Olá eh eu sou Tânia Fontinelli é um prazer muito grande estar aqui com vocês eh para apresentar esse módulo um e dois do curso de identidade de gênero inicialmente eu gostaria de agradecer a grande oportunidade de compartilhar algumas contribuições eh gostaria de agradecer o convite da coordenação do curso do Nacional de Justiça muito me honra estar aqui e eu vou eh falar um pouco assim das minhas pesquisas e o quanto eh me foi eh prazeroso eh apresentar algumas considerações sobre esse tema que é tão caro para mim que eu já venho fazendo estudos nessa área
há mais de 20 anos então eu sou Tânia Fontinelli sou Brasiliense da primeira geração eu tenho doutorado em História cultural e identidades pela Universidade de Brasília e pela Universidade de Montreal e venho desenvolvendo projetos de especialização sobre poder e liderança de mulheres no Sil service colley em Londres programas de Equidade de gênero pela flax da Argentina e também eu tive uma oportunidade como professora e consultora da escola nacional de administração pública desenvolveu um grande projeto no final da década de 90 sobre a questão das mulheres no topo de carreira do governo federal Então essas discussões
de gênero eu já venho eh desenvolvendo já há bastante tempo na verdade desde quando eu sou mais jovem pequenininha porque a minha mãe na década de 80 Ela já foi ativista social sobre os direitos das mulheres né então assim eu já acompanhava essas discussões de gênero dentro da minha casa na minha infância a divisão social do trabalho é é um tema que me me é muito vamos dizer de certa forma familiar tanto pelas minhas pesquisas não é então eu publiquei livros sobre o trabalho de mulheres mitos ritos e transformações em coprodução com a procuradora do
trabalho Adriane Reis também um livro sobre as mulheres no topo de carreira do governo federal que é um estudo sobre representação social das mulheres que conseguiram romper os tetos de vidros ou então vamos dizer os tetos de concreto para chegar nos postos mais altos do governo federal esse foi o tema do do meu mestrado que também foi realizado na Universidade de Brasília e uma parte em Londres também bem então Eh eu vou sem mais delongas entrar na na nos tópicos do do nosso nossa discussão aqui sobre identidade de gêneros eu vou apresentar para vocês alguns
objetivos do curso que inicialmente a gente vai fazer uma breve contextualização trazendo aspectos históricos do que se denomina identidade de gênero né então assim pra gente realmente pensar sobre distinções sobre identidade de gênero questões conceituais de que que seria gênero transgênero se gênero identidade binária não é então é muito importante a gente ter distinções conceituais então foi eu acho que esse convite também eu acho que adveio além de eu ter uma bagagem nesses estudos de perspectiva de gênero de estudos istas e da identidade de gênero trazer esse aspectos mais da sociedade de como a gente
observa eh essas questões de maneira social e histórica porque no direito a grande maioria daqui dos nossos ouvintes eu acredito que são grandes especialistas do direito não é mas o que é muito importante é termos cada vez mais eu acho que uma divulgação uma vamos dizer uma forma de criar mecanismo de ser o mais claro possível de trazer esses conceitos de forma mais Eh vamos dizer eh transparente e também despido de preconceitos Porque infelizmente a gente sabe que ainda há muito preconceito né Há muitos estereótipos e a gente mesmo fazer autocríticas sobre como que anda
as nossas percepções sociais sobre as questões de identidade de gênero então também uma questão que eu acho muito importante é a gente indicar precedentes nas temáticas de identidade de gênero e da perspectiva de gênero com alguns enfoques da teoria crítica feminista que assim claro que aqui é um curso de 30 horas então a gente não tem condição de estender em demasia alguns tópicos e até nesse sentido eu vou apresentar bastante e ou procurando pelo menos eu espero trazer eh de uma forma bastante concisa e Clara essas distinções acerca do olhar social em relação ao ser
mulher o ser homem ou a pessoa não binária não é tentando desvendar e tentando deixar o mais claro possível essas temáticas para que de certa forma contribua para que não haja assim nos procedimentos eh dos trabalhos né das discussões uma propagação de questões ainda preconceituosas né então eu acho que é muito importante a gente fazer revisões também não é e não só de literatura de de alguns pesquisadores né de tentar ver como que está sendo transplantado as questões porque se a gente pega eu como já vem estudando há bastante tempo esse tema Então se a
gente pega determinados livros da década de 80 não querendo tirar o mérito mas alguns conceitos já foram reelaborados se a gente por exemplo a gente faz leituras distintas agora do segundo sexo da Simone de bovis não é então quando ela lançou no final da década década de 40 na França em Paris na naquela no tempo que realmente as discussões sociais políticas né o maio de 68 chegando Enfim então era um outro contexto político e social então tem todo um mérito absolutamente extraordinário essas referências né do segundo Séc da Simona de Bá mas depois dela ter
sido lançada e ter sido muito bem acolhida muitas outras eh pesquisadoras começaram a trazer novos enfoques observações e a sociedade é essa questão mutante portanto é natural que alguns conceitos precisem ser reelaborados ou reafirmados eu gostaria também de enfatizar que vamos trazer aqui muito honrosamente e eu achei por Bem Além da questão textual que vocês vão ter o acompanhamento da parte teórica mais detalhada não é e também aqui eu trago alguns tópicos paraa gente discutir e pra gente refletir Mas eu achei por bem incluir também entrevistas de especialistas e sugestões de material complementar e dentre
esses especialistas eu tive a honra de conversar com o ministro Sebastião Alves Rei Júnior do TS é que ele apresenta dados do livro translúcida esse livro particularmente me chamou muitíssima atenção ele porém assim o que é interessante da do projeto desse livro translúcida é que foi uma pesquisa que o ministro Sebastião Rei Júnior fez junto à população trans não é eh de mulheres trans de um presídio em São Paulo e como ele é fotógrafo nas horas vagas ele além de ver as circunstâncias que elas estava em termos do direitos né da da das circunstâncias Eh
vamos dizer legais do da da situação delas no presídio ele fez fotos e conversou com essas mulheres TRANS e desse desse dessa vamos dizer dessa abordagem desse encontro dessa exper icia ele resolveu fazer um um livro que chama translúcida e convidou outros especialistas ministros pessoas bastante gabaritadas do direito para que falasse sobre a temática das pessoas trans não é e ele recomendou assim no prefácio é muito interessante que as pessoas trouxessem aspectos do direito mas mas que não ficassem só nessa vamos dizer nessa abordagem que trouxessem o lado humano poético não é então eu achei
absolutamente interessante mais adiante eu vou mostrar até um trecho de uma poesia que eu retirei desse livro e as fotos são bastante comoventes bom eu gostaria de mostrar esse é o livro do ministro Sebastião eh re Júnior e que a apa é uma dessas mulheres né Desse presídio e dentro tem várias entrevistas várias eh observações e discussões Por exemplo essa transcendência prosa poesia e diálogo do Ministro luí Roberto Barroso bastante sensível esse texto e outros que que outros pesquisadores grandes estudiosos do direito então esse esse livro eu recomendo fortemente para que vocês consultem um outro
livro que eu gostaria de propor que vocês olhassem também dessa pesquisadora a Berenice Bento transviados gênero sexualidade e direitos humanos também é uma excelente pesquisadora dessa área Ela traz observações absolutamente pertinentes e para que vocês possam aprofundar não é e para os que talvez já até conheçam esses trabalhos mas assim eu fortemente recomendo eh eh essas essas publicações e isso ah eu depois eu vou mandar todo o material todas as referências um outro eh compêndio que eu acho assim que na verdade isso aqui é um dicionário né crítico de gênero então assim é també também
uma grande vamos dizer referência que a gente pode ter com o prefácio assim da Michele perrot da grande feminista pesquisadora e historiadora né que fez livros extraordinários sobre as questões de gênero a história das mulheres enfim esse também é uma referência que eu acho muito importante porque são uma uma rede de pesquisadoras não só brasileiras latino-americanas n de outros países e que trazem muitas contribuições sobre as questões de gênero uma outra contribuição muito importante sobre essas discussões de identidade de gênero é um diálogo que eu tive a honra de conversar com a Maria luí a
primeira mulher trans das Forças Armadas do Brasil esse esse diálogo né Vai estar depois disponível para vocês ouvirem e o compartilhamento das lutas pelos seus direitos não é dentro das Forças Armadas Brasileiras ela sofreu muitos assédios Muitas dificuldades ela foi apresentada teve que passar por testes psiquiátricos então é uma trajetória de muita luta e que culminou com a realização de um documentário sobre a vida dela que chama Maria Luísa e do do de um cineasta de Brasília Marcelo e que já ganhou muitos prêmios internacionais tá tendo uma carreira bastante eh bem-sucedida então eu tive a
honra de conversar com a Maria luí ela ficou muito eh honrada de trazer o seu depoimento pro Conselho Nacional de Justiça e contribuir com as nossas discussões para esse módulo da de identidade de gênero e como eu já disse eu também vou disponibilizar em formato de Podcast lista de filmes né que além das minhas pesquisas acadêmicas e é algo que eu gosto muito de fazer de estar entre os meus livros e pesquisas e fazer debates mas eu também sou cineasta então assim eu gosto muito dessa questão de filmes que trazem essa temática de gênero traz
essas essa temática importantíssima pros aspectos sociais eh eu acho que inclusive pela TV pelos rádios pelo podcasts a gente pode ter toda uma educação para um mundo mais equitativo mais presente mais respeitoso portanto eu procurei ao final eu depois vão ser quatro eh blocos que nós vamos ter aqui em nossas conversas e e num deles vai ser disponibilizado esses depoimentos essas bibliografias e textos complementares para quem tiver interesse sobre o tema aprofundar bom então eu gostaria de perguntar e e começar a sugerir eh uma questão né então que cada um refletisse né qual seria a
distinção conceitual entre identid de gênero e o que seja gênero então eu acho muito importante a gente procurar né trazer né essas esses questionamentos eh em termos de de de embasamento teórico o que que realmente eu entendo por identidade de gênero e o que que vencer também o conceito de gênero não é então e não há problema nenhum eh eh a gente considerar né que a gente não tem muita clareza ou então mistura não eu acho que gênero é coisa que é ligada às mulheres Enfim então assim a identidade eu não sei bem será que
é ligado à personalidade então Eh é muito natural a gente fazer perguntas não é então felizmente fazendo perguntas a gente se instrui a gente descobre outras coisas né foram Graças a a perguntas Talvez assim hoje a gente considera uma uma uma pergunta elementar simples não é mas o que que é essa diversidade de gênero para algumas pessoas já pode ser algo muito óbvio não é e que talvez assim Nossa será que a gente ainda Precisa falar sobre isso Às vezes acontece comigo esse tipo de questionamento eu falei nossa mas é tanta tanto tempo que a
gente já discute isso e já há muito né já tem várias pesquisas mas eu aprendi com um grande professor na época do meu doutorado que às vezes o que parece Óbvio pra gente não necessariamente é óbvio para outra pessoa ou para sociedade ou para para assim algumas pessoas que são de uma outra área de não é então eu acho que a gente também tem que ter bastante humildade de não achar que sabe tudo né então aquele né já é um ditado que eu considero até Popular Vamos dizer tudo sei que nada sei né então eu
acho que a partir do momento que a gente tem essa postura de aceitar que tem muito que aprender euo dito que assim pelo menos eu acho né assim eu tenho essa impressão de que fica mais fácil o seu aprendizado não é e mais fácil reconsiderar determinadas questões não é então eh eh eu acho que assim a gente começar com essas distinções para que realmente fique bastante vamos dizer Evidente e que se tiver alguma dúvida vamos acolher essa dúvida ou vamos incluir mais alguma coisa para que dessa forma a gente construa mudanças mudanças sociais mudanças culturais
né então é através dessa dessas possibilidades que eu acho que a gente faz alguma mudança então uma outra coisa que assim importante né um fato bastante relevante ser o que se quer ser nãoé então eu eu acredito que essa afirmativa ser o que quer ser né é intrc ligado à questão da identidade deo que a gente está discutindo aqui então eu sugo né assim que a gente aqui nesse diálogo a gente se coloque no lugar das pessoas ou de grupos sociis que são estigmatizados pelo fato de serem o que querem ser não é então nem
sempre a a realidade eh é fácil para as pessoas que querem afirmar o que de fato querem ser né então eh eu acho que é interessante a gente se perguntar como é a realidade social vivida por essas pessoas no Brasil então a gente há de considerar que que ainda no nosso país o a a questão do respeito de ser o que se quer ser ainda para muitos grupos sociais não é bem aceito não é eu vou dar um pequeno exemplo eh que a gente vê as nossas estatísticas quanto ao feminicídio então aqui em Brasília por
exemplo que é vamos dizer a minha referência né porque eu estou em Brasília e e aqui cresci morei e e enfim minha vida profissional foi toda aqui mas aqui em Brasília e no Brasil nós temos né assim infelizmente índices alarmantes de feminicídio né então muitas vezes essas mulheres elas são mortas Exatamente porque elas falaram eu vou ser o que eu quero ser eu vou assumir os meus quereres eu não te quero mais não é então só o fato dela ser uma mulher ela não teria entre aspas esse direito de dizer de ser o que ela
quer ser não é eu não quero sofrer mais esse tipo de assédio eu não quero ser mais tratada mal e eu tô aqui dando um exemplo para uma mulher mas isso para qualquer ser humano não é então Eh toda e qualquer pessoa tem o seu direito de ser o que quer ser não é então isso é é uma vamos dizer uma reflexão que nós temos também até que analisar até em termos mais filosóficos eh assim sobre a brevidade da nossa vida também né o cega tem um livro mas muito interessante que fala sobre a brevidade
da vida e o quanto perdemos o nosso tempo então na hora que nós estamos vamos dizer aprendendo a viver a gente parte não é então cabe a gente se perguntar o que eu tô fazendo da minha vida o que eu quero da minha vida será que esse ser que eu apresento socialmente é o que eu quero ser Então isso é uma pergunta de um fundo Eh vamos dizer bastante profundo existencial não é da gente realmente externar o que quer ser então Eh essa questão da identidade de gênero né Eh ela conflui muito como socialmente se
percebe essa a ênfase em considerar como normal a ideia de que só existe homem ou mulher e impõe que as pessoas sejam um ou outro a partir de seus órgãos genitais então é uma uma assim uma generalização social de considerar que pessoas que não estão vamos dizer moldadas nesses papéis sociais elas elas assim elas estariam sendo descartadas elas não seriam vamos dizer consideradas normais né então dentre essa concepção a gente há de considerar que as escolas as igrejas as famílias e o próprio mundo do trabalho passam a ajustar suas regras sociais às pessoas para serem
exclusivamente homens ou mulheres então acaba tendo uma normatização social não é de uma questão binária como se a sociedade ela não pudesse ter outras identidades então a identidade de uma pessoa cabe ressaltar aqui que ela não é apenas definido pela biologia do seu corpo pela genitália devemos considerar os processos sociais culturais e psicológicos e sobretudo eu grifei eu tentei Colocar assim bem evidente que o mais importante quanto à identidade de gênero seria o respeito né o respeito à diversidade que hoje em dia é essa palavra tá ficando bastante recorrente e há lutas muito Profundas para
que se respeitem cada vez mais como a pessoa se percebe e como essa pessoa é percebida pela sociedade então ser o que quero ser então cada um tem todo o seu direito de ser o que quiser ser bom eh dando continuidade a a essa questão sobre eh a identidade de gênero que que é uma reflexão absolutamente pertinente nos dias de hoje não é cada vez mais a gente precisa ter esse olhar né e eu trouxe aqui para vocês um compartilhamento que eu achei bastante eh apropriado que é um poema que que se chama seu olhar
não me define foi escrito pelo Ministro Luiz Roberto Barroso na abertura daquele livro que Eu mencionei para vocês no início aqui do nosso da nossa aula né o translúcida então ele diz assim né e dentre essas considerações que a gente já falou da identidade de gênero olha não somos mais menos o seu olhar não me define somos luz e somos plenos diferentes mais iguais alegres tristes como toda a gente com dias de luta e dias de paz um pouco de tudo que a alma sente você que desvia o seu olhar com estranheza e desamor no
fundo se nega a aceitar eu não dependo do Que dizes portanto isso aqui é é o assim eh eh trata--se né nesse poema é de se colocar no lugar do outro né como eu sugeri para vocês no início para refletir sobre a questão de identidade de gênero então o seu olhar não me define eu sou o que eu quero ser né então como qualquer ser tem horas que eu tô alegre tô triste como toda a gente não é com dias de luta e dias de paz né então eu acho que eh traz o sentimento mais
Genuíno dessa questão de que não depende do que o outro avalia Quanto a você não é então socialmente eu sou o que eu quero ser então isso eh para algumas pessoas Pode parecer assim mas como eu precisa ter tanta coragem mas infelizmente eh definir-se dessa forma e em algumas sociedades não é é assim absolutamente inadmissível e portanto também os casos de morte né de assassinatos de violência de pessoas trans é altíssimo né no Brasil em outros países não é por não aceitar que são diferentes não é que que não estão dentro da Norma então Eh
reafirmando sobre essa questão que o seu olhar não me define e ter essa postura confiante né procura expressar o sentimento das pessoas trans que ainda são invisibilizadas marginalizadas e que se que precisam ser tratadas sem julgamentos né porque há de considerar que pelo fato das pessoas fazerem opções diferentes da Norma social elas TM Muitas dificuldades de inserção do mercado de trabalho de socialmente ser aceitos nas famílias muitas vezes são renegados então há toda uma carga de Sofrimento pela não aceitação e gerando infelizmente a invisibilidade a marginalização E e essa questão de serem eternamente julgados né
portanto eh é é importante esses processos empáticos né da gente Às vezes você tá em conformidade social né Então assim tá tudo bem mas e se você não está dentro desse bojo numa sociedade que não admite vamos dizer dizer essa E e essa sua forma não binária de ser então assim Felizmente há realmente eh comunidades sociedades muitas instituições que tão lutando juridicamente e também lutando realmente no seu dia a dia para vamos dizer tirar essa esse manto da invisibilidade e da discriminação não é então eh eh eu acho que esse poema ele tenta traduzir de
fato esses sentimentos uma pessoa se autod definindo para além das normas sociais então agora já que a gente já fez toda essa abordagem da identidade de gênero agora vamos eh falar um pouco do conceito de gênero no texto que eu eh vocês vão ter acesso eu trago mais dados historiográficos eu trago realmente assim mais detalhes aqui eu vou trazer alguns tópicos mais vamos dizer para trazer reflexões sobre o tema não é então a questão da expressão de gênero surgiu nos debates dos movimentos sociais principalmente na década de 60 e em especi nos grupos feministas não
é buscando evidenciar que os padrões e os papéis né do que é ser homem e do que é ser mulher são construções culturais elaboradas historicamente pelas sociedades então não que isso só Foi questionado agora na década de 60 não eh Eu particularmente como eu tenho feito estudos né da invisibilidade das mulheres na história na particularmente na história de Brasília que só se falava dos homens né Com todo respeito o Presidente juselino niha Maia lúci Costa bemark ouos candangos mas quando você buscava referências sobre o início da da construção de Brasília só se mencionavam os homens
dava a impressão de que não havia mulheres não é Então elas foram completamente vamos dizer apagadas né esquecidas né obviamente que era o menor número mas essas mulheres elas estavam aí atuando em todas as áreas Então se a gente remonta isso para para bastante Eh vamos dizer pro século X até pra idade média Então já tem estudos que mostram evidenciam o quanto tiveram mulheres brilhantes né E que no entanto elas não foram citadas historicamente não é então tá vendo todo um movimento de vamos dizer de tirar esse manto né da invisibilidade não só das mulheres
mas de grupo sociais de comunidades estigmatizadas socialmente não é então então cabe a gente né Eh eh começar a observar esse movimento muito oportuno para marcar nos debates que que assim os padrões precisavam passar dessa questão de ser homem e de ser mulher o que é importante a gente eh atentar que a ênfase nessas diferenças entre um ou outro favoreceram que os homens tenham poder e mais privilégios socialmente então Eh se a gente se remontar né ao sistema vamos dizer de representação política tanto no senado como na Câmara Legislativa ou federal Eh vamos ver que
a população brasileira é dividida em 50% de homens e um pouco mais de mulheres 50 e né assim quase é um eh 40 e poucos de homens e as mulheres 52% além delas representarem maior percentual de participação em cursos de pós--graduação São mais escolarizadas mais Preparadas muitas vezes dentro das organizações no entanto A Ascensão dessas mulheres a cargos de poder é extremamente mais reduzida em relação aos homens Então a nossa representação política é é absolutamente minoritária dentro do aspecto político social não é e isso assim eh falando de mulheres de maneira geral Agora se a
gente vai tratar de mulheres negras não é então as mulheres negras estão mais subrepresentadas e depois se a gente vai falar da população lgbtq e mais mais ainda discriminação portanto eh essa questão dos privilégios da ênfase na diferença eh de certa forma favoreceu mais eh poder para os homens não é e normalmente brancos né então assim eh sempre essa questão mais eurocêntrica também sem incluir e outras eh outros continentes outras abordagens culturais né então Eh felizmente eh nos estudos né sociais principalmente historiográficos Tás trazendo essa preocupação ou essa evidência de que precisam ser mais Eh
vamos dizer inclusivas as questões que por tanto tempo enfatizaram a exclusão as mulheres e os os os grupos minoritários sempre ficarem estigmatizados no privado né então de certa forma foi vindo uma Norma social instruindo de certa forma que os papéis sociais cabíveis a uma mulher seria ela cuidar bem da casa cuidar dos seus bordados fazer um bom doce a casa sempre está bem organizada né ou então a se lidar só com a maternidade obviamente que a gente sabe que que da década de 40 para cá as mulheres entraram no no mercado de trabalho Elas tiveram
todo uma inserção né bastante significativa nos concursos públicos entrando em todas as áreas né hoje a gente tem mulheres atuando em todos os setores da economia porém elas ainda elas são baixa eh representadas em cargos de maior hierarquia não é atualmente hoje tá cerca do Governo Federal de 38% de mulheres nos cargos mais altos e isso havendo todo um esforço de políticas públicas de ênfase que a necessidade de maior Equidade porém a gente percebe que vai havendo muitos avanços e tem horas que também tem muitos retrocessos não é Então muitos preconceitos e sobretudo atualmente no
Brasil que a gente tá está vivendo uma polarização política muito grande de valores né de de formas de pensar e que tem prejudicado absolutamente essas reflexões sobre a importância de termos maior Equidade de gênero né de ter uma certa equiparação melhor ibda entre os grupos sociais então Eh outra questão que eu acho importante frisar aqui para vocês que essa questão de trazer as discussões do conceito de gênero evidencia que os processos de diferenciação entre homens e mulheres estão relacionados aos processos históricos e culturais então é foi feito todo um processo que foi construído socialmente não
é então não é uma coisa assim que foi uma invenção não é e isso foi passando de gerações e trazendo no seu bojo aspectos né da da da história da cultura e de muito cerceamento de valores e de papéis sociais não é Então a partir dessas discussões e bastante legítimas na minha opinião percebeu-se a importância da diminuição das desigualdades né e a importância de políticas de Equidade de gênero não é então assim há de considerar que em termos econômicos né o Brasil é notadamente um dos países mais desiguais do mundo né de ter uma mínima
população extremamente rica e uma um a forte maioria da população em condições absolutamente precárias desiguais não é e essa questão da Equidade de gênero passou a entrar na pauta das discussões não é então isso em termos de políticas públicas eh é é bastante relevante para que tenhamos uma participação mais eh equitativa né da de homens e mulheres e da população GTB eq mais e questões também eu torno a repetir de raça Não é então raça e gênero né das etnias não é então é muito importante da gente perceber sobretudo na nossa sociedade o quão diverso
nós somos não é e que é de uma riqueza extraordinária não é então nós temos fortes influências De várias eh culturas um país né é praticamente um continente não é e que com diferenças culturais bastante relevantes né então é muito importante a gente perceber essa diversidade e trazê-la paraas nossas melhorias sociais né com a questão de comércios mais justos com respeito à natureza a natureza humana natureza vamos dizer né das das nossas populações que vivem na florestas então Eh trata--se de um um um uma vamos dizer de uma concepção mais Ampla né de justiça social
então com isso eh geram algumas eh melhorias esses questionamentos e portanto discussões né sobre as conquistas dos direitos paraas mulheres e a população lgtp tq e mais não é uma revogação de leis discriminatórias né ações afirmativas com foco em gênero e aqui eh eu eu vejo aqui que falta a questão de raça né e etnias depois eu vou incluir desculpa e leis protetivas e outras políticas inclusivas então Eh aqui eu gostaria de fazer um uma especial paraa população lgbtq e mais né que há uma pressão social relacionada ao gênero bastante significativa né então Eh aqui
no Brasil eh é notório eu já disse anteriormente não é de como essas pessoas que possuem outras identidades que as diferenciam do padrão normativo do que é ser característico de ser homem do do que é ser mulher eles sofrem absolutamente enormes discriminações preconceitos e violências né então efetivamente eh eh eh a gente precisa realmente ter uma ação né bastante atenta não é quanto eh esse tipo né de de violência não é pelo fato das pessoas elas não serem né De acordo com o o a norma social né então é é premente cada vez mais a
nossa atenção de ter né Realmente mecanismos de prevenção e defesa dos direitos e também eh finalizando esse módulo eu gostaria só de ressaltar que cabe ressaltar que aqui no Brasil ainda é a distância que separa a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres e todas as esferas da vida social e política não é então isso é é uma evidência né e eu sigo Eh vamos dizer confiante e com bastante desejo de que a nossa geração as pessoas que estão fazendo esse curso as gerações futuras elas possam efetivamente lutar e buscar não é uma maior vamos
dizer Equidade para toda a população não é para que a gente possa ter uma sociedade que mais cooperativa mais igualitária com maior distribuição Então esse eh é é o meu desejo Desde quando há muito tempo atrás eh eu diz desenvolv esses trabalhos e realmente eu eu eu vejo assim com com bastante preocupação os momentos que estamos vivendo não é mas porém eu acho que não devemos perder as esperanças ao contrário acho que é mais do que nunca o planeta tá precisando da gente eh buscar novas alternativas de sobrevivência de de ter maior idade pro viver
social e eu desejo que isso seja eh uma contribuição paraa reflexão de todos que nos ouvem eu gostaria mais uma vez de agradecer a atenção e depois nós vamos apresentar mais dados nos próximos módulos muito obrigada e tudo de bom para todos e todas todos