E aí [Música] E aí [Aplausos] em casa E aí de mim E aí de mim as provocações tem que começar com um grito grego lá e me tem que ter um mito grego para fazer provocações 13 anos completos do ar caminhando no incerto e dolatrando a dúvida daqui a pouco em agosto começa o ano 14 e provocações vai em frente pensando muito na Ida e pouco na volta provocações E ai ai ai que eu não vou canções hoje aqui uma curió graça e ela é completamente desconhecida nos Espaços mais sim da cultura da Metrópole Mas
isso não tem importância porque ela e seu trabalho são muito conhecidos e reconhecidos do lado de lá da ponte na periferia Onde mora a grande maioria da população da maior cidade do país e Ela dirige a companhia sansacroma criada dez anos para levar as pessoas a dança moderna EA reflexão sobre o Brasil e as coisas ela é igual Martins galo Martins Oi quem é você de onde você veio e Para onde você vai bem Eu sou é glauciete Martins Gomes mas desde pequena chamada de Gal pela minha família Nascer aqui em São Paulo sempre vive
na periferia de São Paulo Zona Sul Capão Redondo e hoje eu continuo mas com a minha comunidade E continuo pensando forma de democratizar a arte e democratizar a cultura como a dança entrou na sua vida com mais ou menos 19 anos de idade e foi passando de oficina de cursos é dentro da Universidade né da Unesp e e eu pude e eu percebi que essa linguagem não chegava até a mim na minha comunidade à cultura negra é de berço ou foi uma descoberta e não foi uma descoberta Sem dúvida alguma eu tive uma infância muito
obscura nessa questão racial na questão da própria cultura Negra eu não conhecia e como como eu disse eu me reconheci como mulher negra a partir do momento que eu tivesse esse contato com a cultura africana e eu pude Nossa e o universo se abriu eu pude perceber diversas possibilidades e seu tio que há 14 anos Como disse então é infelizmente não veio de berço e eu tento fazer isso com a minha filha agora ele tá Trazer isso para ela como apareceu a companhia sansacroma eu decidi criar a companhia para criar esse universo da dança cênica
porque a gente como repente Como diz na na minha no meu início da dança Enfim nunca tinha não tinha na verdade nenhum tipo de produção de dança cênica E aí eu ministrei uma oficina por um grupo de jovens as listas na sua época e no final desse percurso a gente decidiu continuar com esse trabalho e daí surge a companhia sansacroma fala para nós entendermos mais calmamente O que quer dizer sansacroma não tá croma é o nome de um pássaro de uma lenda africana sul-africana e essa lenda diz que os pais né sul-africanos é cantavam para
sansacroma proteger os seus filhos dos massacres provocados pelo Apartheid então suas akroma vem dessa lembra quantas pessoas são com você nós somos entregue pessoas unindo produção o lindo a coordenação do projeto formação de público e eu na navegação nos em 13 quanto custa manter o grupo a nossa eu posso acessar eu nem tenho muito claro Qual é esse valor ar na verdade o que quanto custa o grupo quem mantém então atualmente a gente tem tido o apoio do programa Municipal de fomento à Dança da cidade de São Paulo nós estamos encerrando na verdade um dos
um projeto depender de apoio público e é começar do zero a cada seis meses você já se acostumou com isso não ela eu acho que é muito difícil né se acostumar porque o Brasil ele ainda é muito carente de políticas públicas e e quando a gente pensa cultura periférica eu acredito que isso Face fica muito então é difícil se acostumar a gente sempre cria expectativa expectativas expectativas e e vários questionamentos realmente sobre as políticas públicas no Brasil plástico da Cultura se você tem alguma proposta concreta de política cultural diferente da que está aí e não
concreta não eu tenho enfim algumas algumas convicções na verdade não são linhas de um coletivo né de artistas que pensa é mais uma questão que eu acho que é de extrema importância e o diálogo Eu sinto que nós ainda estamos engatinhando nessa questão do diálogo entre os artistas e o poder público toca dito que a partir do momento que esse diálogo ele se estabelecer com muita fortaleza e com periodicidade muitas coisas podem mudar nesses processos e em que a existência do grupo depende exclusivamente da Periferia a nossa depende e eu tentei uma palavra de um
poeta que é uma grande referência minha uma frase Na verdade do Solano Trindade que ele diz é preciso pesquisar nas fontes de origem e devolver ao povo em forma de arte e eu eu sinto que eu tenho dever de devolver a minha comunidade tudo o que a própria comunidade me dá porque a minha inspiração como diretora artística como curiosa vem da Periferia então eu não consigo me ver nos grandes produzindo diretamente nos grandes centros da cidade isso é algo bem distante de mim não consigo viver em [Música] E aí o river gosta de Deus aqui
vocês aí a gente fazer um grupo de arte todo mundo junto a turma Ai que vergonha eu acho que foi divertido porque é uma pesquisa e [Música] E aí E aí [Música] E como foi a chegada da dança a periferia é difícil não existe um certo olhar sobre a dança cênica por se tratar de um de uma linguagem extremamente subjetiva de que não faz parte ou não dialoga diretamente com a realidade não aproxima a comunidade e a gente tem percebido durante esses 10 anos de história e de 15 anos para cá Desde quando nós inauguramos
a nossa sede nossos passos no Capão que é subestimar demais a comunidade periférica e achar que dança contemporânea dança cênica não é não dialoga não comunica nada para ele o Que Vocês levam para lá além da dança e eu acho que a gente leva é muita reflexão a gente leva reflexões políticas eu digo sociais enfim a gente já teve bailarino saiu de lá e tá dançando no Bolshoi tá dançando na Alemanha jovens na vida de jovens aprendizes Então acho que a gente está indo por esse caminho de proporcionar aflição da dança cênica e questionamento políticos
porque os nossos trabalhos sempre trazem questões políticas envolvidas quem é o espaço que vocês ocupam no Capão Redondo é um espaço particular é um espaço que foi idealizado pelo Denilson shikako antiga fábrica de criatividade hoje em mim suas akroma e eu tô sentindo agora essa necessidade de levantar voo né Eu sou sacou uma não fique só no Capão mas a gente possa aí para as outras comunidades também então a gente está com foco agora nós podemos abrir uma o fim do ninho no Jardim Ângela coordenada pelo Cláudio Miranda então nós lá vamos criar um novo
espaço cultural no Jardim Nakamura especificamente para disseminar ainda mais e arquitetura do espaço tem a ver com a do bairro não não mais a minha grande é briga eu acho que é uma luta que acho que ela não vai acabar tão cedo é de não fazer com esse espaço se torna um elefante branco elas a comunidade então pra isso a gente criou um projeto de formação de público que é que a gente acredita aqui a relação com a comunidade ela não pode ser apenas a nível nós estamos no palco a comunidade está contemplando Mas tem
uma questão do Diálogo que a gente começou a criar diversos projetos onde a gente vai até a casa das pessoas Então a gente tem um projeto por exemplo que é muito especial que é o Projeto retrato a absorver energia 10 mulheres da região do bairro do capão e cada bailarino pesquisou a história de vida dessa mulher e dançou para ela bem dentro da casa dela então a gente sai um pouco desse naquela que te tura aqui que muitas vezes enxerida mesmo só comunidade Será que isso pertence a mim e para ir para dentro da comunidade
e a gente também tem esse trabalho de levá-los para lá e quebrar essa essa barreira atitudinal né que a gente percebe que existe ainda a periferia já vem sendo muito bem ocupada por um escritores e poetas vocês interagem sim é nossa região a gente tem ali dois grandes movimentos poéticos que a cooperifa e o sarau do Binho é com binho a gente tem uma aproximação um pouco mais forte o Big é um grande parceiro a gente se comunica muito bem outro grande parceiro nosso e a Rosa que que tem sido foi por vezes um inspiração
para os nossos trabalhos Sérgio vaso gente sempre participa por exemplo da mostra cultural da cooperifa porque a gente acredita que é o nosso papel estar com ele nessa nessa iria porque no direito de dizer guerra né que o Sérgio vai uma grande referência para nós para mim cozinhar agora tema de um espetáculo do seu e as vidas de Solano Trindade pago e Paulo Freire grandes contestadores Eles eram conhecidos da comunidade não eles moram nem conhecidos por las mesmos assim é eu tive tinha o contato muito com a obra de Paulo Freire porque sou Educadora também
então é sempre priorizei estudar muito entendeu porque eu não como uma grande referência da educação falando Trindade eu acredito que foi uma das minhas mais deliciosas descobertas como artista porque me identifico muito com a obra dele e apagou para mim foi um foi um desafio foi muito divertido pesquisar Patrícia Galvão Porque mesmo ela tendo toda a a densidade que foi a vida dela toda a questão política toda decepção inclusive com a própria com o próprio mergulho né que ela que ela deu lá é presa política do país enfim eu digo que foi divertido porque é
uma pesquisa que te leva a outras pesquisas assim pesquisar infindável exatamente como na Sua percepção e o debate cultural do bairro tem feito crescer a cabeça das pessoas é qualquer pessoa da comunidade pode participar e é convidada a participar dessas discussões e e eu costumo dizer que se tinha em certos momentos a comunidade se transforma numa plenária popular é enorme né O povo da nossa comunidade ele ele enxerga a o ato a sua própria produção porque esses movimentos que se criam na sua comunidade repito diálogo o diálogo para mim ele é de extrema importância já
lá vão diretamente com eles então é no boteco é no é numa escola em algum motel Não não infelizmente né porque acho que basta pode fazer uma ideia em que eu pensar nisso e E aí [Música] E aí [Música] E aí E aí [Música] eu acho que vou terapia maravilhosa mesmo o físico propriamente dança e hoje é o melhor idade que eu tô dentro dela graças a Deus ter uma evolução muito grande né Antigamente os velhinhos ficava sentado no sofá enchendo o saco das mulheres hoje não vai para rua Vai dançar né nós aí né
eu questiono um pouco a até que. E aí E aí E aí [Aplausos] [Música] e o que a do Imaginário das pessoas da Periferia nas suas performances e é eu acho que já Desligue Nações vou dizer porque é nós estamos exatamente no momento de uma pesquisa estética aqui para a gente está sendo um grande Marco na nossa história que é a dança da indignação que é livremente esse termo é livremente inspirado no Paulo Freire a pedagogia da indignação a onde a gente tem vivenciado os barulhos tem realizado nos a gente tem realizado em laboratórios na
rua junto com a comunidade é identificando essas indignações e transpondo ela por uma nova estética não eu diria uma nova possibilidade que nós nós companhias akroma estamos experimentando Então vai ainda no começo é ousadia demais a gente dizer não é assim mas a gente a gente não sabe onde isso vai dar mas tem sido muito gratificante e é muito difícil porque tem tocado em questões muito Profundas questões individuais assim que são individuais onde as vezes a gente tem que parar a respirar porque nada individual exatamente normal Marquinhos coreógrafa Como está o seu país o meu
país ele tá borbulhando ele tá borbulhando de em diversas maneiras borbulhando essa questão Popular já está no momento né Muito Ipa onde o povo tá indo para rua mas eu questiono um pouco a até que. e o Ir para Rua apenas é atingir exatamente o foco o problema da questão que quando eu falo borbulhando eu falo que eu sinto meu país em Foco pra vocês tem que ir a favor dessa turma que vai para rua não não a masha quem sou eu o que falar de Paulo Freire com outra marcha não eu sou super a
favor da Marcha eu acho ela de extrema é legítima de mais consegui nós estamos na rua junto com eles mas eu digo que eu sinto uma falta de ar mas talvez vem cá para onde para onde vão as coisas eu sinto as coisas acontecendo de uma maneira rápida é grande acontecimentos emergindo aí a nossa sociedade mas eu confesso que eu não sei dizer para onde vou essas coisas assim eu sinto o que estão emergindo muitas coisas mas a dança curou os seus males da alma a não tem dúvida a dança o teatro a arte ainda
continua orando Isto É infindável Então fala um pouco Quais são os seus males da alma 1 quem é e me perceber como como mulher negra foi um processo doloroso e hoje eu tô bem resolvida Mas tem uma questão que eu acho que é um grande mal da minha alma que que é ansiedade só a pessoa de extrema ansiedade e que se eu não estivesse Envolvida com todas as questões culturais sociais enfim políticas eu nem sei onde eu estaria hoje mas você um dia vai perceber que a ansiedade acaba com qualquer carreira Em que momento da
vida você se sente E no momento de maturidade eu sinto 32 anos eu sinto que eu sinto que eu tô no momento de mim construir como mulher mas como mulher integral né mãe como filha como artista como cidadã eu tô me formando mulher você mente sim se você chora muito por quê e por diversos motivos eu choro ao ver o meu meu trabalho eu choro ao ver a minha filha Descobrindo a as possibilidades dela eu choro ao encontrar os amigos eu choro diante da Beleza você fique em um imposto é religiosa sou hoje sou de
uns dois anos para cá me tornei religiosa como é que você gostaria de morrer E aí tô trabalhando no palco talvez essa é uma tragédia mas eu acho que faz parte Será que ele no hospital com aquele negócio Digamos que a já vê Encarnação Como e onde você gostaria de voltar na África Sem dúvida alguma e na África Guiné Me diga uma coisa legal qual foi a maior transgressão que você praticou da vida sem dúvida algumas artística porque para minha família isso jamais é fim era algo que não nunca fui nunca nunca tive incentivo da
minha família e eu acho que eu continuo transgredindo por aí com os meus trabalhos bem vindo na sua direção você atravessar a rua para não ter que cumprimentar eu acho que atualmente Sem dúvida um Marco Feliciano a fala de novo Marcos Feliciano quem maior o mal fez ao mundo os preconceitos a religião ou os bancos G1 o que os bancos porque acho que o mal do mundo hoje é o capitalismo e os bancos eles me concentro né Essa essa coisa toda do Capital o preconceito religião eu acho que não é um mal terrível Pois é
eu acho que o ser humano precisa dessa fuga acho que ele precisa fugir às vezes tristeza sua frase só fui lá o Marquinhos coreografado que pergunta você gostaria que eu tivesse feito mas eu não fiz tu vem nada agora puxar lá na cabeça não acho que eu não tenho gelada que Esperasse que não aconteceu agora tchau É o quê É a vida é a vida para mim é a possibilidade de você evoluir o galgo É o quê É a vida a revolução continua boca usar um abraço aquela coisa falsa desse programa é um abraço ele
fotografa e não sei lá num que lugar em uma não sei que você morreu eu e [Música] e eu não quero muitas ir em poucas palavras eu não quero definições e nem quero sentenças eu quero apenas caminhar caminhar com CD ouvir MC silenciosamente enquanto eu estou atravessando essa vida em tumulto esse alarde essa Insana busca de tudo para o nada que eu preciso ir [Música] E aí [Música] E aí [Música] [Música] E aí [Música]