gostam de fazer sexo, >> deixou a mulher mais barata. >> Seu poder sobre ele, ferramenta [música] da mulher, >> de certa forma, mas livres. Parabéns.
[música] >> Pensando no casamento, se você pergunta por que os homens gostam de fazer sexo, a resposta me parece bastante simples. Podia ser algo em torno de porque eles gostam, né, e suas variações. >> Tá falando o homem gênero.
>> O homem gênero, >> sim. dentro de um casamento. >> Daí se você fizer a mesma pergunta sobre uma mulher, por que que as mulheres gostam de fazer sexo?
Aí já tem uma porção de respostas. Tanto que a Cind Meston, que escreveu um livro com o mesmo David Buz que a gente já falou, eles escreveram um livro cujo título é justamente esse, porque as mulheres gostam de fazer ou querem fazer sexo. >> Porque as mulheres fazem sexo.
>> Porque as mulheres fazem sexo, tem em português também. E daí nesse livro, essa dupla assim de Meston e o David Buz, eles listam uma porção de respostas para essa pergunta. Então, ó, eu anotei algumas.
Então, além do desejo, claro, né, eles estabelecem por meio de estudos e etc, que as mulheres fazem sexo também para aumentar a autoestima do homem, ficar emocionalmente mais próxima do homem, restabelecer uma conexão com o homem depois de uma briga, evitar que ele seja infiel procurando sexo fora de casa e manter o seu poder sobre ele. Então, a minha pergunta é: você diria que o sexo é uma espécie de ferramenta da mulher ou é usado como uma ferramenta da mulher para manter o seu poder sobre o homem? >> Ah, sem dúvida nenhuma.
Toda vez que um que você se vê diante de uma mulher em que você fica louco de tesão por ela, você sabe muito bem disso. Quer dizer, a ideia da ferramenta de manipulação, eu não vejo a manipulação como uma coisa tão terrível, entendeu? Eu acho que a ideia então de que uma mulher pode manipular o homem pelo desejo sexual é óbvio.
É óbvio, né? E não é à toa que se fala que a prostituição é a profissão mais velha do mundo, né? No sentido de que a mulher tem um poder sobre o homem por causa do sexo.
Agora, no dia a dia da relação, eh, eu não vejo esse tipo de manipulação como um pecado. Entende o que eu quero dizer? Eu vejo ele como parte do jogo, né?
Então, é evidente que quando você é um homem experiente, você sabe que muitas vezes uma mulher ou a sua mulher ou uma mulher ah vem para você e é super sedutora e é super legal e o sexo legal, ela pode estar querendo alguma coisa. >> Então, mas curioso é que da parte do homem isso não ocorre dessa forma, não é? >> É, talvez não ocorra justamente porque quem escolhe é a mulher, né?
seguindo o raciocínio que a gente falava antes, no sentido de que o homem ele é ele tende a ser sexualmente mais barato. >> Então a gente poderia resumir muito grosseiramente assim: Porque os homens fazem sexo? Porque eles gostam?
Porque as mulheres fazem sexo? Aí vem uma lista muito grande de coisas que inclui o sexo como ferramenta de manipulação sobre o homem. O que normalmente acontece quando você pergunta porque que o homem tal, vem uma frase.
Quando você pergunta, seja lá que assunto for, porque a mulher tal vem um compêndio, né, >> sobre qualquer assunto, >> qualquer assunto. Não acho que esse é sobre sexo, na verdade. Inclusive, eu tenho a suspeita de que muitas mulheres morrem de medo de homens que tenham muita vida subjetiva, inclusive, certo?
inclusive não querem, porque vida subjetiva e homem pode dar muito trabalho. Até a página três tudo bem, mas se passar da página três, ela pode achar que o cara já tem algum tipo de problema, entendeu? Então eu não tenho tanta certeza que todo homem de fato tem uma cabeça de carroça.
Agora eu acho que assim como >> por vida subjetiva, você quer dizer uma vida além do do estereótipo da cerveja, jogo de futebol. Exatamente isso. Exatamente isso.
Quer dizer, vida subjetiva no sentido que tem um repertório, uma linguagem que saiba falar do que sente, do que pensa e do que quer. A ideia de que o homem só quer uma mulher pelada e uma cerveja, que é uma ideia caricatural, né? Eu acho que funciona.
Assim como muitas mulheres põe em questão a ideia de que a mulher tem que ser bonita e gostosa só. Eu acho, e que o homem só quer isso da mulher, eu acho que muitos homens também têm impressão de que se fingir de burro é uma forma de garantir a relação. >> Onde é retomando a Camile Pália que a gente falou lá no começo, então ela tem aquela tese de que as mulheres exercem o poder mítico sobre os homens, sobretudo e principalmente porque os homens, como todas as outras pessoas, vieram do últero das mulheres.
Então é uma interpretação tanto psicanalítica, mas ela diz também logo depois, no mesmo personas sexuais que as mulheres, principalmente depois da terceira onda do feminismo, estão abrindo mão desse poder que elas têm sobre os homens. Você concorda com isso? >> Se a maternidade, a força da fecundidade, a força de gerar vida, que é o que tá em jogo aqui na imagem, né?
Eh, a mulher abre mão disso porque não quer ter filho, porque quer trabalhar, quer dizer, ter quer ter uma vida parecida com o cara, né? Quer ter uma vida parecida com a do cara. Então, no fundo, no fundo, é como se ela tivesse, olha, eu não quero esse poder.
E aí, pensando psicanaliticamente, né, inconscientemente, o homem então ele diz: "Ah, tá bom, então não tenho mais medo de você, não tenho nenhum, não, não vejo você como ser misterioso, certo? que tem uma capacidade que eu não tenho, né? Porque essa é a questão.
E na realidade, eh, uma das questões que eu acho que tá ligado a esse debate feminista todo, e não só o debate feminista todo, é porque se fala muito de gêneros variados. Hoje, alguns acham que tem 250. 000 gêneros, mas é muito engraçado porque na realidade o que se nega o tempo inteiro é a diferença sexual o tempo todo.
Quer dizer, a a ideia é inclusive que as mulheres fiquem mais parecidas com os homens, que os homens mais parecidos com as mulheres e que tem a mesma vida, o mesmo estilo de vida. Então é aquele tédio generalizado, porque inclusive que caracteriza falando de relações heterossexuais, héteros é outro, significa outro, é o encanto com que é diferente. Se ficar igual a você, então não tem muita graça.
Agora, ao mesmo tempo, eu entendo que a a gente pode derivar a partir do argumento da palha também, a ideia de que essa terceira onda do feminismo vai tornando a mulher desinteressante também pro homem, porque o homem vai percebendo que ela é barata. Ela é barata. Você transa, de repente ela até paga a conta e acha que isso é uma grande coisa ou divide.
Ela tá achando que era uma grande coisa porque ela divide a conta e o cara tá feliz, quem sabe na próxima ela paga a conta inteira e para mim tá tudo bem, porque na realidade eu só quero comer ela, acabou, não quero ficar com ela, investir nela coisa nenhuma. É isso aí, somos iguais, ninguém investe ninguém. >> Vê, agora tem um meme para você.
>> Leva essa maçã pro Adão comer. Será que ele vai topar? Deus proibiu.
Claro, você tá pelada. É bem aquilo, uma cerveja venha pelada, esse meme tá indo um pouco além, venha pelada que ele topa qualquer coisa. É uma forma de simplificação do mundo masculino.
[risadas] >> Você disse que o melhor aspecto do feminismo, na sua opinião, era o fato de que ele tava fazendo com que os homens passassem a pensar mais neles mesmos. É isso que você quer dizer, então? Quer dizer, essa esse raciocínio que a socióloga apresentou também tá cada vez mais valendo pros homens.
Ou seja, eu fico nesse relacionamento na medida em que esse relacionamento me for benéfico. Se ele não for benéfico, eu peso os pró e os contras e posso eventualmente também cair fora com muito mais facilidade do que antes. É isso.
>> Então, Thaís, eh eu acho que primeiro eu diria o seguinte, um problema que quando você acompanha o raciocínio ah da socióloga e raciocínios semelhantes, ela tá falando de uma situação real, né? Você tem mulheres pobres, mulheres negras, você tem casamentos ruins, mulheres que ficavam no casamento porque não tinha para onde ir, porque não tinha escolha, porque se não casasse não era ninguém. Isso é um fato histórico.
Não tem como negar isso. Só que eu acho que às vezes o que falta no raciocínio contemporâneo, baseado na lógica de direitos e suspeitas é que você pode de alguma forma consertar isso, certo? Que que é consertar isso?
A descrição que ela fez, a mulher conseguir ter a possibilidade de escolher se quer ficar ou não. Isso que eu tô chamando de consertar isso. Antes ela não podia escolher, agora ela pode.
Por exemplo, qualquer homem que, por exemplo, tenha filha vê isso claramente, certo? Uma mulher antes podia ficar amarrada a um traste. Agora, se ela tem a vida profissional dela, ela tem mais chance de não ter que ficar agarrada a um traste.
Mas todo pai sempre soube identificar quando tem um traste do lado da sua filha, muito antes do feminismo. Certo? Agora, o que acontece às vezes é que na proposta militante, né, não se percebe que ao consertar uma coisa você cria outros problemas aqui.
Acho que é isso que falta normalmente em quem pensa de forma militante. E um desses problemas é o seguinte: quem disse que os relacionamentos não passavam por algum tipo de encantamento que durasse algum tempo, certo? uma coisa de você se encantar com a pessoa.
E agora o desencanto reina em toda parte. Porque quando você começa a pensar, o cara começa a olhar pra mulher, falando do ponto de vista masculino, começa a olhar pra mulher e começa a ver que na realidade é alguém que vai ficar fazendo lógica contábil com ele o tempo inteiro. Ah, você fez isso 2 horas, eu tenho que fazer 2 horas.
Você fez isso 3 horas, faz 3 horas. ele faz a conta diz: "Ah, de repente, então não preciso, vamos fazer sexo e cada um vive na sua casa, entendeu? Daí é o que eu tava dizendo, que às vezes o feminismo ele pode fazer com que pro homem o feminismo, por pior que possa parecer, deixou a mulher mais barata >> e o homem mais livre".
Então, é, deixou ele mais livre, eh, no sentido de que então ele não precisa investir a mulher e se preocupar com o que ela quer. Mas isso não me convence eh de que necessariamente essa liberdade não seja uma espécie de liberdade para nada também, entendeu? Para ficar sozinho, para transar com um monte de mulher e que não consiga, na verdade, estabelecer nenhuma relação que vale a pena com pessoa nenhuma.
Então, produz o mundo de pessoas livres e solitárias, de certa forma, mas livres.