Olá, querido irmão! A graça e a paz do Senhor Jesus sejam contigo nessa manhã abençoada. Não sei como está aí na sua cidade, mas aqui em Goiânia está frio para caramba! Bom, pelo menos, frio para o nosso padrão. Aqui estamos com 12 graus; para o nosso padrão aqui de Goiás, isso é um gelo completo. E estou vendo alguns irmãos aí, não sei, não estou vendo ninguém de blusa de frio, né? Então, não deve estar fazendo frio para onde você está. Aleluia! Bem, nessa semana, na quinta-feira, eu vou viajar para Israel com uma caravana e
estamos indo com 141 irmãos. Aleluia! Uma caravana sensacional! E quero dizer para você que, durante essa caravana, vou fazer algo novo, né? Nunca fiz. Eu vou transmitir a viagem. Então, se você tiver conectado no Instagram, provavelmente vai ser no Instagram. Eu não sou, não sou... tenho uma equipe que cuida disso, né? Mas é bem provável que vai ser no Instagram. E, então, todos os dias em Israel, nós temos ministração, temos visitas a muitos lugares e, no tempo dessas ministrações, algumas delas são mais longas, outras são mais curtas, nós vamos transmitir, ok? E vamos deixar gravado
lá no Instagram. Então, se você quiser nos acompanhar nessa viagem, vai ser algo diferente; nunca fiz e tenho certeza que vai ser uma grande bênção. E se você também quiser ir comigo no ano que vem, eu vou nessa mesma data. E, ano que vem, estou pensando em ir só a Israel, porque às vezes a gente adiciona outros lugares e acaba encarecendo o pacote. Esse ano, por acaso, a gente vai fazer também Ilhas Gregas: são três dias visitando Creta, Santorini, Miconos e Pátmos, que é onde ficam as ruínas da cidade de Éfeso. Então, vai ser um
negócio sensacional. Eu vou ministrar Apocalipse lá na ilha de Pátmos; vai ser um negócio assim, precioso. E vamos falar também de Efésios lá nas ruínas de Éfeso, na escola de Tirano, onde Paulo esteve ministrando. Lá ainda tem as ruínas até hoje; nós vamos ministrar lá no local. Também vamos a Corinto, e é interessante que, lá em Corinto, as ruínas que permaneceram foram do tribunal, o Bema. Você sabe o Bema, é 2 Coríntios 5:10, que é justamente o tema que estamos compartilhando aqui nesses dias na ETOS, que é a visão dos vencedores, o julgamento dos crentes.
E eu vou ministrar em Atenas, no Areópago, onde Paulo também pregou. Então, são lugares... alguém vai dizer: "Pastor, tem alguma diferença em ministrar lá ou ministrar aqui?" Não, nenhuma diferença. A ministração é a mesma, mas você sabe, o cenário às vezes inspira a gente. Então, você está num lugar que tem valor histórico, é sempre muito, muito precioso. Então, esteja conectado, tá bom? Convide outros também para ficarem... e, durante a viagem, nós vamos continuar aqui com as nossas mentorias de domingo de manhã, só que, excepcionalmente, elas serão gravadas, mas vai acontecer, se o fuso horário der
certo lá, porque lá são 6 horas na frente. Então, agora lá já são 2 horas da tarde. Não sei onde eu vou estar em cada domingo, né? Não sei se vou estar em algum lugar que tem internet fácil ou se vou estar ministrando. Então, por isso, deixei gravado, porque não quero perder a sequência. Quero que você continue aprendendo aqui, mas, se der certo o fuso horário, mesmo gravado, eu vou entrar também ao vivo com vocês para responder perguntas, tá bom? Então, vai acontecer a nossa mentoria normalmente. Aleluia! Bom, dito isso, vamos avançar para o que
estamos estudando nesses dias. Estamos estudando a visão dos vencedores e eu acho que você já entendeu, você já compreendeu que há uma diferença entre o julgamento do crente e o julgamento do ímpio. O julgamento do ímpio vai acontecer no final do milênio e é chamado na Bíblia de julgamento do grande trono branco. E o julgamento dos crentes vai ser antes do milênio; vai ser por ocasião da volta do Senhor, né? E é chamado de tribunal de Cristo, lá em 2 Coríntios 5, verso 10. Então, compreendendo isso, você sabe que o julgamento do ímpio é para
a perdição, mas o do crente não. O julgamento do crente é para a recompensa. Agora, é óbvio que alguns... nós vimos aqui... não, nós não vimos ainda, vamos ver, né? Lá em 2 Coríntios 3 diz que alguns serão salvos como que pelo fogo. Por quê? Porque as suas obras serão avaliadas diante de Deus. Alguns que edificaram com ouro, prata, pedras preciosas, a obra vai entrar junto com ele, mas se a madeira, palha e feno, as obras serão queimadas, mas ele mesmo será salvo. Porque nós não somos salvos pelas obras. Mas hoje eu gostaria de compartilhar
com você um tópico, eu diria, dos mais difíceis e controversos hoje em dia, mas está na palavra de Deus; por mais que a gente admita que não compreende algo, nós temos que ser humildes o suficiente para apenas seguir o que o Senhor Jesus disse. Então, eu queria ler com você dois textos e vou compartilhar a parábola do credor incompassivo. É o nome que está na Bíblia, mas antes, lá em Mateus, capítulo 6, no verso 9 em diante, o Senhor Jesus nos ensinou a orar e, nessa oração, tem um ponto que sempre deixa os irmãos intrigados.
Alguns ficam realmente assim, imaginando se essa oração é para nós hoje. Você tem que ter em mente o seguinte: Jesus é Deus. Você sabia que Jesus é Deus? É que você está tão habituado a ver o evangelho, aqui Ele andando entre nós, que você se esquece. Mas Ele é Deus que se fez gente para vir aqui andar entre nós. E aí Ele, que é Deus, está dizendo qual é... A oração que ele ouve não é maravilhosa? Isso ele está dizendo: "Olha, essa é a oração que eu ouço". Então, você tem que ouvir a dica de
quem realmente nós temos interesse que nos ouça, que é Deus. E Ele é Deus, e Ele nos ensinou a orar. Então, essa oração é para nós, sim! Mesmo que você não entenda plenamente todos os tópicos, ela é para nós. Não existia uma oração na lei e outra na graça. Oração é oração, aliás, porque não existe oração baseada na lei. Toda a oração é baseada na graça, mesmo, né? Você conversar com Deus já é muita graça. Vamos ler a oração, diz assim: "Portanto, vós orareis assim: Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o teu nome."
Então, o Senhor Jesus já começa dizendo "Pai", então é um relacionamento da Nova Aliança, não é da velha. Na velha, é Senhor, Jeová, Adonai, mas na nova Ele já começa ensinando os seus discípulos algo completamente revolucionário. Ele começa dizendo que Ele é nosso Pai! Mas Ele não é Pai porque eu estou querendo que seja, também. Ele é Pai porque Ele nos adotou. Nós continuamos sendo filhos de outro e fomos adotados agora na família d'Ele. Ou seja, somos um monte de cobrinhas que foram adotados numa família de ovelhas. Então, não é nada disso. O ensino do
Novo Testamento, ainda que a palavra "adoção" esteja no Novo Testamento, seria melhor traduzida como "filiação". Você nasceu de novo! Isso não é uma mera ilustração; você realmente nasceu de novo! Se você creu com o coração e confessou com a boca, a vida de Deus entrou em você. O Espírito do Senhor veio habitar em você e você tornou-se uma nova criação, nova criatura do tipo de Cristo, da raça de Cristo. Por isso você é filho, por isso que o espírito clama dentro de nós: "Abba, Pai!" Por quê? Porque fomos gerados de Deus, da semente da palavra
de Deus. Amém! Por isso podemos orar assim. Então, o Senhor não explicou tudo isso aqui; isso está explicado depois em outros textos do Novo Testamento. Não é "Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o teu nome". Sempre santificar o nome de Deus significa que você coloca o nome d'Ele separado de todos os outros. Você não mistura o nome de Deus com as outras coisas. Ser santo é ser separado. Então, não fique dizendo o nome de Deus em vão. Não fique colocando o nome de Deus no meio de coisas triviais, de coisas, vamos dizer, irreverentes
do dia a dia. Amém! Santifica o nome d'Ele. Depois vem: "O teu reino venha." O teu reino é interessante que Ele estava aqui e Ele é o Reino de Deus. E Ele até disse pros judeus: "Olha, arrependei-vos porque chegado o reino!" Mas infelizmente nós sabemos que o reino foi rejeitado. Então, agora nós oramos para que o reino venha. Jesus disse que o reino não estaria, "ninguém dirá: 'Hoje está ali' ou 'está acolá'", porque o reino está dentro de nós. Hoje, o reino está dentro de nós. Mas quando Jesus vier nas nuvens, então haverá a manifestação
do reino. O Rei virá e estabelecerá o Seu governo na terra. Então, esse "vem o Teu reino" significa "venha o Teu governo". Tá bom? "Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu." Faça-se a tua vontade na terra do mesmo jeito que ela é feita no céu. O que o Senhor está nos dizendo aqui é que a vontade d'Ele não é plenamente feita na terra. Ao dizer isso, eu não estou aqui, imagine, de forma nenhuma questionando a soberania de Deus. Deus governa sobre todas as coisas, mas no Seu governo, Deus deu liberdade para o
homem agir, né? Então, até mesmo ao ímpio Deus deu a ele liberdade e está determinado um tempo para que haja um governo humano na terra. E sobre esse governo humano sabemos que o mundo jaz no maligno, que Satanás é o príncipe deste mundo. Ele é um príncipe que está usurpando o território, porque na cruz o Senhor conquistou e comprou tudo de volta para Deus. Por isso dizemos: "Vem o Teu Rei". E por que que oramos: "Seja feita a Tua vontade"? Porque tem coisas que não são a vontade de Deus. Tem coisas que acontecem que são
obra do diabo. Tem coisas que acontecem que são obras humanas, ok? De homens caídos, satânicos. Então, nossa oração tem que ser: "Senhor, faz a Tua vontade. Faz a Tua vontade na minha casa. A Tua vontade no país. A Tua vontade na Igreja. A Tua vontade na minha vida. Em todo lugar, faz a Tua vontade. Aleluia! O pão nosso de cada dia dá-nos hoje". A oração não é para você nada guardado, né? Provisão para anos? Não! A oração é "dá-nos hoje". E o Senhor dá agora. Aqui é que entra o ponto que eu quero chegar. Verso
12: "E perdoa-nos as nossas dívidas ou os nossos pecados como nós perdoamos ou temos perdoado aqueles que nos devem ou que pecaram contra nós." Uau! Esse é um ponto forte, não é verdade? Principalmente porque no verso 14 o Senhor explica o que Ele está dizendo. Ele sabia que nós iríamos ficar presos nesse versículo. Ele então diz no verso 14: "Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celeste vos perdoará. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas." Ou seja, o perdão fica retido. Pastor,
como é que você consegue conciliar isso com o ensino da Graça? Eu não concilio nada; eu ensino o que está na palavra de Deus, ok? E o Senhor não tem obrigação de conciliar nada comigo. Eu é que tenho que ter a humildade de buscar aprender. De entender onde a verdade se encontra, onde elas se cruzam e se harmonizam, então eu creio, sim, na graça de Deus, no favor imerecido. Creio que os nossos pecados foram cravados na cruz, mas também creio, baseado lá em Gálatas, capítulo 5, verso 4, que é possível decair da graça. Vamos ler
Gálatas 5, verso 4. Olha o que diz: "É de Cristo vos desligaste, vós que procurais justificar-vos na lei; da graça decaíste." Olha, presta atenção no que está escrito aqui: "De Cristo vos desligaste" não significa que essa pessoa; que o texto não está dizendo Paulo não está dizendo que essa pessoa não é mais de Cristo. Está apenas dizendo que ela é um ramo que não está conectado no tronco. Ela é um ramo que não está absorvendo a seiva do tronco, que é Cristo. Nós somos ramos, Ele é a videira verdadeira, e nós somos os ramos. O
ramo tem que permanecer nele, ok? Agora, é possível; deixa o versículo aí. É possível que nós nos desliguemos. Quando é que você se desliga? Quando você procura se justificar na lei. O que é a lei? A lei é um sistema do Velho Testamento, onde as pessoas se relacionavam com Deus com base na própria obediência aos mandamentos. A palavra do Senhor nos diz no Novo Testamento que ninguém jamais cumpriu a lei. Mas tem pessoas que ainda querem se justificar diante de Deus, querem dizer: "Eu fiz, eu mereço." Ok? Quando você faz isso, Paulo diz que você
decai da graça. Então é preciso entender que está bom, é preciso você entender que decair da graça tem implicações muito mais sérias do que você imagina. Andar pelo merecimento tem implicações muito mais sérias. Então veja, essa pessoa que se recusa a perdoar... por que ela não perdoa? O que as pessoas dizem normalmente para não perdoar? "Não, eu cumpro todos os mandamentos, eu não faço isso para ninguém." Entendeu? Como é que agora ele faz assim comigo? Entende? Quer dizer, "eu não merecia isso," essa é a frase mais comum. "Eu não merecia que me tratassem assim, eu
não merecia que abusassem de mim, eu não merecia isso ou aquilo." Então, quando a pessoa coloca essa expressão "eu não merecia isso ou aquilo," ela está se colocando na posição de justiça própria. Entendeu? E Paulo diz que ela está se colocando na posição de justificar-se pela lei. E Paulo diz que, quando você faz isso, você decai da graça. Então, aqui você já está entendendo mais uma condição para ser um vencedor. O vencedor é aquele que permanece na graça; o derrotado decai. Não é que o derrotado não recebe; ele recebe, mas ele não usufrui. Ele decai;
ele prefere relacionar-se com Deus com base na lei, na justiça própria. Entendeu? Só que isso tem uma consequência muito séria. Quando você resolve se relacionar com Deus com base na lei, aí Deus fala: "Então tá bom, com base na lei, o seu pecado fica retido." Entendeu? O pecado fica retido. Então, não é que o Senhor aqui está dizendo para você que você paga pelo perdão dos seus pecados; não é isso. Ele está dizendo o seguinte: "Olha, eu estou te oferecendo um relacionamento completamente baseado na graça, no perdão incondicional. Eu vou perdoar você, você não tem
que fazer nada, somente crer." Mas é muito importante que você demonstre que foi perdoado, perdoando. Então, o grande sinal de quem recebeu graça é que ele tem graça para dar. Se ele não dá a graça que recebeu, ele está tornando a graça vã, inútil, ou seja, ele decai da graça. E, se ele decai da graça, aí cai no verso 15: "Você vai ser medido com a medida com que você medir; você vai ser julgado com a medida com que você julgar." É o que está escrito. Você que decide como você quer ser tratado. Sério, isso
não é... mas tudo isso é graça de Deus. É bondade de Deus. Deus quer que a graça na sua vida produza resultado. Então, eu não estou dizendo que aquele que não quer perdoar não nasceu de novo; talvez até tenha nascido de novo, mas ao se recusar a perdoar, esse é um grande sinal de justiça própria. Ao recusar-se a perdoar, ele está decaindo da graça, entende? Está andando pela justiça da lei. E ao fazer isso, Jesus disse que o pecado dele fica retido. "Tá bom, eu vou aguardar você perdoar." É isso que o Senhor está dizendo.
Está conseguindo acompanhar o que estou dizendo? E para ilustrar isso, o Senhor é tão maravilhoso que nos deu uma parábola inteira lá em Mateus, capítulo 18, verso 23. Pega aí a sua Bíblia. Mateus 18, verso 23, diz assim: "Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com seus servos." O rei resolveu ajustar contas com seus servos. E, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia 10.000 talentos. Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o Senhor que fosse vendido, ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, e
que a dívida fosse paga. Então, o servo, prostrando-se, reverente, rogou: "Sê paciente comigo e tudo te pagarei." E o Senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou embora e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo encontrou um dos seus conservos que lhe devia 100 denários e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: "Paga-me o que me deves." Então, o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: "Sê paciente comigo e te pagarei." Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão até que saudasse a dívida. Vendo os seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se muito e foram relatar ao seu
Senhor tudo que acontecera. Então, o seu Senhor, chamando-o, lhe disse: "Servo malvado, perdoei aquela dívida toda por que me suplicaste. Não devias tu igualmente compadecer-te do teu conservo, assim como eu me compadeci de ti?" Do teu conservo, como também eu me compadeci. Até que lhe toda a dívida, assim também meu Pai Celeste vos fará. É Jesus quem está dizendo, não foi nenhum apóstolo que disse: "Se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão". A questão do perdão é uma questão extremamente importante no reino de Deus. Se a questão é ser vencedor ou derrotado, aqui
está um critério claríssimo no evangelho. Então, essa parábola aqui de Mateus 18 conta a história de um servo que foi perdoado de todas as suas dívidas pelo seu senhor. E esse servo tinha um outro que o servia; a Bíblia chama de “conservo”, entendeu? E também devia para esse servo. Esse servo tão perdoado não quis perdoar o seu conservo. A primeira pergunta que se faz é a seguinte: e esse Rei, quem é? O Rei só pode ser o Senhor, só pode ser Deus. E quem são os servos? Só pode ser nós. A Bíblia não chama ímpio
de servo de Deus. Nós somos servos. Ah, não, não, pastor, eu sou filho. Hum, eu sei que você é filho, mas você também é servo, pois você foi comprado, diz a Bíblia. Você era um escravo no mercado de escravos e lá ninguém que ia te comprar, ninguém se interessava por você. Mas veio um Senhor, Jesus Cristo; sendo Ele muito, muito rico, Ele pagou por você. Ele te comprou de volta para Ele. Ainda que hoje Ele nos chame de amigos e não de servos, não mudou a nossa posição; continuamos sendo servos. E você deveria chamá-lo todo
o tempo de Senhor Jesus Cristo. Amém? Eu raramente me refiro ao Senhor Jesus como Jesus; eu sempre falo Senhor Jesus porque é isso que Ele é, meu dono. Você tem um dono, né? Se você não tem essa clareza, que o Senhor te dê entendimento. Mas, para com Deus, você é filho. E aí você fala: “Agora complicou demais”. É, não é tão complicado assim. Se você entende que, para com Deus, você é filho; para com o próprio Senhor Jesus, você é servo. Sendo Ele Senhor, Ele vai vir pedir contas a você dos talentos que Ele te
deu. Amém? Então, o nosso relacionamento com Deus é descrito em muitas dimensões, muitas nuances. Uma delas é que somos servos. Ok? Então, esse servo aqui, na minha opinião, com toda certeza, se refere a nós, um crente. Somente nós temos relacionamento. E outra coisa: fomos perdoados. Tá bom? Então, esse primeiro servo aqui representa sim um crente. Por quê? Ele pediu perdão para o senhor e o senhor se compadeceu dele, perdoou todas as suas dívidas. Então, nós, todos nós, né? Tô falando aqui de irmãos que estão conectados, estamos desamparados, mas nós vimos ao Senhor para buscar o
quê? Graça. A graça; o Senhor nos perdoou graciosamente toda a nossa dívida, dívida de pecado, e nos deixou ir livre. Muito bem! Se o primeiro servo representa um crente, então qualquer coisa que ele expresse aqui representa aquilo que nós podemos expressar, entendeu? Então, a maneira como o senhor trata com esse servo aqui é também a maneira como o senhor trata conosco. Então, o senhor tratou ele com graça. Vamos lá, então. Eu quero enumerar alguns pontos para você aqui nessa parábola. Ok? Primeiro ponto: você tem que entender que é impossível pagar nosso débito com o Senhor.
Ninguém, nenhum de nós podia pagar. É impossível pagar o nosso débito com o Senhor. Então, o rei da parábola é o Senhor Jesus e os servos somos nós. Amém? Todos nós pecamos contra o Senhor. Mesmo depois de salvos, nós pecamos contra o Senhor, não é? Mas nós temos misericórdia. Quando nós amamos ao Senhor, Ele nos responde. Então, de acordo com a parábola, nossa dívida era muito grande, impagável, impagável! Você nunca poderia pagar a sua dívida de pecado. Por isso que o Senhor Jesus orou lá no Getsêmani e Ele perguntou ao Pai: "Pai, se possível, afaste
de mim este cálice." O que Ele estava dizendo? "Existe outro meio, Pai, do homem ser salvo? Tem outra maneira? Porque, se tiver outra maneira, passa-me", ou seja, "livra-me desse momento." Ele orou três vezes e o Pai respondeu: "Não, não tem outro meio." Quer dizer, quando o próprio Deus diz que não existe outro meio, você vê que é uma questão totalmente definida. Aí o Senhor Jesus se levanta e vai pra cruz, né? Nós não podíamos pagar. Deus respondeu para o Filho: "Não tem outro meio de ser salvo." A segunda coisa que nós vemos aqui nessa parábola
é o perdão do Rei. Primeiro, nós não podíamos pagar; segunda coisa, o Rei foi gracioso e nos perdoou. A Bíblia fala que a dívida era de 10.000 talentos. No verso 24, "E passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que lhe devia 10.000 talentos." Dez mil talentos! Existem um pouco de controvérsia sobre quanto era um talento. O número mais aceito é que o talento era em torno de 15 kg. Alguns chegam a dizer que era 45, mas vou ficar no 15. Se um talento era 15 kg de ouro, você que é matemático, faz para mim a conta: 1
grama de ouro hoje deve estar em torno de uns R$ 400, né? R$ 400 x 1000 vai dar 1 kg. R$ 400.000 é 1 kg, só que eram 10.000 talentos. Então, é 1.000 kg. Primeiro, vezes 15, porque um talento é 15, né? Então, vai dar… Bom, faz a conta aí. Eu calculo aqui de cabeça que vai dar mais ou menos hoje uns R$ 50 bilhões. Se eu estiver errado, alguém me corrija, aí. Essa era a sua dívida, completamente impagável! O homem mais rico do planeta, Elon Musk, comprou uma empresa, você sabe, Twitter, por 42 bilhões
e ele não tem como pagar o resto. Mas o rico do mundo tem dificuldade para encontrar financiamento para pagar. Então agora veja você, né? Nós estamos tão distantes de algo, né? É inimaginável. Então o senhor faz questão de exagerar bastante no valor porque essa era a gravidade do preço dos nossos pecados diante de Deus. Por que isso está aqui? Para você ter algum vislumbre do tamanho da graça que você recebeu. Imagina alguém perdoar uma dívida de 50 bilhões! É uma dívida muito, muito grande. Nem sei como essa pessoa contraiu uma dívida tão grande, mas essa
era a dívida dela com o rei. Mas o rei perdoou tudo, tão rico que ele é. Perdoou tudo. Está perdoado! Essa é a graça de Deus, entendeu? É isso que nós pregamos: dívida paga. Venha, volte para casa, sua dívida está paga. Muito bem, a terceira coisa que a gente vê nesta parábola é que esse servo tinha um conservo, ok, que devia para ele 100 denários. Olha o verso 28: “Saindo, porém, aquele servo encontrou um dos seus conservos que lhe devia 100 denários.” 100 denários, pastor? Quanto que é 100 denários? Então, um denário, na Bíblia, é
o salário de um dia de um trabalhador braçal. Então, o salário de um dia, hoje, de um diarista, eu não tenho certeza, mas deve estar em torno de uns R$ 100. Então, 100 denários vai dar R$ 1.000. Compara R$ 1.000 com 50 bilhões. Meu Deus do céu! A distância é muito grande, não é? Então veja: esse conservo tinha uma dívida para com o nosso servo, muito menor do que a nossa dívida para com o Senhor. Esse é o terceiro aspecto dessa parábola. Veja, eu devia muito para Deus, mas o meu conservo me deve muito pouco,
muito pouco comparado com o que eu devia para Deus. Você vê que a percepção do próprio pecado é muito importante para você avaliar o tamanho da graça que você recebeu. Quanto menor é a sua percepção do próprio pecado... isso não adianta! Você fazer introspecção, filho. O Espírito tem que te mostrar. Quanto menor a percepção do seu pecado, menos você valoriza a graça que recebeu. E quando você desvaloriza a graça, você desvaloriza o sacrifício do Calvário. Meu Deus do céu! Isso é algo muito sério. Está dizendo que não foi nada? Por isso torna a graça vã.
Bom, você está compreendendo até aqui? Quarta coisa que nós vemos aqui é que o perdão é uma questão de vontade, não é uma questão de emoção, entendeu? Então a parábola diz que aquele homem não quis perdoar o seu conservo. Olha o verso 30: “Ele, entretanto, não quis; antes, o lançou na prisão por causa da dívida.” Aqui no Brasil ninguém vai preso por causa de dívida, né? Mas aqui, olha para cá: ele não quis. Ele não quis. Então, não venha com essa história de que não consigo, que preciso de uma cura da alma. Eu fui muito
traumatizado. Olha, você para com esse vitimismo. Isso não vai te ajudar em nada. O Senhor, que conhece todas as coisas, diz que perdão é uma questão de querer, entende? Querer! Todo o conflito está na esfera da vontade. Então, o homem não quis perdoar. Ele podia, mas ele não quis. Tem gente que fala que é incapaz, mas, na verdade, elas não querem. Esse aqui é o fato, entendeu? Então, pastor, esse cara que não quer perdoar, ele é salvo? Claro que é salvo! Quem é o salvo? Não é aquele que foi perdoado? Esse cara foi perdoado, então
ele é salvo. Essa parábola aqui é para salvos, é para perdoados. Se você e eu somos perdoados, nós estamos inseridos aqui, porque a parábola é pra gente salva. Em nenhum momento a salvação do homem é questionada. Quinta coisa que nós vemos no verso 31: “Vendo seus companheiros o que se havia passado, entristeceram-se e foram falar com o seu senhor tudo o que acontecera.” Nesta história, todos são submissos a esse rei, né? Então veja, a quinta coisa que a gente vê na parábola é que a falta de perdão produz tristeza entre os irmãos. Os companheiros daquele
conservo ficaram perplexos, imensamente tristes. Por quê? Porque o servo se recusou a perdoá-lo. Todas as vezes que você se recusa a perdoar e deixa que a mágoa, o ressentimento e a amargura tomem conta do seu coração, você entristece os irmãos e acaba apagando o Espírito na vida da igreja. Que coisa séria! Não é verdade? Isso é algo extremamente importante. Sexta coisa, verso 34. E aqui agora entra o ponto, vamos dizer, mais complexo da parábola. Olha o que diz no verso 32: “Então seu senhor, chamando-o, disse: ‘Servo malvado!’” Continua, servo, continua. Servo, continua sendo servo. Existem
bons servos e existem servos maus, e existem servos que são falsos, que nem servos são. Concorda comigo? Então, quando você vai na feira, existem laranjas boas, laranjas que não estão boas, existem laranjas de plástico. Você sabe, eu tenho um supermercado que eu vou aqui, que tem laranja de plástico enfeitando em cima lá do lugar onde vendem as laranjas. Está cheio de laranjas de plástico enfeitando. Mas ninguém pega laranja de plástico! Enganado, todo mundo sabe que é falsa. Então existem três tipos de laranja também na vida da igreja. Existe a laranja vendedora, a laranja derrotada e
a laranja que é falsa, não tem a natureza de Deus; é de plástico. Nesse caso aqui, ele é um servo mau. Existem servos bons, servos maus, servos fiéis, servos infiéis. Esse é um servo mal. Aí o rei diz para ele: “Eu te perdoei aquela dívida toda só porque você me suplicou, pediu encarecidamente. Você não teve o dever de se compadecer do seu conservo como eu...” Me compadecida, fruto na sua vida. Qual é o fruto que ela tem que produzir? Preste atenção no que eu estou dizendo: você foi perdoado livremente; perdoe livremente. Você foi livrado da
condenação; pare de condenar os outros. Você foi livrado do juízo eterno; não mande ninguém para o inferno. Está me ouvindo? O que a gente vê são irmãos que julgam rapidamente, condenam rapidamente e têm uma enorme dificuldade de perdoar. Ou seja, ele não entendeu que ele recebeu; ele não entendeu que recebeu. Na verdade, ele está tornando inválida a graça que ele recebeu. Por isso, ele está decaindo. Ele está dizendo que pode sim se relacionar com base na justiça da lei, na justiça própria. Ele está na posição, sim, de exigir justiça do outro. Deus viu que eu
era bom, por isso perdoou minha dívida enorme; é isso que ele está dizendo. Mas você não presta, miserável, vai pagar esses R$ 10.000! É isso que você está dizendo. Você está dizendo que você é bom e que Deus só perdoa quem é bom. Deus não perdoa quem é mau! Quando você faz isso, você está pecando contra a graça de Deus. Você está invertendo completamente os valores. Eu estou conseguindo me fazer compreender nesta manhã. Faz aí um gesto com a sua cabeça para eu saber se você está compreendendo, porque esse é um tópico extremamente profundo e
diz respeito a todos nós. Mas o texto continua: verso 34. Indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos até que pagasse toda a dívida. Assim também meu Pai Celeste vos fará se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão. Aí o texto diz uma coisa muito séria: esse servo foi entregue aos verdugos até que pagasse toda a dívida. Então, se ele vai poder pagar ou não, isso é outra história. Eu acho que não paga; cinquenta bilhões não tem verdugo que arranque isso de mim, bilhões não saem, entendeu? Então ele não vai pagar a dívida.
Ele vai precisar de misericórdia de novo, entendeu? Só que agora ele vai clamar de novo pela graça, mas numa outra posição, uma posição de estar debaixo do tratamento de verdugos. Você deve estar, obviamente, perguntando, né? Que verdugos são esses? Honestamente, a Bíblia não explica; eu deixo por sua conta você interpretar. Mas é qualquer coisa que nos açoita para nos humilhar, para nos quebrantar. Aqui não é... Mas se você morrer sem perdoar, já parou para pensar nisso? Tem gente que não perdoa nem aqui e não perdoa a hora nenhuma; na hora da morte, ele não perdoa.
É que coisa séria, né? Então, essa parábola nos mostra que, se um crente não perdoar o outro, vai chegar o dia do julgamento, é o julgamento dos crentes, e naquele dia o Senhor vai tratar esse crente da mesma forma que ele tratou o outro. Se você não perdoa o seu irmão, o Senhor vai tratar você de acordo com a sua atitude. Implacável! Olha que coisa! Essa parábola novamente se refere ao tratamento do Senhor com seus servos no tribunal de Cristo. Segunda Coríntios 5:10. Se você não perdoar o seu irmão, você vai ser julgado naquele dia
com esse mesmo critério. Se você morrer cheio de amargura, não vai poder reinar com o Senhor. Essa é a grande disciplina: você vai perder a glória do milênio, do reino. O reino não é a vida eterna, ok? Não é a Nova Jerusalém; o reino vai ser aqui. Amém? Então, você precisa entender como é o perdão de Deus. O perdão de Deus é para salvação. Amém? Lá em Atos 2, verso 38, diz assim: "Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para a remissão dos vossos pecados." Para perdão! Aleluia!
Lá em Atos 5, verso 31, mais uma vez, o mesmo princípio está envolvido ali. Entretanto, Deus, porém, com sua destra exaltou a príncipe Salvador, a fim de conceder a Israel arrependimento e remissão dos pecados. Em Atos 13, verso 39, diz assim: "Por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei." Por meio dele, entendeu? Essa é a salvação. Recebemos a justiça de Cristo, o perdão dos nossos pecados totalmente de graça. Não há nada requerido de volta, mas se um crente, depois de salvo, comete
pecado e se recusa a abandonar esse pecado, passa a dizer que esse pecado não é pecado, então o que eu posso dizer é que o pecado fica retido e vai ser julgado no tribunal de Cristo também. Por quê? Porque ele mudou a verdade em mentira; ele está dizendo que pecado não é pecado. Alguém vai dizer: "Esse cara não é crente." Tudo bem; se você acha que não é crente, tudo bem. Mas tem gente que pode ficar com a mente tão cauterizada, se justificar com tantos argumentos, até bíblicos, que ele vai se permitir continuar no ressentimento.
Então, um crente assim, no tribunal de Cristo, ele não vai ser recompensado, entendeu? Não será recompensado, mas ele será salvo, como que pelo fogo, como diz lá em 1 Coríntios, capítulo 3. Não é? Você sabe, Jesus disse que tem pecado que é perdoado aqui e tem pecado que vai ser perdoado na outra era, no reino. Vamos ler isso na Bíblia: Mateus 12, verso 32. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no mundo por vir.
Então, o Senhor está dizendo aqui que tem o pecado, a blasfêmia contra o Espírito Santo, que não tem perdão, nem nesta era, nem na próxima. Mas tem pecado que vai ter perdão na próxima. Eu não sei que pecados. São esses, mas se eu pudesse te afirmar, eu diria que ressentimento guardado, né? Ressentimento que a pessoa arrumou uma justificação para ficar em paz consigo mesma e continuar cheia de mágoa. Vai ter perdão na próxima era. Amém. Então, se alguém ofender, presta atenção: se alguém ficar ofendido e não quiser perdoar, ele vai ter problema. Mas tem o
inverso também, ok? É que você deve estar aí sentado falando: "Mas pera aí, e quem ofende? Para quem ofende não tem nada? Quem ofende pode falar o que quiser e não vai ter para ele nenhuma disciplina?" Então, lá em Mateus 5, verso 23, fala daquele que ofende. Se você também ofende a pessoa, sabe que ofendeu, porque às vezes você não ofendeu, entendeu? A pessoa que está achando, mas você não ofendeu. Mas às vezes você sabe, era sua intenção realmente agredir, ofender, e a Bíblia fala que se você ofende e também não quer se arrepender, também
vai ter problema. Lá em Mateus 5:23. Vamos ler. Hoje eu não vou falar desse texto, mas eu vou só ler com você. Olha o que diz: "Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta..." Obviamente, é que o Senhor está falando de altar, não é o púlpito, tá bom? É porque o Senhor está falando aqui no contexto em que eles iam no altar lá no templo em Jerusalém para levar a oferta, mas o princípio é o mesmo. Hoje nós não temos templos materiais mais, mas nós continuamos tendo ainda oferta. Essa oferta é levada em algum
lugar, então aplique do mesmo jeito. Então, se você, quando trouxer ao altar a sua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, tem alguém magoado com você, deixa perante o altar a tua oferta. Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão e, então, voltando, faz a tua oferta. Vai primeiro reconciliar com ele, vai primeiro resolver sua questão com ele. Avança, entra em acordo sem demora com esse teu irmão, que agora virou o teu adversário porque ele está com raiva de você, enquanto estás com ele a caminho. Ou seja, enquanto vocês dois estão
vivos, para não acontecer dele morrer, morrer, ele vai te entregar ao juiz, e o juiz ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão. O mesmo que vai acontecer aqui com esse que não quis perdoar, ele foi entregue aos verdugos. Quem também ofendeu e não quis pedir perdão foi entregue aos verdugos. Verso 26: "Em verdade te digo que não sairás dali enquanto não pagares a mesma coisa." Que está escrito aqui, eh, no verso 35. Então, os dois lados da moeda têm a ver com a graça de Deus. Muita gente tem ofendido outros e pensa que
isso é coisa pequena. Então, ficar ofendido, obviamente, é muito mais grave, não é? Mas ofender tem a mesma consequência, então você tem a mesma consequência. Eu acho que estou me contradizendo. Ok, deixa eu encerrar minha palavra hoje com você. Puxa, passou rápido hoje, hein? Barbaridade, não falei nada. Deixa eu falar algo para você aqui sobre julgamento, sobre misericórdia. Ser misericordioso, presta atenção! Fique atento ao que eu vou dizer. Vou falar algo muito sério, muito sério. Eu raramente falo, mas eu creio profundamente no que eu vou te dizer. Nosso Deus é um Deus justo. No futuro,
lá no tribunal de Cristo, Ele vai nos julgar segundo a sua justiça. Mas olha como Deus é maravilhoso: apesar de haver Justiça no julgamento, também haverá misericórdia. Presta atenção: se você mostra misericórdia para com outros, você vai ter misericórdia também. Se você é implacável com os outros e se você é tão cheio de justiça, tão intransigente com as falhas e fraquezas dos outros, o Senhor vai tratar você com a mesma medida naquele dia, porque essa é a justiça de Deus. Se você é misericordioso com os outros, o Senhor vai mostrar misericórdia com você. Lucas 6,
verso 37, diz: "Não julgueis e não sereis julgados; não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados." Está escrito no Evangelho, tá escrito. Estou lendo para você. Mas como nós somos rápidos para julgar: "Esse cara é gay, ele vai pro inferno de cabeça para baixo." Puxa vida, não seja tão implacável, não seja tão duro com os outros. Deixa lá no versículo. Olha o verso seguinte que diz: "Dai e dar-vos-á." Eu sei que nós gostamos de usar esse versículo para oferta de dinheiro, mas o contexto aqui não é esse. O contexto aqui é de julgamento, de condenação. "Dai
e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente." Misericórdia! Agora imagina: você foi implacável com o irmão. O Senhor está dizendo: pois você vai ter de volta boa medida, recalcada, sacudida e transbordante do seu lado. Você escolhe como você quer ser tratado, porque com a medida com que você medir, Deus vai te medir também. Olha a graça de Deus! Deus está te colocando na sua mão. Como é que você quer ser? Como é que você gostaria que Ele te julgasse no tribunal de Cristo? Por isso, todos os dias, eu exerço misericórdia, eu tenho paciência, eu ando
a segunda milha. Eu falo pro Senhor: "Lembra de mim, lembra de mim, Senhor, teu servo, naquele dia." Lembra, Senhor, porque eu quero ser gracioso com todos, eu quero ser bondoso com todos. Porque com a medida que eu medir, eu vou ser medido. Se eu condeno, eu serei condenado; se eu perdoo, eu sou perdoado. Mas tem muito crente que ainda é mesquinho, não entende a graça de Deus. Gostam de criticar, apontar o tempo inteiro o erro de alguém e acreditam que isso é ser zeloso. Mas no futuro, Deus vai tratar com eles da mesma maneira como
eles estão tratando os outros. A medida vai ser a mesma. Ah, pastor, mas não é segundo a justiça de Deus? Essa... É a graça lá em Tiago 2:13. Põe em Tiago 2:13. A palavra de Deus fala algo muito sério; diz assim: "Portanto, a Bíblia diz que a misericórdia triunfa sobre o juízo." Então, olha, o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. Você tem sido misericordioso ou você condena rapidamente? Você é daqueles que adora já escrever um post, né, para condenar rápido? Você tá condenando, achando que isso é ser um bom
crente? Isso é ser um crente fiel. Mas aqui está dizendo que o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. Mas olha, a graça, a misericórdia, triunfa sobre o juízo. Tem uma coisa sobre a qual o juízo não pode triunfar: o fato de uma pessoa mostrar misericórdia para com os outros durante toda a sua vida. Nós não estamos livres de erros, mas se nós mostrarmos misericórdia para com os outros hoje, Deus, naquele dia, também será gracioso conosco. Quando chegar o tempo do julgamento, vai ter alguns contra quem nem mesmo o Senhor
vai levantar questão nenhuma. Entendeu? Isso não significa que o homem possa alterar o mandamento de Deus. A ordem divina, não, não, nada disso. Mas o Senhor colocou isso; é muita graça na nossa mão. Como nós queremos ser tratados naquele dia e hoje também? Eu quero ser tratado sempre com graça, por isso eu permaneço na graça; eu trato os outros com graça, que eu quero ser vencedor. E, no dia do julgamento, eu quero também encontrar misericórdia. Quantos estão comigo nesta manhã? Aleluia! Glória a Deus! Foi uma comida pesada hoje, não é? Não sei se você está
preparado para comer uma comida tão densa dessa, mas o Senhor vai te capacitar para compreendê-la. Nós temos ainda mais 10 minutos; se você quiser fazer alguma pergunta, clique em reações para que eu veja a mão erguida. Amélia Vilato, bom dia! Amélia, como vai? Tudo bem? Você tem que aceitar aí o convite para abrir o áudio. Aceitei. Muito bem! Tudo bem, Amélia? Bom dia! Tudo bem? Bom dia, graças a Deus! Está tudo bem, pastor. Então, assim... as pessoas, igual falam, têm vários que ficam condenando uns aos outros nas igrejas, né? Nas famílias também... Então, hoje, assim,
eu compreendi. Ontem, eu estava meditando em tudo que eu venho aprendendo, né? E eu cheguei a essa conclusão, sem ter tido essa aula de hoje, né? Olha aí que maravilha! É o Espírito Santo te ensinando. Foi minha amiga falando comigo sobre algumas questões, né? Que, como eu já disse, a nossa família tem muitos pastores. Eu nasci num lar evangélico, na Assembleia de Deus, né? Depois, eu fui lá para a Igreja Mundial, na Universal. Quando meu filho tinha 5 anos... Ele teve... Pergunta hoje, Amélia? E, então, as pessoas questionam por tantos por onde eu passei, por
tudo que eu já passei na minha vida. E qual a conclusão, Amélia, que você chegou ontem? Uma amiga minha, passando por alguns problemas, eu falei sobre o perdão, né? Exatamente isso que o Senhor ensinou hoje, né? E que ela faz a obra tal... E ela falou: "O que aconteceria comigo se eu tiver tal comportamento?" Né? Eu falei: "Pelo que eu entendi, não é 100%; é que a pessoa perde os galardões, não vai reinar; ela vai pro céu." Por isso que... não sei se é só isso, hein, Amélia? Não sei se é só perder algo, hein?
Você receber uma repreensão de Deus não deve ser brincadeira. Imagina você ouvir da boca do próprio Senhor: "Servo mau, você é um servo mau." Não sei se é só perder galardão; a repreensão pode ser muito dura, o Senhor nos ajuda naquele dia. Mas as pessoas, hoje, o mundo tomou conta, né, pastor? Você pode sentir que o senhor é pastor, o senhor sabe, o mundanismo tomou conta dentro das igrejas. As pessoas... tudo hoje não é pecado mais... tudo não é pecado. Sabe, nada. Preste atenção, cuidado! Você já está julgando, você já está no espaço de julgamento.
Você acabou de aprender e já tá errando de novo? Não, não é assim. Pare de julgar! Eu tô contando... eu tô... pare de generalizar! Hoje em dia, todo mundo... todos são assim? É... Não julgue! Você mesma julgue a si mesma. Pare de julgar a igreja, pare de julgar os outros; julgue a si mesma. Que Deus abençoe, irmã! Fica na paz. Somos poucos, pastor, somos poucos; e dos poucos que somos. Irmã, você Entendi perfeitamente. Deixa eu passar para a próxima pergunta. Fica na paz. João Novais, como vai, João? Tudo bem? João Novais sabe ativar o microfone?
João? Ok, acho que o João... Ok, João, agora estou ouvindo. Qual a sua pergunta? “Pastor, Luiz, qual seria um texto ou uma parábola que explicasse de maneira bem clara a questão da disciplina?” Né? Aqui tá claro! Aqui tá claro! Não tá dizendo? Aqui tá escrito. “A disciplina... aqui, servo mau... olha a outra parte: aqui, entregou aos verdugos.” Tá escrito aqui, certo? Agora, você quer saber? Você quer saber como é que vai ser lá no céu? Qual cadeira que você vai sentar? Como é que você vai... quem é o verdugo? Se é o João, se é
o José? Não, não tem isso, não. Você tem que entender a verdade em termos de princípios gerais. Amém? Procure aplicar isso. Alguns sofrem verdugos hoje, é verdade; outros vão sofrer naquele dia, certo? Não? Ok, então Deus abençoe, João. Amém! Ah, tem um que tá escrito só 'iPhone', não tem nome, mas acho que não está me ouvindo. Vamos para o próximo então. Eliane, olá, Eliane, como vai? Tudo bem? Tem que ativar o microfone. Eliane? Oi, pastor, tudo bem? Bom dia! Olá! Como vai? Tudo bem? Graças a Deus! Pastor, é uma situação que eu tenho passado e
queria uma ajuda diante dessa aula. Eu tenho uma pessoa na igreja, uma amiga, que de repente se afastou e mudou totalmente. Eu fui três vezes procurar essa pessoa para perguntar se eu havia feito algo, e ela disse que nada. Porém, hoje, se ela puder, não passa perto de mim. A situação foi ficando pior, e o que eu faço? O que a gente faz nessa situação, pastor? Nada, não faz nada! Você já procurou ela três vezes, até quatro vezes. Você já fez, já procurou; não há mais nada para fazer. A Bíblia fala só para você ir
procurar o seu irmão. Você foi procurar, você cumpriu o que Jesus disse. Ela disse que não tem nada, então pronto, acabou, encerrou a conversa. Ela não quer ser sua amiga. Ninguém é obrigado a ser sua amiga, não é verdade? Ela é amiga de quem ela quiser ser. Eu sei que você fica chateada, você queria que todo mundo fosse sua amiga, mas ela não quer. Fica em paz, vai ter amizade com outros. É porque eu falo assim, é porque a gente fica em um lugar de liderança de mulheres, e eu falo que a situação fica difícil.
Se eu estou à frente falando, ela nem olha. Mas é difícil para quem, para você ou para ela? Eu falo que deve ser difícil para as duas. Não, não é difícil para você, é difícil para ela. Mas o problema é dela, não é seu. Você não tem que resolver problemas dos outros, não é para você. Você não tem mágoa, você não tem ressentimento, você está em paz, então você não tem problema. Por que você está pegando um problema que é do outro para você? Já, você não tem problema suficiente? Eliane, fique com os seus, desde
que ela resolva o dela. Tá certo? Você já fez o que a palavra de Deus diz. É isso que é suficiente. Certo? [Música] Você acha... pode parecer duro o que eu estou dizendo, mas é porque às vezes nós temos que ser firmes. Não podemos ficar nessa coisa sentimental, né? Quer dizer, até quando vou mimar a pessoa, ficar mimando ela para ela me contar o que ela tem? Não! Você já fez o que tinha que fazer. Agora, ela que tem que crescer pessoalmente. Eu procurei, né, no WhatsApp, várias vezes. Até que o meu esposo falou para
eu parar, já deu, né? Isso! Siga o seu esposo. É, eu sei, você quer ficar bem com todo mundo. Deus abençoe, Eliane. Deus abençoe. Obrigada, viu? Rafael, Felipe, olá! Rafael, como vai? Tudo bem? Bom dia, pastor! Tudo jóia? Bom dia, pastor! Ah, então quer dizer que na parábola, a parte do perdão, a gente perdoa e é perdoado, ela serve então para esses dois pontos, tanto aqui em vida como também na boca do Senhor naquele dia. Então, isso serve para as duas hipóteses, né? Tanto aqui quanto não. Mas aqui, como você está falando dos outros me
julgarem, a Bíblia fala que se eu julgar, eu serei julgado. Mas quem tem direito de me julgar? Só Deus. Então, só se refere a Deus aqui. Tá entendendo o que eu estou dizendo? Quando você julga o seu próximo ou condena o seu próximo, você está fazendo algo que você não tem direito de fazer. Só Deus pode fazer isso. Então, o Senhor diz o que lá em Lucas? "Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados." Mas se você acha que pode condenar, você decai da graça, meu amigo. Entende? Aí Deus é obrigado
a tratar você do jeito que você escolheu. Não quer dizer que vai para o inferno; quer dizer apenas que você sofre perda com isso. Entendi. Mas assim, não tem esse negócio: "Ah, eu falei mal dos outros, agora os outros vão falar mal de mim; eu julguei, agora eu vou ser julgado." Isso pode até acontecer, mas todo mundo está errado. Ninguém tem direito de julgar ninguém; só Deus pode julgar. Não sei se você está compreendendo o que eu estou dizendo. Entendi, entendi, entendi. Clareou! Clareou! É, não é fácil viver sem julgar, viu, Rafael? Mas esse é
o caminho da graça. Se você quer viver na graça, você tem que parar de julgar, parar de condenar, e demorar a posicionar-se com relação a isso. Então, eu não julgo pessoas; eu julgo só ensinos. Quando alguém ensina algo, aí eu vejo: "Você está na Bíblia?" Porque a Bíblia fala que nós temos que avaliar o ensino dos mestres. E se o ensino está errado, é um falso mestre. Mas eu não julgo pessoas. Então, eu não julgo o comportamento dele, o jeito dele, a igreja dele, não faço isso. Entende? Porque não me cabe fazer isso, sim, e
também porque eu tenho muito temor de Deus e eu quero, naquele dia, alcançar misericórdia. Amém? Amém, excelente pastor! Ótimo, obrigado! Deus abençoe, querido. Amém, Deus abençoe. Olá, T! Como vai? Irmãos, eu vou encerrar com a T agora, tá bom? Porque eu tenho culto agora, 9:30, e eu tenho ainda que pegar o carro e chegar no prédio. Vamos lá, como vai? Tudo bem? Bom dia, pastor! Tudo ótimo. Bom dia, pastor! Eu tenho uma pergunta. Cada vez mais eu vejo assim que a gente não merece nada e que a gente não é nada, bom, né? E mesmo
assim, o Senhor insiste em ser gracioso, ser amoroso. E eu me pergunto, né, pergunto para o Senhor: por que o Senhor nos ama tanto assim? É porque Ele não tem outro jeito, a não ser ser Ele mesmo. Deus não tem alternativa a não ser ser o "Eu Sou". E é assim que Ele é: Ele é gracioso. Jeito dele não ser gracioso com você não tem nada a ver com você; é tudo a ver com ele, entende? Ele precisa se revelar. Ele quer que você o conheça, e é isso que ele é: ele é amor. Entendeu?
Então, não é porque você é boa; ah, porque ele me ama tanto, me ama tanto... porque ele é amor. Não é porque eu sou amável; não somos amáveis. Não dá para nos amar espontaneamente, entende? Só quem é muito tolo é que pensa isso. Mas Deus é Amor, então tudo na sua vida cristã depende de você ter revelação do quanto ele é Amor, do tamanho da sua bondade. Quanto mais os seus olhos se abrirem para você ver o quanto Ele é bondoso, gentil, amoroso, mais você cresce. Mas, infelizmente, muitos ficam atrás da lei, da lei da
Justiça, do pau na cabeça, entende? De mandar o cara pro inferno. Infelizmente, enquanto estiver caminhando nessa direção, não conhece muito a Deus. Não sei se te ajudei nessa manhã. Amém. Deus abençoe, querida. Fica na paz. Amém, querido, vou encerrar por aqui e fica o meu convite: na quinta-feira, eu começo a minha viagem para Israel. Devo chegar lá na sexta e vou transmitir toda a viagem. Quero que você esteja comigo lá no Instagram. Amém? Fica na paz e até lá!