Olá vamos reavis hoje a gravação do Capítulo 14 do volume 1 do Capital Capítulo este que se intitula mais valor absoluto e mais valor relativo lembremos que quando Marques está falando do mais valor absoluto ele está lançando a s fundamentalmente para o plano da extensão da jornada de trabalho ou seja como o capital obtém a extração do mais valor do trabalho excedente prolongando o máximo possível a jornada de trabalho enquanto que a mais valia absoluta ou mais valor a ou mais valor relativo melhor dizendo ele decorre fundamentalmente de melhorias na forma de organizar o trabalho
e sobretudo da introdução de novas forças produtivas observemos também que para Marx há uma combinação entre mais valia absoluta e mais valia relativa uma vez que o capital procurará estender o máximo possível a jornada de trabalho ao mesmo tempo que procurará a acelerar o máximo possível o ritmo do Trabalhador a fim de que o tempo de trabalho socialmente necessário do qual o trabalhador precisa para reproduzir a sua existência cotidiana decresça enquanto que por outro lado seja possível apropriar-se do máximo de horas possíveis realizadas pelo trabalho portanto pela força de neste sentido na medida em que
se reduz o tempo de trabalho socialmente necessário para dar conta da existência do Trabalhador aumenta Em contrapartida aquela parcela de trabalho excedente capaz de ser apropriado pelo capital feitos estes esclarecimentos preliminares vejamos como envolve as reflexões neste capítulo 14 o ponto de partida é o resgate de alguns elementos que estarão no capítulo C do Capital o capítulo sobre processo de trabalho e processo de valorização dirá Marx inicialmente consideramos o processo de trabalho de modo abstrato ou seja de modo geral no capítulo 5 Marx está procurando apontar como é que se dá o processo de trabalho
em todo e qualquer modo de produção e Não especificamente no modo de produção capitalista inicialmente consideramos o processo de trabalho de modo abstrato portanto Independente de suas formas históricas ou seja consideramos o processo de trabalho como algo que se processa na relação entre o homem e a natureza no capítulo 5 Marx procurará abordar este processo de trabalho em sua totalidade observando por exemplo que a finalidade do processo de trabalho é fundamentalmente a produção ou a elaboração são de valores de uso ou seja de coisas úteis qualquer trabalho dispendido em produzir Alguma Coisa inútil perde a
sua finalidade é um trabalho inútil Marx observa neste sentido que na produção deste valor de uso se faz necessário tanto o meio como o objeto de trabalho assim como a própria força de trabalho prossegue ele enquanto o processo de trabalho permanece puramente individual o mesmo trabalhador reúne em si todas as funções que mais tarde se apartam umas das outras em seu ato individual de apropriação dos objetos da natureza para suas finalidades vitais ele controla a si mesmo mais tarde ele é é ele que será controlado aqui Marx está colocando duas situações a primeira aquela onde
o trabalho não está subordinado à divisão social do trabalho e no segundo momento aquela na qual nos estágios avançados de desenvolvimento da produção e em particular na sociedade capitalista o trabalhador passa a ser membro de um trabalhador coletivo já não é mais o trabalhador individual com o seu trabalho concreto e sim é o trabalhador individual como parte constitutiva de um grande coletivo de trabalhadores o trabalhadores o trabalhador isolado nesta primeira situação aquela onde a divisão social do trabalho ainda não se instaurou o trabalhador isolado atua sobre a natureza colocando em funcionamento de modo autônomo seus
próprios músculos sob o controle de seu próprio cérebro Portanto o processo de trabalho neste momento conecta o trabalho intelectual ao trabalho manual portanto num primeiro momento não há separação entre quem concebe o trabalho e Quem realiza o trabalho quem pensa o trabalho e quem executa o trabalho já em estágios mais avançados da produção social ocorre o oposto o trabalho intelectual e o trabalho manual se separam até formarem um antagonismo hostil ou seja quem executa não tem nenhum contato com quem planeja e quem planeja está totalmente distante de quem executa e isto a tal ponto prossegue
Marx que o produto Portanto o valor de uso produzido ou a resultante do processo de trabalho e isto até o ponto que o produto que antes era o produto direto do Produtor individual transforma-se num produto social no produto comum realizado pelo trabalhador coletivo Isto é o fruto de um pessoal combina de um pessoal combinado realizando um determinado trabalho e cujos membros se encontram a uma distância maior ou menor do manuseio do objeto de trabalho aqui Marx faz os apontamentos fundamentais que remete ao Capítulo 11 Portanto o capítulo da cooperação ali ele vai mostrar como que
a produção capitalista é uma produção na qual os diversos trabalhos concretos se combinam no sentido de produzirem valor portanto de produzirem mercadorias dentro de um tempo de trabalho socialmente necessário desse modo prossegue Marx a ampliação do caráter cooperativo do processo de trabalho passa necessariamente a ser acompanhada da Ampliação do conceito de trabalho produtivo e de e de seu portador o trabalhador produtivo lembremos que trabalho produtivo é aquele que é realizado dentro do tempo socialmente necessário toda a sociedade Ela atinge determinado estágio de desenvolvimento das forças produtivas e este desenvolvimento das forças produtivas e também das
formas de organização do trabalho Unidas a outras circunstâncias propiciam a elaboração de uma determinada mercadoria dentro de um tempo socialmente útil consequentemente o trabalho coletivo ele precisa ser realizado dentro deste tempo de trabalho socialmente útil é isto que Marx está chamando de trabalho produtivo ele é produtivo sobretudo da perspectiva do Capital na medida em que este trabalho se realiza dentro daquele tempo pretendido pelo capital observemos por exemplo o debate que há entre Hans e Taylor quando se tem a discussão da organização científica do trabalho tenho a pergunta para Hans você consegue realizar o transporte daquela
quantidade de minério para o Outro ponto em determinado conjunto de horas rans responde que sim daí que tayor responderá Então você é um trabalhador de valor Por que que é um trabalhador de valor porque consegue realizar aquela atividade dentro do tempo de trabalho social médio requerido portanto aquilo ali é trabalho útil prosseguindo aqui desse modo a ampliação do caráter cooperativo do processo de trabalho passa necessariamente a ser acompanhada da Ampliação do conceito de trabalho produtivo e de seu portador o trabalhador produtivo para trabalhar produtivamente já não é mais necessário fazê-lo com suas próprias mãos basta
agora ser um órgão do Trabalhador coletivo executar qualquer uma de suas subfunções portanto os diversos trabalhos concretos se combinam no sentido de produzirem uma determinada mercadoria dentro de um tempo de trabalho socialmente necessário a definição original do trabalho produtivo prossegue Marx continua válida para o trabalhador coletivo considerado em seu conjunto isto significa que tanto trabalhador individual precisa realizar a atividade dentro do tempo de trabalho socialmente necessário assim como o conjunto de atividades parciais tem que resultar na elaboração de uma mercadoria dentro do tempo de trabalho também socialmente necessário daí afirmação de que a definição original
do trabalho produtivo continua válida para o trabalhador coletivo considerada em seu conjunto mas já não é válida para cada um de seus membros tomados isoladamente uma vez que este trabalhador individual realizando o seu trabalho concreto só se torna efetivamente produtivo para o capital na medida em que o seu trabalho parcial se combina com os demais trabalho trabalhos dos quais resultarão o produto final portanto resultarão a mercadoria neste sentido a produção capitalista vai introduzir novas determinações para a reflexão sobre o trabalho produtivo uma vez que a produção capitalista não é apenas produção de mercadorias mas essencialmente
produção de mais valor portanto na sociedade capitalista ou o trabalho sob controle do Capital faz com que o trabalhador não Produza para si e sim para o capital não basta por isso que ele Produza em geral ele tem de produzir mais valor e a única maneira Dee produzir mais valor é se o trabalho for realizado dentro do tempo de trabalho socialmente necessário por outras palavras o trabalho concreto portanto o trabalho de cada Trabalhador em combinação com os demais trabalhos concretos ou seja em combinação com os demais trabalhos dos demais trabalhadores tem de produzir não apenas
a subsistência do Trabalhador dentro da jornada de trabalho mas também produzir o excedente ou seja produzir ou mais valor apropriado pelo capitalista portanto da perspectiva do capital só é produtivo o trabalhador que produz mais valor para o capitalista ou então que sirva a autovalorização do Capital O que é a mesma coisa a categoria trabalho produtivo não se limita para marqu à produção material de mercadorias Marx exemplifica utilizando-se do caso de um mestre escola lembramos que essa discussão a respeito do trabalho produtivo e trabalho improdutivo vai ser esmiuçada por Marx nos grundriss vale a Penas vale
a pena recorrer ao texto que Marx desenvolve ali nos grundriss a respeito do trabalho produtivo e trabalho improdutivo dirá Marx então que a categoria trabalho produtivo não se limita à produção material de mercadorias mas também pode transcender o universo Fabril Marx se utiliza neste sentido de um exemplo que está para fora do universo da fábrica diz ele um mestre escola é um trabalhador produtivo se o um mestre escola é um trabalhador produtivo se não se limita a trabalhar a cabeça das Crianças mas trabalho desse mesmo até O esgotamento a fim de enriquecer o patrão pensemos
por exemplo em um professor de uma escola particular ou de uma faculdade particular que este último ou seja o patrão que este último tenha investido seu capital numa fábrica de Ensino em vez de numa fábrica de salsichas é algo que não altera em nada a relação porque tanto na fábrica de ensino como na fábrica de salsichas o que o capitalista quer é extrair sobre trabalho assim o conceito de trabalhador produtivo não implica apenas uma relação entre atividade e efeito útil entre trabalhador e produto do trabalho mas implica bem uma relação de produção especificamente social surgida
historicamente e que cola no trabalhador o rótulo de meio direto de valorização do Capital sobre as condições capitalistas observa Marx ser trabalhador produtivo não é um golpe de sorte e sim uma situação de azar uma vez que ele só interessa ao capital enquanto trabalh produtivo enquanto produtor de mercadorias e para produzir mercadorias ele tem que entregar a sua vida ao capital ser um trabalhador produtivo neste sentido não é uma sorte mas um azar a economia política clássica observará Marx sempre fez da produção de mais valor a característica decisiva do Trabalhador produtivo para os fisiocratas somente
o trabalho agrícola seria produtivo pois só ele forneceria mais valor para eles o mais valor existe exclusivamente na forma de renda fundiária no primeiro momento da exploração da força de trabalho pelo capital a forma predominante de extração do mais valor estara estará ou esteve apoiada na extensão da jornada de a esta forma de extração do sobre trabalho pautada fundamentalmente na extensão da jornada Marx vai chamar por mais valor absoluto neste primeiro momento do desenvolvimento do capitalismo se estende ou se estendia a jornada do trabalho o máximo possível a fim de permitir que na produção o
capitalista obtivesse a maior taxa de mais-valia possível durante a jornada de trabalho lembremos que o trabalhador produz não apenas a sua subsistência mas também o trabalho excedente por outras palavras o trabalhador precisa de determinada quantidade de horas para produzir um Quantum de valor que esteja representado no seu salário diário assim como no restante o restante da jornada de trabalho será apropriada pelo capital so a forma de trabalho excedente so a forma de mais trabalho a extração do mais valor absoluto formou a base Geral do sistema capitalista e o ponto de partida da produção do mais
valor relativo o mais valor absoluto Ele está sintetizado na discussão que Marx realiza a respeito a respeito da acumulação primitiva o Capítulo 24 em algumas edições ou 21 em outras edições capítulo que se chama da chamada acumulação primitiva ali Marx vai mostrar como que as jornadas de trabalho nos primórdios da sociedade capitalista se estendiam para além das 12 horas diárias atingiu 14 16 horas diárias este período da acumulação primitiva será fundamental para criar as bases que produzirão a maquinaria e a grande indústria Portanto o capitalismo na sua forma especificamente capitalista daí que Marx está afirmando
neste texto recordando ainda que sem citar o Capítulo 24 da acumulação primitiva que a extração do mais valor absoluto formou a base Geral do sistema capitalista e foi o ponto de partida da produção do mais valor relativo a extração do sobr trabalho do sobr trabalho sob a forma de mais valor relativo não elimina no entanto a divisão da jornada do trabalho naquelas duas partes constitutivas ou seja aquela na qual é necessário tempo para se produzir a sobrevivência do Trabalhador ou seja um determinado quanto um devalor que vai ser revertido sob a forma de salário para
garantir a existência cotidiana do Trabalhador e a outra parte que é apropriada pelo capital os dois momentos persistem ou seja persiste mesmo com o capital se apoiando fundamentalmente na mais valia ativa ainda que ele não abandone também o mais valor absoluto os dois momentos se combinam da mesma maneira que se mantém tanto na forma de mais valor absoluto ou mais valor relativo a o tempo de trabalho necessário e o tempo de trabalho excedente isto é uma dimensão inevitável para o processo de trabalho sob o controle do Capital uma vez que no caso da sociedade capitalista
o capitalista não é um filantropo ele não vai permitir que o trabalhador opere a máquina apenas até o momento em que ele gerou o Quantum de valor suficiente para sua subsistência enquanto trabalhador o capitalista quer que aquela máquina continue operacionalizando e o trabalhador manuseando aquela máquina para extrair dele o sobre trabalho dentro da jornada de trabalho que ele contratou ao trabalhador no caso Marx geralmente Cita uma jornada de trabalho de 12 horas a presença do mais valor relativo muda por exemplo a maneira como fundamentalmente vai se dar a extração do Capital agora Para viabilizar a
maior apropriação do sobre de trabalho o capital vai se utilizar de forças de trabalho produtivas de forças produtivas mais modernas que permitem que o trabalho necessário seja reduzido por meio de métodos que autorizem produzir em menos tempo o equivalente do salário ou métodos que viabilizem produzir em menos tempo o equivalente do salário peguemos algumas passagens de Marx dirá ele a produção do mais valor absoluto gira apenas em torno da duração da jornada de trabalho a produção do mais valor relativo revoluciona inteiramente os processos técnicos do trabalho e os agrupamentos sociais a maneira como que se
organiza também o trabalho ela supõe portanto um modo de produção especificamente capitalista que com seus próprios métodos meios e condições só surge esse desenvolve sobre a base da subsunção formal do trabalho sobre o capital Marx aqui está apontando para uma discussão também que é fundamental dentro do capital é a discussão sobre subsunção formal e subsunção real do trabalho ao capital no período da mais valia absoluta no período da chamada acumulação primitiva domina a subsunção formal ou seja o trabalhador se coloca so o controle do Capital no entanto como ainda ele detém certo grau de artesania
é ele que Emer certo sentido determina o ritmo do trabalho na medida em que passa a dominar a mais valia relativa por exemplo com a introdução da maquinaria a subsunção do Trabalhador ao capital ela vai deixando cada vez mais de ser subsunção formal para se tornar subsunção real do trabalho ao capital uma vez que o trabalho o capital Vai desqualificando cada vez mais o trabalho e colocando este trabalhador como mero apêndice da máquina portanto a produção do mais valor absoluto gira apenas em torno da duração da jornada de trabalho a produção do mais valor relativo
revoluciona inteiramente os processos técnicos do trabalho e os agrupamentos sociais ela supõe portanto um modo de produção especificamente capitalista que seus próprios métodos meios e condições só surge e se desenvolve sobre a base da subsunção formal do trabalho sobre o capital é a mesma ideia que ele colocou anteriormente que a o período da do da extração do valor absoluto é fundamental para produzir o período da extração do sobr valor através da introdução de novas tecnologias novas forças produtivas Ou seja a extração do aqui ele está voltando à mesma ideia o período da acumulação primitiva foi
fundamental para a introdução da grande indústria ou para consolidação da grande indústria o período da subsunção formal foi fundamental para criar as bases da subsunção real do trabalho ao capital o lugar da subsunção formal do trabalho sobre o capital neste sentido o o lugar da subsunção do trabalho sobre o capital nesse sentido passa a ser ocupado cada vez mais pela subsunção real na subsunção formal observa Marx o capital ainda não se apoderou diretamente do processo de trabalho ao lado dos produtores Independentes que exercem seus trabalhos artesanais ou cultivam a terra de modo tradicional patriarcal surge
o usurário ou o comerciante o capital usurário ou comercial que o suga os suga parasitarios dessa forma de exploração numa sociedade exclui o modo de produção capitalista ao mesmo tempo que como na Baixa Idade Média pode servir de transição para ele aqui mais uma vez ele está remetendo ao fato de que o período da grande indústria é antecedido por um período de maturação das condições necessárias para a instauração da grande indústria a usura por exemplo Era bastante veiculada ou era bastante frequente no período da acumulação primitiva do Capital sobretudo depois que ela deixou de ser
condenada pela igreja católica como observa por exemplo Léo uberman em seu livro História da riqueza do homem até onde consegue o capital sempre vai procurar combinar as duas formas de extração do mais valor ou seja do mais valor em sua forma absoluta e do mais valor em sua forma relativa do mesmo modo a presença de recursos que viabilizam a extração do mais valor relativo ela vai tender cada vez mais a se ampliar e mesmo a conviver com formas mais arcaicas de trabalho Marx cita por exemplo a continuidade do trabalho domiciliar moderno de modo que certas
formas híbridas de trabalho são reproduzidas aqui e ali na retaguarda da grande indústria mesmo que com uma fisionomia completamente alterada lembremos que que algumas atividades podem ser totalmente improdutivas da perspectiva do capital para serem realizadas no interior da própria unidade produtiva para fazer com que o tempo de trabalho social médio não seja prejudicado algumas dessas atividades podem ser externalizadas ou podem ser terceirizadas de tal modo a serem realizadas fora daquela unidade produtiva e depois voltarem prontas para serem introduzidas no produto final para a produção do mais valor absoluto prossegue Marx basta a subsunção meramente formal
do trabalho sob o capital por exemplo artesãos que antes trabalhavam para si mesmos ou como oficiais de um mestre da Corporação passam a atuar como trabalhadores a sal variados sob o controle direto do capitalista mas ainda detém a qualificação do trabalho enquanto artesãos distinta no entanto será a situação quando a extração do mais valor estiver assentada fundamentalmente no mais valor relativo uma vez que a subsunção formal Passa então a ser subsunção real do trabalho ao capital e isto na medida inclusive que o trabalho antes dominado pela artesania progressivamente vai se tornando trabalho simples desqualificado que
não exige habilidades específicas lembremos por exemplo toda a discussão que Marx faz nos manuscritos econômicos e filosóficos na parte do trabalho alienado quando acentua que quanto mais o trabalhador se coloca no produto mais possuido ele é Marx ali aponta as raízes da real precarização do trabalho do mesmo modo que ele faz apontamentos no Manifesto do Partido Comunista quando diz que na medida em que a grande indústria se desenvolve o trabalho vai se tornando cada vez mais monótono repetitivo desinteressante para Marx a extensão desmedida da jornada de trabalho mostra-se como o produto mais Genuíno da grande
indústria em geral tão logo se apodera de um ramo da produção e mais ainda quando se apodera de todos os Ramos decisivos da produção o modo de produção especificamente capitalista Deixa de ser um simples meio para a produção do mais valor relativo ele se converte agora na forma geral socialmente dominante do processo de produção portanto como método particular para a produção do mais valor relativo ele atua em primeiro lugar apoderando-se de indústrias que até então estavam subordinadas apenas formalmente ao capital aquelas pequenas unidades produtivas por exemplo ou seja atua em sua propagação em segundo lugar
as mudanças dos métodos de produção revolucionam continuamente as indústrias que já se encontram em sua esfera de ação ou seja aquelas indústrias que procuram se manter sob a forma da artesania tendem a desaparecer engolidas que serão por aquelas que pautar a produção na na no eixo da estação do mais valor relativo a subsunção real do trabalho ao capital por meio da extração do sobretrabalho valendo-se das forças produtivas modernas não elimina contudo para o capital lembremos mais uma vez a necessidade da extração do mais valor absoluto Ou seja que o capital continue a se utilizar da
extensão máxima da jornada de trabalho basta observar a resistência do Capital em trabalhar com a ideia da redução da jornada de trabalho semana de 40 horas semana de 30 horas semanas de 25 horas por quê Porque embora as forças produtivas estejam altamente desenvolvidas e as formas de organização do trabalho permitem produzir em menos tempo quantidades imensas de mercadorias o capital quer se valer também da extensão da jornada de trabalho para continuar acumulando de uma maneira mais ampla e intensa Marx observa por exemplo que os métodos para produção do mais valor relativo são ao mesmo tempo
métodos para a produção do mais valor absoluto neste sentido o mais valor relativo é absoluto Pois condiciona uma extensão absoluta da jornada de trabalho além do tempo de trabalho necessário a existência do próprio trabalhador as novas forças produtivas permitem produzir a sobrevivência do Trabalhador em menos tempo isto não significa que o trabalhador será liberado antes de cumprir a sua jornada de trabalho o mais valor absoluto é relativo pois condiciona um desenvolvimento da produtividade do trabalho que possibilita limitar o tempo de trabalho necessário a uma parte da jornada de trabalho ou seja o tempo de trabalho
socialmente necessário para que o trabalhador Gere um Quantum de valor equivalente a satisfação das suas necessidades básicas diárias mas isto não significa liberar o trabalhador da sua jornada de trabalho tal como está no contrato caso ele tenha um contrato formal de trabalho ou mesmo se ele tiver um contrato informal se ele for embora no dia seguinte o capitalista vai procurar um outro informal que cumpra aquela jornada de trabalho então logo tenha Tornado o modo tenha se tornado no modo geral de produção os caminhos para extração do sobr trabalho seguem determinados cursos Marx Para efeito de
análise em geral supõe que a força de trabalho é remunerada pelo seu valor Além disso geralmente ele supõe também que a jornada de trabalho seja de 12 horas sendo que 6 horas dedicadas a reprodução da força de trabalho e 6 horas apropriadas pelo capitalista sob a forma de mais trabalho nestas circunstâncias mantendo-se a força produtiva do trabalho e seu grau normal de intensidade a taxa de mais valor ou seja a relação entre o mais valor e o capital variável Isto é os salários que vai permitir definir o grau de exploração sobre o trabalhador pode ser
aumentada mediante o prolongamento absoluto da jornada de trabalho mas como é impossível fazer com que a força de trabalho esteja em atividade para além de seu limite físico Isto é para além das condições biológicas uma vez que no processo de trabalho o assalariado ele se desgasta não apenas fisicamente mas também mentalmente a taxa de mais valor ou seja aquela proporção aquela relação que existe entre o mais valor utilizado obtido e o capital variável o salário pago mas como é impossível fazer com que a força de trabalho esteja em atividade para além de seu limite físico
Isto é para além das condições biológicas uma vez que no processo de trabalho o assalariado se esgota física e mentalmente a taxa de mais valor pode ser aumentada por meio de uma mudança relativa da grandeza de suas partes constitutivas do trabalho necessário e do mais trabalho ou seja o capital pode aumentar a extração do mais valor pela extensão da jornada de trabalho ou ele pode aumentar o mais valor do qual se apropria através da redução do tempo de trabalho socialmente necessário que o trabalhador precisa para repor as suas energias físicas e mentais ou o capital
vai procurar combinar esses dois momentos ou seja manter as jornadas de trabalho longas e ao mesmo tempo reduzir o tempo de trabalho socialmente necessário isto significa que com novas forças produtivas do trabalho ou novas formas de organização do trabalho é possível reduzir o tempo de trabalho necessário para reproduzir a força de trabalho elevando-se deste modo a parte do sob trbalho do qual se apossa o capital ou o capitalista individual neste sentido uma mudança na produtividade ou intensidade do trabalho pode ser implementada sem que o capital avance sobre o salário fazendo com que ele caia abaixo
do valor necessário a reprodução da força de trabalho este é um outro momento ou é uma outra situação que pode ocorrer ou capitalista mantém a jornada de trabalho longa introduz novas forças produtivas para obter e organização do trabalho para obter a extração do mais valor relativo e e paralelamente a isso começa a pagar o trabalhador abaixo daquilo que ele necessita para reproduzir as suas energias físicas e mentais Marx observa que a história da humanidade é ao mesmo tempo a história da Ampliação das condições para o reino da Liberdade mas também do caráter ineliminável do reino
da Necessidade neste sentido historicamente torna-se possível reproduzir a existência de cada indivíduo de modo distinto daquele que se eh no qual se dá a reprodução dos animais no entanto tanto os homens quanto os animais jamais poderão se dispensar da apropriação das condições objetivas ou seja amplia-se o reino da liberdade Mas cada ser social J jis poderá se libertar do reino da Necessidade ou seja jamais poderá livrar-se da necessidade de apropriar-se das condições fundamentais para a própria existência ainda que seja no limite do estritamente biológico esta questão que reaparece neste capítulo do Capital foi desenvolvida em
vários momentos por Marx em seus textos dos anos de 1840 como é o caso dos manuscritos econômicos e filosóficos sobretudo na parte dedicada ao trabalho alienado esta questão vai reaparecer também em vários outros momentos Nos quais marqu vai mostrar que o trabalho é condição ineliminável da existência dos homens é o caso por exemplo do Capítulo 5 o processo de trabalho e o processo de iação vejamos como Marx apresenta estas mesmas questões na redação do Capital dirá ele nenhuma barreira natural absoluta impede um indivíduo de dispensar a si mesmo do trabalho necessário a sua própria existência
e jogá-lo sobre os ombros de outro ou seja não está dada a impossibilidade de alguém realizar o trabalho Enquanto o outro apenas se apropria do trabalho mas para que isto aconteça é preciso também que certas condições objetivas se façam presentes dirá Marx porém Somente depois de a humanidade ter superado pelo trabalho suas primitivas condições de animalidade seria comer beber e dormir fundamentalmente depois portanto de seu próprio trabalho já estar socializado num certo grau é que surgem as condições para que o mais trabalho de um transforme-se em condições de existência do outro que é o que
vai acontecer por exemplo no interior da sociedades de classes esta situação ela não é possível nos primórdios da humanidade nos primórdios da civilização as forças produtivas adquiridas do Trabalho São ainda exíguas escassas mas o São também as necessidades que se desenvolvem simultaneamente aos meios empregados para satisfazê-las se as condições são difíceis as necessidades que se apresentam são ainda dado grau de desenvolvimento de consciência destes indivíduos em relação às condições objetivas e às potencialidades que se abrem também as necessidades necessidades são de número limitado nesses primórdios a proporção dos setores da sociedade que vivem do trabalho
alheio é insignificante quando comparada a massa dos produtores diretos com o progresso da força produtiva social do trabalho essa proporção aumenta tanto absoluta como relativamente expressão avançada deste desenvolvimento dirá Marx é a sociedade capitalista a relação capitalista nasce num terreno econômico que é o produto de um longo processo de desenvolvimento a produtividade preexistente do Trabalho queria serve de fundamento ou seja Todas aquelas fases anteriores que produziram desenvolvimentos sócios técnicos a possibilidade da divisão social do trabalho entre outros elementos é reapropriada pelo capital lembremos que em uma carta viid meer Marx comenta que a humanidade sempre
abandona formas produtivas mais limitadas mas nunca abandona as conquistas obtidas dentro D estas formas produtivas anteriores portanto estabelece-se de um modo de produção a outro um determinado processo civilizatório portanto a produtividade preexistente do trabalho que lhe serve de fundamento não é uma dádiva da natureza mas o resultado de uma história que compreende milhares de séculos independentemente da forma mais ou menos desenvolvida da produção social a produtividade do trabalho permanece vinculada a condições naturais ou seja não dá para inventar a produção do trabalho como eh qualquer indivíduo possa desejar subjetivamente é necessário contemplar as condições objetivas
para a realização da produção e do processo de trabalho que Vai resultar na fabricação de coisas úteis para o ser social coisas úteis que serão transformadas na sociedade capitalista em mercadorias Lembrando que as mercadorias pristem a sociedade capitalista no entanto é na sociedade capitalista que se estrutura uma forma de sociabilidade onde a finalidade é produzir valor e converter estes valores em riqueza privada quanto menor o número de necessidades naturais a serem imperiosamente satisfeitas e quanto maior maiores a fertilidade natural do solo e a excelência do clima tanto menor é o tempo de trabalho necessário para
a manutenção e reprodução do Produtor SOS férteis vão demandar um menor uma menor quantidade de trabalho para produzir e tanto maior portanto pode ser o excedente de seu trabalho para outros Isto é o trabalho que excede aquele que que ele realiza para si mesmo assim como o trabalhador individual pode fornecer uma a quantidade tanto maior de mais trabalho quanto menor seja seu tempo de trabalho necessário assim também quanto menor for a parte da população trabalhadora exigida para a produção dos meios de subsistência necessários tanto maior será a parte dela disponível para as outras obras se
não é necessário tanta gente para produzir as condições de existência de um determinado coletivo isso historicamente considerado significa que uma parte dos indivíduos pode se lançar à elaboração de outras obras ou a realização de outras atividades Marx resgata ainda na parte final do texto que as necessidades humanas não são naturais e sim históricas observa que a necessidade de controlar socialmente uma força natural de poupá-la de apropriar-se dela ou dominá-la em grande escala mediante obras feitas pela mão do homem é o que desempenha o papel mais decisivo na história da indústria indústria que entendida como produção
de valores de uso não apenas no sentido de produção industrial como acontecerá na sociedade capitalista lembremos que indústria dentro do linguajar da economia burguesa da época significava a produção de coisas úteis a bondade da condições naturais observará Marx não faz mais do que criar a possibilidade nunca a realidade do trabalho excedente e portanto do mais valor e do soprod a diversidade das condições naturais do trabalho faz com que em países diferentes a mesma quantidade de trabalho satisfaça diferentes massas de necessidades que Por conseguinte sob condições de resto análogas o tempo de de trabalho necessário seja
diferente contudo nestas reflexões mais sintéticas o interesse de Marx não é o de pensar a relação Geral do ser social dos homens concretos com suas condições também Gerais de produção com as suas condições concretas de produção as observações servem apenas de base para aprender como o capital se apropria de modo específico das barreiras naturais de moda apropriar-se do trabalho alheio Marx reconhece que na medida em que a indústria avança na medida em que o domínio do Homem Sobre a Natureza avança a barreira natural retrocede aqui a dialética da Necessidade e da Liberdade criando Inclusive a
possibilidade para utilizar tempo de forma produtiva em benefício próprio ou seja o momento da fruição da vida do desfrute da vida Contudo não é para o tempo de fruição de desfrute que está voltada à tensão do Capital tanto as forças produtivas historicamente desenvolvidas sociais quanto as forças produtivas do trabalho condicionadas pela natureza aparecem como forças produtivas do Capital ao qual o trabalho é incorporado lembremos que a finalidade do capital ou um uma das finalidades do capital é cada vez mais subordinar fazer a subsunção real do trabalho ao capital a fim de produzir cada vez mais
valor e consequentemente a fim de permitir acumulação cada vez maior do Capital Marx conclui o capítulo com algumas observações bem gerais sobre a maneira como os economistas burgueses olharam para o trabalho em particular ele vai resgatar o que David Ricardo pensou e o modo como ele tratou a questão do mais valor Ricardo observa Marx o trata como algo inerente ao modo de produção capitalista trata o valor como algo inerente ao modo de produção capitalista que é a seus olhos a forma natural da produção social quando ele fala da produtividade do trabalho não identifica nela a
causa da existência do mais valor mas tão somente a causa que determina sua grandeza mas foi sua escola que proclamou que é a força produtiva do trabalho que gera o lucro leia-se mais valor isto representou um Progresso em relação aos mercantilistas para os quais o excedente do preço dos produtos acima de seus custos de produção derivava fundamentalmente da troca da venda acima do valor lembremos que Marx procurará sempre demonstrar que não é na circulação que nasce o valor e sim na produção contudo conclui ele a escola de Ricardo limitou-se a contornar o problema sem solucioná-lo
esses economistas burgueses percebiam instintivamente e de modo correto que seria perigoso investigar a fundo a questão candente da origem do mais valor com esses elementos apresentados aqui brevemente encerramos a nossa discussão de hoje Espero que tenham gostado como sempre encaminhem suas considerações positivas ou negativas que de nossa parte continuaremos aqui resgatando estes textos que podem ser do interesse da jovens gerações de estudantes e das Jovens gerações de pesquisadores até uma prossima