G1 Olá eu sou um tema que me fascina me fascina tanto que eu me orgulho muito de dizer que eu fui a primeira pessoa no Brasil que escreveu o primeiro texto sobre mulheres colecionadoras Não eu não achei não encontrei Tomara que eu esteja errado isso eu não encontrei nenhum texto falando sobre Esse aspecto da do colecionista né então por isso eu costumo dizer que sou o primeiro a escreveria um texto 2016 publicado numa revista na revista ouvir ou ver que é do programa programa de valorização das Artes da Universidade Federal de Uberlândia a convite da
minha querida amiga é Beatriz Rocha que é uma artista professora crítica de arte cuidar do ranking e ela me convidou para o dossiê da revista que tá disponível aí Volume 13 Se não me engano tá disponível na internet de graça basta para vocês colocarem dossier sistema das artes visuais no Brasil e vocês vão encontrar e ali eu escrevo sobre o Justamente a importância das mulheres no Brasil uma transição do modernismo por contemporâneo tentando estabelecer a partir de alguns casos uma espécie de um perfil lá desce das mulheres das mulheres que colecionam então Peguei lá desde
a dona Dila Penteado depois das mamas clarinho e vim para contemporâneo para algumas mulheres como a Vera Chaves A Anna longobardi Aí em algumas outras é buscando identificar e algumas questões em relação ao Espírito do tempo em que essas mulheres vivem mas as mulheres têm uma tradução forte cima né infelizmente o colar e Como assim como a própria história da arte e nos outros segmentos de modo geral e ele tem uma preponderância masculina muito forte não na minha pesquisa se manifesta um número expressivo bem maior de homens colecionando do que mulheres Mas elas as mulheres
têm uma presença muito muito importante na história da arte né E a gente vai ver isso desde a Renascença mas tem mulheres colecionando O importante sede colecionamos a gente vai ter rainhas colecionadora né como foi a Catarina da Rússia depois nos Estados Unidos a pegue bem reino bastante colecionadora e Nossa e muitas outras né fora essas mais comuns mais que estão mais na mídia em função de mim e não não nos livros de história digamos assim é para essas né outras que começa a se descobrir mas que tiveram grande importância Então essa é uma história
que precisa ser revelada para você recomprada precisa ser analisada e de publicizada não é pra gente mostrar que o colecionismo não é o ambiente o exclusivamente masculino pelo contrário e ele tem uma participação das mulheres muito importantes eu e elas São Paulo e passo aí a gente que contribuem com o sistema alavancam carreras promovem eventos só e contribuem de uma forma importantíssimo Então tem muito ainda sem receio discutido né Eu espero que que poder continuar com essas pesquisas aí eu levantei muitos nomes muitas mulheres colecionadores eu não vou citar todas aqui agora porque eu tenho
uma memória péssima que eu não fiz é uma colinha eu vou falar alguma bobagem mas é tem muitas mulheres importantes na história muito bonita eu espero continuar com essa pesquisa e espero que nos colegas e os meus colegas historiadores historiadores também se anime a levantar esses nomes e a gente não tem no Brasil uma uma regulamentação adequada né e quer doar para um museu as suas obras ainda tem que pagar uma taxa para essa doação traz um absurdo é um desserviço que as leis nacionais fazem a que colecionam não desistir no link nos livre né
Não só nesse sentido mas em todos os sentidos quem coleciona sofre muitos estímulos da do estado em relação a leis que possam favorecer e estimular as pessoas a adquirir até por exemplo um sintoma disso é o Na quantidade expressiva das coleções nacionais das coleções no Brasil são coleções de obras feitas no Brasil porque porque a legislação de importação é absolutamente afrontosa tem que se pagar aí às vezes quase 55 por cento acima do valor de compra com a obra na alfândega perdida em um daqueles com temos ficam lá por vezes muito tempo não sofremos com
a ação do tempo no ambiente que é inóspito não entrou Steel para obra de arte essa legislação da importação de obras de arte e ela é muito complicada é muito muito ruim agora em relação ao futuro que estão por exemplo aí das instituições dos colecionadores que que eu abordo também né que deveria ser um deveria ter uma uma regulamentação leis que favorecer esse de estimular assim né os colecionadores colecionadores a abrirem os seus museus próprios na legislação brasileira a gente tem dois caminhos um que é a Associação dos consentido lucrativos ou então o ente fundacional
as Fundações né e as Fundações são aquelas que mais garantem perpetuidade porque elas exigem para o constituídas que seja feita uma doação que é um patrimônio e elas são reguladas pelo Ministério Público que faz a vistoria anual na insolvência né da sua ausência dessa dessa Fundação é o estado ela está ativada não é o estado em Campa e é entregue a uma são congénere então por exemplo Museu de Arte de uma Fundação como a da Vera Chaves Barcellos no Rio Grande do Sul que é em Viamão se caso acontecer algum problema com a inscrição o
Museu de História de Viamão a briga essa fundação e felizmente a Vera deixou um fundo não dá ao menos não é para Fundação que vai manter a fundação com esse recurso é a praia Essa peça Fundação poder continuar e bem então isso é uma questão que precisa ser discutida precisa ser melhorada a questão do comodato por exemplo que é um outro instrumento que o coleção a colecionadora original do quadro de desporto também é um problema né a colecionar colecionadores que defendem outros que não comodato que significa as obras de uma coleção ficam em prestadas por
um para um museu durante um período aí eu usei o ar com a responsabilidade do a manutenção dessas obras e ela pode voltar a qualquer tempo para casa da pessoa que coleciona a gente teve esse episódio aí da venda da coleção do de março de Ferreira aqui era o dono do Banco Santos né a coisa de semana passado o visível no leilão do leilão que chamou atenção do sistema da arte do ano passado com o exame de boa tchau o Mack de Niterói o Mack da USP Não mas eu já fiz contemporânea da USP que
abrigou durante anos essa esta coleção não recebeu nada em troca não é pelo período que ficou lá essas obras gastando luz gastando a o trabalho tento dos funcionários dedicados aí a restauração Enfim tudo tem um custo né nesse seria um outro uma outra possibilidade a gente está no processo de renovação dos debates né de reatualização aí da das agendas né e de modo geral em todos os campos sociais e a arte não não fica de fora né Então vem a gente tem Eu até vou confessar aqui eu até cheguei a comentar Em algum momento que
achei a chave um pouco conservador as coleções de arte no Brasil mas depois eu fui me dando conta pensando melhor analisando tudo mesmo que eu tinha levantado eu fui vendo que e ele não é tão assim aquelas as pessoas elas as pessoas que colecionam elas vão aderindo elas vão absorvendo os debates que estão sendo feitos e e esses debates na medida que surgem eles vão sendo com o tempo incorporados às coleções quando eu pensei isso nessa conserva conservadorismo né e eu não não acreditei aí um fator fator temporal que tão importante na de amadurecimento da
compreensão das das coisas né E aí eu fiz essa reflexão e percebi que como é ainda muito resistente essa esse novo debate lá no documentário dos Artistas racializados nada a presença das mulheres do do da comunidade LGBT que ia mais nós a gente tá falando aí coisa que vem crer Oi e esse incorporando digamos assim últimos 10 a 15 anos né a despeito de tudo que já foi feito anteriormente mas eu tô dizendo que nos últimos tempos Principalmente nos últimos anos isso se a Gostou né então sim a gente encontra no coleções coleções de mulheres
mulheres colecionando mulheres embora não seja uma grande tendência no Brasil mas [Música] durante a pesquisa encontrei uma colecionadora de mulheres e uma outra colecionadora que abrir um nicho específico de mulheres depois da determinada e a tese eu encontrei Fiquei sabendo de outras mulheres mais duas mulheres colecionam ao obras mulheres que encontrei colecionadores de Janeiro com obras de artistas trans am 2 colecionadores um que eu entrevistei em outro que eu conheci depois da entrevista à constituindo a praia discutir a questão da do erotismo nas suas coleções em quem a gente tem aí Val pipocando algumas algumas
sementinhas na que estão absorvendo essas Produções nas suas coleções e colocando em debate umas as obras já adquiridas né e formando novas narrativas bastante interessante de ver se movimentar né E à medida que o mercado absorve né então isso vai obviamente resultar vai chegar nas coleções a inevitável não então a gente está no momento agora ainda digamos assim de um o engatinhar dessas novas desses novos debates eu acredito que muito próximo Aí nos próximos anos a gente vai ter condições mais específicas tem um colecionador no Rio de Janeiro que é negro e ta bom ta
montando um núcleo expressivo de obras de artistas negros na sua coleção nas tanto mulheres quanto homens neles Então é isso se a gente vai buscar aqui buscar a gente vai vendo que esse movimento na começa a surgir um [Música] E aí [Música]