Eu não posso simplesmente cair da cama, vestir uma roupa às pressas e chegar correndo à santa missa. Quem é que vai ao encontro da pessoa amada e chega atrasado? Veio e simplesmente se apoou da Eucaristia e foi embora.
É quase como que um roubo. Porque se a Eucaristia é ação de graças, eu preciso começar e concluir a Eucaristia com os meus irmãos. Se é para que o Senhor me acompanhe, então aquele que simplesmente veio como um gol e saiu sem a bênção final, deixou Jesus na igreja.
Ora, eu não estou indo me encontrar com qualquer pessoa onde eu possa ir de um modo informal. Estou indo me encontrar com o Rei dos Reis. Se eu vou à celebração de um casamento, eu não vou vestido de qualquer jeito.
O que fazer durante a Santa Missa? É permitido bater palmas? Como eu devo me portar na hora da proclamação da palavra, durante a apresentação das ofertas, o que eu devo fazer?
Eu sou o padre Luciano e eu vou responder a você a esta e a muitas outras perguntas ao longo desse vídeo. O que é a Santa Missa? A Santa Missa é a maior de todas as orações da igreja.
Como o próprio nome diz, Eucaristia é uma grande ação de graças. A santa missa é o maior de todos os momentos de adoração que nós podemos dar a Deus, porque nela nós recordamos toda bondade, amor e misericórdia de Deus para com o seu povo. Nela nós recordamos o sacrifício de nosso Senhor Jesus Cristo na cruz.
Nela, de modo atualizado, o Calvário se faz presente diante dos nossos olhos. Participar da santa missa é já participar das alegrias celestes. É uma antecipação do céu na terra.
Durante o ato penitencial, qual é a nossa postura de interiorização, um bom exame de consciência naquele momento e arrependimento. Quais são os pecados que Deus perdoa na Santa Missa? Os pecados geniais.
pecados que nós consideramos leves. Estes pecados, se eu me arrependo profundamente deles, no momento da Santa Missa, eu os apresento ao Senhor e eu sou perdoado desses pecados. E, portanto, depois, na minha confissão sacramental, eu não preciso trazê-los de volta e apresentá-los ao confessor, porque a Eucaristia perdoou estes pecados.
O ato penitencial da missa, a palavra do evangelho que foi proclamada, perdoaram estes pecados veniais. Então essa é uma atitude que também há muitos católicos t faltado, não só a atitude de interiorização e o arrependimento sincero, mas o conhecimento dessa verdade. O que nós precisamos saber sobre o gesto de bater palmas na santa missa?
Se a santa missa é o sacrifício de Cristo, se a santa missa é a atualização do Calvário, no Calvário, os únicos que aplaudiram a morte cruenta de Cristo, seu sacrifício desumano, foram seus inimigos. Logo, para mim que sou cristão, que amo o Senhor e o seu sacrifício, a celebração da Santa Missa é, antes de tudo, um ato de adoração, de piedade, de devoção, de reconhecimento do grande gesto redentor de Jesus. E, portanto, eu não posso aplaudir aquilo que a maldade humana fez com o Senhor, mas no meu coração eu devo sim alegrar-me, porque foi pelo sacrifício de Jesus na cruz, por sua morte redentora, que hoje eu tenho a graça de poder acessar os bens celestes.
Pelo sacrifício de Cristo na cruz, eu posso chegar aos céus. Em certa ocasião, o Papa São João 23 foi visitar uma paróquia e ali foi muito aplaudido pelo povo enquanto era conduzido para dentro do templo. E assim que chegou ao presbitério, o Papa olhando ao povo, disse: "Templi, templum dei, o templo é de Deus.
O templo é de Deus. " E ele dizia: "Meus irmãos, eu estou muito feliz em estar aqui, mas algo me causa incômodo. A casa de Deus não é lugar para aplausos, nem mesmo para o sucessor de Pedro.
Nunca batam palmas na casa de Deus". Durante a Santa Missa, há momentos de oração que são exclusivos do Santo Padre. Infelizmente, por muito tempo, foi-se pedido ao povo que rezasse junto com o sacerdote certas orações que são exclusivas dele.
Na assembleia litúrgica, na celebração da Santa Missa, cada um tem o seu papel e cada um deve exercer exclusivamente aquele papel que lhe cabe. O papel do sacerdote é dele. O da assembleia é próprio da assembleia, dos cantores, próprio dos cantores.
Então, vejam a apresentação dos dons, aquela oração em que o sacerdote coloca diante de Deus o pão e o vinho como ofertas puras para o sacrifício, o gesto de lavar as mãos, a oração da doxologia, o por Cristo, com Cristo, em Cristo, a bênção que o sacerdote pede a Deus antes de proclamar a palavra de Deus, quando não está acompanhado de um diácono. Todas estas orações são próprias do sacerdote. Por exemplo, é muito comum se ver as pessoas acompanhando o sacerdote na oração pela paz.
Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: "Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz". Esta oração é exclusiva do sacerdote na doxicologia, por Cristo, com Cristo, em Cristo, também é um gesto e uma oração exclusiva do sacerdote. Nós não podemos, enquanto povo, assembleia, participar daquilo que o sacerdote, que é o oficiante da celebração, tem o dever canônico e litúrgico de recitar.
Com relação ao ofertório, muitas pessoas se perguntam o que fazer ali? Simplesmente se levantar e fazer a sua oferta material para o sustento da igreja? Não, o ofertório é muito mais do que isso.
A primeira coisa que eu preciso me lembrar é que onde eu estou está comigo o meu anjo da guarda. Dentro da celebração da Santa Missa, do sacrifício eucarístico, existem também anjos próprios que o Senhor coloca na igreja para que guardem o culto eucarístico. No momento da apresentação dos dons, eu sou convidado a colocar na patena e no cálice a minha vida, as minhas necessidades, aquilo que eu quero que o Senhor transforme em mim pela ação do seu corpo e do seu sangue.
E a igreja com relação a este momento tem o testemunho de tantos santos e místicos que neste instante o nosso anjo da guarda, ele leva até o céu a nossa oferta, o nosso pedido, a nossa oração. É por isso que o momento do ofertório não pode ser um momento de pausa entre a pregação do padre e a oração eucarística. O momento em que eu posso conversar com quem está do meu lado, não.
Estou oferecendo a Deus junto com o pão e o vinho, que vão se tornar corpo e sangue do Senhor, a minha vida, para que, como o trigo, segundo Santo Inácio de Antioquia, que é triturado para se tornar pão, a minha vida também se torne agradável a Deus pela santidade, pela piedade, pelo meu desejo de cumprir a sua vontade. Uma outra parte importantíssima da Santa Missa e quçá a mais importante de todas elas é o momento da comunhão. E como eu observo que há pessoas que não sabem como se portar na hora da comunhão?
Há aqueles que por um motivo ou outro não podem comungar. A atitude deles seria dobrar seus joelhos, fazer uma oração silenciosa, uma comunhão espiritual, mas muitas vezes ficam conversando, perdendo essa oportunidade de receber graças inimagináveis que o Senhor só derrama neste momento. aos que vão receber a Eucaristia, a primeira coisa que se deve ter em mente, eu preciso ir com o coração e a alma alegres, porque eu vou receber em mim o próprio Deus.
Depois é preciso ter consciência de que é o corpo santíssimo de nosso Senhor Jesus Cristo e que deve ser recebido em estado de graça para que não se torne causa de juízo e condenação para nós. recebida a eucaristia que necessariamente deveria ser recebida na boca, que é o modo justo, santo e piedoso de receber a eucaristia, ou na mão, na palma da mão, como também permite a igreja, uma forma extraordinária de receber o corpo de Cristo. Uma vez recebido, eu volto para o meu lugar, eu dobro os meus joelhos e eu faço uma profunda ação de graças.
Mas é uma profunda ação de graças, não uma instantânea, rápida e ligeiríssima ação de graças. É momento de interiorizar, é momento de louvar, de agradecer, de reconhecer que o Senhor, mesmo apesar da nossa indignidade, vem até nós. É momento de oferecer esta comunhão em reparação de algum pecado próprio ou pela saúde de alguém que está enfermo ou até mesmo pelas almas do purgatório.
A comunhão, essa íntima união minha com o Senhor, é o momento mais sublime da celebração da Eucaristia. Vindo para a comunhão, devo ter um olhar grave, porém alegre, porque mesmo conhecedor da reverência que eu devo ter diante do corpo e sangue de Cristo, meu coração deve estar alegre e eu devo manifestar isso com um amém forte. Assim que o sacerdote me apresenta o corpo de Cristo, eu devo responder com coração vibrante: amém.
Ou seja, sim, Senhor, eu quero, eu creio. Faça-se em mim a tua verdade. Quando nós vamos participar de alguma reunião, quando temos que dar alguma formação, nós nos preparamos antes, não é verdade?
Nós estudamos, nós organizamos um esquema, nós repetimos aquele esquema mentalmente para que chegando ao lugar onde nós temos que estar, nós assim ministremos aquilo que fomos ali ministrar com maestria. A mesma coisa deve acontecer em relação à santa missa. Eu não posso simplesmente cair da cama, vestir uma roupa às pressas e chegar correndo à santa missa.
A preparação para a eucaristia começa em casa. Acordo, tomo meu banho, faço as minhas orações, peço ao Senhor a graça de sair no tempo certo para chegar na hora correta no templo de Deus para o início da Santa Missa. Nessa minha oração pessoal, eu peço a Jesus a graça de que o meu coração e a minha alma estejam abertos a receber tudo aquilo que Deus vai me falar e dar durante a celebração da Eucaristia.
Como eu dizia, chegar no tempo correto. Há tantas pessoas que chegam atrasadas na Santa Missa. Não, eu preciso participar do ato inteiro.
A igreja me garante que se eu ouvir o evangelho, palavra de Deus que perdoa pecados, eu posso inclusive chegar a participar da comunhão. Mas eu te digo, quem é que vai ao encontro da pessoa amada e chega atrasado? E se Jesus é o meu único, grande verdadeiro amor, o mais importante de todos, por encontro com Jesus eu tenho que chegar atrasado, porque eu não posso fazer o esforço contínuo de acordar mais cedo ou me organizar nas minhas tarefas, preparar a família toda para no tempo certo estar ali para o início da Santa Misa.
Outra coisa importante, outro erro comum que acontece e que eu vejo como sendo um gesto de ingratidão para com o Senhor. Aquelas pessoas que comungam e saem às pressas da Santa Missa, que não aguardam a bênção final. A celebração da Eucaristia começa e termina com o sinal da cruz.
Começa com o sinal da cruz, quando o sacerdote nos convida a iniciarmos o culto e conclui-se com a bênção, com o sinal da cruz que o sacerdote traça sobre nós ao final da missa. e com aquela munição que o sacerdote ou diácono nos dão ao final dela. Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.
Quando eu vejo alguém que comunga e sai da missa as pressas e se percebe quando a pessoa está indo embora porque não quer esperar o final da Santa Missa ou porque tem alguma coisa urgente a fazer, mas na maioria é porque não quero ouvir ali o que o sacerdote tem a dizer no final. Eu fico pensando, veio e simplesmente se apossou da Eucaristia e foi embora. É quase como que um roubo.
Porque se a Eucaristia é ação de graças, eu preciso começar e concluir a Eucaristia com os meus irmãos. Se é para que o Senhor me acompanhe, então aquele que simplesmente veio como um gol e saiu sem a bênção final, deixou Jesus na igreja. E Jesus quer ir conosco para casa.
Jesus quer estar conosco ao longo de todos aqueles dias da semana para que no domingo seguinte ele nos acolha novamente e renove a sua presença na nossa vida e indo em paz conosco para a nossa semana. E uma vez que nós falamos agora dessas atitudes e gestos que não condizem com a nossa participação na Santa Missa, eu quero te fazer um convite, conhecer e acessar o conteúdo da MBC, que todos os meses produz um box sobre a vida de um santo, algum outro tema importante da vida da igreja. E antes de nós seguirmos então as nossas explicações, eu te faço esse convite.
Depois acesse aí o link que nós vamos deixar para que você tenha acesso, né, ao Clube do Assinante, a todo esse universo de tesouros católicos que a MBC está oferecendo à igreja. Outra coisa dentro da celebração da Santa Missa que que não cabe o uso do telefone celular. Meus irmãos, às vezes no meio da pregação tem um celular tocando, tem alguém que sai da Santa Missa para poder atender o celular.
Não leve o telefone celular para a igreja e se levá-lo, deixe-o desligado no seu bolso. Deus não vai mandar um SMS para você naquele momento. Deus não vai falar contigo pelo WhatsApp.
Deus está falando contigo naquele momento exclusivamente pela palavra que foi proclamada, pela humilia do sacerdote e por todo o mistério que está sendo celebrado. Outra coisa que tem manchado a santidade das nossas celebrações eucarísticas, as vestimentas. O sacerdote vai a rigor para a Santa Missa.
O sacerdote coloca uma batina, por cima da batina, uma túnica. Depois se reveste de um símbolo, estola, casula, prepara-se bem para oferecer o melhor ao Senhor Jesus. Mesmo num dia de extremo calor, está ele com todos os paramentos.
E quando olha para o corredor central, lá vem uma família quase que nua entrando igreja dentro. uns decotes que são gigantescos, homens que vem de bermuda e chinelo, crianças mal vestidas como se estivessem na praia. Ora, eu não estou indo me encontrar com qualquer pessoa onde eu possa ir de um modo informal.
Estou indo me encontrar com o Rei dos Reis. Se eu vou à celebração de um casamento, eu não vou vestido de qualquer jeito. E eu estou indo à celebração de um casamento entre a minha alma e Deus.
Então eu preciso estar do melhor modo possível vestido. Eu não estou dizendo que nós tenhamos que vir em trage de gala, mas uma roupa digna, uma saia que esteja abaixo dos joelhos, uma blusa que cubra, né, toda a região dos seios, um homem que com virilidade aguente pelo menos 1 hora1 vestindo uma calça, um sapato. Não é possível que nós não tenhamos amor suficiente a Deus para podermos nos vestir bem, para podermos oferecer a ele um pouquinho de sacrifício, tendo o nosso corpo devidamente colocado e fardado para a celebração do seu sacrifício.
Como me apresentar diante do Rei dos Reis, vestido como um mendigo? Eu quero te dizer que a Eucaristia, a Santa Missa, não é um evento social. Eu não vou à igreja para confraternizar com os meus irmãos.
A confraternização faz parte, faz pós missa, mas dentro da celebração da Santa Missa, eu vou para me encontrar com Deus. Eu vou para colocar-me na minha pequenez diante da majestade e da grandeza de Deus. Eu vou para apresentar ao Senhor as minhas necessidades, para pedir perdão ao Senhor dos meus pecados, para ouvir a sua palavra e compreender o que o Senhor quer de mim, para oferecer a ele aquilo que eu preciso que na minha vida, ou de alguém próximo ou até mesmo da Santa Igreja seja transformado.
Vou para recebê-lo no seu sacramento do corpo e sangue e vou inclusive para levá-lo comigo para minha casa. A santa missa não é um lugar de palmas, não é um lugar de reverência, não é um lugar de estar mal vestido. A Santa Missa não é o lugar de ficar falando ao telefone celular.
A Santa Missa é o lugar onde o céu toca a terra. é o calvário diante dos nossos olhos, mas é ao mesmo tempo a promessa do paraíso. Por fim, eu quero te convidar a ter uma nova postura a partir de hoje na Santa Missa.
Não encare o rito da Santa Missa como uma estrutura estática e mutável. Pelo contrário, a estrutura é estática, mas a mensagem, o mistério celebrado, as bênçãos recebidas são sempre novas. Por isso, eu te convido, a partir de hoje, tome consciência do grande dom que o Senhor Jesus deu à igreja.
Dom esse do qual ele te permite participar. E se ele te permite, por amor, receber seu corpo e sangue, seja honesto consigo mesmo e com Deus. Dê o seu melhor.