Então é bem em mim nós estamos muito felizes que vocês estarem aqui meu nome é gilda portugal gouveia sobre esse presidente do conselho do centro ruth cardoso quem nunca veio aqui antes esse prédio que chama se difícil ruth cardoso reúne aqui todas as entidades a que a ruth criou ainda na quando estava viva que nós funcionamos aqui com muitas são muitas Eventos muitas coisas estão todos convidados para participar entrar no site e ver que a nossa vida aqui é bastante agitada nós acolheremos aqui também outras entidades que têm propósitos afins como o abdul e os
lp otelo sentam nós temos um edifício aqui que conversa muito e e isso era tudo que a ruth gostaria de ver se eu chorar sem num mês de setembro para nós é um mês muito importante porque ao mês que nós comemoramos a Integração nós inauguramos o centro em setembro um ano dois anos depois que a última ocorreu em setembro também é o mês do aniversário da então eu tenho certeza que na dimensão que ela tiver ela está na maior alegria com que nós estamos conseguindo reunir esse mês aqui de atividades que todas conversa muito com
ela esse assunto especificamente é um assunto que eu brinco com pessoas próximas que ela me acorda toda a noite fala quando é que vocês vão discutir a Questão do aborto e nós tínhamos esta dívida com isso não estou absolutamente me posicionando o centro é um centro múltiplo deve ter pessoas do nosso concelho que são a favor outros que devem ser contratados em não fizemos consulta mas esse debate é fundamental e ela se fosse viva já teria feito esse debate aqui quando ela estava na o fernando henrique na era o presidente era uma situação muito mais
difícil para Ela trazer o debate mas eu tenho certeza que se ela vivesse o centro ela iria trazer essa discussão trocar então é pra nós é um momento muito importante é um momento muito especial e eu agradeço muito a júlia com quem eu conversei bastante antes da gente dá esse s o pontapé inicial aqui nessa discussão e então a casa está aberta pra vocês e eu peço que é letícia continue aqui na mediação e no encaminhamento das discussões A letícia e se apresenta para quem ainda não conhece a brigada brigada gil dá boa noite gente
é antes de mais nada obrigada muito obrigada todo mundo que está aqui queria rapidamente dizer como vai funcionar o debate a gente vai ter uma primeira hora é que admitiu que vai fazer a mediação desse papo incrível com essas três pessoas da família que está atrasada mas já chega a gente quis começar na hora o com um pouquinho só de atraso em respeito às pessoas estão Assistindo a gente na internet que a gente marcou para 19 30 o começo então a primeira hora vai ser isso na segunda hora a gente vai abrir perguntas pra vocês
peço pra quem sempre que for falar lembre se que as pessoas só escutam a gente lá caso a gente esteja falando ao microfone a acho que é isso é importante dizer eu tô aqui meu nome é letícia bahia tem nome da revista menina que está organizando e as revistas mina a gente Tem uma posição institucional nós somos a favor da legalização do aborto embora a gente tenha pessoas dentro das revistas que tenham sentimentos diversos a respeito disso a posição institucional da revista é edson passos o jogo começar agora bom bom para todos funcionando aqui é
botafogo está funcionando aqui eu vou ficar aqui assim não preciso nem pode ficar só tranquila que acontece então tá é bem vindos e bem vindos Eu tenho uma colinha porque amo de coordenadas ao vou olhar na colinha é hoje nós vamos falar sobre aborto como todos sabemos aqui e eu que é importante falar que ninguém aqui vai fazer apologia ao aborto e nem repudiou o aborto e nem vamos distribuir pílulas abortivas nem nada nem incentivar aborto ou não incentivar o aborto o que vai acontecer de fato é uma conversa sadia sobre esse tema e uma
grande apresentação de fatos e dados porque Essas pessoas são grandes estudiosos sobre o tema e então é com esses dados e fatos que nós vamos ter com a partir deles a gente pode discutir sobre isso com o embasamento porque a gente tem de discutir sobre as coisas sem saber muito sobre essas coisas então é bom saber um pouco mais sobre essas coisas antes de falar sobre essas coisas e então a gente nem é esse negócio de ficar nesse eu sou contra ou a favor num é é não tem sido muito produtivo em questões de resolver
Alguma coisa então é pra gente ter soluções e mudanças efetivas de fato feita pra essas mulheres que estão aí né e morrendo por causa de aborto e não tendo acesso ao aborto ou não é a gente precisa refinar esse discurso entender o que realmente envolve fazer um aborto e essa decisão então não importa como eu me sinto a respeito disso ou como vocês se sentem a respeito disso pessoalmente agora porque essa discussão vai além do que nós Achamos particularmente sobre esse tema e não é aí se fosse com a sua irmã e se fosse com
alguém da sua família horta e se fosse com quem de da sua família ou do seu vínculo é porque esse assunto toca o brasil em geral não a nossa casa apenas então a gente vai tentar fugir da esfera pessoal e para essa esfera do brasil mesmo e e aí pra isso a gente vai entender o que significa fazer um aborto e o que é que leva uma mulher a escolher fazer um Aborto e como que a vida dela depois dessa decisão e ou como a vida dela acaba quando ela faz sua decisão e aí pra
entender tudo isso vamos contar com a presença de débora denish antropólogos professora da unb e responsável pela maior pesquisa já feita no brasil sobre aborto olha que conveniente é aqui temos tomais que é livre docente em genética médica pela usp professor associado de neurologia da faculdade de medicina de jundiaí e coordenador do grupo de Estudos sobre o aborto também muito conveniente e josé henrique torres que eu vou chamar de torres né é juiz de direito professor de direito penal e direitos humanos da puc campinas e membro da associação juízes para a democracia e ali teremos
jamila ribeiro filósofo política e secretária adjunta da secretaria de direitos humanos que chegará em breve pessoal eu sou ao do ano eu sou judeu Também é eu faço 20 para internet e lá numa tentativa de dar uma empoderado na galera dá uma desconstruído 2-1 uma coisa assim e eu vou mediar esse debate e se essa conversa incrível que nós vamos ter agora as mina obrigada por promover este momento lindo e centro ruth cardoso obrigado pelo espaço obrigado vocês por estarem aqui e pra quem está nos assistindo no facebook né tá rolando da então pra quem
está estamos assistindo vai acontecer da Seguinte forma só conversa vamos bater um papo que durante uma hora e eu vou fazer perguntas e aí depois de 10 ou 11 hora vai ter uma hora de perguntas de quem está aqui e de vocês que queiram fazer perguntas para fazer perguntas pela internet por favor usar a hashtag precisamos falar sobre aborto e aí também quem quiser ver é essa hashtag nas redes de você quiser fazer perguntas dos internautas também tranquilo E aí é isso nem todos os recados que eu tinha que dá eu acho que ia o
jeito que eu resolvi fazer esse mediático conduzir essa conversa vai ser com uma desconstrução de clichês está acontecendo uma coisa que está tudo certo só eu estou fazendo barulho acontecer eu estou batendo batendo mão tá então vamos lá aí eu separei os clichês que sempre acontecem é quando o assunto é aborto e aí a gente Vai discorrer sobre esses clichês e tentado antes construído neles e seguir a conversa assim e aí eu vou falar já quais são esses clichês que eu separei aqui porque vai que não dá tempo direito de falar na hora então já
vamos definir aqui no início ea gente vai passeando por eles é ao longo da peça os clichês são adiá-la em favor do bem vinda eu já apresentei me apresentei como a filósofa política e secretária adjunta da secretaria de direitos humanos está Correcto não está correto é mas então eu estava falando que a conversa vai ser enviada a partir da desconstrução de um dos clichês quando o assunto é aborto e esses clichês são quem é essa mulher que aborta porque quando a gente pensa na mulher que aborta tem aparece uma imagem é geralmente essa mulher mas
quem é de fato essa mulher que aborta é o clichê de que o aborto é um procedimento perigosíssimo que você fazendo aborto na certo você vai morrer Se for legalizado o aborto vai virar um método contraceptivo as pessoas mulheres vão botar como se fossem tomar um café na esquina é se você quer terminar se você não quer criar um filho por que então você não tenha o seu filho então e de para adoção gere o filho e de produção já que você quer ter um filho não há mortes filho e aí essa é esse que
se estes dois últimos que os fiéis estão conectados que a ideia de que quem aborta tanto quem Escolhe a abortar a abortar a criança como quem faz o procedimento são assassinos de crianças e o feto noel e que só que ao mesmo tempo em caso de muitas pessoas que são contra o aborto são a favor do aborto em caso de estupro mas em caso de estupro ainda continua sendo o mesmo certo então é sobre o feto é sobre a mulher abrir as pernas ou ter as pernas abertas sobre o que é essa proibição é do
do aborto então vamos começar com débora Débora voss e que muito convenientemente fez uma pesquisa sobre o aborto no brasil a maior já feita por favor se chegou a uma conclusão de quem é essa mulher que aborta maior meu deus fui eu uma em cada cinco mulheres pelo menos quem é o perfil dela ela é uma mulher que já têm filhos ela tem religião grande maioria delas é católico ela tem uma concentração é mulheres pretas e pardas mulheres negras Quanto menor a escolaridade da mulher maior o risco dela fazer aborto ela usa remédio ela sabe
como fazer bonito ela cumpra esse remédio muitas vezes na comunidade metade das mulheres que fez aborto que precisou ir ao hospital para terminar eu sei que entender uma em cada cinco aos 40 anos todos nós conhecemos a 15 mulheres e os 40 anos uma delas não fez aborto então quem é sua mãe sua tia me perdoe Usar os novos ruas a mãe filha irmã vizinha de todos nós veja eu posso dar dois tipos de exemplo para nós imaginamos o que significa esse número o brasil tem um dos maiores sistemas prisionais do mundo nós somos o
terceiro país que mais prende no mundo e temos uma população em torno de 600 mil pessoas se não aprendêssemos todas as mulheres por aborto mas seguimos nosso sistema carcerário do mundo mas para quem Acredita que a mulher que fez aborto tem que ir pra cadeia do outro exemplo nós temos alguma coisa como 4 milhões de criancinhas em mãe é isso que nós queremos por que essas mulheres têm filhos elas vão pra cadeia falar sobre aborto é falar que nós estamos em um sistema penal que prende as mulheres então por que nós não podemos conversar de
um jeito diferente e com esse acelerador que ele é uma mulher ela é Uma mulher comum ela não é essa leviana ou adolescente ou quem quer que as nossas fantasias morais e sexuais possam dizer que é a mulher que fez aborto sim sim arrasou não caberia então não é teu é teoricamente se fosse prender todo mundo que já voa na verdade a minha carreira que eu que eu desdobraria que se ela é uma mulher comum é um fato ordinário da vida como uma vida reprodutiva das mulheres um em cada cinco aos 40 anos então é
o que as Mulheres fazem elas sabem como fazer elas não vão ter medo da cadeia cadeia não vai intimidar los elas sabem como fazer um aborto quando elas aprendem com outras mulheres onde nos contra os medicamentos na comunidade e elas sabem como ter medo dos médicos porque os médicos podem ameaçá los de cadeia então a pergunta é não é porque só o fato comum que ele tem que ser descriminalizado porque é uma Necessidade de saúde é uma necessidade de saúde vai ser kline o que é ser uma necessidade de saúde é parte da vida reprodutiva
de qualquer mulher em algum momento o momento da falha é não ter se desejado é difícil planejar reprodução e nós vivemos em uma vida social onde o social que nós dissemos que se responsabilidade das mulheres como nós ignoramos isso e depois o cuidado dos filhos também a responsabilidade das mulheres Nós passamos e dizer por que você e eu vou repetir suas palavras você abriu as pernas você agora tem que ser responsável olhanense coisa maluca nós usamos essa palavra responsável e responsável pelo que é responsável por uma necessidade de saúde não satisfeita do estado brasileiro então
eu diria o seu primeiro clichê é a mulher que faz aborto não é a outra é uma de nós todos nós do brasil inteiro De todas as classes sociais com maior concentração de risco no aborto se é que ele tem algum nas mulheres mais pobres negras nordestinas e quanto mais distantes elas estiverem do mundo das capitais das elites urbanas gente é é falando você falou aí numa numa frase que os médicos é é como é que você falou que os básicos é fazem assim com o nome disso aqui é ameaçam ameaçam gerenciam thomas fala pra
gente você quer médico como é que é isso aí Eu queria colocar o foco em alguns pontos muito importantes e nem se homem grave da see e é um homem que está falando essa lei já tinha mudado há muito tempo esse é o primeiro ponto importante a penalização é uma forma de subjugar mulher segundo um e eu tenho horror a essa questão contra ea favor eu sou um médico eu sou absolutamente avesso a penalização do aborto Eu não sou a favor do aborto são coisas completamente diferentes e os jornalistas têm o hábito de dizer doutor
thomas eu vou entrevistar o senhor que sou um médico a favor do aborto já começou errado porque eu não sou a favor do aborto existe um argumento na área da saúde que é completamente bizarro que diz o seguinte se nós liberarmos ou deixarmos de penalizar o aborto no brasil o sus vai à falência e o que pouca gente Sabe é que o sus tenham e cerca de 200 mil internações ano por curetagem entenda se o seguinte corretagem é um termo bastante amplo que pode ser usado pela investigação diagnóstica do útero da mulher nem todas as
corretagens são é conseqüência de saneamento intenso por aborto mal feito mas um grande número de casos é sim decorrente de abortamento mal assistido e uma coisa que os médicos não falam mas que tem uma entrevista de um professor de medicina da universidade De são paulo na veja há muitos anos aliás é algo que pouca gente sabe e que a deborah já colocou o uso do misoprostol diga-se cytotec reduziu drasticamente infecção e em decorrência de aborto mal feito por que as mulheres usam o cytotec e consequentemente não precisam fazer uso de agulha de ficou e 777
sim enfim métodos não indicados pela saúde chassi toda sorte de alternativos que podem causar dano à saúde da mulher sem resolverem interrupção da gestação é Morte materna quer dizer morte da mulher no ciclo gravídico puerperal da gravidez até 40 dias depois do porte do parto morre uma mulher por dia no brasil em função de abortamento mal feito então na área da saúde existem muitos argumentos da modificar essa lei bizarra mas eu concordo que os médicos não contribui para uma modificação isso tem fundadas razões do ponto de Vista filosófico os médicos são ensinados desde o primeiro
ano da faculdade de medicina a preservá aves a vida sob qualquer custo e isso vai fundo e tem muitas consequências só para vocês terem uma idéia depois de quase 50 anos da existência da faculdade de medicina de jundiaí no dia 8 de novembro o doutor torres vai fazer a primeira conferência sobre aborto missão na faculdade de medicina de Jundiaí aí onde esse tema é barbarizado e eu não sei se ele vai sair vivo porque ele é juiz de direito mas eu não sei se eu vou sair se não vou me depenar completamente depois de colocar
o tema la então isso dá uma ideia não é só em jundiaí que se eu estou citando porque é uma escola onde eu sou docente e eu conheço a realidade e não é à toa que o desbravador de várias ações na esfera médica foi chamado para enfrentar mais Essa muito obrigado a tomar depois eu quero falar melhor sobre essas técnicas clandestinas de de aborto e corrupção porque assim no nosso imaginário é muito eu acho que é muito diferente do que é na realidade o as técnicas legais e que que e seguras das técnicas clandestinas mas
a gente já volta aí você tem aí não posso chamar de zezinho né josé henrique não torres o torres é eu queria que você falasse sobre essa tal de lei bizarra que foi estado aqui como Que essa lei bizarra que a gente estava discutindo ali que tem tipo várias modificações em espanhol também é boa noite a todas eu tenho usado muito essa expressão de uma noite a todas e todos e todas porque acho que todas é uma expressão muito mais inclusiva e não exclui ninguém porque não estou me referindo a todas as pessoas boa noite
a todas a virginia woolf que tem uma frase no nube violento no final Que diz assim mas que o anjo diz a ela que nem homem nem mulher somos um com a face humana portanto estamos aqui todos com a face humana para discutir esse caso que é um caso tão importante socialmente especificamente para as mulheres mas é importante para todos nós e nós estamos aqui basicamente por duas razões estamos conversando hoje aqui penso eu por 2 a 2 primeiro caso a criminalização não é em Algum momento essa o nosso estado influenciado por uma ideologia patriarcal
estado misógino do cêntrico resolve criminalizar a prática do aborto é e cria e recria uma um pretexto que é o pretexto de salvar a vida né então transforma o aborto como instrumento para salvar a vida do feto e nós sabemos perfeitamente que isso é uma grande falácia é uma grande engodo que na verdade a criminalização do aborto tem um único propósito de controle da Sexualidade feminina é só sabem perfeitamente disse nesse particular tem sido eficaz porque independentemente do caso ea mulher é preso numa empresa e e aliás a quantidade de inquéritos e processos contra a
mulher pratica o aborto só é muito pequeno quando ocorre desastroso mas é muito pequeno dentro do horizonte do da imensidão de casos que acontece o que a legislação quer mesmo realização é manter sob uma espada de dâmocles sobre a cabeça das mulheres Tenham um controle da expressão da sexualidade é isso né então esse é o grande problema em enfrentar primeiro essa questão da criminalização como é que a sociedade resolveu enfrentar e se a sociedade entre aspas né resolveu enfrentar essa questão que foi colocado um problema a ser enfrentado e criminalizou se como um instrumento de
controle da sexualidade a e por outro lado nós temos aqui justifica nossa conversa aqui uma luta Histórica das mulheres pela construção dos seus direitos sexuais e reprodutivos uma luta pela dignidade e eu acho que isso é uma coisa que não podemos esquecer em qualquer conversa qualquer debate eu tenho visto ultimamente é especialmente no âmbito dos parlamentos discutem-se leis que falam sobre aborto ou sobre r gênero que são da escola é discutir com isso e não esquecemos nesse debate toda essa história de luta das mulheres construindo os direitos Construindo instrumentos internacionais de garantias e direitos humanos
e e e desde a luta dos primeiros dos primeiros tratados enfim isso tudo compõe hoje um arsenal jurídico até aqui nós podemos utilizar para enfrentar essa questão é como você disse nós temos um grande problema que a criminalização do aborto hoje no código o nosso código penal eo particularmente pois ele pode conversar sobre isso eu particularmente acredito que é inconstitucional isso mas assim Que está sendo o código penal pune a prática do aborto em três hipóteses descritas no código primeiro auto aborto que é a criminalização da conduta da própria mulher da própria gestante que pratica
o aborto ou quando ela autoriza a prática por terceiro o crime é considerado crime a segunda hipótese quando o abortamento é praticar por terceira pessoa com o consentimento da mulher ea terceira hipótese o abortamento sem o Consentimento da mulher bom fechou o cerco então e aí nós temos a criminalização da prática do aborto e temos obviamente algumas hipóteses duas hipóteses previstas em lei é em que o aborto não é considerado criminoso que seriam as duas hipóteses a primeira o texto expresso da lei seu desculpe se eu não for tão tão tão legal assim com a
expressão é um texto de simplesmente assim que o assim não houver outra forma de salvar a vida da gestante no acre no Aborto na aborto mas não há crime de aborto o aborto não é criminoso não é criminoso então pode ser praticado é ea outra hipótese se a que a lei afirma que também não é criminoso abortamento quando a gestação decorre de um estupro depois por uma interpretação um pouco mais extensiva de uma última legislação foi aprovada nós podemos ampliar esse termo dizer que toda gravidez decorrente de qualquer Crime contra a dignidade sexual da mulher
se esse crime gera a a a gestação a interrupção da gestação seria não criminosa nesse caso esse é o quadro é jurídico que se tem para completar essa essa reflexão é nós temos um último caso que foi levado ao supremo tribunal federal caso da anencefalia é uma malformação fetal que o supremo tribunal federal ser o que não é aborto é isso não é bom Ainda segundo a decisão do supremo foi essa não a vida é não há expectativa viabilidade possibilidade de vida extra uterina portanto não há vidas e protegida portanto a prática da interrupção da
gestação não é criminosos e não é aborto é uma interrupção de gestação mas não é a boca então esse é o quadro que se tem no âmbito da da criminalização ea contra isso que basicamente é nós nos posicionamos né que o grande passo que se deve dar o Primeiro passo de dança luta descriminalizar totalmente a prática do aborto nesses casos que que não é crime abortar como com o tipo a mulher que ela tem acesso a esse aborto em em hospitais públicos existem vários documentos internacionais direitos humanos eu tô falando juridicamente não estou falando assim
em pauta de reivindicação feminista lhe pagam estou falando juridicamente instrumentos Normativos expresso talalay nos tratados nós temos vários instrumentos internacionais direitos humanos que diz o seguinte se o aborto não é criminoso ele é um direito da mulher e eu na defesa e diz mais é um direito da mulher e um dever do estado realizar o abortamento nesse caso de forma segura para a mulher portanto nós temos um instrumental jurídico para isso portanto seu descriminalizar nessas hipóteses já Sinalizadas o seu descriminalizar totalmente ao aborto ele se transforma num aborto não criminoso obviamente a mulher ao direito
eo dever hoje acontece o brasil olha já existe isso regulamentado não vou ficar discutindo isso já está regulamentado o ministério da saúde já regulamentou existem portarias já existem normas resoluções dizendo como é que se pratica no serviço público de saúde o aborto legal ao aborto não criminoso existem Nas normas hoje todos os hospitais públicos do país são obrigados a praticar a a a realizar o aborto não criminoso é para assegurar o direito da mulher que basicamente a utilização dele da saúde mas aí rola rola morte houve uma grande luta nesses últimos eu sou uma mulher
que foi estuprada no interior do nano no ceará a minha eu conseguir botar você ou eu vou te amar você mora lá por exemplo na reserva Extrativista do xingu lá no ângulo aí você tá aguenta graves a fazer o abortamento você pega o barco andar mas dos dois dias de parto vai até até essa até o time mira em altamira você pega uma outra com um avião vai pra pra belém belém se pega o avião para são paulo faz é muito simples é muito simples é óbvio que eu disse todos os hospitais públicos devem fazer
uma prática absolutamente normal de garantia de um direito né Nós tivemos no brasil uma imensa luta nos últimos 20 anos pela implantação e não é nenhuma num nenhuma luta escondida e oculta não é às claras porque é reconhecido como um direito então notou se muito para implantar o serviço público da saúde é o serviço público de aborto legal nos hospitais públicos e conseguiu se à implantação de de mais de 150 160 e não tenho os dados mas é mais uma quantidade imensa de de serviços e de repente serviço fechando fechando Fechando fechando hoje nós temos
uns 60 e poucos oficiais mas na verdade 33 funcionando e dizem até agora pode falar muito sobre isso porque ela tem esses dados específico fez a pesquisa sobre isso hoje eu não sei se nós contamos nas ano nas nossas mãos o número de serviços públicos de aborto legal estão funcionando funcionando adequadamente o brasil o que é isso uma imensa omissão o estábulo uma omissão constitucional do estado uma violência contra os direitos Das mulheres simples assim é esse é esse também é um é um dos clichês do do andu no aborto que é aquela história de
o aborto é legalizado 100 no brasil para quem tem dinheiro pra pagar esse aborto e quem não tem dinheiro tem que recorrer a outras é a outros outros meios que não são os mais seguros e aí janela eu gostaria que você falasse um pouco sobre isso e se o aborto é um direito humano e o ter Acesso ao aborto no amor você terá acesso a um morto é seguro boa noite à noite eu vou fazer uma discussão filosófica área é porque aquela frase de simone boj que explica muito né não se nasce mulher torna-se porque
quando a gente nasce essas construções são anteriores a nós já nasce numa sociedade onde existe todas essas determinações e destino e um dos destinos da mulher atribuir essas nessa sociedade é ser mãe Então acho que a questão é do aborto se crime tem muito é uma relação com essa maternidade compulsória então a mulher tem que ser mãe ela deve ser mãe porque é um destino porque é natural que faz parte da natureza feminina né então eles querem naturalizar construções que foram feitas socialmente posições sociais eu acho que o fato do amor de ser crime tem
muito a ver com essa constituição machista da sociedade à qual a gente nasce que a gente não tem escolha É então que é muito anterior à nós então mulher está grávida é menino ou menina então a gente já sabe qual que vai ser todo de chile universo criado por aquela para aquele ser humano né em nossos destinos eles são institucionalizados depois então acho que essa questão do aborto ser crime tem essa ligação direta com a maternidade compulsória que é uma forma de controlar os nossos corpos uma forma de nos manter nesses espaços que a sociedade
machista de diz que a gente Tem que está então a simone de beauvoir ela fala quando a gente queria determinações para um sujeito a gente já colocou na condição de objeto a gente está negando a humanidade a mulher vive numa sociedade onde ela não tem o direito de se colocar como um sujeito né que faz as suas escolhas um sujeito que pode fazer é não ter destinos escolher os seus caminhos a partir do momento que o aborto é que a gente não tem escolha ou não de ser mãe a gente é Obrigada a ser e
aí quando a mulher obviamente ela tem uma condição social no brasil diz privilegiada mas essas mulheres vão ser condicionados a esse destino né e é interessante falar que é o estado ele queria várias formas de controle do corpo da mulher por exemplo década de 80 as mulheres negras elas eram esterilizados forçadamente pelo estado brasileiro e 91 existe uma cpi conhecida como a cpi da esterilização entre as mulheres negras eram elas eram Utilizadas como uma forma de não ser mais pessoas negras também uma forma de genocídio inclusive então existe várias formas a gente é essa mulher
ela combina mais uma opressão mais vulnerável à vai estar e mais formas de controle há esse corpo estado vai criar então a mulher negra que era esterilizada e que foi uma grande pauta do movimento de mulheres negras na década de 80 que foi 6 estrelas são forçadas mostra como o estado cria várias formas de controle do Corpo da mulher sobretudo das mulheres negras e mais pobres então entendo a criminalização do aborto como uma violência de estado eu acho que tem que ser discutida por esse viés de violência de estado da mulher sobretudo a mulher negra
vem sendo violentado sistematicamente de várias formas e essa é mais uma forma de é porque ela sequer terem condições do estado ele é uma violência no estado do estado no sentido da sua ilegalidade da Sua missão eu acho que tem que ser discutido muito mais por esse viés também da gente quando a gente discute violência de estado geralmente em relação à população negra obviamente que a gente tem que discutir em relação à juventude ao extermínio da juventude negra que no brasil tem números altíssimos jovens cada 23 minutos um jovem negro é determinada no brasil mas
essa mulher negra também está sendo violentado Sistematicamente sobretudo na questão da saúde né eu acho que a gente tem que trazer essa discussão da criminalização do aborto como uma violência do estado está assim como a mortalidade materna da mulher negra é maior assim como a mulher negra a ser menos tocado da mulher negra tomar menos anestesia porque existe uma concepção racista que ela sente menos dor eu acho que ele tem que discutir pelo Campo do genocídio também da população negra mulher negra faz parte da população negra e o estado que criminaliza o aborto o estado
não cria condições para que essa mulher tem o seu filho de maneira adequada nem quando se discute a violência obstétrica então a gente isso também é uma forma de matar essa mulher eu acho que a gente discute nesse campo né porque dá os nomes certos na época essas mulheres estão morrendo ou se não estou morrendo estão causando Danos gravíssimos à sua saúde porque não tem é o estado não lhe dar opções para que ela possa escolher né ser mãe não tomas é quando quando os fala assim que querer porque muitas mulheres recorrem a outras ou
outras formas de fazer o aborto e isso acaba acontecendo de muitas mulheres morrendo e tal e fala se muito que o aborto é um caso de de saúde pública e o que isso quer dizer assim é isso o aborto é um caso de saúde Pública deixou voltar um pouquinho de uma questão um pouco diferente a sociedade brasileira de ciência spbc conhecem realiza todos os anos uma mesa redonda sobre aborto e eu tenho perguntado na população que é na faixa etária muito semelhante a essa que nós temos aqui quem é que acha que a lei como
tabela de carro e aí sempre tem cinco pessoas na média que dizem não deve ficar como tá aí vem uma pergunta na sequência Você é a favor ou contra o aborto seja perceber que eu sou contra essa colocação mas eu a faço conseguinte objetivo eu sou contra você acha que a mulher deve a ideia não cadeia não então o grosso da população disse veiga não tem a menor noção do que significa a lei do aborto no brasil e daí quando se pergunta bom o que possivelmente a maioria hoje Seguir a conca a modificação da lei
é primeiro o desconhecimento total da lei segundo porque há uma manipulação enorme de diversas correntes nessa direção e isso evidentemente tem um peso eu particularmente sou completamente avesso a plebiscito sobre essa questão é um grande jornal de são paulo que a folha de são paulo bate na tecla do plebiscito toda vez que tem um editorial sobre esse tema e eu sou absolutamente Avesso ao plebiscito por uma razão muito simples porque isto não é uma questão de maioria isso é uma questão de fogo individual se eu sou uma mulher que engravidei sem ter condição de ter
meu filho seja branca ou seja nele é concordo plenamente que as negras paga um tributo maior do que as brancas se o meu vizinho não estar de acordo é um problema meu não me interessa o que o meu vizinho Peça e portanto isto não é uma questão de decidir se são 60 70 por cento que são a favor ou contra a segunda questão é atendimento ao abortamento legal na rede pública de saúde tem diminuído os centros porque hoje é estar mais prudentes e em fechar os centros rende votos e esse é um problema seríssimo existem
muito poucos dos serviços que os hospitais dizem que funcionam são pouquíssimos num país de 5 mil e Tantos municípios os que realmente atendem a todas as questões legalmente permitidas e por fim é como eu coloquei antes o mesmo pessoal ajuda muito mas toda vez que uma mulher morre em decorrência de aborto e você lembra as duas mulheres que foi esquartejado no rio de janeiro há dois anos atrás aí vem um pessoal de televisão e mostra como a boca terrível porque voltas piores clínicas clandestinas de salvador e do rio de janeiro e mostram como a Coisa
funciona lá que nada mais é do que uma omissão do estado responde eu queria que você falasse como que é isso como é porque que se imagina que o que o aborto é tão perigoso e com e como ele não é perigoso bem ele não é perigoso se ele é feito com instrumental estabilizado não precisa necessariamente ser feito por médico embora na maior parte dos países de primeiro mundo é um médico que atende os casos de abortamento em geral é são Países com holanda por exemplo que tem muitos médicos católicos que não concordam em trabalhar
nesses setores o que está na autonomia do médico não tem nenhum problema ele pela consciência dele não é obrigado a atender mas alguém tem que atender e isso é um princípio fundamental que não é ensinado ao médico e o grande problema é que vão para a clínica onde se usa material em péssimas condições não esterilizado com ricky um Risco de infecção perfuração do útero e perfuração de outros órgãos como intestino quando ela não tenta fazer sozinho né e olha a lembrar a mediar e se essa conversa eu vi muitos vídeos no youtube e documentários e
assim várias histórias de mulheres tinham um pauzinho de de comida japonesa não de tipo haxixe tentando cutucar para ver se sai e esse tipo de ativo tentativas desesperadas que acabam aumentando esse Número que voltamos ao começo isso é muito pior do que você fazer um atendimento adequado e o dano e o custo que o estado é muito maior a esse é o cerne da questão essa famosa colocação cimo da lei os usuários além ciência é uma falácia completa porque ele já paga hoje uma fortuna por um aborto mal feito janela está concordando demais conselhos nela
talvez você tá e assim tipo é isso mas acham que a partir do momento que o aborto não não ser crime as pessoas não Banaliza acho que vai analisar as pessoas vão querer fazer a rua como se a mulher já não fizessem acho que é por isso que a hipocrisia as mulheres já fazem mec algumas vão fazer de forma como você viu nos vídeos né de forma extremamente é não seguras e eu acho que é muito hipócrita e eu acho que no brasil esse debate também é muito difícil por conta do discurso religioso que é
importante a gente falar disso no brasil então essa influência do discurso Religioso sobretudo nesse debate dificulta com que a gente avance dificuldade de colocar esse debate nos termos corretos de saúde pública nos termos do do direito a mulher ao seu corpo dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres onde tem dificuldades de fazer esse debate por conta desse discurso religioso no brasil eu acho e nos últimos anos a china não é constante que se constata nos últimos anos se cresce muito o Número de pessoas religiosas o ano cargos políticos importantes isso de forma alguma significa dizer
que a gente encontra as religiões com a gente faz pensar em tudo que a gente está falando a gente é contra esse discurso nesse debate acho que se estabelece que a gente tem que seguir a uma constituição e nem um livro religioso e as pessoas colocam isso num debate que não têm colocado mas acho que esse debate esse discurso religioso e pede Muito bom que a gente consiga avançar e não tratar esse tema como um tabu é que é tratado ainda no brasil é porque também permitir o aborto é muito é acaba sendo visto deputado
como incentivar o amor tudo né porque se você permitir vôos é como se estivesse falando a gente aborda sempre tranquilos o que de bobo é abortar eu lembro eu escrevo na carta capital em uma coluna há alguns anos e eu fiz um texto no final do ano passado eu nunca falo de mim assim nos meus Textos mas nem se eu fiz porque eu recebi eu fiz o que eu fiz uma é eu tenho uma filha de 11 anos é que o quis ter nem imagina né sic esteira crianças pessoas também acham que muitas mulheres são
mães e fazem aborto defendendo né uma coisa não impede a outra e várias pessoas me xingando na na internet e aí uma menina me fez a pergunta e se sua mãe tivesse abortado a sms é até o nome do texto do título foi bom se Tivesse abortado não existir não seja obrigada pela pergunta estúpida como foi meu primeiro pensamento mais mas aí eu fui eu vou escrever e aí é a minha mãe tentou voltar aí que tá né quando tinha 16 anos a minha mãe contou sua caçula de 4 de dois irmãos e uma irmã
quando eu tinha 16 anos a minha mãe me contou como todo medo do mundo eu fiquei imaginando a culpa que essa é a minha mãe carregou durante esse tempo todo ela sentou comigo é porque eu te amo você é meu Bebê que minha mãe cana e tal e ela começou a contar pra mim que quando engravidou de mim porque a gente é tudo escadinha um outro ela ficou desesperada e aí ela foi procurar no bairro onde ela morava um homem que vendia achar umas plantas e aí ela foi tomou esse chá e aí não abortou
voltou nesse homem de novo ele não é porque você não fez direito a simpatia não sei por que ela disse eu fiz a simpatia que mais você não saiu e aí eu Fiquei desesperada eu passei a gravidez inteira com medo que você nascesse e se esse chá com o tomate causasse algum algum problema e hoje eu te amo eu queria que você soubesse que eu te amo e eu fiquei parado assim a torre tem 16 anos né mas eu lembro muito bem que na época não fiquei com raiva da minha mãe e aí depois quando
essas pessoas me xingar eu comecei a refletir foi como se eu pudesse escrever uma carta póstuma Minha mãe eu escreveria isso que eu lamento muito a culpa que ela sentiu o medo que ela teve que sentir durante os nove meses da minha gestação essa culpa pela teve que carregar sozinha durante 16 anos até ter coragem de me contar nem e eu termino texto em manual que perdoar porque o estado sabe muito bem o que faz se não é culpa dela né eu penso porque minha mãe teve que passar por isso eu tô aqui linda maravilhosa
incrível mas é não quiser eu Queria e passou por todo esse medo toda essa angústia sozinho porque o meu pai também era um problema dela né então não participou é dessa questão e ela teve que passar por tudo isso é claro que depois minha mãe tem de si depende nem as pessoas não podem confundir uma coisa com a outra né mas o quanto que essa omissão do estado assim legalidade faz com que as mulheres se sintam dessa forma totalmente desamparada na adin ainda bem que o chá Não deu certo muito feliz com o chávez é
é eu queria eu queria fazer uma pergunta na verdade pra entrar todo mundo aqui é porque é que chegando nessa nesse clichê du e esse é legalizar o aborto e como é que é isso vai virar um o aborto vai virar um novo método contraceptivo é todo mundo falar de quatro bem à mostra sem camisinha mas a gente vai lá mortinho e o que vocês é pelas experiências de outros países que que legalizaram o aborto é o que vocês Observarão nesse sentido assim eu acho que pode começar quando na verdade a sua pergunta é muito
importante porque se o clichê mais falacioso mais mentiroso que têm os países que legalizaram o aborto foram aqueles que diminuir os números de aborto porque o momento em que a mulher chega a uma situação de aborto ele é um momento estratégico para perguntar a ela o que foi que houve como é que estão usando um método que está acontecendo na sua vida você sofre Violência e não consegue negociar o seu companheiro quando a ilegalidade da mulher ela entre segredo ela vai dizer foi um susto eu caí da escada então nós perdemos um momento estratégico de
se aproximar e de nos aproximarmos e fazemos uma pergunta de prevenção de informação de planejamento familiar então pense a primeira falácia e o segundo é que há uma conversa muito importante legalizar o aborto não é transformá-lo Em uma obrigação para nenhuma mulher eu sei que talvez uma conversa aqui entre nós pareça tão vou fazer essa frase é simplesmente reconhecer que essa mulher comum não vai experimentar medo vergonha pânico se esconder porque o doutor thomas desse algo importante né há países que consideram que o aborto tem que ser um ato médico como eu estou aqui do
lado de cá disse quem acha que muita coisa não deve se ato médico e que tem muitos países como É cuba como a frança e uma mulher que comprou um remédio e ela mesmo essa isso é chamado de a todo medicamentoso com a primeira pergunta que nós podemos fazer porque precisamos de médico para algo que botar dos remédios na boca 2 na vagina e esperar o sangramento e eu não estou fazendo apologia do aborto e ensinando como fazer isso está aí na internet neverland que venham dizer que ela está mas é isso é muito melhor
colocar aqui na bochecha do que engolir Porque a opção mais rápida eu também não estou ensinando sem mais sete gestão débora denizen fina como é não tomar gol em casa esse simples bichos estamos conversando sobre como é jornalista fez isso mas é isso é verdade que está nos manuais que já tem uma segunda coisa que de fundo o aborto no brasil por medicamentos é feito em caso de estupro então nós temos essa forma eu preciso de um médico me dando remédios na minha mão colocando na Vagina de uma mulher então eu acho que uma parte
importante da nossa conversa de descriminalização levando a sério e com essas diferenças as clivagens de classe porque a é todos sabemos mas vou repetir a cara da criminalização do aborto e da desigualdade social no brasil então nós brincávamos antes aqui conversando de que as mulheres das elites elas vão pegar o avião seja que elas não provavam promessa compra miami Elas vão fazer um aborto seguro de ter mais férias eu não vou conseguir comprar o remédio seguro as mulheres mais pobres elas não sabem o que elas estão colocando na vagina porque elas recebem um papel embrulhado
e ela tem que acreditar que aquilo é o remédio abortivo então se há risco o aborto ele é dado pela criminalização não é pela prática do aborto então esquece um clichê é importante Vivemos esse pânico do aborto disse há um risco da criminalização do aborto para a saúde mental das mulheres adianta eu falar uma palavra muito importante muito rápida que tortura a criminalização do aborto a lei impõe uma situação de tortura psíquica as mulheres se imagina o que é você se essa mulher comum que eu descrevi o dona de casa uma professora uma mulher que
já têm filhos e que o seu companheiro não está Com ela para tomar essa decisão e ela sozinha ela vai no mundo que talvez não conheça a compra de remédios ela sozinha vai colocar ela vai ficar com as pernas levantadas ela vai contar pra outra amiga ela vai expor se esperar expulsar bola de sangue para chegar ao hospital porque ela sabe que depois desse momento nenhum médico vai conseguir saber que ela botou remédio ela não precisa dizer o médico que ela colocou um remédio nenhum médico Consegue saber sobre sua dieta em pânico aí ela conta
e aí começa a ouvir aquelas doutrinações de que é um dos guichês eu não sei se você vai falar dele que é uma cena que este é assustador na assustador mas é esse ai meu deus e se assim digamos que amanhã legalizou o aborto como é que com o que ocorre com as mudanças que vão ter de fato assim o naná sociedade sabe como vão surgir clínicas o que vai acontecer vai começar a ter um acompanhamento psicológico Maior quais são as mudanças que de fato acontecem como nós já temos outras se o abortamento ele não
é criminoso ele é um direito da mulher esse é um direito da mulher é um dever do estado portanto se a partir de amanhã foi descriminalizado o aborto o estado tem que assumir essa obrigação de fornecer toda a assistência para que a mulher pratica o abortamento o abortamento de forma absolutamente segura e mesmo nos casos em que as Mulheres possam fazê lo sozinho o importante é que elas tenham respaldo que se houver qualquer necessidade que tenham assistência o alimento atendimento orientação e de 60 e 70 que faça de forma segura até aprender como é que
faz né não precisa ficar ouvindo o canal do youtube para ver se essa é uma forma de uma fórmula é e e hoje nós sabemos que as mulheres e muitas vezes sabe como fazer né não realmente é um grande uma imensa e Hipocrisia e vai acontecer isso eu ia contar o tempo de faculdade se discutir e as mulheres aí fazendo fazendo aborto à tona direito é um hotel hoje e amanhã te passa numa clínica lá faz uma motinho base com isso não existe isso é só na cabeça andou cêntrica mesmo que começou a gente pode
passar uma coisa dessa e mesmo tempo de faculdade quando com relação ao divórcio quando ia ser aprovada lei do divórcio nelson carneiro nosso que nós ouvimos aquela Época nova quando for aprovada essa lei todas os casais vão se divorciar vai ser uma coisa mais uma das mulheres e das mulheres as mulheres vão casar as duas vezes três vezes contra ele três vezes e vai ser um escândalo foi aprovada a lei quem separava separou quem não separar não separou a vida segue tudo bem se foi descriminalizado o aborto a vida vai seguir normalmente quem quer fazer
faz quem faz faz quem não faz não Faz só que com a grande vantagem vamos diminuir a taxa de mortalidade das mulheres brutalmente porque hoje quando se diz que as mulheres assassinas são criminosas na verdade eu e mortas as mulheres são cadáveres são vítimas as mulheres estão ocorrendo aos borbotões quiser são milhares e milhares de mulheres no mundo nós temos dados que que demonstram que hoje morrem 47 mil e 50 mil mulheres por ano ea porto seguro se sabe o que é isso Alguém por favor que conhece uma guerra hoje que mar morra mais gente
do que isso recentemente nós tivemos recentemente falou que foi pouco tempo historicamente quando as torres gêmeas quantas boas pessoas morreram nas torres gêmeas duas mil pessoas uma coisa horrorosa realmente horrorosa pois todos os anos morrem 50 mil mulheres em razão de aborto inseguro e nós não falamos nada nos ignorando esse Fato e ficamos aí com essa hipocrisia de ambos é proteger do pt as duas mulheres estão morrendo então vai ser um reflexo e mais e não se aquelas que sobrevivem o aborto inseguro sofrem sequelas terríveis físicas psicológicas sociais enfim uma tragédia a criminalização do aborto
ea deborah tem razão isso o grande responsável primeira ampliação da prática do aborto pela pela mantença do aborto inseguro é a penalização é a criminalização que ao Invés de conter se o objetivo é conter a prática do aborto que não é porque é controle sexualidade feminina mas se o objetivo é esse é um fracasso é um fracasso porque não contém não é eficaz para conter o aborto e do ponto de 20 vista jurídico é da dra o que você acha dessa afirmação de é quem aborta é um assassino ou uma assassina é seu ponto de
vista estritamente formal no bloco ea porta não aqui a bota não é um assassino Profissional nós dissemos que a porta é assassino é um homicídio não é homicídio alguns países consideram aborto homicídio equiparam o feto a vida extra uterina e consideram como homicídio e mais homicídio contra o próprio filho que duplica pena que aumenta torna muito mais grave analisas cuidado porque existem projetos no brasil nesse sentido de transformar o abortamento descriminaliza o aborto transforme homicídio legal né existem essas Hipóteses então a gente já começa a pensar nessa questão da criminalização acho que é muito importante
desculpa eu sou eu sou juízes o professor de direito eu trabalho com isso né entendo muito da coisa de nem de filosofia nem de antropologia muito menos de medicina então deixa eu dar meu tempo aqui na na na na área que pelo menos com a power com o trabalho existe Eu vou falar só de um existe um princípio nos estados democráticos que diz o seguinte todo o país democrático tem que pensar nisso sempre que o estado lança mão da criminalização porque a criminalização é preciso desmistificar isso a criminalização da conduta nada mais é que eu
vou dizer só entre nós aqui como eu sou do sistema criminal podem me achar mas não vou dizer só que estão aproveitando nossas quatro paredes não sair eu saio daqui book é que não Saiba mas a criminalização das condutas é o reconhecimento do fracasso social quando a sociedade fracassa no enfrentamento de um determinado problema ela lança mão do projeto ignorância participar pela ação ou seja vai prender as pessoas é contudo assim contudo sempre que o estado não consegue resolver um determinado problema ou que é controlar uma determinada conduta parte para a criminalização portanto eu vejo
assim Preciso criminalizar o fracasso que a sociedade não soube encontrar uma alternativa então para o estado criminalizar uma conduta e lançar mão dessa dessa estupidez que o livro é uma estupidez é uma violência do estado é uma violência é bater é prender se na liberdade das pessoas quer coisa mais estúpida que essa às vezes ele tem que fazer porque não sabe como fazer como lidar com o problema vai lateral sabe como resolver uns tentam aprender é Assim que a gente vai fazer toda uma vida dessa forma então quando nós vamos lançar mão de um instrumento
tão violento como el a criminalização nós vamos guardar isso uma última hipótese por 1 a 1 se uma alternativa e temos que tentar tudo antes tudo antes de chegar na criminalização o abortamento um exemplo claríssimo disso achamos isso chamamos isso em criminologia de princípio da Subsidiariedade no abortamento um exemplo claríssimo e clássico existem e mês evidências de política pública centenas de providências políticas públicas que podem ajudar a controlar a questão do aborto é evitar que o abortamento seja com você já seja é praticado se é intenção é evitar que seja praticado existem políticas públicas para
serem praticadas né poderá mesmo as mulheres a a prevenção Máxima e vinho não vou aqui numerada todas e todos aqui conhecem perfeitamente quais são essas medidas mas não nós começamos pela criminalização ea criminalização começa a gerar todos esses e outros efeitos deletérios terríveis que aliás contra e um outro princípio constitucional que dispõe o seguinte sempre que o estado lança mão da criminalização a situação pode ficar pior que antes se eu quero resolver determinado problema Não sei como resolver criminalizando eu tenho que resolver esse problema e não pode ficar pior ea criminalização do aborto eu queria
me levantar e se a favor da descriminalização porque é a criminalização exatamente o que acarreta todos esses males então se nós queremos evitar a prática do comportamento descriminalize o aborto então porque é ele que está gerando a prática do aborto está piorando a Prática do aborto então as mulheres estão morrendo as mulheres estão ficando é com as mulheres estão a sofrer em terríveis conseqüências família sofrem consequências ou seja ficou pior o amor do que o frango você fica muito pior a criminalização muito mais consequência e nós ignoramos sobre isso fechamos os olhos atores contínuos esse
discurso patético não é que precisamos salvar a vida dos fetos Não é verdade isso isso é um engodo ser uma mentira isso não acontece ea descriminalização é que pode talvez ser uma chance uma possibilidade de evitar praticava agora se nós vamos discutir uma das práticas que a anticoncepção aí complica quem você entra no campo moral num campo religioso né que a então se você não consegue nem a possibilidade da prática da prevenção a idéia da gestação porque ali asa só existe aborto quando o circo De gestação indesejada a partir do momento você resolver o problema
da gestação indesejada não tem mais aborto talvez seja uma forma mais inteligente resolver o problema mas nós não podemos nem tocar nesse assunto porque isso também é um tabu né então é só para encerrar o que eu penso o seguinte nós temos que conquistar que se a criminalização deixar a criminalização de lado nesse âmbito e em Vários outros aspectos sociais e partir para outras soluções soluções inteligentes ser democráticas de soluções mais eficazes soluções que realmente resolva os problemas torres arrasou então eu espero que vocês tenham pegado várias aspas tá desejo essa fala favor é e
eu queria falar um pouquinho sobre essas possíveis outras formas de resolver esse problema como por exemplo educação sexual nas escolas é muito surreal que fez acho muito legal Conseguir olhe eu eu tenho minhas dúvidas pelo seguinte eu não sei se as pessoas que vão da aula de educação sexual tem a própria sexualidade resolvida começa por aí e eu acho que pode ter uma segue de vieses eu não sou contra nenhum tipo de educação eu acho que o processo educativo se bem feito é formidável mas eu tenho lá minhas dúvidas inclusive se eventuais professores de educação
sexual é foi Instituídos que é igual influenciá-los baixo quinta esses então é é a minha questão é uma única palavra capacitação quem vai fazer essa capacitação com que ideologia com isso que a gente chama de ideologia de gênero me permitam dizer essa é uma pergunta fundamental sobre as escolas quem é que ensina física quer que seja química que ensina matemática do mundo está repleto de ideologias tudo está repleta de marcos sobre o que é o bom que é o certo é que é o justo tanto Temor quando falamos de sexo idade o ponto é que
é um termo muito mais simples e tem que estar na escola em todas as cidades em que for possível de se entender que o papai e mamãe feeling que não tem cegonha e não precisamos ter tanto medo nós temos mecanismos públicos de que a educação está na nossa constituição é para a promoção da cidadania cidadania para o bem comum então se nós temos medo de uma Colonização das escolas pelas doutrinas religiosas esse problema e outros nós podemos controlar então eu diria não tenho medo e objectivamente respondendo à sua pergunta como é que nós podemos fazer
com que as pessoas têm informações suficientes pra isso de evitar uma gravidez indesejada a escola é um espaço fundamental de promoção de cidadania essa não é uma matéria apenas as famílias tentam parar com essa conversa De escolas em parte escola tem que ter partido o partido da cidadania a escola tem que falar sem disso que se chama de gênero que desse o nome da ideologia de teorias segundo o vácuo quiserem a gente aceita qualquer nome mas tem que falar que não nascemos as fêmeas para parir nascemos qualquer coisa e viramos o que quisermos quando quisermos
quantas vezes quiser mudar mais insuportável nef Votava e essa essa geração nada essa discussão da educação levar coisa da educação se enfrentar a questão no processo educacional é tão importante tão relevante tão imprescindível que é por isso que estão surgindo esse projeto vai pedir porque se não fosse relevante não fosse importante ninguém se importar com isso não é exatamente as mesmas forças exógenas a androcêntrica as que resistem que luque que estabelecem essas controle Da sexualidade estão desesperados vendo que se realmente nós podemos discutir livremente não é só conversar aqui sobre aborto a conversar nas escolas
debater discutir democraticamente livremente nós sabemos onde isso pode chegar a 11 detentos mas não pode mas não pode nós não podemos não podemos aproveitar a liberdade a liberdade das mulheres para ter primeira discussão e aí nós levamos o que mais em acachapante é que nós dizemos verá o argumento e se não isso é Uma questão das famílias as famílias têm que resolver podem não duvida lógica das famílias têm responsabilidades têm que discutir também evidentemente só que nós nos esquecemos que a violência doméstica ocorre no âmbito da família nós nos esquecemos que a violência sexual em
grande quantidade na grande maioria dos casos ocorre na família pode então é essa família que é uma família que agride a mulher que estuprar a Mulher que mantém a ideologia patriarcal que mantém o controle da mulher pelo gpl é pelo gênio é essa família que nós queremos que continue trabalhando isso ou seja a intenção é que as coisas permaneçam como estão para que não sejamos ser mudada repito não estou negando que as famílias têm importância nisso ao contrário tem uma grande importância mas nós não podemos deixar que isso continue apenas no âmbito da família Qualquer
profissional do direito sabes qual que indicie qualquer estatística mostra isso a violência contra a mulher ocorre sobretudo no âmbito doméstico a a a violência sexual contra a mulher quanta criança ocorre sobretudo no âmbito doméstico então não temos que trazer isso o espaço público nós temos que ter uma participação social não temos uma preocupação imensa com os movimentos sociais enfim das Redes para discutir essa questão o que estamos fazendo aqui não podia ser algo extraordinário isso não podia ser algo que chama atenção olha hoje vai ter uma conversa sobre aborto vai ligar lá isso tem que
ser uma coisa absolutamente corriqueira normal que todo mundo escuta em todos os lugares em todos os momentos para desmistificar para tirar as mentiras as falácias e pra nós encaramos a coisa de uma forma mais mais democrático mais livre é eu concordo com A deborah acho que é essencial e quando as pessoas falam aí tem que ser discutido no âmbito da família parece que essas pessoas dessa família é tão deslocado ayrton senna na via láctea estão aqui nossa sociedade recebendo esses valores justamente por isso é importante discutir esses temas é nas escolas e em todos os
espaços né porque a gente as pessoas possam desconstruir isso a gente até pensar com esse conceito de família é porque eu também Acho que repensar o conceito é esse de família eu acho que é primordial discutir esses temas nas escolas e como eles acho muito engraçado aí vão implementar a ideologia de gênero nas escolas né nada ta exemplo de do gia inclusive essa ideologia de gênero existente essa ideologia que nos mata que nos mantém objectos que nos mantém na europa desde que querem pensar porque wilson é uma criação dessas pessoas que diz que sua ideologia
de gênero que a Gente vai ensinar se lá todo mundo sei lá né elas colocam gênero orientação sexual também hoje enfim justamente que é importante que justamente por isso é importante estudar sistemas né então a gente quer estudar a gente quer contra justamente nessa ideologia que que está presente né eu acho que a escola é um espaço importantíssimo de transformação de mentalidade mas que por conta da gente não conseguir acessar esses Espaços acaba sendo um espaço muito grande de produção de violência já dei aula em escola estadual e era algo assim surreal assim de eu
tenho que parar a aula todas as vezes olha não posso falar isso olha sentar com os alunos conversar e e acho que quando o debate de implementar gênero nos planos municipais de ensino aqui em são paulo a gente viu o terror que foi né não passou não foi aprovado a gente viu o terror toda que foi porque é justamente porque Eles vêem o perigo disso né partir do momento que a gente começa a debater se de forma séria e aí concordo com o doutor a gente precisa ter 11 um projeto de capacitação aqui por exemplo
em são paulo a lei 10 639 de 2003 que a lei que obriga o ensino da história africana afro brasileira nas escolas assumiu em 2003 mas não são todos os municípios que aplicam aqui em são paulo está se aplicando mas se percebeu a necessidade De que fazer com os formação dos professores porque eles não sabem mas foram formados nessa escola racista vem com seus valores racistas achando que não que não vai ensinar sobre capoeira nas escolas é coisa do demônio é que o nome é coisa do demônio nem existe demônios religiões afro brasileiras por exemplo
é de móveis são cristão inclusive méxico é maravilhoso laruê e aí tem nada a ver com o demônio demanda mas não quis cristã somente por isso é Importante cuidar regionais escolas mas porque foi um curso de formação porque os professores não sabem então acho que precisa é que o poder público se responsabilize por isso isso é inegável néné e eu acho que esse caminho é o caminho da transformação porque eu tenho muito problema com esse viés só por da criminalização o puramente por este vista né que eu acho que quando a gente fala e outros
anos de violência à mulher enfim que eu acho que é importante os Dispositivos legais e isso é inegável mas a gente às vezes falta o discurso da violência contra a mulher às vezes só por um olhar punitivo vista no país se encaixar em massa à população negra acho que a gente também precisa repensar esse olhar só positivista e faltar na questão que é importante onde ano mas tem limite é eo quanto é importante é trabalhar pelo foco da educação porque é na educação que a gente vai transformar mentalidades e acho que é por isso que
Ele está vendo tanta resistência inclusive de conseguir adentrar esses espaços para poder debater a questão de maneira séria tá é que assim acabou acabou nosso tempo de de conversa e agora vamos abrir pro às perguntas da platéia é é se quer falar alguma coisinha pra caixa rápido e eu penso que eu fui mal entendido então deixa fazer um reparo eu não sou o combate à educação sexual eu sou ponta e isso seja feito sem Formação de professor me desculpa você não ensina química se o professor não sabe química você no ensino médico a fazer a
aspiração manual interina se ele não teve um treinamento país e poucos médicos no brasil têm treinamento então eu acho que tudo isso que vocês falaram está certo mas especialmente nesta área que é cheia de preconceitos é importante sim eu vou defender isso até embaixo d'água que os pvp busquei for Conversar respeito tenha informação porque senão nós te amamos você e de casa que estamos assistindo no facebook a hashtag é precisamos falar sobre aborto não é sobre o aborto é sobreposto precisamos falar sobre aborto e se quiser participar por favor que quer são perguntas com essa
hashtag são perguntas microfone sinto bem já vamos passar aí também que tem bastante pergunta que bom é que eu vou fazer uma pergunta um pouco como advogado do diabo Aqui não é como eu já falei no início do debate a posição da revista feminina a qual represento é nós somos favoráveis à descriminalização do aborto no entanto né não sabemos quem acompanha essa pauta sabe que a gente sempre ouve as pessoas falando mas vocês são assassinos de crianças mas vocês né e de fato a gente dentro do feminismo a gente fala muito dessa questão da mulher
quando ela sofre vocês falaram brilhantemente sobre vários aspectos em Que a mulher é vítima usado por conta da descriminalização mas pensando na pole na pluralidade que a gente quer trazer para esse debate é e nas pontes que a gente quer construir com outro lado eu faço aqui uma pergunta que é a pergunta que a gente ouve que basicamente é mas e o feto o feto importa o feto não importa o que o que se diz né a respeito do feto e aí deixo uma palavra pra quem quiser começar e se a Sua pergunta é muito
importante porque ela tanto em termos filosóficos ou menos sofisticados da vida de uma mulher se chama a duplicidade na unidade para quem acredita nós vamos considerar a possibilidade de uma posição contrária que o feto está na mesma posição que a mulher que nós chamaríamos que nós temos um dilema ou é um ou outro essa é a primeira hipótese nós temos uma duplicidade na unidade nós só podemos falar do feto no corpo Desta mulher então mesmo pra quem acredita em um dilema nós temos que fazer uma escolha e à pergunta por que eu não posso ouvir
essa mulher então mas é uma segundo possibilidade de caminho nós estamos comparando e algumas vezes aqui sem querer nos falamos criança nós não estamos falando de criança nós estamos falando de um conjunto de células recém fecundados grande parte Quando grande parte a vasta maioria das mulheres quando ela aborta ela bota nas primeiras semanas de gestação uma das perguntas junto foi mas é homicídio e homicídio do juiz por código penal não é homicídio está errada não se chama homicídio quem é que fala a palavra assassina é quem quer violentar essa mulher como essas mulheres falam a
experiência do aborto elas dizem eu vou tirar a minha menstruação está atrasada eu preciso desmentir troar eu preciso Regularizar minha menstruação e sejam dizer o feminismo não é um eufemismo quem descreve que há duas pessoas que estão em lito essa forma de criminalizar de culpabilizar de vergonha essa mulher quando uma mulher a porta não é a imagem dos jornais aquela mulher com aquela barriga enorme e que tem um bebê recém-nascido isso tem um nome e se chama infanticídio que é quando uma mulher matam recém nascido Novamente no nosso ordenamento penal nos termos legislações específicas para
isso já temos uma classificação psiquiátrica é um adoecimento o aborto para a vida das mulheres é um momento em que socialmente ela não é uma futura mãe ela está escondida está em segredo a menstruação dela acabou de atrasar então a pergunta sobre o feto é uma pergunta que essas mulheres elas são muitas delas mães elas sabem o que adorou a criança Elas sabem o que é a maternagem mas exatamente porque elas sabem elas dizem eu não posso eu não quero eu não consigo ser mãe neste momento e não é isso que eu quero e se
você 20 de julho antes de dizer e por que não mantêm a gestação e não da criança para uma adoção é na verdade uma segunda agressão tão grande imagino que uma mulher gestar uma criança e gestar um feto para dar à luz a uma criança para socialmente enfrentar Esse lugar que ela é uma futura mãe e dizer que agora eu vou doar a criança para adoção é ignorar o contexto social onde ela vive por isso que o aborto é uma decisão íntima privada em segredo para todas as mulheres das quais o feto não como essa
entidade que é lançada moral faz parte da decisão dela ela sabe que aquilo pode ser um futuro filho só que ela não quer naquele momento ela não consegue ela não pode completar essa tentar responder Essa pergunta então as pessoas não estão mais em um feto que o feto há muito bem então eu pergunto o que é que nós estamos fazendo a favor do feto o que que a criminalização do aborto faz para proteger já os fetos notamos então a sial desce a ideia é salvar os fetos está dando certo nós vamos conseguindo evitar isso ora
nós sabemos que nós são praticados no brasil mais de oitos de 800 mil a 1 milhão de abortos por ano Nós criminalizamos nós acusam acusando as mulheres nós ameaçamos com pena de prisão com processos criminais e 800 mil mulheres continuam fazendo amor ou seja não está dando certo o sus registra 200 mil casos por ano é isso thomas 200 mil caso de internação de mulheres que praticam aborto dado oficial do governo dos descasos 150 mil são um caso de aborto induzido isso é um número a um número muito a superficial que demonstra evidencia que A
criminalização não resolve essa questão está sendo absolutamente inútil o que sob o ponto de vista tecnológico tem um outro nome não é princípio da aaa da idoneidade z a criminalização é idônea para salvar a vida do certo se é esse é que é esse objetivo não é idôneo não é útil não está sendo útil está conseguindo resolver então resposta que daria essa tudo bem se você acha eu repito até o que eu acabei de dizer há pouco Se você acha que tem que salvar a vida dos fetos evitava porto o primeiro passo é descriminalizar posso
só fazer uma colocação é interessante quem defende essa questão dizer ótimo então a mulher que foi vítima de violência mantém a gestação nasce a criança e ela liga coisa que a gente dá algum outro se a coisa mais louca que eu já vi e há um dado que essa geração super jovem que não conhece na santa casa de são paulo Até o começo dos anos 50 tinha um instrumento que chamava roda as pessoas colocavam os bebês na roda fechava porte alguém ia pegar do outro lado e isso é mantido pela saca santa igreja católica e
funcionou durante décadas então tem que tomar muito cuidado com esses entre aspas perfeccionistas até da religião porque atrás dele se escondem muitos hábitos que são da pior espécie essa é minha eu sei que você quer falar É só falar porque antes e essa questão do menor é muito engraçada como se o estado garantisse e qualidade pessoas que nem a gente sabe o número de crianças abandonadas que a gente tem é e depois com essa criança cresce já desde muito cedo com a ausência do estado como é que o estado vai ter essa criança é como
ela vai ser criminalizada como depois vão pedir redução da maioridade penal como depois não criminalizar essa criança então como Se os abrigos já não tivessem é cheio de crianças é passando por sérios de violência e vulnerabilidade então não sei que o mundo mágico é esse que essas pessoas falam sem acreditar num país onde as crianças sistematicamente sobretudo crianças negras periféricas vencendo é violentadas né eu forma como depois essas mesmas pessoas vão olhar para essa criança né e depois culpabilizando ela pela própria pressão pela própria condição é que esse mesmo Estado deixou por seu mesmo né
lá a gente boa noite é eu queria e antes de mais nada fora temer né segundo eu queria dizer que pensou muito pessoal enfim parabenizar mesa de debate está muito qualificado jamila joão mulherada da mesa representa muito é e que ia fazer duas perguntas a primeira delas é num contexto de avanço do conservadorismo em que a gente viu o pl 5 069 apresentado pelo eduardo Cunha em que a gente vê um governo que avança para invisibilidade é pra dizer o mínimo dos direitos das mulheres o ministério sem mulheres enfim um discurso absolutamente conservador qual que
pode ser é que papel pode cumprir a luta pela legalização do aborto nesse contexto de avanço do conservadorismo ea segunda é como que essa questão é que tem a ver com essa concepção de maternidade como que ela influencia na Possibilidade concreta e aí claro em diferentes proporções também é uma mulher negra diferencial mulher branca é diferente se a mulher transmitiu diferente é bom em filmes como essa questão ela influencia na participação da possibilidade da mulher participar da política é a essas duas perguntas que queria começar pela sua segunda pergunta eu acho que tem uma relação
muito direta porque historicamente as mulheres elas são construídas por um espaço privado e Não por um espaço público ea questão da maternidade e compulsório é uma maneira de você manter a mulher dentro de casa e tem toda uma naturalização disso né como eu disse pouco antes são construídos socialmente mas não dizer que a natureza da mulher e da natureza da mulher cuidar ser frágil submissa ficar em casa rainha do lar e aí vão ter vários elementos que vão reforçar estas construções obviamente quando a gente fala da concessão das mulheres brancas né porque As mulheres negras
tiveram outra constituição de feminino já são mulheres que vieram escreve escravizados e depois a seguir trabalhando ocupavam as ruas mas também num determinado espaço mas muito disso tem uma relação muito direta porque aí a gente também não se sente parte do espaço público a gente não se sente capaz de estar no espaço público porque exige essas imposições e aí como é que essa mulher ela vai ter uma reunião política só tem um filho muitas Vezes né e se de repente ela não tem a vaga de crédito suficientes ela não tem espaços porque a gente ainda
é responsabiliza a mulher pela criação dos filhos estão todas essas construções nelas não são meras construções teóricas no campo o prático ela se transforme opressões é isso que a simone silva faz o segundo sexo 1 e 2 do volume 1 ela faz todas as condições teóricas no 2 a 1 mostrando olha essas todas as construções teóricas Que estou fazendo no campo prático se transforma em depressão porque essa mulher ela fica numa situação de um beco sem saída então depois vamos seguir vão se arrumar desculpas biológicas para depois pra pra querer justificar o pressões do campo
do social então vou dizer porque a mulher tem mais progesterona é por isso que ela é mais frágil o homem por ter mais testosterona é mais agressivo e ele é mais adepto para o campo político porque É mais aguerrido a mulher não é começa a se encontrar desculpas biológicas e que não são meramente biológicas né para poder justificar a pressões no campo social então essas construções estão muito interligados é claro que depois fora isso quando a gente fala de política a gente também tem que discutir reforma política porque existem mais mulheres na política porque a
gente sabe que o poderio econômico que determina que em celeste não se elege Enfim a gente tem que discutir isso no campo estrutural mas lembrando o quanto que essas construções também fazem com que a mulher fique preso muitas vezes você sinta incapaz e muitas vezes quando está nesses espaços espaço são totalmente o x a essa mulher porque não é fácil também talento desses espaços então acho que tem uma relação muito direta e o cenário que a gente vive hoje acho que é um cenário é alarmante é um Cenário tem que tomar cuidado com as coisas
que eu falo é ter a inscrição eleitoral é é enfim mas eu vou falar que está vivendo um momento político é muito assustador mas assim eu eu eu não sou adepta de que a gente está vivendo uma onda conservadora um avanço do conservadorismo eu sou muito adepto que o brasil é um país extremamente conservador é um país foi fundado na violência um país teve mais três séculos de escravidão que teve mais de 20 anos De ditadura militar é um país extremamente conservador eu acho que nos últimos anos a gente conseguiu alguns respiros umas marolinhas progressistas
nos últimos anos eu acho que o brasil é um país extremamente conservadora a gente não pode esquecer que foi fundado navio isso é na base da escravizá são de boa parte da sociedade que ainda tem muito fortemente essa mentalidade escravocrata Presente né eu acho que nos últimos anos a gente conseguiu avançar em alguns pontos em alguns aspectos e agora o que a gente vive é justamente é a manutenção desse conservadorismo que está na raiz e na base eu acho desse país mas acho que ao mesmo tempo é resistência a gente não tem opção não eu
acho que a gente tem que continuar organizada a gente tem que continuar é se manifestando eu acho que hoje eu sempre quando eu desanimei lembro das Linhas antepassados é bom falar que muitas mulheres escravizados utilizar o aborto como forma de resistência vou falar mas a portavam seus filhos para que eles não nascessem escravizadas então elas preferiam abortar é bom falar que o aborto a mulher negra tem uma outra conotação sobretudo para as mulheres escravizados eu acho que a gente mais do que nunca a gente vai ter que se organizar fazer frente a isso e não
aceitará a Legitimidade e não aceitar é é não posso usar a palavra mas esse golpe que está acontecendo no brasil está pronto vou levar bronca mas a família dá prosseguimento um pouco essa discussão fazer o que eu acho que é muito importante a a conversa sobre o aborto e eu sou professora que dá aulas de gênero certamente seria presa se a lei da escola sem partido é entrar em vigor é e acho que não tem cabimento a gente pensar na possibilidade de que As escolas como disse aqui há há há marina já não trabalha com
gênero independente da existência de cursos sobre gênero que evidentemente todos os temas e toda a escolaridade é perpassado pelo gênero sempre né a gente está diferenciando sexualmente as crianças ensinando valores não é então não tem muito sentido essa idéia de que existiria uma disciplina apenas de gênero acho que você tem que começar é é adotar procedimentos não não Não desiguais e começar a pensar sobre isso esse é o primeiro aspecto que eu acho que ter a gente tem que ampliar um pouco a discussão sobre o que é o gênero não pensando que o gênero é
uma coisa específica ou apenas referente a homens e mulheres mas pensar nisso num sentido mais amplo o que é o que o que eu penso também é que talvez tenha faltado aqui uma reflexão mais política porque um é esse aspecto fazer como é só agora com o Avanço do conservadorismo e também não é só porque a gente tem uma herança escravocrata mas de fato se a gente for pensar me intriga muito só uma pessoa que tem 57 anos eu fui do feminismo dos anos 70 e 80 nos outros países tiveram lutas pela pela pelo direito
ao aborto não é ser contra ou a favor da criminalização ou a legalização mas é o direito ao aborto que os médicos vão pra rua e diziam eu Faço abortos que as pessoas venham para a rua e diziam independente se elas fizeram ou não pessoalmente elas diziam eu sou a favor do direito do aborto porque eu fiz aborto as pessoas assumiram posições pessoais arriscando muito até das suas posições políticas nisso o que eu sinto no brasil é uma certa desde ser e não é assim só agora ou não é apenas eu acho de angela na
nossa herança escravocratas mas tem alguma Coisa ali pelos anos 80 pelos anos 70 pela nossa redemocratização que fez com que o tema do aborto num pedro não pudesse ser tratado pelas nossas esquerdas não pudesse ser tratado e não foi tratado agora me intriga pensar porque eu gostaria de saber se você tem alguma dica nesse sentido a liga esquerda não é machista também me ligar assista mais se tem fim mas pode eu queria aproveitar esse momento que nós estamos falando de um contexto político E fazer uma provocação para nós mesmos o brasil brasil nesse momento ele
viu no epicentro de uma emergência global cause cuca nós não falamos disso mas não está a manchete porque o zico está dentro das camadas de precarização da vida em 45 estados do nordeste com quase 10 mil famílias diga-se mulheres notificadas com os seus bebês recém nascidos com a síndrome congênita 12 que nós insistimos em falar microcefalia não me que você Fale ama síndrome neurológica que tem múltiplas alterações no desenvolvimento quem são essas mulheres elas não estão na nossa vizinhança vocês sabiam que há uma semana nós apresentamos uma ação ao supremo e tem cinco pedidos um
deles é a interrupção da gestação isso não saiu nenhum jornal claro a folha de são paulo fez uma entrevista comigo mas tudo bem eles esqueçam isso não saiu na imprensa Nós fizemos um conjunto de pedidos que a nossa conversa de hoje lembre gente em 2004 quando eu coordenei o grupo que apresentou a ação gerência valia o brasil eu não podia imaginar 12 anos depois que uma epidemia global nos faria denovo ir ao supremo com de novo um pedido desse tamanho eles são cinco pedidos o primeiro é acesso à informação a conversa sobre física física tem
transmissão sexual que tem uns quito que Há 40 anos está no brasil e que nós temos uma negligência do estado em eliminá lo e com as suas formas de prevenção ela tem que ir pra escola tem que os hospitais o segundo pedido é que o brasil não fez nenhuma alteração dos métodos de planejamento familiar desde o início da epidemia uma mulher que queira ter filho em zona 12k ela não tem acesso a um repelente repelente é o único método conceptivo Para ter filho seguro em zonas de música mas não ampliarmos os métodos de longa duração
que são chamados de díos os hormônios eles não estão disponíveis no sus o terceiro pedido é que o pré natal em uma zona 12 casa é um momento de intenso sofrimento mental no início deste ano fez um documentário chamado zica que está disponível no youtube qualquer uma de vocês assistir ea médica do ambulatório de referência do sertão e Do alto sertão da paraíba ela me dizia tá vendo esse corredor o corredor é o corredor da morte a mulher quando ela entra aqui ela recebe uma sentença e conhecem densa é a sentença de não saber o
que vai acontecer com a saúde dela porque nós sabemos muito pouco sobre a epidemia não direito à interrupção da gestação por saúde mental dessa mulher infectada pelo sic sabe qual é o quarto eo quinto pedido de assistência à saúde seja num Perímetro de 50 quilômetros da casa dela pernambuco é o estado que para a mulher sair do alto sertão para recife chega a ser cinco horas de viagem cada pernada para meia hora de estimulação precoce o último pedido é que a assistência social é um direito constitucional se nós estamos falando de mulheres pobres esse novo
governo disse que a assistência social para famílias com música é só a cada três anos é só por três anos E aí eu repito nunca saúde da paraíba que houve ele me disse será que o governo temer acha que os meus filhos vão viver três anos já temos prazo de validade filho de pobre pra nascer durante a epidemia música da minha pergunta nossa nossa provocação é que nós estamos no epicentro de uma emergência global que o ms antes de ontem decretou que continua emergência global Eu fui a única latino-americana até assinar a carta de adiar
as olimpíadas eu fui chamada diante nacionalista ou de histérica é sabe porque qualquer visitante xy que visitou esse país um homem diz a oms que o zico é assintomático que não têm sintomas ele adoeceu ele voltou para o país dele ele teve uma relação sexual com a sua companheira ele pode ter infectado essa mulher então nós estamos agora alardeando que Saíram milhares de pessoas no brasil e elas não foram afectadas música mas a própria oms que diz que é uma doença sem sintomas como vamos saber a minha pergunta é não é falar de mosquitos no
epidemia global é falar de mulheres não é um mosquito é mais forte que uma nação é como conversar de mulheres nos dentro da epidemia e nós resolvemos não falar nos esquecemos por isso mulheres nordestinas pobres básica jurema werneck também tem feito sobre a questão da Música muito importante é ter um recorde é muito forte de classe mas por eles de novo a colega assim é a gente precisa acho que desmistificar muitas coisas em relação às esquerdas no brasil porque acho que todas as mulheres feministas sabem das dificuldades que a gente tente fazer esse debate na
esquerda também gente sabe eu acho que é a gente sofre ainda tem muitas resistências ainda existe um debate muito ortodoxo pautado só por um viés de classe só classe como Se classificar mas errasse gênero e eu acho que é no brasil a gente ainda tem muita resistência e dificuldades na esquerda quem me conhece sabe eu sou de esquerda nasce na esquerda uma crítica de esquerda porque acho que as queira saber se pensar a partir de outras perspectivas então a gente está num país foi fundado o nome da democracia assim a gente quer muito maior do
que esse é a gente está num país rico debate racial ele é surreal as pessoas têm Dificuldade de assumir o debate racial como o nexo prioritário no país de maioria negra e quando eu digo pessoas e não estou falando das pessoas conservadoras que já o esperavam todas as pessoas de esquerda também então a gente tá no a gente vive num país que as esquerdas é pauta importante isso a gente fala da revolução russa comuna de paris não faz com que homens por mares sabe eu acho que a gente repensar muito Enquanto esquerda enquanto o movimento
feminista também porque muitas vezes as mulheres negras ainda tem existência de se debater o debate racial eu acho que não dá pra fazer movimento feminista sem pensar a questão de raça classe gênero porque existem mulheres negras mulheres pobres - nordestinas acho que é muito também do quanto ele está disposto a se repensar e assumir essas falhas sim das esquerdas no brasil que não que dessa resistência de voltar À questão de gênero que as feministas que me antecederam já reclamavam disso a gente segue reclamando então é nos outros países são os outros países outras realidades partindo
da nossa realidade eu acho que falta muito pra gente ainda inclusive pra gente ainda se colocar nesse lugar de conta que muitas vezes inclusive a gente resiste a alguns debates né porque eu como mulher negra às vezes sinto muita resistência em Espaços majoritariamente brancos às vezes eu falava do palestra de duas horas e acaba palestra é só falar então eu acho que você está exagerando se está querendo criar uma divisão entre as mulheres quer dizer duas horas é e aí você fala não é ficar à espera que no fim de idade que ficou me culpando
mas é é uma questão de que a sociedade ela já é dividida gente sociedade ela já é dividida As opções de vida em a gente então a gente acha que falta ainda pra nós te segurar inter seccional ainda de entender as opressões como agindo de não pensar categoria de forma isolada ea gente ainda tem muito a fazer isso enquanto o movimento social de pensar a mulher o negro incomoda muito essa frase não tem nenhum negro no ministério nenhum negro e nenhuma mulher mulher negra fica fora percebe ter tido essa frase 2016 né E assim não
quero mesmo que tenha representatividade no governo como esse representa coisas que vão contra nós e não entendo por que essa luta da representatividade a todo custo mas essa outra discussão a gente conversa porque precisamos falar sobre piso atividade um debate ao vivo mas é eu acho que falta ainda essas esquerdas repensar isso é uma crítica o movimento negro fazendo historicamente e com esse golpe com todas as coisas que a gente vem vivendo No país nos últimos anos é uma crítica o movimento negro tem feito não dá pra pensar esse país se projectou se a gente
quer pensar um projeto de nação sem pensar a questão de raça como um nexo prioritário eu acho que faltou muito as esquerdas no brasil é a gente só vai ter tempo pra mais duas perguntas a gente queria fazer uma pergunta muito rápidos ele queria fazer uma pergunta da platéia uma pergunta da internet quem não então A próxima pergunta até que seja muito rápido débora mas sai muito rápido eu sou adepta da audiência do canal 2 bi é bom lembrar que o canal exibe também se posiciona radicalmente a favor da legalização e descriminalização do aborto ea
pergunta vai até janeiro para débora é é bom lembrar que essa questão do aborto e da finalização da banda norte americana e ela enfrenta esse panorama católico religioso no continente todo e Eu queria saber se você tem alguma sugestão de como caminhar e avançar nessa pauta em termos de de educação relação à população por exemplo eu conheci o exemplo de el salvador tem uma secretária de inclusão que faz um trabalho por é termos de melhorias tentando conversar com a população interna da legalidade como que a gente consegue fazer esse trabalho e na política pública e
de começar a acessar essa população que também tem Esse viés religioso profundamente enraizado é explicar respostas rápidas estão nedved como eu voltar e objectivamente a minha resposta anterior zica é a agenda latino americano o exemplo que você deu de el salvador é o terceiro país na região com problemas relacionados à música aonde as mulheres estão presas o aborto espontâneo é o salvador essa história nós temos a nossa fronteira colômbia que é o segundo país com o Maior número de casos de zica aonde o aborto nesses casos o estatuto autorizado então o contrato que as pessoas
possam imaginar mas não estamos nos aproveitando da epidemia para agendar aborto o aborto é parte da nossa agenda de direitos das mulheres de um país extremamente desigual no acesso à saúde e à epidemia só escancara a face da desigualdade brasileira então objectivamente eu diria você Temos que agendar zica muito embora zica não desceu para o sul do país então não passou a ser pauta dos movimentos das elites que agendam a políticos movimentos sociais de janeiro e quer falar o que é isso aí então internet vamos fazer aqui a pergunta da amanda amanda é a seguinte
já vi diversas comparações de um feto com um homem formado com morte cerebral é digno de um feto que ainda não apresenta atividade Cerebral a perguntas faz sentido essa comparação não acho que um pouco a questão da eutanásia por favor eu acho que a questão não é essa a questão é um direito da mulher de optar em poder ativamente e responsavelmente pra ela tem um filho ou não o resto na minha opinião é secundário mas eu queria fazer uma colocação aqui que é o seguinte falando na participação das mulheres e Da sociedade em 2005 o
governo lula pela primeira vez fez uma comissão com 18 participantes da qual eu na qual eu estive lá revê especificamente a lei do aborto depois de ter meses foi elaborado uma proposta das mais avançadas na américa latina que depois foi engavetada não vou dizer aqui por quem mas é do governo então é possível participar mas vamos atribuir responsabilidades que elas têm E elas são distribuídas nas mais diversas correntes de pensamento político a gente mas algum dia boa noite a valer agora olha advogadas o co fundadora da rede feminista de juristas criar complementar mas aí também
a revisão do valor pela organização muito objectivamente é teve 11 dos das falácias ajudou comentou no começo que acho que não debate acabou ficando um pouquinho é um pouquinho um Pouquinho pra trás que essa ideia de que há é um pouco do filme juno né você não vai abortar você engravida e você doa essa criança depois para além da violência psicológica e moral que você já está uma um feto por nove meses e depois se desvencilhar afetivamente dessa dessa criança para além do fato de que como essa criança vai ser acolhida pelo sistema é isso
eu gostaria que o torres falar se brevemente sobre isso isso também é uma falácia é porque você Não pode dar o seu filho no brasil não existe diferentemente dos estados unidos que é o caso do filme juno não existe essa previsão no brasil é é isso também é uma falácia pelo contrário a destituição do pátrio poder ela é é muito grave ela só acontece depois de muito abuso não é tanto que quando a criança entra a produção já tem 11 a 12 anos né dentro do sistema de acolhimento institucional e ninguém quer lutar Porque demorou
dez anos para desconstituir esse papo poder barriga de aluguel mesma coisa se pode fazer barriga de aluguel e aí acaba o casamento aos outros unir a outras formas de família então é eu como mulher lésbica e minha companheira não podemos ser barriga de aluguel se formos inférteis você só pode fazer barriga de aluguel se você é infértil e o casal é homoafetivo masculino né então queria do ponto de Vista jurídico também construir essa falácia que ficou um pouquinho pra trás obrigado acho que está construído não é realmente uma fala mas mesmo que fosse possível manhã
fosse possível tal filho enfim o importante é garantir a liberdade das mulheres é em não usar isso como um instrumento de tortura mais um instrumento de tortura já tortura com a criminalização já tortura com a opa de toda forma e ainda ficar culpando por Não tentar doado filhos e mulheres que escolheram as mulheres sejam livres se quiser ter a gestação pare e entregar o filho à liberdade sei por que é tão difícil assim é tão difícil assim acertar aceitar a libertar das pessoas é essencial mas é algo que nós vamos vencer precisamos aprender a trabalhar
com isso mas é o que eu tenho visto é que e como você tocou na questão jurídica que o espaço de luta no judiciário também é importante inclusive Na construção dos direitos das mulheres eu não estou aqui fazendo apologia também o sistema justiça eu não acho que o judiciário seja redenção da humanidade eu também não estou defendendo aqui quero dizer que o judiciário juízes vão resolver o problema da humanidade do brasil não é isso ao contrário mas é também um espaço de luta eu acredito sim que o grande espaço de luta espaço dos movimentos sociais
da rua do convencimento debate esse é o Grande espaço mas a débora que sabe muito bem pode nos contar perfeitamente a história por exemplo da conquista do da decisão do supremo tribunal federal com relação aos casos de anencefalia que foi um imenso avanço mas foi muito comemorado é o supremo tribunal federal decidiu que as mulheres têm o direito de romper a gestação dos casos de feto anencefálico aliás conforme foi dito e fazendo todos pode explicar direito depois fazendo uma interpretação do Dispositivo legal que é uma coisa muito interessante muito interessante da morte encefálica né o
que nos mostra que a morte na verdade não existe a morte uma criação legal a lei diz a morte é um critério ea morte estabelecido em lei que a pessoa morre quando o céu são quando as funções e fábricas ora a lei que dizem então quem morre né nós morremos de acordo com a lei então se nós cumprirmos requisito legal Estamos mortos se não não estamos mortos então silva a pessoa tem acessado as suas funções e fábricas ea lei diz que ela morreu ela morreu ora aí a comparação que o supremo fez eu não vou
entrar muito profundamente isso mais um dos argumentos é esse ora se o feto anencefálico também não tem as funções encéfalo e não tem vida logo não tem vida da mesma coisa é uma comparação e somente jurídica e construiu se toda a argumentação para se Descriminalizar e hoje eu acho que em todos os casos de malformação fetal é são atingidos por esta decisão do supremo mas o que eu quero dizer é que não foi a decisão dos ministros do supremo antes da decisão do ministro do supremo milhares e milhares de decisões de milhares de juízes em
todo o brasil foram reconhecendo esses direitos das mulheres não foi do dia pra noite os ministros do supremo a cortar o Reconheceram mas por trás desses milhares e milhares de juízes que em dezenas centenas e com marcas no brasil foram reconhecendo havia movimento das mulheres o movimento social muito intenso criando um espaço desses óbvio né o juiz só decidiram por causa disso então é imprescindível que se faça essa luta no judiciário essa luta a essa luta que está se fazendo hoje com relação ao sica ea a a síndrome é mais um espaço de Luta vai
se buscar no judiciário é extremamente importante que essa luta seja respaldada por todo um contexto social e é muito importante ver com fogo como esses avanços acontecem né é desse desmistificando certas coisas nós falamos muito aqui nisso antes e é um ponto extremamente importante que tem sido uma uma pedra no sapato eu tenho ouvido muito eu tenho ouvido muitas pessoas que as mulheres que praticam o aborto sofrem terrivelmente Pro resto da vida as mulheres que praticam a porto sofre ou seja a lei é além de tudo ela tem que carregar essas pois bem como a
questão tratado de se implantar o serviço de aborto legal a coisa tratada de uma forma mais natural aí as faculdades começam a discutir os pesquisadores começam a fazer pesquisa aí vem uma pesquisa aqui no pérola byington e faz um levantamento simplesmente pegar o caso de 15 anos e As mulheres que abortaram que fizeram a prática do aborto legal absolutamente regular essas mulheres entrevistadas e aí vem a surpresa constatado na pesquisa de que as mulheres não sofrem quando o cachorro é lógico que estou dizendo aqui que é uma coisa que é gostoso que é legal que
é bacana que a mulher pratica o aborto e faz uma festa em casa não comemorará eu tenho absolutamente a certeza de que é sofrido é uma decisão sofrida não é mas isso não significa que A mulher vai sofrer pelo resto da vida barbour aquela culpa por ter matado o filho não é todas as grande maioria das mulheres entrevistados nesta pesquisa afirmaram que se fosse necessário faria novamente estivesse vencendo aquela situação faria novamente então são mitos que a gente vai derrubando exatamente em razão da possibilidade de enfrentar o problema democraticamente livremente no debate na na pesquisa
no estudo a a produção Científica sobre isso é uma forma de bella inclusive ignorância e aí nós não chegamos ao judiciário e nós temos que chegar também essa conscientização na província porque nós juízes por incrível que pareça somos seres humanos né nós não somos deus né acreditamos que sim mas não somos às vezes somos causa certa depressão certa mas mas mas nós temos que ter a consciência de toda é tão desse problema Recente e alguns anos nós fizemos uma pesquisa por exemplo no nó da unicamp lá em em campinas com todos os juízes no brasil
e nós descobrimos que juízes que haviam lido pacto de são josé da costa rica eram apenas 2,7 por cento ou seja mesmo naquela época o juiz não tinham conhecimento da dimensão dos direitos humanos direitos humanos das mulheres muito menos mas isso tem mudado nós temos avançado nisso e nós acreditamos que essa luta das mulheres especialmente Na conquista dos direitos que chegam ao judiciário eo judiciário da resposta demorada é difícil não é mas pode dar essa resposta acabou infelizmente a cheia enriquecedor achei enriquecedores acharam enriquecedor foi enriquecedor muito obrigado a vocês muito obrigado a tomar foi
o último e só tem rapidinho bem rapidinho eu acho que nós não teríamos não vamos discutir tudo isso Ele fica falando aborto descriminalizar o aborto com o esgoto mas eu praticamente dia da minha opinião final disso pelo menos pra sair daqui aliviado a minha opinião na minha opinião aliás não acredita na minha opinião é o melhor campeonato de surf a a minha opinião o seguinte a criminalização do aborto hoje no brasil já é incondicional já viola todos os tratados internacionais em oito anos portanto pra Mim na minha concepção o aborto hoje no brasil já é
atípico não deu escreveu um livro sobre isso aborto constituição se alguém se interessar e e tá lá onde eu defendo essa minha concepção ou seja o a criminalização do aborto aumento é inconstitucional e viola os tratados internacionais os princípios direitos humanos arrasou a agência cada um desses levantamentos mensais