E aí, olá! Boa noite. Eu não sei se alguns de vocês têm vindo em todas as suas curso.
Já estamos no terceiro. Quem está vindo pela primeira vez, seja muito bem-vindo. A intenção desse a sequência, além de ser evidentemente um trabalho beneficente voltado para nos ajudar com as nossas obras sociais, é a ideia de fazer com que a gente conheça as nossas ferramentas.
Todos nós sabemos que a crise que vivemos é uma crise de valores. Alguém tem dúvida disso? Todo mundo fala sobre a crise, a crise do momento em que vivemos.
A crise é a falta de recursos materiais, a falta de valores. Sabemos que todas as faltas no plano material são reflexos das faltas no plano sutil. Aqueles que têm o hábito de assistir às minhas palestras no YouTube, sempre cito o exemplo: só o tolo acredita que as causas da miséria física estão no plano físico.
As causas da miséria estiveram e estarão no plano psicológico, moral e espiritual do homem. Ou seja, a fome não é falta de alimento, é falta de fraternidade; a pobreza não é falta de bens materiais, é falta de integridade, honestidade. Aquilo que realmente nos falta são valores.
Portanto, é a ser uma ideia antiga que se juntou de uma maneira muito feliz com essa intenção porque o trabalho que fazemos com as crianças, nosso projeto social, é exatamente um trabalho de formação e de valores. Aliás, o nosso programa de filosofia é também uma formação em valores. Eu resolvi destacar esses valores.
Não tem muito como a gente saber se a gente tem ou não tem valor e se a gente não sabe o que eles são, em geral, não sabemos o que eles são. Já é alguma coisa que talvez pareça um pouco surpreendente para vocês, mas essa é uma constatação de 30 anos como professora. Mas não sabemos nem o que nós andamos pensando durante um dia, que dirá quais são os valores que a gente tem?
Que a gente não tem? Nosso nível de autoconhecimento é assustadoramente baixo e eu garanto para vocês que a filosofia vai paulatinamente tirando os véus que existem entre nós, o rosto e o espelho, para que a gente possa perceber um pouco das ferramentas que tem, daquelas que poderíamos ter utilizado, das que não utilizou. Então, você diz: o mundo carece de honestidade, o que é honestidade?
Como tratar disso? Na semana que vem, o mundo carece de justiça, o que é justiça? Bem recentemente, fazia uma palestra que achei muito interessante, uma experiência muito boa que desfilei: a uma formação de juízes recém-formados, recém-aprovados em concurso público.
Me chamaram para fazer uma palestra sobre quem sabe justiça, porque do ponto de vista do direito, já sabemos mais. Eu achei curioso como do ponto de vista da filosofia, os conceitos básicos de justiça para a filosofia não são novidades. Para eles, achei isso bem curioso, bem interessante.
Ou seja, nós estamos tentando descobrir as ferramentas que temos, o que poderíamos ter ou a sombra delas que é o defeito, é o vício. Defeito, vende, defecto, vazio, vácuo. Ou seja, todo vício, todo defeito é um vazio de uma virtude, é a sombra de uma virtude, aquela sombra que ainda não foi ocupada, não porque você não a tenha, faz porque ele não está consciente dela, não sabe procurá-la dentro de si.
Minha intenção nesse ciclo, que eu espero que vocês acompanhem durante todo o ano, é fazer uma cobertura daquilo que, para o ponto de vista da filosofia tradicional, o mundo platônico, mundo clássico, eram as principais a ferramenta de trabalho de alguém que possa dizer com toda honestidade para si própria: eu sou um ser humano e as ferramentas de trabalho básicas, assim como você pode dizer o que é um automóvel bom, independente do modelo. Tem quatro rodas, tem um volante, tem uma capacidade de uma carroceria, um assento que a passar desenvolver alguma velocidade de deslocar de um lugar para outro, isso é automóvel, não? Pelas vossas obras vós conhecer e quais são as obras que dão a conhecer um homem?
As obras que ele constrói e não através de suas rodas, nem volante, nem carroceria, mas eu já vejo seus valores. Porque aquilo que ele faz, que não é dotado de valores, não é uma obra humana, é uma obra de um animal que ainda não se humanizou, um animal que tem dentro desse humano em potencial, para ser um potencial não realizado. Entendam bem, gente.
Eu gostaria de deixar claro para vocês de onde nasceu esse projeto e o que ele significa, esse é um projeto de construir o quebra-cabeça de si próprio conhecendo cá é uma de cada vez é o processo de humanização. Porque eu trago aqui para vocês é uma síntese de algo que a gente trabalha dentro do curso de filosofia, evidentemente, porque tudo é extraído da filosofia, mas uma maneira condensada de tal forma que você possa se sentar na frente do espelho e perguntar: eu tenho fraternidade? Agora que eu já sei mais ou menos o que é, pausa e ainda fiz uma maldade com vocês, bem maldosa mesmo.
Espero que vocês não fiquem magoadas comigo. Que é o seguinte: como a gente vai falar da fraternidade e a sua sombra que é o egoísmo, é o pior bicho papão que vocês vão encontrar nesse ano, é essa sombra de hoje. Pegou?
Isso na maior dos males. Eu fiz um pequeno questionário, que não vou distribuir agora, só vou destruir depois do intervalo, para ninguém ficar traumatizado, que é para vocês dobrarem e levarem bonitinho para casa e fazerem para si próprio diante do espelho, para perceberem o quão egoístas são. Olha, eu já avisei, não vale mais.
Mas eu, dentro de sala de aula, quando pego um grupo de alunos, às vezes um grupo grande, pergunto para eles: vocês são egoístas? Não. De jeito nenhum.
Mas eu? Egoísta? Eu acho.
Extraordinário! Porque uma amostragem de 30 alunos não tem um egoísta, você quase que milagroso. Aí, você vai se fazer perguntas, é isso aí.
Ou faz isso ou é isso, também acho isso. Ou outro para, bastante frequentemente, fácil, ou pelo amor de Deus, então, o quê que você pensa que é ser egoísta? O que é?
Sempre que a gente trabalha com coisas impalpáveis, ou é porque a página perguntar para uma pessoa como é que é construído um raio laser, uma bomba atômica, ela saber de escrever melhor para mim do que se inscrever como é feito o ser humano, vocês não acham? Não é capaz de uma pessoa mediana, com uma cultura geral mediana, da meia-vida, escrever melhor, uma bomba de hidrogênio, do que um ser humano mais ou menos, o processo, como funciona, como explode, os danos que causa, que o ser humano como assim, ausência de tal elemento, a presença da sombra desse elemento, então, dose explode, explode e causa que tipo de estrago, cadê esses estragos na sociedade? Alguém sabe?
Nós vamos falar sobre isso hoje. Por exemplo, qual é a deficiência que faz com que os seres humanos achem irrelevante a queima de um museu e de um templo e que tipo de deficiência gera esse tipo de indiferença? É como um bolo, hoje é muito raro sem falsas vaidades.
Mas eu tenho que dizer isso para vocês, hoje é muito raro conhecer pessoas que têm aquela sensibilidade para culinária do tempo das nossas avós, do tempo das nossas mães. Hoje tem algum chefe de cozinha, mas naquela época todo mundo tinha isso. Minha mãe, você dava para ela um alimento e ela sabia te dizer o que tinha sido colocado demais e o que tinha sido colocado de menos por muito complexo que fosse.
Isso levou um ovo a mais e ficou desse jeito. Gente, a gente vai, para mim, era um negócio fora do comum. Eu não tinha nem percebido que tinha o ovo ali, e ela sabia dizer, ficou nesse estado porque levou um ovo a mais.
Sabia reconhecer esse gosto no meio de uma comida qualquer, levou uma pitada mais de pimenta do que deveria. Palavra, tenha santa paciência. Vamos e venhamos, do paranormal para mim, você não perceba absolutamente nada.
Mas imaginem você começar a olhar para a sociedade com o desenvolvimento, um depurar do conhecimento do ser humano e de esse problema social é porque esse ingrediente está sobrando ou tá faltando. Esses ingredientes são os valores humanos. Ah, e dá para gente desenvolver esse nível de conhecimento, que você olha para as coisas, digo isso aí excesso de tal coisa ou é falta de tal outra, como um bom cozinheiro, é possível saber os ingredientes da condição humana e saber dos alunos identificar o seu excesso ou a sua carência.
E hoje, com certeza, sem exageros, mas estamos trabalhando como um dos mais importantes, um dos principais ingredientes da vida, que é fraternidade. E vamos ficar, porque eu tô falando disso, dos valores humanos, um dos mais importantes para a vida é a fraternidade. Oi, e um dos mais dolorosos e prejudiciais para a vida é a sombra da fraternidade, é o seu vácuo que se chama egoísmo, esse é o grande bicho-papão de onde nascem, em geral, todos os outros.
Aí, nós estamos falando de coisas bem completa, vocês forem ver grupos idealistas ao longo da história, que é de linha religiosa, quer de linha política, quer de linha ideológica, em geral, eu posso dizer que a quase totalidade deles tinha como carro-chefe a busca da paternidade. Eu vou, vocês discordam de mim, olha aí na história das religiões, os movimentos políticos que fizeram mudar o mundo, os movimentos ideológicos que se propuseram a fazer alguma coisa, quando o carro-chefe de todas as pessoal, a fraternidade, oi, e eu considero que em algum nível alguns alcançaram mais de um nível que esperavam, provavelmente não, porque é um dos elementos mais complexos, inclusive, porque exijo que você atravessa o inimigo mais perigoso que é o egoísmo. Vamos lá, diante desse triângulo tudo, eu gostaria que você entendesse então a proposta do ciclo, como tudo, e esse ciclo não está indo para o YouTube, é algo reservado, depois vamos liberar, de uma maneira diferenciada.
Ele não vai para o YouTube, esse é um ciclo que exige, digamos assim, que vocês saiam daqui. Vou ficarei aqui duas horas, reflitam, pelo menos o dobro disso quando chegar em casa. Se eu fosse fazer esse ciclo assim num tempo ideal, eu teria que sair fazendo testes com vocês sobre cada coisa que eu falo, isso ficaria extremamente longo, considerando que eu tenho que dar pelo menos 12 cursos desses para vocês terem as ferramentas básicas.
Então o que eu tô dando são os princípios básicos para que vão para casa e reflita. Helena Blavatsky, que todo mundo já deve ter ouvido falar, uma grande filósofa do século 19, embora alguns não a considere assim, é de fato que ela era. Ela dizia uma página de um escrito que seja legitimamente bom, exijo que você, ao fechar essa página, tenha pelo menos duas horas de reflexão e para uma página é uma vez contando para você somar privacidade biográfica que eu não costumo contar para ninguém.
E quando eu entrei na universidade, o meu professor passou para nós calouros, primeiro semestre, uma lista de uma lista corrida de ponta a ponta, de cima a baixo com títulos de livros e 10 páginas, esses são os livros básicos que vocês deveriam ter lido. Livros de qualidade que vocês não poderiam deixar de ler. Eu tinha 17 anos na época, aí eu muito revoltada diante disso, peguei essa frase de Helena Blavatsky, coloquei lá, me dei o trabalho de ir na biblioteca e vai mais ver mais ou menos a média de número de páginas que aqueles vídeos tinham, confiando no que ele tinha dito, que todos eles eram de qualidade.
Eu. Apliquei a regra de Helena Blavatsky e cheguei à conclusão de que, se a gente tivesse começado a ler aqueles livros quando eu tinha sido alfabetizado naquela idade, eu não teria terminado ainda. E não contente com isso, ainda disse a estatística para todos os alunos da Claro: sorte dele é que, depois, com o passar do tempo, lendo muitos daqueles livros, eu percebi que não eram tão fundamentais.
Esse é uma das coisas que eu gostaria de alertar a vocês: estamos fazendo formação em valores, determinado momento vamos trabalhar com Deus e o discernimento, mas desde já vamos usando, né, cuidado porque nós usamos certo jargões que não têm sentido nenhum. Essa semana passamos aí pelo dia do livro: ó, quantos mais livros ler, melhor, não é? Quanto mais é quanto melhores livros.
Em qualquer estupidez hoje, você coloca em letra de forma, se edita e se vende porque hoje, escrever não é propriedade de quem tem algo a dizer, mas de quem pode pagar a edição do seu livro. Então, não é quantidade, da mesma maneira que uma pessoa bem alimentada não é aquela que come muito, mas sim aquela que come as coisas certas. Da mesma maneira que vai comida inadequada intoxica, uma quantidade de informações inadequadas intoxica mentalmente.
E uma pessoa bem alimentada mentalmente não é aquela que lê muitas coisas, mas sim aquela que lê as coisas certas. Bom, então é uma coisa muito interessante essa ideia da reflexão que para ser aprofundada exige-se vocês e isso, trabalho e técnica de estudo. Essa estatística não fizerem nenhuma reflexão sobre o que estamos fazendo aqui, em cerca de dois meses sobra menos de cinco por cento do que vocês ouviram e não sobra mais nada, ou seja, são duas horas que vocês vão perder completamente em 60 dias se não houver alguma reflexão sobre o que estamos falando aqui.
A reflexão faz com que a gente tome posse daquele conhecimento que é válido que consideramos como válido. Mais uma vez, uso uma frase do nosso fundador, professor Jorge Angel Livraga, que ele dizia: "O homem não vive daquilo que ele come, ele vive daquilo que ele assimila. " Não é assim que alimenta o teu corpo, tudo que você ingere não é muita coisa jogada para fora, aquilo que você assimila que te alimenta.
E eu espero então que desse ciclo para mim tá sendo uma experiência muito bonita fazer isso, um projeto antigo. Eu espero que desse ciclo possa ficar mais do que cinco por cento assimilado, vocês possam refletir sobre isso. Por isso, eu vou começar a fazer questionárioszinhos para tormentar os pela calada da noite, para perceberem o quanto de fato temos de egoísmo, mas também perceberem o quanto de fato temos de fraternidade em potencial.
Bom, então vamos lá e aí eu gosto de começar a etimologia, todo mundo já me conhece, a coisa que eu gosto demais é ter um bendito dicionário de indo-europeu que eu tive que fazer um trabalho tremendo para achar, porque na língua portuguesa não tinha absolutamente nada que prestar aqui, então fui atrás do espanhol e comprei um dicionário muito bom para quem tem interesse: início de uma altura chamada "bárbara Pastor" em espanhol, que é um dicionário indo-europeu da língua espanhola, mas serve bem para português inclusive porque a gente não tem muitos recursos nessa área em português, somos meio pobres em etimologia. Gente significa "houve uma necessidade que trouxe uma palavra ao mundo", eu quero voltar entender essa necessidade, porque o que hoje essa palavra encobre já não significa nada. Às vezes não tem nada a ver com o que ela encobria lá no início, hoje o que essa palavra expressa às vezes não significa nada do que ela expressava no início e às vezes não significa nada do que ninguém expressou.
A lugar nenhum. É simplesmente não significa mais. E uma das coisas que foi muito mal explorada por essa expressão irmão, todo mundo "irmão", mas na prática ninguém é irmão.
Na hora que pega fogo, quem é irmão? No dia a dia, irmão é meu irmão. É isso aí, meu irmão.
Na prática, quem de fato consideramos como irmão fraternidade? Claro, vende pra ter de flér, que significava "irmãos" originalmente no próprio indo-europeu. No europeu, e então de braquiária, que significa, vejam só que coisa interessante: "aqueles que vieram de uma mesma fonte" e esses eram os braquetes.
Agora, interprete você essa fonte como você quiser, esquecendo que aí tem um monte de outros desdobramentos quase não ser tirar. "Aqueles que vieram de uma mesma fonte. " No nosso momento histórico, a gente só interpreta a fonte física e, mesmo, cheia de restrições.
Eu não poderia interpretar que a fonte física de onde eu vim é o sol e a terra. Não foram os dois que deram meu corpo e a minha vida que me mantém até hoje, mas eu não ligo para isso porque senão teria que confessar que eu tô fazendo o matricídio, atentando contra a minha mãe do jeito que eu atento, não faria o que eu faço. Então, esqueci do meu grau de parentesco com sol e a terra.
Eu pego coisas mais próximas que é o grau de parentesco sanguíneo. O que é simplesmente pai e mãe físicos. Porque o grau de parentesco consanguíneo, até isso foi encurtado a beça.
No passado, havia todas aquelas linhas de matriarcado, patriarcado, onde todo mundo se considerava filho de um patriarca ou de uma matriarca que ficava lá atrás. Hoje, ninguém lembra mais de patriarca e matriarca que fica lá atrás. Se você me perguntar, esses dias eu tava conversando com meu irmão que tem uma memória excepcional e ele me perguntava "você sabe o nome dos nossos bisavós?
". Eu olhei para a cara dele, não faço a mínima ideia. A avó da sua quarta geração?
Não faço a mínima ideia. Ele sabe, por incrível que pareça, não é comum saber. A gente vai até a voz.
E olhe lá! Em geral, se fixa mais em pai e mãe o que é laço sanguíneo, o que é ligação sanguínea, é DNA. Que, se for DNA, hora a gente ia ter que estender muito esse número e talvez há milhões de pessoas, já vamos ver isso.
Então não é nem DNA, uma combinação curiosa de DNA com convivência. Não é meu pai e minha mãe físicos com os quais eu convivi. Esses são considerados as minhas fontes físicas e próximas.
Bem rasteira; tão uma coisa curiosa porque você, às vezes, tem pouco contato com o irmão físico. Vir em cada um numa cidade. Ah, mas se ele passa por uma conjuntura difícil, sei lá, passa por uma dificuldade com a justiça ou comprovando saúde.
Série, opa, isso é responsabilidade minha, isso é problema meu, deixa eu ir lá ajudar. Não posso deixar de ajudar, é meu irmão. Agora, se você considera uma pessoa que não tem nenhum laço de sangue e físico, mas que está muito perto de você, sofrendo às vezes de algo mais grave do que o seu irmão e às vezes com menos merecimento do que ele, ou seja, não fez nada errado, está sendo injustiçado e tá do teu ladinho, já não é tão importante porque não é meu irmão, seja.
Não é responsabilidade minha. Ou seja, nós temos uns laços curiosos onde é como se a gente soubesse ler o DNA e só isso criassem nós alguma obrigação moral de solidariedade. Que é bem curioso esse um belo dia vai ser descobrir que esse seu irmão é adotivo ou você é adotivo.
Uma convivência tem pouca o DNA não conhecido e aí como é que fica é que, às vezes, é interessante, claro que há exceções. Mas, às vezes, aqui as pessoas que estão a sua volta, que a gente conta como amigos, conta com uma segunda família onde o temos uma dificuldade, todo mundo empurra você para sua família, vai lá que eles arcaram com as despesas do hospital, eles resolvem os seus problemas. Seja no fundo, quando as coisas ficam realmente feias, é só essa família física que seja uma avenida que paga o preço.
Ou seja, existe um laço de responsabilidade que a gente aprendeu, a única coisa que a gente vê que é o biológico, próximo, foi engraçado isso, bem curioso porque isso gera em nós uma amarra moral que não é mar, é um começo é, mas deveria começar daí se estender mais, você sabe o que que Platão falava que elas são isso que isso dá uma confusão tremenda, não livro chamado a república que é um dos melhores diálogos de Platão ele diz que os guardiões, os homens mais virtuosos da sua cidade ideal, todos eles quando tiver sem filhos essas crianças seriam pegas e emboladas entre si de tal maneira que, imagina você, você e o seu esposo acabaram de ter um filho. Aí você chega e pergunta e aí é homem ou uma mulher é o seguinte, 35 homens e 42 mulheres, oh, que lindinhos todos os filhos, mesmo eu nunca vai saber quem daqueles 35 homens e 42 mulheres são seu filho, aí que que você vai ter que fazer, amar a todos chega um determinado momento que com essa receita platônica passou uma terceira geração dentro da cidade, todo mundo aparente de todo mundo, e aí ele disse, você estiver não vai dificuldade quem é que vai te socorrer melhor você tem um estranho do lado você tem um primo, tio o pai a mãe o irmão, a se tem um primo, o tio, então, faz todo mundo, você, teu primo, teu tio, pede as relações de parentesco são boas, está são limitadas, a gente tem que dar um jeito de fazer humanidade entender que todo mundo é parente de todo mundo. Aí ele fazia esse pequeno processo simplesmente pegava os filhos, misturava todo ele dizia uma coisa a gente que totalmente verdadeiro, digamos que você teve um filho.
Eu embolei você ficou com 35 minutos de 42. Depois de dez anos tendo esses 35 meninos e 42 meninas com os seus filhos você ainda tem interesse de saber qual deles é realmente seu filho. Faz alguma diferença.
Eu quero os fatores humanos entraram em cena e os fatores biológicos seduziram quase nada depois de dez anos, ninguém mais quer saber o interesse reduza quase nada. Não é curioso isso então é um recurso psicológico que ele usava para quebrar uma trava para o que o biológico fosse um ponto de partida porque a princípio ignorante sem ver nada a não ser os nossos laços sanguíneos, nós gostamos do que está sanguínea mente ligada, mas, mas depois que nós despertamos em outros planos esses laços deveriam se expandir e se não se expandem aquilo que não determinado um aumento dos protegeu acaba do sem laçando e nos prendendo, os aprisionando. Se você percebe isso tá vendo uma grande crise econômica aí que que é que a gente pensa que meu primo que está desempregado, coitadinho, agora que ele não arruma emprego, mas a tem 500 pais de família passando fome com seus filhos.
Ah, mas nenhum deles é meu primo, me interessa, o meu primo tá vindo uma doença e uma gripe e o meu irmão que tem imunidade baixa, uma caixinha de criança por aí tem probabilidade de sofrer mais do que seu irmão, elas não são meus irmãos, não é problema meu. Eu percebi que isso já é um lado mórbido de se sócio, seus laços já não estão mais te ligando, tá começando a te amarrar, se limitar, eles deveriam ser um ponto de partida, mas não limite, aos poucos eles deveriam sendo estendidos em laçando outras pessoas, até em laçar em toda a humanidade, que essa é de fato a nossa família. Hoje eu vejo o projeto genoma, a gente que maquiou genoma da humanidade, não tem detalhes para lá, detalhes para cá, mas a coincidência de.
Quantos por cento há mais de 90 em todos os seres vivos que estão no planeta hoje? Uns vêm, têm traços do daquele pro banho, o outro tem mais traço de de novo denisoviano. Agora tá um monte de humanoide sendo descobertos, né flor?
Em ciências aí, não tem três por cento de não sei o quê. Tá bom? Mais de noventa por cento idêntico, ou seja, laço de sangue.
Sabe quantos tem o DNA parecidinho com teu? 7 bilhões! Se existe um site, um dos muitos, né, que hoje fazem esse trabalho que eu peguei carona numa tabela desse na tabela.
Bem simplória, mas só para vocês terem ideia. É um site de genealogia. Eles fizeram uma projeção, a progressão geométrica com fator dois.
Seja, estão fazendo uma coisa muito simplória. Que tem muitas famílias ao longo da história que tiveram muito mais filhos do que essa progressão dois que eles colocam recentemente. Se fez uma pesquisa nos Estados Unidos, não sei se vocês souberam disso.
Um projeto da área médica onde eles queriam saber influência genética sobre a propagação de doenças modernas. Eles pegaram grupo norte-americano e fizeram uma árvore genealógica muito bem feita com dez gerações. Só 10!
Eu, mais de 10 milhões de seres humanos com dez gerações. Se você já, de repente, um norte-americano, o típico, descobriu que tem parentes na Indonésia, na África, no Japão e no Alasca. Só isso.
10 milhões em dez gerações. Por isso, que eu digo para vocês que se a tabela está bem precária só para ter uma ideia. Que eles fizeram usando o sol para todos vocês.
A cada geração, só se duplica e muitas vezes, de uma geração para outra a multiplicação é muito maior do que o fator dois. As considerem isso aqui tem 21 gerações. Em 21 gerações, dá exatamente 630 anos, considerando essa multiplicação bem limitada, o controle demográfico bem estreito, você teria 4,194,302 parentes geneticamente muito próximos e reconhecíveis por um teste de DNA, como ligados a você.
E eu já falei para você, se considerarem lato sensu homosapien. Somos parentes de todo mundo, mais de noventa por cento de coincidência. Agora, um DNA mais próximo seria reconhecível como da tua família em 24 e 21 gerações.
Perdão, 4,194,302 parentes e essa gente toda tiver doente, você se preocupa? Se estiverem problemas financeiros, se estiverem com problemas com a lei? Não, não deu conta.
Então, eu me limito a um grupinho bem pequeno em mente uma forma muito a vitória. Sei que tomar consciência disso, que esse nosso recorte de quem interessa para mim é muito a vitória. E de fato, deveríamos nos preocupar comunidade como um todo e se a questão é DNA, a questão é sangue.
Quem é seu parente, a humanidade como um todo, só para começar. Se eu te começar de entender, daqui a pouco, ele vai perceber que a vida como um todo é nossa aparente. Se a gente for mais além, a gente vai perceber que os restos, os nossos corpos vão estar na poeira cósmica, vão estar na flor, vão estar numa árvore, aí você vai descobrir que estuda a natureza e sua parente.
Aí vai embora. Quanto mais consciência você tiver, mais parentesco. Portanto, quem gosta de família pequena não é bom ter consciência.
Então, fraternidade vem de fraca e descobrir qual é a nossa origem. Aqui, eu tô falando só do ponto de vista físico, mas quando, o cidadão ainda se mete a perceber que ele é mais do que um pouco físico, ele é mais do que DNA, aí a coisa vai longe, né? E se você tem necessidade de que o mundo seja mais justo, você tem sede de justiça.
Todo ser humano que despertou para a necessidade de justiça, teu parente. E se você tem necessidade desenvolver laço já, mais profundos, todo ser humano que tem sede de profundidade é teu parente. Aí vai embora, aí foi embora.
Ou seja, quem são nossos irmãos, quem poderia delimitar is on, é isso aí. Nós sabe o que medo do tamanho da responsabilidade que temos e por esse medo preferimos não ver, preferimos não saber. Imagina se eu descubro um parentesco desse tamanho?
Como eu vou ter que mudar a minha vida para pensar menos em mim e mais nos outros? Não, não aguento isso. Então eu prefiro não saber, sem dormir de penélope, aquela lá do início, teste durante o dia e vai lá, puxa o fio do tapete na calada da noite.
Mas boicotamos a nossa própria consciência porque consciência gera responsabilidade. Se eu souber, eles vão me obrigar, me responsabilizar com muita coisa. Então, prefiro não saber.
Existe um autor, um romancista que eu gosto muito, de falar dele ele disse que o maior dos nossos medos, vocês pensam que é de que? E era a morte. É da própria vida.
Esse só medo significativo é convivência da dor, da perda, do sofrimento, são muito significativos, mas ele diz o maior medo que a gente tem, o medo do crescimento. Vai que a gente cresce, o nível de esforço que a gente teria que ter para manter essa nova realidade seria insuportável. Eu não aguento.
Então, eu me boicoto. Se você tem que ter nem isso que eu tô falando e a nunca percebi isso procura que você vai ver que toda vez que eu procuro eu acho. Foi muito interessante quando um filósofo, lá pelas tantas da história, um milênio atrás, você tentar, o medo que a senhora diz, é louco.
Ele nem me conheceu. Viveu há mais do que 21 gerações, que viveu há mil anos, viveu há quase 42. Oração.
É que ele sabe de mim, ou não? É que você vai lá testar e você vê que é verdade. Me recordo que uma vez, já tem 30, quase 31 anos, de Nova Acrópole, eu dirigir uma escola e os sonhos a nossa escola é que venham muitas pessoas para conhecer.
O nosso trabalho, que somos voluntários, estamos fazendo voluntariamente um trabalho de desenvolvimento de valores. O sonho, olha a gente, que venha muita gente. Fez aqui é outra coisa que é que muitas pessoas conheçam nosso trabalho, claro.
Aí, um dia, eu cheguei para o grupo que estava organizando uma abertura de turma e perguntei: "Imagina gente, se ao invés de virem a ser 50 pessoas que estão esperando, viessem 500 e todos se matriculassem no curso de filosofia. Como é que ia ser o atendimento no café amanhã e como é que ia ser quantidade de professores que tava dentro de sala de aula? Como é que ia ser o aluguel de outro lugar que a gente ia ter que fazer porque não cabe aqui dentro?
" Imaginar a trabalheira que daria. Todo mundo fez assim. Foi por isso que eles não vem, é por isso que eles não têm.
Que no fundo a gente teme esse sucesso. Aqui na luz do dia a gente ama, na calada da noite a gente tem que. A gente vai lá e puxa o fio, e vai.
Que eu descubro que toda a humanidade é de fato minha parente, já pensou? Qual quer que a taxa do que acontece em qualquer lugar do planeta, eu vou me preocupar, porque ali tem um parente. Os meus, quando eram estranhos, eu não tava nem aí, é a taxa que não Sri Lanka, sei lá, não sei nem onde fica no mapa, problema deles, não tenho nada a ver com isso.
Agora que eu sei que são meu parente, eu vou passar a noite em claro pensando em como tá o pessoal do Sri Lanka. Não aguento, vou dormir nunca mais. Então, eu prefiro não saber.
Há muitos anos atrás, essas histórias eu conto para vocês que fazem parte da minha história, da história de nova própria, isso é interessante para gente refletir. Muitos anos atrás, houve uma catástrofe, um terremoto muito grande no Chile e isso, sei lá, duas décadas, e nós fizemos uma pequena banquinha, fizemos um acordo com a Cruz Vermelha, ele você usar uma banquinha no shopping, recolhendo donativos para mandar pela Cruz Vermelha para lá. Oi, e eu estava numa dessas branquinhas, não desse shopping de Brasília que existem até hoje.
Aí, de repente, me veio um senhor alteradíssimo e me deu uma bronca tremenda de que eu tava recolhendo donativos para chilenos enquanto tinha a gente passando fome no Brasil. O fato de que um faminto fosse chileno fazia dele uma criatura que não tinha nada a ver comigo. Um chileno, um faminto brasileiro era de outra natureza e eu tinha que me preocupar com famintos com tanto que ele vai apresentar-se no passaporte.
É simplesmente faminto. Não era para eu tá me preocupando, né? Curioso isso.
Faminto sem passaporte não é problema meu. Ou seja, nacionalidade, sexo, condição social, marcele de requisitos para que você seja fraterno, por quê? Porque se limita o meu universo e dá menos trabalho, porque no fundo eu sei que todos esses requisitos são uma espécie de cinismo e todo o ser humano a família é problema meu.
Fazendo quer me comprometer com problema desse tamanho, estão entendendo? Essa palestra para doer, que não dou, é porque não fiz direito. Então, se não tiver doendo, vocês me avisam que o reforço a dose aqui: fraternidade, um deserto.
Precisamos de mais pra trabalhar, urgência. É uma questão de sobrevivência, com urgência, para recuperar esse valor entre nós. A filosofia é uma reflexão honesta, tem muito importante aqui, entenda e vejo as pessoas às vezes escandalizados, porque estão tirando a filosofia dos colégios, estão tirando a filosofia de não sei onde.
Que será de nós sem a filosofia? Eu acho legítima preocupação das pessoas. Mas eu digo para vocês uma coisa: porque sofrer pela perda de uma coisa que a gente nunca teve e quem que teve filosofia de fato tá chorando porque vai perder ela.
Filosofia, você pegar um valor, uma frase de um antigo filósofo, ensinamento, sentar na frente do espelho e aí rapaz, que que você tem disso? Nada. Por que que não tem isso, não é importante isso foi necessário para ver na tua vida.
Foi nessa nessa, nessa. E eu não tinha o quê que aconteceu, fracassei, fracassei, fracassei. Dia que eu vou fazer a partir de agora, a vou tentar, como eu vou tentar partir de agora, desse momento para levantar dessa cadeira, para fazer o quê?
Aí começa a ser filosofia. A gente tem muito disso na sociedade, ou a gente tem rótulos, memorização de conceitos, títulos, quanto de verdadeira filosofia a gente tem aqui. A gente pode perder uma coisa que nunca teve?
E depois, do meu pai costumava brincar com isso, dizia: as pessoas me dizem que vão perder o juízo como nunca tiveram. E eu me recordo isso que ele disse: como perder uma coisa que nunca se teve? É uma filosofia, uma reflexão.
Nesta semana que vem, vamos falar sobre honestidade, e você pegar alguma informação e transformá-la em informação numa discussão séria diante do espelho. Isso é útil para mim, porque não tenho esse, eu quero ter, como eu pretendo implementar esse processo que eu vou fazer a partir de agora, portanto, é muito importante que a gente saiba, tem a coragem de saber o quanto somos egoístas, e eu tenha coragem de saber o quanto a gente nem sabe direito o que é fraternidade. A essa constatação é terra arrasada, mas é terra a verdadeira terra arrasada, sólida.
Dá para você conseguir alguma coisa em cima dela, fantasia, não. Como Des Prés field, esse romancista de que falava, é melhor tá arrasada, nua, do que castelos no ar. É casada nua, tem sustentação para você começar a colocar alicerces e conseguiu alguma coisa real.
Eu acho que eu sou, eu acho que eu sou, e olha para trás, ele as pegar nós que você deixou no mundo, e ninguém acha nada a tua vida. Tem que ser um reflexo daquilo que você é. Se não tem esse reflexo na tua vida, por que não tem?
E vamos constatar, porque aí é bom. A gente pode começar a construir. Temos terra arrasada, mas sólida.
Dá para começar a construir a qualquer momento. Onde você chega a essa conclusão é o momento ideal. Tudo que você viveu te levou até esse momento.
É um momento glorioso, dolorido sim, mas glorioso. Cuidado, que felicidade não é só prazer. Felicidade muitas vezes associada à dor também, uma vez que viemos aqui para crescer.
Uma descoberta preciosa que nos ajuda a crescer, que muda a nossa visão de mundo, ainda que dolorosa. É felicidade, é felicidade humana. Oi, vó.
Então, toda vez, tudo tem as suas sombras. Já falei isso para vocês, todas, todas, todas. E essa é de hoje, é a mais feia de todas as sombras: egoísmo.
Egoísmo contraria a lei da vida mais fundamental. A banda Nova Acrópole veio para o Brasil, que aliás hoje, hoje vinte e seis de abril, aniversário de Nova Acrópole no Brasil. Estamos fazendo 35 anos e vinte e seis de abril chegou ao Brasil um professor chamado Michel Echenique Isaza, um chileno que fundou Nova Acrópole em São Paulo.
Eu cheguei a ser aluna, conhecer bastante esse professor. E uma das coisas que ele falava é: quando você luta contra um defeito e é vitorioso, cai uma máscara, mas tem outra por baixo. E aí você luta a sério contra essa nova máscara, ela cai, tem outra por trás.
A última das máscaras é o egoísmo. É a última coisa que esconde a sua verdadeira face e a patrocinadora de todas as outras, todas as outras que apoiam nela. Tradição tibetana diz a mesma coisa: é a fonte de todos os males do mundo.
O desafio é aquele que encontrar por trás de algum problema do mundo, querendo individual, que é coletivo, que não esteja atrás dele, escondido o egoísmo. Então, nós estamos brincando, aí é coisa séria. Aí, seu defeito é para gente grande e muito grande, e aí que crescer para ser capaz de confrontar.
É um dos elementos interessantes também que esse mesmo professor Michel Henrique dizia: olha ao invés de ficar contemplando os teus defeitos, fortalece a virtude oposta, que quando você tiver, abriga os dois inimigos são do mesmo tamanho e fortalece a virtude oposta. Na hora que você tiver que confrontar esses defeitos, ou você tem porte ou você tem cacife para isso. Bom, então vamos conhecer um pouco da nossa amiga fraternidade e do nosso inimigo tão querido que é o egoísmo.