e aí e aí [Música] o olá sejam todos bem-vindos a nossa disciplina de filosofia da linguagem um a nossa aula quatro e nós estamos estudando então o texto do loki o livro três do texto do rock ensaio acerca do entendimento humano e o livro três trata então da questão das palavras ou seja trata da linguagem loki né e para essa aula 4 de hoje nós vamos falar sobre o abuso das palavras em loki na aula passada nós falamos a respeito das imperfeições da linguagem e por nokia 100 perfeições da linguagem acontecem muitas vezes de modo
natural né são imperfeições intrínsecas ao processo de transmissão das nossas ideias quando nós então é compartilhamos essas ideias com outras pessoas a hora no abuso das palavras que que está lá no capítulo 11 desse desse livro três o loc vai dizer que na verdade né o abuso ele tá para além dos problemas que são de ordem natural da linguagem né porque na verdade quando nós falamos de abuso das palavras né o pó do blog fala de agosto das palavras ele na verdade está falando de atos no processo de linguagem de atos que são voluntários então
aí perigoso porque conscientemente o sujeito e lhe impõem no processo de comunicação da linguagem alguns vícios vão pensar bom e que são vícios perigosos né porque que são vícios perigosos né porque ali a esse processo de comunicação e na verdade é bom a gente sempre relembrar que por loki a linguagem tem uma finalidade muito específica né que é a estabelecer como fala assim contrato social é externalizar as nossas ideias por meio de signos linguísticos por meio seja das palavras é importante que a gente entenda isso para o estabelecimento então do contrato então se nesse processo
todo eu estabeleço um vício e esse vício ele é voluntário ou seja tem consciência de que eu tô manipulando-as as palavras e os seus significados então a o resultado final desse processo que vai ser o estabelecimento do contrato social que ele vai ficar muito complicado então a gente precisa tomar cuidado porque isso pode comprometer na aula que vem nós vamos falar sobre os remédios então quais seriam as saídas que o loc propõe para que a gente possa vencer tanto as imperfeições que acontecem de modo natural na linguagem quanto os abusos que são cometidos a partir
da consciência de que a gente manipula então é o significado e as palavras tá então vamos entender quais são esses abusos né é o loc elenca vários é bom primeiro deles diz respeito à utilização como falar assim de palavras sem ideias claras então ou seja sem que aquela palavra que tá sendo utilizada ela tenha um uma um significado claro né e aí o logo vai dizer assim então isso é muito perigoso porque determinadas correntes filosóficas né o ele fala assim até religião né eles acabaram se apropriando de palavras que que na verdade quando a gente
vai ver a origem ela não permite aquela significação ou aquela significação não está muito clara não tá muito distinta né então é como se eu usasse palavras ele vai até falar né lá no em resumo que eu até coloquei para vocês ele vai falar que é quase que palavras vazias nelas são compreendidas as pessoas aprendem a falar emitir o som mas na verdade elas não sabem muito bem o que ela está falando aí ele fala assim olha é palavras que trazem confusão aí dá alguns exemplos né como por exemplo sabedoria glória graça né que acabou
longo da história do pensamento é provocando conflitos porque o interlocutor ele na verdade não sabe exatamente o significado dessas palavras e quem a zenith é a semente também sem uma ideia claro então é como se construir sim ali um conceito e em que essas palavras na verdade é período muitos hiatos na sua compreensão né por exemplo a palavra sabedoria que a gente tá falando nessa gente pensar qual seria o conceito de sabedoria nessa a gente fala olha o que que significa dizer que uma pessoa é sábia né é será que a pessoa sabe aquela pessoa
que tem um conhecimento é vasto a respeito da cultura né será que é sabedoria pode ser compreendida como sendo a concatenação de vários outros tipos de conhecimento e isso é acabaram cultura a palavra sabedoria perdão ela pode significar o mesmo que cultura então vocês estão percebendo é que na verdade logo que tá falando assim a gente não tem um conceito claro a respeito da palavra sabedoria e aí então cada autor vai determinar a sua maneira e a partir da sua perspectiva histórica esse conceito o log vai dizer que isso é feito de maneira voluntária então
ou seja é a conceituar a palavra sabedoria é delicada porque porque quando alguém tenta fazer ele voluntariamente tenta camuflar né vamos pensar assim o conceito de sabedoria então assim a gente tem vários conceitos de sabedoria né e as pessoas na verdade não sabem é dizer qual é realmente o significado hoje abriga a esta palavra o que melhor corresponde a palavra sabedoria esse é o primeiro abuso tá o segundo abuso é ele vai falar que é aplicação instável das palavras isso ele mesmo né utilizando as palavras do próprio loki né e ele vai falar assim olha
no processo de comunicação por parte daquele que fala muitas vezes ele usa das palavras é de maneira inconstante e ele fala essa inconstância ela se dá tanto nos curso falado quanto nos cursos escrito e mas como é isso né ele vai explicar ele fala assim então é muitas vezes palavras que são simples que são derivadas de ideias sim e elas acabam sendo colocadas no lugar de palavras compostas e complexas vamos dizer assim e isso acaba gerando uma dificuldade porque a gente não sabe se aquela palavra ela tá sendo utilizada naquele momento é enquanto é derivação
de uma ideia simples ou se ela está sendo utilizada como uma derivação de uma ideia complexa então ele dá para um exemplo ele fala assim olha a palavra poder né ele vai dizer no livro todo o ensaio acerca do entendimento humano não necessariamente na parte 3 que fala das palavras mas justamente na parte 2 que vai falar sobre a divisão das ideias oloco vai falar assim que na verdade a ideia de poder e ela nada mais é do que uma ideia simples por que que ele vai falar assim olha a ideia de poder ela na
verdade ela é uma percepção que a gente tem que o sujeito tem das alterações das ideias simples aí ele pega e fala assim olha quando a gente afirma por exemplo que o fogo ele tem o poder de derreter o ouro ou que ele tem o poder de destruir a consistência das partes transformando dessas partes em líquida nem fluido então é ou quando a gente percebe que o outro tem poder de ser transformado pelo fogo na verdade essa palavra poder tá sendo utilizada como capacidade ah tá sendo utilizado como uma capacidade que um objeto tem de
ao tocar o outro objeto de transformá-lo então veja e muitas vezes se usa a palavra poder do ponto de vista político representando outra coisa então coloque tá dizendo olha quando você usa a palavra poder você tá usando a palavra poder enquanto o significado de capacidade ou você tá utilizando a palavra poder como por exemplo significado de amplitude de ação é o rei tem o poder de vida e morte por exemplo tá é aplicabilidade política da palavra poder então coloque fala acontece exatamente isso né eu tenho uma instabilidade no uso das palavras e isso pode gerar
e isso pode gerar confusão na compreensão é osso porque será que o rei teria o mesmo poder que por exemplo o fogo teria né será que por exemplo é ilimitado ou será que há limites então todo um exemplo tá poderia ser aplicado a qualquer outra coisa é qualquer outra ideia simples que acaba sendo aplicada a ideia de poder é mais claro porque para ele muito simples na ideia de poder vem de uma ideia simples que é ao fato de que um objeto pode sobre o outro exerceu uma influência pronto é isso né e aí que
tá né nós estamos falando de ações do mundo físico e no caso do fogo e quando a gente tá falando a gente transporta essa mesma palavra do mundo por exemplo da política é o blog tá dizendo é aí que acontece então o abuso é porque nem sempre é possível utilizar ele vai falar dos remédios um remédio vai ficar bem claro isso para gente mas só antecipar um pouquinho ele vai dizer a gente precisa um dos remédios é determinar exatamente qual é o sentido que eu tô querendo aplicar para aquela palavra né mas acontece que tem
pessoas que muitas vezes não fazem isso porque justamente querem trazer essa instabilidade e consequentemente colocar o ruído vamos falar assim no processo de comunicação tá o terceiro abuso seria a obscuridade e em relação ao significado das palavras né aí ele vai falar assim então esse é essa obscuridade ela acontece muito quando a gente tenta usar palavras velhas para em nova york em paradigmas novos né que são comuns então ele vai falar e quando uma palavra ela tem o seu significado dentro de um contexto e quando eu quero utilizar essa mesma palavra mas dentro de um
outro contexto sem contextualizá-la aí que surge a obscuridade né porque eu acabo elaborando novos termos mas eu não me preocupar em definir esses novos termos né ele dá um exemplo né eu eu vou mostrar para vocês aqui o exemplo que ele traz é um outro exemplo que vocês vão entender também muito facilmente né então vamos começar pelo dele então ele fala assim bom é quando a gente fala da obscuridade em relação ao significado das palavras que no abuso ele fala isso acontece muito quando a gente tenta conceituar a palavra substância né porque na verdade ele
fala quando a gente pensa é em qualquer espécie particular de substâncias como por exemplo ele fala cavalo a pedra né embora a gente saiba né que a ideia do cavalo a ideia da pedra ela tá na nossa mente porque ela é um produto de uma reunião né ele chama de coleção né de várias ideias simples de qualidades sensíveis da corda figura do tamanho e tantas outras coisas que nós vamos compondo assim como o quebra-cabeça é composto de várias pecinhas nem para a gente entender essas pecinhas são as ideias simples que nós adquirimos das coisas tanto
das cores quanto das figuras e das formas geométricas e que nós vamos com ponto com ponto com ponto com ponto e associando uma com as outras a ponto então de ter uma ideia de substância como por exemplo o cavalo a pedra né a gente pega a dureza a gente pega tá banho a gente tantas outras coisas e vamos com o ponto na mente ele ele diz então isso é o que a gente classifica como sendo substância mais acontece que mesmo sabendo que a gente não pode nunca imaginar essas qualidades sozinhas porque para que seja substância
ela tem a unidas e informar um cenário né pensando nos pedrinhas no quebra-cabeça né não adianta quebra-cabeça de uma pecinha aqui o talho do eu falei com essa substância a substância que não tem condições de reunir todas essas peças e formar uma imagem né ele vai dizer então embora ou saiba que eu não posso né construir isso sozinho existe muita gente aí vai falar que acredita que na verdade a palavra substância significa que existe um substrato para além dessas qualidades que compõem o objeto na minha mente como se para além do quebra-cabeça das pecinhas do
quebra-cabeça eu tivesse um uma outra coisa por baixo disso é formado de substratos ele vai falar de então tem gente que confunde as coisas que acha que substância na verdade é um cavalo é a pedra mais além disso substância é o que constitui a uns é um substrato né essa ideia clássica da do conceito de substância e também vai dizendo olha na verdade o cavalo nada mais é do que a composição de várias dessas equipes da minha mente pronto isso essa distância e ter uma falar mais tem pessoas que usam a palavra de maneira obscura
ele tá criticando aqui aquelas concepções clássicas de substância né que que vem já tem os guardas tóteles né e que a gente tem dentro da tábua das categorias do aristóteles a gente tinha é por exemplo o homem aí depois a gente tinha a posição se tá sentado o lugar o tempo é enfim todas as qualidade o vídeo sobre a substância como se houvesse o homem que as qualidades aquilo o loc adj insistir suas qualidades reunidas formam substância isso é a substância então isso foi construído ao longo da história do pensamento filosófico de maneira obscura então
tá falando então tá vendo eu uso a mesma palavra é que é substância que uma palavras rápida e que eu tento aplicar ela a conceitos a paradigmas novos que no caso que ele tá falando é o paradigma da modernidade nem ter uma falar olha e isso causa obscuridade um outro exemplo que eu falei para vocês é um exemplo muito comum que é por exemplo pensar assim a ideia de deus né a ideia de deus eu pegar a ideia de deus dentro do da tradição aristotélico-tomista né eu vou ter ideia por exemplo de um deus trança
o filho de um deus criador não pra gostosos mas é para o cristianismo tentando lapidar essa ideia é de deus e cristianizando essa ideia de deus eu tenho sim um deus absolutamente pessoal um deus absolutamente capaz é de cuidar da vida dos homens e descerei e por ser o criador cuida dos homens ea uma transcendência né quando eu aplico esse mesmo conceito é perdão essa mesma palavra de deus para por exemplo aqui a filosofia de espinosa ela já não é mais cabível e por quê porque para espinosa o sentido de deus é o outro e
se deus não é o deus transcendente não é mais é um deus imanente e se deus não é um deus que cria o mundo que cuida do mundo esse é um deus que esses pan de no mundo e o mundo como expressão das suas potencialidades das quais nós conhecemos só duas o pensamento extensão todos estão percebendo que o significado é completamente outro digamos que alguém que não conheça o contexto nesse novo paradigma filosófico para pensar a ideia da divindade de deus em espinosa começasse a ler o texto de espinosa e vice deus deus deus deus
deus deus deus e o que que acontece ela vai atribuindo o conceito de deus o mesmo que ela tinha da tradição então isso é obscuro então é num dos remédios ele vai dizer deixa claro exatamente olha agora pela palavra de deus eu quero dizer isso isso isso isso ou no caso do exemplo que o próprio loki da né por substância eu entendo o que nada mais do que a coleção de várias ideias simples ou de qualidades sensíveis que acabam sendo encontradas naquela coisa e que reunidas formam aquela coisa pronto né nem sempre isso acontece né
é tanto no discurso quanto na fala na na escrita a o filósofo quem tá escrevendo não se e definir mari cria então obscuridade e assumiu lote falso não não definir porque justamente já quer um que fica obscuro a relação ele fala isso que é intencional é entre a palavra eo significado que ela tarde o quarto abuso diz respeito ao fato de que muitas vezes nós acabamos tomando as palavras por coisas né o quê que significa isso é uma outra confusão também né aí ele falou olha tem muita gente que acredita que o nome dado as
coisas de fato corresponde realmente as coisas que existem no mundo real né ele fala ele dá um exemplo ele vai assim isso acontece de maneira assim magistral com um dos conceitos que é um conceito de matéria e o conceito de corpo aí vai falar assim primeiro ele vai ter cuidado para dizer olha eu não tô falando que a matéria pode existir sem o corpo por pode assistir sim a matéria não ele vai falar assim olha apesar da da matéria do corpo eles eles não são assim realmente distintos no sentido de que eles são independentes né
é porque onde estavam tá o outro né na verdade ele significa o coisas diferentes é não é porque existe a necessidade de um barco outro essa reciprocidade que o sentido e o significado vão pensar assim não seja o outro então ele vai falar então aí surge o problema né aí vai descer eu vou clarear questão ele vai dizer o que é corpo ele vai ser hora corpo nada mais é do que eu até coloquei aqui ele está aqui para que vocês pudessem entender aonde é que tá o problema onde aparece o abuso e realmente a
gente faz essa confusão mesmo né ele vai falar o corpo nada mais é do que uma extenção sólida da substância figurada de que a matéria é apenas uma concepção parcial e confusa então me fala assim olha quando a gente fala da matéria a gente não tá falando de várias coisas não a gente está falando de uma coisa só porque na verdade a matéria nada mais é do que a ideia de uma substância sólida que sempre se se comporta da mesma forma ou seja é uniforme enquanto quilo corpo e na verdade ilha abriga a extensão ea
figura a extensão minha figura elas são capazes sofrer variação é óbvio que sofre eu tenho uma vela quadrada tem uma vela redonda eu tenho uma vela é digamos triangular eu tenho a extensão é mais curta ou enfim eu tenho comprimento da largura eu também a a profundidade diferente sim determinadas coisas diferentes isso não é a matéria em seu corpo porque porque o corpo tem extensão corpo tem figura a matéria na verdade é só extensão sólida da substância que a figurar e eu confundo as coisas eu acredito que quando por isso aí ele vai dizer lá
no texto ele vai fazer isso gerou problemas do tipo a matéria prima né é como e a matéria possui um corpo que pudesse ser modelado e que pudesse gerar outros que gerasse outros que já nasci ontem falou assim na verdade não existe um conceito de matéria-prima que hora que eu conselho que aparece já desde os pré-socráticos então está querendo dizer eu tô tomando uma coisa por outra né porque eu eu acredito que as coisas correspondam do real aí vai falar não corresponde quanto que o corpo ele é uma extenção é que é na verdade o
corpo ele se manifesta por meio da extensão e da figura a matéria por si só ela nada mais é do que uma substância sólida por isso que ele vai falar assim mor não existe matérias e vai falar existem corpos mas matérias não entrei só um problema a gente em que aparece de um exemplo que é um exemplo da física vamos pensar assim mas que tem implicações filosóficas para que a gente possa compreender que de fato ao risco de tomar as palavras por coisas sempre o seu significado corresponde o quinto abuso e diz respeito ao fato
de que nós designam vamos as palavras no lugar de coisas que elas não poderiam ser designados para então mais uma vez o loc com e didático né ele dá um exemplo para dizer como esses abusos acontecem te levar óleo digamos que alguém diga assim ó o ouro é maleável é uma proposição na verdade essa pessoa está afirmando algo muito mais que isso ela tá quando ela falou ou é maleável ela tá dizendo assim ó ela quer dizer assim mal o que eu denomino ouro é maleável um se você já o que eu chamo de ouro
é é maleável então eu tô falando por exemplo o que eu a essência nominal né aquilo que dá o nome para coisa nem tão que o que é o meu nome no ouro é maleável esse tipo de proposição o logo fala pode dar asas a gente pensar que é essência real né o que que o ouro é mesmo na sua integridade de pensar assim ele é maleável acontece que maleável é uma característica do douro né então a maleabilidade ela é inseparável da essência do ouro mas na verdade o olho não é só maleabilidade né o
outro tem outras coisas ele tem por exemplo a capacidade de ser fundido determinado a temperatura né a cor então olha quanta coisa que tem e para que eu possa chegar essa substância chamada ouro então se o meu interlocutor ele não souber o que que é essência real ou serviço se ele não souber o que que é o ouro que é nada mais nada menos do que a junção de todas essas ideias compostas na minha mente porque o vi eu percebi eu ouvi eu senti eu fui lá no laboratório alguém ensinou tal que o olho é
composto disso disso disso que tem determinada estrutura físico-química assim assim assim e pronto eu sei o que que é o ouro então se o meu promotor não souber o que que é essência real então a conexão da maleabilidade não consiste ou seja é eu vou simplesmente vai achar simplesmente que a palavra maleável o que significa o só que tem muitas outras coisas que são falei árvores certo por exemplo eu posso pintar uma uma como que eu posso dizer uma borracha né de de amarelo né brilhante vão pesar assim e eu posso amar eu posso tornar
essa borracha maleável no sentido de que eu posso fazer sobre ela é certos certos objetos eu posso manusear essa essa substância de tal maneira que se o meu interlocutor simplesmente é tiver na mente dele que maleável e brilhante o cor amarela é ouro ele vai olhar e vai pro sim essa borracha que está na mão dele é de ouro ou seja é o ouro na verdade né então e a aí o blog vai falar assim olha tem hora que a gente só ouvir um som ouro e mais ninguém mostra para a gente ser um tipo
de conhecimento né que o bloco vai chamar de ostensivos como é que é um sino por uma pessoa que quer o ouro hora é um bosta para ela primeiro objeto olho fala olha o ouro tem determinadas propriedades essas propriedades são assim assim assim se for possível levar no laboratório mostrar para ela o processo da constituição do ouro e como é que dela desde o garimpo se dá ou se não puder mas poder explicar para ela como que se dá o processo ela vai entender o que que é essência real do ouro se ela não souber
isso e ela simplesmente ficar com uma das características é o que acontece é eu vou levar o gato por lebre aí então eu pego pinto um objeto o que é o ouro e porque é maleável e pronto e a pessoa vai achar que ou então ele vai falar na verdade as palavras elas designam o que é essência nominal eu no meio as palavras e a partir do instante que eu dou um nome as palavras as pessoas compreendem a partir do nome é a derivação de tudo isso que seria a sua essência real pela apreensão por
via dos sentidos então vocês estão percebendo gente que a palavra e o significado das palavras depende a absolutamente dos nossos sentidos para a compreensão é por isso que é muito importante sobra em parentes aqui é muito importante a questão de ensinar para as crianças é o significado das palavras e demonstrar para elas o que de fato ou é que se deu o processo que chegou até a constituição daquele conceito para que ela tenha na mente dela muito claro que é essência real e o que que é extensa nominal a essência real é aquilo que constitui
de fato aquele objeto e que eu no meio por determinada palavra mas que significa tudo aquilo que tá ali isso é ostensivo tá isso não acontece por abstração ou mesmo por idealismo não acontece na prática acontece na realidade tá mas é um abuso que nós temos que tomar cuidado porque porque às vezes a gente corre o risco como eu falei de designação coisas as palavras né no lugar das coisas que elas não deveriam estar tá bom aí ele vai falar tá mas é origem dos abusos né porque ele tá falando falando falando falando determinado momento
lá no há 11 ele vai falar mas qual que é a origem né ele vai falar olha é a origem dos abusos é substituir nomes pelas essências reais eu acabei de falar para você isso né é porque a gente acredita né ao substituem nomes é essencial nominal pelo essência real a gente acredita que a natureza sempre vai funcionar do mesmo jeito né gente tem uma crença de que a natureza tem uma regularidade e que essa regularidade nos permite classificar as coisas tudo de modo geral e não é assim que funciona é a gente tem que
entender que existe o fluxo continuo na natureza as transformações acontecem e que para que eu possa compreender essas transformações eu preciso primeiro entender como é que essas coisas funcionam vá e as os elementos é simples que implicam no processo daquilo para que eu posso então a partir dali elaborar um nome para aquilo isso pode ser um mundo físico pois pode ser no mundo moral isso pode ser no mundo político isso pode ser não importa aonde acontece que eu tenho que desfazer da crença de que as coisas elas têm uma certa regularidade pronto que me permite
conhecer na verdade a essência daquela coisa e substitui aqui no por um homem sem de fato conhecer a essência daquela coisa então tudo tá nessa relação né então o significado da palavra na verdade que se dá para uma convenção essa convenção a conversão vou área que que significa isso entre que nós nos reunimos em povos as coisas nomes olha esse é como se chama tal coisa o efeito estufa isso aqui pronto eu tô dando um nome para esse fenômeno o efeito estufa tá o efeito estufa é ocasionado por quê por conta do aquecimento que praticamente
é global por conta das mudanças que ocorreram na a camada que envolve a terra e aí varga e faz bom as explicações elas vão-se dando e tudo isso reunido ou se chama efeito estufa acontece que isso é variável né eu não posso acreditar que vai ter uma regularidade tanto é que no decorrer das ciências a gente encontra muitas vezes é explicações do tipo então antes disso era denominado tal coisa depois passou-se a se denominar tal porque porque o fenômeno já não mais e se manifesta da maneira como ele se manifestou aquele nome né não poderia
ser utilizado hoje vou pensar assim então é isso que o loc tá querendo dizer né que o a origem está na falsa crença da natureza regular e aí ele vai continua o sexto abuso falando da crença cega que se tem nas palavras né então ele aí ele vai falar que existe um hábito é aquele mesmo hábito que nós falamos agora que leva as pessoas acreditarem que a existe regularidades na natureza e telefone então tem um hábito que leva muita gente até uma crença cega de que tem que ter uma relação necessária entre os nomes e
os significados convencionados então eu tenho na verdade é uma relação de coisas e essa relação de coisas que o mundo eu de maneira é impositiva e contratual nós damos a essas coisas os seus devidos significados né e dá os nomes a essas coisas mas acontece que tem gente que acredita que os nomes os nomes das coisas carregam significados que são infalíveis né de que não é não é possível nunca se enganar a respeito deles aí ele já falar então é esse tipo de crença de que as pessoas têm de que os nomes eles carregam em
si um significado infalível e que não pode ser de um outro jeito é isso que arrasou o cenário intelectual que tem provocado ele vai falar fall há problemas então é filosóficos se a gente for parar para pensar ele tá criticando o próprio idealismo é carteziano a ideia por exemplo de que o conceito de alma é superior por exemplo ao conceito de corpo então ele fala assim olha a gente tem um significado da alma e nós temos um nome é esse significado e acreditamos que ela realmente abarca todas essas relações inclusive por exemplo a relação de
que a alma é mais fácil de ser conhecida do que o corpo que é o que o de kate propõe né na segunda meditação já e que depois na quarta ele ratifica então o loc vai ser pois é né a gente convencional nou a e quando bom de vista filosófico agora né então a gente se coloca adicionou acreditou-se que a alma tinha todos aqueles atributos né e temos um nome a ela e é infalível e aí no caso é quando vem é a escola com pensar assim né quando o empirismo é propõe que na verdade
é não a ideias inatas a mente que portanto então na alma essa característica não faz parte porque as ideias surgem do mundo lá fora então esse nome e já não corresponde mais aquilo que de fato é a briga a alma né as ideias não são oriundas delas mesmos mas elas são oriundos do mundo sensível pra vocês estão percebendo que ele vai dizer assim tá falando explicitamente né eu tô trazendo essa explicação para vocês é esse a gente esse exemplificação para vocês para dizer que isso que acabou gerando conflito o segundo ele ao longo da história
né e que depois se a gente for parar para pensar o ou cantinho e vai olhar vai dizer realmente olha aí como é que a gente consegue agora conciliar a possibilidade de se pensar que há na mente alguma coisa que é a priolli o que independe da experiência e coisas que dependem da experiência então o criticismo kantiano vai ser uma luz no fim do túnel para se repensar o processo por exemplo do conhecimento que por loki estava comprometido por conta de uma crença de que o nome que estava sendo aplicado aquela realidade convencionada já não
corresponde então você estão entendendo que ele fala que isso se deu de maneira voluntária né que o teclado sabia que era frágil aquela spray frágil aquela explicação enfim bom então isso aqui para dizer quem tá certo ou errado mas não é esse objetivo só exemplificando esse sexto apostar e é determina dando um resumo dos avulsos deve tá olha é fácil então é quem tem nome sem ideias suas palavras carecem de sentido e fala apenas somos vazios né que o que nós falamos no primeiro a bolso né as pessoas que têm nos nomes mas na verdade
não sabe o que eles significam né no né claro não é destino então fala só só um vazio é o mesmo que ele exemplo que eu falei do olho nem a pessoa sabe o que é a palavra né mas na verdade não conhece a essência real ou já ouviu a palavra sabedoria mas na verdade parece do seu sentido então fala somos vazios quem tem ideias complexas né sem seus devidos nomes encontrar né sem liberdade e sem rapidez suas expressões né acaba usando então perífrases né que na verdade é uma figura de linguagem né tem uma
ideias complexas mas na verdade eu não tenho nome para aplicar para essa ideia né então a gente tem que substituir por palavras que se aproximam né ele o problema aqui é o seguinte é da organização da ideia complexa com o nome que atributo é quando não existe essa conexão por isso é importante a gente a questão do conceito é uma coisa assim a filosofia o conceito uma coisa muito importante é preciso que a gente entenda de uma vez por todas o que aquela palavra significa se eu não por mais que seja uma palavra simples ou
ou seja o resultado aí de várias outras ideias né que são resultados de ideias simples que produzem em ideias complexas se eu não souber da denominar dá nome aquela ideia eu vou ficar criando perífrase como por exemplo essa né o país do futebol né tá o quê que é o país do futebol né a gente fala pode futebol brasil então quê que é o brasil então vocês estão entendendo na verdade é o conceito o brasil é óbvio é muito amplo e que também inclui a cultura do futebol mas se eu não tenho claro o que
é o conceito brasil em sua vasta extensão tanto do ponto de vista político econômico social cultural né é simplesmente considerar o que vem à minha mente naquele momento que é uma ideia complexa mas olha é o país do futebol é a ideia que você tem você é muito comum a gente pensa aqui não né mas as pessoas elas é aí que nas as distorções do senso comum e tanto é que em distorções dessa natureza a gente fala escuta você no sábado você tá falando não é assim que a gente fala então assim você tem certeza
que é isso que você pensa a respeito do nome então isso é muito gente tá muito no nosso cotidiano né então sei lá vamos dar um exemplo aí a democracia é então a gente pensa que o que a democracia só a manifestação do voto popular a outra democracia por exemplo a liberdade de expressão é mas não é isso é muito pobre ainda né então é preciso que esse nome democracia é seja conhecido no seu significado e o significado da democracia ele é constituído de uma série de ideias né que são resultados de uma série de
relações em que o sujeito mantém com o mundo de ideias simples que vão se que vão formando na mente e que vão elaborando cada vez mais outras ideias complexas a ponto de não ficar numa expressão tão rasa como essa de que a democracia é o direito de manifestação de todos tô dando só um exemplo a outra outra coisa que ele fala quem usa palavras boa tarde regularmente não será levado em consideração entendido é aquela questão tem constância né se você usa uma palavra que é e no outro momento usa a outra palavra com outro sentido
você vai ser entendido né beijo que você é a não ser que você determine olha o sentido aqui é esse aqui não é o segurado a essa questão né tem gente que usa uma palavra e depois que gera confusão aí a fã não mas eu não quis dizer nesse sentido ué então por que que você não falou logo antes de você falar a palavra você não disse qual era o sentido que você queria utilizar a palavra né o deixou ela solta e depois que outros ouviram interpretaram e criar um contendo entorno daquela palavra e você
vai se manifesto que é o que acontece então se você usa disco a mente regularmente de maneira inconstante instável né senão vai se entendido ao contrário você vai produzir confusão outra coisa quem aplica seus nomes né pra ideias de modo diverso do uso ordinário carece de propriedade fala de modo confuso é isso aí é muito delicado porque os nomes eles estão ligados as coisas que por sua vez tem os seus conceitos né e tem uns ordinário para aquilo então quando a gente de maneira leviana aplica nomes é para coisas que na verdade não correspondem ao
mundo do dia a dia né nós estamos falando de maneira confusa é perigoso quando a gente classifica pessoas né é quando a gente adjetiva e a gente tá na verdade é muitas vezes correndo o risco de ser injusto porque nós na que aquela pessoa que não corresponde aquilo que nós acreditamos que ela de fato pode expressar pode corresponder ou por um comportamento aqui ou por uma conduta like é é difícil é complicado a gente julgar é aquele que eu te falar pela aparência né então eu não te dá o nome de uma maneira diversa daquilo
que de fato é e a gente fala de maneira confusa e gera conflito né outra que ele fala quem tem ideias e substâncias descordantes né coexistência real para ela carece de materiais do verdadeiro conhecimento no seu entendimento é e produz o que é ele os sonhos né então eu e isso massa daquilo que eu o bloco que falou da dificuldade de compreender a essência real da essência nominal né eu tenho é ideias né de substâncias que são absolutamente descordantes mundo e quanto eu tenho ideias de substâncias que não corresponde ao mundo real eu acabo então
produzindo imaginação né seja a viram muita gente fala assim olha o que você tá falando não existe seja alguém coisas desse tipo olha o que você tá dizendo não é real é é isso é que a ideia é que a pessoa tem da coisa na verdade não corresponde a coisa por quê porque a pessoa que tá falando e que tá tendo essa ideia da coisa não conhece a organização a interna da coisa pode ser um objeto pode ser uma realidade social política e não importa aqui é ampla questão né e aí a gente produzem então
é isso acontece até na ciência né às vezes o cientista taline com afinco para descobrir determinada as coisas e compreender o comportamento do mundo para que ele possa melhor interferir nesse comportamento mas na verdade a ideia que ele tá tendo não tá correspondendo ao modo como uma coisa tá se manifestando diante dos olhos dele né e tem pessoas que são irredutíveis elas dizem não não é isso tem que ser assim como não ser assim né eu tenho uma noção do que uma coisa isso é mas não bom então a gente tem que tomar cuidado aí
nós não chegamos ao final da nossa aula de hoje eu proponho para que vocês leiam o capítulo 10 então né da parte 3 nada na obra as palavras e as coisas que é um texto que a gente está utilizando né e que vocês pulam a essa pergunta eu vou ler com vocês que vocês entendam é porque para locke existe uma crença muito difundida e essa crença causa muitos efeitos nocivos para o conhecimento de que é uma conexão necessária entre nome e significado né porque que as pessoas de fato acreditam piamente sem evidentemente fazer a crítica
necessária tanto do ponto de vista do conhecimento quando o ponto de vista linguístico entre nome e significado é que é na verdade que são perdamos abusos então quando a pessoa ela ela acredita né realmente que o que ela tá falando em nome ando tem um significado da mente do objeto que ela tá vendo está sendo nomeado né quando ela tem essa crença de que realmente assim sem a crítica necessária então causa problemas a todos esses que foram abordados por loki dos abusos que nós então apresentamos para vocês nem tão eu desejo para vocês uma boa
semana de estudos que vocês possam assim ler e que é muito curto texto tá então vocês possam fazer leitura e que vocês possam então responder com eficácia e qualidade essa questão um grande abraço a todos na próxima semana nós nos encontramos lá e aí [Música] g1