Olá eu sou o professor Saulo pequeno e essa é a web aula 3 da disciplina de [Música] sociologia nesta web aula vamos tratar de relações sistêmicas de poder e iniquidades sistêmicas entre grupos sociais como estamos falando então de relações que permeiam tempo permeiam instituições legal a gente tentar investigar através do pensamento social brasileiro pra gente chegar até o pensamento sociológico Por que tá sendo abordado com este nome pensamento social brasileiro porque era uma forma de teorizar relações sociais uma forma de compreender aquilo que tinha formado o país aquilo que se tinha expectativa paraa formação social
brasileira mas que tava muito mais ligado a Convenções sociais de poder grupos sociais hegemônicos no sentido da posse de terra e de privilégios ligados à oligarquia desde os tempos de colônia de reinado e que vão se transformando e se mantendo né ao longo da história do país muito nessa ideia de que esses mecanismos de poder que a gente categoriza como alidade né vão andando com o tempo então tinha um pensamento social que se produzia no país sim mas qual eram suas características A primeira é a herança do racismo Colonial o país foi fundado sobre uma
percepção racista da humanidade populações africanas eram menos humanas do que populações europeias a mesma coisa com populações indígenas e bom estamos falando do Brasil Esses são os dois principais grupos que passaram por esse processo né se a gente tivesse falando da sociologia de outro país falaríamos de outros grupos aqui esses são aqueles que temm maior implicância histórica demográfica civilizatória né então por isso e entendendo que essa é a normalidade das relações sociais brasileiras isso também passa a ocupar um lugar de normalidade na produção de conhecimento e de expectativas sobre o próprio país uma outra característica
é importação de ideias europeias e aí mais uma vez não é a ideia de que um a concepção de conhecimento ou de sociedade europeia tá errada não é sobre isso mas é porque aquilo que se produz em outro lugar Pode ser que não tenha as as características necessidades esp cidades para o contexto brasileiro Vamos pensar por exemplo na configuração com que a formação dessas pensadoras pensadores aconteciam a educação no Brasil era considerada um privilégio Então somente pessoas que participavam de pequenos grupos sociais muito privilegiados conseguiam ter estudos e eram enviados na Europa para estudar terminar
os estudos e ou fazer curso superior geralmente na Inglaterra ou na França mas principalmente na França em que se faziam basicamente dois cursos medicina para quem ia atuar em áreas da Saúde atendimento médico odontológico socorro e pensar planejamento Urbano eh de higienismo e sociedade e a formação em direito para quem ia mexer com atividades de advocacia jornalismo Literatura e assim por diante Mas é interessante pensar que durante o período de consolidação das teorias modernas europeias não houve naquele conjunto de países uma diversificação racial que fosse significativa para ser abordado nas suas Produções e por isso
mesmo vão tratar de outros elementos como economia política e aí que essas elites iras elites de poder quando vão estudar lá encontram essas teorias que não abordam por exemplo a questão racial trazem esse modelo de pensamento para cá tendo em vista que já temos a herança do racismo colonial e que ele é diluído porque foi normalizado nas relações de poder também leva à frente uma teorização europeia que também não vai problematizar Relações raciais daí que para fazer esse movimento ou a desigualdade social ela é considerada como algo irrelevante pra produção Econômica pr pra distribuição de
renda para o projeto de país para consequências políticas ou acredita-se que pode ser conciliado uma desigualdade racial racismo colonial com projetos de futuro aos modos da Europa e é justamente n essa forma de entender que se encontram as perspectivas do positivismo como uma perspectiva de ciência europeia e o Darvin ismo social que é uma forma de aplicação do positivismo a a pessoas humanas a grupos humanos como se houvesse raças biologicamente diferentes o que não há mas é colocada isso como imposição que passam a ocupar o imaginário predominante do pensamento social brasileiro Então temos características como
o determinismo biológico a ideia então de que se as pessoas têm o fenótipo de pessoas indígenas ou de pessoas negras elas são menos capazes mais propensas à violência que elas são ligadas ao trabalho braçal trabalho bruto ou a preguiça temos a Eugenia que é um planejamento público de política pública e social para o branqueamento da população e aí a Eugenia teve dois momentos inclusive na história do Brasil o primeiro momento é uma Eugenia de separação preservar a pureza da população Branca brasileira e depois teve um segundo momento que era uma Eugenia de branqueamento da população
negra indígena para que então fosse uma mistura genética que favorecesse a figura do Mulato como sinal do avanço no branqueamento da população porque a cim se alcançaria uma sociedade mais intelectualizada menos bruta menos propensa ao Crime e junto com isso né as metodologias que justificariam essas pseudociências a criminologia e a antropologia tudo isso levado diante por esse conjunto de pessoas que eram da sociedade do pensamento crítico da filosofia da literatura brasileira mas especialmente aquelas pessoas que eram da área da Medicina e aí algumas figuras de destaque Oliveira Viana Monteiro Lobato eh Nina Rodrigues Renato Kel
Belizário pena destacando aqui Nina Rodrigues que era o diretor da Escola de medicina da Bahia que era a escola de medicina da antiga capital e portanto formou gerações e gerações de turmas e turmas de intelectuais brasileiros que levavam à frente essa perspectiva e o Renato Kell da escola de Medicina do Rio de Janeiro a Nova Capital então não estamos falando de pouca coisa nem de figuras e eh complementares da História do Pensamento social brasileiro mas são figuras centra com Produções intelectuais centrais a ideia da Eugenia por exemplo já foi colocada no Brasil como artigo da
constituição de 1934 36 a obrigação da república e Federativa dos Estados Unidos do Brasil incentivar a educação eugênica Vejam a alguns títulos das obras desses desses rapazes do Nina Rodrigues mestiçagem degenerescência e crime então associando a a perda da característica branca do fenótipo de uma pessoa como degenerescência e propensão ao Crime as raças humanas e responsabilidade penal no Brasil e do Renato Kell Eugenia e medicina social então a forma de curar a sociedade Eugenia sexo e civilização para as eugênicas então a ideia de conduzir um progresso brasileiro a partir do seu Progresso racial tudo isso
é colocado portanto através dessa percepção de que populações brancas europeias seriam a raça mais próxima da humanidade verdadeira e que as demais não seriam tão humanas assim ou mais próximas de animais pessoal com isso é importante conversar sobre a forma com que o racismo ele é uma estrutura de poder Imagine que você que um grupo de pessoas vai para um outro território para um outro lugar chegando nesse território vai falar que olha agora porção de terra é minha tudo que tem em cima embaixo é meu também a forma de vida que vai ser colocada vai
ser do jeito que eu quero é necessário obrigatório que para que isso aconteça você Desconsidere que existam pessoas ocupando aquelas terras que elas tenham conhecimento de como ocupar preservar e se manter naquelas terras de que seus modos de vida são legítimos e de que suas línguas culturas opções e autodeterminação do Povo também seja legítimo então é um movimento constitutivo da modernidade da colonização A Hierarquia racial sem a racialização nada disso acontece nem modernidade nem modernização nem colonização por isso é importante perceber o racismo como um projeto de poder as justificativas históricas para esse projeto projeto
de poder mudam já houve predominância de uma justificativa de base religiosa As populações indígenas e africanas não têm alma não cultuam o verdadeiro Deus como fazemos na Europa não tem línguas de base Latina ou saxã como temos na Europa não fazem cidades aos nossos moldes daí que uma vez que não conseguem alcançar essa forma desse povo que que tem o verdadeiro Deus que tem alma e que tem uma forma adequada de viver daí que são povos subalternizados isso inclusive justifica a escravização da população não tem alma só com o passar do tempo o teocentrismo ele
deixa de ser Central para explicações sociais e entra em questão né como centralidade explicações de base científica daí que arrumar uma explicação também científica para dar base ao racismo que é uma estratégia de poder então fazer medição de crânio antropometria vão associar essa medição a crime a baixa intelectualidade que é a criminologia vão associar As populações negras indígenas ao espalhamento de doenças no Brasil que é o viés racista do movimento higienista e sanitarista tudo isso é constitutivo da nossa história Mas então entendendo que a hierarquia racial e a racialização eh não são um detalhe por
assim dizer é impossível a configuração desse processo histórico sem o racismo que dá possibilidade fundamento e meios de execução dessa realidade e com o passar do tempo que a gente experimenta nessa percepção de uma colonialidade é que a hierarquia racial ela permanece o estado se transforma a formalidade social se transforma mas as relações de poder continuam as mesmas Vamos pensar no período que a escravidão era permitida pelo estado brasileiro quem é que fazia o trabalho em casa trabalhava na casa de pessoas de privilégi social eram mulheres escravizadas escravas de casa escravas do Lar que faziam
a criação das Crianças escravas de amamentação entre outras figuras depois quando o estado brasileiro não reconhece mais o regime de escravidão como algo oficial a a gente tem uma mudança e que passa a ter pessoas que estão trabalhando dentro da casa de família dentro desse novo regime remunerado Mas quem são as trabalhadoras domésticas no Brasil não são ainda as mulheres negras é a maior força de trabalho do país e é majoritariamente negra então vejo que a estrutura da formalização muda a desigualdade sistêmica permanece Então essa é a percepção que que é mais ligada a uma
visão que leve em conta esses processos né de base sociológica E aí tem algumas ilustrações para vocês uma delas são expedições colocadas para fazer medições de crânio né Ali temos essa obra que é a redenção de C que é muito representativa desse movimento da Eugenia né em que a gente tem eh da esquerda paraa direita um branqueamento de uma geração né com a avó Negra a filha menos Negra e o Neto ainda menos negro como um sinal né de civilização com o passar do tempo surge entre as décadas de 1920 mas principalmente através dos dos
anos 1930 o surgimento e fortalecimento das primeiras universidades brasileiras especificamente a escola de sociologia que se tornou a principal durante esse primeiro período das universidades brasileiras que foi a escola de sociologia da USP cuja principal característica tem a ver com o método sociológico se tem que ter aderência a dados empíricos se tem que ter uma rigorosa confrontação desses dados empíricos com as teorias e descartar aquilo que não tem aderência com dados empíricos começa a colocar por princípio de ser um uma pesquisa sociológica um pensamento sociológico de não reproduzir de qualquer forma o pensamento europeu porque
se nós temos diversificação racial relevante isso não aparece na teoria a teoria não tá adequada com dados empíricos Então tem que gerar dados empíricos para fazer outra teoria processo básico e se estamos produzindo dados empíricos e teorizações que passam por essa percepção de qual é a composição demográfica social histórica econômica e política da população brasileira temos também que entender e ouvir os grupos subalternizados que até então não tiveram um espaço de compreensão dentro da formação do pensamento social brasileiro daí que passa a ser um objeto de investigação as comunidades negras organizadas as Comunidades Quilombolas os
povos indígenas as comunidades de Periferia que antes eram somente um estorvo metodológico mas que agora passam a ter visibilidade como pessoas que compõem o país e pessoas que devem ser compreendidas adas e que as teorizações devem contemplar também Esses povos então eu quero destacar o fato de que haver um pensamento sociológico brasileiro não é somente um detalhe um capricho mas é o levantamento de primeiras pesquisas junto essas populações que T um pouco mais de característica respeitosa não é mais uma expedição folclórica para fazer uns registros e não e deixar tudo como está É de fato
tentar uma compreensão pra composição daquilo que o país é pra compreensão da sua formação e daquilo que pode ser no futuro daí então que procura perceber as características sociais culturais demográficas próprias do Brasil suas matrizes civilizatórias e a partir disso são formadas duas grandes tendências a primeira tendência é uma tendência conciliatória a sociologia de perfil conciliador que tem tem a sua grande síntese na obra Casagrande senzala do autor Gilberto Freire O Gilberto Freire vai entender que o Brasil é composto por três grandes matrizes civilizatórias o branco europeu o negro africano as pessoas brancas europeias pessoas
negras africanas e as pessoas indígenas originárias e que cada uma contribui à sua maneira para a formação do país e que somente a partir das contribuições dessas três matrizes civilizatórias que a gente tem a possibilidade de construção de Constituição dessa identidade brasileira que congrega boas características e bons elementos de cada uma dessas matrizes a inteligência europeia a força física africana a inventividade criatividade e Inocência indígenas e conclui por isso que a formação brasileira vem desse processo que é benéfico um processo Que expõe a forma como conseguimos superar diferenças raciais diferenças de origem para compor no
Brasil a ideia de uma democracia racial vocês vejam aí que o que tá escrito é mito da democracia racial por qu porque falando francamente é uma mentira não tem nenhum dado histórico nem sociológico que permita dizer que no Brasil haja democracia racial basta pegar os dados históricos do IBGE do CT do anuário brasileiro de Segurança Pública Mas é uma ideia que é bastante difundida porque ela tá associada aos padrões brasileiros de reprodução dessa estrutura de poder racial na qual o país foi fundado por o pensamento é nós não temos Aide Como na África do Sul
no Brasil nós não temos restrição de direitos civis e apide como nos Estados Unidos no Brasil nós não temos uma guerra entre religiões como acontece na Irlanda Se conclui portanto se a gente não tem guerra civil armada entre diferentes povos então nós somos uma terra de oportunidades e possibilidades de meritocracia em que nós resolvemos nossos problemas em samba carnaval e futebol é sedutor aos ouvidos porque faz com que a gente não confronte nossa responsabilidade histórica inclusive que a gente acha que esse processo de mistura de raças tem sido harmonioso paraa criação de uma figura brasileira
isso mascara também tira a importância do processo sistemático de estupro de mulheres negras de assassinato de homens negros estupro de mulheres indígenas e assim por diante Por que que temos que conhecer a contribuição do Gilberto Freire Casagrande szala Porque apesar de não ter nenhuma evidência com nosso processo histórico e dados empíricos ainda é uma ideia que circula muito fortemente em sociedade uma outra corrente uma outra tendência do pensamento sociológico Pega essas mesmas informações empíricas e parte para teorizações diferentes aquelas que procuram expor as evidências do racismo na sociedade que vai tentar arrumar uma desculpa para
o jeito que as coisas estão vai tentar compreender como acontece que são as contribuições de pessoas importantes como Renato Ortiz Fernando Henrique C florestan Fernandes entre outras pessoas que vão tentar entender a forma com que a estrutura brasileira não conseguiu fazer adequadamente uma entrada digna da população negra na sociedade no emprego na moradia depois do fim do período da escravidão que vai denunciar por exemplo a forma com que populações indígenas são estranguladas de seus modos de vida no território e aí eu tô citando aqui dois estudos do florestan Fernandes Um sobre Tupinambá e outro sobre
a integração do negro na sociedade de classes que é uma das obras dele e essa segunda tendência não conciliatória é consensual no pensamento sociológico ou seja perspectivas ligadas ao determinismo biológico ao Darwinismo social a Eugenia e a democracia racial e marit no Brasil são rejeitadas pelo pensamento sociológico consensual Ou seja aquele que é debatido na produção de conhecimento entre pares em publicações acadêmicas em teses dissertações pesquisas e assim por diante na Marcha desse processo histórico as coisas ficam ainda mais interessantes quando a gente tem a possibilidade de formação de idades negras por mesmo com uma
virada na produção de conhecimento com fenômenos que aconteceram como pensamento sociológico brasileiro escola de sociologia da USP Ainda foram pessoas que não tinham uma autodeclaração uma identidade política Negra produzindo conhecimentos e posicionamentos mas sempre houveram intelectualidad negras sempre houveram pessoas que pensaram por essa perspectiva mas não haviam condições sociais para que fossem ouvidas de acordo com a devida relevância Mesmo durante os tempos do pensamento social brasileiro das correntes da Eugenia houveram pessoas que se se contrapuseram a isso Como por exemplo o médico sanitarista Júlio Moreira médico negro que era se posicionava contra a hierarquização racial
e a criminologia na medicina ou o Luis Gama na área do direito que foi um advogado que dentro do sistema de Justiça brasileiro conseguiu a libertação de mais 500 pessoas escravizadas mais de 500 pessoas escravizadas da mesma forma a partir do pensamento sociológico também sempre houveram pensadores mas tiam tiveram condições mais adequadas de produção de conhecimento e isso torna ainda mais interessante esse movimento quando a gente tem figuras como o Cloves Moura como a Beatriz Nascimento como o Abdias Nascimento e outras figuras que que aparecem eh nesses resgates históricos da produção política intelectual e posicionamento
feito pelas próprias populações negras a respeito da sua história então é muito interessante de conhecer daí entendemos o racismo como um traço distintivo da modernidade e colonialidade tem caráter sistêmico ou estrutural e principalmente ele é absorvido pela normalidade das relações sociais se uma relação se uma instituição social uma relação social está acontecendo da sua forma normal significa que provavelmente ela reproduz de alguma forma uma hierarquia racial pensem por exemplo se agora a gente for fazer um concurso para juiz juiz federal qual é a probabilidade de que as pessoas aprovadas sejam de uma autoidentificação como pessoa
branca é grande né Isso é normal tá na normalidade das relações sociais daí que para ter uma postura que se contrapõe ao racismo uma estratégia é sempre tentar interferir nessa normalidade que significa combate ao genocídio a cicí a restrição de direitos a baixa representatividade expor múltiplos referenciais de beleza ações afirmativas proteção aos territórios quilombolas aos territórios indígenas combate ao racismo religioso no Brasil nós não temos intolerância religiosa temos somente racismo religioso entre outras medidas que interferem no normal agora falando sobre a nossa segunda metade do conteúdo e da a web aula sobre relações de gênero
e sexualidade essas relações de poder são colocadas quando se reduz características que são sociais culturais humanas e históricas na forma de Identificação do próprio corpo da própria forma de comportar ao determinismo biológico e vejam que mais uma vez a ideia de determinismo biológico ela aparece aqui na para ser abordada o determinismo biológico ele foi o principal inimigo das ciências na segunda metade do século XX e ainda é no início do século XX então uma série de produções feitas de diferentes perspectivas diferentes áreas do conhecimento eh abordam de maneira unânime a necessidade de romper com a
ideia do determinismo biológico por como pessoas nós temos uma base biológica comum mas aquilo que nos caracteriza não é biológico é cultural é social é histórico e no caso de gênero e sexualidade é convencionado o padrão de Poder da Sis heteronormatividade pessoas Sis né aquelas que são não trans ou que se identificam com o seu próprio corpo hétero de opção sexual heterossexual isso se torna uma convenção de Poder com uma heteronormatividade Então como se se fizesse um alinhamento entre uma característica biológica e uma expectativa de comportamento social durante toda a vida como se não houvesse
escolha ou variação daí que deriva da CIS heteronormatividade e do determinismo biológico a compreensão patológica das possibilidades de gênero e sexualidade como se fosse uma doença uma compreensão moralista ou moralista religiosa como se fosse um desvio de caráter ou uma falta de iluminação de algum sagrado temos as relações de poder que emanam do patriarcado temos misoginia assédio estupro feminicídio homofobia e transfobia são todas manifestações de violência que emanam da for forma de pensamento do determinismo biológico e dessa binaridade cison normativa mas aqui vamos tentar não só dizer dessas relações de poder mas tentar entender um
pouco dessa estrutura o determinismo biológico vai fazer um alinhamento desde o sexo até todas as formas de vida mas os estudos de gênero são muito robustos inclusive multidisciplinares porque integram conhecimento da área da medicina da psicologia da psiquiatria da sociologia da filosofia da antropologia da Ciência Política das próprios estudos de gênero eh da biologia Então são estudos muito seríssimos muito sérios seríssimos e que justamente por serem estudos muito sérios e que estão sob muita pressão política o tempo todo são muito confiáveis já passaram pelo pela resistência do tempo da política do fundamentalismo entre outros fatores
e vão dizer que não existe um alinhamento biológico entre essas categorias e que conhecer cada uma delas é um passo possível para combater o determinismo biológico e as hierarquias de gênero e sexualidade Então a partir desse estudo a gente entende que sexo é o corpo biológico é o aparato biológico que uma pessoa nasce podendo ser o aparato biológico de macho da espécie homo sapiens sapiens fêmea da espécie homo sapiens sapiens ou intersexo Mas isso é a característica que o corpo nasce isso não tem relação com outras dimensões da experiência de vida de uma pessoa daí
vão diferenciar orientação sexual que é por quem as pessoas sentem desejo atração vontade podendo ter AES como heterossexual homossexual bissexual assexual pã sexual e assim por diante a existência de um corpo biológico a partir desses estudos não significa que vai determinar porque uma pessoa sente desejo ou atração e vejam também que essas duas características não configuram um debate público o o corpo biológico nasceu características de macho ou de fêmea tem um debate público sobre isso não a pessoa sente desejo sozinha isso é um debate público também não Depois temos identidade de gênero que é como
a pessoa se percebe em relação ao próprio corpo é uma pessoa uma relação da pessoa consigo mesma por tem uma configuração Sis gênero que essa pessoa se identifica com o seu próprio corpo ou uma configuração transgênero em que ela não se identifica vejam que isso não tá relacionado a um determinado estereótipo não tá relacionado a uma determinada categoria se gênero ou transgênero é uma forma de identificação com o próprio corpo e por isso mais uma vez não deveria ser assunto público é como a pessoa se sente com com o próprio corpo não deveria ser assunto
de mais ninguém não existe necessidade de uma confirmação externa de um julgamento externo de uma validação externa é como a pessoa se sente até porque nessa estrutura de poder é muito comum que essa pressão ou validação externa eh se imponha para o reconhecimento de estereótipos como por exemplo a ideia de que pessoas trans deveriam fazer modificação corporal não tem não não tem a ver com o estado do corpo tem a ver com a identidade como a pessoa se reconhece em relação ao próprio corpo até porque pessoas se gênero também fazem modificação corporal mulheres fazem preenchimento
labial silicone nos seios homens fazem preenchimento labial implante de cabelo retirada de pelo a laser Placa de silicone para ficar com peitoral parecido com de academia ou ou Placa de silicone na perna essas modificações corporais não faz com que a pessoa seja mais Sis ou menos Sis da mesma forma que uma modificação corporal em uma pessoa trans não faz com que ela seja mais ou menos trans ela pode ficar com o corpo da maneira que quiser mas a identificação trans é uma identidade de si consigo mesma não deveria ser aunto de mais ninguém podendo ser
então homens eh transgênero mulheres transgênero travestis Cross Dresser drag Queens drag Kings entre outros e aí nós temos como última categoria papel de gênero e este sim é um assunto social público de debates Porque como a sociedade valida Convenções sociais para aquilo que é identificado como mas masculinidade feminilidade ou coisas que são consideradas neutras por exemplo no Brasil é um sinal de masculinidade com que a roupa abaixo da cintura tem a costura entre as pernas calça e bermuda e que no Brasil se se um homem se gênero heterossexual usar roupa sem essa costura provavelmente vai
sofrer violência violência física agressão violência recreativa piada mas se a gente for outro contexto cultural a Escócia é sinal de masculinidade na Escócia US saia que é uma vestimenta tradicional é ail é uma saia Verde muito reducionista né mas é uma saia verde é um sinal de masculinidade daí a gente percebe que o corpo biológico o jeito que o aparato biológico nasce não tá ligado a usar calça bermuda ou saia mas são Convenções sociais quanto mais rígido forem os papéis de gênero mais a sociedade vai impor limites condições imposições e formas de opressão para todas
as pessoas em sociedade o estereótipo da masculinidade também atinge homens se gênero heterossexuais porque esse estereótipo de um homem que não chora viril que tem que trabalhar manter casa e família tem que ser grosseiro tem que ser intelectual e o contraste com a mulher também difícil de ser alcançado inclusive por homens que Dirá de pessoas então que não estão nessa centralidade de poder pessoas que não são heterosexuais pessoas que não são esse gênero e justamente por estar mais longe desse Polo de poder estão portanto muito mais vulneráveis a violências espancamento estupro assassinato entre outros quanto
mais rígido o papel de gênero Em uma sociedade mais violenta ela se coloca para todas as pessoas e quanto menos rígido ou seja quanto menos estereótipos de mascul idade de feminilidade mais as possibilidades de expressão então vejam eu tô falando aqui que a orientação sexual não deveria ser um debate público identidade de gênero não deveria ser um debate público por quê Porque não é um assunto para interferência pública no sentido mesmo de achar que é uma patologia e uma interferência pública para fazer uma internação para cura gay que ISO nem existe mas é praticado socialmente
ou para uma cura religiosa gay que também não existe mas é praticado socialmente mas é justamente porque essas relações de poder existem e são significativos que é necessário observar que elas atuam que elas também são normalizadas pelas relações sociais e que é ligado a compreensão do Papel profissional cidadão e respeito aos direitos de todas as pessoas a compreensão de que essas expressões não são um desvio moral nem religioso nem e patológico mas são formas de vida que devem ser respeitadas partindo inclusive do princípio de que orientações sexxual e identidade de gênero são fenômenos que diz
respeito a pessoa consigo mesma quero tirar um pedacinho aqui da web aula para falar muito rapidamente sobre perspectivas do feminismo observando também do lugar do qual eu falo então é muito breve mesmo para comentar que existem muitas perspectivas que colocam o feminismo como se fosse uma substituição de uma hierarquia de poder em que é comum que na sociedade brasileira e no ocidente de maneira geral homens e o patriarcado seja num numa situação de poder e que o feminismo propõe uma inversão que mulheres cheguem ao poder e que homens percam todo tipo de poder feminismo não
se trata disso se trata da forma com que as mulheres reivindicam que possam viver da maneira que quiserem ou seja para além dos estereótipos do machismo do patriarcado Então não é uma substituição do poder patriarcal é o rompimento do Poder patriarcal para viver em sociedade e digo feminismos no plural eh por força do processo histórico o feminismo ele é considerado tem seu surgimento da maneira que a gente conhece em movimentos da Europa que reivindicavam conquistes sociais importantes e que foram levados à frente o primeiro grande Marco do feminismo como a gente conhece hoje em dia
né por uma teorização moderna contemporânea ligada a uma realidade Urbana Nacional Industrial tem eh a sua síntese com a Simone de Bá no segundo sexo né então já existiram figuras que reivindicavam eh figuras né já existiram pessoas mulheres que reivindicavam o seu exercício pleno de vida mas que a característica que a gente tem hoje em a partir desse ponto em específico e que o movimento feminista teve conquistas importantíssimas como a possibilidade de trabalhar a possibilidade de trabalhar remuneradamente a possibilidade de votar a possibilidade de estudar entre outros e durante muito tempo foi considerado que o
feminismo era esta forma de acontecer até determinado ponto lá a partir das décadas de 1990 e 2000 em que houve a tentativa de exportação do feminismo especialmente para os países árabes do Oriente Médio Porque até então eh não não tinha havido as invasões sistemáticas naquela região por conta de petróleo e que teve alterações sociais muito importantes com a ascensão eh de movimentos religiosos mais rígidos fundamentalistas daí que agora com os olhos do ocidente para aquela região estrategicamente a partir do petróleo também passa a ter interesse de outros segmentos sociais daí que uma das pautas foi
levar civilidade civilização para as mulheres no contexto do Islã então uma das pautas reivindicadas pelo feminismo foi com que elas parassem de usar o hijab o vé mas teve uma reação imediata em que as mulheres do Islã falaram é de maneira muito resumida né eu vou colocar aqui por você acha que o seu modo de vida da Europa é aquele que deve caracterizar o meu modo de vida por que você acha que você tem que defender uma pauta de mulheres para mim sem imaginar que eu sou parte detivo deeres Pens e tem su própri paas
sua prpria e sua privind por não pab que hijab como feminidade o soci e de Bel a de porque você não veio me perun qual é a luta feminista que caracteriza a minha região e me apoiar para que eu conheça a sua e te apoie cada um nas suas especificidades dizendo que a consideração da possibilidade de posicionamento de interpretação de Cultura das mulheres islâmicas não existiam quase que reproduzindo um movimento Colonial daí que surge a partir desses movimentações esse feminismo que é o feminismo islâmico que tem aí como uma das representantes a sab marmud que
tá numa das fotos daí que o feminismo que antes era uma palavra no singular ganha até sobrenome ele se torna feminismo europeu porque agora tem mais de um tem o feminismo europeu e o feminismo islâmico entendendo que tem muito de incompreensão né o hijab é opcional por exemplo em países que TM um fundamentalismo e autoritarismo muito exacerbados eh eh não caracteriza né esse tipo de postura e possibilidade para mulheres justamente pelo caráter muito autoritário da mesma forma é possível pensar com as mulheres negras No Brasil se uma das pautas mais importantes do feminismo Europeu é
a possibilidade de trabalhar dificilmente Isso vai ser aplicado para mulheres negras por quê Porque já já trabalharam já trabalham sempre trabalharam inclusive na condição de pessoas escravizadas e tinham que trabalhar dobrado para arrumar condições de fazer a libertação das suas filhas sobrinhas e netas porque ao libertar uma mulher os filhos e filhas dessas mulheres também nasciam Livres então uma estratégia do movimento negro trabalhar mais para conseguir a libertação do seu do seu próprio povo daí que as pautas por conquistar trabalho não tem relação com as pautas do movimento negro Quais são as pautas então é
conseguir por exemplo reconhecimento voz direitos trabalhistas até então inexistentes basta lembrar que a última classe de trabalho que teve direitos trabalhistas no Brasil foi de trabalhadoras domésticos a última em meio a uma crise social aguda muito difícil então esse configura também uma outra forma feminismo negro e por fim temos também o feminismo comunitário que é o nome dado ao feminismo que parte das Comunidades indígenas e que ele surge com as características que a gente tem principalmente hoje nas comunidades indígenas andinas o que que é articulado é a ideia de que o feminismo aos moldes europeus
tende a ter por consequência Pelo menos é o que a experiência histórica mostrou até hoje de um afastamento entre homens e mulheres e que se isso acontece em uma população que vive num Território circunscrito que vive numa etnia circunscrita essa separação entre homens e mulheres pode colocar a continuidade das práticas sociais das tradições culturais e mesmo das pessoas em sua descendência em risco e que por mais bem intencionado que haja na reprodução do feminismo europeu se ele for passado automaticamente para um contexto de comunidades indígenas ele pode colocar comunidade em risco daí que a proposta
é completamente diferente é olhar para as relações de gênero sexualidade nas suas múltiplas pluralidades de cada etnia antes da colonização em que não havia binarismo não havia patriarcado Não havia cetron normatividade não hav viia determinismo biológico para ao invés de ter um afastamento para que haja uma aproximação entre todas as configurações de gênero e sexualidade de acordo com os princípios e tradições culturais de cada uma das etnias naquilo que se conhece pelas suas tradições antes do período e da invasão Colonial porque é assim que se fortalece relações sem A Hierarquia do patriarcado que tem característica
europeia bacana digo isso pra gente chegar na ideia de interseccionalidade que é um conceito elaborado por uma intelectual dos Estados Unidos chamada Kimberley crensa que ela vai falar que a interseccionalidade é uma conceituação que busca capturar as consequências estruturais e dinâmicas da interação entre dois ou mais eixos de subordinação ela trata especificamente da forma com qual o racismo o patriarcado a opressão de classe e outros sistemas discriminatórios criam desigualdades básicas que estruturam as posições relativas de mulheres raças etnias classes e outros além disso a interseccionalidade trata da forma com que ações e políticas específicas geram
opressões que fluem ao longo de Tais eixos constituindo aspectos dinâmicos ou ativos de subordinação o que isso quer dizer todas as pessoas estão inscritas em alguma identificação de gênero ou a pessoa se identifica como pessoa Cis ou pessoa trans ou como pessoa étero ou não étero não tem ninguém fora do gênero Então tá implicado nessas relações de poder mas ao mesmo tempo que a pessoa tem uma identificação de gênero e sexualidade também tem uma identificação racial a pessoa se considera Branca P Negra preta indígena amarela as classificações validadas pelo IBGE todo mundo tem uma ao
mesmo tempo que as classificações de gênero e sexualidade ao mesmo tempo que todo mundo tem uma classificação de classe social uma pessoa que é considerada pobre de classe média baixa classe média alta rica e Milionária daí que se as relações sociais são permeadas por todos esses eixos ao mesmo tempo muitas vezes existem pessoas em posição desfavorável em mais de um dos grupos para dar esse exemplo clássico eh mulheres negras no Brasil pessoas trans negras pobres e assim por diante daí que se a gente tá falando em atingir a normalidade das relações sociais porque a normalidade
absorveu ao longo do processo histórico tudo isso como se fosse tudo bem significa que uma abordagem ter ional deve olhar e combater a normalidade nesses termos observando todos esses eixos Inclusive a presença ou não de deficiência ou neurodivergencia último assunto aqui para essa web aula é a concepção de multiculturalismo e interculturalidade multiculturalismo ele foi é uma expressão criada no contexto de globalização em que já não havia só mais o ambiente cultural e o repertório de um país para formar o estilo de vida as expectativas e as identidades com um contexto Global as pessoas podem viajar
com mais frequência ter contato com filmes cultura e música de outros lugares com mais frequência isso fica ainda mais potencializado com internet e outras formas de mídia daí que partindo da ideia de que a gente pode ter identidades que são muito dinâmicas a a forma com que a comunidade Global chegou para compreender tudo isso foi criando o conceito de multiculturalismo por exemplo eu posso ser uma pessoa que tá aqui no Brasil mas posso estar falando em fóruns em língua japonesa fazendo curso de graduação em japonês ouvindo música pop japonesa o jpop o que eu assisto
na TV é Anime desenho japonês o que eu leio é mangá gibi japonês e que eu tô no Brasil mas vivendo uma cultura ligada a outro lugar a ideia de multiculturalismo é que a pessoa que tá fazendo isso não tá com um problema ou um desvio ela tá tendo acesso a repertórios que vem de um outro lugar e de fato isso acontece com múltiplos referenciais cinema dos Estados Unidos a música brasileira e Confecções e que vem da América Latina o i que vem da China e da Índia e assim a gente vai compondo múltiplos referenciais
Então multiculturalismo vem para dizer ideia de que as culturas todas são diferentes equivalentes entre si que não tem uma melhor do que a outra então é colocado sobre o paradigma do respeito entretanto crítica A ideia do multiculturalismo é que ele justapõe essas diferenças sem problematizar elas de uma maneira adequada e sem uma agenda propositiva ou seja dizer que as culturas São Todas Iguais não ataca de fato as dinâmicas de poder na verdade pode até mascarar pode até tirar o foco das relações de poder como elas realmente são porque tá tudo bem vivemos numa sociedade Global
da informação com acesso a muitos conteúdos e a gente pode assistir catálogo de filme de muito lugar por exemplo Pensa aí na sua cabeça os últimos cinco filmes que foram feitos você que você assistiu foram feitos aonde provavelmente no mesmo país provavelmente no mesmo bairro Hollywood as últimas músicas que você escutou foram feitas Aonde se você fala mais do que uma língua que é a língua materna Qual é a língua que você fala eu tô imaginando que a sua segunda ou terceira língua não é Guarani ou seja tá disponível tá na internet sociedade da informação
a população Guarani tá aqui no país produz film são cineastas mas esse filme não chega essa língua não chega essa convivência cultural não chega e se a gente tem facilidade de colocar cultura francesa Cultura americana como culturas iguais equivalentes a gente não faz a mesma coisa com a cultura Guarani e muitas pessoas Nem fazem isso nem com a cultura brasileira então tem dinâmicas de poder que estão sendo esquecidas quando a gente simplesmente fala que somos todos iguais as culturas São Todas Iguais vivemos numa grande aldeia global Pera aí isso justapõe as diferenças não problematiza as
diferenças e por isso é uma ideia incompleta veja então não é que o multiculturalismo ele é errado inclusive ele ainda aparece em muitas provas vocês vão por exemplo fazer prova de exame do Enade concurso deve aparecer multiculturalismo é claro é bacana mas o meu compromisso aqui não é com a prova é com a formação profissional de vocês o paradigma do respeito por que que ele é insuficiente quantas vezes é possível que vocês tenham ouvido a frase assim determinada pessoa é homosexual eu respeito a opinião dela mas não traz ela para perto das minhas crianças como
se fosse contaminar ou passar uma doença respeita mais longe como se essa pessoa fosse respeitada mas não tivesse a oportunidade de conviver nos mesmos espaços sociais ou desfrutar dos mesmos direitos sociais do mesmo acesso a emprego políticas públicas cargos públicos daí que respeitar não é suficiente porque não tem uma agenda propositiva para que diferentes grupos tenham acesso à mesma forma de vida ou acesso a direitos sociais então é pensando nisso que foi elaborada a ideia de interculturalidade elaborada inclusive por intelectuais latino-americanos da Bolívia da Argentina do peru do Brasil da Colômbia em que não é
fundado sobre o paradigma da do respeito mas sim o paradigma da convivência se reconhec as diferenças mas a necessidade de se contrapor ativamente às igualdades e relações de poder buscando Equidade na na formulação de convivência social e no exercício de direitos não é respeitar a tal pessoa que é diferente é se certificar que as pessoas diferentes tenham acesso à mesma possibilidade de vida atacando os elementos que fazem com que a desigualdade sistêmica se perpet da interculturalidade então é fazer com que essas diferenças sejam base civilizatória e não motivo para justificar desigualdades ou dizer que sempre
foi assim bem pessoal essa aqui foi mais uma web aula eu espero que vocês tenham gostado e a gente se vê na próxima web aula e Na continuidade das atividades