Bom, como você pode perceber, nesse domingo, nós estamos iniciando uma nova série de mensagens bíblicas e com a permissão de Deus, nós queremos olhar e mergulhar. E a palavra mergulhar é intencional nesse sentido, no livro do profeta Jonas, nós vamos perceber que Deus, o todo poderoso, diante do establishment religioso, e nós vamos entender isso daqui a pouquinho, diante da estrutura posta pela religiosidade, o nosso Deus nos convida a termos uma postura na história diferente, uma postura que na perspectiva da religiosidade mecânica é uma postura subversiva. E assim, desde esse teaser que é chocante, que vem para nos provocar no bom sentido, eu quero te convidar a olharmos juntos pro texto da palavra de Deus e percebermos nessa manhã que o Deus subversivo chama o seu povo com um chamado que é igualmente subversivo.
Para isso, eu peço que você acompanhe a leitura do texto bíblico que se encontra no livro do profeta Jonas. capítulo 1. Nós leremos nesse momento do verso 1 até o verso 3.
Peço que você acompanhe a leitura do texto juntamente comigo. Diz assim o texto, Jonas, capítulo 1, do verso 1 ao verso 3. A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai, dizendo: "Levante-se, vá à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença.
" Jonas se levantou, mas para fugir da presença do Senhor, para Tarsis. Desceu a Jope e encontrou um navio que ia para Tarses. Pagou a passagem e embarcou no navio para ir com eles para Tarses, para longe da presença do Senhor.
Amém. Quando nós ouvimos falar dessa palavra subversão, essa palavra num primeiro momento chega aos nossos ouvidos e encontra espaço no nosso coração inicialmente com certa resistência. Porque normalmente quando nós ouvimos falar sobre subversão, nós pensamos naquilo que é ruim, naquilo que é desrespeitoso, naquilo que quebra a lei, naquilo que necessariamente se contrapõe a uma estrutura que se considera correta diante das pessoas.
Ser subversivo significa ser alguém que caminha quase que de maneira marginal. negativa, prejudicial diante da sociedade. Porém, quando nós começamos a pensar na palavra e na terminologia subversão ou subversivo, nós olhamos, por exemplo, pro dicionário Oxford e uma das definições de subversão é ato ou efeito de derrubar, destruir.
Subversão significa ruína, destruição, queda. Num primeiro momento, isso pode parecer associado a uma ideia prejudicial, mas nós precisamos ser um pouco mais de cautela quando nós pensamos em relação à subversão. Por exemplo, Wikipédia, que é um um site de pesquisa fácil e rápida através da internet, nós vamos perceber que subversão é uma revolta contra a ordem social, política e econômica estabelecida.
Pode manifestar-se tanto sob a forma de uma oposição aberta e declarada, ou pode acontecer como sob a forma de uma oposição sutil. e prolongada. Mais uma vez, numa leitura inicial, parece que a terminologia subversão ou subversivo está associado necessariamente a algo ruim prejudicial, mas não é isso que necessariamente a terminologia subversão traz para nós.
Se nós fôssemos fazer uma definição particular, nós poderíamos dizer que subversão é uma atitude diferente, é uma atitude de confronto, é uma atitude que se contrapõe ao sistema ou à estrutura que está estabelecida. Quando nós falamos em subversão, nós estamos falando daquele ou daquilo que é contrário ao establishment, que é uma expressão na língua inglesa que significa a ordem posta, a norma que acontece, a cultura que está profundamente estabelecida e que dita as regras. A grande questão é que para nós entendermos se subversão é algo positivo ou negativo, se é algo que abençoa ou se é algo que destrói, nós precisamos fazer uma verificação.
E que verificação é essa? Nesse sentido, o contexto presente, a estrutura, a realidade na qual nós estamos, se ela é boa, se ela é legítima, se ela é de valor, se colocar contrário a essa estrutura necessariamente significa agir de forma prejudicial, negativa, destruidora, tanto pra sua vida quanto pro contexto no qual você se encontra. Mas se o contexto no qual nós estamos é um contexto viciado, é um contexto equivocado, as normas são prejudiciais, as pessoas, a sociedade, portar-se de forma subversiva significa ser fiel e agir de forma legítima diante desse contexto prejudicial.
Portanto, subversão terá o seu valor ou o seu prejuízo associado a uma leitura que é feita. Que leitura que é essa? O contexto no qual nós estamos.
Mas não apenas o contexto presente. Quais são as normas? Quais são as regras?
Quais são as posturas de pensamento? Que ideologia é essa que estabelece a estrutura da sociedade? Nesse sentido, o contexto presente e a norma posta serão referências para determinar se a atitude subversível é necessária, é válida, legítima ou não.
Exemplo, se eu e você vivemos num estado legítima e verdadeiramente democrático, agir de forma subversiva significa ser prejudicial, significa ser danoso, significa ser letal, tanto pra sua vida quanto pro estado no qual você vive. Mas se nós passarmos a viver num estado que é uma ditadura, ser subversivo significa ser necessário, legítimo e válido no contexto aonde você se encontra. Portanto, a gente precisa entender que o establishment, que essa estrutura de normas políticas, econômicas e sociais que ditam, que moldam, que aprisionam muitas vezes uma sociedade.
A gente precisa entender que existe algo ao longo da história, em razão do meu coração e do seu coração, essencialmente religiosos, quer acreditemos nisso, quer não, que é pensarmos no establishmento religioso, pensar numa estrutura que controla, que molda, que dita as regras estabelecida pela religiosidade. E não nos enganemos, a força da religiosidade controla, domina, muitas vezes escraviza a vida de pessoas, de famílias, de localidades, de nações, de um determinado período histórico. Portanto, quando nós falamos em subversão, nós falamos na pessoa, na mensagem e na obra de Jesus na história, que vai olhar pro contexto religioso no qual nós estamos, que vai ser o filtro por meio do qual nós vamos perceber e analisar todas as normas, todas as regras religiosas que estão sendo ditadas para as nossas vidas.
E nós vamos perceber se esse contexto está em conformidade com o evangelho, se essas normas estão em conformidade com o evangelho. Ser subversivo significa caminhar em pecado diante de Deus. Mas se a ordem religiosa, se o contexto religioso, se as normas da espiritualidade, da religiosidade são contrárias ao evangelho, ser subversivo significa ser fiel a Deus.
Assim, nós precisamos entender o evangelho enquanto mensagem. E o evangelho sempre conjuga dois fantásticos elementos, como se fossem duas faces da mesma moeda, como se fossem duas asas de um avião, coisas que existem sempre em conjunto, que não são necessariamente a mesma coisa, mas que é impossível de existir dissociados, separados. E quando nós pensamos no evangelho, a mensagem do evangelho nos fala sobre a justiça de Deus, o padrão perfeito das normas estabelecidas por Deus, a palavra de Deus que faz com que o mundo venha à existência, faz com que todas as coisas funcionem na história, faz com que céus e terra funcionem de maneira adequada.
Todas as coisas que existem são criadas, sustentadas, administradas. e caminham em conformidade com a norma perfeita, usando a expressão bíblica, com a perfeita lei de Deus. Quando nós olhamos paraa justiça de Deus, uma das questões que se expressam, que se manifestam, é justamente a expressão do caráter perfeito, santíssimo de Deus.
E quando nós pensamos em santidade, o estilo de vida do reino de Deus, a santidade se contrapõe a pecaminosidade, o estilo de vida de um mundo que foi afetado pela queda, pelo pecado original, pela rebelião da humanidade em relação a Deus, por uma humanidade que cai na maior de todas as fake news, na pior de todas as distorções de narrativa, a voz da serpente. Mas o evangelho não é apenas e apenas entre aspas, OK? Justiça de Deus.
O evangelho é justiça de Deus combinada com a graça de Deus, combinado com o favor que nós tanto precisamos e absolutamente não merecemos, justamente por quebrarmos essa regra, essa norma perfeita do funcionamento de todas as coisas que nós só encontramos na palavra de Deus. E nesse sentido, quando nós olhamos pro Deus gracioso, nós percebemos o amor incomparável que nós só encontramos nele, ao ponto de Deus amar o mundo de tal maneira que entrega o filho do seu amor, entrega o seu filho unigênito para pagar o preço pelo meu pecado e pelo seu pecado, para cumprir a justiça perfeita de Deus, que eu e você nunca teríamos condições de cumprir. por quem nós somos, pelos atos que realizamos na história, por melhores que sejam as nossas boas obras.
Deus ama o mundo de tal maneira que ele entrega o filho do seu amor para que eu e você não pereçamos, não sejamos destruídos por conta do nosso pecado, mas experimentemos vida abundante, experimentemos vida eterna. Assim, nós vamos olhar pro livro de Jonas e nós vamos perceber que esse evangelho que foi pré-anunciado em Abraão e a partir de Abraão, como nós vimos na série anterior, porque a partir de Abraão, pessoa que passa a ser o homem que Deus levanta pra organização do seu povo, em ti vão ser benditos, vão ser abençoados todas as famílias da terra. Nesse sentido, nós percebemos que em Jonas a libertinagem religiosa, o uso indevido, usurpado da liberdade cristã vai ser combatida.
Porque nós vamos olhar paraa vida dos marinheiros descritos nesse texto. Nós vamos olhar pra vida dos ninivitas e vamos perceber que Deus os chama a uma postura de arrependimento, que Deus os convoca a viverem não em conformidade com os seus padrões de justiça, mas a viverem em conformidade com o padrão de justiça perfeito, que é o padrão da justiça de Deus. Portanto, nós vamos perceber que quando há apenas graça sem justiça, eu e você incorremos em libertinagem, em uso indevido da liberdade que o Senhor nos traz.
Porém, a outra distorção ao evangelho vai ser profundamente combatida nesse livro. Por quê? Porque a religiosidade, justiça sem graça, vai ser confrontada por Deus também nesse livro.
E nós vamos perceber que a palavra de Deus e que o tratamento de Deus com Jonas e com seus compatriotas vai convocá-los a abandonar uma religiosidade para viver uma verdadeira dimensão de espiritualidade, de devoção na presença de Deus. Assim, o livro de Jonas fala sobre subversão. Por quê?
Porque os marinheiros e ninivitas são convocados a viverem em conformidade com a justiça de Deus. E Jonas e os seus compatriotas são convocados a viverem não apenas para si, não apenas a administrarem e a desfrutarem da graça de Deus sobre suas vidas, mas a serem instrumentos nas mãos de Deus para que a graça do Senhor chegue à vida das pessoas, inclusive aquelas tidas como mais improváveis. Assim, a gente precisa parar de parar de pensar que a história de Jonas, para aqueles que creem no texto bíblico, é apenas uma história real, verídica, de fato, sobre um grande peixe.
E para aqueles que distorcem, que descreem da veracidade do texto bíblico, o nosso convite para você é para que você deixe de pensar na história, na mensagem do profeta Jonas apenas como uma fábula de um grande peixe. ou o que nós queremos perceber nesses dias, não sei se você consegue ver, mas aqui no canto superior dessa Bíblia de estudo, uma linda princesinha chamada Mariana pega a Bíblia do seu pai nessa semana e faz questão de acrescentar algo o texto bíblico, OK? de deixar o seu registro ali.
E pode parecer algo bobo, despretencioso, mas não apenas como crianças, mas muitos pregadores e estudiosos que se consideram maduros na fé continuam tendo postura infantil de querer colocar a sua impressão, o que pensam, o que acham, transformando a sua ideia como se fosse verdade do texto bíblico ao longo do tempo. E nós percebemos tantas e tantas distorções ao ensino do texto do profeta Jonas. Um texto tão rico, um texto tão desafiador, um texto que é tão necessário, um texto que é tão atual pros dias da igreja de Jesus.
Assim, quando nós olhamos, por exemplo, pro livro do profeta Jonas, a gente vai perceber que esse livro, ele é um livro riquíssimo. Ele é um livro muito dos mais estudados do ponto de vista teológico do Antigo Testamento. E são muitas e muitas pesquisas pautadas nesse livro.
E aí, por exemplo, para muitos em Jonas, nós estamos vendo apenas uma alegoria, o uso de figuras fictícias. para simbolizar uma mensagem que você quer passar. Para outros, Jonas é tido como uma fábula, uma história, personagens fictícios, ações fictícias, mas o que importa é o que fica como moral da história.
Para outros, Jonas é apenas uma sátira, porque nós observamos o que acontece com Jonas, o que acontece com seus compatriotas, o que acontece com os ninivitas. Parece que Deus tá usando de ironia na construção dessa mensagem profética, mas nós precisamos avançar e perceber no livro do profeta Jonas uma narrativa profética altamente distinta. Deixa eu dar alguns exemplos iniciais, porque nós veremos outros ao longo dessa série, se Deus assim permitir.
Primeiro, Jonas fala de um conflito que continua até os nossos dias reverberando na sociedade, o conflito entre raças e o conflito entre as questões nacionais. E Jonas nos mostra que o evangelho, e apenas o evangelho, é a ideologia que nos faz entender a beleza e o igual valor entre todas as raças. E só o evangelho tem a capacidade de destruir xenofobia e de promover verdadeiro relacionamento entre os povos.
Nós vamos ver em Jonas altamente a ideia da missão. E aqui tem uma questão singular nesse profeta que nós não encontramos em nenhum dos outros livros proféticos, sejam os profetas maiores, sejam os profetas menores. Porque, por exemplo, em Isaías, em Jeremias e no livro do profeta Amós, nós percebemos mensagens da parte de Deus através desses profetas também para outras nações, mas nenhum deles é chamado a ir para uma outra nação.
E aqui muitos estudos na teologia missional que mostra que o povo de Deus é o povo de Deus em missão na história. Aqui existe um preâmbulo. Aqui existe como se fosse um embrião dessa perspectiva da igreja como os chamados para fora.
Porque no Antigo Testamento a missão de Deus acontece num caráter atracional. Que que é isso? Israel brilha.
As nações da terra vem o brilho de Israel, do Deus de Israel, dos valores do reino do Deus de Israel e vem até Israel para conhecer. E muitos se rendem ali. Mas a perspectiva encarnacional, que é a perspectiva de Jesus, que sai da eternidade para entrar na história, que é enviado pelo Pai em missão ao mundo e ao derramar o seu Espírito Santo, envia a Igreja em missão ao mundo, ainda não está presente.
Em Jonas existe um profundo caráter, não apenas de atração, de Israel viver os valores do reino, se tornar luz de Deus para as nações e dissipar a sombra das trevas das nações ao atrair as nações para ver o que está acontecendo ali. Mas em Jonas, Israel começa a ser chamado para ser povo de Deus em missão na história, a sair dos limites territoriais, dos limites do conforto e da proteção religiosa para viver em missão no mundo. Nós veremos uma narrativa distinta do ponto de vista profético, porque vai nos ensinar que as lutas que nós enfrentamos para obedecer a Deus, elas acontecem ao longo de toda a história do povo do Senhor, mas também vai nos ensinar que obedecer e confiar em Deus sempre são marcas de uma vida de relacionamento com Deus.
Nós vamos perceber em Jonas, não sei se mais do que em outros livros, mas de uma forma claramente escancarada, um grande confronto que acontece na história, que é o confronto entre o escândalo da graça e o orgulho que a religiosidade instala no coração das pessoas. Quando nós olhamos pro livro do profeta Jonas, nós percebemos uma estrutura literária fantástica. Por exemplo, olha como já tão saudoso pastor Tim Keller organiza e nos mostra, olha a métrica, olha o paralelismo, olha a estrutura literária sendo divinamente construída para nos ensinar didaticamente sobre esse livro.
Nós vamos perceber que há duas grandes cenas no livro do profeta Jonas. A primeira grande cena, capítulos um e capítulo 2. A segunda grande cena, capítulos 3 e capítulo 4.
Um, o ambiente, o cenário vai ser principalmente o mar. O outro, o ambiente, o cenário vai ser a cidade pra realidade do mundo daquela época, terra e mar. E muito interessante, nós vamos perceber que a ênfase sobre a palavra de Deus é a primeira questão a ser destacada na construção do texto.
Por quê? Porque nós vamos ver que a palavra de Deus chega a Jonas no versículo 1. Deus diz qual mensagem deve ser transmitida por Jonas no versículo 2 e no versículo 3.
O texto mostra a resposta de Jonas na primeira cena. Só que na segunda cena, no capítulo 3, no versículo 1, a palavra de Deus volta à vida de Jonas. A mensagem vai ser transmitida por, qual mensagem deve ser transmitida por Jonas?
O conteúdo. E o texto vai nos mostrar no capítulo 3, versículo 3, qual resposta Jonas vai dar. Livro de Jonas mostra o valor, a necessidade e o poder que a palavra de Deus possui.
Mas olha só a simetria, o paralelismo, porque a partir do momento que a gente conhece a palavra, a gente passa a entender qual é o nosso papel no mundo enquanto povo de Deus. E nesse sentido, você vê no versículo 4 a palavra de advertência que Deus traz, a resposta dos pagãos. Vemos a resposta do líder dos pagãos e vemos como a resposta dos pagãos e do seu líder é uma resposta superior em postura do que o pretenso religioso Jonas.
Coincidentemente, a simetria continua. E no versículo 4 do capítulo 3, nós percebemos a palavra de advertência de Deus sendo trazida, a resposta dos pagãos ninivitas, a resposta do rei ninivita. E aí nós vamos perceber como a resposta do rei Ninivita e dos ninivitas é superior à postura e a resposta de Jonas.
Por fim, nós vamos perceber que a partir do momento no qual a gente entende a palavra e entendemos que nós somos o povo de Deus em missão no mundo, essa missão acontece quando nós somos chamados a levar a graça de Deus às pessoas. E assim nós vamos perceber no capítulo dois como Deus ensina a graça a Jonas por meio de um peixe. E nós vamos perceber no final de Jonas, no capítulo 4, como Deus ensina a sua graça por meio de uma planta.
Assim, nós podemos olhar para esse texto, começando a perceber esse cenário, para entendermos que o chamado de Deus pro seu povo é subversivo, em primeiro lugar em razão da localidade, em razão do campo missionário, em razão do posicionamento geográfico que Deus estabelece para minha vida e paraa sua vida na história. Olha o que que o texto diz. Começa a nos dizer no capítulo 1, versículo 1 de Jonas.
A palavra do Senhor veio a Jonas, filho de Amitai, dizendo, primeira coisa que a gente precisa entender, Jonas não é chamado a viver em conformidade com mandamentos humanos para usar a expressão de Jesus em Marcos 7. Jonas não está sendo chamado a viver conforme o establishmento religioso, os mandamentos, os dogmas, as estruturas criadas pelo coração humano. Jonas está sendo direcionado pela palavra de Deus.
E nós precisamos entender algumas questões fundamentais que estão presentes na palavra do Senhor. Primeiro, Jonas é chamado a viver e a levar a mensagem segundo o conteúdo correto. É toda a Bíblia e apenas a Bíblia.
É toda a palavra de Deus e apenas a palavra de Deus. Não pode ficar a quem? Não enfrentando os conteúdos bíblicos que são desafiadores de confronto e que são espinhos.
Mas ao mesmo tempo não indo além, acrescentando aquilo que nós gostaríamos, aquilo que nós achamos melhor, aquilo que é a nossa preferência e que nós dizemos ser de Deus, mas que na verdade apenas o nosso coração enganou-se manifestando. Deus está chamando Jonas para viver a sua vida e para cumprir a missão conforme o conteúdo que ele estabelece. É por isso que na igreja nós estamos ler o texto bíblico, explicar o texto bíblico dentro dos limites que o texto estabelece e aplicar o texto bíblico dentro dos limites que o próprio texto bíblico estabelece.
Segundo, Deus tá trazendo direção para Jonas num momento histórico, dificílimo de autodafio pro povo de Deus, onde as coisas parecem perdidas, onde a história da nação parece que vive conflitos e que não vai se recompor por completo. Nós podemos entender que em meio ao caos, em meio às lutas, em meio às dúvidas, em meio a um cenário altamente adverso, Deus nos direciona. Deus guia o seu povo.
E, portanto, por mais que nós não entendamos, isso vai chegar lá. Não sei se você já pegou alguma vez, tomou um voo e nesse voo você passou por uma alta turbulência e você percebe às vezes o piloto tentando sair daquelas nuvens mais densas, daquela condição mais difícil. E às vezes você fica assim 2 minutos, 5 minutos, 10 minutos num voo e só vê nuvem, nuvem, nuvem, turbulência.
Você fala assim: "Meu Deus, para onde esse negócio tá indo? O piloto não tá enxergando nada". Mas a gente sabe que existe uma estrutura de comando que faz com que o avião chegue exatamente no seu destino, no lugar que é proposto, custe o que custar, independente das circunstâncias de tempo ou de outras ordens.
Muitas vezes na história da nossa vida é assim, mas tem uma coisa que traz clareza e segurança para mim e para você. Se nós andarmos não em conformidade à direção da economia, não em conformidade com a direção da religiosidade posta, não em conformidade com a direção dos sábios do tempo, OK? Eles podem ser instrumentos nas mãos de Deus, mas acima de tudo nós precisamos andar em conformidade com a direção de Deus.
E Deus está dando direção para Jonas. A palavra de Deus traz ordem, traz comando. E sabe aquela coisa?
Manda quem pode, obedece, quem tem juízo. Com Deus, essa regra sempre se aplica sempre de maneira abençoadora para quem obedece. E nesse sentido, quando nós não obedecemos a palavra de Deus, nós estamos desobedecendo o todo poderoso.
Mas o texto diz mais, diz que a palavra de Deus vem a Jonas. E Jonas, nós veremos no texto, se considera superior aos nenivitas, se considera tão sábio ou tão capaz que ele acha que vai ser possível fugir da presença do Deus onipresente, do Deus onisciente, do Deus onipotente. Ele se considera muito sábio, se considera um religioso de consistência, mas o seu nome significa pombo, que pra língua, pra comunicação, pra gíria da época era um sinônimo de tolo.
Era um sinônimo de uma pessoa que vivia em estupidez. Quantas e quantas vezes nós observamos a nossa vida ou a vida de pessoas que acham que são superiores, mais maduras, mais sábias, uma espiritualidade diferenciada, mas que vivem em desconformidade ao que a palavra de Deus diz. Ele pode se considerar o cara, mas o ponto de vista de Deus ele é pombo, tá agindo como tolo, tá sendo estúpido na história, porque Jonas é filho de Amitai.
E Amit significa filho de minha fidelidade. Deus tá chamando Jonas para viver conforme essa herança, conforme essa descendência de fidelidade na presença de Deus. E aqui existe um contraponto entre Jonas.
Qual é a herança que Deus gostaria que ele tivesse e qual é o posicionamento, como ele tem se comportado na história. O chamado é subversivo porque Deus chama Jonas para se levantar, para sair da sua estrutura e do seu momento, talvez do seu conforto de vida. E nós veremos talvez uma possibilidade disso em instantes.
Deus chama Jonas para se levantar e para ir à grande cidade de Nínive. Grande cidade significa uma cidade na língua original excessivamente grande. Talvez seria a Tóquio dos nossos dias, porque Nínive é a cidade mais populosa do mundo naquele momento.
Talvez seria como Tóquio, cidade onde na grande Tóquio nós estamos falando de 37 milhões de pessoas. ou dentro da realidade do nosso país, talvez seria como a grande São Paulo com um pouco mais de 22 milhões de pessoas. É um chamado muito subversivo, é um chamado de enorme desafio, é um chamado realmente de grande impacto.
Deus está chamando Jonas para ir pra cidade mais populosa do mundo daquele momento, para uma cidade que é excessivamente grande. Não sei você, mas estudando o livro nesses dias, eu pensei, se Deus me chamasse para ir pra cidade de Tóquio, como é que seria? Imagina o desafio, um formigueiro humano.
Eu seria apenas mais um naquela cidade, insignificante, talvez não percebido, mas é esse o chamado que Deus tá trazendo para Jonas. E ele chama para ir pra cidade Níni. Ela não é só a mais populosa do mundo, porque talvez você pense em Tóquio, numa cidade com baixo índice de criminalidade, numa cidade com alto IDH, numa cidade com grandes possibilidades econômicas, educacionais, numa cidade onde as leis, regra geral, são muito observadas.
Você pensa: "OK, eu topo". os desafios e a perseguição religiosa talvez acontecessem outra dimensão, mas não dimensão física, por exemplo. Mas e se Deus nos chamasse para ir pra comunidade antigamente chamada de favela, mais perigosa e mais populosa do nosso país.
Se Deus nos chamasse para ir para uma localidade onde a promiscuidade sexual é altamente avançada. Se Deus nos chamasse para irmos para uma cidade onde as pessoas são cruéis, são más e más com muita intensidade, muita força. Assim eram os nenivitas, capital da Síria, grande império naquele momento da história.
Nós vamos perceber que os assírios são conhecidos na história por serem bárbaros, por serem cruéis, por serem sanguinários, por adorarem como pagãos falsos deuses, outros deuses e deuses que os convocava a realizar coisas terríveis em relação aos seus inimigos e muitas vezes em relação a si próprios. Deus está chamando Jonas pro centro da maldade do mundo daquele tempo, pro lugar com os maiores desafios em relação ao padrão de santidade de Deus. É Deus quem tá mandando Jonas ir.
Não é o equívoco do coração de Jonas. E nós vamos perceber que essa capital do império assírio era uma cidade muito importante aos olhos de Deus. O chamado é subversivo porque a maldade de Nínive subiu até a presença do Senhor.
A ideia aqui é como se em todas as localidades do mundo a maldade fosse enchendo um copo, enchendo um copo, enchendo um copo, mas não chegou até a presença de Deus. Tem que encher demais o copo com a maldade para chegar até a presença de Deus. O texto tá dizendo que a maldade Nínive chegou até a presença de Deus.
O corpo vai transbordar. Deus não suporta mais. Deus vai agir com severidade contra essa cidade, consequentemente contra esse povo.
E aí a gente precisa pensar que o chamado de Jonas não é em nada diferente do nosso chamado. Sim, a localidade aonde nós estamos, a maldade da localidade aonde nós estamos, a corrupção financeira, a corrupção política, a corrupção em nível acadêmico, a promiscuidade sexual, a violência, o avanço das drogas, o exercício de pedofilia, todas essas questões bárbaras, terríveis dos nossos dias, em nada difer. Portanto, nós, talvez dentro de uma redoma religiosa, nós dentro de um establishmento religioso, de uma estrutura, de uma ordem religiosa, talvez possamos olhar para essas pessoas e dizendo: "Eu não quero contato, eu quero andar o mais distante possível".
Só que assim como Jonas, Deus chama a minha vida e a sua vida para irmos a essa cidade, para irmos a essas pessoas, para cumprirmos e levarmos a mensagem do evangelho. Mas o chamado é subversivo também em razão da mensagem. O texto tá dizendo assim: "Olha, leva uma mensagenzinha bem gostosa, muito performática, muito carismática, tipo uma teologia coach".
Não, pera aí, leva uma mensagem, mas uma mensagem daquele discurso religioso, aguinha com açúcar, gostoso da gente ouvir. Não, pera aí. leva aquela mensagem para usar segunda Timóteo no capítulo 4 de do versículo 1 ao versículo 5 que traz coceira nos ouvidos, que bota a pessoa lá em cima como se Deus quase que precisasse dela para existir.
Texto tá dizendo: "Pregue, proclame, seja um ar alto, atue com postura profética na história. " E quando o texto diz para pregar, a gente precisa entender que pregação é diferente de discurso religioso. No discurso religioso, a intenção é por meio dessa mensagem religiosa, chegar no coração da pessoa com as nossas intenções.
Na pregação, Deus usa a nossa vida como ferramenta para confrontar em amor o coração dessas pessoas. Quando nós pregamos, salvação ou condenação estão sendo trazidas à vida das pessoas. Pregação é coisa séria.
Atitude profética da igreja na história é coisa séria. E Deus está dizendo, Jonas, pregue, Jonas, exerça de fato o ministério profético. Jonas, proclame a realidade da minha mensagem.
Nesse sentido, a gente vai entender que pregar contra ela não é um equívoco do texto. Você não tá ouvindo errado. Deus tá dizendo: "Jonas, eu estou te chamando não para pregar a favor de Nínive.
Jonas, eu estou te chamando para pregar contra Nínive, para fazer confronto em amor, em nada negociar o conteúdo, mas fazer com longanimidade, com amor, com exercício de misericórdia, uma vez que a graça de Deus alcançou a sua vida. E se alcançou a sua vida, tem a capacidade de alcançar até os ninivitas. E aí o que a gente percebe nos nossos dias é discurso politicamente correto, religiosamente correto, tolerantemente correto da perspectiva religiosa.
Se você fala uma linha contrário à estrutura do establishmentó ou religioso, você ignorante, você preconceituoso e todas as adjetivações prejudiciais para expor você, para massacrar você virão. Só que Deus não está chamando a minha vida e a sua vida para atuarmos na história, para sermos politicamente corretos. Deus tá chamando a minha vida e a sua vida para atuarmos na história, para sermos biblicamente corretos.
Custe o que custar. Nesse sentido, a gente precisa entender que pregar contra a cidade significa fidelidade, significa fazer o que Deus está requerendo de Jonas. Só que nós precisamos entender, ser fiel muitas vezes será pregar o que as pessoas não querem ouvir.
Nós queremos conectar pessoas a Jesus com fidelidade, profundidade e relevância. Se você entende que Deus chamou você para fazer parte dessa comunidade cristã, para pertencer à totalidade do corpo de Cristo, igreja de Jesus na história, através de uma pequena parte, que é essa igreja, se prepare, porque em alguns momentos, para sermos fiéis, Deus vai usar a minha vida e Deus vai usar a sua vida para falarmos não o que as pessoas querem ouvir, mas para falar o que as pessoas precisam de ouvir. E muitas vezes o que elas precisam de ouvir não é o que elas querem escutar.
Olha que coisa interessante. Quando a gente pensa nisso, Jonas aparece uma outra vez na Bíblia. Ele prega no reinado de Jeroboão, que é rei do reino do norte de Israel.
Entre os anos 793 até 753 antes de. Cristo, Jeroboão segundo reinou. Uma parte desses 50 anos, ele reina junto com seu pai.
Mas 45 anos, 41 anos aproximadamente, os 41 anos finais, ele vai reinar sozinho. E olha só qual que é a mensagem que Jonas traz para Jeroboão, que é rei de Israel, do reino do norte nesse momento da história, no oitavo século antes de Cristo. Ele diz o seguinte: "Restabeleceu os limites de Israel, dizendo sobre Jeroboão, desde a entrada de de Amate até o mar de Arabá, segundo a palavra do Senhor, Deus de Israel".
Ou seja, é Deus que mandou Jeroboão pregar essa mensagem a Jonas pregar essa mensagem a favor de Jeroboão I, consequentemente pregar coisas boas, benéficas pro reino do norte, para Israel naquele momento da história. Essa palavra foi anunciada por meio de Jonas. filho de Amitai, o profeta que era de Gatefer.
Só que se a gente ler texto fora do contexto, a gente vai falar assim: "OK, Jeroboão II super fiel, OK, Israel naquele momento da história, o reino do norte altamente fiel ao Senhor. Só que quando você lê o texto dentro de contexto, e depois eu convido a você a ler Segunda Reis capítulo 14, do verso 23 até o verso 28, o verso anterior, e aqui é verso 25, OK? No verso 24, o texto bíblico vai dizer o seguinte: "Fez Jeroboão segundo o que era ma perante o Senhor".
Que acontece neste momento da história de Israel, reino do norte. Eles prosperam. Jerobaão volta a conquistar terras que haviam sido perdidas.
Há fortalecimento financeiro e eles acham que porque eles estão prosperando, porque eles estão tendo recursos financeiros, porque eles estão reconquistando terras que Deus tá se agradando. O texto diz que Deus agiu com misericórdia e com graça, mas a realidade espiritual em Israel, no reino do norte, era de cada vez mais declínio. Agora, é interessante para pregar pro seu povo, Israel, para falar para um rei que tem influência sobre a dimensão de Israel, Jeroboão II.
E para anunciar coisas boas, Jonas foi. É fácil para nós dizer para as pessoas os benefícios que Deus pode trazer à vida dela. Muitos, em nome de Deus, quebrando o terceiro mandamento, estão dizendo coisas para políticos, coisas paraa estrutura religiosa do nosso país que muitas vezes são agradáveis de serem ditas e que dá carisma.
e presença religiosa para esses líderes. Só que a grande questão é que quando Deus nos envia e quando Deus nos chama para pregar contra a nossa atitude, é exatamente como a atitude de Jonas. Sim, nós vamos entender.
A mensagem de amor está presente não naquilo que nós gostaríamos de ouvir, mas se encontra no conteúdo que precisamos escutar, por mais duro e por mais difícil que seja. Se eu e você dizemos: "Amamos Juiz de Fora". Quando Deus nos mandar pronunciar os benefícios da aliança, do evangelho, nós vamos ser portadores disso pela graça de Deus.
Mas quando Deus disser: "Pregue contra juiz de fora, chame juiz de fora o arrependimento, qual vai ser a nossa postura? " Sabe por quê? Porque essa é a postura de Jesus.
Depois que João Batista, pregando a mesma mensagem, arrependam-se, porque é chegado o reino de Deus, nós vamos perceber que Jesus, quando João é preso, ele inicia o seu ministério público. E o que Jesus diz? Jesus prega contra Israel.
Jesus não diz: "Israel, continue do jeito que vocês estão. Isso está ótimo". Jesus diz: "Não, Israel, vocês estão desrespeitando e não entendendo de fato o que é a justiça de Deus.
Arrependam-se porque está próximo o reino dos céus. Assim, eu sonho com uma igreja que vai viver essa realidade trazida pelo pastor Steve Andrews, pastor da Kensington, nos Estados Unidos. Certa vez de uma conversa, ele diz o seguinte: "Imagine uma igreja onde o único escândalo fosse o evangelho".
Uma igreja que conhece tanto o evangelho, uma igreja que pratica tanto o evangelho, uma igreja que proclama tanto o evangelho, onde o que vai escandalizar as pessoas não é o centímetro da nossa saia. Onde que vai escandalizar a pessoa não é o cumprimento do nosso cabelo. Onde que vai escandalizar a pessoa não é se a igreja é pintada de branco ou se é pintada de preto, mas onde a única coisa que vai confrontar profundamente nas entranhas da pessoa seja apenas a mensagem do evangelho.
Porque o evangelho é confronto. Evangelho é justiça de Deus apresentada, mas evangelho é acolhimento e amor. É o escândalo da graça, alcançando a vida de todo aquele que se rende ao amor de Jesus.
Essa igreja nós queremos ser na cidade de Juiz de Fora. Essa igreja nós queremos ser a partir da cidade de Juiz de Fora. Eu quero que você não apenas sonhe comigo essa igreja, mas construa comigo essa igreja.
Nós vamos escandalizar as pessoas, mas a única coisa que nós queremos que seja instrumento, conteúdo para esse escândalo tem que ser apenas o evangelho. Sim, nós vamos perceber que o chamado é subversivo em razão da resposta. O texto diz, olha que interessante, tripla repetição.
Nós já ouvimos isso. Jonas se levantou, mas para fugir da presença do Senhor, para Tarsis. desceu a Jope e encontrou um navio que ia para Tarsis.
pagou a passagem e embarcou no navio para ir para Tarses. No único versículo, o máximo da ênfase dizendo: "Jonas está indo para Tarces". A resposta de Jonas é subversiva no sentido negativo, prejudicial, porque ele quer manter o establishmento religioso.
Ele quer dizer: "Pera aí, os ninivitas são povo, os assírios na capital nínive, eles são inimigos do povo de Deus. Eles têm feito muitas e muitas crueldades pro povo de Deus e pros povos no entorno. Deus, o que eu queria que o Senhor viesse e fulminasse Nínive.
E o Senhor tá me pedindo para ir até Nínive contra os nossos inimigos para pregar contra eles. Pera aí, Deus. O texto nos mostra que Jonas foi paraa direção mais distante possível, foi para Tarsas, porque Nínive encontra-se na parte leste, entre hoje as cidades de Mossul e Bagdá, no Iraque.
Mas Jonas vai paraa Jope, pertinho de Israel. E ele quer pegar um barco para ir paraa ilha mais distante, conhecida naquele momento, para alguns estudiosos bíblicos, para uma ilha que ficava no sudoeste, na Espanha, o local geográfico mais distante do mundo conhecido. Ou seja, Joana tá dizendo: "Deus, eu vou é para lugar completamente contrário ao teu direcionamento.
E mais, existe algo sério no texto que às vezes passa despercebido e parece que o autor inspirado pelo Espírito Santo se confundiu naquela hora, mas não, porque o texto diz que Jonas fugiu, levantou, mas não para ir para um outro lugar. O texto tá dizendo que quando a gente não vai pro lugar que Deus manda, a gente não tá indo só para um lugar diferente, mas a gente tá indo para longe da presença de Deus. E ele foi para muito longe da presença de Deus.
Ou seja, todas as vezes que Deus nos manda em missão para um lugar e nós não vamos, por mais difícil que seja o lugar, por mais cruel que seja o lugar, por mais assustador que seja o lugar, as pessoas, a cultura, a sociedade, se nós não vamos, a gente não tá só fazendo uma mudança geográfica. Quando a gente não vai, a gente tá indo para longe da presença de Deus. E é só na presença de Deus que há plenitude de vida.
É só na presença de Deus que há delícias perpetuamente. Assim, iniciando essa série pra gente refletir e praticar, a primeira coisa que eu queria que você pensasse junto comigo é que a nossa cidade, Juiz de Fora, tem características muito, muito semelhantes a Nínive. O paganismo pós-moderno está aí.
Cada um tem a sua espiritualidade, cada um tem o seu ou seus deuses. Cada um constrói a sua postura religiosa segundo o desejo, o que acha o seu coração. Olha pra nossa cidade.
Nós temos promiscuidade sexual de todos os espectros, assim como existia em Nínive. Olha paraa nossa cidade. Nós temos crueldade na nossa cidade como havia em Nínive.
Olha paraa nossa cidade, nós temos posturas de corrupção, como existia em Nínive. Olha pra nossa cidade. Estava tão perdida e enchendo o copo para chegar a sua maldade até a presença de Deus como Nínive.
Nós precisamos entender. Juiz de fora é a níve das nossas vidas. Juiz de Fora é a níve do nosso momento histórico.
E a gente precisa entender que tipo de resposta nós daremos a Deus nesses dias. Segundo, a nossa mensagem, aquilo que nós proclamamos, o nosso testemunho, é verdadeira pregação ou é discurso religioso? Porque o discurso religioso, o máximo que ele faz é fazer com que uma pessoa faça o trânsito religioso.
Deixe de ser muçulmano, se torne evangélico. Deixe de ser católico, se torne evangélico. Deixe de ser espírita, se torna evangélico.
Deixe de ser ateu e se torne evangélico. Mas Deus não está chamando a minha vida e a sua vida para aumentar o número de evangélicos na história. Deus está chamando a minha vida e a sua vida para proclamarmos verdadeira conversão, para sermos instrumentos nas mãos de Deus, para que novo nascimento aconteça na vida das pessoas.
Discurso religioso aumenta o número de uma denominação no país. Pregação do evangelho faz com que o reino de Deus, na conversão nos novos nascimentos que acontecem na história, faz com que o reino de Deus avance. Minha mensagem e a sua mensagem é justiça de Deus combinada com graça de Deus ou é só discurso religioso?
Justiça sem graça, religiosidade, graça sem justiça, libertinagem religiosa. Terceiro, por amor a Deus e por amor às pessoas, nós vamos ter coragem de pregar. contra a cidade em amor.
Nós teremos coragem de pregar contra a estrutura de pecado enraizada na nossa cidade? Por amor a Deus e as pessoas, nós teremos coragem de falar o que elas precisam ouvir, não mesmo sendo aquilo que elas não querem ouvir.