noite olá bem-vindos a nossa [Música] Live meu nome é Roseane eu sou da trauma Clinic Sou psicóloga psicoterapeuta MDR não sei se alguém eh se tem alguém que sabe o que significa que é uma abordagem que trata trauma que é maravilhosa vocês vão estar eh conhecendo um pouco mais e eu quero dar boas-vindas a vocês gente muita gente participando D daqui a pouquinho ela vai entrar ela só tá se preparando que legal gente olha só convida lá seus amigos para vir participar com a gente manda o link para todos vocês não podem perder é muito
importante a gente tá sabendo como o trauma ele impacta as nossas vidas como ele nos paralisa tem gente conhecida aqui tô vendo Danilo Oi Danilo dá um tchauzinho pro pessoal Danilo faz parte da nossa equipe da trauma Clinic dá um oi Danilo Oi gente boa noite uma satisfação tá aqui com tanta gente bonita uma alegria fazer parte dessa equipe a gente tá junto da Dra Esli mais uma vez aí para escutar tudo que ela tem para nos dizer então assim uma satisfação viu R tá aqui com todo mundo ai obrigada você é 10 como toda
nossa equipe né A minha equipe toda é 10 Olha lá chegando gente boa noite D tem gente boa noite de todo lugar vamos ver de onde são gente vai escrevendo aqui no chat De onde vocês são Olha tem gente [Música] conhecida olha Rio de Janeiro Cascavel Rondônia Brasília Salvador Angola Olha só Florianópolis tem ang isso Vitória Florianópolis Canoas Campo Grande São Paulo Porto Alegre Olha só Londrina Recife cascas Portugal que maravilha olha estamos lá do outro lado do oceano Belo Horizonte Olha só D le Guar gente que maravilha olha Estamos chegando a 72 pessoas Vamos
lá gente vamos chamar o pessoal para vir participar dessa Live a gente precisa entender por como o trauma paralisa as nossas vidas não é d É isso aí BR bris bris uau BR bris Austrália isso hein acho que Austa Austrália Nossa nós tá muito chique Alguém aí tá acordando para vir ver a gente é Sarzedo Minas oh bem-vindo Dráusio tá acordado aí né Aí não mas agora já é de dia né Eu acho lá lá já é de dia nós tá indo pra noite é Vitória de onde mais gente olha nossa o nosso link é
live. traumaclinic pcom.br para vocês enviar enviarem pro pessoal tá seus amigos para estar aqui junto com a gente tem gente de Patos de Minas William bem-vindo então gente para não demorar mais eu já vou passar a palavra pra D Esli Carvalho porque ela tem um recado muito importante né Para dar pra gente para essa Live de hoje então vocês aproveitem bastante escute o que ela tem a tá joia e a gente vai se falando no decorrer da Live temos promoção também tá bom até lá muito obrigada muito obrigada mesmo tô muito contente de ver tanto
gente aqui que emoção coisa linda gente eu tô me recuperando de covid então tem hora que a voz não tá no normal não tá no Ideal vocês me desculpem mas eu vou fazer o melhor que eu posso Graças a Deus não ando tcnd e tô negativo mas eu levei duas semanas de cama com essa Bendita praga aí que às vezes pega a gente né E realmente eu tô contente de poder conversar com vocês sobre um tema que para mim é super importante é um tema que eu amo de paixão né que realmente assim é um
tema importante eu acho Ah que a gente entenda deixa eu contar um pouquinho da história e aí a gente vai ver o que que é que tá envolvido nessa questão de trauma né então eu em março em março completou 50 anos que eu botei meu pezinho no primeiro dia de aula para começar a estudar psicologia então né a gente nem sempre conta assim a idade da gente mas eu Eu tenho 50 anos de profissão porque eu comecei a trabalhar no segundo semestre da faculdade assim em algumas áreas afins e eu confesso que na faculdade a
gente não estudou nada disso né a gente sabia que era ruim que era difícil era complicado negócio de trauma mas ninguém tinha assim um uma solução diga-se de passagem que eu estudei em Porto Alegre que eu fui da segunda turma da urgs quando a urgs abriu a turma de formação na facudade lá lá emem Porto Alegre e nessa época especialmente tinha muitas muito poucas alternativas em termos de abordagens quase todo mundo no sul era e ainda continua em grande parte assim psicanalista né então a a psicanálise que era a grande né ququ lucho dessa época
e assim como do Uruguai da Argentina e a gente também se beneficiou em grande parte também do durante a década de 80 que muitos argentinos e uruguaios mas especialmente argentinos vieram para pro Brasil né e foram Nossa supervisores e a gente aprendeu muita coisa com eles também na medida em que foram fugindo de situações delicadas que eles estavam enfrentando então muito do que Nós aprendemos nessa época era pela influência da psicanálise né e fazia com que todos os problemas as dificuldades traumáticas fossem compreendida a a gente não sou Craque de psicanálise tô dizendo assim a
minha experiência né mas que muita coisa desses problemas eram vinham de desejos inconscientes dos pacientes né a dentro de toda aquela coisa mais freudiana né em relação a isso inclusive por exemplo abuso sexual muitos anos depois né ou mais recentemente na verdade a gente soube que realmente Freud entendia no começo do seu trabalho que havia Realmente esse esse livro de abuso sexual infantil um dos casos que ele atendia Mas como ele quase morreu de fome na medida em que ele começou a falar disso ele reescreveu a teoria né e começou a pensar que poderia ser
um desejo inconsciente então foi foi assim que eu fui formada né sempre muito interessada na metade do meu curso eu vim para Brasília e aqui eu descobri o psicodrama que eu amo de paixão até hoje e E que nos dava mais ferramentas inclusive para tratar situações dolorosas difíceis lembranças assim tinha um começo meio e fim gostava muito realmente de como isso se estruturava e que não fosse só verbal né eu tinha tinha uns grilos assim com terapia só verbal gente a gente não é só fala né a gente é um corpo a gente tem emoção
a gente pensa então eu achei maravilhoso então antes mesmo de me formar na faculdade eu já estava da formação em psicodrama gente eu sou tão apaixonada por psicodrama que me tirar me desviar de um caminho pro outro assim era a coisa mais impossível eu acho que da face da terra e então eu estudei terapia familiar estudei análise transacional estudei muitas outras coisas não fiz formações mas estudava Lia muito e nada me convenu o suficiente para deixar o psicodrama até um Bendito dia em 1995 quando meu marido nessas alturas eu tinha voltado a me casar e
me casei com um um canadense e nós estamos celebrando 34 anos de de casados agora esses dias e E aí a gente foi parar nos Estados Unidos e lá nos Estados Unidos tava um negócio me incomodando eu disse ah mas tem hã a gente tem um um um plano né da empresa que você pode aceder algumas sessões gratuitamente então lá fui eu e expliquei lá pra psicóloga o que que tava me acontecendo ela disse hum interessante eu acho que você tem indicação para fazer uma sessão de terapia emdr Gente eu nunca tinha ouvido falar um
negócio desse não aí ela me explicou um pouquinho né eu sempre conto essa história assim gente mexe o olhinho e Sara de trauma Ah não Conta outra gente olha eu já achava que eu tinha visto de tudo com psicodrama mais essa daqui mas mas eu comecei a ver os negócios ela me deu coisas para ler e teve sentido eu disse bom então Vamos experimentar né que mal não vai me fazer quem sabe me ajuda e realmente eu saí tão impressionada da minha primeira sessão que eu resolvi fazer a formação para me tornar terapeuta de MDR
Por que que isso foi importante porque foi na minha na minha formação de MDR que eu conheci a Dra francin chapiro em 1997 e ela falou uma coisa sobre trauma que eu nunca esqueci e que passou a dirigir em grande parte a minha forma de perceber trauma Então ela dizia com todas as letras né de que a base de toda a psicopatologia era o trauma e eu assim no começo dizer não mas mas aí eu comecei a pensar borderline bipolar isso aquilo não sei que mais os diagnósticos que eu tava mais acostumada assim como conhecia
e pensei é verdade né Quantas coisas assim tem como base né como início como né disparadores Essas experiências difíceis dolorosas na infância e e aquilo fez um clique na minha cabeça que eu pensei agora tô entendendo como é que a gente vai ter que realmente repensar toda essa questão de como tratar trauma como tratar lembranças dolorosas e quando eu falo de trauma não é de trauma né Astra o acidente de carro com morte não eu tô falando assim qualquer lembrança difícil que o cérebro não tá conseguindo reprocessar então tem coisas assim que são crônicas no
dia a dia que às vezes são mais H daninas do que realmente uma experiência ah traumática definida da forma mais tradicional então ela falou tudo isso e eu pensei Então a gente tem que entender muito mais de trauma do que eu entendo porque eu não entendo isso tudo mesmo né então vou ter que a Ender ah sobre isso e no decorrer da formação Ela explicou algumas coisas outras coisas eu fui lendo foi estudando fui aprendendo e ela falava assim que ela tinha desenvolvido uma teoria de que as lembranças ah são informações neuroquímicas né então assim
a gente tem uma informação que vai pro nosso cérebro Vivi uma experiência tive essa experiência e agora eu tô processando isso especialmente de noite enquanto eu tô dormindo né E que isso é uma informação neuroquímica né a nível cerebral que contém a experiência né mas ela dizia também que existiam partes ela chamava assim de congeladas né partes que estão dissociadas ou que não estão se se comunicando com outras redes neuronais por exemplo tem experiências que em geral acabam acontecendo e vão sendo arquivadas muito mais no nosso hemisfério direito mas a fala fica no hemisfério esquerdo
e quando esses dois não conversam a gente não tem o recurso da fala para atribuir um sentido um significado para aquilo que eu sinto que eu percebo que meu corpo me diz mas que eu não tenho palavras para explicar né então ela falava muito esse negócio de de de associado e dizia que a o trauma é a sequela de vivências de perigo da sensação de perigo que a gente vive seja um perigo real ou seja um perigo percebido né porque muitas vezes realmente o perigo ou não aconteceu ou não era do jeito que eu tava
imaginando mas que eu percebi como perigoso e aquilo me afligiu e né me me tocou Então essas experiências que não são bem reprocessadas como ela dizia elas ficam Presas no nosso cérebro neurobiological eles ficam dentro dessas redes né e ficam isoladas da parte do cérebro onde a gente poderia estar processando então um exemplo que ela deu nessa aula foi que muitas vezes os pesadelos são tentativas frustradas do nosso cérebro tentar resolver alguma coisa e a gente acorda porque o conteúdo ansiogênico é tão grande é tão alto que eu não dou conta de continuar dormindo o
pessadelo me acorda e eu fico né assustada com o tempo eu comecei a perceber que tem muitas outras coisas que o trauma faz com a gente né uma das coisas acho que mais tocantes mais impactantes para mim é como o trauma tira a nossa capacidade de escolha então eu quero fazer certas coisas sei que aquilo que eu preciso fazer é assim assim assado e não consigo eu não faço né Então as coisas que eu tenho vontade de fazer Eu Acabo não fazendo e o que eu não quero fazer eu acabo fazendo também e eu acho
que isso em grande parte vem também dessas experiências traumáticas essas coisas que não foram processadas apropriadamente e vai tirando de nós a escolha eu não posso escolher digamos assim entre o bem e o mal entre essa opção e aquela outra opção não a experiência traumática não processada ela me obriga a a repetir conduta e muitas vezes conduta indesejada porque porque como ela não foi bem arrumada Não foi bem processada não foi metabolizada por assim dizer ou dessensibiliza eu acabo dando uma resposta inadequada as experiências que eu vou enfrentando porque eu não tenho a adequação necessária
que vem da saúde né outro aspecto muito muito clássico também são os pensamentos obsessivos pensamentos intrusivos né tipo assim ah teve um acidente de carro eu tô lá aí eu penso assim s não não vou pensar mais sobre isso vou mudar de assunto mental e daqui 15 20 minutos lá tô eu de novo pensando naquilo e São coisas que eu não consigo controlar sabe e a gente não consegue controlar é uma coisa que o cérebro faz mais além da a capacidade de realmente poder ah nortear ou controlar o outro extremo desse também são condutas de
evitação então tem coisa que eu nunca mais vou fazer né ah eu nunca mais vou andar num carro vermelho porque foi um carro vermelho que bateu no meu e não sei que mais ó e nunca mais vou naquela esquina não vou visitar mais aquele lugar porque foi aquele lugar que me aconteceu a BC cois Então tudo isso vai acontecendo e é resultado de experiências traumáticas que não foram processadas adequadamente uma das coisas eu acho que mais complicadas e mais impactantes também que nos acontece é que a nossa capacidade de aprendizagem é bloqueada a gente vê
isso muito com crianças né que daqui a pouquinho eu vou falar um pouco mais sobre essa experiência assim de aprendizagem infantil mas bloqueia a nossa capacidade de de aprender então tem gente que diz ah não consigo aprender Inglês ah matemática sempre foi um horror ah nem nem pensar em geografia ou experiências assim de de aprendizagem e quando a gente vai ver muitas vezes tomando a história né ah esse o que que aconteceu no quarto ano que você repetiu Ah esse foi o ano que meus pais se separaram uma separação horrorosa Hum sabe então de repente
assim o ano em que se sentiu burro incapaz É também um ano em que viveu uma experiência traumática né porque a separação dos Pais muitas vezes é realmente uma experiência impactante ah por melhor que seja a separação então a nossa capacidade de aprendizagem é AF e uma das outras coisas que também acontece com a gente é que a violência né a violência gera trauma e essa violência né que que gera trauma esse trauma também gera mais violência Porque como não ficou resolvido não foi cuidado não foi sarado Então aquela experiência de uma resposta inadequada imprópria
volta a aparecer e eu acabo ou sendo traumatizada pela forma em que eu não tô sabendo lidar ou procurando situações repetidamente numa tentativa de terminar né esse passo inacabado isso é uma coisa interessante né o b v que fala sobre o trauma como o passo inacabado eu queria ter matado o assaltante né mas ele tava lá com a arma apontada para mim imagina se eu vou fazer alguma coisa e às vezes a pessoa se expõe inconscientemente as situações perigosas nessa tentativa de voltar a resolver e terminar esse passo inacabado que ela não conseguiu fazer né
na primeira volta uma das coisas que as pessoas não conhecem eu acho suficientemente que a tendência é de de de achar que não é bem assim é que sem tratamento o transtorno de estresse pós-traumático ele dura toda a vida vi assim ele dura a vida inteira As pessoas dizem não mas com o tempo isso passa não não passa ele pode ir pro inconsciente ele pode ficar enterrado em outro canto Mas ele não Sara sozinho né Se eu conseguir processar aquela experiência de uma forma normal e conseguir dessensibilizar e reprocessar de forma que ela foi pro
passado tudo bem agora se eu desenvolvo esse TT esse transtorno de estresse pós-traumático ele não se resolve sozinho ele não ele não passa com o tempo e é uma doença debilitante né É uma doença debilitante tem consequências sérias impedem as pessoas de trabalhar bem de Viver Bem em família de se relacionarem bem né com o seu entorno e e às vezes inclusive né quem participa e não consegue resolver esse trauma a risca de repetir a conduta né ou do que foi feito com eles por exemplo é um abuso sexual infantil né e fazer isso com
outras pessoas depois então de repetir a conduta nessa tentativa de do Passo inacabado que a gente fala né também o trauma Se vocês pararem para pensar é a base assim de condutas violentas compulsivas de adições depressão ataques de pânico muito comum hoje em dia ah ansiedade aguda também esse é o céo da ansiedade né que são alguns dos sintomas de manifestações dos traumas que não foram bem resolvidos não foram bem Ah processados em geral quando a gente vê essas adições vê essas compulsões a gente vê também o que eu chamo de né diagnósticos duais né
porque digamos o álcool ou a bebida né ou às vezes certos tipos de comportamento ou droga é uma tentativa de medicar a dor né a parpe do coração por assim dizer E aí aquilo que começa como uma solução né um um jeito de acabar com essa dor acaba virando também um problema eu digo que o feitiço vira contra o feiticeiro então eu comecei a tomar umas pingas aí para ver se eu amenizava a minha ansiedade e lá pelas eu não consigo mais deixar bebida né Por porque eu preciso daquilo para poder medicar a minha dor
porque eu não aguento entrar em contato com o que eu vivi e aí nós temos dois problemas em vez de um só acho que um outro aspecto é o trauma psicossocial que afeta comunidades inteiras né Ah isso foi uma área assim foi um um fio né na minha vida desde ui década de 80 eu acho que foi em que eu comecei a trabalhar com certos tipos de treinamento e formação de facilitadores na recuperação emocional De traumas psicossociais tipo eu morei muito no Equador na Bolívia né E e aí a gente tá sempre exposto a terremotos
a todo tipo de de coisa assim vulcão que explode e então muitas vezes a gente estava precisando ajudar pessoas que estavam vivendo a cons e era muita gente muito disso começou eu não vou lembrar bem um ano acho foi 1980 e Picos ou antes hã quando explodiu um um vulcão em armero Uma cidadezinha povoado de umas 50 60.000 pessoas e o Nevado Ruiz que é era um uma montanha com neve em cima ele explodiu né saiu né erupcionou e saiu a lava aquela coisa toda e derreteu a neve quando derrete a neve mais a lava
mais o magma mais não sei que mais vai descendo os lados da montanha e vai arrastando levando e matando tudo queimando né tudo que estivesse na sua frente e foi uma coisa muito rápida as pessoas não tiveram tempo Acho que foi de noite inclusive assim as pessoas dormindo não tiveram tempo de fugir e procurar ajuda né outros lugares e metade da população morreu na hora né morreu na hora então teve famílias inteiras Que se perderam a as fazendas os os as pincas como se diz né as fazendas e tudo que as pessoas tinham ah às
vezes sobrevivi um ou duas pessoas na família e teve gente em Bogotá assim Recém Casado lado jovens que perderam todo mundo da família dos dois lados né do do casal assim uma coisa muito impactante não só né no no povoado né de armero mas também né no país inteiro então começaram a fazer essas intervenções por quê Porque começaram a perceber que com isso daqui esses traumas psicossociais começaram aumentar loucamente né um índice de bebida de violência de adições suicídios né homicídios as separações né casamentos coisas assim e e assim deram conta que realmente o que
causou tudo isso foi a a a inabilidade a falta de capacidade de digerir né tudo aquilo que tinha acontecido com eles com esse com esse evento né terrível então quando a gente vê essas coisas Agora nós estamos vivendo uma situação muito parecida assim em outra dimensão que são as inundações do Rio Grande do Sul que afetou o estado inteiro quase 2 milhões 2 milhões de pessoas foram afetadas 750.000 pessoas foram para Refúgio para n refúgios e abrigos né E muitos não tem para onde voltar e a gente vê todo uma comunidade extensa né extendida vivendo
uma situação em comum né e a necessidade agora depois de 3 4 meses da gente começar a fazer essas intervenções porque os primeiros dias semanas e meses é sobreviver é ajudar as pessoas é Resgate né achar as pessoas tirá-las de lá ah mas agora que as águas baixaram algumas pessoas estão conseguindo voltar para sua casa limpar e outras não TM para onde ir e outras que viveram coisas complicadas porque houve perda de vida também né viram pessoas morrer e então agora a coisa assim é como que se agora a a ficha caiu agora a ficha
caiu e é agora a hora em que a gente tá precisando né começar a ajudar as pessoas a processarem o que elas viveram né aquela coisa imediata de de ter que ver a sobrevivência acabou né mas agora tem que digerir tudo isso que foi vivido Então essas são algumas das razões né que eu fui vendo da em relação à importância da gente tratar trauma porque é um impacto social também muito grande a gente perde economicamente em termos financeiros as pessoas não conseguem trabalhar bem faltam ao trabalho adoecem e adoecem de verdade e a gente vê
muito desses sintomas de Hi vigilância não conseguem dormir tem pesadelos flashbacks evitação um monte de de de coisas assim que vão acontecendo e eu Lio um tempo atrás O o livro do B Van derc e que me impactou muito que ele dizia assim que o problema do trauma é o problema de lidar com a verdade sabe com a história real né com aquilo que realmente aconteceu né não é que assim Ah eu imaginei ou eu percebi ou eu pensei não aquilo realmente aconteceu quando o vulcão Explodiu e metade da população morreu aquilo realmente aconteceu quando
a buat quis pegou fogo teve 240 e poucas pessoas que realmente morreram né jovens maioria então a ade assim é de digerir a verdade as coisas que realmente aconteceram e esse elemento crítico que a gente tem que avaliar também é a avaliação subjetiva como é que a pessoa percebeu né e Ah entendeu o que tinha acontecido ou não chegou a acontecer também se escapou por alguma razão então às vezes a gente tem duas três pessoas que viveram experiências parecidíssima estavam juntas quem sabe mas o impacto em cada uma é diferente pela percepção que elas têm
das coisas que aconteceram e essa questão assim de se sentir impotente ameaçado não poder se escapar Esse é uma das coisas do trauma né É você tá vendo que existe um risco de aniquilamento de morte e e não tem uma saída né não tem por onde se escapar daquilo que tá chegando muitas vezes não tem pelo menos a interpretação disso tá E mesmo depois que acontece porque não conseguiu reprocessar adequadamente Então as pessoas vão evoluindo né em na piora da forma de lidar com aquilo que aconteceu uma das coisas que a gente via antigamente agora
já os anos já passaram eram Sobreviventes do do holocausto e os soldados também da segunda guerra Mundial eu sou desse tempo que a gente tinha né os pais os avós as amigas né E como eles não Falavam sobre assunto era assim pessoas que não imaginavam às vezes que seus familiares tivessem passado o que passou ou se puxassem assunto as pessoas não falavam evitavam de falar né e aquilo continuava evoluindo e e muitas vezes assim criava certos certas neuroses como a gente chamava antigamente né e as pessoas tinham inclusive dificuldade de ser mãe de ser pai
ah devido ao que eles tinham vivido e presenciado e cada pessoa vai desenvolvendo o seu jeito de poder lidar com isso né com seu mecanismo de de lidar com as lembranças difíceis né e uma das coisas assim que que eu quero ass vocês não levarem mais nada para casa leva essa expressão né que eu acho assim que nos ajuda né o trauma essas coisas que a gente tem essas reações que nós temos são reações normais a situações anormais a normal é um vulcão explodir e matar metade da população a normal até um incêndio que mata
200 pessoas a normal é uma inundação que afeta né tantos milhões de pessoas mas a reações que as pessoas têm a isso são reações normais e é importante a gente tentar normalizar isso um pouco ou bastante porque senão as pessoas começam a achar que são doidas sabe que são malucas que estão ficando loucas de pedra mesmo ou o sofrimento não passa aquilo continua como um sofrimento constante a cada dia do mesmo jeito não cede o sofrimento não não passa a coisa né fica realmente dolorido então o elemento chave nisso tudo né que a gente vai
entendendo é a capacidade que a gente tem que e falta essa capacidade nesse momento do trauma de integrar essa realidade com aquelas coisas que podem nos ajudar a processá-las as coisas ficam Presas no replay né ficam congeladas no nosso cérebro e tudo quanto é coisa que a gente vai atrás né não tem como uma solução S por quê Porque certas coisas da lembrança estão numa parte do cérebro a outras coisas estão em outra parte estão desconectadas não estão se falando e não tá havendo ah como resolver isso então muito rapidamente eu quero falar para vocês
também sobre o estudo Ace Ace é a são as letras do inglês que significa experiências adversas da Infância e e eu tenho uma apresentação sobre isso lá no YouTube Então se vocês quiserem assistir depois vocês olham aí porque vai dar quase uma hora para contar tudo mas é um estudo que mudou a paisagem né mudou a forma né da gente entender o impacto do trauma infantil na nossa vida de adultos eu li esse ah esse artigo um ano depois que eu tinha me operado tinha sido operada de de câncer de tiroide né que já faz
graças a Deus 10 anos e aí eu entendi porque que eu tinha adoecido né porque experiências da nossa infância pode nos enar no hospital aos 50 anos e eles comprovaram isso com uma amostra de 17.000 pessoas não é uma uma amostrinha assim qualquer não 17.000 pessoas eles acompanharam inicialmente 2 anos e depois foram acompanhando mais 15 anos e aí eles foram ver né que esses traumas infantis Impacto criam problemas caros de tratar porque criam doenças físicas depressão abuso de substância doenças sexualmente transmissíveis câncer doença cardíaca enfisema diabetes fibromialgia esse monte de coisa assim que a
gente não imagina que físicamente isso pode ter tido um disparador um um pontapé dis tudo tenha sido uma experiência traumática né e ele explicou muito claramente o que que isso faz com as crianças especialmente que vivem traumas e nós que tratamos as pessoas né não sei quantas de vocês são psicólogos ou psicoterapeutas ou psiquiatras né ah quando a gente vê essas coisas a gente também tem essas crianças que moram dentro de nós né esses dias aí eu caí tive que levar uns pontos na cabeça ah gente na hora de de me costurar a cabeça eu
viro criança de 6 anos pode crer que você vai ter que segurar na minha mão né eu vou chorar porque eu tenho medo da dor né e e a gente tem que tratar essas crianças que vivem dentro de nós também então tem essa apresentação lá no YouTube Eu recomendo não só assistam se vocês gostarem deixem um like lá e compartilhem com outras pessoas e aí nós temos uma confirmação né neurobiológica disso tudo que eu acho que é uma das coisas estupendas que a a francin fez foi justamente né conseguir mostrar que o trauma né Ah
está no nosso cérebro né E tem como reprocessá-las coisas mais importantes que ela desenvolveu foi essa possibilidade da gente fazer isso então tem eu tenho um outro livro chamado cure seu cérebro cure seu corpo que vai também contar um pouco sobre esse impacto das das dos traumas infantis das experiências adversas infantis e como eles impactam a nossa vida né adulta e eu quero mostrar para vocês aqui bem rapidinho não sei se vocês vão conseguir enxergar aqui [Música] o aqui vamos aqui Opa volta aqui né Essa pirâmide Porque nessa pirâmide ele ele vai mostrando o desenvolvimento
de como é que acontece esse negócio da pessoa tem uma morte precoce né então eles tem uma escala que vocês vão encontrar lá também no YouTube que vocês podem fazer pescar lá o o teste e e fazer o Sea própria versão então é de zero a 10 né 10 experiências e quanto e são experiências traumáticas diferentes foi a primeira vez que se fez um estudo né com experiências traumáticas diferentes não só um né um tipo de experiência então eles têm diferentes experiências adversas desde aquelas óbvias né se o pai e a mãe batiam um no
outro se eles tinham sido espancados né ou se tinha tido uma pessoa com depressão internação psiquiátrica suicídio né na família coisas assim sabe ou enc carcelo coisa assim então aqui vem as experências adversas E aí começam a acontecer as limitações cognitivas e emocionais e sociais em função de um cérebro que não tá conseguindo aprender matemática porque tem que processar as experiências daquilo que tá acontecendo em casa e muitas vezes eles adotam né condutas de risco tanto que podem ser assim de violência ou de droga adição de alcoolismo né como outras coisas de comer coisas que
fazem mal né esses essas condutas de risco que a pessoa vai crescendo e essas a condutas de risco acabam desembocando em doenças deficiências problemas sociais e pode levar a uma morte precoce então eles falam no estudo uma pessoa que tem quatro né experiências adversas né quando ela estuda ali e e e e é fácil de juntar uma pessoa que tenha uma pessoa digamos o pai foi alcoólico né então muito fácil juntar três ou quatro pontos numa situação familiar como essa né mas elas vão ter a probabilidade de uma doença grave na vida adulta uma pessoa
com seis ou mais pontos tem um prognóstico de morrer 20 Anos Antes em função das doenças que se desenvolvem ah devido às experiências a diversas na infância então a gente precisa realmente entender isso eu vou bem rapidamente aqui mostrar para vocês esses essas fotos aqui são da Clínica amé né do Daniel amé amé que eles cham lá ass que nem a gente fala Amém né e ess aqui são cérebros normais né inclusive ele comentou eu ouvi ele várias vezes nos Estados Unidos quando eu namorava lá mais normal controle de todos os que balou tinha da
mãe dele né que era um cérebro normal assim mas aí ele começou a fazer essas tomografias espé que ele trabalha com medicina nuclear e aí ele começou a ver que é visível né a gente pode ver não simplesmente as doenças né fisiológicas Porque elas estão ali mas que a causa disso também pode vir das experiências adversas então aqui nós estamos vendo um cérebro com depressão né essa parte aqui do cérebro ela tem que tá ligada porque a parte autônoma né que faz a gente respirar a pressão agora aqui é o nosso cérebro emocional e aqui
é o cérebro cognitivo por aqui que fica o as as como é que é a área de broca aqui a parte verbal então a gente começa a ver onde é que tá aceso e onde é que deveria tá apagado isso daqui não tinha que tá aceso desse todo desse tudo assim sabe aí nós vemos a esquizofrenia o que que faz com o cérebro né quando a gente começa a ver isso transtorno de a de Déficit de Atenção tda que todo mundo fala tanto hoje em dia né assim a gente vê as falhas né onde ou
tem um super funcionamento como é esse cérebro aqui que tá com totalmente ligado não tem silêncio nesse cérebro né E que vai criando essas falhas né em relação a isso também aí um transtorno obsessivo compulsivo olha aqui como é que tá o corpo calor desse cérebro né essa parte aqui de trás completamente calada e esses pedaços aqui tudo aí falando né cérebros com histórias de violência né a gente vê às vezes essas questões de violência doméstica familiar né a dificuldade de conseguir controlar um cérebro desses né que nas experiências não foram realmente né processadas então
são algumas coisas que eu queria mostrar rapidamente para vocês né então como é que a gente pode ajudar as pessoas a gente precisa entender que não é que elas são má necessariamente elas são traumatizadas a maior parte de nós todos temos algumas temos experiências assim ah não é uma coisa assim só meia dza de pessoas n a gente não pode desresponsabilizar as pessoas do que elas fazem né mas também não precisa ficar culpando ah são terríveis não sei mais não a gente tem que entender que essas experiências fazem com que as pessoas tenham essas respostas
e reações normais a situações anormais Mas elas precisam sará para poderem inclusive lidar né com a vida de uma forma melhor né a normal são esses acidentes violência estupro né abusos normal são as reações que as pessoas tem inclusive reações traumáticas né ó uma das coisas que a gente aprendeu eu no decorrer então desses 50 anos ah se falava fazia muito o que eles chamavam de debriefing né de fazer com que a pessoa falasse sobre o que tinha acontecido e Atualmente as pessoas dizem não ficar falando e repetindo como uma terapia de Exposição alguma coisa
assim não é saudável isso pode inclusive assim ah fazer com que aquilo fique mais fixado ainda por isso que Eu acho que eu fico tão encantadinho com com com o MDR porque é uma coisa que dá pra gente trabalhar e tratar no silêncio assim a pessoa jamais te contar com com detalhes e tudo até porque tem situações ou assim de vergonha de contar o que que aconteceu outras situações de segurança Às vezes as pessoas têm segredos de estado né Eu moro em Brasília a gente vê isso a gente vê mais ainda nos Estados Unidos com
soldados que T né missões no Brasil também os militares muitas vezes têm as suas missões seus segredos de trabalho que não podem fomentar e São coisas que acontecem também então é importante ajudar as pessoas a recuperarem a autoconfiança em si mesma né recuperar a rotina nas atividades a voltar a normalidade da sua vida no máximo possível né e administrar esses transtorn de sono Às vezes tem que dormir de luz acesa tudo bem né Às vezes precisa de medicação porque entre não dormir nada e dormir dmir com medicação dorme com medicação porque a pessoa precisa dormir
né e entender que muitas vezes as pessoas têm esses flashbacks essas coisas todas e em termos de de epidemia né Inter Mundial tem uma apresentação do Rolf Carrier que a gente vai colocar aqui o o link para vocês assistirem também tudo todos os links são de graça e ele não é psicólogo né nada mas ele vê o trauma como uma epidemia Mundial invisível que passa desapercebido né que não é suficientemente diagnosticado pessoas assim populações inteiras que ele trabalhava na ONU do Banco Mundial né e ele ficou enlouquecido quando ele conheceu o MDR que ele diz
assim pela primeira vez na história humana a gente tem condições de tratar o trauma né de uma forma efici ente que funciona que é rápido e que realmente entra pela porta cerebral neuroquímica que que consegue fazer isso e uma das coisas interessantes que a Franc chapiro desenvolveu foi justamente o fato que ela desenvolveu essa abordagem com base em evidências em estudos ah neurológicos n estudos de de neurobiologia com comprovação Então apesar de que realmente como eu digo uma forma forma muito estranha da gente sarar né mexer o olhinho e sarar mas é verdade tem alguma
coisa nesse movimento bilateral não só visual mas como tátil também ou auditivo que faz com que o cérebro tenha esse arranque e ele consegue processar e resolver o que tava acontecendo né com essa lembrança uma das coisas do do do trauma né é a sensação de que tá sempre acontecendo no presente então quando a gente consegue reprocessar é como que se a gente tirasse ele do nosso sistema lío que é o miolo do do nosso cérebro nesse sistema límbico a gente não tem a sensação de tempo é atemporal então aquele aquele acidente aquela situação tá
sempre acontecendo sempre se repetindo quando a gente consegue identificar a experiência e reprocessá-las r que me aconteceu 20 anos atrás eu passado não tem que estar me atormentando né diariamente E aí que as coisas se resolvem E isso acontece Às vezes numa questão de semanas de meses ou às vezes mesmo que que leve um ou dois anos é muito menos tempo do que a gente levaria de uma forma mais tradicional né então considerando-se hoje em dia que por baixo por baixo nós temos mais de 500 milhões de pessoas sofrendo com TP com transtorno de stresse
traumático a pós-traumático a gente precisa realmente ter ferramentas para isso e eu não vou ter muito tempo para explicar tudo não mas vocês vão receber aí já que vocês vieram ao vivo nós vamos dar aqui para vocês o link do nosso ebook sobre a terapia MDR né que significa dessensibilização e reprocessamento por meio do pelo movimento ocular né e a a gente ah já viu que esses esse essa abordagem ela é tão incrível porque hoje ela tem mais de 200 300 publicações no mundo inteiro em muitos países em línguas diferentes né comprovando a eficácia inclusive
com meta análises dos estudos foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde em 2013 né como uma abordagem eficaz eficiente para Tá calma a francinha estruturou este protocolo de uma forma que dá para fazer pesquisa e como consequência a gente tem formas Claras estatisticamente eficientes que comprovam a as evidências né ah depois foi reconhecida o MDR foi reconhecido pelo enap enap da National registry of evence Bas psychotherapy and practice que é o registro Nacional de psicoterapia com base em evidência E essas práticas então assim é o top do Top né que a gente tem em termos
de reconhecimento Ah e credibilidade né E para ir encerrando porque também não quero me alargar muito aqui eu queria deixar para vocês a uma frase que eu conhecia de uma uma nova Amiga faz um ano chamado Eva do biala polonesa ela é psiquiatra polonesa e a gente se conheceu online através de de outras pessoas também né e uma das primeiras coisas que ela me falou no nosso primeiro encontro foi assim ela polonesa trabalhando com os refugiados ucranianos com a guerra da Ucrânia com a a Rússia tudo isso que tá acontecendo lá ela diz assim se
nós não curarmos os traumas a gente nunca vai acabar com as guerras porque as guerras em grande parte são consequência dessas experiências traumáticas mal resolvidas né e que de alguma forma de outro levam a essas agressões né que levam a mais traumas mais violên e mais agressões e eu achei muito lindo então eu queria deixar para vocês aqui essa essa expressão que ela nos deixou e e o convite também se você for psicólogo psiquiatra estudante ou residente e tiver interesse de de conhecer mais Leia o nosso ebook que nós estamos ah colocando aqui nome dela
é deixa eu escrever aqui Eva dobi é que é uma letra estranha do polonês que que é o nome dela né então eles estão tratando agora também Israel com tudo o que tá acontecendo no oriente médio de um lado de outro né terapeutas Nós estamos trabalhando com com muita gente assim muitos já estão formados lá porque o Israel foi um dos primeiros países a receber a formação MDR mas agora estamos desenvolvendo também ã projetos grupais né o programa pipa né de o programa intervenção profissional na diversidade que vocês também podem encontrar aí a o link
para vocês que quiserem aprender Ah e são dois três exercícios que a gente ensina que você pode fazer muitos seguros para fazer essas intervenções inclusive na de uma formação nesses últimos meses para uma uma leva grande que se formou agora a semana passada do Rio Grande do Sul né que estão usando e implementando né a nas suas redes então nós temos essa a essa possibilidade também deixa eu ver eu acho eu acho que o link do pipa é essa daqui mas o suporte é tá o suporte sabe mais do que eu eles colocam aí para
pra gente também né então é uma formação relativamente rápida o Pipa são cinco ah aulas gravadas num total de trê horas 3 horas e pouquinho com perguntas com quizes com a questionários no final aí a gente marca a gente tem marcado né um dia que é online ao vivo um dia de 5 6 horas onde a gente faz os exercícios com vocês porque Continuo sendo muito psicodramatista a gente aprende fazendo né e faz com vocês aí vocês treinam nos seus grupinhos E daí um mês ou dois a gente dá mais duas horas de Follow de
de de consultoria de mentoria de supervisão para responder perguntas para ajudar vocês continuarem a implementar as experiências muita gente que começou pelo projeto pelo programa pipa se encantou tanto que foram fazer a formação Ah maior que aí a formação de MDR né A P de MDR Essa daí é um pouco ah mais comprida e tem mais exigências inclusive de atendimento com os pacientes né mas nosso curso da trauma Clinic foi publicado né no no na revista dos Estados Unidos no Journal of emdr Ah tem 30 anos que a revista publica artigos sobre MDR foi a
primeira vez que eles publicaram alguma coisa sobre h [Música] especificamente sobre como fazer a formação e nós temos os dados né eficientes assim também estatísticos comprovando que a formação da trauma clínic é é excepcional realmente a gente Mostra assim uma mostra o pau sabe como é que é tem reconhecimento internacional dodor Global Network ah também da ibap da associação iberoamericana de psicotrauma e e agora outra trabalho de pipa também tá sendo publicado nós fizemos a pesquisa grande na Etiópia e comprovamos com pessoas severamente traumatizadas pessoas pessoas de guerra né eles tiveram uma guerra durante dois
anos no Norte aí eles foram lá fizeram a intervenção com o projeto a pipa e com o programa pipa e puderam mostrar estatisticamente né a eficiência disso tudo então mas são algumas das coisas eu queria assim enfatizar mais do que tudo com vocês a importância de tratar trauma gente vamos aprender a tratar trauma porque a gente precisa a atender as pessoas né com a Rosângela Mendonça que eu esse ano no começo do ano vocês devem ter lido até no jornal que teve uma situação com os um policial militar aqui em Brasília que um matou um
outro depois ele se matou e e foi um assim uma tragédia realmente e a gente teve essa possibilidade de ir lá e fazer uma intervenção com os colegas porque esse que foi morto né tinha sido colega deles mais de 10 anos então era uma equipe queim né Muito integrada muito a muita liga então como pouco a pouco a gente tá conseguindo entrar em redes né do governo policiais escolas e o nosso sonho de consumo também né Eh poder entrar em caps em SUS também né E E agora tem um outro projeto com mulheres saindo de
violência doméstica que nós estamos também implementando a o pipa em breve se Deus quiser então tem tem serviço para todo mundo mais umas C 10 Vidas pelo menos então quero desafiá-las né que venham venham estudar venham trabalhar não tem que ser só com a gente mas óbvio que nós achamos que nosso trabalho é fantástico nós temos uma equipe grande estamos celebrando 20 anos né no Brasil de estarmos dando a formação tive esse privilégio sou a única brasileira que teve o privilégio de aprender MDR com a própria Dra francin chapiro que já partiu né de Saudosa
Lembrança realmente e Então queria convidá-los a participar a gente tá meio curto de de tempo eu ia deixar um tempinho para para perguntas né mas se você precisar sair por favor fique à vontade nós vamos disponibilizar a gravação dá um dia ou dois aí pra gente poder né reorganizar a a a fita e tudo e poder também adicionar os os links para vocês né olha um aqui que atendeu um grupo de escoteiros né que perderam um colega que foi atropelado na frente olha infelizmente desgraça não falta pra gente tratar o que eu acho muito bom
é que nós temos agora ferramentas para poder fazer isso de uma forma compassiva rápida eficiente realmente funciona e sem fazer as pessoas ficarem sofrendo sofrendo sofrendo sofrendo tá então é isso vou deix você rapidinho quero lembrar que hoje a gente tá morando 18 anos da Lei Maria da Penha e nesse dia a gente vai colocar aqui o link para vocês receberem um e-book saindo dessa para ajudar as mulheres que sofrem violência tá Vou colocar aqui Dres le é autora desse desse book eu sou autora Mas falar sobre ele é foi um foi um trabalho quando
eu me mudei pro Equador 1990 e logo em seguida eu fiz amizade com uma outra colega que eles tinham el conseguido uma casa do governo para poder receber né Um Abrigo né e a gostou da minha chícara digo eu sou doida com galinha de angola eu falei hoje de manhã não vou mais trabalhar só vou criar galinha só vou criar galinha da Angola gente querem dar presente legal para DL da galinha galinha de angola aí eu sei que ela tinham agora um espaço para poder contratar assistente social né ah advogadas né proteger as crianças tudo
e eu perguntei o que que vocês vão fazer em relação à coisa emocional né e e ela me olhou assim como cara de quem disse Como assim dis não porque se você não tratar e Curar as questões emocionais você só vai dar férias para elas porque elas vão voltar pra situação de violência se você não curar isso elas voltam pra situação de violência Z então o que que a gente faz então eu armei o esboço do trabalho mas elas que implementaram né para ver e durante 2 anos 2 anos e pouco elas foram trabalhando em
grupo com as mulheres foi um trabalho muito lindo muitas mulheres algumas eram analfabetas tanto é que muito do trabalho é feito com desenho cois assim e elas Descobriram que elas podiam arrumar trabalho que elas podiam sobreviver que elas podiam sustentar seus filhos que elas tinham como sair não precisavam depender exclusivamente de um homem violento para poder sobreviver né e uma das coisas interessantes também que aconteceu foi que os maridos alguns deles não todos Óbvio mas alguns deles começaram a se dar conta que a mulher não ia voltar mais com as crianças e tudo e e
quiseram quiseram mudar vieram pedir ajuda não no abrigo porque eles não conseguiam achar mas de alguma forma mais indireta né foram pedir ajuda para mudar dis não olha eu não sei o que que acontece comigo que eu bata na minha mulher mas eu não quero fazer isso eu realmente quero ter uma família normal feliz não quero perder meus filhos não quero perder minha esposa e aí Elas tiveram o desafio de ter que montar o trabalho para homens né homens para homens foi fo assim uma experiência muito muito bonita nesse sentido ela eventual essa minha colega
eventualmente se mudou paraa Suécia porque o marido era Sueco e desenvolveu o trabalho em sueco lá e nós já temos o material traduzido em inglês espanhol e português e aí eu quero também dar uma arrumada assim dar mais uma ajeitada melhor ainda mas uma coisa de cada vez vamos nessa né Então temos essa possibilidade também de você ser esse material não é um material de MDR isso daqui é pré MDR mas a gente quer com o tempo poder a desenvolver algumas coisas quem sabe integrar com o pipo em relação a isso né obrigada Mariana Que
bom que você disse que foi uma um divisor de águas na sua profissão na para mim foi mudou minha vida completamente primeiro porque eu entrei pela porta de paciente se eu não tivesse entrado pela porta de paciente eu não ia entrar nunca nesse negócio mas depois como for ação profissional né Realmente é é outro barato inclusive agora daqui umas duas três semanas eu vou fazer um curso uma vivência né de supervisão intensivo onde hoje em dia quando eu trabalho tô de sabático esses dias aqui mas quando eu voltar pro consultório eu trabalho dois dias terça
e quarta-feira 12 horas 6 horas né Cada dia quatro períodos de 3 horas e com a terapia MDR a a gente consegue começar do começo da vida e limpando limpando limpando as experiências das pessoas a gente arruma apruma aquele início de vida aqueles fundamentos e o resto depois vai começando a se encaixar muda radicalmente a vida das pessoas e a gente consegue fazer isso porque numa terapia mais tradicional mesmo de psicodrama não a a parte de reprocessamento era o que faltava no psicodrama porque a a o psicodrama tem assim a parte visual tem tem a
vivência da emoção tem aquela coisa corporal tem assim os pensamentos o que que eu acho o que que eu penso sobre isso faltava esse pedaço do reprocessamento essa estimulação bilateral tão fundamental para poder ah ajeitar realmente curar né terminar de fazer de uma forma ainda mais eficiente Porque psicodrama para mim funcionava muito bem funcionava realmente muito bem e os nossos pacientes né vão sarando eu me lembro de uma mole logo no logo a primeira turma da gente aqui que foi lá do Rio de Janeiro que a gente fez 20 anos atrás ela disse eu tenho
um problema maravilhoso dis que foi as pessoas no meu consultório estão todas sarando ir embora ai que maravilha você dis fis é e eu tenho um problema dis por quê Porque tá todo mundo sarando e tá indo embora mas o que ela disse depois é que as pessoas vão embora e elas falam para mais 5 10 15 pessoas e elas mesmas vão caminhando então consultório um top daqui a pouquinho assim com um ano um ano e pouco Às vez até menos as pessoas estão com lista de espera quem não quer fazer uma terapia que funciona
e que faz você parar de sofrer sobre lembranças ruins coisa ruim mesmo que aconteceu sabe