Feliz Natal rapaziadinha. Bascast no podcast que te mostra bastores da bola em 365º. Eu sou Lucas Lustosa, do meu lado tá ela. Quem é a Mari, rapaziada? Cadê a salva de pau? Hoje só ter essa abrina para bater pau. >> Que maravilhoso. Que maravilhoso isso aqui. >> Muito bom. Tá aqui. Hoje é muito especial. Feliz Natal para você, minha Grande amiga. >> Sejam >> as melhores coisas do mundo pra gente. Eu vou começar diferente. Óbvio que a gente tem que desejar feliz Natal e um próspero 2026 para todo mundo. 2025 foi um ano de plantação,
um ano muito bom para trabalho e 2016 vai ser um ano muito bom para colheita, também de muito trabalho, um ano de muita realização, tão próximo 2016 para todo mundo e feliz Natal. 2025 a gente a gente conseguiu Trazer uma galera de vôlei que parando para pensar, a gente chega no final do ano, a gente fica mais emotivo, né? É reflexivo, a gente conseguiu trazer muita gente boa. É assim, vamos falar os nomes para não. A gente trouxe Leila, a gente trouxe Sheila, a gente trouxe Helena, >> Marcia Fu, Virna, Érica, Fofão. >> Pô, Fofão,
que episódio maravilhoso com Fofão. A gente trouxe muita gente, >> pode falar grande, gigante, lenda do Vôlei, mas para mim, Lucas, o que é mais sensacional é que a gente conseguiu trazer o mais especial do Bascast, que são os bastidores, que a gente chama da nata, que são as histórias que a gente ouve assim, caraca, a primeira vez que eu tô contando isso, caraca, nunca pensei que eu falaria isso. Então eu fico emocionado, eu fico muito feliz por isso. Então a gente queria presentear o Vôlei Fan com a oportunidade de trazer uma das maiores centrais
da história, Jogadoras história, >> uma das maiores jogadoras da história aqui no basquete no dia 25. E eu tô muito feliz pela oportunidade porque a gente veio até Minas Gerais para conseguir trazer a Thaísa no basquete, rapaziada. >> Uh, [risadas] >> muito obrigado, Thaís. Tô muito feliz, >> [ __ ] Feliz Natal. >> Feliz Natal. minutos com a gente. Caroc de novo. >> Nossa gente, obrigada porque tava difícil, quase impossível ir pro Rio de Janeiro. >> Não, a gente vem tranquilamente. Quantas juízes você pedir, a gente vem para cá. >> É, sabe que quando começa
a temporada é assim, né? Muito treino, muito tudo e fica difícil de conciliar. Mas eu tô felizona. >> Tá felizona? >> Feliz. >> Eu preciso aqui. Vamos tirar o gorrinho Para agora ficar bonito. Feliz Natal para todo mundo. A gente tá oferecendo, claro, e vai ser um podcast sensacional, como todos de volição, mas a gente também tá pedindo um presentinho de Natal. É só um presente, eu não quero muita coisa, eu só quero que você clique no botão de se inscrever. A gente 2026 vai trazer o dobro, o triplo, quádlo, quintuplo de conteúdos de vôlei
aqui no Bascast. Então, a gente precisa da tua ajuda pra gente trazer cada vez mais Convidados, como essa convidada que tá aqui. Então, Mári, aquele, aquele tradicional, que que a pessoa que chega aqui no nosso canal do YouTube através do nosso corte precisa fazer, >> tem que se inscrever, apertar o sininho para não perder nenhum conteúdo, curtir, compartilhar, hypar pra gente ter bastante folha aqui que tem sido maravilhoso. >> Nossa, tem sido sensacional. Curte, compartilha, segue a gente nas redes Sociais. Táí. Que honra, que honra. A gente quer começar de um jeito maravilhoso. A gente
quer começar, a gente tem uma um retrospecto de vôlei lindo, sensacional, que a gente quer dá uma quebradinha no início com perguntas aleatórias. Então, você já tá no quadro baste random. Daqui a pouco tu vai se acostumar com os nomes também. >> Baixe o quê? Random. >> É tudo baixe alguma coisa aqui. A galera é muito criativa. Baixe random, tipo Aleatório. Gostou dessa, né? >> Gostei. Ficar chique, para ficar chique. >> Perguntas aleatórias da sua vida aí, meu camisa 10, tu pode deixar só nela essa parte que eu vou te fazer, vou fazer algumas perguntas.
Pode deixar só na no enquadro dela. Thaía, qual a sua comida preferida e a comida que você odeia? >> Cuscuz. Eu amo. >> Eh, eu acho que giló e quiabo. >> Giló e quiabo. Aí eu tô com ela. É, >> é um negócio assim que não vai muito não. Vai muito não, [ __ ] Amo. >> Comi ontem. Bom demais. Bom demais. >> Bom demais. Bom demais. Ah, meu pai é nordestino. Minha mãe tem uma parte da família que nasceu em Recife. Meu pai é sergipano. Então é impossível não gostar de cuscuz. Comi durante minha
infância, né? Então sustância. >> E giló KB. Eu tô contigo também. Não sou muito fã. >> É, não vai não. >> Qual o melhor lugar do mundo para você, Thaísa? >> Minha casa. >> Sensacional, >> gente. Eu sou muito >> caseira. >> Adoro minha casa. Adoro meu silêncio. >> Que viaja tanto, né? >> Ó. É, talvez por isso também, né? Aprendi a gostar muito. Quando eu era mais jovem, eu gostava de estar na rua, >> né? Mas eh, por exemplo, meu marido, ele tá agora no norte de Minas fazendo missão, né? >> Aí ele falou
assim: "Nossa, vou te abandonar, você vai ficar sozinho e tal". Aí ele sai com as meninas, suas amigas, tal, falou assim: "Amor, mas tá de boa" e tal. Aí ele, você gosta de ficar sozinha, né? [risadas] Aí eu falei: "Amo ele tá vendo? Eu te dou essa paz". >> Ele achando que tá atrapalhando graças a [risadas] Deus, né? >> Ele pensando, "Yes". Aa, qual o seu filme preferido? Ei, pode ser série? Não, >> também tem, mas pode ser série. >> Eh, eu acho que uma série que eu já vi mais de uma vez que eu
não faço isso é o do é o Lash Dance, que eu sou muito fã do Michael Jordan. Eu acho que eu eu vejo muitas características que eu tenho, que ele tem que tenho. Então Assim, eu falo: "Caraca, ele faz igual eu mano". >> Sensacional. Então assim, é, eu amei aquilo, então eu já tô querendo ver de novo filme assim, eu não tenho >> Não tem um filme assim que tu vai no cinema? Tu não gosta de cinema? Tipo, não >> gosto, gosto. É que tem vários gêneros assim, né? Tipo, um que eu chorei que não
é uma idiota e saí do do do cinema chorando, entrei no elevador chorando e Falava sobre chorava. Eu falei, gente, que isso me pegou muito. Que foi aquele como eu era antes de você, >> uma coisa assim que é que é aquele que ele é tetraplégico e tal, mano. Ah, nossa, eu chorei que nem um idiota. Agora, tipo, tem um que é que é que chama Cabana, >> que fala uma coisa mais espiritual, tipo, eu amo. Então, >> é, depende. >> Tu é do livro também, não? Tu é do Livro? Então, eu tinha lido a
Cabana, depois tem a travessia também. Quando tu vai ver o filme, tu fica mais doido ainda. Tem um livro preferido, alguma coisa? preferido não, mas eu acho que mais esperto que o diabo é muito bacana. Eu acho muito que tu reflete muito. E um que eu acho que me ajudou muito assim mentalmente dentro de quadra é o jogo interior do tênis. Sempre quando alguma jovem vem falar comigo sobre que que Remete que me faz lembrar, né, eu falo: "Cara, dá uma lida, é rápido, é prático, interior do tênis." >> E é muito bacana. Eu acho
que ajuda muito, principalmente essas essas atletas mais jovens que precisam silenciar algumas vozes, né, que que traz aquela duv durante treino, jogo e tal. Então acho que ajuda, nossa, muito. Então hoje em dia mesmo hoje em dia semana passada mesmo eu indiquei pra Giovana tudo que é do meu time. >> Então eu para mim fez muita diferença. Já já li duas vezes e eu acho que eu quero ler de novo, porque às vezes você pega uma coisa diferente quando você lê de novo, né? E eu acho que ajuda muito assim. >> É, tu tem outra
percepção também. sempre sozinho, né? Então ele realmente ele precisa aprender a se bloquearamente mesmo. Não tem substituição, ele tem que resolver por ele mesmo. Tem um aqui que a minha namorada quer começar, quer que Eu faça também, quer que eu assista também. Qual o dorama preferido? >> [ __ ] [risadas] vamos de lista. >> Top três. Top três. Top três. >> Vamos lá. Não, mentira. >> Para quem tá começando agora, vai ver primeira. Não, brincadeira. >> Para quem tá começando, eu acho que eu indico muito que >> vou anotar. [risadas] >> Anota, anota. Eu quero
ver agora. Eu vou Ver. Tô falando sério. >> É, pousando no amor, porque ele eles se tornaram um casal de verdade, são casados hoje, tem o neném. Então assim, cara, você assiste assim, mano, é real. >> Final feliz mesmo. >> É muito legal, é muito bacana e principalmente porque fala muito, mostra muito a discrepância entre Coreia do Sul e Coreia do Norte, né? Cultura e um monte de coisa política. >> Caraca, velho, é bizarro. Eu fiquei chocada, eu não fazia ideia que era desse nível. >> É muito bom. Desgraça do seu dispor é muito, se
eu fico doido, sorriso real. Eu tenho assim um trilhão de coisas pretendente surpresa. Ça >> tá anotando, galera? A rapaziada tá anotando. >> Tem muita coisa. Eu sou apaixonada. O Rafa, eu falo assess tava falando com o meu marido, eu falei assim: "Mo não tem Que reclamar de mim, eu sou linda, sou gente boa, sabe? Eu não encho o seu saco, sabe? Super trabalhadora, é cara, sabe? Independente, entendeu? Eu sou super parceirona, sabe? Dou super força e tal. Você não tem o que reclamar de mim. Se reclamasse tá sendo injusto. Aí eu falei, fala alguma
coisa. ruim aí de mim, você não consegue. Ele cara, você só vi dorama. Eu falei isso não é cara, isso é bom. Tá me elogiando, pô. Tu tá aumentando ainda mais então né? >> Não [risadas] é defeito não, mano. Porque é quando eu sento pra veda, me esquece o mundo, né? >> Sério? >> Aham. Bom demais. >> Maraton. >> Agora vou vou começar. Luía tá doida para começar também. >> Eu adoro rel Coreano. >> É cantor, cantora ou banda favorita? >> Não tem >> estilo musical assim que tu ouve? >> Eu ouço de tudo. >>
É. >> Aham. estão mais par do que o comum. >> Antes de [risadas] >> Eu eu ouço um pouco de tudo. É muito bagunçada a minha playlist, sabe? É uma loucura. Exatamente. >> Eu eu gosto pouco de tudo, assim, a minha playlist é muito louca, tem tanto mais antiga como essas mais novas. Assim, uma coisa que eu gostava muito na Juventude era o fã, que hoje em dia eu já não, tipo, meio que bani assim. Eu acho que eu não, as letras não me, não me faz, não faz mais sentido para mim, mas eu sou
bem eclética com relação a isso. >> É, comigo depende muito do momento. Às vezes eu tô num rock de maluco assim parado. Às vezes eu tô numa sofrer um pouquinho, né? Então tem essas coisas. Eu eu cortei sofrência também >> porque eu acho que pr pra nossa pra Mentalidade que eu quero ter, eu trabalho muito isso. Tudo que entra >> Uhum. >> influencia. Então assim, é notícia de de merdas no na TV que você lê igual você lê hater, isso vai te fazer mal de alguma forma. Por mais que você falar, Dani, vai mexer com
você. Entra. Entrou. >> Eh, inclusive música, aquela coisa, a música ela tem um poder muito grande de te botar um pouquinho mais, ah, ah, caramba. Nossa, céu, sof bebê até Morrer. Me traiu, me deu uma facada, mas eu te perdoo, >> mano. [risadas] Entendeu? ou para de te elevar. Tu bota uma música animadíssima, daqui a pouco você já tá mexendo, daqui a pouco você já tá cantando, então sua energia sobe. Então assim, eu comecei a pensar muito nisso e tenho filtrado muito o que entra. Então até a sofrência eu dei uma tiradinha. Gosto, gosto, mas
eu dei uma tirada assim, mas assim, quando eu quero relaxar, eu ouço músicas Mais tipo um jazz relax, uma coisa mais pá tranquilo, uma vibezinha tipo eh, >> como é que é? Beit. Gosto também, mas é tipo umas músicas, como que fala? Caceta, esqueci. Mas é tipo tio que fala, eu acho que é que não sei se pronuncia assim, que é uma coisinha mais vibe, tipo >> pôr do sol na praia, aquela coisinha, aquela batidinha suave, golden hour, é set, entendeu? >> Aí dá uma acalmada. Eu gosto bastante, Mas também gosto das agitadas para ir
pro já minha playlist chama ativação, >> que é de fato para ativar, entendeu? É exato. E >> aí motiva para caramba na hora. >> É bom, é bom. E se tivesse um super poder, qual seria? >> Na quadra ou na vida? >> Nas duas. >> Na quadra ler pensamentos e saber o que que a levantadora adversária tá pensando que ela vai fazer, porque aumenta esse Pararia no bloqueio. Então assim, eu acho que para uma central faria muito sentido isso, né? Hã, e na vida eu acho que eu queria ter um o super poder de hoje
conseguir voltar lá atrás e falar com a Thaísa jovenzinha, >> viajar no tempo, >> viajar no tempo de para essa situação específica. Eh, eu com a maturidade que Eu tenho hoje, chegar para aquela taísa que tinha tantas situações difíceis e consegui trabalhar a cabeça dela para ela sofrer menos e passar por menos, menos dificuldades assim, tipo, e entender mais das coisas, eh, talvez errar, OK, mas talvez menos, com menos intensidade, sofrer por menos tempo. Então, acho que eu teria faria isso >> forte. Eu agora eu tô refletindo sobre isso. Você queria voltar no tempo pra
Thaísa criança? >> Sim, criança adolescente. >> Que que você falaria para ela, né? Eu eu quero ouvir o que que você falaria, mas eu tô com uma dúvida. Você falou muito sobre hoje, você falou muito que teu maior poder dentro da quadra é ler pensamento. >> A tua autoconfiança é tão grande, eu admiro muito isso, que não é sobre eh você conseguir ter mais força, não é conseguir ter mais altura, não é Conseguir ter mais não sei o quê, invisibilidade, é você conseguir, você sabe que você vai conseguir parar no bloqueio enfim, você só quer
saber antes se antecipar. >> É porque é para uma central, principalmente, a gente corre uma rede inteira, né? Então você tem que às vezes muitas vezes tem quatro atacantes que você precisa marcar. >> Não é fácil você conseguir ler o jogo dependendo da velocidade da bola e Chegar bem. >> Sim, >> às vezes você chega, mas chega quebrada. Então se você eu conseguisse antecipar alguns milésimos de segundo, provavelmente eu bloquearia mais, ajudaria mais a equipe, tocaria melhor na bola se não fosse ponto. Então acho que pensando na quadra isso ajudaria muito como central, né? Então
acho que >> agora voltando no passado para falar com A Thaísa >> criança, você iria querer aconselhar ela a não lidar tanto com >> autocríticas, >> com auto, não é, com críticas, não é, não é auto não, as críticas dos outros. Ou você iria querer abraçar essa taísa >> a criança abraçar, porque eu acho que muitas coisas da minha infância e de rejeição, de sensação de abandono e não só eh fora da família, dentro de casa também. Eh, então assim, eu se eu era Uma criança muito sozinha, me sentia muito sozinha, muito abandonada e a
criança não entende, >> né? Não vai entender que, tipo, a mãe tá trabalhando, o pai não tá em casa porque tá trazendo coisa, tipo assim, criança não tem essa consciência. Criança quer tá perto do pai da mãe, quer brincar com o pai e com a mãe. >> Exato. Simples. É simples, cru. Uhum. E eu não tive isso, não tive esse esse amor nesse nesse nessa intensidade, Nessa nesse contato. Então, durante muito tempo, eu eu sempre me eu eu tive eu tive uma raiz muito forte de rejeição, né? Claro, a gente vai ressignificando, já fiz vários
eh tratamentos, né? eh, hipnoterapia e, muitas coisas que foram ajustando, ressignificando essa situação, mas é uma coisa que fica, >> né, essa e que e que querendo ou não, mexe na identidade da da criança que vai levando pro resto da vida. Então, se Hoje, em alguns momentos, eu tenho algumas quedas, com certeza é referente a esse essa criança que não que tá se curando ainda de rejeitada, de abandonada, de de se se que se não se sentir amada. Então, provavelmente eu daria esse amor, essa atenção e esse acolhimento que essa criança não teve, né? Então,
com certeza eu minimizaria muito eh >> os danos >> os danos lá naqui na frente, né? >> Uhum. >> Porque talvez a identidade não seria tão tão quebrada. >> Eu acho que a sensação de abandono é uma das que deixam as maiores dores assim, porque em todas as nossas relações a gente fica projetando que vai acontecer de novo, [risadas] atrapalha para sempre. precisa serado, né? Exatamente. >> O vôlei foi a forma que você encontrou De lidar com isso, >> porque você se sentiu acolhida. >> Senti acolhida e porque eu também eu eu canalizei muito a
minha raiva com relação a isso. >> É uma ótima forma de canalizar sua raiva. >> Canalizei muito, tipo, a rejeição e eu eu era muito assim, todo mundo que me rejeitou, que me humilhou, que riu de mim e tal, vai me engolir. >> Uhum. >> Eu vou mostrar como que eu sou boa. Eu vou mostrar. Tipo assim, foi uma raiz ruim. Porque eu queria provar o meu valor. >> Uhum. >> Só que tipo assim, cara, é isso que eu falo. Você que tem, entende a sua essência e sabe quem você é na sua, na sua
essência, a sua identidade não tá abalada, você não vai querer provar o seu valor. Você vai fazer por você, porque você ama, porque é bom, porque te Faz bem. Mas quando você tem uma uma rachadura ali na sua identidade, você vai querer fazer para provar que você vale algo, que na essência você é boa ou suficiente. Então assim, a raiz não é boa, mas que bom que eu canalizei de uma forma, >> o fruto foi bom, mas >> foi bom, mas uma raiz não tão boa, sabe? Então assim, >> é quando a gente tem 30
anos na cara e a gente fala sobre isso, é uma coisa, né? Quando a gente tem 18 e >> 8, 9 anos, 10 anos e começa um esporte, começa, você não sabe que é isso, você não sabe que tá canalizando tua raiva, >> você não sabe que você tá sentindo isso. Você >> só sabe que você tem muita raiva. Eu tinha muita raiva, eu tinha muita raiva, muito ódio, assim, eu não sabia de onde vinha. >> Mas por que que era essa raiva? Atí, por contar só da altura era era o que que Acontecia? >>
Não sei. Eu tinha isso dentro de mim. Qualquer fiasco e explodia. Então assim, eu sempre fui essa taísa que todo que que a galera pega vídeo, você fala muito sanguínea, mas era porque essa raiva vinha e eu não sabia te dar onde. Qualquer coisa me causava isso, mas provavelmente era toda essa dor que eu tinha dentro de mim. >> Uhum. >> E qualquer coisa, qualquer faisquinha explodia. Mas eu tô muito curioso pelo teu início agora, porque eh a gente quer ouvir tua trajetória, óbvio, no início como um todo, mas eu tô muito curioso para saber
se você teve esses picos de se você teve alguns momentos de queda em relação a essas esses esses dramas que a gente sente. >> Eh eh se algum momento é >> uma carga emocional tão grande, né, que é difícil se manter. >> É, se alguns momentos no treino, num jogo você passou dos limites com isso do tipo, >> de estourar demais já nos treinos >> já, já. E tipo, era muito, já passou do teu limite assim, >> e era muito involuntário porque era muita, eu não sabia controlar isso, >> não sabia nem de onde vinha,
imagina para onde >> exatamente. Então assim, já passei dos limites depois de depois de um jogo Chegar e pedir desculpa para uma companheira de ser mais grossa assim, de gritar, de falar umas merdas. Só que tipo assim, você, eu não pensava, você simplesmente vinha >> e não era por mal. Sim, >> por isso que muita muitas vezes eu eu era muito só também, porque eu acabava afastando as pessoas. Quem realmente me conhecia de fato próximo a Thaí Essência sabia que eu não fazia nada por mal e não se afastava de mim e às vezes até
Dava risada disso. >> Não era pessoal, né? Não era >> não. Ela era até r falava: "Gente, ela Saraiva", sabe? [risadas] Meu Deus, a Paula mesmo me chamava de Saraiva pequeno. >> Então assim, só que tá ri achava tipo assim, a Fabi, a Sheila, me conheciam, então sabia que aquilo ali deixar, né? >> É, tá bom. Então assim, mas eu afastei muita gente que não conseguia entender Isso, >> né? Mas já aconteceu várias vezes de de estourar demais e depois ter que putz, desculpa aí, foi mal, >> eu acho que eu passei um pouco do
ponto e tal >> também talvez na pessoa batesse no lugar de insegurança dela, né? >> Exato. Exatamente. >> Exatamente. >> Isso é verdade. Na outra pessoa também reflete exatamente isso. >> Todas as pessoas que se citou também são muito autoconfiantes, muito bem-sucedidas. Talvez para elas tava OK. Elas sabiam que não era. >> A gente vai passar por uma linha do tempo, tipo de ida e volta, porque na minha cabeça fica muito a ânsia de ter, né? E a questão do de possuir, porque quando você chega lá, você não precisa mais provar. >> E é isso
que eu tô agora em dúvida na minha cabeça. Quando você conquista, Quando foi a grande glória para você que você ficou, eh, ou se você ficou naquele pensamento e agora eu tenho que provar o que para quem, >> né? Não, eu acho que sempre eu tô sempre, eu acho que é um problema que meu marido ele fica brigando comigo por isso, porque até hoje eu continuo com isso. E ele justamente me deu essas medalhinhas por isso, essas réplicas, porque ele falou assim: "Eu quero que quando você Tiver qualquer pensamento de tipo, cara, eu tenho que
fazer, eu tenho que mostrar, eu tenho que ir bem, olha para essas medalhas, sabe quem você é. Olha para ela e lembra o que você já fez, que você não tem que provar nada para ninguém." >> Uhum. Ele fica o tempo todo falando isso, mas assim, hoje é muito mais leve, claro, né? Experiência também, tudo, mas assim, até hoje eu quero fazer, eu quero eh já não mais tipo, quero provar o meu Valor, mas tipo assim, cara, eu quero fazer bem, sabe? Eu quero provar até para mim mesma que que eu tô bem, que eu
consigo, que eu posso, que cara, eu tô em boa forma. Então assim, mas óbvio, tem somos seres assim emocionais, então tem momentos que dá uma quedinha, a gente tem que dar aquela olhada pra medalha, >> não é? É porque é uma linha muito têno e >> é foi seu modos operand por muito tempo, foi difícil mudar, deu certo mesmo vindo Que você falou de uma raiz ruim que trazia dor tudo, mas o resultado era bom. Então é difícil também >> fazer de um jeito diferente, né? que não seja explosivo, que não seja >> é uma
linha muito isso, cara, entre porque isso vai muito de contraste de que é ser um grande atleta. Todas e todos que passaram por aqui, eh, a motivação, não só de se provar como essa, acredito eu, que tenha se misturado com a com a motivação Esportista que você tem de ganhar >> a conquista, a competitividade se misturou esse sentimento. Então, tá alinhado um ao outro aí dentro de alguma forma. Então as coisas se misturaram e agora tá junto. Na minha cabeça a dúvida pra gente continuar a tua trajetória, mas agora é mais do lado pessoal se
isso já te derrubou, se você ainda mais em momentos que não eram tão falado de saúde mental dentro de quadra, eh eh você já teve depressão, se você já >> duas vezes >> e conseguiu lidar com isso como >> primeira vez foi mais complicado assim, porque eu nunca tinha passado por isso. Então eu falei: "Cara, que que tá rolando?" Eu não conseguia comer, não dormia, tipo assim, não comia, não dormia. Meus pais ficavam desesperados, botava comida na porta do quarto assim, deixava para ver se por acaso eu vai que ela pega aqui para comer, parecia
um bicho, né? >> Só chorava assim, foi horrível. Uma sensação que você não sabe de onde vem, tristeza, tipo aquele coisa sombria, sabe? Imagina tem vontade de chorar o tempo inteiro, você não consegue dormir, você quer dormir para passar o tempo, não dorme, a não ser que você tome alguma coisa. E aí você fala: "Caraca, velho, mas da onde tá vindo isso? Por que que tá acontecendo? Querendo ou não, tava, eu jogava em Osasco, tinha um [ __ ] salário, Já era campeã olímpica. Cara, tipo assim, tem tudo, né? >> Por quê? >> Consegui. E
por que que eu tô sentindo isso? >> E cara, é uma merda. Uma merda. Foi muito difícil. Para jogo, não, jogando. Você acha que tá >> dá assim? Ah, então gente, deixa eu dar um time aqui que eu preciso cuidar da minha saúde mental naquela época. >> Esquece. Tinha que jogar, tinha que Treinar a minha cara, gente, assim, acabada. Eu po. Eu vou até até mando para vocês a foto. Eu parecia, sei lá, que tinha 60 anos sem se sem cuidados nenhum, assim, de pele, cabelo, detonada, detonada, acabada, com E era detonada assim, você via
que era um aspecto de tristeza, um olhar triste, um rosto, >> nossa, um trem horroroso. Eu olho essa foto, eu falo: "Misericórdia, não parece nem eu." >> Caramba, gente, >> juro. É, é fica nítido, né? Quando você tá na merda assim, realmente >> foi difícil eh prescrever antidepressivo, um monte de coisa. E eu acho que o o a minha virada foi essa. Quando olhei pros antidepressivos, eu falei: "Não, cara, não sou eu. Que isso, cara? Não é que foi fácil, que dali eu fui: "Ah, virei a chave, fiquei ótima, não, foi um processo." Mas aquilo
ali me deu uma um Um me esmagou o estômago de uma forma que eu falei, velho, eu não quero isso para mim. Eu não vou tomar esse troço não, mano. Não, não quero, não vou, não vou, não vou. E eu vou dar um jeito. E aí eu lembro que a Nati Zil começou, sabe, percebeu, acho que eu tava mal, vamos sair, vamos sei para onde, vamos sei que e tipo assim, começou a me tirar de casa, começou me ajudar assim de alguma forma. Eh, não, nunca falei para ela que eu tava passando por aquilo, mas
Eu acho que ela percebeu. Então, assim, aos poucos eu fui fazendo muita força, muita força e foi acontecendo, sabe? Foi saindo e tal. E a segunda vez também foi bem complicado, mas aí eu já percebi rápido que tinha alguma coisa errada, eh, porque eu já tinha mais consciência. >> Uhum. >> Porque eu também tava começando essa tristeza muito profunda, muita coisa, tal. E eu comecei a tomar remédio para dormir. E assim, não era nem remédio Para dormir, era um relaxante muscular que dava que eu ficava muito mole e eu dormia muito. >> Então, porque eu
não gosto de remédios assim, muito coisa. E aí eu pegava, só que aí eu, por exemplo, eu tinha folga, eu tomava, dormia até meio-dia, acordava, comia, tomava de novo para dormir de novo, porque eu não queria viver, velho. Eu não queria ficar acordada. >> Não era só à noite, né? Era para não, >> não, passava o dia, eu só levantava, comia e dormia. E aí, beleza, eu fiz isso num fim de semana, eu fiquei, mano, que isso, velho? Eu dormia esse fim de semana inteiro. Aí durante a semana não dava para fazer isso porque eu
tinha que treinar e tal. Você é obrigada. Aí e eu falei: "Cara, calma aí, tem uma coisa errada, não dá para ficar assim". Aí já comecei a tomar mais consciência e foi sozinha também, não foi com ajuda nenhuma, tipo, foi na porrada assim. Mas Assim, é que eu não vou entrar em detalhes do porqu que que eu entrei nessa situação, mas eh foi muito pesado, foi muito pesado de novo, só que foi mais rápido. Eu consegui virar uma chave mais rápida e sair da situação mais rápido pela consciência, por já ter passado, né? Mas é
pesado. Aí tive em 2022, talvez que eu tava aqui no Minas, foi o ano que eu quebrei a canela e aí eu fiquei de Fora e aí quando eu voltei abrir abdômen e foi uma loucura assim, foi uma bola de neve, fiquei acho que dois meses sem sem jogar, mas aí voltei e tal. Também fiquei muito mal. Tiv crise de ansiedade, pânico. Nunca tinha tido na minha vida pânico, livraria. Tava com o meu marido e começou a me dar um desespero. Parecia que os livros tava me afogando, não conseguia respirar. Eu falei: "Meu Deus, me
tira daqui, me tira daqui, me tira daqui". E a Rafael ficou Me olhando assim >> e eu nunca tinha sentido isso. Então não sabia o que que era. >> É mais assustador ainda, né? >> Parecia que a a a o corredor tava fechando em mim assim, um negócio muito desesperador. Eu falei: "Me tira daqui, pelo amor de Deus, pelo amor de Deus". Ele: loucura. Aí ele me tirou, a gente foi pra rua, aí eu tomei o vento assim, então a gente estava no shopping, aí eu Comecei a respirar, voltar a respirar assim, eu fiquei: "Meu
Deus, que isso?" Ele me olhou assim, falou: "Amor, que que é isso?" Falei: "Não sei, só senti." Aí eu busquei, nessa vez eu já busquei ajuda porque tinha coisa muito errada, né? >> Uhum. >> E aí eu busquei ajuda profissional e tal. Saí muito rápido também, graças a Deus. Mas foi muito assustador assim, eu falei: "Cara, que loucura. Eu nunca Tinha passado por isso". E a mente da gente é [ __ ] né, velho? Mas tive que procurar ajuda profissional e tal, consegui virar, sair disso. Mas, cara, somos seres emocionais, não tem jeito. >> Acho
que pro atleta a parte física acaba afetando muito a mental também, né? Essas lesões, tudo, porque é seu trabalho, né? Seu corpo é seu trabalho, vem dúvidas, vem segurança e vem tristeza de não estar jogando, mesmo Você já sendo consagrado. Mesmo >> já tava triste pr [ __ ] Aí tu volta a treinar, abre abdômen, >> tá? Aqui, aqui. Aí, ó. Não. Aí volta primeiro, segundo ataque, abre mais um pouco. Tipo assim, não tava bom o suficiente. Nossa, fiquei aquele ano ali foi, mas ganhamos, graças a Deus. [risadas] Importante é isso. Voltei, voltei bem, joguei
bem e ganhamos a final. Então >> agora vamos, então agora vamos voltar Pro início porque eu falo, a gente tem a pauta, é sempre bom lembrar que a gente estuda aqui o convidado, >> mas você foi bicampeã mundial juvenil. Eu queria na minha cabeça. >> É, >> é ela que falou. Se ela que falou, eu acredito. >> 3 e5. Eh, e aí na minha cabeça eu fico pensando quando foi o primeiro start na sua na sua mente que você chegou. >> O vôlei foi muito rápido para você, né? >> Você começou tarde assim relativamente para
>> Mas tudo muito rápido. Você já era muito boa e já tava, >> na verdade, porque eu acho que eh eu queria muito que que fazer acontecer. Eu não faz, eu nunca tinha visto o vôlei da minha vida quando eu entrei numa quadra a primeira vez. Eu fui por conta da minha altura. Então assim, quando eu entrei, fui acolhida. Nossa, que maneiro ser alta, não, aquilo. Aí eu falei, Mano, essa merda aqui tem que rolar, velho. >> Tô no lugar certo. >> Me senti em casa. >> Tudo que era antes uma causa te causava problema
assim, ali era a solução, né? Era >> po bullying para [ __ ] Aí, tipo, tu entra num lugar que é maneiro, >> o que você é, a sua altura, seu porte física e tal, é bom. >> Aí eu falei: "Ah, >> [ __ ] é isso aí, não tem que jogar bem". E aí teve o bullying dentro também que tipo o povo não queria atacar comigo, treinar comigo, porque eu era ainda era ruim, né? Não tava aprendendo. E aí eu queria aprender muito rápido para fazer engolir, tipo, ah, vai pedir autógrafo, essas faca. >>
[risadas] >> E eu falei isso, eu juro que eu falei isso. E eu falei, foi muito assim, eu tinha acabado de começar E aí, tipo, teve alguma coisa nesse sentido de, ah, não queria atacar comigo não. Eh, pai na arquibancada gritando que aí agora que perde porque me botou na na base. Is >> na base. >> Tijuca ainda. Isso. >> Tijuca na base. Aí teve um dia que eu saí do treino assim meio chorosa e tal. Aí meu pai, pô, falou pro técnico assim: "Poxa, tá humilhando minha filha, cara. Que isso?" Ela é uma criança.
Aí eu meio Chorosa assim, falei assim: "Pai, não liga não, deixa para lá, porque todo mundo que tá me humilhando agora vai me pedir autógrafo." Uhum. >> Desse jeito foi com tanta emoção. Isso é é uma coisa que que eu aí se explica, né? Foi com um impacto tão forte emocional de uma que me doeu naquele momento, que foi uma uma decreto que eu dei sabia disso, sabe? Só simplesmente veio. >> Tu sentiu? É, não tô. >> Eu senti aquilo e veio com tanta força e eu nem lembra. Depois disso passou nem lembrava. Eu fui
lembrar disso há pouco tempo >> e eu falei, eu tipo, eu decretei, quem tá me humilhando vai me pedir autógrafo. >> Uhum. >> Meu Deus. >> Eu, hein? [risadas] Entendeu? Ó, universo respondendo. >> Maravilhosa, gente. Vamos, vamos, vamos pular pra frente pra seleção. Qual foi a Tua primeira chegada na seleção que você lembra? Sim, porque você falou que não não porque quando a gente pergunta, ah, qual era a tua maior referência antes de você entrar no vôlei, é, você não, você chegou e começou >> e quando você entrou, quem era a tua referência e depois
até você chegar na seleção, como é que foi esse processo todo para você? >> Não tinha referência não, eu só tava aprendendo mesmo e vamos embora e que Que eu tenho que fazer e tudo que a gente mandava fazer, fazia três vezes mais, quatro vezes mais. Então assim, eu fui começar a ter algum alguma pessoa de que eu olhava, falava: "Nodo, [ __ ] hein? Hum, gostei. É, já era, já tava na adulta, já primeiro, já tava, já tinha sido convocada para adulta e já tava começando a treinar com a adulta, que era o Gustavo.
>> Então eu comecei a ver de mais de perto, eu falei: "Caraca, esse cara é bom, Caralho". Que aí eu comecei a assistir, eu não assistia vôlei, nada. >> Falei: "Caraca, eu bloquei, mano, o tempo, sabe, de bloque, leitura inteligente, mano, quero ser assim, >> brabo, >> entendeu? Mas assim, só >> Mas tu lembra a tua primeira convocação? >> Lembro. Eu falei, eu >> mentira >> e eu ainda não [risadas] lê de novo aí vê se você dar R de Menezes e acho que Sou não. Mas eu fiquei meio assim porque eu tava eu ainda
era muito crua, então quando eu fui não na de base que eu tô falando >> na de base aí eu falei mano, eu não sei nem sacar direito ainda e tal, mas é base é justamente para isso. >> Você jogou Mundial Juvenil com 16 anos. Era muito nova, né? >> Muito nova. Mas antes eu fui, eu fui com 14 para 15. Você mal começou a jogar já? Já fui, já fui. Então, tipo, eu Realmente aprendi muito na seleção de base, tipo, tava aprendendo, dando os primeiros passos mesmo, porque naquela época eles, não sei, hoje eu
vejo um pouco menos isso, eles investiam mesmo, mesmo se fosse ruim, >> precisava ser alta, né? Então, >> se você era alta e tivesse um porte ali e tal, eles investiam quisesse, né? E quisesse. Você queria muito. >> Queria muito. Então eles ensinaram. Eu tipo, eu era Boió, eu e a Joy. Sim, [ __ ] Merda. [risadas] Mas enfim. né? E eles eles investiam mesmo, botava para jogar mesmo, tipo assim, errando, não conseguindo, ainda meio descoordenada, porque era para aprender e a base é para isso, para você aprender com essa Eu acho engraçado ver você
falando isso, porque quando você veio pro Rexona eu te via muito porque eu tava em todos os jogos, tudo, você já era muito habilidosa para uma central, Tipo habilidade >> para fundamentos, né? Defesa, eu tenho uma defesa que você fez na um assim de com uma mão de rolamento, nunca saiu da minha cabeça, tipo [risadas] minha irmã também. E super rápido, né? Você com 14 anos acho que não sabia jogar, mas com 18 você já era. >> E uma habilidade que parecia quase dessa nata, né, de quem pega a bola e tem essa sensibilidade, >>
esse conhecimento, >> natural, não é para todo mundo. Tem gente que precisa treinar para aprender. Tem algumas pessoas que a bola >> que tem essa facilidade. Eu acho que eu desenvolvi isso, sabe? Eu acho que o meu querer muito, é, me sentir muito pertencente, quero que isso aconteça, foi uma soma de tudo, assim, treinar sempre muito mais, eu levava as coisas para fazer em casa, paredão, sempre fazia muito extra, fazia, treinava em três categorias em sequência. Então, Assim, o que uma jogadora da minha idade ali fazia uma vez, né, tipo do dia ali e tal,
eu fazia três, quatro vezes mais. >> Uhum. Então isso acelerou muito meu processo e claro, tipo, eu acho que eu fiz tanto, tanto, tanto que eu fui refinando mesmo ali o o gesto, né? Eh, muita gente, ah, nossa, você tem o dom. >> É, parece, >> mano. Vamos voltar lá, vamos voltar. [risadas] Tudo que eu fazia, quantas horas que eu Ficava treinando toda roxa, o dedo todo desse desse tamanho de atacar na na no negócio que segurava assim, que é forca, que chamava na época, que segurava assim a bola e você vinha para atacar para
pegar a coordenação do movimento. >> Cara, eu não tinha coordenação não, eu acertava aquele ferro e pegava, raspava assim, nossa, ficava desse tamanho, eu tava lá, tá tá tá tá. Então assim, a galera acha que foi não, você fazia é fez a mesma coisa que todo mundo, mas Você era fora da curva e aprendeu muito rápido. Não, eu fazia muito mais do que todo mundo. >> Em 2006 você já tava na seleção principal, mas você não vai pro mundial, né? >> Não, não. >> É, eu só fui treinar meio que convidada assim, né? Eu tava
ali para sentir porque eu já tava me destacando, ele queria me acompanhar de perto >> e tal. E aí eu fui, fui lá, achei massa, >> achei massa. Opa, galera, tô aqui. Legal. >> 19 anos que ela tinha. Sim. >> É. Aí pronto. Aí no outro ano eu já fui convocado. Queria ter para esse mundial 2006? >> Eu não tinha nem noção ainda direito, sabe? Já tava feliz de estar láum, >> sabe? De estar treinando, de estar ali com a galera e tal. >> Eh, então eu acho que eu não tinha nem muito essas essa
visão assim, nossa, >> vou aqui, vou disputar vaga para ir. Não, eu tava curtindo ali a situação de estar ali, mas para mim já era uma vitória muito grande. Ainda não tinha muito essa noção. >> Cara, isso é muito bom, porque todo mundo que passa por aqui, que eu ouço, todas as histórias que eu aprendi a gostar de vôlei, eh, contou muito sobre a pressão do 24 a 19 que as meninas sofreram, sabe? >> Tipo, o ciclo seguinte carregava essa Esse peso, né? Sim. >> Ex. E você por não ter essa, enfim, não conhecer mesmo.
Você depois só foi porque era o lugar onde você se sentia pertencido, pertencente, >> você não teve essa pressão toda na tua cabeça ou teve >> não >> da derrota, do peso, das amarelonas, amarelonas que fala >> depois um pouco mais pra frente, quando eu já tava mais eh eh >> integrada ali no grupo, >> é mais ali no grupo e tal, já tava viajando com grupo, já tava mais ali no grupo >> e eu entendia melhor isso. já amarelona, não sei que eu não tava, mas assim, eu falava, [ __ ] que merda, velho.
A galera não vive isso e quer falar merda, sabe, e tal. >> É porque hoje a galera fala merda, mas ajuda muito mais, acolhe muito mais as meninas na nossa época não, eles só Massacravam a gente. Quando era prata, >> a gente já ouvido o próprio presidente falar pra gente que que a prata para mim não vale nada não. >> Que isso? Isso >> Aham. >> Da CBV. >> Aham. Então assim, eh, de menosprezando. Claro que quando ganhava vinha, né? Ha mas assim, diminuiu assim, absurdo. Era como se Fosse uma bosta. Você perdeu, você não
ganhou a prata, você perdeu o ouro. Tipo assim, >> acho que a gente falou com a Sheila, o Mundial 2006, então o cara foi com 15 a 13. >> Não tem nada a ver com 24 a 19, não tem, não tem amarelada, não tem deixar escapar, é um jogo normal, alguém tem que perder. Exato. >> Poderia ter sido a Rússia, podia ser o Brasil, não tinha que perder, mas os Dois eram continuavam igre, né? >> E naquela época, pr você ter noção, a gente foi um jogo disputadíssimo contra um time pesadíssimo. >> Uhum. >> Perdeu
lá no finalzinho, detalhe e a gente estava dentro do avião indo ou indo para o aeroporto, não me lembro direito, pensando como que o como o que que a gente ia falar, porque a imprensa ia est lá explicar, né? >> Se explicar para justificar. A gente Tava tipo, aí é uma coisa que eu sempre conto essa história. E aí, nesse mesmo ano, acho que não sei se é Alemanha, eu não lembro gente, vou falar que é aleatória, finge que é Alemanha, ficou em quinto, sei lá, quarto, quinto, uma coisa que era histórica para eles, sabe?
Para eles era muito, cara, a galera foi, as meninas na hora que a gente desceu na na na escala lá, conexão sei lá, que a gente tinha que descer, que era no país dela, o presidente, sei lá da da onde, Como não sei o quem, muito importante, com rosas pras meninas, parabéns. E tipo recebendo com quase que jogando confete para cima. >> A Sérvia foi bronze em 2006 e eles foram recebidos na praça lá com 10.000 pessoas. >> Sim, sim, exatamente. E >> a gente prata foi criticada. >> Não, até hoje, pô, falsa [ __
] bronze em Paris, hein? Pelo amor de Deus, gente. Então vocês Estão entendendo um pouquinho. A galera não ficou nem no pódio. Não sei se era terceira ou se era quarto ou quinto, recebendo com flores, tal. desse a gente ficou assim todo mundo olhando, a gente se olhava, falava: "Mano, e a gente aqui tentando pensar o que que a gente vai falar para justificar porque a gente tá com a prata >> e sabendo que não ia ser essa recepção, >> não, pelo contrário, que a gente ia ser alfinetada, tipo, iam falar que a gente Amarelosa
novamente, vocês perderam, tipo assim, era nesse nesse nível assim." >> Bom, mas eu que eu fico pensando, não sei todas, porque eu não entrevistei todas, você talvez seja segunda, terceira, não sei, dessa geração, é óbvio que incomodava muito, mas para você era um fôlego a mais também. ser um combustível, né? >> Sempre, sempre. >> As meninas também, com certeza. Sheilas, Menina, tudo com certeza porque elas eram muito assim também como é >> porque contigo te pegava em um lugar legal de provar ainda mais, sabe? Por isso que eu tô perguntando, né? Encontrou tua trajetória até
>> ativava o botão, agora toma. >> Era ódio mortal, ódio, ódio, ódio da Rússia assim, absurdo, sempre tive. Eh, aí chegava jogo contra a Rússia, nossa, virava no giraia. Uhum. >> Assim, >> não só eu, né? Acho que uma boa parte do time, porque isso virou um negócio muito forte da gente, sabe? >> É, principalmente o a a de 2012. De 2012 eu assisti de novo o jogo para conseguir ter noção de imensa gente vai chegar lá, >> treina aquilo ali, mano. >> Eu quero terminar Piquinho na minha cabeça pra gente >> na Pequin. Você
sentia e essa pressão? Porque acho que todo mundo ali tava ou carregando algo de quem jogou já uma Olimpia, quem tava no 2419 tinha essa redenção. Olimpíada era uma redenção, >> mas para você era primeira assim, você era uma menina, tinha >> 21. >> É. E como foi essa chegar na vila e tinha algum cuidado porque você era mais nova? >> Tinha [ __ ] nenhuma. [risadas] Não, gente, não tem essa. Naquela época não tinha essas coisas não. Ah, porque é novinha. Ah, >> e eu também não gostava. Então, desde sempre eu falava: "Gente, eu
sou igual a vocês, não quero tratar m diferente não, tipo, por ser mais nova." >> Aham. >> Então assim, sempre fui abusada, né? Mas assim, tinha não, >> pô. Mas você o peso de ser uma Olimpíada também não tinha na tua cabeça, na tua cabeça, tipo, >> quero jogar essa Olimpíada e tudo mais. Não, >> eu ainda era muito nova, não entendi o peso daquilo. Então para mim era um campeonato top, mas assim, campeonato. Então assim, quando toda vez que eu entrava entrava amarradono. >> Não, e não tinha ainda essa pressão que você carregou depois
na carreira de ter. Eu acho que, por exemplo, em em Londres já foi um peso maior. >> Claro, joguei solta, vinha no ódio e tal, mas eu já tinha um pouco mais de noção, cara, é grandioso. >> Do tamanho, >> do tamanho. E você fazia parte realmente do sucesso do Brasil. Era importante que você estivesse bem, né? Exato. Então assim, eh, não era uma pressão, não, eu acho que eu não chegava a me pressionar, tipo, nossa, tals, mas era, já tinha consciência da grandiosidade e que eu precisava fazer muito. Então, assim, era um pouco diferente.
Beijinho, não, não tinha essa essa essa noção não, só entrava, >> entrava para levantar, levantava, fazia fim, tava nem aí a muito irado. É [risadas] muito bom. É a primeira vez que eu tô ouvindo isso de alguém que entrou sem impressão. Isso te ajudou muito lidar, exportar com as coisas. >> Tá mais com 21 anos, gente, >> entrando numa olimpíada desse tamanho, vindo de uma pressão inteira do 249. Ela fal consciência me ajudou, né? >> Ajuda, >> tá? É o oposto de tudo que eu já ouvi, De uma pressão surreal de de 2004. >> [
__ ] a gente já viu algumas vezes aquele não, a gente não a semifinal não pode perder. Não pode perder. >> É, cara, nem assim isso não, cara. Tá, então beleza. Você não tinha essa pressão e essa situação toda mental sobre a entrada, mas quando acabou você sentiu a dimensão da do primeiro ouro. >> Demorou, mano. Demorou >> a entender ouro. >> Demorou. >> Demorou a cair a ficha. Eu tava feliz para caramba. Tipo assim, muito feliz, muito. Nossa, feliz. Mas demorou caí. Fez, cara, que eu sou campeã olímpica, mano. >> Ela é feliz porque
ganhou, porque queria ganhar tudo, né? >> É claro, competitiva e tal. Mas assim, eu não entendia o tamanho daquilo. Como eu fui sem entender, eu saí também entender. Só tava feliz. >> Tipo assim, é pra história. Ninguém Nunca vai mudar o campeão depois. Bom tempo depois que eu comecei a falar: "Caraca, mano, isso é grande, né? >> É campeão olímpico." >> Como é que como é que >> Mas olha que louca, mas na entrevista pós logo após, >> ah, nossa, 21 anos ser campeão olímpic e tal assim. É, nossa, maneira e tal, não sei quê,
mas eu quero ser campeão porque jogando, [risadas] juro, foi assim, Saiu e imediato, tipo assim, nem terminei um objetivo, já tava a já tinha emendado outro que eu queria ser campeão olímpica dentro de quadro, jogando efetivamente, tipo assim. >> E eu não pensei nisso, eu tava comemorando ali, só sai alguma parte, você sabia o tamanho que era, né, que você queria viver. É muita sinceridade, >> sensacional. É uma sinceridade maravilhosa, é uma espontaneidade junto com a sinceridade maravilhosa, >> porque aí agora na minha cabeça, eu tô pensando no entre ciclos, né? Quer dizer, no ciclo
de 2008 até 2012, eh, o momento até a chegada para 2012, como é que foi para você esse período? Porque ganhamos, beleza? Para você não tinha dimensão que era isso tudo, mas tinha que ter um logo título, no seguinte vira uma chavinha de você virar titular e passar a assumir uma responsabilidade maior e e de fato >> era meu objetivo, né? Pô, já botei isso, Eu já falei, já meio que botei como meta, sem sem entender que eu tava colocando como meta. >> Eu só simplesmente falei, mas era o que eu que eu estaria. Então
assim, aí nessa virada eu comecei a assumir um um espaço ali dentro, né, de ser mais efetiva, de tá ficando mais em quadra, às vezes saí um pouco, mas ficava muito mais tipo mais titular ali. Então comecei a receber uma responsabilidade que era o que eu queria. Então assim, para mim foi Maravilhoso. Não precisava de outra motivação. >> Uhum. Acho que até a sua personalidade foi ajudando a moldar a cara daquele time, essa sua virando uma coisa importante, uma Você realmente foi assumindo o protagonismo que você queria ter. >> É exato. E foi meio que
natural assim, uma saia aí, né? E a gente vai assumindo, vaií disputa a vaga e tal. Em alguns momentos eu falava: "Ah, eu acho Que eu não vou jogar porque tinha as meninas mais velhas que eu, né? Tinha mais experiência". Só que, tipo assim, eu tinha uma potência muito grande ali que eu não tinha noção que eu tinha, então eu sempre achava que eu ia ser cortada. Mas o fato de eu achar que eu sempre seria cortada também me fazia treinar que nem uma cavala, né? Então >> é, e também os anos iam passando, você
ia naturalmente amadurecendo, né? Você era era muito jovem, então era um Momento de uma curva de crescimento ainda grande. Então era normal que esse >> é a gente pulou uma parte muito maneira na minha cabeça, porque eu a gente entrevistou recentemente a Sheila, né? >> E aí eu tô pensando muito no episódio quando ela conta da concentração das resenhas que aconteceram. Ela conta que sacaneava fofão, que aí teve até uma questão do elevador que a elevador caiu, como é que é? Seguravam, derrubaram o negócio do elevador fofão. O forro do Elevador caiu. >> É [risadas]
logo com a Fofão. Coitado. Fofão é uma das melhores pessoas que eu já entrevistei. Maravilhosa. Uma energia sensacional. Eu fico pensando muito. Eu quero muito ouvir de vocês histórias de bastidores, de concentração, de perrengue, de viagem. >> Isso. Você dividia com quem na seleção quarto? Ah, depende. Eu sempre fui tão de boa que quem tava dando problema Colocava comigo. [risadas] >> Então assim, aí aí trocava porque e nem era eu que pedia. Às vezes eh o Zé achava alguma coisa, ia lá e trocava, botava outra. Então para mim, eu sempre fiquei, fui trocando muito, assim,
sou muito de boa assim, sou muito quietona na mim e tal, mas nossa, tem tanta coisa, gente, misericórdia. Verrengue de viagem tem muito >> muito. Eh, teve um um que pegou muito que foi para acho que foi paraa Coreia, Se eu não me engano, que a gente acho que fez de 38 horas ou mais e para e fica não sei quantas horas no aeroporto, depois pega outro voo e depois o voo pequeno apertado que a gente não cabia nem no no lugar. E aí chega já, chega doido hoje em dia, graças a Deus, é Rober,
obrigada, né? Melhorou para coitar das meninas, a gente chegava, comia alguma coisa, trocava de roupa, ia treinar, mano, depois sei lá, >> que isso? Aham. Ah, aí na primeiro Alongamento estouri um tendão aqui, mas tive que continuar jogando. Nossa, você não tá entendendo não. Sofro até hoje com essa. >> Meu Deus do céu, velho. >> Beleza. É, não assim é cada coisa que você não tá entendendo. Aí teve um muito engraçado que a gente aí carrega a mala e puxa a mala para um lado e puxa a mala para outro, que as mala gigante. Aí
a gente entrou, acho que a gente ia para uma balsa, alguma coisa assim, aí tinha Uma escada rolante gigante assim, aí todo mundo subindo, botando as malas, aquela correria tudo meio sono, fuso, aquela loucura. Aí [risadas] chega, não sei se foi a Paula, sei lá quem foi, que tava com uma mala muito grande, duas assim, foi segurar, não conseguiu segurar a mala, a mala veio descendo, tá tá tá tá [risadas] em cima do Zezinho, velho. Misericórdia. A gente assim, meu Deus. E não conseguia voltar porque tava subindo, o negócio Descendo, ninguém conseguiu avisar. Ele tava
meio de costa. Eu falei: "Misericórdia, >> meu Deus do céu, meu Deus". Juro, sério. É, a gente de rir até hoje disso assim, porque cada coisa que a gente [risadas] as bobissimas é muito bom. Derrubou. Derrubou o Zé. >> Não é o Zezinho, o preparador físico. >> Sim, sim, sim, sim. Não, mas tem muita coisa assim que que desbastidor assim que coisa que a gente pode contar, coisa Que a gente pode na época que não tinha celular, velho. >> É, >> não tinha Wi-Fi, não tinha essas cois de vídeo aqui pelo celular rapidinho, WhatsApp, >>
mano. A ligação que eu é ligar ligar por causa que quando a gente queria era caríssimo, caríssimo, cara. A gente passava hora, era essa, era legal, a gente ficava nos corredores dos hotéis deitado no chão, tem várias fotos assim, A gente deitado no chão, jogando carta, falando merda, brincando de alguma coisa, sabe? Tipo a dedanha, uns trem assim, nada a ver, tipo assim, não tinha o que fazer, >> era muito tempo para passar, né? >> É loucura. Eu eu paro para pensar 42 dias sem ter internet, Wi-Fi, WhatsApp, nada, >> que a gente tinha que
dar um jeito de fazer alguma coisa de de de Então a gente >> é e é loucura porque talvez isso fazia a gente ser muito mais fechada. >> Uhum. Porque a gente passava muito mais tempo juntas, de fato, não todo mundo no hotel, mas juntas, juntas de fato, fisicamente ali, todo mundo sentado no corredor, todo mundo jogando uma carta ou uma parte ali para ficar em algum lugar cantando, falando merda, tipo, sabe? Então, por um lado era muito bom. >> Você acha que hoje em dia é uma dificuldade isso de porque cada um tá no
Seu mundo ali, >> celular o tempo todo, streaming, sabe? Música, fé, bota aqui, abalafa o mundo. Não que eu não faço, também faço. Adoro aquele abafador de ruído que você não ouve nada, ninguém. >> Eu amo. >> Maravilhoso. Sensacional, gente. >> Paz. >> Mas tu sentiu uma diferença grande geracional quando você foi agora para Paris, que aí você lembrou Principalmente de Londres, dessa união, mesmo sem porque é uma mudança geracional muito grande que você pegou. >> Fora do vôlei, né? Popula mudacional da sociedade como um todo. >> Ah, eu fui, a gente vai se adaptando
ao longo do tempo assim. também, né? Então assim, não foi tipo assim, eu tava de um jeito de repente pum, foi colocada lá. >> Sim. >> Então, nesse nesse período a gente vai se adaptando no clube, vai entendendo Que as coisas estão mudando, né? E então assim, foi muito leve, as meninas são muito bacanas, né? Eh, então assim, a convivência foi muito boa, foi muito gostoso e eu sentia um carinho muito grande delas, assim, respeito muito grande assim delas comigo. Então, foi muito fácil. Não vou falar para você que foi ai difícil desafiador. Não, muitas
coisas eu eu olhar eu olho assim, ficaram que diferente. >> Nossa, poxa, antes não era assim, tal, Mas eu não sou o tipo de pessoa que fica que ficava, nossa, na minha época, >> na minha época é bom [ __ ] >> Nossa, eu acho isso >> na minha época é muito bom. Quando mete essa é muito bom. >> Eu quero morrer. [risadas] E tem gente que fica comentarista que fica o tempo todo. Você falar de vez em quando, contar, poxa, quando eu jogava não sei quê, era assim. Acho muito bacana você trazer experiência. Só
que tem gente que Fica, não, porque na minha época não, ponteiro era não sei o quê, não sei o que lá. Não, porque quando eu não sei o que, tipo assim, >> Uhum. >> é um saudosismo exagerado, >> mas eu acho que é exagerado pelo fato da comparação. >> Aham. >> Sim. >> Eh, você fica se comparando o tempo inteiro e querendo Ao meio que dando uma diminuída no de hoje. >> É. >> Ah, não, porque eu na minha época era muito mais tal tal tal tal tal. Porque hoje em dia eu acho isso péssimo,
porque eu acho que você trazer sua experiência é muito legal. >> Uhum. >> Agora você ficar falando num tom que você tá diminuindo o outro assim para Mim não existe. >> Não rola. Não rola. Eu tô contigo. >> Não rola. >> Vamos falar de 2012. Eh, porque o início, pelo que eu ouvi, pelo que eu estudei, pelo que eu entendi, porque é difícil, né? Eu tô falando com uma pessoa que estuda. Eu tenho aqui do lado a fonte do estudo. Tá aqui. Quando eu falei, eu estudei, eu perguntei pra Mari. [risadas] >> É. É. >>
E aí, óbvio, o início não foi tão fácil quanto todo mundo pensa quando a gente olha medade >> comparado com o Pequen, né, que foi uma Olimpíada que o Brasil foi muito dominante, né? O Londres começou mais difícil na >> merda. E aí eu ouvi na boca da Sheila que teve uma conversa que mudou tudo. >> Sim. Sim. >> Que o Zé chamou a rapaziada depois da Coreia. >> Sim. >> E eu quero ouvir de você os bastidores dessa conversa, como é que foi. >> É, tia, ela falou que ele disse para cada uma a
importância de estar, >> o motivo de estar ali, né? Porque no que você era importante independente do que fazer na quadra. Que que ele falou para você? Você lembra? >> Lembro não. [risadas] >> Lembro não. Lembro não. É mentira fácil falar para você. Ah, eu lembro que ele Falou o que você Mas assim, eu eu lembro mais generalmente assim falando que era algo me validando de fato da minha força, da minha energia, da tal, tal. Eh, e ele fez de fato, uma por uma, ele fez isso. Eh, ele antes disso, ele teve uma conversa, né,
com a Shell e com a Fabi por trás para falou sobre isso e tal. E aí ele teve essa iniciativa, depois juntou todo mundo e veio com essa esse fortalecimento, porque a gente sentia realmente esse espaço >> desconectado ali, né? >> É tipo assim, era a comissão aqui e a gente aqui. >> Uhum. Sabe, a gente se ajudava, a gente queria, o nosso treino tava super bom, fluindo e tal, tal, mas chegava no jogo parecia que não tava conectando. >> Ai, ela falou um pouco isso de que vocês sentiam que se perdesse eram vocês e
eles meio separados assim, não era todo mundo no mesmo barco. >> Exato. Exato. E quando ele fez isso, ele Meio que se colocou no mesmo lugar, na mesma posição, na mesma posição de hierarquia, na mesma posição que estamos juntos nessa merda. Se perder, perde todo mundo. Se ganhar ganhar todo mundo. Uhum. >> Porque de fato, independente se ele, eu penso isso, quando independente de você ser técnico, de ser o [ __ ] você se colocar com o grupo ali e estamos junto e tal, não te diminui. Você não vai ser menos respeitado ou na hierarquia
você Vai cair de posição porque você tá se colocando ali na no mesmo barco do do do time. Pelo contrário, >> entende? você vai ser mais respeitado ainda até pelo pelo grupo se você toma essa posição >> de mão ali, estamos junto. >> Então, quando ele deu esse esse e esse passo, teve essa iniciativa, cara, foi era o que faltava pro para realmente a energia de conexão fluir. >> Uhum. >> E parece besteira, é um detalhe, né? Só que, cara, é olimpíada, mano. >> Tudo conta. >> Tiro curto, né? >> É, é, é. >> Tudo
conta. Energia conta con eh conexão, conta. Objetivo, olhar no objetivo conta. cer quando a gente conversa com alguém que não é tão envolvido, >> deixa eu contar uma coisa engraçada. >> Óbvio, [risadas] acho que eu vou falar que não. >> Nessa reunião tava todo mundo aí começou um chororô danado, né? Tipo emoção e tal, aquela coisa acontecendo quando chega a Denise, [risadas] desculpa, amiga, mas eu vou ter que contar. E ela chorando aos prantos assim. Não, gente, porque eu tô aqui por vocês. Olha, eu não lembro o que ele falou para mim, mas eu lembro
do que ela falou. Foi impactante. Eu estamos aqui, eu tô aqui para tudo para vocês. Se você, se precisar, cara, que eu entregue. Passando, cara, eu tô aqui. Eu vou passar para vocês. Porque, cara, eu tô de corpo e alma, gente, assim, ó, passando, [risadas] tipo, juro, foi sensacional. Tadinha. A, foi bom que quebrou um pouquinho, >> passando, [risadas] >> mas foi muito engraçado porque, tipo assim, tadinha, ela botou toda emoção de Ela queria dizer que cara, eu tô aqui para tudo porque vocês precisarem, conte comigo. A gente entendeu? >> Podia ter passado, podia fazer
tudo. >> É cara, cara, eu faço o que vocês o que time precisar, porque eu tô aqui de corpo e alma. Foi lindo. Só que na hora que ela falou isso, a gente, [risadas] mano, de pavor faz isso com a gente. Não >> faz isso não. Tá, >> mas foi muito bom assim, porque foi muito genuíno, foi de coração assim, a gente viu a bondade ali, a a entrega dela, só que foi muito [risadas] engraçado, gente. Desculpa. >> E s ainda mais a galera também, né? >> Com certeza. É, a Sheila falou que talvez se
não tivesse tido esse papo, não sabe, talvez até chegasse a final, acho o a semi e tudo mais, mas esse foi o ponto principal. >> Foi com certeza. >> Com certeza, com certeza. E eh >> a energia que tava truncando, que faltava fluiu de fato ali. >> Se pensar no jogo da Rússia, assim, que é um jogo muito difícil, ter essa unidade era fundamental, né? É porque você pensa, o Zé era o tipo do cara que olhava e falava assim, não, porque a central de sei lá da da onde, olha lá a passada, olha esse
bloqueio, isso sim que é bloqueio. Ele acabava com a gente, sabe? Então assim, você vê uma Diferença, por exemplo, o jogo da Rússia, ele validava a gente na hora da merda. Ele não tava mais tipo cutucando a gente, pressionando tipo ah vai bloquear não, você tem que bloquear ou coisa do tipo que era mais natural dele de cutucar a gente, que era uma forma também dele motivar a gente. Mas assim, ele mudou a estratégia, ele mudou e falou: "Cara, a gente tá junto, rema com aquela que que é famosa, né, Thaísa? Rema com tudo que
você tem, vai lá o Mais alto que você tem." Tipo assim, ele tá falando, cara, você >> você pode, né? >> Você pode, [ __ ] >> você rema com tudo que você tem que você vai, tipo assim, você vai pegar essa merda. Então, tipo assim, na hora que ele falou aquele, mano, eu consigo então, ele mudou a abordagem dele, a forma dele de de de é de conduzir, de instruir ali naquele momento. Ele já tirou a pressão, a Ocucada que ele fazia para tipo validar e falar: "Cara, eu tô contigo, você é [ __
] você vai conseguir". Nas entrelinhas, né? É fundamental para um líder saber a hora de apertar cada botão ali, né? Onde vai onde vai tirar o melhor do ex? Cara, é uma das partidas mais comentadas e faladas das histórias da história >> do vôlei feminino. O que você jogou foi brincadeira. >> É na acreditá. >> Eu não, eu até falo, eu não tive, eu sabia que eu tinha jogado bem tudo, mas eu não tinha noção assim. Depois eu fui ver, né, quando calmou um pouco, que eu tinha feito 24 pontos. Falei: "Caraca, >> eu até
tava falando com o Lucas, para quem não vê muito vôlei, não é uma pontuação super normal pra central, embora você tenha, >> não achei ela, por exemplo, ela fez lá, cara, ela foi incrível ali, né, Principalmente nos match points, né, >> eh, >> que ela teve uma um sangue frio bizarro, ela fez 27. >> Não, mas basta ver que o único match point que não foi salvo por ela foi salvo por você, porque a Dani tava eu penso e e aquela coisa, eu penso pelo lado de, cara, ela joga o jogo o jogo inteiro, ela
recebe do fundo, recebe da rede e tal, eh, joga mais tempo, tem mais possibilidade de fazer pontos. Ela Fez 27, eu fiz 24. Eu e aí eu tive noção, eu não tinha tido essa noção. >> Falei: "Caraca, velho". >> Sabe? Quer mais água? >> Não, não. Obrigado. >> Então, tô de boa. >> Eu falei: "Caraca, mano". >> Sim. >> Foi grande, foi um feito e um jogo pesado, mas era contra a Rússia. [risadas] >> A cara dela é muito boa. Pô, eh, aí você Já tinha noção do teu protagonismo e do tamanho que você representava
para aquela seleção. Beleza. Então, aí eu fico pensando que eu adoro essa pergunta. Tem algumas perguntas que são características da minha cabeça. Você dormiu de boa antes desse jogo? >> Antes? Dormi. [risadas] >> Foi pior depois. >> Ah, é depois. É porque eu fico muito agitada, né? Pós jogo eu fico muito agitada. >> Você fica pensando ponto >> que deveria ter feito ou que fez até hoje. >> Sério? Principalmente se assim, se ganha um jogo duro e tal, já difícil de dormir. Se perde então não durmo. Isso é fato. Não durmo. A Sheila sabe, eu
fico acordada, viro >> mesmo. Superliga. Não. >> Aham. Não consigo. Porque eu fico pensando, remoendo, entendendo tipo que Merda, que que eu fiz, [ __ ] Por que que eu fiz isso? Porque assim, eu às vezes sai de jogo, peço vídeo para assistir, para ver, cara, onde que eu errei, deixa eu ver meu bloqueio aqui. Pega a edição dos meus bloqueios que eu quero ver e tal. Até hoje eu faço isso. Então, tipo assim, eh, já tive, já teve gente de chegar e falar assim: "Nossa, porque parece que tem gente, não fala nome, né? Tem
gente que não sente o jogo, que que Perdeu, é porque meio que joga bem e tal". É, é como se, tipo assim, jogou bem, não tá ligando que perdeu. >> Hum. >> Só olha para si mesmo, >> tipo assim, a >> tipo isso. E meio que querendo falar que sou eu, mas não fala o nome. >> Hã, >> nossa, porque não tá nem aí. >> É comentarista. internet em time mesmo, dentro do time. >> Aí, aí meio que jogando assim para mim, eu só falo assim, cara, sabe o que eu acho engraçado? Eu tinha entendido
porque é engraçado porque são pessoas muito mais jovens >> e eu sou velha, macaca velha >> aí acha que tá sendo super cool, >> super assim, não, não, não é com você não, mas você entende na hora. >> E a gente tem experiência, né? >> Eu falei, sabe o que que eu acho engraçado? é que as pessoas Não tão com você e querem tirar conclusões precipitadas. >> Vou te dar um exemplo meu. Acaba jogo, principalmente quando perde. Eu sou a primeira a pedir vídeo. Pode até perguntar pro pro Nick na época, né? Pode até perguntar
pro Nick quantas vezes eu peço vídeo pós jogo. Praticamente todos, porque eu quero ver o que que eu errei. Não durmo, fico virada. A gente em viagem ainda pior porque tem que acordar para aeroporto, Não durmo. Só que eu, por exemplo, eu eu sou isso desde sempre. Só que normalmente as pessoas julgam. E não é legal julgar porque você não tá na pele da pessoa, você não tá não tá junto com ela para ver o que quais são as reações dela pós jogo. Então cuidado com, né, com as pessoas que estão falando isso para você.
Sabia que não tava falando, né? Porque isso aí pode contaminar, porque de fato você não sabe. >> Uhum. >> Tô contigo. >> Nem você, nem as outras pessoas que estão comentando sabem o que tá acontecendo. Você sabia que eu pegava vídeo todo pós jogo para ver o que que eu errei e onde eu posso melhorar? Ah, não. Falei: "Pois é, tá vendo? Isso pode acontecer com outras pessoas e tal, é bom tomar cuidado." >> Só que eu sabia que era para mim, porque eu sou muito séria. Uhum. Então assim, Muitas vezes eu não fico transparecendo
o que eu tô sentindo o que eu tô pensando. >> Tanto pro bem, tanto pro mal. >> Exato. Só que as pessoas gostam muito de julgar, né? >> Porque a gente tava conversando um pouquinho antes. Você tem uma análise muito boa do jogo, né? Pós jogo. Eu acho e uma super qualidade conseguir porque você tá >> porque você tá na emoção do jogo e a Gente vê vários atletas que não fazem a menor ideia do que aconteceu, né? Acabou o jogo e pess tá falando ali, cara. Não foi isso que aconteceu. >> Você não jogou
bem ou você não sacou bem e pessoa não, a gente sacou não. Não é. Mas você é muito sincera também. Então assim, às vezes no vestiário alguém fica, sei lá, pega pro como pro pessoal assim, tipo, ai, pô, ela falou que a gente não jogou bem e a pessoa sabe que eu não jogo bem, acha que é para ela Assim de não ficar entrada. >> Gente, uai, a gente se pegar, paciência, não posso fazer nada, eu tenho que fazer uma análise sincera. Óbvio que eu não vou expor meu time. Já fiz isso sem assim sem
maldade, mas não tinha discernimento. >> Mas hoje em dia, principalmente que eu tenho mais essa consciência, entendo o poder da palavra, claro que eu não vou expor coisas que não tem necessidade, mas no geral eu vou fazer uma análise do Que eu do que eu tô vendo. >> Uhum. Uhum. >> E me incluindo sempre. E tanto que eu falo nós, não, não falo não o time ou elas, não nós, porque se ganha ganha junto, se perde perde junto. >> Não, e acho que você tem também já um tamanho para uma pessoa falar: "Tá bom". É
até que isso tá falando, né? >> Não, gente, paciência ficar chateada. Cada um tem que ter seu filtro de também de de fazer autoavaliação, entender o Que que pode fazer de melhor ou não. >> Eh, se ficar puxando tudo para si também >> e mesmo que puxe não é >> é não é por >> não é para ser um julgamento, é para ser algo de melhora. É uma análise que aconteceu >> para melhorar e não acontecer de novo. Ox. Oxe. Reactzinho maneiro para você. >> Quê? >> É um react para você dar uma olhada, reagir.
>> Ah, vizinha. É minha prima. >> [risadas] >> Gente, chorar vai borrar minha quem, [risadas] gente. Eu, hein? Poxa, >> é emocionante. Por que que é tão emocionante, >> cara? É, acho que é o maior objetivo do planeta, Né, de um atleta. Então, assim, e realização e eh as dores que a gente passa, as dificuldades que a gente passa, eh as as renúncias, né, tipo, acho que tudo assim soma ali. Na hora que você vê a bandeira subindo, você fala: "Caraca, velho, valeu a pena". >> Uhum. Sabe, valeu a pena toda essa merda, porque não
é fácil, gente. [ __ ] que pariu, é difícil. É >> difícil, [risadas] né? >> É, vai ter um monte de pipi e pipi. >> Mas essa hora a gente fala assim: "Caraca, velho, parece que você fala assim: "Ufa, conseguimos". Sabe? É, >> é um alívio. >> É, também >> se pegar a entrevista ali pós pequim deu certo. Foi campeã jogando. >> Pois é. É, é, >> é só [risadas] juntar, né? É só juntar >> e depois com a trajetória. É, eu Perguntei sobre o final de Pequim e aí eu pergunto agora, beleza, Londres conseguiu
e aí o que que vinha na cabeça depois disso? Depois que a, quer dizer, a ficha caiu depois. >> É, depois demorou um pouquinho também. >> Ah, era, a gente tava numa adrenalina bizarra, né, velho? >> Uma loucura assim. Mas tipo, >> bicampeãs olímpico. >> É, falei, caraca, né? Acho, mas eu já, mas eu já pensava assim, falava, mano, a Gente tá lascado, né? Porque daqui pra frente >> todo mundo vai olhar só para nós, né? >> É verdade. >> Uhum. Uhum. >> Mas cara, foi é um misto assim, felicidade, realização, mas ao mesmo tempo
sempre muito competitiva. Não era, eu nunca acho que eu fiquei, ah, não, bicampeã olímpica de boa. >> Uhum. >> Nossa, eu só pens, eu já tava pensando que a gente ia ser o foco agora a partir daquilo, sabe? >> Tipo, já era. E seria mais ainda, né? Depois de ser bicampeã. Então assim, a cabeça já funcionava lá na frente assim, pensando que, caraca, ela agora mais ainda >> para ganhar outra vai dar mais trabalho ainda. >> Exato. Exato. >> Tu sente que tu conseguiu viver aquela Emoção do pós de aproveitar >> parte boa, né? >>
A parte boa. >> Porque você tá falando para mim que você tava a que a primeira coisa ou as coisas que passaram na sua cabeça foram: "Caraca, todo mundo vai estudar o Brasil". É, eu tava meio anestesi no pódio, eu tava meio anestesiada assim. >> Entendi. >> Tipo, mano, eu amo cara, como assim? Entendeu? Mas aí aí sobe a a bandeira, Toca o hino, você chora. Emoção, vem tudo aquilo que já foi, que parece que vem uma retrospectiva real assim de das merdas que passou, das dos choros assim, nossa, pesado. >> E depois a gente
sai dançando, cantando, pulando, só a gente curtiu para caramba. A gente entrou na, na vila cantando funk e pulando, uma loucura. Não tinha nem mais d no joelho, não tinha mais nada. [risadas] Sente mais nada. Anestesia total assim. Mas com certeza depois que deu uma baixada aline foi a primeira coisa que eu pensei. Falei: "Nossa, a gente tá lascado n caramba". T >> é >> mas conseguiu aproveitar a vila depois que ganhou nada >> você acha que eu tinha força gente pelo amor de Deus é muito longo né >> até o final né >> e
eu não sou muito também da da bagunça assim não. Tipo, eu prefiro minha Caminha comer bem, deitar, dormir. [risadas] >> Mas a vila é um mundo, né? a gente fala assim, mundo à parte, ali, os atletas estão, >> mas assim, eh, pelo menos até onde nessas quatro que eu participei, o time do Brasil sempre foi muito concentrado assim, sabe? Muito se preocupa, sempre se preocupa muito em fazer as coisas direitinho assim, sabe? Então, nunca vi nenhuma de nós, tipo, dando fugidinha ou Coisa do tipo, sabe? >> Não. Sempre muito certo isso aí. Eu não tenho
o que falar. Realmente todo mundo muito focado entendendo a dimensão da coisa assim, sabe? Eu eu tô rindo porque eu venho lembrar podcast antigos na minha cabeça. >> Eh, >> as Oliveira da Virna sempre tinha saído. >> Exatamente. A nossa Ibete Sangalo quando veio aqui ela contou tudo. >> A Olimpíada no Rio é foi diferente a Vila por ser em casa para você? Super em casa 100%. >> É, totalmente. Mas eu achei meio desorganizado. Não, não era não tava muito bacana. >> Eh, comida não também tava bem minha boca. É, não tava muito legal não.
É, mas a gente teve, a gente manteve muito é a concentração também, mas eu não, >> antes teve vária, aquela polêmica do ar condicionado, né, de não tá pronto a vila olímpica, né, de então >> é, tava meio capenga assim de tudo que a gente já tinha passado e depois e já fui em outras, né, na outra em Paris, tipo assim, nem compara, acho que a estrutura assim foi bem >> bem abaixo, né, que vocês esperavam até. E dentro de quadra, tu sentiu que dava para ter ter ido além? Ficou uma frustração. >> Ah, fica
com certeza. >> Vindo de um bicampeonato, né? Da aquela >> É o que você tava pensando, agora já era Todo. >> É, perdemos pro campeão olímpico. Mas assim, eu acho que que >> algumas estratégias naquele jogo não foram muito bacanas, né? Tipo assim, não deu muito certo. Eu acho que >> eu acho que teve algumas coisas meio precipitadas assim de avaliação, não? Eu acho que se pegasse números ali, vamos lá, seco, no frio, o que que tá dando certo? Quem fica, quem tá tá fazendo, quem tá dando Certo, quem não tá e tal, tal, tal.
Acho que faltou isso, essa clareza nesse no momento um time muito tava muito forte, que tava jogando muito bem. Eh, acho que faltou um pouco essa clareza nesse nesse momento ali do do jogo com a China >> e elas mudaram, né? Então, >> elas mudar. Exato. A gente não, a gente e o que a gente mudou, a gente não mudou para melhor. >> Acho que meio que ficou nem ficou a mesma coisa, acho ficou para pior Aindum. >> Então assim, as mudanças não foram tão tão assertivas assim e quando foi assertiva não manteve também. Então
assim, acho que teve algumas >> falhas ali que eu acho que não faltou um pouquinho de clareza ali nessa nas substituições do que poderia ter sido feito, mas eu acho que dava pra gente ter ido mais à frente. >> Uhum. Aí sempre final tudo podia acontecer. >> É exato. >> É, eu tô com 30 coisas na minha cabeça ao mesmo tempo, porque eu tô pensando muito eh em relação a à seleção. Óbvio que você foi para Paris, mas depois de 16 você >> é ali eram meio encerramento de ciclo, né? >> É, é, é maravilhoso,
porque eu levanto e ela é sensacional essa. Não, eu gosto disso. Eu quero que você faça isso, inclusive. >> Continua, >> continua. Vai, continua. Eh, ali você tinha dimensão de que você não ia mais pra seleção já depois daquela Olimpíada? >> Não, >> não, >> não. Eu só tava muito [ __ ] né? Então, tava muito [ __ ] >> com essas por ca dessa dessas >> dessa falta de clareza ali em algumas Coisas. Mas enfim, não fazia ideia, né? Porque na verdade eu não fui depois por conta da lesão, que foi depois em 2017.
>> Logo depois, né? É, >> é. Então assim, eh, não fazia ideia e depois eu não consegui de fato ir. Eu até fui um pouquinho para retomar quando depois que eu voltei da cirurgia que o Zé me levou para em 2018. Foi 18. Um dia. >> É, ele foi mais para retomar, para me ajudar a voltar, porque eu tava Começando a voltar a jogar, então ele não queria que eu ficasse muito tempo parada, então meio que levou para eu ir não perder o ritmo e continuar ali, tá com grupo e tal. Não, >> tem um
treino de alto nível ali com >> tipo isso. Só que acabou que eu já tava num nível que poderia ter jogado um pouco mais. >> Sim. >> Só que ele me colocava sempre depois que já tava na merda, então não adiantava. >> Não faz milagre, >> mas é. Enfim. Mas Thaí é que lesão, que lesão pesada, hein? >> Foi, >> foi, foi. Eu tenho dificuldade de ver >> alguma vez, é, a gente, a gente tentou assistir, o negócio não foi maneiro, não. >> Alguma vez na tua cabeça você achou que não dava mais? >> Não.
>> Em nenhum momento passou isso pela sua Cabeça. >> Não, vou falar que não passou é mentira. Mas assim, eu questionava. Eu acho que não vinha tipo assim, nossa, acho que não dá mais. Não, mas vinha uma questão assim, nossa, será que eu vou conseguir voltar jogar igual jogava, [ __ ] Tipo, era jogar igual jogava. Não era tipo, se eu não vou voltar a jogar, >> se você jogar em alto nível ainda, se você só estar em quadra. >> Não, eu sendo 100% sincera, já que você É muito sincera, eu achava que era impossível
uma pessoa se recuperar daquela lesão. Sim, porque feito muita coisa ao mesmo. É, não, porque o que você jogava antes é muito alto, né? Então, não, achava que fisicamente um atleta não conseguiria se recuperar porque foi >> foi e foram duas coisas, o joelho e o pé. É, foi tudo feio. É, então >> junto, foi meio que juntão. Então, tipo assim, mas eu acho que isso me ajudou Muito pensando, eu batendo na mesa, [risadas] >> eu isso me ajudou muito porque sem saber eu tava correndo o caminho certo, porque eh o atleta, o atleta não,
a pessoa, a vida, né, o ser humano é totalmente emocional. A cabeça conta muito. Se você foca e onde você foca, expande. Se você foca num lado ali, tipo, ai, será que dá? Ai, meu Deus, não sei. Ai, não tô conseguindo. Ai, dói muito. Ai, aquilo ali vai expandir cada vez mais. >> Eu não focava nisso. Eu falava: "Mano, quando eu vou voltar? Nossa, não posso malhar não. Que que eu posso fazer?" Pô, malha o braço, velho. Eu não faço perna. Eu ficava enchendo o saco do Fernandinho. É. Aí eu pegava meus vídeos, ficava vendo
eu jogando, falava: "Nossa, da hora". Tal demorou, consegui ver, porque eu tinha agonia do pé >> da por causa da luxação. Então, toda vez que eu vi alguém bloqueando próximo, eu ficava, ai meu pé. >> Ai, achava que ia virar. Eu ficava ai meu pé. Então demorou conseguir assistir, mas assim depois que eu consegui comecei a ver, eu só via coisa positiva, meus highlights, não sei o quê. Então assim, eu foquei numa coisa muito positiva. Então isso me ajudou muito, porque imagina se eu fico céus, ó, minha perna só tem osso, ó, e pele, né?
Porque ficou realmente >> isso porque eu fiquei três meses, eu não podia nem tocar o pé no chão com a perna Esticada, sem botar tocar o pé no chão. >> Ah, pensa já som isso, né? Imagina como ficou a perna. Então, e o médico proibiu totalmente. Com três meses eu comecei a tocar o pé no chão, aos pouquinhos, 25%. Então, assim, quando eu voltei a andar, eu não sabia andar. >> Eu batia a perna assim, ó. Tipo, >> teve que reaprender andar. >> Ah, é muito impressionante. Agora a gente perdeu perde >> tudo que a
gente fez a vida inteira muito rápido, né? >> Eu batia a perna assim, eu falava: "Jesus amado, calma, calma se calcanhar. Ponto, calcanhar, ponto". Eu ia tipo reaprendendo. Então assim, reprogramando, >> foi é reprogramando. Foi um processo muito difícil, muito devagar, muito lento, muito, mas assim, eu sempre foquei pro lado muito bom e não era ah psicologia positivo, não, era muito Automático. >> Uhum. >> Eu não conseguia me enxergar não jogando, não passava pela minha cabeça não jogar. Ah, não vou fazer mais isso, ó, céus. Só passava assim, vai ser [ __ ] >> Hum.
>> Mas eu vou, vamos lá. O que que tem que fazer? Eu olhava muito para esse lado, sabe? >> Uhum. >> Então isso ajudou muito, mas foi uh. >> E qual no e qual e qual foi o tamanho do Zé na tua recuperação? Foi uma parada bizarra, gente. >> Nossa, ele é Vamos botar 50 porque senha da minha recuperação foi ele. >> Caramba, >> porque o clube meio que te deixou na mão, né? De o >> Ah, na hora que eles viram a merda que tinha tava por negligência, né? Uhum. >> Eh, eles queriam encerrar
meu contrato e, tipo assim, dar um bônus ali, >> [ __ ] >> mas encerrar o contrato, tipo assim, se alguém encerra e a parte tem que pagar o contrato. Se sou eu que quero sair, eu tenho que pagar o contrato e assim porque tá lá, tá em cláusula. Só que eles queriam sair como se, tipo, amigavelmente, >> amigav depois de terem >> é >> feito >> aí, sem clube, sem na época nem tinha plano de saúde. Depois disso eu falei: "Cara, agora eu tenho que ter, né? Porque se der alguma merda, tem que ter
o meu próprio plano de saúde, porque normalmente o atleta tem sempre do clube. Então a gente não preocupa com isso. >> Sim. >> Sem plano de saúde, sem sem fisioterapeuta, sem lugar para fazer Fazer fisioterapia, >> sem estrutura nenhuma. >> Nenhuma. Zéo. Tipo assim, >> infelizmente sozinha. Acabou. >> Aham. Aí falei: "Velho, aí eu lembro quando eles falaram isso, eu falei: "Mano, aí eu liguei pro Zé, falei: "Zé, aconteceu isso? As assim, que que eu faço?" Eu nem sei por que veio isso assim. Eu acho que foi porque ele foi um dos primeiros caras que
que entrou em Contato quando viu minha lesão do pé lá na Turquia, porque ele tinha muito contato e tal. >> E ele falou: "Não, fica tranquilo, você vem para cá, vem para cá que a gente vai cuidar de você, a gente vai te ajudar e tal". E ele fez muito mais do que eu imaginava, porque eu pensei, ele vai me dar estrutura, vou ficar lá e médico, fisioterapeuta, tal. Cara, ele me deu plano de saúde, ele me deu de salário. Salário >> contratou, né? >> Me contratou, >> cara. Que [ __ ] >> mano. Ele
me deu salário. Eu falei, mano, eu vou ficar meses aqui sem fazer [ __ ] nenhuma, só vou tratando e ele nem sabia se eu ia voltar a jogar. >> Uhum. Uhum. >> E mesmo assim ele conseguiu, deu o jeito, eles deram o jeito deles e me deu salário, tipo assim, tudo, tudo, tudo, tudo. Eu falei: "Mano, que isso?" E fora O o tempo dele, né? Porque ele chegava antes do treino ou depois do treino que eu ficava, ele deixava de fazer coisas para estar lá comigo. >> Uhum. Tipo, ele ia lá, botava a blusinha
do Barui, ia lá que fosse para jogar uma bolinha, ia lá jogava a bolinha. Uhum. >> Porque querendo ou não, parece besteira, mas é uma presença de uma pessoa ali te dando suporte, porque teoricamente teve vezes que ele não fez nada, ele ficou só olhando na quadra ali, na rede olhando, Ou falava uma coisinha ou outra, ou brigava com os caras, não faz ela abaixar muito, não pode, não sei quê, mas ele tava lá. >> E se a gente fal voltar lá atrás paraa Taísa que sentia abandonada? Essa presença pode ter feito toda a diferença
no emociona, toda a diferença. Porque às vezes, eu acho, eu até falo, acho que eu falei isso uma vez, talvez ele entenda que ele fez bastante por mim Para me ajudar e tudo, mas ele não entenda que a presença dele ali >> comigo fez muito mais diferença do que qualquer outra coisa. >> A estrutura você poderia ter em outro lugar, mas >> eu poderia até conseguir, não sei se eu conseguiria, mas assim, poderia até talvez, né? Mas o fato dele ter me abraçado, me acolhido, a família dele e tudo e a presença dele ali, porque
cara, ele tem palestra, ele tem tinha um time, Tinha um monte de coisa para fazer a família dele e tal, >> a vida dele, >> é, os netos e tal. Ele, cara, tirava tempo para estar ali, às vezes só me olhando, que tem um vídeo que ele tá olhando, eu eu passo curto. >> Uhum. >> Tipo assim, qual a necessidade dele tá ali me vendo passar curto? Tá, ele tava lá às vezes, >> porque já tinha uma estrutura, já tinha O auxiliar, já tinha o braço, já tinha não sei quem. O o o o o
Ricardinho, o Fernandinho já tava lá, tava todo, já tinha uma estrutura com pessoas ali. Teoricamente ele não precisava estar lá, ele tava, >> era o carinho, era o jeito de dar carinho, >> ele tava porque ele queria >> pelo que eu podia oferecer para ele, pelo contrário, porque eu não podia oferecer nada, >> entendeu? Então, tipo assim, isso para mim com certeza fez a diferença muito maior de tudo, assim, de tudo, tudo, tudo. >> Uhum. >> Eu tô eh reflexivo sobre se você lembra, claro, da do primeiro jogo pós lesão. >> É, pergunta se tem
deu medo. >> Deu medo. Se como é que foi a emoção? >> Não, medo não, mas eu eu perdi totalmente a noção assim do do da quadra, do espaço assim, né? Eu na hora Que eu entrei, eu tava muito voltandinho ainda, tudo muito devagar, tipo assim, é meu tempo de perna, tudo tava tudo muito diferente porque mudou todo o mecanismo do meu corpo pra proteção, né? E aí, cara, eu falei: "Caraca, essa o ginásio parece tão maior, tudo parecia muito grande, tudo parecia muito maior, muita luz, muito tudo assim, eu eu não tava com medo,
mas eu eu sabia que eu não tava ainda, né? Então era muito difícil se mexer rápido, Deslocar rápido. Nossa, foi assim, esquisito demais. Esquisito demais. Ainda tava tipo meio dando uma patinada assim, sabe, nos movimentos. Isso ainda era taísa bicampeã olímpica jogando muito, mas o corpo não funciona. >> Não funcionava. Não funcionava igual. Não funcionava igual. É assim, foi bem difícil porque a cabeça tá lá na frente, velho, mas o corpo não responde, >> não é um exercício Que loucura. Foi quanto tempo até voltar a jogar? >> Ai, um ano e >> foi, >> cara,
para quem tava vindo de uma sequência surreal, imagina ficar um ano e pouco fora. >> Acho que chegou isso aí, mais ou menos aí. >> E quando que você sentiu que tinha voltado ao alto nível, que você voltou a ter a confiança? >> No Minas. >> Ah, no Minas. É porque aí depois eu fiz uma temporada, aí fiz uma temporada direitinho, >> eh, lá no Barueri, mas ainda tava voltando, né? Então, tipo assim, eu tava voltando a ritmo, voltando a fazer os movimentos, ainda girava muito o corpo para proteger no bloqueio, para não saltar com
essa perna. Então, tinha toda uma proteção no corpo ali do corpo. >> E você usa agora aquela armadura no Joelho que imagina que é diferente, né, jogar com o negócio pr >> Sim. E tipo, hoje eu já voltei a fazer, tipo, caí com uma perna só. Antes eu não automaticamente eu não caía só com ela, eu fazia com todos os movimentos possíveis para cair com duas pernas. >> E eu não pensava nisso, só que tipo assim, >> inconsciente. >> Era inconsciente, mas assim, atrapalhava totalmente meu bloqueio, porque você tem Que chegar rápido, você vai chegar
com uma perna só, só que aí eu chegava mais devagar para chegar com as duas. >> Uhum. >> Então assim, é uma loucura, velho, tu se readaptar. Hoje em dia eu já achei que cai com uma perna só e tá tudo bem. Eh, mas antes não. Então aí foi a a época que o povo começou, n voltar, é manca, lenta, não é e robocop, nunca mais joga igual. Tá muito ruim. Ih, >> essa pressão em cima de você, que loucura. >> Vê se eu aguento. Tipo, é isso que eu falo, brasileiro é é complicado, cara.
pessoa, atleta bicampeão olímpico que entregou tanto pelo Brasil, dedica a vida pelo Brasil, no primeiro momento que fica na merda, que precisa de força, de ajuda, eles massacram ao invés de te ajudar. Tipo assim, >> mesmo que você não voltasse de fato, >> mesmo que eu voltasse, velho, tipo Assim, precisa tu tu tu tu tu tu tu tu de menosprezar, tu tu pisar na cabeça da pessoa que tá num processo, >> sabe? Eu falava, velho, só que isso adorei, me deu força. >> Não, então eu tô falando isso, falando isso para você na minha cabeça,
foi isso logo para você fazendo isso contigo. >> Pois é, pois é. Não me conhece. >> Era para atrapalhar, [risadas] né? >> É, queriam me atrapalhar, mas me ajudaram porque eu falei: "Ah, >> é para você mesmo que eu vou voltar." >> Calma, aproveitem. Enquanto eu ainda não consigo atacar por cima, enquanto eu ainda não consigo chegar no bloqueio. Apó, tô te pedindo autógrafo agora. >> Tu lembra dos comentários, tu lembra das pessoas? Tu lembra daí >> das pessoas? Não, porque Mas assim, os comentários foram bem pesados. É, foram bem pesados. >> Exatamente. Tá. E
aí a gente tem mais um, não é react, a gente tem uma Pergunta de uma pessoa especial porque contraste com que eu também quero falar sobre >> que vai sair. Eu não vou falar nada, é só surpresa. Eu quero que você veja, vai entrar aí em algum momento. A pergunta que pessoa, ó, >> Sheila, >> olha só. Não precisa nem >> sua voz de Taquara. Brincadeira amiga. Voz é linda. >> Taía, te amo. Tô com saudade. Apresado Que se vê sempre em Belo Horizonte. Fiquei sabendo que só vai gravar o bascast. Então eu queria que
você falasse para todo mundo como foi seu processo de volta pra seleção. Como que foi, eu fiquei na sua cabeça? >> Não encheu meu saco essa merda. >> Isso valeu a pena. Beijinhos. [risadas] >> Te amo também. Aquela ali, né? Te amo. Eh, ela encheu minha paciência para voltar. Todo ano ela ficava volta, volta, volta, volta, volta, volta, Volta. E eu falava, Sheila, hum, não dá. Eu tava realmente quando eu voltei e tava no Minas e comecei a voltar jogar muito bem em alto nível, o meu corpo tava se readaptando, gente, a a muitos jogos,
muita intensidade e tudo muito. Eu tava, né, retomando isso. Quando acabou a Superliga, eu não tava aguentando viver. Juro, eu não tinha conseguido imaginar eu ir para uma quadra de vôlei, assim, Com dor em tudo que você pode imaginar. cansaço, joelho desse tamanho, sabe? Então assim, eu falava: "Cheila, não dá, ele não, ele vai dar foga". Falei: "Não, não consigo, não dá. E se eu for, eu acho injusto, porque eu não vou estar 100% e tem meninas que tão não acho que que eu vou ajudar. Claro que você vai ajudar ela do jeito que ela
é. Claro que você vai ajudar. Você é 60% é melhor do que metade. [risadas] Falei: Sheila, cala a boca. >> Dá para ouvir a Sheila falando isso. Ouvir a Sheila. Eu entro que [risadas] eu falo: "Não, cheiro não dá, não dá, não dá, não dá". Mas ela encheu minha paciência até o momento que eu realmente me senti que eu que eu poderia ajudar, que eu poderia. Eu tá e eu tava com uma numa fase que eu tava com muita dor também, mas era nos pés de calcanhar tenda, onde aquilo e tal, tava destruído. Eu tava
com muita dor, mas eu sabia que ali eu ainda conseguia fazer Diferença, porque fisicamente eu tava bem forte, sabe? Então eu poderia ajudar de alguma forma. Então, e eu comecei a sentir saudade daquilo. Então, nesse momento, eu falei: "Olha, eu acho que que rola". Aí eu mandei mensagem pro Zé >> e aí >> aí eu mandei mensagem para ele, falei assim: "Zé, eh, >> Sheila tá me enchendo o saco aqui. >> É, você tem, vocês têm sempre me perguntado, você tem sempre me mandado, Falado sobre e tal". Eh, hoje eu tô me sentindo, eu sinto
que eu posso ajudar. Se você ainda for o desejo, seu desejo que você quer, algo que você pensa que eu posso ajudar o time, eu tô aberta a isso. Mas aí é contigo. E deixei na mão dele. >> E aí, >> e ele respondeu o quê? Na hora ali vou pensar. >> Ah, ficou felizão. >> Ah, na hora ele já embora. >> Ficou felizão. >> Provocação é dia >> ele é mais sério assim. Ele é mais sérião, né? Não, que bom, tal, se qu Mas ele ficou bem feliz. >> Ficou muito feliz. A outra pergunta
dela é se valeu a pena. Aí, olhando para trás e vendo o que aconteceu. >> Valeu, valeu. Com certeza. Valeu muito a pena. >> Tá aqui, né? >> Muito. >> Tá aqui. Como é que não valeu a pena? Eu só queria que você respondesse, né? >> Valeu muito a pena, porque viver gerações diferentes também, vivenciar coisas com com pessoas diferentes, com épocas diferentes, tudo isso é aprendizado, é crescimento também. E foi um desafio que eu me propus assim para mim mesma, né? >> Uhum. >> Então, eu fiquei muito feliz, assim, muito feliz. Eh, valeu a
pena. Teve o Segundo ano, então eu sofri muito, que foi o ano do da Olimpíada por causa do meu pé. Tava muito, tudo que você pode me ajudar de merda tava na no meu pé, no meu calcanhar. >> Eita fé. >> Mas foi eles eles fizeram o máximo que eles puderam para me ajudar a recuperar e tudo, mas valeu, valeu. Cada dor, cada, cada onda de choque que eu fiz, eu quase morria de dor. Suava assim, ó, para poder, porque é tipo como se Tivesse um martelo se batendo, só que onde você não tem dor,
você não sente nada. É até gostoso, mas na onde você tem dor >> parece tá quebrando assim, é desesperador. Mas assim, valeu tudo. Acho que eu me propus e é o que eu sempre falo. Falo, gente, porque tem gente que fica, ah, nossa, tô cansada. Nossa, mas também ai nossa, que d eu falar assim, cara, eu me propus a isso. Eu falei que eu queria estar, eu decidi Estar aqui. Então assim, se pós-emporada também, pós seleção, tô no clube, tô com dor, tô pagando algum preço, cara, eu vou engolir isso e fazer da melhor maneira
que eu puder, porque eu decidi ele estar aqui, então eu assumo as consequências dele. >> Então eu penso muito isso, porque às vezes, ah, aí chega, nossa, minha mente, porque mentalmente estou abalada, estou cansada, porque é exaustível. Eu falei: "Cara, mas tu escolheu, tá lá, [ __ ] Se tu escolheu, tu tem que, sabe, bate no peito e falar: "Cara, eu escolhi e eu vou assumir a responsabilidade do que vem depois também". Então, assim, eu sou muito assim. >> O clube, o clube gosta que você vá pra seleção ou prefere que não vá, tipo, para
descansar, para ter, tem alguma interferência assim? Se já >> não, pelo contrário, acho que a na época Keila também ficava no meu pé, tipo, vai, cara, vai ser da hora de seleção, [risadas] tal, olha, >> ela dava super força. Meu marido que não queria muito, né? É, >> porque ele ficava preocupado com a mulher, né? >> Aham. Sim. >> Com a Thaísa fisicamente, com a mulher e tal. >> Ele ficava: "Amor, você não precisa para quê? Você não tem que provar nada para ninguém >> e tal." Tava falando, mas não tô Querendo provar assim, mas
eu tô com você, o que você decidir, >> mas ele não queria muito não. Preocupação assim por das minhas dores, lesão e tal, >> mas quando eu eu bati e falei: "Não, eu vou, eu decidi tal, quero, vou mandar mensagem pro Zé". Ele me apoiou na hora, do mesmo jeito que ele não apoiava, na hora que eu decidi falei: "Não, eu acho que é isso. Eu quero mandar mensagem pro Zé e tal". Falei: "E na hora ele me Apoiou também". Então falou: "Não, então >> isso é muito erado, essa parceria é muito". >> Ele falou:
"Não, vamos nem questionou. Tem certeza?" Tem. Então >> não precisa ter por, né? O seu porquê? >> É, é óbvio que a gente quer o ouro. É óbvio. É innegável. Mas e a conquista do bronze foi muito importante pra gente também. >> Claro. >> Como é que foi para você essa conquista? Principalmente para você depois de voltar. >> Cara, eu fiquei eu até hoje eu sou meio [ __ ] com o jogo dos Estados Unidos. Porque foi no detalhe, né, no final, mas eu eu não acho que o time dos Estados Unidos tava tudo daquilo
pr pra gente perder, mas eu acho que foi um jogo que o time oscilou muito, teve eh alguns momentos que teve quedas muito >> bruscas assim, né, principalmente em virada de bola, desculpa, em virada de Bola e tal. Então assim, a gente perdeu muito no detalhe e se todo mundo tivesse jogando ali, não precisava nem ser 100%, mas eu acho que 80, todo mundo ali na mesma no mesmo >> sintonia, >> é, né? Fluindo na mesma intensidade, digamos ali o tempo inteiro, com constância, porque, cara, oscila, tá? Mas assim, às vezes oscilou muito, sabe? Eu
acho que a gente ganhava e não precisava nem pro 3 a do, mas eh Acontece, passei se foi no detalhe, mas me dói ainda. Mas com certeza essa virada de chave para conseguir o bronze foi surreal. E eu eu tenho para mim que se a gente passa a gente ganha da Itália. >> Uhum. É, >> eu tenho muito para mim que a gente ganharia. >> Eu também acho. Eu falei >> muito assim, muito >> não. A gente fazia as brincadeiras Antes, baixa e cravada, tudo baixo, né? Eu eu falava, eu não, pô, eu sou brasileiro,
eu não vou entrar numa olimpíada. Tem favoritas, óbvio que tem favoritas, mas eu não vou entrar numa olimpíada falando que não vai ganhar o grupo. Não, que loucura. Meu marido falou que sonhou que a gente estava na final com um time de azul. >> Ele falou, não sei que time que é, mas era um time de azul e vocês ganhavam. Só que não passou, né? Mas eu acho que Passar de ganhar. >> É, também valeu muito, né? Porque Turquia, nossa povinho [risadas] e nem são todas as meninas, não. Algumas são muito folgadas, >> mas a
torcida >> tipo, sem noção nenhuma, né, >> cara? Eh, não, eu já fui a Turquia ver vôlei >> e a maneira como eles fala, o menino que tava lá ajudando a gente falava Naturalmente de jogar sinalizador na torcida adversária, assim, rindo, caraca, >> eu, hein? jogar no >> tipo, a gente foi numa, a gente foi até Bursa para >> Aham. >> ver Fenerbat Bursa Sport. A nossa van foi apedrejada pela torcida deles, porque só tinha torcedor do Fenerbate dentro. >> Aí eles queriam, >> é porque é torcida de futebol, né, velho? >> É, né? Mas
super natural para isso. Aí na rede social fica atacando, né? Tipo, estão acostumado. Sempre tem sempre tem mais alguma coisinha também. E dessa vez tem mais um react. É, tem mais um react. Que >> loucura. que >> não me surpreende nem um pouco essa menina. Nada que ela faz positiva ou Negativa, normalmente só negativamente, né? >> Não me surpreende nada porque ela é tão baixo nível assim, sinceramente que >> Mas ela deve ter um problema emocional muito bizarro porque não é normal isso. Não, >> não é normal. Ô técnico, >> é péssimo essa paradinha, mas
assim, é o que eu falo, é meio que tem gente que usa como estratégia, meio suja, mas é uma estratégia, né? >> Ah, não, mas não dá. >> É, mas assim, é, eu não gosto nem de comentar dessa menina que vai chegar masculina, >> não. Espero que >> já tem >> masculina não tá >> não. Feminina tem uma menina do Tijuca que acho que é levantadora, ela ela dá uma paradinha ali para, né? Ela vai que lança e não lança e depois vai. Eu como sempre espero muito para sair, eu sempre Dou aquela esperada muito
maior assim, eh, não me pegaria não. Não sou daquela que sai correndo para atacar a chutada das seis e sai correndo para poder pegar pegar espaço. Então eu sempre dou uma esperada, então não me pega muito. Mas o atleta que costuma sair, >> levantador é horrível, porque ele tá sempre ali quase se mexendo. >> Eu penso assim, não pode gritar porque é antiético, então não pode fingir que vai Sacar porque é antiético. Tem a ética é uma questão no vôlei. Não pode valer. >> É >> essas mudanças, quais são as outras que aconteceram? >> Ah,
dois toques. >> Mas isso tá ridículo. Ridículo. >> Que que tá acontecendo, cara? >> [ __ ] >> eu não consigo entender. Tu treina que nem uma de condenada. Eu, por exemplo, 25 anos de treinar essa Merda para chegar agora falar: "Não pode tocar que nem um jumento que tá tudo bem". >> Daí quem tirou essa ideia? >> Não. E é toque assim, não é que o toque dá uma girada, é toque que tipo entra, que faz assim, vai para trás. Eu falo: "Não, não". Eu não consigo. [risadas] >> Graças a Deus tô quase aposentando
porque não dá para viver isso. Não, >> não dá. >> É por que que liberaram isso assim, Gente? >> É muito feio. Esporte, você desvaloriza o bicicleta mais técnico. Qual o objetivo? Eu não consigo entender quem, como que algumas pessoas se juntaram e acharam. Eu acho que você ter um pouco mais de flexibilidade, beleza, porque, por exemplo, o pau tá tourando, bola subindo, a bola molha. >> Ah, sim, sim. Você às vezes dá um toque de uma bola de defesa e você vai tocar ali, tá molhado, ela escorrega um pouco, Dá uma girada, cara, beleza,
tu deixa rolar, porque, cara, tem ali a dificuldade da situação, dá uma bola molhada e tal, até aí ainda, OK, >> mas a bola nem chega, a bola >> não, tem bola que vai para trás, tipo, ela entra, roda e vai para trás, tipo assim, você tava mirando pra frente, >> tipo assim, >> socorro, aconteceu agora em Osasco, por exemplo, que escorregou a bola de um contra-ataque, bate rebate. Que que a Novita, a bola escorregou, entrou. Só que a gente meio que foi e não parou e o juiz apitou no automático, apitou dois toques. A
gente olhou assim, >> ué. >> Aí ele >> e voltou. >> Eu acho ridículo, velho. Eu falei coisa horosa. >> Continuar jogando é difícil, né? Tá programado. >> Até para para deixar a bola cair, né? Aí Alguém foi, porque eu não iria, né? >> Eu falei: "Não, que coisa horrorosa". Mas aí foi, mas assim, nossa, é feio demais. Socorro, >> gente, que loucura. Da onde tiraram uma ideia de que você era maneiro? >> Não sei. >> A, a minha Bernardinha perguntou alguma coisa aqui no ouvido. Pode perguntar. Toque ataque. >> Toque ataque. O negócio é
o toque ataque. [risadas] >> O toque, o toque eu não acho tão ruim, tão horrível, mas aquela carregada >> eu acho péssimo. >> Péssimo, porque não é tipo, beleza, você dá um power de ponta de dedo, beleza. P a galera tá tipo mudando a direção, pega e faz assim. >> Enterrado de basquete, né? Eu falo velho. >> É, e não é nem só aquela rede de uma bola de cheque que dá uma enterrada pro fundo >> não é às vezes >> se tu vai de toque, empurra e tal ainda. Mas assim, essa tipo que você
pega aqui, faz assim, >> Red B, né? Era Red Ball. Red B. >> Eu falo, gente, totalmente errado. É assim, desnecessário. >> Tu é contra? >> Total, total. Ataca essa merda, [ __ ] >> Por que não atacar? Por que não ir para cima? Errou. Errou, irmão. Igual, é igual o Zé. O Zé teve na época do do Baruerique, eu bloquei duplo em mim para eu atacar, sei que eu atacando e dando para cima, estourando, ele falou assim: "Larga, vou jogar a bola". Vai larga aqui atrás do bloqueio vi e ataquei ali. [ __ ]
Taís, larga aqui. Eu falei: "Que largar a bola tá boa? Fica largando, ataca essa merda. Aí ele Mas eu quero que você largue, treina. Ai tá bom, vai. Mas eu disse, não é meu, eu vou largar ou algum motivo, tipo, que eu realmente vi que Tem um um espaço e tal. Cara, eu vou atacar. Se a bola tiver boa, eu vou atacar. Ou se tiver ruim, baixa ou coisa do tipo, sei lá. É muito meu. Vem e ataque dano. Eu prefiro, eu, eu eu falo muito isso, eu prefiro ser eh depois de um jogo tirada
de tipo assim, cara, eh que burra, tacou e tomou um toco, mas veio quente, estourou e ou saiu um pouco a bola e tal, do que ser tirada de covarde >> que fica é >> de tipo que fica >> para se encolheu, né? >> Colheer ou fica dando tapinha ou fica largando toda a bola. Eu prefiro ser dada como tipo assim, ah nossa que tonta velho, né? Do que ser covarde. >> Não, mas tem momentos mesmo assim como torcedora fala: "Dá na bola se tomar voltar no pé, beleza. >> Beleza, mas pelo menos você vai
vai com coragem para fazer o treem. Já >> até na, acho que na postura acho que é Faz diferença ali na mensagem que você passa pro adversário, porque eu tô vindo >> sim. Começa a largar, começa a encobbrar, tirar a força do ataque. Pelo amor de Deus, gente. >> Dá uma, dá uma irritadinha mesmo. >> Chegou a hora da gente brincar. Chegou a hora da gente ser feliz numa das partes que eu mais gosto. Vamos começar com a tradicional. Meu camisa 10, tu pode deixar só nela. >> E tô feliz. >> E eu tô falando,
são 65 páginas. >> A primeira é a quem jogou mais. >> Ah, que que eu quer dizer quem jogou mais. É. Por que que a gente não tem um bast nessa? >> É que >> por que a gente não tem um bast nessa? >> Não sei. >> Pô, cadê a criatividade do meu time? >> [risadas] >> Mari vai tocar essa. >> Olha, me atrapalhou muito. >> Quem jogou mais que taía mar? >> Quem jogou mais? >> Mais que eu. >> Quem jogou mais que você? A gente vai te perguntar quem jogou mais. >> Foi melhor
do que eu. >> Eu vou falar taísa e fulana. >> Ah, tá. A tradicional, a clássica. >> O spoiler que que a te deu >> um spoilerzinho. É. >> Ah, tá. >> Quem jogou mais? Taísa ou Razit? Eu >> Taía ou Bogo, >> ela é muito boa, mas eu >> Taía ou N Carrilho a cubana >> boa também joguei contra, mas Claro >> Taía ou Aerando. >> Muito boa, muito boa. Deu, trouxe muita dificuldade pra gente. Excelente central Mas Taísa. >> Dito isso, >> dito isso, >> Thía ou Po croata. >> Taísa. Tá isso >>
porque eu acho que ela bloqueava muito, muito boa bloqueadora, assim, excelente jogadora, tipo, mas eu acho que o o central não é só isso, né? Acho que lá fora é muito essa coisa do tipo central bloqueador é quem bloqueia. >> Eu acho que sim, com certeza. A nossa principal função é o bloqueio, mas eh eu acho que um atleta que faz diferença tem Que ser bom em tudo. >> Uhum. >> Né? Então >> tá aí, seu cornel. Quem? Ah, Poland. >> Ah, eu, com certeza. >> Nossa, seria maravilhoso deixar só o quem no corte. Tô
brincando. Nada a ver. Pesadão. Pesadão. [risadas] >> Só fugiu assim. Taísa ou Simona Jolly, a italiana lembra? Lou. >> Ah, eu. Nossa. >> Taísa ou Yan? Ah, >> boa também, hein? Desgreta. Desgreta. Ô [ __ ] que dá nervoso, dá raiva de jogar contra, porque ela é rápida, é habilidosa, mas eu com certeza. >> Táí regla Torres >> tá merda aí. Você me pega no coração, Reglat Torres me pega no coração porque eu acho que nas suas gerações Distintas >> Uhum. Eh, >> eu me considero muito boa na minha geração, continuo sendo, graças a Deus,
mas e e foi e continuo fazendo diferença. Eh, mas ela é muito atemporal, ela é muito que eu acho que se pega ela daquela época e bota para jogar hoje, ela faria estrago também, entendeu? >> Então assim, não tem como. Ela é muito [ __ ] >> Ela vai treinar um time no México agora. >> É. >> Uhum. >> Eita. >> Tem que ter paciência porque eu acho que não sei se eu teria não. >> É, é. Deve ser difícil, realmente. >> [ __ ] merda. Porque você, se você foi muito [ __ ] no
negócio, tu vai lá ensinar, galera, não, tem gente que não pega. Eu não teria paciência. Eu ia entrar na cor, falei assim, ó, querida, Ai, desculpa, bati de novo. [risadas] É assim, sabe? Eu não tenho muito. >> O vôlei vai precisar ter mulheres treinando. Você não de carreira, você não, nunca vai ser. >> Eu acho que eu não teria essa paciência, entendeu? De ai não, querida, olha, tal. Eu ia talvez de querer entrar, de querer entrar e falar, gato, é assim, ó. >> Como não consegue? >> Sensacional. Mostra. Pronto. Assim. Assim. Assim. >> É, mas
com certeza tem várias partes técnicas que você poderia >> Não, claro. Mas eu acho que eu não teria não, eu não sou o tipo de pessoa muito paciente. Então assim, sou bem quando a gente tava conversando antes, sou um saraivo assim, [risadas] tipo, você ter que ficar falando coisas óbvias que falar, óbvio, todo tem que ser dito para mim. Não, fala não. >> Não. E é uma geração que é mais difícil, eu acho, de >> É, é um pouquinho >> de ouvir, né? Então, pra gente que é de >> Sim. >> Acabou. Quem jogou mais.
Ah, top três atuais. >> É, atuais. Quem são as três melhores centrais do mundo hoje? É isso. >> Eu, >> Júlia Cudes. >> Hum. >> Com certeza. >> Aí vai que ela vai jogar tanto. >> Vai, >> já tá, né? >> É sim, mas >> já tá voando. Hum. pensando em alguma estrangeira para também não pode dar muita moral, né? >> É, entendeu? >> Tô pensando nisso. >> Isso também >> é o B [risadas] que cola. >> Ai, Deus. É mais tem aquela menina da Sérvia que ela é muito boa, principalmente bloqueadora, >> novinha. é
uma jovenzinha, eu não sei o nome se ela >> que ela é muito boa, assim, ela me lembra muito a Júlia, tipo de bloque, estrutura assim, tal, eu acho ela bem boa. Uhum. >> Eh, claro que tem outras, tem a FAR, que é muito boa, mas sei lá, eu acho que eu fal falaria ela porque ela é bem jovem Assim, é bem novinha, né? Então, >> é, >> colocaria ela. >> Mas que é o nome? >> Curtaites. >> Curtaites. >> Rena Cagit. >> E agora a gente quer a nossa seleção de a sua seleção de
todos os tempos. E você vai montar a sua seleção de todos os tempos, obviamente com você. Eh, >> quem seria a sua levantadora? >> Mas aí tem que ser brasileiro, como é que é? >> De todos os tempos. >> Pode ser da sua vida >> que você viu que você jogou como você preferiu >> que você jogou junto. Entendi. >> Ah, eu eu Hum duas ou uma só? >> Quer duas? A Chila fez duas. >> É, eu acho que duas. Eu acho que ela >> é titular reserva. Eu acho que a Fof e a Dani
Lins. >> A Fofol titular. Dani Lins reserva. >> Pode ser. >> Vamos fazer um time titular, um time reserva. Então a Luí adora isso. Luiz é, >> eu acho que porque é é é difícil porque foram gerações diferentes, estilos de jogos de jogo diferente. >> Então cada uma de uma forma muito >> eh particular assim, mas as duas muito boas. Então nos seus momentos, né? Então acho que eu deixo as duas ali. >> Quem quem seriam as suas opostas? >> Sheila, com certeza. E hoje em dia eu colocaria ou a Rack ou a Boscovite, hein?
Porque as [ __ ] [ __ ] que pariu, >> é difícil marcar, >> difícil demais. Vou dar Vascovit, que eu já joguei com ela, ela é assim >> absurda, né? absurdo e um amor assim, pessoa a também deve ser, mas eu nunca convivi com ela, então não sei. >> É, eu acho que eu vho, Vteira na C4, né? >> Eita, [ __ ] É muita coisa, né, Gabi? Com certeza Gabi é fora da curva demais. H no auge. Jaque >> titular Gab ja pode ser. >> Ah, pode ser. >> Não ia cair nenhuma. Não,
exato. Penso nisso. >> Eh, Garayu fraco, >> né? Eh, centrais. >> Eu, >> ela tem que estar nos dois. >> É, tá nos dois. >> Tem que estar nos dois. >> Cubana. Desculpa, gente, eu sou fã, né? Então tem teria, não tem como não, pô. >> É, também não tem. Ah, >> mais ou menos. >> Júlia, mesclar isso aí. >> Eíbero, >> jovens, rabizinha, >> quer ter a segunda livra >> do time reserva? Quem seria líbero >> do time reserva? Na minha aquela época não tinha, né? É reserva, mas não >> é para treinar junto
ali. >> Para treinar junto. >> É para treinar >> na M. >> É técnico. >> É que título reserva. [risadas] Muito bom. >> É mesmo. >> Zé >> Zé vai treinar os dois. >> Ah, dá o jeito dele. Vai surtar trein os dois. Acho que ele é amar. Pô, >> é Boscovit no banco da Chega. Tá ótimo. >> É. >> Agora tem uma pergunta muito boa que é o Baste cravada. >> Minas cravas. Esse ano a Superliga é do Minas. >> Assim espero. [risadas] >> Vai dar bom. >> Tá dando bom, né? Eu acho que
o time tá uma em plena evolução, pensando que o time mudou muito. >> Uhum. >> Muito. Sim. >> Até o técnico mudou. >> E o técnico também. Eu acho que a gente tá num caminho muito bacana até antes do que eu esperava, porque eu achei que ia demorar mais de achar assim, se encaixar e tudo. Eu tava preocupada também no acerto de bola. Porque não é fácil, né? Eh, levantadora nova acertar de todo mundo, né? Não é só minha bola, mas de todas. Mas o fato dela ser muito corajosa ajuda muito. >> Vocês se deram
super bem, né? Ela tá, Ela põe muita bola para você. >> Muito. E ela tenta e tal, tipo, por mais que que, cara, fica baixo, tomar toco da Anice, tipo, vou de novo, vamos. Ah, ficou pra rede, a gente tenta atacar, dá para fora. E ela é muito de boa. Não é porque errou, ela para de dar. >> Porque tem gente que é assim, né? Ah, não acertei, tô com dificuldade, não vou dar mais. >> Uhum. Porque aí eu tiro a responsabilidade, Muito fácil, né? Uhum. >> Mas ela não, ela continua tentando e dando e
d mais alto, d mais baixo, estica e puxa e tal. Então assim, >> a bolinha de segunda dela, ele >> ela é muito boa, ela é muito ousada, assim, ela ela é muito corajosa. Para mim qualquer esporte, a coragem é tá em primeiro lugar, cara. Se você não tem coragem de peitar, de fazer o negócio acontecer e na no momento de dificuldade, ferrou, você vai se Esconder, >> vai bater o nervoso, né, >> cara? É normal. E você vai esconder, não tem jeito. E ela é muito corajosa, ela vai muito para cima, ousada e faz
umas loucur doido às vezes. E é, mas cara, se a gente compra a briga da doideira, dá certo, entendeu? [risadas] E >> tem que comprar briga, né? Se comprar doida não se descredita. Então assim, isso é muito legal assim, muito bacana. Então esse acerto de bola, esse ajuste, porque o povo lembra só, por exemplo, quando foi quando eu vim para cá com a MAC, nossa, que super conexão, vocês jogaram muito bem juntos, foi mesmo, mas o início a gente não acertava não, tá? E eu tava desesperada, saía revoltada, ela ficava doida, ficava doida e não
vinha, aí ficava baixa, aí eu tinha que antecipar e assim, loucura. Mas assim, é ajuste, cara. É uma ajudando a outra, é uma tentando e tal. Depois as coisas no Meio da temporada pra frente foi se ajustando mais e aí virou conexão, a gente jogou mais anos juntos e foi tudo maravilhoso. Mas assim, é porque a galera não pega o começo. >> Uhum. >> E é normal essa que oscila de aceito e tal, porque cara, não é fácil tu acertar a bola de todo mundo e que de todo mundo e cada uma é diferente, uma
diferente da outra. >> No meio do jogo, às vezes são em Posições diferentes. É, >> é, não é só sofre, sofre. >> Então assim, eu acho que a gente tá num caminho muito bacana. Eh, até antes do que eu esperava, como disse, porque eu acho que a gente ainda tem uma mar de crescimento bacana, grande. >> Então assim, eu espero muito, eu acho, eu acredito muito que a gente pode chegar. >> Ah, Hillary se adaptou super bem também, Ra gente menina, gente boa, uma querida assim demais, sabe? Boa de grupo para caramba, forte, saltadora, nossa,
ataca for demais, muito legal. Então assim, o grupo tá muito gostoso, tá muito bacana. E do teu lado analista, como é que você tá vendo as rivais, os outros clubes? O favoritismo ou não? Ah, eu acho que sempre tem aquele aquele grupinho que se destaca ali que é Difícil. Claro que tem alguns que não tão lá em cima, mas que dá trabalho e não é fácil de jogar. >> Mas cara, eu acho que não tem essa coisa de time imbatível no seu coneliano, né? [risadas] Socorro Deus. Mas eh não acredito que tenha um imbatível assim,
ai impossível. Tem todo todos t os seus seus suas dificuldades, seus pontos ali que dá para explorar. >> Eh, mas claro que tem, né? Aquele grupo seleto que fica ali em cima, que com certeza é são jogos mais duros assim, mais difíceis. Com certeza. É para quem tá viajando, para quem pega o avião e chega do nada e é longe. O aeroporto Confiz é longe. Quero saber, cara, quantos pontos a Taía fez. >> Será que tá ganhando? Será que o Minas tá ganhando? Pô, eu quero ver ela ir quase em tempo real. Eu quero saber
se a bola vai cair antes da Thaísa fazer o Bloqueio. >> Mas já certamente é, tem um aplicativo maravilhoso, 365 scores. >> Faz mentira. >> Que você consegue acompanhar placar de vôlei de todos todas as ligas do mundo. >> É. E na Superliga tem estatística. Nas principais ligas tem estatística ao vivo. Então durante o jogo a gente, isso aconteceu de verdade, a gente entrou no avião, entrou no aplicativo para ver quantos pontos você tinha feito, se o Menina tinha ganhado. >> Ah, foi assim, só fotinho lá. >> Legal. >> É muito, é muito bom. É,
>> gostei. Bom saber. >> Não, é ótimo. É, para quem gosta de vôlei >> essa é a pessoa responsável por todos esses processos dentro do 365 SC. [risadas] >> É um trem, é um trem bom. É um trem bom. É um trem bom. Baixa o aplicativo do 365 Para ficar por dentro de todas as notícias. Adorei Lola feito por quem ama vôlei e vive o vôlei. Agora a gente vai pras >> perguntas aleatórias do fim de podcast. >> Adorei esse quadro. [risadas] Perguntas que sobraram de uma pauta de 15 páginas que não deu muito tempo
de fazer. Ah, é, tem outra. >> Não, gente, vai soltando se vocês quiserem perguntar. >> Aqui vai. >> Tem. Calma aí. Vamos lá. Eh, bas feelings. Agora que chegou os bastes. >> Ai, meu Deus. >> Bastings. Um momento de um sentimento da sua vida. Você vai entender quando eu te perguntar, >> tá? Pode deixar só nela. Jogador. >> Tá uma carinha de ponto interrogação. Bai feelings. É, eu quero que você me conte um momento que você se lembrar agora de alegria. Um momento. >> Campeonato. Ganhando campeonato olímpico, né? >> Qual? >> Uai, todos que eu
ganhei medalha, [ __ ] >> Todos. Todos. Tu lembra agora? >> [ __ ] Feliz para caramba. >> E um momento de tristeza, >> perder em 2016 e perder paraos Estados Unidos em Paris. Momento de arrependimento. >> Hum. Arrependimento. Ah, de ter me casado a primeira vez. Meu primeiro casamento, com certeza. Um momento de superação. >> Olha a minha lesão. >> Momento de emoção. >> Ah, também ganhar verdade, tipo, seguir campeonato, voltar a jogar e e ganhar a Superliga. Eu acho que são todos muito emocionantes assim, pesados, sabe? Tipo, principalmente dentro de quadra, né? Um
momento de raiva >> quase que o tempo todo. [risadas] Aí botei no YouTube, botei no YouTube assim, os melhores momentos são maravilhosos. São os melhores. São maravilhosos. >> Não, pegar pegar fazer uma edição, minha filha, eu xingando. Misericórdia. >> Ah, vai ter. Vai fazer alguns no Tô [risadas] brincando. Um momento de medo. >> De medo? Quando minha mãe descobriu que minha mãe Tava com câncer. Um momento surpresa. Que >> surpresa? Ih, eu, hein. >> Então, seja bem-vindo, Zé, Roberto. [risadas] >> Pronto, você falou, Zé Roberto. Verdade. Porque eu até falei isso, acho que numa entrevista,
a gente tinha uma relação muito profissional ali, eh, atleta Técnico. E muitas vezes eu tinha um pouquinho de, né, de de resistência >> pelo jeito dele. >> É, com ele dele ser mais fechadão e tal. E ele era meio grossão de vez em quando, aquela jeito tão mais ríspido dele. E foi uma surpresa ele ter me acolhido da forma que ele me acolheu. Não esperava, de fato, não esperava que seria dele, parte dele eh >> o acolhimento, o carinho, né? >> É porque eu não conseguia enxergar isso Nele. >> Uhum. >> Eu vi, eu uma
pessoa meu técnico ali, sabe? Tipo, distante. >> Trabalhamos juntos, mas só trabalhamos. >> Isso. Passava as natações, eu cumpria, não é? Foi uma surpresa muito boa. >> Um momento de vergonha. >> Vergonha. >> Ah, acho que quando eu não me saio bem, eu fico um pouquinho envergonhada assim de performances. Eu digo. Um momento que Você se orgulha. >> Posso mudar a vergonha? Tem uma coisa muito melhor [risadas] >> e polêmica também. Eh, nem gosta. >> Um momento de vergonha. Com certeza foi a forma que eu fui tratada dentro do Osasco, >> que eles tacaram coisa
em mim. Eles são tão grandões de gritar que são campeões mundiais e tal, mas eles muito provavelmente esqueceram que eu tava nesse campeonato mundial, que eu ajudei A trazer, fui o melhor atacante naquela época e eles juntaram, cara, pilha, fizeram um quadrado de cheio de pilha porque é pesado e eles tacaram em mim e não pegou porque eu eu tipo eu senti um negócio, fiz assim e aí passou aqui assim pesado, duro. fizeram isso depois com Minas também, acho que não sei foi ano passado que eu também fui lá reclamar no na no na mesa
que eles até e tiveram punição, mas eles fizeram duas vezes comigo e uma que não veio em mim, Mas eu acho que foi na Kiz, alguma coisa assim, na Rebeca, não sei. Eles tentaram acertar as meninas, mas especialmente comigo e eu tava até em Barueri, na época que eles tacaram isso, eu tava voltando, né, a jogar e tudo. Eu acho tão, eu não quero que me ame e me adore, mas só respeito, sabe? >> E principalmente por tudo de uma que que foi um atleta que trouxe tantos títulos para eles que eles se orgulham tanto
de falar. >> Aham. >> Eles trataram com desprezo, com falta de respeito mesmo assim. Então assim, momento muito vergonhoso pro voleibol, com certeza. Uhum. >> Que assim, é uma agressão, né? Uma agressão. >> Mas por que que eles fizeram isso? Porque eu tava jogando time adversário >> e eles tm raiva, sei lá o que que raiva que eles têm, talvez de eu jogar bem, de eu jogar bem contra o time deles. >> Imagina se o mundo fosse assim, né? Se se fosse o comportamento padrão, como a gente ia viver? >> Que loucura, né? Gente, tá
com pilha, gente, tá maluco? Tipo assim, pô, zoar >> não. E eles montaram várias e e fizeram paraaram um papel, alguma coisa e e enrolaram com alguma coisa, tipo, algum fio, alguma coisa para poder ficar preso ali, tipo, >> compacto, pesado e tá caro. >> Não, você pode não. Ah, eu sei lá, eu prefiro aplaudir mesmo. Quem nunca jogou no meu time, eu prefiro aplaudir. Mas você quer vaiar, pressionar, não, normal, normal. Aí eu tô cagando. Saiu completamente das féas esportivas. Xingar assim, tipo, baixo escalão assim, uns negócios mais pesado, eu acho que não tem
nada a ver, velho. Vergonhoso demais. >> Momento de vergonha mesmo. >> Eh, tã. Momento que você se orgulha. Momento de orgulho. >> Eu acho que eu vivo hoje esse momento de orgulho por de quem eu me tornei e quem com certeza eu tô me aprimorando cada vez mais para ser melhor como pessoa, como atleta, como tudo, assim, como esposa. Então eu tenho muito orgulho de quem eu me tornei e que, claro que não parei aqui, né? Mas eh, mas nesse exato momento aqui agora, com certeza eu tenho muito orgulho de quem eu eu sou. Muito
maneiro. Momento de injustiça. >> Ah, já sofri tanta justiça, gente. Mas deixa eu pensar algum específico. Hum. Ai, gente, tem é muita coisa. >> É difícil. >> É difícil porque tem coisa que não pode falar também, né? Então, a gente tem que evitar. Porque recentemente eu sofri uma injustiça, né? Então, mas é melhor bafal. Tá na mão de, eu sempre falo, tá Na mão de Deus, gente. As coisas vem e vão ser >> consertadas e é as coisas, >> as coisas aparecem, as verdades sempre aparecem, não tem jeito. >> Ah, ah, não consigo lembrar de
alguma injustiça assim que eu possa falar. Hum. >> Normalmente injustiça quando acontece são mais pesadinhas, a gente não pode estar expondo assim, né? Então, >> você lembra de alguma que possa ser falar? Ainda dá tempo, a gente fala um [risadas] um momento de solidão na sua vida? >> Na e na nas depressões, com certeza, nos momentos que emocionalmente eu fiquei muito abalada, eh, eu fiquei muito só, né? Muito muito sozinha. me senti muito muito sozinha. Eh, no, até na última vez eu foi muito mais rápido, eu consegui ajuda e tudo, mas Até você reconhecer isso
e buscar ajuda, você fica muito sozinho, você se afunda em você mesmo, né? Então, nesses momentos de de depressão, de pânica, ansiedade, de baixa emocional mesmo, com certeza foram momentos muito solitários, muito solitários. >> A gente fechou o baixo finance, a gente vai pro baixo de volta agora. Por que que eu fico sempre rindo dos nomes, né? Tem que parar com isso. Que loucura. >> Eh, bate volta é tradicional bate volta. A gente vai te falar uma palavra e você retorna com a primeira coisa que vem na sua cabeça. >> Eita. >> Tá, pap. [risadas]
É o >> é a pessoa perfeita para fazer. >> Socorro. >> É, pode fazer essa. Faz essa >> toda. >> É, é. Tá. Eu faço aqui, tu faz aqui. Pode ser. Eu faço essa aqui e tu faz essa aqui. Mas te volta. Quanta isso? >> Uma palavra, né? Vou tentar com uma palavra porque fal >> pode ser uma expressão. Pode ser uma expressão, alguma coisa que te remeta a isso. Juca tênis clube. >> Ai, começo, >> início de tudo. >> Bernardinho, >> [ __ ] >> Sheila, >> amor da minha vida. >> Superliga >> eterno,
[risadas] que eu já jogo há tanto tempo. >> Zé Roberto, >> paizão. >> Piquim, 2008. Revelação Júlia Cut. >> Futuro que já é presente >> Londres 2012 >> do [ __ ] >> Tô adorando. Minas >> casa >> Paris 24 >> frustração. >> Rexona. Cara, bom demais. Aquela época foi maravilhosa. [risadas] >> Turquia, >> um misto de de muita felicidade de estar num lugar que eu queria assim conhecer e viver e tal, que eu fui, né, foi incrível a experiência, mas foi o início de uma luta muito grande. >> Grand Prix. Multicampeã. Lise Nina. Ah,
meus trenzinhos. A mini Sheil Thaísa. [risadas] >> É joelho >> 80 anos. [risadas] Osasco. >> Decepção. >> Rio de Janeiro. Cidade do >> Amo >> Dorama, [risadas] >> meu vício. >> Baroer >> acolhimento. >> Carnaval. Não gosto não. >> Você não desfilou? >> Ah, fui porque pediram, né? Porque era Nestley e era patrocínio e tal. Eu tive que ir. >> A gente não fez uma pergunta lá atrás que tava na outra também. Você iria pro Big Brother? >> Não, >> não, né? >> Não, assim eu falo, eu ia ser aquele amo odeia, né? Porque nossa
Jesus, o povo, eu sou muito expressiva. A minha cara de lua, tipo, paçoca que eu falo, mostra o tempo inteiro. Então assim, >> acho que é oposto, hein? É, >> acho que é oposto. >> Não, mas eu amo ou odeia. Então assim, isso, isso, isso. Você só falou odeia, eu fiquei na cabeça. >> É, eu amo odeia porque assim, eu sou muito muito transparente. Minha cara mostra o que eu tô sentindo, que eu tô pensando. Não tem como. >> É incontinência facial que eu chamo isso. >> Total. [risadas] >> Então assim, ia ser ameia porque
e eu sou muito assim preto no branco, sabe? Eu não não fico floreando não. Então >> eu acho que ia ser muito isso. Eu amodei, mas eu acho que eu não ia ter Paciência não. >> Como é ver o Tijuca na Superliga? Que você começou lá e era inimaginável, né? Quando você começou a jogar que o Tijuca jogaria Superliga. Sim. Ah, eu acho muito legal. Eu fiquei muito feliz de saber que eles passaram. Então assim, eu quer, eu gostaria muito que eles ficassem, não não caíssem, porque, cara, eh, o Tijuca tem um trabalho de base
há muito, muito tempo e é muito consistente porque perdura, né? Então, assim, é Muito legal porque tem time que começa e tem clube que começa, ah, não, não dá resultado ou não vê algo palpável e encerra, sabe? Então, assim, o Tijuca com certeza desde sempre investe muito nisso, né? no crescimento, no no ensinar mesmo. Então, eu fiquei muito feliz de vê-los assim. >> Tu vê um legado, né? Tem um legado. Tem muito lego, eles estão vendendo camisa e tem todo mundo participando. Tá muito legal. >> Gost a pergunta que não quer calar. Você vai se
aposentar no Minas ou no Tijuca? [risadas] Tá escrito aqui. Eu tô, eu tô só lendo, >> provavelmente Minas. >> Tá, tem uma pergunta aqui que é maravilhosa. O que você acredita que vai te fazer parar? Porque não sabe quando. A gente não tem essa ideia. Tem >> dor, não é? Também tem ideia de quando? >> Não é? Eu eu acho que quando eu encher o Saco assim mesmo, porque eh a rotina é muito puxada, né? Eu acho que vai chegar um momento que que eu vou falar assim: "Ah, não, quero ter a vida de uma
pessoa normal, quero viver". Sabe? Tipo, cara, poder viajar de boa, fazer outras coisas fora voleibol, ser mãe. Então assim, quando bater de forte isso aí a hora que Ah, deu, sabe? >> Entendi. Tá bom. Minha Bernardinha, como é que a gente tá? Vai, vai, >> minha Bernardinha, >> vai ver aí o que que tem, velho. >> Não tem isso aqui tudo >> que isso, mano? >> A gente fica, eu não sei nem quanto tempo a gente já tá aqui, mas acho que muito tempo. >> Escolhe, escolhe. Tem aqui. Você sempre foi muito vaidosa. >> Eu
se minha mãe fala que eu eu não lembro, mas que eu comprava aqueles chicletes que na época era criança tinha anelzinho de plástico. Eu botava um em Cada dedo e andava assim. Uma perua. Piruinha total, muito peruinha. Mas eu também tive uma fase muito tipo, caguei, sabe, de ah, não vou, não usava maquiagem, não fazia nada assim. Mas eh acho que é fase mesmo de adolescência e tal, mas no geral eu acho que a vaidade, ser vaidosa ganha no nos períodos, entendeu? >> Entendi. É porque te te vendo em quadra é muito diferente. Você eh
tem uma presença muito grande em quadra. Qual a Sua vaidade? Acho muito maneiro. É. >> É. Ah, que bom. >> Tem uma Não, porque tu cabelo tudo >> é o cabelão. Entendi. Entendi. Entendi. >> Entendeu? [risadas] >> Gente, calma aí. Tem muita coisa. A do viciário em Dorama é muito bom, mas vai mar >> não deixa perguntar que você falou da Yan é muito boa e já aconteceu algumas vezes na sua carreira de jogadores que Também são campeões olímpicas a Washington te procurarem para tirar foto e terem essa admiração. >> É, e eu acho muito
legal isso, >> muito legal porque, tipo, a gente não imagina, né, porque a gente joga contra, então tem aquela coisa da rivalidade, tal, a gente não fica pensando sobre isso, né? E quando vem assim ou ou tipo às vezes nem tira foto, mas vem querer conversar, não, da hora e tal. Eu acho muito massa, sabe? Eu acho legal porque Eu acho que é uma troca, né? Eu acho que na minha época lá atrás não tinha muito isso, porque a rivalidade era tão grande, tão pesada, que a gente não conseguia nem admirar outra, né? >> Tanta
raiva. Mas eu acho que hoje em dia, tendo tendo mais esse contato assim, eu acho muito legal, porque é meio que troca figurinha. Washington fez um um story super falando da honra de ter dividido a quadra com você >> mesmo. Tem uma rivalidade também com Estados Unidos. Claro, mas eu achei bem legal, bem fofo assim. >> Botar isso na frente. >> Tem duas perguntas agora pra gente fechar. A primeira é que eu quero muito fazer porque para mim isso dá muito certo, tá? Eh, tem o o pesquisa que é muito feita por todo mundo. É
mentira, sou eu. Tô obrigado. E que é a dieta dos atletas, a dieta do auge. Aí as pessoas acham que podem copiar igual >> e e conseguir ter o talento que as pessoas têm. Mas eu quero saber a tua dieta >> no dia a dia. O que que você come de manhã, de tarde, de noite? Vamos lá. Eh, agora eu dei uma eu dei uma uma flexibilizada um pouquinho, porque eu tava numa dieta muito restrita, eh, de carne, carnívora, né? Proteína. Fiquei acho que uns três meses sem carboidrato nenhum. Zero, nem legumes, nada. Zero, zero
zero. Carnívora mesmo. Porque eu queria testar para ver se eu conseguiria, porque eu amo carboidrato, né? >> Sim. e se como que o meu corpo ia reagir, desinflamar e aquela coisa toda. E foi extremamente positivo. Eh, meu marido tava com medo de eu perder massa e tal, porque eu tava treinando forte, tal. Muito pelo contrário, eu ganhei massa e perdi gordura, sequei muito. Eh, mas agora eu eu dei uma flexibilizada por agora só acho que porque perto de De, né, fim de ano, né, vai para casa da mãe, tal. Então eu já dei, mas a
minha flexibilizada é muito pequena, assim, por exemplo, ontem eu comi cuscuz, eu tento pegar coisas menos piores, assim, digamos, né, carboidrato menos pior. Então assim, eu como o cuscuz, aí eu boto bastante proteína, ovo, bacon, mais mais proteína, eh, evito algumas coisas que que eu acho mais pesado. Mas assim, por exemplo, até o jogo, até o horário do jogo, eu só tinha comido proteína. Só Proteína, ovo, é carne. Ah, que mais que eu botei? Queijo, essas coisas. Café, gosto café. Tenho feito jejum também, alguns alguns longos períodos de jejum intermitente também. >> Eh, e me
senti muito bem, muito muito bem. Eu me até me espantei porque o povo fala, acha que para atleta não dá para fazer muito pelo contrário. Nossa, os estudos falam totalmente oposto. >> Você treina de manhã em jejum? Tipo, >> caramba, >> de boa. E ontem eu fui jogar, eu não, eu não lanchei assim porque eu tomei, ah, um carboidrato que eu que eu me permitia eh nesse período era a beterrab em pó, porque ajuda bastante assim antes dos treinos, né? duas horas antes do treino, o carboidrato, o a beterraba em pó, concentrada só a beterraba
com a creatina. Eh, dá um um levante bom assim, né? É bom para caramba pro músculo. Então, >> para não ficar fraco também, né? >> Não é porque, tipo, é, eu, eu esqueci a palavra, meu Deus. Ele é vaso dilatador também, né? Tipo, ele ajuda ali na na é no músculo, tá? de levar pro músculo e tal, dar aquela oxigenada ali no músculo, tipo um pré-treino, tipo pré tipo isso. Entendi. >> Ele dá um um um up ali na na no músculo mesmo, né? Oxigena bem ali e tal. Então, para recuperar aí também para para
o treinamento é muito bom. Eu não sei explicar tecnicamente, mas eu sei que é Muito bom. >> Eh, eu tenho acompanhamento também, né? Claro, não faço isso da minha cabeça. Só tem um aí tem algumas suplementações, né? Claro, mas uma coisa que eu faço também muito que me ajuda pelo fato ao menos de não ter o carboidrato, é botar o sal integral na água. Então, tipo assim, eu tomo sempre com um pouquinho de só bem pouquinho, às vezes você nem sente a diferença, mas que faz muita diferença também. Eh, se começar a Estudar sobre isso,
eu não vou saber te falar aqui exatamente, mas também é um up bizarro. Para quem também tu faz essa dieta mais restrita ou faz jejum, é importantíssimo tu e repor, né, >> esses sais, mas tem que ser o sal integral. Não dá para ser esse sal todo lascado que a que o povo refinado que o povo tá usando hoje em dia. >> Anotou? Agora pode fazer. Tô brincando. É recomendando para um atleta, né? Eh, baixa dieta dos campeões. >> Você usa essas essas tecnologias novas que tem? Tipo aquele [risadas] >> eu juro que >> eu
aí eu sumo de vez. >> Eu juro por Deus primeiro ela falar bomjaro. >> Não, não. Fal aquele anel que médio sono. >> Aham. Eu uso aí nem tô com ele porque ele acabou a bateria, >> né? Mas eu tenho um anel e tenho um relógio também. Tem a pulseira, mas Assim, eu não usando não. Eu até olhei para comprar, mas eu falei: "Ah, não sei para quê". >> Talvez, quem sabe, >> talvez sim, talvez, porque talvez ganha de Natal, ganha de ano novo, >> entendeu? Gente, >> fica dica, >> fica dica, >> fica dica,
presente aí. Eu adoro esse tipo de coisa. Eh, e pra gente deixar um corte bem bonito, é óbvio que você tá em Alto nível, é óbvio que o Minas ainda é um dos favoritos para ganhar a Superliga, mas a gente quer que você fale, porque não sou eu que tenho que falar, você eh onde é que foi ou se é agora, onde é que foi o seu prime, Thaísa? >> Uai, sempre também. Eu acho que não tem jeito, não tem jeito. Depois que eu comecei a jogar alto nível, talvez o único momento ali foi voltando
de lesão, que não tem como falar que ali Eu estava uau, né? tava retomando, mas assim tem uma justificativa por trás disso, >> mas eu acho que eu considero até hoje, principalmente pelas adversidades, por tudo, pela idade, por tudo assim que se somando, né? A gente tem que levar em consideração. Com certeza se eu tô igual, melhor do que muitas jovens, então, né? Eu adorei, gente. Então, o teu prime foi >> é [risadas] >> [ __ ] [ __ ] >> É, e foi sempre. >> É, >> é, eu acho que pensando nas fases de,
né, de aprendizado, de tudo, com certeza eu tava à frente assim sempre. >> E quem discordar é o quê? >> Paciência. Cada um [risadas] cada um com a sua opinião. >> Táí, Zé. >> Trabalho. Você acha? Não tenho certeza. [risadas] Gostou, não gostou do basquete? Fala, >> [ __ ] Para [ __ ] >> Sério mesmo? >> Top. Hora. Dá vontade de ficar. >> Não dá. >> É isso. É por isso que eu falo para ela, vamos fazer o estúdio, [risadas] >> a gente faz aqui, a gente fica aqui de boa, pede um almoço. A
gente tem que fazer mais isso, >> entendeu? Vamos. >> A gente tá querendo, a, eu pergunto isso, claro, porque eu uso isso também como chamada pr as pessoas assistirem, porque é o que a gente mais gosta, cara. quer corte de milhão, quer conteúdo, quer, a gente tá aqui para isso, óbvio, para entender sobre a tua vida, os bastidores da nata do nosso conteúdo, mas se vê que você >> se sentiu bem, o ser humano, ah, ser humano é isso, é isso que para mim faz sentido gravando o que a gente faz, é Isso que a
gente ouviu, da Sheila, da Virna, da Márcia Food, todas elas. >> Então fico muito feliz com esse tempo, >> não? E é muito bom. E eu que eu tava comentando antes, né? Tipo, cara, o fato de vocês se darem ao trabalho de estudar, de pesquisar, de querer saber mais a fundo para saber como perguntar, como abordar, isso para mim faz uma diferença absurda. Ela já ama, então é natural, ela já sabe muita coisa, mas você pegar para estudar, para perguntar Para ela e tal, mostra o interesse de, cara, eu quero saber mais sobre, sabe? Porque
já aconteceu muitas vezes você ir no lugar e as pessoas não até morre o assunto porque não não procura saber, não quer entrar de fato para conhecer o o entrevistado, para ir a fundo, entender, sabe? E poder melhor, sabe? Então assim, às vezes fica até meio >> meio >> Mas não, eu achei maneiro porque que Vocês pegaram muitas coisas legais assim que eu nem imaginava que vocês perguntariam e sabe, vai fluindo bom demais. >> [risadas] >> Não tem que ir lá. A gente tem que levar ela em algum lugar. É porque é muito bom quando
a gente faz essas amizades, digamos assim, porque as pessoas falam: "Ah, então eu vou voltar". A Sheila falou três vezes que ia, a Virna já vol jogar com Tijuca uma oportunidade, Porque pai ser legal pr caramba você jogar contra o Tijuca no Tijuca. Vai ser muito mano, >> cara. Isso vai ser >> Nossa, é verdade. É verdade. >> Mari, gostou? >> Eu não quero acabar. E aí, que que eu faço? Eu não quero ir embora. E aí? >> Vamos pedir um iFood [risadas] pode falar. >> Não, po. Pode, pode. >> Vamos, vamos. >> Eu não
agora. A gente tem que ir pro Rio de Janeiro ainda. E é Natal e é dia 25 de dezembro. >> Que isso? [risadas] >> Vamos pedir um panetone. >> Vamos pedir um panetone. Eh, acho maneiro, Thaís, é você dar um recado de final de ano, um feliz ano novo pra galera, um feliz Natal também, dia 25. Eh, a minha Bernardinha tá pedindo para você olhar pra câmera, pra gente usar este conteúdo também. >> E, cara, eu tô muito feliz. Que papo leve, que papo gostou. Foi muito bom, muito mesmo. >> E e eu até falei,
nossa, quando eu fui deitar ontem muito tarde, né, eu falei assim: "Putz, será que eu vou acordar animadona?" Sabe, para tipo fluir bem, né? Eu fiquei, nossa, foi tão leve, tão gostoso que não tem nem como não ser agradável. Então, vou desejar. Feliz Natal, gente. Tudo de bom. Não sei com onde vocês vão passar. Eu vou passar com Os meus pais. Graças a Deus, faz tempo que eu não consegui ir em casa. Deus abençoe vocês. Eh, que 2026, feliz ano novo, né? Também que 2026 seja muito próspero, que seja um ano de, acima de tudo,
saúde e alegria, sabe? que a gente colecione felicidade mesmo, momentos bons, felizes, que a gente sorria, porque, cara, já tem tanta coisa ruim, né, que a gente vê por aí, guerra, essa loucura toda. Então, acumular cada vez mais que possível momentos felizes, Sabe? Eu acho que isso faz toda a diferença na vida da gente. Então, um beijo para vocês, tudo de bom, que sejamos muito felizes em 2026. >> Cadê de palmas? Só tem saber. Beijo, galera. Espero que todo mundo tenha gostado. Feliz Natal. Beijo. >> Valeu.