o cinema não passa de conspiração quadro em Branco faz tempo que a gente não faz um react do quadro em branco chegou a hora de voltarmos a falar dele então vamos Mas antes você já faz parte da introdução ao cinema o introdução ao cinema está com inscrições abertas um curso que ao assinar você tem um ano de acesso a esse curso que é o mais charmoso do Brasil um curso contínuo onde eu adiciono duas aulas novas todos os meses significa Felipe que eu só vou ter acesso a essas duas aulas todos os meses não já
há lá dentro da plataforma um bando de aula que você terá acesso ao assinar o plataforma mais essas duas aulas Então faça parte que tipo de aula você vai encontrar linguagem teoria história crítica e política relacionada à produção cinematográfica venha fazer parte link na descrição do vídeo e vamos pro quadro em branco que é isso que vocês vieram fazer aqui Jack Terry é o técnico de som de uma produtora de filmes B Ele trabalha gravando organizando bibliotecas de áudio e selecionando os melhores sons para cada filme desde pequenos ruídos como som do vento pássaros ao
fundo até portas batendo ou o grito de uma vítima de um filme slasher dessa produtora de cinema que contrata ele produtora que mais tarde a gente vai descobrir que também trabalha com film poror num certo dia ele sai à noite para gravar novos desses sons eem uma ponte e assim ele faz as folhas batendo nas árvores um casal que conversa por ali grilos sapos uma coruja na árvore ao lado qualquer coisa que possa ser útil pra montagem dos filmes da produtora é então que ele ouve pneus derrapando agnados um estouro a batida E então esse
carro que depois ele descobriria tá sendo pilotado por um influente candidado à presidência caindo da estrada ele assiste tudo isso de longe mas principalmente consegue registrar todos os detalhes do acontecimento em seu gravador de som junto no carro tá V Seli amante desse candidato à presidência que o Jack consegue salvar de se afogar junto no acidente digo possível acidente é aqui que vai começar Toda a pira de blowout ou um tiro na noite aqui no Brasil filme do Brian de Palma protagonizado pelo John traval volta que o personagem dele analisando o que tinha gravado depois
começa a cada vez mais ter certeza de que o que gravou se trata da prova de um possível atentado contra o presidenciável quando Jack se joga na água para tentar fazer alguma coisa a gente consegue ver a figura desse homem saindo das Sombras da ponte vale dizer que o roteiro desse vídeo aqui saiu semanas atrás PR os apoiadores do canal assim como quando eu Transformo em vídeo Eu também solto uns dias antes pros apoiadores que é basicamente o pessoal que ajuda na nossa campanha de financiamento com doações voluntárias a partir de R 5 Tu já
tem acesso a tudo lá em apoia PC bar quadrem branco que é literalmente o que sustenta nosso trabalho aqui no YouTube a gente não existiria sem a ajuda de vocês pensem que no lugar desse aviso eu estaria divulgando alguma pu de marca duvidosa então considerem de verdade entrar pra nossa comunidade muito dos apoiadores são meus amigos pessoais hoje em dia tem grupo no discord no WhatsApp além de acesso a outros textos também sobre cinema e tudo que tu imaginar que liberam automaticamente lá no mural quando tu contribui E tu também pode parar Ó lá Belo
ó o belo ali olha o belo aqui Mel tua boca Ten o mel ajudar quando bem entender voltando pro filme ele vai brcar muito com essas bom assim antes de tudo PR além do Melo esse aqui é um filme do Brian de Palma né blowout e o Brand palma é um autor maneirista Talvez o o grande autor maneirista e o maneirismo ele nada mais é do que uma tendência pós-moderna do cinema que passa a lidar com a história do cinema como um fardo como um peso Como assim Felipe significa dizer que o maneirista e que
é uma tendência ali dos anos 80 passa a olhar paraa história como algo que já experimentou tudo ou seja o cinema moderno já havia experimentado tudo o que fazer a partir de agora então o maneirismo e essa década de 80 ou segunda metade da década de 70 estabelece um momento de crise pro cinema que vai de um de uma crise formal no cinema que vai estabelecer uma nova maneira de se relacionar com a obra de arte se relacionar com o cinema Então é isso Hit kck Já fez tudo o cinema moderno Já fez tudo para
onde nós vamos a partir de agora sabe e dessas questionamentos de para onde nós vamos tudo já foi feito é onde surge algumas dessas inspirações dessas inquietações surgem algumas das inquietações que fazem surgir algo novo como a tendência maneirista então o maneirismo é uma tendência de certa forma que tem uma autoconsciência de que chegou depois percebe ou seja essa autoconsciência de que o cinema já realizou tudo e portanto eu tenho que fazer algo diferente só que como fazer algo diferente se tudo já foi feito aí A grande questão é que o manismo faz o quê
aquilo que a gente chama de anamorfose ou seja o esticamento da forma até que essa forma se deforme a deformação da forma é a característica principal do maneirismo fazer aquilo que se referencia aquilo que é o peso para a existência do cinema até então se torne algo completamente novo a partir da deformação do que já existe percebe o maneirismo Portanto ele se utiliza da história Afinal essa história é um fardo mas ele deforma essa história fazendo surgir algo completamente novo é por isso que quando a gente vai ver um filme do Brian the Palma a
gente sabe da onde surgiu tudo a gente sabe que Brian de Palma é Hit coock só que Brian de Palma é Brian de Palma porque ele faz Hit coock algo completamente novo na verdade BR Palma através de Hit coock nega Hat cock e esse que é o grande barato as maneiras de jogar com a nossa atenção essas dinâmicas de poder de uma imagem sobre a outra daqui pra frente é pura Piração Por exemplo quando o Jack tenta relembrar depois enquanto escuta a gravação naquela noite o olhar já é outro se primeiro a gente tinha uma
impressão de que o olhar dele controlava a aparelhagem no sentido de direcionar o captador de som para onde tinha interesse porque chamava a atenção dele aqui já é como se não tivesse outra saída além de seguir o olhar da gravação e eu tô falando no sentido abstrato aqui mesmo de uma certa subjetividade daquela narrativa é piping Tom assim mas a gente pode falar de ah de vértigo nessa né as inspirações para blowout pode ser chamada inspirações de vértigo mas pode ser de piping Tom pode ser de blow Blow Up do Michelangelo antonioni a história do
Michelangelo antonioni é muito parecida do Blow Up é muito parecida com de blowout tá E blowup é a história de um fotógrafo que vai até um parque e ele começa a fotografar um casal que está brigando depois ele vai perceber eh lá na na revelação das fotos que ele tirou que ali naquele naquele lugar aconteceu um assassinato percebe ele fica encucado Porque no momento em que ele começa a tirar foto daquele casal a mulher vem até ele e fica muito apreensiva para para que ele entregue a ela ã o rolo do filme ele não entrega
e ele vai revelar e ele vai descobrir que alguma coisa aconteceu ali só que a grande questão em blowup do antonioni é que ao revelar a foto e ele descobrir que há alguma coisa ali essa alguma coisa tá muito pequenininha lá no fundo do dessa fotografia Afinal o assunto da da foto era a briga do casal e não o que estava ao fundo e aí o nosso fotógrafo faz o quê Blow Up né Blow Up nada mais é do que uma técnica de fotografia onde eu vou ampliando aquela fotografia Ao Extremo e ao no momento
momento que ele vai ampliando aquela fotografia essa fotografia ela vai ficando cada vez mais mais pixelada mais abstrata isso comunica bastante com a técnica do cinema né com a técnica da fotografia porque veja a fotografia ela supera as artes anteriores justamente pela sua capacidade projetiva a fotografia e o cinema S peram as artes anteriores pela sua capacidade projetiva com a realidade entretanto eh e na medida em que a fotografia e o cinema ultrapassam eh na medida em que a fotografia e o cinema eh respondem a essa questão através da dessa projeção com a realidade o
que vai acontecer é justamente que as artes anteriores e portanto a pintura supera a necessidade de ser realista E aí começa a surgir as artes abstratas inclusive né ã na na pintura a a começa a surgir a não necessidade mais de que se represente através de um Realismo aí o que que acontece então no blowup na medida em que o nosso personagem ele vai ampliando a foto que é portanto através por ser uma fotografia ã uma arte que responde a essa projeção com a realidade a medida que ele vai ampliando ele vai tornando a foto
cada vez mais abstrata aquilo pelo qual a fotografia não deveria ser E aí o fotógrafo começa a entrar num embate entre realidade e ficção percebe porque a foto tirada é uma foto do passado De um acontecimento passado e não do acontecimento presente aquilo que está ali representado não mais o é no mundo porque ela é um instante Ela foi fotografada ali e agora depois o mundo é outro não mais o fundo o mundo capturado porque a fotografia o cinema é isso ele captura o instante e na medida em que ele vai ampliando esse mundo capturado
e ele vai se tornando cada vez mais abstrato ele vai se tornando cada vez mais ficcional então o filme ele vai brincando nessa relação entre realidade e ficção até onde a arte captura a realidade e até onde tudo não passa de uma grande ficção é brilhante blowup e Blow Up out do Brand Palma conversa um pouco sobre essas relações de blowup e também de Um Corpo Que Cai a gente já não escuta mais as folhas ou grilos ou sapos porque ele apontou o gravador para lá em primeiro lugar mas é por causa da minuciosa Ordem
da gravação daqueles sons que a gente percebe que ali existem folhas e grilos e sapos Então essas imagens vemm na cabeça dele quase como se aquela coruja tivesse Amado ele para anotar ela e nessa é é isso que que a gente estava falando agora né Eh essa brincadeira entre realidade e ficção no momento instante Onde nós estávamos lá nós nem escutávamos os sons das Árvores das Folhas da Coruja mas no momento em que nós gravamos e trazemos isso pro estúdio e nós escutamos a gente fica nesse embate entre realidade e ficção O que é realidade
o que é ficção é aquilo que eu escuto no no estúdio ou é aquilo que eu escutei na realidade na realidade eu não escutei essas coisas mas no estudo discute Qual é a realidade o que é a ficção ao capturar esses sons e levar para pro estúdio e ouvir no no estúdio eu não trouxe a partir desse momento narrativa ao invz de ficção vocês percebem essa parada porque no estúdio eu capturei coisas que eu nem mesmo ouvi Mas no estúdio eu fui capaz de escutar isso é narrativa é trazer um tempo outro para o tempo
do agora é contar aquele tempo pelo qual eu capturei em outro instante Essa é a diferença história é o tempo do acontecimento narrativa é a maneira como eu conto esse tempo do acontecimento e portanto o tempo do narrador saca essa salada toda de duas visões diferentes do mesmo evento E durante o filme A gente vai se deparar com várias outras até pela própria função do Jack enquanto operador de som que a gente tem toda uma consciência do Artesanato por detrás essas sequências Como Se a gente pudesse est sujeito a qualquer manipulação daquela montagem para além
do Ofício de sair para gravações do mundo a gente encara a possibilidade daquilo que a gente escuta e entende como verdade ser montado e manipulado num certo ponto são publicadas em uma revista fotos daquele acidente e o filme tem essas longas passagens onde a gente acompanha todo esse artesanato do cinema não só da Captação e da edição desses sons no estúdio com uma série de testes dos melhores gritos para TR Cheiras que eles produzem assim como a gente vê esse filme inteiro que ele monta do acidente nascendo na nossa frente pequenas imagens recortadas de uma
revista colocadas em movimento que carregam todo um significado próprio montadas daquela forma com aqueles sons um deles inclusive aqueles toro que Eu mencionei antes que o Jack acredita ter sido um tiro disparado contra o pneu do carro que ao sincronizar aquele som com as imagens e encontrar um pequeno borrão em uma das fotos naquele momento ele conclui ter encontrado a evidência definitiva do crime quando a gente escuta percebe o pequeno borrão foi a a o motivo pelo qual nosso personagem encontrou a evidência do crime mas você percebe que aqui nós temos uma relação entre verdade
entre realidade e ficção Essa é a parada que o cinema e a fotografia trazem pra gente por serem Artes que se correlacionam com a realidade de maneira projetiva Afinal ao fotografar eu capturo o instante frente a nós ao filmar eu capturo a realidade em movimento do instante frente a nós nos dá a sensação portanto de que nós estamos capturando uma verdade entretanto Quando nós vamos para o estúdio nós percebemos coisas que nem mesmo na realidade podemos perceber e aí o que é realidade que é ficção aquilo que vemos no estúdio ou aquilo que vemos na
realidade no mundo presente no mundo do instante saca Qual é a questão aqui e aí o nosso personagem ele vai and esse mundo que foi capturado e criando portanto uma narrativa daquele mundo Afinal mais uma vez história é o tempo do acontecimento narrativa é o tempo do narrador e portanto como ele pega esse tempo do acontecimento e manipula esculpe aos seus interesses o nosso personagem aqui em blowout faz Exatamente isso Pega o tempo do acontecimento que ele vivenciou manipula os seus interesses narrativos para encontrar uma suposta evidência que ele mesmo criou que ele mesmo criou
isso é brilhante Mas isso é maneirismo porque o dep Palma está brincando deformando anamor aquilo que hitc aquilo que antonion e aquilo que Michael pell já haviam feito mas criando A partir dessa deformação algo completamente novo pela terceira vez os sons do acontecimento agora guiados a acreditar no que o Jack viu ali é difícil não começar a embarcar na loucura mas uma das questões é que Existem forças maiores interessadas nessas imagens em esconder elas ou mostrar elas paraa opinião pública na medida em que são capazes de influenciar o resultado da eleição ao ponto de parecer
que a própria visão do Jack sofre influência dessas forças percebe é a questão ideológica Então veja até a maneira como nós passamos a contar as histórias que vivenciamos estão influenciadas por aquilo que nós ideologicamente acreditamos não há imparcialidade no mundo não há qualquer contato com uma notícia com um filme com um produto cultural que não esteja imbuído de ideologia não há por quê Porque por mais que haja uma realidade e portanto uma verdade aquela que nós observamos no mundo no momento em que nós contaremos aquilo isso passará pelo filtro da ideologia É sério cera altura
do filme vão descrever se eles os interessados no controle dessas imagens como sendo burocratas gente com grana e poder político assim como a gente também vai ficar sabendo que o Jack já tinha trabalhado com exército e uma missão que numa sacada típica do dep Palma foi o calor do grampo no corpo do agente que fez tudo da errado típica dele porque volta o olhar para essa parelhajem capaz de produzir tudo isso que a gente escuta que a gente vê uma pequena interferência aqui ou ali já pode ser toda uma tensão dentro do filme chega um
ponto em que a gente já não sabe mais se tudo aquilo que a gente tá assistindo se trata de paranoia do Jack montando todo aquele filme que a gente assiste na cabeça dele porque a coisa brinca muito também com que a gente entende como convenção nesse tipo de filme muitas vezes algum personagem novo aparece do nada e já ó e olha só s isso aqui é maneirismo Tá Gente olha essa composição ó como ele deforma completamente o rosto do nosso personagem aqui olha só é completamente deformado El ele ganha uma uma dimensão completamente avessa ao
que é real imagina ver isso na sala do cinema é quase como 1 ter da tela ou até um pouco mais ser coberta pelo rosto do nosso personagem coberta o rosto dele está completamente deforme em relação a misancene completamente É sério Já parece sabendo de alguma coisa que não deveria saber e a gente só aceita que essas são figuras de investigadores da polícia detetives jornalistas e o que o o nosso querido aqui do quadr Branco esqueci o seu nome desculpa querido mas tá falando pra gente é justamente dessa relação onde nós nem mesmo sabemos Agora
se ele está criando uma grande conspiração ou se está falando da realidade que é mais ou menos o que o o antonioni faz lá em blowup que é essa parada de a gente não saber mais o que é ficção que a realidade Henrique Muito obrigado o personagem do Jack não consegue evitar a sensação de que a maior das atrocidades pode ter acontecido na cara de todo mundo mas é filtrado para chegar na gente só aquilo que é conveniente a uma narrativa com as discussões de hoje em dia sobre ideologia se a polícia deve ou não
gravar suas operações a China estatizar os algoritmos porque essas mega corporações precisam prestar contas para alguém essa sensação que a gente reconhece no Jack só se intensificou cada vez mais em certa altura tudo que a gente acreditava ser verdade no filme já desmoronou assim como o rosto para fazer uma analogia cuidadosamente maquiado da Sé para parecer natural qualquer um pode estar envolvido no Plano Contra o presidenciável da amante até o fotógrafo que no primeiro momento tinha o mesmo discurso do Jack de Ah eu sair para tirar umas fotos e acabei registrando acidente até ele pode
estar envolvido naquilo tudo mas até esses envolvimento podem ser todos muito isolados entre si como se cada um ali tivesse atrás da própria grana sem nem precisar ter uma noção do todo necessariamente e eu acho que a reflexão que surge aqui é sobre que papel é esse que resta pro cinema no nosso tempo em que as imagens agora muito mais do que no começo dos anos 80 onde o filme foi lançado da televisão e do rádio pra frente invadiram definitivamente as nossas casas a gente vive isolado em nossas próprias narrativas respirando propaganda e gastando nosso
salário mal pago no cupom da vez jogada na nossa cara pelo iFood mais uma vez eu vou ter que citar aquele meu vídeo sobre o álbum do Neil pro parênteses não ficar tão gigantesco que eu falo sobre como encontrar uma voz interior quando todos os sons do mundo pertencem a alguém uma relação que eu faço com a cultura do sempo no hip hop eu tenho mencionado ele o tempo todo porque foi um vídeo que me abriu a cabeça para muita coisa e com certeza vocês vão conseguir tirar algo dali para trazer para essa discussão também
então o vídeo vai estar nos cards aí em cima o BR de Palma continuaria fazendo os filmes dele sobre conspiração política até o último dele agora em 2019 domino esse cinema do nosso tempo em toda sua capacidade de imaginação como se indissociável dessas imagens de controle conspiração e paranoia pro dep Palma resta imaginar a partir dessas imagens já que são essas as imagens que seduzem nosso olhar com suas hipotéticas verdades é até porque eu já conversei com vocês isso há algum tempo aqui então vale renovar a nossa discussão A gente vive num mundo rodeado por
telas e portanto um mundo que está constantemente ameaçado por novas narrativas é a gente ter a compreensão de que nós vamos à rua e ao suspiro de qualquer acontecimento minimamente diferente do que é a convencionalidade do mundo terá alguém levantando uma câmera porque nós temos uma em nossas mãos o tempo inteiro né então nós estamos sempre em constante ameaça de eh sofrer uma violação da nossa privacidade Esse é o mundo que vivemos certo uma violação do que é a realidade frente aquilo que será a narrativa que será contada no momento em que esses vídeos serão
lançados pela internet percebe Eu cito sempre o exemplo de um acontecimento relativamente recente que aconteceu na China e e na China vocês sabem que existe todo um monitoramento via câmeras nas cidades e tudo mais e aí um carro Tesla lá na China perdeu o controle esse carro Tesla Começou a correr muito eh por lá só que como a China tem essa esse monitoramento por câmeras várias câmeras capturaram esse Tesla em descontrole e parecia um cinema de ação Parecia um filme de ação picotado sabe gente o Tesla passava Numa câmera já a gente já via na
outra câmera como esse Tesla tava já via na outra já via na outra Parecia um filme de ação sendo capturado por esse Tesla Até que a última câmera pega esse Tesla batendo contra um alguma coisa que eu não lembro exatamente o que que é mas você percebe um mundo Pan rodeado por telas onde cada uma dessas câmeras é um olhar afinal quando nós levantamos a câmera o que acontece é que nós estamos entregando o nosso olhar à câmera tirando o nosso olho entregando a câmera para que a nossa câmera seja a nossa maneira de olhar
e nós entregaremos portanto a nossa maneira de olhar para o mundo para a internet só que não é no só o nosso olho é um olho de milhares de pessoas que Verão aquele vídeo e que criarão portanto as suas próprias narrativas e aí o que é realidade o que é ficção O que é realidade o que é ficção isso câmera olho o vertov vai trazer o conceito de câmera olho e e a Câmera olho do vertov é justamente essa capacidade portanto de um super olho é o que vertov chamava de uma perspectiva onde no cinema
nós temos a capacidade de coisas que o nosso olho não é capaz de enxergar percebe então por exemplo se a gente pega uma luta de box né o espectador que olha da da plateia enxerga aquela luta de uma forma o lutador enxerga de uma forma o lutador que vai levar um socão na cara vai enxergar de outra o cinema pode enxergar de todas essas maneiras agora o que o vertov ainda tinha em mãos naquele momento é a capacidade reprodutiva do cinema se ampliando cada vez mais porque o cinema ele se torna cada vez mais reproduzível
e se naquele momento o cinema já era reproduzível porque o Benjamim já trazia essa perspectiva desde lá ah da primeira metade do século passado hoje meu amigo cada um de nós tem uma câmera na mão cada um de nós tem essa câmera na mão e aí como a gente constrói a verdade se o cinema nos entrega uma verdade supostamente uma verdade mas que é sempre manipulada mas agora manipulada por inúmeras câmeras câmeras essas que tendo a compreensão de que a ideologia dominante de um tempo é a ideologia da classe dominante irão mesmo que inconscientemente reproduzir
discursos da ideologia dominante gente a gente não precisa ir muito longe vejamos o que está acontecendo na guerra Palestina Israel as escolhas que se fazem com relação ao que se mostra e o que não se mostra são anos de opressão são anos de cercamento aos povos palestinos ao povo palestino e um silenciamento total a isso e é o que eu digo sempre a vocês no mundo de telas se não há imagem não há verdade agora no [Música] mínimo no mínimo potencial de Defesa do povo palestino frente aos ataques de Israel as câmeras voltam-se para esse
lugar e as narrativas aparecem por quê Porque são a narrativas da ideologia dominante as narrativas aparecem Vocês conseguem conceber e perceber o quão é importante o estudo de cinema a partir de agora como tudo no mundo hoje está imbuído de imagem de estética de cinema de telas E essas câmeras que são olhares câmera é olho o vertov já nos ensinou lá atrás como vocês bem disseram aqui na no no chat câmera é olho só que câmera é um super olho porque ele chega em lugares onde o olhar humano não chega e concebe portanto narrativas da
ideologia dominante Israel tá sofrendo ataques Tadinho de Israel e veja não é como dizer que não há barbaridades acontecendo mas as câmeras voltam-se e aparecem surgem quase como magicamente justamente nesse momento por que será por que há esse silenciamento E aí quando dizem sobre silenciamento frente aos ataques e as opressões aos ao povo Valentino a gente precisa para Além de falar de silenciamento porque se cega essas câmeras por essas câmeras não apontam os seus olhares para a Palestina hoje mais do que falar a gente precisa compreender as narrativas como imagens portanto para mais para Além
de silenciamento a gente precisa falar de olhares de maneiras de ver e de como essas maneiras de ver o mundo nos imprimem uma realidade imagens de acidentes de crime de secto que ele vai pegar lá no sler no gualo e e de terrorismo que ele vai pegar desde drones até do YouTube narrativas que só TM qualquer valor na medida em que são transmitidas na rede Se eu pudesse deixar uma outra recomendação de vídeo seria esses sentidos de um império em decadência sobre os zeros e uns do Abel Ferrara e toda dimensão política dessas imagens de
terror filme Como Se Fosse Verdade vão dizer no filme O dep palma vai fazer esse cinema assim como fez no primeiro Missão Impossível onde nada Exatamente é verdade onde a gente não tem nada para se agarrar tudo pode ser uma encenação sempre parece ter alguma coisa escondida no plano um filme dentro do filme imagens que nos Enganam o tempo todo que quanto mais o cinema distorce transforma isso tudo em cinema mais manipulativas essas imagens se tornam sobre como toda a imagem vem acompanhada de uma narrativa cinema enquanto ilusão toda a ferramenta do cinema em função
desse espetáculo de encher os olhos blowout também é uma espécie de remake espiritual de Blow Up do antonioni feito mais de uma década depois mas que eu assisti muito antes e também cheguei a comentar aqui no canal eu ainda não entendo muita coisa percebe aqui essa aqui é a fotografia que ele tira né E aí ele vai ver que acontece uma coisa lá no fundo aqui tá vendo vocês estão vendo o mouse Zinho então aqui lá no fundo na verdade é aqui ó tá vendo que tem um negocinho aqui ele vai ver que tem uma
uma coisinha aqui e ele vai ampliar essa foto ampliar ampliar ampliar até que essa foto fique completamente abstrata e aquilo que ele tenta enxergar não passa de uma abstração a década depois mas que eu assisti muito antes e também cheguei a comentar aqui no canal eu ainda Caraca de novo isso entendo muita coisa sobre cinema entendia menos ainda assisti o blog E aí enfim o que é realidade o que é ficção né pela primeira vez era muito novo e tava tropeçando até para entender o que eu mesmo fazia aqui na internet mas foi uma fase
sim o ator de blowup é o mesmo de profondo Rosso e profond do Rosso também discute um pouco sobre isso né porque profond do Rosso revela pra gente quem é o assassino no início do filme apesar de ser uma um um dialo né e o dialo tem essa perspectiva onde você não revela o assassino você fica sem descobrir quem o assassino até o final é a ideia do it né profundo rosto o assassino é revelado no início do filme é claro que esse essa revelação ela se D muito rápido então a gente não percebe tal
como em Blow Up né em Blow Up a gente o nosso fotógrafo Tira a foto o acontecimento está lá a gente que não percebe se a gente voltar o filme depois de ver as coisas acontecendo a gente vai lá vai ver que tava lá vai ver que tava lá as coisas sabe a gente vai ver que a o o acontecimento lá de de blowup o negocinho que tava lá na foto tava lá a gente que não viu porque o que era interessante pra gente Ali era o assunto da fotografia o casal brigando em profundo rosto
acontece algo semelhante o assassino passa tá ali mas a gente não vê por quê Porque não é o assunto da cena Mas se a gente voltar depois de ver todos os acontecimentos a gente vai ver que tava lá sabe engraçado onde o canal tentava deixar as coisas um pouquinho mais transparentes depois de ter feito um sucesso que a gente nunca imaginaria tão rápido de alguma forma para mim foi muito importante para compreender essa função do canal que é de ocupar um espaço no consumo de imagens de vocês aqui nas redes com algum tipo de versão
particular dessas narrativas tão manipulativa quanto qualquer outra Claro esse lance todo de desaparecer no próprio ato de tentar não desaparecer é o grito do ataque a Sé no final do filme que o Jack consegue gravar mas não impedir que é escolhido para dublar aquela cena do filme slasher que eles vinham produzindo o melhor deles até então como se todo o sentido do cinema se desse em produzir essas novas e impressionantes imagens se encontrar novos significados na relação delas entre a fria figura do Jack isolada no meio de tudo isso com seus fones de ouvido no
fim do filme E o calor daquele crime abafado pelo som dos fogos de artifício no dia da Liberdade nos Estados Unidos Meu nome é Henrique eu vou deixar aí na tela Nossa playlist com os outros vídeos sobre o cinema do canal assim como o botão para se inscrever se tu é novo aqui deixa teu Henrique maravilhoso adorei o seu vídeo Inclusive o seu vídeo me permitiu fazer algo que eu estava IMP polvorosa para fazer que era discutir um pouquinho com vocês nem que seja muito pouco mesmo a questão Palestina eu não tava conseguindo enxergar uma
maneira de fazer isso com vocês e falando sobre cinema ao mesmo tempo e você me proporcionou essa possibilidade muito obrigado pelo seu vídeo e é uma é um assunto muito importante inclusive para discutir a relação do cinema na contemporânea idade e como o cinema afeta a nossa relação com a realidade sobretudo em um mundo panóptico um mundo rodeado por telas e olhares através da lente das nossas câmeras câmeras essas que está estão em cada uma das nossas mãos curtiram o vídeo