Bom, o assunto de hoje é a ceia do Senhor. Desde criança ouvia dizer que essa era uma das duas ordenanças de Jesus, a ceia e o batismo. E acredito que nós precisamos entender não apenas orientações práticas de procedimento.
Aliás, quero inclusive já eh eh começar observando que você pode congregar em uma igreja que tem detalhes do aspecto prático diferente. mais importante não é aqui tentar mudar a maneira como igrejas muitas vezes acabam tendo, né, formas diferentes de praticar os mesmos princípios, mas o que eu quero é tentar trazer luz. Por que fazemos, o que nos foi orientado e a razão por trás disso.
Então vamos lá. A ceia é uma instituição do Senhor Jesus. O apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios, ele faz a seguinte declaração em primeiro aos Coríntios, do capítulo 11, né, a partir do verso 23.
até o 26 nós lemos: "Porque eu recebi do Senhor o que também lhes entreguei, que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, pegou um pão e, tendo dado graças, partiu e disse: "Isto é o meu corpo que é dado por vocês. Façam isso em memória de mim, né? Façam isso nas traduções mais antigas, fazei o imperativo, obviamente nos mostra que isso é uma ordenança.
Façam isso em memória de mim". Do mesmo modo, depois da ceia, pegou também o cálice, dizendo: "Esse cálice é a nova aliança no meu sangue. Façam isso todas as vezes que o beberem em memória de mim, porque todas as vezes que comerem esse pão e beberem o cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha.
" Obviamente não li o texto todo, há mais eh eh detalhes que Paulo aborda, mas para começar acredito que isso seja suficiente. Então eu quero começar em primeiro lugar com a definição do que é a ceia, né? Esse é o nosso primeiro ponto, definir o que é a ceia.
Então em primeiro lugar é uma ordenança de Jesus, uma ordem que nosso Senhor nos deu, né? Quando ele diz: "Fazei isso, façam isso". como vimos mais uma vez, todas as vezes em que fizerem isso.
Então, ele estabeleceu um comando e, obviamente, esperava que nós obedecêssemos. E isso fez com que a ceia passasse a seria rotulada não apenas como ordenança de Jesus, mas obviamente ela se tornou parte da prática cristã, né, da maneira como os santos reconhecem tanto a morte de Jesus, um evento passado, como também anunciam a sua vinda. Segunda coisa que podemos destacar é que essa ceia é um ato memorial, além de uma ordenança de Cristo, um ato memorial.
Jesus deixa claro o caráter simbólico ao dizer: "Façam isso em memória de mim". Jesus está dizendo: "A razão pela qual eu estou instituindo, né, a ceia, a razão pela qual eu estou ordenando isso a vocês, é porque eu quero que vocês se lembrem daquilo que eu fiz por vocês. " E esse ato memorial, eu gosto de dizer que é uma recordação tanto do aspecto passado que ele fez por nós na cruz, a remissão dos pecados, né?
como também nos faz olhar para o futuro. Porque a Bíblia diz que quando celebramos a seia do Senhor, nós estamos anunciando a morte do Senhor até que ele vem. Os elementos, portanto, o fruto da vite, o pão, são figurativos, não são literais.
A Igreja romana, por exemplo, ensina a doutrina da transubstanciação, que os elementos se transformam na hora da comunhão. Nós não cremos nisso em absoluto. Por outro lado, precisamos entender que, embora os elementos sejam simbólicos, a comunhão com o corpo, a comunhão com o sangue de Cristo, essa é verdadeira no plano espiritual.
Porque dois extremos, um é a doutrina da transsubstanciação, dizer que os elementos se transformam, o outro é dizer que é tudo tão figurativo como se não houvesse nada de espiritual acontecendo. Não. A comunhão com o corpo e o sangue, ela acontecem no plano espiritual, os benefícios de acesso a eles, sem que necessariamente os elementos simbólicos precisem se transformar.
É por isso, né, que a experiência é um ato de recordação e não de uma renovação contínua da carne e do sangue de nosso Senhor. Terceiro lugar, eh, muitas vezes na cultura ocidental nós não enxergamos isso. Nós podemos destacar que é um ritual de aliança, né?
Os orientais, os povos antigos davam muito valor às alianças, eles as respeitavam. E quando Jesus institui, né, exatamente o pão e o vinho como os elementos da ceia, eu, né, consigo entender que ele sabia exatamente o que é que ele estava fazendo, né? Porque para eles, os judeus, assim como os demais povos antigos, pão e o vinho faziam parte de um ritual de aliança de sangue, o mais alto nível de aliança, né, que alguém poderia firmar um com o outro.
O exemplo disso é quando no Velho Testamento nós vemos Abraão indo ao encontro de Melquizedec ou vice-versa. E quando os dois se encontram e Abraão lhe entrega os dízimos de tudo, os melhores, né, a melhor parte do despojo, a Bíblia diz que Melquizedec vem ao seu encontro trazendo pão e vinho, né? Alguns acreditam, não, essa prática não era tão largamente usada por todos, né?
Mas de fato, antes mesmo de que houvesse a clareza de entendimento, né, do que Jesus instituiria, nós temos tanto uma figura com Melquizedec que figura Cristo e o seu novo sacerdócio, como também vemos isso como parte, né, de um ritual que os povos antigos conheciam. E Jesus está dizendo que nós temos recordar não apenas o que ele fez, mas a aliança firmada conosco. Nós ainda podemos destacar em quarto lugar que a ceia ela havia se tornado para eh os discípulos de Jesus um momento não só de comunhão com o corpo e o sangue de Cristo, os benefícios no plano espiritual, mas era também um tempo de comunhão entre os irmãos.
Judas 12 faz menção dos ágapes ou as chamadas festas de amor. Era um momento onde o povo se reunia para comer, para ter comunhão, para estar juntos. E é interessante observar que quando olhamos o assunto da ser abordado por Paulo, ele começa no verso 17, primeiro aos Coríntios 11, dizendo assim: "Mas nisso que agora prescrevo, não posso elogiá-los, porque vocês se reúnem não para melhor, e sim para pior, porque antes de tudo estão informados de que quando se reúne existe divisões entre vocês.
E eu em parte acredito que isso é verdade. " E diz: "Até é necessário que haja partido entre vocês para que também os aprovados se tornem conhecidos. entre vocês.
Quando pois se reúnem no mesmo lugar, não é a seia do Senhor que vocês comem. Porque quando comem, cada um toma antecipadamente a sua própria seia, enquanto um fica com fome, outro fica embriagado. Paulo estava falando de exageros, né?
Se ele tá falando de um ficar com fome, não era apenas essa participação de algo tão pequeninho e simbólico que temos hoje, tanto no pão como no cálice, né? Se ele está falando de gente que se embriagava, obviamente também ele está falando de gente que bebeu muito vinho. Então eu e você precisamos entender que o contexto era uma ceia, era refeição mesmo.
Quando Jesus instituiu a ceia, ele estava celebrando a ceia de Páscoa. E eles não pegavam só uma lasquinha de pão e um copozinho, um calicezinho minúsculo. É no meio de uma refeição que a ser instituída e ela passou a ser praticada.
temos indícios históricos dentro dessas festas de comunhão. Era também um tempo, né, de relacionamento entre os irmãos. Mas no verso 22 ele diz: "Será que vocês não têm casas onde podem comer e beber ou menosprezam a igreja de Deus envergonham os que nada ts devo elogiá-los?
Nisso certamente não posso elogiá-los". Então ele mostra que a maneira como estavam fazendo estava errada, principalmente no que dizia a respeito a essa perspectiva da comunhão, de partilharem toda a comida, de dividirem, de fazerem isso junto. E podemos destacar em quinto lugar que a seia é um ato de consequência espirituais.
Na epístola aos Coríntios fica claro, né, que a ceia tem dois tipos de consequências espirituais: bênção ou maldição. Em primeiro aos Coríntios, no capítulo 10, no verso 16, Paulo fala do cálice da bênção que abençoamos. Ele não diz só que o cálice é abençoado, ele diz que é o cálice da bênção, né?
Ele não recebeu uma bção, o cálice, ele carrega, ele manifesta, ele libera uma bção. Mas por outro lado, em primeiro aos Coríntios, no capítulo 11, a partir do verso 27, quando o apóstolo Paulo começa a falar sobre a maneira correta de participar da ceia, e diz assim: "Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será ré do corpo e do sangue do Senhor, que cada um examine a si mesmo e assim coma do pão e beba do cálice, pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. É por isso que há entre vocês muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.
Ele diz: "Porque se julgássemos a nós mesmos, e esse é o propósito do auto exame, não seríamos julgados. " Julgados por quem? Por Deus.
Mas quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor para não sermos condenados com o mundo. Assim, meus irmãos, quando vocês se reúnem para comer, esperem uns pelos outros. Se alguém tem fome, fome aqui no sentido de não poder esperar todo mundo chegar, que come em casa, a fim de que vocês não se reúnam para juízo.
Quantas mais coisas, eu as ordenarei quando for aí. Eu li até o verso 34. O que é que nós podemos entender e presumir dessa orientação?
Que quem come e bebe sem discernir o corpo, o sangue do Senhor, come juízo para si. Depois ele fala de pessoas, né, que estavam morrendo de forma prematura, né? Ele fala de pessoas que estavam fracas, doentes e não poucos, traduzindo muitos que já dormiam sinônimo de morrer, gente que morreu prematuramente.
Então, nós sabemos que assim é um ato de consequências espirituais. Se, né, eh, eh, eh, provada, participada, vivenciada da forma correta, traz a liberação de bênçãos. Se participamos dela de forma errada, nós podemos ser julgados e experimentar maldição.
Então, como disse antes, embora não vamos pro extremo da transubstanciação, não podemos ir para outro e dizer que tudo é tão someramente simbólico que não haja consequências espirituais, porque a Bíblia deixa claro que essas consequências para aqueles que dela participam, de fato, né, eh eh elas serão experimentadas ou a bênção ou a maldição. A segunda coisa que eu quero destacar agora é quem participa da seia do Senhor. Já dissemos que ela é tanto um ato memorial como um ritual de aliança.
Como ato memorial, ela recorda a aliança firmada. Isso não significa que todas as vezes estejamos firmando uma nova aliança, mas que reconhecemos a aliança que Cristo estabeleceu conosco. Aliás, vale ressaltar que nos Evangelhos vemos Jesus dando ênfase a isso.
O próprio Paulo cita a declaração de Jesus: "Esse cálice é a nova aliança no meu sangue", né? Jesus está destacando uma aliança que estava sendo firmada. Logo, nós precisamos entender que esse memorial, essa recordação é para aqueles que já se encontram numa aliança com Cristo, ou seja, os que já nasceram de novo e que estão em plena comunhão com Deus, porque vimos ninguém pode participar do cálcisto do Senhor de modo indigno, né?
A Bíblia não está falando que nosso estilo de viver gera dignidade pessoal, né? no sentido de boas obras, dedicação que gerem mérito, não. Mas a Bíblia está dizendo de pecados cometidos que ferem essa comunhão, né?
E algo que eu gosto de destacar, se a ceia é justamente para recordar o perdão e a remissão dos pecados, que sentido faz praticarmos a seia do Senhor vivendo deliberadamente em pecado? É uma contradição, né? Algumas pessoas não conseguem entender o nível de de desrespeito, que é vamos obedecer o que Jesus mandou de celebrar, né, a redenção dos pecados fazendo isso em pecado.
É quase como se a gente tivesse dizendo a ele, olha, não importa o quanto isso te custou, o quanto o Senhor sofreu, nós não estamos nem aí para isso, a ponto de ficar brincando com um assunto como esse. Então, é por isso que tem consequências espirituais quando alguém, né, espiritualmente falando está zombando de Deus. Gálatas capítulo 6 verso 7 e 8 diz: "De Deus não se zomba".
Outras versões diz: "Deus não se deixa escarnecer. Tudo quanto o homem semear, isso também sei fará. Quem semeia na carne, da carne colhe corrupção.
" E o apóstolo ainda diz: "Mas quem semeia no espírito, do espírito colhe a vida eterna", né? Alguém que está cultivando um estilo carnal de vida numa prática pecaminosa e ainda vai lá brincar que está celebrando o perdão dos pecados dos quais ele não quis se apartar, é por isso que ele vai atrair juízo sobre si. Então, a seia é para quem?
Para quem está em aliança com Cristo, em plena comunhão com Deus. Esse é o ponto de partida e acredito que, né, não há muito o que discutir. Agora, algumas igreja adotam uma metodologia diferente e outras, por exemplo, em algumas igrejas, o momento a ser é totalmente aberto, participa quem quiser.
Há igrejas que elas têm restrição e diz: "Não, isso são só para os membros da nossa igreja, né, que estão em plena comunhão. " particularmente onde Jesus está instituindo a ceia. Eles não tinham denominações, eles não tinham hold de membros como nós temos hoje e eram tratados como irmãos, como participantes do corpo de Cristo e tendo direito a participar da se todos os que eram convertidos.
Então, existe aquelas, né, igrejas que t eh eh adotam um modo restrito, outras um modo ultra restrito. Particularmente, eu não creio que isso seja necessário, embora não esteja aqui tentando criticar quem por algum motivo possa ter adotado essa maneira de lidar, né, com a seria do senhor. A nossa preocupação não é apenas a receber bem visitantes num culto de seia.
Nós podemos marcar um culto de ceia num dia em que não haja visitantes, onde se foi convocada só a multidão dos discípulos, dos membros. Mas o ponto para mim não é esse. Acredito que o que nós precisamos entender vai um pouco além, que o controle não é nosso.
Por exemplo, muitas igrejas, isso acontece muito no meio pentecostal, quando algum tipo de disciplina é aplicada, a pessoa não pode participar da ceia, né? O que eu particularmente discordo, né? Porque a disciplina ela diz respeito a afastar a pessoa de uma posição porque a liderança é baseada no exemplo.
Isso não significa que o pecado dela não foi perdoado. Isso não significa que se ela tenha errado e se arrependido, que ela não possa já estar restaurada em comunhão com Deus. significa apenas que até que ela volte a um lugar, né, por exemplo, de liderança, ela precisa de tempo para reconquistar o exemplo que foi perdido e comprometido.
Então, normalmente para nós, disciplina é o que nós afastamos as pessoas de funções de trabalho, não de participar dos cultos ou de ter comunhão com Deus, né? Além de que, biblicamente falando, eu não creio que estejamos no direito de determinar quem participa, quem não participa. A Bíblia diz: "Examine-se homem a si mesmo.
" É a pessoa que se examina, não é outro que examina ela, né? E um exemplo bíblico para mim é o registro de Lucas 22, né? Você pode ler tanto o verso 3 como depois o o verso 21 e você vai descobrir, né, que nem Judas, que estava não só em pecado, mas endemoniado e no pior nível possível, porque a Bíblia fala que o próprio Satanás entrou em Judas.
Lucas 22:3 diz: "Ora, Satanás entrou em Judas chamado Iscariotes, que era um dos 12, né? E mais à frente você vê no momento da da ceia Jesus dizendo: "Eis que a mão do traidor está comigo à mesa", né? Ele estava lá participando da ceia e a Bíblia nos mostra que Jesus o serviu.
Ou seja, se o próprio Jesus não proibiu Judas, um traidor em pecado, que ele sabia que estava naquela condição endemoniado de participar, da onde nós tiramos a ideia que a gente fica dizendo quem pode, quem não pode? As pessoas deveriam se examinar, porque se elas participarem sem poder, elas é que vão responder a Deus. Deus é que vai tratar com elas.
Particularmente não vejo base bíblica para que a gente lide com esse assunto de uma forma diferente, embora, repita, não estou aqui, né, tentando criticar modelos de funcionamentos, porque muitas vezes na própria igreja que faz isso de uma forma diferente possa haver alguma explicação do por isso. Uma outra questão que acaba gerando muita discussão quando falamos a respeito de quem participa da ceia diz respeito às crianças. E muitas igrejas só podem participar da seia aqueles que foram batizados nas águas.
Eu acredito que o batismo é um selo sobre a fé, mas o batismo não determina a salvação e a comunhão da pessoa com Cristo, senão como Jesus poderia ter dito para aquele ladrão da cruz, hoje estarás comigo no paraíso camarada não passou pelo batismo, mas teve fé, não teve oportunidade de colocar o selo sobre a sua fé. Então, particularmente, eu não creio, né, para uma pessoa que já se converteu, entregou a vida a Cristo, que o batismo seja o requisito necessário para que se participe da ceia. A Bíblia não oferece nada claro a respeito disso.
O que fica nas entrelinhas sugere justamente o contrário. E a questão das crianças, bom, a maioria das igrejas preferem não batizar as crianças muito cedo por um princípio. Jesus disse: "Quem crer e for batizado, primeiro se crê, depois se batizam, até que se tenha a certeza de que as crianças realmente entenderam o evangelho, estão exercendo fé, nós não gostamos de nos precipitar no ato de batizá-las, né?
" E muitas igrejas estabelecem até determinadas idades. Tem lugares bom, a partir dos 7, dos 8, dos 10, dos 12 anos de idade, né? Eu acho muito difícil determinar idade, porque a pessoa pode ter passado aquela idade mínima e não ter uma experiência genuína e ela pode estar antes da idade mínima e ter tido uma experiência genuína.
Particularmente, eu acredito numa avaliação, né, não só dos pais, mas dos pastores quando vão tomar decisão sobre quando o batizam. Mas até que essas crianças sejam batizadas, o próprio Jesus não disse que delas é o reino dos céus? E se a ceia é a ceia do reino, né?
se aia desde o modelo da figura que nós temos no Antigo Testamento da Páscoa, era para toda a família, incluindo crianças. Por que é que a ceia do Senhor instituída por ele na Páscoa, no momento onde o ritual, aquela festa de Páscoa seria descontinuada, Jesus agora toma dois elementos que eles estavam presentes na ceia da Páscoa, que era o pão e o vinho. E diz: "Esses continuam".
Porque é que agora no novo formato as crianças não poderiam participar? Então, normalmente instruímos os pais na nossa igreja, que sempre ensinem os os filhos a respeito do que significa aquilo para que não vire um ato de banalidade. Mas particularmente nós não proibimos crianças, não proibimos visitantes.
Dizemos que biblicamente não somos nós quem restringe as pessoas, elas é que devem se examinar. Mas orientamos dizendo: "A ceia é para os que estão em aliança com Cristo, em plena comunhão com o Senhor". E terceiro lugar, eu quero abordar onde acontece a seia do Senhor, né?
Não há um lugar determinado pelas escrituras para se realizar a ceia, né? Onde quer que estejam reunidos os cristãos, ela pode ser feita, ela pode ser realizada, né? Nós lemos em Atos capítulo 2, verso 46, que o pão era partido de casa em casa.
Então eles faziam a ceia também nas casas. Aliás, as igrejas se reuniam nas casas e não faz sentido imaginar, né, que igrejas se reunem nas casas, não possam sair ah nas casas. Mas em primeiro aos Coríntios, no capítulo 11, no verso 18 e depois no 34, Paulo usa duas expressões, né, que nos dá a entender que eles tinham um ambiente que não era apenas as casas.
Os grupos se reuniam nas casas normalmente quando as igrejas estão começando ou mesmo quando cresciam, né? Podemos imaginar vários grupos em várias casas, mas obviamente com o crescimento da igreja, né? Que em muitos lugares a Bíblia fala ali de milhares de cristãos, isso não tem casa onde caiba todo mundo.
Então Paulo usa duas expressões que nos faz imaginar o quê? O que hoje chamamos de um templo, de um auditório, de um lugar de culto e de reunião. Primeiro aos Coríntios 11:18, né?
Paulo diz: "Quando vos reunis na igreja, nós sabemos que a igreja não é o prédio, né? Mas passou a ganhar conotação de que muitas vezes era um auditório se tornava o centro onde todos iriam congregar". Depois no verso 34 ele diz: "Se alguém tem fome, come em casa".
tipo antes de vir paraa ceia, o que obviamente não estava acontecendo mais na casa, pelo menos no mínimo, não na casa da pessoa. Então nós temos olhado para esse modelo bíblico e vemos uma igreja se reunia tanto nas casas como no templo. Nós, como igreja local, né, estou falando pela igreja que eu tenho eh eh pastoreado e na verdade coordenado várias das nossas igrejas.
Nós temos uma prática. A ceia pode tanto ser celebrado nos grupos pequenos que se reúnem nas casas, como também pode ser celebrada na igreja, né, ou naquele lugar da congregação de toda a igreja, onde reunimos todo o corpo. Usualmente, né, a gente eh tem feito ao longo do tempo tanto uma coisa como outra, mas a maior incidência dá lá no auditório, né, quando reunimos todo o corpo local.
Quarto e último lugar, quando acontece, a maioria das igrejas costuma realizar a seia uma vez por mês, né? E não comento isso em tom de crítica, porque nós também fazemos isso enquanto igreja local. Mas o fato é que, biblicamente falando, não há uma periodicidade definida pela Bíblia, né?
Quanto à celebração da ceia, eu lembro de uma ocasião, por exemplo, no domingo, atualmente nós temos quatro cultos. Eh, eu me lembro de um um tempo atrás uma pessoa que um dia ela me perguntou: "Pastor, o senhor não tomou c no primeiro culto? " Falei: "Sim, né?
Uma pessoa que tava trabalhando nos dois cultos da manhã. " Ela falou: "Mas o senhor tomou de novo no segundo". Eu falei: "Qual o problema?
" Falou: "Mas pode tomar duas vezes, tipo assim, o senhor não tem que esperar um mês, né? Não, não, não, não tem que levar tempo? " E eu olhei para aquela pessoa, a princípio achei que ela tava brincando, mas eu percebi que a pergunta era muito séria, né?
Na cabeça dela, tipo assim: "Não, é uma vez por mês". Eu falei: "Não, a Bíblia não define". Jesus apenas disse: "Todas as vezes em que fizerdes, façam isso em memória de mim, né?
Sempre que fizerem, façem. Não há periodicidade definida". Então, é possível tomar a ceia todo dia, é possível tomar ceia toda semana, é possível tomar seia uma vez por mês.
Porque os nossos cultos coletivos, que são semanais, por que que não fazemos todo domingo? Primeiro lugar, não queremos banalizar. segundo, né, uma questão eh eh logística e funcional e prática para nós dos cultos, mas eu conheço igrejas, né, e já conheci várias delas, não apenas uma, que tem seia, por exemplo, todo domingo, né, se reúne, vão ter o momento da comunhão, né, eh muito mais com o Senhor do que com os santos, porque ali não se pode ter uma refeição mais elaborada.
Mas a verdade é que a Bíblia não estabelece a periodicidade. O Senhor só disse todas as vezes se vocês fizerem isso, vocês precisam fazer em memória de mim. Então, o lugar não está definido, a periodicidade também não está definida, mas o foco do porqu celebramos a ceia é que sempre precisa ser reconhecido.
Bom, acredito que com isso apresentamos o que de principal, né, de essencial nós temos quando falamos aqui a respeito da ceia do Senhor. É uma doutrina bíblica, não é meramente uma opção, né? Não é algo que ah, eu quero fazer, não quero fazer.
É, é uma ordem que o Senhor Jesus nos deu, né? É um imperativo. Fazei isso, façam isso.
E obviamente nós temos que fazer. Agora, precisamos entender que não se trata de fazer por fazer, é fazer com o coração correto. Aliás, eu tenho dito muitas vezes que não adianta fazer a coisa certa do jeito errado, né?
Então, por exemplo, se é a coisa certa porque o Senhor mandou, porque podemos ser abençoados. Já falamos do cálice da bção. Mas Paulo diz: "Examine-se o homem a si mesmo".
Ele diz: "Quem participar de modo indigno será réu de juízo. " Então, se eu fizer a coisa certa que é sea, mas fizer do jeito errado, eu posso, obviamente, não só deixar de colher a bênção, como ainda ser julgado. Mas o resultado, né, eh eh determinado pela minha atitude é inevitável.
O que eu percebo é que muitos crentes, quando eles não estão bem, eles acabam decidindo não sear. Já vi isso acontecer muitas vezes ao longo de três décadas de ministério, né? Eh, eh, eh, pastoral.
Então, às vezes olhava para alguém dizer: "Por que que você não tomou a não, não tô bem? " A Bíblia diz: "Quando não tá bem, não é para tomar". Eu falei: "Não, essa não é orientação bíblica.
" A Bíblia diz: "Examine seu homem a si mesmo e assim coma e assim beba". O propósito do exame é: se tem algo errado, conserte. O propósito do exame não é dizer assim: "Ah, tô reprovado hoje, não tô bem, não posso comer, não posso beber".
O propósito do auto exame é o conserto, porque não há razão para que a gente não conserte. Ah, eu tô em pecado. OK, se arrependa do seu pecado.
Fuja dele o mais rápido possível. E as pessoas acham que o respeito à ceia vale mais do que o respeito a Cristo. Ué, eu respeito a seia, não tomo só para não ser amaldiçoado, mas continuo no pecado desrespeitando o Cristo que se entregou por mim para me libertar justamente dos pecados.
Não faz o menor sentido, né? Então eu vejo pessoas pulando a seia e elas não estão respeitando o senhor, elas só estão com medo, né, do juízo, da maldição. Mas deixa dizer uma coisa, o juiz não vem porque você tomou a ceia.
O juiz vem por causa do pecado. Um pecado não consertado, né, justamente com alguém que tá brincando com Deus, ele vai trazer consequências. E não é tomar ou não tomar a ceia, é não se consertar com Deus que trará problemas.
Então, quero, né, eh eh concluir, encerrar aqui dizendo que o autoexame é ato contínuo, não é só no dia da seia. A seia é um momento onde isso pode ser feito de uma forma ainda mais profunda, mais sensível, mais séria, mas o autoexame é o que nós precisamos praticar de forma contínua. Para quê?
Para que haja sempre conserto, né? Ninguém alcançou o estágio da impecabilidade, mas a Bíblia diz: "Mas se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar, nos purificar de toda injustiça. " Quando um crente tropeça, quando ele erra o alvo, e esse é o sentido da palavra pecado, no hebraico do Antigo Testamento e no grego do Novo, ele só precisa retomar a caminhada, voltar, se alinhar e caminhar em direção ao alfo.
Então eu encerro aqui encorajando você a que tenha sempre uma postura correta, mesmo quando não for tia de seia. tropeçou, se arrependa o mais rápido possível. Concerte-se com Deus o mais rápido possível.
Concerte com as pessoas que você possa ter falhado o mais rápido possível, né? O próprio Jesus falou: "Você não vai oferecer uma oferta a Deus sabendo que o seu irmão não está bem com você. Vai reconciliar com ele primeiro.
" Então, eu tenho visto muitas vezes marido e mulher que precisa de uma conversa, de um momento de oração juntos antes da ceia. Isso não significa que é o único dia que eles devam se acertar, né? Se aquele dia calhou de ter acontecido algo da eminência da ceia, o acerto será ali instantaneamente feito antes da ceia entre eles e com Deus.
Mas nós precisamos ter um coração de correção, né, que seja sempre imediato, né? errei. Não há razão para que eu demore para consertar, nem para me afastar do pecado.
E à medida que vamos celebrando a ceia do Senhor, recordando não só o que ele fez para nos perdoar, mas o nível de compromisso que ele assumiu conosco, a seia deve ser para nós também o momento de gerar uma consciência em nós, de que o nosso compromisso com ele precisa ser cada vez maior. Ah.