[Música] Olá estudantes como vocês estão essa é a nossa nona aula né E hoje estaremos falando sobre o Brasil na rota do Atlântico negro né tráfico negreiro fluxos culturais e religiosos né então a gente vai falar sobre bastante coisa né sobre a influência né negra na Cultura né e na religião né primeiro eu gostaria de falar que o objetivo dessa é dessa aula né é pensar justamente essa situação né do Brasil como rota né do tráfico negreiro e que perdurou aí por 400 anos né a escravidão é a escravidão africana ela perdurou por 400 anos
ao longo da história né e o Brasil ele foi um dos principais já receberem um dos principais destinos deste tráfego né No entanto é interessante a gente perceber que ao longo deste movimento né do que vai ser conhecido como diáspora né africana é vamos perceber um grande fluxo cultural também né então a gente precisa olhar outras nuances deste movimento né Então essa aula é justamente destinada a gente compreender nessa questão do tráfico negreiro no Brasil né o Brasil como rota desse mercado e também o fluxo cultural né que ocorreu por meio deste movimento né é
primeiro o nosso primeiro tópico a gente pensou justamente no Brasil negro né porque eu iniciei a aula né eu iniciei essa disciplina falando história da África né lá nas primeiras aulas eu iniciei falando para vocês que o Brasil é o segundo país mais negro né do mundo né fora da África o Brasil é o país mais Negro do mundo e isso né a gente pode perceber que é indecorrência ao tráfico negreiro né é para vocês terem uma ideia nos censos mais recentes assim desde 2010 já há uma porcentagem muito alta de autodeclaração negra né quando
a gente fala de Alto declaração Negra a gente coloca aí os pardos e os negros né Então pense aí em 2010 né o senso de 2010 vai colocar 7,6 pessoas que se auto declaram enquanto pretas e 43,1 enquanto pessoas pardas né só mais de 50,7% da população em 2018 essa autodeclaração aumentou né a gente tem gráficos mostrando né 2018 2021 né Tem gráficos já mostrando que mais de 47% das pessoas se autodeclaram pardas e 9,1 se auto declaram Negra pretas né então configurando aí com mais de 56% da população brasileira né Negra e essa questão
né a gente pode perceber principalmente como eu já enfatizei para vocês Justamente na questão né do Brasil sendo rota do tráfico negreiro né estima-se né que mais de 11 milhões de pessoas elas foram arrancadas né das suas terras em condições e humanos né o tráfico negreiro ele arrancou né da África mas de 11 milhões de pessoas e acreditem mais de 50% né cerca de 50% desta população deste destino era para o Brasil né então deixa 50 milhões 50% era destinada as costas brasileiras então a gente percebe que essa é uma das principais explicações né sobre
a o contingente de pessoas né pretas no Brasil negras no Brasil né e a gente percebe o quanto né o Brasil ele teve em seus portos né Principalmente ali da Bahia e do Rio de Janeiro né pessoas trazidas para serem escravizados né e é muito importante considerarmos a seguinte questão né é enquanto a gente fala justamente desta demarcação trágica né de rompimento de Laços sanguíneos dos povos africanos né dos povos geracionais é ele foi um sistema extremamente rentável para o outro lado né o tráfico negreiro ele foi um dos principais comércios econômicos eles foi um
dos principais investimentos de Portugal por um longo tempo por meio desses 400 anos era um dos principais produtos né o homem ser humano o negro era um dos principais produtos no comércio português né então ele foi extremamente rentável para quem o financiava né foi extremamente para os portugueses e para os Comerciantes né de negros escravizados né e Como eu havia já né como a gente vem pontuando e martelando ao longo das aulas é este comércio ele só foi possível por meio da legitimação da supremacia Branca né da supremacia racial Branca né pelo também investimento religioso
né da catequização né tem-se Todo essa legitimação do Poder dos colonizadores então isso foi possível tanto pela questão do financiamento quanto pela legitimação do discurso né Por ideais de supremacia branca que acaba instituindo e compactuando estimulando né para a escravidão e para o tráfico negreiro né então a gente percebe né que esse processo extremamente violento que aconteceu é também vai trazer né e é uma outra perspectiva que se traz né é fluxos culturais para o Brasil né influencia de outras formas algumas dinâmicas apresentadas no Brasil e É nesse sentido né que eu vou comentar com
vocês um pouco sobre a questão das Nações africanas no Brasil essa questão né de nações africanas ela é muito interessante porque é conforme a gente vai percebendo ela não se designa da mesma forma que seria né em África as nações africanas elas tendem né a dizer muito sobre identidade né sobre grupos diferentes dentro de África né sobre esse tava muito mais vinculado a uma questão de identidade dentro das próprias Nações africanas e aqui toma-se um outro sentido né É se lá falava-se sobre os troncos linguísticos aqui a ideia de nação vai estar muito vinculada aos
laços familiares vai estar muito vinculada a própria religião né existem diversas muitas vezes nós vamos falar sobre ouvir falar sobre Pernambuco por exemplo a nação do Pino né tá muito vinculado é uma manifestação religiosa uma organização ali de identidade né E que se formula toda uma concepção é para além de Laços sanguíneos né é um laço familiar muito mais amplo certo então a gente precisa perceber essas diferenciações Quando se diz das Nações né brasileiras e das nações em África também né Principalmente porque aqui por exemplo no Brasil a gente vai ter uma contribuição né de
mais ou menos 70% da mão de obra escrava vinda de Angola né e outras 20 vindo da Costa de minas né Então a partir deste momento e a partir dessa configuração onde eles são realocados para cada local né eles são distribuídos de formas distintas começa a se a criar uma outra tipo de um outro tipo de dinâmica em relação né de identidade né então quando a gente vai perceber Todo essa questão de nação ela vai acabar sendo muito mais pela proximidade cultural pela resistência né Comunitária dialogando principalmente com as religiões de Matriz afro-brasileira né por
isso que eu citei para vocês por exemplo a nação do Pina né e é nesse sentido que a gente precisa pontuar também a gente precisa lembrar sobre o processo de influência cultural africano no Brasil né muitas muitas vezes a gente vai ter a questão de falar sobre a capoeira falar sobre a língua né falar sobre a religião e religiosidade né Nós temos todas essas questões e é importante ir percebendo né que essas influências culturais elas também tem uma base de resistência né Tem uma questão que tá muito vinculada né muitas vezes a gente existe uma
percepção né de que extinguiu-se né muitas características mas não o africano quando ele vem no Brasil ele se adapta a sua própria Cultura né a religião vai ser um dos principais exemplos em relação a isso né então ele adapta sua própria culinária ele é da Pita a própria língua né a estrutura né de resistência que ele compõe vai sendo né Toda todas essas questões que vão perpetuando né que ele vai tentando no cotidiano é assimilar a cultura que estão sendo que está sendo imposta é um nível de resistência da sua própria cultura um dos maiores
exemplos é a língua né é eu comentei com vocês principalmente né da aula sobre África que a oralidade é muito importante para o povo africano né Então nesse sentido é não só essa questão de oralidade de saber por meio da oralidade acaba sendo importante mas também a forma que a língua ela acaba sendo adaptada né por esses negros vindos de África que vemos até hoje no nosso português né a Gonzales que é uma mulher que foi professora né uma pensadora extremamente importante né afro-brasileira que fala sobre a cultura brasileira sobre a cultura africana né ela
vai comentar Justamente que não é possível falar do português sem falar sobre África também ela vai cunhar o português né que influenciou não apenas ela vai fazer algumas didáticas muito interessantes né ela fala muito sobre gênero sexualidade Mas ela fala que o português não influenciou somente na língua mas também influenciou nas formas de ser né das formas de estipular relações no Brasil um dos exemplos que ela dá muito grande e que eu acho muito interessante né é que ela considera que as mulheres negras eram as mães e as mulheres brancas eram as parideiras apenas porque
eram para as mulheres negras que os filhos né do Senhor eram entregues para serem amamentados e criados né e a partir desta relação também criou-se uma ideia de maternidade né Claro que tem todo uma questão né de assimetria nessa relação Mas ela fala que ali também estipula-se um jeito de maternidade né estipula-se um jeito de ser mãe né A mãe é a mulher negra Neste contexto né E ela fala Justamente que isso também parte né dessa estrutura do português né da forma que é instituído a fala da forma que se determina determinadas questões materiais né
Para Além da cultura linguística mas é nesse sentido que ela vai dar alguns exemplos né da influência do das línguas africanas no português né para vocês terem ideia 71% das contribuições linguísticas africanas ao português brasileiro é de origem banco né E aí tem toda uma questão de gramatização mesmo né da forma dos caracteres né das estruturas do quibundo né é que influenciam em determinadas vocábulos rurais e urbanos né que vão comentar sobre cubanos Por exemplo quando fala se deixe falar fazer E sim fazer né desde falar cantar falar cantar amor amor senhor né é flor
deixa falar flor você fala Flor né então tem toda uma outra contribuição né de forma de se falar trem seria trem né trem é plantar plantar né então tem todo e por mais que se tenha né como se fosse um linguajar ela dá um exemplo muito interessante que é do Flamengo que fala Flamengo né outros exemplos que a gente pode falar de Creuza né deixa Cleusa ou reflexão desde reflexão não está vinculado ao fato de uma não compreensão e de não de uma inferioridade vocábula né como se o sujeito fosse mais simples por trocar estas
letras né alguns alhos vai falar que isso está extremamente vinculado ao fato que nas línguas africanas não existe o vocabulário não existe a sonoridade do Hélio então por isso que existe toda essa outra adaptação para o r né esse encurtamento né final também né do infinitivo do verbo infinitivo é cortado né então ela faz ela traz reflexões e influências que se tem né da língua africana no português dentre outras questões e Construções culturais que a gente pode perceber também é as técnicas de plantio e criação de animais é Tercer sextos né com fibras vegetais as
técnicas de construir as casas de Barros com palha né as organizações familiares é uma das estruturas também que se tem dentro aqui né Eu mencionei com vocês por exemplo a questão né da ama de leite né E como isso também traz uma outra questão das estruturas familiares a referência é um ancestral em África tem que ser muito culto aos ancestrais né tem que ser reconhecimento esse respeito né então tem toda essa questão da Tradição ao ancestral os cantos as danças as vestimentas a comida a capoeira as vestimentas né formas de fazer e temperar a comida
também né E além disso e outros hábitos e costumes né se mantiveram resistentes ao longo de todos esses anos né que adentraram a identidade cultural no país é um outro exemplo também que nós não podemos deixar de mencionar são as religiões afro-bras né é que elas influenciaram ativamente desde a relação Comunitária até a preservação de comidas e idiomas além de serem grande transmissoras dos saberes ancestrais africanos até os dias de hoje né entre as religiões afro-brasileiras a gente pode citar umbanda o Candomblé né e é muito interessante perceber que a religião né e a religiosidade
afro-brasileira ela designa determina né ela cultiva diversos valores simbólicos e diversos valores culturais de permanência e resistência como essas que nós já citamos mas também configura a questão familiar né a gente falou sobre a questão de nação a religião ela cultiva toda essa identidade dentro de um culto e das Nações né de identidade em relação a uma atividade de identidade em relação a uma comunidade para além dos consanguíneos né então é muito comum ouvir falar sobre a mãe de santo que acaba sendo a mãe né de todos aqueles que frequentam aquele terreiro o pai de
santo enfim a gente percebe que a questão familiar ela acaba sendo né ampliada Muito mais no sentido de identificação Comunitária né então gente Essas foram as questões né que trouxemos para vocês sobre a rota né do tráfico negreiro como o Brasil ele foi um dos principais locais a ter né a ser destinado essa mão de obra né escravizada e como também esse fluxo contribuiu culturalmente no nosso país né eu espero ter contribuído com vocês um pouquinho né ampliado um pouquinho os horizontes em relação a isso nos vemos na próxima aula tchau tchau [Música]