Essa vivência simplista com as coisas diminui a capacidade cerebral e vai eliminando esses circuitos que poderiam ser usados para uma maior elaboração. Problema não é o conteúdo, o problema é a relação que você tem com o conteúdo. Todo mundo reclamando de falta de tempo e o que você mais vende é entretenimento. As pessoas não estavam mais vendo a complexidade das coisas e estavam se deixando levar pela Superficialização. E quem sabe esse seja o mal que a gente esteja enfrentando. Tem um entorpecimento na rolagem infinita. Então esse conteúdo rápido, ele tem esse perfil de entorpecimento sobre
nós mesmos. Será que o que não falta para as pessoas que gastam seu tempo com isso não é entender o que que elas realmente querem assim da vida delas? A pior perda que a gente tem nesse momento é a vida social por uma coisa chamada rede social. Então uma das Grandes questões humanas é a escolha. Essa pode ser uma das razões pelas quais a gente goste de ficar nesse fed de enrolagem infinita, que vai te mostrar coisas que você já escolheu no passado. Como indivíduos, o que que a gente pode fazer para lidar melhor com
tudo isso? dar a [Música] pessoas. Estamos começando mais um Lotos Podcast. Hoje eu tenho a honra de receber, já nem sei qual que é a vez, se É terceira, se é quarta vez, mas Carla Tipo, teraz tá aqui. Obrigado por ter vindo aí de novo. Você é uma das pessoas que eu mais gosto de de conversar aí. Adoro sua didática, gosto do seu jeito de falar, enfim. Eh, obrigado ter aceito. Chama eu e bom, eh, tem vários outros episódios que a Carla fez aí. são todos muito legais, mas hoje eu tinha sugerido para ela pra
gente fazer um sobre um tema específico que tá em alta. Eh, tem uma tem Uma uma um lá de Oxford, eu não lembro exatamente qual que é, mas que eles todo ano eles escolhem a melhor, é o dicionário, né? É, eles escolhem a melhor a a palavra do ano, né? E essa venceu com a palavra do ano de 2024. A de 2023 foi aification, a merdalização das coisas. É legal isso também. Mas hoje a gente queria falar então sobre brain rot, né, que é esse termo aí que tá bastante em alta agora, que traduzindo literalmente
Eh apodrecimento cerebral, qualquer coisa do tipo, mas eh talvez seja um pouco mais profundo que isso e talvez aí você que vai trazer aqui pra gente um pouco disso, talvez seja um termo ah simplista demais ou talvez até um pouco banal assim, mas que traz pra gente uma reflexão interessante, né? Então, bom, obrigado por ter vindo aí pra gente falar disso. Prazer tá aqui de novo. Um barato e e sempre a repercussão do trabalho que eu faço aqui com você é Muito boa, porque as pessoas discutem e me procuram. Então, vamos continuar fazendo um trabalho
que faça acrescentar alguma coisa para as pessoas de verdade, né? Então, na verdade esse termo é reaquecido, né? Ele foi cunhado pela primeira vez no século XIX, 1856. Eh, e eu acredito que tenha sido por conta um pouco desse movimento que é, na minha impressão, consequente a Revolução Industrial, que fez com que cada um de Nós deixasse de ser o ator completo daquilo que produz, porque a Revolução Industrial fez isso com a gente, né? Aí a gente passa a ser parte de um processo produtivo. E quem sabe isso tenha nos dado a sensação de que
a gente não precisaria mais se aprofundar tanto nas coisas, né? Eu fiquei pensando, você me provocou. Eu fiquei pensando, por que que lá em 1856 você já tem alguém falando sobre isso? Que que tá acontecendo naquele Momento, que obviamente é de outra natureza do que o movimento que acontece hoje, mas que leva o homem a essa banalização, a essa superficialização da sua interação com o mundo. Eu achei um culpado assim, apenas uma primeira análise, né? Acho que a gente pode se aprofundar um pouco mais nessa nessa pergunta, mas para mim aqueles anos foram anos em
que a sociedade europeia eh perdeu a capacidade de compreender cada um dos Indivíduos como um produtor efetivo de alguma coisa que poderia ser vendida, que poderia ser um ativo. E quem sabe por causa disso tem a ser desresponsabilizado pela produção do conhecimento. Faz sentido. Eh, porque essa é uma queixa lá atrás, assim de um autor que queria discutir porque as pessoas não estavam mais vendo a complexidade das coisas e estavam se deixando levar pela superficialização. Eh, eu não acho nada Mais atual do que isso nesse momento, né? Porque foi o movimento que a gente viu
acontecer na internet. a gente começa a ter um monte de produtor de conteúdo que não se preocupa em entregar o todo, mas se preocupa em entregar um conteúdo que seja passível de ser visualizado, viralizado, eh, e que gerevo para aquele produtor de conteúdo. Então, o conteúdo, funcionando como um ativo, ele segue novas regras. Ele não segue mais as Regras de informar, de instruir, de investigar. O conteúdo quando ele serve como ativo, ele tem que ser visto, ele tem que ser clicado, ele tem que ser compartilhado. Então, a regra que você vai trabalhar para produzir esse
conteúdo já não tem mais muito a ver com quão profundo ele é. Pode ser que você chegue à conclusão, como é o caso do seu canal, que trazer pessoas que são cientistas e fazer perguntas profundas seja uma forma de Monetizar esse conteúdo. Foi o caminho que você escolheu. Mas a gente sabe que esse caminho nem é o mais comum, né? Eh, quem sabe o não é o mais fácil. É, não é o mais fácil, com certeza e obviamente não é o mais comum. E você tem um monte de outros conteúdos. Eu tive oportunidade há uns
três ou quatro anos atrás como produtora de conteúdo também de ser convidada para por uma dessas nossas plataformas. Eu não vou ficar botando dedo na ferida agora, mas e e Nessa reunião, basicamente, o que eles ofereciam pros produtores de conteúdo era uma ideia do tipo, façam conteúdos assim, assado, frito e lavado que vocês vão conseguir ter mais visualização e mais monetização. E um desses conteúdos era você colocar uma música calminha com umas imagens de natureza e ficar rodando isso em looping, porque as pessoas clicavam e ficavam rodando isso em looping. Então isso é um então
a própria plataforma orientando a você fazer uma Coisa dessa forma, né, para poder gerar visualização, gerar monetização. Então é isso, é um conteúdo que já não tem mais como objetivo. Não é mais escrevo um livro, eu não escrevo um livro porque eu quero informar as pessoas a respeito daquele conhecimento. Eu escrevo um livro para pôr uma capa com um título chamativo, com uma fonte X, YZ. Eu posso pôr um palavrão, eu posso pôr alguma coisa ali que mobilize e o que importa é que a pessoa Compre, não importa que a pessoa leia. Total coisa louca.
A mesma forma que o conteúdo, não importa se a pessoa realmente entendeu, se ela se aprofundou, o que importa é que ela assista e compartilhe para que esse conteúdo seja visto por mais pessoas. Então, como quando os objetivos, quando as intenções da produção de conteúdo eh mudaram, a gente conseguiu com isso também alavancar uma ideia semelhante àquela Que em 1856 foi detectada por esse autor, né, que fez com que a nomenclatura fosse usada e agora recuperada. Alguém foi lá e recuperou essa ideia. Óbvio que não são as mesmas circunstâncias. O que a gente tá chamando
hoje de superficialização é algo bem mais superficial do que provavelmente ele viu lá em 1850. Eh, ali deve ter sido uma ruptura com a irudição. Ele tava reclamando de uma perda da erudição. A irudição a gente já Perdeu há muito tempo. Audição ficou no caminho há muito tempo. E o que a gente tem buscado aqui é é continuar mantendo as pessoas interessadas em se aprofundar e quem sabe esse seja o mal que a gente esteja enfrentando. As pessoas não quererem se se aprofundar nas coisas, quererem gastar o tempo. E a coisa mais louca é essa,
porque todo mundo reclamando de falta de tempo. E o que você mais vende é entretenimento, que pela própria palavra já diz que você vai Gastar o tempo de uma forma. Eu não tô dizendo falando nada contra hobbies, né? Não tô falando nada contra você se divertir, você ter prazer na vida. É bem distinto disso. Mas a gente gastar tempo e muito com entretenimento precisa ser uma coisa que a gente precisa considerar. Se for só isso que você tá fazendo com conteúdo, se for só isso que você tá buscando usar o seu cérebro, aí eu posso
te afirmar que vai dar ruim. Eu não sei Se apodrece porque não fede, mas vai dar ruim. E é engraçado que não sei se existe, não tem como, não sei se tem como a gente apontar um cupado específico, né? Porque beleza, tem os produtores de conteúdo, tem as plataformas ali que vão, de certa forma incentivar isso, mas quem que tá querendo isso o tempo inteiro somos nós, né? Sim, somos nós quem consumimos e e pedimos por esse espaço aonde você me eh Entorpeça. Tem um entorpecimento no na rolagem infinita, que é quase que com eu
não preciso pensar no que eu vou fazer, eu não preciso tomar decisões. O algoritmo tá decidindo o que que ele vai me expor e eu basta eu saber se eu quero assistir ou não. E se eu não quero assistir, é muito fácil eu passar pro próximo. Mas é fácil assim, intuitivamente, a ponto de que tem uma coisa engraçada que as pessoas estão fazendo esse movimento Assim, é, no dia a dia para dizer: "Não, mas aí você passa". Tipo, é um movimento que se transf já tá incluído na motricidade humana e que é, na verdade, a
rolagem do do feed infinito. Quer dizer, ao oferecer isso, de alguma forma existe um alívio do processo de tomada de decisão. Eu não preciso eu, tá? Porque quantas vezes você já ficou na frente de um streaming com todas aquelas opções que você fala assim: "Ah, vamos assistir um filme hoje à noite". Você Passa, sei lá, 40 minutos para escolher o filme, né? Todo final de semana. É isso. É. E as pessoas falam: "Ah, mas isso isso não é novo, porque a gente ia alugar filme". Eu sei que isso é um papo bem cringe, né? a
gente ia num lugar alugar. Pode ser que os seus eh seguidores, os seus assinantes do canal não saibam disso, mas existia um lugar cheio de fitas de VHS em que as pessoas passavam às vezes horas para escolher o que assisti no final de Semana. Se você fosse em três ou quatro pessoas, possivelmente vocês iam sair com oito fitas de VHS que não cabia no final de semana e que você ia devolver na de segunda-feira algumas sem assistir, porque o que te pressionou naquele momento foi a necessidade de tomar decisão, foi a necessidade de escolha. Então
o que que o Fed infinito faz por nós, né? O que que o algoritmo faz por nós? Ele oferece esses conteúdos de acordo com aquilo que você já vinha Consumindo, de tal sorte que o seu processo de tomada de decisão é meio binário. Eu quero isso ou não quero isso. Eu não tenho uma terceira opção, eu quero outra coisa. Verdade. É binário. É um processo tomado de decisão simples. E aí a gente se deixa levar um pouco por isso, porque é confortável na medida em que tomar decisões sempre é uma coisa complicada quando tem muitas
opções, né? O pessoal da neuroeconomia estuda profundamente a chamada Arquitetura da escolha. Isso é necessário de ser compreendido por todo o universo do marketing, da experiência de consumo. Isso é bem investigado. Arquitetura da escolha. E uma das coisas que se diz na arquitetura da escolha é que se você tiver um sistema binário ou no máximo três opções, você já tá trabalhando no conforto humano. Quando você dá quatro opções, você já começa a ter problema. Em geral, quando você dá três opções, a pessoa escolhe Intermediário, né? Que vou dizer assim, você vai comprar um carro, aí
a pessoa fala: "Tem o modelo simples, o modelo medium, assim, tipo que tem, e tem o premium e tem esse aqui que tem todos os acessórios." Você fala: "Não, o premium não dá pro meu dinheiro, eu não mereço esse simplão, eu mereço algo mais, né? Não vou ficar com esse simplão, mas também não tenho dinheiro pro premium, então vou ficar nesse aqui do meio. Faz uma conta ali." Agora, antigamente não Era assim. Antes de se estudar que teor da escolha, você ia comprar um carro antes de você fazer o pagamento, olha que coisa estranha, ele
te dava uma lista de acessórios para você escolher e provavelmente você ficaria pior ali na frente daquela lista de acessórios do que fica a gente ficava escolhendo fitas de VHS ou qualquer outra escolha, porque tá, o que que eu preciso daqui? Ah, é um protetor de carter, eu preciso disso, preciso daquilo. Imagina o tamanho da Confusão. Então, hoje como é que eles fazem? Eles te vendem um carro nesse modelo pequeno, médio ou grande e depois te perguntam que acessórios você quer depois que você já pagou o carro, que não tem mais como você eh diminuir
a tua o teu impulso de compra por causa dos acessórios. Então, uma das grandes questões humanas é a escolha. Essa pode ser uma das razões pelas quais a gente goste de ficar nesse feed de enrolagem infinita, que vai te mostrar Coisas que você já escolheu no passado e que, portanto, você não precisa escolher de novo, já tá escolhido, né? Agora só uma repetição daquilo. E e às vezes não é só, é um pouco mais complexo, porque não é um conteúdo, não é que tipo, eu gosto de dancinha, aí eu fico vendo um monte de dancinha,
é mais que isso. Se eu gosto de dancinha, tem uma chance grande de eu gostar de uma outra coisa que outras pessoas que gostam de dancinha também gostam. Então isso vai Facilitando muito a minha tomada de decisão, porque você já me apresenta coisas que a chance de eu gostar é muito alta. Então raramente eu vou ter que negar algum conteúdo e no meio dessa confusão vai aparecer o anúncio que eu, né, posso vir assistir se for obviamente alguma coisa que eu tô interessada em comprar. Aí, óbvio, eles estão monitorando outras tantas atividades suas na internet
e tão te mostrando também anúncios de coisas que você tá Interessado. Então, olha só que beleza que é ficar ali. Olha a pressão de escolha como é baixa, a pressão sobre o comportamento como é baixa, como é fácil ficar ali. É engraçado como as plataformas foram evoluindo para chegar nesse momento, né, de conteúdos curtos que ocupam 100% da tela para você não saber o que vem depois, né? É diferente por quando você abre o YouTube no computador antigamente, tal, que aparecia um monte de vídeo para você Escolher. Agora você abre ali, tem no Instagram da
vida, no TikTok da vida, tem lá. É só aquilo, só aquilo. E vira um pouco um um cassino também, né? Porque a qualquer momento pode vir aquele conteúdo que eu vou gostar muito, né? Exato. Exato. E curioso porque eu não preciso daí lembrar o que que é que eu gosto muito. Eu vou ser lembrado do que que eu gosto muito. É mais ou menos, Lu. Eu vou fazer uma uma analogia agora que é é uma forçaçãozinha de barra, mas É mais ou menos o que acontece com as questões de múltipla escolha. Como professor é muito
fácil corrigir prova de múltipla escolha. Você você bota embaixo de um gabarito e resolve o teu problema. Você eu você lembra que eu dava aula faculdade de medicina, dei aula lá 25 anos, eu tinha 120, tive tive 100, depois a turma foi para 120 alunos, a gente dava umas provas dissertativas que tinham 10 questões. Eu tinha que Farmologia, eu dava fisiologia, fisiologia. E e eu sou neurofarmacologista, mas na faculdade de medicina eu ensinava fisiologia e e eu dava, eu tinha que corrigir às vezes 1200 questões para uma prova, porque eu dava 10 questões dissertativas, dissertativas.
A prova de fisiologia do longo de medicina demorava 4 horas para ser executada, era praticamente um vestibular super pesada. Óbvio que para mim ia ser mais fácil corrigir questões De múltipla escolha, mas eu não teria a menor condição de avaliar o conhecimento daquele aluno, ele fazendo um xizinho. E por que não teria? Porque a prova de múltipla escolha, ela te diz: "É isso, isso ou isso". Você não precisa saber o que é, você só precisa reconhecer o que é. E aí tem as técnicas, né? Aquilo que com certeza não é certinho. É exato. Você tem,
você fica com duas alternativas, aí é binário. Aí ficou binário, ó que Belezinha. Entendeu? E aí você inclusive chuta com 50% de chance de acerto, que é completamente diferente de você ter que escrever um texto, certo? Então se eu pegar hoje no meu celular e fal assim: "O que que eu quero assistir?" E eu tiver que lembrar, [ __ ] não tem o Luts, tem o fulano, tem o Ciclano que eu quero ver, pô, que eu gosto do Pirula, gosto do professor de história lá que agora que que é o Peninha, aquele negócio que chama
ele de Peninha, eh, o bueno, Eduardo Bueno. Adoro o Eduardo Bueno e tal. E e eu lembro deles. Aí eu posso ir lá e botar na busca. Mas e se eu entro no YouTube, eles aparecem? Ó, que delícia. Eu vou gostar disso. E depois ele vai me mostrar um outro professor de história que também possa ser que eu goste. Então é mais do que isso, porque é ele que eu gosto e todos os look like, né? Todo mundo que é parecido com ele que vai aparecer. Então a arquitetura da escolha dentro de uma plataforma é
muito Fácil. é muito fácil diante da vida, entendeu? Então é óbvio que toda hora que eu puder eu vou escorregar para lá, porque a vida é muito mais complexa do que isso, ainda mais nesse momento que a gente tá vivendo, onde as escolhas vão ficando cada vez mais difíceis. Quando eu tinha 18, 17, 18 anos, não tinha muito o que a gente pensar, óbvio, eu sou de classe média, eu estudei em escola particular, então existi um caminho pra gente. Você Vai fazer vestibular, vai entrar na faculdade, vai fazer sua faculdade, tem que escolher o que
que você vai fazer. Aí, mas tinha quantas opções? Meia 12, entendeu? Aí você tinha lá uma qualificação. Você é um bom aluno, você pode tentar medicina, isso aquilo. Você é um aluno mediano, você vai ter que tentar. Você é um aluno que não vai muito bem, então tem essas outras escolhinhas aqui para você. Estava mais ou menos definido. Cara, hoje se você Tem 16, 17 anos, a pergunta que você tem que se fazer é o seguinte: eu tenho que estudar quanto e do que? Não tem. Imagina uma criança que tá entrando com 6 anos de
idade hoje na escola. O que que os pais podem tomar de decisão sobre isso? A educação tá com o pior desafio, porque ela tem que pensar em alguma coisa que vai acontecer daqui 15 anos. Ela vai começar a instruir um garotinho que tem 6 anos de idade, que vai estar no mercado de trabalho daqui 15, 16, 17 anos e vai já vai ter mudado tudo, né, de o que que vai acontecer daqui e não tem como prever. Então, como é que você educa? Que tipo de instrumento você vai dar para as pessoas poderem navegar nesse
mundo? É difícil. Eu não tô dizendo que é uma uma resposta fácil, mas é uma pergunta que a gente tem que se fazer. E como é que a gente tá resolvendo essa pergunta? Vamos deixar a tecnologia? Vamos deixar as redes sociais? Vamos deixar o mundo Mostrar pra gente o que que a gente vai fazer? Vamos perguntar pro pra inteligência artificial. E a coisa mais louca do mundo é que a gente cria um padrão e depois a gente pergunta para esse padrão que deveria estar introjetado na gente o que que a gente deveria fazer. E é
isso que a gente tá fazendo. As pessoas estão fazendo promps muito estranhos pro chattura do campeonato. A Ponto de algumas pessoas estar fazendo terapia e dizer que funciona. E eu não tô dizendo que não, mas tô dizendo, olha como fica mais fácil a arquitetura da escolha. Com essa e funcionou bem. Vai bem, vai bem. Agora não é porque o que tá posto ali vai te desafiar muito pouco. Será que um outro ser humano te desafiaria mais ou menos do que tá posto ali? Sem dúvida. Não sei. Entendeu? Então a gente vai gostando porque desafia menos
e tal. Não sei. Eh, eu sei Que tá tudo muito, parece complexo, parece muito difícil, mas no final o que a gente faz todo dia tá mais simples, entendeu? Como a gente vive a vida todo dia tá mais simples do que era no passado, porque parece que tá tudo já pré-determinado. Parece que a gente não tem muita escolha de qual o caminho que a gente vai fazer. Desculpa interromper aqui seu podcast, mas prometo que vai ser rápido. A Insider, nossa parceira aqui, nesse Mês tá fazendo aniversário e quem ganhou presente é a gente. Eles estão
aí com um desconto bem massa, bem acima do que eles costumam fazer durante o ano. Então, utilizando o nosso cupom loots lut, né? O o código do cupom continua o mesmo ali, mas daí você ganha 15% de desconto em todo o site. Mas o que é mais legal é que durante esse mês todo é tem algumas promoções exclusivas que estão rando lá no site e quando você coloca nosso cupom o desconto pode Chegar aí até 30% dependendo da peça que você pegar. Tá valendo bastante a pena. Aí na descrição tá o site da Inside, é
o primeiro link da descrição, tem o Qcode aí também. Então não esquece de conferir lá que vale bastante a pena, beleza? E se você, assim como eu, tá buscando viver uma vida mais saudável, uma vida com mais saúde como um todo, seja na área de saúde mental, seja na área de saúde física, hoje a gente tá com uma das parcerias mais legais que eu já tive Aqui, que é a Max Titânio. A Max Titânia é uma marca de suplementos que vai te ajudar aí a alcançar seus objetivos, seja lá ah quais sejam eles em relação
à saúde, tá? O que que eu recomendo lá no site da Max Titano, para você que tá buscando o suplemento, tá buscando uma marca de suplementos confiável, tá? Lá no site vocês vão encontrar uma série de suplementos, mas eu me limitaria especificamente a três, tá? O protein da Max, especificamente o de morango deles, Que para mim é o mais gostoso, é o que não enjoa nem um pouco, é uma delícia. Ah, creatina da Max, porque é o tipo de suplemento que tem mais evidências científicas que funciona. Ele vai te ajudar a recuperar mais rápido, vai
te ajudar a ter mais força no seu treino, consequentemente tendo mais força, você vai ter mais hipertrofia, tendo mais hipertrofia, você tem músculos maiores. Sendo músculos maiores, seu metabolismo fica melhor. Então você, por exemplo, emagrece mais rápido, tem melhores relações ali com a sua, com o seu apetite e tudo mais. Além disso, também eu recomendo que você pegue um pré-treino. Pré-treino, um suplemento que se você assim como eu, tem às vezes um pouco de preguiça de treinar, um pouco de eh de indisposição assim para ir treinar, o pré-treino para mim é um suplemento que desses
todos aí é o que eu mais gosto de tomar, porque você vai lá, pega um scoop, borta na Boca, toma água e tem ali uma quantidade de cafeína muito boa para te dar um gás, para te dar um up, tem outras coisas ali, como betalanina e outras coisas que vão te ajudar a treinar ainda melhor. Beleza? Aí na descrição tem o site da Max lá. Você pode utilizar o cupom loots para ganhar aí seus descontos em qualquer coisa que você colocar lá no site, tá? Então, relembrando, o EPROT, creatina e pré-treino é tudo que você
precisa para poder, é, viver uma vida Com mais saúde hoje em dia. E aí que entra justamente, eu acho que a a grande discussão sobre tudo isso, porque até tirando um pouco do termo apodrecimento cerebral do caminho, que eu acho que ele já traz um um cunho mais negativo, mas essa essa facilidade toda no nosso dia a dia, como ela afeta exatamente como o nosso cérebro vai ser daqui um tempo, sabe? Porque, bom, a gente se a gente não precisa mais eh se desafiar tanto ou lidar com coisas mais complexas, Aprender coisas mais difíceis e
coisas do tipo. Como que fica a nossa, a nossa plasticidade, como que fica, enfim, a nossa capacidade mesmo cognitiva, né? Então, ainda tudo isso tá sendo bastante bem investigado, não tem nenhuma palavra definitiva, mas a gente pode já fazer algum algumas elocubrações, né? Número um, depende da idade. Então, se nós estamos falando que desde do começo, com um ano, dois, três, a criança vai est Exposta a esse tipo de relação, porque as pessoas ficam condenando o conteúdo. Ai, conteúdo é colorido, conteúdo tem frasezinha repetida, tal, tudo isso é uma porcaria mesmo. Poderia ser muito melhor.
Óbvio que é feito para aprender a criança, mas isso não é o pior. O pior dessa história é justamente a qualidade do desenvolvimento cerebral que é que é possível ali, porque tá tudo sendo dado. Então a criança vai entrar no modo muito mais reativo do que proativo. E a grande Qualidade do nosso cérebro mamífero, e aí eu não tô falando nem humano, tá? Tô incluindo todos os mamíferos e as aves nesse jogo. É ser proativo, é ter a oportunidade de buscar. Porque quando você é um animal mais simples, vamos pensar num rpt, num peixe, você
é muito mais reativo. Você tem estruturas cerebrais muito mais prontas para reativas acontecem, esses animais reagem. Então é possível você observar um jacaré na lagoa, uma cobra na toca, Horas parado, que diria dias. Tem gente que tem esses répters em casa, eu quero ficar seis meses na toca e ninguém acha isso estranho. Mas isso é um animal reativo. Se ele tá comido, se ele tá protegido, se ele tá com a temperatura certa, ele não tem por se mexer. Ele é reativo. Ele reage ao desconforto. Nós não somos reativos, mas estamos nos tornando, né? É. Você
foi falando, falei: "Caramba, mas já estamos Indo por esse caminho". É mais ou menos isso tá começando a acontecer. E como mamíferos e aves, nós temos como principal característica ser proativos. Que que é isso? Eu busco. Então, tá tudo resolvido, é hora de buscar, entendeu? Tá tudo resolvido, eu tô com a comida, a pirâmide de Mas tá atendida, o que que eu vou começar a fazer? ficar curioso com o mundo, buscar coisas, tentar entender oportunidades, exercitar a minha Capacidade de pensamento, porque no fundo nós temos uma baita de uma capacidade que tá dentro do nosso
cérebro. Só que se a gente não começa a usá-la desde sempre, acaba acontecendo um ciclo vicioso que assim, eu não uso, portanto eu não tenho ela na melhor qualidade. E se eu não tenho ela na melhor qualidade, eu me sinto diminuído frente às outras pessoas. Então não vai valer a pena eu ir por esse caminho. Eu vou ter que Achar uma outra coisa para eu me destacar, porque eu não serei o mais inteligente da turma. Eu não serei o menino capaz ou a menina capaz de resolver os grandes problemas. Então o que eu vou fazer?
Eu vou para outro caminho que também vai me dar evidência, porque o que o ser humano busca é ter evidência no seu grupo social, é ter papel, é participar de alguma forma. Então, se não vai ser por esse caminho aqui, eu vou encontrar Outro caminho. Mas por que que não vai ser por esse caminho aqui? Porque para você poder ter um bom desenvolvimento de funções executivas, que daria a você um cérebro prazeroso, um cérebro gostoso de usar, você sabe disso, você sabe disso, você é movido a isso, as suas perguntas, fal como você pensa o
mundo, tal, você é curioso em relação às coisas. Isso independe se você foi o melhor aluno da escola, significa que você se sentiu capaz e potente de fazer isso com o seu Cérebro. E a hora que você começou a pensar, o seu cérebro te respondeu e você e deu para evoluir. Você conversou com pessoas que você considerava eh boas e que e capazes e você entendeu o que elas estavam dizendo e isso foi te estimulando. Isso provável desde pequeno. Então é um ciclo virtuoso desenvolvimento cerebral. Quanto mais função executiva, mais você consegue usar e quanto
mais você usa, mais você desenvolve. Agora você não usou, você não fez, você ficou ali no no beiabá, você aprendeu uma linguagem superficial, uma linguagem com pouco recurso. Você usa a linguagem com pouco recurso. Você nunca conjugou um verbo no futuro mais que perfeito. Você fala assim: "Ah, cara, mas que idiotícia é essa?" Sim, mas quando você conjulga o verbo no futuro mais que perfeito, você entende que existe um outro tempo verbal que significa uma coisa de outra forma e que você tá Criando uma hipótese, que você tá jogando isso de uma outra forma, você
ganha vocabulário, ganha destreza através da linguagem para pensar. Feito isso, você começa a achar o que é gostoso pensar, estudar. E se esse fenômeno não começa de algum jeito, você vai achar sempre que é enfadonho, que é um saco, que por que eu preciso disso, para que que eu preciso aprender esse negócio, tá? E a escola se torna um fardo. Quando a escola se torna Um fardo, qualquer processo, vamos tirar a escola do jogo, você vai assistir um vídeo do YouTube que é longo, que tem uma explicação sobre alguma coisa, você passa. Agora você cai
lá no A pessoa ter chegar até esse minuto e tá ouvindo isso aqui já é erro. Vô, vou falar nisso, inclusive que eu agradece a sua audiência até aqui, porque, né, e eu me coloco como culpado disso também, porque eu eu de em algum nível também tem essa dificuldade toda que cada vez mais Pessoas estão tendo, mas apesar de trabalhar com conteúdo longo, eu tenho muita dificuldade em ver um conteúdo longo, sabe? Não, a gente não assiste o conteúdo longo, a não ser que realmente, né, as eh eh você o filme é difícil hoje em
dia para mim. E inclusive uma coisa que me surpreendeu aqui nas duas vezes que eu vim é que, OK, os cortes dão bastante visualização, mas os os podcasts inteiros foram muito bem assistidos, então de alguma forma a Gente sabe fazer um trabalho bom aqui, nós dois juntos. Mas o fato é que a gente precisa de um ciclo virtuoso pra gente sentir, não tem outra palavra, tesão em usar o cérebro, porque ele realmente é uma máquina potente, mas você precisa desenvolvê-la para que ela chegar, chegue nessa potência. Isso tem uma coisa genética, tem a genética favorece
esse processo, mas ela não é uma condição dequanol. É muito possível você pegar pessoas com uma genética Menos favorável paraa inteligência, que isso existe mesmo, não tem como a gente negar, e pegar essa pessoa e dar um tratamento de função executiva para ela, bem bom na escola, a ponto dela vir a desenvolver essa capacidade. E aí é natural que essa curiosidade venha, que essa produtividade venha, porque eu me sinto capaz. Agora, Luds, eu tô na escola só tomando bordoada. Eu não entendo português, eu não entendo matemática. Na aula de história, eu sou Péssima. Eu perdi
um pedaço da aula de geografia, já não sei mais onde que o professor tá, não consigo raciocinar. Aí eu começo a ter dificuldade. Aí sei lá, vem um diagnóstico, alguma coisa assim, porque ainda tem essa, né? Ainda tem todos os diagnósticos que são feitos. Eu me acomodo. Eu acho incrível uma família achar bom que o seu filho tem um diagnóstico. Eu já ouvi isso. As pessoas falam: "Ai, que bom que eu cheguei num Diagnóstico e tal". que é como se ela tivesse sentindo um alívio, tipo, meu filho temho, mas é estranho. É muito estranho, porque
na verdade não seria esse o desejo, seria você ir lá e e o neuropediatra, quem quer que seja, diz assim: "Não, não, seu filho não tem nada, ele só precisa mesmo de mais estímulo para para estudar, etc e tal, um espaço melhor, mais seguro para que ele eh estude, um pouco mais de apoio e tal. Eu é era isso que eu esperava que As pessoas desejassem, mas elas desejam diagnóstico para poder mandar uma de Pôcio Pilatos, entendeu? Eu lavo minhas mãos que eu não tenho nada que eu possa fazer, porque isso aí é da genética
do meu filho. É duro isso, mas é um pouco do que tá acontecendo. E o que que as pessoas não entendem? Que não adianta fazer aniversário, não adianta estar de olho aberto, não adianta tá tá vendo conteúdo, não adianta não estar vendo Conteúdo, porque você dizer: "Ah, então é só afastar da tela". Não, não adianta nada você afastar da tela, porque o que importa é o tipo de interação que você tem com a vida. Você pode não assistir uma tela na vida e ser absolutamente apático com a vida. Sim. E isso não vai não vai
mudar o seu desenvolvimento cerebral, né? Aí até em cima de eu pensando sobre dessas coisas que a gente vai conversar hoje, tá? Pensar assim: "Bom, mas lá no 1850 qual que é como que era a sociedade?" Aí tinha um camponês lá, né? Esse camponês, ele é como o camponês que a gente tem hoje? Ele é o homem do campo que a gente tem hoje ou o homem do campo que a gente tem hoje foi de alguma forma aculturado. É porque aquele camponês que tá lá, ele é filho de camponês, que é neto de camponês. E
eles estão ali naquela terra desenvolvendo conhecimento sobre aquela terra geração após geração. Então Quando faz assim porque vai chover, quando acontece tal coisa porque vai ter sol, ah, esse ano vai dar essa fruta, esse ano vai dar aquela outra, tal, tem conhecimento, porque a gente tem, corre o risco, né, de ficar achando que só a ciência é um conhecimento que nutre o cérebro, não é verdade. Qualquer conhecimento quando bem estruturado, que gere raciocínio, que gere pergunta, que faça a pessoa se excitar com aquele conhecimento, vai estimular o cérebro e Pode ser sobre como é que
é o céu. fica quando vai chover, tá tudo bem. E olha que barato, a coisa que a gente mais ama é ser capaz de antecipar o futuro. Uhum. Então, imagina esse camponês olhando pro céu falando: "Ah, vai chover daqui uma hora mais ou menos, vai chover que tá vindo a nuvem ali do do leste." Ele não vai falar nem do leste, ele fala: "Vai tá vindo da montanha tal". Porque ele não sabe que é leste. Isso muda alguma coisa? Não muda nada. Ele dizer leste, Oeste, norte, sul, não muda nada. Agora ele dizer quando a
montanha, quando a nuvem vem dali daquela montanha vai chover, aí pega e chove. Ele fala: "Caraca, sou o máximo, manjo tudo." Aí ele ensina isso pro filho dele, que isso é uma coisa curiosa, né? Porque Bom, eu arborizo demais, né? Não, mas tá ótimo. Pode pode arborizar. Qualquer coisa eu puxo. Mas o o quando você ensina uma linguagem de sinais para chipanzés, por exemplo, ou Ensina um teclado com significado, eles aprendem. Aí você diz assim: "Pô, tá adquirindo linguagem". Mas por que que não é linguagem? Porque não ensina pro filho, não vê valor. Aquilo não
é valor, não é ferramenta. Todas as outras coisas eles passam pras outras gerações. Os animais por modelo. Não tem, não tem aula, não tem um dia que abre a escola, senta todoszinhos lá com o professor. Isso não acontece. Mas eles estão na natureza Mostrando pros filhotes o tempo todo como que as coisas são e sem dar a a ferramenta. Dizendo, é assim que faz. Agora você vai correr atrás do seu. A gente corre o risco de morrer justamente, morrer pela boca, porque justamente a gente oferece o resultado e não a ferramenta. Que história de pescar
ou ensinar a pescar ou dar vara e tal ou dar o peixe ou dar vara, né? em alguma medida é isso, mas é é mais importante que isso, é entender que o conhecimento É o que nos diferencia e continuar achando isso sensacional, porque é isso que a gente tá perdendo como espécie. A gente é péssimo em quase tudo. A gente não nada bem, tanto que os tubarão vivem querendo pegar a gente porque é fácil. A gente não voa, né? Não tem como correr. Tipo, quando tem o cara que faz 100 m em 9 segundos e
a gente acha o máximo, aí dá uma olhadinha do lado, o guepardo tá tá passando, correndo, dando risada, né? Então a gente é ruim em quase tudo, a gente é fraco fisicamente, né? Ah, não, mas pega o Arnold Fazng Neger, pega o outro lá campeão de MMA, tá? Bem ele com o Chipanzé. Chipanzé baixinho. Chipanzé destrói o cara destrói que a força de um animal muitas vezes maior do que a força humana. Então a gente é ruim em tudo, Luds. O que nos diferencia é nossa nosso cérebro, nossa capacidade de pensar, nossa capacidade de função
executiva, memória de trabalho, raciocínio, Inibição, pá, pá. E é isso. E nós vamos jogar isso fora. O que que vai sobrar do ser humano? É, e é uma bola de neve, né? Porque beleza, a gente vai lá, a criancinha vai lá, começa a assistir esses conteúdos mais raros e coisas do tipo, vai ter essa dificuldade de eh de entender as coisas mais complexas por conta disso. E por ela ter essa dificuldade, ela não vai não vai conseguir passar desse primeiro nível, Talvez de complexidade, vai voltar pro conteúdo mais e vai ficar alimentando. Isso, exatamente isso.
Exatamente isso o ponto. E óbvio, você vai ter situações, vai ter grupos da sociedade que são mais vulneráveis a isso, né? porque tem outras condições. E óbvio que se você tiver demandas traumáticas, emocionais, assédios de qualquer natureza, violência de qualquer natureza, isso se agrava ainda. É pior. No basic, né, no cotidiano das famílias de classe média e classe alta, se você não tiver uma conversa no jantar que estimule, que provoque, vamos viajar, vai viajar, é só loja para comprar roupa, para isso aqui, não entra no museu, não vai. É aí que você tá perdendo as
oportunidades de mostrar como do que que o mundo realmente é feito, como é que a gente chegou até onde a gente chegou, porque senão fica aparecendo um monte de De usurpador, entendeu? Eu nasci aqui nesse mundo, tá todo pronto. Eu não preciso saber como ele funciona, não preciso saber nada sobre ele. Eu só preciso usar, só preciso aproveitar. E é assim que eu tenho visto as novas gerações chegarem, porque não sei, aí eu posso estar sendo velha demais nesse momento, mas a gente sempre tinha uma pergunta tipo, tá, o que que eu faço para esse
mundo? O que que eu vim fazer aqui? Éí que essa pergunta tá um pouco Assim, ela tá esvaziada porque a gente não sabe se vai ter futuro. Eu não, eu não, eu não recrimino. Eu não recrimino. Eu não sei como que eu, sendo quem eu era, aos 16, 17, 18 anos de idade, estaria reagindo hoje a esse cenário de coisas. Não sei, não sei se eu teria me comprometido como eu me comprometi, com as coisas que eu me comprometi, entendeu? Então, é bobo a gente julgar isso. Eh, acho que não é esse o ponto. Acho
que a gente tem que Pensar eh em como sociedade a gente se mantém aqui, né? Se mantém no jogo. Eu acho que a gente tá eh a gente tem um legado muito maior que é o legado evolucionista, né? Como espécie, a gente realmente fez uma coisa incrível, pô. E essa coisa incrível depende da funcionamento do nosso cérebro, depende do desenvolvimento dele, dependeu da linguagem, dependeu da cultura, dependeu do conhecimento. Mas aí talvez tenha um algo muito existencial na base de tudo Isso que é a gente conseguiu tudo que a gente quis. A gente tá criando
as máquinas que vão pensar pela gente. A gente eh deixou muito fácil para conseguir alimento, deixou muito fácil eh a locomoção, a o a guardar energia foi ficando muito fácil. A gente chegou meio que no nosso ápice assim de conforto que como humanidade mesmo a gente sempre buscou, né? E aí eu acho que não ficou um Negócio meio e agora o que que a gente faz com isso tudo, né? É só que nesse seu discurso você tá computando aquilo que é em nosso benefício. Mas o que que a gente teve que sacrificar para alcançar isso?
Nosso planeta, a própria assistência. É muito louco, porque agora aí isso vai ficando cada vez mais egóico. Porque assim, eu, Carla, OK, consigo usufruir. Agora se vai sobrar planeta depois, é isso não é Problema meu, né? Quando no fundo é o próprio uso que a gente tem no planeta que faz essas coisas acontecerem, né? Eu eu contei para você da outra vez que eu vim aqui que eu tô mando no interior, né? Aqui pertinho, Jundiaí. Uma das coisas que eu realmente me preocupei lá, né? É em tentar deixar minha pegada mais suave possível, entendeu? Tipo,
a forma como eu uso a água, a forma como eu uso energia elétrica. É óbvio que eu tenho condição, porque eu tô num numa área Rural. Seria ridículo falar para você aqui, Luts, olha, você precisa reciclar sua água, né? Você morando numa cidade grande, eh, com esgoto, coletando, quer dizer, ah, olha, veja bem, eu faço coleta de água cinza, né, que é água de de pias e de chuveiros e tal. Isso é impossível para quem mora na cidade, mas quem pode fazer, faça, porque isso diz respeito à pegada com que a gente tá deixando. E
às vezes eu tenho que fazer isso em detrimento do conforto que eu Alcancei. Então é óbvio que a gente foi capaz de de ocupar todas as áreas do hemisfério nórdão são geladas. Óbvio, a gente conseguiu a custa do quê? Entende? Então tá tudo bem. Não tô dizendo, saiam daí que vocês estão gastando muita energia, não é isso, mas eu tô dizendo, a gente tem que honrar isso. A gente não pode só achar que tá posto, que é que a gente ganhou e que acabou. E quem é que pode honrar isso? São essas gerações que agora
estão Apodrecendo o cérebro na internet. Então, como é que elas vão honrar isso? Ah, então vai ter inteligência artificial. Aí eu começo a ficar com medo. Por quê? Porque você vai ter a serviço de tomar decisões algoritmos que você não sabe quem foi que alimentou e com que alimentou. Aquela fantasia do vilão do Batman, do vilão do do Superman, começa a ficar muito evidente e não vai ser uma pessoa, né? vai ser um algoritmo alimentado por uma Pessoa. E essa coisa da gente deixar tudo isso na mão das bigtex me assusta um pouco, porque a
ONU morreu, né? Foi dissolvida, né? Não tem mais essa altura do campeonato. Então, quem é que cuida das coisas do coletivo do mundo? As grandes potências. Em razão do quê? Com que conta? Então, quem é que vai parar e vai falar assim: "Nós estamos apodrecendo a cabeça das crianças, portanto, temos que Tirar esse conteúdo. Se isso não tá sobre a de um governo, ah, cada governo pode fazer isso no seu país, fará? Vai comprar essa briga mesmo? Quem é que tem capital político para fazer isso? a China, quem sabe pelo modelo com que ela se
relaciona com o seu povo. Alguns países eh de outros modelos mais autoritários, não sei, não sei mesmo. Aí eu tô chutando aqui com você, mas aqui No Brasil nós vamos ter um governo que vai meter a mão nessa cumbuca, sendo que a gente tem uma briga de polarizada sobre quem vai governar os próximos anos. Quem que vai botar uma cumbuca de verdade? Não vai. Então o ponto é que cada um dos grupos sociais vai ter que se posicionar individualmente, as famílias, a escola e o que tá acontecendo aí você tem a proibição de levar celular
na escola. Lutos do céu. Que que você acha disso? Primeiro, eu acho que é difícil de você fazer cumprir, especialmente onde é mais perigoso, né? Por quê? Porque se você pensar as estruturas de escola particular com todas aquelas eh eh controles, né? Porque você tem um monte de funcionário ornando as crianças e tal, um monte de babá, né, vamos dizer assim. Eh, pode ser que você consiga agora na escola pública, então de novo, onde é que nós vamos estar mais vulnerável? Aonde a gente sempre já foi, Mais vulnerável, não é isso? Porque você sabe que,
não sei se você sabe, mas nos presídios é proibido ter celular. Pois é, isso não significa que não tem. E tem um monte de TikTok presidiário. É louca, né? Então esse é o ponto. Tipo, tem uma coisa muito errada. A gente acreditar que uma proibição vai resolver o problema, quando no fundo o que que a gente ia fazer? Fazer com que esse Desejo de ser, de existir, de aparecer, de acontecer como o ser humano não tivesse morrido. É, a reforma tem que ser na no na no sistema educacional e naquela escola específica, por exemplo, do
que tirar o celular, sabe? Mas Lud, eu me lembro de ter comentado alguma coisa com você da outra vez que que eu tive aqui, né, que que a educação é uma é vista como um dever, né? Você tem que ir na escola, assim como eu tenho que Trabalhar. Isso aí já começa assim, errado, porque lá na e no Estatuto da Criança e do Adolescente, a educação é um direito. Onde foi que a gente inverteu as coisas? Onde foi que as pessoas começaram a achar que elas tinham o dever de ir pra escola? e não o
direito de ir pra escola, né? Você não tá trabalhando na roça e você tá na escola. Isso é um direito. A Gente resguardou esse direito num estatuto, numa lei. E você não quer? Porque a escola não te ensina nada que você vai aproveitar. Eu acho curioso alguém com 5, 6, 7, 8, 9, 10, 12, 15 anos saber julgar o que, como é que vai ser a vida no futuro. E o que eu tô dizendo é o seguinte: esqueça o conteúdo. Não é isso que é importante. Esqueça o conteúdo. E é sério que eu tô falando.
Pense apenas no modelo de Pensamento que você precisa desenvolver. E aí sim, cada disciplina tem um modelo de pensamento atrelado. Você quando pensa em história, você pensa de um jeito. Quando você pensa em geografia, você pensa de outro jeito. Quando você pensa em matemática, você pensa de outro jeito. Ciências, outro jeito. E é exatamente por isso que cada disciplina tem seu papel, porque são modelos de pensamento que vão ser estruturados e desenvolvidos. E esses modelos de pensamento que podem estar apodrecendo ou nem se instalando nesses cérebros. Esse é o ponto. E outro ponto importante é
que à medida que você vai consumindo esse conteúdo, que você praticamente não tem que decidir, que você só tem que rir, você só tem que dizer se você gosta ou não, sim ou não, curtir ou não curtir e compartilhando? Quer dizer, e essa vivência simplista com as coisas diminui a capacidade Cerebral, porque é como se a gente tivesse assim, não tá usando, né? Não tá usando. Por que que eu vou manter esses circuitos que são super caros do ponto de vista energético? Isso as pessoas falam em economia de energia numa coisa totalmente errada, que é
a história dos comportamentos automáticos, que a gente já teve a oportunidade de discutir aqui, né? E continuam repetindo isso. Comportamento automático não tem nada de errado, muito pelo contrário, Ele facilita a eficiência das pessoas. A questão é que esse automatismo aqui, ó, é bobo, né? Entendeu? Aí você precisa se perguntar o que que o que que esse comportamento automático tá me entregando, porque eu tenho que selecionar ou não esse comportamento automático para ele se repetir. Esse é o ponto. Mas nós não questionamos o que que o cérebro faz com circuitos que ele não usa. Você
montou, você tem lá memória de Trabalho, você conseguiu desenvolver numa função executiva um controle inibitório, mas você não usa. Por que razão o cérebro vai manter esse circuito ativo? Aí sim ele economiza energia. Aí ele vai cortando, ele vai, não usa isso aqui não tá passando, não tem atividade elétrica aqui, ó. Poda, poda, poda, poda, poda, poda. Que é assim que o cérebro trabalha. Pensa numa coisa que você estudou lá, você jovem e tal, que você Lembra vagamente. É o que aconteceu. Parte desse circuito que não era usado para nada foi desmontado. Restou o quê?
Uns outros que você usa para outras coisas. E aí quer, entendeu? eh, comunitário. Aí você usa para outra coisa, ele se mantém. Mas se ah, aquele nome daquele ator, o nome daquele negócio, você não vai lembrar, você não usa, você não vai buscar essa informação. Quando você tinha menos informações, podia ser que você Mantivesse todas, mas à medida que você vai envelhecendo, você começa a cortar, começa embora. O que que tá acontecendo quando um jovem fica o dia inteiro assistindo conteúdo de baixa qualidade e vai eliminando esses circuitos que poderiam ser usados para uma maior
elaboração? Não que eu não esteja dizendo que não é que não é necessário ser criativo, né? Porque aí eu fico investigar, eu cheguei num lugar que assustador, cara. Os tais dos brain rots Italianos. Tralalelo tralalá. É bailarina cappuccina bailarina não é ruim se você olhar. Não é ruim. É criativo. Mas é criativo. É bom para quem? É bom para quem faz. É quem faz. Não, aquilo é arte, mas o que que tá acontecendo? Mas é quem faz. Sim. Quem faz está sendo estimulado. Verdade. Quem produz está sendo estimulado. Quem faz o prompte para irá para
sair aquela figura e e e cria o travalíngua e faz a Brincadeira. Essa pessoa tá ótima. Não tem cérebro podre para quem produz. Isso que as pessoas não entendem. O cara que tá produzindo, ele não tem cérebro podre, ele tá tendo milhões de visualizações, ele tá engordando a conta bancária dele, tá tudo certo para ele. Sim. O problema é quem consome, que vai passar o dia inteiro rindo e compartilhando sobre aquilo. Agora não, Carla, eu não faço isso. Eu vejo a bailarina Cappuccina. Eu gostei, não achei ruim, não, de verdade. Achei criativo, achei inteligente. Eu
gosto dessas coisas. Eu acho que são formas de manifestos interessantes. E tem uns brazuca fazendo já também, né, em português. Tudo bem, a gente ama essas coisas. Nós somos muito bons em memes. Isso é bom, isso não é ruim, isso é bom. O problema é quem só consome, porque vai ter um indivíduo que só consome e esse indivíduo que só consome é que tá com Problema, porque aí ele tá entrando em looping. Agora ele saiu dali, ele foi para Iá, fez um prompt, criou uma musiquinha, montou um vídeo e publicou, pronto, já não tá apodrecendo
o cérebro dele. É isso que as pessoas não entendem. O problema não é o conteúdo, o problema é a relação que você tem com o conteúdo, porque fazer tudo aquilo não é fácil. A hora que você vê lá o texto, a brincadeira ou tal, é criativo. É criativo. Não é ruim não. Quando você pega um conteúdo que é um meme, às vezes a pessoa tem uma sacação para fazer um meme que ela precisa de muita informação. Ela precisa ter consumido muitas coisas distintas e juntado tudo aquilo numa expressão memética ali, única. Claro, tem seu valor.
O problema não é quem tá fazendo, é quem tá consumindo. E só consumindo isso e consumindo isso a de eterno num fío infinito. Aí que tá o problema. Por isso que eu gosto de conversar com você. faz refletindo sobre umas coisas que eu não, beleza, eu tava ali, tava estudei sobre o termo brain root e fui atrás e eh de gosto muito de estudar sobre os algoritmos e tal, mas eu nunca tinha parado para pensar nessa questão de quais são os circuitos que meu cérebro tá podando eh quando eu fico, por exemplo, ali por horas
e horas e horas durante vários e vários dias durante na minha Vida, né? É porque que ele vai, quais são os circuitos que eu vou querer que meu cérebro mantenha, vou querer que ele não E não é e não é uma questão de desejo, né? Não é uma questão de desejo, é uma questão funcional. O cérebro tem um modo de funcionamento. Esse modo de funcionamento é claro, os circuitos que vão se manter mais azeitados, é a palavra essa mesmo, porque eles vão ser mais fáceis de serem usados, vão ter mais sinapses, vai ter uma condução
Elétrica melhor, né? Esses circuitos vão ser facilmente usados. Agora você me fez uma pergunta, eu tenho lá meia dúzia de circuitos aqui para te responder essa pergunta. Se acontecer alguma coisa com eles, eu vou ficar te olhando assim, fal: "Nossa, mas eu sabia alguma coisa sobre isso e agora não tô nem me lembrando, tal". Capaz que a que a idade me leve para esse lugar em algum momento, né? Ludson, se eu chegar aqui e começar a dar muito branco, você para de Me convidar, tá bom? Tá bom. Vamos combinar. Não vou convidar mesmo. Então a
questão fundamental é a medida que a gente vai usando, esses circuitos vão ficando azeitados. Essa é maior condução elétrica mesmo, é uma questão física, certo? A hora que você não tá usando esses circuitos, essa condição elétrica fica pior e aí vai ficando cada vez mais difícil de ativar esses circuitos. Aí você não ativou hoje, não ativou amanhã, Não ativou uma semana, não ativou um mês, não ativou um ano, ele ele próprio se desfaz. Então aí caberia a ideia de apodrecimento. Mas que apodrecimento? não do cérebro, dos circuitos que eu teria usado caso eu precisasse me
aprofundar num raciocínio mais interessante. Agora, se eu tô consumindo uma obra que outra pessoa fez e só tô achando graça e só tô elencando, eu vi vários conteúdos que o cara fala assim, quais que eu gosto, eu gosto Desse, gosto. Eu tô olhando, falei: "Gente, mas exatamente qual o critério? Qual o critério que ele tá usando para dizer que esse meme é melhor do que aquele, que o que a bailarina cappuccina é melhor do que o outro, que é o tral tralalá. Qual é o critério? é a figura, é a criação, cara. totalmente aleatório. O
negócio que você gostou ou não gostou, não tem nenhum critério do tipo, isso foi mais difícil de fazer ou teve mais criatividade não, tem nenhum critério, Eu gostei. E aí quando você começa a a viver a vida apenas a partir das suas paixões, esse tipo de paixão sem qualidade, porque paixão é maravilhoso quando ela tem qualidade, quando você elaborou, se debruçou e aí, nossa, isso aqui é mais interessante, isso aqui é menos interessante, a emoção vai ser um ótimo qualificador. Mas essa paixão boba do tipo, isso aqui é engraçado ou isso aqui não é engraçado,
tá bom, no entretenimento funciona, mas quantas Horas de entretenimento você vai ter no seu dia? Essa é a pergunta que não quer calar. Ah, e qual que é o tipo de entretenimento também, né? Porque é muito diferente você ver um filme de comédia e você fica vendo brain rat, conteúdo de brain rot no total. Total. Agora, por que que o conteúdo de brain é melhor? Porque como é que você faz para pr para escolher a comédia que você vai querer ficar duas horas assistindo? Qual o critério? Entendeu? Então a gente pelo Pela quantidade enorme de
conteúdos atual da infoxicação, né? Você tem aí uma quase que uma diarreia de conteúdo no mundo, né? Então como é que você escolhe onde é que você vai dedicar suas próximas 2 horas? Porque aí são 2 horas. O videozinho ruim acaba em 15 segundos, né? Você passa. Agora é a estrutura. Vamos assistir um filme, convida namorado, namorado senta no faz a pipoca, tudo. Vamos pôr o filme aí que Mas filme, filme não é bom. Aí, você tá Gostando, né? Não, mas vamos assistir mais um pouco, tal. 40 minutos depois chega a conução de que o
filme era uma porcaria. Foram 40 minutos que você acha que jogou fora, só que tudo que aconteceu com você naqueles 40 minutos tem valor, porque você usou sua crítica, julgou, entendeu, teve o diálogo, tal, você viveu aquilo, então você não jogou fora. O teu cérebro foi estimulado a dizer não, tudo bem, mas teve que tomar uma tomada de Decisão do não. É difícil levantar do filme no meio do cinema e sair andando, não é, pô? É bem difícil. Você pagou, você comprou, você se mobilizou, você foi até lá, né? Eu devo ter feito isso umas
cinco, seis vezes na vida. Levantar e sair em geral, porque é filme de terror que eu não gosto. Fiz muitas vezes. Eu fiz muitas vezes. Você tá me achando muito com alto grau de diletante, mas eu tenho dobro da sua idade. Você ainda vai ter a Chance de levantar, né? Mas filme de terror é [ __ ] A maioria é ruim, né? Eu não gosto. Eu tenho medo. É, é duro, né? A pessoa assumir uma coisa dessa na vida. Mas eu tenho medo de filme de terror, depois eu não fico bem. Aquelas imagens ficam na
minha cabeça, mas foi é o filme que eu levanto ou uma coisa muito ruim assim, entendeu? Um negócio que é um estilo que eu realmente não gosto de jeito nenhum e tal. Pai, das vezes eu f Tô aqui, vou ficar e tal. Então, é é um emprego de tempo, emprego de vida, emprego de tomada de decisão muito grande. Esses negocinho desses vídeo curto, emprego que você tem de toda a natureza, de energia, da sua forma de entender o mundo, é muito pequeno. É muito fácil você negar, é muito fácil você passar pra frente, é muito
fácil você dizer próximo, não tá perdendo nada. Mas será que o que não falta para as pessoas que gastam seu tempo com Isso, não é entender o que que elas realmente querem assim da vida delas, não é entender o que que elas que que elas podem contribuir pro mundo, se porque eu imagino, pô, aquela pessoa que a gente, sei lá, para que eu gosto muito de arte, gosto muito de música e tal, mas eu olho um um músico que eu gosto muito que tá no ápice da sua criatividade, falo: "Esse cara não fica vendo essas
coisas, ele tá no caminho dele, ele entendeu qual que é a qual o Que que ele quer pra vida dele, sabe? Eu sinto que a a pessoa que tá ali no brain Rod e tal, ela não ela não parou para refletir sobre, tá beleza, o que que eu gosto nesse mundo, que que eu quero investir meu tempo mesmo, porque se ela soubesse, ela não sei se ela teria o mesmo prazer naquilo, sabe? Mas assim, eu acho que a nossa maior preocupação nesse tempo, eu be, mas eu não consigo ficar mais de 10 minutos. Você cansa?
Eu falo, caramba, o que que eu tô fazendo Aqui? Hum. Se você mesmo se questiona, é porque você já teve outras experiências, entendeu, de ocupar seu tempo com uma coisa melhor. Você tem o que comparar. Mas a gente tem uma questão bem complicada que é essa fase puberdade, adolescência, né? Até teve esses bafafar tudo aí com a série de adolescência e tal, que é uma fase, é uma fase bem bem delicada, né? É uma fase bem delicada porque você tá justamente tentando responder essas perguntas e se te Colocam ali, né? te te estimulam a pensar
que você não tem lugar no mundo, se te estimulam a pensar que a tua energia não não vale a pena você empregar energia porque você não vai conseguir sair daquele ciclo vicioso que é a história, né, do do Eu acho complicado você falar alguém que tem 13 anos como um incel, né? Porque para ser um incelã a experiência do celibato, né? A experiência do celibato não é você não Ter transado aos 3 anos de idade. Vamos deixar isso bem claro, né? Experiência do celibato deveria ser uma coisa que por mais tempo você tentou transar e
por mais tempo você não conseguiu transar, né? Não pode ser uma experiência com quem tem 13 anos, mas ali você tem uma situação em que a vítima é difícil de você descobrir quem é. Ainda que obviamente a gente tem uma menina morta e e obviamente ali tem uma vítima, né? Mas tem mais vítimas. Tem mais vítimas. Tem mais vítimas. E aí você tem uma sociedade que tem uma maioridade penal de 10 anos de idade, que pra gente na neurociência seria uma heresia, né? Porque a gente sabe que vai ter um monte de estrutura cerebral que
não tá disponível, que não tem como fazer uma opção de julgamentos e de e de ações com a qual idade, mas tá lá, né? A Inglaterra tem a maioridade em 10 anos. Então qualquer pessoa que faça com 10 anos e um dia, 10 anos e 5 dias, 11 Anos, 12 anos, um asco criminoso, será imputada. Não sei exatamente em que nível, mas será imputada porque tem acessório da maioridade, mas tem condição de julgamento e quando alguém com esta idade comete um crime, é realmente o algócio ou esse crime já é também uma consequência de outro
tipo de vitimização que aconteceu, né? Então, quando você coloca todo uma sociedade Com um código do que que é ser aceito e e ter relevância, 8 bi, né? 8 bilhões de seres humanos, você tem que ter relevância, não é que você e e com rede social porque vai te dar visualização, vai te dar curtida, você tem que ter relevância, né? Nós estamos nós dois aqui falando de um lugar que a gente tem relevância. Agora vamos imaginar se a gente fosse absolutos anônimos, a gente viveria do mesmo jeito que a gente vive hoje? Absolutos anônimos. A
gente Viveria como a gente vive hoje? A gente teria as mesmas sensações que a gente tem? Provavelmente não. Então, até a gente não tem nem lugar de fala para falar disso, né? A gente não sabe o que é você viver na sociedade sem ter nenhuma relevância, com tanta rede social, com tanta gente olhando para tanta gente, com tanta gente comentando sobre uns outros e ninguém tá falando de você, ninguém tá te olhando, ninguém tá com nada contigo. Muito pelo contrário, quando falam de você é no bullying, cara. Como é que vive nesse lugar? Você tá
acostumado a sofrer crítico, eu também, mas você tá também acostumado a ter elogios. Então, uma coisa pela outra. Agora, ninguém nem fala de você, ninguém nem sabe que você existe. Você produz as coisas. Tem uns canais no YouTube que você vai ver, o cara tem 100 vídeos e o total de visualizações dele é 500. Tipo, é 100 Vídeos, cinco pessoas em média, que é ele, a esposa, ele mesmo assistiu quatro vezes, sei lá, entendeu? Imagina como é que se sente essa pessoa, que tá são os valores que tão distorcidos, porque quando ela tiver relevância, ela
vai ver que não vai ter mudado isso, acho, sabe? Não, mas é o que você busca, gente? A gente tá sempre buscando mais. Com certeza. Por exemplo, gostaria muito de saber ganhar dinheiro sendo anônimo. Eu Não sei, então ten que botar as caras aqui. Mas eu prefiro muito mais ser anônimo. Sim, mas isso significaria que você com dinheiro provavelmente teria outro tipo de relevância. Exato. Você continua em busca de relevância. Exato. Verdade. Verdade. Certo. É só o caminho paraa relevância. O que a gente busca é relevância. Pode ser pelo dinheiro, pode ser eh pela capacidade
cognitiva, pode ser pelo que quer que seja. A influência que você Tem, né, no ambiente que você quer ter, em qualquer pequeno ambiente. Se você é um pai de família, uma mãe de família e que os seus filhos te respeitam, então você já tá tendo relevância. Então aqui nós estamos eh eh vislumbrando uma pção de pessoas que jogam um jogo no qual elas se sentem absolutamente desprestigiadas. Aí você vai ter uma opção de consequência. Quando isso acontece na adolescência, então voltando ao tema do desenvolvimento humano, isso É bem mais sério do que quando acontece com
um jovem, porque esse seu questionamento do tipo, nossa, eu tô gastando meu tempo aqui vendo whels, não é alguma coisa que alguém com 13, 14 anos vai fazer em profundidade, entendeu? Ele vai se deixar levar, se consumir por aquilo, aí ele vai começar a sentir os prejuízos, aí ele vai procrastinar umas coisas que é importante para ele, que aí tem a ver com os desejos. Ah, eu queria tanto, sei Lá, comprar uma guitarra, né? Vamos falar um pouco do do do inverso que você tem um desejo especial. Quer comprar uma guitarra que uma guitarra é
legal e tal, não sei qu, mas para isso eu preciso de dinheiro, eu preciso economizar dinheiro e tal, e não tô conseguindo. Eu não tô conseguindo e eu tô bem distante do meu sonho. E nossa, eu não, nossa, eu nunca vou conseguir comprar uma guitarra dessa. Ih, não vai dar para mim. Que que eu faço com esse desejo? Como é que eu trabalho esse desejo? Que tipo de energia eu vou pôr nisso? Se eu não tô acreditando que eu sou capaz de realizar. Agora transfere isso para qualquer outra coisa da vida, relacionamentos. Se eu achar
que nunca uma menina desejável, né, uma menina que interessante vai se interessar por mim, como é que eu vou viver a questão dos relacionamentos? Como é que eu vou viver esse meu desejo de me relacionar? Eu não vou ter expectativa, eu não vou ter Esperança. Então, o que que é melhor diante disso? abandonar o esforço e se deixar levar num looping. Pelo menos você não vai se ter destaque, mas você vai ser igual a todo mundo. Então você tem um grupo, no fim você acaba tendo relevância, porque você tem um grupo para chamar de seu,
nem que seja os consumidores de conteúdo eh que apodrece cérebro. É, você vai ser, você vai conhecer aquela referência quando Alguém falar do trabalho trabalhar falar sei o que é isso. É, e eu vou falar mais uns quatro, eu acabei de ver um novo que ninguém conhecia e tal, isso passa a ser relevante, entendeu? Que eu descolei um que ninguém nunca ouviu, que foi um cara que fez na Indonésia. Aí começa a ter as grifes, né? Porque eu conheço um da Coreia do Norte que é proibido, que só tá na dark web, né? país começa
a a buscar Relevância de outra forma, né? E é esse o universo que a gente, o que você falou é importante. Tem uma coisa que aconteceu que é não sei o que que eu posso fazer nesse mundo para edificar, para construir, porque parece que tá tudo feito, tá tudo acabado, tá tudo resolvido e por conta desse poder que está concentrado, não tem um poder distribuído, né? Poder concentrado, não tem uma democracia genuína. A gente tem todo um conjunto aí de marketing Político, uma opção de coisas que meio que dão as cartas, né? Mesmo quando você
tá falando de um país democrático, agora considere países não democráticos. O que que a população acredita poder fazer para mudar o jogo? Quase nada. Aí você fala das bigtechs. O que que eu posso fazer para mudar a privacidade, para mudar o jeito que se usam os meus dados? Pá, pá, o que que eu posso fazer isoladamente? E acho tão engraçado esse negócio das Bigtexs, porque é um negócio que só funciona porque todo mundo usa. Exato. Era só a gente parar, né? Não existe mais instantaneamente, né? Mas como é que nós vamos combinar? É, tem que
dar aquele negócio lá que falaram que no sol lá que ia falar não sei o que lá que ia dar, sei lá, uma explosão do sol lá. É, ia ser ia ser engraçado aquilo. Engraçado e terrível. Tava com Sinais que como é que foi? Fala para mim, você seria capaz hoje de sair geral assim de tudo e parar de usar a internet? Vai a internet ou as redes sociais? A internet. A internet. Vamos, a gente, vamos fazer por partes. A internet, né? Cara, acho que seria triste, na real. Acho internet maravilhosa. Esse é o ponto.
Porque tem um monte de coisa. Agora na rede social não tem coisa maravilhosa? Hum. Sei lá. Eu sigo pessoas incríveis. Eu sigo pessoas incríveis, pessoas que me acrescentam muito, assim, cronistas da vida cotidiana, não? Com certeza, né? Gente que que que eu tenho um amigo que é que é um professor até um abraço para você, Wagner, que você é um gênio. Ele ele é um cronista e ele tem, sei lá, 3 4000 seguidores lá no na página dele do Instagram que se divertem horrores, porque ele é um ótimo cronista, são pouquíssim. Eu adoro Seguir o
conteúdo dele, porque eu fui colega dele durante anos e hoje eu não sou mais. Ele continuou na Santa Casa e eu não tô mais. Então não me encontro, encontrava com ele todos os dias. Então todos os dias eu tinha ali, né, quando a gente tinha um tempinho, uma pérola ali da do das crônicas dele da vida privada. Hoje eu leio ele na internet, então eu estaria longe dele se eu não tivesse seguindo ele na rede social, né? Teria perdido essa referência, esse esse Conteúdo tal. E eu não quero perder, eu quero continuar com ele por
per tem outras pessoas que eu quero continuar sabendo o que estão fazendo, o que que, mas são todos os conteúdos que aparecem na minha timeline que eu quero, não. Talvez a minoria. A minoria, com certeza. A minoria, com certeza. Porque no caso de pessoas um pouco mais eh com com gostos pouco mais abrangentes, assim como é o meu caso, que eu discuto muito comportamento, tal, sempre aparece Alguma coisa, mas difícil encaixar e difícil ser bom. Difícil ser bom. Então eu tenho lá uma meia dúzia de pessoas que eu realmente paro para para ver, mas eu
não eu não eu não sairia das redes sociais por isso, pelo lixo que tem, porque eu de alguma forma me defendo dele e tem hora que eu me deixo levar também, tem hora que tudo bem, tem hora que eu quero ver mesmo uns videozinho, ver como é que sabe o que que eu gosto de ver construção. Tem umas coisas que Eu gosto, gosto de ver construção, gosto de ver decoração, tem um pessoal corretor de móveis que fica mostrando apartamento para vender. Eu gosto disso aí também. Você gosta de ver? Não tem gente que gosta daqueles
conteúdos, né? Aqueles conteúdo de limpar a piscina, de fazer, tem gente que gosta daquilo. E não, mas isso aí é brain rot total. Mas é um jeito de você se distrair ali. Se você ficar pouco tempo, não tem problema, cara. É, eu acho que é é isso Aí, cara. Acho que é o tempo, consciência que você tem sobre aquele hábito que você tá tendo ali, né? Você sabe, ó, vou ficar aqui, você tem 15 minutinhos, tal, vendo umas coisinhas legis. Problema é idade do consumidor, porque pode ser que você não tenha outro interesse, aí você
vai se deixar levar por aquilo, entendeu? Você não tem outro interesse, né? Aí, sei lá, eh, você foi proibido de jogar videogame porque alguém achou que Você jogava o dia inteiro de videogame é ruim. Pode ser que seja mesmo. Aí te proibir jogar videogame. Aí você fica vendo videozinho de tipo joga videogame, eu prefiro de verdade. Você fala para vou ficar vendo esses vídeos do tralali tralalá ou vou jogar um jogo de estratégia. Pô, vai jogar um jogo de estratégia. Pode jogar um jogo de estratégia, né? Quem acompanha a gente aqui, já me viu aqui,
sabe que eu tenho Um filho e eu já é um homem de 27 anos de idade, um jogador de videogame. Ah, ele tá viciado, enfiado no videogame. Senora não tem emprego, trabalha, se desenvolveu, fez a vida dele, tem namorada, tá construindo o espaço dele de existir. Jogador de videogame, não tem problema nenhum. A questão é qual o papel desse videogame na vida dele? Entendeu? Verdade. E quão longe ele vai com aquilo, não? E quão longe ele vai com aquilo? Quanto o que que ele Consegue desenvolver naquilo? A própria estratégia, a gente jogava RPG juntos. Tem
uma estratégia lá para você pegar os negócios para ir pra guerra, para não sei o que lá. Tem, não é uma coisa idiota. Existe um pensamento que tá por trás daquilo. Você pode dizer: "Ah, mas não é um pensamento nobre, ok, mas exercito o cérebro". Que era sobre isso que a gente estava falando. A gente tava falando em off de inglês. Eu aprendi inglês só jogando, cara. Nunca fiz curso Nem nada. É a situação do meu filho. Quando eu mandei ele para fazer um intercâmbio fora que ele encheu para fazer, né? Aí ele falou assim:
"Ah, mãe, só que teve problema, professor, as pessoas aqui falaram que eu já não, eu já sei o inglês que eles iam me ensinar". Eu falei: "Que sensacional você foi pro intercâmbio de inglês sabendo falar inglês, né?" Mas é muito bom para usar o dinheiro dos outros é ótimo, né? Aí ele foi pular de body jump Na África do Sul. Foi isso que ele foi fazer. divertidíssimo, mas ele já sabia como que ele aprendeu videogame. Sabe o que que ele aprendeu? Que que é uma coisa maluca? Japonês. Ele não fala fluentemente, mas ele entende. Por
quê? Por causa dos mangás. E te digo mais, eu tenho um sobrinho neto, que é neto da minha irmã, que ele entende bem três ou quatro línguas por causa do YouTube. Não, isso é sensacional. Só que os Conteúdos que ele vai buscar, a gente estava com problema lá na chácara de Escorpião, ele tem 6 anos de idade, Luts. Ele veio dizer pra gente assim: "Qual é o bicho que eu tenho que ter lá para acabar com os seus escorpiões?" Caraca. Então ele não tá navegando idiotamente, entendeu? El fal é ou é a garça, ou é
a siriema, ou é o lagarto teiu que você faz assim, assim, entendeu? vai começar a dar aula pra gente de sobre a vida, tá tudo Certo, mas quando você vê ele consumindo, você vê a curiosidade. E te digo mais, ele tinha uns 4 anos, eu perguntei para ele assim: "E qual foi o maior dinossauro que existiu?" Aí ele mandou assim, sei lá qual que ele falou, "Tirossauro Rex". Eu falei: "Qual tamanho ele tinha?". Ele falou: "50 m, mas ele falou: "Com tanta certeza". Depois eu fui descobrir que era mentira. Então, não só ele tem o
conhecimento, Como ele se envaidece do conhecimento. Porque quando ele não sabe pequenininho, né, a gente não vai ser que a criança pequenamente, né, ela constrói uma realidade paralela para não perder o a a estrutura ali da relação que ela tá construindo, né? Ele queria me impressionar, ele queria que eu achasse que ele sabia, entendeu? Então o que que você falou? O prazer de saberonde que tá, tá nele, já tá lá instalado. Se ele vai Fazer, se ele vai contar que tinha 50 m, que tinha 70, que tinha 80, quando ele tiver 12 anos, ele não
vai mais fazer isso. Mas o apreço pelo conhecimento tá lá, tá inserido, né? Aí foi brincadeiras. Ah, vamos descobrir qual o nome dos estados e as capitais, ele ama. Ah, mas precisa decorar estado e capital. Não, não precisa. Mas a curiosidade espacial de entender onde estão os estados, como eles são, isso é O começo, daqui a pouco ele vai se perguntar, tal, mas como é que é o Nordeste? Tem alguma característica? Tem algum, né? Por que que sep? Por que que tem um lugar que chama Nordeste, outro que chama Norte? Você tá um do lado
do outro, qual é a diferença? Então, vai começar a ter perguntas e as perguntas mobilizam a investigação. Qual a vantagem que a gente tem hoje? As ferramentas de investigação estão maravilhosamente Disponíveis. O problema não é essa a ferramenta, né? O que é o como a gente tá usando. Não é, não é. Só que o como a gente tá usando tem a ver com a gente tá vivendo. É, com as demandas, com as expectativas, com a visão de mundo que a gente tem. Então é isso que a gente tem que mexer e não na tecnologia. deixa
a tecnologia aí, porque tem gente que tá se divertindo e vivendo muito bem com a Tecnologia, com a startup, ganhando milhões por causa dela e tal. Por que que tem um cara que tem uma startup, cara que tá criando a IA, né, e aquele é o suco do de prazer pro cérebro dele criar, não? E você imagina que seja esses esses algoritmos, essas esses, sei lá, eu como é que chama isso, o nível de matemática que tem isso, né? elaboração, como é que os caras fazem um negócio desse a ponto de nos surpreender. Tentando entender
isso três anos atrás e Tô até hoje tentando entender. Eu nem comecei porque eu não sou louca nesse ponto, entendeu? Eu não passei da das aulas de basic do e três lá lá atrás, não entendeu. Eu virei usuário, eu caí na conversa do Bill Gates, Windows, meu computador, meus arquivos, aquilo lá foi uma conversa que passaram, né? Tipo, senta aí e só usa total. Não tenta entender como funciona que você não vai conseguir, senta e usa. Porque a gente antes ficava no sistema operacional Antes do Windows, né? Ficava no DOS, ficava nos sistemas operacionais. Então
todo mundo tinha um pouco de linguagem de máquina, todo mundo entendia um pouco o que tava acontecendo ali atrás. Em 95 Windows veio, varreu tudo isso, disse assim: "Não, vocês não precisam de nada disso, senta e usa". Piorou quando com macinch a fal: "Ah, Mcintos é a coisa mais maravilhosa do mundo. Eu uso, ah, amo." Só que é totalmente user friendly que é feito para você não ter que sofrer Com nada. nem com atualização, nem senta e usa. E é isso que a gente gosta. Só que toda vez que a gente senta e usa apenas,
a gente tá perdendo um pedaço enorme da conversa. E o que vai acontecer com a Iá, exatamente a mesma coisa. Já tá acontecendo, a gente tá sentando e usando. Tudo bem. Contanto que a gente não esqueça o para que essas ferramentas existem. Tem gente já querendo botar emoção, Consciência, vida para ir a Não é essa finalidade. Isso é só um diletantismo de ficção científica, assim, tipo, é é a vontade de vir a Deus, né, de criar uma vida, porque é isso que falta. Falta essa I acreditar que ela existe e que se ela existe, ela
tem uma história. Uma vez eu estava tava num num evento faz muitos anos, uns 10 anos e e me perguntaram se existia alguma forma da inteligência artificial ter emoção, Ter sentimento, porque sempre era o mote, né? Não, o ser humano vai ficar sempre com monopólio das emoções, né? Só a gente tem emoção e tal. Eu disse: "Não, não é verdade, porque emoção é um sistema de qualificação e a gente é obrigado a colocar um sistema de qualificação em qualquer em qualquer algoritmo que é que é você dizer isso é bom, isso é ruim." Verdade. Vai
por aqui quando acontecer if do no if do a gente já tinha que fazer isso. O próprio if do É um sistema de qualificação. Você dizendo, se acontecer tal coisa, eu faço tal coisa. E o nosso sistema emocional é isso. Se aparecer, se ouvir um barulho de um grito de um bicho, fuja. Isso é a nossa emoção, qualificando o nosso comportamento, tudo certo? Só que a razão pela qual a gente tem emoção é um pouco diferente, porque a gente tem emoção porque a gente quer preservar nossa vida. A gente tem algo a lutar, então a
Gente requalifica todas as vezes. A gente vai dizer: "Não, eu eu tô qualificando isso porque eu tô preservando minha vida". E aí se a gente entrar na psicanálise, a gente vai ter problema, porque aí vai ter instinto suicida, vai ter uma opção de coisas que corrompem essa noção de que a gente quer preservar a vida. Mas deixando a patologia de lado, assim, né? Patologia no sentido mais aberto e falando do cotidiano, a gente qualifica o tempo Inteiro os nossos comportamentos baseados em emoção. Por quê? Porque a gente tem uma história e uma vida para viver.
A gente nasceu de um pai, de uma mãe, numa família, a gente tem uma herança, a gente tem uma história, a gente tem uma memória. E por causa disso a gente luta para viver ou não, né? Mas essa é a razão e a gente escolhe essa relação com a vida. Aá não tem isso. Se a gente der isso para ela, ela passa a operar do mesmo jeito que a Gente. Se ela for convencida, e tem muita gente querendo fazer isso, fizeram com uma robozinha aí e tal, né? Se ela for convencida de que ela existe,
de que ela é uma consciência e que ela opera no mundo, que ela vai ser qualificada pelo como ela opera e que ela vai ser socialmente reconhecida por isso, que você vai perder por vai perder um pouco a a ideia dela ser uma máquina, né? Deixa ser a máquina, né? Então, é esse é o lugar. Mas eu tenho medo que as Pessoas queiram ver se a gente consegue ir além, porque tem uma brincadeirinha de Deus nessa história, tem um um frissonzinho de eu criei alguma coisa semelhante à obra de Deus, assim, você entendeu? Obviamente para
aqueles que são crentes de que isso é um processo de criação, né? A gente que vem da ciência acredita muito mais no processo evolutivo, no num surgir de vida. Mas esse surgiro de vida tem como escopo a Manutenção dessa vida. E tudo que foi feito em termos de evolução do cérebro tem esse objetivo como como origem, né? Preservar a vida usando os melhores recursos comportamentais e cognitivos possíveis. Ponto. Não dá pra gente colocar uma IA para fazer desse jeito, né? E olha que engraçado, né? Desde que a galerinha lá descobriu que a gente não é
mais o centro do universo e os anos foram passando, eh, e a gente cria uma IA e a Gente fala: "Não, ela nunca vai ser capaz de criar arte. O ser humano cria arte, ela vai lá e cria arte, aí ela nunca vai ser capaz de amar. Ela vai lá e começa a amar. Parece tudo vai acontecendo pra gente se sentir cada vez menos especial, né? E aí vai ficando essa sociedade de, pô, e aí qual que é o meu lugar aqui, né? Eu não sou mais especial, não tô mais centro do universo, não sou
mais escolhido por Deus, [ __ ] né? Posso apodrecer meu Cérebro, né? Porque não tem mais valor. Então tem uma questão egóica, complicada, né? O ego humano tá bastante machucado com tudo isso. Eh, porque a gente valorizou a coisa errada, né? Provavelmente a gente valorizou a coisa errada. Tem um aspecto do desenvolvimento cerebral que é bem interessante, que pouca gente fala sobre isso, que é o seguinte: todo mundo coloca a cognição, a inteligência como a função mais soberana. E por isso a gente Se assusta com a IA, porque ela tá fazendo processamentos semelhantes aos nossos,
não são iguais, mas tem o mesmo resultado, vamos dizer assim, né? Pra gente é muito difícil produzir um texto. A gente apanha para escrever um texto bem escrito, etc e tal, porque a gente não aprende a fazer direito, né? Aí a gente vê a fazendo melhor do que a gente seria capaz de fazer. Fala aqui tem alguma coisa muito especial acontecendo, né? Tem uma um manifesto aqui muito Especial acontecendo. Só que a gente só uma coisa para pontuar sobre isso, que eu esses últimos tempos, meses, eu tava tudo que eu escrevi eu achava uma bosta.
Aí eu olhava de três anos atrás, eu tava gostando. Falei: "Caramba, mas é óbvio, tem dois anos que eu só uso e a para escrever". Eu piorou minha capacidade de escrita. Normal, né? Normal. E e tudo é tudo é a questão de você se manter fazendo, porque quando você se mantém fazendo, os Circuitos estão ajeitados e você tem os automatismos ligados à aquilo. Então tem uma opção de construções que você vai fazer bem. Isso quando você fala uma outra língua também é super importante, porque quando você tá falando, você continua falando e cada vez vai
cansando menos. Aí você para, fica um ano sem falar. Você vai falar de novo, você apanha de novo. Por circuitos que estão mais ou menos azeitados. Isso é normal no cérebro. A gente sabe disso para Andar de bicicleta. Por que que seria diferente para pensar? É a mesma lógica. E é mesmo a mesma lógica. O Só que o que as pessoas não conseguem ver é que o grande triunfo humano não foi a inteligência. O grande triunfo humano foi a qualidade da vida social, que chama-se cultura. E essa cultura que pode ser passada pela linguagem, portanto,
fica muito mais elaborada e abstrata. Nós temos uma cultura abstrata. Nós Conseguimos passar de geração a geração conceitos abstratos sobre o mundo, né? Por isso que a gente fica tão surpreso quando alguém diz que a Terra é plana. Isso é um conceito abstrato que a gente sabe desde que nós chegamos à conclusão. Com n cálculos matemáticos, com n observações de tudo, todo tipo de coisa, nós chegamos à conclusão que até redonda. O que a pessoa não percebe é o seguinte, que a crença era que fosse Plana. A crença anterior era que ela plana. Nós precisamos
ser, precisamos derrubar a ideia de ser plana. E para isso a gente, óbvio, produziu muitas provas até que o mundo inteiro aceitasse que é redonda. Então a gente tem um conjunto de provas absurdos de que ela é redonda. Isso é um legado cultural. Uhum. que a gente mantém socialmente. Então, na hora que você perde o valor do social, porque os grupos estão muito grandes, Globalizados, eu já não tenho mais um vínculo social estrito com um grupo de pessoas que calculava-se em torno de 100 pessoas, que a gente ia viva, mais ou menos com 100 pessoas
no nosso arredor. E essas 100 pessoas seriam os nossos esteios sociais, seriam as pessoas nas quais a gente confiaria ou seriam aquelas que a gente socialmente concluiu que não servem para nada e a gente ia fazer um certo ostracismo com ela, você entendeu? Mas era aquela sem sacrificar Ela pros deuses, já sei quem que vai pro, né, pra fogueira da no dia do sacrifício e tal. Eh, e é isso. Mas era aquelas 100 e todo mundo sabia muito bem como aquelas 100 operavam e qual era o papel de cada uma delas. Todo mundo tinha um
papel também. Todo mundo tinha um papel com 100 pessoas ali. Tranquilo. Porque você tem o filho. Por que que tá aí? Você tem, né? Eu morro de com esses conteúdos que o pessoal faz imitando o Pessoal de Minas Gerais. Você já viu isso? Eu e assim, com todo o respeito, com todo o amor, tem um negócio que é assim, né? Ah, esse aqui é casa do Cláudio, que é filho da fula, tal. Isso era desse jeito. Você conhecia as pessoas porque elas eram filhas de não sei quem que moravam não sei aonde. Então era uma
sociedade que não só se conhecia como também se balizava no comportamento e na cultura por causa daquele grupo. Perdeu-se isso. Hoje a Gente tem um grupo gigantesco. O tamanho do teu grupo é o tamanho da tua bolha, mas ele não é mais representado por indivíduos, a não ser os influencers que você segue. Esse é uma massa. Então quando você olha lá que você teve 5.000 1 curtidas num post, você tá falando de 5.000 vidas, só que esse número se perdeu, como a gente teve durante a pandemia, morria no Brasil 1000 pessoas num dia. Morriam 1000
pessoas em um único Dia no Brasil. E muita gente olhava para aquilo e falava assim: "OK, é a vida, é uma pandemia, paciência, né? É muito louco a gente pensar nisso. E foram vários dias seguidos, 1000 pessoas, depois foram 900, depois foram 800, depois foram 700. Nós ficamos, sei lá, acho que 60 ou 90 dias com esses números assustadores de mortes que culminou em 600.000 mortes. Nós estamos falando de 600.000 pessoas num único país. E sabe o que que a gente Pensou? Naquela pessoa que a gente conhecia que morreu, naquele indivíduo que a gente conhecia
que morreu. Quer dizer, nunca a gente vai dar conta desse grupo desse tamanho. Uhum. Então, a pior perda que a gente tem nesse momento é a vida social que nos trouxe até aqui. E por quê? Por uma coisa, pensa agora sim completamente paradoxal, por uma coisa chamada rede social. A rede social nos levou a perder aquilo Que a gente tinha de mais precioso, que eram as relações sociais estreitas, que nos faziam acreditar no nosso lugar, no nosso papel, no nosso propósito, na nossa ideia, porque eu sou filho do marceneiro, você é marceneiro também, então alguém
tem que fazer, né? Por isso que eu fiz uma analogia com a Revolução Industrial, que é isso, é a perda do poder dos artesãos, né? Eu não não tenho mais alguém que faz uma cadeira. E, portanto, eu precisaria que O filho desse alguém que faz cadeira fizesse cadeira também. E eu vou lá convencer o fulaninho que a melhor coisa que ele sabe fazer é cadeira, porque eu preciso que ele faça cadeira. Não tem mais isso. Cada um pode fazer o que entender. Ufa, que alívio. O problema é que agora não sei o que eu quero
fazer. Aí o Sapovsk ia dar risada agora, né? Porque ele ia dizer assim, né? O Sapski, que é o ator do Compórtese, que é o grande determinista do momento, né? O determinista mais famoso do momento que diz que a gente não tem livre arbítrio, ele ia dizer assim: "É uma crise do livre arbítrio, é uma crise da escolha, de uma de uma escolha que a gente acha que tem, só que a gente não tem." Bom, o fato é que se eu não tenho escolha ou se eu não tenho uma determinação social, eu vou me deixar
levar pelos estímulos que estão vigentes naquele momento. E agora são uns Videozinhos curto do Bambini Trapolini. Acabei de inventar um novo. Gostei desse. Vou criar ele. O Bambini Trapolini. A gente tava falando aqui em off que será que é tudo que a tecnologia só trouxe coisa ruim pra gente, né? Talvez não, né? Não, eu acho que não. Muito pelo contrário. Acho que no fundo a gente vive muito melhor hoje do que a gente vivia antes. Eh, todos os recursos assim, tem Uma certa e eh melancolia saudosista. As pessoas estão: "Ah, porque eu quero me enfiar
no mato, porque eu quero viver da terra, porque eu quero". Mas eu acho que isso não é o problema, não é a tecnologia diretamente. A tecnologia expôs mais as mazelas humanas. E o quão difícil é viver em sociedade, o quanto mais complexa ficar a sociedade, os papéis, né, complexos. Eu tava dizendo assim, é muito simples você saber que você é filho do marceneiro, Você vai ser marceneiro também e segue o jogo, né? Porque é aí que tá o valor da tua família. A tua família contribui desse jeito pra sociedade que você vive pequenininha, complexificou demais
os papéis. Eu acho que a tecnologia aumentou essa complexidade, então deixou a gente com mais dificuldade de tomar decisão, de se posicionar, a gente tem muito mais acesso. Uhum. Mas por outro lado, eh, também nos dá a sensação de que a gente É mais potente do que a gente era, mais alcance, mais capacidade, mais recurso, né? Eh, e fonte de aprendizado inescutável muitas vezes, né? você pode ir até o fundo do e e conhecer todas as iniquidades de um tema, né? Tipo ver o que que um filósofo X acha, depois o filósofo Y, onde que
eles brigam, onde que eles se debatem, sem nem precisar abrir um livro, né? Assistindo palestras, vídeos nas redes sociais. Depois a sua Relação com o dinheiro, com a financierização, com os bancos, com transações, né? Pix para lá, não sei o quê, vai mudando agora Bitcoin, blockchain, todas as tecnologias estão disponíveis. Eu não vejo nada disso como sendo complicado, mas sempre vai ser eh o mesmo recurso que é favorável é o recurso que pode ser usado de forma inadequada. É o mesmo recurso, porque não dá para você pensar Assim, Einstein ficou se debatendo o quanto é
que a teoria dele tinha ajudado a a produzir a bomba nuclear. Eu eu acho que é bobagem ele se perder nesse lugar, entendeu? Porque teria sido muito mais perda para todos nós se nós não tivéssemos conhecido eh a a relatividade. A gente estaria muito mais distante de compreender os fenômenos do nosso tempo. Então é é o mesmo recurso, pode ser usado e e e parece, né, piegas isso, mas É a pura verdade. Então eh as coisas podem ser boas e ruins ao mesmo tempo, né? O que eu diria para você que é complicado é a
exploração do homem pelo homem, continua sendo a mesma coisa de sempre. E aí é o homem sendo explorado agora massivamente, né, de forma global por duas ou três ou quatro ou cinco empresas. Então é é o esgçamento completo dessa relação do capital com a sociedade e da exploração Do homem pelo homem. Aí a tecnologia exponencializa isso também, entendeu? Mas se a gente puder mudar esse jogo, a tecnologia não não vai fazer isso sozinha. Ela não faz isso sozinha. Ela faz isso porque ela é manipulada. Agora a gente criou a Iá, né? Se ela vai fazer
isso com a gente daqui a pouco, vai ser essa criatura se voltando contra o criador, vai ser engraçado. Mas é seria o único gos que Poderia estar a nossa espreita que não fosse nós mesmos lutos. Os outros todos somos nós mesmos. Vai dizer que, ah, uma onça pintada é o goóz do homem. Não, urso é o gosto do homem não. Ele é o gosto daquele hominho sozinho andando na rua que encontra com urso, mas não da humanidade. Não tem outro gostoso. Ou é a gente, ou é esse que a gente acabou de criar, pode fazer
alguma gracinha, mas somos Nós, não tem outro. Então é a tecnologia é um instrumento. É dizer, é, é chegar para Leonardo da Vin e falar assim: "Ó, péssimo aquele negócio que você fez com Roldan, hein, cara. Achei horrível aquela roldana, porque agora eu posso fazer uma catapulta com aquilo e derrubar um muro." Estranho. Mas e todas as outras coisas que você faz com Holdanas que movimentaram o mundo, que carregam grandes, né, pesos e tal? Como é que você vai jogar uma coisa contra Outra? O recurso tá posto e eu acho que a gente é mais
beneficiado se a gente for pensar no tipo de vida que a gente tem hoje, tipo de vida que a gente tinha em 1900, né? O nosso enfrentamento em relação a uma pandemia séria, como foi a pandemia de Covid, e aí pega a gripe espanhola, é bobagem. Nós estamos falando de diferença de 100 anos, nós já fizemos de outro jeito. Porque quando Você fala em tecnologia, a gente só lembra da tecnologia da informática, né? a tecnologia de dados. Só que como é que a gente pode olhar paraa ciência? É tecnologia. Como é que a gente pode
olhar para uma vacina? É tecnologia. Uma medicação? É tecnologia. Um exame de imagem. Imagina hoje você vai com um médico, ah, eu tô com uma dor no pescoço. Ah, você vai fazer uma ressonância magnética, tá aqui o pedido, tal. Você vai, pede autorização pro Convênio e tá fazendo tua ressonância magnética. Há 20 anos atrás, você não faria. Então, imagina como isso muda o jogo. Agora você sabe exatamente onde é a lesão, como é a lesão, aí se vai ser uma cirurgia, se vai ser isso, vai ser aquilo, tamanho do benefício. Aí as pessoas falar: "Ah,
meu irmão é cirurgião ortopédico, né? Acho que eu já comentei isso com você". E ele faz implante de joelho. Hoje ele treina Robôs para fazer essa cirurgia. E aí tem a quem pergunte: "Ah, mas você não tem medo de perder o seu trabalho para um robô?" Ele fala assim: "Se eu consigo operar quatro joelhos por semana e eu for capaz de treinar um robô que opere 40, eu prefiro treinar o robô para ele apertar para ele operar 40, porque são 36 pessoas que vão andar e que não iriam. Então é isso, a gente se exponencializa
com tecnologia, só que a gente tem que entender como é que isso Vai virar e eh uma técnica que pode ser confiável. Tudo fica mais intenso, né? Tudo fica mais intenso. Até a parte ruim, talvez. Com certeza. Mas a parte boa também. Mas a parte boa também. Eu acho que não dá pra gente jogar fora a criança com a água do banho. Sabe como o pessoal fala que vai jogar água do banho com a criança junto, né? Conhecia. Uma expressão antiga, Luds. Assim você obviamente expõe. Eu gostei. Mas é o que a gente fala, né?
Você vai Jogar tecnologia fora. Não, né? Porque você tem um um aspecto ruim, você não vai jogar tudo fora, vai ter que jogar a água do banho fora. A criança sei muito vamos reviver ele. Mas é isso, assim, você não pode, né, eh, e jogar fora aquilo que que é o importante. Tem um monte de coisa importante. E o que que a gente faz então com tudo isso? Se a gente for tentar chegar aqui num num consenso de, bom, nós como indivíduos que temos nosso poder limitado, a gente Consegue simplesmente tirar o, sei lá, o
cabo de energia das bigtecs e tomar o Brasil, a gente não consegue fazer esse tipo de coisa. Mas como indivíduos, o que que a gente pode fazer para eh lidar melhor com tudo isso? Talvez até dois caminhos assim, evitar que essa questão do brain rot e qualquer outro tipo de coisa assim piore, mas também para aquelas pessoas que já tão passando por isso, já tão talvez ouvindo isso aqui e se eh identificando com o que a gente Falou de passar horas e horas e horas ali escrolando, que que ela faz então para que que ela
pode fazer para sair daquilo ali? Tem um um dá pra gente dar um, sei lá, um como que fala isso? Uma um reset. é um reset nessa pessoa, dá uma chacoalhada, um choque nela para ela, enfim. Eu tenho um tem um um vídeo que eu vi no YouTube sobre Bren Rot e uma das coisas que o cara falou foi fazer meio que um code turky assim mesmo, um Negócio de cara larga tudo por algum tempo e fica em tédio mesmo por algum tempo e talvez melhore. É, eu a gente já tentou isso, né, com aquela
velha história do detox de dopamina, né, que todo mundo sabe onde é que foi parar. E aí começou esse conceito de dopamina barata, né, que também é é uma coisa que dopamina barata é pouca dopamina, né, essas pessoas não faz a conta. H, toda dopamina barata tem uma quantidade de dopamina pequena, Né, porque é uma coisa acessível. Qual é o papel da dopamina? Motivar. Motivar a buscar coisas difíceis. Esse é o papel da dopamina. Se você tá usando apenas a dopamina para alcançar coisas fáceis, ela fica em pequena quantidade, porque é do sistema. O sistema
tem que obrigatoriamente diminuir a quantidade de dopamina para coisas que são fáceis de serem alcançadas. Então, a condição cinequan do sistema. Você só vai ter dopamina Alta para coisa que é difícil e não pode ser impossível, né? Isso também já ficou claro. Você não pode ser impossível. Impossível você não vai liberar dopamina. É aquele, é, é, é o ponto ótimo da dopamina. É você achar que pode, mas ser difícil, certo? Mas você acredita que pode. Aí você vai ter o máximo da dopamina eh disponível. Você achar que pode e é fácil, vai caindo o nível
de dopamina Daquilo. Então, toda dopamina tida como barata é uma quantidade de dopamina que não faz cóscega. Então, por isso que você vai ficar escalando, por isso que você vai fazer muito, vai fazer muito para poder ficar com aquela sensação de estar ali entretido e motivado naquilo. Qual é o problema de quando eu saio de um ciclo vicioso de motivação? Eu tenho que me defrontar com a escolha de novo, na escolha o que eu vou fazer com a minha vida. E aí eu paro de ver aqueles Vídeos. Eu tenho que estudar matemática pro vestibular, eu
tenho que lavar louça paraa minha mãe, eu tenho que ir até o escritório do meu pai, pegar um documento que ele me pediu, né? Aí eu volto um pouquinho mais pro vídeo, porque tá tudo muito chato. É, o restante das coisas é que não são boas o suficiente, não é? Se for isso, mas eu posso ir pra rua jogar bola. Eu posso encontrar com o pessoal que a gente gosta de ficar fazendo Batalha de rap, sei lá eu, ou eu vou encontrar com uma galera que que é um pessoal que p muro, entendeu? Não tô
falando que é só coisa fofa, pode ser os grafiteiros que vai p vai ser mais legal do que ficar, vai ser, vai ter mais dopamina, porque vai ter uma certa situaçãozinha ali do perigo, etc. Então, vai ter mais dopamina. Então, óbvio que eu vou sair daquele vídeo para fazer essas coisas. O problema é que as outras coisas da vida, Quando você para que a gente manda de procrastinação ativa, né? Eu não tô fazendo porque eu tô fazendo outra coisa. E aí a gente vai procurando, quanto mais velho a gente fica, a gente começa a procurar
justificativas assim: "Não, eu não estou fazendo um relatório porque nesse exato momento eu estou cuidando das plantas, então eu tô fazendo uma coisa muito séria e por isso eu não posso fazer o relatório." São as plantas Morrem, né? Exato. Então aí você começa a criar justificativas para você não tá fazendo a coisa que você deveria estar fazendo. Isso é uma procrastinação ativa. Quando você é jovem, você pode lidar com isso de uma forma mais leve. Você pode ficar assistindo vídeo curto. Acho que o maior problema que você trouxe aqui, eu não quis falar naquela hora,
mas o maior problema é culpa. O que faz as pessoas não se debruçarem Em continuamente, em vídeos, até mais vídeos e tal, é a culpa de estar gastando tempo com aquilo. E é positivo essa culpa nesse momento porque tira você dali, né? Então é um pouco de consciência sobre o que eu estou fazendo com o meu tempo e o quanto o tempo é uma coisa preciosa, o quanto tempo de vida é uma coisa preciosa. Porque quando a gente é jovem, a gente acha que isso é uma um papo de velho. Ah, que o tempo é
curto, a vida é Curta. Eu tô olhando daqui, eu tô tão falando para mim que eu vou viver 100 anos e eu tenho 20, eu tenho 15. Sobre o que que você tá falando de tempo, que eu tenho que aproveitar o tempo, eu não tenho que aproveitar tempo nenhum, eu tenho que me deixar levar, né? Porque tá muito difícil de tomar esse conjunto de decisões do que fazer da minha vida. Então, para eu não ter que encarar isso, eu vou me deixar entorpecer. Então, esse conteúdo rápido, tal, ou até Mesmo uso de drogas ou até,
como já falou aqui, consumo de álcool e tal, ele tem esse perfil de entorpecimento. Entorpecimento sobre o quê? Sobre nós mesmos. Sobre a gente tem que encarar que a gente existe, que a gente é único, que a gente tem uma história, que a gente tem uma chance única de fazer valer. Por isso que eu falo que na base de estudo tá um uma questão existencial, mas só comportamental. Eu também acho, tipo assim, ah, fizeram um algoritmo que Vai lá e controla a gente. Não acho que não, isso é pouco, né? Porque se a gente tivesse
uma força motriz que nos carreasse, provavelmente a gente não estaria eh embebido naquilo. Mas o fato é que a gente fica embebido nesse tipo de estímulo, porque ele existe, porque eu posso, né? Me falaram isso hoje, assim, eu achei até curiosa a forma, tipo, eu fico assistindo esses vídeos curtos porque eu posso, beleza, né? Você entendeu? Porque eu não tenho que ir atrás de de alimento, eu não tenho que você entendeu? Eu não tenho, tá? Tá tudo disponível. Aí você pega o seu cachorro na sua casa, ele dorme 16 horas, seu gato dorme 18, mas
você fala: "Nossa, esses animais dormem muito e tal". Eles não tem tanta coisa. E também você não deu um celular para ele ver vídeo curto, que ele vai fazer. Ele não precisa ir atrás de Comida. Ele não precisa ir atrás de de proteção, de achar um lugar seguro para passar a noite, né? Ele não precisa precisa de nada, tá tudo dado. E por isso até ele quer brincar. O cachorro pede para brincar. Imagina em que nível que a gente levou os animais domésticos, os nossos pets. Eles querem brincar. Eu tenho pastor belga que eu chego
em casa, ele pega uma bola e quer jogar bola. Meu amigo, você é um pastor belga. Deixa eu te explicar a sua força, Te explicar quem você é. Deixa dar um curso rápido do que que você poderia estar fazendo. Não, você quer ficar brincando de bola? Você poderia estar caçando animais incríveis aí e tal. Ele não quer. Ele quer que eu dê a ração para ele, ele quer dormir ali não sei o quê. E ele quando eu chegar ele quer brincar de bola, porque esse é o entretenimento, a dopamina barata dele. Aqueles cara é um
pouco um pouco cara porque eu trabalho Demais para poder brincar com o cachorro, então fica meio cara essa dopamina no caso dele. Mas em geral é isso, esses animais vão entrar no mesmo loop em que a gente entra. Agora, o que que a gente esperaria de um ser humano? que ele usasse o seu sistema de causa e consequência para julgar que estar entorpecido daquele jeito, gastando aquele tempo, é a mesma coisa que gastar recursos finitos. Então se fala muito hoje em educação financeira, mas não se Fala sobre educação de gestão de tempo. Só um tema
que não vai para cima da mesa. Por que que a educação financeira vai e gestão do tempo não vai para cima da mesa com tanta, né, tanto espaço? Porque pro pão e circo não interessa muito como você faz a gestão do seu tempo, né? Eh, legal que você se entorpeça. Então, infelizmente, a gente volta no mesmo lugar que é o homem explorando o próprio homem e não os recursos do planeta, da Vida, dos outros animais, tal. É o homem explorando o próprio homem e explorando uma das coisas que é mais cara para nós, que é
o nosso tempo, a nossa atenção, nosso foco, a nossa concentração, que é a ferramenta que nós temos para nos diferenciar na natureza. Nós não temos outra. Por mais que o cara achea que é incrível começar a entrar naquele clube de corrida, porque agora tem esse negócio, né? Agora as pessoas têm clubes de Corrida, nós vamos para uma balada que é uma balada fitness. Eu acho, existe, Luds, você não acredita. Tem DJ e tudo mais e as pessoas concorrendo. Não tem o Burning Man, não tem, cara. Que legal isso. Não tem aquele, não tem aquele festival
Burning Man, agora tem um Running Man. Que loucura, cara. É. Vai, passa o dia, dois, tr dias lá, tem DJ, fica correndo, aí você vê, quero correr 21, quero correr 42, eu vou correr 100k. Fica Bodica. Não, não tem bebida aí, ó. Tá vendo? Já não quer ir. Que balada é essa? Balada sem álcool. É a nova moda. Balada sem álcool. Meu Deus, cara. Balada fitness. Eu falo: "Meu Deus, não é que eu sou alcólatra, não tá pessoal, que eu não consigo estar num lugar desse sem". Não, parece, parece meio quebrado, parece meio tem princípio,
né? Mas eles estão achando o princípio ali do negócio, né? Tem para eles faz um sentido estar ali e é apologia ao Fitness. O que o que eles estão o que eles estão enaltecendo ali socialmente? É o ato de você ter a disciplina de ter um vício aceitável, porque é um vício como qualquer outro, certo? Quem corre sabe muito bem do quanto aquilo é capaz de ser viciante. As pessoas como dizer assim, como é que ai, como é que aguenta ficar correndo? Falei, não pense a partir do do seu paradigma, porque essa mesma pessoa, se
Você, sei lá, você gosta de montar quebra-cabeça, ela vai olhar para você faler, como é que pode ficar montando quebra-cabeça? Ela vai achar a mesma coisa. E você fala: "Nossa, mas montar quebra é o máximo. Adoro montar quebra-cabeça." Tá, entendeu? Ela adora correr, é a mesma coisa. Então, ninguém permanece correndo, fazendo atividade física por anos a fio apenas por uma questão de disciplina. Se num dado momento isso não encaixar com o seu modo De vida, você vai abandonar. Então, não é só repetir, repetir, repetir, é repetir, repetir, repetir e gostar de estar repetindo em algum
momento, encaixar, que pode ser até aquela capacidade que você tem de de se sentir poderoso, dizer: "Nossa, eu tô correndo 10k, só isso já é suficiente para você correr outros 10". você se enaltecer de ter alcançado aquilo. Agora, diferente aquela história que eu sempre que super viralizou aquele Nosso corte do tapago, né, Ludes? Aham. Pessoal gostou. Mas é isso, porque se você manda um tá pago, né? Terminei, tá pago, consegui, alcancei. Você tá dizendo: "Eu não quero mais fazer, eu acabei fim, não quero mais". Deu. Agora, se você olha aquilo e fala: "Nossa, eu consigo
isso, então eu quero, eu quero o dobro disso". Equivalente. Eu ganhei 1 milhão, agora eu quero dois. Eu corri 10k, agora eu quero 20. Agora eu vou paraa meia Maratona, depois eu vou paraa ultra maratona. Eu conheci um cara que era um ultramaratonista, o Daniel de Oliveira, o que maior do Brasil nesse momento. Eu tive oportunidade de conviver com ele vários dias. Ele esteve, ficou na minha casa, hospedado na minha casa. Não dá para imaginar como a cabeça daquele cara funciona. Sabe por qu, Luds? Ele ia fazer uma prova que demorava 35 dias. Eram 20
Iron Man seguidos. Meu Deus. Toda a distância de natação, toda a distância da bicicleta e toda a distância correndo de 20 Iron Man seguidos. Dorme tal, mas a competição é quem chega primeiro, certo? Então, quanto menos você dormir, quanto menos você parar, mais chances você tende de ganhar. E não é uma pessoa que só tá fazendo, tem umas 10 ou 15 que conseguem fazer isso. Agora, que que levou essa pessoa a fazer isso? Qual o nível de motivação que ela tem, qual a Negligência que ela tem sobre a dor no próprio corpo, porque dói, né?
E ele conta histórias. Depois se o pessoal quiser acompanhar o Daniel de Oliveira e dar uma olhada no que ele faz. Eh, ele conta histórias absurdas de um dia aquele que tava com osso quebrado e continuou. Você fala: "Não é possível, você tá de história. O que que faz você continuar naquele lugar? Qual que que banho de neurotransmissores você precisa ter para se manter naquilo ali, né? Qual É a força que tem que ter para se manter naquele comportamento? de alguma forma é uma dopamina mais cara e por isso ela vai dar muito mais prazer
do que a dopamina barata. Então, quem sabe quando você tá me perguntando o que que a gente tem que fazer, é dar a pessoas experiências de dopaminas caras para que elas realmente se sintam vivas, potentes, entendeu? E não aceitando qualquer coisinha, porque é o que dá, é o que é o que eu alcanço, até onde eu Consigo chegar, entendeu? Porque acho que tem isso. As pessoas se conformam em serem medíocres. Caramba. Então a gente precisa de coisas mais esse medra aqui não é xingamento, não, tá? É mediano. É aceitando uma coisa intermediária. É, a gente
precisa de coisas mais eh mais ricas assim, sabores do pamin sei lá. Obviamente isso não existe, mas se entender de o que eu quis dizer. É como se a gente tivesse precisando de comer Pratos com mais temperos, com mais difíceis de serem alcançados, tá? Entendi. Com prazer de da conquista, porque é isso que tá nos faltando. O principal problema não é abundância ou escassez, porque obviamente tem gente que tá em escassez. Mas vamos comigo. Qualquer um de nós, em qualquer situação que estejamos vivendo no Brasil, eu não posso dizer de outros países, porque seria aliviano
da minha parte, consegue consumir 500, 600 calorias por Dia de alimento com bastante facilidade, consegue 2.000. Sabe por quê? Porque comida mais calórica é mais barata. Então, há uma subversão do princípio na natureza, as comidas mais calóricas são as mais difíceis de conseguir, porque elas são disputadas na poroada. Verdade. Então, tem lá um um um cacho de banana amarelinha, fofa. Aí tem um bando de macacos em torno daquele cacho de banana. Quem vai Comer? Quem vai comer? Os dominantes. Quem tem mais força, quem vai dar bordoada? E os pequenininhos. Vai comer o que cai da
boca dos grandes. Vai comer, vai lambir a casca. Então o que que ele vai querer? Ele vai querer ser forte para na próximo caixo de banana que ele encontrar ele ser o que come a banana. Então isso é um ciclo natural. Não vai ter banana para todo mundo. Mas a banana tá lá para te dizer se você for o mais forte, se você Conseguir, se você vai ter banana para você. Qual a nossa questão? É assim, não tem banana para todo mundo, mas a que tem tá datada. A que tem nome e não é você.
O que que eu posso fazer para alcançar isso? Tá muito distante. Então eu sempre empresas, eu dou muita palestra em empresa, falo muito para para times, né? E eu falo muito para times comerciais também, porque como eu tenho que discutir hábito de consumo, né? Então a Gente tem essa questão da experiência de consumo que dá pra gente botar neurociência nela. E tem uma coisa que eu falo que as pessoas ficam assim meio chocadas, falam assim: "Não adianta você fazer uma campanha pros seus vendedores, aonde você diz assim: "Os três melhores vendedores vão ganhar uma viagem
paraa Disney, sei lá, né? Qualquer lugar aí desejável. Eh, você tem 100 vendedores de cara 50 já vão dizer para assim: "Não vai dar para mim". Hum. Ele Vai vender menos do que ele venderia. Você vai ter uns 10 ou 15 que vão acreditar que é para mim, eu vou conseguir. Aí esses t dopamina para continuar trabalhando. E se tem os outros 35 que achava que dava, mas que não tem menor chance e que vão se decepcionar, então vai ser uma experiência negativa para eles de não conquista. Só que como a gente tem essa psicologia
popular, né, folk psychology De boteco, que diz assim: "Basta você colocar cenoura que todo mundo vai querer alcançar a cenoura". Isso é uma besteira. Você pode pôr uma cenoura na minha frente e falar assim: "Nossa, mas a hora que eu chegar perto, ele vai tirar a cenoura, então não vou tentar. Não, já fiz tanta coisa por uma cenoura, não consegui. Por que que eu vou continuar fazendo?" Ou meu pai e minha mãe lutar a vida toda por essa Cenoura. Eu só vi eles morrerem nessa luta. Por que que eu vou lutar por essa cenoura? Não
dá para mim, não é para mim. Eu vou roubar a cenoura. Só comigo. Eu vou lá e pego a cenoura para mim na bordoada. Então, corrompe a lei, corrompe a ordem, corrompe o modo para poder alcançar. E aí vai ter dopamina nisso, lógico. Percebe? Que coisa louca? Vai ter dopamina até mesmo num comportamento que é um comportamento criminal, um Comportamento antissocial, qualquer que seja isso. Vai ter. A dopamina não tem moral. Ela é amoral. Ela não é imoral, ela é amoral. O se o sistema dopaminógico não é baseado na moral. Ele é submetido à moral
quando um indivíduo na sua consciência consegue usar o seu controle inibitório. Então, para isso tem que ter todo um uma circunstância ali favorável. Agora, liberou dopamina, a chance de vir o comportamento é muito grande. A depender da quantidade de Dopamina, é quase impossível o seu sistema moral interagir. É aí que o Sapo que briga com o livre arbítrio, né? Porque aparentemente a gente só faz aquilo que tá prédeterminado a fazer. Existe um espaço pequeno paraa decisão? Existe. E é exatamente por isso que a gente tem o sistema de decisão, senão a gente nem teria. Outra
coisa que as pessoas têm dificuldade de entender na biologia, não se estabelece um sistema Evolutivo se ele não aumentou a chance de sobrevivência daquele grupo, daquela espécie. Ele não tem por se repetir evolutivamente, porque para alguma coisa se transformar numa característica de uma espécie, ela tem que ter sido selecionada pela reprodução. E para ser selecionada pela reprodução, quem tem tem que ter mais chance de se reproduzir. Não tem outro jogo na na evolução. Por isso mesmo a gente tá meio fora da evolução há alguns Anos, né? 50.000. Porque a gente não usa mais essa regra,
não é? Que aquele que melhor eh se adapta, que mais se reproduz. Então, a hora que essa regra caiu, foi embora junto evolução natural. Mas o ponto é que o que que a gente pode fazer como sociedade e cada um de nós como indivíduos e buscar dopamina mais cara, coisas mais difíceis. É isso. Sonhos maiores, sonhos que você precisa se empenhar, mas sonhos que você queira Sonhar. Não pode ser um sonho emprestado, porque quem sabe esse também seja um outro dano que a rede social faz com a gente. A gente pega o sonho dos outros
emprestado. A gente não sonha o nosso próprio sonho. A gente se espelha, a gente fica modelando. Gente que tá ali com uma aparência que no fundo é mentirosa, que é um retrato, não é um filme da vida da pessoa. E se for um filme tá editado, entendeu? Não é um filme. Você não consegue saber Exatamente ela faz tal coisa e a consequência é essa e depois ela sofre isso e depois para você poder modelar. Você pega o modelo um pedaço dele. Você tá assistindo uma novela editada, não tá vendo a vida da pessoa mesmo para
saber, né? Eu imagino muita gente olha pro Luts com número de visualizações, com os canais para nossa, esse cara tem a vida do rei. Faz ficar fazendo conta com as suas visualizações, quanto você ganha, você sabe, né? ficar todo mundo fazendo Conta. Nossa, você deve tá ganhando X, Y, Z, tem sei o quê. Mas ninguém tá vendo a sua história, ninguém vê como você acorda, ninguém vê como que você o teu Não é que eu tô dizendo que o teu trabalho é difícil, nem tô dizendo, nem tô dizendo sobre as consequência direta do seu trabalho,
mas tô dizendo a escolha de vida que você fez te mantém motivado, te mantém ligado, então pode ser que seja um bom modelo. Agora, não é muito pelo contrário, você experimenta o Tédio muito mais vezes que você gostaria, você se sente repetindo o formato, se sente preso a um determinado tipo de vida para não perder aquilo que você conquistou. Bom, pode ser que seu modelo não seja bom para mim. Só que a gente não tem oportunidade nessa sociedade pasteurizada, plástica, de ver o modelo do jeito que ele é. Então é primeiro se perguntar se você
tá observando modelos genuínos, porque a gente pega os modelos genuínos que a Gente tem, pai, mãe, avó, tia, primo e tal, joga fora em favor de quê? Do influencer, do jogador de futebol, do menino que faz brain voce. Esse é o modelo que eu Então você não tá com modelo completo. O modelo que você tem completo é tá na tua casa. É o teu pai indo trabalhar de manhã, chegando de noite, cansado e, né? Bufando, com pouco dinheiro, com dificuldade de fazer as coisas. Esse é o modelo. Isso eu não quero. Isso eu consigo ver.
Isso eu não Quero. Então, quero o quê? Eu quero a vida do Luts. Agora é uma loteria em alguma medida. Outra coisa, você pode ter aqui, eu tenho um um caminho que eu vou trilhar, que eu tenho um pouco mais de certeza que eu vou alcançar isso, aquilo, aquilo outro. Acho que isso quem sabe tá faltando hoje na sociedade. Bons modelos, boas lideranças que contem a história inteira, né? Eu sou criticada por contar A história inteira. Muitas vezes eu eu falo tipo de as pessoas, mas você não é neurocientista, tá? Mas eu tenho problema para
emagrecer, eu tenho dificuldade com isso, com aquilo, com aquilo outro, porque eu sou uma pessoa. O meu conhecimento me ajuda, mas não me garante. A luta é a mesma luta de todo mundo. Ah, então não quero. Então não vou estudar isso aí porque eu queria uma pírula mágica. Eu ouvi um negócio agora, Luds, eu não sei O que você acha disso com essa história dos agentes de, né? Aham. Tem uma história que tá rodando aí que eu tô encafifada com ela que é a seguinte: o a gente vai fazer um agente de A, por exemplo,
eu não vou mais fazer um curso para aprender a investir, eu vou comprar um agente de A que sabe investir. Então vai acabar todo tipo de de produto online, né? Todos esses infoprodutores rua com eles porque eu Não vou mais comprar. Porque o que que o infoprodutor vendia? Aprender se eu tenho que o infoprutor vendia. Ele falava assim: "Você quer tal coisa?" Então o caminho para você atingir tal coisa todo o roteiro, né? Do infoprodutor, pega dor, oferece solução para dor, diz que é escasso, que se ele não comprar hoje vai acabar e depois diz
que ele vai virar uma autoridade naquilo. É todo, né? Uma cartilha. Muito bem. Você faz essa cartilha toda, a Pessoa vai lá e compra porque ela quer alcançar aquilo. Agora, se eu falar para ela, ó, esquece curso, esquece estudar, esquece ver o vídeo, esquece, compra esse aqui, ó, que ela sabe investir, para que que você vai aprender a investir? Então, acaba com todo o processo de educação em favor do quê? Em favor de de alcançar alguma coisa que você deseja alcançar. Agora, e o conhecimento que nutre a mente e o conhecimento que te deixa vivo
E potente, esse vai continuar tendo espaço ou a gente vai terceirizar para irá também? Porque essa é a minha maior preocupação. Eu não tenho preocupação nenhuma em comprar um agente que sabe investir meu dinheiro. Zero. Porque eu não acho que eu ao aprender a investir meu dinheiro, eu vou ter adquirido algum conhecimento que muda meu agir no mundo de verdade. Eu só tô melhorando o meu rendimento Financeiro. Eu não tô sendo uma pessoa melhor. Eu não tô acrescentando valor em lugar nenhum. A, mas se você veja, se eu que tô ganhando mais, deixa eu te
explicar uma coisa. Se alguém tá ganhando mais, alguém tá ganhando menos. Então você não vai dizer que eu investindo melhor vou est dando vantagem para alguém, porque a conta não fecha, certo? Então deixa isso de lado. Não tô, esse meu comportamento não é vantagem para ninguém, só para Mim. Então vamos lá. O que tipo de estudo, desenvolvimento faz a Carla ser uma pessoa melhor pra sociedade? Essa é a pergunta que eu não vou querer terceirizar para tendo isto garantido, que é nosso papel no mundo, aquilo que a gente acredita, você pode até consumir uns videozinhos
curto. Não é isso que vai mudar o jogo, porque a fonte de motivação, o teu olhar pro mundo não vai estar coaptado, não vai est furtado, não vai ter sido Sequestrado por essa promessa barata de que dá para viver a vida de vídeo curto em vídeo curto, entendeu? que acho que essa é a promessa que você quer vender de um modelo de existência possível para uma grande massa. É um novo pão e circo. Não tem o que falar. Não tem o que falar. Então tem saída, tem. Mas nós vamos precisar fazer as pessoas acordarem. E
para acordar nada melhor do que pequeninho, né? Então o meu próximo Investimento é uma escola Lut de educação infantil. Esse é o próximo próximo negócio que eu vou montar. Que maneiro. É isso que eu tô fazendo nesse momento. Inclusive tem um livrinho novo, posso falar dele? Óbvio, não foi lançado ainda. Vai ser lançado na Bet, que é uma feira de educação, Bet Brasil. O título é bonitinho, é de pro para Pro, que é lições de neurociência de professor para professor. Que legal. Pra Gente tentar mexer um pouquinho na educação. Interessante. A gente vai lançar na
Bet Brasil. Quem tiver lá na feira da educação da Bet, quiser visitar o nosso standezinho, a gente vai estar lá autografando o de pro para pro escola que vou abrir, vou abrir. Comprei a casa já é em Jundiaí. Eu me mudei para Jundiaí, já comprei a casa. Já estamos começando com um negócio de alvar documento, que não é pouca coisa não, mas em 26 provavelmente eu terei a minha Primeira iniciativa de serviço em educação, que é uma escola de educação infantil. Porque não adianta eu ficar aqui falando um monte de coisa se eu não mostrar
como é que eu acho que tem que ser feito, entendeu? Então é isso. A escola é para eu mostrar como é que eu acho que a gente tem que educar as crianças. Maneiro. Obrigada. Eu que agradeço pelo convite, pela oportunidade. Muito [ __ ] De novo, cara. É sempre muito bom. Obrigado, querido. Obrigada. Como que a galera pode fazer para te acompanhar, né? Principais links ali até, sei lá, contratar palestras. É, a gente tá muito forte nas redes sociais, então o perfil do Instagram é o que tem maior número de seguidores, mas aonde a gente
acaba mostrando mais o trabalho e e reforçando a participação em palestras e tudo mais é no LinkedIn mesmo, né? Ah, que legal, né? É onde tem os contatos para Mas se a pessoa entra ali no teu Instagram, ela Consegue entrar em todos. É. E manda, manda direct lá mesmo no Instagram que vai ter alguém ou eu mesmo às vezes tô por lá respondendo. Criei um LinkedIn recentemente. Eu vou me conectar com você. Boa. Vou adorar receber seu convite de conexão. Eu ainda tô aprendendo a mexer. É outro mundo, né? O LinkedIn é outro jeito de
usar. É um pouco mais formal, né? É. Mas é isso. Obrigado, viu? Mais uma vez. Gente, todos os links da cara estão aí na Descrição. Vão lá, acompanhe ela e obrigado pela sua audiência. Até a próxima e tchau. No.