela vai se machucar e vai cair em cima de alguém. Mas quando você chega no topo da pirâmide, onde tá todo mundo te olhando, você fica sufocado. Eu costumo dizer que Quem chega onde eu cheguei, o que você é se torna menor do que aquilo que você representa. Eu não sei se conseguiu
entender isso. >> Sim. >> Aqui tem dois homens. Aqui tem o pastor Marco Feliciano, né, o parlamentar Marco Feliciano. E aqui tem o homem Marco Feliciano. >> Sim. O homem, Marco Feliciano, é extremamente menor do que o pastor, do que o político, porque o pastor e o Político representa, >> representa, é a figura pública. >> Exato. Então, quando você chega nessa posição, eu tenho medo de tudo. Eu tenho medo às vezes até de respirar. Às vezes parece até neurose, mas não é neurose, é o temor por aquilo que você representa. E onde foi que eu
me apeguei? Eu me apeguei em figuras bíblicas. Babilônia nunca mudou Daniel. >> Sim. O Egito nunca mudou José. José mudou o Egito. Daniel mudou Babilônia. Então, homens erguidos por Deus, com a fé intransigente, colocados em lugares de destaque e honraram o seu Deus. Então, é possível, é, é fácil, não, não é. É um exercício diário. A corrupção, ela ela no Brasil, eu costumo dizer assim, não existe um sistema de corrupção no Brasil. Não, não. A corrupção brasileira ela não é sistêmica, ela é endêmica, ela é uma doença, né? Se eu perguntar se se tem alguém,
algum corrupto aqui entre nós, Não vai falar que não. Mas se eu perguntar assim, alguém aqui tem pai, tem alguém tem filho aqui? Porventura algum dia você falou pro seu filho, pra sua filha, se você passar de ano, tirar uma boa nota, eu te dou um celular, te dou uma bicicleta? Isso é uma corrupção, porque o filho não tem que passar de ano por causa de um brinde que ele vai receber o mimo, mas sim por esforço. Então, no Brasil a corrupção ela é endêmica, está dentro do brasileiro e a Gente tem que lutar com
isso. Quando eu fui paraa Brasília, já pensando nisso, eu comecei a criar mecanismos de bloqueio. O primeiro foi colocar o meu nome parlamentar, pastor Marco Feliciano. A pessoa pensa duas vezes antes de sentar na minha frente e me fazer uma proposta indecente. e já fizeram. No meu primeiro mandato, eu dei voz de prisão dentro do meu gabinete e pasme era um pastor que trabalhava numa obra pública e ele veio e tentou me Corromper. E eu lá na Câmara tudo é filmado, eu dei voz de prisão para ele. A Polícia Legislativa levou ele eh preso. A
a Globo não deu essa imagem porque isso não é bom para eles, né? As a grande mídia. Então quando você faz isso, você já coloca um pé na porta, né? É a história de José com a mulher de Potifar. Ela botou a mão em você, corre, deixa a roupa na mão dela. Não tente negociar, não tente abrir um espaço de negociação, porque senão você vai tombar De verdade. É possível, não é fácil, mas mas dá para fazer. >> Muito bom. Maravilha. >> Prontinho. Muito obrigado. >> E aí, >> vamos lá. >> Deixa eu aproveitar aqui.
>> Ah, você vai falar? >> Eu vou. [risadas] Deixa eu aproveitar aqui uma uma fala que o pastor Marco Feliciano fez atrelando uma lei de recompensa a Corrupção. A partir do momento que o pai promete dar um prêmio ao filho para que ele tenha boas notas, isso não seria uma corrupção e sim uma lei de recompensa. Você pode dar um nome florido do jeito que você quiser, mas o sentido é uma só. Você tá estimulando o seu filho para que ele a o alvo dele não é passar de ano, o alvo dele não é aprender
a matéria. O alvo dele passa ser o celular, a bicicleta ou a viagem pro exterior, a ida paraa Disney. Isso é sim um processo De corrupção, porque você começa a dizer pro seu filho: "Olha, a vida é feita assim. Se você caminhar por esse lado, você pode ganhar essa outra coisa. É um processo de corrupção. Tanto é que a gente não percebe, tá? Aí você mesmo dizendo que é a lei da recompensa, né? Então para nós brasileiros, principalmente latinos, a questão da corrupção, ela é sim endêmica. É o brasileiro, o brasileiro é conhecido no mundo
inteiro por uma frase, jeitinho Brasileiro. O que é o jeitinho brasileiro? Mas não seria uma questão de satisfação, por exemplo, quando o político se destaca por fazer o bem, por atuar com honestidade, não é uma questão de recompensa que ele tenha satisfação mediante a tantos corruptos, a todos que se corrompem, e aí ele vai lá, faz o que é certo, faz o que é honesto, ele não fica satisfeito por essa recompensa, por esse reconhecimento? Aí nós teríos que partir do princípio de que o eh os meios Justificam os fins. O meio não pode ser a
recompensa. Na questão da educação, que eu citei aqui, o caso da escola, isso é responsabilidade. Tem que ter dentro da pessoa o pensamento. Eu preciso estudar para ser alguém na vida. Eu não preciso que alguém me estimule com mimo, como presente. Ao estimular você, o jovem ou qualquer pessoa com mimo, você está dizendo a ele que existe outra forma de você ganhar na vida, que é aquilo que eu Falei agora, o jeitinho brasileiro, né? Vou te dar um exemplo prático. Eu tava nos Estados Unidos há algum tempo atrás, fomos numa naqueles eh eh esqueci o
nome que não é o Walmart, é os lugares que tem muitas lojas. >> Como é que chama? >> O outlet. >> Outlet. Eu tava lá no outlet e aí uma bagunça, muita gente, eu e eu eu tenho três filhas, mais a esposa, então todo mundo comprando muito barato, passamos No caixa, colocamos no na sacola e fomos embora. Quando chegamos no local que tava hospedado, eu sou muito Caxias, né, do interior, peguei a nota fiscal para conferir. Veio um par de sapato a mais que nós não compramos, tava em cima do balcão, o atendente colocou dentro
da sacola. No dia seguinte a gente foi passear, eu passei na loja, fomos lá e devolvemos. Cheguei, falei pra moça: "Olha, esse sapato eu não comprei, ele veio da na bagagem". Ela disse: "That's OK, here." Coloque aí. Eu coloquei e saí. Minhas filhas falaram: "Pai, essa mulher nem agradeceu, pai, como pode?" Era, ela devia ter pelo menos falado: "Olha, muito obrigado". Eu falei para ela: "Não, porque a cultura deles não é a cultura da vantagem. Seria anormal se eu não fizesse isso. Aí eles se escandalizariam. Para o brasileiro, a pessoa acha uma carteira no aeroporto,
sai no Jornal Nacional, o cidadão que Estava trabalhando devolveu a carteira. Mas isso não e e isso não é lei de recompensa, isso tá dentro da pessoa, é caráter. Então é uma questão de caráter. >> Seu nome? >> Tamires. >> Tamires. Você é de onde, Tamires? Sou da zona sul. >> Zona sul. Eu vi você reclamando ali ou ou querendo questionar o que foi que aconteceu >> o que ele te perguntou. Ele perguntou se Seria uma gratificação pelo filho ter passado de ano, no caso. Ah, não, mas isso é uma gratificação. Não, a questão é
diferente. Ele propôs ele passar de ano para ele receber essa essa gratificação. >> Foi o meio para o fim, né? Isso. E a questão da política é diferente. A pessoa faz e caso a pessoa se destaque, ela vai receber aquela eh bonificação por isso, mas a pessoa não tá esperando e não tá fazendo com essa >> por aquilo, né? >> Isso. >> Olha, você me fez lembrar aqui, um dia eu tava num debate, aí a veio a a uma jornalista de uma grande emissora do país e ela só ficou me alfinetando em coisas pequenas. Eu
falei assim: "Por que que você não mostra pro Brasil as coisas boas que eu fiz?" Ela disse para mim: "O senhor é pago para isso, ou seja, a minha recompensa já tá no meu salário. Então eu não tenho que ser Aplaudido porque eu apresentei uma coisa boa, porque eu defendi uma coisa boa e eu estou ali para isso." Ela disse: "A minha função é denunciar aquilo que eu acho que tá errado e eu tive que me calar porque ela tava coberta de razão." >> Exatamente isso. >> Parabéns, Tamiros. Você fez aí uma uma aplicação perfeita.
>> A FTB com mais de 100.000 1 alunos é uma das maiores e mais sólidas instituições de ensino teológico do Brasil. E no Último, na última semana do mês de novembro de 2025 acontece a Black Friday FTB. E nessa edição da Black Friday você pode inclusive ganhar um iPhone 17 Pro. Deixa eu explicar como funciona. Em primeiro lugar, a FTB tem os principais cursos no melhor material didático já oferecido num curso de teologia no Brasil. O primeiro nível é o nível fundamental, o barro ainda tá em forme. No segundo nível, o nível intermediário, você já
percebe que é um vaso sendo Moldado. E o terceiro nível, o vaso já está pronto. Quando você tem os três níveis, nível 1, nível 2 e nível 3, você tem o vaso pronto aqui as para ser usado, porque a FTB tem um slogan e o slogan da FTB é moldando vocacionados. Se você é vocacionado para trabalhar dentro do reino de Deus de forma estratégica, então você precisa de capacitação. E aqui na FTB você tem as maiores vantagens, o melhor material didático, a maior cobertura, porque no Mundo inteiro nós temos núcleos e alunos, plantão tira dúvidas,
estágios supervisionados, audiobook, isso é, você pode ouvir o livro e não é inteligência artificial nem Google, não. Você pode ouvir o o livro com uma locução profissional. Enquanto você tá na academia, enquanto você tá no carro, você aumenta o volume do carro, do rádio e vai ouvindo o seu material didático. Além disso, todos os meses tem mentoria teológica comigo ao vivo pelo MIT. Além disso, você tem tutoria. O processo de onboarding é humanizado e através do nosso pósmatrícula. Você tem a entrega feita aí na sua casa, em qualquer lugar do mundo. E o mais legal,
[música] nessa edição da Black Friday, até 90% de desconto. Isso significa que com uns trocados você consegue fazer o curso dos seus sonhos. Então, se você tem vontade, e eu tô mostrando aqui o iPhone 17 sorteado nessa edição da Black. Mas eh Porque o outro sorteio eu não tenho condição de mostrar, porque além do iPhone 17 Pro, que é esse aqui, você ainda vai concorrer a uma viagem para Israel com tudo pago pela FTB. Ah, como funciona? Não tem link de compras aqui. Para participar da Black Friday, se você tá assistindo esse vídeo depois do
mês de novembro, já não serve para você, é até a última semana de novembro. Eu deixei um link aqui na descrição do vídeo. Eh, é só clicar e também tá no Chat para quem tá no ao vivo. É só clicar e entrar no grupo. Lá no grupo do WhatsApp eu explico como funciona para você concorrer a esses prêmios. Comprar o curso com até 90% de descontos. Se você busca conhecimento, venha pra Faculdade Teológica Betesda. O nosso slogan é moldando vocacionados. Te vejo lá no grupo. >> Eu acredito e vivo isso, que a religião e a
política se completam. Há alguém aqui que discorda disso? De que religião E política não deve caminhar juntos? Sente aqui e me e argumente >> tudo bem. Seu nome >> prazer? Meu nome é Adriano, sou pastor >> na comunidade cristã genuína >> da zona norte de São Paulo. Pastor César Cavalcante. Pastor, nós sabemos que a história da igreja é marcada por uma cultura chamada pão e circo, aonde se fazia espetáculo e oferecia alimento. Então, hoje nós vivemos uma realidade de que, eh, infelizmente, eh, a igreja ou a Necessidade das pessoas na população está voltada paraa necessidade
delas, física, seja financeira, como o senhor, como um parlamentar, pastor ou um pastor que está lá dentro militando por causas políticas, lida com isso, trabalha e se motiva para não eh fazer essa confusão de atender a necessidade da igreja. como era feito antigamente em surgirem espetáculos e a recompensa por isso ser o alimento. Hoje nós vivemos um tempo em que as pessoas buscam isso, a recompensa Do alimento físico, do da da recompensa financeira. Como o senhor, como sendo um pastor parlamentar lida com esse tipo de de situação? >> Bom, nós não podemos jamais fechar os
olhos para os necessitados, né? Jesus quando confrontado por um dos discípulos que falou: "Senhor, esse esse perfume que foi jogado ao chão, se fosse vendido, ele mataria a fome de muitos pobres." E aí Jesus, ele libera uma palavra ali que nós nunca podemos Esquecê-la. Os pobres sempre tereis convosco. Então nós não podemos jamais fechar os olhos para os pobres, quer seja na vida pública, quer seja na vida pastoral, eclesiástica. Aliás, a verdadeira religião, tá escrito na palavra, é cuidar dos órfãos e das viúvas, né? porque eles sempre existiram e sempre vão existir. Como parlamentar, eu
não posso fechar os olhos paraa vida social, principalmente a vida social brasileira. Nós temos um país onde 90 Milhões de pessoas não têm eh esgoto, não tem tratamento de esgoto. Imagine que desse dessas 90 desses 90 milhões de brasileiros, a grande maioria das doenças são provocadas nas crianças, nos adolescentes por causa disso. O número de mortes no Brasil, por causa da ausência do tratamento de esgoto é gigantesco demais. Então, qual é a função de um homem público? Qual é a função de um pastor? Eu não tô ali apenas para brigar por questões de Costumes, né?
Às vezes a igreja, quem me mandou para lá fica, não, pastor, tem que falar mesmo, tem eu falo, mas eu não posso fechar os olhos paraas grandes necessidades do Brasil. E aí vem os grandes problemas. Nós temos um país de proporções continentais, que o Brasil é gigantesco. Nós temos uma política falida, uma política de balcão. Temos coronelismos esparramados pelo país inteiro. Agora mesmo, eu cheguei de viagem do interior da Bahia e lá no Interior da Bahia, onde eu fui, uma cidadezinha pequena, o pastor me contava, tem um tem um político aqui da região que vem
de tradição. O avô foi, o pai dele foi e ele é. Eu falo, mas como assim? três mandatos, uma cidadezinha desse tamanho, não tem o mínimo necessário, porque aquele político que ali está não tem interesse de que a população saia da miséria, não ten o pão na mesa. Por quê? Por causa do pão e do circo que você citou, que se remete lá Ao império romano, né? Roma, quando tava com problema financeiro sobre a cidade, levantavam lá o os seus espetáculos e davam o povo distribuindo pão e davam para eles um espetáculo e as pessoas
esqueciam dos seus problemas momentaneamente, né? Eh, então, a vida política e a vida eclesiástica, ela pode caminhar juntos. Tem um político na Bíblia que ele foi chamado de pastor pelo próprio Deus. livro de Isaías, capítulo 44, último versículo, e o Capítulo 45, primeiro e segundo versículo. Deus dizendo que digo de Ciro, Ciro persa, que libertou eh que foi quem libertou Israel do cativeiro babilônico. Eu o chamo de pastor porque eu coloquei diante dele uma porta aberta que ninguém pode fechar. Deus chamou Círio de pastor. Mas como assim? Se Ciro é um imperador, é alguém que
cuida da vida política. Ele não tinha vida eclesiástica, era um pagão, mas Deus o Ergueu como pastor de um povo. Então, a política é ela também é um sacerdócio. Porque assim como o pastor vive para os outros, porque o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas, a política também deveria ser assim. Infelizmente não é. A palavra política vem da palavra pól, que é povo, vida social com o povo, né? Então, o que nós precisamos é só de política séria e de pessoas sérias dentro da política. >> Sim. O artigo primeiro da Constituição Fala que
o político ele deve governar para o bem de todos sem eh de uma certa forma ele estar ali eh ajudando a sua a sua classe social ou a sua religião. Então, ele precisa governar para todos de uma forma igual. Como que o senhor faz para dividir isso? Para não eh de uma certa forma beneficiar a igreja? Porque eu acredito que o senhor, uma pessoa pública, estando lá dentro, as pessoas devem pedir casa, devem pedir ajuda, assistência social. E como que o Senhor milita? Acho que essa é a pergunta que eu gostaria de fazer. como o
Senhor milita nesta área, sendo um pastor de uma igreja grande como o Senhor é, mas sem agir com esse coração de que as pessoas vem pedindo misericórdia e o Senhor tem que trabalhar aí de uma certa forma como um parlamentar e um pastor sem eh de uma certa forma beneficiar a igreja, porque existem outras outras classes, os católicos, né, a religião afro, enfim. >> Certo. Deixa eu tentar aqui então explicar porque você fez várias perguntas. Primeira coisa, eu não sou executivo, eu sou legislativo, >> certo? >> O nosso país nós temos a e é uma
tripartição de poderes. Nós temos o executivo, judiciário e o legislativo, né? Qual é a função de cada um? O executivo ele executa, ele trabalha com dinheiro físico, ele que vai construir. O legislador ele é o fiscal do governo e Quem é o judiciário é quem fiscaliza, todos nós. Então é um fiscalizando o outro. Como eu sou um parlamentar, eu necessariamente represento sim um segmento e eu luto pelo meu segmento. Quem foi que me mandou paraa Brasília? Foram os cristãos, a princípio evangélicos. Graças a Deus eu furei a bolha. Hoje católicos me apoiam, espíritas me apoiam
por conta da pauta do aborto. >> Não sei se você sabia, a pauta do Aborto, ela é extremamente cara para o espírita, porque ele acredita na reencarnação. Então eles lutam contra o aborto muito mais eh com muito mais eh efusão do que muitos evangélicos. Então nós nos unimos porque na política mais são as coisas que nos unem do que as coisas que nos separam. Então, explicando isso, eu luto pela igreja, sim, eu luto pela liberdade religiosa. Inclusive agora eu sou relator de um projeto eh que tá na CCJ, deve ser Votado semana que vem, eh,
sobre a questão da do abuso religioso, mas tem um outro nome. Calma aí que me deu um branco aqui. Intolerância religiosa. Eu tava pregando em Minas Gerais e num púlpito e eu expulsei um demônio. tinha uma vereadora da esquerda, pegou o nome do demônio que eu expulsei e apresentou uma denúncia no Ministério Público, porque o que eu chamei de demônio para ela é um deus. Intolerância religiosa. Olha a Brecha aberta, ela está errada. Como é que você vai mensurar isso? Então, e eu estou relatando exatamente um projeto que era para endurecer a lei sobre eh
a intolerância religiosa, porque muitas pessoas praticam intolerância religiosa contra o cristianismo. Nós temos aí aquele pessoal do Porta dos Fundos que todo final de ano faz um um vídeo eh debochando de Cristo, da nossa fé. Teve um que eles falaram que Maria teve um Caso com o arcanjo Miguel. Então isso não é um deboche, é uma afronta a fé pública. Isso sim é intolerância religiosa. Mas se eu estou no ambiente religioso, na minha igreja, eu não posso afrontar as demais igrejas ou confrontá-las? Então para isso eu estou lá. Então, enxergando isso, como bateu em mim,
acendeu a luz, eu fui lá e e consertei a lei. Eu disse que não há intolerância religiosa praticada dentro do espaço Religioso, porque a grande maioria das igrejas vivem de proselitismo. O cristianismo faz proselitismo, ou seja, nós trabalhamos com a conversão. E como é que você converte uma pessoa? mostrando que a fé dela é inóqua ou que ela adora um ídolo pagão. O o Islã trabalha da mesma forma, os testemunhos de Jeová trabalham da mesma forma. Então, como é que eu posso ganhar uma pessoa se eu não posso praticar minha fé dizendo que aquilo que
ela está vivendo É errado? Então, a no país democrático como nós, se nós não tivermos representantes, daqui a pouco você diz: "Não, ele tá certo, pastor não pode falar porque o que é demônio para ele é o Deus dos outros". Mas calma aí, se eu não posso isso também não posso aquilo, daqui a pouco não posso aquilo outro. Daqui a pouco a gente não pode pregar mais o evangelho. >> OK? >> Então, se nós não enviarmos pessoas eh Que tenham conhecimento para lá, as coisas podem piorar. Então eu apresentei agora o meu relatório, deve ser
votado. Se votar vai ser uma grande um grande ganho para todas as religiões, porque eu deixei explícito na lei dizendo que não há esse tipo de intolerância religiosa praticada por quem quer que seja na esfera da do exercício da sua fé, num culto ar livre, no terreiro, na na igreja católica, na igreja evangélica, no salão das testemunhas de Jeová. Se lá Eu estou falando e criticando uma religião, isso não pode ser intolerância religiosa, entendeu? Para isso nós precisamos de pessoas lá. >> OK. Obrigado. >> Muito obrigado. >> Sem sem amizade. >> Eh, seu nome? >>
Pastor Daniel Godói. >> Pastor Daniel. >> Assembleia de Deus Ferreira, Varding Grande Paulista. >> Eita, uma assembleiano aqui. Até que enfim uma assembleiano. >> É, [risadas] >> eu tenho duas perguntas aqui. Você as respostas eu sei que vai ser bem rápidas. é o seguinte, eh, o senhor está alguns anos na política, assim como o senhor também conhece outras pessoas, seja pastores ou não, que estão algum tempo na política. Eh, desse tempo que esses cristãos, pastores, evangélicos, vocês estão na política, qual é o grau De, como posso dizer, tem tido algum efeito dentro da Câmara? Qual
é o o grau de aceleração? Porque nós vemos que alguns cristãos já estão alguns alguns anos na política e parece que alguma algumas coisas ainda não surtiram efeito, né? E dentro dessa pergunta também, eu eu vi alguns casos, como, por exemplo, eh, pastores, eles eh decidiram votar em tal pessoa, em tal partido, não vou falar por questão de ética, né? E dentro de igrejas, por exemplo, existem Aqueles que vão apoiar o o partido que o pastor vai votar, mas dentro da igreja vai ter aquele aquelas pessoas que vão votar num partido contra. E, por exemplo,
pessoas foram excluídas por causa disso, porque tem tem um pensamento contrário. Eh, muitas coisas foram foram faladas aqui sobre a questão do pastor na política e como que funciona a questão do político dentro da igreja. Como, por exemplo, eu já vivenciei eh experiências de pessoas que Entraram dentro da igreja, estavam perdidas, foram para ouvir uma palavra da parte de Deus, só que quando chegaram dentro da igreja eles não ouviram a palavra, porque lá dentro tinha um palanque político, as pessoas estavam falando sobre política. Então, a pessoa foi pra igreja mal e voltou pior. Eu queria
saber sobre essa questão. Como que funciona a questão da política dentro da igreja? Deve ser falado nos púpos da igreja. >> Política, sim. Politicagem não. Qual é a diferença? A política faz parte do do cotidiano, da vivência. E um líder, ele pode sim falar sobre política, por que não na igreja? Veja só, os sindicatos, o que são sindicatos? são conglomerado de pessoas que inclusive pagam a mensalidade e eles fazem política. Todos têm os seus representantes. Ah, os médicos tem os seus representantes. O conselho de psicologia tem os seus representantes dentro da vida pública, Porque esse
é o legislativo. O legislativo é o extrato da sociedade, né? Você lembra quando Tiririca foi eleito na primeira vez, meu grande amigo Tiririca, qual foi a polêmica? Tiririca é analfabeto. Pode um analfabeto ser um parlamentar? Essa foi a grande questão que marcou o Brasil uma época. Aí eu faço uma questão inversa. Analfabeto pode votar? Se pode votar, é natural que nós tenhamos lá o extrato da sociedade. Ou seja, um analfabeto estaria no lugar Legitimado para representar os analfabetos. Eu sou pastor, eu estou lá representando a igreja. Qual é o meu reduto de voto? São os
meus irmãos. E como é que eu posso fazer política se eu não tiver um pastor que me apoie à igreja não tomar posição? Eu sou contra assim, você atrapalhar o culto para isso. Eu sempre falo nas igrejas onde eu pastoreio, a hora de falar de política é quando termina o culto ou antes do culto começar ou uma reunião paralela deixando Explícito. Nós vamos falar sobre política. Isso seria falar sobre política. Agora, fazer politicagem a igreja não deve fazer, né? Eh, eu vejo com olhos assim eh, críticos, mas também entendendo o momento que nós passamos esses
últimos anos foi de desespero. Desespero. A igreja ela tomou um lado na vida política porque ela começou a entender. O brasileiro era apolítico, né? Nós sabemos que antes do presidente Bolsonaro todo mundo sabia o nome dos 11 Jogadores da seleção brasileira. Hoje as pessoas sabem o nome dos ministros do Supremo Tribunal Federal. O que é isso senão politização? E como é que nós chegamos ao ponto de politizados? Os nossos pais, os nossos líderes, aqueles que nos conduzem, os pastores, resolveram falar: "Olha, a vida política é assim, é assado". Então isso eu concordo. Eu não concordo
que o membro seja excluído por conta do posicionamento político dele, porque é Uma democracia. Nós não vivemos uma ditadura e não pode ter nenhuma ditadura religiosa, entende? Então eu eu tenho minhas críticas e ressalvas a respeito disso, mas não posso falar pelos líderes, porque cada um tem o seu pensamento. Mas o meu pensamento do ministério onde eu pastoreio, eu tento explicar. A vida pública, ela precisa sim ser compartilhada, até porque os membros da igreja eles eles são cidadãos. E como cidadãos, eles têm que Exercer a cidadania deles. E se eu posso instruí-los, por que não
instruí-los? Então eu instruo a igreja, eu explico o que é esquerda, o que é direita, o que é conservadorismo, o que é o tal do progressismo. Agora, usar a força do púlpito, obrigar, aí já foge a escala da política e entra na politicagem da qual eu sou contra. >> Tá, entendi. A resposta bem interessante. Eh, claro que o senhor não tem procuração aqui para falar por Ninguém, né? Mas nós vemos que hoje dentro do Brasil existe uma uma luta muito grande, uma guerra muito grande, eh, de pessoas que e apoiam um lado, outras pessoas que
apoiam o outro lado. O senhor falou que o Senhor não faz isso na igreja do Senhor. Isso é louvável, né? Mas nós vemos que a realidade dentro do Brasil hoje é muito diferente, né? Existe uma guerra, uma luta muito grande de pessoas que são realmente excluídas, né? Que saiu até alguns casos nas redes Sociais no Nordeste, né? de pastores de convenções que eram de uma de um lado e pessoas dentro da igreja não apoiaram e aí alguns pastores foram tirados, outros irmãos foram excluídos. O senhor acha que a igreja tinha que dar um direcionamento, não
sei, produzir alguma coisa, um algum algum alguma aula, um direcionamento para que essas pessoas pudessem abrir mais a mente delas? >> Com certeza. Acho que toda a igreja deveria criar um curso de cidadania para Os seus membros e ensiná-los, como eu disse, não no horário do culto, uma aula específica, mostrando para as pessoas o que é, né? Eh, nós temos um problema no Brasil, eu vou vou te falar desse problema dando um exemplo. Em 2013, eu enfrentei, acho que eu fui o primeiro pastor, o primeiro cristão, o primeiro político a enfrentar a esquerda brasileira na
Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. Não sei se você lembra, se alguém aqui que tá, acho Que você não era nem nascido antes, você é muito jovenzinho, né? E eu me lembro que naquele período eu passei um perrengue, eu apanhei na rua, eu apanhei em avião, eu apanhei em shopping center. Tudo porque eu fui alçado à presidência de uma comissão que historicamente ela tinha com presidente pessoas de esquerda, pessoas que tinham viés ateísta, comunista, socialista. Aí eu fui eleito por um colegiado, assumi a presidência de basto de pancadaria, né? E e nesse período
eu eu sofri demais porque a própria igreja me abandonou. Por 90 dias nenhum pastor se levantou para me socorrer, porque a igreja nunca tinha participado disso. A igreja nunca tinha visto isso. Aí Deus me usou como exemplo pra igreja ver eu sendo perseguido. Eu fechei 14 igrejas nesse período por causa de perseguição política, algo que a igreja não conhecia. Mas depois que aquilo aconteceu comigo, a igreja começou a Abrir os olhos. E veja só, depois, 10 anos depois, nós temos hoje não apenas a igreja, nós temos o movimento conservador no Brasil, que as pessoas começaram
a entender que as pautas civilizatórias incluem a o moral judaico cristão, porque o cristianismo e o judaísmo eles extrapolam o limite da religião. Eles são uma filosofia de vida, né? Eu sempre falo o que que há de religioso nessa nesse versículo de Jesus citando João 8:32. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. O que há de religioso nisso? Nada. Isso é uma filosofia, é uma sabedoria. Então o cristianismo e o judaísmo, eles são essa filosofia de vida. Então quando você aplica a filosofia ensinando para as pessoas, você cria nelas a cidadania. O que não
se pode é oprimir de cima para baixo. E nós, eu disse que ia dar um exemplo. Naquele período, quando tudo terminou, o governo era petista, a presidente era Presidente Dilma. Quando terminou aquele perrengue todo, o chefe da Casa Civil da Presidente Dilma mandou me chamar. Eu falei: "Pois não". Ele disse: "Feliciano, eh, eu sei que nós tivemos um embate muito grande, vimos a força que os evangélicos têm e eu queria que você me ajudasse a consertar, criar uma ponte entre o governo e as igrejas evangélicas". Eu disse: "Continue". Ele falou assim: "Entre os católicos nós
conseguimos, porque para falar com o Movimento católico bastou procurar CNBB". Ele falou assim: "E para falar com os evangélicos eu procuro quem?" Olha, olha o ponto de interrogação. Isso aqui dá um corte legal, hein? Quem é que representa o movimento evangélico? Quem é que fala pelos evangélicos? Não temos, porque cada igreja tem o seu reduto. É como se cada governante, cada rei não tivesse o seu próprio rei. Cada um as de uma forma. Tem igrejas no Brasil grandes que são apolíticos, não se metem em Política. Tem igrejas no Brasil gigantes que o pastor faz questão
de ser de de exercer essa essa liderança política. Então, nós não temos como falar por todos, porque cada sacerdote tem a sua lei nesse quesito. >> Amém. Seu nome? >> Flaviane. >> Flaviane >> da Assembleia de Deus. >> Mais uma assembleiana. É isso. >> Pois não, Fabiane. >> Primeiramente é um prazer estar com o pastor Marx Cristiano, uma figura representante no meio do meio cristão, né? Só que pastor, eu tenho um algo assim a perguntar, um senso crítico. Qual o seu diferencial hoje como pastor em meio à política no estado que a gente vive hoje?
um onde são dois lados que brigam com uma ideologia diversa. E qual o seu diferencial dentro dessas ideologias hoje? Esse movimento hoje que os cristões estão fazendo? Eh, a questão, né, muitos eh não sei se pode falar bolsonaristas, como tem líderes hoje eh religiosos também que já estão eh vamos se dizer, por questões éticas e sociais da igreja, estão se aliando de uma forma ou outra, uma empatia mais com outros partidos em relação à esquerda. Qual o seu posicionamento hoje no meio política Como pastor? >> Bom, vamos lá. Primeiro falar do meu diferencial, o que
é que eu faço em Brasília. Eu vinha falando no carro agora a pouco para um irmão que a a vida política ela é frustrante. Por quê? Porque você vai pra vida pública como eu fui e fala: "Vou mudar o mundo". Aí você chega numa casa que tem 512 deputados além de você e tudo que esses 512 fazem quando conseguem fazer vai Para uma outra casa que tem 81 senadores que vão ver se aquilo funciona ou não. Uma vez aprovado nas duas casas, vai pra mão do presidente da República que vai sancionar ou vetar. Se ele
vetar, volta para essas duas casas pra gente votar de novo. Então é é muito morosa a vida política. Então ela acaba sendo frustrante. É como se você enxugasse gelo. É como se você tivesse num cabo de guerra, você puxa para você dar um passo pra frente e dois para trás. Então a Vida pública ela traz essa frustração. E eu só fui entender isso depois do segundo, terceiro mandato. Quando eu entrei em Brasília, eu apresentei projetos. Eu tenho mais de 300 projetos apresentados, projetos que poderiam de fato mudar a vida do cidadão comum. Só que eu
descobri que para apresentar esse projeto ou para ele ser votado, se eu não tiver conchavos políticos, se eu não tiver uma linha de negociação, de conversação, inclusive com os deputados Que são contra a minha ideologia, eu não jamais vou conseguir apresentar nenhum projeto. Vou dar uma resposta que todo mundo faz e poucos sabem. Quando Bolsonaro foi candidato a presidente, o que que a imprensa falava com ele? foi 28 anos deputado e nunca conseguiu aprovar nenhum projeto. Isso é verdade? É verdade. Por que não? Porque na vida política, quando você se destaca e eles percebem que
você pode amanhã, porque a a leitura política não é um jogo de Damas, é um jogo de xadrez. Sabe a diferença, né? A dama com dois jogos você termina ela. O jogo de xadrez você tem que pensar 15, 20 jogadas para então terminar lá na frente com ele. A política é um jogo de xadrez. Quando alguém percebe que há potencial em você, você tá perdido. Vão tentar te coptar. Se não conseguirem, então vão vascolhar a sua vida para poder te chantagear. Se não conseguirem, vão partir pra pior coisa que eu chamo de covardia. Vão Inventar
coisas, criar narrativas para destruir a sua reputação. E como parlamentar você pode apresentar o projeto da cura do câncer, eles não vão votar. Por quê? Porque não querem, como diz no interior paulista, colocar a zeitona na sua empadinha, não querem fazer o seu nome crescer. Nunca deixaram o Bolsonaro a provar nada porque sabiam que ele já tinha destaque, ele já era um homem que falava: "Pô, se se ele der algum presente aqui com o nosso voto, Esse homem acabou". Então, a vida política tem isso. Quando eu descobri que os meus projetos não eram votados, porque
com 2 anos na Câmara eu me tornei presidente da Comissão de Direitos Humanos e virei um inimigo público número um e cresci politicamente demais, nenhum projeto meu mais foi sequer colocado em pauta para votar. Então eu comecei a falar, Jesus, já que eu não consigo aprovar projetos, o que que eu posso fazer aqui? Aí eu entendi que na Vida política às vezes melhor do que ser um artilheiro, que é você ir lá e fazer o gol, é você ser um zagueiro, não deixar que o inimigo faça. Então eu me esmerei em não deixar que nenhum
projeto maligno que ferisse a liberdade religiosa, que ferisse a liberdade de expressão e que tocasse na nossa fé passasse de 2011, quando eu assumi o meu mandato até hoje, graças a Deus, nada mais que não preste para nossa paraa nossa família passou em Brasília. Não, Mas a família tá sofrendo sim. Criar outro mecanismo, levar pelo STF. Judicializaram tudo. O casamento gay, por exemplo, nunca foi votado na Câmara dos Deputados. Por que não? Porque eu sempre me insurgia. Eu chamava pro debate e ninguém quer debater. Porque o Brasil é um país conservador. É um país, se
você perguntar na rua, as pessoas podem hoje até não, tudo bem, mas ninguém quer na vida dele isso, né? Porque há um conservadorismo. Só que Como isso não passa na Câmara, porque tem deputados como eu, eles criaram uma forma de questionar o STF. E lá no STF é diferente. São dos 11 foram eh indicados pelo partido de esquerda, que tem a ideologia de esquerda. Então, passou o casamento homossexual no STF, depois confirmado pelo CNJ, que é o Conselho Nacional de Justiça, e criou-se uma lei, a revelia da Constituição Federal. A Constituição ainda diz hoje que
o casamento é entre homem e mulher, mas o STF entendeu que não. Quem é que pode mudar a Constituição? Eu como deputado. De que forma? Crio uma PEC, uma proposta de emenda constitucional. Para ela começar a caminhar na casa, eu tenho que convencer 1/3 dos deputados a assinarem aquilo. Se for aprovado a admissibilidade dela, aí vai ser criada uma comissão especial, vai se chamar a sociedade civil, vai ter um debate de pelo menos um ano para então sim aprovar ou não o casamento. A esquerda descobriu Que existe outro mecanismo. Como o país é conservador, tem
um deputado como eu, chamado de pitbull, porque eu vou para cima dessas coisas, e criar um atalho que é o Supremo Tribunal Federal, né? Então, só terminando para pr para te dizer qual é a minha diferença. A minha diferença é que enquanto eu estiver lá, você como crente e a sua família pode ficar tranquilo para vocês ter uma voz que vai gritar por vocês lá dentro. Pastor, dentro dessa pergunta e como, Pastor, como exercer a função do pastor em meio à questão em nós como evangélicos, a mencionar salvação, a preservar o a ideologia cristã dos
mandamentos de Cristo, o segmento cristão, como exercer isso como deputado dentro de um local onde as pessoas têm ideias e direitos civis >> legislativos. religiosa. Como lidar com isso como pastor? >> Vamos lá, vamos separar. Estado e igreja. Esses dois não comungam do mesmo pensamento. O nosso estado brasileiro é um estado laico. O que é o estado laico? É o estado da liberdade. O que é liberdade? Você pode ter a sua fé ou pode não ter fé nenhuma. Você pode acreditar que esse microfone é o seu Deus e o Estado não pode interferir nisso. E
você pode começar a gritar na rua: "Deus não existe". O Estado não pode interferir nisso. Esse é o estado laico. As pessoas confundem o estado laico com o estado laicista. O estado laicista seria o estado ateu. Ou seja, onde a a falar de crença do ateísmo é é uma coisa dúbia, né? Onde o pensamento filosófico do ateísmo tem que ser tem que ser colocado em cima da sociedade. Então não existe isso no Brasil. Então você tem liberdade religiosa. Eu tenho dois livros que me conduzem. O Pastor usa a Bíblia. o parlamentar, a Constituição Federal, a
Câmara não é uma igreja. Embora em fora fora de horário da Câmara nós tenhamos cultos lá dentro e qualquer um pode fazer culto, basta chegar e pedir, porque o estado é laico, você tem liberdade de cultuar, como você pode também não ir cultuar. Toda quarta-feira nós temos o culto da frente evangélica e tem o culto da frente católica e já tem reunião lá das pessoas que de matriz africana, porque esse é o Estado laico, é a liberdade religiosa. Mas eu como parlamentar não posso colocar a minha fé como uma lei para as pessoas, né? Até
fugiria do cristianismo, porque não é por força, nem por violência, é pelo meu espírito. Como é que eu pratico a minha fé? Dando meu testemunho. De que forma? Por exemplo, eu apanhei dentro de aviões por causa da minha fé na questão da Comissão de Direitos Humanos. Ali foi a minha maior pregação, Porque quando aconteceu aquilo, é só você que tá assistindo d um Google, Feliciano apanha em avião, você vai ver um grupo de moças se levantaram dançando músicas de homossexuais e eu fiquei quieto, tava lendo um livro, permaneci, vieram, deram tapa na minha cabeça, colocou
em risco o voo, a comissária anunciou o piloto, o piloto voltou com avião pro aeroporto. Quando descemos no aeroporto, a Polícia Federal subiu à escadaria, todo mundo sentado. O Policial gritou o meu nome, eu me apresentei, ele disse: "Deputado, quais são as pessoas que te ofenderam aqui?" O senhor diga porque nós vamos levar elas agora para para uma cariação. Tem testemunhas, isso é um crime, né? Colocaram o voo em risco. Eu me levantei e falei: "Ninguém me ofendeu." Falou: "Mas como?" O piloto falou disse: "Para ele pode ter sido uma ofensa, para mim não, porque
eu sou cristão." E eu dei um testemunho dizendo: "Jesus disse Que se alguém bater no na face esquerda, dê à direita." Aí o policial falou: "Não, mas eles ofenderam o senhor". Disse: "Cada um tem a sua natureza. A minha natureza é uma natureza do perdão e eu não vou atrapalhar a vida de ninguém. as pessoas têm compromisso, eu vou descer e tomo outro avião. E fiz isso. Então, acho que foi a minha maior pregação até hoje, porque isso mudou o conceito que as pessoas tinham de um pastor Preconceituoso. E como eles mesmos filmaram isso, o
pessoal que me ofendeu e colocou na internet, as pessoas começaram a ter um outro tipo de pensamento. Então, como pastor na vida pública, eu prego através de testemunho, de gestos, porque eu não posso impor a minha fé sobre a nação. >> Mas, pastor, nem sempre foi assim. Eu pesquisei que eu sou curiosa e eu vi que tem alguns vídeos do pastor, não tem um para trás que você não era contra na Verdade pastor ser político. Por que que mudou? Que que fez essa mudança? >> Você tem razão. Em 2004 eu fiz um, eu tava pregando
no Gideões Missionários da última hora, o maior evento pentecostal do mundo. E eu soltei essa pérola. Se algum dia vocês me verem na política, é porque eu me desviei, né? E eu já expliquei isso um milhão de vezes, mas nunca é demais explicar de novo. Eu era um ignorante, eu era um idiota. A palavra idiota vem do latim idiotes. O Homem à margem da vida pública. Poucos sabem disso. Hoje ficou um tom pejorativo. Idiota é uma pessoa isso, aquilo. Mas a palavra idiota vem do latim idiotas. Alguém que está à margem da vida política, ou
seja, alguém que não se preocupa com a vida política. Eu era um desses, porque a minha fé evangélica, assembleiana, é a fé de copiar os meus pais. E os meus pais, pastores, diziam: "Crente não se mistura com a política". Jesus não precisa da Política para nada. A igreja é ele quem cuida. Só que com o passar do tempo eu vi que não era assim. Por exemplo, aqui em São Paulo, quando foi criada a lei do pisil, você lembra disso? >> Lembro. >> A lei do pisil fechou aqui na capital mais de 3.000 igrejas. Fechou como?
A força da lei foi lá e colocou uma corrente. Não, os fiscais iam na igreja com aparelhinho medindo os decibéis. Passou de 75 dbéis, a igreja era Multada. A primeira multa R$ 5.000. Aí o pastor de uma igrejinha pequena, que são as mais barulhentas, não foi Jesus que abriu a porta da igreja, o diabo não fecha. Começou a gritar, veio a segunda multa, R$ 10.000. Na terceira multa R$ 20.000. O pastor não conseguiu, foi fechando as igrejas. Então, veja só, a força do estado é muito grande. E se não tivermos alguém que fale, não, não
é assim não, 75 bens é muito mais alto do que eu tô falando com você aqui. Como é Que uma igreja evangélica e e o nosso fervor e o nosso culto, os nossos cânticos, por o baile fazer barulho e a igreja não pode? Então, são graças a pessoas cristãs que têm experiência e vão paraa vida pública que começam a mudar. Quando eu percebi isso, eu fiz o meia culpa. Eu pedi perdão de que forma? colocando a minha vida, na vida pública. Se me derem uma chance, eu vou mostrar para vocês que eu estava errado. E
eu estava errado. Mas >> o senhor pode mudar ainda de opinião? De repente, pastor, um belo dia você acorda e fala assim: "Eu sou contra agora, pastor, na política. >> Tudo pode acontecer, mas eu acho muito improvável, porque eu vi que a minha estadia na política, ela abriu a mente de muitos. Hoje nós temos 112 pastores na bancada evangélica, mais senadores e nós fazemos a diferença lá dentro. Tanto que eu tô te dizendo, nenhuma lei mais desde que eu cheguei lá em Brasília Atravessou a Câmara. E quando eu cheguei, os meus primeiros seis meses, eu
coloquei toda a minha equipe para vasculhar a Câmara inteira, mais de 30.000 projetos que estavam circulando simultaneamente. Aí eu falei: "Então vamos por temas, que era família, fé, eh a questão homoafetiva e tudo". No final de 6 meses, 1383 projetos para ferir a liberdade da igreja, para ofender a gente, para criar O movimento LGBT, que é o que mais nos confronta, colocando eles não como pessoas que merecem uma atenção especial, mas como se eles fossem mais especiais do que todos nós. Eu denunciei isso em 2010, fui taxado de louco e agora tá todo mundo vendo
que o que eu falei era verdade. Hoje os pais estão acordando a duras provas e precisou que a minha vida estivesse lá dentro. Então eu é muito improvável eu voltar a ao pensamento antigo, até porque e a gente Erra uma vez só, né? Eu aprendo com os meus erros. >> Obrigada, Fá. Te agradeço. Eh, como que o senhor lidar com as falas dos seus pensamentos, eh, das suas crenças de ideologias dentro de lá do do >> parlamento. >> Isso. como, por exemplo, e a fala do Nicolas essa semana passada. Eu admiro muito ele por ele
defender nossas causas e tudo, mas eu não concordo com a fala Dele que ele falou sobre as mortes, né, que teve lá e ele falou que como que a gente cristão não tem amor próximo, tipo, deu que a entender isso, né? >> Bom, vamos lá. Eu eh eu não posso falar por ele, eu posso falar por mim. Sim, sim. >> As pessoas sempre dizem: "Pastor, o senhor é bolsonarista?" Eu digo: "Não, eu sou evangélico." Porque a cultura bolsonarista, ela inclui a questão do bandido bom é Bandido morto, né? A cultura bolsonarista, ela tem a natureza
de acreditar que a pena de morte é um fim para um problema que nós temos no Brasil, né? Eu sou pastor, eu sou evangélico, eu lido com pessoas que que se convertem todos os dias. Para mim, bandido bom é bandido regenerado, convertido, né? Então, eh, esse é o meu pensamento. Quando sou questionado, eu falo sobre isso. Eu não divido o time, eu não brigo contra as pessoas que são Que estão do meu lado. No privado, quando eu posso, eu chamo os parlamentares e digo: "Olha, cuidado com esse tipo de fala, porque você é um cristão."
E como é que eu sei que, é o que eu disse, o desespero, a raiva, o ódio. Talvez a pessoa tenha perdido alguém. >> Sim. >> Então, na hora da raiva, a pessoa fala muitas, muitas coisas. E às vezes tá falando só paraa plateia, né? Tá, só tá Reverberando aquilo que já ouviu do seu líder. Mas eu tomo muito cuidado. Tomo muito cuidado porque eu sou julgado pelas minhas palavras. >> Exatamente. Então foi isso que eu pensei. Como que ele se diz cristão e ele defende uma coisa que não tá pregando o amor ao próximo,
né? Porque querendo ou não, eles são bandidos, mas são almas. Eu acredito que são almas para >> Com certeza são. Tanto é que do lado de Jesus tinha dois e um foi pro céu naquele dia ainda, né? Então, é possível, mas é o que eu disse, eu não posso responder por ele. Eu falo, eu, se fosse eu no lugar, se alguém me questionasse, o que que o senhor acha disso? Olha, eu lamento, como eu fiz um vídeo, eu lamento a morte eh de qualquer pessoa. Lamentei primeiro a morte dos quatro policiais que foram heróis, que
foram ali. Eles não subiram para matar, eles subiram para executar uma ordem de Prisão, mas foram recebidos a tiro e tiro de fuzil, >> né? Então, eh, você não tem como entregar flores para alguém que tá dando tiro em você. não pode afrontar uma autoridade policial. E aí então teve a essas mortes dessas mortes, como são os morros, eu conheço o morro do Rio de Janeiro, complexo do alemão, prego muito lá, a maioria dos meninos que morreram ali são filhos de crentes, >> são meninos, >> filhos de crentes, né, que não tiveram outra opção na
vida ou porque viram o mundo perturbado, como tá o Rio de Janeiro é um estado à parte. Todas as vezes que eu vou no Rio de Janeiro, o Roberto trabalha comigo, é testemunha. Eu pergunto eh do governador aqui, eu já perguntei ao taxista que tá comigo, tem solução pro Rio de Janeiro? Ele diz com uma fala só, só se for para as vias de fato. E o que é as vias de fato? É um confronto. É quase que uma guerra civil, Porque se deu muito espaço para pra bandidagem. O menino morro, ele vê o traficante
e ele pensa que o traficante é Roben Hood, que ele tira do rico, né, da zona sul, que é quem tem dinheiro para comprar a droga. E lá dentro da comunidade o o traficante, ele ele ele faz mais ações do que o próprio estado. Então, a mente do menino que está em formação é deturpada, porque ele olha pro traficante e diz: "Poxa, ele tá cuidando de mim, ele cuida da minha Família, na comunidade não tem roubo." >> Já foi assim, tá, pastor? Agora não é mais. Então depois, então o senhor vem aqui daqui a pouco
para falar conosco. Então a mentalidade das pessoas é essa. Então o menino ele olha o traficante, ele vê a ostentação, ele vê o dinheiro, é o referencial dele. >> Exatamente. >> E aí o problema é de quem? Da sociedade, o problema é do estado que não faz o seu papel. O problema é das famílias. O Problema é da igreja. Onde tava a igreja que não foi lá pregar para transformar o coração dessa desse pessoal? Então é é muito difícil. Eu disse agora a pouco que o Brasil é um país extremamente pobre, eh, embora seja um
país esteja entre os mais 10 ricos do mundo, mas a a os bolsões de pobreza são extremamente violentos e só Deus para ter piedade dessa história. >> Perfeito. disse: "Eh, pastor Marcos, acabou de Não vai, vai pegar. [risadas] >> Pastor Marcos, senhor acabou de falar que o problema é da igreja, não do estado. >> Não é um dos problemas. >> Eu disse, problema é do estado, problema é da sociedade, problema é da igreja. Todos têm parte nessa. >> Mas o problema não é de quem não quis mudar, que escolheu a vida do crime. >> Como
ouvirão se não há quem prega? Mas a igreja, a igreja que mais prega é a Igreja da favela, da comunidade. >> Então vai o que a igreja da favela anda pregando nos últimos dias, porque nós temos uma um evangelho meio facilitado nesses últimos dias, onde não se prega o que é certo, se prega hoje o que está dando certo. Tente procurar na internet pregadores que confrontem o pecado, que fale sobre o inferno. A palavra inferno não é mais falada. Ninguém mais tem medo do inferno. Houve uma mudança na teologia da pregação e isso eh faz,
vou Te dar um exemplo prático do Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro tem um complexo de Israel, >> facção gospel. >> O o líder da facção de Israel é o traficante Peixão. O peixe e o símbolo do cristianismo. Sabe o que ele fala? Eu eu sempre que tenho amigos lá que que a a o pai, um pastor, pai de um menino foi o pastor, sabe quando ele se reúne para ir pros confrontos, ele leu o texto da Bíblia de Israel enfrentando os Filisteus. Eles oram, põe um grupo de irmãs no círculo de oração para
orar, para ungir, para deixar eles invisíveis à balas e eles irem matar o inimigo. Então tem alguma coisa muito esquisita acontecendo. >> E disse que antes de tirar a vida, ele faz o indivíduo aceitar Jesus. Essa história eu já não conhecia, mas eu me lembro que uma vez eu fui uma vez eu fui pregar na no Morro do Dendê, >> que era ali na na ilha do governador, e O traficante que mandava no morro do Dendê, que foi morto pela polícia num confronto com a polícia, ele me chamou para conhecê-lo. Ele queria me conhecer. Então
eu subi o morro do Dendê para chegar até a casa dele. Era com umas eu eu não acreditei no que eu tava fazendo. Você passa por trás de casas que só passa uma pessoa assim de lado. Aí você vai passando por buracos. É. É um é um, é um verdadeiro labirinto. Eu passei por uns 200 homens do tráfego, troldados Com armamento pesado. E cheguei na casa do traficante. A casa dele era um cômodo, dava do duas salas dessa aqui gigantes. Ele tinha de todo equipamento que você possa imaginar, coisas de satélite ele tinha dentro. Ele
da televisão de última geração, ele coberto de ouro. Aí eu falei: "Boa tarde". Ele disse: "Boa tarde". Não, senhor, a paz do senhorum. Eu falei: "E então a paz do senhor, a gente não pode negar a paz para Ninguém". Ele falou: "Vem aqui". Ele me levou do lado da cama dele, tinha duas marcas no chão de joelhos orando. Falei: "Eu passei 3 horas orando para receber o senhor aqui." Aí ele me contou que naquela semana ele havia ungido o morro do dendê inteiro. Ele comprou acho que 14 ou 15 ovelhas, sacrificou as ovelhas, cortou com
sangue e esparramou sangue no morro do dendê inteiro. Então veja só, ele ele tava sendo ensinado por alguma igreja. Mas que tipo de igreja tava Ensinando a ele? Será que não falaram para ele que tem alguma coisa muito errada? Que pelo primeiro não precisa mais de sacrifício de sangue nenhum. Segundo, ele tem que mudar a vida dele, a conversão tem que abandonar a vida do crime. Então tá tudo esquisito. >> Mas o senhor não não vê que a problemática do falso evangelho é mais pregado nas grandes capitais do que nas comunidades? >> Nas comunidades o
povo é mais religioso Do que na na do que na na nas grandes capitais. Pastor, >> antes disso aquiim, depois desse aparelhinho aqui, acabou. A informação chega muito rápido, as pessoas têm acesso. E hoje, como eu disse, nós temos uma igreja antes da pandemia e pós pandemia. A igreja pós-pandemia é uma igreja extremamente ligada à tecnologia. Hoje o lixo de internet gospel, ele tá à disposição e ele vende muito mais rápido do que a pregação verdadeira do Confronto, da mudança, da da da conversão genuína. Então, infelizmente, eh, eu estou diz, citei o caso do Rio
de Janeiro, mas se você for agora lá no Ceará, o Ceará tá pior. Os traficantes estão indo na nas comunidades onde tem a minha casa, minha vida e tirando as pessoas de dentro da casa. É, mas esse caso específico do Rio de Janeiro, eh, é um exemplo de que a segurança pública no Brasil pode ser resolvido em comparação com El Salvador. Primeiro houve uma uma um trabalho levando educação, oportunidade, cultura para as pessoas e depois houve a limpeza, né? Vou usar essa expressão aqui que até me comprom me comprometo agora com essa expressão. Ficou pesado,
né? Uma limpeza. Foi eu que falei, não fui o deputado, né? Não, faxina não. Isso aqui é a a menina que tá falando também. Mas mostra que tem como resolver a segurança pública. O problema é que as pessoas estão politizando. Por que o o Governador só tomou essa ação agora que está próximo de 2026? Foi algo que ele estava se preocupando com a segurança pública do Rio de Janeiro ou algo por uma pretensão política? Pessoal, veja como as narrativas vendidas pela extrema imprensa, elas acabam colando na gente. O governador Cláudio Castro, eu conheço, é do
meu partido, ele tentou inúmeras vezes subir os morros, mas existe uma DPF, uma DPF, acho que é a 635, se não Me fal memória, posso estar errado aqui, porque eu não tenho tudo na cabeça, que cujo relator foi o ministro Faquim, que foi indicado pelo presidente Lula, que proibiu a ação da polícia nas comunidades. A polícia foi proibida de subir. O que, que mensagem você passou por crime? Olha, se a polícia não sobe, vamos reinar. Nesse período que ficou sem a polícia poder subir o morro, eles se armaram. Eles têm armar, foram presos 98 fuzis.
Isso é armamento de guerra. Eles tinham um drone jogando bomba na polícia. Um armamento extremamente pesado. Como é que o tráfico conseguiu isso? A ausência do poder público. E o poder público não pode fazer o quê? Porque a segurança do estado é do governador. Mas o governador tá amarrado por uma DPF que tá no na mão do Supremo Tribunal Federal. Lembra que eu disse agora a pouco aqui? Como é que a esquerda faz? Ela não consegue via lei, então ela judicializa e cria uma Jurisprudência lá em cima. Alguém questionou o ministro dizend, olha só, o
apelo dele é lindo, é humanitário, a favela é tudo muito condensado, a polícia vai subir lá e vai matar a pessoa que que não que não tem culpa. É claro que isso pode acontecer. Toda guerra acontece de ter baixas de civis. É lamentável, mas isso acontece, é uma guerra. Agora vem em nome disso e proíbe a polícia de subir. Ao proibir a polícia de subir, o tráfego se agigantou e virou Nessa prisão agora prenderam quantos traficantes de outros estados. Por que os traficantes de outros estados foram morar lá? Porque a polícia não subia, entendeu? Então
é muito difícil. A violência e ela ela vem através da miséria. A miséria vem através da pobreza. Como se resolve isso? Eliminando a pobreza. Como se elimina a pobreza? O estado tem que fazer o seu papel, o homem público tem que fazer o seu papel. Temos e só existe uma maneira De eliminar a pobreza. O maior projeto social não se chama Bolsa Família, se chama emprego. Daí o conservadorismo, como eu e o meu partido prega, o liberalismo econômico, o capitalismo, onde você estimula as pessoas a criarem o seu próprio negócio, porque aí você tira a
pessoa da pobreza. Então, se você não tirar a pessoa da pobreza, a pobreza vai atrair a miséria. A miséria vai levar à violência. Perfeito, pastor. >> A FTB com mais de 100.000 alunos é uma Das maiores e mais sólidas instituições de ensino teológico do Brasil. E no último, na última semana do mês de novembro de 2025, acontece a Black Friday FTB. E nessa edição da Black Friday você pode inclusive ganhar um iPhone 17 Pro. Deixa eu explicar como funciona. Em primeiro lugar, a FTB tem os principais cursos no melhor material didático já oferecido num curso
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governo viu que isso era favorável e o que que acontece foi e entrou no lugar dos traficantes. Só que agora os traficantes eles estão tomando Conta da internet, do cara que vende gás, do cara que vende água pro morro, da dos caras que tem as suas padarias, os seus mercadinhos. Então, o que que acontece é o seguinte, eh, agora não existe mais esse lado bom, eles estão oprimindo e, infelizmente houve esse confronto, só que foi feita uma escolha. E como que a gente fica agora para pregar o evangelho? O senhor falou que o Evangelho tá
sendo pregado, mas mas não tá sendo pregado conforme tem que ser pregado. Será que eles autorizam o evangelho a ser pregado como ele? É conforme o senhor falou, o traficante lá do dele saiu sacrificando ovelhas, espindo o sangue nos ombrais das portas para que o anjo da morte não entre. Então é assim, qual é essa cultura que tem sido implantada? E aí agora como parlamentar, como que o senhor pode Fazer essa mudança sendo que acima tá o Xandão lá que não deixa nada acontecer? >> É ele que tá falando, por favor. >> É eu que
tô falando. [risadas] Como que a gente vai fazer, pastor, para poder mudar isso? >> É difícil. Como parlamentar, o que é que eu posso fazer? Não tem, não tem uma varinha mágica, né? A gente pensa em políticas públicas para tentar amenizar a questão da pobreza, mas num país Socialista, onde o governo federal é socialista, ele não parece, seria leviano se eu afirmasse, mas aparentemente parece que eles não não têm interesse de acabar com a pobreza. Eu sou a favor de, ao invés de dar o peixe pra pessoa que tá com fome, dar na mão dela
a vara, mostrar onde pescar, mostrar onde isca até a isca também. >> Exato. Buscar tudo isso. Então não é fácil a situação. Não é fácil, mas é possível. É só que chegou no extremo, Né? Como chegou no extremo, só o confronto. Nova York passou por isso na década de 80 e foi um prefeito italiano que colocou tolerância zero. As gangs mandavam em Nova York e quando veio o sistema de tolerância zero, foram pro confronto, houve mortes, centenas, milhares de mortes e Nova York de repente voltou pro eixo. Então o que não pode é o estado
deixar crescer como aconteceu, né? Senor ver citou uma coisa que é interessante. No ano passado, o Crime organizado, segundo fontes eh de informação, faturou 160 bilhões deais o crime organizado. Isso é muito mais do que do que um ministério do Brasil tem para poder aplicar em em política pública. Desses 150 160 bilhões, droga foi apenas 22 bilhões. Então hoje nós falamos o traficante porque é o nome pesado que ficou, mas ele não ganha mais só com a droga, ele ganha mais, por exemplo, com a venda da água, como o senhor falou, ele ganha mais com
a venda Do gato que tem muito, né, na na na dentro da desse sistema. Ele, se não me falha a memória, são 60 bilhões que eles faturam somente com a questão eh de de de posto de gasolina com gasolina. Então, o crime organizado se organizou pela ausência do Estado, né? E eu, como parlamentar, o que posso fazer? A não ser torcer para dar tudo certo e e tentar apoiar quando há políticas que de fato mudem a vida da pessoa. >> É. E no caso do do desse confronto, eh, há uma uma controvérsia, porque parece que
acho que foi avisado que era para se entregar e eles foram para o confronto. Então, tudo bem. Mas uma outra pergunta que que talvez seja até uma ideia, por que que não se tem o confronto da justiça com o parlamento nosso? Por que que a gente permitiu tanto que quem tá que tá lá simplesmente para fazer cumprir a lei tá Criando leis? O parlamento não vai fazer nada, assim, a gente vai ficar a mercer dessas pessoas que estão ditando as regras do país e os parlamentares vão ficar de braço cruzado. Até quando que os parlamentares
de que a gente diz assim de direita, os conservadores vão permitir que essas coisas aconteçam? Porque tudo isso se deu, foi porque o tráfico criou forças, muita força nas comunidades. E a gente Que é pregador de comunidade, eu sou pregador de comunidade, eh, a minha igreja na comunidade, a gente tem esse confronto, mas a gente não deixa de falar a verdade, que nem o Senhor mesmo citou aqui, João 8:32, "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". O que a gente entende é o seguinte, o que liberta é a palavra, é a verdade. E e
esse confronto e a gente tá, >> vou lhe responder, a resposta é muito simples. É uma democracia. Na democracia se ganha a maioria. Tá vivendo mais essa democracia, pastor? >> A democracia se vence com a maioria dos votos. Nós conservadores somos minoria dentro da casa. A gente não consegue aprovar aquilo que a gente quer. Quem apoia é quem tá com o governo. O governo tem a esquerda e tem o centro. Os deputados de centro, eles vão pro lado que beneficia mais eles. Se o governo pagar as emendas deles, eles vão com o Governo e aprovam
o que quiserem. Como não, nós não temos condição. Por exemplo, nós queríamos colocar o PCC, o Comando Vermelho como terroristas. >> Terrorista, mas os caras são terroristas. >> A esquerda não quer. Porque Glace Hoffman ontem deu uma entrevista à ministra. Se se taxar o crime organizado como terroristas, abre-se uma brecha na lei para que países, outros países venham e interfiram aqui, porque o Terrorismo ele extrapola o o país. Como acontece, o comando vermelho já manda no Uruguai, já manda no Paraguai, está criando raiz na na na Argentina. As FARS estão aqui na América do Sul,
então eles são terroristas, mas a esquerda não quer que a gente coloque o nome deles de terroristas para não ter interferência internacional aqui. Então enquanto nós não tivermos maioria na Câmara, a gente não consegue aprovar nada. Com Bolsonaro, no antigo governo, nós Fizemos grandes mudanças do que adiantou. Nós perdemos a eleição, veio o governo de esquerda e desfizeram de tudo que nós fizemos, porque é a maioria, a democracia é a maioria de votos. Então nós não temos maioria, não tem como mudar o Brasil, >> porque se torna e o o trabalho de de da igreja
tá enxugando o gelo, porque a igreja, a gente tem visto os nossos jovens, a gente que é pastor, a gente tem visto os nossos jovens da igreja se Saindo das igrejas para ir fazer parte do crime organizado. Antigamente era ao contrário. >> Então agora, agora vou falar como pastor, não como parlamentar. Abre, peço aqui licença ao pessoal que organizou o debate. Precisamos de um avivamento. Um avivamento, como aconteceu na Inglaterra, um avivamento como Charles Finny, que era um homem bebum, um crente meia boca, Que teve um encontro com Deus e a adotou sobre si a
santidade como estilo de vida, ao ponto dele entrar nas fábricas e as pessoas que tinham a vida torta olhavam para ele, começavam a chorar e se jogavam no chão. Precisamos de um avivamento a lá de John Wesley, que um homem de 1,5 m de altura pregava para 20.000 pessoas no meio da rua, porque as grandes igrejas religiosas como anglicana não aceitavam ele pregar, porque ele só falava de santidade, de Pureza. Mas no meio da rua as pessoas ouviam e ele mudou o ele mudou Londres inteiro, ele mudou a Nova Inglaterra inteira. Então, precisamos de um
avivamento. Aí a igreja pode fazer a diferença. Se não dá para pregar como os nossos pais pregavam, as irmãzinhas do coque que estão me assistindo agora, vão orar, vamos botar o joelho no chão, porque se o meu povo, que se chama pelo meu nome se humilhar e orar, então eu ouvirei dos céus, sararei a sua terra e Modificarei o seu país. >> Maravilha. A gente vai conseguir perder essas almas que Satanás tem levado embora, né? >> Aí nós vamos recuperá-la, se Deus quiser. >> Maravilha. Obrigado, pastor. >> Obrigado. >> Mais um chegando aqui. Seu nome?
>> Diácomo Quiarote. >> Como é? Diácomo. >> Diácomo. Mais conhecido como pastor J. Sou pastor ali em Itapevi, na comunhão rara. >> Diácomo italiano, né? Isso. >> Diáco. >> Eh, pastor, a minha minha pergunta é é referente a como que o senhor eh age como parlamentar, cristão, pastor, né, dentro da de um ambiente assim de tanta corrupção, igual o senhor mesmo falou, né, que não consegue aprovar nada se não há um conchavo político, se não há uma rachadinha, se não há um acordo. E aí Entra essa questão, né? Nós sabemos que o cristão ele deve
participar da política. Isso aí eu concordo. Porém, eu acho que fica meio eh estranho pro pastor ele assumir essa posição, por assim como o senhor mesmo eh citou aqui, eh acontece muita coisa lá dentro e aí nós sabemos que se tivessem alguma coisa para expor do Senhor, já teria sido exposta. Mas e o senhor? O senhor expõe aquelas coisas que o senhor consegue identificar como corrupção ou tem coisa Que o senhor já omitiu ou omite? >> Boa pergunta. Vamos lá. Primeiro, deixa eu esclarecer aqui para que não fique dúvida em quem tá assistindo esse debate.
Eh, quando eu falo que você precisa negociar, nem sempre é a troca de favor de corrupção. Às vezes na política a gente diz que o ótimo é inimigo do bom. Vou dar um exemplo prático. O governo quer aprovar um salário mínimo maior. O governo apresenta lá, nós queremos Colocar o salário mínimo a 3.000. Aí vem a oposição contra o governo, que é o papel dela, deixar o governo ensaiar justo. Não, o salário tem que ser R$ 5.000. Qual que é melhor, 5.000 ou 3.000? >> 5000. >> 5.000. Só que se a gente aprovar um salário
de 5.000, nós quebramos o Brasil. Nós temos 19 milhões de pessoas aposentadas, tem 47 milhões que vivem do Bolsa Família. você vai ter que subir Tudo. Nós não temos caixa para isso, né? A nação brasileira, você vai quebrar o Brasil. Então, alguém tem que agir com responsabilidade. De que forma? Sentar na mesa de negociação e falar: "Governo, ó, 3.000 a gente não quema". O governo fala: "5.000 não dá. Então vamos chegar no denominador, no denominador comum. O ótimo seria 5.000. 3.000 já tá bom porque tá aumentando, mas não dá. Então vamos lá. 3100, 3.200. Aí
você negocia esse tipo de negociação. É claro que tem Negociação que envolve sim venda, porque tem político que não tem valor, tem polític tem preço. >> Uhum. >> Eu tenho valores que são innegociáveis, mas isso eu falo de mim, né? Então, a a política é a arte da negociação. Houve um pensador alemão chamado Klausenvitz. Ele disse assim: "A política é a continuação das guerras antigas por outros meios. Antigamente duas nações estavam com problema, iam lá para para Um fronte, guerreava a preço de sangue. Aí criou-se a política, um homem civilizado. Então a gente continua debatendo,
mas agora é na na via da argumentação, né? A política se faz no campo das ideias, nunca com xingamento, nunca com briga, né? Então isso também é uma outra coisa ruim. Nós estamos de fato vivendo um tempo estranho na política, tá muito baixo o nível dos debates, né? Por conta disso, por causa da do extremismo, né? A política tá Polarizada. Então eu o que faço? Se for preciso para um bem maior, eu vou sentar com petista para tentar ter o voto dele. Porque tem coisas que são caras tanto a eles quanto a nós. Tem coisas
que fogem a ideologia, tem coisas que podem beneficiar o povo. Mas aí >> tem gente que não, a mí eu não sento com ele para conversar. Isso é intransigência. >> Sim, né? >> Mas e quando o senhor vê as coisas Erradas acontecendo? Eu sou ali para isso. Eu vou e denuncio. Eu denuncio. Tanto é que nós temos as CPIs. Nós conseguimos denunciar quando são CPIs, quando são algumas coisas práticas. O discurso na Câmara ele é muito difícil às vezes porque nós temos 513. Nós não temos hora suficiente para todo mundo poder falar naquele microfone, entendeu?
Por isso hoje nós temos as mídias sociais e a gente faz uso delas e Denuncia através das mídias sociais. E quando tem algum problema grave, a gente aprova uma CPI, como tá tendo agora a CPMI do INSS, agora vai ter CPMI da a CPI da segurança. É nesses lugares que os parlamentares, que são os fiscais do executivo, fazem as denúncias. E aí o senhor eh citou algo agora também sobre eh a bancada evangélica ou conservadora ser uma minoria ali. Então eh basicamente é aquela questão que o senhor falou, vamos ficar como um Zagueiro, né? aquilo
que não der para passar, a gente Então é é não é ficar meio inerte a situação. >> Lembra que eu disse agora a pouco a frustração na vida pública? Porque é isso, mas esse é o preço da nossa liberdade. Se você perguntar aos pensadores de democrático, você vai falar: "Qual é o maior bem que uma pessoa tem?" é liberdade, senão a gente não podia est tendo esse debate aqui. O Brasil tá Estranho porque nem tudo mais é liberdade. Estamos vivendo uma ditadura velada, mas o princípio da democracia é a liberdade. Liberdade tem preço? Alguém vai
dizer que não, mas eu lembro da frase do Bolsonaro dizendo que o preço da liberdade é eterna vigilância, né? Alguém escreveu isso, Bolsonaro replicou. Só que eu achei um outro preço da liberdade. Qual é o preço da liberdade? Pergunte para mim qual o preço da liberdade. >> Qual o preço da liberdade? o parlamento. Para se manter a liberdade, nós temos que manter o parlamento. Por mais que tenha regalias, por mais que que gaste com dinheiro, o custo da liberdade chama-se parlamento, porque o parlamento tá o extrato da sociedade. Sem parlamento é ditadura, seja ela de
direita ou de esquerda. E na ditadura você não tem liberdade. >> Tem tem muita gente também no parlamento. É um >> uma superlotação ali de pessoas, >> não é? Porque ele é o extrato da sociedade e ele é feito com base em cálculos de de número de pessoas. Para nós foi feito de um jeito, em outros lugares é de outro, né? Nós temos no Brasil, sim, um problema sério. Por exemplo, São Paulo, nós temos 70 deputados. Aí você vai em outros estados que tem oito, mas o estado do Amapá, por exemplo, que tem pouquinhos deputados,
tem 600.000 1000 habitantes. São Paulo Tem 40 milhões. Então, se for proporcionalmente, o estado de São Paulo é o que mais é prejudicado na questão democrática, na questão de votos, na questão de podermos fazer a nossa participação lá. Vamos lá de novo aqui com o nosso grande líder Fábio. >> Vamos lá. você como um pastor, um homem de Deus, que a gente vê que você é bastante culto, tem bastante Experiência a na área e também como pastor tem bastante maturidade. Porém, você é um pastor, ah, você é um homem de Deus. E a palavra de
Deus, ela nos diz pelas palavras do apóstolo Paulo a Timóteo, aquele que exeja o episcopado, excelente obra desejo, importante, pois que o ministro parará parar. E e e o texto ele fala que a função do pastor é a pregação da palavra, é a oração. Então a gente entende que no Antigo Testamento houve homens de Deus que eh estiveram no executivo e também no legislativo. Nós entendemos isso como Davi, como José, como governador. E isso é extremamente relevante. Porém, o papel do pastor no Novo Testamento não é um papel de estar ah na política, ao meu
entender. O chamado pastoral é um chamado para estar à parte, é chamado Para ah trabalhar com a igreja, abençoar a vida a dos seus. Então, eh, baseado nisso, né, biblicamente falando, você tem base e respaldo para falar que Deus te chamou como pastor para estar no legislativo? Eh, eh, seria a uma pergunta. >> Romanos 13 diz que toda a autoridade é constituída por Deus. Eu fui eleito uma autoridade, portanto, a bção de Deus é caiu sobre mim. Qual é a função de um Pastor? Proteger suas ovelhas. Dentro do parlamento. Eu protejo a igreja de leis
nefastas como essas que eu citei aqui e outras coisas mais. Seria ruim se eu tivesse deixado abandonado o pastorado, pastoreado. E eu não abandonei. Eu fico em Brasília terça, quarta e quinta pela manhã. Quinta noite eu saio para pregar. Prego quinta, sexta e sábado como profeta, pregando pelas nações. Domingo eu tô na minha igreja e ali eu pastoreio, abro meu gabinete, atendo os Meus pastores, prego na minha igreja. A segunda-feira eu pastorei a minha casa, porque eu também sou pai, esposo, né? Então, para mim nunca foi um problema, né? Eu consigo exercer. Eh, e vejo
isso com inclusive com maestria. >> É, na verdade você exerce o papel de evangelista, de pregador, de >> eu faço de tudo um pouco, >> de pastor, de deputado. É, você faz de tudo um pouco. Quem faz de tudo um pouco >> acaba não fazendo nada. >> Não sei. É o que você disse. Isso aí, isso aí são isso aí são palavras. >> Toda regra, toda regra tem sua exceção. >> É, são palavras suas. O que eu entendo é que o chamado pastoral é para realmente cuidar de pessoas e cuidar da igreja. Eh, você tá
fazendo um papel que é extremamente importante de zagueiro, não consegue fazer de atacante, mas faz de zagueiro. Outra questão é é a complexidade do sistema legislativo. Eu entendo que quem é eleito, eu lembro Muito do Tiririca, né, que pior que tá não fica, mas sempre dá para piorar, né? E a gente descobriu que dava para piorar e piorou, né? [risadas] Nós nós nós descobrimos isso e a gente percebeu ali e percebe dentro desse sistema que muitos desses homens que tomam posse dos seus cargos tem a capacidade mínima e o conhecimento mínimo de direito para sentar
e desenvolver um projeto de lei. Você como uma pessoa formada em teologia, Que é muito nobre, eu também sou e admiro, tem nada a ver com você não teve interesse, vontade de se capacitar, de buscar conhecimento, de fazer um curso. É, >> vamos lá. >> Vamos pra Bíblia. >> Na verdade, vai ter que trocar isso aí. >> Por quê? >> Tá bom, eu saia. [risadas] Não, mas eu eu não posso responder. Quer responder. >> Eu quero. Mas é claro que eu quero. Eh, vamos pra Bíblia. O maior pastor do Velho Testamento que teve o maior
rebanho que ele tentou conduzir do Egito para Canaã, >> Moisés. >> Moisés. >> Moisés foi o primeiro legislador. >> Primeiro legislador da história. Eu falei que o >> o livro de Levítico, ele construiu as leis. >> Sim. Levítico, os pentateu é a Constituição Federal do povo judeu, né? E Moisés conseguiu eh conseguiu pastorear da sua forma e criar leis. Então eu me vejo assim >> ali tava dentro de outro contexto histórico, geográfico e cultural. Bom, >> porém, porém ele exerceu o o episcopado ministerial e o político, tá? Mas voltando para cá, paraa minha vida, eu
antes de me tornar eh teólogo, eu militei no direito. Eu tranquei uma Faculdade de direito, que eu amo direito, né? Eu não sou eh um advogado formado, mas eu debato com advogados, com juízes, porque por conta da minha função como parlamentar, né? Eu eu leio, eu li, quando eu me tornei político, eu tive que eu li pelo menos uns 200 livros sobre política. Imagine você falando português, entrando numa sala onde todo mundo fala em alemão. >> É um estudioso. >> É o que acontece na vida política e Talvez alguns alguns políticos não cresçam por isso.
Chegam lá dentro, é tudo muito difícil, a linguagem é muito difícil, você não conhece nada daquilo, então você opta pela parte mais fácil. Então você é capaz de dizer que grande parte do legislativo é ignorante >> 90% eu diria. Se você perguntar o que é votado naquele plenário, >> se você perguntar para um deputado o que é votado no plenário grande, deixa só, deixa eu só eh formatar aqui o Pensamento. >> Tudo que é votado no plenário Luíes Guimarães, que é o plenário maior da casa, se você perguntar para os deputados, 90% não sabe o
que tá sendo votado, porque tudo foi resolvido no colégio de líderes. Nós temos 30 líderes, cerca de 30 partidos. São eles que definem a pauta e são eles que vão falar pelo partido. Eles vão numa reunião com a gente na reunião da bancada, ó, vai ser votado isso, isso, Como pensa o deputado, como não pensa. Então ele sai dali com a vertente. A maioria não sabe o que tá sendo votado. Essa é a grande realidade. Mas volto aqui atrás, é o preço da liberdade é o parlamento, Brasil, porque sem ele nós teríamos uma ditadura. >>
Eh, o o parlamentar que entra lá dentro e quer fazer alguma coisa, tem que estudar. Tudo na vida é estudo. Então eu fui estudar, não sou o melhor de todos, mas Eu estudo, eu sei, eu tenho, eu não tenho problema de cognição, eu consigo ler um texto e entender. Eu não sou analfabeto funcional. A grande maioria, infelizmente, é. Mudar esse sistema seria privar o povo da democracia plena, porque a democracia é isso, é a pessoa quer quer ser representando o povo, o povo votou no analfabeto, o povo quis votar nele. Como é que você pode
ir contra o povo? Aí você seria contra a democracia >> e concurso público é antidemocrático com todos aqueles requisitos. Mas para você >> aí é uma outra história. Eu eu também penso. Eu penso exatamente com você. Para mim teria que ser feita uma triagem. >> Teria que ser feita uma triagem. Talvez no futuro aconteça isso. Talvez quando a gente chegar a um nível de sermos parlamentaristas e não um regime como nosso, que é o presidencialismo de coalizão. >> É um presidencialismo de coalisão, né? >> Mas é, mas o sistema é parlamentarismo. Em partes, não. O
presidente ele tem a caneta na mão e a caneta dele tem muita tinta porque ele tem o executivo, né? Ele lida com o dinheiro, né? Então o nosso nós nós somos uma democracia muito nova, tá amadurecendo ainda. Um dia a gente chega lá, mas suas provocações foram boas e isso aqui é bom para quem tá assistindo a gente na hora de votar numa pessoa. Agora nós temos um fenômeno Novo. A política tá desconfigurada. As pessoas votam em blogueiros. Lembra na fala do Lula dia desse dizendo que o esse parlamento é o parlamento que tem o
maior o menor o o nível mais baixo da história? Eu não discordei do Lula. Porque infelizmente sendo ele o que é, e eu tenho um milhão de diferenças contra ele, até 1 milhão e uma, o que ele falou não não tá de todo errado. Por que nós temos muitas brigas? Porque o povo mandou pro parlamento mais blogueiros do Que pessoas que estudaram a política. Porque hoje você tem intenção boa, você é um empresário, você vai representar a sua classe, você se candidata para você ter voto, tem um Deus acuda, porque voto é muito complicado. Aí
vem um blogueiro que explica. >> Mas por que que o povo mandou? Porque não tem critério. >> Aí o povo vai vê o blogueiro, não, gostei da fala dele aqui e vota. Aí o camarada chega lá, ele ele acha que o Parlamento continua sendo blog dele. Aí vai só pra lacração. >> Mas não tá errado quem enviou, não tá errado quem votou. Tá errado o sistema que aceitou essa pessoa lá dentro sem nenhum tipo de qualificação. >> Não é, não é o sistema, é o povo que mandou para lá. O povo é a Vou te
dar um exemplo prático. Quando o povo mandou a primeira vez Tiririca para Brasília, ele tinha teve quantos votos? Quase 1 milhão, 1 milhão votos. >> Tinha mais 1 milhão de votos. Isso mesmo. >> Na última eleição ele teve 70.000. O que que aconteceu? O povo começou a falar: "Calma, eu não posso votar por brincadeira. O tal do voto do protesto não posso votar por protesto mais." O povo começou a a abrir os olhos. Então a política ela é crescente. Você vai você vai amadurecendo. Nós estamos no processo de de maturação >> ou não, porque até
mesmo o processo é Cíclico. Hora à direita. Hora esquerda, hora direita, não. Agora nós só tivemos a direita uma vez desde a redemocratização. O PSDB nunca foi de direita, mentiram pra gente. O próprio Fernando Henrique Cardoso, que é o líder do PSDB, que sempre falou que era um um democrata de direita, vai na internet, você vai ver dizendo: "Não, gente, eu não sou direita, sempre fui de esquerda". PT e PSDB, que sempre governaram o país desde 88 para cá, são Irmãos ciameses. Quem é o PSDB? É o petista com anel de formatura, né? E nós
vimos isso pelo vice-presidente da República. >> A primeira vez nós tivemos a direita, o o processo de direitismo foi com o presidente Bolsonaro, >> né? Então, por isso o sistema ficouado. Não, calma aí. Temos que tirar esse homem, temos que defenestrar ele, porque ele vem com princípios, vem com valores que o Brasil não quer esses valores. A Máquina está azeitada pela corrupção. Aí chega um homem, põe o pé na máquina, diz: "Não vai ter mais corrupção, você trava o sistema inteiro." O sistema diz: "Vamos expurgar esse camarada". Foi o que aconteceu com o Bolsonaro >>
e faz que for criando narrativas, criando o 8 de janeiro, o golpe com bíblias, com velhinhas, um golpe contra uma nação de 200 milhões de habitantes com 3.000 pessoas carregando a bandeira e tá todo mundo comprando. Não houve Golpe porque a imprensa falou, o judiciário falou, será que ninguém abre os olhos para ver que isso é é é uma loucura? Mas como é que a gente pode fazer se, como disse o debatedor aqui, estamos numa, não em uma democracia, mas em uma ditadura que não está mais velada? >> É, Aristóteles já dizia que o homem
é um animal político e todos nós, de alguma maneira devemos eh fazer e fazemos essa política. >> Não podemos ser idiota, >> idiotes, né? Daqui a margem da política. >> A margem da política. Ô, ô, >> terminou agora. >> Gostei disso. Quem vem? Larissa. Finalmente a Larissa vai sentar nessa cadeira. Vamos lá, Larissa. Boa tarde. >> Larissa. E eu tenho uma pergunta pessoal. >> Fale mais perto do microfone, por favor. >> Eh, concernente a sua família, as suas Filhas, eh, como que elas lidam com isso? Porque tem que lidar com o seu lado pastor, seu
lado pai e o seu lado político. Elas têm três em um, né? o pai, o político e o pastor, como que é para elas lidar com essa situação? Porque imediante ao ataque que o senhor sofre nas redes, eh, mediante ao ataque que o senhor sofre na vida política, na vida pastoral, na vida civil. >> Sua pergunta é extremamente pertinente. Bom, vamos lá. Já foi muito difícil no Início, né? Porque era tudo muito novo. Eu não acreditava que eu chegaria na vida pública e me tornaria um pária pra sociedade ao ponto de apanhar na minha própria
casa, depedrar a minha casa. E me lembro de uma vez na porta de uma das nossas igrejas, as as filhas mais novas, uma tinha ve outra tinha 10 anos, 50 ativistas do movimento LGBT subiram em cima do carro e tiraram a roupa e esfregaram os órgãos genitais na no rosto das minhas filhas, literalmente. Então, imagina o choque que essas crianças tiveram. A minha esposa contraiu uma doença psicossomática. Ela teve síndrome do pânico. Todas as mulheres da minha casa, as minhas três filhas, incluindo a minha esposa que é psicóloga, incluindo esse que tá aqui falando, todos
nós temos hoje eh fazemos terapia porque o que ficou para nós foi muito pesado, né? Porque eu absorvi num tempo uma luta que eu que eu desafio qualquer pessoa a me falar onde foi uma Briga entre a esquerda e direita antes de 2013 na Comissão de Direitos Humanos. Eu inaugurei esse negócio. Presidente Bolsonaro nasceu comigo ali. Ali ele falando, Feliciano, eu tô aqui, sou seu soldado. Então a primeira grande briga foi foi com a Comissão de Direitos Humanos. E por isso eu digo que a política para mim é uma missão. Sentado na Comissão de Direitos
Humanos não tava um pastor, estava a fé evangélica, o cristianismo conservador. A esquerda Global se uniu contra mim. Eu eu fui atacado em mais de 60 embaixadas. brasileiros ao redor do mundo, manifestações contra mim. Por quê? Porque eles não queriam, não era pessoal, era o que eu representava. Então eles entenderam que o maior país cristão abaixo da linha do Equador é o Brasil, onde o movimento evangélico mais cresce. Se a gente abater e humilhar esse rapaz que está aí e provar alguma coisa dele, a gente destrói um Pensamento. Você mata a referência. Então, para isso,
eles fazem qualquer coisa. A Dilma, uma vez perguntaram para ela o que ela faria para ganhar eleição. Ela disse: "Para ganhar eleição a gente faz o diabo." Palavras dela tem na internet, tem na imprensa. Então, a o esquerdista ele não tem, ele não tem ética. Se for preciso, ele te mata, ele senta com você. É claro que não é matar fisicamente, né? Ele mata você moralmente, ele ele acaba com a sua Reputação. Teve um homem aqui em São Paulo, Tuminha, filho do Romeu Tuma, que foi o o xerife do Brasil, foi senador. Ele escreveu um
livro Assassinato de Reputação, mostrando como a esquerda partiu para cima dele, do pai dele, de outras pessoas que tinham um viés conservador. Então, a minha família foi treinada. Hoje minhas filhas tiram de letra, até porque eu ensinei a elas. Falei assim, ó, ignore conversa de internet. Eu tenho 9 milhões de Seguidores em mídias sociais. Espero que cresça um pouquinho mais depois desse debate aqui, né? Então, se eu parar para ver o que as pessoas falam, eu não durmo, eu não vivo, eu não como. Então, eu consegui me curar emocionalmente. Minha família também. E eu só
estou na política porque a minha família me incentiva. Minhas filhas diz: "Vai, pai". Minha esposa diz: "Pode ir, meu meu meu meu bem". Porque eles entenderam a minha chamada. >> Isso. Obrigado. >> Amém. Pronta. Lá vem a minha irmã. Pastor, hein? >> Pastor, dentro do seu raciocínio, tem algo a perguntar. >> Fala mais perto do microfone. >> Dentro do raciocínio, pastor, foi passado aqui, tenho algo ali para perguntar. Não seria de uma forma rasa aqui pra Sociedade, nós que somos leigos, né, e infelizmente somos sim, de uma forma ou outra influenciado pela mídia digital, embora
as informações são éticas, rápidas, se você tiver acesso às coisas corretas, chegam até nós as informações exata. Mas nessa visão rasa da sociedade, sabe como eles têm um pastor na política, como se fosse um meio do sistema religioso de viver uma vida em conforto, viver uma vida de status, Viver uma vida que traz uma influência maior no meio político, mas na realidade pro meio cristão é algo assim, vamos se dizer, meio complexo. Por quê? Porque um pastor nas comunidades, no submundo hoje, ele tem um acesso mais direto a a almas, vidas, né, para poder estar
ali evangelizando. Não que o pastor não tem, acredito que o pastor eh nesse requisito admiro essa liderança, Mas eu estou falando do sistema religioso que tem dentro da política. E a gente vê como que o senhor lida com isso, pastor. >> Bom, eu sou um ponto fora da curva mesmo na política com a igreja. E explico porquê. Eu não represento uma denominação, embora eu seja assembleiano, tenho orgulho de ser assembleiano. Mesmo sendo assembleiano, sou um dos poucos pregadores assembleianos que Pregam em quase todos os movimentos, mas eu não tenho uma instituição que me mandou paraa
política. Talvez por isso eu apareça tanto. Talvez por isso eu tenha liberdade de ir paraos confrontos, pros embates. Todas as grandes religiões, todas as grandes igrejas evangélicas tem o seu deputado lá em Brasília, tem o seu senador. Por que que às vezes eles não aparecem? Eles não aparecem porque eles estão ali para cumprir um papel. o papel, eles foram Enviados pela instituição e a instituição também tem interesses, como, por exemplo, rádio, televisão. A igreja tem muitos terrenos, tem muitas igrejas e às vezes tem problemas com fisco. Então, precisam ter ali representantes para que esses representantes
falem por eles. A politicagem talvez seja feita por isso, mas se alguém eh se aprofundar na no quesito da política, nós vamos ver que as grandes mudanças na vida política Se deram por causa de pastores que ousaram tocar na política. Qual foi o maior ativista dos direitos humanos que o mundo já conheceu? Martin Luther King, pastor, pastor Batista. Então ele como pastor se envolveu na política, mesmo não tendo ocupado um cargo político, porque não deu tempo, assassinaram ele, possivelmente ele seria um candidato ao Senado e viram, vendo isso, sem sem a caneta na mão, ele
fez o estrago que fez, foram e mataram ele, né? Né? Calvino, Calvino mudou a Suíça, né? Ele mudou o sistema de pensamento. Há quem diga que a democracia moderna se foi baseada nos pilares de Calvino, porque Calvino foi quem lutou para que o Estado laico existe. Porque na época dele a Igreja Católica ela mandava na política. E como Calvino vem com a a reforma protestante, que é essa essa cisão com a Igreja Católica, a Igreja Católica começou a perseguir os crentes também, né? Então ele é o é o ele é é quem cria Um pastor
através da política. essa essa essa liberdade para que a gente pudesse pregar o evangelho. Então, eh o cristão que é apolítico é porque ele não conhece a história. Ele sim é raso, porque ele vai paraa igreja e para ele é só o que tá ali. Mas quando ele começa a experimentar, por eu dei aqui durante essa entrevista vários argumentos, eu falei de várias leis, né? Eu avisei lá em 2013 e os próprios crentes falaram mal de mim. Inclusive, teve cantores Famosos no Brasil, que eu não vou dizer o nome por ética, que na época da
Comissão de Direitos Humanos fizeram vídeos paraa comunidade LGBT dizendo assim: "Olha, eu não sou, nós não somos como esse que tá aí na política para 10 anos depois eles serem obrigados a mudar do Brasil, porque foram perseguidos e foram processados pelo mesmo movimento que eles protegeram lá atrás. E lá atrás eu avisava, não brinque com isso, não se faz pacto com o inimigo. Vocês hoje Estão dando a mão, amanhã eles vão tirar tudo de vocês. E nós chegamos no ponto onde nós chegamos. Nós temos pastores do Brasil respondendo criminalmente com acusações que que não que
não tem fundamento, mas com estado aparelhado. Eu vou dar um exemplo para vocês. Você lembra quando na Parada Gia de São Paulo, aquele travesti ficou na cruz? Eu denunciei aquilo. Eu paralisei uma votação na Câmara, chamei os católicos que estavam comigo, alguns pastores e Nós entramos na na numa sessão plenária de quarta-feira e travamos a a votação inteira. saiu no Jornal Nacional, nos chamaram de deputados medievais, onde já se viu, eu lembro da jornalista Globo falando: "Olha, virou virou uma igreja, estão rezando Pai Nosso, porque eu falei, vamos fazer uma uma oração que é comum
para todos católicos, evangélicos, fizemos o Pai Nosso." Pois bem, conseguimos mostrar o que todo mundo não tava vendo, que a nossa fé estava sendo Vilipendiada no meio da rua. Ponto. Dois anos depois eu fui processado por uma ONG aqui de São Paulo num processo eh tem o nome que agora me fugiu aqui, é um processo feito pela sociedade civil que representavam essa pessoa que estava na cruz. E eu fui condenado a pagar R$ 300.000 que foi tomado da minha conta, um dinheiro que eu juntei a minha vida inteira que eu tava guardando paraa minha aposentadoria.
Foi tomada a minha conta porque sob o argumento de que depois que eu promovi provoquei aquele aquele aquela reunião onde eu parei o parlamento e falei do que estava acontecendo, o número de morte de homossexuais no Brasil aumentou e a culpa foi minha por um discurso de ódio. E aí aqui em primeira instância eu fui condenado, tomaram dinheiro da minha conta já faz 10 anos e eu tô numa briga com a justiça porque eu consegui levar pro Supremo Tribunal Federal e lá eu Ganhei o ano passado. A justiça entendeu que que eu não pratiquei nenhum
tipo de crime. Aí veja só, tive que em todas as instâncias e tem um ano que eu ganhei o processo, até hoje o estado não me devolveu dinheiro. Então, veja só, eh, nós somos perseguidos, >> certo, >> por conta da nossa divisão. Vocês lembram quando tinha manifestações contra mim, eram 30 pessoas saíam na Página do jornal, saí na no Jornal Nacional. Por que que os crentes nunca foram pra rua para me defender? >> Exatamente. Ligado, né, essa situação, né? Pois é, porque o nosso povo é muito ordeiro. Não, pastor, tô orando pelo Senhor. Parece >>
que a oração se tornou o refúgio de um grupo de covardes que poderiam ter sim surgido. Fal, não, ninguém vai tocar em nós não. Vê se o o porta dos fundos faz algum tipo de piada com os muçulmanos. >> Não. >> Por quê? >> Simples. Porque os muçulmanos reagem. >> Sim. >> Lembra lá do que aconteceu na França? Aquele jornal Charles Ribliram uma bomba, mataram as pessoas, ninguém toca neles porque eles não aceitam que ninguém brinque com eles. Agora nós, a gente vê um pastor sofrendo uma calúnia, não deixa, deixa ele é o pastor, não
é da minha igreja. Vê a irmã, deixa, não é Da minha igreja. Nós somos divididos. Aí eles fazem de tudo para nos destruir. Se fôssemos mais unidos, a pergunta do do que eu falei agora a pouco do chefe da casa civil da Dilma, para falar com os crentes, a gente tem que falar com quem? Não temos um líder, somos divididos, isso nos enfraquece. >> Isso não faz parte do sistema religioso, >> só dos evangélicos, porque a Igreja Católica entendeu isso. Ela também tem divisões. A igreja católica tem o Catecumenato, tem tem a ordem dos jesuítas,
tem a ordem disso, daquilo, mas todos eles convergem na CNBB. Tem alguém que fala pela instituição com o governo. Nós não temos quem represente, porque nós não temos a a ombridade ou a humildade de pegar os principais líderes, sentar numa mesa e vamos criar aqui uma confederação para nos representar diante do estado. Deixemos as diferenças de lado e vamos eleger alguém que vai falar por nós. Não, mas Tá, eu aceito. Se for da minha igreja, não, não. Se for da minha, eu aceito. Se for da minha eu aceito. Então, somos divididos. E por isso não
somos sempre pisoteados. >> E não tá criando uma banalização no meio evangélico devido a essa situação do sistema religioso, porque eu acredito do quê? >> Olha, pastor, na que na sociedade, na questão rasa, a visão que as pessoas eh de nível, vamos se dizer, de Alfabetização menor, ela tem a visão qual? Nem todos têm acesso, como o senhor sabe disso, as estatísticas comprovam. Nem todos têm acesso a um contato direto. Então o que que acontece? A visão nossa da mídia, a mídia que não argumenta das formas certas, que tem muitas redes sociais hoje que estão
mantendo todo esse público a ter acesso às informações mais amplas sobre a política, que é algo que por mais que a gente tente eh Entender, entender de uma forma direta, é quase impossível. como o pastor mesmo fala que você já tem tanto tempo de experiência, ainda tem dificuldade. Imagina uma pessoa que vem de uma comunidade de vida rasa, então qual o meu parecer dentro disso? Não é criada uma banalização, um escândalo assim no meio evangélico? Porque um dos pastores, não digo o seu caso, pastor, senhor é uma pessoa muito de ética, uma pessoa que a
gente tem o que admirar, mas eu Digo assim, num lado amplo da política, na visão que a gente vê, tem muita banalização, porque há muito excesso de escândalos no meio evangélico com pastores. Hoje tem pastores, líderes que de algum momento como cidadão, acredito que é uma forma ética. você pode ter o direito de ir para para diversas condições parlamentará, porém, como líder cristão, como a o a igreja evangélica levantou muita Bandeira do do bolsonarismo e hoje nós estamos vivendo num quadro diferente com líder religioso admirado no nosso Brasil e até fora do país. Olha o
que tá acontecendo hoje. A visão rasa criou-se um escândalo devido essa empatia que houve, porque eu não vejo que ali tá desabonando a imagem, mas uma visão das da comunidade, pastor, é uma banalização, só traz escândalo, pastores na política. >> Eu não acredito nisso. Permita-me Discordar de você. >> Um líder religioso tem o seu papel na sociedade, né? Vamos ser sinceros. Se alguém me chamar para fazer uma oração, eu devo ou não devo orar pela pessoa? >> Sim. >> Seja ela quem for. seja um comunista, seja um socialista, seja um bandido, um traficante. Então, nós
temos que saber separar a questão política da politicagem, né? Um líder religioso de alta patente, Se ele escolher um lado de fato, ele vai ter que arcar com as consequências daquilo, né? Agora, isso não impede dele fazer uma oração por quem quer que seja. Eu acho que o escândalo é produzido mais pela nossa falta de compreensão do que de fato o escândalo em si, né? Eh, então é, é, nós estamos vivendo um momento de polarização. O problema está na polarização, né? Nós temos dois grandes líderes políticos no Brasil, a gente não pode negar isso. Um
se chama Lula e o outro se chama Bolsonaro. Os dois criaram dois movimentos políticos que são antagônicos, mas são os maiores. Eles criaram duas religiões, o lulismo e o bolsonarismo. Um tem 30% da população e o outro tem 30% da população. Não tem o que fazer. Lula foi preso, alguém abandonou ele? Bolsonaro falou besteiras, nós abandonamos ele mesmo sendo pastores. Por que não? Porque nós acreditamos naquela ideologia. É o que nós temos. Então eles são, eles têm um um magnetismo pessoal único. Se o Lula chegar aqui agora, em 5 minutos, a maioria vira tudo lulista,
senão todos. Se o Bolsonaro chegar aqui agora e tiver algum liv, tem 5 minutos todo mundo vira bolsonar isso porque eles têm o magnetismo pessoal, eles têm o dom, né? Então, criaram esse antagonismo. Então, nós estamos vivendo esse momento de polarização e isso é muito ruim porque isso nos limita, faz eu que sou Conservador, não posso nem tomar um café com o outro que é de esquerda, né? E faz o de esquerda não poder tomar um café comigo que sou conservador, porque as pessoas já vão falar: "Não, aqui virou a folha, mudou a página". Então
é o momento que nós estamos vendo é muito complicado, mas eu penso que o escândalo que vem vem porque o nosso povo não tem a visão da política. Por exemplo, se eu estiver aqui relatando um projeto e eu preciso do voto da esquerda, como é que Eu faço, >> pastor? Mas um fica um jogo político. >> Eu Mas é a política. A política é a arte da conversação, da negociação. Por exemplo, se eu quero mudar a a Constituição Federal, eu preciso de no mínimo 38 votos, ou seja, a maioria do parlamento. Lula tem 130 votos
hoje, que é 30% do parlamento. Bolsonaro tem 130 votos. Eu não consigo os votos da esquerda, então eu tenho que sentar com o centro, o os partidos de centro. E Para negociar com o partido de centro, eles também votam com o Lula, quando é importante para eles. Eu tenho que sentar e negociar. negociar como não é abrir mão dos meus valores, mas ó, o projeto tá assim, desse jeito aqui ficaria perfeito. Não, assim não vai. Tem que dar alguma coisa na política. A gente fala assim, você dá um dedo para não entregar a mão inteira.
É a política. Abram Lincoln, um dos maiores eh políticos do mundo, cristão devoto, Não começava o dia sem ler a Bíblia. Ele acabou com a com a escravidão eh entre os negros americanos. Sabe a que preço? Ele corrompeu a metade do parlamento, a metade do Senado ganharam títulos e terras, senão talvez teriam escravos até hoje, porque eram o país mais possante do mundo. Então, veja só, por que ele fez isso? Talvez porque ele tenha lido um versículo da Bíblia. Não sejais demasiadamente justo, nem demasiadamente injusto. Na vida pública, você tem que Ter um um ponto
de flexibilidade, porque se você for rígido demais, você quebra. Talvez, digo só, talvez, perdemos tudo que nós perdemos, porque nós tínhamos tudo para para termos um por causa disso, a a inflexão, a o os deputados mais aguerridos, a eh o extremismo, né? Nós temos deputados de extrema esquerda e temos sim deputados de extrema direita. Eu não posso fechar os olhos para isso. Eu estou num partido que é chamado de extrema direita. Eu sou De direita, né? Eu até digo que não existe direita no Brasil, existem direitistas, que a direita é uma ciência e nós não
temos uma faculdade que ensine filosofia de direita. A a esquerda tem todas as universidades federais e aplicam, ensinoam aos filósofos de esquerda. Não conheço nenhuma faculdade no Brasil e que apresente lá pro pro menino que quer estudar eh algum pensador com eh como Scruton ou outros. São são dezenas que que poderiam ensinar O caminho do conservadorismo, do capitalismo, do liberalismo. Não temos. Por que que os partidos de direita, o meu, por exemplo, eu dei essa ideia, por que que a gente não pega o fundo eleitoral e construímos uma faculdade no Brasil? Aí nós tentamos colocar
via eh as escolas cívico-militares, veio o Lula, baixou um decreto, acabou com elas, porque na escolas cívico-militares você aprende princípios, princípios de Conservadorismo. Então a esquerda se formou como ciência, a direita não tem isso. Então, mas eu não sou de extrema direita. Você vê, eu sou, você me acompanha nas mídias sociais, >> você viu que eu eu sou incisivo. Eu falo do STF, >> por que que eu não tive minhas mídias sociais caçadas? retaliação. Por isso que eu fiz uma pergunta, por que que as minhas mídias não saíram? Por que que eu não estou em
nenhum inquérito das fake News? E todos os outros deputados da direita estão. Eu sou de direito, mas por que que eu não estou ali? Porque eu não sou radical. >> É, >> eu quando eu vou, eu vou brigar, eu brigo em alto nível. Eu falo coisas que são piores do que palavrão, mas eu falo no nível que o juiz lá tá entendendo, que o STF entende. Então, quando eu digo assim, vossas excelências agem como todo mundo, quem tá lendo, que não tem o Conhecimento, fica assim, cri cri cri, mas você pegar o que é bil
para ver, é canalha, é gente que não vale nada, mas eu usei uma linguagem alto nível e eu não atingi um, eu falei do sistema, eu falei da instituição. Então existem várias maneiras de se dizer uma verdade. O radical ele escolhe o atalho porque é o que dá o clique, vai pra briga, é a lacração. Só que isso não tem efeito positivo. Você não consegue mudar uma lei, você não Consegue mudar o coração de uma pessoa, você não consegue eh convencer a pessoa no intelecto. Então, nós estamos num nível extremamente difícil por conta disso. Mas
a política ela é benéfica. Nós não podemos desistir da política. Precisamos mandar pessoas boas, porque senão os maus vão ocupar. E eu particularmente prefiro votar num irmão meu fraco do que votar num feiticeiro forte, estando ele na vida pública. >> Mas isso pode ser uma abertura também, Né, pastor, pros maus intencionados. Mas eu tô dizendo que é para acabar com isso. Exatamente. Acabar com isso. >> Pastor Roberto quer fazer parte da >> Obrigado, pastor. >> Pois bem, >> Roberto Marinha. Tem gente no banheiro aí. >> Calma aí. >> O Roberto Marinho vai fazer, você tem
certeza vai perder o seu emprego? Não vou não. [risadas] >> Pois não, Roberto. >> Bom, a o assunto hoje aqui é justamente esse. Pastor Marco Feliciano é um pastor e é um político legislador, eh, no qual eu tenho muito orgulho, né, inclusive de acompanhá-lo, de estar do seu lado aí há 16 anos nessa luta, um ano antes do seu ser deputado, já tava ali e hoje vendo de pertinho todos esses embates. E o tema hoje aqui são pessoas eh reunidas que não concordam com pastores na política e por isso >> acho que não concordava. Eu
ia falar isso agora. >> Eu ia falar isso agora. Desculpa rapaz. Minha voz tava boazinha. Falou sentar aqui. Vai lá continuar. >> Coloca no ungido de Deus. >> É. Tá vendo? Eu ia até fazer essa pergunta, né? Será se dos que estão aqui ainda alguém ainda continua com o mesmo pensamento depois de ouvir tudo que o pastor falou? Mas o meu eh eu sentei Aqui para para falar o seguinte: tudo que o senhor falou, concordo em números, gêneros e grau e tá tudo certo. Ah, vou levantar apenas uma polêmica. O senhor não acha que agora
o senhor não poderíamos subir num num nível maior como cristãos e como evangélicos no Brasil? Você não acha que agora eh os evangélicos no Brasil não precisam assim de verdade de alguém para não ser apenas Um legislador, não ser apenas um político, não está apenas num cargo, mas também para de uma certa forma liderar um povo pente, que nós estamos aí no Brasil de 30 a 40% ou quem sabe até mais, para nós de uma vez por todas saírmos de dependências de outros e sermos o nosso grupo, a nossa voz, os evangélicos, né, liderados, porque
se realmente esse número do BGE for correto em porcentagem de 30, 40%, praticamente Os evangélicos no Brasil, eu não tô nem dizendo os cristãos em geral, vamos v vamos levar só pro nosso nosso, né, nosso grupo, nosso nicho, que o senhor é o pastor evangélico. Então, se eu não acha que já é tempo ou já de repente até passou desse tempo de agora isso ser uma realidade, ao invés de esperar para que outros comecem, eh, de repente o senhor, como esse líder que o senhor é, de repente a a figura política e eh o senhor
viu aqui, todos nós foram Testemunhas aqui de exemplo que o senhor tá dando aí nesses quatro mandatos, são 16 anos ali dentro. Então não seria a hora de alguém se levantar e falar assim: "Ó, povo evangélico do Brasil, vamos erguer, vamos de fato fazer algo e subir para um patamar maior, como, por exemplo, levar esse povo a a nós temos ali na presidente da República, né, um evangélico de verdade com testemunho, com exemplo. E aí não apenas no legislativo, agora também nos executivos Da vida e por não lá em cima. Pastor, o senhor sabe do
meu pensamento e eu venho aqui a público dizer para todo mundo que ele sabe meu pensamento. A única coisa que eu não concordo com o senhor é isso, porque o senhor tá pronto, tá preparada. Era para ser o nosso presidente. Mas o senhor fala: "Não, vamos esperar fulano, vamos esperar ciclano, vamos conversar com 100, vamos deixar todo mundo ir. Eles é que tão eu." É a única coisa que eu não concordo com o senhor é essa Fala. Você tem o direito de de não concordar, né, Roberto? Você sabe mais que eu os meus pensamentos. Veja
só, o executivo é o único cargo que você não consegue fazer sozinho. Você tem que ter um time, você tem que ter partido, você tem que ter eh o bom, o o desejo de um dono, de um partido para te dar legenda, né? E nós já tivemos exemplos, por exemplo, a senadora agora deputada Marina Silva, ministra, né? Ela foi eleita, ela foi Candidata à presidente da República, ela teve 13 milhões de votos e ela entrou paraa história. E ela teve 3 milhões de votos porque ela usou a bandeira do movimento evangélico e isso fez com
que a esquerda olhasse pros evangélicos eles eles estão crescendo. Mas de repente nós descobrimos que a Arma Marina era mais de esquerda do que a própria esquerda. Então, foi defenestrada do nosso meio para o executivo, para o legislativo, ela até consegue se eleger. Nós tivemos Em 2014, >> 2014, tivemos um pastor candidato que foi o pastor Everaldo. Tivemos o outro candidato que era meio jocoso, que era o >> Cabo da Ciola, >> o Cabo da Ciolo. Uma bênção, uma bção para não falar outra coisa, né? Eh, então, eh, as pessoas sabem que nós temos condições
hoje, se não de ganhar eleição, de mandar eleição paraa esquerda ou paraa direita. Roberto, nós Somos a única base social que não abandonamos o presidente Bolsonaro. >> Verdade. >> A única base que não deixou o presidente Bolsonaro foram os evangélicos. Por isso que ele nunca baixou de 26, 27% de aprovação da sociedade, né? Por o que nos une ao Bolsonaro é afinidade de pensamentos. Bolsonaro é o líder da direita na América do Sul. Bolsonaro é o o nosso o nosso mentor político. Ele é perfeito. Não, ele e nós não elegemos um Pastor para o Brasil,
porque o Brasil não é uma igreja. Nós precisamos eleger um político. Então, por isso que nós como igreja, se não todas, mas a grande maioria fomos com ele, né? Eh, poderíamos sim na na ausência termos um nome, mas esse nome teria que ser aclamado pelo povo. É aí que você você sempre consegue não me entender, >> porque tem que ser o movimento de baixo para cima. Por exemplo, Magno Malta é um grande nome. Tanto Magno foi cogitado para ser vice-presidente do do Bolsonaro. >> Mas teria que ser o movimento vindo de baixo para cima, um
clamor dizendo: "Queremos o Magro Damares, uma grande líder assinadora, queremos Damares, né? Evangélicos puro sangue. Eu sou um evangélico por sangue, mas eu não posso ser candidato de mim mesmo, entendeu?" É, o senhor sempre fala. >> Exato. Por quê? Se se do que adianta, eu quero ser, mas qual partido me dá Legenda? nenhum, porque não tem tempo, televisão, não tem dinheiro. Eu vou entrar numa aventura, vou virar uma figura jocosa e se for para ir numa história dessa, tem que ser assim e a gente ir por cima, porque de fato somos 26 a 27% da
população, 40 milhões de evangélicos. A gente joga a eleição para um lado ou para o outro. Nós definimos a eleição hoje. Por isso que o Lula tá tentando se aproximar da gente, porque ele vê potencial na gente. Mas falta aquilo que eu falei aqui várias vezes. Nós não temos a liderança necessária. Nós temos na vida pública, eu não vou citar o nome por ética, mas dois grandes pastores que sempre aparecem para falar de política. E o resto, e os outros grandes, ninguém aparece. Então não adianta, se a gente não tiver essa consciência, a igreja, esses
homens sentarem numa mesa e falar assim: "Vamos pensar a política. Não agora, para daqui 15 anos vamos criar um caminho, vamos criar um nome, vamos apostar aqui agora, vamos dar sustentação e não vamos abandonar, porque o Lula foi candidato quatro vezes para depois ser eleito. A um nós perde, a gente abandona. Então, por isso que eu disse que nós não temos uma ciência de direita no Brasil. Mas um dia, se nós tivermos, eu eu teria coragem, mas não agora, >> porque agora nós já temos nó, agora nós temos presidente Bolsonaro e eu tenho Fé, eu
sou pastor, aí eu entro a minha fé. Eu acredito que alguma coisa pode acontecer ainda daqui até o ano que vem, porque a política é dinâmica. Lula tava atrás das grades, >> de repente tiraram ele, ele sentou no na cadeira presidencial. Pode acontecer alguma coisa semelhante com Bolsonaro, né? Agora, não vindo o presidente Bolsonaro, uma outra liderança de direita tem que vir. E essa liderança de direita que vier, ela vai ter que contar Com a igreja. Então, se não um nome puro sangue, mas lembrem desses pelo menos uma vice. Eu não tô falando de mim,
não. Tô falando de outros nomes que estão na política há mais tempo do que eu, na vida pública, né? Mas a igreja deveria acordar sim, porque somos como um elefante amarrado com uma corda, não sabemos a força que temos, né? Um dia nós vamos canalizar essa força nessa fala que o senhor tem, pastor, que eu falo, porque essa visão o senhor tem, Mas eu não vejo outras pessoas tendo. E aí é onde eu falo: "Por que não o senhor propagar mais isso? Dizir mais isso? Botar muito vamos levantar, vamos fazer." >> É muito complicado porque
a política é feita de vaidades. E se você ofender o coração de um vaidoso, ele te mata antes da hora. >> O senhor sempre fala isso, >> entendeu? Se você prega o que desponta, toma martelada, né? Eu não posso ser Candidato de mim mesmo sozinho. Mesmo, por exemplo, o Senado, eu sou pré-candidato ao Senado por São Paulo, mas mesmo sendo pré-candidato, eu dependo do partido querer me dar legenda. Depois eu dependo da ausência do Eduardo Bolsonaro, que é o o pré-candidato oficial do meu partido. Na ausência dele, eu preciso da bênção do do presidente de
honra do partido, que é o presidente Bolsonaro. Eu já tenho de alguns líderes Evangélicos, não de todos, por causa do jogo de vaidades. Então é muito difícil. Então eu não sou candidato de mim mesmo. Para deputado, você sabe como funciona. Eu não posso chegar nas igrejas na época da eleição, quatro mandatos. Eu sou, eu sou leproso porque cada igreja tem o seu candidato. Então, podemos, quem sabe esse, esse debate não abra a mente do povo e a gente comece a pensar, mas o movimento tem que começar lá de baixo. Como assim? As pessoas iriem pra
Internet, porque nós não temos no estado mais conservador do Brasil um senador evangélico. >> São Paulo. >> São Paulo. Começa por aí. Vamos começar a questionar. Por que nós não temos? Porque o cargo do Senado é negociado pelos partidos. Calma aí. ser negociado pelos partidos, porque o partido põe alguém que a gente não quer? Tente lembrar vocês quantos senadores vocês votaram aqui na última eleição. Ninguém Sabe, porque o partido impõe de cima para baixo. Mas e se a gente começar a clamar? Não, queremos, queremos, queremos. Quem tem juízo vai falar: "Calma aí, eles acordaram, então
se a gente quer o voto deles, a gente precisa dar para eles alguma coisa". Aí as coisas podem começar a melhorar. Tá bom. >> Obrigado pela sua provocação. >> Vamos lá, pastor. Eu gostaria de fazer três perguntas rápidas. >> Três. Meu Deus. >> A primeira, o senhor falou sobre avivamento e o senhor foi alguém que despontou, né? É um dos avivamentos que nós vivemos na igreja brasileira. Se não me falha a memória, em 99. através do gideões missionário. E eu vi o senhor falando algo que, infelizmente, na vida pública o senhor tem que ser flexível.
Então, o senhor acha que de uma certa forma essa flexibilidade tornou o senhor Menos espiritual do que antes de entrar na política? Essa é a primeira pergunta. >> Então, vou responder a primeira pergunta. Pelo contrário, a vida pública me tornou mais espiritual, porque a minha dependência de Deus passou a ser muito maior, porque eu passei a ficar exposto demais. E não sei se você lembra que eu disse aqui que na política vai acontecer assim: primeiro, vão tentar te cooptar, se não conseguirem, vão vascolhar sua vida para terem algum Documento para te chantagear. Se não conseguirem,
vão partir paraa covardia, que é inventar coisas. Já fizeram isso comigo? Eu já fui acusado de coisas horríveis. E como é que eu tô de pé? Nenhum político resiste a um escândalo sexual, resiste a a um escândalo eh público. E comigo já tentaram fazer de tudo isso e um pouco mais. E como é que eu permaneço? É porque a minha dependência tá no Senhor. Eu vou pro parlamento, mas eu também subo um monte Para orar. Eu tô ali com as leis, mas eu tenho minhas mãezinhas de oração que me cobrem de oração. Então isso me
tornou mais espiritual. Eu posso não ter mais o fervor de antes por causa da minha idade. Os irmãos sempre cobram, pastor, senhor não vai dar aqueles golpes de kungfu? Faz aquela oração. >> A oração ainda fácil, >> mas aqueles golpes de kungfu? Falei, eu tentei, travou a coluna, meu filho. Eu tô com 53, já sou vovô, né? Então é Natural que aquele fervor já não seja mais como de antes. Porém, no lugar veio uma maturidade que as minhas mensagens hoje têm muito mais peso do que aquelas de antigamente, que aquela de antigamente fazia o povo
gritar, essas de hoje faz o povo chorar. >> Legal. sobre a pauta LGBTQ a mais. O senhor foi alguém que foi processado, né, lá atrás também, eh, por ser alguém homofóbico. Teve a não sei exatamente se teve a fala do senhor que a Homoafetividade é uma doença. Lembra dessa dessa época? Como que o senhor enxerga hoje esse processo? Porque é um movimento que tem crescido e a partir desse crescimento surgiram diversas outras marchas, né? Nós defendemos a marcha para Jesus, enfim. militamos por ela, mas surgiram outras marchas e como o senhor como parlamentar lá dentro
lida com elas o senhor tem que apoiar de alguma forma ou não, para não ter esse sectarismo de Falar: "Não, eu só estou apoiando o povo evangélico". >> Bom, vamos lá. Eh, meu posicionamento nunca mudou. Para mim, pecado é pecado. Eh, má conduta é má conduta, costumes para mim são inegociáveis. Vejo o movimento LGBT, como eu sempre vi. É mentira que eu tenha falado que era uma doença. Eh, as pessoas escutam a gente falar, eu fui em muitos debates, fui em muitos programas de televisão e as pessoas pensam palavras e criam a Narrativa, né? Então,
a a então isso isso é é leviandade daqueles que estão me entrevistando, que estão fazendo isso, porque vende-se o que o que que a imprensa vende? conflito. A imprensa vende assim, o que tá na manchete, nem sempre é o que tá escrito no texto. >> Então, me fui acusado de homofóbico, misógeno, racista e tudo mais. E na justiça eu provei que nada disso existiu. Tanto é que eu consegui reverter todos os processos. Então, eu Provei que isso não acontece. Eu só perdi um processo até hoje que eu tive que pagar mesmo, foi pro deputado, ex-deputado
Jean Willes, porque colocaram o processo dentro do da da questão da do da fake news, não me deram direito de de defesa plena e eu acabei perdendo. Mas todos que eu fui acusado de racismo, de misogenia ou de homo homofóbico, eu venci todos eles porque eu provei que não existiu isso. >> Homossexualidade é doença. Não, não é. Nunca foi, embora já em um tempo passado estivesse catalogado no SID, que é que é um documento que fala de todas as doenças internacionais, já foi catalogado como doença. Para mim, a homossexualidade ela é um fenômeno de comportamento.
Se é um fenômeno de comportamento, comportamento tem a ver com a mente. Só existe um grupo de especialistas que podem tratar de pessoas com problemas eh no seu caráter, na sua na sua questão Interior, nas suas angústias, que é o psicólogo ou psiquiatra, né? Então, para mim, o erro foi eles pararem de estudar o fenômeno, porque no Brasil foi criado pelo Conselho de Psicologia Federal uma resolução que diz que o o profissional de saúde mental não pode mais ouvindo a angústia da pessoa que é um homem, se sente mulher, ele não pode ajudar a pessoa
a voltar a falar que ela é homem. Ele tem que ajudar a pessoa a sair do armário e não permanecer dentro dele. E Isso para mim é um é um crime, porque você vai contra o desejo interior da pessoa. A pessoa tem que ser tratada pelo psicólogo do jeito que ela quer. Psicólogo não receita remédio. Então, se não receita remédio, por que que existe cura aqui? Então, não existe cura para aquilo que não é doença, é um fenômeno de comportamento. Ponto. Essa é uma questão. Eh, como eu lido com isso lá em Brasília, tudo que
aparece na pauta deles, eu voto contra. A não ser que eu veja um alguma coisa que faça de fato sentido. Vou te contar uma coisa que poucos sabem. Eu eu apresentei um projeto que dava um benefício fiscal para as empresas que contratassem travestis com uma idade um pouco mais avançada. Porque na comissão de direitos humanos, quando eu fui presidente, diferente do que as pessoas param, falam, eu ouvi essa comunidade e eu vi que o travesti, O travesti mesmo, aquele que vive no ponto aqui na Augusta e tudo mais, enquanto ele é jovem e tem beleza,
tem vigor físico, ele vai e quando ele envelhece, quando as próteses, as vem as doenças, ele fica ninguém mais o qu. Essas pessoas não têm ninguém que cuide delas depois. Então, como pastor, como ser humano, eu disse, eles precisam ter trabalho também. E às vezes por causa da aparência, porque mudou muito, não tinha um emprego. O movimento LGBT Pediu para que eu não apresentasse esse projeto porque não saiu da mente de um deles. Foram até mim, Tony Reis e outros mais. Ó, não, se você apresentar, nós vamos dizer que você está tentando se aproximar de
nós porque você quer o nosso voto. Olha só como é. É uma guerra política. Então eu não apresentei o projeto, engavetei ele, porque fui proibido inclusive por amigos da bancada evangélica e disse: "Não apresente que Os crentes não vão entender, vão achar que você tá apoiando eles." Eu como presidente da comissão de direitos humanos, vendo uma necessidade humana. Então é a briga é é da cintura para baixo. É terrível, né? E sobre as marchas é um país democrático. Se nós podemos ter a marcha para Jesus, eles têm o direito de ter parado do orgulho gay.
O que não tem direito é praticar crime lá dentro. como, por exemplo, levar crianças e colocar crianças diante De coisas sexualizando elas antes do tempo e e coisas assim. E isso eu sou contra, >> mas a liberdade deles tem que ser >> e a última, eu ia eu iria mencionar a questão da presidência, né? O o rapaz que me antecedeu perguntou, mas eu eu sei que por detrás de toda a carreira política existe uma ganância de crescimento. Quais são as eh quais são as suas ganâncias, os seus desejos de >> Eu não vejo, eu não
vejo como ganância, Como pretensão. >> E pode ser pretensões, repente o Senado, alguma coisa todo mundo quer crescer. Todo mundo quer crescer. Eu tô no meu quarto mandato como deputado federal. Eu acho que hoje, com a maturidade que eu tenho, eu estaria pronto para ir pra Câmara Alta. O sistema brasileiro legislativo é feito, ele é chamado de bicameral. Nós temos duas câmeras, a Câmara Baixa e a Câmara Alta. A Câmara Baixa seria os Deputados federais, a Câmara Alta seria o senador da República. Por que nós temos a Câmara Baixa e a Câmara Alta? Por que
que o deputado tem um mandato de 4 anos e o senador de 8 anos? Você já se fez essa pergunta? Vou tentar esclarecer aqui. Imagine que a Câmara dos Deputados é feita de jovens e o jovem tem um ímpeto. Ele cria uma lei, não, essa aqui vai virar o mundo do avesso. Aí a lembra que eu disse no início aqui que depois que é aprovado na Câmara vai pro Senado. O Senado é a casa revisora. O que que é o revisor? Ele vai olhar e vai dizer assim: "Calma aí, isso aqui é coisa, isso aqui
é coisa de menino, é bonito, mas é impraticável". O senador é a casa alta, é a casa dos mais velhos. Tanto que para você ser deputado, você pode ser com a idade mais baixa. Senador só acima de uma certa idade, porque é a maturidade, entendeu? Por isso que o senador, E por que que ele tem 8 anos? Porque às vezes A Câmara vota uma coisa que todo mundo quer. O senador vai lá e diz: "Não, isso aqui tá errado que vai quebrar o Brasil." Aí o senador tem 8 anos, porque em 8 anos as pessoas
esquecem, senão ele não volta mais para lá com voto. Então, por isso tem um fôlego de 8 anos, porque é a casa revisora. Então, meu sonho hoje seria ser um senador da República, porque eu tenho maturidade, tenho experiência e é claro, eu sonho um dia tá no executivo, não perfeito, né? Não Que para mim seja demérito, mas eu sonho um dia estar na na cadeira da presidência da República. Por quê? Porque eu acho que eu posso contribuir. Se nós já tivermos reinados, por que não um tempo do reinado de Davi, né? Por que não? A
pessoa que veio também, eu tenho uma história de vida muito parecida com 90% dos brasileiros, pobre, vim de família lá embaixo, consegui acender, crescer, mostrei que eu tenho equilíbrio, tenho equilíbrio emocional, Aguento apanhar, porque são características de um político, né? Tudo pode acontecer. >> Uma última pergunta para para encerrar. Se hoje fosse te dado a oportunidade de mudar a política no Brasil, te desse, alguém te desse a carta branca e falava: "Você pode mudar, o que o senhor faria?" Eu transformaria o país, o nosso país num parlamentarismo, como é hoje a a Europa, né? Boa
parte dos países da Europa. Podemos ter até Ter o presidente da República, mas o Parlamento, porque tudo já acontece via parlamento, né? Isso seria uma maturidade. E o parlamento a gente não teria que ficar agarrado 4 anos esperando um processo de impeachment que sangre a nação. O parlamentarismo é assim, o o o primeiro ministro começou, não deu certo em dois meses, a Câmara tira ele, coloca outro. não deu certo, coloca outro. Isso não sangraria o país, >> né? Nós já tivemos dois impeachmans no Brasil, >> já tivemos outros presidentes que tent que foram passaram pelo
processo de impeachment e isso enfraquece a democracia. Isso tira dos outros países a confiança na nação. Não tendo confiança, não tem investimento, não tem investimento, o Brasil fica paralisado. >> OK. Obrigado. >> Esse aí, pastor Marco, eh, considerações finais e agradecimentos. Pois bem, eu quero agradecer aqui ao César Cavalcante e ao podcast Eu Acredito na pessoa do Fábio por essa oportunidade. Isso aqui foi, acho que não muito um debate, mas um esclarecimento principalmente para pro nosso povo cristão, os evangélicos. Mas os católicos podem assistir, os anglicanos, entender qual é a função de um parlamentar que
tenha fé acima, eh, ou melhor, deixa eu escolher as palavras certas, não é apenas a questão de ser ou Não ser pastor, mas sim de ter um caráter cristão dentro da vida pública. E eu vou terminar aqui, como eu comecei, dizendo que o problema não está na política, mas está no caráter de quem nós enviamos pra política. E é possível continuar cheio do Espírito Santo, ter princípio, ter ética estando na política. É, é fácil? Não, não é. Exige vigilância, exige renúncia, mas é possível. Eu acredito no Brasil. Sempre me lembro do Bolsonaro mostrando Israel E
o Brasil. O que Israel tem e nós não temos. O que nós temos Israel não tem, né? uma nação que tem menos de 100 anos de idade, no meio do deserto, e é uma das nações mais poderosas do mundo, em riqueza, em em sabedoria. Eles vendem inteligência e nós com essa esse continente na mão, com a riqueza que nós temos na mão, sendo sempre subserviente, chamado de país de mundo atrasado. Então, tá na hora do Brasil mudar. E através do cristianismo isso pode Acontecer. Não o cristianismo religioso, mas a filosofia cristã, que foi o que
João Calvino aplicou na Suíça e deu certo ante que a Suíça é até hoje um dos países mais requisitados do mundo em questão liberal e e lá eles atingiram o nível que todo o país gostaria de ter. Imagine que na Suíça fecharam a a os presídios porque não tem preso para mandar. Você consegue imaginar viver num mundo assim? Onde você vai lá e fecha a delegacia? fecha o presídio porque não Tem crime no país, onde as pessoas têm estudo. Tudo isso por influência do movimento protestante via reforma com João Calvino, que aplicou os princípios do
cristianismo, ou seja, a filosofia cristã. No demais, Deus abençoe o Brasil. Agradeço a todos vocês que vieram para o bom debate. Me coloco à disposição uma hora para vir aqui para um debate mesmo, daqueles assim de arrancar e faísca do chão. E contem sempre comigo. Deus abençoe a todos. >> [aplausos] >> A FTB com mais de 100.000 alunos é uma das maiores e mais sólidas instituições de ensino teológico do Brasil. E no último, na última semana do mês de novembro de 2025, acontece a Black Friday FTB. E nessa edição da Black Friday você pode inclusive
ganhar um iPhone 17 Pro. Deixa eu explicar como funciona. Em primeiro lugar, a FTB tem os principais cursos no melhor material didático já oferecido num curso de Teologia no Brasil. O primeiro nível é o nível fundamental, o barro ainda tá em forme. No segundo nível, o nível intermediário, você já percebe que é um vaso sendo moldado. E o terceiro nível, o vaso já está pronto. Quando você tem os três níveis, nível 1, nível 2 e nível 3, você tem o vaso pronto aqui as para ser usado, porque a FTB tem um slogan e o slogan
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