[Música] Olá hoje nós vamos dar prosseguimento à disciplina de fundamentos da Educação Especial a nossa última aula sobre autismo pessoas com autismo é um é fazem parte de um público que vem crescendo muito nas escolas e é preciso que a gente conheça as características desse público para melhor trabalhar na intenção do ensino e da aprendizagem o que que é autismo né então eu trouxe duas definições para nós a primeira definição é do Ministério da Educação que diz que são pessoas que apresentam alterações qualitativas nas interações sociais que sejam recíprocas né E também um interesse de
repertórios restrito estereotipado também trouxe uma definição médica de dsm de de autismo usando o dsm5 que o transtorno do espectro autista é definido é classificado como um transtorno de neurodesenvolvimento ou seja de desenvolvimento do cérebro né E que traz algumas dificuldades alguns prejuízos na interação social e também comportamentos repetitivos restritos estereotipados Então como a gente pode ver a chave das pessoas com autismo eh são duas Chaves né A primeira é a questão dos e da comunicação e das interações sociais que apresenta uma dificuldade um prejuízo e a segunda questão é relacionada a interesses restritos e
repetitivos vamos entender então como isso se desdobra eh tanto para a pessoa quanto na nossa sala de aula e estratégias que a gente pode usar para trabalhar com esse público no nosso dia a dia de professoras eh então primeiro só um parênteses né O que que é o dsm5 que eu trouxe com a definição de autismo relacionado à área da saúde então é o manual de diagnóstico estatístico de transtornos mentais criados pela associação americana de psiquiatria que existe desde 2013 ou seja ela já tem aí mais de 10 anos e está sendo atualizada no momento
então existe uma corrente muito forte de que o autismo ele saia né Eh desse manual de diagnóstico de doenças e seja considerado apenas como uma diferença de funcionamento cerebral ou seja faça parte da neurodiversidade então Eh existe esse movimento Provavelmente em alguns anos o autismo vai ser reconhecido como parte da neurodiversidade comum existente na nossa cultura na nossa sociedade na nossa individualidade então Eh quando a gente pega lá o dsm5 a gente vai ver que são déficits persistentes na comunicação e interação social em vários contextos isso vai aparecer na escola é aquela criança que tem
uma dificuldade em se comunicar padrões repetitivos e restritos de comportamentos e atividades interesses né Então como que a gente vai pensar logo ali paraa frente como a gente vai usar esses interesses restritos a nosso favor dentro do processo de ensino e aprendizagem E focar né de maneira lúdica respeitosa e progressiva na aquisição de novos interesses ou respeitar aquilo que a criança traz né então esses sintomas Normalmente eles são precoces é muito comum um relato de mães que que dizem que perceberam por volta de três a 5 anos de idade tá então são eh é o
diagnóstico é precoce e é um diagnóstico que muitas vezes essa criança ela já está na educação infantil Quando é feito esse diagnóstico eventualmente até já no ensino fundamental por isso nos interessa perceber e eventualmente né Eh encaminhar para que a família possa procurar um serviço de saúde fazer um eventual diagnóstico se for o caso né Eh esse sintomas podem causar prejuízo Clínico significativo no Funcionamento social profissional e pessoal pode causar mas com pequenas adaptações a gente consegue transtornar a maioria eh a maioria deles a gente consegue passar né Eh desviar deles ao longo da nossa
das nossas aulas e esses disturb eles não podem ser bem explicados por outros diagnósticos que se sobrepõe como por exemplo eh deficiência intelectual não é a mesma coisa que autismo né são características diferentes então quando não se explica de por uma determinada patologia Aí sim se diz que é autismo Ou seja é um diagnóstico por Exclusão tá que deve estar eh send feito aí pelo médico em conjunto com outros profissionais inclusive ouvindo né normalmente as professoras envolvidas na vida daquela criança então o que que representa né Vamos em alguns itens pra gente detalhar e ressaltar
O que representa Então esse déficit na interação e na comunicação social é limitada repro dade emocional e social então eles têm dificuldade por exemplo algumas pessoas né porque o transtorno do espectro autista ele é um espectro né então nós temos pessoas que têm uma facilidade na reciprocidade social outras que é a maioria pode ter algum prejuízo nessa reciprocidade social que se manifesta sobretudo por uma limitação na reciprocidade emocional e social com dificuldade para estabelecer interesses e conversas em comum né então eh a pessoa não sabe muito bem como se comportar socialmente né muitas vezes pode
parecer uma timidez exacerbada né mas não é tá ela tem uma limitação nos comportamentos de comunicação não verbal na interação social que a gente faz por exemplo com a mão com o rosto de demonstrar a felicidade sorrindo enfim né de expressar os sentimentos e comunicar através do corpo as limitações também podem aparecer em iniciar manter e entender relacionamentos Então essa pessoa ela pode ter uma dificuldade em entender o que se espera dela numa amizade o que se espera dela como colega como aluno né mas são coisas também que podem ser estimuladas né com respeito e
tranquilidade ao longo da da vida dessa pessoa né então tem dificuldade de compartilhar brincadeiras imaginárias e ausência de interesse pelos seus colegas tendo muito mais interesse eventualmente por objetos por brinquedos né do que pela relação com os os seus amigos também acho que vale a pena a gente reforçar um pouquinho o que que nós chamamos né O que que o dsm5 chama de padrões repetitivos de comportamento atividades e interesses que vão se manifestar em todos os ambientes onde essa pessoa estiver inserida Então ele pode ter movimentos e motores repetitivos e falas repetitivas estereotipadas né e
a insistência nas mesmas coisas então é aquela criança assim que se ela gosta de dinossauro ela gosta muito de dinossauro e ela só gosta de dinossauro né então fica o interesse ali bastante restrito tá eh E e essa pessoa ela pode apresentar um sofrimento a pequenas mudanças do cotidiano então Eh é importante e mais paraa frente a gente vai ver que por exemplo na escola se a gente vai eh ter diversas atividades ao longo do dia de aula né de do período ali nosso dentro da escola é interessante que a gente antes de começar informe
os alunos O que vai ser feito qual vai ser a rotina isso traz uma segurança porque senão veja bem a mudanças alterações na rotina causam estress a cada 50 minutos uma hora muda atividade essa pessoa não está preparada para ela é uma mudança de rotina que vai causar um estress acumulado que mais pra frente pode se transformar em um comportamento disruptivo que nós vamos avaliar aí mais para frente né e a hipo ou a hiperreatividade a estímulos sensoriais Então essa criança ela pode apresentar Nem todas apresentam né como eu disse aqui não são todas iguais
mas ela pode apresentar eh uma hiperreatividade a estímulos Então tem um barulhinho de passarinho lá fora né Muito discreto mas essa criança ouve e se conecta com esse barulho e consegue perceber ou calor ela sente muito muito calor no frio ela pode sentir muito frio e etiquetas de roupas né Podem machucá-la podem incomodá-la porque ela sente bastante né todos os a a questão sensorial o sabor também então já tem interesses restritos né E tem essa questão da hiperreatividade por exemplo do paladar então é uma criança que tem uma restrição alimentar muito grande que merece ser
compreendida e respeitada inclusive no ambiente escolar né então isso é fruto também da hiperreatividade ou da hiporreatividade que é o que a criança ela não sente dor ela não sente calor Então tá um super calor e a criança tá com blusa de frio né ou ela se machucou e nem sentiu enfim né ela tem essa essa dificuldade aí com a sensibilidade que inclusive pode se alternar né né Lembrando que é um espectro isso pode se alternar dentro da mesma criança então é importante que a gente perceba e ajude a criança a perceber a senti então
a criança tá com uma blusa muito pesada e tá calor Então nós vamos explicar para essa criança mostrar as outras pessoas que estão sem blusa explicar que já tá calor e com tranquilidade nós vamos aí tentar tirar a blusa dela para que ela não se sinta eh Incomodada com aquilo o que também pode né já ao final da aula cansada eh acumular e se transformar aí em um comportamento disruptivo que nós queremos evitar dentro da escola eh então a gente falou um pouco da questão como os manuais né de saúde tratam mas acho que é
interessante a gente pensar aí dentro da neurodiversidade né que é o que vai eh é provavelmente aí conduzir essa compreensão tem sido muito aceita e muito forte dentro da comunidade acadêmica e dentro eh das escolas então é uma condição natural da mente humana então não existem duas pessoas que o cérebro funciona exatamente igual em situações mesmo semelhantes a resposta que o cérebro dá pode ser igual mas o caminho que essa resposta percorre no cérebro dificilmente é igual em duas pessoas né não existe Então essa neurodiversidade essas formas diferentes individuais únicas do cérebro funcionar eh é
Aonde se localiza aí o autismo E então Eh quando a gente trabalha dentro da neurodiversidade aí deixando de lado os manuais né extraindo apenas algumas informações que Poss poss complementar o nosso trabalho mas aí a gente vai fugir das palavras como déficit distúrbio ou deficiência e vamos usar mais a palavra diversidade formas diferentes né inclusive porque eh quando a gente percebe que é parte da neurodiversidade a gente pode traçar estratégias para eh trazer essa criança né para um ambiente de de aprendizagem então é muito importante que a gente comece a perceber isso né que essa
criança ela possui uma forma diferente peculiar de atuar no ambiente Então não é que ela tem um déficit ela tem um jeito peculiar diferente de atuar no ambiente que merece ser respeitado tá E ela tem a presença de habilidades ou e de dificuldades específicas como todos nós possuímos habilidades e dificuldades específicas né porque nós também fazemos parte da neurodiversidade humana então é bastante importante porque essa visão ela abraça de maneira positiva a diferença né e reconhece que todos nós somos únicos diferentes e eh temos habilidades potencialidades e limites que merecem ser verificados aí na hora
né da aula eh quais os os estudos neurológicos acerca do autismo não são conclusivos né e ainda estão caminhando mas já se sabem algumas coisas então provavelmente as áreas cerebrais envolvidas né tem a ver com essa região aqui que é a área que integra os neurônios de receber estímulos do ambiente e produzir respostas para ambiente então por exemplo a minha pele né Tem eh uma sensibilidade né um neurônios que vão dizer no meu cérebro que tá calor e eu vou sentir calor eu vou reconhecer aquele incômodo como calor e aí eu tiro a minha blusa
que é uma resposta que eu dou a esse ambiente né muitas vezes o que se acredita atualmente que acontece é que algum umas pessoas com autismo Elas têm uma dificuldade nessa integração então elas sentem uma irritação elas se sentem mal mas elas não conseguem localizar no esquema do corpo da onde está partindo aquele malestar então é uma criança que pode ter dificuldade de reconhecer calor e frio então ela não está vestida adequadamente mas não é que ela não sente calor ela está incomodada pelo calor mas ela não reconhece que aquele incômodo é calor Ela Vai
acumulando aquele incômodo ela vai se sentindo irritada com aquilo mas ela não consegue localizar da onde vem o incômodo e dá um próximo passo a mesma coisa é sede essa criança Ela pode ter sede essa sede causa um mal-estar nela né mas ela não reconhece que aquele incômodo é uma sede então ela vai ficando irritada ela vai ficando impulsiva ela vai ficando incomodada e não consegue dizer é cede vou tomar um copo d'água por isso a gente precisa ficar atento eh a essas necessidades básicas né para evitar que esses acúmulos se somem ao longo da
nossa aula tá eh outra parte que provavelmente né ainda os estudos não são conclusivos mas já apontam pode ter um envolvimento na questão do autismo é o corpo caloso que é essa região achurada aqui né que é a região aonde os dois hemisférios cerebrais as duas partes do cérebro aqui eu brinco com os meus alunos a minhoca do cérebro né a a a parte direita e a parte esquerda elas não trocam neurônios elas são separadas né da onde que vai o neurônio do lado direito para o lado esquerdo é via corpo caloso que é onde
esse neurônio cruza né E então o que você sente de um lado você consegue e você consegue ter coordenação então pra gente andar a gente precisa controlar o lado direito e o lado esquerdo do corpo simultaneamente por exemplo para produzir a marcha então precisa da ligação entre o lado direito e o lado esquerdo é percebido em boa parte das pessoas com autismo de de que existe um envolvimento do corpo caloso na transmissão desses neurônios Então essa criança ela pode apresentar por exemplo Dificuldade em fazer movimentos que cruzam o eixo medial do corpo elas podem ter
um pouco de dificuldade em equilíbrio eh na própria escrita né e assim por diante então isso aí merece atenção né e por fim a amídala que fica internamente aqui e no cérebro que é responsável pelo processamento das emoções então eh não é que essa pessoa não sinta emoções mas ela tem bastante dificuldade de de expor as emoções dela de demonstrar de compreender é que nem a sede não é que ela não tá sentindo sede ela está sentindo aquele incômodo ela só não localiza que aquilo é sede e como resolver o problema que é pegar um
copo d'água e beber água então é a mesma coisa com as emoções ela se sente Ela não ela tem essa essa ela pode est compartilhando dos Sentimentos mas ela tem dificuldade em compreender esse sentimento e expressar esse sentimento aí paraas outras pessoas né que são dificuldades da Ordem da Integração sensorial tá então eh tudo que ajuda a estimular a sensibilidade dessa criança ajuda a gente perceber pela observação do nosso aluno que ele está ficando irritado e a gente localizar é porque tá muito quente ele tá de blusa então a gente informa o aluno que ele
tá sentindo a gente ajuda ele a construir um repertório para que ele possa identificando as Sensações Com aquilo que vai melhorar Então se o aluno tá muitas horas sem beber água ele começa a ficar irritado ou tá muito calor eu posso oferecer água para ele e ele volta a ficar tranquilo acompanhar a aula fazer as atividades dele porque E aí a gente explica né olha o que você tava sentindo é sede essa sensação de incômodo é sede para que ele possa ir construindo esse repertório tendo autonomia eventualmente aí na resolução dessas pequenas questões eh qual
que é a causa do autismo muito se tem dito sobre a causa do autismo né na verdade a neurodiversidade ela é presente né então Todos nós temos diferenças no funcionamento cerebral o que faz o cérebro funcionar um pouquinho mais diferente do que outros eh São variações que tem a ver aí com geralmente multifatoriais né genéticas ambientais emocionais etc mas uma eh existem alguns fatos mas existe também muitos mitos que devem ser combatidos na escola não só entre nós professoras mas também em relação aos nossos alunos que podem trazer eventualmente eh alguma informação de casa e
que precisam ser bem informados sobre essa questão então é mentira que vacina causa autismo não há nenhuma relação não existe nenhum estudo eh bom bem feito que e vincule vacina eh ao autismo alimentos não causa autismo né falta de afeto dos pais então nós conhecemos pais extremamente afetuosos cujos filhos são pessoas com autismo e nós conhecemos pais que não são nem tão afeitos assim E que seus filhos não apresentam essa variação tão grande aí na neurodiversidade Então isso é um mito né E também exposição a materiais tóxicos que Com certeza é péssimo mas vai causar
pode causar outras patologias não é a responsável pelo autismo é importante frisar que que atualmente tem tido uma cruzada antivacina e é importante a gente esclarecer que a vacina ela não causa autismo em hipótese alguma o que que Possivelmente né então vai causar autismo é são é a confluência né de fatores genéticos e ambientais Então ela é muito além né então a causa é incerta e multifatorial eh ser professora é um ofício oposto ao negacionismo tá e pesquisas recentes tem verificado a possibilidade de alterações genéticas e ambientais o que tem acontecido bastante é que eh
não havia laudo então talvez né Vocês podem lembrar localizar na família de vocês no vizinho no círculo de vocês uma pessoa assim que conversava pouco que era extremamente sistemático que que não tinha uma reciprocidade de carinho de afeto com os seus familiares assim como se se esperava né E que qualquer alteração na na rotina essa pessoa ficava irritada manifestava de uma maneira ruim e aí as pessoas falam assim ah essa pessoa aí é ruim de lidar E aí hoje a gente veio percebendo que algumas dessas pessoas né taxadas de ruins de lidar eventualmente poderiam ser
pessoas com autismo que não estavam sendo acolhidas eh desenvolvidas e e inseridas na nossa cultura de maneira respeitosa então sempre existiram pessoas com autismo o que não existia era laudo né Então como não se conhecia não tinha o laudo atualmente se conhece Conce as pessoas estão indo atrás estão eh buscando os seus direitos e isso tem aumentado o número de autismo o que não tem nada a ver com esses fatores aqui que a gente já explicou Eh vamos passar rapidamente pelos sinais do autismo Lembrando que é um espectro que essas pessoas elas não são todas
iguais muito pelo contrário elas apresentam uma diversidade muito grande né de formas de ser e de agir no mundo tá mas tem algumas ca alguma alguns sinais que se uma criança apresenta vários desses sinais pode ser interessante uma conversa com os pais não no sentido de alarm má-digestão muito ativa ou muito passiva não faz amigos ou tem dificuldade de fazer amigos e prefere brincadeiras solitárias ou ritualísticas né aquela criança que pega um monte de carrinho e vai fazer eh uma fileira de carrinhos ao invés de brincar de carrinho da forma como a nossa cultura espera
né Tem alguns atrasos na linguagem e na fala eh tem um apego muito grande da rotina E isso é importante a gente saber até pra gente poder planejar né a transformar as mudanças que vão ter ao longo da aula em rotina para que essa criança possa se sentir segura ter um ambiente favorável de aprendizagem emocional movimentos repetitivos evita contato visual né não participa bem de jogos interativos então a questão da interação social aí tá presente e pode tratar pessoas como se fossem objetos eh não é porque a criança em uma determinada fase do seu desenvolvimento
ela apresenta um ou algum desses sintomas que ela é uma pessoa com autismo Tá mas como eu já disse a gente precisa Estar atento porque muitas vezes é na escola que se percebe essa diferença na interação social e na comunicação e a partir daí é que se busca o laudo tá então a escola tem um fator importante aí e que merece a nossa atenção vamos falar agora sobre os famosos e temidos comportamentos disruptivos que são as crises né E e aí eh a criança ela pode perder a paciência ela pode gritar ela pode se debater
parece que ela tá fazendo uma birra mas não é uma birra né Lembra quando eu falo falei aqui do cérebro que eh os neurônios eles têm que que vir né de maneira ordenada receber o estímulo identificar e produzir uma resposta né na criança com autismo Possivelmente a gente tem um comprometimento específico nessa região eh cerebral E aí eh o que acontece né essa criança como no exemplo da sede ela tá irritada ela tá sentindo sede ela tá sentindo um incômodo ela não sabe que é sede e ela não sabe que se tomar um copo d'água
vai passar então aquele incômodo vai se somando vai se somando ao incômodo da sede estímulos né da hiperreatividade que essa criança também não sabe responder que é muita luz muito barulho muita agitação dentro de uma sala de aula cansaço muitos estímulos táteis diferentes mudanças de temperatura Então tudo tud isso vai causando como se fosse uma panela de pressão essa criança ela ela ainda não tem ferramentas para lidar com esses estímulos processar elaborar E aí chega um ponto que ela explode E aí fica parecendo uma birra né e não é uma birra é um comportamento disruptivo
é uma chuva ali que os neurônios promovem que essa criança acaba explodindo então a gente percebe por exemplo vocês devem ter visto pelo menos aqui na cidade de Muzambinho e talvez na cidade onde vocês estejam da onde vocês estejam me assistindo que existe fila preferencial pra pessoa com autismo por além da escola o supermercado por exemplo pode ser um ambiente desafiador para esse público é muito barulho é muita coisa colorida é aquela música que fica tocando intercalando com as ofertas no ambiente são pessoas conversando são caixas de cereais e tudo a gente andando para lá
e para cá tudo isso vai causando um estress vai causando um desconforto nessa criança ou nesse adulto e Justamente na hora de ir embora todo esse cansaço acumulado que essa criança não sabe elaborar e não sabe dar vazão pode virar uma né uma crise um comportamento disruptivo tá E aí Ainda é comum essa mãe né que tá ali com a criança alguém passa e fala assim Ah meu filho não faz uma birra dessa se fosse meu filho eu já tinha logo dado uma surra para nunca mais né ainda Sempre tem alguém para dar um palpite
ruim numa hora dessa então o que que é isso né são os comportamentos disruptivos no momento do comportamento disruptivo que pode acontecer na escola não há o que ser feito não se deve segurar não se deve gritar com a criança porque você vai aumentar o barulho aumentar o nervosismo aumentar a irritação isso vai causar um ambiente ainda mais mais estressante vai agravar a crise tá no momento do comportamento disruptivo é importante acolher silenciar abaixar a luz esperar que essa criança eh tenha ali né volte a calma com tranquilidade em um ambiente respeitoso e acolhedor é
a maneira mais rápida dessa criança eh concluir esse comportamento disruptivo tá se ficar gritando xingando eh irritando ainda mais essa criança mandando essa criança parar como se ela tivesse controle dos estímulos cerebrais dela só vai agravar essa situação tá então no momento do do comportamento disruptivo a única coisa a ser feita é ter paciência e esperar se for possível abaixa a luz se for possível mantém silêncio converse com a criança com tranquilidade tente né né trazê-la a calma espere que ela vai vai voltar né para o seu estado normal agora existem coisas que a gente
precisa se estar atentos para evitar que o comportamento disruptivo aconteça então se ele é causado por barulhos quebra de rotina irritação temperatura som alto barulhento Então nós vamos reduzir isso na nossa sala de aula tá então por exemplo Como já foi dito aqui quebra de rotina nós vamos no começo da aula fazer uma listinha que pode ser escrito ou pode ser com imagens eh do que vai ser feito ali ao longo do dia para que essa criança tenha segurança quando for acontecendo a troca de aulas ela não vai ficar nervosa irritada ela não vai se
sentir insegura tá nós podemos também eh permitir que essa criança faça as suas atividades de regulação então Existem algumas atividades que ou até movimentos que ajudam na regulação neurológica dessa criança Algumas crianças quando elas estão muito saturadas de estímulo elas precisam dar uma corridinha pela quadra ou pela escola e aí elas se acalmam e voltam outras podem fazer alguns movimentos repetitivos outras precisam mascar chiclete né então nós vamos inclusive aquela criança que é proibida de mascar chiclete na escola mas tem como regulação do seu comportamento disruptivo o o gesto de mascar ela mastiga a camiseta
Então ela rasga baba tudo assim na camiseta né e a professora fica para de morder a camiseta Fulano você tá fazendo coisa errada quer dizer você tá irritando ainda mais a criança você tá tirando a possibilidade dela mascar um chiclete e com isso regular os seus neurônios e está dando um estímulo de irritação para essa criança mandando ela parar de fazer algo que é mais forte que ela e que ajuda a mantê-la tranquila então isso com certeza pode virar um comportamento disruptivo né então nós vamos eh deixar a criança à vontade para Que ela possa
fazer aí o seu comp o seu a sua atividade regulação pode pular balançar e e ela precisa ter certeza de que quando ela precisar ter acesso a esses a essas questões ela vai ter né E isso alivia e deixa a criança muito mais segura reduzindo o risco da das crises né dos comportamentos stivos é importante que as outras crianças da sala saibam o que está acontecendo né porque a gente vê até criança perguntando assim professora eh o Fulano teve uma crise se eu ficar perto dele eu vou pegar essa doença Então não é uma doença
né é um faz parte da nossa neurodiversidade e muito menos é contagiosa Então as crianças elas fantasiam né Elas trazem informações que precisam ser dialogadas dentro da sala de aula com respeito com clareza com ciência e com tranquilidade tá bom e por fim se for preciso Facilite a comunicação dessa criança use formas altern de comunicação então eh você pode preparar imagens que essa criança pode te mostrar sempre que ela tiver necessidade de alguma coisa você vai construindo esses combinados com ela né são formas alternativas de comunicação que podem funcionar podem dar vazão Aquela ansiedade de
você querer comunicar alguma ideia e não conseguir e portanto tende a diminuir os comportamentos disruptivos essas crianças podem apresentar também dificuldades motoras né uma delas que é bastante e reforçada né que que é assim faz parte do estereótipo da pessoa com autismo e a praxia que são movimentos sem intencionalidade que é quando a criança por exemplo chacoalha as mãos muitas vezes repetida às vezes fora de contexto em diferentes contextos Então isso é uma praxia é um movimento sem intencionalidade que ajuda a criança a fazer a regulação neurológica dela outra é a imitação ou a dificuldade
em imitar então existem crianças que vão imitar outras ou a professora eh e existem crianças que por outro lado você vai fazer um jogo do espelho e essa você vai ver que essa criança Ela tem dificuldade em imitar né dificuldade com o que a gente chama de neurônios espelhos equilíbrio e controle postural coordenação motora global e coordenação motora fina isso por conta do que o que a gente já eh conversou anteriormente em relação à às questões do cérebro né Principalmente do corpo caloso que é onde se cruzam os neurônios de um hemisfério pro outro coordenando
por exemplo a marcha né o andar o correr dessa criança então ela pode apresentar eventualmente alguns desequilíbrios algumas questões posturais aí que também eh vão ser trabalhadas aí em terapias e etc mas é só paraa hora do recreio a hora da educação física o professor ele tem que estar bem informado tá então normalmente essas crianças têm mais sucessos em atividades com foco interno né O que que é isso foco interno e foco externo então foco externo é quando eu coloco um golzinho no chão e peço para as crianças coloca uma bola e digo pras crianças
o seu objetivo é chutar no gol o foco tá externo está na eficiência do gesto que essa criança vai elaborar marcar o Gol para criança com autismo Se eu der um foco externo ela vai ter mais dificuldade de concluir aquela atividade às vezes até de entender então é uma criança que eu vou dizer você vai pôr o seu pé esquerdo do lado da Bola e com o pé direito você vai puxar ele para trás chutar então o tempo todo a concentração dela vai est no próprio corpo a chance dela acertar o gol é maior e
a partir daí você vai desenvolvendo isso e puxando né o foco para externo Então você começa com foco interno insiste um pouco na atividade e com o passar do tempo você vai colocando o foco externo então desenhar um círculo para muitas crianças é mais fácil ela desenhar o círculo sozinho do que você dizer detalhadamente o que ela tem que fazer com a mão para pegar o lápis para depois encostar no caderno e como vai traçar tudo aquilo mas especificamente para pessoas com autismo pode ser mais fácil aprender a partir de características do corpo que essa
criança vai ter que mobilizar para chegar ao final daquela atividade agora nós vamos ver algumas ações que podem ser tomadas no dia a dia da sala de aula Então a primeira é manter a rotina e a previsibilidade das ações pro aluno se sentir seguro expor a rotina num cantinho da lousa num pedacinho de parede né informar as mudanças e que podem acontecer ao longo da aula que já estão previstas para que essa criança não sofra a cada mudança de aula e Isso vá se tornando um fator estressor que pode ser eh ser depois externalizado em
comportamentos sub então conversar com a criança passo a passo que vai acontecer na aula né ler as tarefas junto com a criança Antes de iniciar as tarefas ler toda a tarefa para ela não se sentir Ansiosa com relação à aquele conteúdo a o que que ela vai ter que fazer eh priorizar os conteúdos que estão de acordo com as reais possibilidades do aluno Então nós vamos andar junto com eles né sempre ali no que a gente chama de zona de desenvolvimento proximal que é aquilo que o aluno ainda não sabe mas já está pronto para
aprender e contextualizando sempre dentro daquilo que a criança eh que faz parte do interesse dela então se a criança tem um interesse Muito grande pelo homem-aranha e você apresenta uma atividade de matemática que envolva o homem-aranha ali no meio da história a chance dessa criança conseguir se envolver com atividade e resolver é muito maior Então nesse momento a gente vai usar a os interesses restritos da criança para poder trazê-la para o contexto Educacional né E aí Eh vamos respeitar também comportamentos específicos que servem para aliviar aquela atenção para fazer a regulação neurológica da criança então
correr movimentar a mão mascar chiclete deitar às vezes um pouquinho na sala de aula às vezes até dormir alguns minutos 10 minutos 15 minutos porque isso ajuda na regulação neurológica e deixa a criança pronta para momento de aprendizagem desestressa o cérebro daquela criança né então vamos tomar cuidado com aspectos ambientais que é a agitação a iluminação excessiva O calor excessivo barulho né E que são são estímulos que muitas vezes essas pessoas não conseguem lidar e vamos manter sempre um bom relacionamento com a família muitas vezes a criança apresenta um comportamento eh na sala de aula
e a gente não consegue decifrar e às vezes numa conversa com a mãe essa mãe esclarece e às vezes é uma coisa muito simples da gente atender que vai fazer toda a diferença na relação dessa criança conosco com a turma e com a aprendizagem dela ali na escola eh por fim gente eu gostaria que vocês lessem o guia da empatia que está na plataforma tá que é escrito por pessoas com autismo são quatro relatos três de pessoas com autismo e Um de uma mãe de uma pessoa com autismo E lá eles mesmos vão dizer vocês
vão ver que cada um é bem diferente do outro todos eles têm as suas especificidades muitas vezes diferentes e eles vão dizer como que eles gostariam de ser tratados O que que a gente pode fazer para para que eles tenham sucesso nas suas atividades a partir de uma pequena colaboração Nossa então Eh eu gostaria muito que vocês lessem atentamente né e que vocês usassem a sua empatia no momento da Leitura pessoal acabou a aula agora eu espero vocês no momento da web conferência foi um prazer estar nessa disciplina ao lado de você e eu estou
à disposição sempre que precisarem o meu e-mail tá lá na plataforma um [Música] abraço