[Música] Estamos estudando sim parcerias com outras instituições com operadoras e fontes pagadoras com a indústria Porque no momento que nós vivemos é insustentável viver [Música] sozinho Olá meu nome é Rafael Barbosa e eu sou o CEO da bionexo bionexo é uma empresa dedicada à transformação da Saúde através de tecnologia mas nós sabemos que nem só a tecnologia transforma a saúde também a educação e o conhecimento e também as parcerias como essa que a gente tem o prazer de apresentar pra nossa comunidade a parceria com anap na construção do anap questiona uma série de entrevistas e conteúdos exclusivos que nós vamos compartilhar com vocês sejam bem-vindos [Música] Olá bem-vindos e bem-vindas todos e todas é um grande prazer em nome da anap de abrir esse espaço que é um espaço que pretende discutir de forma muito pluralista e de forma muito responsável questões que envolvem os hospitais e a saúde de modo geral a anap tem 23 anos de trabalho defendendo qualidade e ética no setor de saúde setor que está profundamente atingido por grandes transformações onde vão levar essas transformações como vai ser tratado o paciente como manter a saúde financeira dos hospitais condição para prestar boa assistência são questões desafiadoras que nós pretendemos eh discutir aqui com as principais figuras do setor hospitalar e do setor de saúde para isso nós contamos com um apoio muito importante como Nossa parceira de uma empresa muito sólida muito antiga e muito importante no setor que é a bionexo e temos o o orgul de comear essa essa sée ouvindo pessoa que é na verdade várias pessoase é um grande cardiologista um médico extremamente respeitado mas ele é um gestor de hospital com uma experiência importante à frente de um hospital do tamanho e do renome do Sírio mas ele é também e eu diria especialmente um ser humano cujo bom senso cuja sensatez cujo espírito construtivo faz com que Fernando gané seja um nome muito muito respeitado por todos nós gané super Obrigado por essa possibilidade de conversa e eu espero que a sua famosa sensatez nos ajude a descobrir para onde a gente está indo e essa é exatamente a a primeira questão eh você como diretor geral médico do Sírio imagina o Sírio Daqui a 15 anos daqui a 20 anos sendo o quê E especialmente em que o Sírio do Futuro que vocês estão tentando construir Será diferente desse que está aqui hoje Bom primeiramente eu queria agradecer a oportunidade de est aqui eh uma honra tá participando desse projeto mas um medo muito grande de tá sendo entrevistado pelo Brito que para mim é um dos maiores comunicadores um dos maiores entendedores do setor de saúde isso é real tá Brito eh o hospital Libanês é uma sociedade beneficiente que tem 103 anos agora começou lá atrás com um grupo de senhoras uma instituição filantrópica e o hospital em si começou há 59 anos ele começou como Hospital eh acho que vale contar um pouquinho da história formado por grupos de médicos que eram os grandes docentes de então na década de 60 na faculdade de medicina da USP professor da tiit juntou os principais eh cirurgiões da época e entendeu que valia a pena ter um hospital ele Hospital eminentemente cirúrgico no início e foi Pioneiro em várias as iniciativas primeira UTI eh de hospital privado do Brasil eh grandes nomes da urologia da cirurgia geral da coloproctologia da cirurgia cardíaca foram para lá e ele foi crescendo assim é muito curioso que o pronto socorro do hospital só começou em 1992 anos depois geralmente um hospital começa com uma clínica um pronto atendimento um Centro Diagnóstico ele cresce ambulatório demanda de leitos lá lá foi ao contrário começou como Hospital sem pronto socorro e nesses 58 anos grandes Marcos apareceram eu eu Listo alguns primeiro ele zelou pela qualidade médica assim a a acho que o que tornou O cban que é hoje A grande preocupação com a qualidade dos profissionais médicos da equipe multiprofissional então ele é Pioneiro em várias iniciativas em várias Especialidades de repente houve uma visão de que Oncologia numa década de 70 e 80 em que os tratamentos eram muito infr passa por uma transformação e a Oncologia recebe um olhar especial e o hospital resolve criar um centro de oncologia que foi Pioneiro e e teve uma expressão muito grande trazendo talentos de Fora formou muita gente né no campo assistencial desenvolveu a sua UTI desenvolveu as especialidades começa a dar foco para ensino e pesquisa ele entende que ter um braço de ensino e pesquisa é fundamental e tem uma curiosidade o hospital tem um corpo Clínico com uma formação e um vínculo acadêmico muito grande hoje listamos a quantidade de médicos que T vida acadêmica em outras instituições são quase 44 professores titulares 135 livre docentes 400 doutores enfim todos com vida e e vocação acadêmica e naquela ocasião era simplesmente um instituto de ensino para discutir casos clínicos e depois houve um crescimento então grandes braços manter a a estar na guarda da Inovação eh e Tecnologia de novas terapias ter um braço assistencial forte e um braço de ensino e pesquisa forte foi assim que o hospital veio nos últimos anos ele era uma unidade na Bela Vista um hospital que tinha 200 300 leitos se decidiu que ele precisava ampliar e a primeira movimentação foi abrir um hospital eh dia num bairro próximo no Itaim para diagnóstico e para ambulatório e depois se decidiu que ele devia sair de São Paulo e ir para Brasília então os grandes movimentos foram São Paulo hospital tradicional corpo Clínico abre uma unidade ambulatorial um hospital dío um centro cirúrgico e decide ir para Brasília em paralelo fortalece a especialidade de Oncologia e fortalece ensino e pesquisa a sua pergunta eu contei até agora a história e o futuro ele Visa eh potencializar essas áreas não existe no hospital hoje um entendimento de que precisem aumentar em leitos hoje são aproximadamente 600 leitos 500 em São Paulo com possibilidade de chegar em 580 Brasília com 100 leis um hospital inaugurado em 2019 e com uma Oncologia que chegou antes e a ideia é manter essas duas bases como estruturas hospitalares e sim ter uma expansão eh em unidades de hospital dia com menos complexidade a gente diz que o hospital tinha uma uma vocação em cuidar do paciente eh Hospital terciário ou quaternário e ele não atendia na linha de cuidado e a atenção primária como no entorno do hospital existe a maioria dos consultórios dos médicos nós entendemos que a atenção primária era feita em consultórios privados e a parte hospitalar levada para Hospital houve um entendimento também do hospital visando o futuro que toda a linha de cuidado tinha que serida o a atenção primária a prevenção o cuidado e o hospital como estrutura e além disso o pós alta como cuidar dos pacientes e as suas necessidades po al Ele entrou num projeto de saúde populacional e através de uma estrutura com médicos eh de família ele entra em grandes empresas e hoje a gente dá uma um atendimento para quase 400. 000 colaboradores de empresas fazendo prevenção tendo banco de dados com a situação e eh saúde desses colaboradores prevendo e antevendo eh comorbidades ou evolução de doença então basicamente futuro eh uma expansão geográfica com unidades pequenas ambulatoriais eh atendendo esses pacientes filtrando aqueles que realmente precisam de um atendimento hospitalar e sim eh focar na educação na educação inauguramos nesse ano na nossa Faculdade de Ciências de saúde então Eh já tínhamos um programa de residência bastante consolidado pós-graduação mestrado doutorado e educação continuada e esse ano se inaugurou uma faculdade eu gosto de dizer brincando que nesses últimos 10 anos no mercado hospitalar a única coisa que mudou foi tudo redes se fortalecendo verticalização se fortalecendo hospital tendo plano plano tendo hospital ou seja o o o o o o o mercado mudou muito mudou muito o Sírio tem a a a a peculiaridade de ser um hospital independente ele não é um hospital verticalizado ele não é uma rede como é que você eh eh definiria o desafio de ser independente nesse mundo brasileiro de saúde que mudou tanto e em que que essas mudanças e desafiam e e provocam o cílio e eu acho que não tem como no momento que nós vivemos o setor de saúde pensar em ser independente Eu acho que a gente tem que pensar como manter a qualidade a gente tem que entender o que queremos ser e essa é uma discussão que temos todo dia dentro do hospital eh Há uma decisão do nosso conselho da nossa Diretoria de que o hospital não vai abrir mão eh de manter a qualidade e estar na Vanguarda Porém isso é um grande desafio para ser sustentável como eu sou sustentável né se eu tenho um universo pequeno então Eh estamos estudando sim parcerias com outras instituições com operadoras e fontes pagadoras com a indústria Porque no momento que nós vivemos eh insustentável viver sozinho eu acho que aquela instituição que pensar em estar sozinha ela corre fortemente o risco de não não ser perene isso significa por exemplo e sem querer antecipar planos mas isso significa por exemplo que o o Sírio não é refratário a ideia de por exemplo ele e Sírio ter um plano de saúde ou ele e Sírio se associar em determinados projetos com operadoras de planos de saúde não isso não é uma não é é uma ideia fechada de maneira nenhuma isso só não aconteceu porque o modelo ideal não aconteceu paraas duas ou três partes por enquanto ele tem sido estudado tem sido conversado e acho que uma parceria ela tem que ser boa todo mundo sabe quando tem o ganha ganha aquele jargão que todo mundo fala e ela não aconteceu até agora mas muitas conversas foram feitas ou com instituições prestadores ou com fontes pagadoras um dia desse eu estava no sírio e uma pessoa do Sírio me disse um que eu fiquei muito impressionado e e eu espero que eu tenha guardado direito dizendo que no prédio principal do Sírio ali na Bela Vista dentro do prédio existem 13. 000 equipamentos Olha eu não sei se são 13.
000 mas são 68 elevadores isso eu sei e e há uma reclamação todo dia da concorrência do tráfego nos elevadores né Mas são muitos equipamentos Eu quero chegar na questão da tecnologia quer dizer um hospital como o sírio ao tomar a decisão até coerente com a sua história de ser um hospital de qualidade ele está assumindo a necessidade de estar permanentemente atualizando o entre outras coisas o seu Parque Tecnológico mas ao mesmo tempo essa atualização custa cada vez mais e mais como é que você gané une a palavrinha com a palavrinha tecnologia com a palavrinha custo você só faz pergunta difícil Brito Mas eh você tem toda a razão o hospital se orgulhava de ter tido o primeiro robô da 20 a primeira UTI os equipamentos da terapia intensiva eram os de ponta de mercado você ia nos principais centros médicos do mundo da Europa e dos Estados Unidos é o que a gente conseguia trazer pro C Libanês eh nós já estamos sentindo e qualquer instituição do o tamanho na nossa sente né investir 2 3 milhões de dólares no equipamento fazer a manutenção estipular o End of Life de cada uma e saber quais vamos fazer e ainda mais pensando em expansão o capex desenvolvido nisso eh isso limitou tivemos o nosso robô ortopédico eh que foi inaugurado esse ano sendo que outras instituições começaram um ou dois anos antes e isso é natural nós entendemos que com o que nós temos de massa com a estrutura que a gente tem a nossa capacidade de aquisição inclusive capital caixa para poder investir nós corremos esse risco e nós temos que usar a inteligência para poder fazer parcerias e conseguir colocar isso há modalidades no mercado de locação de equipamentos várias indústrias hoje trabalham em uma parceria os próprios fornecedores dos principais equipamentos colocam e e tem um modelo de paper e e tudo isto está sendo considerado eh pra gente poder fazer aquilo que o nosso planejamento estratégico define uma outra coisa que eu acho Brito E aí é uma uma uma autocrítica eh eu tive oportunidade de trabalhar em várias instituições muito boas onde aprendi bastante coisa existe uma coisa chamada preciosismo ela existe na universidade ela existe no C Libanês em outros hospitais aqui ou fora do país e às vezes falta um olhar para o que eu vou entregar pro paciente talvez precise de todos aqueles recursos eu vou citar um exemplo básico equipamento de algometria hoje que há uma exigência dos nossos médicos corpo Clínico de usar um equipamento importado cuja manutenção é mais cara cujos insumos são mais caros outras instituições muito renomadas optaram por US nacional que entrega o mesmo resultado com custo e manutenção menor eu vi três situações na instituição e eu tenho provocado essa essa discussão e e e se você me permite eu vou contar porque essa é a discussão de hoje no nosso comitê executivo eu fui assistir um um cateterismo que já exige um um equipamento suprimentos de altíssimo custo e antes dos exames começarem em três salas mantas térmicas aquecendo eh os leitos e bacana e mas a gente vai em instituições renomadas de Cardiologia com volume muito grande que tem desfechos muito bons e não usam isso e de fato isso não tá sendo cobrado nem do paciente Ou nem do operadora e se tivesse não é sustentável Eu fui assistir Uma cardioversão elétrica de uma arritmia que no meu tempo de Instituto do Coração íamos um médico ele fazia anestesia ele cuidava do paciente ligava um de oxigênio e outro dia para assistir uma cardioversão dentro da nossa UTI Tinham dois intensivistas dois anestesistas um ecocardiografista e ao invés de ligar um catéter de Alto fluxo que custa algumas R 100 havia um um catéter nasal comum tinha um catéter de custa R 3000 mas desculpe por que que tá colocando se esse é um paciente que não tem uma incên respiratória Ah é um protocolo porque ele garante melhor o E isso não tá sendo isso está dentro da diária Global da UTI o que eu quero dizer para você é o seguinte as pessoas não fazem isso por serem eh inconsequentes ou perulares à medida que uma a publicação científica sugere que algum procedimento ou alguma terapia traz algum benefício há aquela vontade do time assistencial eh de incorporar curativo vamos falar de uma coisa mais simples né existem alguns curativos hoje de altíssimo custo mas que são indicados para casos muito específicos se você começa a usar aquilo e desculpe o nosso time hoje eu pergunto pro noso time assistencial desculpe primeira pergunta isto faz a diferença para o paciente tem indicação do quanto custa nós conseguimos receber por isso e mesmo que nós conseguíssemos receber isso não é sustentável se não houver indicação e pertinência você me deu a deixa para discutir uma questão que me parece essencial que é a relação gestão do hospital médicos né e ainda mais num hospital com as peculiaridades e as qualidades eh do Sírio tem que ser uma premissa respeitar a autonomia do médico respeitar que o médico baseado na melhor literatura na melhor experiência tenda oferecer o melhor tratamento e a melhor assistência é isso que ajudou a fazer um hospital como o Sírio só que isso cada vez custa mais caro como é lidar e você é um médico renomado como é lidar na relação com os médicos preservando a autonomia e ao mesmo tempo seduzindo ou tentando seduzir os médicos para um exercício de responder vem cá mas isso é É realmente necessário esse ponto Brito extremamente importante que é gestão e relacionamento com o corpo Clínico né Por muitas décadas né a conduta era dada pelo médico baseado naquela experiência que ele tinha na evidência que ele tinha e muitas vezes por pressão da indústria né Dent do corpo Clínico do hospital hoje quase 80% dos pacientes são trazidos pelos médicos então o modelo ideal qual que seria o modelo ideal um hospital verticalizado o corpo Clínico fechado em que a gestão define estes são os protocol eh você é a minha equipe de referência periodicamente eu reavalio a sua prática desfecho e custa efetividade e Depender desses resultados eu te mantenho como minha referência ou não Hospital C libanes que começou como corpo Clínico a médico aberto com 5000 médicos hoje e com pessoas que são referências nas suas áreas de atuação eh a gente precisa passar por um momento de reengenharia Reeducação a referência médica as principais guidelines eolos vem da sociedade vem da comunidade científica como eu adapto isto ao mundo de hoje e isso a gente tem feito com conversas e também com evidências a hora que eu trago hoje empacotamento eu vou citar uma um modelo pacotamento de de atendimentos em pronto socorro tem pacientes que chegam ao pronto socorro passam por uma consulta recebem uma receita uma orientação e vão embora tem pacientes que chegam ele recebe uma tomografia um politrauma por exemplo um ecocardiograma Enfim uma conta que extrapola em mais de 100 vezes o valor daquele pacote né E tem médicos que usam pronto socorro não só no Siro em qualquer hospital e por um procedimento por uma patologia simples usam da estrutura para poder agilizar o atendimento Nem digo urgenci mas um trauma de joelho você uma lesão você sabe que um Rai x simples às vezes não vai resolver e depois você vai precisar de ressonância e muita gente pede veja é o correto do ponto de vista técnico de não pro conforto do paciente É mas não vai mudar a conduta naquele momento ele pode ser feito ambulatorialmente então a partir do momento que nós começamos a discutir isso com os nossos médicos tanto emergencista quanto o médico próprio do paciente e mostramos né Eh o quanto isso primeiro lugar que não tem uma evidência científica e dois que isso é um desperdício né a gente começa a ter um uma parceria grupos de Especialidades a gente tem núcleos de Especialidades a gente identifica lideranças mesclamos médicos tradicionais com médicos novos digamos Vanguarda um comitê de Vanguarda que foi criado há alguns anos discute esses assuntos e a gente tenta fazer essa integração sem causar choque ou ruptura É impressionante como uma adesão não tem sido grande isso tem sido trabalhado nos últimos anos e temos aderência de muitos médicos acho que grande parte do corpo Clínico consegue aderir tem um outro lado também E aí eu trago para você por mais que o modelo ideal seria de um corpo Clínico fechado verticalizado É impressionante como este modelo antigo ainda é o que atrá os pacientes posso dizer que vários vários pacientes que inclusive são de grandes Fontes pagadoras acabam procurando a instituição e procurando o médico né então nós entendemos que nós não podemos romper aquilo que trouxe o hospital até aqui mas conversas próximas educação e evidência de custo efetividade de valor de pertinência tem trazido vários desses médicos a mudar prática anualmente apresentamos para cada médico o desempenho de Cada Um comparamos Com os pares de forma anonimizada e comparamos com bent Mark Internacional e é impressionante quando ele descobre que o tempo de internação dele de pacientes ou o desfecho de reinternação de infecção e de custo destoa dos outros então isso tem servido para fazer uma educação e buscar a parceria desses profissionais na outra ponta desse mesmo problema né você tenta de um lado reduzir custo sem reduzir a qualidade mas junto à fonte pagadora você deveria se entre aspas se beneficiar de oferecer maior qualidade e melhor desfecho né então invertendo agora A análise olhando do Sírio para as fontes pagadoras eh você acha que começou a de alguma forma aumentar a sensibilidade das fontes pagadoras a dizer vem cá aqui existe um produto de maior qualidade aqui existe um melhor resultado e portanto eu devo remunerar melhor a este que oferece uma melhor qualidade ou eh eh Você acha que isso ainda é muito mais um sonho do que uma realidade no dia a dia da relação com as fontes pagadoras com as operadoras Brito fórmula de valor começou a ser discutida há mais de uma década Porter carro enfim eh do do ponto de vista teórico isso é brilhante né e e e tudo que as instituições têm buscado é isso né buscamos hoje uma célula de desfecho em que a gente acompanha 20 linhas de cuidado a gente segue várias linhas de câncer de intervenções em cardiologia em cência cardíaca em ortopedia e temos indicadores muito interessantes eles são auditados nós comparamos com instituições fazemos bent mar Internacional e temos resultados que são de bastante orgulho para nós e aqueles que não estão próximos do mmk nós temos plano de ação para buscar porém por outro lado quando a gente começa esta conversa com a fonte pagadora ela é muito bem recebida mas ela hoje ainda não virou com modelo de pagamento por performance hoje ainda infelizmente o que se se espera eh por parte das operadoras é diminuição de taxa de conversão de internação de pronto socorro taxa de direcionamento de pacientes para as terapias intensivas e Rigor em procedimentos de alto custo eh quando nós mostramos que algo é pertinente e que talvez isso pudesse abreviar autorizações de procedimentos Em algumas situações nós temos conseguido eu sou eu sou um eterno otimista eu acho que nós não podemos deixar de buscar qualidade e usar como a qualidade como mecanismo de negociação por quê se não trabalharmos juntos com as fontes pagadoras eh isso não vai ser sustentável Nós já estamos já passou do tempo em que algo precisa ser feito de modo diferente então alguns avanços existem Mas eles são muito menores do que aqueles hoje e também entendendo que operadores veram um problema todos sab emos de sinistralidade de custos nos últimos 2 anos e que estão começando a a se colocar em linha agora eu espero que nos próximos 5 anos o que mova a relação de remuneração e de facilidade da relação seja a qualidade levada em em consideração o nos últimos meses até eu diria começou um movimento de alguns hospitais ou de alguns grupos hospitalares no sentido de publicar os seus resultados em matéria de desfecho tá eh o sistema de indicadores e o sistema de desfecho é um grande orgulho da anap aqui completa mais de 15 anos mas sempre com resultados coletivos médios tá o movimento de um hospital dizer olha aqui estão os meus resultados ele é muito muito recente o Sírio manifesta Sempre e com razão orgulho pela sua qualidade Por que que o Sírio não divulga Quais são os seus resultados em cada uma das x ou Y eh eh procedimentos ou ou terapias eu acho que Brito H há uns 10 anos atrás essa discussão começou dentro da instituição todos os indicadores são auditados por auditores Independentes externos acho que o Rigor na qualidade dos indicadores é que tem que ser buscado trabalho que a naap fez do último Observatório e trazendo a evolução dos últimos 15 anos foi impressionante todos os indicadores melhoraram isso dá o orgulho de saber que a régua subiu dentro da instituição nós estamos coletando dados uma massa muito grande de dados para poder divulgar eu acho que eh em em em bancos internos para qualquer paciente que quiser isso tem que ser nós achamos que a anap é um grande representante pra instituição e como um todo eh temos alguns desses indicadores que são públicos se você entrar no site do hospital você consegue chegar e olhar mas é eu fico muito preocupado com a percepção hoje do leigo que não sabe ver eh ou não conhece o Rigor científico uma vez estávamos no no fórum da sociedade de Cardiologia em que instituições muito sérias grandes instituições acadêmicas ou não discutiam indicadores de taxa de infarto e um secretário de saúde de um determinado estado no São Paulo disse que o tempo Porta eleto deles um indicador que tem que ser menos de 10 minutos que no Sírio naquela ocasião era 14 a gente lutava para chegar nos 10 10 minutos ou abaixo de 10 minutos hoje é 3 2 minutos ele disse que no no serviço dele era de um minuto no estado um estado inteiro a gente sabe da fila não é da hora que deitou na S Emer não na hora que ele tirou a senha da chegada então e ele publicava esses dados né então Acho que o mais importante primeiro é que instituições sérias ou críveis como a anap se preocupe em reunir esses dados e divulgar porque esse é o bmk das instituições eu queria e voltar um pouquinho a questão das operadoras e a questão econômico-financeira para fazer a seguinte de avaliação contigo a a a a sensação que a gente tem é de que o setor hospitalar pelo menos os hospitais aqui da anap Eles não têm um problema econômico significa o que eles oferecem à população a população largamente quer consumir os hospitais vivem com uma taxa de ocupação muito boa então não há em termos econômicos eh aquele problema que haveria se aquilo que o hospital oferece ninguém não há clientela não existe prestam o serviço mas parece que o centro do problema hoje é o problema financeiro ou seja como receber e receber no menor prazo possível por um serviço já prestado né e eh eh os nossos queridos amigos da bionexo que nos ajudam nesse esse projeto eles inclusive sugeriram me me disseram ó não deixa de falar com com com gané e com os demais entrevistados sobre isso quer dizer como é que vocês estão vocês concordam com essa avaliação primeiro e segundo como é que vocês atuam para poder reduzir esse esse GAP essa distância entre o dia em que prestam o serviço e o dia que recebem pelo serviço o famoso ciclo da receita Esse é o maior ofensor que os prestadores de serviço têm vivido né Brito nós temos um prazo médio de pagamento em torno de 60 70 dias e um de recebimento de 110 110 110 100 dias isso é muito complexo eh os nossos médicos nos pergunt médicos que não são gestores chegam falam olha não é possível que o hospital tá com 100% de ocupação e vocês dizem que os resultados são apertados Eu costumo dizer no meu conhecimento financeiro o seguinte no mundo real ou no mundo normal em que você tem uma despesa fixa e uma receita fixa você tem previsibilidade deste gar você se você gastar menos do que você ganha você tem uma previsibilidade o setor de saúde pelo menos na nossa deção hoje é assim eu tenho uma despesa crescente e uma receita incerta E aí né você prestou serviço em algumas situações você está pagando para fazer e na verdade o que se esperaria simplesmente receber e entendemos que margens podem ser discutidas pertinência pode ser discutida mas é muito difícil para uma instituição prestar um serviço adiantar a aquele que na verdade é pro beneficiário é pra sociedade mas é um beneficiário às vezes de uma operadora de uma fonte pagadora e ter a dificuldade em receber Então esse é o grande desafio nós estamos passando por isso isso faz o quê trabalhar em eficiência operacional né não tem como é o desafio do dia a dia isso vale sempre Valeu para qualquer instituição mas acho que nunca isto chegou eh de forma tão intensa para dentro de casa se um representante de operador estivesse aqui conosco ele diria e diria com boa dose de razão que o problema que as operadoras enfrentam é que houve um aumento grande de sinistralidade significa mais gente está indo buscar mais assistência por conta dos planos e eu eu queria aqui me valer da da da sua condição de médico eu não posso dizer médico da antiga porque é um cardiologista em plena forma então é um cardiologista jovem mas é de uma outra geração né então o seguinte eh nós tem aí as operadoras falam muito em em em fraude e realmente existe fraude Mas eu prefiro achar que existe muita insegurança dos médicos e muita pressão dos pacientes e que o resultado da Insegurança do médico com a pressão do paciente ela é um número absurdo de exames e procedimentos que a Rigor não se justificariam Qual é a responsabilidade do tipo de médico que a gente está formando hoje e dessa coisa do paciente paciente Google nesse problema da sinistralidade Como enfrentar isso Brito eu acho que três pontos a gente precisa conversar aqui como eu tratava um paciente oncológico cardiológico e ortopédico há 20 anos atrás e como eu trato hoje e vamos falar dos grandes ofensores em ortopedia procedimentos minimamente invasivos em coluna buco maxito tratamento de alto custo na Oncologia os Novas Novas drogas quimioter imunobiológicos custos Absurdos terapias como carticel que antes não existiam e hoje existem para Oncologia e agora começam a chegar para doenças autoimunes o que existem de estudos para doenças como lupus artr reumatoide com carcel com custos extremamente elevados disponibilidade de exames e testes diagnósticos que não existiam e passam a ser incorporado Então precisamos fazer análise crítica veja eu sou uma fonte pagadora agora Eu visto a a roupa do da fonte pagadora Eu ofereço um produto você me paga um determinado valor e que em 10 a 20 anos um aumento muito grande da oferta de procedimentos de Terapias Isto é fato e podemos citar terapia autista enfim eh é difícil repassar tudo né então precisa haver um entendimento da sociedade o entendimento do médico prestador de que esses custos aumentaram E aí entra o bom senso e a educação né existe overuse sim existe overuse existe pressão do usuário sim ele não usa o Google é chpt ont chegou uma paciente com uma tosse crônica tem uma tosse crônica Já tomei x antibióticos cortic o que pode ser fiquei impressionado com a resposta por itens e eles acertaram foi muito interessante Então existe essa cobrança outra coisa é a falta de disponibilidade do prestador de serviço e da interoperabilidade da informação a tinha uma colaboradora Nossa que passou em TRS meses por cinco serviços diferentes por uma cefal ela fez cinco tomografias cada hora ela passou um serviço diferente ela fazia sem nenhuma crítica especial a nutrólogos mas eh nós vemos às vezes somos chamados a transcrever pedidos de nutrólogos nutricionistas nada contra mas com 150 exames de laboratório e tem exames que eu nunca pedi na minha vida então acho que aí a sociedade eh médica e os prestadores de serviço precisam entender Quais são as dificuldades pelas quais as operadoras passam no sentido de incorporação de novas terapias de alto custo e sustentabilidade do sistema com aquele valor que o beneficiário consegue pagar eu apelo aí pro bom senso e a gente sempre fala que a solução é ela tem que ser de oito mãos né a operadora o prestador a indústria e o usuário se não houver uma conscientização de desses atores nós não temos uma resposta de sustentabilidade comentei logo anteriormente com você tô tentando rever um plano de saúde para mim por exemplo os custos são muito elevados né são insustentáveis e a minha preocupação eu não sei se você vai trazer essa pergunta mas eu essa é uma preocupação hoje 25% da população usa saúde suplementar o resto é suso desses 80% são colaboradores de empresa são funcionários de empresas que oferecem como benefício o que que acontece medida que eu diminuo emprego eu perco acesso ou a medida que eu aposento envelheço e essa é a realidade da população eu perco acesso a grande maioria não tem tem condições de arcar com o plano mas mais do que isso nós não encontramos mais planos individuais terceiro aqueles que têm recurso financeiro quando vão buscar alguns não conseguem entrar porque a idade não permite que eles entrem então o que que eu tô fazendo eu tô criando aqui uma carga pro SUS muito grande e aí é um é uma preocupação que eu tenho que ela deve ser uma discussão da sociedade então Ministério da Saúde a ins SUS porque o equilíbrio entre SUS e saúde suplementar é que vai garantir a prestação do Cuidado da população a gente na verdade né gané viveu esse sistema ele tem aí 30 e tantos anos e durante boa parte desses 30 e tantos anos os erros eram cometidos mas o sistema acabava funcionando havia como ele se pagava ele se pagava a população não era tão envelhecida não era tão adoecida havia Mais Emprego Mais Emprego formal as empresas podiam mais e o dia em que a conta não fecha chegou né então a gente agora contra o al delete a gente precisa tem que tem que eu eu gosto muito de dizer que aquilo que nos trouxe até aqui foi bom porque nos trouxe até aqui e o sistema brasileiro tem qualidades grandes mas não tem energia para nos levar daqui em diante é preciso eh eh eh repactuar eh eu eu eu entendi de uma resposta sua eh e eu não tô querendo apelidar o que você disse na resposta você pode tudo mas a gente tem assim Aquela imagem não só do Sírio mas do Sírio já tem o prédio lá da Bela Vista e lá é o Sírio lá é tudo essa é isso ficou um pouquinho quebrado quando abre um hospital de dia aqui abre uma clínica ali Pelo que eu entendi vocês T como estratégia que grande parte dos serviços que o Sírio pode e vai oferecer não oferecerá necessariamente dentro do hospital é isso exatamente eu acho que ele tem que chegar mais perto a capilaridade ela é necessária não com uma estrutura igual a nossa sim e aí tem uma um outro braço que eu acho que importante para qualquer grande instituição isso já acontece que a parceria com uma parceria público-privada né a gestão de aparelhos públicos hoje ela tem sido bastante interessante e e não como resultado financeiro mas como cuidar de mais pessoas né então hoje at través do Instituto de responsabilidade social o hospital faz a gestão de mais quase 700 leitos públicos de G Jaú mais do que os próprios e agora com a nova chegada de mais três hospitais né hospital de Barueri que é um hospital novo Hospital rota dos Bandeirantes Vila Penteado e Taipas são mais quase 700 leitos virarão 1. 00 leitos então 1400 leitos no setor público não é uma gestão Direta do sria é do Instituto de responsabilidade social mas o sira é a mantenedora e tem o compromisso de colocar os seus protocolos tanto assistenciais como de gestão nessas instituições Então você tá chegando mais perto você tá levando o serviço de saúde para mais pessoas Acho que isso é fundamental esse aspecto da relação com o setor público quer dizer o o Sírio tem esse dado é um dado impressionante mais leitos públicos que ele através do Instituto eh eh atende do que os próprios leitos privados Qual é a grande reivindicação que se você pudesse e seguramente faz isso com frequência sentar na frente do governo ou dos governos né o o que que os governos deveriam fazer e não estão fazendo que permitiria melhores resultados auxílio não do ponto de vista de resultado econômico financeiro mas de mais acesso melhor prestação Qual é a grande demanda hoje de vocês em relação aos governos e eu digo aos governos para não parecer a gente sempre tem que tomar cuidado que é o governo a b c o Não não eu acho que todas Instância eu vou citar alguns exemplos de como o sío faz filantropia Hoje ele faz através de uma filantropia própria um recurso que o hospital usa e faz em parceria com Prefeitura de São Paulo atendendo Pediatria basicamente Mastologia idosos E agora tem um grande programa começando com diabetes um programa muito interessante is é um recurso próprio do Círio dedicado a esse o outro via projetos com o Ministério da Saúde e proad né né os hospitais de excelência eleitos ou classificados pelo Ministério da Saúde eh destinam um recurso em projetos que o ministério da saúde entende que são necessários para levar a saúde à população e o outro através do Instituto de responsabilidade social e nesse de São é muito interessante é muito bacana ver quando uma eu vou te dar alguns exemplos no hospital de Jundiaí por exemplo todos os procedimentos de Cardiologia são reportados junto com os nossos da Matriz do hospital privado e os indicadores são iguais e nós reportamos isso para American Heart e os resultados são iguais Então quando você identifica que uma prática média Levada da Matriz Hospital privado para um hospital público e considerando a realidade daquele Hospital consegue entregar o mesmo tipo de indicador isso é bacana no fim do dia eu fiz a minha missão eh tem um outro outro hospital que que o que o Instituto assumiu recentemente e foi baixado o tempo de internação de procedimentos de cirurgia de 14 para 7 dias em se meses de Então isso é muito bacana e a reivindicação que a gente faz não só pro Sírio é que os governos de em qualquer Instância Estadual Federal ou Municipal identifiquem eh instituições que tenham a a expertise e a capacidade técnica de implementar alguns projetos em conjunto porque tem muito que se fazer dá para se fazer muita coisa usando Eh recurso público eh com instituições sérias eu não tô falando só do Sírio nós temos aqui muitas instituições sérias os hospitais de excelência que fazem parte do grupo são muito bons e outros são elegíveis a participar Eu acho que isso pode melhorar a saúde do país eu deixei pro final da nossa conversa eh uma palavra que correísmo qualquer gestor hospitalar que é a questão da telemedicina né Eh havia uma resistência no Brasil a questão de telemedicina a pandemia de alguma forma obrigou a a a a a reduzir essa resistência olhando não pro Sírio mas olhando pro sistema como um todo você acha que a gente está se valendo bem da telemedicina a gente tá apenas começ onde a gente deveria estar e não está como é que se avalia o desempenho brasileiro digamos em telemedicina Brito SE pensarmos que antes da pandemia ela era proibida e hoje vendo onde estamos eu acho que a gente evoluiu mas a gente tá só começando vou te falar da experiência que temos em alguns projetos de tele UTI projetos cooperativos de proad em que intensivistas de hospitais de excelência dão suporte para hospitais da Ilha de maraju o resultado isso é uma coisa impressionante é ter a capacidade de fazer laud da distância de Diagnóstico ou seja racionalizar custo em um centro com experiência para poder apoiar centros à distância em diagr sensacional plataformas de Petróleo em que você tem uma distância muito grande Você pode ter um técnico fazendo um ultrassom e um especialista em Terra isso é genial consulta nós temos nos nossos saúde de saúde populacional temos hoje 400.