sobre fundo roxo surgem os Logos apresentação Ceará cultura secult Governo do Estado do Ceará gestão Instituto Dragão do Mar realização Centro Cultural Bom Jardim fop fundo Estadual de combate à pobreza nada sobre nós sem nós título do documentário em letras brancas sobre fundo preto eu sei que é estranho começar um filme com a tela preto mas eu quero te provocar as perguntas surgem escritas na tela qual é o primeiro passo pra gente começar de fato a construir uma sociedade menos capacitista Qual é o primeiro passo pra gente de fato começar a construir uma sociedade menos
capacitista as letras maiúsculas e na cor branca que formam a palavra acessibilidade surgem uma a uma na tela sobre um fundo Preto porta para a cena com uma menina sinalizando o seu nome em língua brasileira de sinais para cama ela segura um papel com a mão esquerda enquanto sinaliza com a direita logo atrás dela há uma fila com outras crianças aguardando a vez a menina tem por volta de 10 anos cabelos cacheados na altura dos ombros usa farda do colégio e parece [Música] empolgada mudança de cena vou me autodescrever também eu sou um homem Pardo
né Tem 1,73 m e sou amputado desde os 12 anos a per direita eu estou com uma blusa com algumas gravuras azuis Mas ela é uma cor meio Rosada calça jeans e uma sandália modelo papete tenho cabelos crespos curtos e uso barba bigode e brinco nas orelhas eu sou um artista da dança do teatro da literatura né então eu acho que o o o espaço que tem sido nada sobre nós sem nós é cumprir o que a frase diz né ao máximo que nós queremos falar e fazer as coisas com a gente entre nós mesmos
né com a gente mesmo não que não se não não se está junto com todos mas esse lugar que nos foi negado E que nos é negado ainda né em quase todas as realidades do mundo né os espaços a gente tá construindo um lugar que não esse lugar aqui somos nós que vamos protagonizar n eu acho que tem sido mais ou menos a nossa ansiedade e ânsia de construir o nada sobre nós de uma maneira de lugar de fala e empoderamento e reconhecimento né identificação representatividade tudo isso já toado acorde aparece tocando e cantando Ele
é um homem cego de pele branca tem cabelos castanhos [Música] Dee dizer a música ela tá dentro de mim desde a barri de mamãe quando Deus me projetou lá lá do céu já projetava a música dentro de mim [Música] quando eu era criança tudo PR mim se tornava um som M ens você não se ensinar nada não a ninguém não aí um dia você tá lecionando uma turma de diversas idades né uma turma diversificada ouam bem gravem bem memorizem bem Deal vocês vão decorar não vocês vão gravar o som de cada nota para quando ouvirem
uma música Um dia ver ah aquela NOTA parece com essa nota aqui e aí estão preparados agora pro teste aleatório a imagem mostra um grupo de alunos tocando Violin corta para Jatobá tocando sfone eu nunca tinha lacionado para ninguém nem nem Teoricamente muito menos praticamente né eu tô muito feliz muito feliz mesmo felicidade é o que me resume hoje destaque para [Música] oiro [Música] [Aplausos] corta para a cena na qual aparece uma moça sinalizando em Libras a intérprete que não aparece em tela traduz Eu me chamo vân tenho cabelos cacheados estou utilizando uma blusa preta
com símbolo da Puma estou usando calça e também um tênis da Nike aparece em sala de aula orientando crianças e tem a pele clara Eu sou estudante do curso de pedagogia bilíngue estou no sétimo semestre e pretendo continuar nessa área e assim trabalhar futuramente com crianças especificamente crianças surdas então com essa experiência quando me chamaram para participar da oficina eu percebi que seria algo muito bom pro meu profissional e também poder incentivar crianças a aprenderem a língua de sinais podemos ver cenas de Vânia ensinando libras para as crianças e ensinaras o básico da libras também
os sinais criar o sinal para cada criança Foi algo incrível para mim eu me senti diferente em experiência única Também senti que as crianças conseguiam absorver o conteúdo rapidamente eu mostrava os sinais elas já conseguiam se comunicar Então fui incentivando elas a se comunicarem também umas com as outras e eu gostei desse desenvolvimento de cada uma em aprender é isso que eu pretendo fazer no meu trabalho de pedagogia biling enquanto à dificuldades eu achei que poderia ter sim uns desafios alguns impasses mas também pensei em utilizar estratégias e adaptações para ensiná-las pois eu enquanto professora
se houvesse Barreiras na comunicação eu podia ter o apoio de um intérprete para me ajudar ali nos primeiros momentos nos três primeiros dias mas depois no decorrer eu mesma ten um contato direto com as crianças eu me senti muito bem de verdade em trabalhar com elas quando elas me buscavam e pedia para mim criar um sinal para para elas era algo muito satisfatório para mim tinha momentos que eu chegava até a me emocionar e me senti muito feliz de tê-las ali querendo aprender com bastante interesse na língua de sinais e as Crianças parece que queriam
ser fluentes na língua então foi algo muito satisfatório também pro meu crescer profissional ensiná-las e vê-las aprender agora outra menina sinaliza o seu nome e idade em Libras a fila está bem menor as crianças que estão logo atrás parecem ansiosas Para sinalizar corta para a cena de um homem em pé falando com pessoas que estão sentadas na sua frente eles estão na biblioteca do Centro Cultural e é possível ver várias estantes com livros e Decorações na parede gente como homem de meia idade de 1,79 79 kg cabelos de olhos castanhos tenho baixa visão estou utilizando
aqui uma blusa azul de mangas curtas uma calça jeans sapatos pretos meias brancas e também gosto de associar a minha imagem falando que eu me considero na mesma altura das de todas as pessoas da sociedade imagem de Paulo Roberto ministrando uma oficina no seminário nada sobre nós sem nós no ccbj daí eu consegui colocar outras pessoas também com deficiência visual neste universo da inclusão e da acessibilidade Então por ser uma pessoa que já gostava de arte anteriormente e agora com a deficiência visual passei a compreender que a cultura Ela precisa também ser protagonizada por pessoas
com deficiências aí criamos também um grupo de teatro chamado Grupo de teatro olho mágico somente também com atores com deficiências visuais daí também a a o objetivo da nossa oficina né o teatro da vida no palco sem luzes tanto no palco do cotidiano da pessoa como também no palco dos teatros para o exercício da manifestação artística no pátio externo do ccbj alguns alunos estão vendados e outros não vai pegar a sua mão direita e colocar na orelha esquerda sobre esse teatro da vida né no palco sem luz ou seja como é que uma pessoa cega
ela pode estar incluída na sociedade se ela não enxerga se ela não vê as luzes da sociedade como a maioria das pessoas vem ou uma pessoa sem deficiência visual que que ainda não enxerga essas luzes que poderão fazer com que essas duas pessoas se se unam e todos consigam produzir estarem felizes da mesma forma dentro dessa sociedade é a gente tem que começar a pensar também na cultura eh como algo que é inerente né a cada ser humano ou seja não só a cultura estabelecida com relação à formação acadêmica ou a formação artística Mas você
produzir de dentro para fora é Está contribuindo dessa forma bem Ampla bem holística né sobre a inclusão e aidade cultural homem branco de cabelos castanhos e barba aparece amarrando um tecido nos olhos ter tido oportunidade de realizar esse projeto para mim foi muito especial a possibilidade da gente pares meu pessoas com deficiência que são de periferia não só fez expandir minha visão do que que eu posso ser mas principalmente me fez enxergar Quais são os espaços que eu posso chegar e que eu tenho que ocupar ele é amputado parcialmente do pé esquerdo e usa prótese
construir esse filme para mim é mostrar que garantir oportunidade a Corpus pcd chegarem a lugares de relevância é começar a expansão desse MOV singular de acessibilidade enquanto fala cenas o mostram dirigindo este documentário Priscila Siqueira pessoa com anismo e psicóloga que é que falta pra gente é pcd na política né pessoas que pensem na gente para incluir a gente nessaa e é que o governo também que não é pcd escute a gente ti um tempo para colocar a gente nesse espaço de de percepção né de colocar a gente em visibilidade de entender o que a
gente precisa eu acho que tá faltando nesse momento agora é isso tatuado aqui no meu braço o futuro é def esse futuro é o agora né Tipo eu quero pensar nas pessoas agora e que esse Agora seja da melhor maneira possível para que os que estão vindo que virão Eles já tenham um mundo onde eles possam pisar dançar né sair conversar e não ficarem excluídos ou em lugares em que o capacitismo deixa né as pessoas os preconceitos né excluem pessoas eu acho que eu eu idealizo um presente anticapacitista mas humano respeitoso com os corpos né
com todos os corpos e um deles são os corpos com deficiência tela preta surgem os créditos entrevistados Italo Oliveira já toado acorde João Paulo Lima Vânia Maria Paulo Roberto e Priscila Siqueira direção Elvis Alves roteiro Elvis Alves e Rico Sales Elvis Alves rico Sales Vitória sâ Raiane Araújo e Paulo w Lima captação de imagens rico Sales Benjamim Aragão Lui Pinheiro e Hiller clan som direto thgo Fernando e Rico Sales tradutores e intérpretes de libras Magalhães sar Mars e Saulo Nogueira Audi descrição e legendagem Renata [Música] Franco surge o texto em letras brancas este documentário foi
realizado durante a terceira Edição do percurso nada sobre nós sem nós da escola de cultura e artes do Centro Cultural B Jardim sobem os créditos [Música] [Música] finais [Música] [Música] surge a vinheta de encerramento com a mesma régua de Logos apresentada nos créditos iniciais do documentário fim da audiodescrição