Olá, meus caros! Estamos aqui, então, no nosso programa "O Conhecimento das Sagradas Escrituras", dando continuidade, né, a essa busca de uma compreensão cada vez melhor da Palavra de Deus, né, do ponto de vista cristão, do ponto de vista católico. E hoje, nesse segundo episódio, eu gostaria de estar meditando um trecho da carta de São Paulo aos Filipenses, capítulo 3, versículo de 17 até o 21.
Mas antes de eu ler o texto e fazer aqui uma reflexão, uma exegese, um comentário, eu pediria, né, como sempre, ou seja, se você ainda não se inscreveu no canal, se inscreva, compartilhe depois esse vídeo, deixe aí o seu comentário. Isso ajuda muito o nosso trabalho. Por favor, né, nos ajude nessa divulgação.
Tá certo? Ora, quando nós pegamos o texto, né, de Filipenses 3:17, nós vemos o apóstolo dizer assim: "Irmãos, sede meus imitadores e observai os que vivem segundo o exemplo que tendes em nós. Já vos disse muitas vezes e agora o repito, chorando: há muitos que se comportam como inimigos da cruz de Cristo.
O fim deles é a perdição, o Deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso, só pensam nas coisas terrenas. Nós, ao contrário, somos cidadãos do céu; de lá aguardamos como salvador o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará o nosso corpo humilhado, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, graças ao poder que o torna capaz também de sujeitar a si todas as coisas.
" Então, esse texto, de fato, é um texto maravilhoso, né, que nos leva a pensar profundamente sobre alguns pontos. Ou seja, esse texto, né, da carta aos Filipenses, o apóstolo deixa bem claro, em primeiro lugar, evidentemente, como ele coloca, ele se coloca ali, apesar de todas as suas limitações. O apóstolo Paulo, né, São Paulo, deixa bem claro: "Sede meus imitadores", né?
Ou seja, a grande questão aqui, né, alguém vai dizer: “Ah, então São Paulo está colocando-se como exemplo, está dizendo pra gente imitá-lo? ” Sim, vamos imitar Paulo, mas imitar em que? Justamente naquele ponto essencial da sua vida.
Ou seja, Paulo foi um grande imitador de Cristo. Paulo foi um grande discípulo de nosso Senhor. Ou seja, Paulo realmente acreditava profundamente que Cristo era Deus, homem único, Senhor e salvador.
E, portanto, aderindo à pessoa de Cristo, colocando Cristo em primeiro lugar na sua vida, entendendo realmente que nada tem sentido sem Cristo, então devemos imitar São Paulo nesse aspecto, ou seja, procurar aderir a Cristo como ele aderiu, ter a fé que ele teve, a esperança que ele teve, toda essa postura e atitude, né? Ele procurou imitar a Cristo e, portanto, se nós queremos, de fato, imitar São Paulo, e ele pede isso: "Sejam meus imitadores", ou "façam o que eu fiz", em outras palavras, olhem para Cristo, realmente vejam Cristo como a grande referência, não tenham medo disso, né? E imitar a Cristo.
Ou seja, se eu vou imitar São Paulo e São Paulo imitou a Cristo, então eu vou imitar a Cristo. E como que Paulo imitou a Cristo? Também deixando tudo, dando a sua vida por amor a Cristo, por amor ao evangelho, aceitando todas as dificuldades e, muitas vezes, injustiças e perseguições que vêm junto com essa fé em abraçar essa fé em Jesus, abraçando a pessoa de Jesus.
É o preço que se paga. Então, na medida em que São Paulo diz: "Sejam meus imitadores" e ele imitou a Cristo, o que ele está dizendo é: procurem fazer o que eu fiz e, no fundo, procurem fazer o que Jesus fez, porque foi isso que eu procurei fazer na minha vida, evidentemente sempre contando com a graça de Deus e não só com as nossas forças. E aí é interessante: se Cristo deu a sua vida por amor a nós, se Jesus se sacrificou, foi o que Paulo também procurou fazer e, no fundo, é o que ele está dizendo para nós fazermos.
Por isso, na sequência do texto, ele deixa bem claro: "Já vos disse muitas vezes, agora repito, chorando". Vejo o sofrimento dele. Por quê?
Porque, provavelmente, ele vê muitas coisas na comunidade, né, ali dos Filipenses, que ele não concorda, que ele vê que não correspondem aos ensinamentos de Jesus, que não correspondem à fé cristã, à fé católica. Ele diz: "Há muitos que se comportam como inimigos da cruz", ou seja, em vez de imitar a Cristo. E Jesus, de fato, repito, ele deu a sua vida por amor a nós; ele se sacrificou, ele suportou tantas coisas pela nossa salvação, para cumprir a missão que o Pai lhe deu.
E, portanto, São Paulo está dizendo que, se precisamos, se somos chamados a sermos imitadores de Paulo, é porque, no fundo, somos chamados a sermos imitadores de Cristo. E não tem como imitar a Cristo sem, de fato, abraçar a cruz. Não há cristianismo sem cruz.
São Paulo já chamava a atenção disso, ou seja, muitos que, às vezes, até fazem parte da Igreja, até fazem parte da comunidade cristã, são inimigos da cruz de Cristo. Ou seja, por um lado, não creem na obra da redenção de Cristo, não creem no seu mistério da encarnação, da sua paixão, da sua morte e ressurreição. São inimigos da cruz porque, de fato, não creem, né, na dimensão sacrificial da própria cruz.
Não creem nisso. Ou seja, muitas vezes acreditam num outro Jesus, numa outra imagem de Jesus, numa outra figura, numa outra concepção, um outro tipo de cristianismo. E também, aqueles que são inimigos da cruz porque, na medida em que creem numa outra imagem, num outro cristianismo, etc.
, acabam adulterando o que Cristo realmente ensinou e o que Cristo realmente realizou. Fora o fato também de que nós, muitas vezes, com as nossas contradições, os nossos escândalos, muitas vezes não levamos a sério o processo da nossa conversão e nos colocamos como inimigos da cruz. Nós não temos uma vida realmente pela qual nós nos ofertamos constantemente a Deus, unindo nosso sofrimento ao sofrimento de Jesus pela salvação do mundo.
Isso é muito triste. Muitos, nesses dias, às vezes me perguntam o que eu acho do caso do Frei Gilson, por exemplo, tudo que ele está passando. Eu, que de fato conheço os carmelitas ali do Espírito Santo, tive a oportunidade de dar formações lá para eles.
No fundo, me parece que o que ocorre é muito simples. Ou seja, primeiro, nós vivemos uma sociedade neopagã. O neopaganismo, com um monte de costumes e hábitos pagãos, volta cada vez mais intensamente, principalmente no mundo ocidental, no Brasil.
Então, isso é muito forte, mas também na Europa, nos Estados Unidos e em outros lugares. Então, esse neopaganismo, onde parece que tem espaço para um monte de práticas religiosas, menos para o cristianismo, a religião que mais incomoda um monte de gente. A segunda coisa é porque, dentro da Igreja, dentre os cristãos, os católicos, simplesmente existem aqueles que usam o cristianismo como instrumento político, que usam simplesmente a Bíblia e a Igreja para transformar a Igreja como se fosse uma ONG, um instrumento político de diversos aspectos.
E fora aqueles também que acabam instrumentalizando a fé cristã para fazer com que as pessoas busquem apenas um certo tipo de prosperidade material. Então, sejam aqueles que usam a fé para falar de prosperidade material, né? Aceita Jesus e todos os seus problemas vão desaparecer, como aqueles também que querem fazer um paraíso na Terra e querem transformar o cristianismo em aquilo que busca, simplesmente, uma sociedade melhor, mais justa, mais não sei o quê.
Tanto no caso quanto no outro, são duas concepções de cristianismo, duas visões de Cristo que não têm espaço para a cruz, que é aquilo que São Paulo está dizendo. Então, de fato, quando aparece um Frei rezando de madrugada, convidando as pessoas para rezarem, para adorar a Deus, para entrarem nesse caminho de conversão, para não resistirem à graça, para se permitirem serem amados por Deus e mostrar que a vida não tem sentido sem isso, que tudo isso vai passar, que nós, como cristãos, sim devemos buscar lutar por um mundo melhor, servir ao sofrimento dos outros, trabalhar às vezes também para ter uma vida melhor, porém, nunca podemos esquecer que tudo isso é passageiro. Portanto, o sentido da vida não está nisso, não está só nessas coisas, mas principalmente em Deus, e a salvação do mundo não virá do próprio mundo e do próprio homem.
Então, quando você vê um Frei anunciar o evangelho, ensinando o que Cristo ensinou, o que a Igreja ensina, testemunhando com a sua vida, convidando as pessoas para rezarem, ele vai incomodar. Ele vai incomodar por vários motivos, seja por causa desse neopaganismo, desse pensamento materialista ateu, seja também porque existem determinadas corrupções do próprio cristianismo. Muitas pessoas que se dizem cristãs têm uma concepção de quem é Jesus que a Igreja e o próprio cristianismo profundamente equivocada, que não corresponde nem ao que as Escrituras dizem, nem ao que a tradição coloca e nem ao que o verdadeiro magistério da Igreja nos propõe.
Voltando ao texto, São Paulo deixa bem claro qual é o fim dessas pessoas que têm tanta dificuldade com a cruz de Cristo, que querem pregar outro tipo de evangelho. O fim deles é a perdição, porque o Deus deles é o ventre. A glória deles está no que é vergonhoso; só pensam nas coisas terrenas.
É o mundo que nós vivemos hoje que interessa: é o quê? A fama, a glória, o prazer, as riquezas, o poder. Infelizmente, tem muitas pessoas que foram batizadas, que se dizem católicas, que se dizem cristãs, mas vivem dessa forma.
Naquela época já tinha esse problema e hoje, muito mais. Esse texto de Filipenses nos leva a meditar e refletir sobre isso de novo. Por quê?
Porque o fim dessas pessoas vai ser a perdição. Querendo ou não, um dia nós seremos chamados por Deus. Tudo isso aqui passa.
Nós estamos caminhando para a morte e seremos julgados pelo Senhor. Deus, com certeza, é misericordioso, é bondoso, mas o amor dele é exigente, é justo. Logo, se o meu Deus é o meu estômago, é o meu ventre, se eu vivo simplesmente para sempre buscando algum tipo de prazer, seja qual for, se o sentido e o centro da minha vida é isso, se eu sou tão apegado ao que é efêmero, ao que é terreno, ao que é temporal, quando essas coisas passarem, eu vou passar junto com elas.
Porém, Paulo também nos diz, né? Nós, ao contrário, somos cidadãos dos céus, de lá guardamos como o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Nós não podemos esquecer isso.
Nós que, de fato, nos abrimos à fé cristã, à fé católica, nós que aceitamos Jesus como Senhor e Salvador da nossa vida e procuramos viver como seus discípulos, com todas as nossas limitações, com todas as nossas dificuldades. A arrogância nunca deve tomar conta do nosso coração. Nós nunca podemos esquecer de onde Deus nos tirou, da miséria que nós viemos.
E se hoje somos um pouco melhores, com certeza, isso não é simplesmente fruto de sorte ou de esforço. Não, não é nada disso. É porque, de fato, Deus nos amou primeiro, e a misericórdia e a graça de Deus nos alcançaram.
Aos poucos, vamos, de fato, nos abrindo a isso, e não resistindo, e não criando obstáculos. Mas não podemos esquecer disso: nós somos cidadãos do céu. A nossa Pátria definitiva não é aqui.
Ou seja, este mundo é bom, é belo, porque tudo que Deus criou é bom e belo, mas é uma beleza e uma bondade ferida e marcada pelo pecado, que foi sendo redimida pelo Cristo através da. . .
Sua obra de salvação continua através do trabalho da igreja, que é o corpo de Cristo. Nós também somos membros, mas a transformação e a salvação definitiva de tudo isso virá do céu, a Nova Jerusalém, o novo mundo. Não é uma construção humana, não é uma coisa de baixo para cima; não vem da terra para o céu, mas, ao contrário, a Nova Jerusalém vem do céu, do alto.
O reino de Deus, de fato definitivo, é dom, é graça; não é simplesmente mero esforço do ser humano de mudar estruturas sociais e de pelo-se no que o qu uma nova sociedade faz um novo homem. Não! O nosso Salvador vem do céu.
Nós cremos que, um dia, nosso Senhor Jesus Cristo irá voltar. Rezamos todos os dias para isso: "Maranata, vem, Senhor Jesus! " Cada missa que celebramos, cada oração que fazemos, clamamos: "Vem, Senhor Jesus, vem buscar a Tua igreja, vem buscar os eleitos, vem buscar os escolhidos, vem buscar o Teu povo.
Tenha misericórdia de todos nós! " Então, enquanto estamos aqui, devemos sempre procurar fazer o bem, anunciar a verdade, mostrar a beleza e mostrar como, no fundo, tudo isso veio de Deus, e Deus é a suprema verdade, a suprema beleza e a suprema bondade. Mas, repito: a nossa salvação não vai vir da política, não vai vir de outros homens, não vai vir da economia, não vai vir da educação.
A nossa salvação vem de Cristo. Todos esses pontos podem ajudar, de uma certa maneira, o anúncio do Evangelho de Cristo, mas a salvação vem do céu. Porque cremos que, um dia, o Senhor voltará para julgar os vivos e os mortos, e vai nos transformar.
Nosso corpo, tão presente e marcado pelo pecado, com suas limitações e dificuldades, irá, de fato, se tornar semelhante, ou seja, nosso corpo será semelhante ao corpo de Jesus, ele que tem um corpo glorioso, um corpo transformado, um corpo que, sim, é corpo, tem a dimensão material, mas totalmente transfigurado, transformado, elevado pelo próprio Espírito de Deus e, portanto, não mais sujeito a todas aquelas marcas do pecado, nem mais sujeito a tantas dificuldades e limitações que temos hoje. Esta é a nossa fé, a nossa esperança que o apóstolo Paulo lembra. Mas veja, repito: nem todo mundo ressuscitará para ter um corpo glorioso.
Hoje em dia, não está na moda falar isso, então todos, um dia, seremos julgados por Deus, mas nem todos receberão o corpo glorioso; outros receberão um corpo de perdição. A possibilidade, sim, da condenação existe. Por isso, não tenhamos vergonha da nossa fé, não tenhamos medo da cruz de Cristo!
Que nós possamos unir a nossa cruz à cruz de Jesus. Isso não é gostar de sofrer; isso é entender que, sim, por um lado, somos chamados, somos criados e somos chamados a viver a felicidade, mas a plenitude disso é só quando Cristo voltar. Portanto, o cristão não é que ele goste de sofrer, mas ele aceita, sim, as dificuldades, as dores e os sofrimentos, porque ele sabe que muitas vezes tudo isso é inevitável.
Ele sabe que, muitas vezes, há um propósito e um sentido nisso, por mais que seja difícil. Mas nós cremos nisso! O que for possível evitar, evite, mas é impossível fazer o mundo e evitar que, em algum momento, o sofrimento não se manifeste na sua vida; portanto, não tenhamos medo da cruz.
Não sejamos inimigos da cruz, mas, sim, de um cristianismo integral que pregue a vida, o amor. Mas também não há ressurreição, muitas vezes, se antes não passar pela cruz. É isso!
Um forte abraço, muito obrigado pela sua atenção. Que Deus te abençoe! Medite, leia esse texto; durante a semana, você possa refletir sobre isso e não caia nas manipulações e falácias que existem por aí.
Deus te abençoe! Deixe a sua curtida, compartilhe o vídeo se puder, se inscreva no canal e nos ajude nesse apostolado. Tchau tchau, fique com Deus, até nosso próximo episódio!