Olá no programa de hoje o olhar da sociedade sobre o governo Lula levantamentos recentes trouxeram para o planalto sinais de alerta e também de resiliência uma queda de aprovação da gestão ocorreu em meio a insatisfações com a economia recul em medidas anunciadas e críticas viralizadas nas redes mas o presidente ainda seria reeleito em cenários testados contra diferentes adversários do campo da direita para tentar reverter o resultado de momento Lula já Tem programado uma agenda de viagens pelo país mas o que pode ser decisivo para os humores da população nos próximos meses está conosco O Cientista
político e ce da quest consultoria e pesquisa Felipe Nunes sempre um prazer tê-lo de volta no mundo político Felipe Prazer todo meu Obrigado pelo convite Felipe esse anúncio primeiro aí que é do noticiário de hoje segunda-feira de que Lula vai aí emendar uma série de viagens pelo país essa é uma estratégia que pode ser eficiente um momento aí de popularidade em cheque Olha primeiro importante a gente documentar que eh embora a aprovação do governo esteja em queda né como a gente mostrou na última pesquisa genial coest eh nem toda a reprovação ao governo tem sido
mobilizada por candidatos adversários a oposição não conseguiu ainda né construir uma identidade e uma um discurso uma narrativa política capaz de atrair todo o eleitor que hoje rejeita mais o governo do que a prova ou seja tem um grande desafio a oposição vai precisar mais do que contar com os erros do governo para ser competitiva em 2000 eh 26 então o que que o governo faz nesse momento primeiro Ele fez alguns recursos o do pix foi o mais importante deles eh um recu que na minha avaliação veio tarde e veio também com consequências políticas depois
né uma mudança forte na condução da comunicação tem o marqueteiro agora né Sidônio Palmeira que agora Ministro do governo né e e com uma força importante para justamente conduzir eh essa mudança de posição do governo e como a gente sabe comunicação não é só eh publicidade comunicação é algo muito maior que que o sidon tá tentando fazer junto com o governo voltar a ter o Lula com presença na imprensa nas redes mas também presencialmente na base que sempre foi a grande força do do Lula Lula como candidato sempre foi bom justamente nessa mobilização Então vamos
avaliar como isso vai né funcionar eu acho que mais do que a presença dele que é notícia as entrevistas que ele acaba dando o comentário que ele acaba fazendo os direcionamentos que ele dá pro país nas diversas regiões é que vai acabar virando pauta e isso tende a favorecer o governo te explico por para conclui o raciocínio no mundo de hoje nesse mundo digital nesse mundo digitalizado tão importante quanto o conteúdo é a forma e a plataforma onde esse conteúdo é traduzido O governo precisa agora ocupar espaços na mente das pessoas na agenda e eu
acho que é isso que eles estão buscando fazer foi uma queda né de cinco pontos na aprovação da gestão que foi registrada pela genal Quest agora em um momento de polarizações muito latentes eh a ainda na nossa política né e não apenas no Brasil 47% de aprovação Felipe é um bom resultado ou não como interpretá-lo eu vou interpretar para você de duas maneiras primeiro olhando pro histórico se a gente pegar todo o histórico de governos Lula 1 2 e 3 o Lula Presidente nunca teve uma reprovação tão alta na comparação com a sua aprovação esse
dado portanto o tamanho do problema que ele tem se você comparar Lula 1 Lula 2 e Lula 3 apenas no auge do mensalão ele teve ali um um uma diferença de menos TR pontos de de avaliação negativa maior do que a positiva hoje essa distância de seis pontos Então esse é um elemento mas tem um segundo que é também relevante Se você pegar as pesquisas de avaliação de governo Fernando Henrique 1 Dilma 1 Lula 1 e Lula 2em em todos eles a avaliação positiva do governo era muito maior do que a negativa em contraposição Se
você pegar Fernando Henrique 2 bolsonaro e temer em todos esses três casos a avaliação negativa era maior do que a positivo o que significa que neste momento Lula se parece mais com bolsonaro Fernando Henrique i e temer do que com os outros governos O que significa que neste momento ele tem um déficit de popularidade que compromete um projeto político pra frente tem a ver com Promessas de campanha não cumpridas eu acho que é um combo né Eh o maior problema que o governo tem hoje é de credibilidade por quê porque a confiança e a expectativa
produzida em 2022 ela a gente explica isso lá no biografia do abismo que é o livro que eu escrevi com Thomas trauma e e e eh foi foi uma vitória muito mais contra o bolson do que a favor do Lula o Lula vence pela rejeição a bolsonaro e não o contrário Então a expectativa produzida era que o governo Lula fosse capaz de realinhar as políticas na direção inversa que o bolsonaro fez mas fundamentalmente apresentar propostas de futuro conexões paraa frente que mobilizassem a sociedade numa agenda diferente da do bolsonaro não é o que tá acontecendo
o governo Gastou muito tempo olhando para trás né numa configuração de retomada de projetos e não conseguiu ainda emplacar uma agenda nova de futuro onde entra o congresso nisso nessa dificuldade de se implacar uma agenda o congresso que está agora né com eh dois novos presidentes na à frente das casas legislativas é para quem tá assistindo a gente a a a há uma nova configuração de poderes de contrapesos no Brasil né a república brasileira passa por um realinhamento de poder Fundamental e você para entender o Brasil de hoje você tem que entender esse realinhamento o
Supremo tá mais forte do que era o congresso tá mais forte do que era e o presidente tá mais fraco do que já foi isso é significativo por quê Porque agora a agenda não é mais ditada simplesmente pelos interesses e desejos do presidente ela é muitas vezes ditada pelo congresso nacional que ganhou mais presença no orçamento que ganhou mais força Legislativa na agenda política brasileira e claro isso faz frente aos interesses do presidente então é mais difícil pro Presidente não só apresentar como a aprovar sua agenda e isso então é um dos componentes dessa fragilidade
que o Lula e eh eh vivencia hoje mesmo tendo uma boa relação com o STF né No momento eu diria mais do que isso se não fosse a boa relação com o STF dificilmente o governo teria conseguido algumas movimentações que ele tem feito até aqui o exemplo mais claro o das emendas né o Supremo Tribunal Federal tem sido fundamental na agenda de emendas por para cobrar transparência do congresso nacional isso tem travado algum algumas movimentações Como você sabe bem eh o processo de emendas parlamentares é crucial para relações executivo legislativo dentro do presidencialismo de coalizão
agora que o congresso tá mais forte e agora com mais emendas né impositivas na mão dele o presidente tem tido dificuldade nessas negociações queria falar com você também Felipe sobre um recorte específico da economia a Quest revelou né uma percepção ainda majoritariamente negativa com apenas 25% reconhecendo oras no último ano no mercado há uma rejeição ainda maior e isso em meio a um crescimento do PIB desemprego no menor nível em muito tempo e cumprimento da Meta fiscal o que que explica esse aparente descasamento entre índices e expectativas aparente não um descasamento real e Que bom
que você você trouxe esse tema porque ele é um tema que a gente precisa tratar para compreender a política não só no Brasil mas no mundo né então primeiro elemento que a gente precisa compreender acho que há uma tese que cada vez fica mais forte que é a população não come PIB o PIB e as taxas macroeconômicas não são mais suficientes por si só para gerar a percepção de bem-estar as pessoas estão mais exigentes estão cobrando mais do governo e estão sentindo na pele aumento de preço principalmente no caso dos alimentos a pesquisa do pesquisa
da quest contratada pela genal investimentos mostra isso estão sentindo que tá mais caro viver e que as suas expectativas de sonhos não estão sendo tão facilmente eh eh atingidas então Eh o fato do governo conseguir eh construir um pacote macroeconômico positivo não tem sido suficiente para se traduzir no que o voto econômico chama de popularidade nem o reforço de programas sociais né também não tem sof que são conhecidos aprovados mas na cabeça do eleitor o governo faz a sua obrigação ao reconstituir esses essas políticas sociais esses programas sociais o governo não tem um diferencial nesse
caso né Por que que eu tô chamando atenção para isso porque a política no Brasil e no mundo precisa de uma nova interpretação os modelos econômicos tradicionais em que a gratidão era suficiente para ser traduzida em voto não é mais um mecanismo uma alavanca que permite ao analista político compreender e aos políticos para produzir voto Hoje os valores as identidades a posição o que pensa e o que que defende o político é tão importante quanto aquilo que ele entrega a gratidão diminui de força como um mecanismo importante Da Lógica eleitoral e a identificação e os
posicionamentos crescem como elementos chave pro debate eleitoral e político posicionamentos não apenas sobre políticas públicas mas também eh no campo moral enfim é exatamente a gente por exemplo viu Eh nessa semana para dar um exemplo de minas né Há um debate agora acontecendo sobre eh a educação e livros didáticos em Minas Gerais Essa é claramente uma guerra cultural sobre como eu quero criar meus filhos como eu quero que a minha família funcione e isso não é mais Marginal Como já foi no passado esses elementos passaram pro mainstream pro centro do debate eleitoral porque as famílias
estão preocupadas com isso então os políticos vão ter que reaprender a lidar com essa nova modalidade as pesquisas não são mais sobre se a economia tá bem ou mal as pesquisas também são agora sobre valores Udes e essa é uma mudança que pega todo mundo que tá interessado em política então sobre um tema que acho que é um pouco correlato né com essa questão da Guerra cultural nas últimas semanas né já com uma participação ali de sidonio Palmeira né à frente do do ministério chamou atenção a tão falada guerra dos bonés sim eh no Congresso
né governistas lançaram uma peça nacionalista para se contrapor a exaltação que a oposição havia feito ao retorno de trump é o poder nos Estados Unidos essa é uma disputa Felipe que sou infantil aos olhos da população ou pode de fato alcançar eh simbologias mais amplas eu acredito que vai sim chegar a simbologias muito mais amplas né num primeiro momento eh Talvez o o analista político mais tradicional resista a compreender os movimentos que estão ali por trás eu vou numa direção diferente eu há muito tempo tenho dito que a política agora tem que ser encarada com
uma era da política pop a política do entretenimento a política em que você t né como eu disse tão importante quanto o conteúdo que você apresenta a forma e a plataforma fazem a diferença e a guerra dos bonés é uma maneira de fazer o quê de chamar a atenção das pessoas pra agenda que tá por trás daquele símbolo o Brasil dos brasileiros que pegou ficou no trending top do Twitter um tempão é uma vitória de narrativa pro governo por quê Porque há muito tempo o governo não conseguia por meio de Atos simbólicos produzir fenômenos como
aquele ao contrário por exemplo do que aconteceu no pix quando o deputado federal Nícolas saiu no entendimento junto com o senador Cleitinho também Mineiro e pautaram o tema de maneira negativa Então essa guerra de ocupação de espaço ela é agora uma guerra de busca de atenção ainda que muita gente torce o nariz né até na própria esquerda a gente viu críticas né é essas críticas vão acontecer porque a política institucional ela está dando lugar à política pop isso nem todo mundo é é é fã e é bom de fazer política pop tem resistência Mas eu
acredito que a tendência é que isso aumente ainda mais com as plataformas dando cada vez mais espaço a esse tipo de conteúdo e mais o interesse das pessoas ser cada vez mais pelo entretenimento político e não necessariamente pelo debate ideológico só para registrar não tô aqui dizendo que um é melhor que o outro né ou que um é pior que o outro mas é importante que como analista do mundo que sou que isso esteja bem claro essa é uma tendência no mundo ela não tá acontecendo só no Brasil ainda sobre trump né até que ponto
vinculações a ele podem ser um trunfo pra oposição no Brasil ruma 2026 já que eh o personagem também né ele gera ali bravatas constantes tem a questão do do protecionismo alfandegário que ele anuncia que pode ter repercussões também pro nosso país é o trump trabalha com uma estratégia hoje já amadurecida né que precisa ser analisada a partir de uma ótica de dois lados né de dois elementos O primeiro é o que ele faz o segundo é o que ele fala não eu não tenho menor dúvida de que aquilo que ele fala pauta o debate no
mundo inteiro a gente tá vendo isso a Imprensa internacional o tempo todo afogada pelas declarações de pauta política que o trump faz o que ele vai fazer não necessariamente é eh eh eh eh vem né ao encontro e necessariamente em seguida ao ele fala por que que é importante fazer essa diferenciação porque o que o trump quer e o que os estrategistas que cuidam das das campanhas dos governos dele eh eh prometem é que essa guerra cultural com a busca pela atenção do mundo torne os Estados Unidos o centro de novo porque no jogo geopolítico
a China passou a ter uma preponderância Econômica muito relevante e pros americanos voltarem a ter uma relevância nessa bipolaridade Oriente e ocidente você tem que ter um presidente forte que paute e que seja capaz de mesmo com alguns excessos buscar a atenção da sociedade a oposição pode surfar essa onda no Brasil eu acho que a direita no mundo inteiro está muito conectada nunca teve tão conectada como tá agora na esquerda a gente via elementos de conexão internacional a direita aprendeu com isso e hoje trabalha de maneira coordenada e é óbvio para o governo Lula ter
o trump na presidência americana é um um um é algo que lera desafios pra oposição ao contrário é uma ótima oportunidade de surfar uma nova dinâmica né de rearranjo de poder no mundo antes da gente entrar em cenários projetados de 2026 o governo Lula tem instrumentos para tentar desatar ainda esse nó na economia todo governo tem né eh e aí a gente vai chegar nessa agenda de 2026 porque foi curioso quando a Quest fez a pesquisa eh que a gente sempre faz né é contratada pela genial quando a gente viu que a a a desaprovação
crescia as pessoas automaticamente concluíram então que o Lula perderia a eleição e não é verdade né você tem que traduzir desaprovação em voto E para isso você tem que ter candidatos conhecidos aprovados pouco rejeitados e por enquanto a oposição não tem esse nome né para fazer frente ao Lula como a pesquisa mostrou então Eh e há tempo paraa economia iia se recuperar na ponta assim pro eu acredo eu acredito que sim e essa é uma pergunta importante porque e o timing da política ele também virou um timing digital do mesmo jeito que a desaprovação muda
rápido a aprovação muda rápido as pessoas estão cada vez mudando de opinião de maneira mais rápida então tem sim oportunidades para essas mudanças por que que eu tô trazendo esse tema de 26 né antecipando um pouco sua pergunta porque eh acho que é cedo para tirar conclusões sobre 26 Então por que que a gente faz cenários eleitorais de 26 para entender o tamanho da vantagem ou da desvantagem e quais são os desafios que a oposição tem para enfrentar o quê um incumbente que sempre é Favorito e mais no caso do Lula um incumbente com alta
densidade e vínculo Popular o Lula tem esse atributo que quase ninguém tem no Brasil ele e bolsonaro seriam os dois grandes nomes com essas qualidades o próprio bolsonaro ainda muito desgastado esteve a ponto de ganhar a eleição né ser reeleito Claro claro né foi uma eleição ali de eh eu chamo de O Grande Encontro né dois presidentes que se enfrentam então para 26 vai ser importante que o governo use os seus mecanismos de incumbente e explorem esse esse altíssimo vínculo Popular que Lula tem por outro lado a oposição tem que se organizar para ter um
nome forte popular conhecido com baixa rejeição para tentar fazer essa pauta inversa ao governo nos diferentes cenários né que a Quest trouxe sobre as sucessão presidencial de 2026 vários nomes ali da oposição sendo testados um em especial chamou muita atenção cantor sertanejo Gustavo Lima que vem ensaiando aí né uma entrada na política ele já alcança 35% né à frente de governadores e de nomes da família bolsonaro como entender esse fenômeno se só taxa de conhecimento explica então Eh foi a primeira pesquisa né a testar o Eduardo bolsonaro como possível eh sucessor ali do clã bolsonaro
eh e também a primeira testar o Gustavo Lima que tinha dito eh começou a procurar partido político e tal e tinha dito que seria candidato eh o que como é que eu acho que e e e o que que a pesquisa tá dizendo né primeiro a base do Lula é muito forte o piso dele é muito forte 30% de piso em qualquer cenário de primeiro turno ou seja um político que tá aí há tantos anos e que continua mantendo esse piso em compensação a pesquisa mostra que o teto do Lula caiu ele que já teve
historicamente tetos acima de 60% hoje tá mais próximo de 40 do que de 60 Ou seja a margem de manobra do Lula diminui nesse mundo polarizado com guerra cultural por outro lado a pesquisa também mostra que basicamente qualquer candidato da oposição seja ele da política pop como por exemplo Gustavo Lima e o Pablo Marçal ou da política mais tradicional como é o caso de Romeo Zema Caiado e eh Tarcísio eles têm ali também um piso de 30% que não é modificado né a dificuldade desses nomes é crescer para ser competitivo E aí o desafio deles
é conhecimento vou dar um exemplo Governador é de Minas ainda tem um desconhecimento Nacional enorme também contratou marqueteiro novo recentemente né Já tá se organizando para isso Renato Pereira tem que fazer isso mesmo Caiado tá fazendo a mesma coisa e o Tarciso parece que não adota uma estratégia um pouco diferente inclusive de não ser candidato então Eh o que a pesquisa tá claramente mostrando é que se a oposição quiser ser competitiva ela terá que alavancar o grau de conhecimento e a popularidade de nomes como Zema raiado e Tarcísio para chegar no nível em que Gustavo
Lima está hoje já que ele Gustavo Lima é muito mais conhecido que os outros isso dar ele essa vantagem é sobre esse nome ainda né Foi noticiado na última semana que ele é cortejado por partidos na nicos Mas vem enfrentando uma certa hesitação de siglas maiores o perfil outsider né esse de política pop ele assusta em alguma medida política tradicional eu acho que a gente tá vivendo uma transição de modelos né Eh a política tradicional ela sempre se acostumou a ter o controle dessa pauta né com a com o surgimento de rede social e com
o vínculo direto que a gente tem hoje de lideranças com a população os partidos deixaram de ser o mecanismo de mediação e de propulsão de popularidade né então os partidos estão tendo que reaprender a como lidar com essas pessoas até porque os seus projetos individuais não necessariamente são compatíveis com os projetos dos partidos Então esse alinhamento Vai ser necessário existe um certo um certo amadurecimento do sistema político que vai ter que acontecer para lidar ao mesmo tempo com a força de popularidade desses nomes com os interesses políticos ideológicos eh de agenda eh dos partidos vamos
ver como é que a política brasileira se arranja nesse caso Pablo Marçal Que foi um fenômeno que chamou muita atenção né na eleição de São Paulo tem credenciais para entrar num numa disputa de jogo Nacional olha eh qualquer um que entende de que a cidade de São Paulo é a cidade mais importante do país e que deu a Pablo Marçal pelo menos né vou aproximar os números 30% de in de de de intenção de voto que depois se configurou na urna é eu acho que a resposta tá nos próprios números né se São Paulo é
muito importante pro Brasil e se ele foi capaz de usar a eleição de São Paulo para nacionalizar seu nome é claro que em um partido organizado com uma agenda política estruturada ele é um nome forte e competitivo a pesquisa inclusive mostra isso ele tem um conhecimento eh maior do que dos governadores mas uma rejeição também maior então ele vai precisar trabalhar esses elementos né e e e ele tem tempo para isso do mesmo jeito que o governo tem tempo para se estruturar para ser um incumbente forte a oposição também tem tempo para estruturar seu jogo
político suas alianças para construir uma saída competitiva para 2 você já falou um pouco dos governadores mas queria saber assim entre eles né todos partem ali esses nomes que são coitados no campo da direita partiriam de dificuldades similares de desconhecimento ou tem algum que teria condições claramente mais competitivas eu acho que e o Governador Tarcísio é se for candidato um nome natural para liderar um projeto da oposição Essa é a minha avaliação primeiro porque ele é governador de São Paulo Segundo porque ele tem hoje o a a simpatia de extrema direita liderada por bolsonaro e
isso é hoje em qualquer processo político fundamental Então acho que o tarcismo nesse caso sai um pouco à frente eh o Zema tem a vantagem de governar o estado pêndulo o swing state mais importante do Brasil né tradicionalmente pelas características sociopolíticas de Minas Gerais quem ganha em Minas ganha no Brasil ele que governa o estado há muito tempo está obviamente acumulando o capital político para ir ao Brasil sedimentado numa base importante o Caiado tem a seu favor a agenda da Segurança Pública né pelas pesquisas a violência Hoje é a principal preocupação do brasileiro ele é
o governador que tem conseguido apresentar segundo as pesquisas os melhores resultados de aprovação disso então cada um deles tem ali vantagens diferentes Cassab falou recentemente em Ratinho Júnior né oad do Paraná verdade é eu eu não acredito que o Ratinho seja ele esteja à altura desses outros três nomes porque ele não tem uma agenda Clara e não parte de um estado eh populoso né então ele ali enfrenta a resistência embora seja um nome também muito aprovado no Paraná fez uma gestão de reeleição com uma certa tranquilidade Lembrando que o Ratinho nome é Popular também no
nordeste não por ele mas pelo pai o que seria aí um atributo importante para ele então como você pode perceber os nomes T diferentes vantagens e obviamente desvantagens eh eu acredito sinceramente que a elite política da oposição vai se organizar para combinar esse jogo entre esses nomes paraa formação de uma chapa mais forte mas essa decisão só tem que acontecer em julho ou seja daqui até lá o que eles vão fazer é trabalhar na nacionalização dos seus julho do ano que vem é verdade Claro jul an o que eles vão fazer até lá é tentar
nacionalizar seus nomes e tentar apresentar dentro dos seus estados e para fora uma agenda política relevante o apoio de bolsonaro ainda é fundamental para qualquer nome desse Campo Eu acredito que sim e isso tá documentado nas eleições municipais né e é é uma é uma máxima dizer que a eleição Municipal não tem nenhuma relação com a eleição presidencial continuo acreditando nisso porque os dados refletem isso mas tem alguns achados da eleição do ano passado que são importantes para agora um deles eh todas as vezes que a direita enfrentou a direita radical tô falando aqui de
Goiânia de Curitiba de Manaus de João Pessoa a direita moderada ganhou com o apoio da esquerda e a direita radical ficou isolada mas perceba você a direita radical chegou em todas essas e esses casos em todas essas eleições com força competitiva fundamentalmente por qu por organização e engajamento em volta do bolsonaro então eu continuo achando que ele é um nome que também tem rejeição alta como a pesquisa mostra mas que tem um piso muito alto que é compatível com o que o Lula tem hoje reversão de inelegibilidade algo que o ex-presidente diz ainda apó est
você considera Improvável eu prefiro não fazer projeções sobre isso porque cientista político Tent acertar o futuro é só não é pior que economista a gente faz um bom trabalho de Diagnóstico mas o futuro é um jogo das forças políticas né Eu acho que ele tá fazendo aquilo que lhe é de direito buscar eh construir uma narrativa que dê sustentação e legitimidade ao projeto dele assim como as forças de situação hoje fazem o inverso então Eh quer dizer como isso diz respeito a questões técnicas jurídicas eu prefiro não tentar projetar o futuro o que eu tenho
certeza no entanto a partir dos dados que tenho é que sim bolsonaro continua sendo um Player muito importante no Brasil ele na minha visão continua sendo um líder de direita capaz de auto engajamento e mobilização assim como o Lula é no campo da da esquerda centro esquerda a resiliência de Lula na liderança ela é ajudada em que medida por essa fragmentação de momento da direita Ah é um dos elementos que explicam isso né enquanto você tem um incumbente forte um candidato de continuidade que mobiliza a sua base nós est falando do Nordeste dos mais pobres
das mulheres né dos católicos da da população de baixa renda esse público ainda é muito lulista e e dá ele uma sustentação forte né Eh por outro lado a direita ainda tá buscando um nome que seja competitivo isso obviamente ajuda o governo por isso que é importante a gente começou a fazer pesquisa agora sobre isso pra gente justamente ver como é que esse filme vai eh avançar ao longo do tempo e tem muitos indecisos né só pra gente fechar 78% dos eleitores na sondagem espontânea não saberiam em quem votar né Acho que bom que a
gente vai terminar com isso porque embora essa simulações sejam importantes para que o analista político né Faz o que eu faço consiga ter uma noção do quadro também é importante lembrar que quem define a eleição é o eleitor é ele que lá na frente vai dizer qual é o caminho que ele quer seguir isso vai depender da identidade que ele tem com os candidatos da própria disputa do conhecimento e popularidade do grau da economia há vários fatores que influenciam essa decisão Hoje quase 80% não saberiam dizer qual caminho seguir estariam indecisos 9% diriam Lula 99%
diriam bolsonaro espontaneamente e 1% dizem Gustavo Lima Ou seja é um quadro completamente aberto por isso a gente vai continuar fazendo pesquisa acompanhando esse cenário porque tem muita água para passar debaixo dessa ponte esperamos contar com você mais vezes aqui no mundo político nesse B sempre sempre que for convidado adoro vir aqui adoro esse papo te agradeço Mais Uma Vez pelo convite muito obrigado eu conversei com Felipe Nunes cientista político e CEO da Consultoria cuest falamos sobre as causas da recente queda de aprovação do governo Lula e de cenários já testados paraa sucessão presidencial de
2026 com os elementos políticos e econômicos que podem influenciar os rumos da gestão e os humores da sociedade brasileira mundo político fica por aqui obrigado por nos acompanhar e até o próximo programa [Música] a [Música]