[Música] [Música] Olá pessoal sejam bem-vindos a mais um episódio do Prosa Agro eu sou o César Castro gerente da Consultoria Agro do Ita BBA e estou aqui hoje com o Fernando Gonçalves que é superintendente de Pesquisa Econômica no banco para junto comigo prearm com o nosso convidado de hoje que é o Christopher garman diretor executivo para as Américas na eurasia group que é uma das mais respeitadas e maiores consultorias de risco político no mundo e nosso assunto hoje são as eleições Americanas esse tema super importante para o agronegócio brasileiro por motivos relacionados a políticas comerciais
ambientais e econômicas Os Estados Unidos são um dos principais parceiros comerciais do Brasil e as mudanças na administração americana podem influenciar acordos comerciais tarifas e Barreiras às exportações Obrigado Christopher Obrigado Fernando por terem vindo bater esse papo com a gente Obrigado um prazer est aqui César um prazer enorme est aqui César eh junto também com você Fernando Cris pensando em eventuais impactos pro agronegócio brasileiro Como que você enxerga o posicionamento dos candidatos em relação às tarifas e Barreiras comerciais para os produtos agropecuários na sua opinião quais os setores podem ser mais afetados e quais oportunidades
podem surgir dessas políticas não perfeito eu acho que você colocou muito bem César que a eleição americana tem um potencial impacto no setor Agro brasileiro bem importante tá e a e a principal razão é quando a gente olha a diferença entre a candidatura do presidente ex-presidente Donald trump e da vice-presidente camala harres um dos pontos eh que destaca a diferença das duas dos candidatos É de fato a política tarifária e comercial né Nós temos eh o ex-presidente Donald trump eh que tá colocando propostas muito arrojadas na área comercial eh um dos seus assessores mais influentes
se por eventura ele ganhar que possa ter uma posição de destaque na equipe Econômica dele é o Robert leiser ele foi também o chefe de negociação comercial do primeiro mandato e tende a ter mais influência ainda em eventual o segundo mandato e o Bob light haer tem uma visão protecionista eh eh e tarifária muito grande e também é um perfil de uma candidatura muito mais arrojada visavis a China então eh eu acho que uma assim existe um consenso em Washington de enxergar a China como a principal ameaça e rivalidade geopolítica eh nos dois partidos não
é é não é uma divisão partidária o trump colocou muitas tarifas sobre produtos de importaç chineses e o biden Manteve elas né mas eu acho que se o o o o trump voltar eh eh deve ter uma política tarifária de potenci ismo maior como um todo e partic particularmente com relação à China a proposta da equipe do Bob leiser é colocar uma tarifa de importação de 60% sobre todas as importações chinesas no mercado americano né Isso é muito grande a gente tem que lembra Lembrar que no primeiro Mandato do presidente trump eh você teve eh
um aumento de tarifa média para 20% então no fundo que a equipe do trump tá assim propondo triplicar essa essa tarifa eh então Eh é claro que é muito difícil colocar essa tarifa de imediato as repercussões econômicas na China seriam desastrosas de acordo com uma estimativa no mercado financeiro isso poderia levar a uma queda da PIB de 2,5 do eh do PIB chinês né Eh então é difícil implementar isso de imediato mas assim eh mas no fundo eh revela uma estratégia também de segurança nacional mais belicosa com relação à China então no fundo quando a
gente pensa eh em termos de política de Agro talvez a mais importante repercussão que a gente até pode debater um pouco mais aqui é como é que pensamos as repercussões de uma guerra comercial nova e e maior entre Estados Unidos e China eh o que isso implica né para o Agro brasileiro o que implica para o Agro americano né porque se de fato eh o trump prevalecer e ele impor uma tarifa mais agressiva a pergunta é como é que os chineses vão retaliar e a grande pergunta é se vamos ter um benefício pro Agro que
aconteceu no primeiro mandato que é eh o governo trump coloca tarifa os chineses retali com tarifa de importação de produto Agro Amer ano e o Brasil acaba sendo um provedor maior nessa guerra comercial eu acho que dessa vez pode ser um pouco diferente podemos discutir mas acho que as diferenças eh dos dois é do lado comercial e outra diferença entre camala e trump é no lado da política imigratória e e evidentemente é uma campanha é um tema muito importante paraa campanha do do Donald trump eles estão ameaçando fazer deportações de quase 11 milhões de imigrantes
ilegais eh o aumento de imigração ilegal durante o governo biden foi muito forte é um tema que pega no eleitorado americano e o trump vai eh acelerar esse debate ainda mais agora se eles fizerem uma deportação muito menor do que eles estão prometendo vai que faz uma deportação de 1,5 milhões de imigrantes ainda assim tem um impacto doméstico no Estados Unidos e os setores que são mais negativamente impactados o setor de Agro é um deles que que depende desse influxo de migratório então a gente olha o setor Agro americano pode ser negativamente afetado não só
Retalhação chinesa de eh numa guerra comercial e também política imigratória que é interessante porque o setor Agro americano é mais conservador e trumpista né mas acho que essas são as duas eh e também podemos falar da pauta verde que evidentemente eh vai ser parmente abandonado no governo trump mas mas eu destacaria essas duas para que possam ter impacto no Agro amo e reflexos aqui não perfeito Cris eu eu queria inclusive continuar a discussão aqui sobre o possível Impacto né Desse dessa política mais arrojada como você colocou que o trump poderia vir a ter eh com
relação aos Estados Unidos e voltar Como foi mencionado também na sua resposta pro primeiro governo trump a gente teve lá em 2018 uma guerra comercial bastante intensa entre Estados Unidos e China eh em particular as exportações de soja do Brasil acabaram sendo beneficiadas né quando você teve um redirecionamento ali da demanda chinesa eh saindo um pouco eh da soja americana vindo eh para cá pro Brasil eh e você mencionou na sua primeira pergunta Cris que dessa vez pode ser diferente eu queria te perguntar explorar um pouco mais isso se o trump vencer como é que
você acredita que vai ser a dinâmica paraa frente nesse aspecto Brasil vai se beneficiar não vai o que que vai ser diferente da em relação à primeira vez vez eh você acha que o Brasil pode manter ou até ampliar o espaço que tem no Mercado Chinês é não a razão que eu digo que pode ser diferente dessa vez é que o ponto de partida já é bem diferente uhum se a gente olha o perfil de importações de soja na China eh o o Brasil já ganhou um Market share muito maior do que tinha no início
do primeiro Mandato do trump né então acho que os chineses já estão dependendo mais de importação de soja brasileira eh o a exportação de produtos Agro americano e Soja também é menor do que era antes então eh não é trivial pros chineses quererem retaliar com uma política tarifária sobre produtos americanos não é para tentar reduzir esse percentual ainda mais até porque e vocês evidentemente reconhece que a a entre safa da soja soja no Brasil com a Americana um complemento outro então Eh é assim abaixar muito a importação de soja americana eh no Mercado Chinês Não
vai ser fácil de substituir sem ter um aumento de preços locais então isso significa que o custo de oportunidade pros chineses eh fazer uma rodada agressiva de ralações de tarifas Americanas com tarifas sobre produto de importação de água americano Talvez seja um pouco maior do que na primeira rodada tá então eu acho que a gente gente tem que ficar atento a esse fenômeno da da assim do de que o ganho pro Brasil talvez não seja tão fácil quanto na primeira rodada da Guerra comercial o segundo ponto para destacar E aí essa é uma relação dinâmica
eh da resposta chinesa a uma possível aumento de de tarifas de um governo trump a leitura em Pequim que a gente tem conseguido apurar na eurásia é que os chineses já estão eh preparando e elaborando cenários e possíveis respostas a o governo trump eles reconhecem que tem esse risco de aumento de tarifa prodos chineses mas ao mesmo tempo eles não acham que uma rodada agressiva de aumento de tarifa se sustenta no fundo a visão em Pequim é que o impactos paraa economia americana seriam também grandes n é eh até o Peterson Instituto que é um
Instituto de Pesquisa em Washington né ah calcula se você implementar aumento de tarifa de 60% sobre produtos chineses e também que estão prometendo um aumento de tarifa de 10% sobre todos os produtos de todo que entram na economia americana eh isso levaria uma queda no PIB americano de 1,8 e aumento de inflação em um então é claro que isso é um instituto Talvez o Itaú faça outras premissas mas a eh mesmo que seja exagerado eu acho que a visão chinesa é se o trump embarcar nessa toada que a oposição de grupos empresariais nos Estados Unidos
possam ser grande para tentar manerar essas propostas então talvez o que ocorra é que os sujes não reagem com uma Retalhação tarifária de imediato eles seguram com uma certa Aposta que isso não vai se sustentar e vai desmar então talvez a a reação dos chineses a aumento de tarifa eh do governo trump seja diferente não é mas é claro é tudo demais constante se o trump implementar metade disso e fase A ao longo do tempo é claro que alguma retração tarifária eventualmente virar doos chineses e também pode gerar uma oportunidade sim para o Agro eh
brasileiro Então acho que algo vem mas eu colocaria um pouco essas duas ressalvas que talvez não seja um ganho tão imediato quanto no no no primeiro mandato perfeito Cris Obrigado interessante Cris eh parece que eh nós temos visto esse ano né um movimento um pouco diferente da importação de soja pela China esperava-se que que a China fosse um pouco mais comedida né em função dos Desafios econômicos locais mas o que nós temos visto é um fluxo de importação total dos chineses de soja um pouco menor dentro da expectativa mas muito maior do Brasil né nesse
primeiro semestre o Brasil exportou cerca de 15% a mais e um total 3% a menos do total importado pela China então parece ser um movimento de antecipação a algum algum evento diferente nemuma mudança eh na eleição at complementaria César que do lado econômico que a gente observa isso acontecendo em vários setores né Tem setores mais industriais inclusive da China que estão tendo essa essa antecipação e não necessariamente de importação mas de exportação tá tendo uma antecipação acontecendo no comércio internacional acho frente a um evento tão importante como esse que é a eleição americana é ô
posso comentário a isso antes da sua pergunta eu acho que quando a gente olha Eh assim o as as decisões saindo de Pequim é interessante que claramente o governo chinês já tá fazendo um head né de antecipando uma deterioração da relação Estados Unidos e China e aliás eu acho que eles estão com uma visão da nossa equipe que cobre China na eurásia é que eles estão vendo que Independente de quem ganhar nós vamos vamos ver uma detração da relação bilateral o debate em Pequim é Ok pode ter velocidade e amplitude não é pode ser e
o escopo pode ser impactado dependendo do trump ou de camala Mas eles estão vendo essa doração estrutural e estão buscando para ampliar as suas parcerias com outros e países no sul global e o Brasil faz parte dessa estratégia então que pode trazer mais investimentos uma proximidade eh diplomática maior acho que o Brasil entra nesse nesse radar a gente pode discutir um pouco mais sobre isso mas mas o presidente xpen deve fazer uma visita chefe de estado e para o Brasil na reunião do G20 e o que eles gostariam é que o Brasil entra na rota
da seda né então e porque faz parte um pouco dessa estratégia chinesa de realçar esses laços com países como o Brasil o Brasil em termos geopolíticos tá bem posicionado Você tem os chineses querendo reduzir a independência nos Estados Unidos e um pouco do ocidente você tem Europa também querendo se aproximar eh parte európa com o Brasil o acordo União Europeia mercul ainda está em jogo eh os alemães em particular estão querendo firmar esse acordo com o Mercosul então eh acho que o Brasil tá bem posicionado mas eh se o trump prevalecer a relação próxima do
Brasil com China será um foco de atrito sim é com o governo T particularmente se o Brasil entrar na rota da seda podemos discutir isso mas é um debate muito vivo em Brasília hoje se entra ou não entra na rota da seda muito bom Cris ainda pensando um pouco nas políticas agrícolas propostas né pelos candidatos você vê grandes divergências elas entre si sobretudo na questão dos subsídios e na política comercial eu pergunto isso porque no na ocasião do início da Guerra comercial do governo trump né com a China eh os preços da sor já caíram
muito em Chicago os prêmios subiram no Brasil a demanda se voltou para cá mas ao mesmo tempo para cobrir um pouco os prejuízos do Produtor americano ele aumentou muitas transferências pros produtores como é que você enxerga essa questão né dos subsídios e da política comercial Olha eu imagino que eh que a a necessidade se de Fato né as políticas com qual o dnei né de um possível governo trump são corretas não é tanto lado de políticas imigratórias que reduz a mão de obra para o setor e também a política comercial que pode ter né reiterações
vindo de Fora sobre produtos agros americanos a necessidade de subsídios para o produtor Agro americano vão subir bastante e Sem dúvida nenhuma o governo trump vai ser muito amigável para tentar aumentar esses subsídios para para o setor eh Então porque é um é um setor mais conservador em Estados republicanos é é uma base importante para o governo trump Então acho que esse essa política de subsídios deve deve aumentar eh Sem dúvida nenhuma perfeito Cris eu queria te perguntar agora eh sobre sua leitura né para temas ligados a meio ambiente a ambiente questões ambientais e de
política energética né sobretudo relacionados ao Agro no caso de biocombustíveis um tema que é uma agenda muito relevante aqui no Brasil eh quais seriam os impactos que você vê dessas propostas pro Brasil eh considerando essa importância né no cenário global e eh do tema de energia sustentável é Olha eu acho que quando a gente olha para um governo a diferença entre camala e um um governo trump a a candidatura da camala harras tem um perfil mais ambientalista até um pouco mais forte do que o presidente biden Então acho que quando a gente olha não é
eh em termos de as políticas de sustentabilidade as negociações comerciais que o os Estados Unidos deve ocorrer numa gestão camala talvez eles vão colocar pautas ambientais desfasa de protecionismo um pouco maior não é ah eh Donald trump e tem uma pauta bem diferente é um dos primeiros atos de um governo Donald trump deve ser retirada dos Estados Unidos do acordo de Paris então Eh então a gente olha até o Brasil sediando a cop3 em Belém Ou talvez não Belém dado as dificuldades logísticas que isso é um Desafio enorme para sediar um um um acordo não
é de negociação climática num numa cidade que não tem estrutura para para tanto mas ah mas assim o os Estados Unidos fora do acordo de Paris é claro tem Impacto né na reunião do cop3 e também todo o negociações de acordo de financiamento Verde eh e também de climate finance de países industrializados não é que é um grande impasse entre mercados emergentes e países industrializados Então você tem um governo trump com um perfil menos ambientalista como um todo não é que podem ter o impacto em termos de financiamento Verde mas ao mesmo tempo vai ser
um governo trump querendo defender os agricultores americanos Então os renewable fuel standards aquelas a política de bom combustíveis nos Estados não deve mudar tanto não é eh de um governo eh trump com um governo de camala porque é uma defesa para os produtores Agro americanos que também dependem das das metas de de de de biocombustíveis como um todo agora o que pode ocorrer que eu acho que é eh Mais especificamente é no setor de etanol e tem uma birra americana com a tarifa de importação de etanol americano que foi imposto no governo Lula então isso
já é uma é um ponto de intencionamento entre relação aos Estados Unidos e Brasil eh se o trump prevalecer acho bem provável que eles façam uma uma medida retaliatória eh de de exportação de etanal para mercado americano Então nesse setor eh tende a ter eh uma medida comercial retaliatória de uma de uma de um incômodo que já existe eh no próprio no próprio governo biden que é uma medida também de proteção eh de produtores americanos contra importação de etanol vindo daqui então isso é um é um Desafio não é nessa nesse ambiente mas o lado
de biocombustíveis dado o apoio do setor Agro americano não deve mudar por tremendamente muito bom Cris mudando um pouco agora né Eh para questões né mais relacionadas ao possível poder de barganha maior que o Brasil pode vir a ter né esse ambiente de maior confronto né digamos assim que pode vir a acontecer numa eventual vitória do trump e uma consequente redução do comércio entre Estados Unidos e China você acha que daria ao Brasil uma alguma vantagem competitiva eh para negociar para poder exportar mais os produtos não só agrícolas mas também minérios que o Brasil tem
lá como que você vê esse possível ganho de força na mesa pro lado do Brasil ou será que é uma coisa que vai aumentar a tensão né porque o Brasil vai ter que se posicionar é eu eu acho que talvez eu responda essa pergunta em em duas camadas né se nós estamos vivendo num mundo de tensionamento geopolítico mais elevado eu acho que nós estamos vivendo nesse mundo independente se é trump se é camala a relação bilateral Estados Unidos e China tá no caminho de deterioração nós estamos com ambiente não é de uma guerra contínua na
Europa com uma guerra na Ucrânia uma guerra no Oriente Médio eh nós temos existe razões estruturais para acreditar que esse tamento G político não vai embora tão cedo e até pode se aprofundar nesses próximos anos então nós estamos num ambiente Global aonde preocupações com segurança energética estão em alta preocupações com segurança alimentar estão em alta e nós temamos uma transição climática né que vem Independente de cor partidária eh nos nos países e o Brasil tá bem na foto né Nós nesse ambiente eh de tensionamento geopolítico a China vai est buscando para realçar a a laços
com países como o Brasil é interessante ver que na Europa eh parte do interesse europeu de formar um acordo com não com a Mercosul foi a crise da da Rússia que também aumentou preocupação com segurança alimentar e energética então a necessidade de realçar Laços eh com eh a América do Sul eh e a nossa nova rodada de negociações pós eleições na Europa eh com a recondução da ursa WL como presidente da União Europeia estão querendo dar um novo gás no acordo com o Mercosul também porque tão com medo de uma vitória trump e estão querendo
realçar laços econômicos outras regiões então o Brasil eu acho que dá para poder jogar um pouco dos dois lados tem um pouco mais de interesse tático em países como o Brasil acho que o Brasil tem um certo poder de barganha eh e isso a gente tá vendo isso nas negociações eh do Brasil hoje com a China o debate hoje em Brasília é os chineses querem que o Brasil entra na rota da seda então aí a pergunta Ok dado que eles estão querendo por razões geopolíticas que que o Brasil pode pedir em contra eh em contra
propostas e e garantias ou Promessas de investimentos ou de financiamento que os chineses podem prover pro Brasil entrar na rota da não é Ah então isso é um é um pouco de poder de baganha Ah sim mas não vem sem custo né E aí eu só diria que a que a se a a sequência do trump prevalecer no dia 5 de novembro aí o Brasil cedia ao G20 cpin vem com uma visita chefe de estado anuncia a entrada do Brasil na rota da seda é claro que o Brasil entra na no radar eh eh de
um governo trump maior do que deveria porque eh é é importante lembrar que a política tarifária americana vão focar dois tipos de países países que tem um superávit comercial com os Estados Unidos e países que são uma porta de entrada de produtos chineses é no no mercado americano o Brasil não tem nenhum nem outro eh tinha um déficit comercial que agora tá virando um super áb pequeno e não é uma porta de entrada de produto chinês para entrar nos Estados Unidos PTE de entrada de produtos chineses é México é Vietnã parte sudeste da Ásia eh
e outros países TM um superá comercial muito elevado agora trump e Lula tem posições ideológicas muito distintas né a política aqui é o espelho da política nos Estados Unidos a briga entre Elon musk eh e o o Ministro Alexandre de mores Supremo Tribunal Federal e o l musk pode participar do governo do governo trump Então eu acho que uma a a proximidade do Brasil com a China pode gerar atritos particularmente se o trump prevalecer é um sinal que o Brasil tá optando pela China e não Europa os Estados Unidos não acho que o desejo eh
do governo como um todo né Tem várias alas no governo Lula mas como um todo é tentar jar maximizar os outros mas vamos ver talvez tensionamentos eh e aonde países talvez eh paguem um custo relativo se aproximar com o rival geopolítico Mas como um todo eh é muito difícil paraos Estados Unidos dizer ó vocês têm que não optar por investimentos chineses ficam com a gente os chineses fazerem o mesmo eh nesses países o que nós estamos vendo de forma mais Ampla é uma certa competição de influência e reconhecimento cada lado que você tem relações econômicas
importantes com os outros países eu quando eu converso com eh membros do governo biden eh na eh olhando a política externa o que eu escuto é sabemos que outros país ou o Brasil vai ter uma relação econômica importante com a China e não não estamos numa posição de forçar uma escolha né Mas é claro que na medida que essas tensionamentos aumentam as as fricções vão se acumulando um pouquinho né então a opção que você pode maximizar os dois lados né e tirar vantagem só tem ganho É talvez começa a ficar um pouco mais mais um
pouco mais difícil a gente tá vendo isso também no de industrializa Americana condicionando entrada de produtos nos Estados Unidos a não ter partes e produção de produtos chineses perfeito eu queria colocar um um foco aqui num ponto que você mencionou na sua última resposta que é o de segurança alimentar né esse é um tema que obviamente se ganha espaço benef Brasil por constu temos desde a pandemia né temas por exemplo ligados à cadeia de suprimento de certos produtos ganhando relevância o mundo pensando mais em cadeias de suprimento nesse mundo extremamente conflituoso que você mencionou do
ponto de vista geopolítico e que pode se se intensificar esse essa aspecto conflituoso você e vislumbra que segurança alimentar pode vir a ser um tema muito relevante assim como por exemplo questão de cadeia de suprimento near Shing fring foi eh um tema eh que ganhou muita força ali no pós pandemia durante a pandemia você acha que segurança alimentar é um tema que a gente tem que ficar de olho e pode e ganhar espaço e eh talvez independente quem ganha nos Estados Unidos Ah sim eu acho que eh eu acho que a resposta é absolutamente sim
num ambiente geopolítico Turvo Onde você tá querendo mais segurança nas suas cadeias de suprimento seja produtivas e também alimentares eh os países vão tentar realçar as suas respectivas seguranças alimentares é um é um mundo onde talvez você possa at restrições a exportações de produtos os para poder garantir a gente tem que reconhecer que em termos políticos preço de alimentos Talvez seja muito mais relevante paraa sobrevivência política em países emergentes até mais do que em em países industrializados a gente olha até no próprio Brasil a gente olha relaciona índice de aprovação do governo tá mais associado
aos preços de alimentos do que qualquer qualquer outra coisa então você vê no início do governo Lula a aprovação se Manteve elevada porque preço de alimentos caíram no primeiro tri Caiu um pouquinho porque preço de alimento subiu então você vê e você vê política no oriente médio no sudeste da Ásia eh assim o lado de preço de alimentos é nevrálgico paraa sobrevivência política de governos e nós temos um crescimento populacional enorme que nós vamos ver nos próximos 25 anos nãoé eh e a gente olha quais países podem suprir esses alimentos o Brasil se destaca de
longe com uma área não é que cultivável sem desmatamento não é é muito maior do que qualquer outro país globalmente que pode fazer uma expansão da sua Fronteira eh Agro e também né Eh mudança de de terras degradadas de pastagem conversão em de alimentos T que o Brasil Pode sim ser um grande celeiro para o mundo então acho que num ambiente de conflitos geopolíticos onde cadeias de suprimento tá mais em riscos com conflitos seja no Oriente Médio na Europa ou conflito com Estados Unidos e China o Brasil tá tá bem posicionado para tanto eu acho
que também A política externa brasileira tem que tá atento a essas essa essas mudanças tem um um foco eh natural muito grande na China e até com onda imigratória do campo para as cidades pode ter um aumento de demanda de produtos agros mas a gente olha os países que pode ter um crescimento populacional sudeste da Ásia parte da África então A política externa brasileira também tem que eh focar para abrir esses novos mercados não é eh para poder fazer essa exportação Agro também então acho que um foco um pouco mais no sudeste da Ásia dado
aonde vem a demanda futura também Seria algo estratégico eh não só pro governo brasileiro mas também o setor privado eh brasileiro tá atento a esses mercados que estão CR eh crescendo excelente Cris bem pessoal a prosa tá ótima mas nós chegamos ao final de mais um episódio do Prosa Agro hoje com esse tema super importante que são as eleições Americanas que vão movimentar muito os mercados na nas próximas semanas e e meses eh eu queria agradecer o Cris que veio hoje né diretor executivo da eurásia nos trouxe insights bem interessantes sobre o tema dividiu conosco
um um pouco da sua vasta experiência e o Fernando Gonçalves que me ajudou aqui a na interlocução um parceiro muito próximo de nós da Consultoria Agro então Eh agradeço mais uma vez Cris sua presença e o Fernando também é isso pessoal por hoje é isso e até a próxima [Música]