Olá bom dia a todos como é que estão chegamos nesse módulo de ludoterapia centrada na pessoa autista e não sei exatamente qual se vocês estão no início do curso do Meio ou já no final eh eu acho importante ressaltar algumas coisas porque a minha base é a ludoterapia centrada na criança da Virgin Axline só que com o meu entendimento que eu vou trazer um pouco para vocês sobre a Constituição do autista eu preciso fazer algumas eh alterações que talvez seja um pouco diferente do que outros ludoterapia mais consolidada com crianças e adolescentes e adultos sim
eu utilizo também a ludoterapia com adultos eh autistas vão vão precisar então por Exemplo uma das coisas que que pode de ser um pouco diferente é que o pai e a mãe ou quem a criança quiser ele fica na sala de ludoterapia ele está junto e por que isso qual qual que é o objetivo desse pai e mãe estar junto primeiro eu acho que é o mais eh né num primeiro plano que aparece é é para a criança se sentir segura então uma criança autista um adolescente autista se bem que o adolescente é o que
menos Gosta né mas aí eu falo mais da criança eh ele ele se sente mais confortável com com esse pai com essa mãe com essa pessoa que tá ali e normalmente os pais ficam ali e eles podem participar ou não das brincadeiras do que acontece eh vai depender muito da própria dinâmica da criança né eu não direciono nada mas a depender dessa dinâmica da criança o os pais podem participar ou não já tive casos quando eram bebês por exemplo Que até a babá veio então veio a mãe veio a babá e eu faço isso e
e E aí a gente vai falar da segunda camada o que que tem na segunda camada porque eu preciso que esses pais e no caso esses cuidadores né vou colocar cuidadores como a babá por exemplo percebam que um essa criança brinca dois essa criança brinca de um jeito diferente três o ideal é não consertar nenhuma brincadeira eu não conserto brincadeiras A gente vai fal falar um pouquinho mais sobre isso e três como entrar nessa brincadeira tão diferente das crianças e quais são os pontos que os pais têm que observar a partir de um projeto terapêutico
que eu tô ali pensando [Música] eh como que esses pais podem auxiliar no dia a dia né quais são pontos que ele tem que olhar então muito a gente vai falar dessa triangulação né Do olhar e boca né dessa expressividade facial para ao longo da semana né não que ele vá ser um coterapeuta mas que ele se atente a alguns detalhes que vão facilitar muito essa compreensão da expressividade do outro e a a sintonia eu preciso criar um ritmo uma sintonia e a gente vai aprender um pouco ao longo do dia de hoje o que
que isso significa então tem essa primeira camada da criança se sentir segura e tem a segunda camada que É para os pais aprenderem sobre essa criança e verem que sim ela tem toda a possibilidade de brincar mas um outro tipo de brincar quando que esses pais saem da sala quando a criança diz eu não quero você aqui né Aí é o momento que esses pais saem da sala eh então por exemplo com adolescente Normalmente eles já entram sozinhos porque eles não querem mesmo né os pais estão essa daqui é a minha sala Ela não tem
anala né não tem sala de espera então ou eu pego os pais lá embaixo pego a criança lá embaixo e subo com eles e aí eu enviei um pouco do vídeo para vocês eh pedir paraa Sara enviar no grupo que a gente vai falar tem uma questão aí des espacial eh do meu consultório que chama atenção dos autistas e por isso que eu gravei então ou eu desço e pego lá ou eles sobem aí o pai A chega aqui e disz assim cadê a anala né Onde tá a sala de espera E eu disse olha
não tem né você pode entrar se o a criança quiser ou não E aí normalmente o pai pergunta você quer que eu fique aqui a criança o adolescente fica sim ou não eh não faço isso só com autistas tá eh eu faço isso com qualquer criança então só para vocês terem uma ideia crianças que são crianças típicas né quando eu falo crianças típicas é um desenvolvimento comum e Mas elas tinham dificuldade de separação ou eram pais Que trabalhavam muito né Para né mãe solo por exemplo que trabalhava muito para conseguir sustentar a criança e olha
que interessante a criança eh nesse caso né não era autista mas ela ela tinha o quê 88 anos quando começou ela quis que a mãe entrasse e ela utilizava esse espaço para brincar com a mãe uhum para brincar com a mãe então foram alguns meses aí vários meses Acho que uns 8 9 meses que ela eh utilizava esse espaço para brincar Com a mãe era o espaço que ela tinha e eu era ali quase uma coadjuvante né ficava ela e a mãe e eu tentava mediar essa essa brincadeira ã e dando alguns toques pra mãe
né então a criança não podia experimentar absolutamente nada que a mãe já ia lá e ensinava como fazer e E aí eu né fui conversando com a mãe olha deixa ela experimentar o certo e errado e aí teve um momento que a gente estava brincando com Eh com com aquele vai e vem não sei se vocês conhecem sabe um Ah tá aqui pendurado aqui esse vai e vem esse aqui ó tá porque fica um na pon e outro na ponta ele é muito fácil de embolar muito fácil e e tava embolado e e e e
o natural da mãe por exemplo era ir lá e tentar resolver paraa filha sempre era isso e então ã eu fui falando né pra mãe calma deixa nesse nesse dia específico Eu já tinha feito uma conversa com a mãe dizer assim calma deixa ela resolver a gente vai dar o suporte porque ela vai se frustrar muito e foi que que aconteceu né então ficou assim meio que um triângulo ali e ela assim muito brava querendo e a mãe e eu assim só né dando suporte pra mãe ela vai conseguir E aí eu fazia as intervenções
com a filha Nossa tá muito difícil né Vamos tentar por aqui olha só como é que tá como então eu fui fazendo Essa mediação com a mãe pra mãe se segurar e não resolver pra criança e também Ah pra criança E aí ela resolveu E aí quando ela resolveu foi realmente uma virada de chave porque ela se sentiu muito capaz muito capaz e e às vezes então gente são coisas muito simples né que a gente pode ir pensando então eu hoje eu atuo Dessa forma não é uma forma que tá escrita escrita em livros não
é uma forma que eu vi alguém recomendar muito pelo contrário né é como a gente Ouvir que a criança entra sozinha e que a gente tenta ao máximo ficar sozinha com a criança e eu já falo para vocês olha isso para mim hoje não faz muito sentido dentro da nossa contemporaneidade né porque a o momento do da ludoterapia ele também pode servir hoje para esse momento dessa criança estar com os pais e a e saber ambos brincarem e ali eu Vejo a dinâmica eu posso ajudar em algumas coisas e isso pode eh frutificar para vários
outros espaços em que esses pais e essas crianças e esses filhos estão juntos então é por causa desse H desse desse conhecimento sobre o autismo eu peguei isso e acabei expandindo para Tod a minha clínica tá eh às vezes quando vem os avós eles não querem entrar né então quando vem o avô deixar e tá tudo certo é é livre né esse esse Quem entra e quem sai quando entra E quando sai também é livre sendo que quem tá comandando ali é a criança né Eu quero que você fique eu quero que você saia eh
esse é um ponto então ludoterapia para mim hoje é um uma forma de facilitar algum desenvolvimento normalmente a gente pensa em ludoterapia para o desenvolvimento emocional que é o que é falado aí em todas as ã os os livros os artigos né ou seja o Quanto que essa criança tem de auton iia o quanto que ela tem de liberdade o quanto que ela tem de conhecimento de si e e e e dessas emoções né dela conhecer ess essas emoções então é um desenvolvimento muito que a gente pode dizer um desenvolvimento aí de personalidade né e
de como que eu vou lidando com as coisas da vida que vão acontecendo de novo por causa do autismo a minha ludoterapia hoje ela não Visa só isso isso é apenas uma camada a outra Camada que também a gente vai falar aqui para vocês é referente a uma constituição da estrutura psíquica uma constituição que ela é tão base que normalmente deveria se a gente for pensar no desenvolvimento tranquilo né comum sem nenhuma intercorrência nesse primeiro segundo ano de vida em que isso foi repetido tantas e tantas vezes que isso acaba se tornando Automático implícito Ou
seja a gente não precisa pensar sobre E aí eu vou dar um exemplo bem básico que é uma criança tentando de por volta de um ano tentando organizar o corpo ela para andar para sentar então ela vai fazendo vários cálculos de profundidade de distância desse sentar esse corpo que são cálculos que envolvem o espaço que envolve o tempo só que isso a gente não se dá conta né de tão estrutural que é da Pessoa humana mas eu vou precisar olhar para isso quando eu tô falando de crianças autistas porque esse desenvolvimento se tudo corre bem
o que que esse tudo corre bem eh a criança consegue aprender sem necessariamente que eu eh enquanto adulto cuidador eu tenha um olhar especial para isso eu ensine entre aspas ela fazer ela vai aprendendo a partir da tentativa e er e olhando e compreendendo o significado de Outras pessoas isso costuma não acontecer em crianças autistas e eu preciso dar fazer uma plataforma mais explícita para que esse desenvolvimento aconteça então quando eu penso em ludoterapia hoje e isso já tá tão arraigada em mim que eu penso para todas as crianças e adolescentes não só autista eu
penso nesses dois níveis esse nível né mais estrutural que eu tô chamando aqui de uma estrutura psíquica e esse Nível aqui mais pessoal que tem a ver com essa pessoalidade da criança então eu trabalho numa questão universal de desenvolvimento humano a partir de alguns parâmetros que a gente vai falar hoje e do desenvolvimento da pessoalidade então eu trabalho hoje essas duas questões e São coisas que de novo eu eu fui construindo a partir do conhecimento que eu fui adquirindo de como uma pessoa autista vai se formando de como que ela vai se estruturando Enquanto pessoa
tudo bem até aqui como que chega né isso para vocês eu eu falo isso no início porque pode causar algumas coisas que eu falar e vocês podem me questionar podem ser um pouco diferente de outros professores que Vocês ouviram ou ouvirão aqui h né nesse curso de especialização E se qualquer coisa que eu falar seja muito diferente do que vocês ouvirem Podem perguntar gisel por que que você faz isso porque eu aprendi daquela outra forma e tal e aí eu vou explicar para vocês porque também não são vozes na minha cabeça né é baseado em
muito estudo em muita observação em pesquisa eh sobre isso OK tá bom alissandra quando der para abrir a câmera eu gostaria de conhecer um pouco vocês Bom dito esse preâmbulo eu enviei nessa semana alguns vídeos que eu pedi Para paraa Márcia enviar para vocês que um vídeo né Falando sobre as minhas referências eu acho que é importante vocês saberem eh e é importante não só vocês saberem sobre mim mas todas as vezes a gente tá num num num curso de formação então é sempre importante eu acho pelo menos do meu ponto de vista você conhecer
a a base a fundamentação que aquela pessoa aquele Professor tá falando para você de onde Que ele tá falando para você entender que sempre é um recorte nunca é verdade absoluta mas é um recorte que aquele professor faz daquele determinado assunto né então como eu falei para vocês eu comecei na ludoterapia centrada né que nem era esse nome na época de 1947 com dibs em busca de si mesmo eh e aos poucos eu fui sentindo necessidade de entender a coisa mais a fundo e aí eu fui paraa fenomenologia que eu queria escavar mesmo né a
gente Diz em fenomenologia eu queria escavar essa estrutura que fez muito sentido dentro do do eh da minha caminhada aí no autismo Mas sempre é importante que vocês saberem que ninguém tem essa verdade absoluta e que vocês podem discordar e que vocês podem sempre verificar com vocês Opa isso faz sentido isso não faz fica com o que faz sentido joga fora o que não faz e construam né a forma de vocês pensarem eh E o outro vídeo que eu pedi para ela passar para vocês foi sobre uma introdução sobre o autismo eu não vou falar
sobre uma introdução sobre o autismo que é autismo como o autismo é visto hoje eh porque eu já tô partindo aí do princípio que vocês podem adquirir esse tipo de informação em qualquer lugar eh e tem esse vídeo que é uma aula minha de um curso maior que eu peguei essa aula e dei para vocês como bônus para vocês entenderem as diversas visões Sobre o que o mundo enxerga hoje como autismo e que não a gente nunca vai ser unânime né Eh mas é importante que vocês saibam então eu vou falar de um ponto de
vista que para mim faz sentido que é o da neurodiversidade esse termo da neurodiversidade significa que a criança né esse bebê ele chega no mundo com uma outra né um ou uma uma estruturação biológica Diferente do que seria uma criança comum né ele chega com alguns detalhes a gente vai falar isso né começando aí de alguns pontos diferente e esse diferente quando chega no nosso mundo e os pais não sabem os cuidadores não sabem a gente tenta facilitar de um jeito como se fosse uma uma criança comum um bebê comum e na maioria das vezes
isso não vai dar certo né E aí que começam as várias questões das dificuldades então eh eu entendo o autismo como uma diversidade humana em Que a nossa função é um compreender como que se dá esse desenvolvimento essa estruturação psíquica que essa é a primeira parte da aula e dois a partir desse conhecimento como que eu vou pensar em possibilidades terapêuticas para para ajudar essa pessoa a se desenvolver se desenvolver nesses dois pontos que eu falei para vocês aqui tanto o Desenvolvimento dessa estrutura Universal psíquica que é de todos nós quanto dessa pessoalidade então nesses
dois níveis que a gente chama Universal e pessoal tá eh Então vamos lá deixa Acho que era isso que eu queria comentar com vocês então para vocês terem uma ideia do que chega hoje na minha clínica eu vou trazer aqui alguns eh recortes né algumas vinhetas clínicas de Eh o que que chega na minha clínica só sobre o autismo tá porque eu atendo qualquer pessoa não atendo só autistas mas o que que chega na minha clínica chega uma criança pequena por volta ali de 2 3 anos que os pais começam a identificar de uma forma
mais clara porque os pais já vinham identificando mas de uma forma mais clara que tem algo que é diferente nesse desenvolvimento normalmente é um período que a criança já está na escola ou Chegou na escola e a escola aponta olha ele tá diferente das outras crianças Esse é o João João vai ser um estudo de caso que ele vai nos acompanhar ao longo do dia de hoje então eu vou trazer para vocês dois recortes de entendimento e de possibilidade terapêutica um Longitude ou seja um processo terapêutico de ludoterapia de alguns anos e dois recortes transversais
né de intervenções que foram feitas numa sessão ou em duas três sessões mas não é Então eu quis trazer para vocês esses dois tipos de caso longitudinal que vai ser o João e transversal que vai ser alguns que eu vou trazer aqui para vocês ou por exemplo um outro caso que tem chegado aqui olha Gisela meu filho eh tem 7 anos ele começou agora no ensino fundamental um né Na antiga alfabetização e ã ele eu já sei que ele é autista ele já recebeu o diagnóstico de autismo Já tem alguns anos ele já é atendido
mas eu queria que você fizesse Uma avaliação psicológica do desenvolvimento dele o que ele já adquiriu e o que eu preciso focar para adquirir por quê Porque ele está tendo muita dificuldade de ir para a escola nesse momento da vida outro o Carlos né uma criança aí eh de quase 2 anos em que apresentava alguns comportamentos com considerado estranho pelos pais eh como uma agressividade uma falta de empatia uma preocupação de meu Deus do Céu será que essa criança eh tem um que de psicopata ã sendo que um dos Pais tinha sido diagnosticado recentemente com
o autismo e eles estavam com essa preocupação e eles também me pediram uma avaliação psicológica e hã como que a gente poderia conduzir isso o Pedro já é uma criança de 13 anos ã que tava início da puberdade eh entrando no ensino fundamental do e que também já tinha sido diagnosticado Desde a infância vinha acompanhamento eh multidisciplinar desde eh eh um ano e pouquinho e a família queria então uma avaliação desse desenvolvimento para entender de novo o que ele já tinha conseguido e o que era preciso focar para ele conseguir mais a Elisa uma adolescente
de 14 anos que vinha apresentando várias questões comportamentais que se intensificaram quando a família Teve que mudar de país quando no ano anterior a mãe confiava Que ela era autista mas não tinha diagnóstico o pai tinha sido diagnosticado como autista alguns anos antes e durante uma crise muito intensa a Opa troquei aqui a Elisa pediu a mãe para um suporte psicológico ela pediu pra mãe a Luciana Já era um adolescente de 13 anos que tinha sido diagnosticado também alguns anos antes a eh num com autismo mas ela tinha sido diagnosticada assim olha ela quase não
é ela é muito difícil eh você Conseguir diagnosticar é muito Sutil a psicóloga na época falou ela então nunca precisou de um acompanhamento a mãe me relata que ela sempre foi muito bem na escola em casa com a família nuclear com a família expandida porém tinha uns TRS meses ali que ela começou um processo de autolesão e muita recusa em se alimentar ela era alimentada eh pela cuidadora dela que era uma babá ela com 13 anos tinha uma babá que dava para ela na boca coisas mais Pastosas O Gabriel é um adulto de 24 anos
diagnosticado desde a primeira infância em que começou a receber diversos tratamentos multidis ários voltados para a relação o Gabriel nunca trabalhou com o comportamento nesse período da sua vida a sua família Gostaria de continuar dando suporte psicológico mas eh o que ele vinha utilizando até então não chegavam nele nessa fase adulta então esses são os [Música] ah digamos assim o perfil a aí dessas pessoas que chegam para mim como que que vocês percebem nesse perfil o que que que que chamou atenção para vocês dessa multiplicidade aí de demandas que chegam né na clínica por exemplo
de pessoas autistas se vocês torem perceber a gente tem alguns blocos bloco Um os pais não têm diagnóstico mas percebem que tem alguma coisa diferente e querem um psicodiagnóstico dois os pais já sabem que a criança ou adolescente é autista Mas eles estão enfrentando já tem acompanhamento Mas eles estão enfrentando algum desafio muito grande que tem a ver com transições entrada no ensino fundamental um entrada no ensino fundamental dois mudanças de escola mudanças de Cidade de país de estado e três adultos autistas eh que precisam de um nível de suporte maior em que foram diagnosticados
na infância e não tem não encontram profissionais que possam continuar o acompanhamento para ele perceberam são são esses três blocos eh e são pedidos que envolvem avaliação psicológica e Psicoterapia infantil né infantil infant juvenil né E aí eu chamo de ludoterapia por isso que eu coloco ludoterapia não da Criança e do Adolescente mas da pessoa autista porque eu posso utilizar a ludoterapia não a não é a idade que vai determinar se eu utilizo a a ludoterapia ou não é necessidade da pessoa tá então Eh eu trabalho com essa forma é esse público que hoje chega
para mim gela a maioria dos casos que você trouxe eles escolhem também eh a ludoterapia no sentido assim de de ser uma coisa mais dinâmica então jogar eh conversar através dos jogos ou não isso demora porque as experiências que eu tenho com adultos eh que foram diagnosticados com autismo eu não sei se É é até uma a gente até conversou sobre isso nas nossas últimas sessões ele fala assim para mim assim não mas eu já superei isso quando eu falo sobre Ah você quer jogar você quer fazer alguma outra coisa aí ele fala assim não
a outra psicóloga ela fazia muitas perguntas eu gosto de responder muitas perguntas e aí essa coisa do jogada a ludoterapia que assim que eu aprendi que eu conheço ele ele não gosta ele não não quer entrar nesse caminho sabe E aí eu Vou indo com ele no que ele traz Eu acho que eu já comprei tanta dessas caixinhas assim ó sabe que tem um tanto de pergunta porque ele falou assim compra Quantos você quiser a gente vai usar a todas ele tem 28 anos e aí eu vou indo mas sabe quando eu eu sei que
as expectativas são m tá mas aquela coisa que parece que a terapia ela tá faltando uma coisa eu sinto que tá faltando mais dele ali eu me sinto mais uma detetive Eu sinto que o meu papel fica meio Confuso sabe não sei te explicar se tá fazendo sentido sim tá É é uma solicitação muito dos adultos autistas né pergunta que eu respondo eh eu eu eu Sara eh esse caminho não vai levar a lugar nenhum é a minha experiência Eu já tentei isso também bem no início mas ele não leva a lugar nenhum porque a
pessoa qual qual que é a ideia então ah o que o que que a pessoa precisa Realmente vivenciar numa sala de ludo é aprender a trocar e troca é vai daqui vem de lá não é pergunta responde pergunta responde pergunta responde porque isso é o que a pessoa já vivencia eh na no dia a dia e é por isso que essa pessoa tem dificuldade né Agora dentro desse contexto que você traz a pessoa já está habituada a isso obviamente se você disser para ele olha então agora a partir de agora eu não vamos fazer isso
ele vai ter um choque muito grande e não vai conseguir qual que poderia ser um caminho existem vários caminhos gente são possibilidades terapêuticas o que me vem agora na cabeça vamos dizer que você pergunta uma coisa e ele responde aí eu pego a resposta Dele e tento aprofundar me dá um exemplo se você lembrar de alguma coisa que você perguntou ele responde então isso daqui Foi começo das terapias que eu tive com ele eu tô com ele há um ano já E aí eu fui sentindo essa necessidade de criar um vínculo porque eu não tava
sentindo tava criando um vínculo com ele e aí deu um um um start na nossa relação e na forma como ele se abriu mais comigo foi o dia que o irmão dele adotou uma cachorrinha E aí ele começou sabe quando Antes ele chegava na sessão ele não falava nada ele se sentava E aí ele olhava para mim e eu falava você tá esperando que eu pega a caixinha pra gente começar ele sim aí hoje né Depois do quê acho que de outubro para cá ele chega e já vai me contando tudo da cachorra ele ele
nem quer mais a caixinha ele chega e vai só que chega um momento que ele não eh como que eu posso falar ele fica assim ah não sei mais o que falar aí eu Pergunto o que que você quer fazer aí ele olha pras caixinhas aí o que eu falo é parece que quando você não sabe o que falar você vai para aquilo que você conhece que é as caixinhas aí ele falou assim Ah vamos e começa a rir e aí eu eu tento assim por exemplo assim ah vou dar um exemplo aqui é essa
aqui da da infância aí eu pego a caixinha a aí a pergunta é você tinha algum esconderijo ou um lugar secreto quando era criança e aí ele chega e fala assim ah eu não Lembro muito da minha infância aí eu fal assim você lembra da sua adolescência Você lembra do quê E aí ele fala dos comediantes que ele gosta então assim a gente vai se aprofundando tem essas perguntas que é um caminho para ele e aí eu vou tentando me aprofundar cada vez mais e aí El ele compartilha vídeos de comediantes e tudo só que
eu sempre me senti como se tivesse fazendo uma coisa esquisita com essas caixinhas mas eu acho que não é sobre mim né é o caminho Que ele quer ele também né que que facilita para ele né Eu não sei P Uhum é eu eu como que eu aprofundo eh e aí se a gente tá falando de um adulto autista a gente foi habituado a pensar em aprofundar em fazer intervenções apenas com a voz via oral e aí se eu tô pensando no autista eu preciso oferecer outras vias para ele eh se Aprofundar na própria experiência
então vamos supor que ele te mostre sei lá alguma coisa né Fale eh de alguma coisa relativo a eh ah eu não lembro nada da infância eu lembro sei lá né comecei a assistir um episódio E aí fala o que que te lembra sei lá né Qual que é o que que você se lembra e tudo e aí você pega aquilo que ele trouxe e dá uma intensificada ou seja Ah entendi olha só o que esse cara fez olha vê se é isso mesmo e aí você Utiliza o seu corpo você utiliza sua voz você
utiliza a sua expressividade para fazer empaticamente aquilo que ele trouxe com isso eu vejo na minha clínica que a pessoa ao ver essa dramatização vamos dizer assim né não é exatamente uma dramatização mas essa intensificação aí ã ela ajuda a se aprofundar porque você tá indo ao encontro de uma outro nível de camada Daquilo que ela tá falando porque ele vai falar de algo assim pá oral Ah eu lembro disso você fala Ah tá então olha só olha o que veio na minha cabeça quando você falou isso era como se você tivesse assim assado então
você vai fazendo que ele vai dizer não não foi assim não foi assim ou seja ele vai te ajudando a entrar em contato com a própria experiência se você fica só no oral só em pergunta e resposta é essa sensação Que você não tá chegando a lugar nenhum porque não tá chegando em lugar nenhum mesmo entendeu porque esse é o habitual né Eh então eu faço dessa forma e ajudo a a se aprofundar mais Às vezes a pessoa fala e diz Nossa me veio né uma imagem você assim tal não foi assim mesmo não não
foi exatamente assim foi assado mas eu utilizo muito não fico só na voz a voz é uma Informação eu preciso de outras coisas principalmente que ele veja o meu corpo que ele veja o ritmo que ele entra em contato entendeu Não sei eu entendi que é presencial né isso isso isso isso ajuda também isso ajuda também essa essa intensificação em casos que a criança Ela tem uma uma crise de raiva porque ela perdeu num jogo e ela ela você vê é porque a mãe gravou né e me mostrou você vê que ela ficou extremamente desregulada
Aquele aquele jogo da brincadeira da cadeira que as crianças T que sentar na cadeira e que fica por útimo então aí foi indo foi indo foi indo ele foi foi se desregulando assim ele foi foi ficando assim desesperado meu Deus eu não sou cristão que eu tô perdendo tô acando que eu tô perdendo e ele ficou muito estressado ele ficou muito estressado eh ele foi embora da brincadeira T estressado Mas enfim o que eu quero dizer eh a mãe me traz eh que Aí ela não queria que ele ficasse desse jeito quando ele perdesse nem
nada e na sessão comigo ele F toda vez que a gente vê eu tenho um emocionário não sei se vocês sabe do emocionário que é um que tem todas as emoções aí tem as figurinhas da raiva e tudo e aí nesse dia ele pegou o emocionário e mostrou a raiva só que assim eh quando eu fui trabalhando com ele ele só repetia assim ah mas eu não vou mais ficar com raiva a raiva é errado eu não Quero mais sentir a raiva eu não vou mais sentir raiva e aí a sensação que eu tive foi
que ele não conseguia eh entender o que tava acontecendo ali E aí eu me senti nessa falta sabe Será que se eu intensificar Talvez ele vai conseguir entender melhor porque para mim parece que ele só foi repetindo um discurso sim que a mãe falou para ele que não ele não pode ficar assim ele não pode sentir raiva e aí eu fiquei com esse receio de porque ele já tende isso já tô com ele Há dois anos ele todos os assuntos que tem emoções ele vai evitando ele tem se ele tem seis aninhos el fazer sete
ele não quer ele não quer saber de nada disso é sempre que a gente fala ele mostra alguma frustração no jogo e eu pontuo isso para ele ele fala não vamos brincar de outra coisa então assim ele não ele não quer el falar sobre emoção nem nada então eu fico com essa coisa da intensificação Será que se eu intensificar ele vai conseguir entender Melhor eu tá vou falar de mim eu não gosto de cartas porque eu acho que isso fica não chega onde eu quero que chegue que é no corpo eu preciso que essa criança
ou esse adulto ou essa pessoa ela senta no corpo aquilo e que eu possa significar e eu vou dizer ao longo da aula hoje porque que eu preciso que ela senta no corpo então especificamente Mas você usa a carta e você gosta tá tudo certo Eh então o que que a gente poderia implementar né se for o caso para facilitar Então quando você mostra o emocionário e ele aponta raiva aí você poderia qu dizer assim nossa raiva me fala como que é sua raiva será que aquele vulcão que vai subir explode o aquela raiva então
você tem que ajudá-lo a voltar pro corpo você pode até usar as cartas mas esse corpo tem que est presente senão eu vou ficar só num discurso Cognitivo que discurso cognitivo não vai ajudar tá a gente precisa entrar nesse corpo para fazer isso E aí nesse momento eh né você se levanta e você gesticula e você né Pode mostrar como se fosse eh uma uma eh um vulcão ou então você né tenta se conter a eu tô tentando conter eu tô tentando conter como se fosse um terremoto de e tudo cai não sei né E
aí você fala como que essa sua raiva vamos lá e aí vocês podem começar essa troca né usando esse corpo volta pro corpo eh Para que ele consiga descrever como que é essa raiva ele precisa entender Por que que isso é importante a gente tem que entender tudo porquê por que que isso é importante porque ele precisa identificar no corpo quando essa raiva começar a surgir o que ele vai fazer com isso eu não sei vocês mas cognitivamente a gente não consegue lidar com a emoção a gente lida com a emoção quando A gente sente
ela no corpo percebe e começa uma interação com esse corpo para lidar com essa raiva ou com outras emoções né Eh então eu não faço perguntas assim Ah então você tá se sentindo assim né que é o mais habitual que a gente aprende dentro da abordagem mas eu utilizo muito mais essa expressão do corpo fazendo fazendo ó o que que eu entendi disso que você me falou E aí eu eu demonstro é isso Ó aí e aí não importa muito se a pessoa Disser é isso ótimo se ela disser não não é isso não é
que você tá errado mas toda vez que a gente fala não é isso a gente vai tentar mostrar o que é então você tá sempre no caminho certo nesse sentido entendeu né então por que que eu não gosto de cartas porque a carta não me permite muito se eu ficar só nas cartas eh e pro que é importante que é o corpo né Eu fico num discurso muito intelectualizado eu vou paraa Intelectualização e a gente já sabe tem várias pesquisas que indicam que isso é uma rua sem saída Como já dizia o Jan Jen né
ainda que tenham abordagens que vão por esse lado eh mas não creio que realmente sejam efetivas Ok então vamos continuar aqui então Eh com certeza vocês já viram Sobre essa Constituição da personalidade mas eu gostaria de contar a partir né da forma como eu vejo pra gente ir linkando algumas coisas tá então eu gostaria que vocês pensassem numa semente e aí eu coloquei uma seente uma semente aqui no num copo de vidro pra gente tentar ver normalmente o que não é visto ou seja tá ali a semente muita das vezes a gente pode pensar que
essa semente Ela ela não tá indo para lugar nenhum eu tô a and ela eu coloquei tô dando o sol que ela precisa tô dando água que ela precisa mas eu não vejo ela crescendo Mas ela está crescendo ela está crescendo para baixo ela está fundamentando as suas raízes ou seja ela está se estruturando ela tá criando uma estrutura para baixo para que quando essa estrutura tiver minimamente embaixo começa a aparecer um brotinho então quando começa a aparecer um Brotinho aqui com as primeiras folhas eu já sei que embaixo que eu não tô vendo que
tá embaixo da terra eh tá tá sendo criado alguma coisa e a gente pode pensar utilizando essa metáfora da semente da árvore também para o desenvolvimento a gente pode pensar então que uma criança né um bebê que chega um Neonato que chega ele precisa de um bom terreno para que se desenvolva essa estrutura essas raízes e Que bom terreno é esse é aquele cuidador que é satisfatório não é que seja perfeito né o Nossa o inicot já falava isso né É apenas uma mãe suficientemente boa não é para ser a perfeição porque ninguém dá conta
mas que possa em momentos Chaves dar aquele suporte que essa criança precisa Então como uma planta né Precisa de sol chuva e terreno Rico para atingir esse crescimento básico axline já falava isso pra gente lá no livro ludoterapia e a dinâmica Interior da criança que o indivíduo também vai precisar dessa mesma coisa Lembrando que que nem toda semente vai precisar da mesma quantidade de sol da mesma quantidade de chuva e do mesmo tipo de terreno vão ter sementes vão ter plantas assim como indivíduos que uns vão precisar de mais sol outros vão precisar de sombra
Uns vão precisar de chuva o dia todo outros uma vez por semana isso assim como a gente tem esse cuidado com a planta de verificar o que Ela necessita a gente também precisa desenvolver o nosso olhar para o que a criança necessita e oferecer para ela a quantidade de sol a quantidade de chuva a quantidade de terreno Rico para que esse esse indivíduo eh se desenvolva Gisela O que que é esse sol o que que é essa chuva o que que é esse terreno muit das vezes é a segurança é esse suporte é esse Contorno
né Por exemplo no caso que a Sara trouxe né essa criança que não quer Nem tocar na sobre a emoção Mas você tá vendo ali que tem um monte de coisa acontecendo Então eu vou facilitar para ela essa através do meu corpo tentando mostrar através do meu corpo o que talvez eu ela esteja sentio internamente eu vou fazer isso através da compreensão empática então um ponto principal é que todo o nosso desenvolvimento humano ele é pautado pelas Experiências eu preciso experimentar e experimentar não só uma vez mas muitas vezes para poder aprender e o que
é o aprender eh eu já repeti aquilo tantas e tantas vezes que hã aquilo Já se tornou implícito e Como já dizia desde o início lá do Rogers e a terapia eh centrada no cliente a experiência vai determinar a realidade para a criança e o que é essa experiência olhem essa foto Eu tenho provavelmente eh são gêmeos né dois bebês aqui se vocês forem ver quase na mesma posição eles estão num colo que tá em cima de uma manta só que um bebê tá tranquilamente ó tranquilamente acomodado largado ou seja largado no sentido eu confio
nisso daqui tá muito bom e esse outro que tá tendo uma outra experiência uma experiência que ele tá chorando e é um choro Olha esse essa Face aqui é um choro muito sentido então Parece ter algum desconforto então vejam pode ser o mesmo contexto mas experiências diferentes e essa experiência que esse bebê vive vai determinar para ele o que é a realidade Lembrando que o nosso organismo como um todo ele sempre vai tá numa busca daquilo que meu organismo entende que o valoriza e num afastamento numa recusa daquilo que meu organismo entende que não é
bom E todo a nossa estrutura psíquica todo o nosso emocional vai estar ligado diretamente a essas experiências corporais que vai essas experiências corporais tem a ver com o tato com a visão com o olfato com o paladar com o cheiro com o movimento com o equilíbrio tudo isso são experiências corporais em que ao validar isso é bom ou agradável eu busco ao validar Isso não é bom é desagradável Eu Me Afasto Tá então eu vou ter sempre esse sistema de avaliação Então eu tenho esse sistema de avaliação que a gente entende dentro da abordagem centrada
com como um sistema inato de controle que ele vai est sempre em eh conversa com esse sistema inato de motivação ou como vocês devem conhecer de eh Autorrealização só que isso só vai acontecer se eu tiver minimamente me sentindo seguro se esse meu organismo tá se sentindo seguro eu tendo para uma busca de um crescimento eu gostaria muito que vocês lessem um capítulo né tá aqui todos os meus slides vocês vão receber aqui embaixo estão aser de onde que eu tirei e eu gosto muito do Capítulo do abram Maslow sobre defesa e crescimento que ele
vai falar muito disso e isso é importantíssimo quando a gente pensa em Desenvolvimento Infantil ainda mais em desenvolvimento atípico sobre o quanto que eu vou precisar de segurança para eu conseguir experimentar e a gente já aprendeu né que para eu crescer eu preciso experimentar acho que alguém colocou alguma coisa aqui no chat Eh alissandra colocou eles costumam ser bastante metódicos Quem não entendi a isso foi na hora que a senhora tava falando sobre eh a a conversa né que é uma pergunta ele responde uma pergunta ele responde aí geralmente eh costumam querer mais essa eh
essa situação né de se sentir mais seguro a pergunta e responde pergunta porque é uma eles são mais metódicos nesse sentido de de necessitar dessa Organização né Uhum Olha a gente pode pensar por aí mas a gente pode pensar e vai ser sempre o meu convite para vocês a partir de desenvolvimento humano Então isso que eu acabei de falar né segurança e experimentação desse novo então Eh quanto mais a gente se sente seguro mas a gente tem uma possibilidade maior de querer experimentar isso novo quanto menos a gente se sente seguro menos a gente se
Fecha e quando eu falo seguro no caso do autismo eu não tô falando só insegurança emocional não eu tô falando de segurança física de conforto físico né que a gente vai entender um pouquinho melhor então quanto mais esse meu organismo como um todo se sente seguro física e emocionalmente mais eu tenho uma chance de me abrir ao novo ou seja se eu tô sempre querendo repetir aquilo já fica a Sinalização que a pessoa tá se sentindo bem segura né não é só por um querer querer repetir querer a mesma coisa tem um sentido e eu
sempre vou pedir para vocês olharem para esse sentido porque Vai facilitar em vocês fazerem uma análise maior eu vou pedir para vocês apenas observarem esse vídeo que são de gêmeos eh de eu acho que tem 3S meses 2is 3 meses e observem a troca observe a Comunicação observem como que é a experiência deles observando o corpo tá bom p me contem o que que vocês conseguiram observar como que vocês me descrevem pensando em observação Clínica mesmo estavam as mãos como que tava esse corpo Tron como que tava os olhos como que tava essa troca eu
achei interessante o os olhos Assim como que ele vai acompanhando né tanto ela quanto ele vai acompanhando a outro né os movimentos aí algum movimento fazia um sorrir o outro também sorria iam iam percebendo isso né Uhum é como se fosse uma conversa né quando um Sorria e o outro parava e ficava observando aí quando o outro tava se mexendo se movimentando aí o outro parava e ficava observando né um ritmo Né é uma uma troca mesmo né Uhum é uma troca eu não sei se eu se eu assim se eu vi Exatamente isso mas
acho que as mãozinhas se tocaram não se tocaram mãozinha uhum acho que as mãozinhas colocaram várias vezes colocar vou colocar mais um pouquinho só para vocês seguirem essa observação E aí perceberam agora voltem para vocês e percebam como que vocês sentem olhando Essa cena como que vocês estão agora ao olhar essa cena como que tá esse corpo de vocês tá expandido olha só tem gente que tá rindo né como como que vocês estão meu coração tá quentinho uhum mas tem um esforço parece que tem um esforço corporal ali que ele ainda não consegue movimentar o
corpo eles queriam n sensação que daqu eles queriam virar assim para para ter mais e não consegue Né porque dois meses ainda vai vai ter chão aí para conseguir movimentar esse corpo ele segurando a blusinha dela né Tem hora que você vê até a força que ele segurando a blusinha dela uhum uhum vou colocar um um um outro vídeo para pra gente conseguir eh ir implementando aí a nossa visão observem né como a gente viu outro também são gêmeos toquem nas crianças Não se preocupem com o inglês mesmo Was your brother he's funny he's a
big buffer and we Call him Bailey she's trying to talk to you he's not having a bover careful he I'm holding Hand holding Hand oh that's lovely lovely Kids lovely so [Música] loud oh so noisy oh she's Talking back to You she's quiet cero como é que tá esse olhar como é que tá esse corpo como é que tá esse essas mãos esses braços O que que vocês observam ele queria levantar né não queria ficar ali a sensação foi que toda a hora ele tava ali né se jogando para cima ali Uhum Ela ela eu
vi até a sobrancelha dela mexendo um pouco uma curiosidade ali né de ficar olhando para ele e segurou a mãozinha dele ali ele não Super agitado querendo se movimentar querendo levantar chegou até o momento de de fazer algum sono então querendo conversar eu já já vi eles na verdade conversando n era uma uma conversa ali de Corpos né ou as mãozinhas né eles falaram através eles conversando entre si você viu isso com a mãe e com a mãe também né porque eles reagiam a voz da mãe também Uhum Ela falando que eles estavam as mãozinhas
e Tal Achei mas não tava é exato mas a Rosa a a o bebê rosa tentou pegar e ele tiou você quer que eu volte para você ver não não eu lembro realmente ela ele tava mais agitado tipo querendo sair dali e ela tava assim bem Canada muito L eu tive a sensação que um tava mais buscando que o outro assim É acho que a Rosinha ela tava parece que ela tava mais conectada e mais centrada nele ele não ele tava todo mais Agitado eu gostaria que vocês observassem o olhar o olhar dos bebês para
onde cada um tá olhando S she's trying to talk to him and he's not looking at her E agora vocês mudaram a feição de vocês como é que tá aí eu senti ela curiosa sobre ele atent a ele aos movimentos e ele tá olhando pro ambiente que ele tá né atenta tudo que tá ao redor dele acho que é por isso que ele Tava tão agitado assim né Acho que tanto ele vendo as coisinhas dava a sensação que ele queria sair que ele não queria ficar ali deitado sabe hum não deu essa sensação eu percebi
que na verdade ele não tá enxergando a a criança o bebê que tá do lado dele aí ele não até vira o roxo pro lado dela mas ele não olha diretamente para ela ele enxerga tudo menos ela e ela tá super concentrada já no outro vídeo não no outro vídeo Os dois estão se olhando Uhum E Intuitivamente a mãe percebe e ela tenta dar uma ajudada virando ele para olhar pra Rosinha né ele olha né e a mãe fala olha e ele não vai lembra que [Música] como é que vocês estão se sentindo agora diante
dessa cena a mãe percebe que tem alguma dificuldade e ela vai tentando tentativa E erro né mas não é aparentemente não não não causa nenhum efeito positivo no de azul no bebê de azul né Ele fica mais angustiado né mais agoniado ali e vocês como é que vocês estão olhando essa cena tá bem diferente a sensação corporal de vocês agora ou tá igual do outro vídeo não né Uhum mudou totalmente a gente tava E Uhum eu eu acredito que seja como não é uma angústia né mas um acontecendo porque a mãe vai al tentando ela
tá tentando conhecimento que ela tem Tent ela tentando então a gente já consegue ir observando esses bebês a gente consegue ir observando essa sintonia ou não sintonia essa troca ou não troca não precisa ter Palavras ainda mas a gente já vê um ritmo de conversa ou não esse bebê de azul daqui alguns anos rece Depois de alguns anos recebeu o diagnóstico de autismo tá E aí se a gente olha retrospectivamente que já tem pesquisas que fazem isso né que utilizam-se eh desse desses vídeos que os pais faziam sem nem ter ideia do ainda mais vídeo
que a gente vai filmando assim das Crianças a gente já vê que com dois três Meses ele não fazia contato visual nem com a irmã ele olhava muito rapidamente desviava quando ele fixava mais ele olhava pra boca ele fazia assim olhava pra boca né do bebê da da de Rosinha mas muito incomodado né era muito incômodo Então olha só a gente está falando de gêmeos tanto do primeiro vídeo quanto do segundo que tão no mesmo ambiente eh né sendo ali cuidado juntos mas como que a experiência corporal de um não Significa que vai ser a
mesma experiência corporal do outro e essa experiência corporal vai determinar a realidade de cada uma dessas crianças o que é determinar Essa realidade vai formar o psiquismo dessa criança né então tem algo que já vem com esse bebê com todos os bebês já tem algo que é inato e tem algo queun desse inato junto com o que o ambiente pode Favorecer ou não para esse desenvolvimento eu vou constituindo aí essa pessoa então eu posso ter um ambiente mais favorável e um ambiente menos favorável e isso vai depender muito do quanto esses pais conseguem oferecer aquilo
que a aquele bebê tá precisando né M das vezes com ajuda de terapeutas de ludo terapeutas que a gente precisa aprender a olhar a gente precisa aprender a observar a gente Precisa entender isso daí para que a gente possa oferecer o nosso serviço ok Então vamos deixa eu ver se a gente então aqui a gente já vai para um outro tópico são a gente vai até que horas agora até a gente vai até meio-dia mas a gente pode fazer uns intervalos antes para fazer ir no banheiro uma água vamos fazer o intervalo agora então aí
você decide quando a gente Volta aí 10 minutinhos 15 você decide pode po ser são 10:32 pode ser 10:45 pode tá bom obrigada Então vamos continuar aqui nessa outra parte né então a gente eu vou descer agora um pouquinho mais pra gente entender sobre o que que o tô chamando aí dessa estrutura psíquica essa estrutura vivida a gente volta à ideia aí da semente dessas raízes e muito dessa estrutura vai tá sendo Fundamentado Ou seja aquele solo aquele terreno fértil que eu falei no início da aula vai ser as relações humanas Então essa qualidade das
relações humanas e oferecer aquilo que aquela semente ou aquele indivíduo precisa vai depender muito dessa dessa relação humana e se a gente está falando aqui em ludoterapia a gente precisa entender muito que tipo de relação que a gente pode oferecer aí e esse tipo de relação ou seja esse solo ele vai ser enriquecedor para que Essas raízes brotem e vão crescendo né Para quê Para que sustente o que vem depois no caso aqui da semente a árvore que vem ou a planta que vem no caso do indivíduo que sustente esse indivíduo para a pessoa que
ele vai eh se tornar Então essa pessoa ela envolve tanto essa Raiz Esse caule essa eh folha esses frutos ou no caso a pessoa envolve tanto essa estruturação psíquica que nem sempre a gente vê mas Também o que mais a gente vê que são os comportamentos a personalidade o temperamento como que a pessoa reage às coisas que acontecem ao redor dela e tudo isso tem a ver com essa estrutura essa sustentação que acontece de uma forma eh comum na maior parte das vezes nos primeiros anos de vida e aí essa estrutura essa estrutura psíquica ela
é um todo que vai organizar a experiência Da pessoa entenda que quando eu falo estrutura não significa que é algo imóvel Mas é uma estrutura articulada uma estrutura que se movimenta para acomodar o que pode acontecer Vamos pensar por exemplo ã numa numa estrutura por exemplo que vamos supor que tenha ventos pensando na planta de novo né que tenha ventos muito fortes que eh consiga sustentar essa planta ou seja a planta Ela vai se articular né A partir dessa estrutura dela na medida em que algo exterior tá acontecendo e ela consegue se sustentar ou não
consegue se sustentar por exemplo ela pode quebrar Pode Cair algum galho a mesma coisa a gente pode fazer esse paralelo aí essa metáfora com as pessoas às vezes algo muito desafiador pra pessoa uma perda de alguma coisa de um ente querido eh de algo que a sustentava por exemplo pode ser tão Eh tô tentando achar uma palavra aqui né pode ser tão forte que pode quebrar essa estrutura Ou seja a pessoa pode entrar em algum processo de adoecimento por exemplo ou ess essa pessoa por mais que seja desafiador mas ela consegue se manter em pé
então muito vai depender dessa estruturação que foi acontecendo ao longo desse desenvolvimento e normalmente nessa infância Então essa estrutura ela não é fixa ela é articulada e a gente vai pensar que tudo Vai começar nessa primeira porta que a gente entende de contato com o mundo que são as Sensações corpóreas Ou seja a audição o tato o paladar o olfato todas essas sensações também que envolve o movimento que também envolve o equilíbrio que envolve a pressão que envolve a temperatura que envolve a dor todas essas sensações corporais vão constituir um primeiro nível de consciência é
assim que a gente Entende na fenomenologia que é a percepção percepção é quase como se fosse uma fotografia é isso que acontece é isso que acontece é isso que acontece e essa sensação né vinculada a essa percepção vai me dar uma intencionalidade desse corpo ou seja eu vou tender o meu corpo para aquilo que eu tô buscando ou para aquilo que eu estou me afastando também é uma intencionalidade do corpo eu me afastar eu recusar aquela Sensação e percepção e esse sistema sensação e percepção vai formar então eh esse senso percepção essa essa é base
de dados que a gente vai ter para quê para formar a nossa realidade e o que é a nossa realidade são as relações de significação que a gente vai dando na forma de captação do mundo e essas relações de significação vai constituir aí o o que a gente entende o que é mais habitual a Gente chamar de consciência mas essa consciência que a gente tá aqui pensando raciocinando é o segundo nível um primeiro nível que é a porta de entrada é a percepção que muitas vezes a gente nem se dá conta então vamos supor a
gente olha uma cor uma cor branca e de repente a gente se afasta dela a gente não se deu conta que sei lá aquele tipo de branco de alguma forma me causou um incômodo e teve uma relação de significação de isso é ruim Pro meu organismo e eu vou me afastar M das vezes a gente não raciocina sobre isso A não ser que a gente pare para falar então a gente se movimenta aqui nessa parte cinza Mas a partir do momento que a gente tá conversando agora que a gente tá analisando que a gente pode
pensar em Por que que esse Branco me incomoda aí eu tô chamando aqui no segundo nível da consciência e é assim que a gente vai se estruturando quais são uns pontos Chaves Uns marcadores aí que eu posso entender como categorias que vão me ajudar a entender melhor esse desenvolvimento que a gente vai tendo uma das categorias é o corpo essa Constituição do corpo outra categoria é a Constituição do espaço e do tempo vivido e a outra categoria é a Constituição de mim a consciência de mim a noção de eu e essa noção de outro porque
elas estão muito relacionadas Quando eu consigo dizer eu é porque eu consigo entender que tem um outro um outro que é tanto similar quanto diferente de mim então são esses pontos que são aquele eh pontos universais de estruturação Universal do ser humano que a gente vai observar e que eu falei no início da aula eh essa essa forma de captação do mundo que nem sempre a gente tem uma consciência Clara mas isso vai formando dentro da gente como por exemplo a sensação da cor Branca que eu falei para vocês com a repetição com a troca
com o mundo vai me oferecendo o que a gente entende em fenomenologia como mundo compartilhado como mundo da vida como realidade compartilhada ou um termo fenomenológico de senso comum isso tudo vai me dar o que eu entendo por uma familiaridade com os outros ou seja eu convivi tanto com os outros eu me relacionei eu troquei tanto com esses outros que essa repetição através da do Corpo vai me dando uma familiaridade e quando a gente pensa nessas Primeiras Experiências corporais lembrando sempre que aqui embaixo normalmente eu coloco do lado esquerdo ou do lado direito embaixo tem
sempre a referência de onde eu tô tirando isso nesse caso aqui é de um texto de Edmundo Russo sobre o desenvolvimento da consciência de si e do outro né vinculada à vivência da empatia essas experiências primordiais Russo eu já dizia lá no século 19 que já começa ali na vida intrauterina é esse feto que tá ligado aos movimentos corpóreos e as primeiras reações desse bebê desse feto mas tudo isso ainda é vivido numa passividade E aí Russel fala que ocorre a primeira participação no mundo a primeira participação no mundo nesse contato direto com esse mundo
aqui fora que acontece no Nascimento essa primeira participação Onde vai começar essa interação mãe bebê em que o bebê é capaz agora de efetuar mais explorações no mundo do que quando ele tava no útero Então a partir do momento que ele nasce ocorre mais possibilidades de ele fazer aquelas experiências e dali É alguns meses nessa nesse cuid com o bebê que vai ter a amamentação que vai ter o banho do bebê que vai ter a troca do bebê que vai ter aquelas brincadeiras com o bebê ou seja Essa experiência muito corporal entre o bebê e
o cuidador que a gente tá chamando aqui de uma experiência intercorp poral já tá trazendo mais experiências né com mais significações do que se eu comp aqui na hora que ele estreia no mundo né nesse Nascimento então eu vou num crescente dessas experiências que começam muito através desse corpo Observe agora esse vídeo entre um cuidador no caso a mãe com o bebê de Novo eu peço para vocês observarem os olhares o ritmo a troca e essa protoc conversação entre o que a mãe fala e o que a bebê vai emitir de som o que a
bebê vai emitir de som e o que essa Mãe [Música] fala P fala com pai [Música] Papai vem falar com o bebê sai do boteco Papai vem falar com o [Música] bebê ai ai ai cadê o papai seu cadê cadê o papai seu cadê vem conversar com o bebê Papai [Música] vem é conversa Cadê o papai vem Papai vem falar com o bebê vem [Música] é vamos parar aqui no meio do vídeo e de novo eu faço a pergunta para vocês o que Que vocês conseguem observar nessa interação para onde o bebê tá olhando eu
fi que eh Tava tendo uma troca ali no olhar mas também na boca e a boca da neném fazia a mesma infer da boca da mãe uhum né ela tava hora olhava para cá olha olhava pra boca né ela fazia o que a gente chama dessa triangulação e o ritmo vocês conseguiram perceber Dá quase pra gente fazer uma Uma legenda do que a bebê tá falando né mas vamos por partes observem a entonação da voz dessa mãe no início no meio no final da frase observem isso solo papai é se solo papai senão eu choro
papai eu tô puxando essa última sílaba ou a última palavra eu dou uma esticada e ela faz isso constantemente Observe [Música] [Música] Papai vem conversar comigo [Música] pai senão eu choro eu fico triste Essa forma que ela tá falando em que ela vai dando uma entonação maior em que ela vai dando uma entonação maior em algumas sílabas para chamar a atenção ela tá fazendo uma modulação em que normalmente no final da frase ela dá uma dica uma deixa quase como se dissesse olha Terminei de falar agora é você que vai falar olha agora é a
sua vez de fala isso se chama manz né a gente traduz aqui e no português como manhs ou seja essa fala que a gente faz de uma forma intuitiva toda vez que a gente encontra um bebê presta atenção quando você vai falar com o bebê você já coloca essa dica essa Deixa essa entonação e o que que é isso é aquilo que eu falei lá no Início é uma intensificação para que seja mais fácil para o bebê que está aprendendo ainda a troca a aprender Qual que é a sua deixa da hora de falar então
vocês observem eh que quando a mãe faz isso ela para E o bebê começa a falar a mãe espera quando bebê para e ele também começa a dar uma deixa ainda E aí essa mãe começa ou seja começa a uma troca que eu sei quando é minha hora de entrar Ou não apenas com ritmo e a melodia né ainda que tenha palavras da mãe mas isso não é compreensível ainda para esse bebê eu tô com saudade vem vem onde ferto aqui para ver per aqui no vou vou colocar aqui de novo para vocês perceberem pap
quem falar com o bebê sai do boteco pai vem falar com o [Música] Bebê ai ai ai ficou mais claro para vocês né então Eh se eu tô trabalhando com uma criança um adolescente autista ou um adulto que vai ter dificuldade disso uma das coisas que eles falam é que eles não conseguem perceber quando que é a hora de entrar por isso que eles pedem por isso que é uma conversa de mão única ou seja me pergunta que eu respondo É por isso porque eu não sei essa troca e aí o que Que a gente
vai fazer a gente vai fazer isso que a mãe fez nas brincadeiras com a criança com adolescente com o adulto eu vou intensificar as minhas deixas do final da frase para que ele perceba que acabou e que é a hora de entrar é através da troca comigo em que eu vou promover esse aprendizado inicial de sincronização eu vou dar alguns exemplos Para vocês mas eu quero que vocês entendam por que é importante porque é o início de tudo é o início da nossa conversa a gente chama esse tipo de conversa de protonação e eu preciso
que e que os autistas eh consigam aprender corporalmente quando que é a minha hora de entrar quando que é a minha hora de sair quando que é a minha hora de entrar quando que é a minha hora de Sair tá fazendo sentido para vocês e isso já explica por que eu eu não utilizo técnicas em que são muito marcadas vamos treinar como fazer isso vamos treinar agora eu falo isso e faz aquilo é muito claro para mim quando chega um adolescente que foi treinado dessa forma que não flui não tem essa troca ele não tá
interessado então ele foi ã eh o Carlos né de de 13 anos que chegou aqui ele falava assim qual é o Livro que você mais gosta Aí o respondia ele ele não tava interessado ele aprendeu a começar uma conversa assim ele não tava interessado que que você fez o final de semana ele não estava interessado né Eu até respondia mas isso não rendia nada é aquele negócio que a gente joga a bola né E a bola cai então que que você fez no final de semana Ah eu fiz isso não não tem não tem isso
aqui ó você vê claramente Mesmo sem uma conversa você vê essa troca entre a mãe e o bebê percebem e tem pesquisas com bebês que indicam que essa troca tem que ocorrer em menos de 700 msos para que a sincronização continue se for maior a sincronização cai e com a do com autistas vai ser maior e eu vou ter que esperar eu vou ter que segurar essa sincronização muit das vezes através do Silêncio aguardando que venha a resposta de lá para cá então quando eu penso em possibilidades terapêuticas para mim faz sentido eu pensar em
como que a gente vai construindo essa estrutura percebem a minha possibilidade terapêutica ela vem ancorada em Como que essa pessoa vai se estruturando E como que eu vou construindo junto com ela essas possibilidades de troca então se Eu tô falando eh em ludoterapia se chega uma pessoa seja para avaliação seja para só psicoterapia a primeira coisa que eu vou perceber é um ela tá me vendo provavelmente não dois como é que tá esse corpo sensorialmente tá acomodada ou não se tá acomodada ela consegue me ver consegue me perceber e três como que eu vou fazer
essa sincronização com ela dentro do que ela tá Trazendo Esse é o base do base do básico que a gente tem que olhar porque essa sincronização essa troca ela tem que ser feita várias e várias e várias vezes para que essa criança vá assimilando e se tornando uma habitualidade tudo dentro de brincadeiras que seja divertido e brincadeiras que ela tá trazendo e que a gente tem que ter a capacidade de criar dentro daquilo que a gente tem a capacidade de observar Primeiro que ela tá nos convidando e que ela tenha a que a gente tenha
a capacidade de criar então eh tudo vai começar por essa sincronização como eu já comentei com vocês toda a nova experiência vai precisar repetir muitas e muitas e muitas vezes para que eu sedimente e ao ir sedimentando Isso vai se tornando uma habitualidade ou seja vai se tornando um hábito e quando isso se torna um hábito A gente tá mais aberto a novas experiências porque eu estou me sentindo seguro Então veja é sempre um ciclo de novas experiências em que Eu repito repito repito repito repito até ir sedimentando ao sedimentar consolidar essa sedimentação vai se
tornar uma habitualidade que a gente chama essa habitualidade de autom de de ser automático de ser implícito eh de tá ali pré-estabelecido mas pré-estabelecido porque a gente já repetiu E isso Acontece através da repetição corporal quanto mais a gente repete essa brincadeira de troca mais abre a possibilidade da criança do Adolescente do adulto autista ou qualquer outra pessoa reter a experiência reter a experiência é aprender tá então eu vou utilizar muito desse corpo na ludoterapia eu vou utilizar muito desse corpo e eu tenho que cuidar do meu corpo para estar bem na Ludoterapia né então
eu já tenho mais de 50 anos já tô na menopausa então eu faço exercícios físicos eu faço respiração eu tenho que tá com o meu corpo que ele se movimente no chão que eu consiga sentar e levantar de uma forma mais fácil então eu preciso cuidar tanto desse meu corpo físico Quanto Desse meu corpo emocional eu preciso dessa disponibilidade aí na ludoterapia Ok então por exemplo vou dar um exemplo para vocês eu saí de férias e eu Retornei semana passada e eu retornei com pneumonia essa semana eu eu comecei a trabalhar mas os atendimentos de
ludoterapia eu ainda não retornei porque meu corpo não iria aguentar Ok diga Alessandra Gisela eh eu queria na verdade perguntar no caso de uma criança com autismo nível de suporte três né um caso mais Grave né que tenha também TDH enfim e se essa você falou né que até a gente vai fazer coisas com até a criança nos perceber né e se ela não perceber se ela nunca perceber a gente considera que ela não tá pronta ainda para um um uma terapia ou enfim deum uma forma trabalhar de outro jeito porque assim eh vou vou
falar sobre a minha experiência né eu trabalhei trabalho ainda inclusive eh com aba né E aí eh Uma das coisas que que eu percebo é a Falta de respeito né que muitos têm com a criança e Inclusive eu não sei se você sabe mas o nosso eh a gente tá pensando no livro né que a gente faz no final do nosso curso e um dos das temáticas que eu estou pensando em fazer e falar é sobre isso sobre como a aba eh ela tem essa sensa eles eles se sentem os mais eh poderosos importantes e
o que donos da verdade e eh ainda tô construindo eh como eu vou falar sobre isso E aí Eh eu eu tive um caso né quanto mais você fala mais eu penso nela você falando da experiência e tudo mais eh que ela passava horas exorbitantes na Clínica Ela ela a a vida dela era ali dentro era de segunda a sexta de 7:30 da manhã às 3:30 da tarde e ela mora Era longe Então ela chegava em casa tipo 5 da tarde eh chegava como ela tinha que tá lá de 7:30 de novo de 78 ela
já tava dormindo acordava tio 4 5 horas e era isso repetidamente o caso dela era bem Era não é eu acredito que seja ela não tá mais na clínica Eu também não tô já saí dessa Clínica mas eh era bem delicado e quando você falou né de brincar eh eu não vou ensinar a criança a brincar né ela a gente vai brincar de acordo com o que ela Ela traz E aí engraçado eu fico pensando quanto eu era humanista antes de perceber que eu era humanista né porque me deixava muito irritada Porque ela tinha um
repertório de brincar muito Limitado porque a vida dela era aquilo era Clínica e Eu sempre bati na tecla ela precisa de experiência com a família ela precisa de outras de vivenciar outras situações porque aqui ela não vai aprender nada se eu posso mostrar qualquer coisa e ela não vai se interessar sabe e e ela tinha um concordamento a única coisa que deixava ela brincando assim né eram lápis e ela não brincava que a gente chama de funcional né na aba ela não Brincava funcional ela brincava pegava o lápis e ficava rodando Ela olhava pro lápis
né enfim às vezes ela quebrava o lápis a boca também ela é uma criança bem agressiva né ela tinha crises agressivas não sei se ainda tem enfim eh fazia uso de medicação eh e chegou um momento que tiraram os lápis tudo relacionado aos lápis e eu falava não vai dar certo não vai dar certo porque ela era a única coisa que fazia ela feliz assim né ela ficava Concentrada e batia às vezes ela arriscava às vezes não mas era no ritmo dela sabe E aí eh a minha intenção no no texto que eu pretendo escrever
é falar sobre esse desrespeito sabe que não aconteceu só com ela mas com várias outras crianças e aí eu fico Pens como ludo terapeuta porque na na época Ainda não tinha escolhido a ludoterapia para seguir né para estudar sobre eh se naquela época como luda terapeuta Eu trabalharia com essa criança né ela não Era verbal eh e aí eh a gente eu tentava usar né do meu corpo né de de me comunicar com ela de de tentar ser carinhosa e tudo mais mas era um caso bem complicado enfim e aí é isso uhum a sua
pergunta alissandra para mim Eh me corrija se eu tiver errada eh o que fazer caso a criança não reconheça você nesses caso mais grave eu nunca vivi essa situação porque eu trabalho com o seguinte sentido se a criança ela está Sensorialmente acomodada ou seja se ela tá com o organismo organizado ela tende a se abrir a esse outro se ela não está organizada se ela tá buscando sensorialmente alguma coisa eu ainda preciso ajudá-la a se organizar Então isso que você me traz dela tá girando o lápis me demonstra que provavelmente ela era hipo visual e
hipo ar eu precisava ter um movimento ocular de giro para me organizar e eu usava Coisas duras na boca para sentir Qual que é o sentido disso o sentido disso é lembra daquilo que eu falei que o organismo Ele vai sempre buscar aquilo que ele tá precisando então eu tô precisando a leitura que eu faço disso que você me traz eu estou precisando de informação visual e Paladar também é Tato tá a língua também é tato e quando você fala que ela é agressiva isso também me tende a um Hipot profundo em que eu preciso
sentir esse corpo Então eu preciso de mais força para sentir esse corpo eh para me organizar então todas as sessões principalmente com crianças assim eu deixo a criança se organizar sensorialmente quando eu observo que ela tá me organizada eu começo a tentar me aproximar eu vou dar alguns exemplos aqui nas possibilidades terapêuticas E Aí essa criança ela tende a conseguir me pelo menos me notar que tem algo ali e é aí que eu começo a tentar algum tipo de troca com ela a partir do que ela tá fazendo então se um eu não consigo estabelecer
um contato com uma criança se ela está desorganizada sensorialmente eu não consigo a minha chance é ajudá-la a se organizar sensorialmente E ah e ao se organizar E aí eu não sei quanto tempo vai levar pode levar 5 minutos 10 minutos 15 minutos meia hora e aí eu posso começar a me aproximar dela como eu vou trazer um exemplo mais clássico do luí entendeu com essa receitinha até hoje eu não encontrei nenhum autista que não queira se conectar mas eu preciso dessa informação então então se eu tiro tudo Isso que tá de alguma forma sensorialmente
tentando regular esse corpo aí eu acabo com a chance de tentar uma conexão tá bom eh então Seguindo aqui a importância das trocas afetivas vai Envolver o quê vai envolver essa uma afinidade junto com o outro vai envolver uma sintonia vai envolver um pareamento Um pareamento é essa troca e ao repetir isso várias vezes vai desenvolver uma familiaridade primeiro em estar comigo enquanto terapeuta ou com os cuidadores enquanto terapeuta e ao repetir isso infinitas vezes vai desenvolver o que a gente chama desse Senso com um de eu perceber que eu sou um junto com os
outros sem essa possibilidade dessas trocas na relação eu vou diminuindo a minha afinidade eu vou diminuindo a minha Sintonia eu vou diminuindo o meu pareamento eu vou diminuindo a minha familiaridade e o que que isso vai gerando vai gerando estar muito grudado a esse cuidador sem diferenciação Eu não reconheço o eu e o outro eu vou em vez de formar uma familiaridade eu vou formar cada vez mais um estranhamento em relação a esse outro uma falta de pertencimento a esse mundo que vai me Trazer muita das vezes essa sensação que o autista tem de separação
mu das vezes um adulto consegue me descrever como se tivesse uma barreira de vidro uma mesa de vidro uma cúpula de vidro que separa eu e os outros o que é esse vidro Olha que olha que interessante esse sentido eu consigo ver esse outro eu consigo ver o que ele tá fazendo mas eu não consigo apreender o sentido eu não entendo e isso me dá essa sensação de ser Sozinho no mundo e aí muito das vezes é que começa para uma criança de 8 9 10 anos uma possibilidade de extermínio é aí que começam as
ideações Suicidas e os planejamentos de como acabar com aquilo ali começa muito cedo muito dessa sensação de que não importa o esforço que eu faço eu não tô me sentindo um com o outro e aí a gente entende a Importância daquela base de sincronia de troca isso é o mais importante que né Se a gente for pensar em qualidade de vida desenvolvimento humano isso é o mais importante mas isso vai acontecer através de trocas eh alegres né que a criança esteja se divertindo que ela queira que tá ali que começou algo que a gente construiu
juntos essa é o ponto inicial de tudo isso eh Então a partir de agora eu vou ser Mais explícita naquelas cinco categorias que eu falei para vocês que eu vou direcionar o olhar para vocês para ficar mais fácil mas tudo acontece junto mas aqui eu didaticamente eu vou separar que vai ser o quê corpo tempo espaço eu e o outro ok só para eu me localizar aqui a gente vai até meio-dia é isso né Tá bom vamos ver se a gente consegue dar o corpo em meia hora Eh então como eu já venho falando para
vocês esse corpo vivido aí dos autistas vai ser muito importante e a primeira coisa que a gente tem que olhar eu também mandi o vídeo para vocês sobre as narrativas dos Encontros com adultos eh na Minha tese de doutorado tanto escrito ou narrado por mim caso vocês queiram ouvir como um podcast né Deixa lá tocando e você vai ouvir e isso é importante zela Mas você tá falando de adultos sim mas foi através desses Adultos que eu entendi todo esse desenvolvimento e que agora eu explico com mais segurança com as crianças então a gente precisa
entender como é que se dá não sei se deu tempo de vocês eh lerem ouvirem mas a gente vai est falando então sobre esses quatro participantes aí que foi da minha pesquisa que é a Morgana o Henry O Rafaelo e a Ana então o que que eu percebi eh não que eles falaram isso explicitamente mas O que que eu consegui captar empaticamente da relação que eu estabeleci com cada um deles Lembrando que é esse corpo esse corpo que a gente tem que nos coloca em contato com o mundo e quando eu falo corpo eu tô
falando dessa união intrínseca entre o físico e o psíquico que a gente chama de corpo Vivo ou corpo vivido é esse corpo que nos coloca em contato com o mundo e é esse corpo que a depender dele ele vai Reger todo o Tom das nossas relações E aí a gente vinculando com aquilo que eu falei antes desse corpo que tem uma certa sensação que tem uma certa eh percepção vai ter uma significação e isso vai me dar o tom de como que eu vou estar nesse mundo Então como que é esse corpo dos autistas é
um corpo que capta muitas impressões ao mesmo tempo impressões de toques de claridades de sons de cheiros que nem sempre eles Conseguem integrar essa experiência senso perceptiva é diferenciada daquela vivenciada por outras pessoas pessoas então por exemplo um autista fala Nossa mas eu tô sentindo o gosto do agrotóxico nas comidas Ai que exagero Você tá muito exagerado não tem nada disso vai comendo né quando você muita das vezes quando o autista consegue expressar essa diferença perceptiva ele é eh desqualificado isso É muito comum porque são coisas muito fora do que as pessoas estão habituadas a
ouvir então Eh isso acontece e essa percepção dessas Sensações toma muito da atenção olha o que a alissandra me falou a menina ficava horas ali olhando para esse lápis mexendo com esse lápis é exatamente o significado dessa frase a percepção desse lápis dessa sensação tátil e de giro que ela precisava tomava muito da atenção dela em que há um grande esforço por trás de Um simples olhar nos olhos como vocês podem identificar na narrativa que eu tive da Morgana Morgana considerada aí um nível três de suporte em que ela na época tava com 24 anos
e ela passou a grande parte da vida dela de 8 da manhã até umas 4 5 horas da tarde numa clínica né exatamente como alissandra falou e a minha sensação é como se os autistas sentissem nesse corpo o mundo inteiro sabe em toda a sua forma em toda a sua extensão como quase como se eles fossem Achatados como se esse corpo captasse muito tempo inteiro seu sem que eles conseguissem filtrar e esse tipo de relação com o ambiente é quase determinante por quase determinante porque sempre vai haver uma força vital que a gente pode chamar
dessa tendência atualizante que a gente pode chamar desse sistema inato de motivação que vai os impulsionar a querer estar com o outro Não é qualquer outro mas um outro significativo a despeito dessas dores e incômodos sensórios porque sempre vai haver esse incômodo sensorial que está com o outro então eu preciso facilitar esse contato com o autista essa imagem de uma bolinha de good na mão foi a descrição de um autista acerca do ambiente então ele fala Gisela eu me sinto uma bolinha de gold para onde o ambiente vai eu caio eu giro eu vou por
Isso que é quase determinante E aí um adolescente que foi o o Carlos né o menino de 13 anos que eu falei para vocês ele sentado aqui depois de brincar de bola ele senta ele fica em silêncio e ele me diz essa frase eu estou sempre cansado É mesmo Carlos é esse corpo que tá sempre cansado né então eu ajudo ele a se aprofundar na experiência desse cansaço porque eu já sei que é esse corpo cansado mesmo do Autista E ele fala o seguinte e não importa se é por uma coisa boa ou ruim ou
seja não importa se é algo que ele queira muito ou ele não queira a sensação é essa sempre do cansaço e é isso que os autistas vivenciam é esse corpo que está sempre sendo requisitado de modo ativo sem pausa e sem descanso Por que que a gente não vivencia dessa forma nas trocas por exemplo porque sabe aquela protoc Conversação ali no início nos primeiros meses de vida a gente repetiu aquilo tantas vezes que a gente sedimentou que a gente transformou em habitualidade e ao transformar em habitualidade fica girando aqui no nosso cérebro como algo passivo
que eu não preciso pensar sobre e pro autista não tá sempre de modo ativo eu tentando entender esse outro e aí eu volto por isso que é tão importante e uma das primeiras coisas que a gente tem que ajudar o autista a Desenvolver é essa sincronia essa intercorp tidade essa sincronização com quem conosco terapeutas E se a gente tiver muita sorte com esses pais que estão juntos ali aprendendo e tentando e a gente ajudando para que isso vá acontecendo em muitas repetições ao longo da semana e não é a quantidade de repetições mas sim a
qualidade das repetições e a gente entende como qualidade das repetições brincadeiras então por isso que a gente Precisa ajudar esses pais a saberem brincar dessa forma dizela mas ele não está brincando de forma funcional a gente resolve isso depois o foco agora é sincronia eu preciso que ele capte esse ritmo quando que é a minha hora de entrar quando que é a hora de sair esse é o foco Vamos pro foco gente que que eu preciso a nível de desenvolvimento humano desenvolver é isso ok E aí vocês já vem né alissandra o quanto meu pensamento
é muito oposto do que se fala Aí sobre terapia para crianças autistas né mas ele é fundamentado a partir desse olhar do que é o desenvolvimento humano do que que precisa do que que o autista mais sente falta enquanto adulto é isso que eu vou colocar aqui na infância percebe Gisela eu acho que eh tem muito essa necessidade de caxar o autista no mundo né E aí não para para olhar para ele né para como ele se sente diante do mundo e a essa necessidade de de ser Algo rápido que a criança se encaixe rapidamente
ao à escola a ao grupo de amigos a enfim e aí não não para para se avaliar como isso vai acontecer e que não vai ser rápido não vai ser fácil enfim e e tipo a as é uma tentativa de dos meios irem para um fim mais próximo né Uhum uhum Eu costumo ter uma frase assim né que é irônica mas que eu acho que encaixa muito nisso que você traz Olha eu quero lembrar a vocês que o autista também é Ser humano que parece que a gente esquece que o autista é um ser humano
e que ele precisa de tudo o que é necessário para desenvolvimento de uma pessoa e não simplesmente opa tem isso aqui que não tá adequado e eu vou adequar para ah não mas é para ele estar melhor no mundo isso não vai funcionar lá na frente escuta os adultos autista isso não vai funcionar inclusive saiu uma um estudo Né de que o a terapia aba não é eh qual é a palavra que eles usaram enfim não não tem muito frutos né não ali funciona naquele momento aquela situação mas no final das contas não não resolve
realmente alguma coisa né Uhum não se mantém né é isso então eu tô preocupada com o desenvolvimento dessa pessoa né como que ela vai conseguir se estrutur ou seja como que ela vai Conseguir enraizar nesse mundo para que eu consiga crescer sendo quem eu sou a nível de desenvolvimento humano eu enrao quando eu tô no contato com os outros mas eu forçar esse contato eu tenho que fazer esse contato acontecer quando você fala da questão da conversa né um exemplo bem claro de que eh na na nas terapias né as os adolescentes eles são ensinados
a conversar né E aí Você precisa E aí são vários porque a gente eh o o o aba trabalha com objetivos para serem alcançados E aí se um um ele é avaliado o que que ele faz e o que ele não faz E aí quando ele não por exemplo Ah ele não faz comentários E aí vão ser treinados os comentários com ele ele precisa ter um repertório de comentários de tipo assim não ah ele sabe fazer a troca Ah oi tudo bem e tal mas ele não comenta ah que legal ah que bacana ou ele
não é realmente afetado Pela conversa como você falou né ele tá ali ele pergunta como foi o seu dia pergunta como foi seu final de semana e mas ele não tá realmente interessado na resposta e aí no ABA ensinado a ele comentar para parecer que ele está interessado na resposta na naquela conversação né Ele pergunta ele responde e ele faz comentários né É bem mas ele continua se você for perguntar pro autista ele continua se sentindo tendo um um vidro entre nós Porque eu não consigo entender isso não faz sentido para mim né Eu trabalho
com sentidos Então tem que fazer sentido para o autista Hum Tem que fazer sentido senão não vai funcionar Oi Oi gente bom dia tão me escutando é tá um pouquinho baixinho Carol tá baixo mas dá para entender dá tá eh assim como a Lisandra também tem a minha experiência no ABA tanto pelos estágios quanto Depois de formada Que o meu início na clínica foi como supervisora já atend Mentos aba né apesar de ser ACP já desde muito tempo e eu tenho uma experiência dupla porque assim eu tive uma facilitação muito bacana na época do stá
eu tive uma a psicóloga estava comigo né ainda que a gente seguisse o metodologia programa objetivo a gente ficava sempre tava muito Atenta às necessidades da criança então tá a gente vai a gente tem essa atividade a gente tem esse programa ele Não consegue ele não dá conta vamos tentar algo mais fácil ou vamos deixa de lado Vamos fazer outra coisa porque o importante é essa interação comigo tanto para que eh ele tinha muitas demandas sociais né então era essa troca era muito importante para que ele se desenvolvesse especialmente por exemplo o contato visual aprender
a pedir as coisas então essa eu tenho muitos aprendizados legais assim do AB especialmente no sentido de autonomia da Criança eu adorava fazer esse tipo de atividade sabe de auxiliar pedir de auxiliar se reconhecer essas necessidades já saber dizer o que gosta que não gosta só que quando passei assim para uma clínica que trabalha com isso em que trabalhava com plano de saúde a demanda é muito grande e ainda que eu não trabalhasse não precisasse mais trabalhar com aba eu já poderia ser lá centrada ainda assim era era esmagada pela TCC pela abordagem TCC e
pelo aba Porque parecia que só isso funcionava só isso que os pais demandavam era isso que os planos de saúde validava também então todos os médicos encaminhamentos ah chegou o diagnóstico de altismo para criança tem que encaminhar pro aba chegou uma época que a gente não tinha autonomia de dizer tipo não eu acho que em outro setor ela vai ser melhor atendida do que aqui comigo porque ela tem eh muitos atrasos que eu acho que seriam melhor acompanhados em outro Setor Beleza Chegou uma época que não diagnóstico de autismo tem que ir para algum para
alguma equipe que trabalhe com aba então a gente foi pouc sendo esmagado Até deixar de ter essa possibilidade na nossa área de atendimento assim não tudo virou e é um aba muito mal aplicado eu não tenho eu tenho umas restrições com aba obviamente né Afinal a gente vende de uma de uma outra de uma abordagem que trabalha de uma forma oposta mas tem Muitas coisas positivas que eu aprendi que eu levo até hoje para esse meu contato com crianças que T algum tipo de atraso só que quando o teu objetivo é fazer a criança obedecer
fazer a criança ser controlada sentar andar na fila sem buscar esse sem buscar que isso faça sentir para ela Nossa isso acabava comigo porque era isso que eu via a criança a criança tava tendo uma crise tava chorando ela precisa chorar sentadinha na mesa no que que isso Adianta para essa criança no que que isso serve para ela ou é só para mostrar que eu tenho o controle que ela me obedece sabe então parecia muito que é isso eu preciso mostrar que eu estou fazendo bom trabalho e para isso a criança tem que me obedecer
isso passando por cima das vontades dela do que fazia sentido para ela e até de às vezes sentidos éticos assim era muita coisa errada assim que a gente via tentava tentava conversar né com as Pessoas com os meus Estagiários mostrar uma outra visão que a criança sempre é Nossa referência mesmo que a gente tem nas atividades Então é isso se ela precisa ficar sentada na mesa Então vamos buscar alguma coisa que seja do interesse dela para que ela queira ficar ali porque a pres gente um objetivo ela ela se comunicar de uma forma mais assertiva
no caso assim ainda quando eu era supervisora atendendo com aba mas para ela não faz sentido ficar na mesa Sentada durante 15 segundos então o que que eu faço para ela que possa pelo menos aproximar mais ela dessa experiência de de ser menos aversivo de ser mais interessante era uma visão que às vezes eu não via de outros terapeutas sendo que tipo eu tin ISO no estágio e maravilhoso legal só que quando fui para outro local não tinha esse respeito então era um atropelamento só para cumprir demanda para mostrar que tava fazendo alguma coisa para
mostrar que ah Os programas tá aqui tudo certinho ela consegue fazer isso ela consegue fazer isso e acabou eh é horrível e hoje em dia é uma realidade aqui eu sou de Belém é uma realidade muito muito angustiante porque isso qualquer vaga toda Eu acho que pelo menos assim sendo generalista né eu não vejo vagas para para clínicas que trabalham com crianças neurotípicas que não sejam para aba que não sejam para TCC eu não vejo possibilidade para outras abordagens sabe então eu acredito Assim que de modo geral é dessa forma que trabalha porque é como
se fosse a forma correta foi vendido muito bem como a forma correta e assim tem dificuldade Tô tendo dificuldade assim para encontrar empregos que porque é eu tenho conhecimento eu tenho prática com crianças que tem atraso mas eu não sou aba então eu não tenho local nesse mercado de trabalho ainda tem essa realidade também que é meio é muito frustrante Então são são muitas coisas Que vão acontecendo que faz além de ser de ser um embate assim né entre aquilo que a gente acredita aquilo que a gente prega as portas do mercado de trabalho também
estão fechadas para aquilo que não é comportamental é eu acho que você trouxe alguns pontos importantes eh de existem vários tipos de aba né a gente não pode colocar aba tudo num pacote Só mas eh tem profissionais e profissionais e realmente Infelizmente aqui no Brasil Eh virou um grande Comércio e algo muito rápido né então tem pessoas que fazem curso de aba que aprende só o básico lá de reforço positivo e extinção e já vai aplicar isso durante o final de semana e já vai aplicar eh Carolina você tá falando de Belém do Pará eu
sou de Belém do Pará então eu sei do que você tá falando Belém do Pará É um centro é o segundo centro do Brasil o primeiro é São Carlos o segundo centro do Brasil onde a psicologia comportamental é muito forte e realmente em Belém eh eu não conheço locais que ã locais como clínicas que atendam de uma outra forma como eu vejo em outros lugares do Brasil por exemplo o método Dr flor time é muito parecido com a ludoterapia centrada e é uma técnica que tá sendo colocada aí há muito tempo e tem várias clínicas
ao redor do Brasil Em Belém não tem Belém tem essa característica mesmo eh e eu atendo pessoas de Belém Eu atendo crianças em Belém porque eu tenho ludo terapeutas centrada na pessoa em Belém que são atendidas aí e tem demanda só que elas trabalham em consultórios eh particulares né ou seja elas não trabalho em clínica mas é algo que eu penso sim de pensar em construir em Belém algo similar eh né seja do Pensando nessa qualidade da relação porque realmente é esse foco que você falou e você acaba sendo atropelado E aí fica uma questão
eu acho pra gente pensar sendo aba ou outra né que a gente já entendeu que a criança autista ela precisa né de um certo tempo uma certa forma de consideração que a gente ah consiga entrar em contato só que é isso é completamente esmagado por exemplo se eu vou para clínicas a minha saída foi consultório particular né mas eu sei que Isso não é a ideia de todo mundo E aí Carolina é muito de como você consegue se associar por exemplo a pessoas dentro de uma clínica mesmo que seja aba que tenha essa ideia dessa
relação porque eu sei que existem né Então olha só eu por exemplo eu atendo uma dona de clínica aba no interior de um estado eh da né do do Brasil que ela tem uma outra visão mas é AB e é muito interessante eu fico perguntando gente Por que que ela tá aqui comigo fazendo terapia e supervisão sendo que né é um outro olhar mas ela achou super interessante mas eu vejo que o olhar dela é muito disso Que a Carolina trouxe e ela se sente muito ressentida do que falam de aba e eu sou muito
clara com ela eu disse olha esse aba que você vive é ótimo mas não é o que é 99% no Brasil porque o que eu escuto em 99% do Brasil São coisas absurdas sabe e eu escuto do oiapoc é Chui porque como eu faço muito plantão psicológico para mães né de orientação e de ajuda então eu escuto muita coisa só que eu acho que tudo a gente pode ir eh ampliando o nosso olhar acerca disso então mesmo E aí Carolina é muito né de o do seu posicionamento né Eu quero continuar nessas clínicas porque eu
mais faço para mim é o que eu consigo dinheiro mas como que eu vou me posicionar como que eu vou falar Tecnicamente de outras Possibilidades essa aula é uma tentativa disso né que eu te traga alguns olhares eh referente ao corpo ao tempo ao espaço que você possa utilizar dentro da da abordagem que você consegue utilizar que faz sentido para você ou olha Realmente isso não faz sentido para mim eu vou começar a pensar em sei lá atender uma vez na minha clínica não sei são possibilidades mas é sempre importante a gente se perguntar o
que que faz sentido para Mim enquanto terapeuta porque é aí que você vai conseguir se desenvolver e desenvolver os seus os clientes então por exemplo essa pessoa em específico que eu falei essa Dona dessa Clínica aba para ela o valor dela é controle ela quer controlar quer ter Então se ela fosse para uma ludoterapia centrada que não tem tanto esse controle é muito mais focado na Liberdade ela iria surtar porque isso tá muito longe da estrutura de Personalidade que ela tem e tá tudo certo então o e e eu acredito muito nisso não é a
terapia A B ou C que é a única que é né primeiro que não existe única não sei é tão interessante isso né de novo a gente volta para aquela questão Poxa mas o autista não é ser humo porque para todas as outras questões a gente diz que não todas as terapias funcionam não pro Autismo só pode ser ess né é muito interessante esse olhar de só pode ser Isso não só pode ser isso é uma possibil é uma possibilidade que é a mais pesquisada Sim a gente tem que falar isso é a mais pesquisada
dentro dessa pesquisa desse modo de pesquisa que é quantitativo ou seja todas as pesquisas nesse sentido São avaliadas de não olha agora olha Eh faz comentário agora agora faz comentário né ou seja em nesse balizamento mas as pesquisas dentro da ludoterapia não utilizam esses referenciais mas Continuam sendo ciência são outros referenciais que a gente utiliza Então isso é uma coisa que a gente tem que entender né existem ciência sim aba tem muito mais pesquisas sim mas é nesse tipo quantitativo de comportamento não tinha e agora eu apliquei AB e agora tem Mas isso não é
a única forma de olhar não é a única forma de você avaliar o volvimento de uma pessoa é uma possibilidade mas não é a única e a depender de cada família Então as Famílias que são mais controladoras muito difícil muito difícil chegarem até mim muito difícil chegarem at mim agora como que eu fui desenvolvendo eh esse conhecimento quer dizer as pessoas me conhecerem me chegarem porque essas pessoas que chegam para mim Ah gizer eu quero que você faça uma avaliação a não sabem exatamente o que que eu faço ela ah eu quero uma avaliação fenomenológica
Não elas não fala isso elas fala eu quero essa avaliação aí do jeito que Você tá falando né Desse jeito que você olha isso muito veio das redes sociais eu me construí nas redes sociais porque eu fui mudando muito eu não fui de indicação então eu fiz a minha formação estalar nas minhas referências né no no no no vídeo que eu mandei mas eu comecei eu sou de Belém fiz Engenharia elétrica na Universidade Federal do Pará meu pai Ana Carolina era professor de psicologia da comportamental Ali daquele Laboratório experimental que eu passei a minha vida
ali desde os 9 anos até os 20 pouco então eu conhecia todos os professores da época eu não conto isso no vídeo né para não ficar mas eu percebia Hum isso daqui eu não quero eu não sei o que é isso mas isso daqui eu não quero e foi por isso que eu não fiz psicologia naquela época E aí eu fui fazer muito tempo depois eu fui fazer engenharia elétrica eu tenho formação engenharia Elétrica tenho mestrado em engenharia elétrica eu trabalhei anos como engenheira de telecomunicações na Amazônia celular na época que era Amazônia né e
depois na telemig aí foi quando eu mudei para para Minas Então eu fui mudando e quando eu cheguei aqui em São Paulo em 2017 é 2017 ninguém me conhecia porque eu não tive nenhuma formação aqui então eu fui pras redes para falar sobre mim e foi aí que as coisas que as pessoas Começaram a me procurar e eu fui falar das redes a partir daquilo que eu acreditava a partir da ludoterapia E aí as pessoas começaram a chegar para mim Eh querendo Olha eu gostei disso daí que você falou nossa isso faz sentido para mim
então chega para mim quem aqueles pais aquela família que de alguma forma se afinam com a minha forma de pensar entendeu então só para você né isso daí foi só uma ideia aí para você Pensar o que que é importante para mim né O que que é importante para você o que que faz sentido para mim se é aquele aba que eu aprendi na UFPA Eu imagino que você tenha feito na UFPA que é onde tem o centro de pesquisa né Eh que aquilo que faz sentido Poxa então por que não pensar implementar uma clínica
com esse olhar do aba daquilo que eu vi aí você se junta com outras pessoas conversa com professores você tá Aí então você tem uma rede muito maior Então vou pensar em criar isso ou não isso aqui é muito trabalho deixa eu eu começar a estar na clínica que eu já estou mas eu agora tenho um conhecimento um pouquinho mais técnico E aí eu consigo falar sobre o tempo Olha isso Olha isso do corpo Olha isso do espaço e ir ajudando de alguma forma um outro olhar não sei se faz sentido para vocês que eu
tô falando mas eh eu acho que pode te ajudar de alguma Forma né E você pensar sempre no no que que faz sentido Ah foi na Unama uhum Entendi então né pensar eh como que faz sentido para você eu acho que esse é o principal o que que corresponde para mim acho que esse é é o primeiro ponto de partida para você se orientar de como que você quer atuar na clínica Eu particularmente então só pra gente fechar já S meio dia4 eh eu fui modelada desde cedo uma das Primeiras lembranças é o meu pai
extinguir aportamento meu eu tinha entre dois e 3 anos é olha só né então Eh para mim nunca fez sentido não é que eu tenha aversão não é que eu tenha trauma eu tentei né fazia tabelinhas eu sozinha com 8 9 anos fazia aquelas tabelinhas doar para ganhar estrelinha Cara isso Durava para mim três qu Dias isso nunca funcionou para mim na minha estrutura mesmo eu sendo criada nesse ambiente Mesmo eu vivendo na UFPA ali no laboratório de Psicologia experimental porque eu estudava na escolinha de aplicação da UFPA então terminava a aula como eu morava
muito longe eu morava em ananu an Carol Então eu ia para fpa com meu pai e ficava ali né estudando tomando banho ali era minha segunda casa mas de alguma forma eu percebi que aquilo que eu via não correspondia àquilo que eu Queria né então é muito importante a gente entender aquilo que corresponde a quem a gente é quais são os nossos valores pessoais o meu valor pessoal é autonomia e liberdade acreditando muito e eu tenho é é se é uma crença que eu tenho se é uma convicção que eu tenho é na potência do
organismo iso se se você qual que é a convicção eu tenho certeza que a gente sempre vai tender aquilo que naquele Momento está nos orientando a fazer E para isso a gente tem que ouvir o nosso corpo então esses são os meus valores né Eu entendo essa sabedoria organísmica eh e eu confio na Liberdade e autonomia então eu nunca iria me encaixar em em uma abordagem que fosse mais controladora que eu tô ali na previsão e controle eu não iria me encaixar eu iria ser uma péssima terapeuta aba e isso por mais Que eu tivesse
a técnica não iria ser bom para o cliente ele não iria evoluir Porque iria tá uma incongruência minha interna então é sempre importante vocês entenderem eh e perceberem essa congruência tá eh só pra gente finalizar eu vou ler ali o comentário da Ana Carolina que ela fez na Unama né a universidade da Amazônia onde ela fez estágio fora no ABA Mas ela é da CP desde o quarto semestre inicialmente estava no ABA porque era o Que tinha no mercado mas logo em seguida pude praticar dentro da minha abordagem mesmo na mesma clínica que comecei com
aba Depois de formada Tô adorando escutar essa tua trajet também então a trajetória é um um dos dos vídeos que eu passei para vocês é minhas referências e ali eu conto em detalhe menos essa parte aqui do meu pai tudo lá eu não contei eu tô fofocando aqui com vocês né para não ficar ass exposto né Eu amo meu pai o queridíssimo assim me ajudou nos Momentos chaves da vida mas ele é o psicólogo comportamental Olha que delícia e é isso vamos fazer uma pausa e que horas que a gente volta a gente tem que
tirar uma também porque a maioria das pessoas às vezes não tá aqui ou vem mais gente aí é legal a gente tirar uma foto Abrir a câmera pode tirar a colherada da boca pode engolir o feijão com arroz aí você tira mim só falar uma coisa ou Até melhor você falar que não ia ser boa você poderia até ser boa e poderia entregar resultado que é o meu caso mas no afal das contas não faria sentido que é o meu caso também não faz sentido para mim você vai ler texto sobre eh até porque a
gente pra gente seguir um caminho a gente precisa estar se atualizando o tempo todo e estudando sobre o o o assunto e aí eu passei dois anos estagiando como auxiliar terapêutica eh enquanto eu ainda tava Porque eu sou recém-formada né enquanto eu ainda tava no na na faculdade e e o pessoal falava lz tu quer sair por tu é muito boa e tal e eu cara mas eu vou parar para ler um texto de 10 páginas não consigo ler uma entendeu então é totalmente diferente é é você fica totalmente incongruente com você não não tem
como Ah você ai você é boa beleza mas às vezes você é bom e não não não necessariamente precisa dar continuidade naquilo que você que você é bom né enfim E é isso tirar uma foto da gente tá fica a dica né pra gente começar então criar as nossas clínicas começando com você mesmo as nossas clínicas de de outras formas né de de atendimento aí vamos lá todo mundo pronto lá uma duas meia aí já eu acho que foi tá todo mundo de olho aberto mas que horas que a gente volta é uma não então
tem