[Música] o meu nome é Rosa tenho 42 anos e vivo em uma pequena casa no sertão do Ceará mais precisamente nos arredores de Quad vou contar o relato que minha vó vivia me contando ela adorava essa história e ai de quem duvidasse ela jura de pé junto que é verdade a partir de agora é como ela me contava vou contar como se fosse ela passando por isso hoje em dia ela sempre contava assim como se fosse no presente bom vamos lá espero que vocês gostem a vida que é simples e cada dia é uma luta
contra a seca e o tempo sou viúva moro com meu filho mais novo o Leonardo que tem 17 anos e trabalho na roça para sustentar a gente minha principal tarefa é o plantio e a colheita de mandioca de onde faço farinha que vendo na feira de sábado lá na praça de José de Barros o trabalho começa cedo antes mesmo do sol nascer eu faço café no fogão a lenha e acordo meu filho ele vai caminhando para a escola e da escola ele sai para trabalhar em um armazém lá do seu Beraldo e quando volta de
carona com amigo que o deixa em casa por volta das 17 horas o nosso pedacinho de chão tem a casa que moramos que é simples mas agradeço a Deus por ter ela o galinheiro chiqueiro e a roça de mandioca da Mandioca faço farinha de mandioca ISO acesa valor na mandioca e assim vendo que nem águ então tem o local que é feito a farinha cresci vendo minha mãe fazer e agora sigo o que aprendi ela eu levo sempre uma de água e um pedaço de rapadura na bolsa pois sei que o calor não D trégua
no dia que tudo aconteceu não foi diferente Passei a manhã limpando terreno e plantando mudas novas de mandioca havia colido a produção da sem que faria de farinha esses Di eu ficava até mais tarde trando acho que o povo gostaria de saber como é feit a mandioca de forma rudimentar nos tempos dos nossos avós vou explicar eu tenho muito orgulho do que eu faço o processo de fazer farinha de mandioca como era feit antigamente é trabalhos mas sempre foi motivo degul para quem via primeir gente mandioca doado do Cuidado para não Ases depis deid éis
bem para tiar toda terra essa parte eu faço no tanque que fica perto do giniro com água que puxa do poço depois de lavada a mandioca é descascada aqui não tem máquina para isso é tudo na mão mesmo com uma faquinha que conheço de cor porque já está comigo há anos o descasque exige paciência mas é uma etapa importante para garantir que a farinha fique limpa e boa para o consumo com a mandioca descascada começo o preparo propriamente dito primeiro a gente rala mandioca no ralador grande feito de lata com furos Pregado em uma tábua
É nesse momento que o trabalho Fica mais pesado porque precisa de força para ralar tudo o CTO vai ficando cheio daquela massa úmida que depois precis ser exprimida para tirar o excesso de líquido para isso uso uma prensa rudimentar feita com um saco de pano Grosso e um pedaço de madeira para apertar a massa já seca vai para o forno é feito de Barro grande e raso e é ali que o processo age mais atenção a farinha precisa ser torrada aos poucos sempre mexendo com uma pá grande para não queimar esse trabalho pode levar horas
porque a gente tem que mexer sem parar até a farinha ficar no Ponto Certo sequinha Dourada e soltinha Depois de pronta a farinha é colocada para esfriar em bacias grandes de alumínio quando esfria separo tudo em sacos para levar para a feira no sábado cada saco representa não só o sustento da minha família mas também a tradição Que Carrego com orgulho fazer farinha como minha mãe fazia e minha avó antes dela é mais do que um trabalho é minha história bom depois de acabar o serviço eu voltei para casa para preparar o almoço já passava
do meio-dia e o calor estava insuportável eu entrei na cozinha e fui até o fogão alanha já tinha a brasa pronta peguei o feijão que havia cozinhado de manhã cedo e escante na panela de ferro Enquanto fritava uns pedaços de carne sol na gordura que havia guardado após descansar do almoço eu voltei para a lida fui até o forno e acendi para deixar esquentando Como já havia uma boa quantidade pronta de farinha eu não faria muito nessa leva apenas o suficiente para não faltar na feira após fazer todo o processo levei para o forno isso
já era por volta de 17 horas depois de jogar a pasta de mandioca prensada no forno fui juntar as cascas que havia descascado mais cedo como sempre fazia levei tudo até o fundo do quintal onde tinha um espaço que usava para queimar restos a piga já estava grande e pensei que seria melhor me livrar daquilo antes que os bichos começassem a aparecer joguei as cascas na fogueira e acendi o fogo subiu rápido como de costume mas o cheiro estava diferente não liguei muito apenas voltei para o forno deixando a piga queimando eu sei que eu
fazia errado eu poderia ter usado para dubar a terra e outras utilidades mas não sei eu gostava de queimar eu achava muito bom o calor que fazia na mata coisa de doida eu sei pouco tempo depois Notei uma fumaça Mais Escura subindo atrás da casa corri para ver e percebi que o fogo tinha escapado da piga As Chamas já estavam atingindo Mato Seco ao redor peguei o balde e corri para o Poço tentando controlar o fogo mas ele se espalhava rápido demais o calor era insuportável E a fumaça fazia meus olhos arderem enquanto tentava apagar
as chamas um assobio longo estridente ecoou pela Mata era um som que eu nunca tinha ouvido antes agudo e carregado como se fosse um Av parei por um instante olhando para os lados mas não vi nada foi então que percebi que no meio da fumaça aquela figura pequena ela pequena mas estranha com olh fixos em mim eu tentei me mexer mas as pernas pareciam presas ao chão o barulho ao redor ficou estranho como se tudo tivesse parado as chamas parecia distante abafada por um som grave que eu não sabia de onde vinha Eu lembro que
o ar ficou muito pesado e a sensação de estar sendo observada tomou conta de mim o fogo que antes parecia descontrolado agora Parecia ter vida própria crescendo mais rápido onde a criatura passava eu senti um aperto no peito e uma vontade desesperada de sair correndo mas os meus pés não obedeciam o medo era maior do que qualquer vontade meu corpo começou a suar frio mesmo com calor era como se eu estivesse presa num Pesadelo do qual não conseguia acordar as chamas subiam cada vez mais e o cheiro de terra queimada misturava com algo mais forte
quase podre a cada passo que aquela coisa dava o som a D parecia mais distante como se o mundo inteiro Estivesse se fechando eu sabia que não devia estar ali sabia que algo maior do que eu tomava conta daquele lugar o fogo crescia cada vez mais rápido e minha única saída foi correr em direção à casa de farinha o calor queimava minha perre e o som das chamas parecia me seguir Cheguei na casa com o coração disparado fechei a porta e me encostei na parede tentando recuperar o fôlego mas não adiantou o barulho dos Passos
vinha logo atrás era rápido e seco como se algo batesse no chão com raiva eu olhei pela fresta da porta e vi a criatura se aproximando pequena mas com uma presença assustadora o ar parecia mais pesado ao redor dela e os olhos brilhavam como se fossem Brasas eu senti que ela sabia onde eu estava não importava onde eu me escondesse era iria me achar e antes que pudesse pensar no que fazer um estrondo sacudiu a porta e eu soube que não podia ficar ali saí correndo pela porta dos fundos com as pernas Tremendo e o
coração quase saindo pela boca entrei na mata tropeçando nas e galos tentando achar um lugar para me esconder a cada passo Parecia que ela estava mais perto eu ouvi a subil de novo longo e agudo como se atravessasse os meus ouvidos meu corpo todo tremia e a única coisa que me vinha à cabeça era rezar para aquilo acabar achei uma moita grande e me joguei no chão tentando não fazer barulho o som dos Passos diminu o silcio que ficou era ainda pior eu sentia o ar ao meu redor mais quente como se o fogo me
cerado Foi então que perce a criatura bem perto de mim entre as sombras ooou eu sab que não tinha como fugir mais semag de encarar abaixei a cabeça e falei o que veio à minha mente quase sem pensar me perdoa eu nunca mais vou queimar as cascas e vou deixar fumo para você toda vez que torrar farinha eu deixo o fumo para você na mata o silêncio que veio depois foi quase pior do que o som dos Passos a criatura não se mexia mas eu sentia que ela ouvia de repente o calor meu redor diminuiu
e o som dos Passos foi se afastando quando orhei ela tinha sumido esperei mais alguns minutos sem saber se era seguro sair até que o som da Mata voltou ao normal levantei devagar com o corpo ainda trêmulo e fui voltando para casa cheguei em casa suja cansada e com olhos ardendo de fumaça meu filho Leonardo já estava lá preocupado com a minha demora eu sentei na cadeira e contei o que tinha acontecido com as mãos ainda tremendo ele ouviu tudo quieto e no final só disse mãe é melhor se deixar o fumo lá amanhã cedo
né Eu balancei a cabeça concordando no dia seguinte levei o fumo pra beira do mato onde sempre queimava as cascas deixei ali com cuidado e voltei para casa desde aquele dia nunca mais queimei nada perto da Mata e toda vez que faço farinha o fumo tá lá eu não arrisco mais mexer com o que não entendo bom Pessoal esse foi o relato da minha avó el adorava contar essa história eu acredito nela Ela vivia bem isolada no meio do mato e naquela época eu acredito que tinha muitos relatos sobre essa criatura bom obrigado por contar
uma boa noite a todos n