[Música] Olá pessoal aqui é o professor Mateus e nesse vídeo eu vou falar acerca do livro O que é poder do filósofo francês Gerard lebr a segunda parte se chama o contra a cidade antiga Qual é o objetivo desse Capítulo o objetivo é explicar como se deu o surgimento do estado moderno e quais são as suas diferenças em relação àquilo que o Levan chama de cidade antiga ou seja ele está se referindo aqui Principalmente ao período da antiguidade clássica ao período de Atenas de maneira bem específica então num primeiro momento o que que ele vai
dizer ele vai falar que é uma clara transição Por volta do século X entre aquele que era o modelo político da cidade antiga e aquele que é o modelo político do estado que está ali começando a surgir que é o o Estado Moderno no caso na sua primeira vertente que é o estado absolutista Então nesse sentido o lebran vai destacar duas características que comprovariam essa distinção ou essa diferença entre a cidade antiga e o estado naquele momento a primeira delas diz respeito ao fato de que lá naquela cidade antiga existia uma certa igualdade entre os
homens Ou seja é aquela noção que se tem de que na democracia grega antiga todos os homens livres eram iguais entre si Ou seja todos tinham a mesma possibilidade de participar do processo de criação de leis lá naquele momento não havendo Portanto o exercício do poder de um homem livre sobre o outro homem livre ele afirma ainda que esse exercício do poder de uma pessoa sobre outra ocorria na cidade antiga apenas no âmbito da sua vida particular a segunda diferença que ele aponta é o fato de que a cidade antiga ou no período da cidade
antiga no período de Atenas antigo para ele o estado atuava apenas na esfera pública ou seja as relações particulares a vida particular do indivíduo é era definido como ele bem entendesse enquanto que a partir do momento em que surgiu o Estado Moderno já há uma ruptura nesse modelo e o estado passa a regular então não apenas as questões públicas ou coletivas que diziam respeito a todos mas também começa a interferir ou intervir na vida privada dos cidadãos passando a regular aquilo que em princípio diria a respeito à Vida Privada de cada indivíduo e ele afirma
ainda que isso foi necessário para para que se pudesse efetivamente então criar a própria ideia de corpo político como um todo ou seja o estado passa a regulamentar a vida privada a vida pública e o objetivo disso é fazer com que surja uma unidade que seria a própria sociedade essas duas características são importantes porque elas vão dar origem àquilo que o lebran chama de despolitização do homem ou despolitização do Cidadão e basicamente o que que isso quer dizer isso quer dizer que para ele agora no estado moderno o homem não tem mais como objetivo buscar
o bem comum ou seja a a atuação do ser humano a atuação do indivíduo na esfera pública não é mais uma atuação que tem como objetivo o ato de pensar a coletividade ou seja ele até identifica ele fala no texto dele que agora o homem está inserido na sociedade e que o homem começa então a buscar na sociedade ou na Esfera social Não mais na Esfera política a satisfação dos seus desejos ou a satisfação das suas vontades e é interessante destacar que para ele essa participação nessa esfera pública ou nessa esfera social melhor dizendo não
tem mais o objetivo da satisfação do bem comum ou seja o indivíduo ele continua Vivendo em sociedade ele continua vivendo e tendo contato com outros que eles são semelhantes mas esse contato com outros não é mais para a busca daquilo que seria o bem comum e sim paraa busca da satisfação dos seus próprios desejos individuais por isso que ele vai dizer que essa transição da cidade antiga para o Estado Moderno gera essa despolitização ou seja ele parte do princípio de que lá atrás em Atenas ou na antiguidade né ele o o homem no caso tinha
como objetivo a busca do bem comum ou ao menos a busca de coisas que fossem coletivas ou que fossem válidas ou necessárias para todos ali naquela coletividade enquanto que agora não agora essas relações de um indivíduo com outro elas são muito mais para satisfazer a vontade individual os desejos individuais de cada um E nesse sentido Então os homens teriam deixado de se preocupar com a coisa pública ou seja com a própria coletividade em outras palavras o que ele quer dizer é que a transição da cidade antiga para o Estado Moderno gera cada vez mais uma
individualização né ou seja os indivíduos começam a olhar apenas para si próprios né ou seja para aquilo que diz respeito a eles mesmos ou a sua família né não mais olhar para aquilo que diz respeito à coletividade como um todo tanto que ele vai afirmar que a comunidade moderna ou o Estado Moderno né e a sociedade moderna é aquele momento em que os homens não estão mais juntos para emconjunto realizarem os afazeres que trazem benefícios para o todo mas sim como um grupo de homens que por estarem ocupados demais com os seus próprios afazeres pessoais
não mais irão participar da instância política mas sim vão esperar ser protegidos por essa Instância política É nesse sentido então que o lebran vai se utilizar principalmente das ideias do hobes para explicar o surgimento do estado moderno ou seja ele vai dizer que os seres humanos em determinado momento resolveram abrir mão dos seus direitos naturais em benefício do soberano no caso ou seja do próprio Estado por quê como eu falei agora porque esses indivíduos estão ocupados demais buscando benefícios para si mesmos e esses indivíduos então não teriam mais o interesse em participar da coisa pública
em participar em ações que visem ao bem comum ou seja eles preferem ser protegidos e não apenas preferem mas eles precisam ser protegidos por essa Instância política que é o estado que nas palavras do Robs é O Leviatã eles precisam Então os indivíduos eles precisam ser protegidos por pelo Estado para que eles possam então ter a garantia da segurança necessária para satisfazerem as suas vontades ou seja para poder correr atrás daquilo que eles consideram que é melhor para si mesmos em vez de se preocupar com a esfera pública com a esfera coletiva o Levan continua
então e fala a respeito do fato de que o pensamento do hobes não pode ser entendido como um absolutismo completo e ele dá duas explicações pelas quais Ele defende essa ideia ideia No primeiro caso ele diz que o estado do hobs não é tão absolutista Quando parece à primeira vista porque esse estado não pode fazer tudo que ele bem entender ou seja É aquela ideia de que o estado é absolutista mas pode ser absolutista enquanto estiver satisfazendo a vontade dos súditos enquanto ele estiver em outras palavras cumprindo as suas funções ou cumprindo as funções para
as quais ele estado foi criado pelos próprios cidadãos e a segunda é vinculada aqui um pouco a uma espécie de legitimidade que esse Estado Absolutista teria o que que eu quero dizer com isso como é o próprio indivíduo que cria o Estado Absolutista então o indivíduo tem consciência disso né Ou seja a gente precisa se lembrar de que o hobs parte do princípio de que o seres humanos são seres Racionais e portanto eles fazem isso ou seja essa criação do Estado com a transferência dos seus direitos naturais para o estado de maneira racional né ou
seja eles os homens considerariam que isso é racional né para evitar aquela situação do Estado de natureza o mais racional Então seria concentrar toda a força física a força coercitiva nas mãos do soberano nas mãos do estado para que esse Estado então pudesse manter a ordem e considerando-se então a racionalidade dessa ideia o Levan afirma que existe uma espécie de cumplicidade entre o soberano e o súdito o que faria então com que esse estado não fosse completamente absolutista né ou seja seriam essas duas características que fariam com que esse Estado então criado pelo hobes efetivamente
fosse um estado que eu diria realiza aquilo que o indivíduo quer ver realizado ou seja em primeiro lugar a garantia da segurança e em segundo lugar essa garantia da segurança com base em uma legitimidade ou em uma aceitação por parte do súdito em relação às ações que o estado venha desenvolver futuramente tanto é esse o entendimento do lebran que logo em seguida ele fala acerca do despotismo esclarecido ou seja ele afirma que nem todos os soberanos serão déspotas ou seriam absolutistas porque vai existir aqueles soberanos que vão agir de acordo com a vontade popular e
esses soberanos vão fazer isso com base na ideia da Lei ou seja aqui ele retoma a ideia da força a ideia do poder que foi apresentado na primeira parte quando ele diz que o o soberano ou seja o estado nessa visão do robis vai exercer as suas funções não com base na vontade própria do soberano mas com base naquilo que está na lei E aí é a lei que dá ao estado a possibilidade dele estado se utilizar da força se for necessário para atingir os seus objetivos é claro que o Levan aqui não entra no
mérito da ideia que é muito clara qual seja a de que se é o soberano que cria a lei ele pode alterar essa lei a qualquer momento né mas ele não entra nesse mérito ele prefere ir pelo outro lado como eu falei que a ideia do déspota esclarecido ou seja se surgisse um governante que fosse absolutista Ou seja que ele mandasse como ele bem entendesse mas ele fiz se isso em benefício do povo então isso seria positivo para esse próprio povo Além disso é necessário também ter em mente aqui uma coisa que o lebran Não
afirma explicitamente mas também Deixa subentendido no seu texto que a ideia hesi de que se surgisse um governante que não estivesse exercendo as funções né fazendo com que o estado Faça aquilo que L é exigido que ele é necessário então que esses governados os cidadãos poderiam remover aquele governante né aquela ideia do Robs de retorno ao estado de natureza caso o governante caso o soberano Não Faça aquilo para que ele foi criado que basicamente é garantir a segurança física desses próprios indivíduos Ou seja eu e mais os outros que moramos ali naquela determinada localidade Nós
criamos o estado e transferimos os nossos direitos para o estado mas fazemos isso com base na nossa razão esperando que o estado nos Garanta a segurança então enquanto o estado garantia segurança nós manteremos esses direitos nas mãos do Estado mas se o estado não mais garantir a segurança então a gente retoma esses direitos naturais Até mesmo porque o estado não está fazendo aquilo para que ele foi criado e um último ponto a destacar ainda nessa segunda parte do livro é que ele diz então que só vai existir estado pelo exercício do poder político ou seja
não se pode pressupor a existência da sociedade sem a existência da própria soberania do [Música] Estado