bom então gente é muito boa tarde a todos e todos né Eu queria em primeiro lugar agradecer imensamente esse convite e também a confiança né de que eu posso ter alguma coisa interessante para conversar com vocês então com uma pressionada falou sou Otávio Se o professor de história da África na Universidade Federal do Paraná e eu venho trabalhando com como esses espaços africanos não faz muito tempo né eu tenho uma trajetória geograficamente tematicamente um pouco tortuosa eu fui caminhando cada vez mais para direções não-ocidentais e agora eu acho que eu consegui juntar alguns dos Meus
interesses né eu venho eu venho atualmente pesquisando um pouco desse mundo indico né focado especialmente em trocas culturais consumos materiais etc na costa só ele que a gente vai falar inclusive um pouquinho aqui hoje tá e como eu sempre e com como isso que eu chamo de história pré-moderna né eu tenho por formação de graduação mestrado doutorado e pesquisa atual eu tenho trabalhando com um recorte esqueçam geralmente anteriores ao século 15 né Sempre tive um pouco mais de predileção pelo século 6º século sétimo mas tem transitado um pouco né Eu brinco que tenho tido uma
abordagem transtemporal Seja lá o que significa mas tem que ter visitado um pouco em alguns períodos então pensando pensando nessa nessa mina constante caminhada em alguns temas é que eu diria que são menos tradicionais quando a gente leva em consideração a historiografia focada em espaço ocidentais é e também esse meu recorte temporal que a gente costuma chamar de história antiga ou história medieval ou eu propus essa fala né que tem um objetivo muito simples né objetivo que o que eu queria conversar com vocês hoje é básico quem sabe qual é o lugar da África no
campo da história medieval e a partir de né dessa discussão de qual lugar da África no campo da história medieval pensar também se África tem de fato um lugar tem tem uma medievalidade de damos assim e quais são as implicações pessoalmente epistemológicas da gente falar que a África é medieval né uma idade média africana o que é que significa essencialmente é a princípio a gente poderia pensar que isso é uma questão de preciosismo né é o nome que a gente está com um período e qual é o grande problema em nomear um período assim ou
assado É eu gostaria de justamente tentar mostrar algumas ideias que eu tenho tido que vão no sentido de defender que o período não é seu nome né a gente tem uma série de elementos que vem carregados com essa conceituação um temporal de damos assim e e eu tenho tenho testado né Quais são os limites de uma idade média em termos de história da África é essa essa falta toda baseada em um artigo que eu publiquei recentemente na revista antíteses mas que a pensando em mim o argumento principal já dando um spoiler do antigo e mais
ou menos essa fala é que o meu argumento principal é de que quando a gente fala de uma idade média africana a gente está incorrendo em uma espécie de medievalismo né medievalismo enquanto aquela apropriação de elementos estéticos e imaginários medievais aplicados por um outro contexto tá então se se vocês tiverem interesse um pouco no que eu vou mostrar aqui mas também no teu apresento nesse texto ele tá disponível no site da revista antíteses Eu postei por aí também tá ali no meu academia que tá o link aqui no nesse slide que vocês estão vendo né
O que é basicamente essa e claro antes da gente começar eu também quero definir um pouco melhor o que é que eu tô entendendo por África tá É como diz o título e que né o título que eu pus aqui que a professora Renata já tinha comentado eu tomei eu tô me referindo especialmente ao sul do Saara então é o norte da África e alguns outros espaços específicos por exemplo o que a gente tem grande poliopia né então chifre da África e alguns dos espaços ao longo do nilo eles eles entram numa lógica um pouquinho
diferente e por conta do recorte que eu faço aqui eu não vou falar sobre esses Passos né então a gente pode pensar para essa fala eu eu não eu não vou abordar o norte africano e nem esses espaços cristãos da África tá então o que eu tô chamando aqui de África ao sul do Saara se é essencialmente a costa Oriental a bacia do Ninja a bacia do Congo EA região sul da África tá então é um recorte geográfico mais ou menos arbitrário justamente porque eu acho que nesse recorta arbitrário que a gente pode levantar alguns
pontos interessantes sem também apagar as especificidades do caso da Etiópia entre aspas medieval né a gente já que a gente vai falar de história medieval enquanto um recorte né esse esse aqui é uma foco eu sei que eu tô falando com vários medievalistas eu não quero chover no molhado mas eu acho que é importante que aqui que para pensar esse esse papel epistemológico enfim Qual qual é a carga que o conceito de idade média traz para a África a gente tem que abrir mente explicitar o que que é história medieval e temos acadêmicos né porque
a gente possa levar em consideração e qual é a experiência histórica desses espaços que Eu mencionei africanos né claro que isso isso na minha opinião é muito necessário porque mesmo que a gente pense que idade média é uma referência cronológica Ou seja a gente pode parte do pressuposto e quando a gente fala é de Idade Média a gente tá se referindo a um conjunto de séculos tão somente isso né mas mesmo que a gente pensa então que idade média é tão somente essa referência cronológica a gente tem que levar em consideração que história medieval É
também um campo de estudos nessa existem medieva listas é porque existe um campo específico para a história medieval dentro da historiografia e obviamente que se a um campo a gente também tem métodos de investigação específicos a gente tem modelos analíticos consagrados para cansar esse campo da história bom né é e também de uma forma tem um pouco mais subjetiva Isso é história medieval enquanto enquanto mexo de análise enquanto um campo historiográfico também acaba trazendo consigo uma certa carga de compreensão de experiência histórica né então Especialmente quando a gente fala de uma consciência histórica mais popular
Por exemplo quando a gente fala de idade média é mesmo que a gente esteja se referindo a um grupo de séculos a gente também tá trazendo alguns Alguns pressupostos analíticos algumas expectativas o que é que a gente vai encontrar falando de idade média né então se a gente sai do campo acadêmico por exemplo Idade Média é feudalismo é Cavaleiro É castelo é rei a cristianismo a uma série de com de elementos que formam um conjunto do que é medieval o mesmo que a gente insista né que a idade média é um um recorte cronológico pedagógico-didático
e né E se esse conjunto de elementos que define essa consciência histórica do campo historiográfico do que significa medieval é a gente tá levando em consideração uma uma uma idade média que surge de uma experiência acadêmica e intelectual e histórica europeia né E aí a gente pode falar da formação do conceito né Desse dessa palavra desse termo Idade Média medieval etc uma coisa aqui né Eu acho que todo mundo tem algum tem alguma alguma fluência com isso conhece né mas mas acho que vale a pena a gente destacar algumas coisas tô pensando Idade Média como
então divisão de tempo né a gente costuma voltar até o petrarca para apontar esses primeiros autores com uma certa consciência de divisões temporais de separação entre o mundo clássico e mundo digamos assim moderno mas moderno no sentido do contemporâneo mas a gente já consegue ver numa num pensamento de autores cristãos retornando ao mundo Romano por exemplo a noção de um tempo dividido né a gente tem Agostinho pensando divisões temporais a gente tem a Profecia dos quatro impérios de Daniel a gente tem mais tarde ó to the flies inclusive pensando essas divisões temporais EA divisão temporal
está sempre relacionada com uma teologia crista então a num primeiro momento a ideia de dividir fatias de tempo é uma vai responder a um Anseio Cristão de pensar o retorno de a sua vinda de Cristo os tempos pré-cristãos né E tudo que está no meio entre entre esses esses tempos cristológicos digamos assim ou seja nem tão a divisão do tempo da forma que ela é feita para abarcar a história medieval a gente a gente pode imaginar que ela nasce de uma experiência religiosa Cristã e também e uma experiência histórica ocidental na internet a cristandade como
como esse esse espaço ocidental especialmente e claro que essa essa questão da experiência histórica Cristã e ocidental para pensar a divisão do tempo e o surgimento de uma idade média fica evidente quando o termo medieval começa a surgir né provavelmente o primeiro primeiro é escritor que que menciona algo do tipo medieval é o Giovanni Andrea bussi né e ele tem uma uma tradução é de ouro Mega obra do abra Romana e que na introdução ele fala que ele tem conhecimentos históricos muito amplos né inclusive ele traz a frase média tempestades os cuidados Nostra Temporada né
ele conhece muitos tempos mas também a idade média até o nosso tempo então ele já localiza ali um certo período e depois com Joaquim fone watts no século 16 vai ser recuperado com o Beto espíritos no século 16 vai ser recuperado a gente tem Christoph cellarius lá no século 18 escreve um livro né a última obra de história chamada de história universalis breve terei Peter Cetera e ele em cujos termos e na net média é vi aqui novamente divisa ou seja por Universal não é exposta a Clara e brevemente e dividirem antiga idade média e
nova ou notas contínua Store o compêndio histórico ele já demonstra uma divisão tripartite história antiga para medieval e a história nova né a história dos tempos sempre vindouros dessa modernidade mais interessante também que o Christoph cellarius ele né como como todos esses autores que vão surgir iluminismo e não se desenvolver no século 18 e 19 custa também o termo Universal e aqui a gente começa encontrar um pequeno problema porque essa história Universal a gente sabe ela é na verdade a história de uma linearidade imaginada discursiva para o mundo ocidental Grécia Roma idade média e os
vários renascimentos europeus partindo para a conquista do Atlântico para as navegações e assim por diante né isso isso é bem estabelecido e mostra para a gente o que primeiro que o medieval então né como eu falei tá dentro dessa experiência europeia mas também que une e ao ou seja essa história do mundo dividida nesse tempos é uma história do mundo coisíssima nenhuma né a genealogia desse tempo E e essa experiência pragmática de experiências europeias elas aqui geram a construção da ideia divisória temporal de idade média com essa divisão no século 19 é métodos para trabalhar
com a documentação específica da Europa medieval também não se desenvolvendo esses métodos como todo mundo sabe tem um impacto imenso na nossa historiografia hoje ao metódica por exemplo trabalho com documentação oficial mesmo posthaus análise ter a gente ainda tem uma fixação muito grande no texto escrito um tipo de documento uma certa a natureza documental que explica o que é Idade Média então quando a gente fala de idade média e pensa bom vou fazer uma pesquisa e tem estas histórias Cartoon vários documentos monástico secar 37 ou seja né documentação própria de um espaço se torna a
documentação comumente usada para entender um tempo que em teoria se pretenderia Universal mas que até agora como a gente vê tá sempre relacionado a uma experiência histórica específica nesse caso a experiência histórica europeia né e antes da gente aplicar essa ideia e ver como ela se aplica a África é a gente pode fazer cima pausa também pra localizar não só a genealogia do termo Idade Média né com a gente voltou lá para o século 16 mas também ver quando é que se começa a usar o termo África medieval na historiografia Esse é um tempo que
hoje é muito mais comum eu acho que todo mundo teve um contato recente com o livro do consulafo velho chamado rinoceronte de ouro que conta histórias de um tempo medieval africano é a vários outros livros em inglês para quem se interessa por isso que desde os anos 90 vem trazendo uma África medieval África medieval África medieval Claro porque facilita a localização tempo mas facilita também algumas outras coisas como a gente vai ver mas quando é que se começa a falar de marca medieval que obviamente Christoph cellarius não tá incluindo uma ali na análise Universal dele
né se comparado com outros temas de história medieval e aqui o inclui também temas que dizem respeito ao mundo muçulmano a ideia de uma África medieval entendido aqui como eu falei com a África Subsaariana especialmente né é o termo esse termo ele ele é muito mais recente é muito mais tarde de junho na verdade em comparação com esses outros né a gente tem 33 momentos de sedimentação de uma genealogia dessa experiência africana talvez é como sendo o elemento que torna o temática medieval viável né o primeiro deles Talvez um dos primeiros momentos em que a
gente vê o temática medieval ou algo de medieval aplicado é isso vem com genes kirkman que é um arqueólogo né ele escreve um livro chamado as escavações de Filippo a uma introdução à arqueologia meu a costa do Quênia estão ali a gente tem assim um primeiro grande manual que está pressupondo um tempo medieval especificamente para a costa do Quénia livro lançado em 1952 só que logo depois dele em 57 é o Astro Johnny Hillary goodwin ele Solid fica essa ideia lançando um livro chamado o império medieval do Gana aí aqui a gente já tem um
medieval muito mais próximo disso que a gente conhece né na introdução desse desse texto né do império medieval do Gana o mundo ele diz que é o ocidente né os acadêmicos têm conhecimento zero do mundo medieval africano é equipe pelas conexões que ele chama de líbias né pelas conexões líricas a a Olá tudo Saara também tem uma idade média e que a partir desse livro ele vai desvelar essa idade média misteriosa né O que que é esse espaço e apresentar esse novo mundo medieval aos leitores obviamente europeus né americanos também enfim ele é sul-africano então
existe então um certo elemento de um nacionalismo sul-africano de origem britânica especificamente nessa ideia de mostrar uma arca medieval a ideia dele é localizar a África dentro desse Campo já bem estabelecido E aí depois então a gente tem arqueologia como o primeiro passo na cunhagem de machucar medieval enquanto termo depois a gente tem essa localização de um espaço africano com o Golden e por fim a gente tem o grave um filme grande viu Tem um desses caras que foram funcionário colonial e estudo muito com quilômetros documentos se escreve a um texto chamado a história medieval
da Costa de Tanganica Tanganica é o que hoje é Tanzânia e Zanzibar né ele a gente faz um dos um compilado documental e um pouco diferente dos outros dois a intenção do Simon Green Ville é localizar o medievo africano dentro do mundo islâmico tá então quando a gente pensaria o mundo medieval comum dos abatidos os califados etc É nesse contexto que ele tenta inserir também a África agora reparem que coisa interessante né É tudo isso toda essa é esses textos eles eles todos esses textos são publicados num período de tempo muito curtinho né são 10
anos entre o James Coleman e o e essa obra específica do filme Angry viu anos 50 e anos 60 O que é porque ele tá se pensando repentinamente numa numa África medieval nos anos 50 e 60 Porque a partir daqui que a gente tem os movimentos de libertação África né então por exemplo quando os genes Campinense e o livro de arqueologia do Quênia dele a gente tem o movimento de Insurreição dos mal mal no próprio Quênia do mesmo ali ao mesmo tempo né a mesma coisa acontece com o caso do império medieval do Gana porque
quando é o Google escreve ele escreve um ano depois da independência da Costa do Ouro que iria assumir o nome de Gana não é a mesma posição do Gana medieval Tá mas sim sim acho que percebe o ímpeto contemporâneo para pensar esse passado e o mesmo acontece com o caso do filme Angry viu escreve um ano depois da Independência de Tanganica e dois anos antes né a véspera da formação da Tanzânia como a gente conhece hoje né então é bem no meio entre Independência de Tanganica e formação da Tanzânia que que tá também surgindo mais
textos sobre a história medieval africana tá E e um dia acontece então aqui esses trabalhos esses textos de África medieval essa insistência numa periodização medieval para a África elas elas são buscando criar um passado histórico e toma África ao sul do Saara de uma tal forma que ele fosse inserido dentro de uma experiência cronológica já padronizada né E aí a partir disso a África estaria se tornando nem entrando no mundo verdadeiramente medieval então é interessante Porque a partir do momento que a gente tem as independências tem um processo de pensar o passado desses desses países
recém que serem feitos né saídos do alguns deles dos processos de imperialismo Então como eles nascem eles precisam também desses passados nacionalizadas né e por isso a pensar numa África medieval já não é tão interessante usar aqueles argumentos do Rei Eu por exemplo de tá Fica não tem história né o que como acontece com a com a Europa em grande medida o nascimento que genealógica assim essa genealogia de marca medieval tá um pouco ligada a movimentos nacionalistas também a e e aí é consequência desse processo de criação de consciência histórica né colocasse o passado africano
dentro da lógica temporal ocidental é a consequência foi que se criou uma espécie de check-list né para decidir o que na África poderia ser considerado medieval né não é qualquer espaço que pode ser medieval não basta tá dentro de um recorte cronológico para ser chamado de medieval nesse caso então que precisa né O que que é o medieval nessa África então geralmente o que na África medieval é tudo aquilo que é semelhante que é algo que a gente vê nossos as formas de governo certos modelos econômicos certos modos de trabalho certos elementos culturais presença de
certas religiões então quando as sociedades têm esses aspectos assemelhados né espelhados com a experiência europeia medieval aí a gente tem também uma África medieval por conta disso né alguns espaços africanos foram privilegiados neste estudo medieval né espaços ela que fossem mais familiares obviamente a esse mundo europeu e 22 espaços se destacam né O que a gente chama o que historiografia chama de império sudaneses e a costa sua livre tá primeiro mais rapidamente esses impérios da meses para quem para quem não não tá a família sarabi e alisado com eles têm esses nomes porque eles a
região do sahel mel que hoje ele é na linha certa que os usa o os textos árabes persas exceto os seus muçulmanos chamavam de Bila ajudando né a terra dos negros então o Sudão seria a bacia do Níger basicamente e na bacia do Ninja no sahel a gente tem grandes formações políticas e chamam muito a atenção da historiografia né a gente tem o império do Gana que tem uma hegemonia política no que o ali na nessa bacia entre o século quarto e se segue de uma certa maneira até o século 12 né Oi e aí
a hegemonia passa para o império do Mali que se estabelece assim se fortalece no século 13 vai até o século 17 e nesse meio tempo também a gente tem Ascensão do Império songhai do século 15 ao século 16 é um pouquinho mais curto mas é muito impactante também né esses esses três impérios e eu tenho um aqui de Império mas eu já vou explicar que na verdade não é um bom tempo tá esses três impérios e eles apresentam monte de coisa interessante chama coisa chamativas para serem consideradas medievais né É então em pé eles são
impérios eles têm ano poder mais ou menos Centralizado eles têm exércitos aparentemente tem fronteiras foi como a gente começa a olhar Mais especificamente a gente começa a haver alguns problemas por exemplo eles não são lineares né o meu sucede o outro o gana continuar existindo quando o Mali Acende e uma lhe precede e sucede também songai por quê Porque a organização desses espaços politicamente e culturalmente na verdade nada tem a ver com a Europa medieval e tanto que existem nomes locais que não trazem nenhuma designação política como essa Império Reino de cetera o que a
gente chama de pele do Gana Mas pode chamar de vagabundo o adu é tão somente A política o império do Mali significa manda em curuçambaba né chamado de manicuro faba ou só demanda que significa o quê agregação de grupos mandeh Diamantina EA Ampla que inclui inclui mandingas bambara e Peter Cetera et cetera né Isso é um galho também é o nome de um grupo específico que nem era usado na época né um sundae é um termo que surge um pouco depois ou seja olhando Mais especificamente para esses espaços ele tem algumas especificidades que escapam muito
quando a gente tá olhando para eles como impérios medievais africanos né então a várias há várias diferenças aqui e por que que a gente olha para eles como se eles fossem impérios medievais em um sentido mais mais próximo mais familiar ao que a gente conhece né em especial por conta de uma questão documental né como eu comi e antes a gente pensando em História medieval tem uma aproximação extrema com fontes escritas existe sempre a expectativa de que é necessário o documento textual pra testar certas coisas né e obviamente a a interação é essa dinâmica de
produção de textos escritos eu também responde a um tipo de experiência histórica específica nem todo mundo tem texto escrito e não significa diferentes estágios de um suposto avanço histórico né mas calha que é muito comum entre espaços marcados pelas religiões que tem um livro né em especial aqui tô me referindo ao Islã e ao cristianismo a gente tenha sim uma boa uma grande produção textual Oi e aí existem existem Fontes muçulmanas né ah e menciona um bastante esses espaços dublado ao Susanoo os impérios sudaneses a gente tem al-bakri mas tem algumas Hud a gente tem
algum Mari a gente o cobre o final do ano a gente tem hoje bem Batuta todos esses caras estão fazendo - sons estão falando doença Murça né que acho que todo mundo já ouviu falar Então falando do ouro do Mali então apresentando vários elementos Então como o esses reinos esses império e sudaneses entre aspas trabalhavam na lógica da oralidade mas alguns Viajantes muçulmanos e os pensadores enfim falam desses lugares a gente tem essa sensação a gente tem essa percepção incidental e que alguma forma e esses espaços africanos específicos estão compartilhando alguma coisa né algum filme
intelectual ligando a bacia do Níger com um mundo medieval mais amplo né diretamente ligado aqui ao mundo muçulmano Mas voltando aqui também a gente tem uma faz Catalão que acho que todo mundo já viu é onde tem representação que nossa moça é feito por um por um judeu maiorquino que obviamente tem algum conhecimento da região imediatamente ao sul do Saara ali no sahel São Green Serra o mapa no extremo sul né ou seja se existe essa conexão então a gente poderia pensar que bom esse é um é um bom espaço para considerar medieval né a
gente já volta nisso vou passar aqui a um outro desses Passos né Para Além desses impérios sudaneses que são eo uma linha e gana songhai são o modelo de África Negra medieval por e é dentro de uma historiografia que tenta é só ficando que tem algum espaço menor do que do que a bacia do Níger que é a costa sua ele né que que a costa sua aí posso aí né é o que hoje é basicamente a bordinha do Quênia EA Tanzânia pegando um pouco do gosto do Moçambique pegando um pouco do Sul da Somália
é Então essa tirinha fininha né que desde pelo menos o século 5º ou 6º tem informação de cidades Independentes autografia chama de cidades-estado O que é que fazem um comércio têm contato constante com o sul da Arábia com a Pérsia e eventualmente com a Índia e com Sudeste Asiático então todo aquele comércio que passa pelo oceano Índico ele passa também por alguns portos específicos da Costa sua ele os arqueólogos que lidam com a história sua ele Dizem que o ápice desse dessas cidades comercialmente falando se dar entre os séculos 16 e 16 A Era só
ele né E aí por que que você eventualmente se considera Costa sua aí medieval né justamente ficar para inserida nesses largos processos comerciais e os continentes também a mencionada em vários desses autores aqui também então eles mencionam bacia do Ninja coça a sua ele passe a do Ninja costas ó ele fica fácil imaginar por quê que esses em dois espaços específicos são colocados nessa esteira do medieval só para que a gente se localize eu preciso de um mapa com as principais cidades da Costa sua ele né começa aqui com um lugar difícil e indo lá
em baixo até chibo n tá o grosso aqui concentrado no Quênia e na Tanzânia mas sempre bem na costa tá são cidades portuárias e cidades Neve com vista ao Oceano Índico e aqui a gente pode ver algumas dessas dessas edificações que inclusive São Outro ponto importante que entre as medidas alisa a costa a sua aí arquitetura com pedra né Isso não é muito comum em período mais afastados da história da África por exemplo a bacia do Níger faz construção de adube né com barro E são poucos os espaços mais antigos que têm essas construções em
pedra essas aqui especificamente são em Pedra Coral isso é Bom dia consumir cubo a ele fica numa ilha chamada kill aqui Silvane foi construído por um chutão né chamado Abu alunos a farra e bússola e Mano chamado pelo e Vim Para Tuta de Abril a rir significa o pai dos Presentes um cara Generoso em que dava presentes muito rico construiu todo todo esse Palácio né Eu particularmente acho as bem impressionante em especial ele tinha sua própria hidromassagem digamos assim né como Vista direta para o Oceano Índico tá é o Palácio de Russo mico boa ficava
nas adjacências da grande Mesquita de que o axiane e que essa construção aqui né que tem uma outra construção próxima que é o as ruínas the song Nara ou seja há entre o século 11 e século 14 os governos a elite suaíli enriquecida pelo comércio de tecido de ouro e de porcelana e de enfim é produtos chineses que estão circulando no mundo indico está construindo esses grandes Palácios grandes mesquitas isso dá uma certa visualidade não é da materialidade para para a ideia de uma O que que significa a idade média África né Isso é atingir
algumas expectativas da gente vê Castelo enfim né dá um pouco desse elemento um pouco mais palpável a Então a gente tem esses dois espaços bacia do Níger e Costa sua ele funcionando como a linha para se pensar tradicionalmente uma África medieval Então o que a gente pode concluir até aqui e para não E aí que eu tô falando que faz mais de meia hora vou tentar adiantar um pouquinho também né O que a gente viu até que é o seguinte né o campo de uma história medieval dos anos 50 e 60 para cá resolveu pensar
então que existe um passado inteligível né na África Então a gente tem aí 60 70 anos de aplicação do conceito de idade média África se elegeu obviamente que esse passado medieval africano então com a gente viu ele teria concentrado em sociedades específicas bacia do Ninja o e Costa sua ele né porque porque especificamente esses espaços Porque existe documentação externa existe adesão a uma religião considerada universalizada mundializada que nesse caso o Islã e sem estrutura sócio-política compreensíveis para quem está acostumado a pensar Idade Média europeia E acima de tudo porque de forma direta ou indireta esses
dois espaços estão conectados a outras partes do mundo né então a gente poderia dizer que a África medieval faz parte de uma idade média Global não é então quando a gente pensa em Idade Média Global a gente tem aí a chave para conseguir de fato inserir os espaços africanos num Grande campo de estudos medievais né É seria essa nossa chave Oi e aí para tentar responder essa pergunta o vale Vale pensar também que é o que que a busca né de verdade média Global hoje vai idade média de Colonial ou de uma idade média pós-colonial
é tem se intensificado desde os anos 1990 pelo menos para Idade Média africana né é quando aumenta o volume de trabalho sobre a África e esse movimento de estudos medievais mais mais críticos né Nasci Aqui nesse com esses momentos para Coloniais de coloniais e globais ele faz ele justamente busca trazia inserção de outros espaços para a história medieval por quê Porque hoje se entende todo mundo entende que a existe uma genealogia eurocêntrica para os estudos de idade média enquanto um campo né a gente entende isso hoje e busca nessas possibilidades globais ou de coloniais formas
de dizer os a idade média é Oi e aí nessa perspectiva né a gente tem a sensação então de que globalizando a Idade Média a gente dizer os entra a idade média não é porque afinal essa idade média Global ela finalmente junta né todos os espaços possíveis afro Brasil em sistema-mundo em sistema de contato de interação de integração de guerra de conhecimento e contatos diretos e indiretos né então se a gente olha para esse mapa aqui que todo mundo conhece ele é um mapa que roda bastante a internet a gente estaria vendo a real dimensão
da idade média não é só França Inglaterra né a gente tem aqui uma idade média verdadeiramente Global né A idade média que envolve vários centros além da Europa é aquele também tem um probleminha né essa idade média Global se a gente pegar esse mapa como um presentinho do que seria vaidade média Global a gente vê algumas coisas e existem contatos aqui eu não acho que vocês vão ver meu mouse né mas enfim Então vamos na Europa existem contatos na Europa existem contatos ao longo da eurásia aqui passando pela central pela sustentar o tela azul dental
e sem contato do norte da África no Saara no sahel na costa sua ele mas é bacia do Congo né não existia ninguém não tem nenhuma sociedade ao sul do Sul do Saara né é existe uma uma uma grande para a história porque precisar de mais Global não chega ali né é porque não havia um contato direto e uma presença na documentação escrita não havia sociedade na bacia do Congo por exemplo né Aí a gente vê que o problema de achar que globalizar a idade média é o suficiente para esgotar o eurocentrismo do campo é
que a gente está alterando o foco geográfico mas não está alterando o foco analítico não tá alterando o foco documental não tá alterando as nossas expectativas as nossas expectativas historiográficas do que configura o medieval o que configura documentação que configura a caminho de análise ele configura história EA arqueologia e antropologia etc né Tem algum problema mais estruturais mais até institucionais e só expandir o espaço não dá conta de falar esses problemas né Um Bom exemplo para a gente pensar alguns desses problemas são justamente as sociedades a bacia no Níger né porque quando a gente olha
para globalidade G1 a África se insere na história medieval como um espaço e não como uma cultura então a gente viu lá tenho contato abdome já tem contato com o besta ranico e com um médio-oriental Então tá no mundo medieval Qual sua ele tem vários contatos pelo mundo Índico pelo mar vermelho etc Então tá no mundo medieval né Essa é uma percepção macro e coloca a África como um espaço conectado mas a gente não vi várias as especificidades culturais a gente não adentra para além da documentação externa que a gente vê e escrita por alguns
autores muçulmanos sejam eles árabes sejam eles peças sejam eles a andar luzes etc né ou até norte-africanos o meu caso do hino da mesmo não sei se vocês já leram a descrição que o Batuta faz do ali né do mundo impuro faba tu é cheio de vários estereótipos que claramente demonstram uma ideologia oposta política né aquele aquele Império do Mali que repute mostra um até algumas questões que a gente poderia entender como étnicas voltam raciais né Então porque a gente Entenda esse passo africanos também como o espaço de Cultura né a gente tem que também
pro micro porque a senhora global é o macro mas há também um micro acho que não posso esquecer dos aspectos locais que compõem a história global e aí a gente começa a ver quando a gente entra nas especificidades dos espaços africanos a gente começa a ver como aquelas expectativas do medieval como é só ficar muito mais complicadas né Por exemplo a natureza documental do do do Gana Mali e songai ela é o acesso a ela é muito diferente porque a gente não tem até um dado momento até o século 14 Enfim acho que não tem
muito muita dor como é que são escritas mas a gente tem a presença do Célio ou dos griot que são diplomatas historiadores poetas enfim qui constroem tradições de música de fala e essas tradições conservam épicos locais com ciências históricas memórias construídas enfim né então a gente tem por exemplo o épico disso jaqueta O Rei Leão né o é o fundador digamos assim da dinastia dos keita que como que tem essa hegemonia durante o império do Mali a gente tem um épico do Sul ângulo cantp que é o inimigo do cinga keita ele é um rei
Feiticeiro que tocava o baú e esse Esse instrumento que fica aqui no slide invocar o espírito certo ele ele era um mau muçulmano dentro desse épico e a gente tem inclusive colocam fuga que é uma espécie de Constituição oral né é um acordo verbal que sedimenta elementos políticos jurídicos e econômicos e sociais do século 14 na região do vale né todos esses documentos eles contam histórias muito interessantes eles trazem personagens eles são incríveis do ponto de vista narrativo das coisas que a gente vê é do tipo de história que se conta o tipo de crença
que se coloca ali e passe analisado um documento medieval arte medieval de "eles são dificílimos porque porque por serem tradições orais a versão registrada mais antiga do Épico de fundo chata do ético de sumanguru vamos anos 60 em alguns antropólogos sentaram congre ou Jelly malinês o Burkina até agora não me lembro e ele canta essa esse épico eles anotam traduzem e você compra esse livro junto com o CD Na época com a fita né porque dos anos 60 70 80 90 e outras edições depois com a o canto do Grilo junto não é E aí
como que você vai analisar o século 14 através de uma música de 1960 né se a gente não tem o preparo para lidar com a oralidade não dica descaso aqui é a gente não a gente vai ter mais dificuldade muito grande trabalhar com essa documentação né e é preciso entender todo o processo de transmissão todo o processo cultural que que que relaciona esses espaços com oralidade né então é a natureza documental é mui é diferente do que da forma com que a gente trabalha em História medieval o mesmo acontece com a costa suaíli que as
crônicas medievais da Costa sua ele a tem a crônica de kyua a crônica de bater a crônica de Mafia etc em todas elas são escritas no final do século 19 e a gente nem sabe se era um conservador aumente mas não todas escritas no final do século 19 falando lá de um passado remoto é história medieval né se a gente olha para essa documentação e para as formas de trabalho com essa documentação o significado de medieval ficar muito mais fluido né e quase que não significa mais nada falar África medieval né é tudo muito específico
muito diferente e é isso a gente sempre me intrigou baliza os espaços africanos para localizar eles numa história medieval é como meros participantes de um jogo histórico Global né a gente tende a homogeneizar essa especificidades históricas Inclusive a gente estava propondo análises falhas e análises coloniais o comunismo acadêmico né para alguns desses Passos né esse esse processo de qualidade fotográfica ele não opera só no nível da análise e do apagamento de certas Fontes eles as especificidades Mas ele também opera na na seleção né de como comentar um pouco antes de quem pode quem não pode
fazer parte na Idade Média Global nesse caso quando a gente faz essa seleção significa que indiretamente a gente acaba colocando uma hierarquia para os espaços africanos EA consequência disso né é que a gente estabelece também parâmetros que vão definir tipos diferentes de desenvolvimento histórico né ou seja né a gente volta a uma ideia de que você quiser os elementos para ser medieval não basta só uma tecnologia e se tem essa divisão por exemplo cinco quanto o império do Mali é medieval e outros espaços estão na idade do ferro na idade da pedra e a gente
tá colocando uma hierarquia desenvolvimentos históricos E aí o recorte cronológico já não funciona tão bem quanto ele deveria e na África a gente tem vários exemplos e sociedades que são propositadamente excluídas nesse mundo medieval Global né a gente tem bug or optar por exemplo que é um tem uma sociedade uma junção de várias sociedades na região dos Grandes Lagos né a gente tem sociedades bantu da Costa ocidental que lá no século 14 vão formar aqui em casa a gente chama de Império do Congo na de Reino do Congo e a gente tem esse outro exemplo
paradigmático que é o desembarque semabu que a gente chama de grande zimbábue e em linguagem zona de língua de Maple significa grande Casa de Pedra né o grande zimbábue ele é também um conjunto de sociedades e de assentamentos que ficam é um pouco no Moçambique em especial nos embabue um pouco na África do Sul e um pouco no bolso Ana uma área Ampla que apresenta os elementos culturais muito próximo se não vou falar disso hoje mas tem algumas algumas falas que eu fiz sobre o grande zimbábue é tão no YouTube e o grande zimbábue um
contato muito próximo com a costa só ele porque o ouro que o isso aí no usavam para trocar por porcelana tecido perfume especiarias vinha do grande zimbábue em troca de Contas de Vidro as contas de vidro é um artigo de luxo exótico no grande sem Babá e a gente tem achados arqueológicos muito interessantes até o deserto do Kalahari de Contas de Vidro é só que como o grande zimbábue não aparece nas fontes Árabes e lá no século 16 João de Barros no décadas de Ásia vai falar dos in Bauer uma terra antiga dessa região fica
a sensação de que então não é medieval porque não tá aparecendo na tela documentação né contudo o é emocionante complexa com várias estruturas e em pedra também esse aqui é a cidade do grande zimbábue que fica perto de umas vingo uma tosse babo a gente tem pouca tradição oral Que nós conhecemos né É difícil acesso a elas Porque os grupos que motivo existiram aqui que formataram o grande babye ainda são grupos do interior do zimbábue então a tradição oral é um patrimônio familiar que não é facilmente compartilhado a gente não tem fonte escrita e o
que a gente tem de arqueologia né é completamente Colonial né uma das pessoas que mandou escavar o grandes embabue Pois é se Worlds né então vocês podem imaginar o resultado que isso teve para o grande zimbábue que só começou a ser repensado o rei estudado nos anos 80 para frente basicamente né então a gente tem mais que ele possa muito grande entre os espaços chronograph bom né e a genealogia do de estudo desses espaços Por exemplo essa daqui do zimbábue que é muito ligada ao imperialismo ela vai definir algumas abordagens que a gente tem se
isso vale para essa cirurgia Colonial por exemplo e isso vale também para as explicações do que é que significa uma África medieval né então que ele me encaminhou logo para conclusão e para fazer isso eu retorno ao né A Proposta Inicial dessa fala e as portas o seguinte África é medieval não existe uma idade média africana existe um espaço para África na Idade Média então depois de ter falado isso tudo Eu arrisco algumas composições né dentro da algumas respostas para essa pergunta que ninguém fez né que eu mesmo fiz e o mesmo respondo é não
existe sim um lugar para África na Idade Média desde que a gente esteja falando de uma idade média dentro de um campo global e que também Assuma que essa idade média né que esse estudo Mundial Global Assuma que ele opera dentro de uma lógica específica que vai privilegiar certos métodos e certos tipos de documentação né Então existe um lugar para a África medieval ou para África nos estudos medievais se a gente pensar nesses processos macro né se a gente pensar em elementos estruturais em estratégias de integração se a gente tiver olhando para o mundo Muçulmano
ou para o mundo mediterrânico e quiser entender a dimensão da existência desses mundos na flor Ásia prece arco 16 aí claro né existe um lugar para África na Idade Média com ela pode-se inclusive deve sem custos mas essa perspectiva não é uma perspectiva própria da história da África então a gente pode falar de África na história medieval Mas a gente não pode falar de idade média na história da África nesse mesmo sentido né então é diferente Localizar aonde tá a África nos estudos medievais nas propostas de idade média Global etc e de falar de uma
África medieval são coisas diferentes né E aí eu digo que existe um lugar lá que eu falei para a África em uma idade média mas não existe uma idade média para África nesse sentido que a gente costuma imaginar né O que a gente é Maria de África medieval nesse caso eu prefiro por questões metodológicas que a mãe então de África pré-moderna e aí para que a gente conclua de uma vez essa apresentação e eu vou sumarizar alguns pontos né explicar por que que eu prefiro a pré-modernidade a ideia de uma idade médica a África na
minha opinião e na minha na minha perspectiva historiográfica ela pode ser entendida como pré-moderna ela pode ser chamada de pré-moderna porque a modernidade não é só um fenômeno europeu como como costuma-se falar né várias vezes que eu falo acho que não pode ser medieval tem que ser pré-moderna aí Fala ué mas modernidade também não tá partindo do ponto de vista europeu né mas aí se a gente entende modernidade como um fenômeno de existência um fenômeno ontológico e epistemológico né que não nasce com nenhum tipo de Triunfo europeu nas ciências mas que nasce também com a
racionalização e qual exploração econômica e cultural dessa racionalização a gente vai ver que essa modernidade que se estrutura a partir dessas relações de racialização ela é um momento de choque e a idade EA África obviamente é um espaço constitutivo dessa racialização essa atualização que vai se desenvolver em vários elementos econômicos sociais e culturais pós século 16 não é então quando a gente pega Walter mignolo E os autores de coloniais tá sempre falado né que a colonialidade é constitutiva da modernidade não tem um sem o outro e para ter qualidade nesse caso é preciso ter a
racialização porque ela vai ter um impacto que vai ter do século 16 até hoje não é então se a gente entender que modernidade de racialização São processo de separáveis A África é moderna quando ela é realizada quando ela é vista sob a perspectiva da racionalização né isso pode ser no século 16 isso pode ser no século 17 isso pode ser no século 19 né Depende do espaço que a gente tá olhando eu cai aqui a maioria desses espaços bate com uma cronologia eu não centrada mas a gente fala demais fica pré-moderna e não demarca medieval
a gente tem muito mais flexibilidade para encaixar a particularidade de diferentes sociedades e diferentes culturas em diferentes ecologias também né a uma lhe pode ser pré-moderno até o século 18 Bueno que cara que é um hoje um reino dentro de Uganda e que se remete ao século 11 ou 12 ele pode ser ele ele não tá inserido nessa lógica dessa modernidade até o finalzinho do século 19 e começo do século 20 e até hoje os reis de Boleiros para eles se relacionam né genealogicamente logicamente com uma linhagem que Teoricamente voltaria até os reis do antigo
Reino de Kitara e nem tão África pré-moderna permite que a gente não homogenize e nem eurocentre tanto as experiências históricas africanas é a gente não vai partir de uma outra experiência para solidificar o que é o passado africano mas a gente vai tentar fazer um processo muito mais flexível E aí por isso também é um termo melhor do que medieval África pré-moderna porque essa medida validade ela pressupõe como a gente viu questões analíticas então acabe num certo discurso mas o mesmo caindo em outro né dentro de uma idade média Global funciona mas a gente tem
que lembrar como eu falei que a gente não está falando de uma experiência histórica africana nesse caso né E para concluir é de verdade mesmo agora eu sei que como eu falei no começo esse debate parece um pouco preciosos está né Qual a diferença de falar fala acho que a medieval Você tá no século eu não consigo ficar mais fácil de entender Fica mesmo né mas finalização importante obviamente não só pela funciona como uma ferramenta pedagógica com a gente vai ensinar por exemplo na escola cetera mas ela também é uma forma de compreensão histórica e
de formatação de campo de estudo né então existe uma história antiga existem eu te custas passistas existe uma só medieval existem medieva listas pessoas que se relacionam ao a um certo Campo que está definido pela sua periodização e também e vice-versa obviamente né mas aí se incluem métodos documentos etc então ter cuidado com essa união entre medievalidade história medieval e história da África pode ter várias várias implicações obviamente né pensar numa África pré-moderna então tem muita gente roupa com algumas alguns modelos prontos e tente trazer de uma certa maneira é um elemento da especificidade documental
ficando por exemplo aí sim o contrário que o nosso pensamento história medieval então é muito possível eu pensar numa relação entre história medieval e a ficar e moderna ao mesmo tempo né enfim tudo depende de uma de uma forma de abordagem e o que o que eu eu queria mostrar é que existe existe um peso em falar de marca medieval eu sei que a gente sente assim Pedro de inclui a África no campo de história medieval mas existem formas de fazer isso e eu acho que uma dessas formas é atentar para a documentação por exemplo
para como pensar essa documentação e não só na tentativa de globalizar os contatos e ver como a África também faz parte né a gente viu isso tem várias e várias implicações nós que era isso que eu queria apresentar então muito obrigado