[Música] sempre me fascinava ouvir as histórias do meu bisavô sentado na sua velha cadeira de fio na varanda da casa suas narrativas não eram apenas emocionantes mas também trazia um ar de advertência como se ele quisesse que eu aprendesse algo com os erros do passado houve uma história em especial que ele contou uma que sempre me deixava arrepiado era a história do Rio escondido um lugar do qual muitos no sul de Minas preferiam não falar meu bisavô sempre começava com as mesmas palavras há coisas filho que é melhor deixar em paz há lugares que deveriam
permanecer esquecidos o que se seguiu foi um relato que misturava ambição medo e Um Destino que parecia inevitável tudo começou nos anos 70 naquela época o vilarejo era ainda menor e dependia completamente da Agricultura no entanto as terras já não produziam como antes as famílias começavam a sentir o peso da escassez foi nesse contexto que um homem chamado João conhecido por suas histórias de garimpo apareceu com um suposto mapa de pertes valiosos enterrados João afirmava que o mapa indicava um rio nas montanhas próximas onde um grupo de alemães que fugiram havido ouro segundo ele o
ouro Nunca havia sido recuperado e a área permanecia ocada é Nossa chance de sair da miséria disse um grupo de homens no bar uma noite meu bisavô junto com outros três homens R Pedro e Mauro decidiu se juntar à expedição todos tinam suas razões alimentar suas famí escapar da rotina sufocante no entanto nem todos estavam convencidos e a maldição perguntou um dos homens mais velhos bebendo lentamente João riu Mas a pergunta pairou no ar supostamente essa maldição estava ligada a uma curandeira que havia vivido naquela região muito tempo antes segundo as histórias a mulher protegia
o Rio e seus arredores ajudando os alemães a our e cuidando del com sua vida de alguns familiares ruins que estavam atrás dessa riqueza quando foi capturada por eles sua execução aconteceu junto ao Rio antes de morrer ela jurou que ninguém poderia tocar naquele ouro sem enfrentar terríveis consequências meu bisavô lembrou que João menosprezou as advertências são apen contos para assustar queremos temos que tom vamos deixar que os mortos nos detenham apesar de suas palavras meu velho confessou que sentiu um calafrio ao ouvir a história mas a necessidade e a promessa de riqueza pesaram mais
do que o medo o grupo partiu ao amanhecer armados com ferramentas para escavar mantimentos para vários dias e uma determinação que os mantinha firmes Diante Do perigo meu bisavô descreveu o caminho como um jeto que se tornava mais difícil a cada passo a vegetação era densa e o ar carregava uma umidade sufocante que parecia grudar na pele quando chegaram ao lugar indicado pelo mapa Encontraram o rio Escondido entre árvores frondosas e rochas cobertas de musgo a água era Clara mas o ambiente tinha algo estranho meu bisavô disse que tudo estava silencioso demais como se até
mesmo os pássaros tivessem decidido não se aproximar era bonito mas também assustador disse ele era como um lugar que não pertencia a este mundo os homens começaram a procurar nas áreas marcadas no mapa cavando perto das rochas e explorando as margens não encontraram ouro mas acharam restos de objetos antigos pedaços de cerâmica ferramentas enferrujadas e o que parecia ser uma cruz feita de metal João insistiu que estavam perto naquela noite enquanto acampavam junto ao Rio algo inquietante aconteceu Pedro um dos homens mais supersticiosos do grupo acordou gritando disse que tinha visto uma mulher do outro
lado do rio observando-os em silêncio ela não usava roupas e tinha o rosto coberto pelo cabelo era ela a curandeira da história João tentou acalmá-lo garantindo que era apenas imaginação mas Pedro se recusou a voltar a dormir meu bisavô embora não tenha visto nada admitiu que sentiu uma presença naquela noite como se mais alguém estivesse entre eles na manhã seguinte encontraram pegadas que pareciam ser de uma pessoa descalça na areia junto ao Rio nenhum deles disse nada mas o medo Começou a tomar conta do grupo a tragédia veio logo depois enquanto exploravam uma caverna próxima
ao Rio Mauro o mais jovem do grupo tropeçou e caiu em um poço profundo os outros tentaram resgatá-lo mas as paredes eram muito escorregadias e a água no fundo era escura e gelada quando finalmente conseguiram tirá-lo era tarde demais meu bisavô disse que o mais estranho não foi a queda mas a expressão de Mauro quando o encontraram seu rosto estava congelado em uma cara de terror como se tivesse visto algo horrível antes de morrer não foi um acidente disse Pedro foi a maldição João porém insistiu em continuar havia muito em jogo para desistir quando o
grupo finalmente decidiu voltar ao Vilarejo levaram consigo não apenas o peso da perda de Mauro mas também um medo que não conseguiam expressar embora não tenham encontrado o ouro meu bisavô me disse que sentiram que o rio os havia marcado de alguma forma como se tivessem cruzado um limite que jamais deveriam ter ultrapassado João e Pedro começaram a sofrer pesadelos recorrentes Pedro que tinha visto a figura da curandeira faleceu uma semana depois de voltar ao Vilarejo foi encontrado em sua cama com os olhos abertos e uma expressão de pânico que lembrava a de Mauro meu
bisavô dizia que quando retornaram ao Vilarejo pensaram que o pior já havia passado haviam perdido Mauro mas ainda podiam culpar o terreno perigoso e a falta de preparação no entanto os dias seguintes mostraram que o que haviam deixado nas montanhas não ficaria lá algo havia seguido os homens algo que não podia ser visto ou explicado Como eu disse foi primo ar sinais de que algo estava errado desde o dia em que voltou ao Vilarejo ele se trancou em casa e evitava falar com os outros seus vizinhos diziam que o ouviam murmurar à noite como se
estivesse tendo longas conversas com alguém quando sua esposa perguntava com quem ele estava falando ele apenas respondia que estava tentando convencerla a deixá-los em paz é a mulher do Rio dizia sua esposa com os olhos Fundos ela não vai embora até que paguemos minha mãe tentou visitá-lo uma tarde preocupada com seu estado mas Pedro se recusou a abrir a porta alg uns dias depois sua esposa o encontrou morto na cama não havia sinais de violência ou indícios de doença ele simplesmente havia parado de respirar o que perturbou a todos foi a expressão em seu rosto
os olhos abertos como se estivessem olhando para algo aterrorizante e a boca ligeiramente aberta congelada em um grito a notícia da morte de Pedro se espalhou rapidamente alguns atribuíam ao estresse ao mas outos comearam aar so a maldição a esposa de Pedro aterrorizada abandonou o lugar pouco depois deixando suaa vazia desde então diziam que as janelas se abriam sozinhas nas noites João que havia liderado a Expedição também começou a mostrar sinais de deterioração aoo de Pedro que se isolou João se apegou ainda mais à sua OBS pelo ouro apesar dos acidentes e das mortes ele
estava convencido de que o tesouro ainda estava lá esperando para ser reclamado por alguém nada disso é culpa do Rio disse ao meu bisavô Durante uma conversa no bar é simplesmente o medo que está nos destruindo mas eu não tenho medo vou voltar lá e encontrar esse ouro meu velho pediu que ele abandonasse a ideia e deixasse o Rio e sua maldição no passado contudo João não quis ouvir comeou a reunir outro grupo de hom para uma segunda expedição mas ninguém aceitou acompanhá-lo os rumores sobre a maldição já haviam se espalhado e ninguém queria se
arriscar uma noite enquanto caminhava por sua casa João afirmou ter visto uma mulher do outro lado da rua segundo ele era uma mulher completamente nua parada Sob a Luz de um Lampião não podia ver seu rosto mas sabia que ela o estava observando não estou louco disse ao meu bisavô no dia seguinte ela está me seguindo mas não vai me deter enquanto João tentava ignorar o que estava acontecendo o restante do Vilarejo começou a experimentar pequenos infortúnios as colheitas que já eram escassas começaram a murchar de maneira inexplicável o gado sumia sem razão aparente e
os Poços de Água começaram a secar as pessoas murmuravam que a maldição do rio não estava apenas afetando os homens que participaram da expedição mas também todo o lugar é culpa deles diziam alguns apontando para a casa do meu bisavô e a de João meu bisavô sempre dizia que essa era a parte mais difícil viver com o olhar de desconfiança de seus vizinhos sabendo que talvez de alguma forma eles estivessem certos a tragédia voltou a atingir quando João foi encontrado morto em sua casa foi sua irmã quem o descobriu após vários dias sem notícias dele
a cena era inquietante ele estava sentado em sua escrivaninha com a cabeça apoiada sobre um mapa do Rio havia velas acesas ao redor e uma garrafa de Caninha quase vazia sobre a mesa assim como Pedro seu rosto estava marcado por uma expressão de terror como se tivesse visto algo em seus últimos momentos que o paralisou contudo ao contrário de Pedro havia algo mais sobre o mapa havia marcas de água como se alguém tivesse derramado um pouco sobre o papel meu bisavô me disse que essa parte sempre Parecia Impossível Já que ninguém havia estado naquela casa
desde que João se trancou lá a morte dele celou o destino da história para o vilarejo Não restava sequer uma dúvida de que a maldição era real meu velhinho nunca mais falou sobre o Rio após a morte de João embora continuasse a viver por lá evitava qualquer conversa sobre o que havia ocorrido segundo ele o melhor que poderia fazer era manter a lembrança Viva como um aviso para que ninguém mais cometesse o mesmo erro Como eu disse meu filho algumas coisas é melhor deixar enterradas tanto na Terra quanto na nossa memória ele me dizia contudo
sempre senti que havia algo mais em sua história algo que ele nunca me contou completamente meu bisavô faleceu há mais de 15 anos mas essa história está gravada em minha memória e a conto sempre que tenho [Música] oportunidade Olá muito prazer a todos que me leem nesse fórum Meu nome é Daniel Castilho sou de Honduras mas atualmente vivo na Espanha há um ano Quero compartilhar minha história que começou quando comecei a trabalhar como interno cuidando de um senhor de 74 anos deixe-me colocar vocês em contexto o senhor tinha uma doença chamada acidente vascular cerebral AVC
que ocorre devido à obstrução do fluxo sanguíneo em uma artéria causando uma diminuição no suprimento de sangue para uma parte do cérebro por causa dessa ele estava sempre deitado em uma cama já que o lado direito do seu corpo estava paralisado quanto a mim estudei enfermagem em Honduras Então me sentia preparado para cuidar dele meu trabalho consistia em estar disponível 24 horas por dia 7 dias por semana e foi assim por se meses sem maiores novidades porém em uma noite tranquila Depois de tê-lo preparado para dmir ele me disse rapaz ontem à noite eu te
vi dormindo ele disse isso com um olhar e um sorriso macabro de orelha a orelha com os olhos bem abertos senti um arrepio percorrer todo o meu corpo já que ele não podia se levantar da cama sozinho confuso e com um pouco de medo na voz perguntei o que ele havia dito e ele repetiu ontem à noite eu te vi dormindo Será que ele sonhou comigo devido ao tempo que passávamos juntos durante o dia respondi isso para tentar aliviar o ambiente mas ele apenas fechou os olhos dizendo que estava com sono fiquei pensando o dia
inteiro no que ele havia dito mais tarde cansado de tanto pensar sem encontrar respostas entrei no banheiro para tomar um banho e relaxar antes de dormir enquanto me banhava ouvi um som como se alguém estivesse na porta com o dedo lentamente peguei minha toalha e me aproximei da porta do banheiro do outro lado ouvia uma respiração lenta e rouca Vale esclarecer que apenas o Senor e eu morávamos naa senti tanto medo naquele momento queha pele se arrepiou com dúvida abri a porta mas não havia ninguém caminhei até à porta do quarto do Senhor e o
encontrei roncando dormindo profundamente simplesmente terminei meu banho e fui dormir alguns dias depois ele me disse algo ainda mais inquietante ontem você não conseguiu dormir não é isso me deixou paralisado nossos quartos eram bem afastados e não havia como ele saber se eu tinha problemas para dormir afinal ele nem deveria ser capaz de se aproximar do meu quarto para explicar melhor vou descrever a casa a o quarto ele depois o banheiro a cozinha a sala de estar um escritório e no final o meu quarto é um caminho longo e por isso eu dormia com a
porta aberta caso ele precisasse de algo durante a noite após alguns meses de trabalho começaram os pesadelos eu acordava de madrugada suando frio sentindo um olhar penetrante e o cheiro dos medicamentos dele quando abria os olhos via uma sombra correndo quase indistinta na escuridão e o medo era suficiente para me paralisar obviamente eu não perguntava ao senhor sobre isso porque Como já disse era impossível que ele se levantasse sozinho o mais estranho é que de manhã ele sempre dizia que me via dormindo que estava me observando eu respondia que isso era impossível e tentava mudar
de assunto mas ele apenas me olhava fixamente com aquele sorriso e olhos que pareciam saltar das órbitas uma noite as coisas se tornaram irracionais senti uma respiração na nuca e ao abrir os olhos o vi na minha cama encolhido me olhando fixamente Antônio o que está fazendo aqui perguntei ele não respondeu apenas se levantou lentamente saiu do meu quarto e ao cruzar a porta soltou uma risada que me deixou petrificado fiquei tão assustado que comecei a ter uma crise desde então minha saúde mental começou a decair eu acordava cansado com dores de cabeça e um
enorme peso emocional passava os dias sentindo-me preso quando saía da casa nas minhas horas livres era como se estivesse sendo libertado de uma grande carga o senhor faleceu há duas semanas de um infarto e embora meu trabalho tenha terminado a famía permitiu ficar na casa por TR dias enquanto eu procurava um lugar para alugar durante esses dias apesar de Antônio não estar mais entre nós continuei ouvindo coisas estranhas portas estralando sem parar sussurros no meu quarto e a mesma respiração na nuca na última noite antes de deixar aquela casa ouvi a mesma voz dizendo Agora
estarei com você não sei se tudo isso é um trauma ou algo mais atualmente trabalho com outro senhor mas continuo sentindo uma presença na casa como se alguém me observasse já tentei fazer limpezas espirituais mas ainda sinto essa energia sombria que emanava dele Espero que isso não vá mais longe porque sinto que meu caráter é muito fraco para resistir por favor curta e se inscreva se você estiver gostando agora [Música] continuamos essa história começa quando minha melhor amiga se mudou para sua nova casa numa chácara onde o pai dela era caseiro aqui em Itaúna ela
me convidou para passar um tempo lá antes das começarem novamente por volta do final de Janeiro planejamos dormir do lado de fora em uma grande barraca que cabia cerca de 10 pessoas em uma clareira no quintal dela Vale ressaltar que o quintal dela era realmente enorme estávamos aproveitando o dia explorando nadando e comendo muita besteira já estava escurecendo então junto com os pais e a avó dela fomos acender uma fogueira no poço de fogo Todos saímos para procurar Galhos e gravetos Logo voltamos com uma grande pilha deles quando estava completamente escuro tínhamos uma grande fogueira
acesa onde estávamos imitando aqueles Marshmallows assados que vemos em filmes americanos logo depois a avó dela foi embora e os pais entraram para dormir deixando-nos sozinhas na barraca Claro que não fomos dormir e imediatamente pois isso seria muito entediante ficamos jogando alguns jogos comendo mais lanches e falando bobeiras como sempre de repente ouvimos Galhos quebrando aamos que poderia ser algum cachorro e ignoramos voltando aos jogos mas menos de do minutos depois ouvimos Passos como se algo estivesse correndo quanto mais perto ficava mais percebíamos que não era um animal comum os passos eram muito pesados parecia
que vinham da estrada já que estavam extremamente próximos de nós estávamos tremendo de medo mas então ouvimos os passos passarem pela barraca a barraca tinha uma pequena janela por onde podíamos olhar mas não tínhamos certeza se conseguiríamos ver muita coisa por causa da localização porém vimos uma criatura alta parada nas luzes com sensor de movimento que minha amiga tinha instalado Aquilo tinha cerca de 2 met de altura e se inclinava para caber so o teto do telhado a criatura ter pelos negros quase tão escuros quanto a própria noite ficamos olando para aquilo por alguns minutos
até que finalmente percebeu nossa presen ela olou diretamente para nós antes de conseguirmos nos esconder aqueles olhos me assombrar para sempre eram Azul brilhantes como se estivéssemos olhando para um céu aberto a criatura notou nossa presença mas ao invés de correr em nossa direção Começou a correr na direção da estrada estávamos aterrorizadas e planejamos voltar para dentro de casa mas não fomos imediatamente pois ainda estávamos apavoradas esperamos uma hora e meia até termos certeza de que seria seguro entramos cobrimos a janela e tentamos dormir não contamos nada nem Acordamos os pais dela porque sabíamos que
provavelmente não acreditariam na nossa história esperamos até a manhã seguinte e como esperado Eles não acreditaram em nenhuma palavra fiquei aliviada por ter planos com meu irmão naquele dia assim não precisaria correr o risco de encontrar aquela criatura novamente porém apenas uma semana depois minha amiga viu os mesmos olhos azul brilhantes a observando através da janela do quarto não me importo se alguém acredita nesta história ou não o que eu sei é que o mundo não é exatamente o que você espera o que posso dizer só saiba que você pode não acreditar em coisas como
essa até que finalmente aconteça com você obrigada por ouvir [Música] nos anos 70 o mundo parecia mais simples em alguns aspectos mas também Mais Cruel em outros em vilarejos pequenos como o meu as normas não eram escritas pelas leis mas pelos boatos as pessoas podiam ser generosas mas também rápidas para julgar e ainda mais rápidas para castigar embora décadas tenham se passado desde aquele tempo a uma história que ainda é sussurrada pelos mais velhos uma história que ficou marcada nas pedras dos nossos Campos e na memória de quem a viveu eu era jovem naquela época
começando a entender o peso de ser mulher em um lugar onde a vida girava em torno do trabalho árduo e das aparências foi nesse tempo que chegaram as irmãs velar e sua mãe dona Isabel ao Vilarejo aconteceu depois fez com que seus nomes ficassem gravados ninguém sabia exatamente de onde vinham um dia simplesmente estavam ali ocupando uma pequena casa nos arredores do Vilarejo perto do campo onde muitos trabalhavam de sol a sol a casa era velha com paredes desgastadas pelo tempo e um telhado que parecia prestes a desabar mas as irmãs e sua mãe não
reclamavam trabalhavam juntas para fazer o lugar parecer delas Dona Isabel era uma mulher séria e de poucas palavras mas havia algo em seu olhar que te fazia baixar os olhos ela dizia que era viúva embora nunca falasse do marido suas filhas Mariana Maria e Emília eram jovens e chamativas cada uma à sua maneira desde o início sua presença causou alvoroço alguns homens tentaram cortejá-la mas as irmãs sempre ância o que apenas aumentava os boatos são estranhas como a mãe delas diziam algumas mulheres no merado nem vão à missa O que será que escondem sussurravam outras
mas o fato é que as Vel não procuravam problemas os problemas as Encontraram o incidente que deu início a tudo aconteceu numa tarde de verão quando Mariana foi buscar água em um poço comunitário o poço era um lugar onde as mulheres do Vilarejo costumam reunir para conversar mas naquela tarde estava Vaz exceto por Juliano um homem conhecido pelo Temper agressivo e p goo porb alcoólicas Que sorte te encontar sozinha Mariana ignou eou a encher seu jarro el se aproximou mais não seja chata menina só quero conversar um Pou com você antes que pudesse tocá-la Mariana
se virou e o olhou diretamente nos olhos o que aconteceu depois é difícil de explicar mas Juliano recuou murmurando algo incompreensível ele cambaleou como se tivesse perdido o equilíbrio e então saiu correndo deixando Mariana sozinha ele contou o ocorrido a alguns amigos e naquela noite Juliano começou a se comportar de maneira estranha ele dizia ouvir vozes chamando seu nome mesmo estando sozinho não conseguia dormir e seus vizinhos afirmavam ouvi-lo gritar no meio da noite em menos de uma semana ele perdeu a sanidade e sua família o enviou para outro Vilarejo em busca de ajuda o
caso de Juliano não passou despercebido embora ninguém pudesse provar nada muitos começaram a suspeitar das irmãs velar os boatos cresceram ali o misto em torno da famía alguns lembravam de Dona Isabel colhendo ervas ao amanhecer enquanto outros juravam ter visto luzes estranhas perto da casa delas à noite com certeza São Bras disse certa vez Dona Helena a Parteira e aquelas moças há algo nelas que não é certo minha mãe que sempre foi mais discreta com suas opiniões me advertiu não se meta com elas Seja lá o que forem é melhor não arrumar briga os homens
do Vilarejo não aprenderam com a experiência de Juliano para eles as irmãs eram um desafio um mistério a ser conquistado Camilo Pedro e Estevão eram três jovens encrenqueiros e decidiram que podiam dar uma lição nas velarte certa noite quando as irmãs voltavam do mercado os homens a seguiram até em casa ninguém sabe exatamente o que acontece naquela noite mas no dia seguinte os três apareceram na praça muito diferentes Pedro não conseguia falar Camilo não conseguia parar de chorar e Estevão dizia que algo o seguia levaram-nos à igreja mas nem mesmo o padre conseguiu ajudá-los o
medo começou a crescer entre os habitantes e as histórias sobre as veles se tornaram Lenda em questão de dias alguns diziam que elas podiam invocar os mortos outros asseguravam que haviam feito um pacto com o diabo mas ninguém se atrevia a enfrentá-las diretamente atenção chegou ao ponto máximo Quando Raul um fazendeiro conhecido por ser violento decidiu que era hora de Livrar o povoado das velarte ele convenceu um grupo de homens a acompanhá-lo até a casa das irmãs armados com tochas e facões naquela noite o céu estava coberto de nuvens e o ar era pesado como
se anunciasse o que estava prestes a acontecer eu estava em casa arrumando um guarda-chuva quando ouvi os gritos olhei pela janela e vi os homens marchando para os arredores do povoado com as tochas iluminando o caminho quis detê-los mas sabia que seria inútil quando chegaram à Casa das velar a encontraram vazia no entanto o ar lá dentro estava gelado e havia cheiro estranho como de terra molhada e carniça em uma das paredes havia uma mensagem escrita com cinsas o dano que semearem colherão essa noite marcou o início da queda do povoado embora as irmãs velar
não estivessem presentes quando o grupo liderado por Raul chegou à casa sua ausência não trouxe alívio pelo contrário pessoal a sensação de que algo estava para acontecer cresceu a cada hora que passava alguns diziam que as irmãs haviam fugido porque sabiam que seu tempo havia acabado enquanto outros afirmavam que haviam desaparecido de forma sobrenatural no dia seguinte começaram as verdadeiras consequências o sol nasceu sobre um lugar que parecia outro os campos que até então estavam normais amanheceram completamente murchos a as folhas de milho e feijão estavam enegrecidas como se tivessem sido consumidas por um fogo
invisível os animais também não escaparam do desastre vacas cabras e cavalos que eram a base da economia de muitas famílias começaram a adoecer inexplicavelmente alguns simplesmente se recusavam a comer enquanto outros pareciam enlouquecer correndo em círculos até caírem mortos as pessoas tentaram encontrar uma explicação lógica a princípio mas logo se resignar ao que mais temiam as irmãs velar haviam lançado uma maldição Sobre aquelas pessoas a mensagem de cinzas encontrada na parede da casa delas tornou-se um aviso que ninguém podia ignorar o dano que semearem colherão muitos começaram a questionar se a maldição havia sido provocada
não apenas pelas tentativas de abuso de alguns homens mas também pela forma como o povoado inteiro as havia julgado o medo e o desespero começaram a consumir todos a comida escasseava e as famílias que dependiam da Terra para sobreviver Começaram a brigar entre si pelos poucos recursos que restavam alguns tentaram abandonar o povoado mas as histórias sobre o que poderia acontecer caso levassem a maldição com eles Os mantinham presos é melhor enfrentar a morte aqui do que levar este mal para outro lugar dizia Rafael um dos mais respeitados do povoado com o passar dos dias
surgiram relatos estranhos sobre as irmãs alguns garantiam tê-las visto caminhando pelos Campos à noite com seus vestidos brancos refletindo a luz da lua outros diziam que suas risadas podiam ser ouvidas no vento zombando dos homens que as haviam perseguido Dona Helena Jurava ter visto Dona Isabel a mãe das irmãs colhendo ervas perto do poço comunitário não sei se eram reais ou fantasmas mas tenho certeza de que não terminaram conosco disse tremendo minha mãe sempre prática tentava me manter longe dessas histórias mas era impossível ignorar o temor que pairava no ar todos sabíamos que o povoado
nunca mais seria o mesmo com o tempo as famílias começaram a partir e os poucos que ficaram tentaram reconstruir o que podiam mas a terra parecia rejeitar qualquer tentativa de cultivo os campos continuavam estéreis e os Animais não prosperavam as casas começaram a ficar vazias e o mercado deixou de funcionar um dia por curiosidade caminhei até a casa das velar ela ainda estava lá mas em Ruínas paredes estavam cobertas de musgo e o teto havia desabado no entanto a mensagem escrita em cinzas ainda era visível na parede como um lembrete do dano que havia sido
causado agora décadas depois o povoado é apenas uma lembrança restam apenas algumas poucas famílias e a terra nunca voltou a ser fértil os mais velhos por lá ainda falam sobre as irmãs velarte alguns as óo outros com resignação e outros pouco se importam talvez não fossem elas que estavam erradas mas nós talvez elas apenas tenham devolvido o que demos a elas me disse certa vez Rafael bom acho que nunca saberemos [Música] Tive uma experiência daquelas que você não acredita que acontecem assim tão Clara bem na sua frente Isso me aconteceu quando eu estava fazendo meu
estágio profissional da faculdade de medicina foi no ano de 2005 graças a minha mãe que era enfermeira em uma unidade grande da Santa Casa que prefiro não mencionar mas que fica Estado de São Paulo fiquei sob a supervisão de uma amiga dela que trabalhava na área do necrotério essa pessoa era uma mulher séria rigorosa em relação aos procedimentos do trabalho mas um amor de pessoa naquela época ela tinha 52 anos e me aceitou aproveitando que um funcionário dela tinha acabado de se transferir para uma instalação privada trabalhei com ela aprendendo de tudo por 3S meses
e deixem-me dizer que apesar de eu estar no turno da noite com ela ficávamos sozinhos naquele andar o subsolo por assim dizer apesar de sim eu sentir medo nunca aconteceu nada mas Isso mudou em uma noite tudo aconteceu quando certa noite ela saiu para resolver alguns trâmites não me lembro qual naquela noite não tínhamos mais nenhum outro funcionário conosco então sem problema ela me deixou responsável não tínhamos mais nada para fazer assim se eu quisesse poderia até dormir um pouco mas Decidi ir à cafeteria jantei voltei depois de um tempo e Entrei em uma sala
como de espera antes das portas principais Antes de abrir eu sempre tinha o hábito de espiar pela janelinha que dava para outra pequena sala ainda antes da área onde ficam as mesas de aço e foi aí que vi algo que sinceramente pensei que fosse minha imaginação Essa foi a primeira coisa que me veio à mente porque era impossível que fosse verdade pela janelinha vi como uma prancheta daquelas que usamos Para apoiar as folhas e escrever estava flutuando a cerca de 1 metro acima da mesa fiquei olhando sem conseguir abrir a porta por causa do Choque
Depois de alguns segundos reagi e abri a porta percebi que não estava imaginando porque ao entrar aquela prancheta caiu no chão não a levantei Foi Real o que vi e então saí da sala Fui caminhar até a cafeteria Preparei um café mais forte que o normal na verdade estava apenas ganhando tempo porque aquilo que vi me assustou e sem saber a que horas minha chefe voltaria voltei ao réo pensando que talvez nada tivesse acontecido talvez quem sabe eu tivesse imaginado tudo embora tenha sido tão claro não podia ignorar o que aconteceu ao entrar novamente e
ver que de fato aquela prancheta ainda estava no chão a peguei e coloquei de volta no lugar nesse momento lá nos fundos onde minha chefe tinha deixado tudo apagado e onde estavam as mesas de Aço justamente onde ela havia deixado um corpo coberto mas sem nenhuma luz acesa ouvi Passos descalços caminhando lentamente depois ouvi a mesa de Aço rangendo como quando colocávamos um corpo e o peso fazia barulho Saí De novo não quis nem espiar na verdade nem olhei para a escuridão porque sabia que não havia ninguém mais ali minha chefe nunca andava pelo necrotério
no escuro muito menos descalça e subindo nas mesas de ao sair já tremendo de medo percebi que aquilo significava exatamente o que vocês estão imaginando que aquela pessoa uma mulher nesse caso estava andando assim como estou dizendo foi o que aconteceu o que mais poderia ser não é como se eu quisesse imaginar isso Além disso o som da mesa rangendo era inconfundível eu estava justamente no elevador caso minha chefe chegasse foram 10 minutos até que ela voltou quando me viu sentado perto do elevador ela me perguntou se tinha acontecido Algo Além disso acho que minha
expressão não transmitia felicidade na verdade eu estava assustado e contei a ela primeiro sobre a prancheta e depois sobre os passos elu comig cir por perto os pacientes internados estavam nos andares superiores e por ali ninguém passava aquela hora ainda assim ela me disse em voz baixa não é um tema de que eu goste de falar para ser honesta mas essas coisas realmente acontecem Eu acredito em Deus em tudo que é bom e sei que o mal também existe não estou dizendo que o que aconteceu com você foi algo ruim obra de algum ser com
más intenções ou algo assim não mas tenho muito claro que às vezes eles vão nos assustar desse jeito porque H pessoas que não percebem que já não estão mais aqui ou que não querem partir e à tarde antes de você chegar eu também percebi que a mulher com quem estávamos trabalhando ainda não se deu conta de que já faleceu Mas lembre-se você tem que trabalhar com eles de qualquer forma nós somos os últimos contatos antes do velório deles se é que terão um por mais que nos assustem é parte do trabalho Eric isso não me
tranquilizou ela parecia assustada ao me contar mas parecia que não tinha escolha e ela tinha razão não era por isso que deixaríamos de trabalhar ela pediu que descemos mesmo sabendo que eu estava com medo porque trabalho é trabalho ao chegar ela espiou pela janelinha da porta depois de passar pela outra porta me disse que novamente a Tábua estava flutuando disse que o que eu havia contado nunca tinha acontecido com ela antes de ver algo assim suspenso no ar ela abriu a porta e aconteceu exatamente o mesmo que aconteceu comigo ao abrir ouvimos a Tábua bater
no chão quando entramos fui pegar a prancheta enquanto minha chefe que estava mais ao fundo perto das macas acendia a luz de lá então Apenas fiquei paralisado de costas para a doutora ouvindo ela dizer baixinho para alguém amanhã sua família vem depois disso ouvi o som da maca Ranger novamente ela a empurrou mais para o fundo e ouviu o barulho da porta de um dos congeladores se abrindo foi aterrorizante para mim por mais que hoje eu conte isso de forma tranquila a Doutora voltou sem mencionar nada sobre o que aconteceu eu tentei agir como se
não estivesse morrendo de medo por dentro começamos a conversar sobre outras coisas e a trabalhar perguntei algumas dúvidas sobre o preenchimento dos relatórios e a noite passou na manhã seguinte a funerária daquela paciente veio buscá-la durante os se meses que trabalhei com aquela Doutora nada parecido conteceu de novo graças a Deus mas me lembrar disso acreditem ainda me dá um pouquinho de [Música] medo eu estava em casa com minha cachorra Hazel era uma noite normal eu já tinha saído do trabalho e estava apenas tentando aproveitar as poucas horas antes de dormir estava assistindo TV e
comendo alguns petiscos quando Hazel se levantou e foi até a porta dos fundos querendo sair levantei-me e a deixei sair para fazer suas necessidades meu quintal é pequeno e cercado então nunca precisei realmente ficar de olho nela normalmente ela ficava lá fora por um tempo farejando o ambiente enquanto ela estava lá fora aproveitei para guardar alguns pratos e limpar a bagunça que tinha feito ao cozinhar mais cedo quando Hazel começou a latir ela gostava de latir para o nada e coisas do tipo mas depois de alguns segundos ela ainda não tinha parado fui até a
porta dos fundos e a abri vendo Hazel parada ao lado da cerca latindo para ela como se algo estivesse do outro lado naquele lado da cerca só havia Floresta então pensei que talvez ela tivesse visto outro cachorro ou algo assim por precaução chamei Hazel de volta para dentro voltei para o sofá e Liguei a TV algo estava imediatamente diferente em Hazel no entanto normalmente ela se deitava em cima de mim ou ao meu lado mas dessa vez estava sentada na beira do sofá com a cabeça erguida e olhando fixamente para a porta dos fundos por
mais que eu a chamasse ela apenas dava uma olhada para mim e voltava a observar a porta ela ficou assim pelo resto da noite algumas vezes olhei para lá também mas não vi nada achei que Hazel estava em modo protetor por algum motivo o que ela faz de vez em quando ficamos acordadas por um tempo e depois fomos para a cama às 10:30 da noite ela geralmente dorme no pé da minha cama ou na cama dela no canto do quarto mas sempre deixo a porta entreaberta porque a comida e a água dela ficam no andar
de baixo quando acordei no meio da noite notei que a porta do quarto estava totalmente aberta muito mais do que eu havia deixado talvez Hazel tivesse esbarrado nela ela não estava no quarto e eu não ouvia o som das unhas dela clicando no chão em qualquer outro dia provavelmente eu voltaria I dormir sem me preocupar mas algo me deu um mau pressentimento até meu corpo parecia estar completamente desperto já me levantei da cama e olhei para o corredor a casa estava silenciosa hael desci as escadas e fui para a sala de estar tudo parecia normal
e toda a comida e água nos potes dela ainda estavam cheios nesse ponto tudo começou a passar pela minha mente fiquei com medo de alguma forma ter deixado a porta dos fundos aberta e ela ter fugido mesmo sabendo que eu não tinha feito isso fui até a cozinha e meu coração afundou ao ver Hazel agachada debaixo da mesa Tremendo e olhando para mim completamente apavorada com algo chamei seu nome de novo mas ela não se mexeu e então percebi que a porta dos fundos estava aberta tudo comeou a fazer sentido na minha mente mas eu
não sabia o que fazer me senti presa assustada e vulnerável corri até a mesa peguei Hazel no colo e saí correndo pela porta dos fundos passei pelo portão e fui até a casa de um vizinho demorou um pouco mas eles finalmente acordaram e atenderam a porta chamando a polícia para mim quando os policiais revistaram minha casa não encontraram ninguém havia alguns sinais de pegadas ao redor da casa incluindo no andar de cima toda essa situação é tão confusa e me deixou com centenas de perguntas e nenhuma resposta não sei quem era ou por invadiram ou
mesmo Há quanto tempo estavam dentro da casa foram eles que abriram a porta do meu quarto completamente estavam escondidos enquanto eu procurava reisel ainda estavam na casa quase gostaria de tê-los encontrado antes de fugir para pelo menos ter algum tipo de resposta agora estou sem nada só me resta viver e torcer para que tenha sido algo aleatório e que eles não voltem