A tua carteira cabra dinheiro. Ela Justerino Cobcheque. Essa aí é boa, hein?
Jerino Cobcheque foi o 21º presidente da história do Brasil, conhecido por uma meta que visava alcançar 50 anos de desenvolvimento em 5 anos de governo, concluindo também a construção de uma nova capital pro país, Brasília. Eu sou o Vogel. Bem-vindos ao Vogalizando a história.
E no vídeo de hoje a gente vai falar um pouquinho sobre o presidente Jcelino Kubichek. Em 1902, na cidade de Diamantina, em Minas Gerais, nascia Jerina Cubac de Oliveira, o primeiro presente do Brasil a nascer no século XX. O pai, um cacheiro viajante que já tinha se aventurado no garimpe até trabalhado na polícia, morreu de tuberculose quando o filho tinha 2 anos só.
E a mãe, viúva aos 32 anos de idade, nunca mais se casou de novo e criou os filhos sozinha, batalhando muito com o salário de professora. A família vivia numa casinha modesta, a mãe Júlia, irmã Maria e o jovem Jcelino, apelado de Nonô, que em 1914, depois de concluir o primário e sem ter o chamado ginásio em Diamantina na época, entrou para um seminário onde usava batina, acordava às 5, dormia às 8 e foi coroinha. Só que ele não sentia vocação pro sacerdócio, queria ser médico.
Conta-me uma história de que um dia ele foi tocado por uma fala da mãe que depois de ver o filho ser atendido sem custo algum por um médico, diz que aquele nobre homem não exercia a profissão por dinheiro, mas sim para aliviar o sofrimento das pessoas. Inclusive, vogu, esse machucado no pé que o Juscelino foi tratar no médico não foi pouca coisa, não. Presidente sentiu dores no pé pela vida toda, dizendo que era muito desconfortável usar sapatos e por isso ele ficava descalço ou de meia sempre que podia.
A condição financeira da família comuro, não era das melhores. Não dá para ele simplesmente ir para Belo Horizonte estudar medicina. Então ele se preparou.
Em 1919, a repartição geral dos telégrafos abriu o concurso paraa vaga de telegrafista e o Jusceri não viu ali uma boa oportunidade. Com a mãe vendendo a única, a joia que ela tinha para custear a viagem do filho até Belo Horizonte. Ele saiu bem nos testes, precisou praticar muito código morça.
Leva uma mesadinha da mãe quando passou a morar em Belo Horizonte. Em maio de 1921 foi nomeado telegrafista auxiliar. prestou vestibular e conseguiu ingressar no curso de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, trabalhando como telegrafista até se formar em 1927.
Depois de formado, trabalhou um tempo na clínica cirúrgica da Santa Casa de Misericórdia. Abriu um consultório, trabalhou na faculdade de medicina 30, juntou as economias que tinha e foi para Paris se especializar em urologia. Aproveitou para viajar um pouco pela Europa, passou pela TEC, a terra natal da família.
O vô da mãe dele veio da Boemia na década de 1830 e enquanto estava na Europa soube que tinha explodido a revolução de 1930 e que mudanças políticas importantes estavam acontecendo no Brasil. Celebrou tinha sido favorável a Túlio Vargas e o João Pessoa nas eleições daquele ano, mas ainda não tinha se envolvido com política na época. voltou pro Brasil, continuou atuando no seu consultório e no finzinho de 1931 se casou com a namorada era alguns anos já, a Sara, que vinha de uma família de prestígio em Minas e que tinha algumas figuras envolvidas na política.
Naquele ano, ele tinha sido nomeado para integrar o corpo de médicos do Hospital Militar da Força Pública do Estado de Minas Gerais. E quando estourou a revolução constitucionalista de 1932, foi mandado pro combate contra os paulistas para defender o governo na divisa com São Paulo, mas atuando como médico mesmo, cuidando dos filhos nos hospitais improvisados e contando com poucos recursos. Conta-se uma história de que ele, com ajuda de um veterinário e uma freira operou um soldado que estava tão ferido que um militar mais graduado disse que era para deixar morrer mesmo, que não tinha o que fazer.
Mas Jelino Veterinário e Freira conseguiram salvar a vida do cara. Ali Jelino teve contato com algumas figuras políticas e firmou algumas amizades, como a com Benedito Valadar, que no fim de 1933 assumiu como um interventor federal em Minas uma espécie de governador nomeado pelo presidente, no caso Titúlio Vargas. E depois que ele foi nomeado, convidou o Jcerino para ser o chefe do gabinete civil.
Diz até que ele não queria, que não tinha objetivos políticos, já tinha a profissão, mas depois acabou cedendo, que se sentiu obrigado a aceitar o cargo, mas em atuação deu o carinho em especial paraa sociedade natal, fazendo algumas obras acontecerem ali. Ele tomou gosto pela política e 1934 foi eleito deputado federal, filhado ao Partido Progressista e ali atuou nos bastidores. falava pouco, raramente aparecendo nos holofotes, mas comão do golpe do estado novo em 1937, acabou caçado e retornou com suas atividades na medicina.
Parecia que a vida ia seguir assim pro Jcelino. Ele atuou como chefe do serviço de urologia do Hospital Militar em Belo Horizonte e 1938 foi promovido a tenente coronel da força pública e chefe do serviço de cirurgia do Hospital Militar, ganhando bom dinheiro na época. Mas fevereiro de 1940, o Benedito Valadares surgiu de novo e agora nomeou Kubichque como prefeito de Belo Horizonte.
É mole, cara. Ele relutou aceitar o cargo, não queria se afastar da medicina, mas o Valadares decretou a nomeação dele fazendo o Cubcheque se dividir entre o médico e o político, fazendo cirurgias e atendimentos pela manhã, inclusive assistência médica a várias famílias pobres e o trabalho com o prefeito no resto do dia. Foi só em 1945 que ele passou a se dedicar exclusivamente à política.
com o prefeito, montou comitês de bairros para ouvir as reivindicações da população e se dedicou a obras de infraestrutura na cidade. Queria embelezar Belo Horizonte e aproveitou para ampliar giros de esgoto e abastecimento de água, abrir grandes avenidas, asfaltar ruas e ainda encomendou um projeto com um arquiteto jovem, mas já bem conhecido, chamado Oscar Niemia, um conjunto de edifícios em torno da Lagoa da Pampulha, o conjunto arquitetônico da Pampulha, que hoje são considerados um patrimônio da humanidade pelo UNESCO. A gente aqui também tá querendo ver a um patrimônio do YouTube.
Então para isso teu like é essencial. Dá essa moral aí pra gente. Se inscreve no canal se ainda não for inscrito.
Segue a gente também no Instagram e Cos do Culta Podcast. Ouve lá o podcast do Vogalizando, onde o marque eu, num formato totalmente diferente. Vamos responder aos comentários da galera, comentar algumas notícias e falar também sobre os bastidores aqui do canal.
Justerino Cubitek conquistou fama de tocador de obras. foi até chamada de prefeito furacão, mas também de tá ligado aos comunistas. Em 1945, já no fim do Estado Novo e quando se organizava a criação de novos partidos políticos, o Kubichque tava entre as cabeças que criaram o partido socialdemocrático, PSD, que viria ser uma das grandes forças políticas do país.
Isso saiu muito bem nas eleições de 45. Foram 36 senadores e 151 deputados federais contra 10 senadores e 80 deputados da UDN, União Democrática Nacional, do partido de oposição, mas ligado aos conservadores. Só que com a saída do Vargas da presidência, os interventores nos estados foram substituídos e os prefeitos nomeados por eles foram afastados dos cargos, como era o caso do Juscelino.
Mas ele não se afastou da política. Não, senhor. Na eleição de dezembro de 45 mesmo, ele foi o segundo candidato mais votado pro cargo de deputado federal em Minas Gerais para participar da constituinte.
que elaboraria a Constituição de 46. Viajou pro Pará, teve ali uma nova concepção da grandiosidade diversidade do Brasil e esteve também nos Estados Unidos e Canadá, onde se convenceu de que o Brasil só seria um país desenvolvido se tivesse um projeto de industrialização intenso e diversificado. Se tornando cada vez mais conhecido, concorreu ao governo do estado de 1950 e ganhou tomando posse em janeiro de 51, fundando a Companhia Energética de Minas Gerais e construindo cinco hidrelétricas.
além de centros de saúde, pontes e estradas que interligaram o estado e facilitaram acesso a estados vizinhos num período em que o número de alunos matriculados em escolas primárias quase dobrou. O juselino tinha como dos objetivos tirar Minas Gerais da posição de estado agropastoril e lançar a fase da industrialização, mas sem abandonar os agricultores, claro, estabelecendo uma política de crédito para eles para facilitar a aquisição de equipamentos mecanizados, além do sistema de empréstimo de tratores a um baixo custo. O Jerino era próximo do presidente Vargas, inclusive a última viagem do presidente antes do seu suicídio foi a convite do JK, como Jelenco também era conhecido, paraa inauguração de uma siderúrgica em Belo Horizonte.
E contam até uma história de que durante o velório do Vargas, o Juscelino disse que aquilo era terrível, especialmente para ele, que não teve pai e que já tinha a gente apontando pro Juscelino e dizendo que ele ia ser o próximo presidente do Brasil. para as próximas eleições presidenciais, que aconteceram em 1955, pouco mais de um ano depois do suicídio do Vargas, o Juselina era praticamente uma unanimidade dentro do partido, firmando uma parceria com o PTB, partido do Vargas, e que contava com João Gular, que tinha sido ministro do trabalho do Vargas, concorrendo como vice. atacar, deu um giro por alguns estados do Brasil e visitou alguns ministros militares para falar que seria candidato e que queria contribuir com a manutenção da ordem no país.
Mas nem todo mundo curtia o cara se lançar candidato. Quem governava o Brasil na época era o vice do Vargas, o Café Filho, que tinha rompido com o presidente e tinha apoio da UDN sem ter grande apreço pelo Jcelino, que tão pouco tinha apreço por ele. Inclusive, vog uma vez perguntaram pro Jcelino o que que ele achava do café e ele falou do vegetal ou do animal.
E no último dia de 1954 foi entregue pro Café Filho um documento em que altas autoridades militares diziam apelar para uma colaboração interpartidária e consideravam conveniente o lançamento do candidato civil à presidência. Esse documento foi divulgado na íntegra na Voz do Brasil no fim de janeiro de 55 e o juselino entendeu que os militares se opunham a sua candidatura. O PSD, o PTB e também o PSP, o Partido Social Progressista declararam que quem apresentava candidatos pros cargos eletivos eram os partidos.
Militares não tinham nada a ver com isso. E depois de uma conturbada contagem de vote, Jusco Bqueek e João Gular saíram vitoriosos. Os opositores ainda apelaram por jogo sujo.
Na tribuna da imprensa, jornal do Carlos Laceda, da UDN e maior opositor do Getúlio Vargas, foi publicada uma carta que supostamente foi enviada pelo deputado argentino Antônio Ressus Brandi pro João Gular em 1953, onde ele falava de articulações entre o João Gular e o presidente Peron para iniciar no Brasil um movimento armado que instalaria uma república sindicalista. Depois provou que era uma carta falsa, elaborada por falsar os argentinos e vendida pelos opositores do Jungular. A ADN ainda tentou barrar a candidatura do Juseline.
Exigiram que ele apresentasse uma relação de bens, buscando provar as acusações de corrupção contra ele. E quando o cara apresentou essa relação, ela foi considerada ilegítima e se propôs a formação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar os bens dele, o que foi considerado inconstitucional e não foi pra frente. Carlos Lacerda no tribunal da imprensa chamou o Kubicheque de condensador da canalice nacional e depois ainda viria defender o adiamento das eleições, a dissolução do Congresso, a instituição do parlamentarismo, elaboração de uma nova constituição que determinasse uma nova lei eleitoral.
Na época não tinha segundo turno e presidente e vice eram eleitos separadamente, mas os dois seram vitoriosos. O João Gular com mais tranquilidade, teve mais de 44% dos votos, enquanto Jcelino teve pouco com mais de 35 contra 30 do Juares Távora da UDN. A UDN já era grande crítica do Vargas e tinha perdido todas as eleições presidenciais desde que elas voltaram a acontecer depois do fim do estado novo.
E os caras vira a vitória do Gcelino e do João Gular com uma volta do jetulismo, ainda mais que os caras foram apoiados até pelos comunistas. Vai saber que conchavos eles fizeram e o que que eles estavam tramando? Então, começou um movimento para evitar que eles assumissem os cargos.
O argumento usado era de que a eleição não era válida. Que eleição é essa? Em que o candidato vitorioso não teve mais de 50% dos votos?
E até uma mala militar começou a criticar o processo democrático, que na verdade não tinha nada de regular, aconteceu dentro do que estava estabelecido pela Constituição vigente. Só que a posse só aconteceria quase 4 meses depois da eleição, no fim de janeiro, o que daria tempo para o movimento político militar impedir que eles assumissem os cargos. E aí que no começo de novembro de 55, o Café Filho se afastou da presidência por ordens médicas, tinha tido infarto ou coisa parecida.
E quem tava na linha de sucessão era o presidente da Câmara dos Deputados, o Carlos Luz, que era do PSD do Jcelino, mas próximo mesmo era da UDN, e não se mostrou interessado em punir os militares que estavam se manifestando sobre a eleição. Não foi só um ou dois militares que deram declarações na imprensa criticando e apoiando a posse dos eleitos. Só que a militar daiva não podiam dar essas declarações publicamente.
E o general Henrique Teixeira Lotte, ministro da guerra, equivalente ao comandante do exército hoje, tava atrás das devidas punições para quem tava fazendo essas declarações e marcou uma reunião com o Carlos Luxo, que depois de dar um chá de cadeira no general, disse que não ia seguir com a punição do coronel Jurandisma Médico, o processo eleitoral. A gente já contou essa história e a saga da General Lote com mais detalhes num vídeo exclusivo aqui no nosso canal. Pra ver só virar membro e assinal plano vogal de carteirinha que tu já vai ter acesso a esse a mais de 60 vídeos exclusivos que a gente tem por lá.
Mas para resumir, o Lote percebeu que tava em andamento um movimento que visava impedir a posse de presidente e vice-eleito. E na madrugada do dia 11 de novembro colocou soldados do exército leais a eles nas ruas do Rio de Janeiro e cercou o Palácio do Catete, que na época era a sério da presidência. O Carlos Luxo até tentou resistir e teve deputado sussurrando no ouvido do lote que era ele que tinha que ficar no poder.
Mas o cara era um militar legalista e obsecado por hierarquia. Então colocou o Congresso para caçar o Carlos Lusco e impedir a volta do Café Filho que tinha uma galera que dizia que tava doente nenhum. A posse dos eleitos foi garantida e aconteceu na data prevista com o presidente do Senado, Nereu Ramos como presidente nesses quase três meses.
O Lot nunca disse que protagonizou um contragolpe, mas sim um movimento de retorno aos quadros constitucionais vigentes e foi confirmado no Ministério da Guerra depois que a posse aconteceu. Mas ele continuou não sendo visto com bons usuários por boa parte da cúpula militar e grande parte da oficialidade da marinha aeronáutica temiam ser prejudicados na escala de promoções que tinham que passar pelo presidente. Os militares que estavam do lado do lote eram chamados de melancias, verdes por fora e vermelhos por dentro.
O lote era inclusive acusado de dar postos de comando no exército para oficiar as comunistas. E na Força Aérea, os caras estavam enfurecidos com a permanência do Vasco Alv e Seco à frente do Ministério da Aeronáutica. Então, no dia 10 de fevereiro, um sábado de carnaval, poucos dias depois da posse, o major Aroldo Veloso e o capitão José Chaves Lameirão chegaram cedinho na base dos Afontos, no Rio de Janeiro, renderam o oficial que estava lá, arrombaram o depósito de munições e decolaram com avião de combate cheio de armas e munições pra base era de Jacariacanga, no sul do Pará, perto da divisa com Mato Grosso, dando início a uma rebelião.
Eles tomaram a base e fizeram dela um quartel general. conseguiram controlar algumas regiões, incluindo a cidade de Santarém, e contava com apoio dos populares, entre eles indígenas e serigueiros conhecidos do Veloso, que conhecia muito bem a região amazônica e era um fã do Carlos Lacer da ADN. Tanto ele quanto o Lameirão estavam indignados com a vitória desses getulistas e buscavam controlar pontos estratégico do interior do Brasil para forçar um ataque das tropas leais a Kubichek, o que dividiria os militares e faria com que os que eram contrários ao Kubichque também pegarem armas para se levantar contra o governo.
A ideia era da início a uma guerra civil mesmo. E depois que o major Paulo Víor da Silva foi enviado para acabar com a revolta e chegando lá aderiu a ela. A questão se complicou um pouquinho.
Não que ela tivesse de fato ameaçado o governo Joselina, foi uma rebelião pequena. O ministro da aeronáutica nem chamou de revolta, mas sim de um ato de indisciplina de dois oficiais que seriam rigorosamente punidos. Só que os oficiais da aeronáutica se recusaram a reprimir, então foi muito desagradável lidar com ela.
A alta cúpula militar decidiu que uma operação que envolveria exército aeronáutica seria enviada para acabar com a revolta. Soldados do exército seriam transportados no navio da Marinha para Santarém e tomaria a cidade, enquanto paraquedistas da aeronáutica tomari o aeroporto. Mas mais uma vez a aeronáutica se mostrou contrária e alguns oficiais se recusaram a participar do que fez com que eles fossem presos.
Inclusive, Vogel, mais alguns oficiais foram detidos por insubordinação e o comandante da base de Fortaleza e o seu assessor foram presos quando se recusaram a mandar aviões bombardearem as posições rebeldes. É isso aí. Navio escolhido para levar os soldados para Santarém foi o presidente Vargas, que pertenceu ao serviço de navegação amazônica e administração do porto do Pará.
Mas o capitão, que era o diretor do órgão, se recusou a cumprir a missão, mandando inclusive um telegrama presidente Cubitque, chamando a missão de Odiosa. No dia 24 de fevereiro, aviões militares começaram a ocupar o aeroporto de Santarém e o navio presente Vargas chegou na cidade com 450 soldados. As cidades ao redor de Jacaria foram sendo tomadas e no dia 29 de fevereiro ela terminou com o Lamirão e mais alguns culpinchas fugindo paraa Bolívia recebendo asilo e o Veloso preso.
Essa revolta foi um assunto sensível pro governo, porque teve uma galera que se compadeceu com as frustrações dos militares, achando que a prisão era uma pena muito dura e defendendo manistia pros envolvidos, o que foi aceito pelo Kubichque, que já em março preocuparam com a governabilidade, anistou os envolvidos em Jacaria Akanga e na tentativa de barrar a posse dele, sem perceber que assim acostumavam de submissos à impunidade, como diz a Lilia Schak e a Eloí Star no livro Brasil, uma biografia. E olha que mesmo com a anistia e o ministro da aeronáutica se demitindo por não concordar com ela, a insatisfação continuava tomando conta da aeronáutica e novas ideias de golpe continuavam surgindo. O presidente precisou comprar pro Ministério da Aeronáutico um avião com cabine pressurizado em velocidade de cruzeiro de 600 km/h para dar uma camada nos caras e um porta-aviões da Marinha Britânica para não deixar os almeirantes sem nada.
O primeiro porta-aviões do Brasil. O Jcelino ainda colocou militares na segurança pública e encargos na Petrobras, mas tentar mostrar pros caras que o programa de desenvolvimento econômico que ele tinha traçado podia trazer avanços na criação de uma indústria bélica, além de ajudar na modernização e rearmamento. Uma das primeiras ações do governo foi propor o plano de metas, um programa de desenvolvimento nacional composto por 31 metas, sendo a última delas a construção de Brasília e a transferência da capital federal para lá.
uma ideia que não era nova, acho que não era uma reivindicação da população e não era de fato levada tão a sério até então. Desde a proclamação da República já se falava sobre essa nova capital. Ela estava prevista na Constituição de 34 e continua de 46.
E o Juscelino viu nela uma forma de integração econômica do interior do território e uma boa oportunidade de reforçar o nacionalismo no Brasil. No dia 18 de abril de 1956, no aeroporto de Anápolis, no Goiás, o presidente assinou uma mensagem que seria enviada pro Congresso junto com o projeto de lei que propunha a transferência da capital pro Plonalto Central. E mesmo com a resistência da UDN, o projeto foi aprovado.
Presidente tinha grande apoio parlamentar e foi instituída a companhia urbanizadora da nova capital, a nova CAP. As obras começaram em fevereiro de 1957, com data para terminar até 21 de abril de 1960. E quem tava por trás dos planos urbanísticos e arquitetônicos eram os arquitetos Lúcio Costa e Oscar Nemaia.
da Constituição de Brasília. Contudo, é tema para um outro vídeo aqui no futuro. O plano de meta do Juscelino foi o primeiro e mais ambicioso programa de modernização já apresentado no país.
Buscava estimular a diversificação e o crescimento da economia, expandindo a indústria, reduzindo a dependência de importações e integrando todas as cinco regiões. O slogan do plano foi 50 anos de progresso e 5 anos de realizações e pretendia atuar em cinco setores da economia: alimentação, educação, transporte, indústrias de base e energia, com mais de 90% dos recursos sendo destinados para esses três últimos. Tanto que as indústrias de base tiveram um crescimento de 100% nessa época.
O Juscelino acreditava que a falta de estradas e energia elétrica atrasava o crescimento econômico do Brasil. E para possibilitar o escoamento da produção industrial e agrícola, foram abertas muitas estradas que ligaram o Brasil de norte a sul e leste a oeste. Foi uma expansão imensa da malha rodoviária, deixando a ferroviária de lado.
Claro. E isso estruturou uma dependência que se vê até hoje de estradas, carros e caminhões. Só um topinho da cabeça.
Mas inclusive antes de 1956 o Brasil contava com 4000 km de estradas. Mas entre 1956 e 1960 o governo pavimentou 6. 000 km de novas rodovias.
Obrigado, Marco. Durante o governo dele ainda foi criada a Sudene, a superintendência era o desenvolvimento do Nordeste com objetivo de promover o planejamento da expansão industrial pro Nordeste brasileiro. E como o desenvolvimento industrial também exigia a ampliação da produção energética, o governo investiu na construção de hidrelétricas para dar suporte ao aumento do consumo de energia.
E além desse setor, a indústria naval ganha investimentos, a produção de petróleo da Petrobras aumentou, o cinema nacional cresceu, a bossa nova surgiu, emissoras de rádio chegaram a mais regiões. Jornais e revistas ampliaram a circulação e a confiança que o presidente depositou nesse projeto de Brasil foi contagiosa. Foi um período de otimismo.
O plano de metas uniu muitos brasileiros que acreditavam nesse Brasil possível, o que fez também Jusferino ser muito querido pela população. o presidente Sorriso e até opositores, como o Carlos Lacerda que uma vez disse que tinha que reconhecer que o Jcerino era a pessoa mais simpática do mundo, reconheciam as habilidades do presidente. Ele herdou uma economia complicada à vinda dos governos Vargas e Café Filho que envolvam aí uma super produção de café, déficit do tesouro, perda do poder de compra e crescente inflação.
Não foi redada a sua estabilidade política que no decorrer do mandato foi se resolvendo, mas economicamente o Brasil não estava numa situação mais favorável. O que o Jcelino fez foi abrir o Brasil pro capital estrangeiro, que permitiu o investimento na indústria pesada, entre elas a automobilística, que concentrou operários em proporções inéritas no país. O investimento em beijo de consumo duráveis acabou mudando os hábitos e o cotidiano dos brasileiros, que passaram a conviver com máquinas de lavar, aspiradores de pó, rádios de pila, ventiladores portáteis, fogões com visores panorâmicos, televisões de controle remoto, sabão em pó e peças de roupa com materiais que ainda não conhecia.
As obas tocadas nos anos Juselino trouxeram urbanização e aumentaram a qualidade de vida de muita gente. As populações rurais, muitas vezes deixadas de lado, migraram em massa para regiões urbanas, fazendo com que várias delas se amontoassem em regiões com condições de vidas precárias. O número de nordestinos indo pro Sudeste, por exemplo, aumentou muito, mas as pessoas deixavam as áreas juradas em direção às zonas urbanas em todas as regiões do país.
Segundo a Lilia Sch e Luiz Starlin, o plano de metas viabilizou as condições pro ingresso do Brasil num estágio avançado de industrialização, mas sem criar condições reais para isso. O Juscelino investiu na aceleração do crescimento sem avaliar o financiamento do processo. facilitou a entrada de capitais externos no Brasil, concedendo privilégios fiscais e econômicos.
Máquinas e comendos industriais ganharam isenção de imposto de importação, por exemplo, aceitando depender de financiamentos internacionais para acelerar o crescimento industrial. O historiador Boris Fausto no seu livro História do Brasil diz que o governo JK promoveu uma ampla atividade do estado, tanto no setor da infraestrutura como no incentivo direto à industrialização, mas assumiu também abertamente a necessidade de atrair capitais estrangeiros concedendo grandes facilidades. O Brasil acabou recebendo cada vez menos pela exportação dos seus produtos e pagava cada vez mais pelos produtos importados.
Como consequência, a dívida externa foi se ampliando. Em 1955, ela era de 87 milhões de dólares, mas em 1959 já era de 297 milhões. A inflação continuou crescendo.
Em 1957 ela era de 7% ao ano, foi para quase 40%,59 e com o aumento dela veio a queda no valor dos salários, enquanto o lucro das indústrias cresceu 76% e os salários cresceram só 15. Foi um período em que também ocorreram protestos contra o governo, vindos principalmente de organizações estudantis e sindicatos. Mas o JK também foi alvo de muitos boatos.
Se espalhava uma história que dizia que ele tinha a sétima maior fortuna do mundo, o que facilmente se comprovou. Mentira depois. E tava circulando uma história que o cara queria passar uma emenda no Congresso para estabelecer a reeleição no Brasil, do que podia fazer com que ele se perpetuasse no poder.
E isso apavorou alguns dos seus opositores. Nunca se comprovou que Jelino tivesse tal intenção, mas no fim de 1959, um outro boato chegou nos ouvidos de alguns militares insatisfeitos, de que o Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul, ia colocar em prática no dia 15 de dezembro um plano de conspiração comunista armada que impediria a realização das eleições presidenciais marcadas para acontecer no ano seguinte e assim faria os comunistas tomarem conta do Brasil. Aí aquela galera da aeronáutica que desde a revolta de Jacaria Akanga já tramava uma nova conspiração, resolveu agir.
Oito oficiais se apoderaram de três aviões na base era do Galhão, no Rio de Janeiro. Cinco roubaram um avião particular no aeroporto da Pampula em Belo Horizonte e uma Jó sequestrou um avião comercial no ar com 38 passageiros a bordo. Nunca antes tinha acontecido isso na história do Brasil.
Cara sacou uma arma, anunciou o sequestro e mandou mudarem a rota pro mesmo lugar para onde iam os outros aviões roubados. a cidade de Aragarças, no Goiás, na divisa com Mato Grosso. Quem liderou esse movimento aí foi o tenente coronel João Paulo Burniier e o Aroldo Veloso.
O mesmo cara que liderou a revolta de Jacaria Kang foi anistado depois. Mas que beleza, hein? Teve início aí uma nova revolta contra o governo, a revolta de aragarças, que a gente não vai contar com muitos detalhes aqui, porque ela foi tema do nosso último vídeo exclusivo para vogalovis de carteirinha ali no canal.
A cada 15 dias a gente lança um vídeo exclusivo novo pros membros do vogalizando que assinaram esse plano. Pogalova é de carteirinha. Então caso tu queira ver esse e os mais de 60 vídeos que tem por lá já sabe, vira membro do canal e assina o plano mais baita que tem ali.
Vamos seguir. Essa revolta durou menos tempo que Jacar Kanga, começou no dia 2 e terminou no dia 4 de dezembro. Depois que 40 paraquedistas foram enviados para lá, metralharam dos aviões e colocaram o rebelde para correr.
Alguns deles foram presos, mas a maioria fugiu nos aviões que sobraram paraa Argentina, Bolívia e Paraguai, recebendo azero nesses países e conseguindo não ser extraditados, apesar das insistências do Juscelino. Inclusive, Vogel, o Burn cantou vitória nisso aí, porque um dos motivos dos caras tentarem derrubar o governo foi o Jan Quadros ter desistido de concorrer às eleições, mas depois de Araça, o cara voltou atrás e disse que ia concorrer. Sim.
É isso mesmo, meu parceiro. Apesar de alguns políticos se mostrarem favoráveis aos caras para revolta de aragarças, não ganhou amplo apoio na oposição, porque se imaginou que o Jcelino pudesse decretar estado de sítio e cancelar as eleições do ano seguinte, permanecendo no poder, o que não era de interesse deles. Apesar das revoltas, o governo apresentou uma boa estabilidade política.
Ele foi o primeiro civil que conseguiu terminar o mandato desde o Artur Bernardes, que deixou a presidência em 1926 e conseguiu o apoio até de políticos da UDN chamados às vezes de chapas brancas. Mas o cara não teria como se reeleger e não tinha um aliado forte suficiente para garantir a eleição em 1960. Quem o PSD lançou como candidato foi general Lot, mas apesar de ser conhecido como general legalista e defensor da democracia, ele não entusiasmava muita gente.
E os brasileiros preferiram ir com o favorito da UDN, o Jâio Quadros, que vinha apresentando uma carreira meteórica em São Paulo, sendo eleito vereador, prefeito e governador. O Jan ainda era visto como um gestor competente e um cara honesto. Desdenhava dos políticos tradicionais e era um candidato antipolítica.
Apostou num discurso contra a corrupção e renunciou à sua renúncia. Isso depois da revolta de Aragarças, que teve como uma das principais motivações, além daquela história do golpe do Brisola, um desentendimento do Jane com o pessoal da UDN que fez ele desistir por um momento de ser o candidato à presidência apoiado pelos caras. Com o Jan concorrendo, era muito difícil o Celino fazer o seu sucessor.
Vários aliados dele estavam até apostando mais no vice do que no presidente, que seria o João Gular de novo, que era chamado de Jango, o que fez uma galera apoiar a chapa Jan, Jan, Jâio e Jango, que não eram bem aliados políticos nos últimos anos. Jelino vinha sendo acusado de corrupção por conta das obras em Brasília. do presidente acelerou as obras da cidade, precisava terminar ela ainda durante o seu mandato para se consagrar como o cara que inaugurou a nova capital, mas para isso precisou gastar muito dinheiro.
ADN que se mostrava contrária à transferência da capital do Rio de Janeiro para Brasília, com frequência defendia que dinheiro demais era gasto nessa obra enquanto o país passava fome. E o Carlos Lacerta chegou até a pedir que fosse constituída uma comissão parlamentar de inquérito para investigar a irregularidade na construção, mas não teve sucesso. Muito se falava das condições de trabalhos ruins pros trabalhadores, os chamados candangos, a maioria vindos do nordeste do norte de Minas Gerais.
Se falava das mortes que aconteceram por conta da pressa na obra, do favorecimento de empreiteiras ligadas ao jcerino e os seus olhados políticos, do superfaturamento da obra e a construção da capital também desviou a atenção da sociedade, tirando do foco problemas de difícil solução, como a inflação e a reforma agrária. para manter a política desenvolvimentista. O governo rompeu com exigências financeiras do FMI, o Fundo Monetário Internacional, visto que depois de pedir um empréstimo de 300 milhões de dólares, o FMI disse que o governo brasileiro tinha que colocar ordem na casa primeiro, visto que gastava mais do que arrecadáva.
Além da Constituição de Brasília, contribuiu para isso o crédito fácil pro setor privado e aumento salariais no funcionalismo público. Mas no meio da confusão, o ministro da fazenda, José Maria Alkim, se demidi em 1958. depois de tanta complicação e quem assumiu a pasta foi o Lucas Lopes, que tinha sido presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento.
O rompimento com FMI até que foi bem visto por alguns brasileiros que tiveram a impressão de que o Brasil não tava baixando a cabeça por uma força estrangeira. setores comunistas que criticavam o presidente acusando ele de vender a soberania do Brasil pros banqueiros internacionais. Acharam isso aí maneirão.
E o JK disse que o Brasil caminharia isolado se assim fosse preciso, mas um programa de contenção de gastos podia ajudar a combater a inflação. Só que aí também impor restrições no plano de metas e comprometer a construção de Brasília. Então, com o aumento do preço dos insumos básicos e uma crescente insatisfação popular, em 1958, o Lucas Lopes criou o plano de estabilização monetária para conter inflação.
Ele precisou passar por algumas transformações nos meses seguintes e para conseguir dinheiro rápido, foram vendidos os títulos da dívida pública por um preço abaixo do valor de mercado que podia ser recuperado depois no prazo de 5 anos, o que possibilitou o fim das obras em Brasília, mas aumentou a dívida federal. O governo perdeu o controle sobre os gastos e nunca se soube ao certo quanto a construção de Brasília custou, mas ela terminou antes do prazo. Impressionantes 41 meses.
Jceline trancou o palácio do catete e foi-se embora para Brasília, inaugurando a capital no dia 21 de abril de 1960 e colocando ele num lugar de destaque na história do Brasil, dizendo no discurso de inauguração que o Brasil encontrava o seu verdadeiro destino e agora podia caminhar mais solidamente paraa mais completa emancipação. A nova capital virou um símbolo de modernidade, mas também deixou os políticos mais distantes do resto da população, colaborando para que boa parte da classe política se visse como separada do restante do povo, como se o povo vivesse alguns degraus abaixo. Quando chegaram as eleições, o Jân ganhou com tranquilidade.
Teve quase 1. 800. 000 votos a mais com o general Lot, conquistando 48% dos eleitores.
Mas diferente do que aconteceu na eleição passada, ninguém reclamou que o cara não conseguiu mais de 50% dos votos. O Jelino já imaginava que era isso que ia acontecer, mas ele também não se incomodou tanto, pensando já na eleição de 65. Ele tava sempre dos problemas econômicos que deixava pro próximo governo resolver e imaginava que os caras teriam que fechar a torneira dos gastos públicos e tomar medidas impopulares que desagradariam a população, fazendo ele, que ainda era muito querido, voltar à presidência em 66 com um novo programa de crescimento e nos braços do povo.
Quando o Júnior assumiu, o primeiro presidente já assumiu carga em Brasília, tinham várias faixas e cartazes com slogan JK65 e no aeroporto tinha uma galera esperando agora ex-presidente para se despedir dele. Apesar das denúncias de corrupção, dívida externa e alta na inflação, o cara encerrou o mandato com bastante popularidade e se mantendo como nome mais forte dentro do PSD. Nas eleições extraordinárias de junho de 61, o Juselino se elegeu senador pelo estado de Goiás, mas aquele ano marcaria uma grande reviravolta na história do Brasil.
O Jâno, depois de menos de 8 meses de governo, renunciou à presidência e quem assumiu o cargo foi o vice dele, que também era o vice do Jcelino, o João Gular. Mas o cara era visto como a materialização do comunismo e houve grande resistência e oposição ao cara já desde a renúncia do Jim. Em 1964, um golpe militar viria tirar ele da presidência, como a gente já contou nesse vídeo aqui.
E o Congresso elegeu o general Castelo Branco para ser o primeiro presidente da ditadura militar que se instalaria no país. O próprio Jerino apoiou o Castelo Branco nesse momento, visto que as eleições foram prometidas pro ano seguinte. Um novo presidente seria empossado em 31 de janeiro de 66, conforme estava estabelecido no ato institucional número um, mas também tava estabelecido ali que o poder executivo podia caçar o mandato de parlamentares e suspender seus direitos políticos, que foi exatamente o que aconteceu com Jerino Cubek.
Uma comissão de investigação foi informada pelo governo militar para ir atrás de suspeitos de corrupção, subversão e envolvimento com o comunismo. E quando chegou na mesa do Castelo Branco, o nome do JK, que até discursou na tribuna dizendo ser perseguido e era o favorito para as próximas eleições, o Castelo Branco não teve dúvida, considerou o cara um inimigo da República e caçou o ex-presidente. O mesmo Castelo Branco que só tava ali com o presidente porque anos antes foi promovido pelo Jusel.
Em 1958, Castelo Branco era coronel e a promoção dele chegou até a mesa do Justielano Kubicheque. Se ele fosse promovedor general, ia continuar nativa. Se não fosse ia pra reserva.
E na ocasião o general Lote disse que o Castelo Branco era um opositor. Mas o Celino perguntou se ele era competente. O que era?
O lote disse que ele era íntegro e respeitado pela tropa, então foi promovido. Depois que terminou a revolta de Aragarças, o nome do Castelo Branco apareceu como um possível articulador, mas o caso dele foi arquivado rapidinho e a participação dele nunca foi comprovada. Quem permaneceu ligado aos militares foi João Paulo Burnier, o líder da revolta de Aragarças, que voltou pro Brasil pouco depois de começar o governo do Jâo, foi anichado pelo presidente e em 1968 planejou o caso Para Sá, que seria uma série de atentados que serviram como justificativa para endurecer a ditadura.
Entre os crimes que seriam cometidos, estava a explosão do gasômetro do Rio de Janeiro e no caos que seria instaurado em seguida, uma série de assassinatos a inimigos do regime seriam executados. Milhares de pessoas podiam morrer sair e os militares culpariam a luta armada, mas um oficial denunciou o caso e ele não foi paraa frente. Vários outros militares que foram questionados depois confirmaram que o Burni tava querendo colocar isso em prática, mas o cara nunca foi punido.
Pelo contrário, foi nomeado chefe do serviço de informações da Aeronáutica e depois comandante da terceira zona aérea do Rio de Janeiro, onde provavelmente foram torturados e mortos o ex-deputado Ruben Spaiva, o militante Stuart Angel e o educador Anísio Teixira, um militar golpista que foi anistado e um ex-presidente que foi caçado e perdeu seus direitos políticos por 10 anos, um período em que não podia mais concorrer à eleições. Jakuzilou na Europa, passou um tempo na França, em Portugal, voltou pro Brasil rapidinho e foi embora mais uma vez. voltou em 1967, permanecendo vigiado e até preso um tempo por conta do seu envolvimento com a Frente Ampla, um grupo político que lançou um manifesto pedindo principalmente por eleições diretas e uniu JK Jong Gulá e o Carlos Lacerta que se desencantou com a ditadura e assinou o manifesto, mas o grupo não duraria muito depois de posto na ilegalidade.
Jeno se afastou da política, comprou uma fazenda em Luziânia, no Goiás, e ficou lá morando com a Sara até o dia em que morreu. Na verdade, ela não morreu lá. No dia 22 de agosto de 1976, o Opala em que ele estava atravessou o canteiro central da rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro, e bateu de frente com uma carreta, matando o ex-presidente e o seu motorista.
Esse acidente até hoje é motivo de debate. Tem quem defenda que não foi acidente, mas sim um ato orquestrado por algum órgão ligado à ditadura. Mas isso nunca foi comprovado, apesar de ter sido investigado algumas vezes.
As investigações e os mistérios que envolvem a morte do JK podem ser assunto para um outro vídeo aqui no futuro. É só comentar aqui que tu quer que a gente faz. JK foi enterrado em Brasília, tá acompanhado por um cortejo de 100.
000 pessoas que desafiavam a proibição de reuniões populares ao redor de indivíduos punidos pela ditadura. Em 12 de setembro de 1981, dia do aniversário do Jcelino, foi inaugurado em Brasília um memorial que homenagia o ex-presidente, projetado pelo Oscar Nemia e que serve como museu e também mausoléu. Ele tinha sido proibido de ir paraa Brasília, mas em 1972 ele voltou pra cidade sem ninguém saber que ele estava lá e andou de carro sem ser reconhecido num dia que chovia bastante.
Depois disse que ficou surpreso e ver como a cidade estava bonita, mas que não conseguiu não se sentir numa cidade fantasma. ou melhor, como um fantasma numa cidade real. Foi até o Palácio do Planalto, Palácio da vorada, Praça dos Três Poderes e chorou.
Hoje tem quem coloca o Jelino como presidente que endividou o Brasil e o culpado por a gente depender tanto do transporte rodoviário, além de um presidente que entregou o país por capital internacional, mas muitos também lembram dele como modernizador que interligou todas as regiões do quinto maior país do mundo em extensão, o pai do Brasil moderno e o líder dos anos dourados no Brasil, um presidente que negociava com os setores mais à esquerda e com os mais à direita. O cara que liderou o país num período de desequilíbrio financeiro bem grande, mas que fez o produto interno bruto crescer 7% a ano e média. Tudo isso aqui foi um grande resumo.
A gente podia ficar horas falando do Justicelino Cubcheck, que foi sem dúvidas gostando ou não, um dos mais memoráveis presidentes da história do Brasil. O vídeo de hoje fica por aqui. Nós vamos lembrar que tem mais vídeos do vogalizando ali no nosso clube de membros.
É só tu virar um vogal de carteirinha que vasta mais de 60 vídeos extras e exclusivos ali te esperar. Essa galera aqui é nossa apoiadora. Tem um pessoal que mandou 10ão com a gente ali no Pix, que comentou aqui um valeu demais ou então que assinou o plano mais básico no clube de membros mesmo, mas a maioria virou membro e assinou o plano My Baita, o vogal de carteirinha que libera na hora todos os vídeos exclusivos e dá acesso aos que ainda vão ser lançados.
Semana sim, semana não. É baratinho, pô. Menos de 20 pilinhas por mês para ter acesso a vídeos completinhos.
Todos com selo vulgalizando de maneir dos mais variados assuntos. Também tem vídeo lá sobre a formação do reino de Portugal, sobre a Cuclux Clan, sobre operação cólera de Deus do Estado Novo do Getúlio Vargas, o acidente que matou o Castelo Branco, a história de Hong Kong, a Itália na Segunda Guerra Mundial, a batalha de Potier, o desastre de alemães e também sobre a Alqaida. Vira voglia de carteirinha aí que vale a pena.
Confere esse vídeo aqui sobre o plano real ou então isso aqui sobre os últimos dias do Getúlio Vargas. Um beijo e vamos se amar.