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Vamos para o estudo da nossa revista do Programa de Educação Cristã Continuada, estudando neste trimestre com o tema Servus e da Igreja. Na primeira e segunda carta de Paulo a Timóteo, carta a Tito e carta a Filemon. Nossa lição de número três tem como assunto a igreja, seus pastores e diáconos.
O texto áudio está na primeira carta de Paulo a Timóteo, capítulo 3, versículo 15. para que, se eu tardar, fique ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade. Nossa leitura bíblica está na primeira carta de Paulo a Timóteo, capítulo 3, versículos 13 a 16.
A verdade prática nos diz que a igreja é o fundamento da verdade, por isso devemos cuidar bem dela. A introdução do comentário nos fala que a liderança cristã é um ministério de serviço e exemplo. Em Primeiro Timóteo 3, o apóstolo Paulo orienta Timóteo sobre os critérios para a escolha de pastores e diáconos, destacando que a igreja, como coluna e baluarte da verdade deve ser conduzida por pessoas com caráter irrepreensível e de fé comprovada.
O Novo Testamento usa os títulos bispo, pastor e presbítero, descrevendo a mesma posição de liderança. Baloarte, uma palavra não muito comum. Esta palavra representa uma construção que era feita nas defesas, nos fortes, nas fortalezas e que era uma espécie de trincheira elevada, colocada de forma a dar a defesa para os seus atacantes, para as pessoas que estavam dentro daquela fortaleza, a fim de que eles pudessem resistir aos ataques dos inimigos.
Então, a igreja é isto. A igreja é um baloarte da verdade. A igreja deve resguardar a verdade do evangelho, a verdade de Cristo, acima de todo e qualquer nome, o nome de Jesus.
Na Assembleia de Deus, que no caso a nossa denominação, predomina a tese de que os títulos e cargos são diferentes e hierarquicamente graduados. diácono, depois presbíteros, depois evangelistas e depois pastores. Mas atenção, isso não é um consenso.
Existem várias assembleias de Deus onde você não encontra nem presbíteros e nem evangelistas, apenas diáconos e pastores. Outras têm diáconos, evangelistas e pastores, mas não tem presbíteros. Cada igreja local tem autonomia para fazer a sua interpretação e para colocar a hierarquia eclesiástica da forma que for mais produtiva.
Assembleias de Deus também evitam usar o título de bispo, embora aqui e ali nós encontremos essa denominação, esse nome bispo para se referir a pastores, mas utilizam o título de pastor presidente. Então veja que isso é para não confundir com o catolicismo romano. O catolicismo, ele tem na sua hierarquia os bispos, arcebispos, cardeais.
Então, até como uma forma de não confundir, várias denominações evangélicas cristãs não utilizam o título de bispo. Primeiro tópico, um bom pastor. Ao tratar das qualificações para o ministério, Paulo apresenta o padrão espiritual exigido de um bispo.
A liderança da igreja é função baseada em caráter aprovado e não apenas em talento. Sim, existem pessoas que têm o talento para liderar, para pastorear, mas não tem o caráter aprovado. O cuidado da casa de Deus exige maturidade, equilíbrio e um testemunho irrepreensível.
Primeiro item, chamado e qualidades. Fiel a palavra. Se alguém aspira ao episcopado ou bispado, excelente obra almeja.
É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não dado ao vinho, não violento, porém cordato, ou seja, amável, tranquilo, inimigo de contendas, não avarento, ou seja, não apegado ao dinheiro e aos bens materiais. Paulo inicia afirmando que o desejo pelo ministério pastoral é digno, é algo válido, é algo honroso, mas isso não significa que qualquer pessoa esteja pronta para exercê-lo. Abrindo um parênteses, não é comum, não é incomumarmos pessoas que dizem: "Eu quero ser pastor".
Para quê? Para ser sustentado pela igreja. São pessoas que acham que ser pastor ou ser bispo da igreja é simplesmente ficar nada fazendo e sendo sustentado pelos outros.
Um tremendo engano, pois não foi para isso que Cristo chamou os pastores e bispos, muito menos os diáconos. O episcopado, aqui entendido como a função pastoral, requer não apenas vocação, mas caráter comprovado. O termo irrepreensível resume o ideal do líder cristão, alguém cuja vida não ofereça nenhum motivo de escândalo ou censura.
Censura no sentido de ser censurado, de ser chamado à atenção, de ser repreendido por algum motivo, por alguma coisa na sua vida. Existem pessoas que são irrepreensíveis dentro das quatro paredes da igreja, mas passou dali desse espaço, se torna uma pessoa altamente repreensível. A lista que se segue aponta virtudes visíveis: sobriedade, autocontrole, hospitalidade e também habilidades como a capacidade de ensinar.
Além das virtudes, Paulo também aponta comportamentos que desqualificam o líder, o apego ao álcool, e podemos ampliar isso para qualquer tipo de substância lícita ou ilícita, não apenas o álcool, não, que é uma droga lícita pelo ordenamento humano, mas ilícita para o crente em Jesus. Então, todos estes apegos a essas substâncias que contaminem o corpo e a mente devem ser afastados da vida de quem almejam o episcopado. Outro, a violência, o espírito briguento.
Então, veja que esse tipo de comportamento não é aceitável num servo de Deus, num pastor. amor ao dinheiro. Quando falamos dinheiro, não estamos falando apenas as cédulas, apenas os pixis, apenas as moedas.
Estamos falando os bens materiais como um todo. Existem pessoas que não têm tanto dinheiro no banco, mas investem tudo nos seus bens materiais e fazem qualquer coisa por eles. Pois bem, o que Paulo está querendo dizer é que o bispo, o pastor, ele deve ser uma pessoa desapegada dos bens materiais.
Alguém que vê os bens materiais como uma ferramenta, um instrumento para glorificar a Deus e para abençoar o próximo, e não ver esses bens materiais como um fim em si mesmos. Esses vícios morais destróem o testemunho cristão. A liderança cristã não é medida por carisma, mas por caráter.
Existe muita gente com carisma, mas sem caráter. E existem também aqueles que têm caráter, mas não parecem ter carisma. É preciso lembrar que o exemplo do pastor se torna referência para a igreja.
Segundo item, atitudes perante a família. E que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo respeito. Pois se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?
Primeiro Timóteo 3, versículos 4 e 5. A casa do pastor é o seu primeiro campo de liderança. A casa do pastor é a sua primeira igreja.
O modo como ele conduz sua vida doméstica é critério de avaliação para o ministério. Paulo usa uma lógica simples. Se alguém não consegue conduzir bem a sua família, como terá êxito ao liderar a igreja, que a igreja é a família de Deus?
é algo muito maior e mais excelente. Então, se a pessoa não sabe ser fiel no pouco, como será fiel no muito? O texto destaca a importância da criação dos filhos com disciplina e respeito, o que exige firmeza aliada à sensibilidade.
A relação do pastor com sua esposa e filhos precisa refletir os valores do evangelho. Não se trata de perfeição. Não estamos aqui dizendo que a família do pastor tem que ser perfeita, mas de coerência.
Ela deve chegar no modelo mais próximo possível do ideal de Cristo para que sirva de referência as outras famílias da igreja. O lar é o espelho da liderança. Um homem que despreza a sua família, falha em amar, falha em ensinar, falha em orientar, não está pronto para guiar o rebanho do Senhor.
A igreja precisa de líderes que sejam pastores em casa, cuidando do lar com a mesma dedicação com que cuidam da congregação. Quando o púlpito e o lar se alinham, estão em harmonia, o ministério ganha credibilidade e força espiritual. Terceiro item, experiência e boa reputação.
Escreve o apóstolo Paulo nos versículos 6 e 7, que o pastor ou bispo não deve ser neófito para não se não suceder que se ensoberbeça, para que não aconteça dele se orgulhar, se gabar, encorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, ou seja, das pessoas que não pertencem à igreja. a fim de não cair no opróbrio, na vergonha e no laço do diabo.
Então, não basta o pastor ou bispo ser alguém bem considerado pela sua congregação. Ele também deve ser uma pessoa de boa fama entre os descrentes. Um bom pastor precisa ser experimentado na fé.
Paulo adverte contra a ordenação apressada de novos convertidos, que ele chama de neófitos. E por que motivo? O perigo da soberba, o perigo daquela pessoa que ainda está imatura, espiritual, começar a crescer o olho, começar a crescer ao seu ego e achar que realmente é ele que importa e não Jesus.
O ministério pastoral impõe responsabilidades que podem se tornar armadilhas para quem ainda não está maduro. Então, muito cuidado, obreiros e obreiras, em quem nós consagramos para o exercício do ministério pastoral. A vaidade e o orgulho espiritual abrem espaço para quedas e escândalos.
A experiência não se reflete apenas no tempo de fé, mas no amadurecimento que vem com provações, obediência e serviço. Além disso, o pastor deve ter bom testemunho também dos de fora. Sua reputação na sociedade importa sim.
Sim. Embora o líder cristão exerça seu ministério entre os crentes, seu testemunho transborda além das fronteiras da igreja. Sua vida fora dos portões, os portões da igreja não deve ser diferente daquela vivida dentro da família e da igreja.
Então, o pastor, o bispo, ele deve ser uma bênção, não apenas da sua igreja, na sua congregação, mas também do lado de fora. Segundo tópico, um bom diácono. Assim como os pastores, os diáconos são líderes, líderes servos, que exercem funções vitais na vida da igreja.
Há quem pense que os diáconos têm como tarefa apenas servir a Santa Ceia e colher ofertas. Nada disso. O diácono, ele tem várias outras atribuições tão importantes quanto a do pastor.
Eu posso falar isso com toda a experiência. Afinal, eu fui diácono por quase 17 anos antes de ser pastor. Paulo apresenta critérios claros para sua escolha.
Primeiro, qualificação e experiência, escreve ele nos versículos 8 e 9 do capítulo 3. Semelhantemente, ou seja, do mesmo jeito que serviu para os pastores, para os bispos, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis. Então, assim como o pastor tem que ser irrepreensível, assim o diácono tem que ser respeitável.
Tem que ser de uma só palavra, ou seja, não de língua dobre, como está em outras traduções. Ou seja, não deve ser uma pessoa mentirosa, não deve ser uma pessoa que fala uma coisa e faz outra, uma pessoa que não honra a sua palavra. O que mais?
não inclinados a muito vinho. Então veja que a questão da bebida alcoólica que Paulo mencionou para os bispos pastores, ele também menciona para os diáconos. E novamente, quando estamos falando de vinho, é no sentido mais amplo.
Ninguém pense: "Ah, beber, mas usar outras drogas pode. " Nada disso. Nenhuma substância lícita ou ilícita, que venha de alguma maneira entorpecer a nossa mente, alterar a nossa consciência, danificar o nosso corpo, nada disso deve estar presente na vida de nenhum cristão, mas especialmente do pastor e do diácono.
Continua Paulo. Não cobiçosos de sorte da ganância, ou seja, não avarentos, não sejam ambiciosos, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. As qualificações para o episcopado e para o diaconato são muito semelhantes.
Colocando as duas listas lado a lado, podemos notar quatro áreas principais. Primeiro, respeito à própria pessoa. Segundo, domínio próprio, autocontrole, temperança.
Terceiro, maturidade. Quarto, relacionamentos saudáveis. Quinto, boa reputação e firmeza na fé.
Isso está presente tanto nos requisitos para o episcopado, para os pastores, quanto também para os diáconos. Você, obreiro, obreira que nos ouve nesse momento, você se encaixa nesses requisitos? Você passaria nesses testes que Deus, através do Espírito Santo, através do apóstolo Paulo, colocou para nós?
Segundo item, mulheres fiéis em tudo. Da mesma sorte quanto a mulheres, é necessário que sejam respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo. A menção a mulheres tem dois significados.
Tanto pode indicar as esposas dos diáconos, quanto também possíveis diaconisas, como por exemplo Febe, que é mencionada por Paulo na carta aos Romanos, capítulo 16. E se alguém poderá dizer, mas se esses requisitos servem para as mulheres dos diáconos, não serviriam também para as mulheres dos pastores e para as pastoras em si, com certeza. Então fica novamente a pergunta: você esposa de pastor, esposa de obreiro, esposa de diácono, diaconisa, pastora, obreira que nos ouve nesse momento, você se encaixaria nesses requisitos que o apóstolo Paulo coloca?
Qualquer que seja o caso, essas mulheres prestavam excelente serviço à igreja e aos necessitados e deviam ter as mesmas qualificações dos diáconos. Terceiro item, a honra do diaconato. Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência, ou seja, eles se destacam, e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus.
Esta palavra intrepidez dá a ideia de um atleta bem treinado. Nos dá a ideia de um soldado que vai ganhando experiência nas pequenas lutas, nos pequenos embates, a fim de estar pronto para batalhas maiores. Esse é o diácono.
Essa é a diaconisa. Estão se exercitando na fé de uma maneira mais intensa do que os crentes em geral. E você, diácono ou diaconiza que nos ouve, você está vendo como é honroso e excelente ser diácono, ser diaconiza?
Paulo conclui afirmando que os diáconos que se esmeram, ou seja, que são diligentes, que se esforçam no ministério de servir aos homens em nome de Deus, recebem de Deus a recompensa, justa preeminência e muita intrepidez. E eu, como diácono de muitos anos, posso dizer: "Esta promessa é verdadeira". Eu posso dizer a minha própria experiência de vida.
Alguém poderá pensar que essa esse destaque, essa proeminência é que a pessoa será reconhecida e elevada a cargos maiores, como evangelista, presbítero, pastor. Não, não é apenas isso. É muito mais honra, honra e exaltação que Deus concede aos que forem bons diáconos, excelentes diáconos e diaconisas.
Deus tem promessas maravilhosas de honra e exaltação para aqueles que souberem ser diáconos humildes e esmerados esforçados na boa obra de Deus. Terceiro tópico, a igreja, coluna da verdade. Neste encerramento do capítulo 3, Paulo amplia a visão da liderança, colocando foco na identidade e missão da igreja.
Primeiro item, esperança de ver Timóteo, escreve ele no versículo 14. Escrevo-te estas coisas esperando ir ver-te em breve. Paulo demonstra afeto pastoral ao afirmar que deseja visitar Timóteo em breve.
Segundo item, igreja, coluna da verdade, para que se eu tardar fique ciente, ou seja, fica sabendo, Timóteo, de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade. A igreja local não é uma instituição qualquer, mas é a casa de Deus, habitada pelo seu espírito, regida por sua palavra. A missão da igreja é sustentar, é defender, é proclamar fielmente o evangelho de Cristo.
Então, a igreja local ou geral não importa. seu tempo de estudo da escola dominical. Boa lição aprendemos do nosso Pai Celestial.
Despede-nos, Jesus Cristo, em tua paz e amor, e nos concede para sempre o teu celeste favor. Aos visitantes e amigos agradecemos também que a paz de Deus reine em todos. E até domingo que vem.
E até domingo que vem. E até domingo que vem. He.