Hoje a relação da saúde financeira com a saúde mental, ou seja, 50% dos problemas que a gente tem com saúde mental hoje são resultantes de problemas financeiros. [música] Então não era, mas foi se agravando. [música] [música] Bom dia, boa tarde, boa noite. Não sei que momento você tá vendo esse conteúdo. Você está na JGTV, que é o seu canal de comunicação, empreendedorismo, desenvolvimento humano. E hoje a gente vai conversar aqui com o [música] Carlos Castro e ele tá aqui com a gente para falar sobre planejamento financeiro. Ele é SEO e fundador da plataforma Super Rico,
que já atua no mercado já há mais de 10 anos. Carlos, obrigada por ter topado vir aqui conversar com a gente. Eh, como é que você tá? Tá tudo certo hoje? >> Tá tudo ótimo. >> Maravilha. felicidade financeira, falar de saúde financeira, >> tá feliz financeiramente, tá tudo certo. >> O brasileiro sabia que naturalmente ele é feliz, >> tá? Tava vendo uma pesquisa recente que foi feita ainda nessa semana falando do índice de felicidade do brasileiro, apesar do nível de endividamente estar alto, todo mundo ali se debatendo, né, com suas dívidas, mas ainda assim quando
se compara com outros países, então naturalmente o nosso índice de felicidade ele é mais elevado que a média. >> Legal, Carlos. Eu queria que eu queria começar eh contando um pouco a tua trajetória, né? Eh, inclusive, eh, evoluindo na questão do planejamento financeiro até a criação da Super Rico. >> A gente sabe aí que foram vários desafios para chegar onde você tá hoje. Eu queria que você contasse para nós um pouquinho da sua trajetória. >> Eu trabalhei mais de 20 anos, 25 anos no mundo corporativo e com tecnologia. Então, tive posições executivas Brasil, América Latina
e minha última posição foi gerindo uma operação global. Então estava >> o maior dos desafios, né, na verdade >> isso. Porque é um desafio [risadas] cultural, né, além do desafio de negócios e até você sendo brasileiro numa posição em que você tinha sobre eu, né, tinha sobre minha responsabilidade toda América Latina, Estados Unidos, Ásia Pacífico, eh Portugal, Espanha e UK. Meu chefe era de UK. Imagina essa questão de fuso horário e a própria dinâmica de cada mercado, né? O mercado mais desenvolvido, como o mercado europeu e o mercado americano, e o mercado mais desafiador, que
é subdesenvolvido, que é o mercado da América Latina. Normalmente América Latina, quando você pega a receita de uma empresa que atua globalmente, fica algo em torno de 5% no máximo do faturamento global. Então para mim, né, foi realmente uma ascensão importante por sair, né, de um país que representava 5% no faturamento global para ter essa, né, sob essa ter como responsabilidade essa operação global. Então, aprendi muito, eh, mas principalmente o lado cultural. Isso foi há 10 anos. Então, em 2014, eu comecei a pensar numa transição de carreira, né, em função do mercado de tecnologia, ele
evolui rapidamente, mas sempre, por mais que apresente grandes desafios, eu sempre fazia aquela pergunta: O que eu quero ser quando envelhecer? >> Que eu quero ser quando crescer? >> É que vai [risadas] além, porque a gente tá vivendo mais. >> Sim. a expectativa de vida, de fato, ela está aumentando. Então, a gente tem que pensar no que é esse pós-carreira, né? Esse caminho da transição é o caminho cada vez mais comum, né, na senoridade de carreira, assim, de profissão, né? Acho que a gente eh acaba enveredando pra consultoria ou muda diária ou e no seu
caso foi uma mudança diária ou não necessariamente? Foi uma mudança não só de área, mas de mercado, porque como eu sou engenheiro de formação, claro, fiz depois e especializações, MBAs, pós-graduação, mas de certa forma sempre vinculada à tecnologia. e tecnologia que hoje está disponível, tecnologia que democratizou, mas quando se falava de inteligência artificial, a gente já trabalhava com isso. Só que eram tecnologias que ainda não chegava no grande público, era muito corporativo e grandes empresas só que tinham condições, acessava esse tipo de de solução. É, e aí quando eu decidi fazer uma transição, respondendo, né,
para mim mesmo o que seria o que eu queria como próximo passo, eu parei para olhar pras minhas finanças e entender qual era o fôlego que eu tinha para fazer essa transição. Eu precisava fazer um planejamento financeiro. E olhando pro mercado, eu senti essa dificuldade de apoio profissional para fazer esse tipo de planejamento, porque não é um planejamento que é algo trivial, né? se você vai parar, tem que fazer todo um plano de transição. >> Aí eu fui até Estados Unidos, fui olhar lá quais são as melhores práticas e lá existe a profissão planejador financeiro
que atua exatamente para esse tipo de atividade que eu procurava aqui em 2014. No mercado brasileiro tinha, até tinha, mas era ainda restrito a um público de muito mais alta renda e que estava dentro dos privates, né, que é você que atende alta renda nos grandes bancos. Aí eu falei: "Então vou fazer o seguinte, eu vou estudar para eu aprender como que isso funciona". E aí descobri dentro desse desse processo de me certificar, eu me descobri uma oportunidade. Porque o que que eu imaginei? Da mesma forma que eu buscava uma transição e considerando que o
Brasil ele está envelhecendo e que as pessoas não vão ter aquela aposentadoria que elas vão ficar em casa, elas vão ter uma aposentadoria ativa, eu falei, tá aqui então uma oportunidade de por não desenvolver algum negócio parecido com que nos Estados Unidos, nós estamos falando de uma carreira madura, mais de 30 anos, mas que no Brasil um país emergente, mas com muito potencial em função do envelhecimento. populacional >> e não só em função disso, né, em função também do número de microempreendedores que nós temos e de uma confusão que se tem entre conta a pessoa
física, pessoa jurídica, de uma falta de de cultura financeira eh que nós temos aqui, né? Foi um mercado gigante. Você começou quando vários começaram com a a Nat Arcuri também acho que começou mais ou menos nessa época a fazer algum trabalho de popularização, né, dessa linguagem financeira. Eh, a também, né, começou a DSOP acho que começou um pouco depois metodologia de educação, um pouquinho antes, modelo de franquia, né? É. E aí eles começaram também a certificar planejadores, enfim, a a eh ter um franqueado de planejamento também de de coaches financeiros, né? Mais ou menos isso,
assim. Enfim, legal. Então, você pegou o começo mesmo do quando tudo era mato, >> né? E se estabeleceu no mercado com com bastante força, né? Hoje é super rico. Ela tá tem quantos quantas pessoas estão dentro da plataforma? >> Então a nossa ideia foi trazer o modelo dos Estados Unidos. Então tem uma empresa lá, Mary Price, que é uma empresa oriunda da American Express com mais de 100 anos de atuação. Eu te falou: "Poxa, vamos trazer esse modelo para cá". Porque entendemos que assim como a família tem o seu médico de confiança, o seu advogado,
por que não ter o seu planejador financeiro de confiança? Porque o planejador é aquela aquele profissional que cuida da sua saúde financeira, não é o gerente do banco, não é o assessor de investimento, não é o corretor de seguros, não é o contador. Embora todas essas profissões elas são necessárias, só que faltava este planejador financeiro, porque do contrário, a pessoa teria que eh cuidado as suas próprias finanças, interagindo com esses diferentes profissionais que fazem a ponte pro para o mercado. Então isso isso isso posto eh olhando o papel do planejador financeiro, a gente criou a
plataforma com esse modelo da Mary Price >> e e ela nasceu já como super rico, tinha outra >> nasceu como super rico e a gente até criou o nome como uma provocação, >> né? porque era o momento de FINEX, todo mundo estava surgindo, o nosso sistema financeiro, ele era muito eh eh centralizado nos grandes bancos. Então, a gente queria tornar o acesso à finanças mais eh facilitar o acesso ao conhecimento mais democrático. E uma das formas da gente alcançar o público de maneira geral foi, por exemplo, pela própria criação do nome, porque no nosso conceito
a gente entende que todo mundo pode ser rico, né? Eu costumo dizer que nós somos ricos não pelo que temos, mas pelo que não precisamos ter. O que que significa isso? Enquanto a gente busca a riqueza em ganhar mais, no fundo, no fundo, ser rico é você precisar de menos. Então, tem muito mais a ver com a maneira como você lida com seu gasto, custo de vida, padrão de consumo, do que com a sua renda em si. Então a gente trouxe esse conceito e aí pensamos no modelo de plataforma por sermos uma fintec, exatamente para
poder dar escala, porque diferentemente da Mary Price nos Estados Unidos, em que a cada 300 m de onde você esteja, em qualquer estado ou cidade americana, você tem uma Merde você vai lá e se consulta com um planejador financeiro e paga um valor ali de atendimento por hora, no Brasil seria inviável uma carreira ainda, né, em emergente. Então a conta ela não fecharia. Então a gente falou, vamos trazer um modelo de plataforma análogo, que é o Uber, onde eu vou conectar planejadores financeiros e vou conectar famílias. Então começamos em 2014, grandes desafios, porque era algo
muito diferente e eh quando se compara ao que havia estabelecido no mercado. Só que aí veio a pandemia, né? se há que se é que há um lado meio cheio do copo de tudo que aconteceu, foi que essa digitalização da qual aí eu tenho experiência pelo fato de ter trabalhado mais de 25 anos no mercado fazendo isso, ela se tornou uma realidade para absolutamente todo mundo. E aí da pandemia para cá, hoje nós temos mais de 100.000 1000 usuários nessa plataforma, já formamos 3.000 planejadores porque como é uma profissão em ascensão, a gente também não
tinha esse profissional no mercado. Então nós temos um processo todo ali de certificação. Existe uma certificação de distinção, que é essa certificação internacional chamada N SFP. Então, a gente formou planejadores e absorvemos a nossa plataforma nesse modelo Uber, que a gente conecta o planejador com as pessoas, nós temos hoje 300 300 planejadores. Aí o modelo que nós criamos, o modelo jurídico para regular esse ecossistema é através da franquia. >> Legal. Bom, acho que a gente pode entrar no assunto propriamente dito da felicidade financeira, né? Eh, saúde mental é o é o é o hype do
momento, né, que a gente tá numa época que a saúde mental tá capenga, né, principalmente dos brasileiros, né, a gente tem aí índice de afastamento nas empresas pro saúde mental altíssimo, crescente, enfim. [roncando] Eh, e eu são eh questões ocupacionais, mas não só ocupacionais, né? as empresas também já já deram conta de que funcionário endividado também eh tem uma uma sobrecarga eh eh emocional, né, de de >> eh ali que impacta o trabalho, que impacta as relações no trabalho, enfim. Eh, e aí a gente tem uma pesquisa que da Super Rico com mais de 3.000
brasileiros, 3122 brasileiros, porque eu tô podendo enxergar aqui, eh, falando ã dessa relação, né, entre o bem-estar emocional e o bem-estar financeiro. Eu queria que você falasse um pouquinho sobre essa pesquisa, o que que, quais são os, os principais achados e aonde estão os gargalos, nossos gargalos de e dessa relação saúde mental e e e saúde e felicidade financeira. >> Além das pessoas físicas, a gente começou atendendo empresas, porque as empresas, as grandes empresas, elas foram as primeiras a trazer o benefício de saúde mental, desculpa, de saúde financeira para os colaboradores aqui no no Brasil.
E aí a gente, dentre vários processos, a gente começou a atender grandes empresas, 200 grandes empresas. E uma das coisas que a gente criou foi exatamente esse estudo, né, que a gente chama de estudo da felicidade financeira, porque a gente começou a perceber, claro, na pandemia, pela questão do distanciamento social e tudo que a gente viveu, houve aí, né, um boom de problema psicossocial, né? A saúde mental afetou absolutamente a grande maioria. E o Brasil, quando a gente olha globalmente, é o segundo país com mais casos, com mais problemas de saúde mental. Porém, a pandemia
ela passou, nós estou falando de 2022, só que ficou eh a o problema com a maneira como a gente lida com o dinheiro, o problema com as finanças. E aí a gente criou o nosso estudo para analisar, né, se havia essa correlação, o que sabidamente ela existe, mas não tínhamos com clareza em que grau. Aí criamos o estudo da felicidade financeira, já foram mais de 3.000 pessoas impactadas pelo estudo. Então, demograficamente é uma é uma análise bastante representativa. E a gente constatou que hoje a relação da saúde financeira com a saúde mental, ou seja, 50%
dos problemas que a gente tem com saúde mental hoje são resultantes de problemas financeiros. Então, não era, mas foi se agravando. Eu costumo até dizer que existe hoje uma epidemia eh financeira, porque as pessoas começaram a consumir mais, até como uma maneira de compensar aquela fase em que ela não pôde durante a pandemia e o dinheiro ele se tornou digital. Então, quando a gente fala do Pix, o Pix é uma forma eh digital que democratizou, bancarizou muita gente, só que por outro lado fez com que a gente perdesse o controle. De cada 10 brasileiros hoje,
oito tem dívidas. Então aí com dívida e aquela dívida ruim, a pessoa não consegue dormir direito, ela tem problemas familiares e aí essa correlação a gente através do nosso estudo a gente conseguiu metrificar. >> É quase uma comorbidade, né? Como a gente fala em saúde mental, né? É uma comorbidade financeira. >> Loucura. Eh, e aí a gente tem também, acho que nesse levantamento um dado que é interessante, que eh diz que 60% dos brasileiros querem eh independência financeira, né? Mas tem um descompasso absurdo porque eh o endividamento é altíssimo e as pessoas têm essa dificuldade
em botar eh em prática, né, eh ações e planejamento, enfim, para para poder alcançar essa tão sonhada eh independência financeira. A que que você atribui esse descompasso? H, esse descompasso ele é grande em relação a outros dados que a gente tem no estudo. Como é que como é que você enxerga isso? Fala um pouquinho pra gente. >> E aí, quando a gente olha essa explosão do consumo que fez o brasileiro ficar mais endividado, ele está mais endividado, mas ele sempre foi endividado. Antes da pandemia a relação era seis a cada 10. >> Hoje a relação
ela está persistente oito a cada 10. Então, quando a gente compara, eu falei para você aqui 30 anos que a carreira se solidificou lá nos Estados Unidos, no Brasil, a carreira de planejador, segundo pesquisa do LinkedIn agora para 2026, é a terceira carreira em destaque, em ascensão. >> Então, 30 anos depois, a gente começa de fato a ter este mercado. Agora, curiosamente, por coincidência, o nosso plano real também fez 30 anos recentemente. Então, antes do plano real era impossível falar de planejamento financeiro, porque a gente vivia uma economia eh instável com hiperinflação. Hoje não, a
economia ela é estável comparativamente. Por mais que se discute, >> se discuta se o juro é alto, >> não tem nenhuma comparação. Só quem viveu o ágil do, né, dos anos 80, >> remarcação de preço, >> é remarcação de preço diária. Às vezes eh, você tá dentro do mercado e já mudou o preço do negócio. >> Três vezes ao dia. >> É loucura, >> né, Jara? Três vezes ao dia. >> Eu me lembro, eu era criança, mas eu me lembro. A gente falava de inflação que era de 55% naquela época, anos 1980, 1990, 55% ao
dia. >> Tinha calculadora no carrinho do mercado pra gente calcular o ágil dos produtos. A gente tá falando de arroz, de feijão, de óleo. Uma loucura, gente. >> Hoje a inflação é 5%, quer dizer, menos que isso, né? Tem uma meta de três ao ano. Então, veja a diferença das remarcações, fazer conta. E aí o que acontece? A nossa cultura, ela passou a ser curto prazista, porque a gente tinha que pegar o nosso salário e para preservar o poder de compra dele tinha que correr pro supermercado e fazer um estoque. Então a gente fazia esse
estoque para preservar o poder de compra do dinheiro, porque como nós falamos aqui, né, há pouco, eh, três vezes ao dia o preço já subia, >> já mudava completamente. Então, esses esse esse como somos curto prazasistas e agora estamos mais endividados, a gente tem essa dificuldade de gerar reserva. Quando a gente começa a guardar dinheiro, não tô nem falando de investir, guardar que é o primeiro passo, que é ter uma reserva financeira para cobrir emergências, né, riscos que possam acontecer e desestabilizar o seu orçamento. A gente guarda dinheiro por no máximo 18 meses. Então isso
a gente comprovou no nosso estudo. E por outro lado, se estamos vivendo mais, esse curto prazismo que é resultante ainda dessa época de hiperinflação e que a gente não conseguia fazer planejamento, faz com que a gente tome decisões realmente e equivocadas. Aí a gente tem um risco que é o risco da longevidade, que eu olho a longevidade financeira versus essa nossa longevidade. O risco do dinheiro acabar antes da vida. Então, as gerações, elas já estão lidando melhor com o dinheiro, as gerações mais novas, né, lidando melhor com dinheiro, mas tem esse desafio que não é
só Brasil, ele é global, porque a gente tá envelhecendo antes de enriquecer. >> Você falou dessa questão dos jovens lidarem, das novas gerações lidarem melhor com dinheiro. Elas lidam melhor com dinheiro, não é porque elas ganham mais ou porque elas gastam menos. É, é aquela coisa que você falou, não é só gastar menos, é aprender a viver de uma forma sustentável com menos, né? Gastando, ter um um modelo ali de vida que não eh precise de tanta, né, de tanta coisa, né, >> tem mais consciência, tem mais acesso à informação. De 2014 para cá, eh,
houve uma democratização ao acesso à informação sobre finanças. Tem muitos influenciadores digitais, muitas plataformas, como a nossa plataforma, que também entrega muito conteúdo, muita educação e ferramenta para as pessoas. E as gerações mais novas que já nasceram nativas digitais, elas tratam o dinheiro de uma maneira mais aberta, né? O que é o que eu quero dizer com isso? Até tem um movimento interessante nos Estados Unidos que vem do inglês lá, lou budgetting, né? Que é interessante quando faz esse recorte geracional. Eh, os jovens eles falam mais de dinheiro nas redes, >> mas não no sentido
de vou expor as minhas finanças, não. Mas eu vou para as redes para falar que eu tenho metas financeiras. Então, por exemplo, eu não vou a um determinado restaurante e por eu estou economizando, porque eu quero eh fazer uma viagem daqui a três meses. E como as pessoas que nasceram, nativas digitais e já nesse ambiente de compartilhamento, dinheiro não é um tabu. Então elas falam mais abertamente sobre dinheiro. As geração, as gerações boomer x já tem mais dificuldade. Dinheiro é um tabu. Então, se você não entender que o dinheiro ele é um meio, ele não
é um objetivo em si, você não trabalha para ter dinheiro, né? Você trabalha para realizar os seus projetos de vida e o dinheiro como >> experiência. Essa diferença sai do do material para a experiência, né? É essa a transição que a nova geração faz muito bem, que a gente ainda não >> não aprendeu por causa vivemos muita escassez. Então, dinheiro pra gente >> é acumular, >> é acumular por causa da escassez, como um meio até de proteção. Só que aí quando a gente não tem essa consciência, a gente não consegue fazer o planejamento, >> certo?
Bacana. [roncando] Bom, a gente tem também um outro dado interessante. 54% dos entrevistados não tinham nenhum valor poupado para esses objetivos financeiros. 47% não possui reserva para aposentadoria, que aí é o que você falou da questão da longevidade. Quer dizer, a gente não tem um sistema eh de previdência eh satisfatório, né? E e a gente também não tem um plano de previdência paraa vida eh de forma privada, não paga um plano à parte e não não se fala sobre isso, né? plano de previdência privada é um bicho de sete cabeças para eh sei lá 80%
brasileira, né? Eu queria que você falasse um pouquinho sobre isso, de que forma esse esse essa questão eh falando de educação financeira, de de eh de comportamento, enfim, quais são esses fatores que que impedem esses brasileiros de poupar além da dessa mentalidade que a gente falou aqui um pouquinho, >> a previdência social, ela é o um instrumento hoje que a maioria eh idealiza, né? Por incrível que pareça, as pessoas ainda esperam se aposentar pela previdência social. o, por exemplo, INSS, quando a gente fala da previdência eh pro setor privado. E aí eu costumo mostrar um
cálculo que a gente faz que a média de da previdência social, do benefício pago pela previdência social, tá em torno de R$ 2.500 por mês. Parece pouco, talvez muito para alguns, mas o fato é, se você tiver que ter um capital para te gerar R$ 2.500 por mês, dos 65 anos aos 95 anos, porque a gente tá vivendo mais, então nós estamos falando de 30 anos. E aí as pessoas se surpreendem e normalmente elas criticam porque elas não confiam no cálculo. Mas a gente prova por A + B você precisaria acumular entre R 600 a
R 1 milhãoais, ou seja, R$ 2500 por mês. O poder de compra de R$ 2500 por mês por 30 anos equivale a você ter guardado R 600.000 a R 1 milhãoais. Então a previdência social ela não pode ser negligenciada. O que que acontece? a gente não pode contar com ela porque outras reformas além da reforma que houve recentemente em 2019 virão. Então a gente precisa ter a nossa própria previdência, mas não desconsiderar a previdência social. Essa conta faz muito, faz muita diferença. Como você economizasse do seu patrimônio, vai 1 milhão deais. E a gente não
faz ideia, né, quando a gente é jovem, do tanto que a gente fica mais caro, né, com o passar do tempo, né, porque, por exemplo, dá um problema no joelho, [risadas] dá um, né, se você tem que ter uma certa mobilidade, aí você não pode mais dirigir, daí você vai usar o transporte público com problema no joelho, não vai, você vai andar de Uber, você vai, né, aí tô falando de uma realidade eh classe média, tá gente? se que, enfim, isso eh fora da classe média é ainda uma questão muito mais eh mas um plano
de saúde, né, para uma para uma pessoa, um plano de saúde privado para uma pessoa com mais de 60 anos, é quase o valor da total da da previdência, né? e e as outras coisinhas. Você precisa de óculos, você precisa de consulta frequente no médico, você tem que fazer mais atividade, você tem a longevidade exige, né, um um cuidado maior, esse cuidado tem custo, né? Então, e a gente não tem essa visão quando a gente tem 20, 30, até 40 anos, até começar a a sentir as dores, acordar todo dia com dor no corpo, você
não tem essa [risadas] essa noção, né? >> Sim. É, [roncando] isso é interessante. E aí, em termos de comportamento, só completando, eh, a gente lida com a poupança, o ato de guardar dinheiro, eh, não só em função dessa, dessas questões culturais de hiperinflação que nos tornou curto prazas, mas também porque no Brasil a renda fixa, né, a tal da taxa celica, aí ela tem uma característica de ser elevada. Então a gente acaba guardando dinheiro em instrumentos que são mais conservadores. Então a gente tem medo de assumir risco e isso acaba fazendo com que o esforço
nosso de poupança para acumular seja maior. E por outro lado, se eu sou curto prazista, eu tô priorizando a liquidez, né, a disponibilidade desse dinheiro, o risco é você não ter prosperidade nessa longevidade. Então, o nosso comportamento de certa forma curto prazas nos prejudica para investir e nos prejudica para consumir. Antigamente a gente até considerava num planejamento que o custo na aposentadoria seria 30% menos do que na vida ativa. Isso que você trouxe traz, né, mostrando, por exemplo, os gastos com saúde, porque nós estamos vivendo mais, tá? década de 1920, eh, com a expectativa de
vida das pessoas girava em torno de 56, 57 anos. Hoje, por mais que BGE, o IBGE, eh, traz ali algo em torno de 76 anos, só que na medida que você vai envelhecendo, essa expectativa ela vai aumentando. Então, já tá acima de 80 anos. Então, os gastos com saúde eles aumentam. Então, o que que o que que acontece? A conta mudou. O que você gasta na sua vida ativa é o que a gente acaba usando como custo de padrão de vida para a sua etapa ali de aposentadoria e de longevidade. Então, os custos com saúde
eles aumentam significativamente. >> É, eu eu [roncando] eu fui brinc marido, falei: "Tô virando uma uma senhora cara, porque eu já preciso de um carro automático." Ó lá, marido, eu não consigo mais dirigir um carro manual. [risadas] >> Meu joelho não deixa. Vamos lá. Brincadeira. Mas vamos lá. É, a gente falando mais especificamente de de desequilíbrio, ah, emocional, enfim, por conta do impacto financeiro. Quando a gente fala disso, você comentou alguns fatores e algumas eh alguma relação entre causa e consequência que você falou da da questão familiar, né, da da questão eh individual mesmo de
de do impacto na saúde mental individual da pessoa. Enfim, fala um pouquinho mais sobre essa questão do desequilíbrio e até até onde vai essa esse impacto felicidade ou da não felicidade financeira, né? >> Existe uma fronteira que define o que é felicidade financeira quando a gente traz uma análise eh econômica e então a pergunta é que todo mundo faz, né? O dinheiro traz felicidade? Então depende. O desafio é você ter o dinheiro e ou lidar com o dinheiro nessa fronteira entre a segurança e a relação de poder. Então quando a gente não está coberto, nos
sentimos inseguros porque não temos o suficiente paraa nossa subsistência, pro nosso bem-estar financeiro, sim, o dinheiro então não nos traz felicidade. a gente precisa do dinheiro. Por outro lado, quando a gente ultrapassa essa fronteira, né, e que o dinheiro aí ele passa a ser abundante, aí a gente entra numa outra relação com ele, que é essa relação de poder. Tanto na relação de poder quanto na relação de segurança, o dinheiro ele nos torna infelizes, né? Então, o desafio pro dinheiro nos trazer de fato bem-estar é conseguir equilibrar, chegar nessa aquela linha segura, >> entre segurança
e o que é poder. Uma relação saudável com o dinheiro. Quando você tem mais, é você também pensar em doar. Agora, quando você tem menos, você tem que eh aprender a lidar para poder construir patrimônio, né? E e o mercado financeiro ele funciona como um fermento. Você não faz um bolo só com fermento. Então a renda oriunda do seu trabalho ativo é o que vai eh permitir que você crie capital, desde que você saiba transformar esse trabalho na parte que você vai poupar em capital. Então, a grande maioria está exatamente nessa zona de insegurança financeira,
que isso já tá afetando exatamente a a questão de subsistência. E tem um outro fator que tem complicado isso, além da digitalização do dinheiro que eu comentei aqui, que é o Pix, que essa invisibilidade faz a gente gastar sem controle. >> Sim. >> As pessoas estão com o orçamento comprometido com apostas, com as tais bets. >> Ah, isso é uma loucura. E e antes disso eram os bingos, né? Antes disso eu posso falar, no caso, na família de gente que se afundou de Binho. >> Só que a as betes elas são mais complicadas porque e
combina com essa digitalização, né, com tecnologia. >> Mais rápido, você perde mais dinheiro e mais rápido, >> mais rápido. Você tem um aplicativo que está ao câncer. O bingo tinha uma certa aflição, porque você tinha que sair de casa para ir até o bingo. A loteria, tem que ir numa casa lotérica. Quando você tira o dinheiro da carteira, como fazia antigamente, você tem pelo menos a percepção de que está gastando dinheiro. Hoje não mais, porque você cadastra o seu cartão ou faz um Pix, tem um aplicativo que tem uma engenharia que mexe com a sua
dopamina, que leva ao que a gente chama de ludopatia, que é o vício. Então, as pessoas já estão viciadas acreditando, inclusive que apostar é uma forma de investir dinheiro. >> Sim. >> Só que aposta não é investimento, é um jogo de azar. não tem nenhuma correlação, né? De maneira que eh você vai ganhar, porque o sistema que foi feito para faturar em cima da sua perda significa que você não tem como ganhar. Então, tudo isso tem feito com que as pessoas eh tenham agravamento em relação à sua segurança financeira. Então, a dívida, eh, e até
o a tentativa de de encontrar na Betinho para resolver os seus problemas financeiros tem exatamente perpetuado esse nível alto de endividamento que nos encontramos. Então, as pessoas com insegurança financeira, elas não dormem bem à noite. Eh, as betes elas são silenciosas porque as pessoas nas suas relações familiares elas escondem, >> né? Ninguém fala sobre Bet, tá todo mundo na Bet, mas ninguém fala sobre Bet. fala sobre Bet. Eu, quando eu falo sobre Bet em palestras, você percebe, as pessoas ficam quietas porque elas sabem e elas estão se identificando com aquela situação, assim como as pessoas
também não falam sobre dívidas. Por isso que o laud budget nos Estados Unidos é um movimento bem interessante, porque diferentemente da nossa cultura aqui, lá pelo menos as pessoas falam abertamente. E o falar abertamente é o primeiro passo para você começar a se organizar financeiramente, porque você precisa primeiro aceitar que você precisa de ajuda. Você precisa primeiro se autoconhecer. Se você não aceitar e não se não tem essa autoconsciência, você não vai conseguir, né, lidar bem com o dinheiro. >> Não vai paraa frente, né? Legal. Eh, o índice financeiro, o índice de felicidade financeira em
uma escala de 1 a 10, eh, a média geral ficou em 5.2 no Brasil. Isso é é Brasil, né? Isso. >> E entre os endividados críticos ele despenca para 2.6. Ã, e aí a gente tem um pouco esse esse essa relação, né, que você comentou, mas só para deixar [limpando a garganta] claro esse essa correlação aí do índice que foi medido na pesquisa, que houve mais de 3.000 pessoas no Brasil. >> Pode parcer, pode parecer paradoxal, né? Porque ao mesmo tempo que o brasileiro ele ele se sente feliz de maneira integral, do outro lado o
índice que de infelicidade que ele tem tá relacionado totalmente ao dinheiro. E aí é a maneira como ele se autoavalia. Então o brasileiro ele se vê financeiramente com uma nota 5 de 10 e aquele que está endividado, ele se autoavalia com um índice em torno de dois. Verdade. >> De uma escala de 10. Então aqui, por mais que o brasileiro ele seja feliz na maneira como ele lida com, né, os improvisos da vida, >> adversidade, >> comers, as adversidades que ele tem, [limpando a garganta] a capacidade dele de adaptação, não tem jeito. O dinheiro é
a é o ponto que faz, né, com que todo mundo se sinta inseguro, porque tem uma baixa saúde financeira. >> Legal. Bom, você tá aqui com a gente até agora. Eh, curte, comenta, compartilha, eh, dá um like aí pra gente. Nós, eh, batemos uma meta recentemente aí de seguidores no canal. Queremos queremos ampliar ainda, bater mais metas, né, eh, para a nossa ter a felicidade financeira e a felicidade youtuber. Então, vamos lá, gente. Vamos curtir, compartilhar e, e, e assistir e engajar aqui no nosso canal. Mas vamos lá. Hum. Por que que o que o
simples fato da gente ter clareza, eu acho que isso tudo que você falou já é uma justificativa, mas pensando em termos mais materiais, mais práticos, porque o simples o simples fato da gente ter clareza financeira >> eh já diminui o nosso nível de estresse de ansiedade com relação à finanças. É, quando a gente tem a consciência, a gente consegue eh trabalhar o lado racional, porque na no fundo no fundo planejamento financeiro >> sobre comportamento, >> a maneira como a gente lida finanças não é uma ciência exata. Eu, por mais que eu seja engenheiro e gosto
do dos números, porque a minha formação é engenharia, depois me tornei planejador, me certifiquei e na certificação você estuda muito, mas do lado da economia, do lado da ciência exata. Agora, a ciência exata em finanças, ela parte de uma premissa que é a pessoa vai decidir de um em relação a A ou B. Aí em função dessa decisão é que a matemática funciona. Então a matemática ela explica um comportamento, mas o que dispara é o comportamento. Então já dizia Canema, 90% das nossas decisões, elas são emocionais. >> Sim, >> né? E aí para você poder
lidar com essa emoção, você precisa reconhecer, você precisa ter esse autoconhecimento, porque senão você não vai conseguir racionalizar. E se você não racionaliza, tudo que existe de finanças, que é dito de ferramentas, de processo, de mercado, ah, como investe, você não alcança, né? porque o seu comportamento, o seu lado emocional não permite. Então é é é para mim, né, de tudo que eu tenho estudado e atuado atendendo aí, como eu comentei, mais de 100.000 1 pessoas é o comportamento que acaba definindo a maneira como a gente vai lidar com dinheiro. Então eu tenho pessoas que
ganham muito bem, é que eh é infeliz porque da mesma forma que ganha muito bem, está endividado de maneira que já usou cheque especial, cartão de crédito, aquela coisa toda, e não consegue ter tranquilidade. Por outro lado, tem pessoas com renda menor, mas que conseguiu e ajustar o seu estilo de vida, né, para viver dentro das suas possibilidades que tem bem-estar. Então, perceba, os mecanismos são os mesmos pro para tratar as duas situações. >> Sim. >> Agora, a diferença está na maneira como a gente se comporta em relação às nossas decisões financeiras. >> É legal.
E aí, nesse ponto, né, como que a gente o que que a gente fala para para alguém que tá aí? precisando dar esse primeiro passo, né, para ter essa clareza para além de de aderir ao super rico. >> Uhum. >> Além de tá dentro da plataforma, o assim, é uma planilha, é um é uma questão comportamental que precisa ser vista antes disso. O que que a gente traz em termos práticos para quem tá nos assistindo para começar um um um caminho para ter um pouco mais de clareza financeira? A primeira etapa, eu costumo falar da
jornada da saúde financeira, né? Aqui seria um um passo a passo. O primeiro passo é você inevitavelmente e olhar de frente paraas suas finanças. E como que você faz isso? olhando seu comportamento de gasto. E aí, por mais que a gente tenha a plataforma >> extrato, >> ferramentas, Open Finance para facilitar, né, a leitura de extratos, você vai precisar anotar tudo isso e entender em relação ao que você ganha, quanto que sobra no final do mês e você vai se surpreender porque não vai sobrar, pelo contrário, tá faltando. E essa falta, ela está sendo coberta
de forma invisível pelo cheque especial, pelo cartão de crédito. Então esse negativo ele vai aumentando porque os juros de um cartão de crédito, de um cheque especial são juros explosivos. R$ 1.000 que você deve no cartão de crédito se transformam em R$ 6.000 em 12 meses. 5.000 só de juros. Então, enquanto você não entender o que está acontecendo, você não consegue dar nenhum passo. Ah, Carlos, eu gostaria de começar a guardar dinheiro, de investir. Não, não dá para você investir, porque de repente você está nutrindo uma dívida que é uma bola de neve. Então é
melhor primeiro você equalizar essa dívida, porque o juro dessa dívida é muito maior do que o retorno que você teria ao investir. E eu sei que quando você fala de olhar pro seu orçamento que isso é uma coisa chata. E eu pelo menos eu eu aqui eu tenho dificuldade. Eu assim às vezes eu passo a data de pagar a conta porque eu não tô afim de olhar para ela [risadas] e e é uma coisa e gente e eu tenho formação de coaching de de né tudo que você imaginar na área do comportamento humano. Então se
para mim, né, eu que tenho algum nível de conhecimento sobre isso, já é difícil, né? uma pessoa que não tem conhecimento nenhum. >> É, é muito difícil. E mesmo aqueles que têm, eles não progridem. Porque uma coisa é fato, quando você faz essa radiografia ou esse raio X, a saída ela não é um remédio de curto prazo, é um remédio que vai trazer o efeito, mas no médio e longo prazo. Então vai exigir que você tenha disciplina. E disciplina é fazer o que precisa ser feito. >> Infelizmente, gente, não tem outra saída. E e é
muito engraçado, né? Porque eu percebo que quando a gente fala que é uma questão comportamental, às vezes não é nemum gasto emocional, né? Não é nem uma coisa assim, ah, estou tapando um buraco X ali no meu coração, aquela coisa, vou vou vou tapar com uma compra ou com às vezes não é isso, aquela compra de conforto, né? que a gente faz consumo de conforto. >> Às vezes é uma questão de organização de fluxo mesmo. A pessoa gasta antes de receber, ela já conta, ah, mas eu vou receber, ah, então vou comprar agora. E aí
quando o dinheiro chega, a conta não fecha, né? É muito comum, porque quando isso tudo tá num nível abstrato, como você falou, é é o Pix digital, é o extrato, um extrato aqui, uma planilha ali, tá tudo desconectado e tudo muito abstrato, né? A gente não tem essa visão de de longo prazo, do dinheiro que vai receber, do que você tá comprando agora, do que vai entrar, que não vai casar, que não fica totalmente bagunçado. Realmente uma confusão. >> A gente faz o orçamento que eu costumo dizer que é orçamento mental, >> é, >> sabe,
conta de cabeça, toda parcela cabe e aí não vai funcionar. A gente tem que racionalizar essa essa emoção para traduzir isso numa ciência exata. Então vai ter que encarar essa planilha, né, de frente. E e aí eu sempre recomendo, avançando na jornada da saúde financeira, que é tudo bem, você vai não vai gostar, talvez da fotografia que você vai ver. Organiza esse padrão de gasto em três grupos. aquele grupo dos gastos que são essenciais, o grupo dos gastos com lazer, que eu chamo de sociais, e o grupo de gastos, gastos entre aspas de autorrealização, a
viagem que eu quero fazer, a casa que eu quero comprar. E mais ou menos coloque ali um esquadro, só como referência para um orçamento equilibrado, 50% deveriam ser consumidos paraa sua subsistência, que são os gastos essenciais. 30% para lazer, gastos sociais, e você deveria ter 20% destinado à autorrealização. Coloca isso como meta porque vai primeiro facilitar quando você simplesmente eh agrupa os seus gastos nessas três grandes áreas e tendo uma meta, pelo menos você vai ter um direcionamento, você vai ter uma motivação. Agora é fato, até você conseguir enquadrar nesses três grandes grupos, vai levar
um tempo. E a motivação ela funciona como uma faísca, né? Ela vai e volta. O que vai fazer com que você consiga ter uma transformação nessa primeira e a etapa mais importante, que é eh entender, né, o seu padrão de gasto e você se adequar dentro da ficar dentro das suas possibilidades. Eh, é a disciplina. Então, não é a motivação, né? É a disciplina. Você precisa dos dois. A motivação impulsiona. Agora, o que vai te levar à frente é a disciplina, >> tá certo? E uma coisa que me ocorre, né, agora me ocorreu eh as
as redes sociais e aquele movimento eu mereço, eu isso, aquilo também ajudam a a gente a se desorganizar, né? Aí vem a comparação. Eh, acho que tem que tomar esse cuidado, porque é claro, as redes sociais, quando se fala de dinheiro, as pessoas não vão para falar das suas dívidas, né? Eh, não, o risco aqui se, né, parecer perdedoras. Todo mundo quer mostrar que são pessoas vencedoras. Então isso acaba induzindo de forma equivocada todos nós, porque a gente faz, né, das redes sociais do que a gente vê, a gente faz aqui, daquilo um espelho, né?
Eu eu almejo, eu quero ser isso também. E aí, sem controle a gente vai começar a gastar. E sim, essa comparação faz com que a gente gaste mais. >> É, e esse estímulo, né, que fazer a gente pensar # eu mereço, que se você pensar, você merece. Mas você merece tudo. Mas se não tem, não tem, né? [risadas] >> É, é, >> não tem jeito, né? >> Tem que comemorar. Que que eu recomendo pras pessoas? >> Se organiza para >> se organiza e comemore. Aí o eu mereço ele é legítimo, né? Se você alcançou aquela
meta, você merece. Mas primeiro para que o merecimento ele não venha de, né, um gasto e improvisado por impulso, comece esse planejamento, coloque essas suas metas e a cada meta que você alcança, sim, comemore. Você merece. >> Legal. Ã, e nesse ponto, ã, como é que a plataforma Super Rico atua, né? Você tá falando de toda essa jornada, qual o apoio que quem tá nessa jornada encontra na plataforma? Toda toda essa essa curva é ela é feita, todo esse caminho ele é feito via plataforma. >> A gente criou uma um conceito que a gente chama
de curva de vitalidade financeira, >> que eu ia pedir para você explicar inclusive na sequência, >> porque como as pessoas estão vivendo mais, eu dei o exemplo aqui do INSS, R$ 2500, quanto que eu tenho que ter guardado? Então o planejamento ele não pode ser quanto que eu guardo por mês, mas eu preciso fazer uma conta para entender quanto que eu tenho que acumular. E esse acumular ele vem da renda que você vai precisar ter. Então a gente não tem que pensar em quantidade de dinheiro guardado, mas sim em renda. E renda significa o seguinte:
se meu padrão de vida custa R$ 5.000, custa R$ 10.000 R$ 1.000 por mês e eu vou viver até 100 anos, então tenho que fazer a conta ao contrário. A partir de 100 de de R$ 10.000 por mês, quanto que eu tenho que acumular para ficar independente? A curva de vitalidade ela mostra exatamente isso e e ela não é uma fotografia, ela é um filme, porque a economia ela vai afetando a maneira como a gente vai acumulando o patrimônio. Então a curva ela ela é uma coisa dinâmica. Então você tem a sua meta e você
tem os seus objetivos de vida. E aí você tem um gap entre o que você está fazendo com seu dinheiro hoje versus o que você precisaria. E aí nesse gap a gente tem uma metodologia que a gente chama dos quatro ciclos da saúde financeira, que é a resiliência financeira, a o equilíbrio financeiro, a inteligência financeira e a segurança financeira. A resiliência financeira é primeiro comece pela sua reserva. Ah, eu não tenho reserva e eu não tenho condição porque estou endividado. Tenha pelo menos um seguro. Mas não seguro, quando fala assim de seguro, as pessoas pensam
no na morte, não. Seguro em vida. Porque se de repente você sofre um acidente que te inabilita ali de gerar renda, esse seguro ele vai cobrir isso. E aí evita que no próximo passo, que é quando você tá buscando o equilíbrio, que você não se individe por um imprevisto. E o que quando a gente fala de plano, por mais que a gente tenha um alvo, esse alvo é móvel. O segundo passo, que é o equilíbrio, ele vai te ajudar exatamente nessas três grandes áreas que eu comentei de gastos essenciais, sociais e eh autorrealização, ela você
vai conseguir trabalhar uma metodologia para encaixar um orçamento que faça sentido. >> Sim. com o orçamento que faz sentido, essa autorrealização vai paraa inteligência financeira, que é a maneira como vou investir, que vai além do guardar, que não é a curto prazo, é pro longo prazo. E na maneira e e na e na na medida que você vai aumentando o seu patrimônio, ele tem que durar para te gerar aquela renda lá na frente. Então você tem que aprender a proteger esse patrimônio, que é a etapa da segurança financeira. Então veja, a gente tem o guia
que é a curva de vitalidade financeira e um processo que é uma metodologia de planejamento financeiro, que a gente procurou simplificar em quatro grandes etapas: resiliência que te leva a equilíbrio, equilíbrio para inteligência, inteligência paraa segurança financeira. A plataforma ela entrega tudo isso, não tem custo, é gratuito, são ferramentas, só que a gente acredita que tal qual você tem o seu médico, como já falamos, ou advogado, é importante também ter o planejador. Acho que você consegue ir até certo ponto, né, do da do ter a consciência. Agora, a partir daí, você precisa ter uma ajuda
profissional, porque o profissional ele não vai decidir por você, mas ele vai fazer todas as recomendações de causa e efeito para que você tome a melhor decisão. Então, a plataforma ela tem os profissionais planejadores como médico mesmo, né? E analogamente a gente chama de saúde financeira, porque para nós, né? É para você ter saúde integral e poder viver bem a vida toda. Saúde financeira é o pilar basal ali, né? Com a saúde financeira, você tendo o seu nível de segurança daquela fronteira que a gente comentou, é o pilar para você poder ter saúde social, poder
ter saúde mental e consequentemente ter saúde integral. >> É, eu eu cito muito aqui no no podcast um estudo da da Galope, né, que vem da do índice geral, né, de bem-estar. eh, global, que eles fazem mais de de 150 países essa pesquisa. E eles falam de cinco fatores para que a gente tenha um bem-estar eh num nível bom. Quer dizer, não é não é não adianta você ter saúde e não ter não ter saúde financeira, não adianta você ter saúde financeira e não ter saúde. Quer dizer, todos esses fatores eles estão interligados. E é
muito importante a gente falar sobre saúde financeira porque de uma certa forma ele impacta todos os os outros fatores de bem-estar que são cinco. >> Uhum. né? Legal. Ã, eu vou pedir para você deixar uma uma uma mensagem final aqui pros nossos eh pra nossa audiência. Ã, qual a recomendação mais simples que você daria hoje para uma pessoa que tá ali precisando e tendendo a a ã fazer um um movimento ali para reduzir o seu estresse, a sua ansiedade financeira? Que que você fala para essa para essa pessoa que tá aqui vendo a gente até
agora? >> Sim, sim. Que que eu falo para as pessoas, né, e a maioria está vivendo esse problema hoje, eh, comece, mas procure talvez um apoio profissional. Não é porque nossa plataforma tem planejadores. O Brasil, felizmente tem muitos profissionais hoje no mercado. Então, para você dar esse primeiro passo, pensa, quando se fala em saúde física, eu quero melhorar minha alimentação, você vai buscar um profissional que é o nutricionista, nutricionista. Ah, eu quero perder peso. Além da alimentação, quero fazer academia. você vai buscar um profissional que vai te ajudar a dar esses primeiros passos. Então, felizmente
no Brasil hoje eu represento também a associação que certifica esses planejadores. A gente já tem 10.000 planejadores, é pouco, aliás, 12.000 precisamente é pouco. Eh, uma boa parte desses planejadores já atuam de maneira independente, de forma muito, muito acessível. Então, busque um apoio profissional. E a depender, por exemplo, da questão das betes, se as pessoas já estão viciadas, até antes de buscar um profissional de finanças, busque um terapeuta, um psicólogo, né, até psiquiatra, porque se você não aprender a lidar com esse seu comportamento, esse seu vício, eu dei o exemplo da Bet, porque a Bet
é que está mais em evidência, mas você tem outros vícios que minam a sua saúde financeira. Então você vai precisar realmente de apoio profissional. Esse profissional ele vai te ajudar a dar esses primeiros passos. Então [música] de imediato, para você ter tranquilidade, busque um profissional que vai eh te ajudar e vai te dar essa segurança para você sair dessa inércia e começar. Você não vai começar e eh sozinho, você vai ter mais dificuldade. Se começar sozinho, você vai parar. [música] Então você precisa de alguém que te ajude a sair da motivação e te dar a
disciplina. >> Legal, gente. Eu conversei aqui com o Carlos Castro e CEO e fundador aí da Super Rico, da plataforma Super Rico. Nós vamos deixar aqui todos os dados da plataforma para vocês conhecerem, [música] entrarem lá, enfim, bater um papo aí, se for possível, com os, né, com os os agentes aí, >> planejadores, >> os planejadores da plataforma. Eh, obrigada, Carlos, pela sua presença. Espero te ver mais vezes aqui no programa. >> Obrigado, Jara, mais uma vez e fico à disposição. Pode me convidar que será o maior prazer falar mais sobre esse tema com vocês.
>> Legal. Obrigada para você também que ficou aí com a gente até agora. ล [música]