a gente que gosta da natureza Eu costumo falar eu planto com carinho eu só fico olhando e a natureza vai trabalhando e me mostrando no brilho a flor fica linda mcha Cai vem outra é um círculo né ol leva eu minha saudade Eu também quero ir minha saudade quando eu chego na ladeira eu tenho medo de cair oh leva eu minha [Música] saudade [Música] w Então esse local aqui é um local de cura de acolhimento porque quase todas que chegaram aqui naquele portão do viveiro ali elas chegaram com um histórico de violência doméstica problemas depressivos
e tantos outros a minha filha ela tava com 2 anos né E daí como eu tinha parado para cuidar dela a licença maternidade e eu me vi em casa né eu confesso que que eu já tava entrando até numa depressão aí quando eu engravidei do meu primeiro filho aí eu vim aqui para São Paulo vim para São Paulo aqui eu conheci um moço me ajuntei com ele tive Meus outros quatro filhos só que eu sofria muito com ele também então eu não podia sair eu não podia ter amizade eu não podia ter nada a gente
mulher né a gente quer se cuidar quer cuidar da unha quer cuidar do cabelo e daí eu falei pro meu marido é eu tô precisando e não né arrumar meu cabelo e aí foi quando ele me falou e isso me deixou muito amargurada não você não precisa ir no salão para arrumar o cabelo para que você vai arrumar o cabelo e depois eu conheci um rapaz aqui casei com ele e pronto acabou aí Eu me desliguei de tudo me perdi na vida eu tinha muita angústia é seim eu acordava de manhã e acabou não tinha
sonhos e às vezes eu perguntava Cadê Vilma Cadê você aí foi quando as meninas me chamaram para vi pro coletivo e quando eu entrei aqui eu me senti lá na Bahia voltei à minhas origens Cheguei ali na casinha da vovó digo pronto daqui eu não saio mais vou parar aqui aqui vai ser o meu a minha porta de escape para que eu tenha a minha renda e ao mesmo tempo a acompanha o crescimento da minha filha eu já conhecia o projeto das mulheres do gau só que eu trabalhava no comércio eu tinha uma fábrica de
calçada não saber administrar o meu comércio eu acabei perdendo tudo né e a Vilma era minha vizinha e a Vilma me fez o convite para mim vir participar do do programa que tava aqui que era do pote operação trabalho e quando eu cheguei aqui no viveiro escola que eu tinha esse auxílio eu consegui levar uma renda para casa e ao mesmo tempo eu me senti acolhida pelas meninas amada um abraço que a vizinha me deu naquele portão e mandou eu erguer a cabeça eu nunca esqueço ela ergue a cabeça minha filha você é mais do
que vencedora E é isso que eu falo pras mulheres quando ela chega aqui dizendo assim eu não tenho jeito não sei eu digo não filha você tem você tem sonho vamos realizar esse [Música] sonho a gente era um grupo um grupo de agricultura Urbana grupo gau quando a gente pensamos em formar o coletivo mulheres do gau e foi num ao redor de um fogão a lenha e a gente tava fazendo uma tapioca com chazinho naquele dia e era um dia até frio e a gente tava sentada ali a gente falou vamos fazer um grupo coletivo
só de mulheres gente agora vamos pensar o que é mulheres do Gal o que quer as mulheres do Gal então produzir orgânico isso a gente faz com excelência fazer ecogastronomia e dentro e a educação ambiental para jovens acolhimento à mulheres da nossa comunidade e é isso fortalecer o feminino mesmo o protagonismo feminino nós estamos aqui em União de Vila Nova antigo Jardim Pantanal no extremo leste de São Paulo e era um local assim com as casas casebre muita lama não tinha água não tinha luz a gente mesmo moradores fomos reivindicar para o sistema de urbanização
CDHU uma intervenção aqui fazer um algo melhor né ajudar essa comunidade aí fo a urbanização aí foi tirado escola creche isso é o local vai ser Praça Isso aqui vai ser um centro de convivência Isso aqui vai ser não sei o quê e o último local foi um local para ser uma horta Comunitária que é um local que só é é um local reservado para jogar o entulho aí veio a prefeitura o CDHU pediu pra prefeitura veio passou um trator tirou tudo e a CDHU veio e colocou uma estufa e disse ó gente é o
que eu tenho agora para vocês e a gente chegou aqui a gente chorou era tudo Terra Vermelha cheia de pedra cheia de pau cheia de tudo e agora que a gente vai fazer aí um dia o Hermes né do Instituto ia passando e viu aqui o Mato Grande não tem ninguém aí e ele entrou e falou aí encontrou Helena falou mulher que que tá acontecendo aqui não tá tendo projeto ela falou não ele falou eu vou ligar pra Valquíria e vou pedir que gerente CDHU isso aqui como comodato e vou colocar implantar um projeto aqui
o nua é uma organização social que dialoga com o poder público que dialoga com a Organizações do setor privado que dialoga com outras organizações mas promovendo a autonomia na comunidade essa comunidade que já foi a segunda mais violenta era necessário que as coisas acontecessem aqui para tirar esse o Hermes foi atrás de parceria foi quando ele arumou a parceria com a Prefeitura de São Paulo vamos fazer acontecer aqui gente projeto viver escola uma cultura eh é de para continuar fomentando a questão dessa de reimaginar a educação na periferia Bom dia meninos e principalmente nessa Periferia
é fazer com que os jovens e a criança e os jovem se se aproprie desses conhecimento para Ir melhorando e transformando cotidianamente a vida deles aqui nesse lugar tornando esse lugar o melhor lugar do mundo Oi gente bom dia eu sou a Bruna eu faço parte do coletivo mulheres do Gal a gente vai falar um pouco sobre agroecologia sobre pâncreas sobre eh o que a gente faz aqui no dia a dia né também quero é uma das atividades que que mais mostra né Qual é a nossa missão como mulheres do Gal que é trabalhar a
consciência das pessoas né 10 anos depois desse primeiro espaço que hoje já é uma água Floresta gosto mais cidade que a gente teve em 2020 por causa da pandemia a CDHU cedeu segundo terreno antes era um estacionamento quando eu entrei naquele terreno pela primeira vez eu senti aquela emoção muito grande e mesmo tempo uma tristeza pelo solo que tava bem degradado eu achei que ali a gente não ia conseguir recuperar o solo né E hoje com o trabalho com a limpeza que a gente fez a gente já tem produção nele e assim o mais gratificante
que tudo isso que a gente faz não tem nenhum produto químico eu tô cortando é aqui AA salça para colocar na cesta do crem eu tava na Peneira eu tava peneirando eu tava no namoro eu tava namorando de daquela serra pass sa boi pass sa Boiada onde passa o Moreninho do cabelo cacheado eu toda quarta-feira é a gente Faz 20 sacolas pro creem nosso parceiro Oi Joelma e a como é que estão as sacolinhas hoje O que que a gente tem hoje a sacolinha tem almeirão roxo almeirão pão pão e alface e Salsa o crem
coletivo mulheres do Gal e eles começaram a se aproximar Porque compartilham do mesmo território então é uma parceria que já vem de alguns anos mas ela foi foi intensificada durante a pandemia O que que a gente a gente viu com as nossas famílias na pandemia né uma perda do trabalho do poder econômico e consequentemente um aumento da insegurança alimentar então a gente tava compondo cestas que que precisavam responder uma necessidade educativa alimentar e também de insegurança alimentar e por outro lado as agricultoras tendo dificuldades com a produção a gente começou a comprar essa produção que
tava sendo Perdida para doar para as famílias que a gente acompanha [Música] Eu tenho esse sonho e eu tô vendo que cada dia mais ele tá se concretizando alimentação é para todos alimentação saudável alimentação orgânica é para todos quando a gente fala que a gente tem muita necessidade de ter os incentivos públicos né as políticas públicas Mas se a gente se unir e ver as necessidades que se tem do Agricultor né como que a gente vai reivindicar Boa tarde Boa tarde é vou eu e o Avaí amanhã para representar o grupo e a ideia a
gente fechar negócio com as creches da região pra venda local dos dos nossos produtos a gente suprir a necessidade das folhosas e a ZL que fica ali mais em São Mateus né a gente faz parte da associação da ael E aí essa união de de juntar os produtos né então hoje a gente tem vários assuntos para tratar tem o andamento dos documentos da associação é super importante essas reuniões na azl que a gente fica interage né a gente fica informada do que a gente tem direito do que tá rolando e vai haver um conselho Rural
que está precisando né que que as da zonae da Agricultura esteja se candidatando que esteja votando se a gente tiver paciência de cuidar desse po ensinar ele a gente vai fazer vai fazer dois atos receber um e dar outro porque aquela pessoa vai se levantar dona Sebastiana é Nossa grande inspiração né ela foi uma das pioneiras né que chegou ali em São Mateus e e foi uma guerreira né [Música] olha a cor disso Olha isso aqui é encantador não é isso aqui é um encanto Resgate ancestralidade essa união da Universidade junto das mulheres do Gal
né Universidade com a ensin da Gastronomia mulheres do Gal Então essa essa essa fusão essa União fecha um grande ciclo dessa desmistificação da irrigação de um possível deserto alimentar que dizem que há dentro dos bolsões de pobreza Bet Dourada batata doce roxa casca da Melancia salada com punks e a casca de abóbora pô demais demais Quem fez a a Bet Dourada achava que era um gosto mais forte que nem a beterraba roxa porém é um gosto bem mais fraco não tem palavras sabe para definir a emoção que a gente sente de ver as crianças é
desenvolvendo na agricultura o que a gente faz é com tanta afetividade que os parceiros nossos eles são parece que é assim mesmo Escolhido a Dedo e nós recebe essa parceria ó e devolve pra nossa comunidade e não só aqui na nossa comunidade fora daqui do nosso território a gente tem que tirar esse contexto de alimentação saudável só para rico de alimentação orgânica só para Rico A gente estamos aqui agricultor para trabalhar para isso virar realidade para as pessoas que moram nas Periferia das grandes cidades a missão das mulheres do gau é isso né é Resgate
é resgatar do adulto né tentar resgatar do adulto e também conscientizar as crianças a gente vai plantando sementinhas e vai brotando [Música] né [Música] [Aplausos] [Música] [Música] [Música] [Música] s