Sétimo seminário interdisciplinar promovido pelo Observatório dos impactos das novas morfologias do trabalho sobre a vida e saúde da classe classe trabalhadora esses eventos mensais normalmente na última terça-feira de cada mês às 14 horas eles são eventos que reúnem são abertos para os que estão aqui presentes nessa sala que nos honram com a sua presença e também são transmitidos aos ao vivo e ao mesmo Tempo ficam depois disponibilizados no YouTube nós queríamos nesse momento eh dar notícias de que esse Observatório criado dentro do ia ele começou suas atividades a final de Fevereiro desde então Estamos fazendo
esses seminários interdisciplinares eh mensais além das atividades que são muito mais intensas em nível dos grupos temáticos nesse momento são cinco grupos temáticos em atividade e mais um grupo de apoio editorial e de comunicação quero também Dizer que esse grupo de trabalho que respalda o Observatório é um grupo que tem no momento 84 pessoas e que ele está sempre a aberto para novas adesões pessoas colegas companheiros eh lideranças sindicais militância eh professores pesquisadores enfim é um grupo aberto para eh novas adesões as pessoas que tiverem interesse interesse de participarem do grupo de estudo do iea
no com esse tema do Observatório podem me procurar podem dar notícias a Qualquer um de nós aqui aqui nós queremos nesse momento então cumprimentar os que chegaram as pessoas que chegaram as pessoas queridas que estão aqui conosco queremos lembrar que vai ocorrer uma vinheta também anunciando para onde podem ser mandadas as perguntas e a responde @ usp.br isso vai ser projetado novamente na na tela de vocês nós não temos um sistema funcionante de eh interação por chat mas eh Responderemos as perguntas Que houver na medida em que eh elas chegarem forem enviadas por e-mail eu
queria nesse momento então só eh reforçar aqui que eu Obrigado chegou na hora certa a o e o e-mail para onde vocês podem encaminhar as perguntas eh iea iea responde tudo junto EA responde @ usp.br e normalmente a dinâmica de um seminário como este eh é é ela é composta de uma um momento inicial das falas dos participantes convidados E depois das falas dos participantes convidados nessa tarde então Quatro eh as três convidadas um está presente dois estarão à distância mas eu vou apresentar agora a a moderação e a coordenação nossos convidados e convidadas parte-se
para um segundo momento que é o debate com as pessoas aqui presentes então todos vocês poderão no momento certo que for aberto o debate encaminhar questões de vi a voz pegar o microfone Pedir a palavra enfim é um ambiente democrático aberto e as pessoas que estão à distância poderão fazer então enviar suas perguntas para esse e-mail que foi mencionado e que também eh será repetido várias vezes aqui só que nós temos hoje excepcionalmente um teto de até 17 horas poderá terminar antes e assim for a dinâmica mas ele está hoje excepcionalmente estendido por mais uma
hora para que haja mais tempo para a sessão de debates nós teremos então eh Todo esse evento vai ser coordenado pelas duas colegas que estão aqui eh nesse momento compondo esta mesa nós temos aqui três pessoas as duas coordenadoras uma eh que é a nossa querida professora Vera Lúcia Navarro ali à direita que me acompanha Há muitas décadas algumas décadas em de movimentos sociais e ela está na função de debatedora ou mediadora alternando com a Professora Magda Barros bavassano com a sua presença também Saindo aí de um período adverso de saúde aliás todo mundo tá
saindo ou tá entrando em algum por Men quem não quem não saiu vai entrar quem tá quem já entrou vai sair também né E que Aliás a razão de uma das ausências é por por motivo também de saúde Então quem quem estiver saudável que se cuide porque a tá chegando coisa ruim aí mas o a nós estamos honrados também pela presença online nesse momento da professora maril Lani Dra Maria Lani que está também aqui Pertinho de nós ela vai todos serão apresentados e todo todo o evento será coordenado por nossas convidadas aqui Aqui está conosco
Professor Everaldo Professor Everaldo Oliveira Andrade de Oliveira Andrade que vai depois ser apresentado vai se apresentar e ele é aqui da USP E então está pode vir tá bem de saúde né Por enquanto né Por enquanto tudo bem Tá obrigado dá jovem muito Bem eu vou nesse momento estão pedir que as nossas queridas colegas Magda e Vera assumam e toquem aí pra frente eu vou cumprimentar alguns que chegaram daqui pouquinho eu volto para cá tá bem obrigado pronto tá certo então um Boa tarde a todos e a todas né é com imenso prazer que a
gente tá aqui hoje né para mais Esse seminário eh do Observatório eh dos impactos das novas morfologias do Trabalho sobre a vida e a saúde da classe trabalhadora né esse Observatório que é aqui coordenado pelo professor Renê Mendes que agora nos antecedeu aqui apresentando o seminário eh o tema da do seminário de hoje tema dessa mesa né o capitalismo suas metamorfoses e impactos do mundo do trabalho ele é um tema amplo né complexo muito atual E que nos permite observar como o desenvolvimento do modo de produção capitalista submete a classe Trabalhadora a um elevado grau
de exploração de sua força de trabalho o que reflete nas suas condições eh de vida de trabalho e de saúde que é o que nos interessa aqui né nos mostra essa discussão importante mostra né como que vai nos levar a a refletir um pouco como que se deu o processo de objetivação do capitalismo eh principalmente no Brasil né E isso nos interessa para subsidiar a discussões dos demais grupos de trabalho do Observatório que é cordenado pelo Professor René Mendes eh nós temos aqui então Quatro estudiosos eh de áreas que se complementam que vão destacar diferentes
eh aspectos né deste processo no que tange ao mundo do trabalho mas eu queria eh registrar aqui também eh a a na minha condição de de mediadora né peço licença para acrescentar uma co uma questão para que a gente não fique Apenas na questão do trabalho quando a gente fala nessas modificações mas também mencionar a questão ambiental né E por que que eu tô dizendo isso é por conta dos últimos nos acontecimentos e eu acho que isso tem muito a ver com a a forma né a gravidade desses problemas ambientais que nós estamos enfrentando atualmente
que se colocam tanto pra sociedade quanto pros eh agentes as agendas governamentais né Isso é uma questão importante e eh eu tô me Referindo aqui Mais especificamente a os alguns desastres ambientais da da das últimas dos últimos tempos aqui eh no caso eu venho de Ribeirão Preto né no final de semana nós passamos por uma situação bastante grave com as queimadas dramática eh desastrosa né E nós sabemos que isso não é um fenômeno que deve ser encarado como natural eh quando nós falamos de desastre ambiental também não podemos eh naturalizar esse tipo de fenômeno porque
Ele é fruto de da da forma de exploração eh capitalista né Essa forma desmedida e unilateral de exploração da natureza pelo capital então Eh acredito que talvez agora vocês possam acrescentar um pouco dessa questão ambiental né que é que é isso então Eh são duas duas coisas a a Magda que veio recentemente de Porto Alegre pode falar do desastre que foi né isso que ocorreu lá no no Rio Grande do Sul com as enchentes então era água né E aqui é o fogo né então e isso não é não É da natureza né Essa natureza
na realidade ela tá respondendo a à forma agressiva que ela vem sendo tratada então Eh eu vou fazer uma apresentação Breve Aqui dos nossos participantes né Então temos aqui o professor que que está aqui online já tô vendo aqui na na na tela Professor Dr eh Luiz Gonzaga beluz que é professor emérito do Instituto de Economia da Unicamp eh a professora Marilane também que está aí à distância Né a professora Dra Marilane Oliveira Teixeira que é docente pesquisadora do Centro de Estudos sindicais e economia do do trabalho do Instituto de Economia da Unicamp também e
o professor Dr Everaldo Oliveira Andrade meu colega aqui da USP é docente do curso de história da Faculdade de Filosofia letras e ciências humanas da Universidade de São Paulo eh sejam muito bem-vindos e a a gente a nossa dinâmica aqui tem sido Essa breve apresentação e depois a gente pede que cada um dos expositores Fale um pouquinho do que tem feito né dá uma atualizada Fique à vontade para falar um pouquinho e E aí o a nosso eu vou passar a palavra já ao professor beluzo né Eh agradecendo muito a sua disponibilidade de participar aqui
conosco Professor E aí gostaríamos de ouvir um pouquinho eh o o beluzo falando de beluzo pode ser um pouquinho Eh seja muito bem-vindo eu eh acho isso um pouco eh eh constrangedor a observar como as pessoas falam de si mesm nas redes sociais né né Elas falam de si mesmo o tempo inteiro eu fico assustado e e na verdade eu não você per a senhora perguntou que eu tenho feito eu estou aposentado né que tô eh sou eh sócio da Facamp das faculdades de Campinas e Nessa altura eu tô me Dedicando muito a também à
revista Carta Capital que é um um um um empenho que eu tenho há muitos anos né eu e o mino carta Manuela carta tentamos na verdade fazer com que a revista pudesse sobreviver não é nesse no período anterior aí nós tivemos Muitas dificuldades mas eu não não quero ficar aqui me lamentando tirando isso eu tenho eh assistido os jogos do meu time que tava ganhando muito agora começou a perder né e também Eh lido bastante eu lido autores mais jovens que estão começando a a se eh manifestar muito bons livros tenho lido no mundo inteiro
no Brasil Às vezes o debate esse esse debate que nós estamos travando hoje é um debate que tá um pouco Pou cerceado né tá muito restrito a alguns Alguns segmentos alguns grupos da sociedade né Eu acho que a visão predominante é muito assim conservadora no sentido de não reconhecer os constrangimentos o os Constrangimentos que nascem dessa desse avanço do capitalismo E eu então vou na minha exposição tentar reproduzir um um pouco que eu já escrevi né Eh não gosto de Celebrar isso mas eu vou reproduzir um pouco o que eu já escrevi eh nesses últimos
anos aliás eu tô publicando um livro agora V vou fazer um pouco de marketing tá bom vocês deixam tá ótimo é isso que a gente quer uma atualizada chama-se fazer um pouco de Marketing que não é exatamente a minha praia mas o livro chama-se avenças e desavenças da economia Então as avenças e desavenças estão jogadas no pano de fundo de um debate digamos eh para não ser pedante um debate de conjugação e comparação com outras com outras ciências Inclusive tem um capítulo sobre física filosofia e economia né Por causa das mudanças de paradigma na física
eu não sou f físico não quero me meter acebo mas ten alguma Curiosidade usei essa curiosidade para explicar o atraso relativo da economia diante da do avanço da física né então isso é que eu tenho feito e a gente recebe toda hora telefonema de de marketing das empresas que não deixa a gente sossegado certo Professor Então mas na sequência você pode começar a sua exposição que S tem 20 20 minutos para para expor o seu tema e depois a professora Marilane E aí por último Professor Everaldo Marilan nós estivemos juntos outro dia né no seit
não foi é foi uma um debate muito agradável muito interessante mas eu eh fiquei aqui matutando como se dizia antigamente eh sobre como eu eu iria utilizar os 20 minutos que vocês me oferecem né então como a Magda sempre muito generosa comigo me propôs propôs um título que é quase o título do meu livro Capital e suas metamorfoses de modo que eu vou tentar me concentrar naquilo que eu Julgo que é relevante né que eu julo que é relevante e importante para dar um um pontapé inicial a essa discussão né Por por uma questão de
preferência né eu me dirigi a um texto dos grund do Marx chamado fragment machin sobre as máquinas eu considero um dos textos Ah menos conhecidos do Marx mas no entanto muito importante porque ele faz avançar bastante eh a questão do trabalho não é e ele é muito enfático sublinha muito essa as questões das transformações eh que são produzidas pelo pelas transformações do valor de uso dos instrumentos do Capital valor de uso dos instrumentos do Capital é curioso que se bem que não estranho que o Marx Se dedique a fazer uma espécie de recomposição da Visão
dele a respeito do da geração de valor não é em que ele diz que o trabalho se torna uma base miserável para como fonte de valorização do Capital então ele diz que ele fala do na na na na verdade do desenvolvimento tecnológico né da da piora das condições de apesar do Trabalho ser Tornado ess eh ser tornado dispensável e ser ter sido eh abandonado como a principal fonte do valor O pior é que ele diz isso ele diz claramente isso eu não tô inventando vocês quiser eu leio aqui um trecho que ele falou não é
que ele esteja negando a importância das relações de trabalho no capitalismo que está dizendo que no seu desenvolvimento a partir exatamente da Submissão do trabalho ao capital o trabalho gera a fonte da sua própria destruição E é isso que eu tô usando isso porque é isso que nós estamos observando eh se desenvolver desenvolvimento disso nossos dias né porque eh eu vejo uma discussão muito Às vezes aguçada a respeito do do trabalho precário né do Trabalho em tempo parcial Do trabalho eh intermitente etc né e o surgimento de novas formas que são ao mesmo tempo bastante
eh expressivas né Eu me refiro especialmente Aos aos aos trabalhos das plataformas né como por exemplo iFood e outras plataformas que usam de maneira com disponibilidade total ao longo do dia os trabalhadores eh se dedicam a fazer as entregas com uma rapidez incrível né E ao mesmo tempo ele sofre uma submissão muito Maior por conta da eh inexistência por exemplo de salvaguardas do ponto de vista da Previdência da Saúde etc etc né então nós estamos observando e quando eu nós não tô falando apenas do Brasil e nós temos que levar em conta que por exemplo
eu tava vendo a medição do desemprego nos Estados Unidos só para dar um exemplo né Essa e acontec umas coisas horrorosas Parece umas coisas aqui é uma medição eu dizia que eh é é uma forma de de de trabalho que acaba incutindo em muitos trabalhadores a ideia de que eles são empreendedores de si mesmos nãoé é muito comum Ah eu participei de uma uma reunião com alguns eh trabalhadores do iFood por exemplo ou do rapi e eles se consideram Trabalhadores liberados que eles estão é a mesmo fenômeno o mesmíssimo fenômeno eu observo com o Uber
né o em que os motoristas que na verdade competem com as formas mais tradicionais do do do do do do transporte das pessoas né em que eles também se consideram liberados Se bem que eles estão cada vez mais submetidos a um ritmo de trabalho extenuante né eu conheço muitos deles extenuante e ao mesmo tempo preocupante porque Eles Olham paraa frente e não vem por exemplo que eles estão eh eh com o risco de perder as suas condições de sobrevivência quando se deixarem de trabalhar né Isso é uma uma é um problema muito grave que tá
em questão Então o que eu queria é retomar realmente essa eh essa construção que o o Marx faz do capitalismo não é para explicar eu não quero aqui vou dar aula Sobre o capital mas explicar que ele de maneira muito muito aprofundada ele buscou eh estudar esse eh o modo capitalista de produção né o regime do Capital como ele chamava de uma forma a desvendar as suas conexões estruturais e a sua dinâmica né então é um um impressionante como Às vezes as pessoas dizem não o Marx antecipou isso antecipou ele não antecipou nada ele disse
eu vou analisar o capitalismo tal Como estou vendo hoje hoje para ele era entre 1840 e poucos e 48 digamos e o fim de sua vida né então ele tomou o capitalismo em todas as suas dimensões quando eu ouo falar da do encolhimento do trabalho como fonte do valor coisa que ele diz claramente né ainda que ele não tenha renegado a submissão dos homens à maquinaria do Capital né quando ele fala do Capital fixo como um uma forma que na verdade ao Invés de eh ser manejado pelo trabalhador ele maneja o trabalhador ele na verdade
que se impõe ao trabalhador nos seus movimentos né o Marx está na verdade descrevendo um processo de transformação permanente Eu costumo dizer que o capitalismo se transforma para para permanecer o mesmo eu digo ele se transforma permaneceu mesmo ou seja suas seu seu movimento suas formas eu gosto de de usar a palavra forma porque é o que ele usa né na Sua inegável descendência Regiana ele usa a forma né Depois de ter tido seus arrufos lá comel na filosofia do direito ele acabou incorporando na verdade a forma a o método né ao tomar o objeto
tal como ele existe né E essa ideia do objeto está no Hegel né objet tal como ele existe mostrar a sua estrutura e dinâmica isso tem uma importância muito grande pro propósito com o qual ele escreveu O Capital qual era o propósito Dele claramente o Marx era um era era um autêntico Iluminista radical Como diz uma autora espanhola agora Iluminista radical porque ele perseguia perscruta as condições de eh autonomia do indivíduo ele tava pensando no homem integrado na sociedade ao mesmo tempo eh eh dotado de liberdade capacidade de viver a vida é isso É que
na verdade ele estava querendo colocar né ao ao falar Da autonomia do indivíduo em contraste com a liberdade dos liberais né mas ele era um autêntico Iluminista voltando à coisa da estrutura né está implícita nessa estrutura tá implícito nessa estrutura a redução do trabalho a um uma mero apêndice do capital e não mais um instrumento de trabalho faz questão no fragmento su Machine de distinguir o o o capital como instrumento ou os meios de Produção a matéria prima e o o capital fixo na sua forma mais avançada E aí tem uma coisa interessante né que
ele vai usar um conceito de eh General intelect que que é o general intelect o general intelect é a a ciência que se dedica ao aperfeiçoamento dos dos métodos de produção no capital é a aplicação da ciência na a no no nos métodos de produção do capital e ele na verdade tem várias considerações sobre o general intelecto que é o conceito de um Coletivo intelectual não é de uma pessoa do pessoa a da pessoa B ele trata do processo de conhecimento como uma construção coletiva como nós observamos hoje em dia através das várias eh organizações
eh que se dedicam ao a a à inovação à inventividade etc eu só queria eh terminar a minha exposição falando do da da da Inteligência Artificial que é um tema que tá virando assim uma espécie De de coqueluche como se dizia antigamente do debate atual né então a inteligência artificial eu não não não me considero ainda totalmente informada mas o que me parece é que ela vai levar ao ao a cúspide da automação à vida humana não é porque aí trata-se de de você não é só uma forma de você melhorar o processamento de dados
e fazê-lo fazê-los ficar se tornarem mais acessíveis etc mas é também um mecanismo De controle É também um mecanismo de controle porque eu vejo já várias experiências das pessoas e que por exemplo estudantes que estão fazendo trabalhos na escola recorrem ao chat GBT né quando eles recolhem a chat GBT eles estão na verdade se apropriando de uma um uma série de dados que estão disponíveis e e eu eu peguei outro dia uma fiz um teste com Sat GBT para olhar a biografia do Getúlio né que tá Celebrando seu seus 70 anos da Morte e é
impressionante como eles a cada demanda que você faz ele apresenta uma biografia diferente sobre um ponto de vista diferente então nós estamos observando que eu tô observando que isso é uma coisa muito muito preocupante né porque vai eh digamos vai encurtando já não nas redes sociais não fizessem isso já vai encurtando a capacidade de investigação de dedicação do da dos Estudantes das Pessoas alguns casos por exemplo algum algumas áreas do conhecimento que ficam seriam muito beneficiadas pelo pelo chat GBT se for usado corretamente como é o caso da da saúde e mesmo o caso por
exemplo do da advocacia né eu conversei com vários advogados eles fazem exercícios ali de fazer petições que correspondem a aquilo que o chat GBT acho que é adequado então isso tem um um uma um uma dimensão que o Marx procura destacar que é a dimensão do controle né Ele diz claramente como todo mundo sabe que eh no num primeiro momento os trabalhadores controlavam seus instrumentos de trabalho no segundo momento os instrumentos de trabalho passam a controlar os trabalhadores Então eu acho que esse é um ponto Esse é um ponto que é muito importante porque diz
respeito isso por detrás dessa afirmação dele tem essa a preocupação com a autonomia do Indivíduo a capacidade do indivíduo se auto Controlar se autoc conduzir etc etc né Muito bem posso parar Senor pode concluir professor não eu não tenho e é é uma outra coisa que não há nesse caso é conclusão nesse caso não eu digo concluí a a o o que senhor tinha preparado para para nos apresentar aqui porque eu eu eu eu me preparei para apresentar exatamente como como fonte principal o fragmento sobre as máquinas Do Marx eu acho que ele tem a
ver a preocupação de vocês excelente Professor uma uma excelente contribuição né acho que é sempre bom resgatar esses textos eh eu anotei aqui que eu vou reler esse texto já li há muito tempo e o senhor trazendo eh esse texto agora e contextualizando com essas novas formas aí de de organização do trabalho e de e e novas tecnologias mesmo com a com a história eh essa última menção que o senhor faz aí ao uso da Inteligência Artificial do chat GPT acho que é muito interessante essa colocação que o senhor fez a gente agradece e vamos
eh voltar mas pode ser depois Magda Não sei não sei o professor só vai ficar conosco aqui a a até o final ou é isso que a Magda tá perguntando vocês aqui porque vai ser aberto para debate né Nós temos pessoas aqui no no no auditório vocês é que dizem já que nós Ah nós gostaríamos muito eu vou respeitar os cânones da da reunião se se vocês querem que fique até O fim eu fico não tenho problema nenhum eh deixa eu só consultar aqui o professor Renê eh professor Renê a gente poderia na din uma
honra para nós a já é uma honra a sua presença agora Se puder ainda nos prestigiar com um pouquinho de paciência para seguir com os demais colegas porque a o debate se dará depois de mais eh duas apresentações por de 20 minutos então se o senhor puder ficar vai nos ficar vamos dizer assim sem ser molestado mas para que talvez na rodada De debates haja perguntas ou comentários direcionados ao Senhor obrigado professor se puder ficar fique não eu vou ficar tá bom ótimo Prof obrigado eu vou precisar de um minutinho Obrigado Professor eu vou só
queria pedir a palavra das colegas aqui porque nesse Inter chegaram várias pessoas eu queria saudar todas as pessoas que estão aqui presentes eh dizendo que este é o sétimo seminário interdisciplinar do o promovido pelo Observatório de dos Impactos das novas morfologias do trabalho sua vida e saúde da classe trabalhadora que tem na sua retaguarda um chamado grupo de estudo hoje constituído por cerca de 84 pessoas algumas delas estão presentes outras estão à distância e que também estão estruturadas em grupos temáticos são cinco grupos temáticos se alguém que está aqui presente gostaria de se engajar conosco
de continuar estudando esse assunto e se participar dessas Atividades fale comigo ou fale com um de nós aqui com a abera com a professora Mag com desculpa comigo eh será bem-vindo este evento é um evento este evento presencial aqui no EA ele é um evento mensal a última terça-feira de cada mês temos este evento presencial no intervalo atividades que os grupos de promovem eh nesse nesse interim Este é o sétimo iremos até Novembro São 10 já temos mais 10 previstos para o ano que vem Obrigado certo então vamos passar professora Marilane né para sua apresentação
seja bem-vinda Marilane e aqui nós somos muito grata por você ter aceito participar desse debate ele tá fechando sozinho aqui Desculpe é a máquina tá comandando a a força de trabalho aqui me perdoe literalmente que o professor beluso concluiu na sua fala tô perdendo o controle aqui do eh do som eh bom então boa tarde a todas Boa tarde Boa tarde a todos que estão nos acompanhando estão presencialmente quero fazer um agradecimento especial a Observatório pela iniciativa a professor Renê pelo convite A Professora Magda cumprimentar a professora Vera Lúcia Professor Everaldo e o nosso querido
professor beluzo que sempre é uma alegria enorme tá em qualquer evento com ele né então sempre tem traz coisas novas então eh falar eu vou na verdade eh Tratar aqui um pouco das das coisas que que nós estamos pesquisando né eu tô pesquisando nós estamos pesquisando se existe a mágua eh com outros pesquisadores E pesquisadoras Eu Sou formada então em em em economia né fiz o meu meu mestrado em economia política o doutorado em desenvolvimento econômico mas sou uma pessoa que eh Digamos que atuo em várias frentes né eu ã Tenho esse essa essa inserção
esse pé acadêmico Mas também tenho uma presença grande acompanho muito o movimento sindical brasileiro inclusive agora pela manhã não a a minha ausência aí presencial é justamente porque eu estava numa reunião que eu considero importante aqui discutindo um pouco sindicalismo no Brasil na no período da manhã e também tenho eh contrio procurado contribuir bastante com eh com o novo governo né Eh principalmente no ministério eh das Mulheres então sou uma das pessoas que acompanhou e ajudou a elaborar inclusive o toda a regulamentação da Lei da Igualdade salarial e a elaboração do relatório transparência salarial e
agora o monitoramento eh e avaliação da implementação dessa que é uma política pública bem importante e lá no cesit a gente tem tido várias frentes de trabalho nós estamos eh eh particularmente Eh vamos dizer mais centrados né em Olhar a a vários alguns aspectos dessas mudanças no mundo do trabalho Um deles é o tema da geração de ocupações que tem sido um tema bem central assim tem ganhado muita relevância na nossa agencia no cesit a gente quer Eh abrir mais espaços de diálogo e discussão sobre o problema da eh da geração de ocupações de empregos
né e em decorr todas essas mudanças que a gente vem acompanhando e que já foram bem sinalizadas pelo professor eh beluzo né E qual que é o papel do estado nesse processo né como como um grande indutor também queremos estamos aprofundando o tema da informalidade da proteção social trabalhamos com a perspectiva de que todas as pessoas independentemente das suas formas de inserção elas precisam né estar eh protegidas né ter acesso a direito a proteção social a uma aposentadoria digna um um um benefício Digno e e eh e claro que também olhando para esses Indicadores no
mercado de trabalho né quanto eles refletem ou não a realidade em que nós estamos eh vivenciando né que nós estamos experimentando a gente tem feito algumas eh investiduras né em termos de de de pesquisa de campo Vamos começar agora daqui algumas semanas talvez eh uma pesquisa grande que a gente vai fazer a partir de uma parceria com a fundacentro eh e o ministério das mulheres que é olhar a questão do trabalho eh por conta Própria o trabalho autônomo numa grande comunidade aqui na cidade de São Paulo olhar como as pessoas eh se reproduzem eh reproduzem
as suas relações de trabalho dentro da comunidade como é que elas sobrevivem no trabalho que que elas mesmo eh desenvolvem no interior da comunidade em que elas dependem da comunidade inclusive para poder eh consumir os seus os seus produtos e serviços né eh como é que isso como é que gira né Eh dentro da comunidade essa Lógica eh da renda do consumo da da própria geração de de de demanda né também estamos Iniciando um trabalho com trabalhadoras domésticas Depois eu quero falar um pouco disso inclusive que eu acho que que que eh é um aspecto
muito importante dessas mudanças dessas metamorfoses do Mundo do Trabalho principalmente com a introdução das novas tecnologias dos aplicativos enfim presença de agências Então a gente tem eh Digamos que uma Eh uma ampla eh leque de de de temas que quais nós inclusive não temos tido perna para eh poder aprofundar com a devida necessidade também porque também queremos estudar o sindicalismo também queremos eh entender quais são essas mudanças que estão vouvendo Qual é a recomposição geral da classe trabalhadora e como o projeto de organização sindical e tem respondido a essa agenda essa demanda né essas mudanças
no no trabalho e tem numa área Grande também que a que a Magda atua e que depois ela pode até nos contar um pouco então eu queria começar eh comentando eu acho que uma pesquisa pelo menos vocês devem ter eh ter visto ela foi publicada ontem né pela pela folha mas inclusive o cesit participou professor José Dari contribuiu eh com uma avaliação da pesquisa uma pesquisa sobre a questão da informalidade organizada pela eh Fundação Getúlio vagos e há umas duas Semanas atrás teve uma pesquisa também que foi realizada pela Fundação peril Abramo e que foi
eh publicada é uma pesquisa bem interessante também tratando o tema do trabalho informal a gente sabe que ã o trabalho informal no Brasil ele quase dependendo da metodologia que se mede ele ele já representa mais de 50% da das pessoas ocupadas né Eh a a informalidade ela ela não só se constitui pelo assalariamento sem carteira que é uma realidade que se Mantém no Brasil uma coisa impressionante nós temos em torno de 12 milhões de pessoas que estão em relação de assalariamento sem carteira de trabalho esses dados poucos se alterar nas na última década é uma
coisa eh permanente né é um um traço eh constitutivo desse mercado de trabalho que é a ilegalidade eh o trabalho doméstico sem carteira que também tem muito peso né são 75% das trabalhadoras não TM direito não tem Proteção não contribui com a providência e nós temos em torno de quase 26 milhões de pessoas essas trabalhando como conta própria que aí é um universo né de trabalho autônomo que que se expressa Deus do mei PJ das pessoas que não TM absoluta que que vivem do da da Viração do cotidiano que eh que muitos dessas essa relação
de trabalho é uma relação de trabalho disfarçada na verdade caracterizaria como uma relação de assalariamento Cresceu pouco a partir da reforma Trabalhista de 2017 mas quando você olha numa série Histórica de 2012 até 2024 é a ah posição na ocupação que mais cresceu no Brasil em detrimento do assalariamento com carteira né e as duas pesquisas vamos dizer eh de forma distinta do que é se tenta construir em termos de senso comum sobre a ideia de que a informalidade o trabalho autônomo é a opção é o desejo das pessoas que querem Sair de uma relação de
trabalho subordinado eh quer sair da de uma relação de hierarquia do enquadramento em termos de jornada etc as duas pesquisas mostraram resultados muito distintos do que que é essa tentativa de construir esse senso comum em torno do trabalho informal a primeira que foi divulgada ontem pela eh realizada pela Fundação J válidos que 70% dos informais querem ter carteira de trabalho assinada e quando você a desagrega por faixa Salarial o número cresce para quase 76% entre aqueles que ganham até um salário Mimo entre as pessoas com ensino fundamental também é mais elevado 72 por. e eh
se nós somarmos por exemplo eh as pessoas entrevistadas que ganham até um salário mínimo correspondia a 44% e até três salários mnos torna de 85% a maioria são negros a maioria vive situações de permanente segurança financeira porque o trabalho autono trabalho por conta própria não L dá o Mínimo de garantia nem mesmo para poder planejar o mês se quer o dia seguinte né Você pode ter ou não ter o necessário para pagar luz água eh se alimentar pagar ah aluguel isso inclusive Ah mostra que o nível de de de de endividamento Inclusive das famílias é
uma coisa impressionante então e a segunda pesquisa que é a pesquisa da fundação perceu Abramo ela também foi uma pesquisa feita de campo com trabalhadores autônomos que eh primeiro 70% desses trabalhadores se 60% dos entrevistados se consideram trabalhadores foi feito com trabalhadores autônomos eh um terço um em torno de 1/3 recebe recebe até um salário mínimo 40% indicavam que precisam de algum tipo de medicação para suportar a pressão do cotidiano eh as das condições eh de trabalho e eh na pesquisa também revelar que um dos principais eh Eh vamos dizer desafios e que eles consideram
como fundamental é reduzir eh é o combate às desigualdades Então as duas pesquisas né de fontes distintas elas convergem de alguma forma pro mesmo eh entendimento de que essa ideia de que você tem em torno do empreendedorismo a saída né a opção do trabalho ela ela pode até eh Digamos que para as faixas salariais para os profissionais H pode ser até com D uma opção mas ela Evidentemente está longe de ser uma ã opção para as pessoas que vivem em condições de maior vulnerabilidade e precariedade e elas mesmo H Dizem Que Elas tiveram elas foram
forçadas a ir para essa condição de trabalho porque elas foram tiradas de uma relação de trabalho e assalariamento foram excluídas desse mercado de trabalho a única opção era a opção pro trabalho autônomo o trabalho por conta própria Então acho que assim a as a as as essas Pesquisas eu comecei com elas porque Justamente eu acho que elas nos ajudam né mostrar que primeiro eu acho que o capitalismo né e e e até Passo vergonha de falar isso na frente do professor beluzo né mas o capitalismo obviamente sempre impôs relações de muito predatórias de de de
de de conflito permanente a relação capital trabalho e que obviamente no período aí do kinesi anismo do Estado Ah um estado mais social um capitalismo controlado pelo Estado enfim como como se queira chamar você tem uma relação de salar que você consegue Claro impor limites à ação predatória do Capital por meio das políticas sociais das políticas públicas por meio da dos direitos trabalhistas e isso eh é uma limitação né e digamos que cria um ambiente forma mais favorável no neoliberalismo a desestruturação é aberta né Eh a a classe trabalhadora então Eh contra todos os direitos
eh e aí nós Vivenciamos isso quando a gente olha por exemplo os retrocessos no Congresso o que que representou nessas últimas décadas no Brasil a as perdas né de direitos se a reforma trabalhista depois gente tiv uma reforma da Previdência depois tiverem uma série de outras medidas pontuais que foram desconstituir retirando esse direito os retrocessos no STF né que são objetos de estudo da da Professora Magda e que pode muito bem falar sobre isso com muito mais Propriedade eh o próprio aparato repressivo de maior violência inclusive contra a classe trabalhadora eh na tem experiências pontuais
do Brasil né mas quando você vai paraa América Latina por exemplo é um a verdadeira escândalo né você tem práticas eh de eh eu escutava hoje inclusive de um de um informe de um país da da América Central em que eh a a a os dirigentes sindicais presidenta de uma eh de um sindicato civil eh foi possibilitada de abrir uma conta Bancária dado o nível de repressão política de repressão aos seus direitos então e sociedades inclusive que muitas vezes assumem um discurso das liberdades individuais das liberdades civis mas quando diz respeito às liberdades democráticas né
o direito de ir e vir o direito de se manifestar o direito de se expressar de se organizar age Com tamanha repressão né então Eh isso obviamente é uma característica né dessa sociedade neoliberal em que há cada vez Mais uma apropriação e isso que o professor Bel chama atenção que eu acho que é muito importante para nós H cada vez uma apropriação privatista das mudanças das transformações tecnológicas uma determinação fatalista paraa classe trabalhadora tipo assim que não tem é eh eh as opções que tem são as opções que tipo dos aplicativos que são opções sem
direitos são expressões absoluta insegurança Mas elas parece como um determinismo histórico ou seja não tem Outro caminho não tem por outra forma é isso que que que que enfim essa é é o o o a a a determinação histórica esse processo de financiara né viver sobre um regime de financiera paraa classe trabalhadora é a morte porque é está preso a uma armadilha permanente inclusive de endividamento de insegurança taxas de juros são uma coisa absolutamente aiutante as pessoas não sobrevivem com eh uma renda por exemplo De um salário mínimo nós temos hoje 30% das pessoas ocupadas
que vivem até um um salário mínimo e quando você aumenta para dois salários mínimos é em torno de quase 70% das pessoas ocupadas é absolutamente eh inviável imaginar que um ser humano pode viver com salário mínimo independentemente de toda a a vamos dizer a o acerto que foram as políticas principalmente de valorização do salário mínimo São absolutamente corretas eh mas Eh elas estão longe né de de dar conta de que que são as necessidades básicas de sobrevivência da das pessoas né ah quando a gente olha os dados por exemplo do DS qual é o salário
mínimo necessário é um salário de quase R 6.000 né E hoje quem ganha R 6.000 se considera como classe média às vezes classe média alta quer dizer é uma coisa estúpida né porque é o salário necessário para sobrevivência examente de de uma de uma família né então Eh e Ao mesmo tempo nós estamos vivenciando um processo que é o que Ch de de uma recomposição geral eh da classe trabalhadora né que aí claro isso se projeta na questão da organização a sindicalização no Brasil despencou nos últimos 12 anos saiu de 16% em 2012 para em
torno de 8 um pouco mais de 88% em 2024 is caiu pela metade né então isso impõe eh uma necessidade de repensar a agenda política a agenda eh do trabalho agenta sindical com uma centralidade Muito grande que infelizmente eh o o movimento sindical brasileiro por várias razões Claro desde a do tema da reforma trabalhista mas a crise já era anterior a reforma trabalhista com uma incapacidade de dar conta de responder a esses Desafios que me parecem que tão muito Associados a uma ideia de que a gente eh qual é o modelo que a gente quer
construir né o quanto a gente tá dispostos aí do ponto de vista de uma ura com esse padrão que eh sustenta um Nível altíssimo de pobreza de desigualdade e de transferência né de de de riqueza para uma elite né uma parte da elite eh comentando o professor eh Valdir quase publicou recentemente ele ele ele faz um estudo eh todo o ano a partir das dadas da pinage comparando um pouco a a a evolução a mobilidade social com base numa metodologia que ele que ele criou né renda média alta renda média média renda média baixa depois
classe trabalhadora e Miseráveis e na Comparação 2003 com 2022 os dados da da eh do levantamento do professor mostram que no topo né Eh cresceu 3 milhões foi vamos dizer dos grupos né e eh o os grupos eh de todos os os cinco grupos foi o que mais cresceu cresceu em torno de 3 milhões eh e os outros alguns caíram outros subiram um pouco mas Digamos que há de fato quer dizer um esse processo de financiera Claro que ele remete inevitavelmente com a transferência eh de de renda de recursos Né para a a a a
elite que obviamente é a a única beneficiada por esse processo e claro muitas vezes determin da própria classe trabalhadora né os mesmos ganhos rários de salário eh eh mobilizados pelos os instrumentos coletivos pelas ações né da da de campanha salarial el não passam de 0% 1% para acima da da inflação quer dizer esses os ganhos de produtividade obviamente não estão sendo distribuídos repartidos nem com a sociedade [Música] mercadorias e e produtos com preços menores e muito menos para paraa classe trabalhadora né Tem um tema aí da da agenda sindical que é um tema muito importante
a gente tem um processo também de adoecimento no ambiente de trabalho que é uma coisa impressionante as coisa da discriminação do assédio moral do assédio sexual é uma coisa violenta a as denúncias né como isso a as relações de trabalho como elas se Hierarquizam como Ah há uma um processo de muita competição mas de muito controle também e o controle se dá justamente sobre a a o trabalhador e a trabalhadora provocando todo tipo de adoecimento então muitas vezes quando tu escuta com com certo desabafo de uma pessoa que foi pro trabalho por conta própria porque
não suporta uma relação de trabalho subordinado também tem muito a ver como esse espaço de trabalho ele ele ele comprime como esse espaço de Trabalho passou um espaço que não é mais de de acolhimento de ou de pertencimento ou de construção de consciência de classe não é um espaço de muita individualidade de muita disputa de muita concorrência de muitas formas de trabalho que convivem simultaneamente e que portanto muitas vezes não conseguem encontrar identidades coletivas que te dê sentido né e por último eu queria comentar uma coisa que me deixou muito chocada foi no debate com
as Trabalhadoras domésticas né Tem um um debate muito extenso entre elas eu falo eu dou o destaque pro trabalho doméstico porque são 6 milhões de mulheres que trabalham nessas condições no Brasil hoje né Eh a principal ocupação Sem dúvida nenhuma e numa situação de muita vulnerabilidade e na reunião com elas e eh ah bom tem esse avanço os aplicativos mas ainda não se se expressa como uma alternativa às formas de contratação tradicional e eh num condomínio em Campinas eh Há um uma pessoa provavelmente uma proprietária né uma empregadora que agencia eh os contratos das trabalhadoras
domésticas no condomínio e aí eh el encaminha né paraas candidatas um um questionário bom o questionário tem mais de 40 questões para as trabalhadoras e o questionário pergunta sobre qual é a religião dela Qual é a disponibilidade para trabalhar final de semana Qual é a disponibilidade para dormir no emprego Qual é a Disponibilidade para trabalhar no sábado qual é a condição de saúde dela se ela tem alguma doença se ela tem tatuagem se ela tem eh eh Ela Tem que apresentar todos os registros todos os registros de eh de movimentação em empregos anteriores dizer por
que saiu do emprego anterior Qual é o nome do marido Qual é a profissão eh então assim são mais de 40 questões gente Fiquei impressionada então isso parece período Da trabalho condições análogas ao de escravo né então é é quase que você tem que ter o domínio completo da Pessoa PR eh tem que ter todos os os detalhes porque uma parcela da Elite As pessoas sempre são o risco para elas né não um problema então eh eu queria eh então concluir com isso assim que isso foi uma coisa que me deixou bastante chocada né inclusive
uma das motivações paraa gente aprofundar o estudo mais nesse nessa ocupação para entender essa dinâmica mas Queria chamar atenção também para essas todas essas que estão ocorrendo E e esse impacto na na na saúde eh dos trabalhadores das trabalhadoras e o número elevado de pessoas afastadas por diferentes e vários motivos eu analiso muito acordo de participação docos resultados praticamente analiso todos os dias a pedido do de uma entidade sindical aqui de São Paulo e entre as cláusulas que mais eh eh vamos dizer eh pesam na da na distribuição da Participação ncos a resultados é afastamento
por doença né e eh ela tem um peso grande inclusive Por que que ela tem um peso grande porque é um resultado de uma pressão permanente e constante nas pessoas por busca de produtividade por ser reconhecida no seu trabalho então eu acho que os desafios são são muito grandes né Espero que tenha conseguido contribuir e agradeço mais uma vez o convite e a oportunidade de estar com vocês nós é Que agradecemos Marilane nós é que agradecemos e acho que contribuiu bastante assim como professor beluso já estão chegando questões aqui pra gente eh por e-mail mas
nós eh a a na realidade as falas elas vão se complementar né como a gente vai perceber eu vou passar agora pro professor Evaldo certamente vai abordar coisas eh tanto que que o professor eh beluzo eh comentou como da Marilane aí quando Ela destaca aí a questão do do trabalho escravo que é uma das coisas que eu acredito que o professor Everaldo pode nos ajudar a pensar também Everaldo agradecemos a sua a ter aceito a participar aqui do debate seja bem-vindo OB Obrigado pelo convite professor Vera professores aqui da mesa os colegas que estão aqui
que antecederam queria também eh uma boa tarde aí para todos que estão assistindo a gente que estão aqui presentes Eh eu não sou economista tenho dois economistas que já me antecederam sou Historiador trabalho com história contemporânea eh com história Econômica também né fui coordenador do programa de história Econômica aqui da departamento de história e o uma das questões que eu eh tento acompanhar né embora não seja exatamente história é esse tema eh que hoje alguns Alguns economistas chamam de ciber Cyber comunismo né uma Tentativa de recuperar experiências históricas que o movimento operário construiu ao longo
do século XX em relação a alternativas ao capitalismo que é uma é uma discussão que conecta com a fala do professor beluzo né tenta se conectar com a fala do professor seluz há uma série de eh economistas historiadores pensadores que estão tentando se dedicar a recuperar o papel que a classe trabalhadora teve ao longo da formação Do capitalismo contemporâneo eh em construir alternativas ao modo de funcionamento do capitalismo no sentido de superá-lo e construir uma sociedade socialista eh e nesse sentido eh a minha fala é uma fala de um Historiador eu quero falar um pouco
aqui até conectando com com a professora que me antecedeu eh sobre eh o papel que a classe trabalhadora teve na formação do Brasil no século XIX século X em construir alternativas a um modelo eh que as Elites brasileiras construíram de exclusão e de eh alienação da maoria do Povo trabalhador dos projetos eh nacionais porque a situação hoje eh eh como já foi falado é de demolição eh dos Direitos Trabalhistas né Tem um aluno no meu que fez um doutorado há pouco tempo Ele publicou agora a pouco né um levantamento que os especialistas conhecem sobre como
que nos últimos 10 anos a legislação a reforma trabalhista reforma na Previdência e outras reformas Vem um passo a passo destruindo o que ao longo de um século a classe trabalhadora na sua formação foi duramente construindo né em termos de direitos sociais direitos trabalhistas direitos proteção mínima a ao seu trabalho eh Então queria falar um pouco eh sobre a essa questão né Eh dessa dessa formação dessa alternativa que desde desde o início da nossa história né Eh foi se colocando como eh um contraponto a um projeto Sempre excludente que aqueles que dirigiram o país dirigem
o país há dois séculos foram impondo ao a maioria da do povo brasileiro a própria formação do Brasil como como nação já no século XIX ela é eh produto de uma eh de um momento de subordinação da aristocracia escravocrata aos próprios interesses dos grandes capitalistas ingleses que estavam formando nesse momento e consolidando o mercado de trabalho Internacional e a economia brasileira nesse século XIX era uma economia que combina de um lado a consolidação né de um de um modelo eh que vai ser dependente no século XX mas não é ainda ess Exatamente esse modelo mas
que combina no no caso do Bras Brasil a manutenção do trabalho escravo com a implantação de um capitalismo que não consegue consolidar um um projeto próprio de desenvolvimento para nação brasileira e uma das expressões disso é A manutenção da escravidão né os trabalhadores a maioria dos trabal da classe trabalhadora não é classe ainda mas dos trabalhadores do Brasil aqueles que eh trabalhavam com a enchada que trabalhavam nas lavouras de de café de cana e tudo mais são escravos e é um segmento de trabalhadores livres um segmento minoritário estudado também pelos pelos pelos historiadores que de
maneira paralela foram construindo também né Eh formas de resistência Formas de luta tentando se contrapor esse esse modelo que excluía esses trabalhadores da possibilidade de participar da construção de um projeto de nação acho que essa é uma questão importante os quilombos as revoltas populares as inúmeras revoltas num período de de eh pós Independência formal do brasilem 1822 são tratados como revoltas isoladas mas na verdade o conteúdo social mais profundo dessas grandes revoltas populares dos escravos Dos indígenas das mulheres oprimidas era uma resistência dessa classe trabalhadora informação que tá se constituindo como classe no século XIX
tem segmentos de escravizados e segmentos não escravizados já nas últimas décadas do século XIX aqui em São Paulo Inclusive a fazendas a fábricas a espaço de trabalho que convivem escravos de trabalhadores livres há um há uma uma forma ainda Híbrida que vai se constituindo como classe mas é um processo duro difícil de repressão e e as próprias revoltas dos escravos no final do século XIX já tem a participação de organizações protoss sindicais ou até de caráter sindical aqui em São Paulo mesmo há pequenos sindicatos que já se articulam com grupos de escravos com com grupos
que que buscam eh organizar a fuga em massa de escravos nas fazendas de café no interior de São Paulo então a Constituição desse movimento de resistência esses trabalhadores que se opõem e se contrapõem a esse capitalismo que tá se consolidando no Brasil sem um projeto porque a a os grandes proprietários não tem um projeto de nação de fato eles são subordinados já né Aos grandes mercados internacionais Aos aos aos Mercadores Ingleses se a gente pega os dados econômicos e controle da economia eh do Brasil já no final do século XIX e Começo do século XX
o sistema bancário não tem não tá sob controle de banqueiros brasileiros Então essa essa classe trabalhadora tá se constituindo esse processo de resistência é uma classe eh minoritária né em relação ao conjunto né da da das da população brasileira o Brasil ainda na passagem do século XIX pro século XX não é um um país eh Urbano é um país com poucos núcleos urbanos Organizados a grande massa da população tá no campo mas é um processo que vai ganhar uma uma autonomia né Eh no seu desenvolvimento eh no seu processo de urbanização Mais amplo no começo
do século XX eu queria passar rápido por essa eh fase para dizer que já no eh no final da segunda década do do do século XX já no Após a Primeira Guerra Mundial e no as vésperas né da da fundação do Partido Comunista Brasileiro em 1822 Aquele é um momento muito importante paraa gente entender também uma virada na história e na participação da classe formação dessa classe trabalhadora tô falando de 1% da população pelos dados que eu tenho né 1% da população integrava O que é o conhece como uma classe trabalhadora Urbana eh sindicalizada mas
eh eh do ponto de vista político e social o fato desses trabalhadores estarem em São Paulo o rio principalmente que são os centros Naquela época que né começam a expansão dessa indústria acaba dando um peso político eh eh importante isso vai inclusive se refletir essa participação nesses trabalhadores organizados em eh eh uma onda de primeiras leis uma legislação de do trabalho que também muitas vezes é encarado como algo eh isolado como eh eh fruto de eh de uma posição e eh um pouco eh de concessões da burguesia brasileira os direitos dos trabalhadores mas na verdade
e cada Pequena lei cada pequeno traço da legislação trabalhista que foi sendo inscrito no Brasil é fruto de um momento de articulação e de organização dessa classe trabalhadora por exemplo a greve geral de 1917 aqui em São Paulo que marca né um momento importante da da consolidação dessa dess desse desse macro dessa classe que tá se formando depois eh a a própria fundação do Partido Comunista Brasileiro que também é minoritário Niterói poucos dirigentes Mas é o primeiro partido Nacional da classe trabalhadora mostram o momento eh de resposta desses trabalhadores à crise econômica que a a
própria eh primeira guerra mundial trazia pro Brasil acho que isso é um eh é algo importante pra gente mostrar um essa essa essa fase de amadurecimento desses trabalhadores e é interessante também que tem até um um também um outro aluno meu que estudou um fez um doutorado mostrando que a burguesia brasileira e a fração Industrial começa como reação a essas lutas essa maior organização dos trabalhadores a também se organizar porque a fração Industrial ela era minoritária no conjunto da classe dominante brasileira a maioria er fazendeiros não eram industriais então é uma articul ação que vai
dar origem depois a ciesp a FIESP e outras organizações industriais que começam se a a se organizar de maneira política no sentido de empresários né para eh eh Formular políticas econômicas e disputar o aparelho de estado brasileiro então a fração Industrial começa como reação também a organização da classe trabalhadora a se organizar para se contrapor eh eh né a a força crescente também dos trabalhadores como setores organizados acho que is é algo eh é fundamental PR gente entender também e a que sem né uma ação organizada desses trabalhadores né Eh mesmo setores da burguesia não
teriam Né Eh tomado consciência no sentido negativo paraos trabalhadores mas tomar consciência e cress ser interesse de classe também em relação ao a à classe trabalhadora bom eh o terceiro momento que eu queria eh falar eh demarcar aqui também diz respeito a a década de 30 né é uma década que é marcada pela pelo governo Vargas né pelo pelo aquele período 30 a 45 período de eh vai desde a chamada Revolução de 30 que não foi exatamente Uma revolução né Foi um golpe de estado mas eh se consagrou chamar de revolução enfim é um é
um debate historiográfico aí sem fim mas eh essa virada de 1930 ela marca né uma uma uma reconfiguração né da da maneira com a burguesia brasileira se organiza para centralizar o estado e centralizar e e e consolidar uma política de de intervenção mais organizada do estado na economia brasileira O professor beluzo aqui é um especialista já falou muito sobre o Assunto eh do ponto de vista dos trabalhadores eu posso dizer que em 1930 nós temos uma classe trabalhadora organizada que luta tem sindicatos tem organizações tem vários orações divergentes inclusive e começa de maneira mais consolidada
a ter um projeto de construir projeto de desenvolvimento pro país como classe trabalhadora então a eh eu destaco um texto que eu acho muito interessante do Mário Pedrosa que era um dirigente Socialista brasileiro histórico que que eh eh elaborou não é só ele mas acho que um exemplo interessante né um um quadro de eh Uma uma né do do conjunto do da situação do Brasil do ponto de vista da classe trabalhadora que não existia ainda antes não existia um pensamento da dos trabalhadores eh que pensasse o conjunto da Nação desenvolvimento da nação brasileira quais eram
os entraves a seu Desenvolvimento como a passou existir a partir de 1930 quer dizer há um um um um processo de consolidação também entre as organizações do trabalhadores entre os sindicatos entre movimento Operário de uma reflexão sobre o que seria o o projeto de Brasil sobre o que seria um projeto de desenvolvimento de um uma nação democrática incorporasse o conjunto da nação brasileira essas propostas que são propostas que se consolidam em em reivindicações como Direito direito de greve direito de de férias direito de aumento salariais licença maternidade uma série de propostas concretas que vão se
transformando em leis são produzo de uma reflexão que ocorre no movimento sindical no movimento dos dos partidos políticos da época e que mostra né Eh eh que Ao lado né de um projeto excludente que é o projeto que o Vargas vai desenvolver até 1945 projeto de repressão movimento sindical projeto De de esmagamento das reivindicações dos trabalhadores há um projeto de resistência política claramente desenvolvido nos documentos nas propostas nas plataformas dos partidos da da esquerda do movimento sindical brasileiro e que eh não são considerados na sua devida dimensão histórica eh o balanço sobre eh o período
Vargas né É sempre um tema polêmico também o Vargas né acabou de se Comemorar uma data uma efeméride efeméride recentes mas eh esse esse período do Vargas também é importante a gente Recordar né o Vargas ele não eh inventou uma legislação trabalhista nova porque se consolidou a ideia na consolidação da do Trabalho de que o Vargas era o pai dos pobres mas ele era ele era mãe dos ricos também ele era mãe dos patrões ele ajudou a fortalecer o capitalismo Brasileiro ele ajudou a concentrar a capital ele ajudou a controlar os sindicatos ele esmagou o
movimento sindical brasileiro na época ele prendeu os dirigentes sindicais a repressão foi brutal do zuro Vargas que o zuro Vargas fez so os trabalhadores e a a as as reivindicações históricas dos trabalhadores foram incorporadas tanto que a consolidação da do trabalho ela consolida uma série de direitos que Foram arrancados pela luta de classes da classe trabalhadora brasileira em sindicatos Livres sindicatos livres e a estrutura construída pelo Vargas é uma estrutura tripartita era uma estrutura de controle com o Ministério do Trabalho controlando impondo o movimento sindical dirigido proibindo o direito de greve manifestação de greve a
livre discussão dos trabalhadores né criando o sindicalismo amarelo que é bem é bem Conhecido na história na história do sindicalismo brasileiro e deixou marcas até hoje né então o sindicalismo brasileiro ele é marcado também por essa trajetória de sufocamento que tem uma estrutura corporativa de inspiração fascista Então esse é o legado que o o Vargas deixa no sentido de ter esmagado a experiência de autonomia de construção de uma classe operária livre Independente com comos seus partidos Suas organizações sindicais políticas como como fosse com suas tradições de jornais de Clubes etc ele foi esmagando isso e
eh após o a 45 termina a ditadura Vargas Evidente tem uma estrutura sindical tem uma legislação trabalhista mas essa legislação essa estrutura ão sob controle do Ministério do Trabalho e não vai ser isso que vai impedir que as greves continue que as lutas continuem porque e os economistas Sabem muito mais melhor do que eu dizer esse período é um período de desenvolvimento econômico de nacionalismo econômico também tem a ver com eh eh a destruição que a Segunda Guerra provocou sobre as economias centrais deu um fôlego também para pras periferias se desenvolverem um pouco acho que
isso tem a ver com esse esse período de eh aepal as políticas da cpal na América Latina no Brasil também tiveram impulso ampliaram a Industrialização brasileira ampliaram o número de de a a a urbanização e surgiram grandes greves grandes mobilizações é um período em que essa classe trabalhadora apesar do período Vargas com industrialização com ampliação dessa classe trabalhadora que vai ser empregada em massa né então a cidade de São Paulo é um é um dos exemplos mais clássicos o desenvolvimento e o crescimento da da da classe trabalhadora foi gigantesco há Inúmeras greves e grandes greves
eh Gerais que ocorrem nesse esse período que foram documentadas e eh aliás eu eu queria falar é uma questão interessante o o a consolidação das leis do trabalho ela exigiu atestado ideológico dos trabalhadores Então a professora falou do quase atestado que pem hoje né na nas eh que estavam pedindo na na no condomínio lá da de Campinas bom é uma tradição da na na legislação varguista que foi derrubada nos anos 50 por força Da mobilização em 52 foi suspenso o atestado ideológico que era exigido dos Trabalhadores em 63 foi conquistado o salário salário família instituição
13º salário etc que são produto dessa mobilização que cresceu nos anos eh 50 com greves de centenas de milhares de de de trabalhadores durante dias em São Paulo no Rio e em outras cidades do país as grandes greves Gerais que ocorrem nos anos 50 e 60 mostram que a apesar de todos os entraves que iam sendo Construídos foram sendo construídos pelo Vargas antes Eles foram sendo eh eh quebrados pela ação independente do movimento operário pujante que estava em pleno crescimento e protagonizou nesse período né foi o o a principal base social de mobilização que garantiu
políticas de estado nacionalistas porque não foi de cima para baixo que foi construída a Petrobras por decreto simples ente mobilização social a classe trabalhadora organizada No se sindicatos n suas mobilizações foi o principal agente que impulsionou essa política de construção de um aparato de produção Nacional eu não penso que foi só um setor da burguesia brasileira iluminado que eh eh concebeu algumas empresas chave para acelerar o desenvolvimento do Brasil houve uma mobilização nacionalista e a classe trabalhadora brasileira ela foi se construindo também fortalecendo nessa perspectiva de de apropriação da riqueza Nacional como parte ou como
expressão de uma democracia Econômica também do Brasil que não se consolidou a gente sabe que eh a gente sabe não mas eu penso que o a principal motivação do golpe de estado de 64 foi paraar quebrar essa dinâmica de ampliação do né da da mobilização nacional e Popular que existia nos anos 60 claramente e ampliação dos direitos a gente pega a né as reformas de base do João Gular mesmo em 64 elas apontavam e Eh para que essas reformas fossem possível era necessária mobilização das massas né organizadas do povo brasileiro sem isso não era possível
realizar reforma agrária realizar a industrialização nacionalista e tudo mais ser uma classe trabalhadora organizada e o gop de 64 ele tem como eixo principal desmontar isso tanto que eh as principais medidas inúmeras medidas tomadas pela DIT logo nos primeiros Eh dias e e meses foi centralmente contra o sindicalismo principal adversário eles sabiam quem era era um movimento operário organizado em sindicatos principalmente Então os dados eh sobre eh eh perseguição de Confederações de Sindicatos são inúmeros né então na no primeiro mês após o golpe 409 sindicatos foram eh fechados 345 lideranças de Sindicatos foram afastadas 10.000
trabalhadores foram banidos à Vida sindical mais de 10.000 1565 ações repressivas de intervenção foram anularam eleições dissolveram A Entidade sindicais e atacaram esses sindicat né então há inúmeros dados que mostram uma avalanche de de ataques contra o movimento sindical exatamente após 64 e depois a tentativa de construir um novo sindicalismo então foi feita uma parceria do governo brasileiro com o Instituto Americano de desenvolvimento do sindicalismo livre Que os especialistas sabe muito bem o o objetivo disso que que chegou a treinar mais de 30.000 sindicalistas brasileiros nos Estados Unidos para criar um sindicalismo conciliador colaborador que
não se envolvesse com a luta de classes que tentasse construir uma ideia de sindicalismo eh de parceria com os patrões que é um pouco o sindicalismo de hoje uma boa parte né o sindicalismo se explica porque o sindicalismo tá em crise uma das questões é essa acha que o Patrão é um colaborador é um amigo e não um adversário dos seus direitos né que tá sempre tentando enfim e como produto dessa desse dessa desarticulação do movimento sindical eh foi uma série de direitos foram destruídos por exemplo a a a estabilidade no emprego de 10 anos
foi substituída pelo fundo de garantia poucas pessoas sabem disso mas é importante dizer o fundo de garantia ele substituiu um direito que a Cido adquir E que foi que foi substituído voltou o atestado ideológico né para eh controlar né os trabalhadores e e ações educativas e assistencialistas como centro da atividade sindical tentando esvaziar o conteúdo reivindicativo de mobilização que eh os trabalhadores haviam construído bom isso também mais uma vez não significou que eh o movimento sindical tivesse desaparecido há uma série de resistências então as greves de 68 em Contagem em Osasco ocupações de Fábrica né
ocupações violentas com eh com o Exército desalojando e são momentos da história do do movimento operário sindical brasileiro que precisam ser retomados porque havia uma resistência nas fábricas no nos locais de trabalho contra a ditadura militar se fala muito da ditadura e da luta armada mas o centro da da da Resistência contra a ditadura estava nos locais de trabalho Por isso que eu gosto também do Mário Pedrosa que é um autor muito importante Para mim porque ele reflete exatamente sobre isso ele se contrapõe a uma esquerda que achava que a a luta armada era sair
não a luta contra a ditadura se dava no local de trabalho mantendo uma estrutura de organização mínima dos trabalhadores para eles se manterem organizados terem um instrumento de articulação ainda que que fosse clandestino mas nas fábricas porque né o capitalismo ia precisar de fábricas de trabalhadores ia Continuar empregando pessoas e Isso acabou né se refletindo na na própria história se a gente pensar 10 anos depois ou mesmo menos de 10 anos depois de 68 e 78 o coração da Resistência que vai derrubar a ditadura eu penso foram as grandes greves do ABC ali ali foi
um núcleo de resistência nos grandes greves em que a classe operária que muitos Diz que tinha desaparecido tava agrupado os os milhares nas grandes fábricas foi ali Que né a resistência ganhou um um né um um corpo né uma uma uma expressão organizada e política que superou inclusive com os dirigentes diziam na época porque os dirigentes mesmo o Lula né e eh nunca foi um revolucionário de esquerda nada disso era um dirigente né fazia parte dessa tradição desse sindicalismo mas que foi empurrado pelas circunstâncias pela pressão social né pelo movimento aí muito além A gente
Analisa os documentos que ele fala 77 78 19980 foi muito além do que eh ambicionava inicialmente aele sindicalismo então a pressão social catalisou uma energia né em torno em torno desses trabalhadores que projetou eh para além do econômico projetou pro político né Essa classe então a expressão disso foi a fundação do PT na época foi a fundação da Cut foi a fundação do MST foi a rearticulação da Uni né até o sindicato dos docentes também o Andes né surgir nessa época Então essa resistência o núcleo dela foi o mundo do trabalho que foi combatido décadas
a décadas mas resistiu porque né É nesse espaço em que e eh se discutia não só as reivindicações econômicas mas a discussão da Liberdade da democracia e do futuro da nação brasileira Então acho que isso é importante pra gente eh colocar como referência inclusive para pensar o hoje né porque eh de fato essa discussão Sobre eh eh como reverter as as essa onda de eh essa valance de ataqu e desregulamentação do trabalho né Eh tem a ver com a situação do sindicalismo e tem a ver com Na minha opinião né uma postura do sindicalismo de
conciliação né de querer construir projetos comuns com né uma elite brasileira que sempre desprezou a maioria do povo brasileiro nunca colocou a maioria dos trabal trabadores como parte do seu projeto né E a experiência histórica do Brasil demonstrou né que se há uma né um uma classe trabalhadora organizada em sindicatos em partidos que consegue de maneira autônoma e independente construir um projeto construir uma perspectiva nacional a partir dos seus interesses concretos ela é sim alternativa ela tem possibilidade de construir alternativas políticas políticas públicas políticas de desenvolvimento nacional e defesa da Democracia inclusive né sem essa
classe de trabalhadora organizada não se garante democracia no Brasil nem uma perspectiva de desenvolvimento econômico e muito menos eu eu penso é uma alternativa a essa ideologia essa ideologia do empreendedorismo que Visa desarticular né uma perspectiva eh coletiva e social de né de desenvolvimento do país e mesmo um controle social dessa apropriação Privada e predatória que se faz da Ciência da te olia a serviço de grupos privados então o professor beluzo colocou no início essa que veio do Marx essa ideia da apropriação coletiva do pensamento coletivo inclusive na ciência a ciência nas nas mãos de
grandes grupos privados ela transforma isso em instrumento de destruição então a força produtiva vira força destrutiva destrutiva da humanidade inclusive Então você tem um desenvolvimento tecnológico Só que tá a serviço da destruição da for da fabricação de bombas instrumentos de extermínio né de eh mandar o homem pro espaço e não sei o qu e não resolveu os problemas concretos dos bilhões aí de pessoas que são famintas e existe tecnologia para isso então quem pode se apropriar disso e reverter isso daí e reverter esses conhecimentos científicos de nome né do dos interesse da maioria não é
não são os grupos privados Então essa classe trabalhadora organizada né Pelo menos na história do Brasil eu penso Ela demonstrou essa capacidade de construir um projeto de se contra P né e e eh eh abrir perspectivas de desenvolvimento para a maioria da nação brasileira eu acho que é um pouco isso meu recado obrigado aí pela atenção obrigada Evaldo foi muito bom eh muita coisa pra gente refletir eu vou passar agora a palavra pra Professora Magda B Vas que vai fazer a sua suas questões aí Mag Ah boa tarde o meu papel é uma satisfação estar
aqui obrigada Renê por essa possibilidade e é uma satisfação estar aqui ouvindo o professor de todos nós né Professor belus muito obrigada professor por trazer as suas reflexões aqui e nos ensinar tanto e pensarmos né O que que what's going on Por que que tudo isso tá acontecendo Obrigada Marilan obrigada edal mar é uma companheira parceira de todo dia não vou fazer a fala hoje Marilane né mas só pel uma provocação da Marilan a gente desenvolve também lá no cesit aí é uma parte que eu tenho uma certa uma certa responsabilidade nela é o papel
das instituições públicas né no sentido de eh construir ou desconstruir os di e os freios a ação desigual do capitalismo e qual qual tem sido hoje o papel do Supremo Tribunal Federal né mas eu não vou falar essa fala porque não é meu papel aqui né eu vou fazer só Provocações então eu quero perguntar eh a vocês e sobretudo ao professor beluzo e o professor Edvaldo o que seria do Brasil se não fosse o crash de 29 o Brasil de tangas e o novo grupo político que assumiu o poder em 30 que seria do Brasil
será que eh nós poderíamos ter transformado esse Brasil de um Fazendão oligarca escravocrata monocultor patriarcal em 80 Na oitava nação Econômica do mundo isso não foi pouca coisa isso não foi pouca coisa então eu quero eh fazer uma provocação nesse sentido sobretudo a professor beluso que tensão foi possível se D naquele momento histórico que nós conseguimos a ferro e fogo e não sem muita luta como mostra o professor edvald conseguimos iniciar finalmente o nosso processo de industrialização e nesse processo de industrialização nós conseguimos A construção do nosso sistema público de proteção social e ao trabalho
que hoje quando os interesses privados subjugam o sentido do público está em processo de desconstrução sem ser necessária PEC apenas pela via da interpretação nós estamos retirando a força normativa da de 1988 que é o epílogo desse processo que com Idas e Vindas avanças e avanço de recurso passou por uma ditadura passou Por o novo sindicalismo chegou o processo constituinte elevou as conquistas dos trabalhadores a condição de sociais fundamentais e ampliou para categorias até até então desprotegidas do campo da proteção social que eram os trabalhadores rurais e trabadores domésticos com muitas dificuldades tanto é que
a PEC das domésticas só veio muito depois e a regulamentação da PEC das domésticas é bastante complexa porque cria uma figura das diaristas e retira Daqueles 6 milhões que a Mari nos falou retira a condição de trabalhadores protegidos para Acho que mais de 4 milhões né então o que seria ter sido teria sido do Brasil se não tivesse havido então eu gostaria que o professor beluzo falasse um pouco sobre isso sobre a Lei dos do teros que veio logo depois da criação do Ministério do Trabalho das tensões que houve das greves das disputas das lutas
e do nosso processo Tard de formação do capitalismo a Era Vargas ela é muito discutida ela é muito analisada ela é polêmica A Minha tese de doutorado orientada pela professor beluzo é justo sobre a Era Vargas né e o processo de construção do sistema público de proteção social ao trabalho no Brasil não é sobre o sindicalismo então eu quero fazer essa pergunta que tensão é possível a partir dessa pergunta que tensão é possível se dar no Brasil para que nós possamos Efetivamente retomar uma caminhada rumo a uma sociedade de homens e mulheres substantiv iguais livres
e fraternos que tensão é possível se dar quando todos os nossos dirigentes da década de 20 e 2 que minimamente minimamente iniciaram o processo de superação das desigualdades e das assimetrias no mercado de trabalho que nasceu sobre o signo da exclusão social todos os dirigentes que iniciaram Esse processo com muitas conquistas incompletas mas com muitas conquistas Ou foram suicidados Ou foram depostos por um golpe civil militar Empresarial de graves proporções e nós vivemos isso a minha geração viveu isso ou foram timados sem nenhum crime ou foram colocados na cadeia por 2 anos então que tensão
é possível se dá neste Brasil de mil e tantas misérias Para que se possa efetivamente realizar o nosso sonho a nossa Utopia que é a construção de uma sociedade de homens e mulheres substantivamente iguais livres e fraternos que é o que a nossa Constituição de 88 diz essa é a primeira provocação segunda provocação Marilane nós mulheres conquistamos muitos direitos em 1932 nós fomos o quarto país do Hemisfério ocidental em que as mulheres que até então no Brasil eram relativamente capazes e só podiam praticar atos com a outorga ória Ou do pai em 1932 em fevereiro
nós conquistamos foi o quarto país do Hemisfério ocidental o direito ao voto isso não foi pouca coisa em 34 ele se transforma direito dever muitas mulheres morreram sofreram mas essa conquista foi incorporada num decreto de de fevereiro de 1932 ainda em 32 nós mulheres Conquistamos a jornada de 8 horas e o direito à igualdade salarial que até agora está sendo lutada e a Marilane participou bastante desse processo e conhece as dificuldades que houve para publicar o relatório inclusive com ações judiciais tentando coibir a publicação desse relatório em 32 nós conquistamos o direito a igualdade salarial
independentemente do sexo para as mesmas funções em 32 nós conquistamos o direito de não sermos despedidas Porque Estávamos grávidas esse direito não foi incorporado à CLT em 32 nós conquistamos o direito de termos a nossa carteira de trabalho independente ente da outorga marital ou da outorga do pai podíamos ir lá tirar o documento legal a nossa carteira de trabalho em 32 nós poderíamos apresentar as nossas reclamações dos direitos não observados pelos decretos de então perante as juntas de conciliação e julgamento que foram criadas naquela época dizia o Artigo independentemente da outorga ória dauta marital ou
do Pai então essa foram conquistas muito significativas que no mundo da vida mantiveram mantiveram-se realidades vivas e cruas então repito a pergunta que tensão é possível se d na nossa sociedade brasileira para que supr possamos construir uma sociedade de iguais homens e mulheres em que as mulheres têm os mesmos direitos e não sejam queimadas nas fogueiras Eu acho essa é a minha Provocação né e passo a palavra pros demais debatedores agradecendo muito a oportunidade de estar aqui com vocês e sempre aprendendo e sabendo que o capitalismo é um sistema essencialmente desigual e como diz o
professor beluso hoje realiza a sua essência muito obrigada obrigada Magda eh acho que a a sua provocação Foi bastante eh interessante eh a uma dúvida agora ren só me ajuda um pouquinho a gente eh coloca nós temos bastante perguntas Eh que estão vindo por e-mail e temos também a pergunta do pessoal aqui que está presente né Eh seria melhor a gente eh junto com essas questões da maguida abrir pro público que daí a os os expositores responderiam junto né então Eh quem eh quiser vir já pode por favor vem aqui para usar o microfone porque
tá sendo gravado vinha eu tô numa Live aqui depois como ligo para você sim ligo fel tchau é minha filha que tá ligando tio Que atender Sim professor vem aqui na frente se apresenta e faz a questão porque eh como tá isso tá ficando gravado A gente já coloca por favor aqui Ah bom aham eh Boa tarde eu sou o rul né sou economista formada aqui pela feia né Eh boa tarde então queria parabenizar né o quer dizer ralu o meu nome né sou economista queria Parabenizar Eu acho que o debate hoje foi muito interessante
né e a min minha pergunta e assim então primeiro fazer uma pergunta de Economia né economista aí eu vou fazer uma pergunta particularmente para Everaldo né que é Historiador da economia né então a minha pergunta é assim né é que é da especificidade do capitalismo Brasileiro né É porque assim o por exemplo o capitalismo Brasileiro né já no ciclo do açúcar né Já tinha eh maquinaria né Eh moendas né e todo um sistema de maquinaria que processava a cana né então Eh e vendia um produto eh manufaturado né para paraa Europa né então é um
um capitalismo assim eh totalmente eh complexo de entender né E que na Inglaterra só vai ocorrer eh esse sistema de então de do Capital industrial de maquinaria a partir da Revolução Industrial né então em primeiro lugar é essa questão então que dessa especifidade do que que Capitalismo brasileiro é esse que já tinha maquinaria já no C do açúcar e já exportava eh produtos faturado que era que era o açúcar né agora e eh a segunda pergunta é o seguinte né Essa questão que não foi muito discutido aqui né quer dizer que da da Revolução de
30 que é justamente para quem é economista né começa eh a na disciplina de História Econômica começa Justamente na na Revolução do estado novo né revolução então do Júlio Vargas Né que é a questão da formação da nossa cadeia produtiva industrial certo isso é uma outra complexidade por quê Porque o o vamos dizer assim que no Brasil nós não tivemos etapa feudal Tá certo nós tivemos um período que o pessoal chama de estamento né no qual criou essa especificidade su gênes que é o que é esse ciclo do açúcar né agora a dificuldade eu acho
maior essa questão de como que a a o complexo industrial brasileiro vai se eh vai se integrar Então na cadeia produtiva Global Eu acho que isso que é outra complexidade de entender né E aí eu me reporto né porque eu quando fui eh aluno de Economia aqui na feia né eu fui assim privilegiado porque eu eh durante 3 anos né eu fui estagiário do FIP né era uma pesquisa eh do da indústria de B de produção Paulista justamente essa que o professor beluzo achou que esse capítulo muito Importante do do eh do Marx né que
é essa fragmentação da constitução de de de processo de de maquinaria da da indústria né É por que que eu digo isso era uma pesquisa então Eh do FIP on diá estagiário eh da Fiesp e e da bimac então a bimac me mandava todo mês 180 questionários eh particularmente eh de cinco segmentos da indústria de capital da indústria de máquinas né então o a primeiro era máquinas implementos agrícola eh máquinas grá Máquinas plásticas máquinas eh metal pesada e mais outras duas que eu não me lembro muito bem agora né então era assim né e qual
que era a dificuldade aí nesse período que estagiário que era a década de 80 ah o o o PIB Industrial era quase cerca de 30% vamos dispor assim do PIB Nacional né Hoje tá em torno de 12% certo então o que que acontece né o Brasil mesmo naquela época era difícil enquanto você pegar um questionário de uma empresa Onde sabe o nível da utilização da capacidade instalada né atingia Vamos dispor assim 60% geralmente era 50 né quando dava assim um umentar na economia chegava 60% mas o nível de utilização da capacid lado muito baixo né
sempre foi assim eh mesmo nesse período de de crescimento né da do do bib Industrial né então Eh aí que eu acho que tá toda a questão né porque é só nessas últimas décadas né que realmente eh através então o professor sabe muito bem isso é Um especialista na área né o mercado financeiro né é justamente isso e é que o Brasil né através de um sistema financeiro muito também acho que S gênes né consegue então eh entrar na na cadeia na cadeia eh produtiva Global Aí sim aí aí eu acho que Aí sim entraríamos
então Eh no sentido do capitalismo né Não então perderíamos toda essa nossa cidade né do do capitalismo né um pouco eh assim eh um pouco assim gênes né mas um capitalismo tal como Marx escreveu então No no grund então na na economia política né Eh então Professor eu gostaria então a pergunta então para economista né então a pergunta é a seguinte né É por que toda essa indústria de maquinaria por exemplo na época que eu fazia o estágio quase toda essa indústria de bens de produção era no Estado de São Paulo então primeira primeira questão
é é porque que se concentrou centralizou tudo no Estado de São Paulo essa indústria de de Vent de Produção né e a segunda pergunta que eu acho que é eu acho aí eu acho que a gente aí nós ainda continuamos suos gêneros né que o acho que o professor belus enfatizou isso muito bem né né Eh é um um do discípulos dele que é o Bernard api esteve aqui né veio falar sobre sistema tributário né aí Eu até perguntei para ele né porque ele tinha também participado do do primeiro governo do Lula que era o
palos eh como Ministro eh como Ministro eh da fazenda Né então o que qual que é a dificuldade de entender né porque aqui o professor participou né então da laboração da equipe e tal Porque que com uma equipe tão assim bem formada né que poderia resolver todos os problemas da economia política brasileira então no sentido teórico né Por que teve tanta dificuldade na hora da da implementação então da da política econômica né então Professor eu ressaltaria aqui né fal aí n todo nosso problema assim é A representatividade política é que nosso representante no no espaço
público geralmente ainda continua su gênes né então eu perguntaria assim ao professor né sim eh como que poderia ser resolvido Então esse problema eh pro Brasil que já foi então a oitava economia eh Mundial né que hoje tá conseguindo né Tá na nona né Eh voltar a ser e será né a quinta eh economia eh de mundial Então essas são as Perguntas eu agradeço né assim agora sim eu diretamente pro veraldo né que é essa questão do do Mário Pedrosa né então ô Everaldo outra especificidade é essa questão do do movimento socialista Brasileiro né porque
o socialismo né tal como foi surgiu lá no Marx né nas internacionais e depois lá na comun lá é assim você tem que ter uma etapa anterior Industrial forte né Para que ocorra um socialismo lá na frente né E como que Mário e Mário Pedrosa em meados Então de de de 40 né quando começa então esse movimento socialista Brasileiro né Apesar de que você falou daação sindicato etc etc né Eh sim conseguiu né assim eh elaborar um tipo de movimento eh socialista no BR Brasil mas também é suos gêneros né Everaldo então se você pudesse
também falar de então de que tipo de socialismo é esse tal eh então eu agradeceria Então são essas as perguntas tá certo quem mais aqui do Público quer Eh fazer perguntas por favor eu vou eu vou pedir que vocês sejam mais objetivos pra gente poder dar espaço pro pessoal responder né Nós temos aqui até às 5 horas a gente vai ter que encerrar as nossas atividades por favor você é se apresenta por favor Boa tarde eu me chamo José Morais sou professor de história eu gostaria de fazer então uma pergunta pro professor beluzo e também
pro Nobre Historiador né é o seguinte eu fiz aqui uma uma uma uma Descrição né Eh o capitalismo industrial ele se mutacion em neoliberalismo e em capitalismo financeiro com modos de produção imateriais e pós-industriais eh o neoliberalismo como mutação do capitalismo né ele elimina a exploração aleia da classe trabalhadora hoje cada um é Trabalhador que explora a si mesmo e para sua própria empresa cada um é senhor e em uma única pessoa então a minha pergunta é a seguinte a luta de classes também se transforma em uma luta interior consigo mesmo é isso muito obrigado
pela atenção de todas todas e todos obgada mais alguém aqui por favor tiver mais algém que quer fazer Pergunta també podeo aenta por favor Boa tarde eu sou Pedro Sou estudante de psicologia na Unifesp né Baixada Santista eh eu queria fazer uma pergunta mais referente pode ser para qualquer um que sentir à vontade de responder mas referente às novas morfologias do trabalho sobretudo no mundo digital e com as redes sociais O autor pil churan que escreve a sociedade da Transparência já denuncia a auto exploração permanente A qual as redes sociais colocam as pessoas no geral
independente trabalhador a minha pergunta é no sentido de que de que modo as redes sociais contribuem vocês estavam falando dessa coisa de empreendedorismo para a criação de uma subjetividade que favoreça esse ambiente da auto-exploração de si sem necessariamente ter um patrão né por meio do Uber dessas coisas eh para além também né dessa epidemia de coaches né Uma coisa mais na raiz da produção desejante digamos mais uma pergunta Boa tarde a todos eu sou audens sou estudando aqui Dorado eh em epidemiologia e sou acadêmico de eh de Economia sim eh eu tenho umas perguntas aqui
primeiro para o professor beluso que já havia começado a falar sobre na na no final da intervenção e eu queria perguntar como é que a aí nesse caso a inteligência artificial eh pode Influenciar nas dinâmicas ass de poder como a gente já sabe que eh a economia Messa relação de poder nesse caso entre os diferentes grupos sociais e com essa introdução agora que a gente já vê que é um caminho sem volta nos dias de hoje eh da da da das ias quase todo mundo usa querendo ou não de maneira indireta eh como a introdução
dessa dessa dessas tecnologias na indústria pode alterarse a aquilo que é a dinâmica de poder e suas implicações Que teria nessa na classe trabalhadora né Eh existem discussões sobre isso que a gente tem tem comentado mas queria ouvir um pouco da da experiência do professor e nesse nesse sentido e a outra questão é ligada um pouco do que eh Dev tenho acompanhado do professor Ladislau né que ele tem falado um pouco da financiarización da economia global e a gente sabe que hoje aquilo que é o capital em termos financeiro é bem mais alto do que
a economia real são seis Vezes mais que esse é um Desafio eh um investidor ou ele sente-se mais mais atraído a investir no mercado de capitais do que a economia real que essa economia real é o que movimenta assim que emprega que dá as que melhoras condições de vida então diante desses desafios como é que a gente vê a a a a as classes trabalhadora Dante dessa dessa dessa relação e e e e e uma provocação também relacionado a isso eu citaria o professor Radio shan que é o Professor eh de Cambridge que ele estuda
muito essa questão no livro dele que é chutão das escadas que a gente sabe que eh os países que muit das vezes eh estão na dianteira que são o centro do capitalismo eles chutaram as escadas o que ele chama de chutando as escadas que indiretamente é eles usaram-se de políticas protecionistas e subsídios das suas De suas instituições ao longo do tempo e que atualmente eles eh vão para os países da Periferia do capitalismo e E dizem que não a gente precisa de usar o livre comércio para para poder crescer e eles sabem que realmente não
funciona a gente tem observado isso né que o livro começo não dessas possibilidades dos país realmente Então observamos essa trairagem e como é que a gente observa isso na realidade brasileira e como é que a gente lida isso na no processo da das relações eh trabalhistas Porque se é a economia real funcional a gente não consegue dinamizar esse processo eh da Economia de dia obrigado de nada eu vou fazer a leitura das das das questões que vieram por e-mail eu acho que daí passaríamos para pros comentários dessas que já foram feitas aqui bom tem uma
primeira pergunta feita pelo Renato Peixoto danino que é da Unicamp da Unicamp e ele faz uma pergunta pro beluzo e outra para Marilan temos proposto que trabalhadores Associados EG sua força de trabalho para Produção de bens e serviços que satisfaçam necessidades coletivas adquiridos pelo Estado usando seu poder de compra Eles serão disponibilizados para todos como valor de uso em troca do imposto que paga Este é o caminho que propomos para a consolidação da economia solidária o senhor acha o que o senhor acha dessa proposta de transformação do capitalismo a outra pergunta que o mesmo professor
faz para maril é a seguinte para evitar a Confusão entre aspas criada por certos economistas assimilando emprego a ocupação e evitando os eufemismos que você conhece temos usado a pia em vez de p o que nos leva o que nos tem levado a estimar que existe quase 70 milhões de pessoas em idade de trabalhar que nunca tiveram e nunca terão emprego e em consequência a criticar a proposta desses mesmos economistas muitos deles de esquerda em subsidiar a reindustrialização Empresarial entre parênteses nova indústria Brasil e a propor uma reindustrialização solidária Ou seja subsidiar a produção de
bens e serviços de natureza Industrial que satisfaçam necessidades coletivas adquiridos pelo Estados pelo Estado eles poderão ser disponibilizados para todos como valor de uso em troca do imposto que paga e Este é o caminho que propomos para a consolidação da economia solidária O que que você acha Disso para dar continuidade o dagnino perdão o Professor Renato dagnino também manda uma pergunta para mim mas eu não tô respondendo então eu vou incluir a pergunta que é bem na economia solidária ele diz o seguinte Nossa industrialização periférica disfuncional e selvagem precisa ser revisitada à luz do Futuro
que Queremos construir E aí ele vai no mesmo sentido das duas das outras duas questões Insisto na reindustrialização solidária como solução então só para acoplar porque é muito no mesmo no mesmo sentido certo temos uma outra pergunta aqui da professora D Luciana Ferreira da Silva da Unifesp Campos São José dos Campos eh aos Deb ela tá fazendo uma pergunta em geral pros Três expositores diante desse contexto de insalubridade exploração estrutural no mundo do trabalho a luta dos trabalhadores por Direito dentro do mesmo sistema não se trataria de reformas pifias como vocês analisam a organização do
trabalho nos preceitos da autogestão de economia solidária e de geração de trabalho ao invés de empregos com base na exploração e por ú por último ten ainda uma outra questão do Professor Renato dagino que eh é direcionado a professor Everaldo há pesquisadores que consideram que nossa classe proprietária concebeu e Implementou sim um projeto de nação entre aspas ele foi genocida dos indígenas escravocrata esse projeto né Eh etc mas é sempre coerente com sua condição de classe capitalista periférica para maximizar sua taxa de lucro com atual de juro a maior do mundo ela não precisa extrair
Mais valia relativa com seus pares do Norte com os quais se Alia para melhor explorar sua classe trabalhadora mas comodamente ela sistematicamente ex traz extrai Mais Valia absoluta reduzindo o salário e aumentando a jornada na Live tem uma série de perguntas os trabalhadores se locomovem 3 horas sem precisar Inovar por isso pensar que a nossa burguesia industrial que desindustrializado na Neo industrialização e sufar na onda 4.0 não seria um equívoco então Eh seriam essas questões e eu passo então a palavra primeiro para O professor beluso seguindo a ordem que foi disposição para você sim né
Poderia eh pensando em várias questões que foram abordadas aqui Professor beluzo Senor poderia eh Tent falar um pouco sobre cada uma delas na vou tentar na verdade perseguir uma Vereda que eu acho que é comum a todas as as questões se é que eu sou capaz de fazer isso né OK nós temos aí eh na verdade sempre no no fundo estão A que tá se discutindo que tá se propondo tá se questionando e a angústia das pessoas tem a ver muito bem nós estamos num estado eh de coisas em que os trabalhadores estão mais subordinados
do que já foram até mesmo quando trabalhavam na fábrica né É só observar o grau de de afastamento de marginalização das pessoas só quem anda no na no centro das grandes cidades pode perceber os efeitos eh digamos secundários que são os Moradores de rua né que aumentam diariamente eh o número de de de gente que tá ali desfalecida né então nós temos que discutir é qual a política Quais são as as políticas de transformação que podem colocar uma barreira para essa continuidade não vamos me esquecer nós estamos falando do Brasil vou dizer 40% da da
dos trabalhadores nos Estados Unidos são informais Será que vocês sabem disso são Informais tem uma uma Outro dia eu vi uma pesquisa em que eles dizem que a vida tá muito difícil uma boa parte dos trabalhadores muito difícil porque os preços subiram E além disso os salários deles são insuficientes aí o a o o virou de de do trabalho lá faz a medição do desemprego como nós fazemos aqui como é que nós medimos o desemprego né pelo critério tradicional com as suas pessoas que estão procurando trabalho aí dá um percentual baixo só que não é
sim você Não mede aqueles que estão na informalidade Então o que eu tô dizendo é que nós estamos chegando minha impressão né Estamos chegando ao momento que é preciso realmente se pensar e repensar a forma de se reestruturar esse sistema que tá funcionando de acordo com as suas regras com as suas leis de movimento Como dizia o outro e que Estão realizando aquilo que é o seu eh propósito que é a maximização da acumulação de riqueza Abstrata agora eu tô falando uma coisa chata que é riqueza abstrata é dinheiro o Marcos chamava de riqueza abstrata
certo então vamos olhar a coisa de frente então a quando se fala em financeirização Isso é uma farsa porque o capitalismo Sempre foi financeirizado como assim desde se vocês quem tiver o disposição de ler o o grande Historiador Lucian ou outro Nosso imprescindível né que escreveu três volumes sobre o capitalismo no segundo volume ele fala do capitalismo xelo e mem ele vai falar das Finanças nunca Aliás diga-se o f brod um amigo meu aqui ajudou Maria falou Fernando brodel tem que ler o Fernando brodel para saber como é que ele constrói isso né na verdade
o Fernando brodel escreveu uma história do capitalismo que é uma reprodução histórica das da conformação Do Capital como é que começa começa com o jogo das trocas depois vai pro capitalismo financeiro on ele fala os Fuger os os wat shield etc são os os que mandam nessa coisa que controlam então aí o pessoal fica falando em financiera como se fosse uma novidade o que acontece vocês me desculpem eu tá falando com essa ênfase é que o capitalismo vai desenvolvendo as suas as suas propriedades as sua construção e a sua dinâmica e desenvolve A financiera será
que as pessoas vou falar com Edvaldo deve saber disso melhor que eu como é que foi no pós-guerra que aí a luta social meu velho é luta social como é que é eh foi no pós-guerra no pós-guerra o desastre foi tanto nos anos 20 e 30 que os conservadores que assumiram o poder na Europa tô falando do deg do de Gasper do Adenauer falar aquilo não dá certo temos que fazer uma outra montar uma outra estrutura e isso Foi isso bateu no Brasil de uma outra forma né quando se fala da Revolução de 30 eu
queria dar um palpite aqui tem que falar dos tenentes tem que falar da da da do do trabalho dos tenentes que na verdade propuseram uma agenda muito Progressista pro Brasil e o Getúlio caminhou nessa direção Então a nossa industrialização foi uma industrialização peculiar porque uma industrialização eh tardia como diz o meu amigo João Manuel né mas com com todas as características foi foi a mais exitosa industrialização tardia Entre todos os países periféricos a mais exitosa e vou dizer falando do do setor de bens de Capital que alguém levantou aí né que aconteceu no pós-guerra aconteceu
que você teve o movimento dos Estados Unidos da das empresas Americanas pra Europa e as empresas Quais as empresas que vieram pro Brasil nos anos nos anos 50 na era do da do plano de meta vocês Se lembram foi foi a crup foi a a de meio de Capital foram várias na verdade aquela alemã muito importante né de de de máquinas e equipamentos vieram muitas e muitos eh empresários brasileiros entraram nessa disputa por espaço né o bardela Cláudio bardela o que fez uma indústria de bens de Capital quando é que surge isso surge nos anos
que a o capital eh eh europeu sobretudo que não não eram os americanos tinham estado Aqui com a Ford etc mas era uma coisa muito eh primária o quem veio aqui para cá foram os setores mais novos Olha a Volkswagen veio pro Brasil em 1957 a gente precisa de entender as coisas direito em 1957 quando é que terminou a guerra em 45 né então Quantos anos ela levou para vir para cá não só ela como outras as empresas alemãs também né vieram para cá assim como as japonesas Então a gente Tem que entender que seo
é um movimento da economia que pessoal chama economia global que vai ajustando a situação dos vários países dependendo das políticas econômicas que exerçam né e a China o Brasil era a China do dos anos dos anos 50 o Brasil era a China atraía a capitais e conseguiu desenvolver a sua indústria né É claro que a industrialização brasileira se fez sem que se atacasse a questão da desigualdade uma uma desigualdade que na Verdade se acentuou depois da da da da da do regime militar Mas enfim que nós temos que entender que o Brasil tinha como disse
alguém aí corretamente era para ser mais preciso a participação da indústria de transformação no PIB em 1980 era de 28% para ser mais preciso e hoje em dia é de 99% por quê aconteceu uma desindustrialização E por quê Porque Os Bacanas brasileiros muitos dos quais de classe média alta e intelectualizados né Quiseram fazer eh a abertura e financeira não fizeram depois do plano real fizeram eu sempre digo plano real fo um sucesso na combate à inflação e foi o pontapé inicial da desindustrialização brasileira essa que é verdade n É só vocês olharem o que aconteceu
depois do plano real vocês vão ver aí alguém perguntou por que os governos l Porque você precisa de um plano muito amplo muito amplo e muito integrado para poder responder essa perda de posição do Brasil Então quem estuda a desindustrialização brasileira precisa entender a industrialização chinesa porque a industrialização chinesa se Valeu também da entrada de Capital estrangeiro da abertura deles isso desde que o kissinger e o e o o rro lá reconheceram a China né E aí começou um um processo de aproximação da China a Ponto de transformá-la hoje na segunda na maior potência Industrial
do mundo é a segunda economia mas a maior potência Industrial do mundo Elas têm eh entre os setores mais avançados tecnologicamente os 40 setores mais avançados a China tem liderança em 34 por quê porque na verdade ela soube absorver o investimento estrangeiro e a partir daí começou a construir as suas próprias empresas gigantes quando eu vejo eu já tive na China e vi lá que Eles têm muitos ganhos de escala ganho de escala é o seguinte eh São fábricas enormes que produzem na verdade com custos declinantes então a China hoje né exporta automóveis aí os
os os europeus e americanos ficam achando ruim ela exporta automóveis a um preço muito barato a automóveis elétricos já eles botam tarifas se nós observarmos o movimento da nossa economia junto a economia eh Mundial não é então Passando pro período Eh desde dos anos 30 a reação do do Getúlio Edivaldo Você me permite eh nasce do Movimento dos tenentes aí é o seguinte eu me lembro bem de um uma uma manifestação do Roosevelt Franklin Delano roosvelt veio ao Brasil vocês sabiam né claro sabiam que ele veio ao Brasil então ele veio aqui disse eu e
o Getúlio criamos o new dial claro que era Uma gentileza que ele tava falando mas ele falou isso eu e o Getúlio criamos oia Então qual Era afasta um pouco a personalidade do Getúlio Olha o espírito da época qual era o espírito da época era de que nós precisamos precisávamos industrializar para nos aproximar dos países eh mais avançados e foi bem sucedido com todos os percalços com todas as os problemas como por exemplo esse da desigualdade etc da não eliminação da pobreza porém foi um avanço da da economia brasileira inclusive o o Edvaldo falou criou
uma Uma classe operária eu estive no Pacaembu contar para estive no Pacaembu ouvindo no discurso do Getúlio pra massa Operária pra massa trabalhadora vocês podem fazer o que vocês quiserem dis seros que vocês quiserem ele tava falando lá paraa massa trabalhadora E aí eu tava você tava falando eu peguei aqui um um peguei aqui um um pedaço de de história e me lembro da subida do salário mínimo de 100% em 1954 não é isso foi uma das razões que suscitou aí irritação dos dos bacanas em relação a ele né então eu diria que eh nós
para pular para Agora nós estamos vivendo um momento crucial porque o que vai ser decidido agora vai afetar a vida de muitas pessoas se deixar o capitalismo correr so seus próprios Trilhos Se vocês me permitem vai ser danado vai ser difícil bom já falei demais já certo sim o quer falar Professor Ah sim tinha uma uma pergunta que que mencionava a questão da economia solidária e o professor Renê tá perguntando aqui se eu de alguma posição sobre isso eu poderia falar um pouco eu é é tem uma a ideia de economia solidária se você me
permite eu tô ela é muito bem-vinda e e eu diria que em todas as propostas digamos socialistas mais avançadas vamos pegar o marqu o que ele falou ele falou do controle das empresas pelos Trabalhadores isso é economia solidária ele fala ele o socialismo que foi eh foi tentado na União Soviética né Depois que o morreu sobretudo foi uma coisa deplorável porque na verdade inclusive usando o Marx de maneira inadequada porque Ele propôs o controle das empresas pelos trabalhadores a gestão coletiva Ele usou essa expressão a gestão coletiva que ele também não era contra a divisão
social do trabalho mas ele queria que os Trabalhadores tivessem controle sua própria vida então é isso que na verdade ilumina eu acho essa questão da da economia solidária que é é inspirada n em muitas experiências eh já atentadas etc e que são muito valiosas certo Professor Obrigada o o tema de hoje tá bastante quente não Renê e nós temos um um um prazo que são é 5 horas mas eu eu gostaria só de fazer um comentário porque ouvindo todos vocês né Eu acho que a pergunta que a gente quer Responder inclusive nesta nesse Observatório do
trabalho né que nós precisamos entender é quem que é essa classe trabalhadora hoje que que tem se mostrado como foi colocado aqui hoje poros outros pesquisadores que ela tá cada vez mais fragmentada cada vez mais informalização do trabalho né e grande perda de de direito trabalhista então o nosso desafio não só entender quem é a classe trabalhadora mas a própria classe trabalhadora também eh Eh ter essa questão eh colocada de de pertencimento de classe né como é que fica então acho que essa é é uma questão também a ser pensada Mas é isso então eu
vou passar paraa professora Marilane e depois o professor Everaldo Obrigada professora Vera eu eu também vou ser bem bem pontual tá porque por causa do horário né para para não não avançar demais eh eu eu queria começar justamente por Por isso que você é Você acabou de comentar eu acho que assim a gente eh esse esse esse reconhecimento né dessa diversidade dessa pluraridade ela necessariamente não significa que eh vamos dizer a gente perdeu a capacidade de organizar a classe trabalhadora em torno de uma identidade né então quando eu chamei a atenção Principalmente uma pesquisa da
da da fundação peru Abramo é de que assim Quando dos do trabalho autônomo tradicionalmente é muitas vezes visto como um trabalho como empreendedor e que 70% se reconhece como classe trabalhadora isso tem uma relação de de pertencimento né eh mas eh é claro que isso é carregado muitas vezes de de conflitos e contradições porque ao mesmo tempo que asas pessoas se reconhecem como classe trabalhadora ela se também se identific como classe média porque eh e tem uma percepção de Que elas estão Tem pior pessoas em condições piores do que elas n de maior precariedade maior
vulnerabilidade então três salários mínimos já o vamos dizer capacita para vamos dizer fazer parte de um outro o universo né então Eh mas eu eu eu acredito sinceramente que eh isso é um esforço que a gente tem feito principalmente no movimento sindical com uma certa elaboração de quais são as centralidades Da agenda Na tentativa de pensar as formas de organização Claro não abrindo de maneira alguma mão das relações do trabalho né como uma centralidade mas trazendo muito debate também pro âmbito do território né pro âmbito da da onde as pessoas vivem né onde elas demandam
habitação saúde educação assistência né Eh eu acho que isso é uma uma contribuição eh importante que vai vai concordar com Isso porque isso também digamos tava certa tradição né da formação da classe operária né a classe operária também se organizava as primeiras experiências em torno dessas demandas muito concretas né Eh e acho que a gente tem a oportunidade de voltar a conectar porque hoje eh para uma boa parte eh que tá fora de um espaço de organização eh sindical que tá fora do espaço de trabalho de a presença mais coletiva seja dentro do escritório Seja
numa fábrica eh que muitas vezes o o Eh vive em torno do trabalho ao torno do trabalho por conta próprio e portanto às vezes uma relação de trabalho mais isolado eh ou que só tem eh com quem compartilhar quem demanda pelo seu trabalho pelo seu serviço que isso é um é um é um é um problema concreto ela fica o dia todo eh eh em função de quem tá demandando seu trabalho o caso do do do exemplo dos aplicativos mas também nós podos chamar A atenção para caso do trabalho doméstico e para outros eh serviços
por exemplo Eh que que demandam muita força de trabalho em que a relação prioritária se dá com quem tá comprando a a o o o serviço né então isso é uma Ah isso faz com que a pessoa passe o dia todo dizer sendo de alguma certa forma pressionada né Por um determinado ideia uma hegemonia de de valores uma série de coisas então tem uma perspectiva de de de Organização base no no espaço do território olhando para essas outras demandas eu acho que é uma coisa que a gente precisa voltar a a fortalecer e já há
movimentos nesse sentido né em algumas regiões do do Brasil bom eu queria também dar um rápido palpite sobre essa discussão embora A Magda não tenha me eh eh ter me indicado outra pergunta mas eu queria comentar sobre a coisa do Brasil eu eu Tenho total acordo com isso que o professor beluso chama eu Acho que a gente tinha nos anos 30 você tinha dois caminhos era o caminho natural caminho induzido pelo Estado o caminho natural quia finalizar a ele mesmo que era o Caminho das elites né ah e o caminho deo pelo estado claro fo
um caminho era um caminho muito mais complexo porque você não tinha uma elite que tava absolutamente comprometido com se interesse eh de fora né do do do do grande agronegócio enfim da exp da Produção de café e outras monoculturas mas especialmente Clara a produção do café agora fo um processo di só para dar o meu último é preciso lembrar da Revolução de 32 Uhum que a Revolução do grupo do da turma do café que é a Revolução Constitucionalista uma ova Revolução dos paulistanos os Paul tecas aliás da paulist Paulistas rebelados contra a a industrialização ou
projeto ind Desculpa Isso Exatamente exatamente é isso Professor quer dizer é a a óbvio que você eh foi um período que de de muita de muita tensão muita tensão social muita tensão política ã Você tem uma especificidade eh que é a o que que caracterizou esse processo de industrialização brasileira Você tem uma você tá nós estamos falando nos anos 50 que a base técnica a tecnologia completamente outra né não é do da do processo de de industrialização do século eh do século XVI século XIX né Eh Associação dos grandes grupos econômicos né os ganhos de
escala dis que o professor chamou atenção a questão do crédito então mesmo assim você não tem um processo processo de de neutralização muito intenso né esse nesse período e que coloca exatamente isso que o professor chamou o Brasil era a A Menina dos Olhos de todo o mundo né até ali os os anos eh 70 e é óbvio que ele foi um processo carregado de contradições porque são os conflitos Inclusive eu acho que às vezes é importante fazer umas certas analogias né com com com o que a gente tá vivendo que são situações com os
quais a gente eh convive por exemplo pega o caso do período do governo Dutra né que foi ali no no nos anos eh no final dos anos eh 40 eh política monetária do governo ela política de manutenção dos taxas de juros alta para poder controlar a inflação e obviamente como Comprometimento enorme da capacidade de produção o o o o Júlio Senador na época denun Ava isso no senado assim olha problema você não vai conter inflação eh por meio de política monetária contracionista né você tem contação é justamente expansão expandindo a capacidade produtiva Então tem muito
e e melhorando as condições de vida da classe trabalhadora porque óbvio que a a a a a inflação elevada ela vai esgarçando vai pressionando o custo de Vida a caristia né E vai pressionando a pra classe trabalhadores que bom que a situação é insustentável então eu não não quero me prolongar mais para isso porque não tem tempo mas eu acho que assim São muitos os elementos que a gente precisa é como se a gente tivesse olhando o contexto atual de disputa em torno da taxa de juro de disputa em torno de um projeto de crescimento
com sustentabilidade Desenvolvimento Social e analisando isso daqui há 20 30 40 anos Né Que que foi esse processo né no contexto Claro guardadas as devidas proporções eh Renato eu assim eu sou muito muito eh simpática e e e e e apoiadora de todas as as iniciativas que envolvem economia eh solidária eh não conheço a a o o projeto a proposta reindustrialização solidária Seria muito bom se você pudesse compartilhar com a gente porque eu acredito sinceramente que H nós temos que pensar o processo de Retomada eh e obviamente com base naquilo que a gente tá chamando
de o que que são as condições essenciais para garantir qualidade de vida paraas pessoas né então o que deve ser a retomada Quais são as as prioridades por exemplo é o transporte público é o transporte coletivo é a moradia Popular ou são os edifícios eh que custam aqui na cidade de São Paulo TR 4 5 eh 10 milhões é melhorar o sistema de transporte Rodoviário por Via F eh pelo ferrovia ou eh pelas pelas estradas quer dizer o que que é o complexo de saúde como a gente constrói uma política nacional de cuidados eh com
essa perspectiva de que há um processo de envelhecimento eh da população Claro por conta da demografia e uma pressão cada vez maior por políticas de cuidados que precisam ser pensados a partir de uma complexidade que é o próprio sistema de saúde né que Envolve não só ah equipamento mas envolve também Hospital envolve eh pessoal qualificado pessoas Eh vamos dizer em condições de realizar esse trabalho não de forma não remunerada de forma gratuita como muitas vezes é feito a partir dos arranjos familiares Mas seja uma política eh de de estado né e e e Considero que
eh Há um uma necessidade cada vez maior da gente pensar essas forma de organização do trabalho for fora dos circuitos mercantis não tem Dúvida nenhuma e mais que há uma tendência inclusive principalmente a própria Juventude de buscar outras formas seja por trabalho em rede sepre com com formas de trabalho compartilhado eh experiências solidárias eh como uma forma real de poder eh pensar um novo modo de produção e de consumo porque acho que a gente tem que pensar consumo Pensar todos esses impactos que tem do ponto de vista eh ambiental climático Ecológico mas também pensar que
é Insustentável mander um modelo de produção nos níveis em que tá se dando quer dizer com a produção de milhares de desperdício tremendo de recursos naturais que poderiam ser canalizados para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do conjunto da população eu acho que a nossa meta sempre primeira tem que ser a sustentabilidade da vida humana a gente tem que pensar o que que é essencial e fundamental para garantir a sustentabilidade da vida para que as Pessoas possam ter direito a um trabalho pode ter direito a qualidade de vida ã minimamente razoável e digna
né então acho que é com essa perspectiva que eu sou absolutamente favor a que a gente discuta assim sobre a a economia solidária e acho que ela ganha cada vez mais peso mais relevância no nosso contexto eh atual e por último eu queria comentar o que a Magda pediu para falar eh eu acho que o que aconteceu em relação ao debate da da apresentação do Relatório da Transparência salarial é na verdade um pouco assim o capitalismo na veia né poucas pessoas acompanharam isso porque é considerado um tema de mulheres então tema de mulheres não é
acompanhado por homens inteligentes né porque afinal de contas são temas de mulheres mas se quer realmente compreender como é que o capitalismo atua na aveia é eh se eh encarregar de eh ler e atrás do que que foi a disputa que foi feita em torno da apresentação do relatório de Transparência salarial esse ano pelo Governo Federal as medidas que foram tomadas as ações de inconstitucionalidade as reuniões as pressões políticas por quê que apresentar um relatório de Transparência salarial V dizer iria desnudar o que que é para as empresas né pro capitalismo que que é o
segredo de mercado né Então as empresas eh deixaram muito claro né os seus representantes CNI de que o governo quer Fazer política pública faça da porta da empresa para fora da empresa da da porta da empresa para dentro quem manda são as empresas então não venha dizer que que tem que pagar salário igual porque nós sabemos o que temos que fazer esse foi o recado milhares de vezes né Eh foram eh enviados para o governo para quem estava envolvido nessa política porque isso iria ia desmoralizar as empresas isso ia reduzir a capacidade das empresas de
negociar suas ações as ações iam cair Iam expor elas à concorrência expor elas à competividade elas iam perder eh preso no mercado internacional Então é isso assim é é a expressão pura do que que é o capitalismo em nossa sociedade ou seja eh o estado tá lá desde que ele nos sirva quando ele começa a atrapalhar ele tem que ser afastado e eh e os seus governantes né e isso a gente já presenciou recentemente né com a presidenta Dilma Então eu acho que nem é preciso falar mais disso porque todo Mundo acho que entendeu bom
eu agradeço desculpe eu não vou conseguir comentar outras questões mas o tempo tá muito curto e e certamente eh o o Professor Geraldo terá muito mais contribuições também a fazer nesse debate Obrigada Vera agradecemos também você vou passar para veraldo bom eh vou tentar ser bem sintético são questões bem interessantes e eh pra gente comentar queria falar das três Temas aqui tentar comentar sobre o estado economia solidária e a questão da classe para tentar responder um pouco meu ponto de vista que eu acho que posso contribuir pro debate eh sobre essa questão do eh acho
que do estado e a relação com o capitalismo eh bom os nossos colegas econômic devem saber talvez melhor do que eu mas o debate da primeira experiência socialista que o Lenin começou a comandar na União Soviética é Interessante que os inscritos deles se baseavam no hilfer no Robson e outros e para ele o modelo de de intervenção do Estado alemão por exemplo que planejou a economia para garantir a intervenção da na primeira guerra mundial Era um modelo que para ele mostrava o capital monopolista que poderia ser um capital que crescentemente planejaria a economia e seria
um modelo que poderia ser utilizado como referência para construção de uma sociedade de uma Economia planificada socialista tem um Largo debate nos anos 20 bem conhecido né de quem estuda esse tema sobre as concepções de Estado planejador socialista que fosse incorporando grandes massas da da indústria e fosse controlando o mercado progressivamente controlando o mercado na perspectiva de uma economia eh planificada socialista tem um tem um texto do misis né fo O mises que é o Papa do dos liberais já contestando a economia planificada em 1920 dizendo que seria impossível você controlar preços controlar custos e
e e manter uma economia equilibrada sem recursos contábeis gigantescos né hoje a computação talvez permitisse isso permita isso né né esse esse controle de custos que o mes e depois o haek também contestavam lá na frente né então tem um debate Largo sobre isso sobre a intervenção do estado e é sobre a proposta de de de planificação econômica e o modelo quinquenal que foi construído Na União Soviética Serviu de modelo também pra China e para outros países né agora eh não foram só os os estados a União Soviética os estados socialistas que implantaram planificação então
nos anos 30 né Eh a consequência da da crise de 29 foi que os estados capitalistas para sobreviver para não serem para não desmoronarem tiveram que intervir diretamente na economia né então o new Deal do roswell o plano sexenal do cinas no México ninguém fala mas um plano de Intervenção ele até falava de socialismo cinas no México né e a intervenção do estado brasileiro também foi no sentido de salvar o capital né então concentrar recursos desenvolver indas estratégicas e salvar o capitalismo então e eh dizer que o estado não é né não é t no
desenvolvimento não protegeu a indústria né o exemplo do coreano né falando da Coreia inclusive né mostra isso né o pós-guerra inclusive eh os planos eh quinquenais franceses teve nove planos Tem uma planificação francesa a intervenção do estado Sueco também uma experiência né que mostra a intervenção do estado para desenvolver o capitalismo concentrar recursos e tudo mais então essa essa mesmo o estado regulador ele teve um papel importante no desenvolvimento dessas economias e na reconstrução dessas economias no pós-guerra e tem um exemplo acho que que que é importante eh falar da China né a planificação Econômica
chinesa porque eh Eh se fala da China após os anos 80 né Depois do den xuping mas o período entre 49 e 1980 foi período de planificação de estruturação de uma de uma infraestrutura pra China que permitiu esse salto econômico planificação econômica de caráter socialista concentração de grandes recursos estratégicos em indústrias chave áreas de planejamento específico investimento maciço em educação e informação com autros cursos sociais dificuldades Imensas que já existia na China mas que em três quatro décadas permitiu a China né Eh acelerar o seu desenvolvimento A partir dessa dessa dessa estrutura eh o colega
falou do Mário Pedrosa né a perspectiva socialista dele tem um um eh o livro do do Pedrosa de 66 que é pouco B não teve mais edição mas eh eh opção brasileira e opção imperialista dois livros e ele nesse livro de 66 ele eh resgata a importância do debate entre sobre planificação socialista na União Soviética que existia na época e um debate que o Paul Baran Se não me engano que era um economista norte--americano também estava desenvolvendo sobre o novo papel das grandes multinacionais que do ponto de vista dele projetaria essa ideia do de que
os grandes monopólios capitalistas preparavam uma economia planificada socialista Mundial então haveriam condições para superar o mercado havia um debate ele ele resgata e traz pro Brasil esse debate só que ele Não éa um economista de fato mas tá registrado no livro dele né então a perspectiva socialista que ele aponta nesse livro e que depois ele não sei se as pessoas sabem ele é o foi o filiado número um do PT ele ele participou da formação do PT e debateu também ele tenta colocar essa discussão nos textos de 78 79 o Mário Pedrosa tenta resgatar o
que seria para dele socialismo né uma das ideias é essa o estado né um estado eh eh eh induz a planificação socialista Mas ele introduz a discussão da autogestão que é a segunda questão aqui da economia solidária esse de discussão quer dizer eh você tem que ter um estado que vá superando o mercado ampliando o controle mas esse estado tem tende a desaparecer essa a perspectiva dos marxistas certo e qual e e o que que substitui o estado a autogestão trabalhadores do sistema produtivo das fábricas e tudo mais né Então essa perspectiva tava colocada e
não é uma Invenção do Mário Pedrosa você pega os anarquistas no século XIX o furrier os socialistas utópicos no começo do século XIX essa discussão já tava posta né que é essa questão da auto-organização do mundo do trabalho é que vai permitir que as fábricas eh coletivas a coletivização da economia dê certo Quer dizer você leva a democracia pro terreno do trabalho terreno da economia a economia precisa ser democratizada não basta ter democracia no mundo político se depois Quando você entra na dentro da da fábrica né como a a professor acabou de falar olha aqui
dentro da fábrica Quem manda é a gente aqui mulher é diferente a gente não vai tratar então a democracia significa democratizar também a economia o mundo do trabalho significa que aqueles que produzem eles devem né Eh eh dirigir também o processo produtivo no local de trabalho e coletivamente nos Espaços coletivos onde tem que ser criado novos instrumentos de Democracia né Essa perspectiva que acho que faz parte dessa discussão eh um pouco que a gente colocou aqui a última questão é sobre eh essa questão da classe da identidade de classe eu queria falar um pouquinho também
eh tem um livro Um Historiador chamado Eduard Thomson talvez vocês ouvido falar formação da classe operária inglesa que eu acho muito interessante ele mostra um processo bem e eh complexo e diversificado eclético de formação da Classe operária nos Espaços não só eh de produção mas nos Espaços culturais também né a identidade da classe trabalhadora ela é expressão de uma luta coletiva não é algo abstrato algo muito concreto Então são nas lutas concretas por direitos na organização dos sindicatos das associações dos partidos Operários que essa classe existe enquanto classe então eh eh e e precisa ter
uma política né Essa classe precisa ter uma política para se organizar e Para lutar por direito sem isso eh eh é um movimento que não se consolida e não consegue construir projetos alternativos ao capital e ao processo de destruição de direitos que que que vem ocorrendo então Eh se se a gente for pensar desse ponto de vista é o o eh o movimento da a situação da classe trabalhad trabalhadora hoje eh ele precisa né garantir a sua independência enquanto classe o seu direito enquanto classe em relação né a a uma classe que ataca os Seus
direitos uma classe que explora eles eu não acho que como acho que o Pedro colocou aqui possa existir Auto exploração de si mesmo né porque a exploração é né um alguém extrai parte do que você produziu né um outro né um patrão no caso né como você extrai de você mesmo né eu não consigo não consigo entender sabe quer dizer tem uma relação de dependência Econômica ecológica que seja com uma um outro que extrai de você explora agora você explorar de você Mesmo eu não consigo entender essa exploração então a classe trabalhadora eu acho que
ela se constrói e ela se construi historicamente em oposição ao interesse de outra classe no caso do Brasil não só do Brasil o capitalismo os os donos do meio de produção que exploram exploraram e continuam explorando a classe trabalhadora e É nesse confronto nessa defesa dos seus interesses Se auto organizando que é ela se constituiu como classe historicamente Eu acho que esse processo não desapareceu né então a gente fala que a classe Tá desaparecendo mas na China existe como foi falado milhões centenas de milhões de Operários nas fábricas na na na Índia ex centenas de
milhões de Operários nas nas fábricas Então essa classe operária não desapareceu ela existe é desse segmento dessa classe que eu penso que pode surgir né alternativas para se pensar o futuro também né um pouco isso como contribuição aqui pro Debate obrigado obrigada Everaldo o Renê vai encerrar também um pouquinho eu vou aproveitar para fazer um comercial já que falou em economia solidária o nosso próximo encontro aqui aqui que será o de Setembro que na verdade não vai ser em setembro vai ser dia primeiro de outubro que é uma terça-feira setembro e outubro é setembro vai
ser primeiro de outubro uma terça-feira aqui vai ser sobre política de economia solidária no Brasil nosso Convidado é o ex-ministro e o secretário Nacional de Economia Popular solidário Gilberto Carvalho ele será o nosso convidado Já aceitou E será o horário e o tema que vai ser debatido naturalmente com outras pessoas mas ele é o palestrante eh especial convidado para falar sobre economia política economia solidária no Brasil Gilberto Carvalho no final de outubro tem outro evento mas aí é outro tema não vou confundir vocês mas nós vamos ter até em novembro culminar Com o professor Ricardo
Antunes em em final de Novembro devolvo a palavra mas você pode dar um comentário final vocês duas Se quiserem já que antecipo já como anfitrião Ah o agradecimento aos convidados ilustres primeiro que estão à distância Professor beluzo admiramos muito a sua paciência e e ficar 3 horas conosco à disposição Muito obrigado professor e Mar também a mesma paciência a mesma disposição normalmente os eventos são de 2 horas mas hoje foi Pedido para 3 horas então deu tempo de dar uma uma aprofundar esse debate nós agradecemos muito em nome do ia Instituto de estudos avançados da
USP e da sua se da sua diretora professora roser pediu que transmitisse agradecimentos porque ela pode estar na abertura aqui devolvo Então as ah e o professor que tá do meu lado pois é é menos complicado falar que você também é nosso parceiro aqui da Nosso vizinho inclusive né mas Agradecemos muito A a contribuição muito importante da sua presença da sua fala e no seu debate da parte que fez o debate as colegas que organizaram podem quer falar umas é esse encerrar assim eu acho que chegou eh o momento de encerrarmos né com os nossos
agradecimentos acho que o debate foi interessantíssimo mas ele tá começando né ele precisa se aprofundar né então o Observatório tem essa perspectiva e várias outras entidades né Estão realizando atividades Similares e eu acho que é essencial que nós entremos pro campo da política para que possamos efetivamente participar do processo de transformação então muito obrigada obrigada Mari Obrigada Professor beluso pelas contribuições essenciais que complementares Obrigada Professor Edvaldo e hã Everaldo Everaldo desculpe eh eh Obrigada Renê e vocês que participaram aqui os que estão nos ouvindo também obrigada pela participação e convidamos Pro próximo encontro que o
professor Renê já sinalizou que vai tratar de economia solidária n Então acho que eh eu preciso ainda falar uma coisinha agradecer você desde o meu obrigada mas desde o meu lugar da fala eh eu acredito que direito é luta e organização e essa é a sua fonte material por Excelência nós estamos aqui participando desse processo tá muito obrigada pode passar para Vera por favor Vera e Magda eu me falo de uma forma Assim mais informal porque vocês são também integrantes do nosso Observatório do grupo de estudo grupo eh de estudo eu queria agradecer muito por
terem planejado organizado convidado enfim esse evento só se realizou pela capacidade e competência de vocês Muito obrigado também convidar aceitar José aceitaram o seu convite não o meu não teria o seu e essa gente boa que tá aqui também agradecemos ficaram aqui todo esse tempo eu queria eh normalmente eu Convido as pessoas se apresentarem mas hoje não dá mais tempo peço desculpas eu vou conversando com as pessoas aí porque eu gosto de saber quem está aqui sempre temos eh pessoas que estão pela primeira vez e algumas também que às vezes estão pela última vez mas
Esperamos que nenhum de vocês seja esse caso Obrigado Vera você pode encerrar bom vou encerrar eu tenho só que que agradecer a todos né os presentes aqui aos nossos palestrantes professor uso Professor Everaldo Professora Marilane professora eh Magda e o professor Renê também que coordena esse grande grupo né que tá aí dentro do Observatório dos impactos das novas morfologias do trabalho sobre a vida e a saúde da classe trabalhadora não consegui decorar ainda todo o nome grande que você deu a até agora mas acho que a Magda falou uma coisa importante aqui né o debate
Foi bastante Rico eu acho que a gente tem muito desafios pela frente para para tentar reverter eh todo Esse processo de desmonte eh do mercado de trabalho do desmonte dos direitos trabalhistas da própria Justiça do Trabalho no Brasil é um Desafio muito grande e o debate Só tá começando eu acho que a tem vamos sair daqui com várias coisas Cada vez que a gente vai num debate a gente acha que a gente conhece um assunto sempre aparece Alguma coisa Alguma novidade a acho que essa eh pluralidade de de e e de informações E de de
profissionais de de áreas diferentes isso contribui muito né na na realidade a gente tá passando estamos vivendo um momento de transição de grande eh que de grandes eh desmonte de políticas públicas no Brasil para um momento que a gente espera que seja de reconstrução né e tá bem é bem desafiante a conjuntura mas eu acho que todo mundo aqui eh São pessoas que se fizeram não só na academia mas na luta também e a gente e É com esse espírito que a gente encerra isso daqui para continuar esse debate e pensar na reconstrução desse país
recuperando o que a Vera falou no início das avalanches e da destruição climática e do Rio Grande do Sul eu acho que fica essa esse registro né o Rio Grande do Sul mostra que as águas dos rios invadem quando não há diques suficientes para contê-lo e é isso que nós estamos fazendo hoje o capitalismo com a sua força desigual adora está Destruindo todos os dickes colocados ao seu livre trânsito isso é catastrófico então o Rio Grande do Sul é um exemplo disso os diques não foram cuidados os diques não foram preservados e os rios encolerizado
inundaram as cidades e muito se perdeu e nós estamos num processo lá grande de reconstrução e as eleições municipais vão ser um teste agora bastante importante para que se possa buscar retomar a construção dos Diques que que foram destruídos pelo descaso do poder público isso é o Rio Grande do Sul mas ele é um exemplo vivo e que eh foi colocado pela Vera no início e que nos mostra a dinâmica do capitalismo muito obrigada