E aí, as narrativas compartilhadas têm o prazer de continuar ouvindo o professor Luiz Fernando Gomes, que agora vai contar um pouco sobre a paixão pelo Júlio Verne e como isso também influenciou a educação tecnológica e a linguagem. Como você, Luiz Fernando, é bem. .
. está uma delícia, é um prazer tirar todas as minhas coisas aqui, as minhas memórias, para conversar com você sobre isso. Nós vemos nosso Fernando recuperando aqui um pouco a ideia, entendeu?
Assim como é que a educação, eu tive, né? Eu pude desfrutar de todas as formas, né? Como é que fui criando a minha própria identidade, né?
Que é uma identidade, também, profissional. E eu acho que a grande importância da educação é fazer com que a gente se sinta mais completo, mais participante da vida, né? Dono, né?
Da nossa pessoa, sabendo quem a gente é, para onde a gente quer chegar, porque essa função da gente na vida é ser feliz, né? Mas, para ser feliz, você precisa ter noção do mundo, noção das coisas, né? Um pouquinho de cada coisa para a gente se sentir mais completo, um cidadão completo, um pai completo, enfim, é mais próximo disso, né?
Então, como é que foi a minha revisitação à história, tentando fazer uma ligação de como é que a tecnologia entrou para mim na escola, desde o lápis preto, né? Passando por tudo aquilo que a gente já conversou sobre como a leitura e a literatura me trouxeram aquilo que o currículo escolar sozinho não dá conta, mas dá o encaminhamento, a abertura a completar isso. Foi necessário que eu tivesse, assim, possibilidades e condições de ir atrás, me buscar e tudo mais, e fazendo as ligações entre as coisas, né?
A cabeça cabe ao aluno, e o professor é o aluno, no caso eu, como aluno, mesmo que fui fazendo as conexões entre as coisas e achando o meu caminho nessas conexões, meus outros colegas, cada um com suas ações, puderam fazer o que acharam pertinente para a satisfação da vida deles, né? Bom, então quem estava falando para você, conversando sobre o Júlio Verne? Júlio Verne, a obra dele.
. . vou mostrar para você aqui, já tenho seguido ele aqui.
Esse é um dos livros que eu sei que fala algo sobre ele, é todo em francês, né? "Viagens extraordinárias" é o título, e ele fala "Viagens extraordinárias aos vivos conhecidos e desconhecidos". Vou mostrar para você o que está escrito.
E, hoje, eu vou achar. . .
eu achei isso, pedi mais um tempo. Então, a viagem a mundos conhecidos, por exemplo, à África, e desconhecidos, no caso, foi à Lua, foi ao fundo do mar, né? E o que é importante nesse trabalho dele que me chamou a atenção?
Bom, vai lá, a aventura do descobrimento. Descobrir é sempre uma aventura. Então, eu, como professora, hoje, procuro fazer com que meus alunos gostem e queiram participar dessa aventura de descobrir, ao invés de dar o meio pronto já para eles, né?
Então, a aventura do descobrimento é de informações novas, que é a tecnologia na obra dele, é sabidamente um ponto marcante no trabalho de José. E uma outra coisa que poucas pessoas já tentaram é isso, mas ela existe: a cada dez ou doze páginas das edições extraordinárias, ele tinha uma ilustração, em qual a questão de licitação é que ele queria ficar perto do desenhista, para ele poder dizer como é que tinha que desenhar, porque as coisas que ele inventava só existiam na cabeça dele. Então, ele tinha um cuidado muito grande com as ilustrações, e ele disse que as pessoas ficavam lindas e aguardando a hora de chegar à ilustração para poder compreender melhor aquele mundo que ele tinha descrito aliás muito bem, com as palavras.
Sabia que o trabalho que ele perdeu foi, correto? Só que foi o editor, depois da vida dele, das obras dele, né? Porque toda a vida dele foi para um trabalho de cumplicidade.
Ora, você tem aqui a aventura, a emoção, o romance e o conhecimento. Nós temos essas duas coisas na nossa obrigação: ensinar e educar ao mesmo tempo. Isso aconteceu comigo, aprendi muito, mas muito mesmo.
Hoje, por exemplo, ele disse lá na "Viagem da Terra à Lua" que, há cem anos antes, o homem governava. Sim, ele calculou onde ficava o lugar propício para o foguete sair, que foi no paralelo 27. 11.
Depois, eles fizeram o Cabo Canaveral. No caso, como é que se sabe? A velocidade de escape que eu sei de memória até hoje: 11,2 km por segundo.
Foi o cálculo que ele fez e seria a velocidade suficiente para aquela espaçonave dele escapar da atração da gravidade nacional da Terra e entrar no espaço, sendo atraído pela gravidade da Lua. Sabe quantas coisas assim que eu fui aprendendo? E é lógico que alguns dados já são até um pouco ultrapassados, mas ele foi fazendo com isso, sabe, o balão em duas camadas, para ele poder fazer duas camadas de ar, para ele poder dirigir o balão, no caso "Cinco Semanas em um Balão", né?
E aí, o que me chamava atenção, além de tudo, claro, eram as ilustrações. E aí que eu fui ver. Esse artista francês, o Poder, eu vou várias horas.
Ele fez uma coleção de pintura e trabalhos sobre os trabalhos do Júlio Verne, sabe? E depois, juntando isso com uma outra paixão minha, que é a pintura, hoje eu estou fazendo a tradução desse livro aqui, ó, que é um volume especial que foi lançado lá em diante, no museu, dentro da casa dele. E você fala só se eu ver as imagens das obras dele.
Eu estou fazendo a tradução de dois capítulos aqui que me interessam muito para eu entender. Para este daí, depois, se for o caso, para eu completar, porque é muito interessante, sabe? A imagem de Júlio Verne, deixe, são 303 imagens, né?
E aqui ele vai contando, vai estudando cada uma das imagens. E outra coisa interessante: eu falei para você ver. Júlio Verne era autor de teatro, romance, enquanto o resto não convidou lá uma certa história, mas ele era, até a próxima.
Ele queria ver a vida fazendo peça de enterrar. O pai dele queria que ele fosse um dinheiro, aí, para ele foi. Se você ler a biografia dele, você vai ver que ele era até idolatrado.
Ele me grupo romance, embora muitas, muitas línguas dele tenham passado pelo teatro. Depois, de volta, né? Ligação das coisas, não é, Roberto?
Sim, já naquela época, o pai querendo dar coisa ao filho. Outra, eu vou amarrar outro pontinho agora, né? Eu falei para você da minha experiência lá no jornalismo.
Lá vai entender um livro chamado “A Carteira do Repórter”, que é um livro muito interessante. Não é muito famoso porque não tem toda essa tecnologia que as pessoas deixaram famosos, mas só fazendo a reportagem para mandar para o jornal dele. E tem toda uma história lá, mas o que importa é que, em quase todas as histórias da Chevrolet, muitas delas, o jornalismo no meio, jornalismo científico, começa com jornalismo e termina com jornalismo, sabe?
Então eu fui perceber que esse meu gosto pelo jornalismo se casava muito bem com essas histórias dos descobrimentos, das navegações, das conquistas todas, do colonialismo, né? Que a gente vivia também. As partes negativas dele passaram pelo jornalismo, pelo telejornalismo.
Por exemplo, o dono do New Yorker patrocinou as viagens para o Polo Norte para descobrir a passagem noroeste. Aí, buscar o doutor Livingstone na África quando ele foi descobrir, tentar descobrir as nascentes do rio Nilo, sabe? Todo voltado para o.
. . Eu passei tática vai para baixo, foram cobertas com jornalistas no meio.
As viagens do Napoleão tem desenhistas e uma equipe do reino, que não era um desenhista muito bom da corte lá. O Napoleão levou uma comitiva de lá, desse tipo de salgado, para desenhar. Elas que, 23 ou 24 na salada, não.
Eu não consegui comprar o livro dele lá na Marisa, mas eles desenharam tudo. Foi o Napoleão com esses desenhos e com toda sua curiosidade, perdendo a guerra lá, não tá? No Egito, que ele foi derrotado, né?
Ele trouxe, inaugurou a egiptologia. E foi a partir dele, quando trouxe a Pedra de Roseta. E na uroginecologia e na nossa campo, desse trabalho que a linguística trouxe, a pedra, que eu também, início para a decifração de todo aquele Oriente, quando Champollion foi decifrar a pedra, né?
E os inscritos lá, e aí descobriu seus tipos de ler, óbvio, né? Então, você vê a importância dessa ligação entre as coisas, entre as viagens, né? Importância da literatura, né?
E ele, muitos livros hoje de reportagem, sabe? Que reportagem investigativa e científica, porque é muito interessante você ver as notícias, os fatos de uma época contados por outro lado, né? Não pelo calor da notícia do dia a dia, mas de um jornalista investigativo que fala um pouco mais a fundo, sabe?
É muito interessante! Isso aí mudou, enriqueceu os jornais da época, o mundo também. A história da ciência é nosso, que fazemos pesquisa, só misturar um pouco a história da ciência, a gente vai percebendo que muito dela foi moldado por um ideal burguês passado pelos jornais, sabe?
Tem toda uma coisa bacana. Aí, o Júlio Verne, voltando àquela história, ele, "Viagem Extraordinária para Mundos Conhecidos e Desconhecidos", qual era nosso mundo desconhecido? É quando foi criada a internet, o hipertexto, em 1969, né?
E, na década de 60, a internet, 10, 15 anos depois. Mas o que era desconhecido? Esse mundo virtual, o chamado "O Chamado da Selva", Jack London, né?
O chamado da selva para você, para mim, pelo menos, ir atrás de tudo isso, sabe, Roberto? Ei, e me envolver com a internet, já que eu tinha meu pai que lidava com tecnologia e com a autoaprendizagem, tudo mais, era quase imediato. Aí, nesse meio tempo, eu fiz um curso também de desenho pelo IUB, Instituto Universal Brasileiro, né?
Mas quer ver os quadris, diz que ela ficar sua distância da época em educação a distância. Eu fiz. E o que vou mostrar para você agora é outra coisa velha, mas tem a ver com a escola.
Tá vendo esse livro aqui? Vou mostrar para vocês: "Português", nessa filho, e Maria Helena Marques. Olha que eu trouxe esse livro de Sorocaba para cá na mala e comprei.
E os outros três que completam os quatro, porque esse livro marcou a minha vida na parte da literatura, na parte da ilustração. E, se você observar com calma meus desenhos, quando você vai ver que tem muito a ver com os trabalhos que estão colocados aqui, porque eram trabalhos maravilhosos, né? Cada tema tem uma ilustração e eu muito diferente, muito diferente daquilo que se via na época, na ilustração.
Era uma arte gráfica de primeiríssima qualidade. A gramática, ideia normal, aqui, vou, sistema ainda é um pouquinho, vamos dizer assim, da época mesmo, né? Mas a qualidade do livro, da vida, os corações das pessoas me fez comprar os quatro esses dias.
Para que eu possa estudar as ilustrações. E eu pego ainda hoje livros que estão citados aqui, pequenos trechos, e eu compro para ler, que na época não deu para, por exemplo, tem um autor aí chamado Luiz Jardim, que é daqui de Pernambuco, um excelente escritor de histórias infantis e histórias adultas, né? Ele.
. . Nos, para quase todas as obras do pessoal do ciclo da cana-de-açúcar por aqui, naquela época da literatura deste ciclo, e as pessoas podem não saber dele, mas qual é o nome dele mesmo?
No Jardim São Luís, Jardim São Paulo, jardim da parte dele de literatura infantil? Sim, tem coisas, mas ele tem ali, tem a adulta também, tem maravilhosa. Tem maravilhosa.
Tem os livros que eu consegui comprar aqui e as ilustrações que ele fazia a bico de pena. E aí você vai ver que as coisas vão se juntando, né? E quem me deu essas dicas aí foi o Roberto.
Esse livro aqui, vê que legal! Tá bom, que ela só quer dizer a descobrir porque eu fui fazer mestrado e doutorado e achei nas melhores bibliotecas do mundo. Não, eu achei no livro "Domício Proença Filho" da Maria Helena Marques.
Você acredita numa coisa dessa? E o outro também chamado "Português Fundamental". Eu não podendo trazer aqui, eu arranquei as folhas e foi trazendo aos poucos.
Ei, tem um texto aqui que até hoje chama-se "Temporal". É um pedacinho do "Maria Perigosa" da No Jardim, e até hoje, em relevo, quando chove, porque uma coisa. .
. Quando eu li isso, eu quero, ela era criança lá na Escola "Português Fundamental". Que até hoje eu fico encantado com essa descrição do temporal, sabe?
E comprei os livros para poder, sabe? Então, você vê como é que a educação que ela tem ecoa! E os alunos perguntam mais, e o que é uma aula, né?
Professor, pega uma aula, é aquele que fica dentro da gente depois que o professor sai. Buscando festa, escola, eu tô tendo aulas, algumas aulas até hoje, sabe, com esses autores, com essas pessoas, desses assuntos. Não acaba nunca, as minhas aulas não acabarão nunca.
Então, essa é a trajetória da escola, né? Então, só para terminar essa partezinha, Roberto, quando chegou na época de fazer ensino médio, tive que ir para o Liceu, porque eu tinha que ser mão de obra para a industrialização que estava sendo aberta no tempo do governo militar e não tinha dinheiro para pagar a faculdade, que também não tinha faculdade, né? As faculdades começaram a ressurgir, você vai lembrar bem, na década de 90, quando a linhaça da Fundação de uma Ilha foi fazendo no seu processo para chegar em universidade.
Foi nesse período, e depois nas universidades públicas, na década de 2000. Um pouco antes era FHC, depois era o Lula, né, que abriu o espaço. E ele tá a OAB, Universidade Aberta do Brasil, que você lembra que nós participamos ativamente, né, pela UNISO, com reuniões lá em Brasília, etc.
Então, nesse meio tempo, né, que a minha educação foi moldada, mas eu não conseguia me afastar de algumas coisas que eu sempre gostei. Por exemplo, fui trabalhar na Fábrica de Aço Paulista, na área de exportação, e fui aprender inglês particular. Eu tive a mesa de vida, pode encher de ervas e palavras em inglês, porque eu trabalhava com exportação.
Aí, quando fui fazer Letras, eu ia. . .
Eu me dava bem, Letras, o ingresso, porque já tinha, por iniciativa própria, feito um estudo muito bom. E aí, o que aconteceu? Eu tive que ficar jogando esse jogo de trabalhador de ensino médio por 10 anos porque eu não podia fazer faculdade.
Aí, uma época, eu tava triste porque eu estava incompleto. Eu resolvi que sairia da fábrica onde eu ganhava muito bem e fui ficar um ano só fazendo pintura. Aí, desenvolvi uma técnica para fazer telas de pintura e vendi para uma porção de gente.
A Ida Santoro, por exemplo, comprava minhas telas, e não consegui vender para nossa amiga em comum, a Raquel, tá? Na Morelli, porque ela morava um pouco longe. Eu não tive condições de fazer a visita, conversei com ela, mas acabei não indo.
Mas eu vendia para o Vemos, uma porção de pessoas que faziam pintura na época. Estudava pintura aos finais de semana na casa de alguns pintores, né, pra olhar com o autor Oberanger, né, com José Correia. Eu ficava estudando pintura porque era uma paixão minha também, né?
Você estudou com eles? O CTB, aula com ele, o Heitor Beranger, ia todo sábado na casa dele. O Zezé, não, ele não dava aula, ele tinha um ateliê de pintura, de placas e faixas para a rua, né?
Mas eu estudava as obras dele no museu, lá, já Frioli, sabe? Lá, no Museu da Zoológico, né? Temos, eu junto, né?
E só que não empaquei nessa área, sabe? Nem pra quem não, porque é muito difícil. E eu não queria dizer com carência financeira, mas é que eu já tinha passado uma boa nessa parte da vida.
Então, aí, então, saí da fábrica, fui ser pintor, voltei pra trabalhar na Rios, e lá eu fiz um trato comigo mesmo. E aí, para minha esposa, falei: "Vou fazer o curso de Letras, e assim que eu terminar Letras, eu vou ser professor. " Qualquer um plano que, como professora, teria um pouco mais de tempo entre uma aula e outra, entre um dia que dá aula e um dia que não dá, pra fazer pintura e escrever.
E foi o que eu fiz, né? Só que, por outro lado, a ideia de estudar e conhecer também tava junto com isso, né? A ciência da tecnologia em tempo.
. . e fazer o mestrado.
A UNISO, eu fico amigo. Vai fazer mestrado porque eu estava dando ao novo objetivo. Assim que eu saí da faculdade de Letras, eu fiz uma lista de todas as escolas na nossa região e fui de uma coluna e moto fazer cadastro.
Naquele tempo, era assim que se fazia, né? E o que aconteceu? Fiz uma inscrição no.
. . O objetivo da aula de inglês é pedir para fazer um teste.
Eu fui aprovado até, se é, e comecei a. . .
mas ela era muito, muito inexperiente. Ela vai se informar. Aí eu falei com o Luiz, né?
Esse castanho, gente, que início lá. Eu tenho uma gratidão imensa por ele. Foi assim: "Você vai ver, mandar embora depois nós", porque está falando, né?
Porque o meio e volta aqui é ruim, né? Não, não vou te mandar. Você não vai mandar embora.
Eu vou fazer inscrição em uma pós-graduação em São Paulo, mas eu não quero começar e parar. Não pode ficar. Aí eu fiz um lá para o Senso na época e depois eu trouxe lá para o Senso para a Unisa, quando eu passei a Paula.
Não nisso, né? Para seu modelo, para lá faz tempo. .
. várias edições lá desse Senso que eu tinha usado com esse lado para você pode terminar de Santana, em São Paulo, Santana. Lá em Santana, dia mais.
. . qual que é o nome do curso?
Era "Gramática da Língua Inglesa". Bom, ela tudo que se ensinava lá no cursinho, né? Que eu dava aula no cursinho, ela passava.
É isso aí na vestibular daquela época, né? Anos 90. Aí sabe, Roberto, a Objetivo queria entrar no ramo da faculdade da esse nordestino.
Por que ele queria entrar na minha ideia? Imagine, recebia os bons alunos, ótimos, e a luz. .
. e nascia a mente bem também, além dos muito bons, principalmente Getúlio Vargas e um para lá, no bolsa de estudo, só que eles ficavam três anos. Às vezes faziam só o cursinho.
Isso que depois ia estudar nas públicas. Com ela, espera aí, se eu mandar uma boa universidade, eu tô aqui interpretando como foi na época, que eu achei que foi. .
. o que eu faço? Esses alunos saem daqui, continuam aqui mesmo, dinheiro voltando para o mesmo investimento, para nossa qualidade, tá?
Então, eles fizeram um teste de abrir um Instituto Superior de Ensino lá no clima, né? Me perdoe se a interpretação minha tiver sendo errada, mas foi uma coisa lógica e bem pensada. Se foi isso mesmo, e precisava de professores para dar aula na faculdade de Processamento de Dados, aí tinha bons para pessoas de matemática, né?
E de inglês, eu era a única que tinha pós-graduação. Aí eu fui passada para a faculdade. Quando eu passei para a faculdade, eu cheguei e falei para o Luiz: "Luiz, você sabe que precisa do mestrado, né, para ficar melhor na faculdade?
Você não paga metade para mim, que não estava lá na PUC? " Ele falou: "Eu pago. " Sabe, foi muito bacana.
Aí eu conheci o Robson, que você conhece da Unisa também, professor Robson lá da Informática. Eles eram um luxo, aí só reconhecido e conhecer o Jiu mais de perto também. Pedi, dava aula no ensino.
. . nesse novo, não, não, não, não, não.
Ensino médio? No ano fundamental, o Robertinho, Roberto Gil, Roberto, e ele passou para a graduação também. Aí os dois, mas se não me engano, foi mais ele e o Robson que abriram o curso de Informática lá, não, nisso, né?
E hoje, eu favor, dele falou de mim para ele e ele me chamou para uma entrevista. Foi assim que eu passei para a faculdade do Objetivo, para trabalhar também na Uniso. O que foi?
Aí que o início do Objetivo deu certo, a ideia dele tirar essa faculdade que era um embrião, mas é praticamente um tubo de ensaio e fizeram a Unip lá em cima, né? É onde eu fui trabalhar por vários anos também, sabe? E aí que acabou dando o riso com duas horas aula de inglês instrumental para curso de Informática.
Daí foi que dei aula de inglês um bom tempo lá. A nossa família, Virgínia, né? Nem ajudava muito nas aulas de língua.
. . essas coisas.
Eu queria estudar um pouco, tem a fazer. . .
a nossa, amiga Virgínia Abissínia Ferrarezi, é a França Pinto. Ah, eu e a Selena Gomez, sim, vou fazer o mestrado. Aí eu fui e pedi à Celina para fazer mestrado em Língua Portuguesa lá na PUC e ela me incentivou muito.
Aí eu fui lá e pedi a outra metade do pagamento da PUC, pedi para a Fundação Dom Aguirre e também aceitou. Então, cada um deu metade para mim, então a Fundação Dog pagou metade do mestrado de você, mestre, na que não tinha, né? Mestrado na PUC.
E no segundo semestre já tinha. . .
eu ganhei bolsa, eu fiz um projeto que foi aprovado. Aí eu fui lá agradecer ao Luiz, agradeci à fundação e suspendi o recebimento da bolsa, porque agora já tinha, né? A bolsa da CNPq.
O CNPq. Aí terminei o mestrado assim. .
. bom. E então, você vê como é que foi nesse tempo que eu.
. . depois a Adina se aposentou, né?
E eu acabei ficando com as aulas de Linguística dela e deixei as aulas de inglês. Não sei. .
. e com as aulas de Linguística, tinha terminado o mestrado. E 98 foi que eu comecei em dez anos a estudar Tecnologia na Educação, porque eu tinha observado na estrada que era aí que as coisas iriam, né?
Para esse caminho. Não fiquei na educação, não. Fiquei aí na Linguística e depois de dez anos, quando eu tinha esgotado as minhas ideias lá no Cef, né?
Até porque eu precisava assinar algumas coisas, não era doutor, certo? Era o Centro de Educação e Tecnologia, né? O setor da Uniso que cuidava das questões de Tecnologia e Educação, né?
Formação de professores. Eu vou falar um pouquinho mais que eu. .
. certo, daqui a pouquinho só. E aí que eu comecei a desenvolver as pesquisas em Linguística.
Em dez anos é que eu fui fazer o doutorado, porque foi aí que eu senti falta de um conhecimento mais profundo sobre uma coisa que eu não sabia. Que era linguagem? A tecnologia?
Eu quero uma área que não existia; eram áreas distintas: linguagens, a linguagem, tecnologia, a tecnologia, né? Aí, depois que mudamos para linguagens, eu comecei a entrar na área de televisão, lá com o nosso laboratório comandado pelo Fernando Negrão, e eu era super bem-recebido. Você se lembra de quanta coisa nós fizemos lá?
Vamos ajudar outras linguagens, né, televisivas, né? E assim foi juntando tudo isso, porque os tempos foram permitindo e temos as condições para fazer essas coisas já, né? Então, ela e não lembram, sempre recebeu muito bem, né?
Nossa, ele é uma graça, o nosso, né? Aí, então, é que vieram Roberto. Deixa eu mostrar aqui pra você, mencionou; vou mostrar aqui.
Aí, eu fiz a minha tese e publiquei esse livro, né? Isso é "Hipertensos Multimodais: Leitura e Escrita na Era Digital". Porque em 91, 2006/2007, esse aqui é 2010, eu acho que a minha peça, depois 2008, essa aqui é 2010.
A gente já sustentava, né, já tinha evidências de que o mundo ia para o mundo digital. A escrita é tudo, né? Eu até dizia que o pessoal falava: "Olha, gente, a câmera digital vai ser a próxima caneta".
O pessoal aí, esse livro, fez um sucesso, e a Ex me chamou para fazer esse livro aqui: "Hiptexto no Cotidiano Escolar" em 2011. Aí, junto com aquela linha de pesquisa da pós-graduação do mestrado aqui, é cotidiano escolar. Então, acabei sendo aceito também lá pelas colegas da pós-graduação para trabalhar com linguagem e tecnologia, ainda que não fosse específico lá, porque eles percebiam que estava numa emergência, né, o tema.
E eu tinha muito peso entrando nessa área, porque eles saíram da graduação, gente mais jovem, e iriam fazer área de tecnologia lá no curso de Letras. Você deve se lembrar que a gente conseguiu produzir a disciplina de Didática para Multimídia, né? Ele fica depois, tecnologias tudo lá.
Eu usei, me ver essas aulas todas lá no curso de Letras, né? Agora, recentemente, acho que foi no passado ou para o retrasado, em 2018, publiquei esse daqui, que é "Hipertexto Revisitado", e não teve muita coisa que ela fez, né? Se fosse, a peça que nós… aí as caras também foi eu que fiz.
Oi, aqui é esse pedaço, e aqui tem uma atualização de muitas coisas que eu desenvolvi dez anos atrás, né? E esse daí do "Hipertensão Revisitado", que ano que foi mesmo? 2018, não sei.
Pertinho da jogada. Aí, Roberto, que é o que está chegando agora, no 2020, para a gente encerrar assim, no meio do caminho, né? Ah, ah, não, mas agora, se você vai entrar em 2020 já, então vamos dar uma pequena pausa de novo nesse pedacinho aí, tá bom?
E depois da, pode falar, é menina, tudo que a gente lê e sente. Eu fiz esse livro, "Palavra Antiga", que você já tinha mostrado, e você observa aqui que aqui, aqui ó, é um vaso de flores da minha mãe, clica, que não tem aquela beleza das cores do traço daquela palavra. Ele é muito.
. . mas esse é meu estilo mais assim, expressionista.
E eu aproveitei para fazer a capa do livro e umas ilustrações aqui internas que você já falou. Esse daqui é um quadro a óleo também, tinha feito com vocês aqui, como eu. .
. tem mais espírito, mais espesso, mista mesmo, né? Que amanhã você fazia desaparecer.
E aí, eu aqui, editei a todos os malucos do pedaço, né? E sempre me fizeram a cabeça, né? E começa com Murilo Rubião, Edgar Allan Poe, Algenon Blackwood e manter.
. . e você mostra, mostra Sorocaba aí, direto, né?
Pois é, exatamente, né? Sorocaba é. .
. e eu agradeço demais, inclusive você, né, por. .
. e lhe deu um encontro daqui, né? Baby, esse livro está no YouTube, inclusive, que você leu para nós lá, porque não pude estar no lançamento, né?
Ele, por 12, na verdade, né? Não foi dois. E eu gosto muito daqui, fiz uma homenagem também a alguns colegas nossos lá, né?
O Roberto, tá me dando um Camargo, o Paulo Edson, né? Esse é uma pessoa fantástica. Acho que são todas assim, né?
Se gostou desse mundo ainda. E para terminar, quando eu comecei a fazer essa contação de histórias minhas, aí para entender quem eu era, né? Eu escrevi esse.
. . e o nosso amigo, grande amigo, lindo demais, ele.
. . o festival, professor Percival, lembra?
Principal, com certeza. Nada pelo Guimarães Rosa. Aí ele gostava muito de dar uma aula sobre Sorôco, sua mãe, sua irmã.
E aí, eu. . .
do primeiro as histórias, aí eu peguei e falei: "Vou escrever um livro sobre Sebastião, meu avô, pai da minha mãe". Entendeu? Meu avô não tinha todas picadas, e cada vez que levava o celular para gravar, minha mãe contava uma história diferente.
Eu passei a inventar as histórias, ficou meio histórias extraordinárias. Ah, vou fazer uma segunda. .
. eles são dele agora, sabe? Coloquei essas coisinhas aqui, envelope, que tinha lá em casa.
Meu pai deixava recados, né, como é que era o meu avô. Não escrevi, mas ele pedia para uma menina da igreja, vai escrever. E aqui tem um CD com todas as modas de viola.
E antes era profano, falava de e outras coisas que depois que ele ficou, essa cara de. . .
essa cara aqui, deixa de se começar de profeta. Ele só podia cantar uma moda de viola religiosa. Um grito que você sabe, com gênero religioso, ficou muito engraçado.
Aqui, com vivo interesse, aqui para fechar com o Estadão. Eu não conhecia o nosso querido Benê Cleto pessoalmente, né? Mas ele foi professor lá, né, é de Itapetininga.
Mas a gente pode fazer uma homenagem a ele no concurso literário. Você deve se lembrar quando eu cuidava do concurso literário lá na Unisa, só que ele faleceu naquele ano do concurso. Não poder comparecer.
Não sei se você se lembra de entender sobre ele, o coletivo nas informações, os outros pontos dele. Quis ilustrações para o livro todo, e agora dá para ser publicada. Até já tinha falado isso com você, mas já tá em atualização; uma parte da família já está em fase de edição com outra pessoa generosa, que eu gosto muito, que é o Geraldo Bonadio.
Sabe, Regina Sueli, que tá fazendo a edição final para nós, né? E então, homenagear o Benê Cleto, do Estadão, a língua portuguesa, a literatura sorocabana com esse livro aí, sabe? Muito legal isso!
Eu acho que, assim, se passado, essa é a raça. Encerro aqui, né? Porque não tem jeito.
Mas com certeza tem muita história para se contar. Passar por grande, nossa, é uma delícia! Então, vamos dar uma pequena pausa e depois nós passamos para o período.
Tá bom? Tá certo? Até já para todos vocês que estão vendo.
Daqui a pouco nós voltamos com o próximo. Um forte abraço! Até já!
Duas semanas! Até!