Olá tudo bem Hoje nós vamos conversar sobre farmacologia Você já se perguntou porque algumas drogas são mais específicas que outras ou melhor porque algumas drogas T um efeito maior do que outras Então essas perguntas nós podemos responder a partir do conhecimento de alguns princípios gerais que fundamentam a farmacologia então em primeiro lugar o fármaco é uma substância química que altera a função fisiológica de um modo então o primeiro princípio segundo o professor Paul uma substância não irá funcionar a não ser que ela esteja ligada Então para que o fármaco Exerça uma influência química sobre a
célula ele deve se ligar a uma molécula alvo que seja constituinte dessa célula no nosso organismo nós temos quatro principais moléculas alvo são proteínas reguladoras são essas moléculas as enzimas as proteínas que formam os canais de transporte as proteínas que formam os canais de íons e as macromoléculas proteicas denominadas de receptores os receptores aqui nesse caso são os receptores fisiológicos mesmo são aquelas macromoléculas que nós temos na superfície da nossa célula que servem para emitir sinais químicos entre uma célula e outra de um mesmo tecido ou de tecidos diferentes Então as células só se comunicam
devido a presença desses receptores e as moléculas farmacológicas se aproveitam da existência desses receptores para emitir os seus sinais químicos também e dizer para cela Olha eu preciso que agora célula muscular você contraia e assim por diante um outro conceito interessante é que as moléculas do fármaco tem que ser específicas pras moléculas do nosso organismo senão a quantidade de moléculas que nós temos em um fármaco é muito pequena em relação à quantidade de moléculas que nós temos no nosso organismo e a probabilidade dela se ligar à molécula que vai Executar a função se ela não
for específica é muito pequena então as moléculas têm que selecionar as moléculas do fármaco tem que selecionar quais alvos do nosso organismo elas vão se ligar Em contrapartida os receptores do nosso organismo também só reconhecem determinados fármacos então nós podemos dizer que essa especificidade é recíproca entre molécula do organismo e molécula do fármaco mas nenhuma substância age com Total especificidade então nós temos aqui um fármaco representado por essas esferas vermelhas que na verdade é um simboliza uma molécula química e nós temos as proteínas as moléculas alvo de um outro lado numa situação ideal essas moléculas
vermelhas do fármaco deverão se ligar apenas aos receptores vermelhos entretanto nenhuma substância age com Total especificidade então elas acabam se ligando a moléculas que não são específicas isso geram os efeitos colaterais de modo que quanto mais eu aumento a concentração da Droga Mais moléculas eu tenho para se ligar a constituintes não específicos também e maiores serão os meus efeitos colaterais bom os receptores são classificados de acordo com alguns critérios Vamos citar aqui três O Primeiro com e relação às respostas farmacológicas por exemplo a histamina ela pode se ligar a diferentes receptores de estamina alguns receptores
estimulam a secreção de ácido gástrico outros estimulam a contração do músculo liso então identificando a diferença entre ess esses receptores é possível e desenvolver né foi possível pra farmacologia desenvolver medicamentos que fossem mais específicos para um receptor por exemplo que secreta ácido gástrico sem afetar um receptor de estamina que promove a contração de músculo liso uma outra forma de classificar os receptores é segundo a medida direta da ligação do ligante que é a molécula do fármaco ao receptor segundo essa classificação nós temos fármacos que t e uma maior ocupação de receptores que se ligam mais
fármacos que T uma menor ocupação fármacos que conseguem ativar mais receptores nós vamos ver esses conceitos mais pra frente e tem uma outra forma de classificar que é segundo análise de vias bioquímicas essa a gente não vai entrar em detalhes Mas se você quiser saber um pouco mais vale a pena ler o capítulo do livro do Hang deale então alguns conceitos importantes O primeiro é a afinidade do fármaco O que é afinidade afinidade é a tendência de um fármaco de se ligar a um receptor a ocupação do receptor é regulada pela afinidade então quanto maior
afinidade do fármaco mais receptores do nosso organismo serão ocupados e eu preciso então de uma concentração menor de fármaco para ter uma resposta a ocupação de re então é regulada pela afinidade alguns fármacos de alta potência eles exibem alta afinidade pelos receptores então eles ocupam uma proporção significativa de receptores até mesmo em baixas concentrações o conceito de ativação veja bem o fato de um fármaco se ligar a um receptor não significa que ele irá ativá-lo ativação é uma outra etapa essa relação chave fechadora quando você consegue encaixar uma chave em uma fechadura isso É como
se você tivesse conseguindo ligar o ligante ao receptor Mas você só consegue ativar quando você vira a chave entre fármaco receptor ocorre a mesma coisa a ativação é a capacidade da molécula de desencadear uma resposta tecidual e a ativação está diretamente relacionada com a eficácia da droga Então quanto maior a capacidade da molécula de ativar o receptor mais eficaz é essa molécula a partir daí nós partimos para dois conceitos o de fármaco agonista e o de fármaco antagonista fármaco agonista e antagonista ambos se ligam aos receptores entretanto apenas os agonistas conseguem levar uma resposta tecidual
os antagonistas nunca levam uma resposta tecidual eles apenas se ligam e bloqueiam o receptor então nós podemos dizer que o antagonista tem uma eficácia zero já os agonistas podem ser classificados em parciais ou agonistas plenos o que isso significa que quando nós temos um agonista parcial nós temos uma droga que mesmo se ligando a 100% dos receptores só consegue ativar 50% deles então não significa mais uma vez que a droga estando ligada ela vai ter aquele receptor já os agonistas plenos eles conseguem uma resposta máxima mesmo sem se ligar a 100% dos receptores às vezes
se ligando uma concentração muito baixa de receptores porque eles têm uma maior capacidade de ativar aqueles receptores com os quais eles eles estão ligados então aqui nessa imagem nós temos um exemplo do modelo de interação entre fármaco e receptor a partir do momento que que o fármaco se aproxima do receptor eles vão se ligar quimicamente eles tê que se ligar quimicamente pra depois eh ocorrer uma resposta então nós temos aqui um modelo de interação entre fármaco e receptor nós temos a droga representado pela letra A que é um agonista e um receptor livre ess esses
essas duas moléculas se aproximam e da esquerda pra direita ali Elas se ligam agora eu tenho um complexo fármaco e receptor entretanto esse complexo está em repouso ele pode voltar pro estado de dissociação e liberar a molécula do fármaco ou ele pode ser ativado nem sempre uma molécula ligada a um receptor vai conseguir ativar esse receptor às vezes ela se desliga antes de ativar o receptor ou às vezes ela se liga ativa o receptor volta para repouso volta a ativar o receptor volta para repouso então nós temos esses diferentes modelos já num fármaco antagonista nós
temos uma molécula livre um receptor livre ambos irão se ligar e vão permanecer em repouso Porque um antagonista não ativa o receptor bom agora nós temos um gráfico aqui que nos mostra a relação entre a ligação total da droga do ligante a todos os receptores do organismo e também aqueles receptores e específicos e os constituintes não específicos e nós temos uma medida da ligação específica somente então no gráfico a eu tenho na linha vermelha a ligação Total então aqui nesse tecido eu peguei e receptores específicos e receptores não específicos quando eu subtraio a ligação não
esp específica eu consigo o gráfico B onde mostra a relação entre a ligação específica e a concentração que eu preciso da droga para chegar a um pico máximo de ocupação dos receptores bom até aí tudo bem então nós podemos medir a ligação entre o fármaco e o receptor mas o que interessa pra gente é resposta biológica que esse fármaco vai desenvolver no nosso organismo então o quanto ele vai conseguir ativar esse receptor quantas moléculas vão ser necessárias qual a concentração do fármaco que eu preciso para ter uma resposta satisfatória ou uma resposta máximo nós conseguimos
medir isso com a curva de concentração e efeito do agonista ou conhecida como curva dose e efeito aqui nesse gráfico por exemplo nós tem por exemplo nós temos duas substâncias que são agonistas sendo comparadas a estamina e acetilcolina a estamina e a esculina elas promovem contração muscular Então são efeitos semelhantes entretanto eu preciso de uma contidade muito menor de estamina para produzir uma resposta máxima em relação à acetilcolina e o antagonista O que é um antagonista competitivo que é o a forma mais importante de antagonista que a gente ouve tanto falar um antagonista competitivo Eh
vamos falar aqui do reversível é aquela molécula do fármaco que se liga ao mesmo receptor que um agonista então o agonista e o antagonista eles competem eles querem se ligar no mesmo receptor por isso que é um agonista competitivo entretanto existem agonistas que são competitivos reversíveis ou seja eles se ligam aquela molécula mas em um determinado momento eles se desligam e dão espaço pro agonista e nós temos antagonistas competitivos irreversíveis por exemplo o ácido ativo salicílico a partir do momento que o ácido acido salicílico se liga alguma enzima A cicloxigenase ele não se desliga mais
entretanto o antagonista não vai gerar nenhuma resposta no organismo E como eu consigo restaurar a função daquele tecido se esse antagonista é reversiva ora aplicando uma concentração maior agora do fármaco agonista e nós podemos ver nesse gráfico que por exemplo na a linha azul eu tenho apenas agonista Então eu preciso de uma concentração pequena para obter essa curva de ocupação dos receptores de 50% de ocupação e do máximo de ocupação quando eu coloco uma concentração um de antagonista Eu Preciso aumentar a concentração do agonista porque ambos estão competindo pelo mesmo receptor então a medida que
eu aumento a concentração do antagonista eu devo aumentar a concentração do agonista já quando eu tenho um antagonismo Irreversível não importa o quanto eu aumente a concentração do agonista porque o antagonista continua ligado no receptor Então não vai ter receptor para ele se ligar posso colocar a concentração que eu quiser de agonista os receptores não serão ocupados bom além desse antagonismo que ocorre entre os fármacos com os receptores eu tenho também um antagonismo em entre fármacos que existem alguns tipos diferentes tem antagonismo químico onde dois fármacos numa mesma solução tem a propriedade de um abolir
o efeito do outro ou um a abolir a molécula do outro o antagonismo farmacocinético em que um fármaco diminui a concentração do outro fármaco no sítio de ligação como aumentando a absorção desse fármaco o metabolismo ou mesmo a excreção dele do organismo para finalizar nós temos um último conceito que é de dessensibilização e tfil xia Essas palavras são sinônimos e elas querem dizer que o efeito de uma substância diminui gradativamente quando ela essa substância é administrada de modo contínuo essa dessensibilização ela pode ocorrer por vários mecanismos por perda de receptores por alteração na conformação dos
receptores por exaustão dos mediadores Químicos pelo aumento da degradação metabólica pela adaptação fisiológica do nosso organismo e mesmo pela extrusão ativa da substância das células essa extrusão Ativa é interessante porque é um mecanismo que a célula tumoral tem de expulsar o fármaco quimioterápico de dentro dela bem a nossa aula termina por aqui e eu espero que você tenha aproveitado até mais