Em poucas palavras, um olhar sobre o mundo, a vida e a sociedade à luz da palavra de Deus com Augustos Nicodemos. Olá, estamos começando mais uma edição do programa "Em Poucas Palavras", desacelerando a correria de sempre, né? No nosso dia a dia dos problemas técnicos, é.
Esse aqui também dá problema técnico. Pô, tô vendo aqui, viu? Fazer uma oração forte de descarrego aqui para acabar com esses problemas técnicos.
Aqui eu acho que tá descarregada a bateria já mesmo, pastor. Sim, né? Quero agradecer também a audiência dos nossos queridos ouvintes e dizer da nossa oração que Deus use o programa mais uma vez para trazer a palavra dele e esclarecimentos ao coração de todos.
Sempre próximo ao início de cada ano, acontece uma das festas mais populares no Brasil: o carnaval. E não raramente, um tempo de muita agitação no país. Correria, enfim.
Qual deve ser o posicionamento bíblico em relação ao carnaval? Esse é o tema do programa de hoje, provocado pelos nossos ouvintes. O carnaval tá chegando mais uma vez, né?
Com ele, uma série de situações no Brasil que trazem muitas tristezas. Apesar de ele ser considerado uma festa da alegria para muitos, alguns preferem se retirar, outros preferem participar, outros dizem que estão apenas admirando uma manifestação cultural. Como é que se deve encarar o carnaval à luz da Bíblia e qual deveria ser o comportamento do cristão diante do evento?
Um ouvinte do grupo de ouvintes número um, Alan Peterson, destacou lá o seguinte: "Tem muita gente confusa sobre os movimentos carnavalescos chamados gospel, né? Uhum, eles dizem que alguns usam como estratégia para evangelizar ou aliviar as tentações da carne com a bênção, entre aspas, do pastor", segundo ele coloca. "E outros, nós nos excluímos do mundo e vamos para um retiro.
" Então, essas coisas aí estão em voga. Eu tenho algumas coisas que poderia comentar a respeito de toda essa situação. Eu vou começar com esse último comentário.
Não é de que a gente poderia, de alguma forma, se envolver com o carnaval a guisa de evangelização. Durante o tempo do apóstolo Paulo e dos demais apóstolos, havia no Império Romano as famosas orgias em que as pessoas iam passar a noite se embriagando, fazendo coisas absurdas, e é claro que a imoralidade sexual estava presente e tudo mais. Eu não consigo imaginar os apóstolos pedindo para, de alguma forma, participar daquilo ali ou chegar perto daquilo ali sob o pretexto de evangelização.
Havia outras festividades feitas aos deuses pagãos e ao deus romano, que eram muito populares naquela época. Havia a bacanal, que era uma festa ao Deus Baco, que era o deus do vinho; havia os festivais que ocorriam no templo, por exemplo, da deusa Artemis ou Diana dos Efésios. E você não percebe nenhuma orientação da parte dos escritores do Novo Testamento para os cristãos viverem em tais ambientes ou se infiltrarem nessas festas, algumas delas com algumas conotações culturais, com o propósito de lá dentro evangelizar ou testemunhar de Cristo.
Ao contrário, o que a palavra de Deus diz é exatamente para não se envolver, né? Para não participar desse tipo de coisa. Exatamente porque a aproximação poderia criar uma situação de tentação e vulnerabilidade em que o cristão poderia acabar se engajando em idolatria, imoralidade sexual ou qualquer outro tipo de pecado proibido na palavra de Deus.
Então, eu tenho muita dificuldade com bloco gospel, né, em carnaval. E que mensagem tá se mandando, né? Que mensagem está se mandando?
A própria presença ali já significa uma provação tácita. Se uma pessoa quer, de fato, evangelizar, aproveitar, se não quer fugir do mundo e ir para um retiro, um acampamento, e ela acha que tem que fazer alguma coisa. .
. Para mim, um velho e antigo método de evangelização funciona muito bem: enche uma mochila de folhetos e bíblias, não é? E vai andando, vai conversando com as pessoas, vai falando de Cristo, vai dando testemunho, ensinando a palavra de Deus e chamando as pessoas ao arrependimento, né?
Sem que você entre no meio deles, pulando e sambando, fazendo aqueles blocos para entrar no meio, né? Tipo assim, vem uma escola, depois vem um bloco gospel, e é uma voz perdida. É uma voz minoritária, não é?
No meio lá das vozes que se levantam defendendo temas que são contrários à palavra de Deus e assim por diante. Então, não me convence esse argumento de evangelização. É um uso errado daquilo que o apóstolo Paulo disse.
Quando Paulo fala lá na primeira carta aos Coríntios, no capítulo 9, que ele se fez de tudo para com todos, para de todos os modos ganhar alguns, ele estava se referindo ao fato de que, quando ele estava entre os judeus, ele se abstinha de determinadas comidas que escandalizavam os judeus. E quando ele estava entre os gentios, ele participava desses alimentos, uma coisa que ele não faria quando estava com judeus. Ou seja, ele abria mão dessas coisas neutras e engajava nelas quando conveniente para pregar o evangelho.
Agora, o carnaval não é exatamente uma coisa neutra, não é? As pessoas dizem que tem um aspecto cultural. Ora, a gente sabe que o aspecto cultural do carnaval já se perdeu há muito tempo, né?
Enquanto que na Europa, por exemplo, na Holanda, o desfile de carnaval é um desfile alegórico, tem bonecos, tem fantasias, as famílias vão pra rua com os filhos, jogam água no outro, tem brincadeiras e só, né? E só. Mas no Brasil a gente sabe que o carnaval é outra coisa, né?
Tá cada vez pior, né? Eles vão se especializando na eroticidade, não tem fim, né? Não tem fim.
E tem que lembrar. . .
Também o seguinte: só porque uma coisa é cultural não quer dizer que ela seja neutra, porque o pecado afetou todas as dimensões da raça humana. Nos afetou não somente como indivíduos, mas também coletivamente. As estruturas sociais, as estruturas política e econômica, e também toda essa área cultural foram afetadas pelo pecado.
Então, embora a cultura possa transmitir valores que são valores de Deus, ela também se presta a transmitir valores de um mundo caído e que está mergulhado no pecado, como é o caso de festas desse tipo, né? Então, a gente precisa ter cuidado com esse tipo de argumentação de que é uma coisa cultural. Outra coisa que a gente tem que lembrar é a associação.
Todo mundo sabe o que é que o carnaval significa. A própria palavra "carnaval" já tem nela a palavra "carne", não é? Não no sentido do bife de panela que você faz todo dia, mas "carne" se refere ao corpo humano na sua sensualidade, né?
Tem quem diga que essa é a origem da palavra "carnaval". Aliás, eu dei uma lida e têm várias teorias a respeito da origem do carnaval, né? Parece que ninguém sabe direito.
O fato é que ele está aí. Então, a festa está associada com nudez, com sensualidade, com erotização, com bebida, a prostituição infantil, prostituição. .
. tudo. Está tudo misturado.
Adultério. . .
tá? Então, não tem como justificar a presença de um crente, um homem ou uma mulher de Deus, em festas desse tipo. Não há justificativa plausível para esse tipo de comportamento.
E agora nós temos mais uma situação, Natsan, que é o carnaval acontecendo agora em 2016, no momento em que o Brasil está vivendo essa crise, né? Se não me engano, foi o "The Economist", que é um jornal estrangeiro, né? Que é voltado para análises econômicas, publicou, não sei, dois ou três dias atrás, uma reportagem cujo título é "O Brasil Dançando à Beira do Abismo".
Ou seja, né? Nós estamos aí com a inflação crescente, nós estamos aí com a economia deteriorando e derretendo, possibilidade de impostos subirem, uma crise e um impasse político, falta de assistência de todos os lados para a população, tudo quanto é lado, né? O desgaste total da presidente da república e dos políticos em geral.
A previsão que todas as agências e todos os economistas estão fazendo para 2016 é de ladeira abaixo. Entretanto, parece que as pessoas não estão nem aí para isso, né? E elas vão brincar, pular carnaval, talvez até como escape, né?
Para não pensar sobre isso e tudo. Mas é uma contradição que o mundo olha para nós e percebe, né? E percebe.
Eu me lembro aqui daquela passagem de Tiago, capítulo 4, quando Tiago diz assim que nós temos que transformar nossa alegria em tristeza, né? E que nós temos que transformar o riso em pranto, nos humilhar diante do Senhor para que Ele nos exalte. Então, há tempo de se alegrar e há tempo também da gente se humilhar diante de Deus.
Eu penso que o momento que a gente está vivendo no Brasil é um momento em que a igreja, principalmente, não é. . .
eh. . .
deveria conclamar o nosso país, chamar as pessoas ao arrependimento diante de Deus, em vista do que está acontecendo e do que vai acontecer. E não só. .
. não estou pensando só na questão econômica, não é, mas na degradação dos valores morais, não é? Que claramente se vê no nosso país.
No mundo todo é verdade, mas em ritmo acelerado no nosso país. É momento de clamar a Deus, pedir perdão, se ajoelhar, pano de saco e cinzas e clamar a Ele que Ele tenha misericórdia do nosso país. Ah, quem me conhece, né?
Especialmente aqui em Goiânia, ouvindo a gente falar, acha que todo mundo te conhece, né? Mas tem uns que são mais chegados no caso, me conhecendo como adolescente, jovem, né? Então, aí eles devem estar pensando: "mas espera aí, Nats, você já participou de blocos, atenção, nada disso, de ir a determinados lugares onde o pessoal reúne, como carnaval, para distribuir folhetos?
" Né? Isso eu disse agora há pouco. A gente já foi com um grupo, né?
A gente vai e. . .
me lembro de uma vez que colocamos uma faixa dizendo: "tá com sede? Venha beber da água viva! " Então, a pessoa passava ali e ia beber água, a gente entregava um folheto para ele.
Um grupo bem numeroso de jovens que a gente ia para evangelizar. Ah, e não vestido como carnaval, nada disso, só num canto evangelizando. Hoje, eu penso que, pelo menos eu, dizendo aqui pela minha opinião, que talvez a melhor opção seria a gente organizar bons retiros e trazer essas pessoas que estão com a opção de pro carnaval se afastar dali, a gente poder falar da palavra.
O que o senhor acha disso? Acho muito bom. Eu penso que os retiros que são realizados durante o tempo de carnaval são estratégicos.
É um tempo bom para a reflexão, preparação, estudo e evangelização. Não é? Chamar esse pessoal e oferecer para eles uma opção que não sejam esses dias ilusórios de prazer e de diversão sem limites morais e éticos, né?
E que no fim acaba na quarta-feira de cinzas, né? Eu acho que retiros são estratégicos. Nessa altura, acho que as igrejas fazem um bom investimento quando elas separaram esse tempo para levar os jovens ou levar famílias e também amigos, não é?
Pessoas que não são crentes, para ter brincadeira sadia, diversão agradável e sem malícia, e ouvir a palavra de Deus. Fazer bons amigos, acho a estratégia muito boa. Eu estava aqui me lembrando de uma.
. . ah, não sei se devo contar.
. . Conta aí agora!
Senhor já avisou, não vou contar. Não contar. Não vai, não, né?
Uma igreja resolveu não fazer acampamento, ela disse que ia. . .
Ficar ia abrir as portas; era uma igreja que ficava assim numa avenida. Não é por onde ia passar o bloco de carnaval. E aí resolveu que ia ficar lá, abrir as portas e fazer um culto lá durante o carnaval, para não fugir, não é?
E estava lá, em pleno carnaval, as portas abertas, o culto acontecendo, o pastor pregando. De repente, cai uma chuva, né? Uma chuva, um dilúvio, né?
E aí o pessoal que estava passando no bloco, assim, cada um saiu correndo procurando um abrigo. E um cidadão vestido de diabo entrou na igreja; estava lá com aquela fantasia vermelha, um par de chifres, né? Aquele tridente na mão, o rabo em forma de flecha.
E o cidadão vem andando, entrando na igreja, né? E aí os membros da igreja, olhando para trás, viram o diabo entrando. Foi gente caindo, pulando por cima dos bancos, fugindo pela janela.
E tinha uma senhora de 60 e poucos, muito idosa, né? Que estava sentada. 60, não é?
Idosa, eu tenho 60. Mas a senhora idosa estava lá no banco, que sofria de artrite, não podia correr, né? Ficou lá, tremendo.
E o diabo chegou, chegou, chegou perto dela. O cidadão ia perguntar onde tinha um banheiro, alguma coisa, quando o diabo chegou perto dela. Ela disse: "Olha, seu diabo, eu estou nessa igreja há 40 anos, mas sempre tive do seu lado.
" É exatamente essa piada. Não foi boa, não viu? Você vai deixar?
Tem certeza? Vou deixar, com certeza. Pois é, mas de qualquer maneira, como disse o pastor, é uma oportunidade de evangelização, mas a gente tem que ter sabedoria, sem se envolver, né?
Sem dar a impressão de que a gente aprova, e que para nós aquilo ali não. . .
sem ser agente secreto do reino. Isso aí tá bom. Pois é, nós ouvimos então o comentário deste tema, que é bem atual; agora está acontecendo essa semana, aí não é?
Então tenha sabedoria, peça a Deus orientação para que ele possa te dirigir como você deve proceder nesta época de muitas tristezas e que pode trazer alegria para aqueles que estão perdidos. Pastor, muito obrigado, querido, pela sua audiência. Deus o abençoe.
Aproveita esse período aí de feriado para ir para um retiro, sair com a família, gastar tempo na presença de Deus, buscando renovação espiritual. Que ele o abençoe! Amém!
Até o próximo programa. O Poder de Deus pode mudar teu "C". A prova que eu te dou é que mudou o meu "talvez", que sou feliz por ter vindo ao Senhor.
Nova criatura. [Música] Sou, em poucas palavras, um olhar sobre o mundo, a vida e a sociedade à luz da palavra de Deus. Apresentação Y.