Como se chamam os dias que antecedem o primeiro domingo da quaresma? Eles têm os seguintes nomes: quarta-feira de cinzas, depois quinta-feira depois das cinzas, sexta-feira depois das cinzas, sábado, depois das cinzas. Aí, primeiro domingo da quaresma, segunda-feira da primeira semana da quaresma e assim por diante até o domingo de Ramos e da Paixão do Senhor.
Recordo o a espiritualidade da quarta-feira de cinzas, a finalidade desse dia de abertura do tempo sagrado da quaresma com o parágrafo 253 do cerimonial dos Bispos. Na quarta-feira, antes do primeiro domingo da quaresma, os fiéis que recebem as cinzas iniciam o tempo instituído para sua purificação. Por este sinal de penitência, que vem já da tradição bíblica e se tem mantido até aos nossos dias, nos costumes da igreja, é significada a condição do homem pecador.
Confessando exteriormente a sua culpa diante do Senhor, exprime assim a vontade de conversão, confiado em que o Senhor seja benigno e compassivo para com ele, paciente e cheio de misericórdia. Por este mesmo sinal, enceta o caminho da conversão, cuja meta será atingida na celebração do sacramento da penitência nos dias anteriores à Páscoa. Pronto, vivemos isso certamente com grande expectativa, com uma serena alegria e um propósito firme de percorrer de eh esse itinerário com as devidas disposições para, chegando o sagrado trido pascal, celebrarmos dignamente a morte e a ressurreição do Senhor para sermos renovados, purificados, transformados pelo Espírito Santo.
e pelo sangue de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Bem, agora vamos entrar em cheio na primeira semana da quaresma, que começa com o primeiro domingo do tempo sagrado da quaresma. No ano A, o primeiro domingo da quaresma sempre é a narrativa da tentação de Jesus no deserto.
O ano A é a narrativa do evangelista Mateus, Mateus 4 de 1 a 11. No ano B, o Evangelho segundo Marcos, capítulo primeiro, de 12 a 15. E no ano C, o Evangelho segundo Lucas, capítulo 4, versículos de 1 a 13.
A versão de São Marcos é a mais breve. Ela simplesmente diz laconicamente, ela afirma que Jesus foi tentado no deserto. O assento, na verdade, é mais sobre as primeiras palavras de Jesus no começo de sua vida pública.
Convertei-vos e crede no Evangelho. Mas eu repito, o que tem em comum os três Evangelhos do primeiro domingo da quaresma? a tentação de Jesus no deserto.
Bem, o evangelho que eu escolhi para ler e tecer alguns comentários é a versão de São Mateus. Estamos no ano A. E o ano A, o Evangelho desse primeiro domingo é segundo Mateus, capítulo 4, versículos de 1 a 11.
Vamos ao texto, depois testamos alguns comentários sobre esse evangelho e depois nós vamos concluir com uma reflexão muito bonita de Santo Agostinho a respeito da importância da tentação de Jesus no deserto. Jesus é Deus e Deus poderia abdicar de ser tentado pelo demônio. Ele poderia simplesmente dizer: "Eu não quero ser tentado".
Mas ele quis ser tentado. Por que ele quis ser tentado? E qual o alcance disso para a nossa vida?
É o que Santo Agostinho vai nos mostrar com esse texto já no finalzinho desse nosso vídeo. Ainda temos 24 minutos pela frente. Vamos então à leitura do Evangelho.
Digamos na narrativa de São Mateus ano A e na narrativa de São Lucas ano C. Eu costumo dizer, eh, quase que brincando, é o único dia, o único domingo do ano em que o diabo tem autorização para falar na liturgia. E o demônio vai falar aqui três vezes.
Evangelho segundo Mateus, capítulo 4, versículos de 1 a 11. O texto vai aparecer aí na tela do seu celular, do seu computador, do seu televisor. Naquele tempo, o espírito conduziu Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo.
Jesus jejuou durante 40 dias e 40 noites e depois disso teve fome. Então o tentador aproximou-se e disse a Jesus: "Se és filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães. " Mas Jesus respondeu: "Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus".
Então o diabo levou Jesus à cidade santa, colocou-o sobre a parte mais alta do templo e lhe disse: "Se és filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Deus dará ordens a seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra". Jesus lhe respondeu: "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus". Novamente o diabo levou Jesus para um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e sua glória e lhe disse: "Eu te darei tudo isso se te ajoelhares diante de mim para me adorar".
Jesus lhe disse: "Vai-te embora, Satanás, porque está escrito: "Adorarás ao Senhor, teu Deus e somente a ele prestarás culto. " Então, o diabo o deixou e os anjos se aproximaram e serviram a Jesus. várias pontuações eu gostaria de preciso fazer, devo fazer com esse evangelho, explicando esse evangelho, ainda que apontando apenas linhas bem gerais.
Primeira realidade, o demônio existe. tentador, espírito puro, não dotado de matéria, um anjo decaído, rebelde a Deus, criado bom por Deus, com todos os anjos maus, mas ele e seus sequazes desobedeceram, se afastaram de Deus, se opuseram a Deus e por isso não houve lugar no céu mais para eles. é o tentador de Jesus, é o tentador do gênero humano.
Também esse evangelho é extremamente oportuno para compreendermos bem o lugar da tentação da nossa vida. Não nos deixeis cair em tentação. Há tentações que vêm de Deus, não quero tratar delas agora.
Deus tenta, isto é, põe à prova. Como pois Abraão a prova, toma teu filho, teu único filho que tanto amas, leva-o ao monte Moriar e sacrifica-o para mim. Isso foi uma prova.
Deus tentou, Deus provou Abraão. Quando a tentação vem de Deus, é para que demonstremos fidelidade, para que demonstremos força, para que triunfemos sobre a prova com a ajuda de Deus. Quando a tentação vem do diabo, é para que pequemos.
É o caso? Porque as três propostas de Satanás para Jesus foi para que ele pecasse. A primeira para que ele prescindisse do Pai.
A segunda para que ele tentasse o Pai. A terceira para que ele abandonasse o Pai. Isto é, não prestando ao Pai culto de adoração, mas adorando o diabo.
Segunda pontuação, o espírito conduziu Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo. O espírito conduziu Jesus não para que Jesus pecasse. Porque aqui o papel do Espírito Santo é levar Jesus para enfrentar, para combater o inimigo.
Antes que o inimigo viesse a Jesus, Jesus vai ao encontro do inimigo para enfrentá-lo, para vencê-lo. Portanto, a frase o espírito conduziu Jesus para ser tentado não é para que Jesus peque, mas para que Jesus vença submetido à prova, triunfe sobre o inimigo para ser tentado. O espírito conduz para um enfrentamento, para um confronto, para uma batalha, para uma luta, não para que Jesus peque.
Depois o jejum, eu penso que no programa anterior já falamos da fundamentação bíblica do jejum. O jejum como privação voluntária da comida e da bebida, mas no sentido mais amplo, outros tipos de jejum como forma de você se tornar disponível a Deus, aberto a Deus, Senhor das realidades que, inclusive licitamente Deus coloca à nossa disposição como comida e como bebida. E isso provoca um sacrifício, isso provoca uma privação, isso provoca uma dor também no nosso corpo e na nossa alma, como forma de nós mortificarmos as nossas tendências desregradas, nossas inclinações para o pecado.
Jesus jejuou não porque precisasse. Jesus jejuou porque quis nos dar o exemplo, porque quis nos recordar. Ele que não tinha pecado.
E ele que não tinha pecado, jejuou como arma, lançando mão dessa arma poderosa na luta contra Satanás. Quanto mais nós que pecamos, necessitamos dessa arma diante do inimigo fustigador, do pai da mentira, do autor do pecado, daquele que a todo custo nos arrasta, nos propõe a desobediência a Deus. a o desprezo das coisas de Deus, a violação da lei de Deus, a prática do pecado, que é a desobediência à lei, como diz a primeira carta de São João.
40 dias e 40 noites, já sabemos o porquê deste deste número. Remeto o dileto telespectador ao programa anterior. E agora vamos ao inimigo.
O inimigo que passa na frente de Jesus. Tem ó, alguns criticam: "Maria passa na frente na ordem da intercessão, Maria passa na frente. " O milagre das bodas de Caná.
Ela passou na frente de Jesus, pedindo a Jesus que realizasse o milagre. E Jesus permitiu que ela passasse na frente. Na ordem da intercessão, todos passamos na frente de Deus.
Que disse? É Jesus quem fala. Pedi e recebereis, buscai e achareis.
Batei a porta se vos abrirá. Porque todo aquele que pede recebe. Aquele que procura acha.
Aquele que bate a porta se lhe abre. Vejam a ordem. Na ordem da oração, da intercessão, nós passamos na frente de Deus.
Primeiro nós, depois Deus. Primeiro nós pedi, depois Deus recebereis. Primeiro nós buscai, depois Deus achareis.
Primeiro nós batamos a porta, depois Deus. A porta vai se abrir. Na ordem da intercessão, passamos na frente de Deus.
Na ordem da tentação, o diabo passa na frente de Jesus. Mas não passa no sentido da importância, na ordem da hierarquia. Maria não passa na frente de Jesus.
O diabo não passa na frente de Jesus. Nós não passamos na frente de Jesus, mas na ordem da intercessão passamos. Na ordem da missão, ide pelo mundo, vamos na frente.
Jesus vai conosco. Eis que estarei convosco todos os dias. Então, que fique bem claro o que significa passar na frente.
Na ordem da hierarquia, ninguém passa na frente de Deus. Na ordem da intercessão, todos temos que passar na frente de Deus, porque Deus quer que primeiro peçamos, depois ele entra com a concessão do milagre na ordem da tentação, primeiro o diabo. Então o tentador aproximou-se e disse a Jesus: "Se és filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
" Bem, o diabo faz aqui uma provocação. Sabia o diabo de que Jesus era filho de Deus nesse momento? Discute-se.
Mas eu tenho uma opinião. Filho de Deus não é título divino. É um título que no Antigo Testamento também é dado aos profetas, aos reis, até aos próprios demônios.
No capítulo 6 do livro do Gênesis. Os filhos de Deus se uniram com as filhas dos homens e geraram a humanidade que desobedeceu a Deus. Os rabinos e muitos exegetas cristãos enxergam nesses filhos de Deus demônios.
Em todo caso, o diabo ao dizer se é esse filho de Deus está desconfiando, está insinuando ou ele sabia já que Jesus era Deus. Filho de Deus não é um título divino, é um título dado a várias personagens do Antigo Testamento. O diabo desconfia, manda que estas pedras se transformem em pães.
Ora, Jesus está com fome, mas não é uma proposta agradável. Afinal de contas, Jesus tem poder. Ele poderia transformar as pedras em pães e assim matar a sua fome?
O problema não está aí. O problema está em ele substituir a ação, a intervenção do seu pai na solução do seu problema. Foi ele quem abdicou, foi ele quem se absteve.
O que o diabo propõe aqui resolva você, faça você mesmo. Você tem poder, você não precisa dele. Nós poderíamos dizer que esta tentação é muito sutil.
Afinal de contas, é por causa da resposta de Jesus que nós encontramos a malícia da proposta, a malícia da proposta de Satanás. Vejamos na resposta de Jesus o que é que o diabo pretende. Jesus respondeu: "Está escrito: Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
O que o diabo propõe é precisamente isto. Você resolva o problema sem referência, sem obediência, sem submissão à palavra dele. Ora, o que significa na prática você solucionar o seu problema sem os limites morais e éticos, sem os limites dos mandamentos, da vontade de Jesus, da normativa de Jesus?
Ora, isso é um precedente perigoso. O que o diabo quer, você tem dificuldades. Atenção, aqui já é para nós, para todos nós.
Para todos nós. Você passa por dificuldades, você passa por limitações, você tem dívidas. Resolva você mesmo.
Esqueça palavra de Deus, esqueça a norma, esqueça a ética, esqueça princípios. Compreenderam? Compreenderam?
Pois bem, aqui está a malícia. Não, mas ele, na verdade, ele quer que você saia da dificuldade. Tem muitas pessoas que enveredam pela corrupção, pelo crime, pela violência, pelo tráfico de drogas, por delitos e crimes perseguidos pela legislação dos homens, por pecados, por aquilo que São Paulo diz na Primeira Timóteo, os que ambicionam tornar-se ricos, o amor ao dinheiro, à ambição, esses se afastam da fé e enveredam por caminhos tortuosos que levam à ruína, que levam à perdição.
Portanto, uma coisa é a carência, outra coisa é a solução para a carência, sem a referência, sem a obediência à palavra de Deus. Tentação muito sutil. Segunda tentação.
O diabo leva Jesus a uma cidade santa e coloca-o sobre a parte mais alta do templo e lhe diz: "Se és filho de Deus, lança-te daqui abaixo, porque está escrito: Deus dará ordens a seus anjos a teu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra". Bem, onde está a malícia desta tentação? Exponha-se, desnecessariamente ao perigo.
Arrisque-se, porque Deus vai livrar você. E como é que nós percebemos a maldade, a perversidade desta tentação? Pela resposta de Jesus.
É na resposta de Jesus que a gente compreende o que é que o diabo quer. Porque é muito doce você dizer: "Não, Deus, Deus ama você. Deus é pai.
Deus vai proteger você. Nada vai acontecer com você. E veja o Salmo 90.
O Senhor ordenou aos seus anjos que te guardem. Portanto, você pode se expor, diz o diabo, aquele crime, aquela coisa ilícita, porque não vai acontecer nada com você. Você não vai ser processado, você não vai ser descoberto, você não vai ser preso, você não vai sentir absolutamente nada, não vai ter nenhuma rebordosa, nenhum nenhuma, nenhuma, eh, nenhum castigo, nenhuma punição.
Olha a resposta de Jesus. Não tentarás o Senhor, teu Deus. Tentar Deus é colocá-lo à prova.
Se o Senhor é poderoso, me conceda isso. Se o Senhor realmente pode alguma coisa, me livre disso. Ou então eu vou me expor ao perigo e o Senhor tem a obrigação de me livrar, de me salvar, de me proteger, de não permitir que nada de mal me aconteça.
Isso é tentação. É um pecado contra o primeiro mandamento da lei de Deus. Terceira tentação.
Jesus vai com o diabo para um monte muito alto. O diabo leva Jesus, mostra-lhe todos os reinos do mundo e sua glória e lhe diz: "Eu darei tudo isso se te ajoelhares diante de mim para me adorar". O desejo de possuir Deus colocou na natureza humana.
Crescei, multiplicai-vos, enchei, povoai e submetei à terra. Submetei à terra. A posse do bem criado Deus colocou no ímpeto da natureza humana.
Até aqui nenhum problema. O que é que o diabo propõe com essa afirmação mentirosa? Eu te darei tudo isso como se ele fosse o dono.
Tudo isso me foi dado. Eh, ele vai dizer na versão do Evangelho segundo Lucas, tudo isso me foi dado mentira. As posses, o desejo de possuir, isso desperta na natureza humana um certo interesse, um certo desejo, um certo apetite que, no bom sentido pode ser chamado de concupiscência.
inclinação para algo. A concupiscência pecaminosa é quando esse essa inclinação é desregrada sem os critérios de Deus. E é exatamente isso que o diabo propõe.
Eu dou para você. Mentira. Ele não é dono de nada, mas ele faz com que dá a ideia de que é dono.
Dou para você se você se ajoelhar diante de mim. Ele quer as honras devidas a Deus. Ele quer o culto exclusivo de adoração que deve ser prestado a Deus.
Ele quer que nós desloquemos Deus da nossa vida para prestar culto a ele, para adorá-lo, para colocá-lo como referência, para colocá-lo como Senhor da nossa vida. Eis o rechaço. Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a ele prestarás culto.
É a resposta de Jesus na bucha. O diabo o deixa. Segundo a versão de São Lucas, até o momento oportuno.
Até o momento oportuno, porque ele vai voltar e os anjos se aproximam para servir a nosso Senhor Jesus Cristo. Bem, eu penso que em poucas palavras é modéstia parte eu consegui expor as principais linhas teológicas, os principais critérios exegéticos da do da narrativa da tentação de nosso Senhor Jesus Cristo no deserto. Concluo com Santo Agostinho no comentário aos Salmos.
Ele faz a seguinte reflexão sobre esse evangelho. Ouvi, ó Deus, a minha súplica. Atendei a minha oração.
Quem é que fala assim? Parece ser um só. Dos confins da terra a voz eu clamo e em mim o coração já desfalece.
Então, já não é um só. Contudo, é somente um, porque o Cristo, de quem todos somos membros, é um só. Como pode um único homem clamar dos confins da terra?
Quem clama dos confins da terra é aquela herança a respeito da qual foi dito ao próprio filho: "Pede-me e te darei as nações como herança e os confins da terra por domínio. " Portanto, e é esse domínio de Cristo, é essa herança de Cristo, esse corpo de Cristo, essa igreja de Cristo, essa unidade que somos nós, que clama dos confins da terra. E o que clama?
O que eu disse acima? Ouvi, ó Deus, a minha súplica. Atendei a minha oração.
Dos confins da terra a vós eu clamo. Sim, clamei a voz dos confins da terra. Isto é, de toda parte.
Mas por que clamei? Porque em mim o coração já desfalece. revela com estas palavras que ele está presente a todos os povos no mundo inteiro, não rodeado de grande glória, mas no meio de grandes tentações.
Com efeito, nossa vida, enquanto somos peregrinos neste mundo, não pode estar livre de tentações, pois é através delas que se realiza nosso progresso. E ninguém pode conhecer-se a si mesmo sem ter sido tentado. Ninguém pode vencer sem ter combatido, nem pode combater se não tiver inimigo e tentações.
Aquele que clama dos confins da terra está angustiado, mas não está abandonado. Pois foi a nós mesmos que somos o seu corpo que o Senhor quis prefigurar em seu próprio corpo, no qual já morreu, ressuscitou e subiu ao céu, para que os membros tenham a certeza de chegar também aonde a cabeça os precedeu. Portanto, o Senhor nos representou em sua pessoa quando quis ser tentado por Satanás.
Líamos há pouco no Evangelho que nosso Senhor Jesus Cristo foi tentado pelo demônio no deserto. De fato, Cristo foi tentado pelo demônio, mas em Cristo também tu eras tentado, porque ele assumiu a tua condição humana para te dar a sua salvação. Assumiu a tua morte para te dar a sua vida.
Assumiu os teus ultrages para te dar a sua glória. Por conseguinte, assumiu as tuas tentações para te dar a sua vitória. Se nele fomos tentados, nele também vencemos o demônio.
Consideras que o Cristo foi tentado e não consideras que ele venceu? Reconhece-te nele em sua tentação. Reconhece-te nele em sua vitória.
O Senhor poderia impedir o demônio de aproximar-se dele, mas se não fosse tentado, não te daria o exemplo de como vencer na tentação. Um grande abraço para você. Desejo que o seu itinerário rumo à Páscoa do Senhor percorra com alegria, com compulsão cada momento, cada etapa.
Vamos considerar seis etapas, porque são seis semanas até o trido pascal e oá. Eh, celebrando o mistério da paixão e morte do Senhor na grande semana, você possa dizer a luz do Evangelho de hoje, com Jesus eu triunfo, triunfo e triunfarei sobre o poder das trevas, que é forte, mas não é maior do que a graça de Cristo, que enfrentou o inimigo com o auxílio do Espírito Santo, dando-nos o exemplo.