Boa noite. Olá, boa noite. Era para ser um passeio inesquecível.
Um cruzeiro pela costa brasileira com shows de artistas famosos. Teve gente que se preparou com meses de antecedência, juntou economias, mas na hora de embarcar, 250 passageiros foram impedidos de fazer a viagem. O caso tá sendo investigado como estelionato.
A expectativa, [Música] a realidade. Nós tivemos, infelizmente, tivemos uma situação de overbook. 13 horas.
Overbook. Overbook. Quero falar isso aí.
Agora vem falar isso pra gente. A empresa Onboard Entretenimento fechou um cruzeiro temático no navio Costa Pacífica. O roteiro de Santos, litoral de São Paulo até Angra dos Reis, na costa do Rio de Janeiro.
Capacidade: Mais de 3. 000 pessoas. A suspeita de que houve overbooking, a empresa teria vendido mais cabines do que asíveis no navio.
Pode acontecer. É um desrespeito avisso. Isso não é falta desrespeito com a gente.
O gerente de segurança do terminal de passageiros disse que alguns turistas tentaram invadir o navio e que foi preciso montar um gabinete de crise para controlar a situação. O momento foi tenso. Alguns passageiros correram para tentar embarcar num momento de desespero, invadiu o CIS e tentar invadir o CAS, mas graças a Deus a Polícia Civil, a Polícia Federal junto com a guarda, a gente conseguiu depois de cerca de meia hora, 40 minutos, acalmar os ânimos para todos saírem do concais seguros.
Sônia é motorista profissional e passou horas ao volante para realizar a viagem dos sonhos. Quando eu fui fazer o chequin, que eu fui lá até onde o pessoal estava atendendo, aí eles seu nome não consta aqui. Seria o primeiro cruzeiro dela.
Foi muito sofrimento, meses de preparo e ansiedade total para chegar esse momento e a gente chegar lá e não ter nada, não ter nenhuma assistência de ninguém. [Música] Os pacotes variavam de 5 a R$ 12. 000.
O Cruzeiro oferecia shows de artistas dos anos 80 e 90. John Secada, Paulo Ricardo, Dino Fonseca e a banda do Boiu. O que atraiu a gente para ir nesse Cruzeiro foi a vibe, né?
Porque realmente os artistas que estavam e presentes nesse evento eram aqueles artistas que eu curto. O navio Costa Pacífica iria partir de Santos na quinta-feira, 20 de março, mas só saiu na madrugada da sexta-feira, deixando para trás cerca de 250 turistas. A polícia deixa embora o vagabundo do navio e a gente fica aqui.
Gerson e Telma investiram na viagem o dinheiro que seria para a festa de 11 anos de casamento. Nossa, é totalmente frustrante. No nosso dinheiro eles não devolveram ainda, mas o nosso sentimento eles nunca vão conseguir devolver.
Nunca, porque não tem como fazer de novo. Telma lembra que quando falou sobre o aniversário, uma funcionária da Onboard respondeu: "Vai ser um prazer celebrar com vocês". Quase 2 da manhã e a gente aqui, ó, dormindo no chão, sujo do porto.
Esse é o Cruzeiro dos sonhos. Muitos passageiros chegaram ao terminal em Santos por volta do meio-dia. Quem esperou por horas aqui relata que o desgaste físico só não foi pior do que a angústia provocada pela falta de informação.
Já era perto da meia-noite quando os turistas receberam a notícia de que não embarcariam mais porque a venda de cabines foi maior do que a capacidade do navio. Vocês têm o controle da cotinada pode vender. Por que que venderam mais?
Problema de sistema, hein? Depois que nós percebemos que não havia mais nenhum funcionário e que eles fecharam a porta que dá acesso ao chequim, foi quando to todos nós nos juntamos e fomos para cima com crianças, idosos. Foi uma situação horrível.
Nós pagamos R$ 11. 460 R$ 460 e estava incluso tudo que um cruzeiro oferece, alimentação, serviço 24 horas de quarto, as festas. Tem o custo do voo também que ficou em 3.
54 e54. A empresa Onbard Entretenimento pagou a hospedagem de alguns turistas que não conseguiram embarcar. Este advogado explica o que fazer em situações como essa.
O consumidor deve registrar a ocorrência, fazendo um boletim de ocorrência e também juntando todos os documentos e que comprovem gastos decorrentes da inexecução do serviço. consumidores que vieram de outras localidades e tiveram gastos com eh deslocamento de ônibus, avião, estacionamento, acomodação, às vezes hospedagem, tudo refeição, tudo isso deve ser colocado e apresentado para reembolso junto ao fornecedor. É importante também apresentar conversas de WhatsApp, trocas de e-mails, ã, fotos, vídeos do local que vão demonstrar também o grau de comprometimento na estabilidade desse consumidor.
Todos os envolvidos foram intimados a depor. Entre eles o dono da Onboard Entreteno, Renan Coutinho, mas ele faltou e deve ser ouvido na semana que vem. Nós vamos procurar nossos direitos que eles estão coagindo a gente a não divulgar essas o que aconteceu lá dizendo que aplicar uma multa na vida de R$ 10.
000 tem um uma termo um termo de acordo que eles estão enviando pra gente pra gente assinar, senão eles não vão fazer o torno, que é um direito nosso. O advogado da empresa diz que houve falha no sistema. Não houve overbook de maneira alguma, até porque o navio tem capacidade para 3.
700 passageiros e embarcaram apenas 3. 200, ou seja, tem uma capacidade lá ociosa de aproximadamente 500 passageiros. Assim que foi entendido o que aconteceu, já começamos a entrar em contato com todos os clientes, os passageiros que não puderam embarcar.
E desde segunda-feira tem uma força tarefa montada com a intenção de fazer o reembolso ou realocar essas pessoas num próximo navio da Umbard. Não sabiam se foi um problema de sistema, se foi algo com má fé paraa realização disso. As investigações prosseguem pra gente apurar o que de fato aconteceu.
Este inquérito, ele foi instaurado para apurar eventual crime de estelionato. Em nota, a empresa Costa Cruzeiros, dona do navio, disse que lamenta que alguns passageiros não tenham conseguido embarcar e também que alguns turistas não tinham os formulários de embarque e ou os números de reserva. E ainda que a administração do Cruzeiro e a lista de passageiros são exclusivamente de responsabilidade do organizador do evento, o advogado, especialista em direito do consumidor, explica por a costa cruzeiros pode responder por danos ou falhas no evento.
Se for possível atribuir a ela a causa desse dano, o Código de Defesa do Consumidor diz que todos responderão solidariamente e sem dúvida para o consumidor alcançar o dono do navio seria uma chance aqui de sucesso na demanda muito maior. Não adianta oferecer outro cruzeiro, porque não vai ser aquele cruzeiro, não vai ser o nosso aniversário de casamento. Eles não vão poder desfazer o mal que eles fizeram pra gente.