Olá, família. Paz e graça. Meu Deus do céu.
Primeira vez nos Açores, na companhia no meu mais português dos portugueses, João Martins e essa amizade maravilhosa de 30 e tal anos. Eh, o o João Martins me conheceu menino e eu conheci ele um quase um jovem, uma eu jovem e ele menino. E e a gente assumindo responsabilidades, uma alegria muito grande poder partilhar isso com vocês.
E a gente tá aqui para mais um encontro nosso de espiritualidade redentiva. E dentro daquilo que é a nossa programação, essa vai ser a nossa última aula do primeiro módulo, né? É exatamente esse módulo que tá trabalhando intensamente a nossa cena pedagógica.
Então, o cenário para onde Jesus conduziu os discípulos para que o olhar deles para para sensibilizar os olhos deles paraa sua vocação. Então, mais do que mais do que despertar em nós um senso de carência do que precisava ser feito, Jesus está levando esses discípulos a uma perspectiva do que pode ser entregue mais do que o que precisa ser feito. E esse é o nosso desafio.
Dentro de uma dentro de uma espiritualidade resolutiva, a gente tá sempre pensando o que precisa ser feito. Dentro de uma perspectiva de espiritualidade redentiva, nós vamos pensar o que pode ser entregue, ou seja, o nosso despojamento, o que que entrega a nossa submissão, nosso desprendimento, entrega o quê? Então, mais do que o nosso esforço de conquistar o que tá faltando, é o nosso desprendimento, a nossa vocação de entregar o que nós já recebemos.
João, uma alegria, um privilégio esse esse pô do sol aqui num dos montes da Ilha Terceira dos Açores, que é exatamente a ilha que enviou lá por volta do ano 1700 e qualquer coisa, enviou aquela aquele grupo de colonos que iria fundar o nosso estado de Santa Catarina. Depois a gente tem uma história para contar sobre isso. Estamos aqui, minha primeira visita nos Açores.
Você tá familiarizado com essa cena aqui, sentado no muro de pedras. Isso é outra história, né? Que alegria.
Eu quero ser bem objetivo. A gente vai ser bem espiritual aqui. Que o amor do Pai, a graça do Filho e a comunhão do Espírito Santo de Deus seja em nós, conosco, através de nós.
Amém. Dito isso, meu irmão, o que que tá no seu coração dentro disso que a gente tem conversado de uma perspectiva redentiva da espiritualidade? Quando você entra, quando você adentra junto com Jesus e os discípulos, a cena lá daquela conversa no lugar mais alto, o nosso olhar pras pessoas, o que que vem no seu coração?
O que que você quer entregar para pros nossos companheiros de escola aí? O que vem no meu coração é este mestre, este rabi está a ser seguido, rodeado por uma multidão de multidões, multidões oriundas de diferentes lugares e na região. E aquilo que me ocorre é que esta multidão é uma multidão de esquecidos, espezinhados, desprezados, desprezados, traídos, desamparados, desiludidos, invisíveis.
É aquele tipo de pessoa que os grandes mestres e os grandes rabis nunca os escolheriam. É invisíveis. E ele vai dizer a toda essa gente que por sinal tem consciência do que estamos a dizer, desprezados, esquecidos, espezinhados, não considerar, é que aquela gente, ninguém lhe precisa de dizer quem eles são, porque eles já perceberam que é o que são.
E Jesus está-lhes a dizer que eles mesmo são aqueles que vão experimentar a felicidade. Macários é a palavra grega usada para bem-aventurados. É, Macários significa a possibilidade de ter uma experiência verdadeiramente sobrenatural do que felicidade possa ser, alegria possa ser por poderem conhecer Jesus e e serem e serem eles os portadores eh de uma bem-aventurança que eles experimentam e eles serem esse a quem comunicaria com representante, os legítimos representantes.
Eu até gosto de usar uma palavra, João, para para reforçar o que você tá dizendo, que é privilégio. Ou seja, não é o direito. Uma coisa é você se apropriar de algo aqui, você tem direito.
Outra coisa é você representar uma riqueza ainda maior à qual você não tem o direito, mas se torna o legítimo representante. Isso é, isso é a bemaventurante. Examente.
Exatamente. E tem outra coisa. Ah, os mestres nos dias de Jesus não têm como objetivo deixar naqueles que os escutam eh um um uma montanha de informação e de dados.
Os mestres nos dias de Jesus têm como objetivo, e Jesus não é diferente de por aquilo que que diz, comunica, revela, eh, e o convite para viver com ele seguindo, é o objetivo dos mestres era uma verdadeira transformação de vida, eh, sendo eles também portadores dessa vida, eh, eh, para com todos aqueles com quem eles conviveriam, se não acha. Então, a gente poderia dizer que que Jesus como rabi, ele escolheu uma uma forma de ensinar em que o próprio caminho valia tanto ou mais do que o conhecimento em si. Claro.
Eu acho que os outros rabis do tempo de Jesus, eles valorizaram demais o o conhecimento. E Jesus tá valorizando também o movimento. Claro.
Ou seja, ele tá associando ao conhecimento o movimento que se faz no interior da pessoa. Exatamente. Exatamente.
É como é Não é não é o con Eu acho que isso é é fundamental nos dias de hoje. As pessoas estão achando que conhecimento é o conteúdo que você acumula estático. Aí você se torna um armazém de um conteúdo de informação quase sufocante.
Tem gente sendo asfixiado, tem gente sendo, ele não só asfixia os outros, mas ele tá sendo asfixiado pelo conhecimento que ele acumulou, porque ele não associou ao seu conhecimento o movimento em direção. E aí no ensino, é por isso que a gente tá falando sobre o lugar, viu João? me permito enfatizar isso aqui.
Por isso que no ensinamento rabínico de Jesus, o lugar do deslocamento é essencial no processo do aprendizado. Ele tá sempre fazendo, levou, sendo tarde da noite, chamou para atravessar, pega os discípulos, sobe no monte. Então ele tá sempre, eu tenho que passar por Samaria.
Você tá vendo como é que o movimento tá sempre associado, claro, ao ao desenvolvimento da pessoa. E hoje a gente tá tendo um um tipo de conhecimento, parece que é meio estático, né? Que é meio assim acadêmico e que acumula, que que entulha o poço.
Uhum. Não é isso? Sim.
Eh, sim. A sensação, a sensação, a sensação que tenho até é que o caminho é mais importante que o destino. Isso.
A a a trajetória, aória. O processo de aprendizagem é mais importante do que o destino. Então, o caminho, o que acontece no caminho é mais desafiador e interessante do que do que onde eles chegam.
Eh, sim, eu eu o próprio Jesus se autodefine assim, né? Ele diz: "Eu sou o caminho". Então, não tem, eu, eu creio que não tem como ser transformado pelo que Jesus quer transmitir sem o movimento, sem eu me deslocar em direção ao outro.
Uhum. Sem essa disposição, sem esse mov sem essa submissão relacional, eu não vou ter entendido é nada do que Jesus falou. Enquanto eu tentar usar o que Jesus falou para salvar mim mesmo, eu eu não eu tô acumulando um conhecimento, mas eu não tô saindo do lugar, eu tô estático.
Eu sou uma coisa, né, eh, inerte. Eu não tô gerando o fruto do conhecimento. Uhum.
Sim, faz sentido. Faz sentido. Você tava falando de Isaías 9.
É aqui em em Mateus, este texto do sermão do sermão do sermão do monte faz-me lembrar eh Isaías eh capítulo capítulo 9, onde diz: "O povo mergulhado na escuridão viu uma grande luz. Luz que brilhou para os que estavam na região escura da morte. O que Jesus está a fazer aqui é justamente isso.
É o povo que estava mergulhado em escuridão. são aqueles a quem Jesus vai ao encontro e leva-os até ao monte para lhes dizer que justamente eles serão os bem-aventurados, aqueles que experimentarão eh a aquilo que que só se pode experimentar eh na relação e no caminho com com o seu senhor. Só que, só que quando Jesus está a dizer bem-aventurados os miseráveis, é mesmo a forma como aquelas pessoas se sentem.
Porque essa gente, face ao que está a acontecer perto do templo e nos lugares importantes da cidade, esta gente são os que estão na escuridão. E é com eles que o Senhor está a dizer, é para eles que o Senhor está a dizer, vocês são bem-aventurados por reconhecerem a vossa condição e ainda, mas mas é justamente nessa condição que o reino chega a vocês. Quer dizer que é é é ali que a luz brilha no meio.
Num certo sentido, a gente poderia então dizer o seguinte, que Jesus não tá produzindo conhecimento. a partir de alguém estranho à multidão. Ele tá pegando alguém lá da multidão, levando a uma percepção mais elevada para devolver esse cara lá pra multidão numa condição transformada.
Exatamente. E talvez o nosso problema hoje teológico é que tentando ser resolutivo, nós estamos pegando pessoas de e e de uma outra condição qualificados. Nós estamos achando que as qualificações deles, as bem-aventuranças, não é uma lista de qualificações.
Pronto. Aleluia. Não é uma lista de qualificações, é uma lista de virtudes.
Então, nós estamos achando que as qualificações vão resolver a sociedade. Só que aí nós estamos apresentando pessoas estranhas porque agora elas elas elas elas não pertencem ao mesmo mundo. Agora Jesus tá falando, ó, vocês continuam sendo esse povo lá miserável.
Só que agora vocês são miserável, luminoso. Claro, não é nem iluminado. Então não é celebrar o direito de ser alguém iluminado.
Então hoje as pessoas estão pagando o direito de serem iluminados. Jesus tá falando pra gente celebrar a responsabilidade de sermos luminosos. Então, não é, não é quanta luz eu vejo e recebo, mas é quanta luz eu transmito.
E aí agora nós temos alguém da alguém da miséria, apesar de mim. A luz que eu transmito apesar de mim. Agora agora eu tenho um miserável luminoso.
Então não é o miserável da pobreza. E a gente foi entendendo que era o miseravelmente pobre, não é aquele miserável, porque ele não tem mais expectativa da riqueza, porque ele é a própria luz. Então agora ele não depende, ele não depende do poder de comprar ou vender.
Ele não depende do de do poder de saber ou não saber. Ele é a luz. Por isso que assim brilha a vossa luz.
Não é brilhar a luz do outro. Jesus tá usando uma linguagem perigosíssima. Isso é de um perigo.
Porque ele tá falando assim: "É a vossa luz". Ele nem tá dizendo que ele poderia dizer, porque na verdade a nossa luz é a luz dele através de nós. Claro.
Só que agora é a luz dele através de nós, mas como sendo nossa e não como se eu fosse apenas um um espelho refletor, um rebatedor da luz. Não, eu não sou um rebatedor da luz. Eu sou a própria expressão da luz, que isso não quer dizer da nossa capacidade.
Uhum. Não quer dizer da nossa competência. Isso, João, tá ficando pesado.
Eh, isso até nos diz, tendo em conta o que estamos a conversar e a considerar, h, que a melhor forma, eu acho, de entender as bem-aventuranças é entendê-las como uma declaração de que ninguém, pela sua condição, está impedido de ser luz. e de ser um aprendiz de Jesus. H, é isso.
Eh, é isso. Eh, de quem não se esperava nada é justamente quem tem luz e vai ser luz para os outros. Ou seja, quem tem nenhum poder para resolver vai ser aquele que vai conduzir a liberdade.
Porque o a a o grande segredo da liberdade é não depender mais da solução. É agora eu sou uma pessoa tão bem resolvida que eu não preciso ter nada resolvido. Independentemente de tá resolvido ou não, o bem resolvido somos nós.
Nós somos a luz. Aliás, eu acho que aqueles que são a luz e os aprendizes de Jesus e os discípulos de Jesus nunca mais vão deixar de ter a noção que são nada. Aliás, eu acho que essa noção do nada, ela vai só aumentando.
E aí é tão interessante a gente ver o que que é, o que que o conhecimento acadêmico tá fazendo com boa parte dos nossos jovens. Eles estão achando que quanto mais eles sabem, eles se tornam alguma coisa e se tornando alguma coisa, eles vão conseguir resolver mais problema. E o grande segredo de você ser a referência é você ter consciência porque você não tem nada.
que na verdade qualquer poder que a gente tivesse não ia resolver o tamanho da bronca que a gente tá enfrentando. Então é melhor ser uma inspiração da pessoa que nós podemos ser do que ser uma solução do problema que nós temos. Uhum.
Isso é uma liberdade. Amém. Meu Deus, como isso liberta.
Como isso conduz a gente para um lugar mais alto, né? Porque agora a gente pode descer. confiantes.
Confiantes. A gente pode descer, a gente pode descer as partes mais baixas da terra, porque caso contrário, nós vamos passar o tempo todo querendo subir. E é isso que o diabo prometeu, formas de subir, sendo que Cristo prometeu garantias de descer.
Nós não temos que encontrar a forma de subir. Nós temos que ter a garantia de poder descer. E esse é o nosso esforço aqui.
Aliás, nós estamos num lugar maravilhoso, porque o que mais tem aqui é montanha de pedra, né? Os Açores é a pura montanha. Agora conta para nós.
Tem que ser o João para contar para nós, pra gente entender aqui, para você receber o espírito dessa conversa. Olha, olha o capricho de Deus. Aonde nós viemos ter essa conversa.
João, como é que surgiram a ilha dos Açores? Como é que era isso? Era uma montanha que já tava lá.
Da onde que vieram? Da onde vieram as montanhas dos Açores? Bom, as ilhas dos Açores, as nove ilhas, não são desprendimentos de terra como muitas ilhas.
Portanto, as ilhas dos Açores são o resultado de erupção, de uma erupção do fundo do mar, das profundezas dos abismos. É isso aí. Ol que coisa linda.
Nós estamos falando aqui de uma coisa que que subiu, que se revelou. é um invisível que tá ganhando uma expressão, é o é o é o intangível ganhando materiale. E nós estamos aqui nos Açores, uma coisa que tava lá no fundo e de repente se tornou um marco, uma referência e não apenas uma referência.
Belo, belo, belo, único, belo, realmente único e belo da onde não se esperava. Não, não. No meio do mar, no meio do mar, a 2 horas meia da Europa e a 4:30 dos Estados Unidos, justamente em frente um do outro.
E ó, firma a câmera aí, Murilo. Dá um pá, um take olhando para lá, ó, descendo ali. Gente, se nós dois pular ali, for nadando, nós vamos sair lá no Atlântico Sul.
Eu tô conversando com você aqui, eu e o João, atrás de nós, Atlântico Sul. Agora é o seguinte, eu fiquei sabendo uma informação que tem tudo a ver aqui com a nossa espiritualidade redentiva. O que que uma atitude, o que que o posicionamento de alguém que aceita pressão pode ser redentivo mais do que resolutivo?
Nós vou deixar passar um trator aqui porque aqui área agrícola toda hora tá subindo uma máquina aqui. E esse é o horário dos caras voltar para casa, tomar um chá, ó. Eita!
E não é máquina pequena não. Tre tá tourando. Eu fico assim, ó.
Gente, vocês não vão pegar aí não. Eu fico aqui em casa. Cheiro de trem de vaca, de porco, capim, trator subindo com este aqui.
Eu tô sentindo em casa conversa aqui deixar num caba. É o seguinte, os Açores tem um papel climático, eh, uma das regiões onde se formam os maiores tornados, as maiores tempestades. Então, as tempestades são formadas a partir de correntes de ar e sobre a superfície do mar.
E um dos lugares onde se formam esses tornados, essas tempestades, mais forte é na região da Flórida, ali dos Estados Unidos. Então, se essas tempestades viessem em direção à Europa pelo mar, elas chegariam 5, 6, 10 vezes pior na Europa. Só que quando elas chegam exatamente na região dos Açores, elas arrefecem.
Então, as ilhas dos Açores tem uma conjuntura geoclimática que dissipa as tempestades. Não é isso? É, é aqui que existe um um fenómeno conhecido entre os meteorologistas que se chama o anticlone dos Açores.
os ciclones terminam aqui, perdem a sua força aqui, provoca muita tensão, muita pressão aqui, às vezes tempestade, mas é é esse fenómeno impede que o que essas intempéries avancem no mar até ao continente europeu. Então, esse conjunto, esse arquipélago aqui de nove ilhas, ele é redentivo. Então, quando a gente assume essa atitude, tá vendo como é que é mais uma questão de postura, de atitude, de que competência.
Então, é o lugar onde as ilhas estão, é a posição que elas ocupam, é a natureza que elas têm. Então é como se as ilhas dos Açores estivessem dizendo para nós assim: "Não é o que você é capaz, é o lugar que você ocupa, não é sua competência, é a sua atitude, não é a sua habilidade, é o seu posicionamento. Mas aí o nosso amigo Murilo, que é um um pesquisador, conto mais, ele toda vez que ele encontra a informação, ele quer aprofundar nela.
Ele trouxe uma coisa fantástica, é que parte dessa condição dos Açores ter esse negócio é porque aqui é um lugar de pressão atmosférica mais forte. Então os açores estão num posicionamento onde existe um índice de pressão atmosférica muito forte. Então, esse posicionamento, esse lugar, esse endereço associado a uma disposição de sofrer a pressão, faz com que as tempestades que poderiam se agravar se dissipem.
Essa é a nossa vocação. Agora você vai chocar o que que tá lá debaixo dos Açores, o que que é a realidade? eh eh geológica dos Açores, que são encontro o quê?
Das placas tectônicas do continente europeu, africano e europeu, americano, Europa e África, o encontro das placas. Então, se a gente quisesse fazer um trabalho de um, igual a gente falar no Brasil, com todo respeito, eu já tô até rindo. Se eu quisesse fazer um trabalho de macumba forte para acabar com tudo quando é encapetado, aqui era o quê?
A encruzilhada. Agora vamos entender por que as pessoas foram desenvolver, porque às vezes a gente olha isso com preconceito e não é. Jesus falou: "É a cruz, é o lugar de encontro.
Se você quiser libertar as pessoas dos seus demônios, das suas escravidões, não veja isso como preconceito. Faça um sacrifício em favor delas, no lugar onde os caminhos delas cruzam. " Então, encruzilhada é lugar de encontro.
Uhum. Portanto, é lugar de oferecer sacrifício em favor da libertação das pessoas. Só que nós resolvemos matar uma galinha no lugar de oferecer nossa própria vida.
Vá para onde os caminhos cruzam. Vá para onde as pensões se encontram. Vá para onde as divisões são evidentes.
Vá para esse lugar onde onde as as culturas conflitam no seu lugar mais subterrâneo. Você pensa bem, meu irmão, que lugar de conflito é esse? Onde encontra a cultura americana, a cultura europeia e a cultura africana lá no seu mais submerso.
Imagina o estress acontecendo lá embaixo agora nesse lugar abismal. as placas tectônicas. Aí sobre esse lugar mais profundo de conflito cultural, relacional, onde irmãos se conflitam como se fosse inimigo, surgiu belo, não.
Aí em cima disso tá o lugar de maior pressão atmosférica também. Também aí vem o lugar de maior pressão atmosférica. No lugar disso tem a erupção de um monte que representa o ponto onde as tempestades se dissipam.
Olha, eu vou, tô agradecido a Deus que não tinha lugar melhor do planeta pra gente ter essa conversa e ilustrar essa conversa dessa forma. Olha que privilégio Deus tá dando pra nossa escola espiritualidade Redentiva. Nossa última aula desse modo.
Esse é o lugar dos bem-aventurados. É o lugar dos bem-aventurados. Esse é o lugar dos bem-aventurados.
Gente que gente que não tá na defesa de si mesmo e ninguém os escolherria, não. Gente que aguenta pressão, não estão em pressão, aguentam a pressão tempo todo, mas que tomaram uma decisão, nós seremos o lugar de encontro que vai absorver as tensões culturais, que vai suportar as pressões atmosféricas e que vai dissipar as tempestades, as entanias para ser um lugar de liberdade, portanto, belo como os Açores. Como os Açores.
Muito bom. Valeu, meu amigo. Eu poderia ter imaginado um lugar bom pra gente começar.
A sala da sua casa, a torre de Belém. Mas Deus tinha preparado um lugar mais. Amém.
Mas E sabe, amado, tem 30 anos que o João me convida para vir nos Açores. Desde que eu te conheci. Você fala: "Paulo, você tem que conhecer os Açores.
O dia que você conheceu os Açores, agora você não sabe. O meu cósogro, o pai do Renan, o avô dos meus netos lá de Santa Catarina. Agora veio, rapaz, os meus netos de Santa Catarina, que foi fundada pelos assorianos, o meu cósogro Adilson Rodriguez é dos Açores.
Uhum. Daqui da Terceira. É, a família dele é da ilha terceira.
Os Açores são nov ilhas. São novas, mas ele é da terceira. Tanto é que ele já veio aqui e ele falava para mim, fala: "Paulo Júnior, um dia você vai conhecer os Açores.
Ele já andou por isso aqui tudo, escreveu história, fez a árvore genealógica, ame esse lugar". Então eu queria terminar essa aula honrando também a vida do meu amigo Adilson Rodrigues, que teve o cuidado de educar tão bem o Renan, que teve a nobreza e a dignidade de desposar minha filha tão preciosa, a Lídia, aquela que é serva de todos, que é hospedeira de todos e dessa união do valente Renan e da hospitaleira Lídia. Nasceram a Valentina, que é valente, Pedro que é destemido e a Catarina que é transgressora.
Então, muito bom. E pura, né? Pura.
É a pura transgressão. E muito bom. Mas fala aí, entrega o que você tiver para entregar pra gente concluir essa aula aí, o que tá no seu coração.
Olha, eu quando tu me disseste o que o que vínhamos falar, lembrei-me de um texto do Dallas Willard, que é um autor que eu pessoalmente gosto muito de ler. Ele diz sobre as bem-aventuranças, que nós costumamos chamar às bem-aventuranças o sermão do monte. O Dallas diz que não é nenhum sermão, é uma conversa.
É uma conversa, rapaz. Tá vendo? Até porque Jesus se senta e e senta a multidão, que é estranho, porque ele está a falar para uma multidão e ainda assim está sentado.
E isto lembra-me ainda outra coisa que é quando a gente não senta para entender para conhecer Jesus, normalmente a vida vai forçar-nos a sentar para considerar ouvi-lo. É. E enfim, esse é outro aspecto.
O Dallas diz assim, diz que a, num dos seus livros diz que o sermão do monte ou a conversa no monte, melhor dizendo, é a manifestação da disponibilidade graciosa do governo e da justiça de Deus para toda a humanidade, por intermédio da confiança no próprio Deus, Jesus Cristo, que está entre nós, por isso próximo. Elas, as bem-aventuranças, cumprem o propósito de selecionar aqueles que, do ponto de vista humano, são considerados como os mais perdidos, sem possibilidade de terem a bênção ou sequer do interesse de Deus segundo os religiosos, e exibindo-os como aqueles que estão usufruindo do toque celestial e da provisão abundante de Deus. Tal cuidado e provisão divinos demonstram a todos que nenhuma condição humana exclui a bem-aventurança.
Eh, demonstram também que é Deus, é apenas ele que pode ir ao auxílio de qualquer pessoa com o seu cuidado e livramento por intermédio dos bem-aventurados. E o sistema religioso e humano do tempo de Jesus deixava estas multidões de fora. Mas ele, Jesus recebia-os no seu reino e enviava-os como luz para todos os outros.
Amém. E por isso eu me lembrei também de Isaías 9. Exato.
É isso. E o ser bem-aventurado jamais estará comprometido por demérito. Uhum.
E jamais estará garantido por mérito. Exatamente. Bem-aventurança não é uma coisa que você garante por mérito, não.
E nem que você perde por demérito. Bem-aventurança é o que você conhece na relação. Uhum.
Bem-aventurança é o que transforma a forma como nós conhecemos a nós mesmos e ressignificamos a nossa existência no mundo. Então, muito bom, meu amigo. Que honra, que privilégio.
Obrigado, Paulo. Quando a gente pensou, quando a gente foi fazer a lista eh de quem a gente gostaria de ter nessa mesa conversando, sem dúvida alguma, você tava lá assim como alguém muito próximo de minha geração, com quem eu queria conversar sobre esse assunto. Amém.
Então, obrigado mais uma vez a honra com que a gente tá sendo recebido aqui e que o Senhor faça resplandecer sobre todos o seu rosto. Amém. e nos dê paz sempre em nome de Cristo Jesus.
O Senhor até a próxima.