Falando dos meus problemas de saúde, eu além da ansiedade, né, e da neurodivergência, eu tenho diabetes tipo um. Não sei se vocês perceberam que é minha tampinha. Isso aqui, menina, se arranca, eu esvazio que nem uma boneca em Flávio.
Eu tenho diabetes tipo um. Inclusive, essa semana saiu uma notícia que me deixou muito animada, que conseguiram reverter um caso de diabetes tipo um com células tronco. Eu lá em casa já comecei a plantar árvore que eu não sei quando é que vai espalhar essa notícia.
Vamos prevenir. E aí, vidas, como eu tomo, eu tenho diabetes pum, eu preciso de insulina para viver, tá? Então, toda a refeição que eu faço, eu tomo insulina antes da refeição, estando em casa ou estando em restaurante.
Então, olha a cena. Eu tô no restaurante para comer, a comida tá chegando. Eu puxo uma caneta de estampo e aplico.
Eu não sei explicar o tanto de julgamento que eu recebo. As pessoas ficam, eu só escuto parece aquelas veledeira que fica, vai, sabe que tá que eu só escuto isso. E aí esses dias uma velha falou mais alto: "Ai, assim é fácil ser gostosa tomando mãojaro.
" Olha [risadas] que irritação, viu? [aplausos] Eu deixo o pensamento intrusivo vencer. Meus amigos falam que eu sou a melhor amiga do constrangimento.
Quando a Velia falou isso, eu apliquei o negócio, levantei e falei, eu escutei o que a senhora falou, tá? E isso aqui não é manjaro não, minha senhora. Só que é isso, Lina.
Se eu não tomar essa bosta aqui, sabe o que vai acontecer? O meu pé vai cair. E se meu pé cair, eu vou arremessar ele na tua cabeça, velha do [ __ ] Tu quer brigar?
Tu fala: "Vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem". Já assistiu? E aí?
[aplausos] Briguei, briguei, briguei, briguei, briguei, briguei. No final eu falei: "E muito obrigado pelo gostoso, porque também a gente não pode, cara. Antes de existir o Monjaro, já me olhava com cara feia toda vez que eu aplico a insulina, mas antes do Monjar achava que eram drogas.
E eu não era tão julgada. Tanto que agora nessa fase do Zen Pique aí eu puxo a caneta e já grito: "Heroína! Heroína!
[ __ ] para que tanto preconceito com quem toma monjaro? Deixa os monjarados tomar o monjaro deles? Que que vocês t ver?
Ah, mas estão roubando. Tá roubando o quê? Ai, que jogo é esse?
Que corrida é essa? Deixa o gordinho emagrecer, ô [ __ ] Que saco. Eu por mim distribuía, distribuí mãojada nos pneus para proliferar junto com o Mico da Dengue.
Músquito da dengue já. Aí, ó, espalhando, ia picando todo mundo. Deixa.
[aplausos] Até porque Monjar tá caro para [ __ ] É R$ 2. 000 a caneta. Tô caneta, filha de uma [ __ ] Essa caneta esferográfica é muito caro.
A gente sabe, gente, que uma coisa está fazendo sucesso no Brasil quando essa coisa começa a ser roubada. Isso é, isso é é apontador econômico no Brasil de sucesso. É quando forma gangue e o Mojário está sendo roubado.
E eu fico imaginando quem são esses ladrões. É o pessoal que precisa tomar, porque eu já quero essa gangue de gordinho na minha mesa para ontem, 3 da manhã, os gordinhos tudo dentro da farmácia consegue roubar. Aí a polícia chega, um gordo grita pro outro: "Corre!
" O outro fala: "Se eu conseguisse correr, eu não tava tomando Monjaro. Pronto. [aplausos] Amo essa gang.
Não, eu acho que tem que tem que tomar. Tem que tomar. Quer tomar?
Toma. Só tem que ver a hora de parar para não tomar demais, né, Maraía? É isso que a gente tem que ver.
Não dá. Calma, irmã. [aplausos] Eu acho que a pessoa que não sabe a hora de tomar Monjaro é a mesma criança que não soube a hora de parar de tomar biotônico fontoura, que as nossas mães ficavam socando o biotôico, aí precisa comer mais.
E aí nós comendo o diabo já aquele negócio tinha álcool. Nós criança dos anos 80 nós tudo bêbada, nós criança comia calda ignora, achando que era dadinho. Tudo bêbada.
É essa [ __ ] [aplausos] Não, aí [risadas] esses tempos, olha essa história, essa história tava com meus amigos, tava jantando e aí tava um amigo nosso que fazia um tempão que a gente não via, né? Aí esse nosso amigo, né? Agora eu gosto dessa expressão, sabe aquele cara fortinho?
Isso aí eu amo. Fala que é gordo, [ __ ] Ai, o osso dele pesa aí. Aí nosso amigo falou: "Ah, eu tô tomando mojaro".
E na minha cara já veio um que eu não vi diferença nenhuma nele. Na hora eu já pensei: "Essa tua caneta aí tá sem tinta". Mas não falei, mas não falei para não ser desagradável.
Aí ele falou: "Bruna, eu tô tomando mojaro. " Você notou? Não notou?
Eu perdi 10 kg. Eu tenho um problema muito sério, gente. Eu eu não controlo a minha cara.
Isso é uma merda. Isó é uma merda para viver em sociedade. Só uma merda.
E aí a minha cara começou, meu trecho, meu começou a tremer e os meus amigos sabem que eu sou mongoloide. E aí que que eles fazem? Eles me chutam embaixo da mesa.
Na hora o Lip que tava aqui, ele já chutou. Só que dae já me mandou no WhatsApp na hora. Não fala nada, cala a boca.
Porque às vezes um amigo meu me chuta porque eu tô falando bosta na mesa e eu pergunto: "Por que você tá me chutando embaixo da mesa? " Fiz isso várias vezes já. E aí eu não falei nada, fiquei aqui segurando e aí nosso amigo continua a falar.
Ele falou assim: "Você não notou que eu tô com um pouco de dificuldade para comer? " E aí realmente ele tava olhando pra comida com nojinho, sabe homem quando vai chupar priquito que fica meio, você sabe. E aí [aplausos] posso falar um negócio para vocês?
Eu achei bom. Sabe por quê? Porque ali esse meu amigo claramente escolheu tomar Monjaro por motivos estéticos apenas.
E eu acho que o homem tem que se preocupar sim, porque a gente tem que virar o padrão de beleza contra eles. Porque hoje o padrão de beleza é só contra a gente. O padrão pesa pra gente, pro homem não pesa.
[aplausos] Irmãs, vamos entender o negócio. A gente se aceitar é bom. A gente tem que se amar.
A gente tem que fazer isso. Só que só isso não adianta. A gente tem que se aceitar e fazer eles se odiarem.
Bruna, como nunca mais estudar para um careca? Começa assim. Começa assim.
O cabelinho tá em turnê de despedida. Fecha. Não dá.
Tá. Por que que o caraca segue comendo gente? E nós que tem um negocinho, outro.
Ah, não. Litro tem estria, não quero ass comer não damo pra careca, tá? A gente tem que começar a se ligar com careca.
Os carecas estão se proliferando. [risadas] Eu, se eu sou a Rapunzel e o meu príncipe grita lá de baixo, joga o cabelo e eu vejo que ele tá meio calvo, eu não jogo porque ele não devolve. Vidas, reparem, mulheres, uma mulher acima do peso é julgada, é massacrada.
O homem que tá com a barriguinha é romantizado na internet. Por nós mesmas acabou essa [ __ ] Eu quero humilhação, eu quero body shaming neles. Eu não quero mais saber de, ai, eu gosto de barriguinha de choguinha, tu vai passar por ele e fazer.
Olha essa pochete, olha. Descobre teu pau. Descobre teu pau.
Descobre teu pau. É bar. [aplausos] Ah, pronto.
Agora a gente tem que ser gostosa. A gente tem que tá perfeito. O homem tá pançudo, careca.
Nós quer dar. Não, não, não quer não. Não quer.
Nós é body shame, porque um gordo de cropet é igual um careca de viseira. Não esconde aqui. Nós tem que ter ódio.