E aí E aí E aí [Música] E aí [Música] a falar sobre o suicídio sempre foi um caboclo nós nunca devemos buscar uma explicação fácil para um fenômeno tão complexo como suicídio o número de mortes agora é crescente entre adolescentes e adultos e o que que significa isso porque cada vez mais pessoas estão desistindo de viver a prevenção do suicídio um tema tão pouco discutido até a 45 anos atrás mas nós precisamos falar sobre isso E aí as vidas que seguem Ou acabou o suicídio entre crianças e jovens em debate nesta série do Café Filosófico
[Música] eu fui Cida quer a vida porém está insatisfeito com as condições sob as quais a Vivi e quando ele destrói o fenômeno individual ele de maneira alguma renuncia à vontade de vida mas tão somente a vida ele ainda quer a vida quer a existência EA afirmação sem obstáculos do corpo porém como a combinação das circunstâncias não permite o resultado é um grande sofrimento muitas filósofos escritores médicos refletiram sobre a questão do suicídio ao longo do tempo alguns entenderam suicídio como o Ato de Liberdade individual outros até como ato heróico em defesa da dignidade mas
também já foi visto como um ato ilícito ou relacionado à loucura em que estágio do sofrimento nos deparamos com a ideia de não mais querer viver ah e hoje qual é o nome estar que os invadir seria um seriam muitos as reflexões dessa série do Café Filosófico foram gravadas antes academia e vem a TV agora no sentido de ampliar debate e contribuir com o trabalho preventivo vamos começar a falando um pouquinho então assim de uma definição que a gente tem oito hoje em dia que a suicidalidade né O que que é a funcionalidade é todos
os pensamentos todas as atividades que uma pessoa tem relacionado com o desejo de morrer e isso é um continuar gente tem uma ponta a morte por suicídio na antes disso viria a tentativa de suicídio a atitude que a pessoa faz com a intenção de uma Correia e antes disso viria uma ideia a respeito do suicídio com um plano como é que a pessoa faria para botar essa em prática antes disso a gente tem pessoas que chegam a ter ideias o plano especificamente a muito comuns pacientes terem para gente assinar eu tenho vontade de morrer eu
penso em me matar mas eu nunca pensei como fazer isso e antes disso a gente tem pessoas que têm desejo de morrer também é comuns pacientes dizem assim ah eu penso em morrer eu gostaria de não estar vivo mas eu não penso em me matar não pensa em fazer algo ativamente para morrer né então a gente sabe que existe esse continuem que a gente pode ter é diferente situações e que às vezes a mesma pessoa ela transita entre uma fase e outra e hoje em dia a gente sabe que o suicídio ele é multifatorial dificilmente
a gente tem uma morte para o suicídio com uma causa normalmente a gente tem uma série de fatores que colaboram e que levam a pessoa uma situação como essa tem noventa e cinco porcento dos casos as pessoas que cometem suicídio tem alguma doença mental a muitas vezes e a depressão pode ser abuso de álcool e substâncias pode ser esquizofrenia pode ser transtorno de personalidade é realmente uma dessas quatro doenças mas na grande maioria dos casos a gente tem uma doença mental associada e quando a gente trata essa doença mental que está associada a gente diminui
muito o risco então por isso a importância de levar a pessoa para tratamento seja adulto seja criança seja adolescente mas o que se buscam tratamento para essa pessoa quando a gente fala nas questões de saúde da própria pessoa a gente também tem que pensar na história da pessoa porque a gente sabe que pessoas que têm exposição à violência que tiveram maus-tratos negligência na infância também são pessoas que têm um risco aumentado e vocês Imaginem assim se para um adulto ter vivenciado violência quando pequeno é um fator de risco muito mais que uma criança e um
adolescente que às vezes está passando por aquilo naquele momento que aquela situação ela é presente ela não é passada e traços de personalidade da própria pessoa a gente vê pessoas que passam por situações muito difíceis que adoecem mais que às vezes não fazem um quadro tão grave e as pessoas que a gente vê que tem uma fragilidade maior estava passando por um estressor A então assim qualquer estressor momentâneo para adultos pode ser uma situação financeira Pode ser separação é para criança muitas vezes é algo relacionado com a família pode ser ligado com a escola mas
além de ter a doença muitas vezes a gente tem algo de difícil que está acontecendo na vida da pessoa e além disso a gente tem os fatores e culturais a gente vê que diferentes sociedades o suicídio ele a visto é de muitas maneiras né eu vou trazer um exemplo para vocês aqui eu me deparei com um artigo que falava a respeito de suicídio assistido em crianças e eu fiquei muito chocada quando eu vi isso e era a respeito de crianças em estágio terminal de câncer né e que eles faziam esse suicídio assistido na Holanda Holanda
Bélgica não tem certeza mais um desses dois países assim como esse a gente pode ter vários outros exemplos por exemplo na guerra na 2ª guerra os japoneses muitos pilotos cometiam Sul é como uma medida de ataque né para explodir seu avião e então poder ter um efeito maior de destruição né então assim dependendo da situação do momento histórico a gente pode ter o suicídio entendido de maneiras muito muito diferença na Grécia o suicídio era entendido como um direito do cidadão o cidadão grego que ele quisesse cometer suicídio e Lia perante o Senado ele dizia Por
que que ele queria se suicidar falava os seus motivos se o Senado entendesse que era justo que realmente havia motivos o profissional do grego fornece a cicuta para pessoa cometeu o suicídio né Então nesse momento era entendido como um exercício de liberdade em Roma tinha muito uma conotação Econômica a a pessoa podia é de certa maneira vender o próprio suicídio ao público então a pessoa que é por exemplo quiser se beneficiar a família podia se ofereceu para ser morta pelos leões na arena por exemplo você morta pelos gladiadores já vendesse um escravo o escravo se
suicidasse nos seis meses seguintes à venda o Adorno antigo era obrigado a devolver o dinheiro da venda se um soldado Romano cometer suicídio ele não podia ficar com os bens os bens passavam para o estado Romano os maias entendiam como o martírio isso inclusive uma deusa dos Suicidas aí eles acreditavam que quem cometer suicídio e e a de mãos dadas com essa deusa para o paraíso né Então tinha uma conotação religiosa muito muito importante é nos primórdios do cristianismo o suicídio também era entendido como o martírio e não era algo criticado Ou que os padres
Papa entendesse que fosse algo que fosse um problema né com Santo Agostinho em torno do ano 400 é que começou a surgir um direcionamento a respeito do suicídio Santo Agostinho se baseia no mandamento não matarás aí ele disse que se a pessoa não pode matar ou é uma tá assim mesmo e que então o suicídio seria a seria pecado nós dizemos declaramos e confirmamos de qualquer forma que ninguém tem o direito de espontaneamente se entregar à morte sob pretexto de escapar aos tormentos passageiros sob pena de mergulhar nos tormentos eternos ninguém tem o direito de
se matar pelo pecado de outrem isso seria cometer um pecado mais grave porque a falta de um outro não seria aliviada ninguém tem o direito de se matar Por faltas passadas porque são sobretudo os que pecaram e mais necessidade tem da vida para nela fazerem a sua Penitência e curasse ninguém tem direito de se matar na esperança de uma vida melhor imaginava depois da morte porque os Que se mostram culpados da sua própria morte não terão acesso a essa vida melhora e foi só partir do ano de 700 com Concílio de Toledo que determinou que
as pessoas que cometessem suicídio então seriam excomungados né não poderiam ser enterradas nos campos santos da igreja nem receber a bênção do padre e aí a gente pode entender assim porque que até hoje existe uma conotação e certo modo vergonhosa com relação ao suicídio né porque Deus da idade média existe essa ideia de que era algo muito pecaminoso a e ao longo da idade média uma série de ofensas aos corpos dos defuntos eram realizadas como maneira de desestimular os suicídios então por exemplo a pessoa que cometer suicídio não era sepultada ficava exposta em praça pública
às vezes com corpo espetado numa estaca e não EA decomposição acontecendo ali em praça pública ou arrastavam com carroças pelas ruas da cidade então vocês vejam assim da diferença lá da Grécia que algo de liberdade para algo tão pecaminoso na idade e a na Revolução Francesa então começou a se pensar na questão da doença mental e começou a se entender ao suicídio ligado com a possibilidade está ligado com doença mental e depois então um livro do duro que o suicídio porque a primeira pessoa se dá conta para fazer uma das primeiras pessoas de que haviam
taxas diferentes de suicídio em diferentes países né de que por exemplo em países mais ensolarados como na Espanha as taxas eram menores do que em países mais frios como na Escandinávia e a partir disso se tem até hoje a os levantamentos da Organização Mundial da Saúde Normalmente eles fazem um mapa em que os países que têm o maior número de suicídios tem uma cor vermelha Depois tem laranja forte laranja fraco e o amarelo o Brasil estaria no laranja fraco a pelo pela taxa de suicídio que a gente tem hoje que é a em torno de
cinco as pessoas para 100 mil habitantes né mas o Rio Grande do Sul é o estado do eram até pouco tempo atrás ele estado tinha as maiores taxas de suicídio nós fomos ultrapassados por Roraima mas a gente pegasse o Estado do Rio Grande do Sul em separado do Brasil ele seria a o laranja forte é porque a nossa taxa de suicídio Lá é muito alta em torno de dez mortes por 100 mil habitantes é o dobro da Média nacional no próximo bloco quanto é que estão bem e importante que se tem falado muito respeito do
suicídio é a questão do contágio o quanto que noticiaram suicídio ou trazer isso na rede social pode causar uma imitação [Música] e a intensidade de um estímulo ou de um sofrimento pode provocar uma resposta física ou psíquica em situações de descontrole muito se estuda sobre como e em que estágio nosso corpo reage a sentimentos comuns cidade desânimo sensação de desamparo falta de esperança situações de estresse momentos como esse contar com sistema de apoio e uma escuta sensível pode fazer com que o suicídio não pareça ser a única saída Com que frequência que a gente tem
é suicídio no mundo é que faz com que a gente esteja conversando tanto sobre esse assunto e que o ms tem trazido tanto isso né a gente tem em torno de 800 mil mortes um milhão de mortos por ano para vocês terem uma ideia se a gente pegar todas as mortes que acontecem em guerras ou por homicídio não dá esse número que a gente tem de suicídios tá então assim realmente é o número que que impacta muito E aí o ms diz que a gente não tiver a campanha de prevenção se a gente não tomar
nenhuma atitude não fazer encontros como a gente tá fazendo aqui hoje que esse número pode aumentar pode duplicar até 2030 né então o que a gente pode chegar em um milhão e meio de mortes a cada ano foi no Brasil né em 2017 a gente teve 12.495 suicídios a sendo que desses 1055 foram de menores de 19 anos tá eu vou falar para vocês em 19 anos por ter a divisão que o IBGE que data suas faz a gente pode ver em função do pelo número de suicídios o grosso das mortes ele não tá na
influência na adolescência a gente tem muitos idosos que cometem suicídio na E aí vocês podem me perguntar se uma Mas por que que a gente fala tanto então a respeito de suicídio em jovens né porque os jovens eles não morrem de outras causas né se a gente olhar pelo pela maneira inversa a gente pega as causas de morte de um jovem de um adolescente né o suicídio ele vai ser a terceira a segunda causa dependendo do país no Brasil é a terceira causa né e para as meninas adolescentes ao MS lançou um alerta mas que
o ano passado de que pela primeira vez é a primeira causa de morte entre adolescentes meninas né Então realmente algo que impacta muito nessa faixa etária porque são pessoas que tendem a ser mais saudáveis que não morrem de outras causas na Então realmente a gente pegar em termos de causa de morte o impacto acaba sendo muito grande bom e o quanto que aumentou isso se a gente for comparar o número de suicídios no Brasil né e 96 a gente teve 6.743 mortes então vocês vejam que de 96 para 2017 a gente é praticamente dobrou o
número absoluto de suicídios né e a população do Brasil não dobrou nesse período na época lá em 96 a gente tinha on o centro de mortes em menores né então vocês vejam que até o percentual diminuiu de 96 para 2017 não era onze por cento caiu para 8,4 por cento mas ainda assim o número é alto né bom o que que aconteceu assim que a gente foi vindo ao longo do século passado teve todo o investimento desenvolvimento de vacinas de tratamento para doenças e foram diminuindo muito as mortes por causas infecciosas por causa de saúde
e foram aumentando as mortes por causas externas são aquelas mortes por Acidente por suicídio por violência Mas se a gente for pegar dessas mortes por causas externas O que que a gente vê assim tem um investimento muito grande na prevenção de acidentes de automóveis de campanha para o uso de cinto de segurança a modificação da lei para que se use cinto para que as crianças crianças a nem no banco de trás só que a gente foi pensar em termos de morte por suicídio no mundo a gente tem muito mais uma horas né do que por
acidente de automóvel a gente começa a ver e em outras áreas ele acaba sendo muito grande investimento na pesquisa na prevenção do suicídio ele não vinha sendo tão grande assim o Instituto Nacional de saúde mental norte-americano investe 31 por cento da sua verba em pesquisas em neurociências e só um e-mail por cento em pesquisas de prevenção para suicídio e não é só na parte dos governos que a gente vê isso se a gente for ver da parte assim de pesquisas científicas de produção de artigos científicos para cada 6 artigos em esquizofrenia a gente tem só
um artigo em suicídio na sendo que o suicídio é muito mais prevalente de esquizofrenia tá então é vocês vejam que tem que tenha essa questão tanto nos governos como na academia é claro que isso não é por nada que acontece não é só porque as pessoas têm medo de falar no assunto ou evitam né existe uma falta de consciência entre as pesquisas nessa a gente faz uma pesquisa É só as mortas e a gente faz com as tentativas de suicídio o que a gente faz com as alto injúrias que são não Suicidas porque a gente
pode ter pessoas que se provocam lesões com a ideia de morrer e pessoas que se provocam lesões e dizem que não queriam morrer que não era essa ideia e fizeram para se aliviar ou porque estavam sofrendo ou por outro motivo então assim é muito difícil assim também o consenso nas pesquisas de que grupo que a gente vai pegar né Aí você pega todos se pega uma parte a outra questão é que o suicídio não é uma doença ele não é uma situação em si nela é um sintoma ligado a várias doenças né E como eu
disse para vocês verem se ele é multifatorial então normalmente a gente tem uma série de questões que englobam o suicídio então isso também dificulta um pouco a a pesquisa né Além disso ele tem a questão dos estressores dos gatilhos sociais e ambientais então isso também complica um pouco mais a situação e vem a questão do Tabu social e religioso a em alguns países suicídio é considerado crime na e aqui há pouco tempo a tentativa de suicídio ela que a pessoa sobrevive ia a tentativa ela podia ser punido criminalmente né Depois da tentativa porque era algo
proibido A então é tem uma série de questões que fazem com que seja Tabu que seja é pouco falado e essa questão do Tabu também vai impactar numa outra situação que é a subnotificação né é esse número de 800 mil a OMS diz que talvez ele seja muito maior né Talvez ele seja cinquenta por cento maior do que esse número é porque a gente tem é muita situações de que não são notificadas que as famílias ou escondem ou não se dão conta por exemplo no próprio Brasil a gente tem a questão das mortes por causas
indeterminadas normalmente por causa indeterminada o Legista acaba registrando o mecanismo que ocasionou a morte sem colocar o motivação né então por exemplo morte por enforcamento a morte por arma de fogo sem nos dizer se Oi gente se foi uma violência um assassinato se foi algo alto provocado e quanto menor a criança mais complicado é isso ainda dentro do Brasil a gente tem outra situação é muito particular Nossa daqui que é o fato de São país Continental de São faz muito grande né pra gente tem realidades muito diferentes né enquanto no Amazonas por exemplo tem muitas
questões ligadas à indígenas a a indígenas com alcoolismo E aí a gente vê muitas situações de suicídio é ligadas a isso na no Rio Grande do Sul que é uma realidade completamente diferente do Amazonas tanto em termos de clima Como temos o população é existe aquele número tão aumentado que eu falei para vocês antes não se sabe muito bem as causas tem várias possibilidades né uma delas acredito que seja a questão de colonização alemã pela alta exigência na e por ter muita essa questão assim da honra na e tem até uma uma socióloga que aonde
na lei e o enforcamento estaria muito ligado à cultura Gaúcha com a ideia de que seria algo é passível de limpar honra na do gaúcho então tem muitos recorreram ao suicídio dentro dessa ideia outra questão bem importante que se tem falado muito a respeito do suicídio é a questão do contágio o quanto que noticiaram suicídio ou trazer isso na rede social pode causar uma imitação né pode causar algo que se chama de uma epidemia de suicídio então tem toda a questão da comunicação que tá ligada a isso né na Grécia antiga já existiam relatos de
dessas epidemias e suicídio o episódio é conhecido como episódio das Virgens de mineiros são meninas adolescentes que começaram a cometer suicídio na cidade de Mileto na e que tomou proporções epidêmicas para desencorajar isso o que que eles fizeram Na época na foi expor o corpo das meninas sem roupa A então isso é começou aí e eles conseguiram então cessar essa essa situação Outro exemplo é muito clássico é o livro do bilhete na do os Sofrimentos do Jovem werther que quando foi lançado na Europa aumentou o número de suicídios na época por rapazes que imitavam o
protagonista do livro que é é um rapaz que se suicidava por amor né e o maior fica de romantismo na Europa então é começou a acontecer uma uma imitação né Então até hoje se chama de síndrome dizer ter esse comportamento de imitar né o suicídio então assim hoje existem estudos que nos mostram que quando uma pessoa famosa comete suicídio a gente tem 14 vezes mais chance de ter um efeito cópia na área de ter uma uma síndrome de verter do que quando é uma pessoa comum e uma coisa muito importante na síndrome de ver que
ele é o seguinte quanto mais imaturo a pessoa né mas maior esse efeito maior a tendência oi e daí não época em que agente tinha então a imprensa escrita e livros né agora vocês Imaginem a confusão e o nível de dificuldade de se tem um controle hoje em dia em que a gente tem Internet rede social milhões de formas de comunicação e que nossos jovens estão conectados na o tempo inteiro a então assim enquanto a gente tem na mídia algum controle e algum acordo né a mídia brasileira costuma ser muito criteriosa nesse sentido assim de
como noticiar inclusive existe um anual da Organização Mundial da Saúde de como nós se ao suicídio do que que se deve dizer o que que não se deve dizer o que evitar né EA mídia brasileira costuma seguir muito bem isso né só que na internet em infelizmente não é o que a gente vê pesquisa que mostra assim que em 2007 a gente tinha mais ou menos três por cento de fóruns falando a respeito de suicídio de Como cometer suicídio eventualmente é inclusive incentivando e em 2014 já eram 18,5 por cento então a gente vê que
nesse período de sete anos Teve um aumento muito grande na internet se difundiu uma as EA gente começou a ter mais esse aumento de desse tipo de incentivo né sites que falavam e métodos de Como cometer suicídio também a em 2007 19 por cento do site Geraldo sites né em 2014 já eram 21 por cento no Brasil essa mesma pesquisa é mostrou que em 2014 não se localizou os sites incentivando suicídios sai se eles eram todos de fora do país né Mas por outro lado o Brasil era o país que tinha o maior busca pelo
termo suicídio na internet não é o maior do que os outros países da América Latina isso não necessariamente quer dizer que as pessoas estavam procurando maneiras de se matar a ou algo incentivo a respeito do assunto a outra exemplos são é vídeos é aquele desafio do sufocamento que os adolescentes fazem até pouco tempo atrás eu quero só um vídeos da internet é que esse provocam a própria um desmaio às vezes até crise convulsiva por sufocamento né nos Estados Unidos eles identificaram 65 vídeos Conhece esse tipo de situação por sufocamento né considerando-o como um desafio com
173 mil visualizações e esse é o tipo de coisa que as nossas crianças adolescentes vem Eles procuram eles buscam direto noventa porcento dos players das pessoas que apresentavam esses vídeos eram meninos né então era algo muito mais presente nos meninos e o CDC na época identificou assim que 55 por cento das Crianças desses vídeos tiveram crise convulsiva e 86 possíveis óbitos causados por essa por essas situações inclusive algumas ao vivo tá então vocês vejam assim que a internet ela é como a rua né entendi tudo tem coisa boa e tem coisa ruim e se a
gente não supervisiona as crianças adolescência muitas vezes acabam tendo acesso a esse esse tipo de coisa que pode ser é muito negativo no próximo bloco uma tentativa mesmo que ela possa aparecer é boba ingênua ou pouco grave é isso não é verdade ele sempre é grave no sentido de que uma pessoa que está no grupo de risco para vir a morrer de suicídio no futuro especialistas apontam que alguns fatores de risco podem implicar em maior probabilidade de uma pessoa pensar em suicídio pela história familiar história de trauma na infância ter problemas de saúde mental e
dependência química depressão está vivendo sob forte estresse não há uma única calça uma série de condições podem desencadear o ato Analisa os aspectos clínicos individuais Quando pensamos o suicídio como fenômeno social entram em cena ainda fatores como 15 Econômica violência ou seja como for os números crescentes revelam uma grande importância do tema o suicídio hoje é uma questão de saúde pública a gente tem diferenças muito importantes entre o grupo que morre para o suicídio e o grupo que faz mais tentativas a a gente tem muito mais homens que morrem por suicídio a normalmente as mulheres
tentam mais algo conhecido como paradoxo de suicídios mulheres tentam muito mais que os homens então de três vezes mais e os homens morrem muito mais que as mulheres isso porque normalmente os homens usam métodos mais agressivos mais letais né as mulheres muitas vezes usam medicação envenenamento que é um método se acaba tendo uma sobrevivência maior tá então a gente acaba tendo o método usado para a tentativa aí para as mortes ele é diferente o grupo é diferente em termos de sexo em termos de idade também é muito diferente né a gente vê que idosos fazem
muito menos tentativas e Normalmente quando tentam e acabam é tendo uma um efeito pior mais grave e a gente vê muitos adolescentes fazendo tentativas na às vezes não de uma gravidade que acaba buscando a emergência então a gente sabe assim que tem muitos casos de tentativa que às vezes a família nem busca nenhum atendimento de saúde a Inglaterra tem muitos estudos a respeito do assunto e o que que os estudos lá nos mostram que as hospitais o grande número de tentativas ela corre o alto envenenamento Mas se a gente fizer uma busca em escolas quando
as crianças e os adolescentes respondem aos questionários eles falam muito mais no tentativas com cortes do que com envenenamento da onde a gente pode pensar é que as pessoas que fazem tentativas com cortes as crianças adolescentes e eles acabam não indo primeiro agência né do momento da família se assusta mais o envenenamento e leva mais para Emergência aqueles que fazem tentativa por envenenamento e os que se cortam muitas vezes ficam em casa EA família às vezes acaba não buscando atendimento tá E esse grupo né a tantos que fazem por envenenamento como os que se cortam
é um grupo que está em risco é um grupo que tem mais chance de morrer por suicídio eu acho que se hoje vocês ficarem pelo menos com essa informação né dia que uma tentativa mesmo que ela possa aparecer boba ingênua ou pouco grave é isso não é verdade ele sempre é grave no sentido de que uma pessoa que está no grupo de risco para vir a morrer de suicídio no futuro são realmente a gente tem que se preocupar com essas crianças precisa adolescentes tanto como aqueles que cometem suicídio e dizem que foi cuidar de morrer
com aqueles que fazem é cortes dizendo que não foi com a ideia de morrer Tá inclusive é na Inglaterra eles nem fazem essa diferenciação eles consideram tudo alto em Julho que a gente vê assim aqui mesmo os que fazem assalto ajuda não suicida eles também morrem mais por suicídio ao longo dos anos então assim é realmente um grupo que está em risco que a gente tem que ter um olhar mais atento para essas crianças precisa adolescentes muitas vezes o primeiro na escola da família não se dá conta a aqui também vocês têm Estação marcada tem
frio né então às vezes as adolescentes que cortam então com a roupa cumprida com manga comprida a família vezes demora a perceber né as meninas usam muito recurso de usar muitas pulseiras e às vezes isso tapa os cortes a família acaba não vendo e às vezes o colégio acaba sendo o primeiro lugar que se percebe né Às vezes o colégio tem que chamar a família dizer que tu tá acontecendo as através de um amigo um colega que acaba contando muitos adolescentes escrevem que se aliviam quando se se cortam que se aliviam é quando sentem dor
não é uma maneira de esqui que buscam para acalmar angústia a gente vai ter que ajudar essa pessoa a ver outras maneiras né para para lidar com essa angústia bom no Brasil a gente não tem um banco de dados a respeito de tentativa de suicídio em 2014 existe uma portaria foi criada uma o que se tem de comunicar todas as tentativas mas infelizmente a gente vê que na prática isso não acontece quando a gente fala um tentativa de suicídio a gente fala muito em estudos europeus estudos Ingleses americanos levando em consideração aquilo que eu disse
antes para vocês de que a gente tem questões culturais e que são muitas vezes muito específicas locais a gente fica sem saber se esses dados são estrapola veis para nós aqui no Brasil ou não né a gente vai ter que começar a fazer as nossas pesquisas e ter os ossos banco de dados e saber o que que acontece em termos de tentativa de suicídio no Brasil que a gente absolutamente não não sabe que tinha os estudos nos dizem para cada morte por suicídio a gente tem de 10 a 40 tentativas de suicídio A então esse
Imaginem que eu vou fazer a conta com um milhão para facilitar matemática tá se a gente tiver um milhão de mortes por suicídio a gente tem 10 a 40 milhões de tentativas de suicídio por ano no mundo tá vocês vejam que por si só já é um baita de um problema de saúde pública um gasto imenso né para as e na porque essas pessoas precisam de algum atendimento e a gente também precisa de atendimento Saúde Mental para essas pessoas todas né que Possivelmente a gente não tem a perna ainda para dar esse atendimento mas como
nós vamos começar a pensar a respeito desse assunto né É principalmente psiquiatria da Infância e adolescência que o número de profissionais é menor ainda mais no SUS né tem uma demanda reprimida muito grande e os governos vão ter que começar a pensar a respeito de assuntos que a gente vai ter que começar a oferecer atendimento para essas crianças texto adolescentes não tem como a gente prevenir suicídio é nesses jovens que a gente não oferecer tratamento não não tratar depressão a dependência química é a gente vai ter que que rever isso bom e o que que
a gente sabe que é risco para alto em Julho a que que os estudos nos mostram a respeito dos Adolescentes né questões relacionadas com bullying tão ligada adolescentes que sofrem bullying costumam estar mais em risco para cometer ao sem Júlia aqueles que têm dificuldade de relacionamento e comunicação que tem poucos amigos e vamos lembrar que é uma das funções da adolescência é criar uma identidade social ter um grupo Nessa idade aqueles adolescentes que são mais solitários eles vão ter muito mais dificuldade nesse sentido na abuso de álcool e substâncias adolescentes que fazem esse tipo de
abuso é vão estar mais em risco e quando a gente fala na questão da liberação das drogas ele também vai ter que pensar nisso né que talvez a gente tem um aumento das tentativas porque se tiver um aumento do uso é a gente vai ter um aumento de doenças mentais e possivelmente vamos ter um aumento das tentativas também adolescentes que têm baixa autoestima que recentemente passaram presenciaram alto em julho em um amigo ou um familiar na também então numa situação de risco e repetência escolar bom então eu e eu vou falar um pouquinho para vocês
assim do estudo que a gente fez lá no Rio Grande do Sul a que foi no centro de informações toxicológicas a gente pegou assim toxica ções ao longo de vários anos né que foi em 2015 as tentativas de suicídio das crianças e adolescentes na do sítio tá e o que que a gente viu assim que comparando com os estudos que tinham do próprio sítio de adultos o perfil era completamente diferente né que enquanto os adultos faziam mais tentativas nos finais de semana a as crianças e adolescentes faziam as tentativas nos dias de semana tá que
enquanto os adultos e adolescentes os adultos faziam mais tentativas nas festas de fim de ano na no período de férias janeiro fevereiro no verão a as crianças adolescentes faziam mais tentativas ao longo do segundo semestre principalmente no mês de outubro e eu acho que isso tem a ver com a questão do colégio né que a quando começa a cair a ficha atingir que talvez vai reprovar de ano que a coisa começa a apertar um pouco mais né E aí a gente foi olhar o mês de outubro em especial em separado e a gente viu que
tinha um dia lá no meio do mês de outubro que tinham muito poucas tentativas assim que caía muito o número e a gente foi ver que dia era esse e era o dia a vida da criança é a então o que que a gente pensou assim que talvez quando a criança e adolescente está junto com a família tem uma certa atenção a cai bastante esse número daí a gente resolveu olhar outros feriados fixos né que aí seria o Natal né porque a fácil foi móvel um pouco mais difícil da gente da gente olhar e o
Natal então a gente viu que caía muito mais que nos 10 anos de estudo era o dia que menos tinha de todos os dias do ano dia que menos tinha a tentativa era o dia 24 de dezembro e foi algo um achado totalmente ocasional assim Foi algo que a gente não imaginava né E que algo que é totalmente oposto do que a gente vê nos adultos né então de novo assim se a gente não faz um estudo específico para a faixa etária para aquele grupo Na a gente não não pode estrapolar outra coisa que me
surpreendeu muito também que a gente que a gente viu foi que as crianças adolescentes usavam mais psicofármacos nas suas tentativas de suicídio do que os adultos né a gente encontrou a sessenta por cento das tentativas e fala que são aquelas medicações controladas né Eu preciso de receita é que são remédio faixa preta ou antidepressivo mas que são é medicações que precisa de um certo controle né enquanto que os adultos era 50 - e 55 porcento tá de psicofármacos o primas fez pensar que talvez assim a gente tem toda uma cultura de evitar que crianças pequenas
têm acesso aos remédios né gente tem aquela coisa de botar em locais altos em armários com chave sempre pensando na questão da acidente de uma criança pequena net que a criança vai pegar achando que é uma balinha que a colorido mas talvez a gente tem que começar a pensar de que a gente também vai ter que ter esse tipo de cuidado com os adolescentes E aí não Por uma questão de acidente Mas pela questão de risco de suicídio não é de que esse tipo de medicação ela não pode ficar acessível né ela tem que estar
guardada é muito comum a gente ver as famílias assim de adolescentes que estão com depressão estão tomando medicação a família da medicação própria do a mensagem isso não não pode ser assim né é isso tem que ficar com responsável tem que ficar com familiar Tem que ser supervisionado a gente foi comparar o nosso estudo com estudos americanos e canadenses né e o que que a gente viu assim que as tentativas de suicídio nos Estados Unidos uso de antidepressivo ele aparecia em sete porcento dos casos no Canadá 10 por cento e no Rio Grande do Sul
eram 23 por cento dos casos eu brinquei adolescente não é um adulto pequeninho né a gente tem que ações muito próprias verdade a gente tem que ter um atendimento diferenciado a tentativa de suicídio também acontece isso a gente também tem características é muito próprias dessa dessa idade que não existe tentativa de suicídio fake ou pouco graj ou que de alguém que queria só chamar atenção né sempre lembrar que essa pessoa é uma pessoa que está numa numa situação de risco tá eu fui a uma um show esses dias e escutei uma música dos anos 80
o Cleiton e do cleidinho não sei se vocês conhecem eu vou ler um pedacinho da letra para você e é para a gente comparar a ideia que se tinha naquela época e o que a gente está tentando modificar hoje né é uma música que diz assim eu não quero ficar na tua vida como uma paixão mal resolvida dessas que a gente tem ciúme Se encharca de perfume e faz que tenta se matar então vocês vejam que a música já tem uma décima pessoa fez que tentou se matar né pessoa fingiu aquilo ali para fazer uma
pressão para fazer uma uma chantagem emocional e hoje em dia a gente sabe que isso não é bem assim né que não existe esse fazer isso né as vezes a própria pessoa nos dias num certo momento que queria morrer depois disse que não queria morrer e o que a gente sabe que independente de qualquer coisa essas pessoas sendo adultos e um adolescente tão numa situação de risco e vão precisar de um olhar diferenciado no próximo bloco perguntar para alguém né É tu já pensou em morrer já tenho frente matar não é algo que dá ideia
não é algo que aumenta o risco né a gente pode E aí isso para alguém e e por ser um tabu muitos evitam falar sobre o suicídio Mas o problema hoje está presente nas escolas entre amigos nas famílias no livro por lugares incríveis que também virou série de TV A autora Jennifer niven narra a história de dois adolescentes que se conhecem em períodos difíceis de suas vidas ela vai leite tem que enfrentar uma vida que parece não ter mais sentido depois que sua irmã morre em um trágico acidente de casa é dele Theodor é considerado
o esquisito da escola é perseguido pelos valentões aí que enfrenta longos períodos de depressão e tem que lidar com um pai violento esses músculos Ambos não querem ou não sabem ao certo como seguir em frente mas o encontro no alto da torre quando os dois parecem prestes a pular Altera a maneira como eles passam objetivos é o recado que fica valioso para prevenção do suicídio se aproximar daquilo que dói o outro pode fazer uma grande diferença e mudar o final da história suponhamos que numa escola ocorra o suicídio de um adolescente e um mês depois
o segundo suicídio de adolescente o que a escola deve fazer a gente tem muitas escolas que começam a fazer os seus programas buscar alguma atividade fazer um trabalho com os alunos né eu tive numa escola em que se fez uma atividade que você ver me chamou para junto fazer atividade e ela atividade era com os próprios adolescentes de de 7º ano até o ensino médico né E aí a gente não fez uma palestra a gente fez uma conversa com eles né a gente deixou que eles perguntassem falar sem o que eles queriam até para ver
qual era a demanda deles né que talvez não fosse aquilo que a gente tava pensando em falar né e me chamou muita atenção assim de como eles PA e menos preconceito na de outras gerações né ele de falar muito tranquilamente as indicar eu tô com depressão eu tomo medicamento né ai eu tenho ansiedade eu faço acompanhamento então enquanto a gente vê assim todo uma não preconceito até com doença mental questão de tomar remédio tratamento eu não percebi isso naquela faixa etária assim de muitos expondo com muita tranquilidade os outros não achando muito demais assim esse
respeito né então eu acho que uma das coisas que a escola pode fazer um trabalho com os próprios alunos na a um trabalho com os professores e muitas vezes algo com os pais também né porque às vezes os pais não estão conscientes da importância de buscar atendimento né inclusive em muitos casos da escola Tem que acionar Conselho Tutelar do Conselho pressione essa família para para buscar atendimento eu acho que é uma conscientização que tem que acontecer junto assim de colegas os professores familiares enfim são trabalhos que eu vejo ser desenvolvidos que eu acho que tem
funcionado em alguma medida Kátia Medeiros ela gostaria de saber se existe uma idade certa para se conversar e trabalhar sobre o tema nas escolas acho que não não existe acho que depende muito da situação né e se houve um suicídio na escola por exemplo na Não aí não vai da questão da idade porque as crianças ficam sabendo elas comentam né então aí eu acho que a gente precisa trabalhar de qualquer maneira se não houve um suicídio na escola aí talvez a gente tem que pensar um pouco mais nos adolescência assim a partir de 12 13
14 anos na e talvez a linguagem que a gente vai usar para os adolescentes mais iniciais de 12 e 13 Será diferente do que a gente vai usar para os 16 17 né então Talvez possa se pensar até em atividades em separado conforme as faixas e a isso a gente tem um suicídio na escola que os pequenos ficam sabendo aí a gente vai ter que trabalhar com os pequenos também é eu acho também tem que separar por faixa etária daí esse esse trabalho eu perguntei do público disse algum dado o estudo que conecta a transição
da infância para adolescência as mudanças hormonais e por consequência os pensamentos Suicidas a gente sabe que essa essa mudança toda é da no início da adolescência a gente tem um aumento dos casos principalmente das tentativas as automutilações na e possivelmente está ligado a todo o conjunto da adolescência tem a questão hormonal tem a questão de modificação do corpo tem a questão de modificação de comportamento né Às vezes o grupo de amigos não é mais o mesmo tem a questão das identificações dentro do próprio grupo tão funções da adolescência né dentro disso entra a questão é
o profissional né do que o adolescente gosta que ele vai trabalhar no futuro e também a identidade sexual né Isso pode isso acontece para todos os adolescentes faz parte da adolescência normal né isso pode acontecer de uma maneira mais tranquilo né e de uma maneira mais tumultuada quando existem questões de identidade de gênero e existe muito sofrimento junto a pode ser um sofrimento por uma cobrança do próprio adolescente ou pode ser um sofrimento ligado ao ambiente né tanto é por cobranças familiares ou por cobranças dos amigos né Por uma falta de entendimento desse ambiente externo
com certeza são pessoas que estão numa situação de risco maior agora de novo isso tem muito a ver com o sofrimento da pessoa que está passando por aquilo não pela situação por si só Então essa Esse princípio da adolescência ele é a uma uma situação de uma hora não é de maior risco mas que a gente vê muito mais incidência desse tipo de situação do que a gente via na infância né na infância as há uma diferença entre nos a mortalidade lá exatamente igual e meninos e meninas na adolescência inicial a gente começa a ter
uma diferença mais ou menos o dobro de meninos para o número de meninas pensando aí nas mortes né e na adolescência tardia da e já é perto do que a gente vê no adulto que é de três a quatro caso de morte de homem para um caso de menina né então conforme vai passando a idade a gente vai vendo essa diferença no sexo quando esses adolescentes chegam nos hospitais são mal atendidos tratados como se tivessem cometido um crime e só aumenta uma tentativa futura muitas vezes e o adolescente ele chega ao hospital após uma tentativa
de suicídio e nem sempre na emergência psiquiátrica que ele chega no tecido ele chega na emergência clínica na vai ser atendido primeiro é da parte clínica para depois passar pela pela emergência psiquiátrica uma coisa que a gente tem visto assim de que é muito importante existe uma preocupação a gente ela é sentido de que a gente capacity todos os profissionais de saúde para tratar com o suicídio o suicídio ele também é uma questão de saúde que tá muito muito frequente a tentativa de suicídio também né E que a gente vai ter que capacitar é todos
os profissionais saúde para trabalhar com isso enfermagem é o médico de outras áreas que não a psiquiatria aos técnicos de enfermagem então assim eu não sei o que que é esse mau atendimento que é relatado a Talvez isso aconteça mais em alguns locais do que em outros geralmente a queixa é de estar na emergência junto com os adultos de não ter um ambiente separado para os adolescentes que eu acho que é algo muito complicado que deveria ser separado mas lá em Porto Alegre não existe umas esse aqui em São Paulo a emergência psiquiátrica separada quando
a gente tem uma morte por suicídio a gente costuma ter em torno de cinco pessoas diretamente impactados por essa morte né que vocês imaginam assim o número de pessoas que precisam e vai precisar de atendimento quando alguém é comete suicídio muitas vezes numa tentativa de suicídio também né Principalmente quando se trata de uma criança adolescente a gente vai ter familiares diretamente impactados que vão precisar de atendimento né então assim de novo não tem como ter psiquiatra para atender todas essas pessoas né a gente vai ter que capacitar outros profissionais da área da saúde para fazer
esse atendimento né muitas vezes é no posto de saúde unidade básica de saúde que vai dar esse primeiro atendimento às vezes a primeira escuta não é nem feita por um médico é feita pela enfermeira ou pelo técnico de enfermagem que existe um mau atendimento se a pessoa não se sente acolhido bem tratada com certeza isso aumentam o risco futuro a porque a gente sabe que as pessoas que buscam ajuda na elas isso diminui o número e se a pessoa ao buscar ajuda se sente incompreendido e se sente não ajuda ada a tendência é que ela
não vai buscar a Ju é uma outra situação A então com certeza assim esse acolhimento ele é muito importante ele tem que ser bem feito na e a gente tem que ficar capacitar os profissionais de saúde para poder fazer isso direito né inclusive para poder avaliar risco inclusive uma coisa muito importante assim é que as pessoas saibam a que perguntar para alguém né É tu já pensou em morrer Já pensou em te matar não é algo que dá ideia não é algo que aumenta o risco né a gente pode perguntar isso para alguém porque se
a pessoa não tem a ideia ela vai ser que não ela não vai passar até a ideia porque a gente perguntou a ele se a pessoa tem esse tipo de ideia ela se sente compreendida e ela se sente com mais possibilidade de se abrir e falar a respeito daquilo que que tá sentindo o que a gente sabe que desencadeei esse tipo de piora e de vontade de cometer suicídio ficar contando a respeito de situações né Ah tu viu o Fulano que aconteceu aquilo aqui Oi como é que foi que ele tentou colega lá do colégio
e fez isso fez aquilo é esse tipo de coisa assim é isso acaba a piorando a situação de alguém que não está bem né mas houve permitir que a pessoa fale perguntar algo a respeito do que ela tá passando do que ela tá pensando não é algo que que piora ou que vá aumentar o risco por exemplo é Patrícia pergunta ela ela fala assim ela acha muito importantes palestras rodas de conversas que o tema suicídio possa sempre estar em Foco porém ela acha que poderia vir um foco na promoção da Saúde Mental com campanhas para
que se procure ajuda com os profissionais dessa área e psicólogos psiquiatras e ela disse que ela percebe que o tema saúde mental ainda camuflado ainda existe preconceito sobre essa área o que no olhar dela dificulta as pessoas buscarem esses profissionais comum ajuda Concordo totalmente com ela acha que é é é um tema que existe ainda Preto o que as pessoas têm dificuldade quando quando um médico de outra especialidade por exemplo sugere buscar um atendimento em Saúde Mental seja psiquiatra psicólogo muitas vezes tem uma uma resistência na a gente sabe que muitas doenças tem um tipo
depressão esquizofrenia tem um componente orgânico importante EA medicação tem o seu papel e a gente vê muitas pessoas muito relutante com o uso da medicação são doenças que não aparecem no exame são doenças que a gente vê muito mais pelo quadro clínico né o diagnóstico ele é pelo sintoma não tem um exame que eu possa mostrar que alguém está deprimido que alguém está é num surto Psicótico Então realmente existe muita resistência na área de saúde mental não existe muito palpite também das pessoas que existe muito é muito preconceito muito achômetro concordo muito é algo que
se busca fazer a fazer campanhas de valorização da vida né de se pensar e bem-estar em qualidade de vida na Inclusive tem uma ideia muito interessante assim dia que talvez a gente tem que olhar a questão do suicídio por um outro lado né e não olhar assim não fazer a pergunta se o que que é que faz que as pessoas se matem né mas talvez a gente tem que pensar o que que faz que as pessoas tenham vontade de viver talvez essa seja a pergunta mais importante tá do que olhar pelo outro lado reflexões no
site e Facebook do Instituto CPFL e no canal do Café Filosófico no YouTube Eu acho que não dá pra gente dizer que as pessoas mais solitárias são as que dão mais o que o o estudo Nossa é que adolescentes que têm dificuldades em fazer amigos tão um risco maior de se suicidar Tá mas temos dificuldade em uma coisa né A gente pode ter pessoas que talvez não tenham essa essa necessidade Então acho que uma medida muito importante ao sofrimento que a pessoa ter um E aí [Música] E aí